Prévia do material em texto
- HEMOCROMATOSE - Igara Tavares | Medicina XVI | UERN ● Sobrecarga de ferro. ● Hereditária (mais comum): aceruloplasminemia, atransferrinemia, eritropoese ineficaz (talassemia maior, anemia diseritropoética congênita, anemia sideroblástica congênita). ● Adquirida: múltiplas transfusões de sangue - AAG, anemia falciforme, mielodisplasia. Sobrecarga de ferro x aumento reacional da ferritina: toda diminuição da ferritina é ferropenia, mas nem todo aumento da ferritina significa sobrecarga de ferro. A ferritina é uma proteína da fase aguda da inflação, então qualquer processo inflamatório aumenta ferritina. HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA Relacionada a prevalência de homozigoto para o gene C282Y. Possui 5 subtipos: Hemocromatose HFE, juvenil, TRF2, hepcidina, ferroportina 1. Hemocromatose HFE: Regula o gene HFE que controla a expressão da hepcidina (diminui a afinidade ou a produção) → alta absorção de ferro mais do que o necessário. No final da 4ª década de vida acumulando ferro irá surgir a hemocromatose, na mulher devido a menstruação se dará de forma mais tardia. ● 3-5/1000 hab - homozigotos. ● 10% da pop. - heterozigotos. ● Alterações mais comuns – C282y, H63D e H65C ● Interação da ptn HFE com receptor 1 da transferrina → maior exposiçãao do ferro na membrana contralateral para ser ligado as transferrinas circulantes. ● Aumento do ferro livre que reage com O2 formando radicais livres (tóxico para as células) e saturação de ferro. ● Células mais comumente alteradas: hepatócitos, células do miocárdio e as células endócrinas. ● A penetrância dessa doença é muito baixa (5%), muitos tem a alteração genética, mas nunca desenvolvem a doença. ● - Homozigoto C282Y tem 30-50% de desenvolver sobrecarga de ferro. ● - Risco nos homens superior as mulheres. Doenças sem relação com hemocromatose: Fadiga, síndrome fadiga crônica, artralgia, artrite, DM tipo 2, perda de cabelos, hiperpigmentação, amenorréia, perda da libido. Doenças com relação com hemocromatose: Doença hepática não classificada (3% a 5%); Hepatocarcinoma (5% a 10%); Porfiria cutânea tardans (9% a 17%). Exames adicionais para diferenciar a origem da elevação da ferritina: ● Saturação da transferrina = ferro/transferrina ○ Saturação da transferrina normal → Hiperferritinemia inflamatória (síndrome metabólica) → Quando há aumento a ferritina metabólica, não aumenta ferro. ○ ↑ Sat. transferrina → Hemocromatose → Quando há sobrecarga de ferro, a ferritina aumentou através do aumento da absorção do ferro. Quadro clínico: inespecífico ● Artrite, artralgias e astenia. ● Hiperpigmentação. ● Predisposição a infecções. ● Alterações na enzimas hepáticas (TGO, TGP); ● IC. ● DM e hipogonadismo. Órgãos alvos: coração, fígado e glândulas endócrinas. Complicações: hepatocarcinoma (45% das mortes), cirrose hepática (a que da mais morbidade), cardiopatia restritiva e dilatada. Também pode ter DM, impotência, esterilidade, artropatia. Diagnóstico: homem, 40/50 anos, ferritina com aumento da saturação de transferrina, alterações nas enzimas hepáticas e homozigoto C282Y. Se tiver problemas renais, as manifestações vão aparecer antes dos 30 anos. 1º Dosa ferritina → se alterada: 2º Saturação da transferrina → se aumentada > 45% → HFE → homozigoto C282Y? começa a tratar → Outro tipo? buscar alterações, fazer ressonância. → se 1000ug/mL. ○ Alterações das enzimas hepáticas com ferritina elevada. ○ Sangria de 1 a 2 unidades semanais até HT de 35% no homem e HT de 32% na mulher. (No Brasil, temos uma abordagem mais conservadora que essa). ○ Objetivo ■ Primário: ferritina