Prévia do material em texto
NOÇÕES DO CONCEITO NEUROEVOLUTIVO BOBATH Definição: É uma abordagem para a solução de problemas, para a avaliação e para o tratamento de indivíduos com distúrbios da função, do movimento e do controle postural, devido a lesões do sistema nervoso central (Raine,2006; IBITA,2008). Histórico: Surgiu na década de 40 com a fisioterapeuta Berta Bobath e o neuropediatra Karel Bobath, com o tratamento de crianças com paralisia cerebral. Enfoque na reabilitação de pacientes que sofrem de lesão neuromotora de origem cerebral. Princípios de tratamento: Inibir a atividade reflexa e padrões de movimento anormais; Facilitar os padrões motores normais; Fornecer o máximo de informações exteroceptivas e proprioceptivas; Realizar um atendimento individual; Tratar o paciente de forma global. SNC é um órgão de reação e não de ação, ou seja, ele responde a partir de estímulos internos e externos ao corpo que lhe são oferecidos. As células do SNC – excitar ou inibir – facilitando atividades úteis e impedindo movimentos indesejados. Reabilitação e a aprendizagem= estimulação, inibição ou facilitação. Objetivos: Edificar reações posturais normais Opor-se as reações posturais anormais Ajustar padrões funcionais Reduzir espasticidade Favorecer movimentos automáticos e voluntários pré- funcionais Evitar ou minimizar contraturas e deformidades Técnicas: Pontos- Chaves Padrões de movimento influenciando o tônus(PIT) Estimulação tátil e proprioceptiva Desenvolvimento neuromotor normal Indicações: Melhorar controle postural e simetria corporal Alongar músculos Dar maior propriocepção articular Adequar o tônus muscular Estimular reações de proteção, equilíbrio e endireitamento Realizar dissociações de cinturas Aprimorar a deambulação Principais enfoques: .Perturbações de SNC de crianças e adultos. .Pacientes flácidos ou espásticos (AVE,TCE,TRM,EM) .Pacientes incoordenados (cerebelopatas) .Lesões extrapiramidais(Doença de Parkinson e outros). Materiais utilizados: Bola Bobath Rolo Espelho Tatame Escada/Rampa Prancha de equilíbrio Brinquedos Faixa elástica Discoflex 1. Pontos-chaves: São pontos centrais do corpo influindo em regiões mais distais controlando o tônus e o movimento provocando reações automáticas. São geralmente as articulações. 2. Padrões de Movimento Influenciando o tônus: Os PIT inibem os padrões anormais e facilitam a ocorrência da movimentação ativa o mais próximo possível do normal simultaneamente. Eles substituem os Padrões de Inibição Reflexa(PIR). O manuseio do fisioterapeuta guia para atividades funcionais, ou por meio de comando verbal ou pela demonstração de uma atividade funcional. INIBIÇÃO COMBINADA COM FACILITAÇÃO 3. Estimulação tátil e proprioceptiva: a. Transferência de peso: lados, frente e trás. b. Placing: é um auto ajuste postural que demanda um ajuste automático dos músculos às mudanças de postura, contração postural normal. C. Holding: é a habilidade de manter o segmento quando se realizou o placing. d. Tapping: se atinge o placing, aumenta o tônus postural, ativa grupos musculares fracos estimula as reações de balance promove padrões sinérgicos de movimento. Tipos de Tapping: a. Inibição b. Pressão c. Deslizamento 4. Desenvolvimento Neuromotor Normal: -Controle de cabeça - Rolar para os dois lados - Rolar para prono - Braços sobre antebraços( puppy) - Braços em extensão - Gato/controle de tronco - Sentar-se sobre os calcanhares - Ajoelhado - Semi-ajoelhado - Pé NOÇÕES DO MÉTODO KABAT Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva-FNP • A Facilitação neuromuscular proprioceptiva é uma filosofia e um método de tratamento e foi desenvolvida no final dos anos 40 pelo neurologista Herman Kabat e pelas fisioterapeutas Margaret Knott e Dotohy Voss. • A FNP é abordada para o cuidado do paciente incluindo avaliação e tratamento das disfunções neuromusculares, trabalhando em direção a um ótimo objetivo funcional. • O FNP é um conceito e não uma técnica. • Em 1990 Fundação da Associação Internacional de PNF(IPNFA). FILOSOFIA DE TRATAMENTO: ABORDAGEM FUNCIONAL CONTROLE MOTOR APRENDIZAGEM MMOTORA FILOSOFIA ABORDAGEM POSITIVA CONSIDERAR A PESSOA COMO UM TODO MOBILIZAÇÃO DE RESERVAS CONTROLE MOTOR MOBILIDADE ESTABILIDADE CONTROLE MOTOR MOBILIDADE SOBRE A ESTABILIDADE HABILIDADE APRENDIZAGEM MOTORA Conjunto de processos associados a prática ou experiência levando a mudanças relativamente permanentes na capacidade de movimento. Interação dos córtices frontoparietal, núcleos da base e do cerebelo. COGNITIVA ASSOCIATIVA AUTOMÁTICA APRENDIZAGEM MOTORA E CONTROLE MOTOR: Prática orientada a tarefa Repetição Emoção/motivação e ação Observação/prática mental e ação Prática intensiva Funções executivas MOVIMENTO INDIVÍDUO M TAREFA AMBIENTE Princípios e Procedimentos Básicos Princípios: . Estimulação tátil . Estimulação auditiva . Estimulação visual . Resistência . Tração . Aproximação . Estímulo de estiramento . Reforço Procedimentos Básicos: . Padrões . Sincronização dos movimentos . Mecânica corporal . Irradiação Princípios e Procedimentos: Podem ou não ser usados Tem indicações e ou contra-indicações Estimulam receptores Devem ser modulados PRINCÍPIOS: 1. Estimulação tátil - Estímulo dos receptores da pele - Contato lumbrical - Comunicação terapeuta-paciente - Não pode apertar e nem causar dor 2. Estimulação auditiva - Curto, preciso e bem coordenado com a aplicação do reflexo e /ou resistência. 3. Estímulação Visual - Feedback visual- controla e corrige postura e movimento. - Cooperação entre o paciente e o terapeuta. 4. Resistência - manual - contração muscular - aumenta o recrutamento de unidades motoras - aumenta a força muscular - gera uma boa irradiação - dependente do objetivo do tratamento e da habilidade do paciente. 5. Tração - Receptores estimulados pela tração - Não provocar dor - Cuidado com a região a ser tracionada. 6. Aproximação -Receptores estimulados pela aproximação - Não provocar dor - Cuidado com a região a ser aproximada. 7. Estímulo de estiramento - Estímulo aos fusos musculares - Reflexo é rápido, pequeno e movimento tridimensional. - É seguido por uma resistência - Não usar em lesões musculares, fraturas, instabilidades . 8. Reforço - Um estímulo pode ser reforçado pela ativação adicional de outros segmentos corporais. - O terapeuta pode direcionar o reforço para músculos fracos. Procedimentos: . Padrões - São movimentos combinados em todos os 3 planos Flexão- extensão/ Abdução-adução/Rot. interna- Rot. Externa - O padrão segue o sulco, que é a direção onde toda a cadeia muscular está em ótimo alongamento. . Sincronização de movimentos -Músculos distais, depois pelos intermediários e proximais. #Desenvolvimento motor: proximal para distal e cranial para caudal. . Mecânica corporal - O terapeuta deve estar na direção do sulco do padrão, ou seja , na diagonal. - Pode usar o peso corporal do terapeuta como resistência. . Irradiação - Aumento da quantidade e da extensão da resposta muscular -Recrutamento de novas unidades motoras TÉCNICAS- FNP Iniciação Ritmica - Repetição rítimica do padrão agonista -Objetivos: aprender um padrão de movimento, relaxamento,aumento da coordenação motora. - Começa passivo até que progride para um ativo- resistido. Réplica- Cópia de uma posição mostrada previamente. - Objetivos: treino funcional, aumentar coordenação. Combinação de isotônicas . Combina contrações concêntricas, excêntricas e de estabilização de um grupo muscular(agonistas) sem relaxamento. Objetivos: . Controle ativo do movimento . Coordenação . Aumentar a força e a amplitude ativa . Treinar o controle excêntrico funcional do movimento. Reversão Dinâmica: - Alternância de movimento ativo de uma direção(agonista)para direção oposta(antagonista) sem interrupção ou relaxamento. Estabilização Rítmica: - Trabalho muscular estático alternado de agonistas e antagonistas sem perder a tensão. -Objetivos: aumentar coordenação muscular,aumento da resistência e estabilidade . Padrões de Movimento - Todos os padrões são nomeados pelo final dos seus componentes de movimento da articulação proximal. - Existem padrões para :pescoço, cintura- escapular, tronco, cintura-pélvica e extremidades. Padrões de cintura- escapular: A. Ântero-elevação B. Ântero- depressão C. Póstero-elevação D. Póstero-depressão 1 Ântero - Elevação de Cintura Escapular Contato Manual: Posicione a mão na face anterior da articulação glenoumeral e no acrômio com os dedos em concha. A outra mão cobre a suporta a primeira. O contato é feito com os dedos e não com a palma da mão. Comando: Eleve seu ombro em direção ao nariz Músculos Envolvidos: Elevador da escápula, rombóides, serrátil anterior Movimento: A escápula move-se para cima e para frente, em uma linha direcionada aproximadamente para o nariz do paciente. Irradiação: Ativação dos músculos a abdominais contra- lateral Função: Alcance de objetos, rolar, correr Uso Terapêutico: Rolar, mobilização escapular, relaxamento Ântero - Elevação de Cintura Escapular 2 Póstero - Depressão de Cintura Escapular Posição do paciente: decúbito lateral * Cuidado com a posição do pescoço do paciente Contato Manual: Coloque as mãos ao longo da borda vertebral da escápula do paciente, com uma das mãos sobre a outra. Os dedos posicionam-se sobre a escápula, apontando na direção do acrômio. Comando: Empurre sua escápula para baixo na minha direção Músculos envolvidos: serrátil anterior (porção inferior), rombóides, grande dorsal. Movimento:A escápula move-se para baixo e para trás em direção à coluna torácica baixa. Irradiação Ipsilateral : flexão lateral do tronco - ântero - elevação da pelve Contralateral: flexão / abdução / rotação externa do ombro - Abdução de Coxo- Femoral Função: Retorno dos movimentos de abdução de coxo- femoral; colocar Cinto de Segurança Uso Terapêutico : Reforço muscular em lesão em Plexo Braquial, Facilitar a mudança de Decúbito Lateral / Decúbito Dorsal Póstero - Depressão de Cintura Escapular 3 Póstero- Elevação de Cintura Escapular Posição do paciente: decúbito lateral * Cuidado com a posição do pescoço do paciente Contato Manual: Mãos colocadas posteriormente na parte superior do músculo trapézio, mantendo-se acima da espinha da escápula. Comando: Encolha os ombros para cima Músculos envolvidos: Trapézio e elevador da escápula Movimento: A escápula eleva-se posteriormente (adução) em uma linha direcionada para a metade do topo da cabeça do paciente. O complexo glenoumeral move-se posteriormente e roda para cima. Póstero - Elevação de Cintura Escapular 4 Ântero - Depressão de Cintura Escapular Posição do paciente: decúbito lateral Contato Manual: Uma mão deverá estar posicionada posteriormente, com os dedos segurando a borda lateral (axilar) da escápula. A outra mão posiciona-se, na borda axilar do músculo peitoral maior e do processo coracóide. Os dedos de ambas as mãos apontam para o ílio oposto e os braços alinham-se na mesma direção. Comando: Puxe a escápula para baixo em direção ao umbigo Músculos envolvidos: rombóides, serrátil anterior, peitoral maior e menor Movimento: A escápula move-se para baixo e para frente em uma linha direcionada para a crista ilíaca anterior oposta. Ântero - Depressão de Cintura Escapular Padrões de Membros Superiores: A. Flexão- abdução- rotação externa B. Extensão- adução- rotação interna Flexão - Abdução - Rotação Externa Flexão - Abdução - Rotação Externa Extensão - Adução - Rotação Interna Extensão - Adução - Rotação Interna Padrões de Membros Inferiores: A. Flexão- abdução- rotação interna B. Flexão-adução- rotação externa Flexão-abdução-rotação interna Flexão-abdução- rotação interna com flexão de joelho Flexão-adução- rotação externa .