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Gastroenterologia SÍNDROME DISPÉPTICA → INTRODUÇÃO - O estômago divide-se em: a. Camada muscular própria b. Camada submucosa c. Camada mucosa → DEFINIÇÃO Dispepsia é definida como dor e/ou desconforto no abdome superior, referindo-se a uma grande variedade de sintomas de causas diversas. Duração de pelo menos 1 mês que pode estar associada a qualquer outro sintoma do TGI → EPIDEMIOLOGIA - É a queixa principal na maioria das consultas da gastro - Acomete 25-30% da população mundial → FATORES DE RISCO - Feminino - Idade crescente - Infecção pelo H. pylori - pacientes devem ser tratados para erradicação do H. pylori e, uma vez melhorados os sintomas dentro de 6-12 meses após tto, a dispepsia é classificada como associada ao H. pylori - Os pacientes com sintomas persistentes após a erradicação ou que não possuem causa orgânica que justifique sintomas podem ser classificados como dispepsia funcional - Uso de AINES - Baixo nível educacional → CLASSIFICAÇÃO 1) Orgânica → quando existe um marcador biológico relacionado às queixas do paciente - DRGE - H. pylori - Medicamentosa - DUP - Gastrite 2) Funcional → quando um marcador biológico não é encontrado Consenso de Roma IV → define dispepsia funcional como uma síndrome clínica que impacta as atividades de vida diária e é caracterizada pela presença de dispepsia recorrente e crônica na ausência de lesões estruturais a. Síndrome da angústia pós prandial Critérios preenchidos nos últimos 3 meses, com início dos sintomas pelo menos 6 meses antes UM OU MAIS SINTOMAS PELO MENOS 3X/SEMANA Plenitude pós prandial incômoda Saciedade precoce incômoda Nenhuma evidência de doença orgânica, sistêmica ou metabólica b. Síndrome da dor epigástrica - A dor pode ser induzida pela ingestão de uma refeição, aliviada pela ingestão de um refeição ou pode ocorre jejum UM OU MAIS SINTOMAS PELO MENOS 1X/SEMANA Epigastralgia incômoda* Queimação epigástrica incômoda Nenhuma evidência de doença orgânica, sistêmica ou metabólica → FISIOPATOLOGIA DA DISPEPSIA FUNCIONAL Esvaziamento gástrico Acomodação gástrica prejudicada → é controlado por reflexo vasovagal desencadeado pela ingestão de refeições e é mediado pela ativação de nervos parassimpático na parede gástrica Hipersensibilidade visceral → é caracterizada por um limiar reduzido peara indução de dor na presença de complacência gástrica normal Infecção por H. pylori → o papel por H. Pylori na patogênese da dispepsia funcional permanece obscuro Microbioma intestinal alterado Inflamação duodenal e ativação imunológica → aumento de eosinófilos e mastócitos e populações alteradas de linfócitos Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal Disfunção psicossocial → QUADRO CLÍNICO - Sensação de distensão abdominal - Saciedade precoce - Plenitude pós prandial - Epigastralgia em queimação - Eructação - Náusea - Vômito → AVALIAÇÃO INICIAL - Objetivo → identificar características de alarme para malignidade gastroesofágica - História - História: história detalhada para determinar a causa subjacente e identificar pacientes com característica de alarme - Uma história dominante de pirose e/ou regurgitação é sugestiva da doença de refluxo gastroesofágico (DRGE), reconhecendo que alguns pacientes apresentam drge sobreposta e dispepsia funcional - Exame físico: Massa abdominal (epatoma) ou linfadenopatia (supraclavicular esquerda ou periumbilical no CA gástrico), icterícia (secundária a metástase hepática) - Palidez secundária à anemia; ascite pode indicar presença de carcinomatose peritoneal - Pacientes com uma doença maligna subjacente podem apresentar evidência de perda muscular, perda de gordura subcutânea e edema periférica devido à perda de peso - Sinais de alarme? Perda de peso não intencional Disfagia Odinofagia Anemia ferropriva Vômito persistente Massa palpável ou linfadenopatia História familiar de GI superior - Uso de medicamentos? →O uso de aspirina e outros AINEs aumentam a possibilidade de dispepsia de AINEs e úlcera subjacente - Dor? A presença de dor abdominal intensa episódica ou no quadrante superior direito, geralmente associada náusea ou vômitos com duração de pelo menos 30 min, é sugestiva de colelitíase sintomática → DIAGNÓSTICO Exames complementares - Podem ser solicitados exames laboratoriais com o objetivo de investigar a presença de sinais de alarme → anemia ferropriva, distúrbio metabólicos, diabetes, hipercalcemia - Hemograma, função renal, perfil lipídico, amilíase EDA A Endoscopia Digestiva Alta (com pesquisa de H. pylori) é o exame mais utilizado, pois permite a análise direta da mucosa e a identificação das causas mais frequentemente relacionadas aos sintomas dispépticos - Quando realizar? a. Paciente com > 40 anos b. Refratário ao tratamento empírico com BH2, IBP ou procinético c. Sinais de alarme: sangramento digestivo, perda ponderal significativa, disfagia - Em paciente com→ secretam pepsinogênio e lipase - Células neuroendócrinas, tipo enterocromafim (ECL) → produzem hormônios, como a histamina 2) Pilóricas - Localizadas no antro - Produzem gastrina pelas células G → FISIOPATOLOGIA 1) Formação gástrica 2) Controle da secreção ácida - HCL é secretados pelas células parietais pela ação da bomba de prótons, estímulo da acetilcolina, histamina e gastrina - A gastrina é produzida pelas células G em resposta a vários estímulos - A acetilcolina é liberada pela estimulação vagal do estômago - O pH alcalina intraluminal estimula a secreção de gastrina, a qual estimula as célula parietais na secreção ácida - A inibição fisiológica da produção de gastrina pelo HCl é mediada pela somatostatina 3) Mecanismo de defesa a. Barreira → pré ep, epiteliais, sub ep b. Muco c. Bicarbonato d. Regeneração celular e. Fluxo sanguíneo da mucosa f. Prostaglandinal → DEFINIÇÃO Inflamação do estômago GASTRITE GASTROPATIA Indica a presença de lesão epitelial gástrica associada à regeneração da mucosa na presença de inflamação Achado de lesão e regeneração epitelial gástricas na ausência de inflamação Secundária a etiologias infecciosas ou autoimunes Secundária a substâncias irritantes, isquemia → CLASSIFICAÇÃO E ETIOLOGIA 1. Aguda a. Gastrite Lesão infecciosa Gastrite aguda ao H. pylori Giardíase e estrongiloidíase Infecção fungíca Lesão medicamentosa: AINE/ASS Lesão de urgência o Lesão química o Lesão hemorrágica b. Gastropatia AINES Álcool Lesão aguda da mucosa: paciente críticos de UTI Quimioterapia Sais de ferro Cocaína Fosfato de sódio Gastropatia por refluxo biliar: condição em que ocorre o refluxo da bile do duodeno (primeira porção do intestino delgado) para o estômago, causando irritação na mucosa gástrica 2. Crônica - Caracterizada por infiltrado inflamatório mononuclear, com ou sem polimorfonucleares, que pode comprometer as mucosas do corpo e do antro ou amba - H. pylori é o responsável por + de 95% das gastrites crônicas - O MO pode causar lesão diretamente nas células epitelias por enzimas e toxinas ou indiretamente pela resposta inflamatória do hospedeiro → DIAGNÓSTICO - Anamnese - Exame físico - EDA + exame histológico da mucosa A realização de exame endoscópico com biópsia é imprescindível para a correta diferenciação de outras afecções gástricas → TRATAMENTO - Quando o uso de IBP está indicado? → CONTROLE - Métodos de escolha para controle de erradicação → 13C-UBT e o SAT (teste de antígeno fecal) após 4 semanas do término do tratamento - A exceção ocorre na presença de úlcera gástrica, quando é preciso repetir a endoscopia para avaliar a cicatrização e a suspeita de malignidade → GASTRITE ATRÓFICA AUTOIMUNE - Acometimento → fundo e o corpo gástricos (mucosa fúndica ou oxíntica), com preservação antral - O dano tecidual é mediado por linfócitos T, associado a produção de autoanticorpos direcionados às glândulas oxínticas, com consequente hipocloridria e ↓ na produção de fator intrínseco - Doença autossômica dominante: Induzida pela presença de anticorpos anticélula parietal (+ sensível) e antifator intrínseco (+ específico) → levando à secreção inadequada de fator intrínseco e de ácido, ↓ absorção de vitamina B12 → consequente deficiência dessa vitamina → aparecimento de anemia perniciosa ⚠️ - Pode estar associada a doença de Graves ou tireoidite de Hashmoto Qualquer paciente com gastrite atrófica crônica tem um risco aumentado de evoluir com adenocarcinoma gástrico - Quadro clínico → anemia perniciosa + quadro neurológicos # Diagnóstico → pesquisa do anticorpo anticélula parietal # Tratamento → repor B12 → GASTRITE VASCULAR ANTRAL (GAVA) - Comum em mulheres com cirrose, doenças auto imunes e idosas # Quadro clínico → anemia ferropriva # Tratamento → termocoaculação à laser → GASTRITE EOSINOFÍLICA - Pode comprometer a mucosa, muscular ou todas as camadas da parede gástrica. Antro é mais acometido produzindo ulcerações, nodosidades e pregas mucosas salientes # Quadro clínico → dor epigástrica, saciedade precose, desconforto pós prandial, náusea, vômito # Diagnóstico → O exame endoscópico pode revelar presença de pregas salientes, pcp no antro, irregularidades da mucosa, ulceração e estreitamento da luz do estômago. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia endoscópica e eosinofilia periférica, e é confirmado pela presença de acometimento do intestino delgado (gastroenterite eosinofílica) # Tratamento → corticoterapia → GASTRITE LINFOCÍTICA # Quadro clínico → epigastralgia, dor abm, náusea, vômito, perda de peso, sangramento oculto # Diagnóstico → Diagnóstico por histologia → pelo menos 20% de linfócitos em relação às células do epitélio superficial # Tratamento → agonistas dos receptores H2 e corticoides DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA → INTRODUÇÃO → EPIDEMIOLOGIA - Prevalência reduzida desde a invenção dos IBPs - Úlcera duodenal → Mais comum em homens jovens (30-40 anos) - Úlcera gástrica → Mais comum em idosos, em ambos os sexos → devido o uso de AINEs → FISIOPATOLOGIA DA MUCOSA GÁSTRICA → ETIOLOGIA DA ÚLCERA → MECANISMO DE LESÃO POR H. PYLORI 1. A H. pylori instala-se inicialmente no antro gástrico, produzindo fosfolipases e proteases que destroem a camada de muco protetor 2. A produção de citotoxinas vacuolizantes causa destruição epitelial e estimula a cascata inflamatória. 3. A resposta inflamatória do hospedeiro pode provocar hiperplasia das glândulas pilóricas do antro, com excessiva secreção de gastrina pelas células G → produção aumentada de ácido clorídrico pelas glândulas oxínticas. 4. O excesso de ácido chega ao bulbo duodenal**, estimulando o surgimento de METAPLASIA GÁSTRICA, que é a substituição do epitélio típico do bulbo por epitélio semelhante ao da mucosa gástrica.** Isso faz com que a H. pylori colonize o bulbo, provocando intensa inflamação e potencializando o efeito do ácido nessa topografia. 5. Com o tempo, as bactérias alastram-se por toda a mucosa gástrica, provocando atrofia das glândulas oxínticas do corpo e destruindo toda a camada de muco. A mucosa sem qualquer proteção sofre ação do próprio ácido e proteólise provocada pela pepsina. → MECANISMO DE LESÃO POR AINES → QUADRO CLÍNICO - Maioria das vezes → assintomático - Casos mais avançados → dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, emagrecimento) e o exame físico está muito alterado (abaulamento epigástrico, abdome rígido ou descompressão dolorosa), normalmente já estamos diante de uma complicação da úlcera → DIAGNÓSTICO 🥇 → endoscopia digestiva alta com biopsia - O achado endoscópico é de uma lesão arredondada, com bordas planas e simétricas, associada a bastante inflamação ao redor (edema e enantema) e costuma ser menor do que 2cm - No caso da úlcera gástrica, o principal diagnóstico diferencial é com a úlcera maligna (adenocarcinoma ou linfoma gástrico), que normalmente tem características bem diferentes, exibindo bordas elevadas e irregulares, fundo cruento e friável, acompanhada de amputação de pregas, com redução da distensibilidade ou da contratilidade gástrica. Além disso, as úlceras malignas costumam ser identificadas já medindo mais de 2cm no maior eixo → CLASSIFICAÇÃO 1) Johnson 2) Sakita 3) Forrest – HD → TRATAMENTO MEDICAMENTOSO → MANEJO → CONTROLE DE CURA ATENÇÃO: Paciente com úlcera péptica em atividade na 1ª EDA → ele DEVE obrigatoriamente repetir a EDA para avaliar a cicatrização da úlcera + histopatológico Se sua primeira EDA tivesse apenas uma cicatriz (úlcera totalmente cicatrizada) com biópsias afastando neoplasia → não haveria necessidade de repetir a endoscopia + testes invasivos - O usode IBPs (inibidores da bomba de prótons) deve ser descontinuado até 2 semanas antes da realização de testes diagnósticos para infecção por H. pylori, exceto sorologia. O uso de antibióticos e sais de bismuto deve ser descontinuado até 4 semanas antes da realização dos testes diagnósticos. - O rastreamento de H. pylori após a terapia de erradicação deve ser realizado pelo menos 4 semanas após o término do tratamento. O teste de 13C-UBT e o SAT com anticorpo monoclonal são os métodos de escolha. A histologia é um método invasivo alternativo. → COMPLICAÇÕES 1) Hemorragia digestiva - O local mais clássico da úlcera hemorrágica é a parede posterior do bulbo duodenal, no trajeto da calibrosa artéria gastroduodenal. - No estômago, o local de maior sangramento seria a pequena curvatura do corpo proximal - O uso de AAS e AINEs aumentou consideravelmente a proporção dos sangramentos por úlceras gástricas, especialmente na população acima de 60 anos, cursando com pior prognóstico a. Manejo pré-endoscópico - Se instabilidade hemodinâmica → reposição imediata de volume IV com cristaloides - Pacientes hemodinamicamente estáveis sem riscos cardíacos → transfusão de hemácias com Hb- Chances de cura em estágio precoce são altas - Tipo histológico + comum → adenocarcinoma gástrico (95% dos casos) - Os sarcomas, incluindo o leiomiossarcoma, lipossarcoma, sarcoma neurogênico e o fibrossarcoma são tumores malignos relativamente raros → EPIDEMIOLOGIA - 3° mais prevalente no mundo, incidência maior em homens - Pico de incidência → 50-70 anos → ambos os sexos → CLASSIFICAÇÃO → FATORES DE RISCO Fatores ambientais e dietéticos - Fumo + dietas ricas em sal + alimento conservados e defumados (com elevado teor de nitratos e nitritos) - O consumo habitual desses alimentos causaria a gastrite crónica atrófica e modificações do ambiente gástrico Grupo sanguíneo e genético - Pacientes com grupo sanguíneo A → têm maior predisposição ao desenvolvimento de CG - Consanguinidade → aumenta incidência - Participação de vários genes na carcinogênese gástrica - Participação do gene p53: atua no ciclo celular Fatores socioeconômicos - Condições sanitária + higiene precária + superpopulação + desnutrição e conservação inadequada H. pylori - Considerado um carcinógeno tipo I: não é a causa direta do tumor, mas um promotor que predispõe ao seu surgimento - Porque isso acontece? Indução da gastrite crônica → produção de radiciais livres → desenvolvimento de atrofia → hipocloridria → aumento de nitrosamianas → CONDIÇÕES PRÉ-CANCEROSAS Gastrite crônica atrófica e metaplasia intestinal - A gastrite atrófica começa com um processo multifocal no estômago distal, evoluindo com coalescência dos focos de atrofia, resultando em hipocloridria e finalmente acloridria - A metaplasia intestinal representa uma etapa intermediária na gênese do CG, em especial a metaplasia Intestinal com células tipo caliciformes Estômago operado - Gastrectomia parcial, especialmente a antrectomia com anastomose à Billroth I aumenta em 2 a 6 vezes o risco de CG - Por que isso acontece? 1. Produção do ácido é reduzida com remoção de células produtoras de gastrina → acloridria → supercrescimento bacteriano 2. Alcalinização do pH gástrico em virtude do refluxo duodenogástrico acelera o CG → supercrescimento + conversão de nitritos Anemia perniciosa - Condição clínica associada à gastrite crônica atrófica autoimune: aumento do risco 2-6x o desenvolvimento CG Pólipos gástricos - Hiperplásicos - Adenomatosos → maior potencial de malignização → QUADRO CLÍNICO Síndrome dispéptica + sinais de alarme (perda de peso, disfagia, HDA, anemia) - Oligossintomático na maioria das vezes + Náuseas, vómitos e saciedade antecipada surgem como primeiros sintomas nas lesões que Infiltram difusamente a parede gástrica - Principais sintomas → dor epigástrica + emagrecimento - Sintomas e sinais sistêmicos, como dispepsia, dor abdominal vaga, emagrecimento, anemia, cansaço, perda do apetite e alteração do hábito intestinal estão presentes em 50% dos pacientes - Formas mais avançadas → sintomas gástricos são escassos, a não ser que o tumor esteja na proximidade da cárdia ou do piloro, quando o quadro de esvaziamento do esôfago ou do piloro se manifesta com disfagia ou estase gástrica - Lesões ulceradas podem sangrar cronicamente de modo não perceptível ou provocar hematêmese e melena Exame físico Presença de tumor palpável é indicativo de que câncer não será ressecável em 50% dos casos - Metástases para o fígado, pulmão e principalmente para o peritônio → tosse (metástase pulmonar); icterícia somada à dor no quadrante superior direito (metástase hepática); ascite (metástase peritoneal) - Sintomas de caquexia, obstrução intestinal, ascite, hepatomegalia e edema de membros Inferiores → disseminação extragástrica da doença - A disseminação peritoneal pode envolver os ovários ou o fundo de saco pélvico - O toque retal pode identificar a presença de metástases no fundo de saco (prateleira de Blumer). Possibilidade de evidências de DOENÇA METASTÁTICA no EXAME FÍSICO → indicam DISSEMINAÇÃO PERITONEAL (incurável) # Linfonodos de VIRCHOW (supraclavicular) # Tumor de KRUKENBERG (ovário) # Linfonodo de IRISH (axilar E) # PRATELEIRA DE BLUMMER (fundo de saco) # Linfonodos da irmã MARIA JOSÉ (umbigo) # Massa ovariana palpável (tumor de Krukenberg) Síndrome paraneoplásicas: # Acantose nigricans # Tromboflebite migratória superficial: SÍNDROME DE TROUSEAU # Ceratose seborreica difusa (SINAL DE LESER-TRELAT) # Síndrome nefróticca # Dermatomiose → RASTREAMENTO E VIGILÂNCIA Realização da EDA com intervalos de 1-2 anos em pacientes de alto risco: histórico de adenoma gástrico, PAF, carcinoma colorretal hereditário, histórico prévio de gastrectomia prévia por DUP → DIAGNÓSTICO EDA + biopsia é considera padrão ouro para diagnóstico. Lembrando que a acurácia do exame varia conforme as amostras coletadas. Classificação de Bormann Classificação Japonesa – Câncer precoce - Limitado a mucosa e submucosa - Curável por resssecção - Apenas 5% metástases → ESTADIAMENTO QUAIS EXAMES SOLICITAR? a. T: USG ENDOSCÓPICO (estadiamento locorregional) b. N: USG ENDOSCÓPICO COM PAAF + TC DE TÓRAX, ABDOME E PELVE c. M: TC DE TÓRAX, ABDOME E PELVE OU LAPAROSCOPIA (identifica metástase peritoneal oculta não vista na TC) OU PET-SCAN Ultrassonografia endoscópica - grande acurácia (82%) na definição da profundidade do câncer e na avaliação da ressecabilidade - Visualiza não só a invasão tumoral na parede gástrica (estágio T), mas também os linfonodos regionais (estádio N) - diferenciar aqueles tumores iniciais que podem ser tratados por endoscopia daqueles mais avançados que serão tratados por cirurgia. RNM - reservada para os casos em que há dúvidas quanto as achados da tomografia ou quando esta não pode ser realizada - Investigação de nódulos hepáticos suspeitos para metástases sem definição pela tomografia PET-CT - Pode ser útil em alguns casos, por exemplo, ele permite visualizar se o câncer se disseminou para além do estômago e para outras partes do corpo, principalmente quando há dúvidas na tomografia elou ressonância Laparotomia - Feito nos pacientes em que os demais exames de estadiamento não revelam metástases à distância - Permite avaliar o estado linfonodal perigástrico e a invasão de órgãos vizinhos, como fígado, pâncreas, mesocólon transverso, braços do pilar diafragmático, a presença de metástases hepáticas periféricas e o estado da disseminação peritoneal - Permite a coleta de material para exames histopatológico e citológico Presença de células malignas no citológico do líquido ascítico indica inoperabilidade. Além disso, toda ascite em pacientes com câncer gástrico deve ser avaliada! ⚠ → TRATAMENTO A escolha do tratamento depende do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores como idade do paciente, o tipo de tumor, as chances de cura da doença, o estado geral de saúde, estado nutricional, circunstâncias Individuais e outras considerações pessoais da paciente, incluindo suas escolhas. 1) Inicial T1A - O que fazer? → RESSECÇÃO (MUCOSECTOMIA) ENDOSCÓPICA. Quando? a. tumor limitado à mucosa/submucosa b. tumor não ulcerado c. ausência de invasão linfovascular d. tumor com menos de 2 cm de diâmetro NÃO CONFUNDIR COM CA GÁSTRICO PRECOCE → envolve apenas o “T” do estadiamento (MUCOSA OU SUBMUCOSA), independente se o “N” está acometido. Ou seja, o CA gástrico precoce pode, ou não, ser submetido a ressecção endoscópica. - A cirurgia curativa deve ser tentada na ausência de metástases à distância. O tumor deve ser ressecado com uma ampla margem de segurança, de no mínimo 5 cm a 6 cm (8 cm no subtipo "difuso" de Lauren) ⚠ TODOS OS TUMORES NECESSITAM DE LINFANECTOMIA PROFILÁTICA REGIONAL 2) Padrão sem doença metastática a. QT/RT ADJUVANTE SE > T2 OU N POSITIVO b. QT/RT NEOADJUVANTE SE > T3 OUREALIZAÇÃO PRÉVIA DE QT NEOADJUVANTE OU N POSITIVO c. CIRURGIA COM MARGEM DE 6-8CM + LINFADENECTOMIA D2 Tumores de terço distal: gastrectomia subtotal e Billroth II Tumores de terço médio a + de 5-6 cm da JEG: gastrectomia subtotal + Billroth II Terço médio a menos de 5-6cm da JEG: gastrectomia total + Y de Roux ATENÇÃO! RESSECAR NO MÍNIMO 16 LINFONODOS PARA ANÁLISE e MANTER MARGEM DE PELO MENOS 6 CM! 3) Avançado M1: PALIAÇÃO - Objetiva fornecer alívio sintomático com a menor morbidade possível - A gastrectomia paliativa deve ser oferecida aos pacientes com risco cirúrgico baixo, tendo como objetivo evitar sangramento, perfuração e/ou obstrução em decorrência do crescimento tumoral Dilatadores pneumáticos + stants → Disfagia (tumor de cárdia) Stent → alívio de obs antropilórica em tumores inoperáveis Radioterapia → controle de sangramento + dor ou obs 4) Câncer gástrico precoce - Envolvimento de mucosa e submucosa é diagnosticado em cerca de 40-60% a. Ressecção endoscópica: A ressecção endoscópica deve ser realizada quando o risco de metástase linfonodal é extremamente baixo e os resultados a longo prazo são semelhantes aos da cirurgia. # Indicações absolutas: quando o risco de metástase linfonodal é