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Pincel Atômico - 04/12/2024 05:42:16 1/6 KÍRIA KARLA REZENDE CARNEIRO DE ABREU Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 24 (23086) Atividade finalizada em 14/08/2024 19:23:53 (2415355 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS [1162581] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 6] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A240624 [130305] Aluno(a): 91635248 - KÍRIA KARLA REZENDE CARNEIRO DE ABREU - Respondeu 5 questões corretas, obtendo um total de 1,04 pontos como nota [359873_15295 9] Questão 001 Batisti e Silva (2017) entendem que se “no ensino tradicional a gramática normativa ainda ocupa a posição central, em uma perspectiva mais significativa de ensino, colocaremos o texto como objeto central na aula de Língua Portuguesa (LP).”. Assim, ao tratar do ensino tradicional e o texto como objeto de ensino de LP, Batisti e Silva revelam: X Que o texto precisa ser objeto central no ensino da LP, perspectiva própria do ensino de gramática. Que o português-padrão deve ocupar a posição central no ensino de LP. Que discordam do ensino de LP que visa a prescrição de normas gramaticais. Que defendem o ensino de texto a partir de uma didática estruturalista da língua. Que tanto a gramática como o texto podem ser objetos centrais no ensino de LP. [359873_15215 6] Questão 002 Leia o texto V para responder à questão. Texto V A borboleta e a chama Uma borboleta multicor voava na escuridão da noite quando viu, ao longe, uma luz. Imediatamente voou naquela direção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, olhando- a maravilhada. Como era bonita! Não satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu aproximar-se mais da chama. Afastou-se e em seguida voou em direção à chama passando rente a ela. Viu-se subitamente caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que as pontas de suas asas estavam chamuscadas. — Que aconteceu comigo? - pensou ela. Mas não conseguiu entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto à chama pudesse causar-lhe algum mal. E assim, depois de juntar um pouco de forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente. Rodou em círculo e mais uma vez dirigiu-se para a chama, pretendendo pousar sobre ela. E imediatamente caiu queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina chama. — Maldita luz - murmurou a borboleta agonizante - pensei que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso encontrei a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, tarde demais, para minha infelicidade, o quanto você é perigosa. — Pobre borboleta - respondeu a chama - eu não sou o Sol, como você tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles que não conseguem aproximar-se de mim com cautela são queimados. Leonardo Da Vinci Analise as proposições do texto em relação à tipologia e gênero textual: 1. A Fábula é uma Tipologia textual e não um gênero de texto. 2. O gênero textual fábula pertence à tipologia narrativa. 3. O Gênero e a tipologia textual se definem igualmente. 4. São características que definem a fábula: os animais que falam e uma linguagem erudita. Assinale a alternativa correta. X Apenas 2. 1, 2 e 3. 2 e 4. 1 e 2. Todas estão corretas. Pincel Atômico - 04/12/2024 05:42:16 2/6 [359873_15215 4] Questão 003 É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma possui um significado totalmente diferente da outra. Sobre ambos os conteúdos, assinale a única alternativa CORRETA. X O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma, podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc. É importante lembrar que um texto precisa ter apenas um gênero textual, pois não há como mais de um gênero se sobressair. Gênero textual é a maneira como a língua é empregada nos textos em suas diversas situações de comunicação, de acordo com o seu uso literário. Cada uma dessas classificações de tipologia textual não depende de como o texto se apresenta e com a finalidade para o qual foi escrito. Tipologia textual é a maneira como a língua é empregada nos textos em suas diversas situações de comunicação, de acordo com o seu uso temos gêneros textuais diferentes. [359873_15296 5] Questão 004 Costa Val (2009) pontua que distintas formas de avaliação do texto: uma mais detalhada, em que se assinala erros de ortografia, pontuação, estruturas sintáticas etc. para evitar a repetição do erro; outra mais geral, em que é feita uma leitura globalizante para captar o sentido geral do texto e valorizar o que o aluno tem a dizer. Em outras palavras, tais perspectivas avaliativas revelam que: A primeira mantém interferências do professor na correção da estrutura do texto, revelando uma perspectiva construtivista de avaliação. A segunda mantém interferências do professor na correção da estrutura do texto. A primeira interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como prejudiciais ao desenvolvimento do discente. A segunda interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como prejudiciais ao desenvolvimento do discente, revelando uma postura formalista de avaliação. A primeira interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como integrantes no processo de aprendizagem do texto. X A primeira mantém interferências do professor na correção da estrutura do texto. A segunda interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como prejudiciais ao desenvolvimento do discente. Pincel Atômico - 04/12/2024 05:42:16 3/6 [359875_15216 4] Questão 005 A indústria do espírito JORDI SOLER – 23 DEZ 2017 - 21:00 O filósofo Daniel Dennett propõe uma fórmula para alcançar a felicidade: “Procure algo mais importante que você e dedique sua vida a isso”. Essa fórmula vai na contracorrente do que propõe a indústria do espírito no século XXI, que nos diz que não há felicidade maior do que essa que sai de dentro de si mesmo, o que pode ser verdade no caso de um monge tibetano, mas não para quem é o objeto da indústria do espírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente que costuma encontrar a felicidade do lado de fora, em outra pessoa, no seu entorno familiar e social, em seu trabalho, em um passatempo, etc. [...] A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos, é só ver a quantidade de instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor. Mindfulness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente as antigas disciplinas praticadas pelos mestres orientais, mas um produto prático e de rápida aprendizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais. [...] Frente ao argumento de que a humanidade, finalmente, tomou consciência de sua vida interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo?, proporia que, mais exatamente, a burguesia ocidental é o objetivo de uma grande operação mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, a saúde e a felicidade da espécie humana. [...] A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comida até o Netflix e o Spotify. Uma vez instalada no angustiante vazio produzido pelas necessidades resolvidas, a pessoa se movimenta para participar de um grupo que lhe procure outra necessidade. Esse crescente coletivo de pessoas que cavam em si mesmas buscando a felicidade já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, um egoísmo raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar o famoso equilíbrio latino de mens sana in corpore sano, desviando-o descaradamentepara o corpo. [...] Esse inovador egocentrismo new age encaixa divinamente nessa compulsão contemporânea de cultivar o físico, não importa a idade, de se antepor o corpore à mens. Ao longo da história da humanidade o objetivo havia sido tornar-se mais inteligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse era seu valor, mas agora vemos sua claudicação: os idosos já não querem ser sábios, preferem estar robustos e musculosos, e deixam a sabedoria nas mãos do primeiro iluminado que se preste a dar cursos. [...] Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever-se em um curso, pagar a alguém que nos diga o que fazer com nós mesmos e os passos que se deve seguir para viver cada instante com plena consciência. Seria saudável não perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas não é tanto salvar a si mesmo, mas manter estável a economia do espírito que, sem seus milhões de subscritores, regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dourada do hedonismo suicida, em que o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga era praticada por quatro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão. (Adaptado de: . Acesso em 27 mar. 2018) Sobre tipologia e gêneros textuais, assinale a alternativa correta. O texto “A indústria do espírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia narrativa, a qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível notar neste excerto: “A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”. A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma citação, é comum no gênero textual carta aberta. O segundo parágrafo do texto “A indústria do espírito” é composto por períodos simples, típicos da tipologia injuntiva. X O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião. Não há um número definido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e desaparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada comunidade. Pincel Atômico - 04/12/2024 05:42:16 4/6 [359873_15294 9] Questão 006 Nas aulas de leitura e produção de texto, as atividades são muitas vezes pautadas por ensino de gramática. Por outro lado, a linha sociointeracionista do ensino de língua visa uma postura baseada na aplicabilidade. Nesse sentido, indique a alternativa em que Araújo, Saraiva e Sousa Filho (2021) criticam a primeira visão de ensino a partir dos livros didáticos: [...] se o aluno entende a estrutura de um gênero, ele consegue utilizar essas informações na escrita de um texto, na sua compreensão, por exemplo. X A maioria dos LD [livros didáticos] de língua portuguesa opta por direcionar as atividades a partir da identificação das nomenclaturas da gramática tradicional por elas mesmas (SOUSA FILHO, 2017, apud ARAÚJO; SARAIVA; SOUSA FILHO, 2021). [...] o livro didático Projeto Teláris - Língua Portuguesa, do 6º ano do Ensino Fundamental, tem a perspectiva do ensino das habilidades da língua portuguesa por meio dos gêneros discursivos. O livro didático assume um papel importante em sala de aula, ou seja, ele é um dos instrumentos de mediação no processo de ensino e auxilia o professor em sua prática. [...] selecionamos no LD as atividades das seções que “orientam o uso do registro de linguagem adequada ao gênero e à situação (formal, informal)”. (BORGATTO; BERTIN; MARCHEZI, 2015, p. 3, apud ARAÚJO; SARAIVA; SOUSA FILHO, 2021). [359873_15215 9] Questão 007 Receita para intolerância e injustiça Renato Russo Pegue duas medidas de estupidez Junte trinta e quatro partes de mentira Coloque tudo numa forma Untada previamente Com promessas não cumpridas Adicione a seguir o ódio e a inveja As dez colheres cheias de burrice Mexa tudo e misture bem E não se esqueça antes de levar ao forno Temperar com essência de espírito de porco Duas xícaras de indiferença E um tablete e meio de preguiça (Fonte: http://pensador.uol.com.br/textos_de_renato_russo/. Acesso em 23/03/2016.) Os tipos textuais são divididos de acordo com determinadas características linguísticas. Assim, o texto Receita para intolerância e injustiça pertence a qual tipologia? X Narrativa. Injuntiva-instrucional. Descritiva. Argumentativa. Explicativa. Pincel Atômico - 04/12/2024 05:42:16 5/6 [359874_15216 2] Questão 008 O clima definitivamente entrou na pauta global Reinaldo Canto Já não era sem tempo e nem por falta de sinais gritantes das mudanças climáticas, cada vez mais intensos e preocupantes. Finalmente, a questão foi reconhecida como uma seríssima ameaça à sobrevivência do ser humano num planeta mais quente e instável. As boas notícias começaram no encontro do G-7, o grupo de países mais desenvolvidos do mundo (Alemanha, França, Reino Unido, Itália, EUA, Canadá e Japão) reunidos na Alemanha, que decidiu, pela primeira vez, encarar de frente o desafio de “descarbonizar" a economia. Ou seja, por um fim, mesmo que a longo prazo, ao uso de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), que tem sido a base energética da economia mundial ao menos há 200 anos. Inicialmente, o acordo dos países ricos prevê a redução entre 40 e 70%, até o ano de 2050, das emissões de gases de efeito estufa; e o comprometimento com aportes de recursos para um fundo de US$ 100 bilhões a serem investidos em tecnologia para a adoção de energias limpas e renováveis nos países pobres, principalmente no continente africano. O objetivo mais imediato dos países que compõem o G7 é o de frear o aquecimento do planeta para que não ultrapasse os dois graus centígrados, considerados pelos cientistas um patamar crítico, já que o aumento da temperatura média poderá acarretar mais fenômenos climáticos extremos, extinção acelerada de espécies, além de acarretar o aumento nos níveis dos oceanos, entre outras consequências. Segundo o comunicado emitido pelo G7, a economia mundial deverá estar “descarbonizada" até o ano de 2.100. Ainda faltam detalhes sobre como será a execução do plano na prática, mas o anúncio e a importância dada ao tema são inéditos e demonstram claramente a preocupação desses líderes com o futuro do planeta. Isso não é pouca coisa. Muitos entenderam a posição como histórica, por representar o início do fim da era dos combustíveis fósseis, até aqui a base da economia global desde a Revolução Industrial. A outra boa notícia veio do Vaticano e eis que, mais uma vez, o Papa Francisco surpreende e renova o seu empenho em falar sobre problemas contemporâneos. Desta feita, em sua primeira encíclica – “Laudato si'" (Louvado sejas), ele cita o Patriarca Ecumênico Bartolomeu: “Um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus". Se não fosse pouca coisa, o Papa ainda afirma, fazendo uma direta referência às mudanças climáticas, que o urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. Em consonância com os preceitos adotados desde a Conferência das Nações Unidas, a Rio+20, no Rio de Janeiro em 2012, que colocou o desenvolvimento sustentável ao lado da erradicação da pobreza, o Papa Francisco fez coro e reforçou a sua preocupação com os menos favorecidos: “São inseparáveis as preocupações com a natureza, a justiça para com os pobres, o empenho da sociedade e a paz interior". E agora, Brasil? Em recentes declarações durante o encontro de cúpula com a União Europeia, a Presidenta Dilma Rousseff afirmou que o Brasil tem sido um dos países que mais reduziu suas emissões, graças principalmente à queda do desmatamento. Mesmo assim, para a 21ª Conferência do Clima a ser realizada em Paris no final do ano, será preciso um compromisso mais efetivo e não apenas jogo de palavras. Nessa ocasião, deverão ser assumidos novos compromissos para substituir o Protocolo de Kyoto, com metas mais ambiciosaspara todos os países. Ainda mais entre os maiores emissores, caso do Brasil, que ocupa a 10ª posição. As pressões sobre o governo já começaram, entre elas, o Lançamento da Coalizão Brasil: Clima, Florestas e Agricultura, movimento com a presença de mais de 50 entidades representantes do setor privado e de importantes organizações do terceiro setor, que “pretende propor e promover políticas públicas para o estímulo à agricultura, à pecuária e à economia florestal que impulsionem o Brasil como protagonista na liderança global da economia sustentável e de baixo carbono, gerando prosperidade, com inclusão social, geração de emprego e renda". A Coalizão vai divulgar um documento que apresenta propostas de políticas e ações efetivas que devem contribuir para a estruturação da posição do Brasil na COP21. Nesses seis meses que faltam para o encontro de Paris, novas discussões e debates virão, e o Brasil deve entrar no clima positivo que começa a tomar corpo mundo afora. Disponível em: . Acesso em: 06 ago. 2015. [Adaptado] No texto, há presença de Pincel Atômico - 04/12/2024 05:42:16 6/6 explicação e argumentação. X injunção e explicação. argumentação e injunção. injunção e manifestação. diálogo e injunção.