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SÉRIES DE PAGAMENTOS Prof.: Felipe Chaves Inácio SÉRIES DE PAGAMENTOS • As séries de pagamentos constituem-se de vários pagamentos ou recebimentos periódicos com vencimentos sucessivos. • Estes pagamentos/recebimentos podem ser antecipados ou postecipados, constantes ou varáveis, finitos ou “infinitos”. • Independente do tipo, entretanto é importante entender o conceito de fluxo de caixa. • Segundo Sobrinho (2018), “o fluxo de caixa pode ser entendido como uma sucessão de recebimentos ou de pagamentos, em dinheiro, previstos para determinado período de tempo”. • Este fluxo é, normalmente, representado por uma linha horizontal representando o tempo e linhas verticais, orientadas para cima ou para baixo, representando as entradas e saídas de caixa, respectivamente. FLUXO DE CAIXA EXEMPLO DE REPRESENTAÇÃO DE UM FLUXO DE CAIXA 30.000 7.000 7.000 7.000 7.000 7.000 • São aquelas em que as parcelas (entradas/saídas de caixa) são constantes ao longo do período da operação. • As parcelas antecipadas aquelas pagas/recebidas no início de cada período. • Por outro lado, as parcelas postecipadas (vencidas) são pagas/recebidas no final de cada período. SÉRIES DE PAGAMENTOS UNIFORMES • Parcelas pagas ao final de cada período; • Como exemplo, temos as faturas de cartão de crédito e as compras realizadas a prazo. • Chamaremos de “R” o valor de cada parcela e “t”, a quantidade delas. PARCELAS VENCIDAS • O montante de uma série constante com parcelas vencidas pode ser calculado da seguinte forma: 𝑴 = 𝑹 ∙ (𝟏 + 𝒊)𝒕−𝟏 𝒊 CÁLCULO DO MONTANTE • O valor presente de uma série constante com parcelas vencidas é calculado da seguinte forma: 𝑪 = 𝑹 ∙ (𝟏 + 𝒊)𝒕−𝟏 (𝟏 + 𝒊)𝒕× 𝒊 CÁLCULO DO CAPITAL (VALOR PRESENTE) Suponha que uma pessoa deseja ter $5.000,00 para uma viagem dentro de um ano e queira saber quanto ela deve aplicar mensalmente, considerando um fundo que rende 1,75% ao mês. EXEMPLO 1 Como haverá uma entrada de caixa somente depois de um ano (após as saídas consecutivas), trata-se de um valor futuro (montante). Então: • 𝑴 = 𝑹 ∙ (𝟏+𝒊)𝒕−𝟏 𝒊 • 𝟓. 𝟎𝟎𝟎 = 𝑹 ∙ (𝟏+𝟎,𝟎𝟏𝟕𝟓)𝟏𝟐−𝟏 𝟎,𝟎𝟏𝟕𝟓 • 𝑹 = 𝟑𝟕𝟖, 𝟎𝟕 SOLUÇÃO Uma pessoa deseja contrair um empréstimo para ser pago em 12 prestações mensais cujo valor máximo deve ser $300,00. Sabendo que a taxa de juros cobrada pelo credor é de 1,5% ao mês, qual deve ser o valor deste empréstimo? EXEMPLO 2 Como haverá uma entrada de caixa no início da operação e somente depois as saídas consecutivas, trata-se de um valor presente. Assim: • 𝑪 = 𝑹 ∙ (𝟏+𝒊)𝒕−𝟏 (𝟏+𝒊)𝒕×𝒊 • 𝑪 = 𝟑𝟎𝟎 ∙ (𝟏+𝟎,𝟎𝟏𝟓)𝟏𝟐−𝟏 (𝟏+𝟎,𝟎𝟏𝟓)𝟏𝟐×𝟎,𝟎𝟏𝟓 • 𝑪 = 𝟑. 𝟐𝟕𝟐, 𝟐𝟓 SOLUÇÃO • São aquelas em que o pagamento ou recebimento ocorre no início de cada período. • Dessa forma, a primeira parcela deve ser paga ou recebida no “momento zero”. • Como exemplo, temos as compras parceladas em que há uma “entrada” e o restante é dividido em partes iguais. PARCELAS ANTECIPADAS • Nas séries constantes com parcelas antecipadas, o montante é calculado da seguinte forma: 𝑴 = 𝑹 ∙ (𝟏 + 𝒊) ∙ (𝟏 + 𝒊)𝒕−𝟏 𝒊 CÁLCULO DO MONTANTE • Nas séries constantes com parcelas antecipadas, o valor presente (capital) é calculado da seguinte forma: 𝑪 = 𝑹 ∙ (𝟏 + 𝒊) ∙ (𝟏 + 𝒊)𝒕−𝟏 (𝟏 + 𝒊)𝒕× 𝒊 CÁLCULO DO VALOR PRESENTE • São aquelas em que os pagamentos ou recebimentos não são constantes ao longo da operação, podendo crescer, decrescer ou mesmo não seguir nenhuma tendência. • Nos casos em que as parcelas variam de acordo com uma regra determinada, chamamos de gradiente (G) a diferença entre um pagamento e outro. • Veremos as situações onde as parcelas crescem ou decrescem de acordo com uma PA. SÉRIES DE PAGAMENTOS VARIÁVEIS (GRADIENTE) • Chamando de renda base (R) o primeiro pagamento; os pagamentos posteriores serão essa renda base mais os gradientes acumulados em cada período. • Devemos lembrar que o gradiente começa sempre a partir do segundo pagamento. Dessa forma, existem duas séries: a do gradiente e a da renda base e essas duas séries devem ser somadas. CRESCIMENTO EM PROGRESSÃO ARITMÉTICA • No caso em que os pagamentos são postecipados, na série do gradiente o montante é calculado da seguinte forma: 𝑴 = 𝑮 𝒊 ∙ (𝟏 + 𝒊)𝒕−𝟏 𝒊 − 𝒕 CÁLCULO DO MONTANTE • Também na série do gradiente e considerando parcelas postecipadas, o valor presente será dado por: 𝑪 = 𝟏 (𝟏 + 𝒊)𝒕 ∙ 𝑮 𝒊 ∙ (𝟏 + 𝒊)𝒕−𝟏 𝒊 − 𝒕 • Na série da renda base, tanto o valor presente como o montante são calculados da forma que vimos anteriormente. CÁLCULO DO VALOR PRESENTE • O cálculo do montante e do valor presente são feitos quase da mesma forma: 𝑴 = 𝑮 𝒊 ∙ (𝟏 + 𝒊) ∙ 𝟏 + 𝒊 𝒕 − 𝟏 𝒊 − 𝒕 𝑪 = 𝑮 𝒊 ∙ (𝟏 + 𝒊) ∙ 𝟏 + 𝒊 𝒕 − 𝟏 (𝟏 + 𝒊)𝒕× 𝒊 − 𝒕 (𝟏 + 𝒊)𝒕 PAGAMENTOS ANTECIPADOS • São aquelas em que há um grande número de pagamentos ou recebimentos durante um tempo que não é possível especificar. • Um bom exemplo são as rendas provenientes de fundos previdenciários, aquelas que recebemos após a aposentadoria. • Será o resultado da aplicação de uma taxa de juros por um capital onde o número de períodos é muito grande e indeterminado. SÉRIES INFINITAS • O valor periódico de uma série infinita é dado por: 𝑹 = 𝑪 × 𝒊 • Assim, se conhecemos o valor das parcelas, o capital será: 𝑪 = 𝑹 𝒊 VALOR DAS PARCELAS E DO CAPITAL