Prévia do material em texto
Avaliação e Determinação do Estado Nutricional Professora Ariane Romeiro Objetivo Apresentar os métodos de AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM SITUAÇÕES ESPECIAIS: ✓ Amputados; ✓ Hospitalizados; ✓ Com Síndrome de Down; Antropometria: conceitos importantes 1. Adequação do Peso: porcentagem de peso acima ou abaixo do ideal; 2. Peso Ideal ou Desejável: considerado adequado de acordo com as características do indivíduo. Obtido por meio do índice de massa corpórea (IMC). 3. Peso Ideal para Amputados: peso ideal corrigido ao subtrair a porcentagem de peso relativa ao membro amputado; 4. Mudança de Peso: utilizada para a avaliação percentual da perda de peso. • Massa corporal (peso) e Comprimento ou Estatura (dimensão linear); • Dobras cutâneas: biciptal, triciptal, subescapular, supra ilíaca, torácica, axilar, abdominal e coxa. • Circunferências: braço, cintura, quadril, pescoço, panturrilha, abdominal. A seleção das medidas relaciona-se à fase do ciclo, condições de saúde-doença, tempo e disponibilidade de recursos humanos e, equipamentos disponíveis e objetivo. Antropometria: conceitos importantes Peso: equações já vistas anteriormente • Peso, estatura e IMC estimado para amputados: Peso: pacientes amputados • % Perda de peso para amputados: Peso: pacientes amputados • Quando o indivíduo não consegue andar, ficar ereto, levantar de uma cama e outros, a aferição do peso e da altura, por meio de instrumentos para esse fim, fica inviabilizada. Nesse caso, há fórmulas de estimativas de peso e altura de que podemos lançar mão para conseguir tais informações. Antropometria: Pacientes Hospitalizados • Estimativa de peso em pacientes hospitalizados: Legenda: CP = circunferência da panturrilha (cm); AJ = altura do joelho (cm); CB = circunferência do braço (cm); PCSE = prega cutânea subescapular (mm). Antropometria: Equações para peso Chumlea, 1985 ❖Estimativa de peso em pacientes hospitalizados: ATENÇÃO! • O peso atual deve ser corrigido quando há presença de edemas e/ou ascite, denominado assim peso ajustado na retenção hídrica. De acordo com a presença e a intensidade de cada uma dessas condições clínicas, deve ser feito o ajuste, subtraindo o peso da retenção de peso hídrico, após a respectiva classificação, do peso aferido ou estimado. Antropometria: Equações para peso Antropometria: Edema ❖ Estimativa de peso em pacientes hospitalizados: • Estimativa de retenção hídrica de acordo com a condição clínica. Antropometria: Edema ❖ Estimativa de peso em pacientes hospitalizados: • Estimativa de retenção hídrica de acordo com a condição clínica. Antropometria: Ascite • Estatura: crescimento linear do indivíduo; • Medida realizada com o auxílio de um estadiômetro ou de uma fita métrica inelástica; • No caso de pacientes hospitalizados, os quais, em geral, estão impossibilitados de ficar de pé e terem sua estatura realizada pelo método tradicional, existem alguns outros métodos que podem auxiliar na estimativa da altura. Antropometria: Estatura ALTURA RECUMBENTE - Trena antropométrica • O indivíduo deve estar em posição supina, deitado e totalmente esticado em leito. • Marcar no lençol, a extremidade da altura na cabeça e na base do pé, do indivíduo. • Aferir com o auxílio de uma trena antropométrica, a distância entre as duas marcações. Antropometria: Estimativa Estatura ALTURA DO JOELHO – Antropômetro de madeira ou fita métrica • O indivíduo deve estar sentado. Dobra-se a perna de modo a formar um ângulo de 90º com o joelho; • Posicionar a base do antropômetro no calcanhar; • Estender o cursor do antropômetro paralelamente à tíbia até a borda superior da patela (rótula do joelho); • Obter pelo menos duas medidas sucessivas, as quais deverão ter variação máxima de 5 mm; • Registre o valor imediatamente, sem arredondamentos. Antropometria: Estimativa Estatura ALTURA DO JOELHO – Antropômetro de madeira ou fita métrica Antropometria: Estimativa Estatura ENVERGADURA – Trena antropométrica • Solicitar que o avaliado retire vestimentas que dificultem a extensão do braço; • O avaliado deve estar de pé, de frente para o avaliador e de costas para a parede, tronco reto, braços estendidos na altura do ombro, sem flexionar o cotovelo, calcanhares tocando a parede e peso distribuído em ambos os pés; • Marcar na parede (com fita adesiva) a distância obtida entre a extremidade distal do terceiro quirodáctilo direito e a extremidade distal do esquerdo (a extremidade final do maior dedo da mão); • Registre o valor, imediatamente, sem arredondamentos. Antropometria: Estimativa Estatura ENVERGADURA – Trena antropométrica Antropometria: Estimativa Estatura HEMI ou SEMI-ENVERGADURA – Trena antropométrica Altura estimada = SE x 2 Antropometria: Estimativa Estatura • Fórmulas para estimativa → Adulto Legenda: AJ: Altura do Joelho; Idd: Idade. Fonte: Chumlea WC, 1985 e 1994. Antropometria: Estimativa Estatura ❖ Alguns conceitos importantes: • Valor Energético Total (VET): é a quantidade de energia necessária para um indivíduo, considerando suas necessidades energéticas, a fim de promover a manutenção do balanço energético diário adequado. VET = TMB X FA (Fator Atividade) Necessidades Nutricionais • A Food and Agriculture Organization (FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) em conjunto com a World Health Organization (WHO - Organização Mundial de Saúde [OMS]) propuseram, por meio de um documento em 2001, para pessoas saudáveis, equações para o cálculo da TMB; • A equação de Harris e Benedict é outra forma de obter esses valores e tem sido muito utilizada para indivíduos saudáveis. Necessidades Nutricionais Equações para cálculo da taxa de metabolismo basal (TMB) Necessidades Nutricionais • Para indivíduos hospitalizados ou que apresentam alguma doença: ➢ Os pesquisadores Kinney e Wilmore propuseram o uso de três fatores adicionais a serem considerados no cálculo do VET: ➢ Fator atividade; ➢ Lesão (estresse); ➢ Fator térmico (sendo afebril, fator =1,0). Necessidades Nutricionais Fatores atividade, lesão/estresse e térmico para algumas enfermidades Afebril: fator =1,0 Necessidades Nutricionais ❖Paciente do gênero masculino, Sr. M. S. P. foi admitido no hospital para observação, em função de um quadro hipertensivo leve. O paciente tem 58 anos de idade, 1,65m de altura, peso atual de 65Kg, quadro clínico não complicado, está afebril, acamado e móvel. 1. Para cálculo das necessidades energéticas - uso da fórmula de Harris & Benedict: Temos de calcular primeiramente a TMB: 66 + (13,7 x P) + (5 x E) – (6,8x I) Necessidades Nutricionais 2. Multiplicamos esse valor pelos 3 fatores: atividade (FA), estresse/lesão (FE) e térmico (FT), para determinar o VET. Quadro clínico não complicado, está afebril, acamado e móvel: VET = TMB x FA x FE x FT ❖Paciente do gênero masculino, Sr. M. S. P. foi admitido no hospital para observação, em função de um quadro hipertensivo leve. O paciente tem 58 anos de idade, 1,65m de altura, peso atual de 65Kg, quadro clínico não complicado, está afebril, acamado e móvel. Necessidades Nutricionais ❖Com os devidos cuidados multiprofissionais eles poderão se desenvolver melhor; ❖A SD, conhecida como trissomia do cromossomo 21, não é uma doença, mas uma síndrome genética, a qual foi descoberta há mais de 150 anos pelo pediatra John Langdon Down; ❖A SD pode provocar quadros clínicos variados, com as mais distintas prevalências, e ocorrem variações entre os indivíduos; ❖A apresentação do cromossomo 21 extra na composição genética origina atributos físicos específicos e declínio no desenvolvimento. Avaliação Nutricional na Síndrome de Down Avaliação Nutricional na Síndrome de Down Avaliação Nutricional na Síndrome de Down • Os pacientes com SD apresentam, em sua composiçãocorporal, menor concentração de massa magra e maior acúmulo de massa gorda, e seu crescimento na fase de estirão é menos acentuado; • A avaliação nutricional deve ser específica para estes indivíduos, uma vez que o uso do IMC não é tido como um bom indicador, pois poderá superestimar o excesso de peso; • Uma das formas utilizadas para a realização da avaliação antropométrica de indivíduos com SD é a que utiliza os pontos de corte para classificação do estado nutricional a partir da estimativa de peso desejado e seu percentual de adequação, conforme recomendado por Medlen (2002 apud GENOFRE; CEZAR; ALVARENGA, 2007). Avaliação Nutricional na Síndrome de Down Avaliação Nutricional na Síndrome de Down Blackburn e Thorton (1979 apud KAMIMURA et al., 2014, p. 133). Avaliação Nutricional na Síndrome de Down • Classificação através do percentual de adequação ao peso desejado: Avaliação Nutricional na Síndrome de Down • Recomendação de Leitura: ➢ Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes /diretrizes_atencao_pessoa_sindrome_do wn.pdf Avaliação Nutricional na Síndrome de Down http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_sindrome_down.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_sindrome_down.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_sindrome_down.pdf Estudo de caso: vamos praticar? OJN, sexo masculino, 65 anos, aposentado, internado há 2 semanas na enfermaria de Geriatria com pneumonia, acamado devido a fraqueza. Dados antropométricos: Circunferência do braço: 26,0 cm Circunferência da panturrilha: 30,5 cm Altura do joelho: 53,0 cm Prega cutânea subescapular: 20,5 cm Estime o peso e a altura pelas fórmulas de Chumlea. Estudo de caso: vamos praticar? OJN, sexo masculino, 65 anos, aposentado, internado há 2 semanas na enfermaria de Geriatria com pneumonia, acamado devido a fraqueza. Dados antropométricos: Circunferência do braço: 26,0 cm Circunferência da panturrilha: 30,5 cm Altura do joelho: 53,0 cm Prega cutânea subescapular: 20,5 cm Estimativa de peso = [(0,98 x CP) + (1,16 x AJ) + (1,73 x CB) + (0,37 x PCSE) – 81,69] [(0,98 x 30,5) + (1,16 x 53) + (1,73 x 26) + (0,37 x 20,5) – 81,69] [29,89 + 61,48 + 44,98 + 7,58 – 81,69] = 62,2kg Estudo de caso: vamos praticar? OJN, sexo masculino, 65 anos, aposentado, internado há 2 semanas na enfermaria de Geriatria com pneumonia, acamado devido a fraqueza. Dados antropométricos: Circunferência do braço: 26,0 cm Circunferência da panturrilha: 30,5 cm Altura do joelho: 53,0 cm Prega cutânea subescapular: 20,5 cm Estimativa de altura = [64,19 – (0,04 x idade) + (2,04 x altura do joelho em cm)] [64,19 – (0,04 x 65) + (2,04 x 53)] = 169,71 cm Estudo de caso: vamos praticar? TMJ, 23 anos, solteiro, estudante universitário, com leucemia recém diagnosticada. Previamente hígido. Relata sintomas de falta de apetite, fraqueza e dor nos ossos, com perda de peso nos últimos 3 meses. Refere que antes do aparecimento dos sintomas consumia grandes quantidades de alimentos (mas não gosta muito de comer carne e lácteos) e que não tinha hábito de realizar atividade física. Exame físico: edema ++/++++, sinais de perda de massa muscular em têmporas, masseter, deltoide e quadríceps. Medidas antropométricas: • Peso habitual = 69kg • Peso atual = 62,3kg • Estatura = 1,52m • Circunferência do braço = 17cm • Prega cutânea tricipital = 14,5mm Calcule: • IMC com diagnóstico; • Alteração de peso; • Peso ideal. Estudo de caso: vamos praticar? Calcule o IMC e a alteração do peso. Peso atual: 62,3Kg Desconto do edema = 1-3kg Peso atual seco (- 2 kg) = 60,3 kg Peso usual: 69,0 Kg Perda de peso = 8,7kg Perda de peso = (peso usual – peso atual) x 100/ peso usual Perda de peso = (69 – 60,3) x 100 / 69 Perda de peso = 12,6 % Tempo de perda de peso: 3 meses Perda grave de peso nos últimos 3 meses IMC = 60,3/ (1,52)² IMC = 60,3 / 2,3104 = 26,09kg/m² (Sobrepeso) Estudo de caso: vamos praticar? Peso ideal: Médio = 21,7 x 2,3104 = 50 kg Máximo = 24,9 x 2,3104 = 57,5 kg Mínimo = 18,5 x 2,3104 = 42,7 kg Avaliação Nutricional em Situações Especiais: Fórum A mensuração da estatura é um parâmetro fundamental na avaliação nutricional. Em adultos, a estatura é usada para calcular índices antropométricos, como o IMC, que auxilia na avaliação do estado nutricional e na detecção de desnutrição, obesidade e outras condições de saúde. Quais são as formas de estimativa de estatura, caso o indivíduo esteja acamado e impossibilitado para aferição direta? Referências bibliográficas RIBEIRO, SM et al. Avaliação Nutricional - Teoria e Prática, 2ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018. Capítulos 28. Referências Bibliográficas para a próxima aula BECK, Bianca D et al. Avaliação nutricional. Porto Alegre: Grupo A, 2018. Tópico: Avaliação Nutricional de escolares e adolescentes. RIBEIRO, SM et al. Avaliação Nutricional - Teoria e Prática, 2ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018. Capítulo 21 OBRIGADA! E-mail: arianeromeiro@unifeso.edu.br Avaliação e determinação do estado nutricional Nutrição Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46