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Leia a citação abaixo de texto de Cruz e Sousa, feita por Ernani Terra para exemplificar a coesão por repetição: De outros Gólgotas mais amargos subindo a montanha imensa, — vulto sombrio, tetro, extra-humano! — a face escorrendo sangue, a boca escorrendo sangue, o peito escorrendo sangue, as mãos escorrendo sangue, o flanco escorrendo sangue, os pés escorrendo sangue, sangue, sangue, sangue, caminhando para tão longe, para muito longe, ao rumo infinito das regiões melancólicas da Desilusão e da Saudade, transfiguradamente iluminado pelo sol augural dos Destinos!.. (CRUZ E SOUSA apud TERRA, 2021, p. 609-632). Antunes (2005) pontua a repetição como um procedimento textual que visa a reiteração de “algum elemento do tema, dos subtemas, da predicação do texto, o que promove a sua coesão e a sua unidade de sentido.” (ANTUNES, 2005, p. 61). Nesse sentido, a explicação mais completa sobre o uso da repetição por Cruz e Souza como recurso coesivo é a alternativa:

O poeta compara o seu Destino ao de Gólgotas: passar por situações dramáticas e violentas.
O poeta reitera o sofrimento de um personagem, Gólgotas, que está sempre ensanguentado, “subindo a montanha imensa”.
O poeta descreve situações sobre-humanas que ninguém é capaz de suportar, por isso reitera o sofrimento vivido por Gólgotas ao citar “Desilusão” e “Saudade”.
O poeta expressa um sofrimento de forma persistente, por meio de uma imagem de alguém ensanguentado, que se repete exaustivamente através da reiteração intencional da palavra “sangue”.
O poeta descreve partes do personagem que estariam ensanguentadas, tais como: a face, a boca, o peito, as mãos e os pés.

Quanto ao gênero, o texto II é um(a)

ensaio.
conto.
crônica.
comentário.
artigo.

No texto, há presença de


argumentação e injunção.
diálogo e injunção.
explicação e argumentação.
injunção e manifestação.
injunção e explicação.

Na esteira do desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação, usos particulares da escrita foram surgindo. Diante dessa nova realidade, segundo o texto, cabe à escola levar o aluno a
A interagir por meio da linguagem formal no contexto digital.
B buscar alternativas para estabelecer melhores contatos on-line.
C adotar o uso de uma mesma norma nos diferentes suportes tecnológicos.
D desenvolver habilidades para compreender os textos postados na web.
E perceber as especificidades das linguagens em diferentes ambientes digitais.

O ensino de língua pode ser pautado por um ou mais concepção de linguagem. Nesse sentido, assinale a concepção de linguagem que representa o ensino tradicional de Língua Portuguesa.

“[…] a linguagem [é entendida] como uma realidade em si (um sistema gramatical, um monumento, um instrumento); como se ela tivesse vida própria, despregada de seus falantes, da dinâmica das relações sociais, dos movimentos da história. ” (Faraco)
“Ao invés de um olhar monológico sobre a relação do ser humano com a linguagem, temos uma proposta que assume, mesmo que implicitamente, que o aprendizado com a linguagem se dá por meio do uso que fazemos dela na interação (oral ou escrita) que estabelecemos com o outro, seja ele real ou virtual. ” (Faraco & Castro)
“O ouvinte que recebe e compreende a significação de um discurso adota para com este discurso uma atitude responsiva ativa: ele concorda ou discorda, completa, adapta […]. A compreensão de uma fala de um enunciado é sempre acompanhada de uma atitude responsiva ativa. ” (Bakhtin).
“[…] é preciso reconhecer que esse [o não-domínio da norma-padrão] não é um problema de origem pedagógica, não adianta introduzir mil técnicas-revolucionárias-de-motivação: trata-se de um fracasso alimentado a fermento pela concepção de língua que condiciona todo o ensino oficial do português e que, ao desconhecer a complexidade vital de seus usos, torna-se incapaz de garantir o aprendizado adequado de um só deles. ” (PÉCORA)
“[…] compreende-se que os signos trazem consigo valorações – axiologias/ideologias –, as quais implicam a ética e a estética, e se formam na concretude da vida, que se desenvolve na cultura e na história. Desse modo, os sujeitos usam as diferentes linguagens nas situações reais do cotidiano, marcadas por valores, vivências, traços culturais, políticos, sociais, econômicos; enfim, suas formas de ver o mundo. ” (Proposta curricular de Santa Catarina)

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Questões resolvidas

Leia a citação abaixo de texto de Cruz e Sousa, feita por Ernani Terra para exemplificar a coesão por repetição: De outros Gólgotas mais amargos subindo a montanha imensa, — vulto sombrio, tetro, extra-humano! — a face escorrendo sangue, a boca escorrendo sangue, o peito escorrendo sangue, as mãos escorrendo sangue, o flanco escorrendo sangue, os pés escorrendo sangue, sangue, sangue, sangue, caminhando para tão longe, para muito longe, ao rumo infinito das regiões melancólicas da Desilusão e da Saudade, transfiguradamente iluminado pelo sol augural dos Destinos!.. (CRUZ E SOUSA apud TERRA, 2021, p. 609-632). Antunes (2005) pontua a repetição como um procedimento textual que visa a reiteração de “algum elemento do tema, dos subtemas, da predicação do texto, o que promove a sua coesão e a sua unidade de sentido.” (ANTUNES, 2005, p. 61). Nesse sentido, a explicação mais completa sobre o uso da repetição por Cruz e Souza como recurso coesivo é a alternativa:

O poeta compara o seu Destino ao de Gólgotas: passar por situações dramáticas e violentas.
O poeta reitera o sofrimento de um personagem, Gólgotas, que está sempre ensanguentado, “subindo a montanha imensa”.
O poeta descreve situações sobre-humanas que ninguém é capaz de suportar, por isso reitera o sofrimento vivido por Gólgotas ao citar “Desilusão” e “Saudade”.
O poeta expressa um sofrimento de forma persistente, por meio de uma imagem de alguém ensanguentado, que se repete exaustivamente através da reiteração intencional da palavra “sangue”.
O poeta descreve partes do personagem que estariam ensanguentadas, tais como: a face, a boca, o peito, as mãos e os pés.

Quanto ao gênero, o texto II é um(a)

ensaio.
conto.
crônica.
comentário.
artigo.

No texto, há presença de


argumentação e injunção.
diálogo e injunção.
explicação e argumentação.
injunção e manifestação.
injunção e explicação.

Na esteira do desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação, usos particulares da escrita foram surgindo. Diante dessa nova realidade, segundo o texto, cabe à escola levar o aluno a
A interagir por meio da linguagem formal no contexto digital.
B buscar alternativas para estabelecer melhores contatos on-line.
C adotar o uso de uma mesma norma nos diferentes suportes tecnológicos.
D desenvolver habilidades para compreender os textos postados na web.
E perceber as especificidades das linguagens em diferentes ambientes digitais.

O ensino de língua pode ser pautado por um ou mais concepção de linguagem. Nesse sentido, assinale a concepção de linguagem que representa o ensino tradicional de Língua Portuguesa.

“[…] a linguagem [é entendida] como uma realidade em si (um sistema gramatical, um monumento, um instrumento); como se ela tivesse vida própria, despregada de seus falantes, da dinâmica das relações sociais, dos movimentos da história. ” (Faraco)
“Ao invés de um olhar monológico sobre a relação do ser humano com a linguagem, temos uma proposta que assume, mesmo que implicitamente, que o aprendizado com a linguagem se dá por meio do uso que fazemos dela na interação (oral ou escrita) que estabelecemos com o outro, seja ele real ou virtual. ” (Faraco & Castro)
“O ouvinte que recebe e compreende a significação de um discurso adota para com este discurso uma atitude responsiva ativa: ele concorda ou discorda, completa, adapta […]. A compreensão de uma fala de um enunciado é sempre acompanhada de uma atitude responsiva ativa. ” (Bakhtin).
“[…] é preciso reconhecer que esse [o não-domínio da norma-padrão] não é um problema de origem pedagógica, não adianta introduzir mil técnicas-revolucionárias-de-motivação: trata-se de um fracasso alimentado a fermento pela concepção de língua que condiciona todo o ensino oficial do português e que, ao desconhecer a complexidade vital de seus usos, torna-se incapaz de garantir o aprendizado adequado de um só deles. ” (PÉCORA)
“[…] compreende-se que os signos trazem consigo valorações – axiologias/ideologias –, as quais implicam a ética e a estética, e se formam na concretude da vida, que se desenvolve na cultura e na história. Desse modo, os sujeitos usam as diferentes linguagens nas situações reais do cotidiano, marcadas por valores, vivências, traços culturais, políticos, sociais, econômicos; enfim, suas formas de ver o mundo. ” (Proposta curricular de Santa Catarina)

Prévia do material em texto

<p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 1/10</p><p>JACQUELINE</p><p>FERREIRA FARIAS</p><p>Avaliação Online (SALA EAD) - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6</p><p>Atividade finalizada em 17/10/2024 10:50:12 (2740845 / 1)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>GRAMÁTICA E TIPOLOGIA TEXTUAL [1322969] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6]</p><p>Turma:</p><p>Segunda Graduação: Licenciatura em Letras - Português p/ Licenciados - Grupo: AGOSTO/2024 - SGice0A170924 [143982]</p><p>Aluno(a):</p><p>91653175 - JACQUELINE FERREIRA FARIAS - Respondeu 19 questões corretas, obtendo um total de 47,50 pontos como nota</p><p>[371132_29]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>Leia a citação abaixo de texto de Cruz e Sousa, feita por Ernani Terra para exemplificar a</p><p>coesão por repetição:</p><p>De outros Gólgotas mais amargos subindo a montanha imensa, — vulto sombrio, tetro, extra-</p><p>humano! — a face escorrendo sangue, a boca escorrendo sangue, o peito escorrendo sangue,</p><p>as mãos escorrendo sangue, o flanco escorrendo sangue, os pés escorrendo sangue, sangue,</p><p>sangue, sangue, caminhando para tão longe, para muito longe, ao rumo infinito das regiões</p><p>melancólicas da Desilusão e da Saudade, transfiguradamente iluminado pelo sol augural dos</p><p>Destinos!.. (CRUZ E SOUSA apud TERRA, 2021, p. 609-632).</p><p>Antunes (2005) pontua a repetição como um procedimento textual que visa a reiteração de</p><p>“algum elemento do tema, dos subtemas, da predicação do texto, o que promove a sua coesão</p><p>e a sua unidade de sentido.” (ANTUNES, 2005, p. 61). Nesse sentido, a explicação mais</p><p>completa sobre o uso da repetição por Cruz e Souza como recurso coesivo é a alternativa:</p><p>O poeta descreve partes do personagem que estariam ensanguentadas, tais como: a face, a</p><p>boca, o peito, as mãos e os pés.</p><p>X</p><p>O poeta expressa um sofrimento de forma persistente, por meio de uma imagem de alguém</p><p>ensanguentado, que se repete exaustivamente através da reiteração intencional da palavra</p><p>“sangue”.</p><p>O poeta reitera o sofrimento de um personagem, Gólgotas, que está sempre ensanguentado,</p><p>“subindo a montanha imensa”.</p><p>O poeta descreve situações sobre-humanas que ninguém é capaz de suportar, por isso reitera o</p><p>sofrimento vivido por Gólgotas aocitar “Desilusão” e “Saudade”.</p><p>O poeta compara o seu Destino ao de Gólgotas: passar por situações dramáticas e violentas.</p><p>[371132_49]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>Além da sequência narrativa e a dissertativa, a sequência expositiva também é um gênero do</p><p>discurso e, por sua vez, tem como finalidade expor fatos e hipóteses que embasem um</p><p>determinado assunto sem que o autor expresse juízo de valor sobre o tema. Sendo assim, o</p><p>texto que melhor apresenta tal característica corresponde à alternativa:</p><p>Zão, zão, zão, zão, / calunga, / olha o mungueledô, / calunga, / minha gente toda, / calunga, /</p><p>vamos embora, / calunga. (GUIMARÃES, 2020b, p. 30)</p><p>Sem uma mudança sistemática, qualquer terapia individual é mero paliativo, o que pode ser bem</p><p>lucrativo para o capitalismo do bem-estar (BRONA, 2020).</p><p>X</p><p>Na literatura linguística, a existência de imperativos pretéritos é um tema pouco explorado. Ainda</p><p>assim, é possível encontrar várias posturas distintas sobre o tema. (CAVALCANTE; PAIVA,</p><p>2020).</p><p>Foram para a cidade, num domingo, para se casar. Juntou gente para ver a moça, tão linda,</p><p>com seus cabelos verdes e olhos de água verde — tão linda! (GUIMARÃES, 2020b, p. 29)</p><p>Muitas vezes, o que era pra nos ajudar a nos fazer sentir melhor acaba piorando tudo, trazendo</p><p>mais ansiedade e novas neuras (BRONA, 2020).</p><p>[371132_58]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>Nas aulas de leitura e produção de texto, as atividades são muitas vezes pautadas por ensino</p><p>de gramática. Por outro lado, a linha sociointeracionista do ensino de língua visa uma postura</p><p>baseada na aplicabilidade. Nesse sentido, indique a alternativa em que Araújo, Saraiva e Sousa</p><p>Filho (2021) criticam a primeira visão de ensino a partir dos livros didáticos:</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 2/10</p><p>X</p><p>A maioria dos LD [livros didáticos] de língua portuguesa opta por direcionar as atividades a partir</p><p>da identificação das nomenclaturas da gramática tradicional por elas mesmas (SOUSA FILHO,</p><p>2017, apud ARAÚJO; SARAIVA; SOUSA FILHO, 2021).</p><p>[...] selecionamos no LD as atividades das seções que “orientam o uso do registro de linguagem</p><p>adequada ao gênero e à situação (formal, informal)”. (BORGATTO; BERTIN; MARCHEZI, 2015,</p><p>p. 3, apud ARAÚJO; SARAIVA; SOUSA FILHO, 2021).</p><p>O livro didático assume um papel importante em sala de aula, ou seja, ele é um dos</p><p>instrumentos de mediação no processo de ensino e auxilia o professor em sua prática.</p><p>[...] se o aluno entende a estrutura de um gênero, ele consegue utilizar essas informações na</p><p>escrita de um texto, na sua compreensão, por exemplo.</p><p>[...] o livro didático Projeto Teláris - Língua Portuguesa, do 6º ano do Ensino Fundamental, tem a</p><p>perspectiva do ensino das habilidades da língua portuguesa por meio dos gêneros discursivos.</p><p>[371132_56]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>Tanto o conto quanto o romance têm como objetivo narrar uma determinada história. Para tanto,</p><p>se utilizam de elementos como: narrador, personagem, espaço e tempo. Desse modo, é correto</p><p>afirmar que:</p><p>O conto e o romance são gêneros textuais exclusivamente descritivos.</p><p>Nem no conto nem no romance todos os elementos narrativos precisam estar explicitados. À</p><p>medida que ambos os gêneros possuem extensões distintas, sendo o primeiro mais breve e o</p><p>segundo mais amplo.</p><p>Ao passo que ambos os gêneros textuais fazem uso da mesma estrutura narrativa, também</p><p>possuem a mesma extensão.</p><p>É obrigatório em ambos os gêneros que o narrador, os personagens, o espaço e o tempo sejam</p><p>explicitados em toda e qualquer produção ficcional, visto que são elementos próprios do gênero</p><p>narrativo. Isto é, tais elementos não podem ser ocultados das suas composições.</p><p>X</p><p>Nem o conto nem o romance possuem estrutura narrativa. Porém, ambos os gêneros possuem</p><p>extensões distintas, sendo o primeiro mais breve e o segundo mais amplo.</p><p>[371132_14]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>(FUNRIO, 2009)</p><p>TEXTO II</p><p>QUALIFICAÇÃO</p><p>Não existe um consenso sobre se a elite também vai para a cadeia nos países desenvolvidos</p><p>porque as cadeias são melhores ou se as cadeias são melhores porque a elite as frequenta, não</p><p>importa. O fato é que se pode prever um sensível aprimoramento de instalações e serviços nas</p><p>nossas prisões com a qualificação progressiva da sua população.</p><p>Um sistema de cotações - cinco estrelas para prisões com celas executivas, por exemplo - e a</p><p>possibilidade de o condenado escolher sua penitenciária assegurariam o funcionamento do</p><p>sistema em bases saudavelmente empresariais. As empreiteiras teriam interesse redobrado em</p><p>construir boas penitenciárias, e as financeiras em financiá-las, para garantir sua participação</p><p>num novo e lucrativo mercado e porque a qualquer hora elas poderiam receber seus executivos,</p><p>para os quais reservariam as coberturas.</p><p>O novo e saudável hábito de prender corruptos pode ter desdobramentos inesperados. A</p><p>inevitável melhora dos serviços penitenciários serviria como incentivo para confissões</p><p>voluntárias. Acabariam as lutas jurídicas, a indústria de liminares e a proliferação de habeas-</p><p>corpus, desafogando o nosso sistema judiciário, já que muitos acusados prefeririam reconhecer</p><p>sua culpa e ir logo para a cadeia, escolhendo a que tivesse melhor bar ou ginásio, ou de acordo</p><p>com a programação da TV a cabo.</p><p>Conhecendo-se a nossa indústria construtora, haveria o risco de as construções de luxo</p><p>excluírem as construções populares, como já acontece no mercado de imóveis, e de os</p><p>criminosos comuns ficarem sem cadeia, o que aumentaria a insegurança das ruas. Mas dentro</p><p>dos muros de penitenciárias modernas e confortáveis, a elite brasileira viveria o seu sonho de</p><p>segurança total: guardas 24 horas por dia e o convívio exclusivo dos seus pares.</p><p>(VERÍSSIMO, Luís Fernando. “O Globo”, 2/7/2000.)</p><p>Quanto ao gênero, o texto II é um(a)</p><p>artigo.</p><p>X crônica.</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 3/10</p><p>ensaio.</p><p>conto.</p><p>comentário.</p><p>[371132_48]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>Apresentar conceitos e opinião sobre um dado tema seja de forma diacrônica ou sincrônica é</p><p>próprio do texto dissertativo-argumentativo. Tal objetivo pode ser alcançado através de</p><p>elementos modalizadores do discurso que imprimem uma dada opinião e argumentação</p><p>apresentadas no texto. Sendo assim, selecione a alternativa que realiza a modalização do</p><p>discurso:</p><p>Mas ... falta coesão exatamente onde? Falta que tipo de recurso? Se um texto não tem coesão é</p><p>porque lhe está faltando o quê? (ANTUNES, 2005, p. 16)</p><p>A palavra crônica é de origem latina, Chronica, e objetiva relatar um ou mais acontecimentos do</p><p>cotidiano em tempo determinado e determinado tempo, possui um número reduzido de</p><p>personagens, ou mesmo nenhum, e seu tom é costumeiramente irônico, reflexivo, humorístico,</p><p>lírico, crítico e/ou informativo. (ARAÚJO; BARBOSA, 2013, p. 330)</p><p>Texto ou discurso? surge de necessidades cotidianas, constantemente reiteradas na</p><p>multiplicidade de atividades acadêmicas, de pesquisa e de ensino-aprendizagem, implicadas</p><p>nos estudos da linguagem. (BRAIT; SILVA, 2012, p. 9)</p><p>Para expressar o dinamismo dos acontecimentos, é comum apelar-se à analogia com um rio,</p><p>com a indicação da renovação constante de seu fluxo como fator que faz com que “muita água</p><p>role por debaixo de uma ponte” e defina, portanto, um “estado de movimento contínuo”.</p><p>(CARVALHO et al., 2009, p. 11)</p><p>X</p><p>[...] a escrita elaborada não eÌ• um bem cultural para o jovem contemporaÌ‚neo. A geração</p><p>passada, no entanto, demonstrava um zelo e ateÌ• um amor pela escrita. Esmerava-se no</p><p>caderno de caligrafia, para que a letra ficasse bonita. Hoje, infelizmente, o apuro e a precisão</p><p>estão ultrapassados. (BARBOSA et al., 2008, p. 8)</p><p>[371132_47]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>A redação escolar é um tipo de texto dissertativo-argumentativo. A estrutura mais comum,</p><p>apontada nesse gênero escolar solicitado também em processos seletivos de concursos</p><p>públicos, se organiza, tradicionalmente, em: introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo,</p><p>a melhor alternativa que define a redação como um texto dissertativo-argumentativo, este</p><p>conforme define Koch e Elias (2009), corresponde à opção:</p><p>Expõe uma temática de modo imparcial.</p><p>Pretende descrever uma situação.</p><p>Prescreve, através de orientações, um determinado funcionamento.</p><p>X Visa ordenar uma ideologia de argumentos e contra-argumentos</p><p>Descreve o objeto por meio da apresentação de suas qualidades.</p><p>[371132_64]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>Costa Val (2009) pontua que distintas formas de avaliação do texto: uma mais detalhada, em</p><p>que se assinala erros de ortografia, pontuação, estruturas sintáticas etc. para evitar a repetição</p><p>do erro; outra mais geral, em que é feita uma leitura globalizante para captar o sentido geral do</p><p>texto e valorizar o que o aluno tem a dizer. Em outras palavras, tais perspectivas avaliativas</p><p>revelam que:</p><p>A primeira interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como</p><p>integrantes no processo de aprendizagem do texto.</p><p>A segunda interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como</p><p>prejudiciais ao desenvolvimento do discente, revelando uma postura formalista de avaliação.</p><p>A segunda mantém interferências do professor na correção da estrutura do texto. A primeira</p><p>interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como prejudiciais</p><p>ao desenvolvimento do discente.</p><p>X</p><p>A primeira mantém interferências do professor na correção da estrutura do texto. A segunda</p><p>interfere minimamente, pois a correção e o apontamento de erros são vistos como prejudiciais</p><p>ao desenvolvimento do discente.</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 4/10</p><p>A primeira mantém interferências do professor na correção da estrutura do texto, revelando uma</p><p>perspectiva construtivista de avaliação.</p><p>[371132_45]</p><p>Questão</p><p>009</p><p>Os acontecimentos de uma narrativa e seus personagens se situam em um dado tempo e</p><p>espaço. Tais recursos contribuem para sabermos detalhes sobre onde a trama ocorre e em qual</p><p>momento histórico ou duração da história, por exemplo. Nesse caso, é correto afirmar que:</p><p>Na sequência narrativa, o espaço exterior equivale à intimidade dos personagens, seja</p><p>acessando memórias, pensamentos ou sentimentos.</p><p>Por tratar do momento, época ou período de duração de uma dada narrativa, o espaço se situa</p><p>no passado, presente e futuro.</p><p>O tempo narrativo retrata um certo momento, época ou período. Isto é, é capaz de indicar o</p><p>passado, presente ou futuro da história. Logo, o tempo cronológico é o único possível na</p><p>sequência narrativa.</p><p>Os flashbacks correspondem ao espaço exterior, por isso são responsáveis pela construção</p><p>alinear de uma dada sequência narrativa.</p><p>X</p><p>As sequências narrativas tendem a apresentar um padrão em sua estrutura: o espaço</p><p>normalmente é subdividido em exterior ou interior. Já o tempo em cronológico ou psicológico.</p><p>[371132_62]</p><p>Questão</p><p>010</p><p>Batisti e Silva (2017) observam que “Tornar públicos os textos de nossos alunos finalizam o ciclo</p><p>de trabalho com os textos, ou seja, o uso do texto produzido para participar socialmente no</p><p>mundo.” (BATISTI; SILVA, 2017, p. 76). Logo, é possível afirmar que “participar socialmente no</p><p>mundo” significa que, ainda citando Batisti e Silva:</p><p>Em sala de aula, apresentando-nos com nossas próprias práticas letradas, nos deparamos com</p><p>a prática particular de cada aluno com a produção e a leitura de textos em diversas esferas. (p.</p><p>74)</p><p>[...] é também fundamental repensarmos a forma que avaliamos os textos dos nossos alunos</p><p>nas aulas de Língua Portuguesa. (p. 76)</p><p>X</p><p>[...] o fato de promovermos essa interlocução em espaços para além da sala de aula possibilita</p><p>que a produção do aluno permaneça gerando interações. (p. 76)</p><p>As atividades de pré-leitura podem envolver questões que façam os alunos relacionarem suas</p><p>experiências à temática apresentada pelo texto e que já o ajudem a ter ideias para suas</p><p>produções. (p. 74)</p><p>Nesse caso, é importante que o processo de avaliação seja visto como atividade processual,</p><p>contínua e sinalizadora de que a responsabilidade pela aprendizagem é compartilhada. (p. 77)</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 5/10</p><p>[371133_18]</p><p>Questão</p><p>011</p><p>O clima definitivamente entrou na pauta global</p><p>Reinaldo Canto</p><p>Já não era sem tempo e nem por falta de sinais gritantes das mudanças climáticas, cada vez</p><p>mais intensos e preocupantes. Finalmente, a questão foi reconhecida como uma seríssima</p><p>ameaça à sobrevivência do ser humano num planeta mais quente e instável.</p><p>As boas notícias começaram no encontro do G-7, o grupo de países mais desenvolvidos do</p><p>mundo (Alemanha, França, Reino Unido, Itália, EUA, Canadá e Japão) reunidos na Alemanha,</p><p>que decidiu, pela primeira vez, encarar de frente o desafio de “descarbonizar" a economia. Ou</p><p>seja, por um fim, mesmo que a longo prazo, ao uso de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e</p><p>gás natural), que tem sido a base energética da economia mundial ao menos há 200 anos.</p><p>Inicialmente, o acordo dos países ricos prevê a redução entre 40 e 70%, até o ano de 2050, das</p><p>emissões de gases de efeito estufa; e o comprometimento com aportes de recursos para um</p><p>fundo de US$ 100 bilhões a serem investidos em tecnologia para a adoção de energias limpas e</p><p>renováveis nos países pobres, principalmente no continente africano.</p><p>O objetivo mais imediato dos países que compõem o G7 é o de frear o aquecimento do planeta</p><p>para que não ultrapasse os dois graus centígrados, considerados pelos cientistas um patamar</p><p>crítico, já que o aumento da temperatura média poderá acarretar mais fenômenos climáticos</p><p>extremos, extinção acelerada de espécies, além de acarretar o aumento nos níveis dos</p><p>oceanos, entre outras consequências. Segundo o comunicado emitido pelo G7, a economia</p><p>mundial deverá estar “descarbonizada" até o ano de 2.100.</p><p>Ainda faltam detalhes sobre como será a execução do plano na prática, mas o anúncio e a</p><p>importância dada ao tema são inéditos e demonstram claramente a preocupação desses líderes</p><p>com o futuro do planeta. Isso não é pouca coisa. Muitos entenderam a posição como histórica,</p><p>por representar o início</p><p>do fim da era dos combustíveis fósseis, até aqui a base da economia</p><p>global desde a Revolução Industrial.</p><p>A outra boa notícia veio do Vaticano e eis que, mais uma vez, o Papa Francisco surpreende e</p><p>renova o seu empenho em falar sobre problemas contemporâneos. Desta feita, em sua primeira</p><p>encíclica – “Laudato si'" (Louvado sejas), ele cita o Patriarca Ecumênico Bartolomeu: “Um crime</p><p>contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus".</p><p>Se não fosse pouca coisa, o Papa ainda afirma, fazendo uma direta referência às mudanças</p><p>climáticas, que o urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir</p><p>toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos</p><p>que as coisas podem mudar.</p><p>Em consonância com os preceitos adotados desde a Conferência das Nações Unidas, a Rio+20,</p><p>no Rio de Janeiro em 2012, que colocou o desenvolvimento sustentável ao lado da erradicação</p><p>da pobreza, o Papa Francisco fez coro e reforçou a sua preocupação com os menos</p><p>favorecidos: “São inseparáveis as preocupações com a natureza, a justiça para com os pobres,</p><p>o empenho da sociedade e a paz interior".</p><p>E agora, Brasil?</p><p>Em recentes declarações durante o encontro de cúpula com a União Europeia, a Presidenta</p><p>Dilma Rousseff afirmou que o Brasil tem sido um dos países que mais reduziu suas emissões,</p><p>graças principalmente à queda do desmatamento. Mesmo assim, para a 21ª Conferência do</p><p>Clima a ser realizada em Paris no final do ano, será preciso um compromisso mais efetivo e não</p><p>apenas jogo de palavras.</p><p>Nessa ocasião, deverão ser assumidos novos compromissos para substituir o Protocolo de</p><p>Kyoto, com metas mais ambiciosas para todos os países. Ainda mais entre os maiores</p><p>emissores, caso do Brasil, que ocupa a 10ª posição. As pressões sobre o governo já</p><p>começaram, entre elas, o Lançamento da Coalizão Brasil: Clima, Florestas e Agricultura,</p><p>movimento com a presença de mais de 50 entidades representantes do setor privado e de</p><p>importantes organizações do terceiro setor, que “pretende propor e promover políticas públicas</p><p>para o estímulo à agricultura, à pecuária e à economia florestal que impulsionem o Brasil como</p><p>protagonista na liderança global da economia sustentável e de baixo carbono, gerando</p><p>prosperidade, com inclusão social, geração de emprego e renda".</p><p>A Coalizão vai divulgar um documento que apresenta propostas de políticas e ações efetivas</p><p>que devem contribuir para a estruturação da posição do Brasil na COP21.</p><p>Nesses seis meses que faltam para o encontro de Paris, novas discussões e debates virão, e o</p><p>Brasil deve entrar no clima positivo que começa a tomar corpo mundo afora.</p><p>Disponível em: . Acesso em: 06 ago. 2015. [Adaptado]</p><p>No texto, há presença de</p><p>argumentação e injunção.</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 6/10</p><p>injunção e manifestação.</p><p>diálogo e injunção.</p><p>injunção e explicação.</p><p>X explicação e argumentação.</p><p>[371133_3]</p><p>Questão</p><p>012</p><p>Leia do texto abaixo:</p><p>Embora particularidades na produção mediada pela tecnologia aproximem a escrita da</p><p>oralidade, isso não significa que as pessoas estejam escrevendo errado. Muitos buscam, tão</p><p>somente, adaptar o uso da linguagem ao suporte utilizado: “O contexto é que define o registro</p><p>de língua. Se existe um limite de espaço, naturalmente, o sujeito irá usar mais abreviaturas,</p><p>como faria no papel”, afirma um professor do Departamento de Linguagem e Tecnologia do</p><p>Cefet-MG. Da mesma forma, é preciso considerar a capacidade do destinatário de interpretar</p><p>corretamente a mensagem emitida. No entendimento do pesquisador, a escola, às vezes, insiste</p><p>em ensinar um registro utilizado apenas em contextos específicos, o que acaba por desestimular</p><p>o aluno, que não vê sentido em empregar tal modelo em outras situações. Independentemente</p><p>dos aparatos tecnológicos da atualidade, o emprego social da língua revela-se muito mais</p><p>significativo do que seu uso escolar, conforme ressalta a diretora de Divulgação Científica da</p><p>UFMG: “A dinâmica da língua oral é sempre presente. Não falamos ou escrevemos da mesma</p><p>forma que nossas avós”. Some-se a isso o fato de os jovens se revelarem os principais usuários</p><p>das novas tecnologias, por meio das quais conseguem se comunicar com facilidade. A</p><p>professora ressalta, porém, que as pessoas precisam ter discernimento quanto às distintas</p><p>situações, a fim de dominar outros códigos.</p><p>SILVA JR., M. G.; FONSECA, V. Revista Minas Faz Ciência, n. 51, set.-nov. 2012 (adaptado).</p><p>Na esteira do desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação, usos</p><p>particulares da escrita foram surgindo. Diante dessa nova realidade, segundo o texto, cabe à</p><p>escola levar o aluno a</p><p>X perceber as especificidades das linguagens em diferentes ambientes digitais.</p><p>buscar alternativas para estabelecer melhores contatos on-line.</p><p>desenvolver habilidades para compreender os textos postados na web.</p><p>adotar o uso de uma mesma norma nos diferentes suportes tecnológicos.</p><p>interagir por meio da linguagem formal no contexto digital.</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 7/10</p><p>[371133_11]</p><p>Questão</p><p>013</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>LÍNGUA</p><p>Esta Língua é como um elástico</p><p>Que espicharam pelo mundo.</p><p>No início era tensa, de tão clássica.</p><p>Com o tempo, se foi amaciando,</p><p>foi-se tornando romântica,</p><p>incorporando os termos nativos</p><p>E amolecendo nas folhas de bananeira</p><p>As expressões mais sisudas.</p><p>Um elástico que já não se pode</p><p>Mais trocar, de tão gasto;</p><p>Nem se arrebenta mais, de tão forte.</p><p>Um elástico assim como é a vida</p><p>Que nunca volta ao ponto de partida.</p><p>(TELES, Gilberto Mendonça. Falavra.</p><p>Lisboa: Dinalivro, 1989, p. 95-96.)</p><p>A seleção lexical na construção de um texto obedece, sobretudo, a critérios relacionados ao</p><p>gênero, aos seus propósitos comunicativos, à sua unidade semântica. Assim, considere a leitura</p><p>do texto “Língua”, analise as afirmações abaixo e marque a alternativa correta.</p><p>I - O texto “Língua” pertence ao gênero textual poético e as sequências de base são a</p><p>argumentativa e a expositiva.</p><p>II - O texto em análise tem como propósito, somente, causar emoção estética no leitor.</p><p>III - O tema do referido texto explora aspectos do objeto histórico-social “língua”.</p><p>Está correta a alternativa:</p><p>I e II.</p><p>I.</p><p>II.</p><p>III.</p><p>X I e III.</p><p>[371133_5]</p><p>Questão</p><p>014</p><p>Nos estudos linguísticos, o termo polifonia representa a pluralidade ou multiplicidade de vozes</p><p>presentes nos textos, que, por sua vez, estão fundamentados em outros. Nesse sentido, a</p><p>polifonia está intimamente relacionada com a intertextualidade. Assinale a alternativa que</p><p>apresenta o nome do linguista que criou o termo polifonia, sobretudo, após a análise de diversos</p><p>romances do escritor russo Fiódor Dostoiévski.</p><p>Ingedore Koch.</p><p>X Mikhail Bakhtin.</p><p>Luiz Antônio Marcuschi.</p><p>Lev Vygotsky.</p><p>Michel Pêcheux.</p><p>[371133_9]</p><p>Questão</p><p>015</p><p>O desafio que se coloca para os primeiros anos da Educação Fundamental é o de conciliar</p><p>esses dois processos (alfabetizar e letrar), assegurando aos alunos a apropriação do sistema</p><p>alfabético-ortográfico e condições possibilitadoras do uso da língua nas práticas sociais de</p><p>leitura e socializar.</p><p>brincar e socializar.</p><p>X leitura e escrita.</p><p>brincar e leitura.</p><p>brincar e pintar.</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 8/10</p><p>[371134_6]</p><p>Questão</p><p>016</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>A construção da convivência</p><p>O Estado democrático de direito, essa engenhosa invenção política e social que garante a</p><p>convivência civilizada mesmo em situações de conflito e de confronto, é uma planta frágil. Não</p><p>basta que ele esteja inscrito nas constituições ou que seja professado nos programas dos</p><p>partidos políticos. É preciso que a prática cotidiana dos governos, das organizações sociais e</p><p>dos cidadãos ajude a formar uma barreira que impeça que essa fragilidade seja vencida pela</p><p>violência. Fatos recentes, especialmente em nosso Estado, mostram que não está havendo</p><p>esse cuidado.</p><p>Uma série de acontecimentos atesta essa estranha tolerância com a ilegalidade e a violência. Aí</p><p>estão o episódio da invasão da delegacia regional do Ministério da Agricultura,</p><p>as frequentes</p><p>ocupações do prédio do Incra, a inoperância do aparelho estatal quando ele é exigido, a</p><p>depredação de um estabelecimento comercial à vista da autoridade policial, a invasão de um</p><p>hotel em que falaria uma autoridade do Poder Judiciário, a ocupação de propriedades rurais ou</p><p>a destruição de lavouras de experimentação genética. Em comum em todos esses episódios há,</p><p>em primeiro lugar, uma quebra dos limites democráticos e a omissão mal explicada do poder</p><p>público.</p><p>A sociedade gaúcha, que tem uma história a zelar, aprendeu à custa de sacrifícios humanos e</p><p>materiais que a democracia e o respeito aos direitos são o único caminho para evitar a</p><p>desagregação e a violência. A questão dos limites das manifestações e dos protestos está</p><p>surgindo como elemento crucial para a manutenção de padrões urbanos a serem dotados pelos</p><p>cidadãos. O risco gerado pelas posturas quase anárquicas de algumas organizações é de que,</p><p>à margem do Estado de direito, surjam reações igualmente anárquicas e igualmente</p><p>condenáveis. Não se trata, pois, de analisar essas quebras de limites do ponto de vista de sua</p><p>extração política ou de suas motivações ideológicas. Trata-se sim de vê-las do ponto de vista</p><p>geral de uma sociedade que precisa de tranquilidade para desenvolver-se e que tem o direito de</p><p>exigir dos governos manutenção da segurança dos limites democráticos.</p><p>A história brasileira e gaúcha recente tem demonstrado que o país soube vencer o teste dos</p><p>limites e lançar os fundamentos de uma sociedade pluralista e democrática, ao mesmo tempo</p><p>que está, mal ou bem, dando razão às reivindicações dos excluídos. O conflito, que é essencial</p><p>para o crescimento e o progresso das sociedades, precisa ser contido dentro de limites</p><p>aceitáveis sob pena de se transformar num elemento patológico de perturbação social. Cabe ao</p><p>poder público, por delegação constitucional, exercer uma mediação produtiva, usando para isso</p><p>dos instrumentos normais que o Estado de direito só concede aos governantes constituídos.</p><p>Abrir mão dessa função será abdicar da função de governar para todos.</p><p>Zero Hora, Porto Alegre – 2001.</p><p>O texto lido apresenta a opinião de um jornal (Zero Hora) sobre um tema relevante, e</p><p>poderíamos dizer, atual para a época. A esse tipo de texto denominamos:</p><p>crônica.</p><p>meme.</p><p>X editorial.</p><p>carta ao leitor.</p><p>texto injuntivo.</p><p>[371134_5]</p><p>Questão</p><p>017</p><p>Rubem Alves escreveu:</p><p>“Comecei a gostar de livros mesmo antes de saber ler. Descobri que os livros eram um tapete</p><p>mágico que me levava instantaneamente a viajar no mundo… Lendo eu deixava de ser um</p><p>menino pobre que era e me tornava um outro.”.</p><p>Sobre os processos de alfabetização e letramento e a transformação que são capazes de</p><p>produzir, assinale a alternativa correta.</p><p>O contexto cultural não exerce forte influência sobre o papel da escrita e as diferenças entre a</p><p>fala e a escrita têm pouco impacto sobre os processos de alfabetização.</p><p>X</p><p>O uso da língua se dá num contínuo de relações entre modalidades, gêneros textuais e</p><p>contextos socioculturais.</p><p>A escrita deve transformar a sociedade no sentido de padronizá-la e esse padrão precisa</p><p>determinar o que é adequado ou rejeitável em termos de escrita.</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 9/10</p><p>O letramento é algo independente do contexto social, uma variável autônoma devido à</p><p>supremacia da escrita.</p><p>Existe uma grande divisão entre oralidade e letramento e é preciso mantê-la.</p><p>[371134_1]</p><p>Questão</p><p>018</p><p>A descrição e o registro das unidades e categorias linguísticas de uma determinada variedade</p><p>da língua em uma abordagem sincrônica, bem como a descrição e o registro dos tipos de</p><p>construções possíveis com esses elementos e as suas condições de uso é uma definição para</p><p>um tipo de gramática que se denomina gramática</p><p>histórica.</p><p>X descritiva.</p><p>universal.</p><p>injuntiva.</p><p>normativa.</p><p>[371134_2]</p><p>Questão</p><p>019</p><p>O ensino de língua pode ser pautado por um ou mais concepção de linguagem. Nesse sentido,</p><p>assinale a concepção de linguagem que representa o ensino tradicional de Língua Portuguesa.</p><p>“O ouvinte que recebe e compreende a significação de um discurso adota para com este</p><p>discurso uma atitude responsiva ativa: ele concorda ou discorda, completa, adapta […]. A</p><p>compreensão de uma fala de um enunciado é sempre acompanhada de uma atitude responsiva</p><p>ativa. ” (Bakhtin).</p><p>“[…] é preciso reconhecer que esse [o não-domínio da norma-padrão] não é um problema de</p><p>origem pedagógica, não adianta introduzir mil técnicas-revolucionárias-de-motivação: trata-se de</p><p>um fracasso alimentado a fermento pela concepção de língua que condiciona todo o ensino</p><p>oficial do português e que, ao desconhecer a complexidade vital de seus usos, torna-se incapaz</p><p>de garantir o aprendizado adequado de um só deles. ” (PÉCORA)</p><p>X</p><p>“[…] a linguagem [é entendida] como uma realidade em si (um sistema gramatical, um</p><p>monumento, um instrumento); como se ela tivesse vida própria, despregada de seus falantes, da</p><p>dinâmica das relações sociais, dos movimentos da história. ” (Faraco)</p><p>“[…] compreende-se que os signos trazem consigo valorações – axiologias/ideologias –, as</p><p>quais implicam a ética e a estética, e se formam na concretude da vida, que se desenvolve na</p><p>cultura e na história. Desse modo, os sujeitos usam as diferentes linguagens nas situações reais</p><p>do cotidiano, marcadas por valores, vivências, traços culturais, políticos, sociais, econômicos;</p><p>enfim, suas formas de ver o mundo. ” (Proposta curricular de Santa Catarina)</p><p>“Ao invés de um olhar monológico sobre a relação do ser humano com a linguagem, temos uma</p><p>proposta que assume, mesmo que implicitamente, que o aprendizado com a linguagem se dá</p><p>por meio do uso que fazemos dela na interação (oral ou escrita) que estabelecemos com o</p><p>outro, seja ele real ou virtual. ” (Faraco & Castro)</p><p>Pincel Atômico - 19/10/2024 07:50:59 10/10</p><p>[371134_9]</p><p>Questão</p><p>020</p><p>A imagem abaixo é a capa de um e-book que aborda toda a vida de Gilberto Gil, desde o</p><p>movimento Tropicália ao cargo de ministro da Cultura que ocupou durante o governo Lula. Em</p><p>Gilberto bem perto, Regina Zappa, jornalista autora da obra, fala sobre as “barras pesadas” que</p><p>o músico enfrentou, os grandes amores que viveu, os dilemas existenciais e as grandes causas</p><p>que o movem. A biografia autorizada faz parte das comemorações dos 70 anos do artista.</p><p>A biografia, como a referenciada no enunciado, é caracterizada como</p><p>transmedia storytelling.</p><p>selfie</p><p>X gênero textual.</p><p>brand equity.</p><p>live marketing.</p>

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