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PROJETO DE EXTENSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÃOS QUE CRIAM MENTES QUE CURAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome do Aluno: Isabela Arruda Pelegrine Gomes, Graziely Bernardo Françoso, 
Andreyna Francielly Ramos Freitas, Beatriz da Silva dos Santos 
Orientador: Ana Carla Moreira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Guarantã do Norte-MT 
2024 
 
 
 
Faculdade de Guarantã do Norte - UNIFAMA 
mantida pela UNIFAMA - União das Faculdades de Mato Grosso 
 
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SUMÁRIO 
RESUMO...................................................................................................................................3 
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................4 
2. OBEJTIVOS........................................................................................................................5 
2.1. OBJETIVO GERAL..........................................................................................................5 
2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS............................................................................................5 
3. JUSTIFICATIVA................................................................................................................5 
4. METODOLOGIA ...............................................................................................................6 
5. CRONOGRAMA ................................................................................................................6 
6. RESULTADOS ESPERADOS ...........................................................................................7 
7. DESENVOLVIMENTOS ...................................................................................................8 
8. CONCLUSÃO...................................................................................................................14 
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........................................................................15 
10. APÊNDICE A....................................................................................................................16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faculdade de Guarantã do Norte - UNIFAMA 
mantida pela UNIFAMA - União das Faculdades de Mato Grosso 
 
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REUSUMO 
projeto visa promover a saúde mental e prevenir problemas psicológicos em uma 
comunidade de Peixoto de Azevedo-MT, abrangendo também a população de Matupá. A busca 
inicial para desenvolver ações que ajudem a enfrentar a pobreza, promovendo a geração de 
renda, fortalecendo as relações comunitárias e ressignificando a vida social em contextos de 
sofrimento e vulnerabilidade. O artesanato é utilizado como ferramenta terapêutica, aliviando 
esforços em casos de ansiedade e incentivando a socialização e a expressão emocional em casos 
de depressão. A prática artesanal, além de ser benéfica para o bem-estar físico e mental, 
promove a troca de experiências e fortalece laços interpessoais, revelando-se uma atividade 
valiosa para pessoas de todas as idades. Já teve a oportunidade fazer tricô com várias pessoas? 
Há muita discussão, conselhos e experiências de uma forma realmente nova, o que torna a 
atividade mais fácil e os laços entre as pessoas mais fortes. A troca de informações faz com que 
você sinta que está contribuindo com a sociedade. 
Palavras-chave: Psicologia Social e Sociológica; Artesanato; Psicoterapias; Saúde mental. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faculdade de Guarantã do Norte - UNIFAMA 
mantida pela UNIFAMA - União das Faculdades de Mato Grosso 
 
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1. INTRODUÇÃO 
O projeto visa o artesanato aplicado na saúde mental com o individual tanto individual 
quanto grupal, o artesanato pode ser uma forma poderosa de expressão emocional. o artesanato 
como recurso psicossocial de prevenção social e produção de saúde mental para os morados no 
do Municípios do interior de Peixoto de Azevedo na perspectiva pós pandemia”, consiste em 
disponibilizar, para a população da cidade, onde encontra-se localizado a comunidade Jarinã, 
oficinas de práticas artesanais, sendo essas, preferencialmente, com intuito de trabalhar a 
ansiedade, Redução do estresse, aumento da autoestima, conexões sociais, Tradição e cultura e 
entre outros. Assim, tem-se a ACS (AGENTE COMUNITARIO DE SAUDE) como 
responsável pela divulgação das oficinas disponíveis em cada semana, bem como pela 
organização das inscrições dos interessados, sendo essas realizadas pelo registro do nome, 
contato e comprovação de residência. A importância das oficinas e de maneira a promover e 
acompanhar o fortalecimento grupal. 
Ainda nessa perspectiva, o projeto tem como objetivo não apenas atuar na possibilidade 
de geração de renda, mas também como uma forma de promover o fortalecimento das relações 
intercomunitárias e contribuir para a saúde psicológica do público em questão, o qual 
frequentemente tem de lidar com situações de vulnerabilidade social. Como constatou 
Torossian & Rivero (2009), o baixo nível de escolaridade, dificuldades de conseguir renda e a 
falta de acesso ao lazer colocam esses indivíduos em vulnerabilidade social, gerando assim, 
sofrimento psíquico. Dessa forma, os indivíduos que estão nos grupos mais marginalizados do 
corpo social estão submetidos a estresse, sofrimento e tristeza, gerado por essa sensação de 
abandono social, segundo GÓIS (2012). a pobreza é discutida de forma multidimensional, 
relacionando-se a outros aspectos além da condição financeira. 
Esse projeto se aplica o intuito de intervir diante de todo atravessamento que envolve as 
questões de vida perpassadas na comunidade, a fim de proporcionar condições mais dignas à 
população. 
Vale lembrar que o projeto, foi desenvolvido um estudo de campo presencial, tendo em 
vista que o local possui uma estrutura física melhor. o projeto ocorrerá atendendo todas as 
normas de vigilância sanitária determinada pela Organização Mundial de Saúde, bem como as 
organizações de políticas públicas. 
 
 
 
 
 
 
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2. OBJETIVO 
2.1. OBJETIVO GERAL 
Usar o trabalho artesanal como um meio para alcançar um impacto positivo na saúde 
mental e social dos indivíduos, ao mesmo tempo em que se promove o desenvolvimento, 
integração comunitária e melhora cognitiva, ou a criação de um espaço seguro para a reflexão 
e o autoconhecimento. 
2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Reduzir os níveis de ansiedade e estresse por meio da expressão criativa; 
 Fortalecer a autoestima e o senso de propósito dos participantes; 
 Oferecer alternativas saudáveis para lidar com vícios e comportamentos prejudiciais; 
 Promover um espaço de convívio social e suporte mútuo; 
 Comunidade carente de atendimento especializado; 
3. JUSTIFICATIVA 
O presente projeto pretende refletir sobre a prevenção e promoção de saúde mental em 
comunidade do Município de Peixoto de Azevedo-MT. Além disso, é visto alcançar, para a 
população residente do Matupá, a realização da intervenção, a promoção de medidas efetivas 
no melhoramento ao enfrentamento da pobreza, ressignificando a vida social de completo 
sofrimento psíquico e vulnerabilidade social, oferecendo, pelo menos, uma oportunidade de 
geração de renda, a promoção de saúde e o fortalecimento das relações entre os moradores da 
comunidade. Segundo a psicóloga Daniele Naconechny, fazer artesanato contribui para a 
mudança de pensamentos e percepções, especialmente em indivíduos com síndrome do pânico. 
Desta forma, a pessoa se sente mais relaxada, já que está focada na atividade manual. Para 
aqueles que lidam com a ansiedade, o artesanato se torna uma maneira de aliviar a tensão. Já 
no caso da depressão, essa prática é excelente, pois a pessoa costuma se isolar socialmente e, 
assim, o artesanato passa a ser uma atividadepara ocupar a mente. Outro fator importante é que 
o artesanato ajuda na capacidade da pessoa se expressar, fazendo com que a pessoa consiga 
transmitir na arte aquilo que jamais teve coragem de colocar para fora. Quando você faz uma 
atividade com as mãos, você se conecta com as coisas simples da vida que te fazem feliz e que 
talvez você nem perceba. Hoje, devido à industrialização de tudo, o ser humano deixa de fazer 
coisas que seriam de grande benefício para sua saúde física e mental porque pensa que não 
precisa fazer uma vez que se for a alguma loja terá tudo feio para você o que no fundo te leva 
a achar que você não “faz nada” durante seu tempo. Já teve a oportunidade fazer tricô com 
várias pessoas? Há muita discussão, conselhos e experiências de uma forma realmente nova, o 
 
 
 
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que torna a atividade mais fácil e os laços entre as pessoas mais fortes. A troca de informações 
faz com que você sinta que está contribuindo à sociedade sua experiência. O que é altamente 
recomendado para pessoas de todas as idades. A arte de fazer artesanato deveria fazer parte de 
todas as famílias se as mesmas soubessem que essa “brincadeirinha” desenvolve o físico, o 
mental, aguça a percepção de detalhes, promove conexão com o que realmente importa, 
conexão interpessoal entre outros milhares de benefícios. 
4. METODOLOGIA 
Para o desenvolvimento do projeto intitulado "Mãos que Criam, Mentes que Curam", 
foi adotada uma metodologia baseada na abordagem quantitativa, utilizando a revisão narrativa 
da literatura como principal estratégia para reunir e analisar dados sobre a relação entre 
artesanato e psicologia, focando nos seus aspectos terapêuticos e lucrativos. 
Primeiramente, realizou-se uma busca ampla nas bases de dados acadêmicas com o 
objetivo de identificar estudos, artigos e livros que abordassem a relação entre o fazer artesanal 
e seus benefícios à saúde mental. Foram priorizados materiais que tratassem do uso de técnicas 
manuais, como crochê, pintura, escultura, entre outras, no contexto terapêutico. A partir disso, 
foi possível organizar uma narrativa que descreve as diferentes formas de integração dessas 
práticas artesanais em intervenções psicológicas. 
A metodologia buscou também examinar o potencial lucrativo associado ao uso do 
artesanato como uma forma de terapia ocupacional, o que envolveu a análise de estudos 
quantitativos sobre a viabilidade financeira dessas atividades, bem como seus impactos 
econômicos para indivíduos em processo terapêutico. Assim, o estudo visou identificar não 
apenas os benefícios subjetivos em termos de bem-estar psicológico, mas também os resultados 
objetivos em termos de geração de renda e inclusão social. 
5. CRONOGRAMA DE APLICAÇÃO DO PROJETO 
O cronograma do nosso projeto de extensão referente a mãos que criam, mentes que 
curam foi criado e subdivido com o intuito de abranger os dois bimestres, onde as etapas foram 
bem divididas, e serão descritas detalhadamente a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Cronograma do Projeto de Extensão. 
Tema do projeto Etapas 1°Bimestre 2°Bimestre 
Mãos que criam, 
mentes que curam 
Pesquisas e estudos sobre o tema; X 
Elaboração do projeto; X 
Entrega do início do projeto escrito; X 
Execução do projeto; X 
Resultados e discussões do projeto X 
Entrega da escrita do projeto 
finalizado 
 X 
Apresentação do projeto em formato 
do Banner 
 X 
6. RESULTADOS ESPERADOS 
Os resultados esperados do projeto "Mãos que Criam, Mentes que Curam" para a 
comunidade carente de atendimento especializado estão focados em proporcionar uma 
transformação significativa no bem-estar psicológico e social dos participantes. Através das 
atividades de artesanato, pretende-se alcançar uma série de melhorias na saúde mental, com 
especial atenção à redução de sintomas de ansiedade, depressão, vícios entre outros aspectos 
que são prevalentes em contextos de vulnerabilidade social. 
O artesanato, como ferramenta terapêutica, é esperado que promova a expressão 
emocional, oferecendo aos participantes uma maneira segura e criativa de externar suas 
emoções e experiências de vida. Esse processo de autoexpressão deve facilitar a elaboração de 
sentimentos reprimidos e ajudar a aliviar o estresse e as tensões cotidianas. Com isso, espera-
se uma elevação do bem-estar geral, à medida que os participantes adquirem maior controle 
sobre suas emoções e encontram prazer e satisfação nas atividades manuais. 
Outro resultado almejado é a construção de vínculos sociais mais fortes dentro da 
comunidade. O ambiente colaborativo das oficinas de artesanato incentivará a interação entre 
os participantes, criando um espaço de apoio mútuo e troca de experiências. Isso é 
 
 
 
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particularmente importante em comunidades sem atendimento especializado, onde o 
isolamento social e a falta de redes de suporte emocional podem agravar problemas de saúde 
mental. Através dessas conexões, os participantes poderão desenvolver habilidades 
interpessoais, como empatia, cooperação e comunicação eficaz, o que contribuirá para o 
fortalecimento dos laços social local. 
Além dos benefícios emocionais e sociais, espera-se que o projeto traga também uma 
sensação de empoderamento pessoal e econômico. Ao aprender novas técnicas artesanais, os 
participantes poderão enxergar o artesanato como um potencial fonte de renda, o que pode 
aumentar a autoestima e proporcionar maior segurança financeira. Com a orientação oferecida 
nas oficinas sobre como monetizar os produtos feitos, espera-se que alguns participantes 
consigam gerar uma fonte de lucro a partir de suas criações, melhorando sua qualidade de vida 
e a de suas famílias. 
Em suma, os resultados esperados englobam a melhoria da saúde mental, o 
fortalecimento das relações interpessoais e o empoderamento econômico, proporcionando aos 
participantes ferramentas para lidar melhor com seus desafios emocionais e sociais em um 
contexto de carência de serviços especializados. 
7. DESENVOLVIMENTO 
Estudos mostraram que o artesanato pode ser uma forma eficaz de terapia. Por exemplo, 
um estudo publicado em Art Therapy: Journal of the American Art Therapy Association 
descobriu que a prática de artesanato pode reduzir o estresse e a ansiedade em mulheres com 
câncer de mama. Outro estudo publicado no Journal of Public Health descobriu que a prática 
de artesanato pode melhorar a saúde mental e física dos idosos. Uma das principais razões pelas 
quais o artesanato é eficaz como terapia é que ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade. Ao focar 
em uma atividade criativa, é possível afastar as preocupações cotidianas e se concentrar no 
momento presente. Isso pode ajudar a reduzir a atividade do sistema nervoso simpático, 
responsável pela resposta ao estresse. Além disso, o processamento pode ajudar a liberar 
dopamina, um neurotransmissor associado a sensações de prazer e bem-estar. Auxilia na 
diminuição da ansiedade e no aprimoramento do humor. Ao criar algo com as mãos, você se 
sente mais confiante e orgulhoso do seu trabalho. Isso pode ajudar a aumentar a autoconfiança 
e a autoestima. Além disso, a criatividade também pode ajudá-lo a desenvolver competências e 
habilidades que você não conhecia antes. Aprender uma nova habilidade pode ser uma 
experiência gratificante e emocionante, que pode ajudar a melhorar a autoestima. aumentar a 
concentração e a consciência. 
 
 
 
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Ao trabalhar em um projeto, você precisa se concentrar na tarefa em questão. Isso pode 
ajudara aumentar o foco e a atenção, habilidades importantes para a saúde mental e emocional. 
Além disso, a criatividade pode ajudar a reduzir a ruminação, que ocorre quando você se 
concentra em pensamentos negativos ou preocupações repetitivas. Quando você está focado em 
uma atividade criativa, não tem tempo para pensar em preocupações ou problemas, o que pode 
ajudar a reduzir a ruminação. Eles ajudam a reduzir a solidão e o isolamento social. Ao 
participar de grupos ou workshops de artesanato, você tem a oportunidade de conhecer outras 
pessoas com interesses semelhantes. Isso pode ajudar a aumentar as conexões sociais e reduzir 
a sensação de isolamento. Além disso, o tratamento pode ajudar a melhorar os relacionamentos 
existentes. Quando você cria algo para outra pessoa, isso pode ajudar a fortalecer os laços 
emocionais e aumentar a conexão entre você e a pessoa para quem você criou o presente. 
Reduzir a pressão arterial e melhorar a saúde cardiovascular. Quando você se envolve em uma 
atividade artesanal, sua mente é forçada a se concentrar no momento presente, em vez de ficar 
presa em pensamentos do passado ou em preocupações com o futuro. Isso ajuda a reduzir a 
ansiedade e o estresse porque você está mais presente e menos propenso a se preocupar com 
coisas que não podem ser mudadas. Além disso, o artesanato pode ajudar a desenvolver 
habilidades de meditação e meditação, o que pode ser extremamente benéfico para a saúde 
mental. Muitos tipos de artesanato envolvem movimentos repetitivos, como tricô, crochê, 
bordado e costura, que podem ter um efeito calmante e calmante no cérebro. Embora os termos 
“artesanato” e “arte” sejam frequentemente usados de forma intercambiável, eles geralmente se 
referem a coisas diferentes. Em geral, o artesanato é visto como um meio de produção de objetos 
úteis ou decorativos com técnicas e técnicas manuais tradicionais. A arte, por outro lado, é 
geralmente considerada uma forma de expressão criativa valorizada pelo seu valor estético e 
emocional. 
No entanto, existe muita sobreposição entre as duas categorias e muitas formas de arte 
podem ser consideradas artesanais e vice-versa. A execução do projeto “Mãos que Criam, 
Mentes que Curam” foi direcionada a uma comunidade carente de atendimento psicológico 
especializado, com o objetivo de proporcionar intervenções terapêuticas por meio do artesanato. 
A escolha da comunidade foi baseada em critérios socioeconômicos e no levantamento de 
necessidades de saúde mental, identificando um público vulnerável que carece de apoio para 
lidar com questões emocionais e psicológicas. 
O projeto foi estruturado em dois bimestres. No primeiro bimestre, focamos na 
introdução das técnicas artesanais, tais como bordado, crochê, pintura e escultura, em um 
 
 
 
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ambiente seguro e acolhedor. Os participantes foram incentivados a escolher as atividades que 
mais lhes atraíam, visando promover o engajamento e a autoexpressão. As sessões semanais 
incluíam demonstrações das técnicas, seguidas pela prática supervisionada, com o apoio de 
profissionais especializados tanto em artesanato quanto em psicologia. Durante esse período, 
além de ensinarmos as habilidades manuais, buscamos construir um espaço de escuta ativa, no 
qual os participantes pudessem compartilhar suas emoções e experiências de vida. Esse 
processo foi conduzido de maneira informal, respeitando os limites e o tempo de cada pessoa, 
e resultou em um ambiente de confiança, onde o artesanato se tornou um meio de diálogo 
emocional e fortalecimento das relações interpessoais. No segundo bimestre, o foco foi a 
aplicação prática do que havia sido aprendido. Nesse estágio, começamos a introduzir a ideia 
do artesanato como uma possível fonte de renda. Realizamos oficinas para discutir estratégias 
de precificação, divulgação e venda dos produtos, explorando meios digitais e presenciais para 
comercialização. Alguns participantes, motivados pela possibilidade de lucro, começaram a 
organizar pequenos bazares locais com a produção artesanal. Além disso, aqueles que 
demonstraram maior aptidão ou interesse foram orientados sobre como expandir essas 
atividades para o ambiente online. 
A execução do projeto também contou com avaliações periódicas, utilizando 
questionários estruturados e conversas em grupo, para acompanhar o impacto das atividades 
tanto na saúde mental quanto no bem-estar econômico dos participantes. Observamos uma 
melhora significativa nos níveis de autoestima, diminuição de sintomas de ansiedade e aumento 
no senso de pertencimento comunitário 
No contexto do projeto que une artesanato e psicologia, os trabalhos de Carl Gustav 
Jung, Donald Winnicott, Viktor Frankl, Mihaly Csikszentmihalyi, e teóricos da arteterapia 
como Edith Kramer e Margaret Naumburg, oferecem uma base sólida para entender a criação 
artesanal como uma ferramenta poderosa de expressão, cura e autodescoberta. Cada um desses 
autores fornece perspectivas essenciais sobre a importância da criatividade e da arte na 
promoção da saúde mental e do bem-estar psicológico. 
Carl Gustav Jung e o Processo Criativo: Carl Gustav Jung é central neste contexto ao 
propor que a criatividade, especialmente por meio da arte, facilita o acesso aos conteúdos 
inconscientes e aos arquétipos, ajudando no processo de individuação, que é a integração de 
todos os aspectos do self. Para Jung, a criação artística permite que o inconsciente se manifeste, 
tornando possível a expressão de símbolos internos e imagens que, ao serem externalizados, 
ajudam na cura psicológica. O conceito de imaginação ativa de Jung, no qual atividades 
 
 
 
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criativas ajudam a trazer ao consciente os conteúdos do inconsciente, pode ser aplicado 
diretamente ao artesanato, visto como uma ponte entre o mundo interno e o externo. O ato de 
criar com as mãos permite uma conexão direta com o inconsciente, promovendo 
autoconhecimento e bem-estar psicológico. Como Jung afirmou: “A criação de algo novo não 
é realizada pelo intelecto, mas pelo instinto de brincar, que atua a partir de uma necessidade 
interior” (Jung, 1964). 
Donald Winnicott e a Criatividade: Donald Winnicott, outro psicanalista 
fundamental, destacou a importância do brincar e da criatividade para o desenvolvimento 
emocional e para a expressão do verdadeiro self. O artesanato, segundo Winnicott, pode ser 
uma extensão do brincar, um espaço de criação onde o indivíduo pode expressar aspectos 
internos de maneira segura e criativa. Winnicott ressaltou que o espaço criativo permite a 
conexão com o verdadeiro self, afastando-se do falso self – aquele moldado pelas expectativas 
externas. O espaço potencial que ele descreve, onde a criatividade floresce, é essencial para o 
desenvolvimento da autenticidade e para a cura emocional. Como Winnicott (1971) afirmou: 
“É na brincadeira e apenas na brincadeira que o indivíduo pode ser criativo e usar sua 
personalidade integral”. 
Viktor Frankl e o Sentido Através da Criação: Viktor Frankl, criador da logoterapia, 
destaca que a busca de sentido é a principal motivação do ser humano, especialmente em 
situações adversas. Para Frankl, o artesanato pode ser uma forma de encontrar significado, já 
que o ato de criar algo tangível proporciona uma sensação de propósito e realização. A criação 
de objetos com as mãos oferece uma oportunidade de reconectar-se com um sentido maior, 
mesmo em meio ao sofrimento. Frankl afirmou: “O homem está pronto para sofrer, desde que 
esse sofrimento tenha um sentido” (Frankl, 1946). No artesanato, essa busca por sentido pode 
ajudar a lidar com emoções complexas e proporcionar uma saída construtiva para o sofrimento. 
Mihaly Csikszentmihalyi e o Estado de Flow: Mihaly Csikszentmihalyi,com sua 
teoria do flow, descreve o estado de imersão profunda em uma atividade como uma experiência 
que promove bem-estar psicológico. O artesanato, assim como outras formas de arte, pode 
facilitar a entrada nesse estado de concentração total, onde o tempo parece parar e o indivíduo 
está completamente envolvido na tarefa. Csikszentmihalyi (1990) afirma que “As pessoas são 
mais felizes quando estão em um estado de flow – completamente envolvidas em uma atividade 
pela sua própria vontade e com o foco total no processo de criar”. O artesanato oferece esse 
equilíbrio entre desafio e habilidade, proporcionando satisfação e benefícios emocionais. 
 
 
 
 
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 Arteterapia: Edith Kramer e Margaret Naumburg: Na arteterapia, teóricas como 
Edith Kramer e Margaret Naumburg também são relevantes para o entendimento do artesanato 
como ferramenta terapêutica. Kramer enfatiza que o 
processo criativo por si só tem poder curativo, permitindo a expressão simbólica de 
emoções. Já Naumburg via o processo criativo como um canal para o inconsciente, onde os 
indivíduos podem expressar conflitos internos de maneira não verbal, através de formas e 
imagens. O artesanato, nesse contexto, funciona como uma forma de arteterapia, ajudando as 
pessoas a externalizarem suas emoções e a reorganizarem sua vida psíquica. Pode ser 
compreendido como uma aplicação prática dos conceitos de Jung, Winnicott, Frankl, 
Csikszentmihalyi e teóricos da arteterapia. O artesanato funciona como uma poderosa 
ferramenta de expressão emocional e autodescoberta, promovendo a integração entre o 
consciente e o inconsciente, facilitando a cura emocional e o bem-estar psicológico. 
O projeto pode oferecer um amparo significativo para comunidades carentes, tanto no 
que diz respeito à saúde mental quanto ao bem-estar social. A combinação de artesanato e 
psicologia tem o potencial de atuar como uma ferramenta de transformação individual e 
coletiva, permitindo que pessoas em situações de vulnerabilidade social encontrem formas de 
expressão, autoconhecimento e superação. 
Em primeiro lugar, a proposta do projeto pode auxiliar na saúde mental ao criar um 
espaço seguro e acolhedor, onde os participantes possam explorar suas emoções e angústias por 
meio de atividades criativas. O artesanato permite que os indivíduos expressem sentimentos e 
conflitos internos de maneira não verbal, o que pode ser especialmente importante em contextos 
onde a comunicação direta sobre questões emocionais pode ser difícil ou estigmatizada. Nesse 
sentido, o projeto oferece uma abordagem inclusiva, que não exige habilidades artísticas 
prévias, mas sim o desejo de participar e se envolver no processo criativo. Ao permitir a 
externalização de conteúdos emocionais por meio da criação manual, o projeto segue princípios 
de arteterapia, conforme discutidos por teóricos como Edith Kramer e Margaret Naumburg. 
Através da criação de objetos, os participantes têm a oportunidade de reorganizar suas 
experiências internas de forma visual e concreta, promovendo a compreensão de si mesmos e 
de seus sentimentos. Isso pode ter um impacto direto no bem-estar mental, ajudando a reduzir 
os níveis de ansiedade, estresse e depressão, que muitas vezes são exacerbados em comunidades 
com acesso limitado a recursos de saúde mental. 
Outro aspecto importante é a criação de um espaço comunitário, onde as pessoas podem 
se reunir, compartilhar experiências e desenvolver redes de apoio mútuo. Para comunidades 
 
 
 
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carentes, a ausência de redes de suporte social pode agravar o isolamento e a exclusão, 
aumentando a sensação de abandono e impotência. O projeto, ao proporcionar um ambiente 
colaborativo, pode ajudar a fortalecer os laços sociais, promover o senso de pertencimento e 
reduzir a solidão. Através das oficinas de artesanato, as pessoas têm a chance de interagir, trocar 
conhecimentos e experiências, o que também contribui para a construção de uma identidade 
comunitária mais forte. 
A prática do artesanato no projeto pode, ainda, oferecer uma via de empoderamento 
econômico para a comunidade. Ao desenvolver habilidades manuais e criativas, os participantes 
podem descobrir talentos que podem ser transformados em fontes de renda, por meio da venda 
de produtos artesanais. Em comunidades carentes, onde as oportunidades de emprego podem 
ser escassas, a capacitação em técnicas artesanais pode abrir portas para a geração de renda, 
ajudando a mitigar o impacto da pobreza. Além disso, ao promover a autonomia criativa e 
financeira, o projeto contribui para o fortalecimento da autoestima e da autossuficiência dos 
participantes. 
O impacto social do projeto também se reflete na promoção de um ambiente de troca 
intergeracional. Em muitas comunidades, o conhecimento artesanal é transmitido de geração 
em geração, e o projeto pode servir como um espaço para que os mais velhos compartilhem 
suas técnicas e saberes com os mais jovens, fortalecendo os laços familiares e comunitários. 
Essa interação entre diferentes faixas etárias é fundamental para a preservação cultural e para a 
criação de uma identidade coletiva mais sólida, baseada na valorização dos saberes locais. 
Em termos de saúde mental, o projeto também está alinhado com a ideia de flow, 
conforme desenvolvida por Mihaly Csikszentmihalyi. O estado de imersão profunda em uma 
atividade criativa, como o artesanato, pode proporcionar uma sensação de equilíbrio, controle 
e bem-estar, ajudando os indivíduos a se desligarem temporariamente das preocupações 
cotidianas e a encontrarem prazer e satisfação no processo criativo. Essa experiência de flow, 
ao ser vivenciada em um contexto seguro e acolhedor, pode promover a resiliência emocional 
e a capacidade de lidar com os desafios da vida. 
O conceito de “espaço potencial” de Donald Winnicott também pode ser aplicado ao 
projeto, que oferece um ambiente intermediário entre a realidade interna e externa, onde os 
participantes podem experimentar e criar livremente, sem medo de julgamento ou repressão. 
Esse espaço, essencial para o desenvolvimento emocional e para a expressão do verdadeiro self, 
pode ajudar os indivíduos a se reconectarem com suas emoções e a explorarem aspectos de si 
mesmos que, em muitos casos, foram negligenciados ou reprimidos devido às condições 
 
 
 
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adversas de vida. Outro elemento de grande relevância é a perspectiva de Viktor Frankl sobre a 
busca de sentido, fundamental no processo de cura emocional. O artesanato pode ser uma 
maneira de os participantes encontrarem propósito e significado, mesmo diante de situações de 
sofrimento e adversidade. A criação de algo tangível e belo oferece uma oportunidade de 
ressignificar a dor e transformar o sofrimento em uma experiência de superação e realização 
pessoal. 
O projeto não só atua como um espaço de cura emocional, mas também como uma 
plataforma de transformação social. Ao integrar o aspecto psicológico com a capacitação 
criativa, ele oferece às comunidades carentes um caminho para o desenvolvimento de 
habilidades, a melhoria do bem-estar mental e a construção de uma rede de apoio social, 
contribuindo para uma mudança positiva tanto no nível individual quanto no coletivo. 
Em resumo a execução do projeto conseguiu integrar o trabalho artesanal como 
ferramenta terapêutica e geradora de renda em uma comunidade que, além de carente de 
recursos financeiros, também enfrentava uma grande demanda por cuidados em saúde mental. 
Através do artesanato, foi possível promover uma abordagem acessível e eficaz de apoio 
emocional e empoderamento econômico. 
8. CONCLUSÃOEm suma, os resultados esperados englobam a melhoria da saúde mental, o 
fortalecimento das relações interpessoais e a liberdade econômico, proporcionando para os 
participantes, ferramentas para lidar melhor com seus desafios emocionais e sociais em um 
contexto de carência de serviços especializados. 
Ao aprender novas técnicas artesanais, os participantes poderão enxergar o artesanato 
como uma fonte de renda, o que pode aumentar a autoestima e proporcionar maior segurança 
financeira. Com a orientação oferecida nas oficinas sobre como monetizar os produtos feitos, 
espera-se que alguns participantes consigam gerar uma renda extra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CSIKSZENTMIHALYI, M Criatividade: Flow e a psicologia da descoberta e invenção. 
New York: HarperCollins. 1996. 
CSIKSZENTMIHALYI, M. Encontrando o flow: A psicologia do engajamento com a vida 
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Faculdade de Guarantã do Norte - UNIFAMA 
mantida pela UNIFAMA - União das Faculdades de Mato Grosso 
 
16 
 
APÊNDICE A 
EXECUÇÃO DO PROJETO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
imagem de idosa sorrindo vendo o resultado do seu trabalho

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