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Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Unidade 1 PROCESSOS DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO Aula 1 Processos de Recrutamento e Seleção Processo de recrutamento e seleção Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Agora, você assistirá a um vídeo com um mapa mental, que resume os principais tópicos que serão abordados nesta aula, passando por toda a história, evolução e os maiores desa�os do mercado de trabalho no mundo atualmente. Após o vídeo, re�ita sobre como o conteúdo pode aprimorar os seus conhecimentos e sua evolução no dia a dia. Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, vamos contextualizar informações sobre o mercado de trabalho – passando pelo seu histórico, entendendo a sua evolução desde a Revolução Industrial e, claro, compreendendo-o no contexto brasileiro. Além disso, ainda iremos abordar os desa�os do mercado de trabalho nos tempos atuais. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Esses temas serão introdutórios, para que você entenda e reconheça as mudanças no mercado de trabalho e compreenda como ele se encontra atualmente. Ao �nal da aula, espero que você tenha absorvido as informações, para que, nas próximas aulas, possa assimilar como os processos de recrutamento e seleção fazem parte do mercado de trabalho contemporâneo. Bons estudos! Vamos Começar! Mercado de trabalho: seu histórico e evolução A evolução do mercado de trabalho, a partir da Revolução Industrial, envolve várias mudanças sociais, econômicas e tecnológicas ao longo do tempo. Abrange a transformação da natureza do trabalho, a divisão de tarefas, o surgimento de novas indústrias e a demanda por diferentes habilidades. Você sabia que, antes da Revolução Industrial, a maioria das pessoas vivia em áreas rurais e trabalhava na agricultura? Pois é! As tarefas, inclusive, eram principalmente manuais e baseadas no conhecimento tradicional. O ofício dos pais era geralmente passado aos �lhos e as famílias produziam seus próprios bens, que atendiam às suas necessidades básicas. A economia era baseada na troca de serviços ou produtos, não a um valor agregado em uma moeda. E essa era também a paga pelo trabalho, pois a pessoa trabalhava em troca de algum bem de consumo, não por um salário. O início da Revolução Industrial no século XVIII, na Inglaterra, marcou uma transição signi�cativa da produção artesanal para a produção industrial em grande escala. Novas máquinas foram inventadas e a produção foi mecanizada. Segundo Dobb (2015), essa transformação crucial, tanto em relação à passagem da ferramenta da mão humana para um mecanismo quanto na adaptação do implemento de uma nova fonte de energia, transformou radicalmente o processo de produção. As fábricas surgiram, logo, a produção em massa tornou-se possível. Essa transformação teve um grande impacto no mercado de trabalho. As pessoas foram atraídas para as cidades em busca de emprego nas fábricas, as tarefas manuais foram substituídas por máquinas, o que exigia menos habilidades especí�cas. Muitos trabalhadores passaram a realizar tarefas repetitivas em linhas de produção. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO A Revolução Industrial também trouxe a divisão do trabalho, com tarefas fragmentadas em etapas menores e realizadas por diferentes trabalhadores, permitindo que se especializassem em uma única ocupação. Essa abordagem aumentou a e�ciência e a produtividade, mas também reduziu a variedade de habilidades necessárias para os trabalhadores. Com o tempo, a industrialização se expandiu para outras regiões do mundo, resultando em mudanças adicionais no mercado de trabalho. Novas indústrias surgiram, como a automobilística, química e eletrônica. A educação tornou-se mais importante, e a formação de trabalhadores especializados em áreas especí�cas foi tomando sua importância no processo. Ao longo do tempo, a automação e a tecnologia continuaram a transformar o mercado de trabalho. Tarefas repetitivas e de baixo valor agregado foram cada vez mais realizadas por máquinas, enquanto as habilidades cognitivas e criativas se tornaram mais valorizadas. A Revolução Industrial �cou caracterizada como o processo que levou à substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico (ou artesanal) pelo sistema fabril. Ainda, segundo Dobb (2015), como resultado dessa transformação, o antigo modo de produção baseado na pequena produção do artesão individual, ainda que insistisse teimosamente em sobreviver, estava destinado ao desaparecimento. Na estrutura socioeconômica ocorreu, então, a divisão entre o capital – representado pelos donos dos meios de produção – e o trabalho – representado pelos trabalhadores –, que se tornou assalariado. Eliminou-se, assim, o modo de produção utilizado pelos artesãos. Siga em Frente... Compreendendo o mercado de trabalho Caro estudante, agora que você já aprendeu sobre a história e a evolução do mercado de trabalho, o que acha de compreender um pouco mais sobre esse assunto, inclusive, no contexto brasileiro e os seus desa�os? Vamos lá?! O mercado de trabalho refere-se ao ambiente econômico em que ocorrem as transações de trabalho, ou seja, onde as pessoas procuram emprego e as empresas contratam os trabalhadores. É o espaço onde a oferta e a demanda de trabalho se encontram e negociam salários e benefícios, por exemplo. A evolução do mercado de trabalho é um processo contínuo. À medida que a sociedade avança, novas tecnologias, mudanças demográ�cas e demandas do mercado impulsionam a necessidade de diferentes habilidades e competências. Os trabalhadores precisam se adaptar e Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO adquirir novos conhecimentos para acompanhar essas mudanças e se manterem relevantes no mercado. A cada período, em cada sociedade e suas variantes culturais, o valor atribuído ao trabalho vai se modi�cando, e pode ter um signi�cado especial que se diferencia de pessoa para pessoa, na medida em que necessitem trabalhar para ganhar dinheiro e suprir suas necessidades de sobrevivência ou para obter satisfação e realização pessoal. (ARAÚJO, 2014, p. 17) Agora, aprofundando-nos um pouco mais nesse mundo, é necessário compreender que existem duas classi�cações: o trabalho formal e o informal. Sobre o trabalho formal, é aquele que se caracteriza pelo registro na carteira de trabalho, conforme a legislação trabalhista, e pela contribuição à Previdência Social. O trabalho informal caracteriza-se basicamente pelo não registro em carteira de trabalho. Ainda, cabe mencionar que o mercado de trabalho é dividido em três setores: 1. Setor primário: aquele que lida diretamente com a matéria-prima. Por exemplo: a pecuária e a agricultura. 2. Setor secundário: aquele que lida com a transformação da matéria prima. Por exemplo: a construção civil. 3. Setor terciário: aquele em que existe a relação de trabalho entre pessoas. Abrange uma ampla gama de atividades que vão desde o comércio de mercadorias à administração pública. Por exemplo: educação, saúde, transportes, atividades �nanceiras e imobiliárias, serviços a empresas ou pessoais. É nesse setor que se encontra a força de trabalho que pode ser chamada de intelectual. As transformações das relações de trabalho não pararam na Revolução Industrial, mas, com a globalização, que é um dos fenômenos mais signi�cativos da história humana, modi�cou tanto as relações sociais quanto as relações de trabalho. Para se inserir no mundo do trabalho e exercer plenamente sua cidadania, jovens e adultos precisam se preparar para as novas competências e habilidades exigidas no mercado, principalmente em relação aos avançose condições de mercado. Essa prática contribui para a motivação e satisfação dos colaboradores, demonstrando o reconhecimento do trabalho realizado. Vamos analisar um exemplo prático para compreender melhor. Imagine uma empresa que decidiu conceder um reajuste salarial de 5% a todos os seus colaboradores, isso signi�ca que Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO cada colaborador terá um aumento proporcional ao seu salário atual. Essa estratégia pode ser adotada para garantir a equidade interna e a valorização dos pro�ssionais. Durante as negociações do dissídio, são discutidos diversos aspectos, como reajuste salarial, benefícios adicionais, carga horária, segurança e outras condições de trabalho. Vejamos um exemplo: suponhamos que um sindicato de trabalhadores esteja negociando com o sindicato patronal um reajuste salarial para uma determinada categoria pro�ssional. Durante as discussões, são apresentados argumentos e dados que embasam a necessidade de aumento salarial. Após o processo de negociação, as partes envolvidas chegam a um acordo e se estabelece um reajuste de 7% para todos os colaboradores da categoria. Esse resultado impactará diretamente na vida dos colaboradores e demonstra a importância do dissídio como ferramenta de valorização da categoria. Espero que você tenha compreendido a importância da folha de pagamento, dos proventos, dos reajustes salariais e do dissídio no contexto da administração de uma empresa. Esses temas são fundamentais para garantir a gestão �nanceira e�ciente, a valorização dos colaboradores e a manutenção de um ambiente de trabalho saudável. Saiba mais Uma opção interessante para se aprofundar ainda mais nos temas abordados em nossa aula é o livro Administração de Departamento de Pessoal, de Marlene Luzia da Silva. Essa obra aborda de forma abrangente e detalhada os principais aspectos relacionados à gestão do departamento de pessoal, incluindo a elaboração da folha de pagamentos, os proventos e descontos dos trabalhadores, bem como questões relacionadas aos reajustes salariais e dissídios. Com uma linguagem clara e exemplos práticos, o livro oferece um conhecimento aprofundado sobre a área, auxiliando na formação de competências e habilidades necessárias para uma gestão e�ciente nesse campo. Recomendo a leitura dessa obra como uma valiosa fonte de conhecimento adicional para enriquecer os estudos realizados em nossa aula. Referências BRASIL. Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Presidência da República [1943]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 19 jun. 2023. BRASIL. Lei nº. 10.192, de 14 de fevereiro de 2001. Dispõe sobre medidas complementares ao Plano Real e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República [2001]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10192.htm Acesso em: 19 jun. 2023. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10192.htm Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO FIDELIS, G. J. Gestão de Pessoas – Rotinas Trabalhistas e Dinâmicas do Departamento Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2020. E-book. ISBN 9788536533513. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/ Acesso em: 19 jun. 2023. MAGRI, F.; BOLINA, R. Legislação, rotinas de pessoal e benefícios. São Paulo: Editora Senac, 2020. Disponível em: https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/? from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/ 2533 Acesso em: 20 jun. 2023. MARTINS, S. P. Direito do trabalho. 36. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2020. WITT, C.; NAGAI, R. A.; SOUZA, C. S. F. de et al. Contabilidade da Folha de Pagamento. São Paulo: Grupo A, 2021. E-book. ISBN 9786556901688. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786556901688/ Acesso em: 19 jun. 2023. Aula 2 Descontos e Incidências em Folha de Pagamentos Descontos e incidências em folha de pagamentos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Está disponível um vídeo da aula sobre descontos e previdência, Imposto de Renda e outros descontos legais ou contratuais. Nesta aula, você terá a oportunidade de analisar de forma rápida e objetiva os principais pontos abordados neste conteúdo. Aproveite esse momento para revisar e reforçar seus conhecimentos. Vamos juntos explorar esse universo e enriquecer ainda mais seu conhecimento! Assista ao vídeo e bons estudos! Ponto de Partida https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/ https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2533 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2533 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2533 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786556901688/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Olá, estudante A folha de pagamento é um documento que vai além do registro dos proventos, como vimos na aula anterior, pois também inclui os descontos legais e outras obrigações �nanceiras que afetam o salário dos colaboradores. Durante esta aula, iremos analisar os principais descontos que podem ocorrer, como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), a contribuição previdenciária, entre outros. Além disso, discutiremos as incidências em folha de pagamento, como os benefícios previdenciários, as faltas e atrasos, as horas não trabalhadas e outras situações que podem impactar a remuneração dos funcionários. Será uma oportunidade de compreender a importância de realizar esses cálculos de forma correta, em conformidade com a legislação trabalhista e previdenciária vigente, garantindo o cumprimento das obrigações legais e evitando problemas futuros. Vamos Começar! Conceitos de descontos e incidências em folha de pagamento Nesta aula, iremos explorar conceitos fundamentais e importantes informações relacionadas a temas que são essenciais para o entendimento do processo de folha de pagamento e para o cumprimento das obrigações legais e contratuais. Vamos começar pelos descontos e previdência, pois é crucial compreender esses itens, assim como os proventos, os descontos que incidem sobre o salário dos colaboradores. Para Silva (2017), descontos são valores deduzidos do salário do colaborador de acordo com determinadas situações, como contribuições para a Previdência Social e descontos sindicais. Conforme dispõe a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): “Art. 462 – Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo” (BRASIL, 1943, p. 78). A Previdência Social é um sistema que tem como objetivo garantir a proteção social dos trabalhadores, fornecendo benefícios, tais como: aposentadoria, auxílio-doença, licença maternidade e pensão por morte, como prevê o Art. 201 da Constituição Federal do Brasil (BRASIL, 1988). “Todos os trabalhadores são obrigados a recolher, diretamente ou por meio de seus empregadores, um percentual de sua remuneração em prol do INSS para contribuir com o fundo Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO destinado aos benefícios previdenciários” (GOMES, 2020, p. 146). Sobre o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), de acordo com Silva (2017), trata-se de um tributo federal que incidesobre a renda dos indivíduos, incluindo os salários dos trabalhadores. A renda tributável inclui salários, honorários, aluguéis, lucros, entre outros tipos de ganhos. É importante aprender a diferenciar a renda bruta (consiste no valor total recebido no mês, ou seja, sem descontos) da renda líquida (o valor efetivamente recebido, ou seja, o que sobra depois dos descontos), bem como entender as deduções permitidas pela legislação. O IRPF é calculado com base em uma tabela progressiva, portanto, quanto maior a renda maior a alíquota aplicada. Por �m, abordaremos os outros descontos legais ou contratuais que podem incidir sobre a folha de pagamento. “Os demais descontos autorizados seguem os critérios estabelecidos entre o empregador e o trabalhador, por meio de documento, devendo ser lançados na Folha de Pagamento do mês da efetiva utilização do benefício” (FIDÉLIS, 2020, p. 34). Esses descontos podem incluir, por exemplo, as contribuições sindicais, de�nidas pela Lei nº. 13.467, de 13 de julho de 2017: Art. 578. As contribuições devidas aos sindicatos pelos participantes das categorias econômicas ou pro�ssionais ou das pro�ssões liberais representadas pelas referidas entidades serão, sob a denominação de contribuição sindical, pagas, recolhidas e aplicadas na forma estabelecida neste Capítulo, desde que prévia e expressamente autorizadas. (BRASIL, 2017, p. 1) São também descontos as pensões alimentícias, empréstimos consignados, vale-transporte, entre outros. É importante entender as bases legais e contratuais que respaldam esses descontos, bem como os procedimentos necessários para o seu correto lançamento e repasse aos bene�ciários. Siga em Frente... Entendendo os descontos: previdência, imposto de renda e outras deduções Neste bloco, vamos explorar a relação entre esses três conteúdos, aprofundando nossos conhecimentos sobre cada um deles e destacando sua importância e características especí�cas. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Como dissemos anteriormente, descontos são valores deduzidos do salário do colaborador, como: INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): O INSS incide sobre salário, horas extras, adicional de insalubridade, periculosidade, adicional noturno, diárias para viagem acima de 50% do salário percebido, 13º salário e outros valores admitidos em lei pela Previdência Social. (SILVA, 2017, p. 112). Faltas e atrasos: “as faltas não justi�cadas, bem como os atrasos e as saídas antecipadas injusti�cadas, poderão ser descontadas do salário do empregado” (GOMES, 2020, p. 226). E, de acordo com a CLT: Art. 473 - O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: I - Até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua dependência econômica; II - Até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento; III - por 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de nascimento de �lho, de adoção ou de guarda compartilhada; (BRASIL, 1943, p. 79). A Previdência Social, por sua vez, refere-se ao sistema de proteção social que garante benefícios aos trabalhadores e seus dependentes, como: Salário-maternidade: “O salário-maternidade é um benefício concedido à segurada gestante (inclusive natimorto, que é o termo utilizado para descrever um bebê que nasce sem vida) no valor do salário mensal recebido por ela” (GOMES, 2020, p. 142). Auxílio-doença: de acordo com Gomes (2020), é um benefício oferecido ao empregado quando ele se encontra incapacitado para trabalhar devido a doença ou acidente, independentemente da causa ou natureza, por um período determinado. Aposentadoria por invalidez: “é um benefício devido ao segurado que �car incapaz ao trabalho de forma permanente e que não é passível de reabilitação para exercício de atividade que lhe garanta subsistência” (GOMES, 2020, p. 145). Para reter o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), é preciso consultar a tabela progressiva da Receita Federal, que de�ne as faixas de rendimento. Dependendo do valor mensal recebido pelo colaborador, pode ocorrer a retenção do IRPF. Esse imposto é cobrado sobre os rendimentos de trabalhos assalariados e se aplica a todas as pessoas físicas. Estão isentas do imposto: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Indenizações por acidente de trabalho. “a ajuda de custo destinada a atender despesas com transporte, diárias, alimentação do bene�ciário e seus familiares” (MAGRI, 2020, p. 114). Base de Cálculo Alíquota Dedução Até R$ 2.112,00 Isento Isento De R$ 2.112,01 até R$ 2.826,65 7,5% R$ 158,40 De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15% R$ 370,40 De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 22,5% R$ 651,73 Acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 884,96 Quadro 1 | Incidência e deduções mensais para cálculo do imposto de renda das pessoas físicas a partir de maio/2023. Fonte: Receita Federal (2023). Sobre os demais descontos que possam compor a folha de pagamento, mais alguns exemplos: Vale-transporte: o valor de desconto ao colaborador é de 6% do seu salário, sem levar em consideração qualquer adicional ou grati�cação. Pensão alimentícia: “As pensões alimentícias advindas de ordem judicial costumam ser enviadas à empresa para desconto em folha de pagamento do empregado [...]” (SILVA, 2017, p. 130). Com isso, o valor correspondente à pensão é deduzido da renda bruta e realizado o crédito na conta corrente do bene�ciário. Seguro de vida: muitas empresas oferecem seguro de vida aos funcionários, com contribuições tanto do empregado quanto do empregador. No entanto, os descontos na parte do empregado só podem ser feitos com sua autorização expressa. O domínio desses conteúdo é essencial para garantir a conformidade com a legislação trabalhista e previdenciária, bem como para assegurar os direitos dos colaboradores e o bom funcionamento das organizações. Vamos Exercitar? Aplicando os descontos: previdência, Imposto de Renda e deduções legais na prática Quando falamos em descontos, estamos nos referindo aos valores subtraídos do salário dos colaboradores, conforme determinado pela legislação vigente. Podem incluir contribuições para Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO a Previdência Social, como o INSS. A partir de maio/23, as contribuições são de (INSS, 2023): Até R$ 1.320,00: 7,5% De R$ 1.320,01 até R$ 2.571,29: 9% De R$ 2.571,30 até R$3.856,94: 12% De R$ 3.856,95 até R$ 7.507,49: 14% Vale ressaltar que o novo cálculo também é realizado até o teto da contribuição, que é de R$ 7.507,49. Então, em um salário de R$3.000,00, a alíquota aplicada será de 12%. Para calcular o desconto: Desconto do INSS = Salário Bruto * Alíquota do INSS Desconto do INSS = R$3.000,00 * 12% = R$360,00 Portanto, o desconto do INSS para um salário bruto de R$3.000,00 será de R$360,00. O IRPF é um imposto que as pessoas físicas pagam sobre seus rendimentos. Para entender melhor, vamos usar um exemplo: Passo 1: Colaborador com salário bruto de R$5.000,00, com descontos legais de R$1.000,00: Valor Tributável: R$5.000,00 – R$1.000,00 = R$4.000,00 Passo 2: Veri�car na tabela mencionada anteriormente qual alíquota e parcela a deduzir se encaixa no valor tributável: Salários de R$3.751,06 até R$4.664,68 – alíquota de 22,5% e parcela a deduzir de R$651,73. Passo 3: Para calcular o desconto podemos utilizar a seguinte fórmula: Desconto do IRPF = (Salário bruto – Descontos) * Alíquota do IRPF – Parcela a deduzir Paso 4: Substituindo os valores: Desconto do IRPF = (R$5.000,00 – R$1.000,00) * 22,5% - R$651,73 Desconto do IRPF = R$4.000,00 * 22,5% - R$651,73 Desconto do IRPF = R$900,00 – R$651,73 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Desconto do IRPF = R$248,27 Portanto, o desconto do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para um saláriode R$5.000,00 será de R$248,27. Além dos descontos relacionados acima, existem outros que podem ser previstos por lei ou estabelecidos em contratos de trabalho. Dentre os demais descontos, temos o vale-transporte. Vamos utilizar um exemplo para ajudar no entendimento do seu cálculo. Suponha que o salário é de R$ 2.000,00 e o funcionário utiliza o transporte público para ir e voltar do trabalho, com custo de R$ 4,50 por passagem. Passo 1: Calcular a quantidade de passagens que serão utilizadas no mês. Vamos dizer que o colaborador trabalhe de segunda a sexta-feira, totalizando 22 dias úteis por mês: Quantidade de passagens por mês = 22 dias úteis * 2 passagens por dia = 44 passagens Passo 2: Calcular o valor total das passagens utilizadas por mês. Valor total das passagens por mês = 44 passagens * R$ 4,50 = R$ 198,00 Passo 3: “pelo bene�ciário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário [...]” (SILVA, 2017): Valor máximo do desconto do vale-transporte = R$ 2.000,00* 6% = R$ 120,00 Passo 4: Comparar o valor total das passagens como o valor máximo do desconto. No nosso exemplo, o valor total das passagens (R$198,00) é maior que o valor máximo do desconto (R$120,00), portanto o desconto do vale-transporte será de R$120,00 e o empregador arcará com o restante do valor. Esses temas são de extrema importância para assegurar uma gestão �nanceira e�ciente e manter um ambiente de trabalho saudável. Saiba mais Uma opção recomendada para se aprofundar nos assuntos estudados nesta aula é o livro Manual de Administração de Pessoal, escrito por Cecilia Soares Iorio. Essa obra aborda de forma abrangente os principais aspectos relacionados à gestão de pessoas nas organizações, incluindo os temas discutidos, como descontos e previdência, imposto de renda pessoa física e outros descontos legais ou contratuais. O livro oferece uma visão teórica embasada e apresenta https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D1006%26term%3Ddepartamento%252520pessoal&page=2§ion=0#/legacy/1006 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO exemplos práticos e casos reais, permitindo aos leitores aprofundarem seus conhecimentos e desenvolver habilidades necessárias para a área de administração de pessoal. Recomenda-se a leitura deste livro como uma fonte complementar para enriquecer o aprendizado e a aplicação dos conceitos abordados na aula. Referências BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. Brasília, DF: Presidência da República [1988]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 21 jun. 2023. BRASIL. Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Presidência da República [1943]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 21 jun. 2023. BRASIL. Instituto Nacional do Seguro Social. Tabela de Contribuição Mensal. Brasília, DF: INSS, 24 maio 2023. Disponível em: https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/inscricao-e- contribuicao/tabela-de-contribuicao-mensal. Acesso em: 22 jun. 2023. BRASIL. Lei nº. 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis n º 6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990, e 8.212, de 24 de julho de 1991, a �m de adequar a legislação às novas relações de trabalho. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm. Acesso em: 21 jun. 2023. GOMES, J. Processos de Administração de Pessoal. São Paulo, SP: Editora Senac. Disponível em: https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/? from=busca%3FcontentInfo%3D2242%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/ 2242. Acesso em: 21 jun. 2023. MAGRI, F.; BOLINA, R. Legislação, rotinas de pessoal e benefícios. São Paulo: Editora Senac, 2020, Disponível em: https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/? from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/ 2533. Acesso em: 21 jun. 2023. SILVA, M. L. da. Administração de Departamento de Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2017. E- book. ISBN 9788536529967. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/. Acesso em: 21 jun. 2023. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/inscricao-e-contribuicao/tabela-de-contribuicao-mensal https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/inscricao-e-contribuicao/tabela-de-contribuicao-mensal https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2242%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2242 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2242%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2242 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2242%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2242 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2533 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2533 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D2533%26term%3Ddepartamento%252520pessoal#/legacy/epub/2533 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Aula 3 Contrato de Trabalho Inicial Contrato de trabalho Inicial Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você terá a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre este tema tão importante para a área de administração. Vamos explorar os conceitos fundamentais, os tipos de contratos e as principais características do contrato inicial. Prepare-se para analisar exemplos práticos e entender a vigência desses contratos. Não perca essa chance de consolidar seu aprendizado e fortalecer suas habilidades. Assista ao vídeo e esteja preparado para dominar esse assunto! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, exploraremos o conceito fundamental e a importância do contrato de trabalho para o relacionamento entre empregado e empregador. Compreender os elementos essenciais do contrato inicial de trabalho é fundamental para estabelecer uma relação saudável e transparente no ambiente pro�ssional. Durante esta aula, você terá a oportunidade de aprender sobre os elementos que compõem o contrato inicial de trabalho, tais como cláusulas obrigatórias, prazos, remuneração, jornada de trabalho e direitos e deveres das partes envolvidas. Além disso, abordaremos casos práticos e situações do cotidiano pro�ssional para que você possa visualizar a aplicação desses conceitos no contexto real. Desejo a você muito sucesso nesta jornada de conhecimento! Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Vamos Começar! Conceitos de contrato de trabalho O contrato de trabalho é um documento importante que estabelece os termos e as condições da relação entre empregado e empregador. Em primeiro lugar, é essencial compreender que o contrato de trabalho é uma formalização do acordo entre as partes envolvidas. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): “Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego” (BRASIL, 1943, p. 71). Ele de�ne os direitos e as obrigações, tanto do empregado quanto do empregador, estabelecendo as condições de trabalho, a remuneração,a jornada de trabalho e outros aspectos relevantes. Existem alguns elementos essenciais que devem constar em um contrato de trabalho. Primeiro, é necessário identi�car as partes envolvidas, ou seja, o empregador e o empregado. Também é importante mencionar o cargo ou a função que será desempenhada pelo empregado. A remuneração é outro ponto fundamental a ser estabelecido no contrato, e inclui o salário base, os benefícios adicionais, como vale-refeição e vale-transporte, e a forma de pagamento, que pode ser mensal, quinzenal ou semanal. Além disso, o contrato deve especi�car a jornada de trabalho, ou seja, o número de horas diárias ou semanais que o empregado deverá cumprir. Também é importante mencionar os direitos e as responsabilidades de ambas as partes, como os direitos trabalhistas do empregado e as obrigações do empregador em relação à segurança e ao ambiente de trabalho. Outro aspecto relevante é a duração do contrato, se será por tempo determinado ou indeterminado. Contratos por tempo determinado têm uma data de término prevista, enquanto contratos por tempo indeterminado não possuem um prazo especí�co de encerramento. Podemos citar também o contrato de experiência que: “é uma espécie de contrato por prazo determinado e tem por objetivo dar condições de mútuo conhecimento às partes contratantes” (SILVA, 2017, p. 40). Temos também vários tipos de contrato, como contrato de terceirização, no qual uma empresa contata prestadores de serviços terceirizados para exercerem qualquer atividade na empresa. Outro que podemos citar é o contrato intermitente, que foi introduzido recentemente na legislação brasileira, como consta na CLT: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especi�camente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário- mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. (BRASIL, 1943, p. 73) Vale ressaltar que o contrato de trabalho deve estar de acordo com a legislação trabalhista vigente no país. No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece as normas e os direitos dos trabalhadores. É importante lembrar que o contrato de trabalho é um documento que visa proteger tanto o empregado quanto o empregador, estabelecendo uma relação justa e equilibrada. Portanto, é essencial que todas as cláusulas sejam claras e compreensíveis para ambas as partes. Siga em Frente... Explorando o contrato de trabalho Para ser considerado um contrato de trabalho válido, a Consolidação das Leis Trabalhistas (Brasil, 1943) estabelece que ele precisa apresentar determinadas características fundamentais, como ser: Consensual: um contrato de trabalho é um instrumento entre duas partes que o estabelecem de livre e espontânea vontade. Bilateral: somente ocorre entre duas pessoas, empregado e empregador. Sinalagmático: as duas partes do contrato possuem obrigações que se equivalem, ou seja, uma realiza o trabalho e a outra entrega uma remuneração. Oneroso: indica a existência de um pagamento. É importante ressaltar que cada tipo de contrato possui suas particularidades e implicações legais especí�cas. As condições de trabalho, direitos, jornada de trabalho, remuneração e obrigações devem ser estabelecidas de acordo com a legislação vigente e o acordo entre as partes. Podemos citar algumas formas de contrato de trabalho, tais como: Celetista: “É todo indivíduo que trabalha com registro em carteira de trabalho, obedecendo à CLT, independentemente de o empregador ser do setor público ou privado” (SILVA, 2017, p. 29). Aprendiz: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO é o estudante com mais de 14 anos e menos de 24 que esteja num processode formação técnico-pro�ssional metódica, compatível com seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, inscrito em programa de aprendizagem, capaz de executar as tarefas necessárias à sua formação. (SILVA, 2017, p. 27) Temporário: “está relacionado à necessidade transitória de mão de obra por parte das empresas, principalmente quando existe sazonalidade, ou seja, picos de produção para atender às necessidades dos clientes” (FIDÉLIS, 2020, p.16). Teletrabalho (home o�ce): de acordo com a CLT: Art. 75-B. Considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação, que, por sua natureza, não con�gure trabalho externo. (BRASIL, 1943, p. 31) Outro aspecto relevante é a classi�cação dos contratos de trabalho de acordo com sua vigência, que podem ser divididos em categorias como: Contrato por prazo indeterminado: “Não há prazo preestabelecido. O contrato pode inicialmente ser de prazo determinado e, esgotado o período preestabelecido, passar automaticamente para indeterminado” (SILVA, 2017, p. 40). Contrato por prazo determinado: estabelece o início e o término da prestação do serviço. De acordo com a CLT, essa modalidade de contrato só pode ocorrer em 3 situações: a. Realização de serviço transitório (substituições por licenças, férias). b. Atividades empresariais transitórias. c. Contrato de experiência. Contrato de experiência: a experiência permite que a empresa e o trabalhador avaliem suas expectativas. Ambos investem tempo e conhecimento para determinar se são compatíveis. Ao �nal do período de experiência, a empresa decide se o trabalhador é adequado, e o trabalhador decide se deseja continuar na empresa (FIDÉLIS, 2020). Contrato intermitente: “contrato expresso com subordinação e não contínua, com alternância de períodos e de inatividade” (FIDÉLIS, 2020, p. 19). A escolha da forma de contrato adequada depende das necessidades da empresa, do tipo de serviço a ser prestado e da legislação trabalhista aplicável. É fundamental que as cláusulas contratuais estejam claras e bem de�nidas, a �m de evitar futuros problemas e garantir a segurança jurídica para ambas as partes. Vamos Exercitar? Contrato de trabalho na prática Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Vamos veri�car na prática como funciona um contrato de experiência. Imagine que você tenha sido contratado para um cargo administrativo em uma empresa e o empregador estabeleceu um contrato de experiência de 90 dias. Nesse período, você terá a chance de mostrar suas habilidades e se adaptar ao ambiente de trabalho, visando se familiarizar com suas atribuições. Nos primeiros dias, participará de treinamentos especí�cos que irão orientá-lo sobre as tarefas a serem desempenhadas. Serão abordados os procedimentos internos, as normas de conduta e as responsabilidades do cargo. Além disso, avaliações periódicas podem ser realizadas para acompanhar seu desempenho. O gestor responsável observará seu cumprimento de prazos, a qualidade do trabalho, sua capacidade de trabalho em equipe e sua adaptação à cultura da empresa. Ao término do contrato de experiência, tanto você quanto a empresa terá a oportunidade de avaliar se desejam dar continuidade à relação de trabalho. Se ambos estiverem satisfeitos, o contrato pode ser prorrogado ou convertido em um contrato por prazo indeterminado, oferecendo mais estabilidade. É válido ressaltar que, durante o período de experiência, ambas as partes têm o direito de rescindir o contrato a qualquer momento, desde que sejam observados os prazos estabelecidos na legislação trabalhista e haja comunicação prévia. Agora, vamos entender outro caso na prática. Suponha que um estudante de curso superior seja contratado como estagiário em uma empresa por um período de dezoito meses. Primeiramente devemos nos atentar a o que diz a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, sobre estágio: Art. 1º - Estágio é ato educativo escolar supervisionado,desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação pro�ssional, de ensino médio, da educação especial e dos anos �nais do ensino fundamental, na modalidade pro�ssional da educação de jovens e adultos. (BRASIL, 2008, p. 1) Também devemos veri�car em qual categoria de jornada de trabalho o nosso estagiário vai se encaixar: Art. 10. A jornada de atividade em estágio será de�nida de comum acordo entre a instituição de ensino, a parte concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar do termo de compromisso ser compatível com as atividades escolares e não ultrapassar: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO I – 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de estudantes de educação especial e dos anos �nais do ensino fundamental, na modalidade pro�ssional de educação de jovens e adultos; II – 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação pro�ssional de nível médio e do ensino médio regular. Nesse caso, o contrato é por prazo determinado, pois possui uma duração especí�ca” (BRASIL, 2008, p.1). Art. 13. É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares” (BRASIL, 2008, p.1). Nesse caso, o contrato é por prazo determinado, pois possui uma duração especí�ca. É importante ressaltar que cada tipo de contrato possui particularidades e direitos especí�cos para ambas as partes envolvidas, como vimos no exemplo acima. É fundamental conhecer essas informações para garantir que os direitos e deveres sejam cumpridos corretamente. Saiba mais Uma ótima opção para se aprofundar nos assuntos relacionados ao contrato de trabalho inicial é o livro Contabilidade da Folha de Pagamento, de Witt, Nagai e Souza. Nesta obra, os autores apresentam uma abordagem completa e detalhada sobre os aspectos contábeis relacionados à folha de pagamento, incluindo informações relevantes sobre contratos de trabalho. Com uma linguagem acessível e exemplos práticos, o livro oferece uma visão ampla dos procedimentos contábeis envolvidos nesse processo, permitindo ao leitor compreender melhor as nuances do contrato de trabalho inicial. Recomendo a leitura como uma fonte complementar para enriquecer seus conhecimentos nessa área. Referências BRASIL. Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Presidência da República [1943]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm Acesso em: 24 jun. 2023. BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes. Brasília, DF: Presidência da República [2008]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm Acesso em: 25 jun. 2023. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556901688/pageid/1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO FIDELIS, G. J. Gestão de Pessoas – Rotinas Trabalhistas e Dinâmicas do Departamento Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2020. E-book. ISBN 9788536533513. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/ Acesso em: 25 jun. 2023. SILVA, M. L. da. Administração de Departamento de Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2017. E- book. ISBN 9788536529967. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/ Acesso em: 24 jun. 2023. Aula 4 Rescisão de Contrato de Trabalho Rescisão de contrato de trabalho Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Em nosso vídeo resumo, você terá acesso a um roteiro sucinto, mas abrangente, sobre esses temas essenciais. Analisaremos os direitos e obrigações na rescisão, abordaremos a legislação pertinente e exploraremos a importância da homologação. Prepare-se para aprofundar seus conhecimentos e dominar essas questões fundamentais da área de administração de pessoal. Junte-se a nós nesta jornada de aprendizado e enriqueça sua compreensão sobre o assunto. Vamos lá! Ponto de Partida Olá, estudante! Durante esta aula, você terá a oportunidade de mergulhar nos aspectos legais que envolvem a rescisão de contrato de trabalho, compreendendo as normas e diretrizes estabelecidas pela legislação trabalhista. Exploraremos os diferentes tipos de rescisão, desde a iniciativa do https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO empregado até a demissão por justa causa, abordando também os direitos e obrigações de ambas as partes envolvidas. Além disso, discutiremos a importância da homologação do contrato de rescisão, destacando seu papel na garantia dos direitos trabalhistas e na prevenção de con�itos futuros. Compreender esse processo é fundamental para assegurar uma rescisão justa e legalmente válida. Esses conhecimentos irão contribuir para a sua atuação pro�ssional, pois a aplicação desses conceitos no cotidiano pro�ssional será crucial para garantir uma atuação ética, legal e alinhada às normas trabalhistas. Vamos juntos iniciar essa jornada de aprendizado e explorar como o domínio desses aspectos legais pode fazer a diferença em sua carreira. Boa aula! Vamos Começar! Conceitos de rescisão de trabalho Nesta aula, vamos abordar os conceitos fundamentais sobre rescisão de contrato de trabalho, seus aspectos legais e a importância da homologação. “A relação trabalhista pode cessar quando uma das partes deixar de cumprir o estipulado no contrato de trabalho, motivada tanto por iniciativa do empregador quanto pelo trabalhador” (FIDÉLIS, 2020, p. 52). É um processo que envolve direitos e obrigações para ambas as partes, sendo fundamental compreender os aspectos legais que regem essa etapa da relação trabalhista. A rescisão de contrato de trabalho está respaldada pela legislação trabalhista, que estabelece as condições e os procedimentos a serem seguidos. É essencial conhecer as leis pertinentes, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para garantir que a rescisão seja realizada de acordo com o que determina a legislação vigente. Art. 146 - Na cessação do contrato de trabalho, qualquer que seja a sua causa, será devida ao empregado a remuneração simples ou em dobro, conforme o caso, correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. (BRASIL, 1943, p. 36) Um dos aspectos importantes a considerar é a modalidade de rescisão do contrato: Rescisão sem justa causa. Rescisão por justa causa. Rescisão antecipada do contrato de experiência. Rescisão por término de contrato de experiência. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Rescisão por prazo determinado. Rescisão por comum acordo. Além disso, é necessário compreender os direitos e as verbas rescisórias a que o trabalhador tem direito, como o aviso prévio, o saldo de salário, o décimo terceiro proporcional, as férias proporcionais, entre outros. Cada modalidade de rescisão tem suas particularidades quanto aos valores e prazos a serem observados. A homologação é o procedimento pelo qual o empregador e o empregado formalizam a rescisão do contrato de trabalho perante o sindicato da categoria ou órgão do Ministério do Trabalho. Antes da reforma trabalhista, a homologação era obrigatória paracontratos com mais de um ano de duração. No entanto, com as mudanças trazidas pela Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, a homologação passou a ser facultativa, ou seja, agora, o empregador pode efetuar a rescisão diretamente com o empregado, sem a necessidade de homologação o�cial: Art. 477. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecidos neste artigo. (BRASIL, 2017, p. 1) O objetivo da homologação é garantir que todos os direitos do trabalhador sejam cumpridos, assegurando uma rescisão justa e transparente, além de validar os cálculos das verbas rescisórias. Ela proporciona segurança jurídica tanto para o empregador, que se resguarda de possíveis questionamentos futuros, quanto para o empregado, que tem a certeza de que seus direitos foram devidamente respeitados. Ao compreender os conceitos fundamentais sobre rescisão de contrato de trabalho, seus aspectos legais e a importância da homologação, você estará apto a resolver, classi�car, interpretar e situar os conceitos apresentados. Esses conhecimentos são essenciais tanto para a atuação no departamento pessoal quanto para a gestão adequada de recursos humanos. Siga em Frente... Entendendo as rescisões trabalhistas Neste bloco, vamos falar sobre as diferentes formas de rescisão de contrato de trabalho e como elas estão relacionadas aos direitos do empregado: Rescisão sem justa causa: ocorre quando o empregador decide encerrar o contrato de trabalho sem um motivo especí�co. É necessário observar o cumprimento do aviso prévio, Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO as verbas rescisórias, como férias proporcionais ou vencidas, 13º e saldo de salário, multa rescisória de 40% e o direito ao saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Rescisão por justa causa: acontece quando o empregado comete uma falta grave prevista na legislação trabalhista. Nesse caso, o empregado perde o direito às verbas rescisórias, exceto ao saldo de salário, férias vencidas e ao FGTS depositado. Algumas situações que podem levar a essa modalidade de rescisão são: Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade; b) incontinência de conduta ou mau procedimento; c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; e) desídia no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço; g) violação de segredo da empresa; (BRASIL, 1943, p. 84) Rescisão antecipada do contrato de experiência: é rescindido antes do prazo estabelecido. Nesse caso, devem ser observados os direitos previstos em lei, como saldo de salário, 13º salário proporcional, férias proporcionais, aviso prévio, se aplicável, e o saque do FGTS. Art. 479 - Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. (BRASIL, 1943, p. 84) Rescisão por término de contrato de experiência: ao �nal do contrato de experiência, seja por prazo determinado ou indeterminado, ocorre a rescisão por término de contrato de experiência. Nessa modalidade, é importante veri�car se todos os direitos foram pagos corretamente, como saldo de salário, férias proporcionais, 13º salário proporcional e FGTS. Rescisão por prazo determinado: ocorre quando o contrato de trabalho é estabelecido por um período especí�co, previamente acordado entre as partes. Ao término desse prazo, devem ser observados os direitos e obrigações estabelecidos em lei, como o pagamento das verbas rescisórias correspondentes. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Rescisão por comum acordo: empregador e empregado concordam em rescindir o contrato de trabalho de forma amigável. É necessário formalizar o acordo por meio de um documento especí�co, onde são estabelecidas as condições e as verbas rescisórias a serem pagas: Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: (Incluído pela Lei nº13.467, de 2017) I - por metade: a) o aviso prévio, se indenizado; e b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; II - na integralidade, as demais verbas trabalhistas” (BRASIL, 1943, p.85). Lembre-se de que o conhecimento sobre as modalidades de rescisão é essencial para garantir uma relação de trabalho justa e transparente, respeitando os direitos dos trabalhadores e evitando problemas legais. Vamos Exercitar? Rescisões de contrato de trabalho na prática Existem diferentes modalidades de rescisão, e cada uma delas possui particularidades e requisitos legais especí�cos que devem ser observados. Vamos considerar um exemplo: calcular os proventos de um empregado que pediu demissão. Ao pedir demissão, o empregado pode mencionar sua intenção sobre o aviso-prévio. Caso não cumpra o aviso, de acordo com o artigo 487, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): “§2º - A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo” (BRASIL, 1943, p. 85). Para simpli�car, vamos considerar os seguintes dados: Salário mensal: R$4.000,00 Data admissão: 01/04/2020 Data pedido de demissão: 30/04/2022 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Não há incidência de horas extras ou outros adicionais. Cálculo Saldo de Salário: o saldo de salário corresponde aos dias trabalhados no mês da rescisão. Supondo que o empregado trabalhou o mês todo: Saldo de Salário= (Salário Mensal /30) *Dias Trabalhados Saldo de Salário= (R$4.000,00 /30) *30 Saldo de Salário= R$4.000,00 Art. 64 – [...] Parágrafo único - Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês. (BRASIL, 1943, p. 27) Assim, se o mês tiver menos de 30 dias, utiliza-se a quantidade de dias para dividir pelo valor do salário, mas, se tiver 31 dias, permanece a divisão por 30. Cálculo Férias +1/3: as férias são calculadas com base no tempo de trabalho na empresa. Cada ano de trabalho completo (12 meses), garante o direito a 30 dias de férias. Nesse caso, são 60 dias de férias, porém ele já gozou 30 dias férias no primeiro ano, então restaram 30 dias: Férias= (Salário Mensal /12) *(Meses Trabalhados) Férias= (R$4.000,00 /12) *12 Férias= R$4.000,00 1/3 Férias= Salário /3 1/3 Férias= R$4.000,00 /3 1/3 Férias= R$1.333,33 Total de Férias= Férias +1/3 Férias Total de Férias= R$4.000,00 +R$1.333,33 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Total de Férias= R$5.333,33 Cálculo do 13º Salário: é calculado com base nos meses trabalhados no ano. Nesse caso, foram 4 meses trabalhados no ano: 13º Salário Proporcional= (Salário Mensal /12) *(Meses Trabalhados) 13º Salário Proporcional= (R$4.000,00 /12) *4 13º Salário Proporcional= R$1.333,33 Cálculo do Depósito do FGTS: quando o colaborador solicita a demissão, ele não tem direito ao saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), porém o empregador deverá ter realizado, por mês, durante todo o período trabalhado, o depósito de 8% do salário, temos: Depósito FGTS= Salário Mensal *8%) *Meses Trabalhados Depósito FGTS= (R$4.000,00 *8%) *24 Depósito FGTS= R$320,00 *24 Depósito FGTS= R$7.680,00 Portanto, no exemplo apresentado, as verbasrescisórias recebidas, seriam calculadas da seguinte forma: Saldo de Salário: R$4.000,00 Férias +1/3: R$5.333,33 13º Salário: R$1.333,33 Depósito FGTS: R$ 7.680,00 (lembrando que esse valor deverá estar depositado na conta do FGTS do empregado, mas ele não poderá realizar o saque porque solicitou a demissão). Lembre-se que esses cálculos foram somente dos proventos, mas ainda há descontos a serem calculados, conforme aprendeu na aula 6, tais como: Aviso prévio. INSS. IRPF. A rescisão de contrato de trabalho é um tema complexo que exige conhecimento teórico e prático para ser aplicado corretamente. É fundamental compreender as diferentes modalidades Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO de rescisão, observar os aspectos legais e, quando necessário, seguir os procedimentos de homologação estabelecidos pela legislação ou pelos acordos sindicais. Saiba mais Uma ótima opção para se aprofundar nos assuntos estudados em sala de aula é o livro Processos de Administração de Pessoal, escrito por Juliana Gomes. Essa obra aborda de forma abrangente os aspectos teóricos e práticos relacionados à gestão de pessoas, incluindo temas como rescisão de contrato de trabalho, aspectos legais e homologação. Com exemplos e aplicações, o livro oferece uma oportunidade de ampliar o conhecimento nessa área tão importante. Referências BRASIL. Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Presidência da República [1943]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em 27 jun. 2023. BRASIL. Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis n º 6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990, e 8.212, de 24 de julho de 1991, a �m de adequar a legislação às novas relações de trabalho. Brasília, DF: Presidência da República [2017]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm. Acesso em: 28 jun. 2023. FIDELIS, G. J. Gestão de Pessoas – Rotinas Trabalhistas e Dinâmicas do Departamento Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2020. E-book. ISBN 9788536533513. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/. Acesso em: 27 jun. 2023. Aula 5 Encerramento da Unidade Vídeo Aula Encerramento https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Você está pronto para revisar conceitos fundamentais sobre proventos e descontos em folha de pagamento, contratos de trabalho e rescisão? Vamos explorar de forma clara e objetiva tudo o que você precisa saber para entender esses aspectos importantes da gestão de pessoal. Abordaremos a composição dos proventos, os descontos obrigatórios, os elementos essenciais do contrato de trabalho e os procedimentos de rescisão. Prepare-se para absorver conhecimentos valiosos e aplicá-los no contexto real do mundo corporativo. Ponto de Chegada Aspectos essenciais em contratos de trabalho e rescisão Na aula de hoje, vamos revisar conceitos fundamentais relacionados aos proventos e descontos em folha de pagamento, bem como abordar aspectos importantes sobre o contrato de trabalho inicial e a rescisão de contrato de trabalho. Proventos em folha de pagamento: Os proventos são os valores pagos ao trabalhador em contrapartida aos serviços prestados. Eles podem ser compostos pelo salário base, adicionais (como horas extras, adicional noturno, entre outros) e benefícios (como vale-alimentação e vale-transporte). Esses valores são somados para compor o salário bruto do trabalhador. Reajuste é o aumento periódico no salário, concedido pela empresa, que pode ocorrer anualmente, baseado em acordos coletivos. Para Witt (2021), um reajuste justo e adequado contribui para a motivação e satisfação dos colaboradores. Dissídio é o processo de negociação coletiva entre empregados e empregadores para ajustar salários e condições de trabalho, regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece as regras e os procedimentos para a negociação coletiva entre as partes envolvidas. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Descontos e incidências em folha de pagamento: Os descontos são os valores deduzidos do salário bruto do trabalhador. Entre os descontos obrigatórios, temos a contribuição para a Previdência Social (INSS), que garante benefícios e casos de aposentadoria, doença ou acidente de trabalho, e o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) que, de acordo com Silva (2017), trata-se de um tributo federal que incide sobre a renda dos indivíduos, incluindo os salários dos trabalhadores. Além disso, pode haver descontos relativos a empréstimos consignados, plano de saúde, entre outros. Contrato de trabalho inicial: De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): “Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego” (BRASIL, 1943, p. 71). Ele deve conter informações essenciais, como a identi�cação das partes, a função do empregado, a jornada de trabalho, o salário e as condições de trabalho. Existem diferentes formas de contrato de trabalho, como o contrato de experiência, aprendizagem, entre outros. A vigência do contrato refere-se ao período em que ele está em vigor, podendo ser por tempo determinado ou indeterminado. Rescisão de contrato de trabalho: A rescisão de contrato de trabalho ocorre quando há o término da relação empregatícia. “A relação trabalhista pode cessar quando uma das partes deixar de cumprir o estipulado no contrato de trabalho, motivada tanto por iniciativa do empregador quanto pelo trabalhador” (FIDÉLIS, 2020, p. 52). É importante conhecer os aspectos legais que regem esse processo, como os direitos e obrigações de cada parte, o pagamento das verbas rescisórias e o cumprimento das normas trabalhistas. Existem diferentes modalidades de rescisão, como: sem justa causa, por justa causa, por término de contrato de experiência e por comum acordo. A homologação é o procedimento em que o empregador e o empregado formalizam a rescisão perante o sindicato da categoria ou órgão competente. Ela garante que todos os direitos sejam respeitados e valida os cálculos das verbas rescisórias. Nesta revisão, relembramos conceitos fundamentais para compreender a composição da folha de pagamento, as responsabilidades do empregador e do empregado na formalização do Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO contrato de trabalho inicial, bem como os procedimentos para a rescisão do contrato de trabalho. Tenha em mente a importância em aplicar corretamente os conhecimentos adquiridos para garantir uma gestão de pessoal e�ciente e em conformidade com a legislação trabalhista. É Hora de Praticar! Olá, estudante! Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha como assistente de departamento pessoal em uma empresa de médio porte. Sua função é calcular e processar a folha de pagamento dos funcionários, garantindo que todos os descontos sejam realizados corretamente e em conformidade com a legislação trabalhista. Recentemente, a empresa contratou um novo colaborador e você é responsável por realizar o cálculo do seu salário líquido após os descontos em folha de pagamento. O novo funcionário possui um salário bruto de R$ 3.000,00. Agora, é hora de aplicarseus conhecimentos sobre descontos e encargos sociais para encontrar o valor líquido que ele receberá. Para começar, lembre-se de que alguns descontos são obrigatórios por lei, como a contribuição para a Previdência Social (INSS) e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Além disso, o funcionário conta com 1 dependente que, de acordo com a Lei nº 13.149 de 21 de julho de 2015: Art. 4º. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda poderão ser deduzidas: [...]III - a quantia, por dependente, de: i) R$ 189,59 (cento e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos), a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015. (BRASIL, 2015, p. 1) e paga pensão alimentícia, descontada em folha de pagamento, no valor de R$ 200,00. Vamos analisar os principais descontos: INSS: o desconto é calculado de acordo com a tabela de alíquotas vigente, que varia de acordo com o salário bruto do funcionário. Veri�que a tabela atualizada para encontrar a alíquota aplicável. IRRF: o Imposto de Renda Retido na Fonte também é calculado com base em uma tabela progressiva, levando em consideração o valor do salário bruto e as deduções permitidas por lei. Após calcular os descontos obrigatórios, some os valores e subtraia-os do salário bruto do novo funcionário. O resultado será o salário líquido que ele receberá. Lembre-se de que é essencial se manter atualizado com a legislação trabalhista, pois as alíquotas e regras de desconto podem ser alteradas ao longo do tempo. Além disso, �que atento a particularidades, como o teto de contribuição da Previdência e as deduções permitidas no Imposto de Renda. Exercícios como esse ajudam a fortalecer sua capacidade de análise e resolução de problemas reais do departamento pessoal. Continue praticando e estudando para se tornar um pro�ssional cada vez mais quali�cado e preparado para enfrentar os desa�os da área de administração. Bom trabalho! Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Os descontos em folha de pagamento são um aspecto fundamental a ser considerado quando falamos em �nanças pessoais e gestão do salário. É essencial compreender como funcionam esses descontos e quais os impactos que podem provocar na vida �nanceira dos trabalhadores. Além dos descontos obrigatórios, existem também outros descontos e benefícios opcionais que podem ser aplicados na folha de pagamento. Incluem pensão alimentícia, planos de saúde e outros acordos especí�cos �rmados entre o empregador e o empregado. Re�etir sobre os descontos em folha de pagamento nos permite avaliar como essas deduções afetam o salário líquido e, consequentemente, o planejamento �nanceiro. É crucial que os trabalhadores estejam cientes dos descontos presentes em sua folha de pagamento e entendam quais são obrigatórios e quais são opcionais. Dessa forma, poderão gerir melhor suas �nanças e alcançar uma maior estabilidade �nanceira em suas vidas. Compreender os descontos em folha é uma etapa importante para tomar decisões �nanceiras mais informadas e garantir uma gestão e�caz dos recursos �nanceiros disponíveis. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Fonte: elaborada pelo autor. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO BRASIL. Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília, DF: Presidência da República [1943]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 24 jun. 2023. BRASIL. Lei nº. 13.149 de 21 de julho de 2015. Altera as Leis nº 11.482, de 31 de maio de 2007, para dispor sobre os valores da tabela mensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, 7.713, de 22 de dezembro de 1988, 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e 10.823, de 19 de dezembro de 2003. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13149.htm#art3. Acesso em: 1 jul. 2023. FIDELIS, G. J. Gestão de Pessoas – Rotinas Trabalhistas e Dinâmicas do Departamento Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2020. E-book. ISBN 9788536533513. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/. Acesso em: 27 jun. 2023. SILVA, M. L. da. Administração de Departamento de Pessoal. São Paulo: Editora Saraiva, 2017. E- book. ISBN 9788536529967. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/. Acesso em: 30 jun. 2023. WITT, C.; NAGAI, R. A.; SOUZA, C. S. F. de et al. Contabilidade da Folha de Pagamento. São Paulo: Grupo A, 2021. E-book. ISBN 9786556901688. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786556901688/. Acesso em: 30 jun. 2023. , Unidade 3 CLIMA ORGANIZACIONAL Aula 1 Clima Organizacional Clima organizacional Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13149.htm#art3 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536533513/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536529967/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786556901688/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Olá, estudante! Agora, você assistirá a um vídeo que resume os principais tópicos abordados nesta aula. Serão trabalhados os conceitos de clima organizacional, cultura, boas práticas, diversidade e gestão do conhecimento. Re�ita sobre como o conteúdo pode ser aplicado à gestão de pessoas e como novas metodologias podem somar na elaboração de um ambiente corporativo mais saudável e produtivo. Ponto de Partida Olá, estudante. Nesta aula, você aprenderá sobre o clima organizacional, a cultura empresarial, as boas práticas que devem ser incentivadas e que trazem benefícios às organizações, assim como terá uma explanação a respeito da diversidade e gestão do conhecimento. Esses são temas que proporcionam melhorias no ambiente corporativo, fortalecimento das relações interpessoais no trabalho, aumento do engajamento e da satisfação dos colaboradores, otimização de processos e capital. Com esse aprendizado, você terá ferramentas úteis para sua atuação na gestão de pessoas. Ao �nal da aula, espero que você se sinta animado para colocar em prática todo aprendizado adquirido. Bons estudos! Vamos Começar! Compreendendo o clima organizacional e suas características Vamos traçar o conceito de clima organizacional, que é o modo como os colaboradores percebem o ambiente empresarial. Segundo Hofstede (2010), a cultura pode ser entendida como um conjunto de valores e normas não escritas que retratam o que é aceitável e correto para um grupo de pessoas. São vários os elementos que incorporaram a cultura de uma empresa e que, quando alterados, podem mudar a percepção do clima organizacional: Quantidade de trabalho e esforço despendido na função. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Jornada de trabalho (integral, meio período e formatos de jornadas reduzidas, menos dias na semana ou menos horas por dia). Treinamentos, capacitações e cursos disponibilizados. Salários e benefícios. Dress code (código de vestimenta característico da empresa). Relacionamentos entre colegas de trabalho. Trabalho home o�ce, híbrido ou presencial. Valores e crenças da empresa.Motivação e valorização pro�ssional. Construir um clima organizacional positivo, em que os pro�ssionais se sintam satisfeitos, engajados e incentivados, traz muitos benefícios para as empresas. Vaja o quadro: CLIMA ORGANIZACIONAL desfavorável mais ou menos favorável frustração indiferença satisfação desmotivação apatia motivação falta de integração empresa/funcionários baixa integração empresa/funcionários alta integração empresa/funcionários falta de credibilidade mútua empresa/funcionários baixa credibilidade mútua empresa/funcionários alta credibilidade mútua empresa/funcionários falta de retenção de talentos baixa retenção de talentos alta retenção de talentos improdutividade baixa produtividade alta produtividade pouca adaptação às mudanças média adaptação às mudanças maior adaptação às mudanças alta rotatividade média rotatividade baixa rotatividade alta abstenção média abstenção baixa abstenção pouca dedicação média dedicação alta dedicação baixo comprometimento com a qualidade médio comprometimento com a qualidade alto comprometimento com a qualidade clientes insatisfeitos clientes indiferentes clientes satisfeitos Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO pouco aproveitamento nos treinamentos médio aproveitamento nos treinamentos maior aproveitamento nos treinamentos falta de envolvimento com os negócios baixo envolvimento com os negócios alto envolvimento com os negócios crescimento das doenças psicossomáticas algumas doenças psicossomáticas raras doenças psicossomáticas insucessos nos negócios estagnação nos negócios sucesso nos negócios Quadro 1 | Clima organizacional. Fonte: adaptado de Bispo (2006, p. 259). Esses benefícios obtidos pelas empresas não se revertem apenas no ponto de vista dos recursos humanos, mas outras áreas da empresa também são favorecidas, como o marketing (colaboradores satisfeitos contribuem para uma imagem positiva da empresa externamente) e o �nanceiro (maior economia em processos). Re�ita comigo: um funcionário feliz terá menos interesse em procurar outro trabalho, portanto é um risco menor da empresa ter que montar novos processos de seleção, recrutamento, treinamento e adaptação de novos colaboradores, além de diminuir gastos com pagamento de rescisões trabalhistas. Boas práticas no clima organizacional são construídas baseadas na cultura da empresa e devem sair do papel e ser vivenciadas pela organização. Isso porque a imagem e a credibilidade da organização podem ser afetadas se houver discrepâncias entre expectativas e realidade, fazendo com que os colaboradores percam motivação e não mais defendam a marca. Lanzer (2017) indica que os valores organizacionais devem ser aspiracionais e ambiciosos, mas próximos à realidade atual, projetando a verdade da empresa. Dentre as boas práticas recomendadas pelo GPTW (2021) estão a criação de um ambiente de con�ança em que os colaboradores se sintam à vontade para dar suas opiniões, a promoção de um equilíbrio da vida pessoal e pro�ssional, a criação de programas de benefícios �exíveis (de acordo com as prioridades, necessidades individuais dos colaboradores e função exercida), a realização de pesquisas de clima organizacional e a gestão de uma boa experiência do colaborador (motivação, escuta ativa, gratidão e capacitações). Boas práticas andam de mãos dadas com a diversidade, um per�l diverso de colaboradores, a maior a pluralidade de pensamentos, vivências, visões e contextos proporcionam mais agilidade e inovação. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Para alcançar um clima organizacional positivo, produtivo e colaborativo, a inclusão e diversidade devem ser pensadas ao longo de todo o processo, desde o recrutamento e seleção até o ambiente de trabalho, conforme Coutinho (2022) sugere, que as políticas e práticas estejam alinhadas às necessidades dos diferentes grupos, de acordo com os per�s étnico-raciais, de gênero, de idade, de identidade sexual e de pessoas com de�ciência. O pro�ssional de Recursos Humanos (RH) também deve ser capaz de fazer a gestão do conhecimento, montando processos para criação, compartilhamento, uso e manutenção de conhecimentos disponíveis na organização, sempre com o propósito de alcançar os objetivos da empresa e gerar vantagem competitiva (LEOCÁDIO; SANTOS, 2008). Siga em Frente... Gestão de pessoas personalizada e empática Agora que conhecemos as principais características do Clima Organizacional vamos pensar em formas de melhorá-lo nas empresas e aumentar o grau de satisfação do ambiente de trabalho. Veri�camos que a aplicação de boas práticas engaja os colaboradores, mas, para que elas sejam efetivas, devemos conhecê-los profundamente, entender suas aspirações, necessidades e contextos. Na entrega de um pacote de benefícios para os colaboradores, devemos levar em consideração a diversidade nas empresas, pois existem pessoas com diferentes características comportamentais, demográ�cas e psicográ�cas. Por exemplo, um colaborador casado, com �lhos em idade escolar, que trabalha home o�ce e que cozinha sua própria comida terá necessidades e desejos muito diferentes de um colaborador solteiro, estudante, que trabalha presencialmente e que come fora de casa. O pacote de benefícios pode ser personalizado individualmente, trabalhando-se com um sistema de pontuação e boni�cação que prioriza os interesses e demandas, além de considerar as atividades exercidas por cada colaborador. Convênio médico, convênio odontológico, auxílio creche, auxílio home o�ce, auxílios para mobilidade, descontos em drogarias, programas de saúde mental (incluindo meditação e terapia), bolsas de estudos, planos de academia e vale-cultura (para uso em cinemas, teatros, livrarias, eventos e aplicativos de streaming) são benefícios que o próprio colaborador pode escolher dentre sua parcela de boni�cação disponível, montando um pacote personalizado. E a contratação é simples, através de empresas que oferecem cartões de benefícios �exíveis pensados no RH. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Para compreendermos melhor os colaboradores, uma ferramenta muito útil é o Mapa de Empatia (adaptado de seu uso original voltado aos clientes), em especial, por empresas de pequeno porte: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Figura 1 | Mapa de Empatia. Fonte: elaborada pela autora. Com o mapa da empatia, analisaremos o que o colaborador: Pensa e sente (suas preocupações, sonhos e identidade). Vê (visão de mundo e repertório cultural). Ouve (in�uências e opiniões). Fala e faz (seus interesses, discursos, rotina, hobbies e atividades na vida pessoal). Dores (seus maiores medos e obstáculos). Necessidades (o que geraria satisfação, sucesso e ganhos). Após preenchido o mapa, conseguimos entender o colaborador de modo integral para, então, construirmos planos de ação para amenizar seus problemas, torná-los mais felizes e bem- sucedidos. Isso é colocar a empatia em prática também no ambiente corporativo. Re�etimos sobre a importância da diversidade muito além da pauta política identitária, mas como uma maneira de expandir pensamentos e encontrar soluções além do olhar do pro�ssional de gestão e da liderança. Mas, como podemos aumentar a diversidade nas empresas? Algumas estratégias podem ser adotadas: Instalação de um comitê de diversidade, criação de ações a�rmativas e realização de auditorias. Revisão de práticas de recrutamento (escrever descrições de cargos neutras, divulgar vagas em canais que alcancem uma ampla gama de candidatos e realizar parcerias com organizações voltadas para grupos sub-representados). Garantir um processo de seleção imparcial (efetuar recrutamento às cegas para evitar vieses, ter suporte de inteligência arti�cial e criar entrevistas estruturadas). Criar programas de desenvolvimentoe mentoria e promover a diversidade por meio de programas de conscientização. A criação de um ambiente inclusivo onde todas as vozes são ouvidas, valorizadas e respeitadas também contribui para uma gestão do conhecimento mais e�caz, na qual os múltiplos per�s se complementam na troca de experiências, processos e métodos. Na próxima parte da aula, estudaremos a diversidade em prol da inovação, com a construção de conhecimento compartilhado. Vamos lá? Vamos Exercitar? Aplicando à realidade da empresa Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Veremos agora como os conceitos estudados podem ser aplicados no cotidiano das empresas pelos pro�ssionais de gestão de pessoas. Um bom exemplo é a empresa 3M Company, grupo econômico multinacional americano de tecnologia diversi�cada, que atua em 6 grandes mercados: indústria e transporte; saúde; consumo e escritório; segurança; produtos elétricos e comunicação; controle de tráfego e comunicação visual. A empresa se destaca por sua cultura de inovação e incentivo à colaboração criativa de seus funcionários. A 3M é famosa, especialmente, por sua regra de 15%. Resumidamente, ela motiva seus funcionários a dedicarem 15% do seu tempo à inovação e desenvolvimento de novos produtos. A gestão desse tempo não é supervisionada, mas de responsabilidade dos próprios colaboradores, que podem decidir suas prioridades como, por exemplo, dedicando-se a um curso, buscando conhecimentos, �nanciamento para projetos e fazendo reuniões de brainstorm (técnica para geração de ideias) com colegas de outras áreas. Essas reuniões, inclusive, são apoiadas pela gestão de pessoas porque a interação de colaboradores dos departamentos variados explora muito bem a diversidade, criatividade, capacidade de adaptação e �exibilidade ao permitir o exercício da inovação através de diversas metodologias. Kotler (2010) enfatiza que essa política, além de estimular a criatividade e aprofundar a colaboração entre os empregados, cria um maior senso de pertencimento, especialmente se forem bem trabalhados os valores da companhia. A produtividade tende a aumentar quando há um sólido conjunto de valores para nortear as ações dos colaboradores e a empresa consegue lidar melhor com as diferenças dentro da organização, melhorando o clima organizacional. Essa estratégia da 3M gera vantagem competitiva e permite um maior compartilhamento de conhecimento, não se atendo a apenas um ou outro colaborador ou departamento especí�co. Os frutos dessa empreitada podem ser apreciados nos resultados alcançados. Estima-se que 70 a 80% do portfólio da 3M provém da regra de 15%, na criação de inovações incrementais, melhoria de processos, produtos ou serviços, o que se reverte em um maior valor econômico, conforme o estudo de Soares (2016). Na busca pelo desenvolvimento e consolidação da gestão do conhecimento, também podemos nos basear em ferramentas e técnicas que melhor se adequam ao per�l da empresa, dos colaboradores e das opções disponíveis dentro do contexto da organização. Uma metodologia bem econômica e que gera resultados é a criação de um sistema de mentoria interno, em que pro�ssionais experientes ou em cargos gerenciais assumem o papel de tutores dos mentorandos (aprendizes), contribuindo para um ambiente de aprendizagem amigável e Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO funcional. O interessante é que essa mentoria não foque apenas nas metas a serem alcançadas pelos departamentos, mas no desenvolvimento integral do colaborador. Mentorandos têm mais facilidade para ascender pro�ssionalmente, desenvolvem melhor as habilidades interpessoais, aumentam suas redes de relacionamento, sentem mais satisfação no trabalho, são mais �éis aos contratantes e aprendem com mais rapidez. As metodologias ágeis, o uso de inteligência arti�cial e os conceitos de lifelong learning (aprendizado ao longo da vida) também são tendências nas empresas como formas de desenvolver a gestão do conhecimento que fomenta cocriação, �exibilidade e educação continuada. Saiba mais O Sebrae disponibiliza gratuitamente um kit com ferramentas de gestão, em PDF, que inclui o Mapa de Empatia visto nesta aula, além de outras cinco ferramentas voltadas à gestão (Business Model Canvas, Matriz CSD, Golden Circle, Jornada do cliente e Percepção de Marca). Referências BISPO, C. Um novo modelo de pesquisa de clima organizacional. EESC - USP. São Paulo, v. 16, n. 2, ago. 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-65132006000200007. 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Aula 2 Pesquisa de Clima Organizacional Pesquisa de clima organizacional Este conteúdo é um vídeo! https://a.co/d/5XR8zlM Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Você assistirá a um vídeo que apresenta o conceito de pesquisa de clima organizacional, além de ver alguns dos tipos de pesquisa que podem ser realizadas e ideias de ações que podem ser executadas após a análise dos resultados. Espero que você aproveite este conteúdo e se empenhe em aplicá-lo futuramente. Ponto de Partida Olá, estudante! Na aula anterior, vimos que o clima organizacional é formado pela percepção dos colaboradores da empresa em relação ao ambiente vivenciado. Mas, como investigamos e analisamos essa percepção?tecnológicos nos processos de produção, informação e comunicação. (ARAÚJO, 2014, p. 19) Cada vez mais, exige-se uma especialização da mão de obra e isso re�ete em um tempo maior para dedicação no aperfeiçoamento pro�ssional. Nos últimos anos, houve uma mudança tão grande no mercado de trabalho que o trabalho formal, que antes se mantinha apenas entre as paredes das fábricas, empresas e escritórios, hoje, pode ser realizado em casa e está contando com uma crescente competitividade no mercado de trabalho. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Vamos Exercitar? Mercado de trabalho e os desa�os atuais Vamos agora, estudar um pouco mais sobre as di�culdades atuais do mercado de trabalho. Já vimos que as consideráveis mudanças que ocorreram nos últimos anos colaboraram ainda mais para a propagação da competição entre os trabalhadores. Adentrar no mercado de trabalho no Brasil nunca foi fácil e, atualmente, exige-se, cada vez mais, que os trabalhadores sejam ágeis, estejam sempre prontos a aprender continuamente, adquiram habilidades relevantes e se ajustem às mudanças em seu ambiente pro�ssional. É notável que os desa�os atuais re�itam as rápidas mudanças sociais, tecnológicas e econômicas que estamos vivenciando. Contudo, é possível a�rmar que os desa�os do mercado de trabalho podem e devem ser encarados e que, com certeza, são superáveis. Para isso, basta estar atento aos requisitos que vão surgindo e se adequar às mudanças. Assim, você alcançará com mais facilidade os objetivos pro�ssionais. Vejamos alguns dos principais desa�os enfrentados atualmente: Desemprego e subemprego: a taxa de desemprego continua sendo um desa�o. Além disso, o subemprego também é uma preocupação, com muitos trabalhadores ocupando empregos precários, mal remunerados e com baixa estabilidade. Mudança na natureza do trabalho: a automação e a inteligência arti�cial estão substituindo muitos empregos que, antes, eram realizados por seres humanos. Isso exige que os trabalhadores se adaptem e adquiram novas habilidades para permanecerem relevantes no mercado de trabalho em constante evolução. Competição acirrada: os trabalhadores enfrentam uma concorrência cada vez mais intensa. Isso pode levar à pressão por salários mais baixos e à necessidade de se destacar por meio de habilidades especializadas. Aumento da demanda por habilidades digitais: com a transformação digital, há uma crescente demanda por habilidades digitais, como programação, análise de dados, inteligência arti�cial e cibersegurança. Os trabalhadores que não possuem essas habilidades podem enfrentar di�culdades para encontrar emprego ou progredir em suas carreiras. Equilíbrio entre vida pessoal e pro�ssional: com a tecnologia conectando as pessoas 24 horas por dia, 7 dias por semana, muitos trabalhadores enfrentam di�culdades em estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal. A pressão para estar sempre disponível pode levar ao esgotamento e ao impacto na saúde e no bem-estar dos trabalhadores. Sustentabilidade e responsabilidade social: a preocupação com a sustentabilidade ambiental e a responsabilidade social tem crescido nos últimos anos. As empresas estão sendo cobradas para adotarem práticas mais sustentáveis e éticas, o que afeta tanto a Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO forma como os negócios são conduzidos quanto as demandas por habilidades dos trabalhadores. Mudanças nas habilidades e necessidades do mercado: as empresas estão buscando trabalhadores com habilidades de resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e habilidades socioemocionais, além das habilidades digitais já comentadas acima. Visto tudo isso, conclui-se que a capacidade de adaptação a situações novas e inusitadas é atributo fundamental para o mercado de trabalho. Saiba mais A Forbes é uma revista de negócios e economia muito conceituada no mundo, que traz reportagens nacionais e internacionais, abordando os principais assuntos do mercado e as tendências. No �nal de 2022, ela trouxe a reportagem Futuro do trabalho: 19 tendências que irão moldar sua carreira em 2023. Faça a leitura e, depois, uma re�exão sobre tudo que estudou e aprendeu na aula! Boa leitura! Referências ARAÚJO, S.R.C. de; CIAMPA, A. de L.; MELO, P. Humanização dos processos de trabalho: fundamentos, avanços sociais e tecnológicos e atenção à saúde. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014. DESAFIOS DO MERCADO de trabalho em 2022: quais os principais? Grupo Seres. [online]. Disponível em: https://www.gruposeres.com.br/desa�os-do-mercado-de-trabalho/. Acesso em: 21 de junho de 2023. DOOB, M. H. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: LTC, 2015. MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 8. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2023. RODRIGUES, L. de O. As relações de trabalho e a sociedade. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/o-trabalho-futuro.htm Acesso em: 21 jun. 2023. https://forbes.com.br/carreira/2022/12/futuro-do-trabalho-as-tendencias-que-irao-moldar-a-vida-profissional-em-2023/ https://forbes.com.br/carreira/2022/12/futuro-do-trabalho-as-tendencias-que-irao-moldar-a-vida-profissional-em-2023/ https://www.gruposeres.com.br/desafios-do-mercado-de-trabalho/ https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/o-trabalho-futuro.htm Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO SOBOLL, A. L. et al. Gestão de pessoas: armadilhas da organização do trabalho. São Paulo: Atlas, 2014. Aula 2 Recrutamento de Pessoal Recrutamento de pessoal Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Agora, você assistirá a um vídeo com um mapa mental, que resume os principais tópicos que serão abordados nesta aula. Iremos falar sobre o processo de agregar pessoas, esse que você irá estudar, que é o recrutamento interno e externo e suas vantagens e desvantagens, além das técnicas para o recrutamento externo. Após esse conteúdo e o vídeo, você será capaz de entender e descrever o processo de recrutamento, além de saber aplicar as técnicas de recrutamento externo. Ponto de Partida Olá, estudante, seja bem-vindo a esta aula! Vamos estudar o processo da gestão de pessoas, mais especi�camente o recrutamento e seleção. Recrutar pessoas não é tarefa fácil. Grandes empresas têm investido tempo e dinheiro na capacitação dos seus pro�ssionais, atraindo, selecionando e treinando seus colaboradores para que possam cumprir e alcançar as metas e objetivos empresariais nos quais estão inseridos. Ao �nal da aula, espero que você tenha absorvido o assunto, para que possa obter melhor desempenho nesse processo de gestão de pessoas com foco na qualidade. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Bons estudos! Vamos Começar! Entendendo o processo de recrutamento As pessoas e as organizações não nasceram ligadas ou juntas. As organizações escolhem as pessoas que desejam contratar como colaboradoras, e as pessoas escolhem as organizações em que pretendem trabalhar. Para que essa relação possa existir, é necessário que as empresas comuniquem e divulguem as suas oportunidades de trabalho. Segundo Chiavenato (1999), recrutamento é um conjunto de procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente quali�cados e capazes de ocupar cargos dentro de uma organização. Logo, entende-se que o papel do recrutamento é divulgar as oportunidades que a organização pretende oferecer. É o processo de identi�car e atrair pro�ssionais internos ou externos para atender a demanda atual e futura de uma empresa. Esse processo é de grande importância para a organização, pois através dele será possível atrair pessoas talentosas, que também podemos chamar de capital intelectual,A resposta está na pesquisa de clima organizacional, por isso estudaremos agora os seus conceitos, as metodologias e instrumentos que podemos utilizar para entender melhor as necessidades, desejos, dores e ganhos dos colaboradores. Compreenderemos como os resultados podem direcionar a tomada de decisão do pro�ssional de recursos humanos (RH), a �m de melhorar a satisfação dos nossos colaboradores e ajustar possíveis problemas. Que essa aula possa ajudar você a construir um ambiente mais favorável no seu local de trabalho. Bons estudos! Vamos Começar! Descubra a percepção dos colaboradores Antes de pensarmos em estratégias e ações que visam melhorar o ambiente, precisamos compreender a percepção dos colaboradores sobre o clima organizacional. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Muitas vezes, a liderança ou a gestão de pessoas tem uma visão superestimada do clima organizacional e acaba se pautando por uma ideia divergente do real grau de satisfação da equipe, o que pode impactar a escolha dos programas de treinamento, desenvolvimento e avaliação dos pro�ssionais, criação de ações de endomarketing e de pacotes de benefícios. São vários os aspectos da cultura e do clima organizacional que devem ser analisados, Coda (1993) aponta como importantes tópicos a serem avaliados o estilo de comunicação, a missão da empresa, políticas de gestão de pessoas, a valorização pro�ssional, o modelo de gestão e o quanto os colaboradores vestem a camisa da organização. A pesquisa de clima organizacional, portanto, serve como norte para um diagnóstico mais preciso, seguro e objetivo e pode auxiliar no entendimento dos reais problemas na gestão de recursos humanos. A partir desse diagnóstico, das análises e das sugestões recebidas, o RH estabelece métodos para aumentar a qualidade, produtividade e adoção de políticas internas mais e�cazes (BISPO, 2006). Para obter mais sucesso na mensuração do clima organizacional, é indispensável passar segurança para os respondentes, mostrando que o processo é sigiloso, de con�ança e que a entidade realmente tem interesse em conhecer as impressões da equipe a �m de realizar transformações positivas no cenário. Conforme Martins (2007), a pesquisa de clima organizacional tornou-se um instrumento importante não apenas para a avaliação da percepção dos colaboradores, mas também dos stakeholders (indivíduos, empresas e instituições que são impactados pelas ações da empresa, ou seja, partes interessadas). Existem muitos modelos, métodos e instrumentos capazes de mensurar o clima organizacional. No quadro, é possível visualizar as principais características de alguns dos mais conceituados modelos, de acordo com Bispo (2006): Bloco 1 Fatores/Indicadores Modelo de Litwin & Stringer Modelo de Kolb Modelo de Sbragia Fatores internos Estrutura / regras X - X Responsabilidade / autonomia X X X Motivação (recompensa, promoção, X X X Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO remuneração, justiça) Relacionamento / cooperação X - X Con�ito X - X Identidade / orgulho X - X Clareza organizacional - X X Liderança / suporte - X - Participação / iniciativa / integração - - X Consideração / prestígio / tolerância - - X Oportunidade de crescimento / incentivos pro�ssionais - - X Comunicação - - X Cultura organizacional - - - Estabilidade no emprego - - - Transporte casa/trabalho/casa - - - Nível sociocultural - - - Fatores externos Convivência familiar - - - Férias / lazer - - - Saúde física e mental - - - Situação �nanceira familiar - - - Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Política / Economia local, nacional e internacional - - - Segurança pública - - - Vida social - - - Futebol - - - Bloco 2 Modelo Proposto Fatores internos X - - X - X X X - X X - X X X X Fatores externos X X X Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO X X X X X Quadro 1 | Modelos, métodos e instrumentos. Fonte: adaptado de Bispo (2006, p. 262). Vale lembrar que cada empresa tem características únicas, cultura e identidade, portanto, necessidades especí�cas. Por essa razão, utilizar um instrumento de pesquisa pronto, sem adaptações, não entregará os resultados desejados para a organização. Deve-se pensar muito em quais aspectos da organização se pretende trabalhar após a análise e mensuração das respostas, porque, se a empresa não tem intenção de trabalhar soluções de acordo com os resultados diagnosticados, apenas mencionar as questões gerará um sentimento de expectativa de mudanças no colaborador que, por sua vez, poderá se sentir frustrado e ignorado com a estagnação da organização, sentirá que não é ouvido ou que sua opinião não importa. Após os resultados serem obtidos pelo mapeamento dos problemas, deve-se construir um plano de ação para solucioná-los o mais breve possível e criar soluções de�nitivas de longo prazo, ligadas a medidas organizacionais (BISPO, 2006). Planos estratégicos bem elaborados e principalmente bem executados de acordo com os resultados obtidos têm um potencial para: Alinhar a cultura empresarial com as ações desenvolvidas. Proporcionar o crescimento e desenvolvimento dos colaboradores. Incorporar os variados processos e áreas funcionais. Melhorar a comunicação. Diminuir a burocracia. Promover um ambiente de trabalho mais seguro. Criar treinamentos e programas de desenvolvimento. Diminuir a rotatividade. Aumentar a satisfação do público interno e externo da empresa. Melhorar as ações gerenciais fazendo-as mais assertivas. Aumentar a produtividade. No próximo bloco, veremos modelos de pesquisas com suas respectivas questões. Vamos lá? Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Siga em Frente... Tipos de pesquisa Vimos a importância da pesquisa de clima organizacional e as principais características dos modelos mais conceituados. Agora, vamos nos aprofundar nas formas de realização, ou seja, nas metodologias e instrumentos que podem ser utilizados. O primeiro passo é compreender quais fatores merecem ser trabalhados. Litwin e Stringer (1968) apontam nove fatores que podem ser analisados: 1. Estrutura: para entender como os trabalhadores se sentem em relação às regras, procedimentos e regulamentos da instituição. 2. Responsabilidade: refere-se à possibilidade e ao incentivo à autonomia dos colaboradores na tomada de decisões em diferentes níveis de hierarquia. 3. Desa�o: a �m de descobrir quão estimulado o colaborador se sente para correr riscos calculados, cumprir desa�os e alcançar novos patamares. 4. Recompensa: com o objetivo de veri�car se o colaborador se sente reconhecido, valorizado e recompensado pelo trabalho realizado. As recompensas vão além das monetárias, podem ser emocionais e relacionadas a experiências – elogios, palavras de incentivo, folgas em datas especiais, horário �exível, vaga de estacionamento, áreas de recreação para os intervalos, entre outra. 5. Relacionamento: investigar a colaboração e o relacionamento interpessoal dos colaboradores. �. Cooperação: com o intuito de entender o quanto os integrantes de equipes ou entre departamentos se ajudam. 7. Con�ito: analisar como as opiniões divergentes são expostas, discutidas e aceitas, e como é feita a mediação de con�itos. �. Identidade: a �m de descobrir se os objetivos organizacionais e de cultura da empresa estão alinhados aos dos colaboradores. 9. Padrões: para saber quanto a organização enfatiza normas e processos. A aplicação da pesquisa abrangendo os fatores selecionados pode ser realizada por meio de diferentes metodologias: Painel de debates (nos quais grupos de 5 a 10 pessoas debatem sobre tópicos propostos por um mediador). Entrevista (conversa individual: ideal para se aprofundar em um problema especí�co, tais como atrasos de colaboradores). Questionário (ferramenta maispadronizável que utiliza métricas e indicadores, pode ser feito pelo Google Forms, ferramenta gratuita). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Vamos ver as vantagens e desvantagens de cada método no quadro. Tipos de Pesquisa Vantagens Desvantagens Painel de debates Menor custo para execução, os próprios entrevistados podem levantar temas importantes durante a discussão, que permite uma comunicação de mão dupla. Demanda bastante tempo do pro�ssional de RH, limita a quantidade de perguntas, os respondentes se sentem expostos e podem se inibir. Entrevista individual Entrevista direcionada, pode- se observar a comunicação não verbal durante a entrevista. Leva mais tempo para executar, alguns funcionários se sentem intimidados pelo entrevistador. Questionário Mantém o anonimato, é rápido porque o próprio colaborador preenche, o questionário pode ter mais perguntas tornando-o mais completo e tem baixo custo para a empresa. O colaborador precisa ser incentivado a responder; o anonimato pode reduzir a quantidade de respondentes. Quadro 2 | Vantagens e desvantagens das diversas pesquisas. Fonte: elaborado pelo autor. A partir da compreensão dos tópicos que obtiveram maior quantidade de respostas insatisfatórias pode-se construir uma estratégia e colocar em ordem de prioridade as ações que serão realizadas. Por exemplo, se várias respostas indicarem interesse por mais autonomia e desa�os, você pode planejar treinamentos, capacitações e formas de promover o crescimento e desenvolvimento, tais como a criação de projetos de mentoria ou a atribuição de liderança em projetos especí�cos. Lembre-se que o diagnóstico pode ser comprometido se não houver a personalização da metodologia e dos instrumentos, então, customize e colha resultados assertivos de acordo com a realidade da empresa. Vamos Exercitar? Resultados da pesquisa de clima organizacional Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Você sabia que a pesquisa de clima organizacional foi apontada por 45,2% das pessoas como um bom indicador para se conhecer melhor um time e sua forma de atuação? Outros 23% apontaram os indicadores emocionais, 19,2% os testes de personalidade, como MBTI, DISC, GRI entre outros, e 12,6% o mapeamento do per�l da liderança, conforme o GPTW (2023). Percebe-se que a pesquisa é muito importante e pode gerar resultados positivos aos negócios. Por que, então, nem sempre traz retornos efetivos? Sem execução, nenhum planejamento ou pesquisa dará resultados. Empresas nem sempre colocam em prática seus planos de ação. Às vezes, elas ouvem seus funcionários, mas não fazem nada com as informações que coletam. Vejamos alguns exemplos práticos: Case 1: Fator estrutura Uma empresa pode ouvir de seus colaboradores que eles têm interesse em trabalhar home o�ce, que gostariam de horários �exíveis, menos resoluções por e-mail e mais contato direto através de calls (vídeo chamadas). Entretanto, a direção dessa empresa tem como estrutura (procedimentos, regulamentos e regras) uma dinâmica mais tradicional, voltada a um sistema mais presencial e protocolar. Embora escute seus colaboradores, essa empresa não tem intenção de modi�car suas práticas e identidade. Em uma situação dessas, o colaborador sentirá que sua voz não é ouvida, podendo supor que gastou seu tempo respondendo a uma pesquisa sem objetivos ou deixará de se identi�car com a organização. A liderança e o departamento de recursos humanos devem concordar em relação às atitudes que tomarão frente aos resultados obtidos. Isso requererá �exibilidade para responder adequadamente às críticas construtivas e adaptabilidade às situações que exigirão mudanças. Case 2: Fator responsabilidade Agora, imagine um funcionário que trabalha no controle de qualidade de uma empresa de tecnologia e percebe que uma funcionalidade a mais no aplicativo da empresa melhoraria sua usabilidade. Ele poderia pensar que o trabalho de desenvolvimento de software foge de sua alçada, portanto, não reportar essa descoberta ao setor responsável. Quando o colaborador enxerga o senso de responsabilidade (o incentivo à autonomia na tomada de decisões em diferentes níveis de hierarquia) e vê que a organização motiva essa atitude, ele busca contribuir de variadas maneiras. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO A pesquisa pode se antecipar a possíveis problemas e contorná-los. Em 2022, o termo quiet quietting (uma desistência silenciosa) tornou-se um assunto relevante entre o meio corporativo, especialmente entre os pro�ssionais de gestão de pessoas. O pro�ssional quiet quietting tem como características: Cumprir apenas suas obrigações mínimas para manter seu emprego e não se esforçar além disso. Desanimar-se com seu trabalho e com a organização. Estabelecer limites claros entre a vida pro�ssional e pessoal. Alguns dos pro�ssionais com esse per�l, inclusive, têm o desejo de serem demitidos, mas não querem pedir a demissão (para não perder a rescisão trabalhista). Esse tipo de atitude pode ser muito prejudicial para as empresas que mantêm um colaborador desmotivado e com potencial negativo a ponto de desestabilizar o restante da equipe. A partir dos resultados das pesquisas, é possível identi�car esse tipo de situação e criar formas de controlar e extinguir o problema por meio de ações de endomarketing, treinamento e decisões estratégicas. Saiba mais Conforme você viu neste bloco, várias ferramentas podem ser utilizadas para construir suas pesquisas de clima organizacional de forma prática, rápida e gratuita, criar grá�cos e analisar as métricas, indico a utilização do Forms, uma ferramenta do Google pensado para essas necessidades. Por meio dessa ferramenta, os colaboradores conseguirão responder anonimamente online e todas as informações �carão centralizadas para a equipe de gestão de pessoas. Referências AHRENS, R; TIMOSSI, L.; DE FRANCISCO, A. Análise comparativa entre modelos de pesquisa em clima organizacional. Espacios. Caracas. v. 35, n. 9, p. 14, ago. 2014. CARVALHO, A. V. de; NASCIMENTO, L. P. do. Administração de recursos humanos. São Paulo: Pioneira 1993. v.1. CHIAVENATO, I. Administração de recursos humanos: fundamentos básicos. São Paulo: Atlas, 2003. https://docs.google.com/forms/u/0/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO CODA, R. Estudo sobre clima organizacional traz contribuição para aperfeiçoamento de pesquisa na área de RH. In: Boletim Administração em Pauta, suplemento da Revista de Administração, São Paulo. IA-USP, n. 75, dez. 1993. Relatório de Tendências de Gestão de Pessoas 2023. GPTW. Disponível em: https://conteudo.gptw.com.br/tendencias-gestao-de-pessoas-2023. Acesso em: 14 jun. 2023. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de Metodologia Cientí�ca. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2001. LITWIN, G. H.; STRINGER, R. A. Motivation and organizational climate. Cambridge: Harvard University Press, 1968. MARTINS, M.; FERREIRA, E. Pesquisa De Clima Organizacional: um indicador de responsabilidade social. Anais... XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Foz do Iguaçu. 2007. OLIVEIRA, M. A. Pesquisas de clima interno nas empresas: o caso dos descon�ômetros avariados. São Paulo: Nobel, 1995. PONTELO, J. F.; CRUZ, L. A. M. da. Gestão de pessoas: manual de rotinas trabalhistas. 8. ed. BRASÍLIA: Senac, 2016. SILVA, M. L. da; REZENDE, M. E. T. Rotinas trabalhistas: legislação e práticas para gestão de pessoas. 2. ed. São Paulo: Érica, 2016. Aula 3 Desenvolvimento Organizacional Desenvolvimento organizacional Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. https://conteudo.gptw.com.br/tendencias-gestao-de-pessoas-2023 Disciplina ROTINASDE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Olá, estudante No vídeo sobre DO, você verá as principais características e os resultados esperados na aplicação dos métodos. Também observará o processo de quatro etapas para aplicar a abordagem de DO nas empresas passando pelo diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação. Por �m, terá uma visão geral do contexto brasileiro das empresas, os traços culturais nacionais e os desa�os do desenvolvimento organizacional no nosso país. Ponto de Partida Olá, estudante! Desejo boas-vindas à aula de Desenvolvimento Organizacional (DO). Essa abordagem apresenta- se como um esforço de longo prazo, incentivado pela liderança e gestão, com o objetivo de melhorar os processos de resolução de problemas através de um processo colaborativo de diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação de medidas e de administração da cultura organizacional - com ênfase nas equipes formais de trabalho, equipes temporárias e cultura intergrupal podendo contar com o apoio de um consultor interno ou externo. O DO promove a criação de um senso de identi�cação e pertencimento das pessoas com à organização, a partir da motivação, comprometimento, lealdade e compartilhamento de objetivos em comum, e propicia o trabalho em equipe por meio da integração e interação das pessoas. Espero que você tenha bons insights para aplicar o DO na sua organização futuramente. Bons estudos! Vamos Começar! Desenvolvimento organizacional e modelos gerenciais Na última aula, vimos que a pesquisa de clima organizacional pode ser uma ferramenta aliada às transformações positivas que podem ocorrer nas empresas, como peça fundamental para trabalharmos o DO. A teoria do DO surgiu em 1962 e, inspirada na teoria comportamental, refere-se a uma abordagem em que os próprios colaboradores buscarão maneiras de promover e implantar as mudanças necessárias em relação a atitudes, valores, crenças, clima organizacional e processos dentro da instituição; e essas mudanças podem ter a assistência de um consultor interno ou externo (CHIAVENATO, 2011). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO As ideias do DO são pautadas em variáveis, como a organização, o indivíduo, os grupos sociais e o ambiente (composto por fatores internos, o microambiente; e fatores externos, o macroambiente). O DO é imprescindível para o crescimento, de acordo com Chiavenato (2011), a partir da veri�cação de situações passadas e presentes e da visualização de situações futuras das organizações, pode-se compreender as particularidades e di�culdades das empresas em relação às mudanças necessárias, ajudando, por meio de métodos e técnicas a desenvolver, treinar e motivar os colaboradores, aumentando o senso de pertencimento. Segundo Coutinho (2021), três elementos são fundamentais para o sucesso da mudança organizacional: Modelo: orientação aos líderes das dimensões a serem gerenciadas e zeladas. Processo: procedimentos e métodos que serão utilizados. Estrutura: organização e pessoas envolvidas. Antes da teoria do desenvolvimento organizacional ganhar força, o principal modelo de comportamento administrativo era mais burocrático, continha características mais rígidas e uma liderança mais autoritária. Entre os séculos XX e XXI, as empresas precisaram se adaptar às mudanças culturais com a ascensão de um novo conceito de homem, de poder e de valores organizacionais. A independência, autonomia, propósito e desempenho de tarefas mais estimulantes passaram a ser mais valorizados (CUNHA, 2005). A mudança de um sistema mais mecânico (burocrático) para um sistema mais orgânico (�exível) pode ser vista no comparativo de seus elementos no quadro: Sistemas Mecânicos Sistemas Orgânicos Ênfase individual e nos cargos da organização. Ênfase nos relacionamentos. Relacionamento do tipo autoridade, incentivo à obediência. Con�ança e crença recíprocas. Rígida adesão à delegação e à responsabilidade dividida. Interdependência e responsabilidade compartilhada. Rígidas divisões do trabalho e supervisão hierárquica. Participação e responsabilidade multigrupal. Tomada de decisões centralizada. Tomada de decisões descentralizada. Controle rigidamente centralizado. Amplo compartilhamento de responsabilidade e de controle. Solução de con�itos por meio de repressão, arbitragem e/ou hostilidade. Solução de con�itos através de negociação ou de solução de problemas Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Quadro 1 | Sistemas organizacionais e suas características. Fonte: elaborado pela autora. No Brasil, ainda existem muitas empresas apegadas aos sistemas mecânicos, e isso se deve muito ao fato de estarem em diferentes estágios de desenvolvimento, algo relacionado à nossa industrialização tardia em comparação a outros países. Alguns gestores acreditam que o sistema orgânico é muito so�sticado, sendo apenas destinado a organizações que já alcançaram um maior nível de complexidade; outros consideram uma abordagem válida que pode aumentar a vantagem competitiva das empresas e desenvolvê-las mais rapidamente. O autoritarismo torna-se, então um dos maiores desa�os para o desenvolvimento organizacional (CUNHA, 1979). Ao planejar o DO, deve-se levar em consideração a ampla extensão territorial do Brasil que in�uencia na multiplicidade cultural e comportamental da sociedade. É importante re�etir sobre os hábitos, costumes e valores da população, algo que exploraremos mais nos próximos blocos. Vamos lá! Siga em Frente... Ferramentas e etapas do DO Por serem compostas por pessoas, as empresas são organismos vivos e em constante mudança. A teoria comportamental incentiva que os gestores motivem e prezem pela qualidade de vida de seus colaboradores para que esses contribuam ainda mais com o desenvolvimento da organização e o alcance de seus objetivos. O planejamento é fundamental nesse ambiente tão dinâmico para chegar aos resultados esperados, uma boa ferramenta para análise é a SWOT (ou FOFA, em português) que examina as forças e fraquezas (microambiente) e oportunidades e ameaças (macroambiente). No microambiente, são analisados os fatores internos da empresa, como concorrência, funcionários, fornecedores e departamentos; no macroambiente, os fatores externos da empresa que podem impactá-la, como a legislação, tecnologia, meio ambiente, cultura, política, economia etc. Conforme Chiavenato (2003), atentando-se às variáveis que guiam o comportamento humano, o gestor pode buscar maneiras de engajar sua equipe, aumentar a participação, colaboração, e�cácia, e�ciência e melhorar o planejamento. O desenvolvimento organizacional apresenta como principais características: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Foco na organização como um todo. Processos grupais. Orientação sistêmica e abrangente. Orientação contingencial. Agentes de mudança. Retroação dos dados (feedback). Ênfase na solução de problemas. Aprendizagem através de experiências. Desenvolvimentos de equipes. Enfoque interativo. Dinamismo na interação. Quali�cação interpessoal. Organização das tarefas. Facilitação da comunicação. Efetivação da proatividade como um todo. Para incrementar o desenvolvimento organizacional, pode-se trabalhar com um processo de quatro etapas que permite que o gestor otimize as mudanças estruturais e comportamentais. Motta e Vasconcelos (2006) apresentam essas etapas da seguinte maneira: Figura 01 | Processo de D.O. Fonte: elaborada pela autora. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Diagnóstico: o problema é identi�cado e são apresentadas as expectativas de resolução. O objetivo dessa etapa é visualizar a situação inicial da organização. Planejamento de ação: a estratégia de mudança inspirada no diagnóstico é de�nida. Pode- se trabalhar aqui com metasSMART (método de criação de metas que sejam especí�cas, mensuráveis, relevantes, realistas e com prazo determinado) para o alcance dos resultados desejados. Implementação: aplicação dos procedimentos necessários para colocar em prática o planejamento. Avaliação dos resultados: comparação do desempenho antes e depois do processo de mudança. Esse ciclo se repete constantemente, visto que as organizações são mutáveis, assim como os colaboradores e suas necessidades. Para compreender as necessidades dos colaboradores mais a fundo, podemos usar a Pirâmide de Maslow como referência, assimilando as necessidades �siológicas, de segurança, de relacionamento, de estima e de realização pessoal e buscando maneiras de satisfazê-las. Outro modo de sondar os diferentes per�s é analisando as características dos valores de cada geração: Geração Ingresso no mercado de trabalho Faixa etária aproxima da Principais valores trabalhist as Veteranos Década de 1950 a início de 1960 Mais de 60 anos Trabalho árduo, conservad orismo, conformis mo, lealdade à organizaç ão. Baby Boomers 1965 a 1985 De 40 a 60 anos Sucesso, realização , ambição, rejeição ao autoritaris mo, Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO lealdade à carreira. Geração X 1985 a 2000 De 25 a 40 anos Estilo de vida equilibrad o, trabalho em equipe, rejeição a normas, lealdade nos relaciona mentos. Geração da Tecnologi a De 2000 em diante Menos de 25 anos Autocon� ança, sucesso �nanceiro, independê ncia pessoal junto com trabalho de equipe, lealdade a si mesmo e aos relaciona mentos. Quadro 2 | Valores das gerações. Fonte: adaptado de Robbins, Sobral e Gomes (2011, p. 56). Vamos ver como o D.O. pode ser aplicado nas organizações? Vamos Exercitar? Soft skills no desenvolvimento organizacional Conhecer e compreender bem o público que compõe a organização é a chave para o pro�ssional de recursos humanos construir um processo de desenvolvimento organizacional com mudanças Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO que gerem impactos positivos para os colaboradores e maior produtividade para a empresa. Podemos, assim, re�etir sobre os traços culturais presentes na nacionalidade brasileira. Souza (2014) aponta o paternalismo, o coletivismo, a cordialidade, a lealdade às pessoas, a �exibilidade, a aversão aos con�itos, a desigualdade de poder, o personalismo, a malandragem, o formalismo, o “jeitinho”, a adoção de uma postura de espectador, a plasticidade e a orientação a curto prazo como características dos traços culturais do brasileiro. Quais traços estarão mais fortes na organização dependerá muito do modelo e das estruturas das organizações, assim como do per�l das pessoas selecionadas para os cargos da empresa. Uma instituição que preza pela estrutura mais rígida, com processos mais burocráticos, preza por um per�l de colaboradores com traços mais formais. Por exemplo: se acabasse o álcool gel da recepção de uma empresa de sistema mecânico, não seria permitido que um colaborador repusesse e fosse ressarcido depois. O protocolo poderia ser abrir um chamado e passar por toda cadeia hierárquica, respeitando a estrutura de poder, a tomada de decisões e o controle rigidamente centralizados. Já em uma empresa com um sistema orgânico, não haveria problema em o colaborador da recepção repor o álcool em gel e pedir um reembolso posteriormente, dada a priorização da interdependência, tomada de decisões descentralizada, responsabilidade multigrupal e ênfase na solução de problemas por meio de �exibilidade. A partir da análise das informações apresentadas pelas pesquisas, indicadores e diagnósticos efetuados, é possível: Aperfeiçoar a capacidade de colaboração entre indivíduos e grupos. Promover um maior equilíbrio entre as necessidades e os objetivos da empresa e da equipe. Melhorar regularmente os sistemas de informação e comunicação. Criar e desenvolver o sentimento de pertencimento nos times. Aperfeiçoar o ambiente de trabalho e estabelecer um ambiente de con�ança. Lapidar um clima de receptividade na empresa. Incentivar a iniciativa e a inovação de cada colaborador. Potencializar e estimular os talentos dentro da organização. Quando bem trabalhado, o desenvolvimento organizacional promove um impacto positivo na expansão de soft skills (habilidades comportamentais) entre os colaboradores. O gestor deve procurar otimizar as informações que tem em mãos para tirar o melhor de cada colaborador e de cada equipe de acordo com seus per�s e potenciais. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Pela dinâmica apresentada no processo de DO é necessário adotar uma abordagem �exível, que permita ajustes e melhorias contínuas, possibilitando uma melhor resolução de problemas, capacidade de se adaptar a novas situações e se antecipar às necessidades. Observando colaboradores com características da geração X, por exemplo, o gestor pode aproveitar o senso de lealdade nos relacionamentos e trabalho em equipe e desenvolver projetos com a responsabilidade compartilhada, incentivando a busca de soluções inovadoras e a criatividade. Já com colaboradores Baby Boomers, podem ser utilizados o desejo de reconhecimento, a lealdade à carreira e a ambição com a criação de um plano de carreira que motive o colaborador a alcançar novas promoções constantemente, empenhando-se mais nas tarefas. Na próxima aula, estudaremos maneiras de o gestor aumentar a motivação dos colaboradores, desenvolver sua liderança, melhorar o trabalho em equipe e aperfeiçoar as relações interpessoais. Saiba mais A inteligência emocional e um mindset de crescimento são grandes aliados das empresas que buscam aprimoramento e melhorias contínuas. O autor Carlos de Assis traz uma crítica sobre os temas e mostra como podem ajudar no desenvolvimento organizacional. Leia A liderança em novo momento da gestão organizacional. Espero que você se aprofunde nos temas e aproveite o conteúdo. Referências ASSIS, C. A liderança em novo momento da gestão organizacional. Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, v. 139, n. 10/12, p. 175-184, maio. 2023. CHIAVENATO, I. Administração de recursos humanos: fundamentos básicos. São Paulo: Atlas 2003. 205 p. CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração. 8. ed. São Paulo: Campus, 2011. COUTINHO, H. Gestão dialógica de mudança organizacional. São Paulo: Saraiva Uni, 2021. https://www.portaldeperiodicos.marinha.mil.br/index.php/revistamaritima/article/view/3953 https://www.portaldeperiodicos.marinha.mil.br/index.php/revistamaritima/article/view/3953 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO CUNHA, E. Desenvolvimento organizacional no contexto brasileiro. Rio de Janeiro: Administração Pública (Cipad), da Escola Brasileira de Administração Pública, 1979. MOTTA, F. C. P.; VASCONCELOS, I. F. G. Teoria geral da administração. 3. ed. São Paulo: Thomson Pioneira, 2006. ROBBINS, S. P.; SOBRAL, F.; GOMES, R. de C. Comportamento organizacional: teoria e prática no contexto brasileiro. 14. ed. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2011. SOUZA, C. P. S. Cultura e clima organizacional: compreendendo a essência das organizações. Curitiba: Editora Intersaberes, 2014. Aula 4 Liderança, Motivação e Trabalho em Equipe Liderança, motivação e trabalho em equipe Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Assista ao vídeo resumo da aula, no qual são abordados os principais pontos desse tema tão relevante no mercado de trabalho. Durante o vídeo, você terá a oportunidade de conhecer os diferentes estilos de liderança e descobrir estratégias para aumentar a motivação e o engajamentodas equipes. Prepare-se para um conteúdo enriquecedor e aproveite para aprofundar seus conhecimentos nessa área fundamental para o sucesso pro�ssional. Ponto de Partida Olá, estudante! Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Ao longo destas aulas, estudamos a importância de um bom clima organizacional, das pesquisas e do desenvolvimento organizacional. O líder tem papel fundamental na motivação dos colaboradores, na gestão do ambiente, no incentivo ao trabalho em equipe e no fortalecimento das relações interpessoais. Exploraremos nesta aula diversos modelos de liderança e como os líderes podem adotar abordagens que retêm talentos, aumentam a motivação, incentivam o trabalho em equipe e cultivam relacionamentos interpessoais positivos, desde os estilos clássicos de liderança autocrática, democrática e liberal até abordagens mais contemporâneas, como liderança situacional, transformacional, coaching e mentoria. Veremos também a importância das habilidades de inteligência emocional para líderes, como o desenvolvimento de competências intrapessoais e interpessoais e como podem impactar positivamente o clima organizacional e impulsionar resultados. Espero que se sinta inspirado para maximizar os resultados no seu trabalho e motivar equipes! Bons estudos! Vamos Começar! Estilos de liderança Uma liderança competente é essencial para melhorar o clima organizacional, engajar e motivar a equipe, veremos alguns modelos de liderança e como o líder pode ter um posicionamento mais adequado a cada situação. Em um dos primeiros estudos sobre liderança, o psicólogo Kurt Lewin (1939) destacou três dos principais estilos: autocrático, democrático e liberal (laissez faire), que possuem características próprias, conforme o quadro: Estilo de liderança Características Autocrático Líder com discurso imperativo, per�l centralizador e dominador; normalmente possui muita capacidade técnica, suas decisões são unilaterais e determinam as normas, prazos e métodos de trabalho. Democrático Líder se torna um porta-voz de sua equipe, trabalha com transparência e valoriza feedbacks. As ideias e soluções são debatidas em grupo sob sua orientação. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Liberal (laissez faire) O líder incentiva a autonomia, autogestão e independência dos colaboradores, permitindo que os mesmos tomem decisões e planejem ações, ele dá orientações caso sejam solicitadas, capacita e desenvolve os liderados. Quadro 1 | Estilos de liderança e suas características. Fonte: elaborado pela autora. O estilo de liderança escolhido dependerá da cultura da empresa, da estrutura organizacional e de decisões estratégicas de acordo com os objetivos pretendidos. Com novos modelos de negócio e mudanças socioculturais, outros estilos de liderança vêm sendo estudados, como a liderança situacional, transformacional, coaching e mentoria, que podem melhor se adequar às diferentes necessidades das empresas. Conforme Hersey e Blanchard (2011), na liderança situacional o líder se adapta ao ambiente, às demandas e à equipe, ele também incentiva os liderados a assumirem mais responsabilidades e se autogerenciarem. Esse formato requer um grau de maturidade dos liderados para maior desempenho. Já na liderança transformacional, Burns (1978) aponta um aprimoramento da liderança situacional e dos processos de empoderamento. Nesse caso, os colaboradores são altamente engajados, inspirados e motivados por seus líderes, ambos se ajudam com foco nos objetivos da empresa. A liderança coaching procura aprimorar o desempenho dos liderados, auxiliando nas análises de situações, criação de metas e objetivos e na resolução de problemas. Enquanto a liderança de mentoria conta com um pro�ssional interno ou externo da empresa que se compromete com o desenvolvimento holístico do liderado, ou seja, em todas as áreas da vida, não se restringindo apenas ao desenvolvimento pro�ssional, como no caso do coaching (SALGUES, 2004). No século XXI, a liderança é mais voltada ao desenvolvimento de colaboradores, ao aperfeiçoamento do trabalho em equipe e aprimoramento dos relacionamentos interpessoais. Na era do conhecimento, buscam-se líderes inspiradores e que agreguem talentos. No Quadro 2, é possível visualizar um comparativo dos comportamentos de um líder tradicional e um líder da era do conhecimento: Líder tradicional Líder da era do conhecimento Valoriza normas, procedimentos e regras. Valoriza pessoas, capacitações e habilidades. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Rotina é vista como obstáculo. Rotina é o reinício de novas oportunidades. Hierarquia determinada, distingue suas ações das dos colaboradores. Distingue suas ações pela competência. Comunica apenas o essencial. Debate e pesquisa. Controle absoluto. Acompanhamento e monitoramento de cada item. Acompanhamento e monitoramento apenas do essencial. Cultura especí�ca de uma tarefa. Cultura ampla, compreensão e soluções. Delega o que fazer. Delega como fazer. Motivado por dinheiro e poder. Motivado pelo desa�o da autorrealização. Poder baseado no cargo. Poder baseado na competência. Trabalho como troca econômica. Trabalho também é um processo de enriquecimento cultural. Visão de especialista. Visão de generalista. Quadro 2 | Características dos líderes. Fonte: Angeloni (2009). No próximo bloco, estudaremos competências e habilidades que compõem um bom líder. Siga em Frente... Melhores resultados com inteligência emocional O pro�ssional de recursos humanos deve incentivar tanto a liderança da empresa quanto os demais colaboradores a se aperfeiçoarem continuamente, desde o desenvolvimento de hard skills (competências aprendidas na vida acadêmica e pro�ssional, como os conhecimentos teóricos e técnicos, usos de softwares, operação de máquinas ou equipamentos) até os soft skills (habilidades relacionadas ao per�l sociocomportamental que podem ser inatas ou aprimoradas ao longo da vida). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Dentre as soft skills, o líder deve priorizar desenvolver sua inteligência emocional composta por competências intrapessoais (autoconhecimento, autogestão e automotivação) e interpessoais (empatia e relacionamento interpessoal) (GOLEMAN, 2012). O coe�ciente emocional (QE) é aprimorável, isso quer dizer que as pessoas podem aprender a ser mais inteligentes emocionalmente. Pode-se trabalhar com ferramentas, como o diário de emoções, meditação, planos de aprendizagem, técnicas de comunicação não violenta, feedbacks e terapia para desenvolver as competências e habilidades necessárias no âmbito emocional. Essas competências e habilidades contribuem muito para o crescimento pessoal e pro�ssional, além de melhorar o trabalho em equipe e seus resultados. Conforme MIAO et al. (2016), quando uma equipe, juntamente com seu líder, possui uma maior inteligência emocional, o clima organizacional torna-se mais positivo, predispondo: Mais satisfação no trabalho. Maior comprometimento com a empresa. Menor rotatividade. Sentimentos mais positivos. Melhor desempenho no trabalho. Maior engajamento. Melhor saúde física e mental. Maior civismo organizacional. Essa melhora no clima, estimulada pela inteligência emocional e aprimoramento das soft skills dos colaboradores, estimula também a melhoria dos relacionamentos no ambiente organizacional e incentiva o trabalho em equipe, favorecendo o surgimento de equipes de alto desempenho. De acordo com Druskat e Wolff (2001), empresas que prezam por desenvolver equipes de alto desempenho, trabalham com normas que incentivam: Entendimento interpessoal: o estímulo à empatia entre os membros da equipe e a reserva de um tempo para que conheçam os pontos fortes e limites uns dos outros. Franqueza: se alguém agir de modo contraproducente, as pessoas no time têm liberdade para debater a respeito.Autoconhecimento da equipe: busca-se saber no que a equipe é boa e em que ela precisa melhorar. Autoavaliação: avaliação sincera do desempenho da equipe. Responsabilidade: assumir a responsabilidade por tarefas, erros e melhorias. Aprendizado constante: usar o feedback sobre seu desempenho para melhoria contínua. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Uma empresa que busca alta performance nos seus times não tem medo de avaliações negativas, de receber um feedback ruim ou uma pesquisa de clima desfavorável, porque entende que, a partir dessas informações, poderá corrigir e melhorar o que tem que ser mudado e sabe que só poderá fazer isso com transparência nas informações. O trabalho da liderança é, portanto, fomentar essa franqueza e a colaboração de todos da equipe, o que contribuirá diretamente com mais êxitos nos objetivos organizacionais. As lideranças também devem se dedicar a conhecer a fundo suas equipes para que possam explorar as melhores características de cada membro e construir treinamentos e programas de desenvolvimento para corrigir possíveis falhas e di�culdades que os colaboradores possam ter. Esse conhecimento é fundamental para o líder ter a capacidade de incentivar e motivar seus times, porque, quando o colaborador vê que há um zelo com seu desenvolvimento, ele passa a con�ar mais na liderança e sua dedicação aumenta, maximizando os sucessos do trabalho em equipe. Estudaremos, no próximo bloco, exemplos do relacionamento entre líder e liderados. Vamos Exercitar? Explorando os estilos de liderança na prática: exemplos e considerações relevantes Vamos agora analisar exemplos de como os diferentes estilos de liderança funcionam na prática, como o líder pode otimizar as contribuições dos colaboradores e aumentar a motivação das equipes. Líder autocrático Um exemplo clássico de liderança autocrática é um chefe de equipe em uma fábrica que toma todas as decisões sem consultar os funcionários. Ele de�ne regras, metas e processos de trabalho rigidamente, sem dar espaço para sugestões. Em um ambiente altamente regulamentado, como uma fábrica, a liderança autocrática pode garantir e�ciência e manter a conformidade com as normas de segurança. Embora funcione em situações urgentes ou com funcionários inexperientes, pode causar desmotivação e baixa satisfação no trabalho, afetando o engajamento dos colaboradores. Em ambientes regulamentados, essa liderança garante e�ciência e conformidade com as normas de segurança. Líder democrático Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Um gerente de uma equipe de marketing que busca envolver ativamente seus membros nas decisões e no processo de tomada de decisão. Ele promove um ambiente colaborativo, no qual os membros da equipe têm liberdade para expressar suas opiniões, ideias e sugestões. O gerente incentiva a participação de todos, ouve atentamente as diferentes perspectivas e, em conjunto, eles tomam decisões bené�cas para a equipe e a organização como um todo. Esse estilo de liderança promove a criatividade, a inovação e a motivação dos membros da equipe, pois eles se sentem valorizados e têm a oportunidade de contribuir ativamente para o sucesso do projeto. A liderança democrática também ajuda a fortalecer o senso de responsabilidade e comprometimento dos colaboradores, resultando em um ambiente de trabalho positivo e produtivo. Líder liberal (laissez faire) Um diretor de uma empresa de tecnologia con�a plenamente em sua equipe altamente quali�cada e capacitada, proporcionando total liberdade aos colaboradores para tomarem suas próprias decisões e gerenciarem suas tarefas. Ele fornece recursos e orientações quando necessário, permitindo que os funcionários de�nam metas, prazos e estratégias. Esse estilo de liderança incentiva a criatividade, responsabilidade individual e autorrealização, resultando em soluções inovadoras e motivação intrínseca. No entanto, é adequado apenas para uma equipe autônoma e disciplinada. O entendimento interpessoal, o autoconhecimento e a autoavaliação sincera revelam os pontos fortes e os pontos que devem ser melhorados na equipe. Quando um líder não conhece o su�ciente os integrantes do seu time ele corre o risco de delegar tarefas incoerentes com as capacidades de cada colaborador, o que pode gerar desgastes nos relacionamentos. Vamos ver um exemplo? Um líder poderia solicitar a um colaborador tímido e inexperiente que �zesse uma apresentação em público, causando constrangimento, afetando a autoestima do colaborador e desequilibrando-o em outras tarefas que ele desempenharia com mais competência. Além disso, críticas e julgamentos podem surgir, prejudicando o relacionamento do grupo. Ao conhecer e compreender as habilidades e limitações dos colaboradores, o líder pode tomar decisões mais acertadas, aumentando a produtividade, a con�ança e incentivando a equipe. Isso cria um ambiente de trabalho em que todos se sentem mais valorizados e estabelece uma admiração mútua entre os membros. Atenção: além de pensar nos cargos dos liderados e na área de atuação, considere também a cultura da empresa e fatores demográ�cos e sociocomportamentais, como a geração, hábitos e valores da equipe liderada. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Você pôde observar que vários conceitos que estudou até agora se interligam e são interdependentes para as organizações alcançarem seus objetivos. Agora, é colocar em prática! Saiba mais Para se aprofundar no estudo da liderança inspiradora, um ótimo livro é Motivação 3.0 - Drive: A surpreendente verdade sobre o que realmente nos motiva, do autor Daniel Pink. Oferecendo uma nova perspectiva e desa�ando os conceitos tradicionais de motivação no ambiente de trabalho, o autor apresenta uma abordagem inovadora sobre motivação e engajamento de colaboradores, defendendo três fatores-chave: autonomia, maestria e propósito. Ele defende que, a partir desses fatores, os líderes podem criar um ambiente que estimula a motivação intrínseca dos colaboradores. A partir dos insights do livro, os pro�ssionais de gestão de pessoas e os líderes poderão desenvolver estratégias que promovam a autonomia, incentivem o desenvolvimento das habilidades e forneçam um propósito claro para as tarefas e metas das equipes, contribuindo para a criação de um ambiente de trabalho mais produtivo, engajador e que potencializa o crescimento individual e organizacional. Referências ANGELONI, M. T. Organizações do conhecimento - Infraestrutura, pessoas e tecnologia. São Paulo: Saraiva, 2009. BURNS, J. M. Leadership. New York: Harper & Row Publishers, 1978. DRUSKAT, V.; WOLFF, S. Building the emotional intelligence of groups. Harvard Business Review. 2001. HERSEY, P.; BLANCHARD, K.H. Psicologia para administradores. A liderança e as técnicas da liderança situacional. São Paulo: EPU, 2011. GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que rede�ne o que é ser inteligente. Tradução: Fabiano Morais. 2. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. LEWIN, K..; LIPPITT, R..; WHITE, R. K. Patterns of aggressive behavior in experimentally created social climates. Journal of Social Psychology, v. 10, p. 271-301, 1939. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO MIAO, C. et al. A meta-analysis of emotional intelligence and work attitudes. Journal of Occupational and Organizational Psychology, 2016.vol 1. PINK, D. Motivação 3.0 - Drive. Rio de Janeiro: Sextante, 2019. SALGUES, L. J. V. Processos de mentoria nas organizações em Pernambuco, na visão dos alunos de MBA Executivo da Universidade Federal de Pernambuco. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife. 2004. Aula 5 Encerramento da Unidade Vídeo Aula Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo.Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Para encerrarmos a unidade, você assistirá a um vídeo que resume os principais conceitos estudados até agora: clima organizacional, pesquisa de clima, desenvolvimento organizacional, liderança e motivação. Relembraremos as principais ferramentas que auxiliam no diagnóstico e no planejamento do pro�ssional de recursos humanos. Bons estudos! Ponto de Chegada Principais aspectos da organização Olá, estudante. Vamos para uma revisão do que estudamos nesta unidade? Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Na Aula 9, estudamos sobre o clima organizacional, que é a percepção dos colaboradores do ambiente da empresa. Para fomentá-lo positivamente, o pro�ssional de recursos humanos (RH) deve trabalhar com a cultura da empresa e boas práticas, alinhando-as às expectativas e realidades da empresa, promovendo con�ança, equilíbrio entre vida pessoal e pro�ssional, pesquisas de clima organizacional, benefícios �exíveis e boa experiência do colaborador. Construí-lo corretamente traz benefícios para as empresas, como melhor imagem externa, menor rotatividade de funcionários, economia em processos de contratação e maior produtividade. A diversidade também é importante para promover agilidade e inovação, e políticas inclusivas devem ser adotadas através de estratégias, como: A criação de comitês de diversidade. Revisão das práticas de recrutamento e seleção imparcial. Programas de desenvolvimento e mentoria. Promoção de um ambiente inclusivo. Vimos também que a gestão do conhecimento garante a criação, compartilhamento e uso e�caz do conhecimento na empresa. Na Aula 10, exploramos o conceito da pesquisa de clima organizacional, que é peça fundamental para compreender o grau de satisfação da equipe e orientar programas de treinamento, desenvolvimento e avaliação dos pro�ssionais. Serve como base para identi�car problemas na gestão de recursos humanos e estabelecer métodos para melhorar a qualidade, produtividade e e�cácia das políticas internas. Métodos, como painel de debates, entrevistas individuais e questionários, podem ser utilizados para aplicar a pesquisa de clima organizacional, e a personalização da metodologia e dos instrumentos é fundamental para obter resultados assertivos. Na pesquisa de clima são analisados aspectos como estilo de comunicação, missão da empresa, gestão de pessoas, valorização pro�ssional e modelo de gestão devem ser avaliados para um diagnóstico preciso. A partir de seus resultados são criados planos de ação. Na Aula 11, falamos sobre o conceito de desenvolvimento organizacional (DO), uma abordagem de longo prazo inspirada na teoria comportamental que busca promover mudanças positivas por meio da participação dos colaboradores na implementação de transformações relacionadas a valores, atitudes, clima organizacional e processos. Essa abordagem considera variáveis, como organização, indivíduo, grupos sociais e ambiente. O ciclo do DO envolve diagnóstico, planejamento de ação, implementação e avaliação dos resultados, que são adequados às necessidades da empresa e seus colaboradores. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO O sucesso da mudança organizacional depende de três elementos: modelo, processo e estrutura. Antes do DO, as empresas tinham um modelo burocrático e liderança autoritária, mas mudanças culturais �zeram com que valores, como independência, autonomia, propósito e tarefas estimulantes ganhassem mais importância. Por �m, na Aula 12, estudamos como uma liderança competente é crucial para melhorar o clima organizacional e manter a equipe engajada e motivada. Foram abordadas as in�uências dos diferentes estilos de liderança no clima organizacional e os tipos de empresas e equipes às quais melhor se encaixam. Estilos analisados: autocrático, democrático, liberal, situacional, transformacional, coaching e mentoria. Vimos também que na era do conhecimento se sobressaem líderes que valorizam pessoas, capacitação e habilidades. O desenvolvimento de soft skills, incluindo inteligência emocional, destaca-se como essencial para o autodesenvolvimento, melhoria do trabalho em equipe e obtenção de melhores resultados. A importância de equipes de alto desempenho também foi discutida, com ênfase nas normas que incentivam o entendimento interpessoal, a franqueza, o autoconhecimento da equipe, a autoavaliação, a responsabilidade e o aprendizado contínuo. Agora, é colocar em prática o conhecimento adquirido. É Hora de Praticar! Nesta unidade, você percebeu que todos os conceitos estão interligados e que são interdependentes. Para melhorar o clima organizacional, o pro�ssional de recursos humanos depende muito da compreensão das necessidades e do contexto dos colaboradores, um conhecimento pode advir da pesquisa de clima organizacional. A partir dos resultados da pesquisa, o desenvolvimento organizacional é trabalhado com o intuito de proporcionar um ambiente satisfatório e gerar melhorias nos procedimentos de resolução de problemas através de um sistema colaborativo de diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação de medidas. Quando o líder trabalha com todos esses esforços em conjunto, ele contribui com a geração de um senso mais amplo de pertencimento na empresa, aumenta a consciência da identidade organizacional e, consequentemente, intensi�ca a motivação da equipe. Colaboradores mais satisfeitos com o clima organizacional se empenham mais e se tornam mais produtivos, gerando resultados melhores para a empresa. Vamos pensar em um caso real? Para contextualizar sua aprendizagem da unidade, suponha que, em sua empresa, está acontecendo a seguinte situação: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Os projetos estão sendo 100% realizados e entregues dentro do prazo, inclusive com elogios dos clientes. Porém, em 100% da média de produtividade de todos os colaboradores, apenas cerca de 20% dos colaboradores trabalham com intensa dedicação, fazem hora extra e se realizam na maioria dos projetos. Os demais colaboradores apenas realizam seu trabalho com metade do seu potencial, sobrecarregando os colegas dedicados. Você não tem como demitir e recontratar 80% dos seus colaboradores, pois isso criaria uma crise interna. Também não há como dar bônus aos que trabalham mais, considerando que o salário não é referente à produção, mas às horas trabalhadas, o que também geraria um grande problema para a gestão �nanceira. Você realizou recentemente uma pesquisa de clima organizacional que trouxe alguns indicativos preocupantes, dos quais se destacam: 1. Baixa satisfação no trabalho: os funcionários demonstraram insatisfação em relação às suas tarefas diárias, sentindo-se desmotivados e pouco envolvidos em suas atividades. 2. Comunicação ine�caz: falta comunicação clara e aberta entre a liderança e os colaboradores. As informações não eram transmitidas adequadamente, o que levou à confusão e à falta de direcionamento. 3. Falta de reconhecimento: os funcionários relataram a falta de reconhecimento pelo seu trabalho árduo e conquistas, o que afeta sua motivação e senso de valorização. Proponha uma solução para a situação enfrentada, criando um plano de ação com prazo de 1 ano para medir os primeiros resultados. Quando uma empresa recebe resultados negativos na pesquisa de clima organizacional, a tarefa da gestão deve ser construir soluções que revertam essa avaliação inicial dos colaboradores. Para encontrar soluções considere: 1. Analisar os resultados. Para detectar os principais pontos mencionados pelos colaboradores, pode-se trabalhar com uma tática de organização de palavras-chave (sistemas gratuitos, como Wordle e Tag Crowd, podem ajudar no ranqueamento de tópicos). Assim, você terá uma visão geral e clara para construir sua estratégia. 2. Organizar os pontos de melhorias queserão trabalhados por ordem de prioridade. Perceba que as questões mais citadas são mais urgentes e provavelmente demandarão mais recursos e esforços. 3. Criar um plano de ação. Descreva seu objetivo, quantidade de recursos necessários, lista de atividades a serem realizadas e prazo para conclusão do projeto (bons métodos para construção de planos de ação são a Técnica da Palma da Mão e a 5W2H). O mapeamento do per�l comportamental dos colaboradores o ajudará nessa fase. Re�ita sobre as principais características comportamentais e competências, adeque treinamentos ou ações de endomarketing para times com diferentes per�s, como introvertidos e extrovertidos. 4. Divulgue os resultados da pesquisa depois de aplicá-la. Disponibilize um relatório para os colaboradores e reúna-se com a liderança para mostrar o que foi apontado por cada equipe. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Essa comunicação faz com que as pessoas se sintam valorizadas e engajadas, além de mostrar que as informações estão sendo trabalhadas. 5. Aplique a pesquisa com certa periodicidade para mensurar os dados obtidos com as mudanças realizadas. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Fonte: elaborado pelo autor. CHIAVENATO, I. Administração de recursos humanos: fundamentos básicos. São Paulo: Atlas 2003. 205 p. CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração. 8. ed. São Paulo: Campus, 2011. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO LEOCÁDIO, L.; SANTOS, J. Gestão do Conhecimento em Organizações Públicas: transferência de conhecimento suportada por tecnologias da informação e comunicação. Anais... Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (KM Brasil). São Paulo, 2008. MARTINS, M.; FERREIRA, E. Pesquisa De Clima Organizacional: um indicador de responsabilidade social. Anais... XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Foz do Iguaçu, 2007. OLIVEIRA, M. A. Pesquisas de clima interno nas empresas: o caso dos descon�ômetros avariados. São Paulo: Nobel, 1995. SOUZA, C. P. S. Cultura e clima organizacional: compreendendo a essência das organizações. Curitiba: Editora Intersaberes, 2014. , Unidade 4 QUALIDADE DE VIDA, SEGURANÇA DO TRABALHO E NORMAS TÉCNICAS Aula 1 Qualidade de Vida no Trabalho Qualidade de vida no trabalho Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo, você conhecerá o conceito de QVT, o papel das organizações com a preocupação da participação dos colaboradores para promover um ambiente saudável e as condições especí�cas de trabalho que podem gerar estresse. Por �m, veremos que as pesquisas de clima organizacional e qualidade de vida são ferramentas que podem ser utilizadas para compreender a motivação das pessoas. Assista ao vídeo e re�ita como aperfeiçoar a QVT nas organizações. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você terá a oportunidade de conhecer os conceitos de qualidade de vida no trabalho (QVT) e em relação às empresas no Brasil. A QVT é um grande indicador, que impacta na satisfação dos colaboradores e no desempenho das empresas brasileiras. Além disso, você poderá compreender técnicas relacionadas à QVT e sua conexão com a competitividade organizacional. Como aplicação prática desses conceitos e técnicas, você verá que, ao investir no bem-estar dos colaboradores, as organizações podem obter benefícios signi�cativos, como o aumento da satisfação e motivação dos funcionários, a redução do estresse e dos casos de Burnout, o aumento da produtividade e a melhoria do clima organizacional. Portanto, é fundamental que as empresas considerem a QVT como um elemento essencial para o sucesso em longo prazo. Espero que aproveite ao máximo o conteúdo e bons estudos! Vamos Começar! Princípios da qualidade de vida no trabalho Agora você conhecerá um pouco sobre o conceito de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Nos estudos realizados por Fernandes e Gutierrez (1998), são expostos os relatos das experiências brasileiras em relação à QVT, assim como as práticas inovadoras implementadas em várias nações desenvolvidas. De acordo com os autores, a busca por aprimoramentos na saúde através de abordagens revolucionárias de estruturação do trabalho tem sido o foco de incontáveis pesquisas e publicações que discutem o conceito de QVT. No Brasil, essa temática tem despertado um notável interesse por parte de empresários e gestores, devido ao seu potencial impacto na satisfação dos colaboradores e no desempenho corporativo. No entanto, tem havido certa confusão acerca dos signi�cados teóricos e técnicos da QVT, o que pode conduzir à utilização inadequada dos conceitos. Outra di�culdade refere-se ao papel desempenhado pelos gestores e pro�ssionais da área de gestão de pessoas ou por consultores no desenvolvimento dessas experiências. É necessário compreender que a QVT vai além de um conceito ou uma de�nição. É importante também entender e identi�car os seus modelos de implantação. No âmbito conceitual, o estudo pioneiro sobre QVT de Walton (1975) apresentou um esquema de análise de experimentos relevantes com oito categorias de critérios de avaliação, incluindo: Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO remuneração justa e apropriada, condições seguras e saudáveis, oportunidades imediatas para desenvolver e utilizar as habilidades humanas, perspectivas futuras para crescimento contínuo, integração social na organização, aplicação de princípios constitucionais na organização, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, e relevância social do trabalho. Esses fatores têm in�uência geral na QVT. Sob a perspectiva dos indivíduos, é primordial oferecer condições básicas de segurança e saúde no ambiente de trabalho para o fator produtivo, denominado pela administração como “gestão de pessoas” (DINIZ, 2013). Em cenários mais avançados, a base fundamental para o ambiente produtivo da empresa é estabelecer modelos de gestão e�cazes de QVT, adaptados a ambientes competitivos nos quais a busca pela produtividade é uma política decisiva. O desa�o consiste em reconstruir, com bem- estar, o ambiente competitivo e altamente tecnológico, voltado para alta produtividade no trabalho, e garantir ritmos e situações ecologicamente sustentáveis. O bem-estar, no contexto da QVT abrange as dimensões biológica, psicológica, social e organizacional de cada indivíduo, não se restringindo apenas ao tratamento de doenças e sintomas de estresse que surgem ou se agravam no trabalho. Trata-se do bem-estar no sentido de preservar a integridade como ser humano, pro�ssional e cidadão. O propósito é ampliar ao máximo as experiências e perspectivas avançadas dessa notável conexão entre produtividade e QVT (DINIZ, 2013). O aprimoramento da e�ciência não pode ser debatido sem o reconhecimento de que o conceito de e�ciência ultrapassa a ideia de uma produção satisfatória. É também um conceito de dinâmica humana, pois está intrinsecamente ligado à melhoria da qualidade de vida de cada pessoa (FERREIRA, 2017). O aprimoramento do trabalho envolve motivação, dignidade e uma participação signi�cativa no desempenho dos processos de trabalho na organização. Signi�ca desenvolver indivíduos cujas vidas sejam produtivas em sentido abrangente. Siga em Frente...Benefícios dos programas de QVT Agora que você já entendeu o conceito de QVT, vamos veri�car os enfoques e estratégias dessa área. No Brasil, a execução de iniciativas e programas de qualidade de vida no trabalho ainda apresenta pouca correlação com a estratégia de competitividade da organização. A ênfase ainda está em atividades e programas relacionados à saúde ocupacional e segurança no trabalho, contudo, sem ligação com outros programas pertinentes, como aprimoramento do ambiente organizacional e modelo de excelência em gestão. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Ferreira (2017) destaca que a QVT adota os seguintes enfoques: Estratégico: quando a preocupação com o bem-estar é manifesta na missão e na política da empresa, vinculada à imagem corporativa. Gerencial: quando a responsabilidade pela gestão do bem-estar é atribuída aos líderes da organização e se alinha aos objetivos, metas e produtividade. Operacional: quando existem ações especí�cas direcionadas ao bem-estar, entretanto, sem integração aos propósitos de competitividade, produtividade e desempenho no trabalho. Os programas de QVT seguem um ciclo de etapas, conforme o modelo desenvolvido por Ferreira: Figura 1 | Ciclos dos programas QVT. Fonte: Ferreira (2017, p. 125). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Diversas técnicas podem ser empregadas na análise da qualidade de vida no trabalho, como, por exemplo: avaliação do ambiente organizacional; diferentes indicadores, como registros médicos e taxa de rotatividade, participação em grupos de trabalho e comitê de qualidade de vida; número de ocorrências de acidentes de trabalho e levantamento do per�l familiar e social dos colaboradores. Ações de QVT podem trazer inúmeros benefícios para as organizações, mas os estímulos que agradam algumas pessoas podem ter efeito oposto em outras. Além disso, de acordo com Diniz (2013), o mesmo estímulo pode ser percebido e valorizado de maneira diferente pela mesma pessoa, dependendo do momento. Conhecer cada colaborador é fundamental para que cada organização possa oferecer soluções de gestão de pessoas adequadas ao seu público-alvo, levando em consideração os objetivos estratégicos da empresa. As pesquisas de clima organizacional e qualidade de vida são apenas algumas das ferramentas que podem ser utilizadas para compreender melhor a satisfação e motivação das pessoas. Os resultados dessas pesquisas são indicadores que devem ser acompanhados regularmente, e somente fazem sentido se forem tomadas medidas corretivas para resolver os problemas identi�cados. Chiavenato (2022) elenca que o clima organizacional envolve os fatores internos do ambiente entre os colaboradores, no decorrer de um sistema contínuo, desde o clima saudável até o clima desfavorável. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Figura 2 | Sistema contínuo dos níveis de clima organizacional. Fonte: Chiavenato (2022, p. 92). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Além do clima organizacional, as empresas podem também buscar, com base em dados internos, modelos de benchmarking, que é a prática de comparar os resultados de uma empresa com os resultados alcançados por outras organizações para avaliar o desempenho obtido e identi�car aspectos favoráveis, que devem ser mantidos, ou desfavoráveis, que devem ser abortados. Através da adoção do benchmarking, é viável comparar procedimentos e práticas entre empresas para atingir um patamar de excelência ou vantagem competitiva (CHIAVENATO, 2022). Além da comparação, é relevante que a empresa preserve registros históricos das informações para veri�car seu nível de progresso em cada um dos aspectos avaliados. Os indicadores são utilizados para monitorar as operações e devem ser empregados para aprimorar os procedimentos. O propósito nunca deve ser “medir”, mas sim mensurar para agir, para auxiliar a organização a atingir os resultados desejados. Vamos Exercitar? Abordagens de saúde no atendimento à qualidade de vida Atitudes e ações para preservar a saúde das pessoas podem, de forma didática, serem categorizadas em ações de recuperação, proteção e promoção da saúde. As ações de recuperação da saúde são aquelas realizadas com indivíduos já doentes, visando sua recuperação, tanto em termos físicos quanto psicológicos e sociais (ARAUJO; CIAMPA; MELO, 2014). As ações de proteção da saúde têm como objetivo evitar a exposição dos indivíduos a agentes prejudiciais identi�cados - o uso de equipamentos de proteção individual no trabalho (EPI) e a vacinação são exemplos que se enquadram nesse grupo. Por sua vez, as ações de promoção da saúde são mais abrangentes e vão além da simples preocupação em evitar doenças, embora essas também sejam componentes importantes. Ter saúde ou ser saudável não signi�ca apenas não estar doente, mas também estar em estado de satisfação e plenitude (ARAUJO; CIAMPA; MELO, 2014). Dentre os pesquisadores brasileiros, a doutora Ana Maria Rossi destaca-se nas investigações sobre estresse. Ana Maria Rossi declara que o estresse é inteiramente oposto à tecnologia. Anteriormente, mesmo as pessoas sedentárias, executavam algum tipo de movimento, o que não se veri�ca mais com a presença do elevador e do celular, por exemplo. Cada vez menos, as pessoas se permitem reagir a essa incessante era tecnológica e desenvolver seu autocontrole (ROSSI et al., 2010). O ideal é que a pessoa possua serenidade para decidir se vale a pena reagir. No Brasil, há di�culdade em de�nir o verdadeiro signi�cado do autocontrole. Não se trata de repressão, mas Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO sim da habilidade de avaliar a situação e encontrar uma solução. Novas abordagens e tecnologias demandam mais do pro�ssional e desencadeiam estresse. A seguir, o Quadro 1, apresenta condições especí�cas de trabalho que contribuem para o estresse: Desenho inadequado das tarefas Estilo de gerenciamento esquizofrênico ou opressor Relações interpessoais ruins Papéis mal de�nidos ou superpostos Falta de estabilidade Condições do ambiente físico inadequadas ou perigosas Quadro 1 | Condições de trabalho que geram o estresse. Fonte: adaptado de Ferreira (2017, p. 121). Em decorrência do ritmo atual mais acelerado do trabalho, o interesse pela qualidade de vida tornou-se uma necessidade para o trabalhador. A implementação de novas tecnologias de trabalho e iniciativas de reestruturação e excelência total nas organizações passou a exigir cada vez mais dos colaboradores, resultando na diminuição da qualidade de vida e no aumento dos casos de estresse em todo o mundo (FERREIRA, 2017). O estresse é uma reação do organismo às pressões. Ocorre quando o corpo, a mente e o coração respondem continuamente ou intensamente a condições inadequadas de vida. As consequências prejudiciais disso são diversas, sendo uma delas a Síndrome de Burnout, que se caracteriza por exaustão emocional, autopercepção negativa, depressão e insensibilidade em relação aos outros. Conforme mencionado por Ferreira (2017), existem três tipos de resposta do organismo em relação ao estresse: Fisiológica: oriundas do estresse ocupacional, distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), Síndrome de Burnout e lesões pelo esforço repetitivo. Psicológica: ansiedade, fadiga, frustração, depressão e irritação. Comportamental: taxas elevadas de erros e acidentes de trabalho, comportamento agressivo, absenteísmo e aumento do consumo de álcool ou drogas. O investimento no bem-estar laboral (ambiente de trabalho) é inevitável. No entanto, é necessário que as organizações tenham maior preocupação com a participação dos colaboradores no processo, adaptando os métodos de produção. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Saiba mais A Organização Internacionaldo Trabalho (IOT) disponibiliza gratuitamente um manual com orientações para a qualidade de vida do trabalhador na modalidade home o�ce. O propósito do manual é apresentar diretrizes práticas e viáveis para o trabalho remoto e�ciente e oferecer uma estrutura �exível para empresas desenvolverem seus próprios procedimentos de trabalho remoto. O manual também apresenta exemplos de estudos de caso, destacando lições aprendidas para o futuro do trabalho pós-pandemia, e enumera ferramentas e recursos disponíveis. Independentemente da modalidade, com certeza, esta leitura irá agregar conhecimento para sua carreira pro�ssional. Referências ARAÚJO, S. R. C. de.; CIAMPA. A. de. L. MELO, P. Humanização dos processos de trabalho. São Paulo: Saraiva, 2014. CHIAVENATO, I. Administração de Recursos Humanos. 9. ed. Barueri: Atlas, 2022. DINIZ, D. P. Guia de qualidade de vida: saúde e trabalho. 2. ed. Barueri: Manole, 2013. FERNANDES, E.; GUTIERREZ, L. H. Qualidade de vida no trabalho (QVT) - uma experiência brasileira. Revista de Administração, São Paulo, v. 23, n. 4, p. 29-38, 1988. FERREIRA, P. I. Clima Organizacional e Qualidade de Vida no Trabalho. Rio de Janeiro: LTC, 2017. ROSSI, A. M. et al. Stress e qualidade de vida no trabalho: perspectivas atuais da saúde ocupacional. São Paulo: Atlas, 2010. WALTON, R. E. Quality of working life: what is it? USA: Slow Management Review, v. 15, n. 1, p. 11- 21, 1973. Aula 2 Segurança do Trabalho Segurança do trabalho https://www.ilo.org/brasilia/publicacoes/WCMS_772593/lang--pt/index.htm Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você verá os conceitos de segurança do trabalho e a função do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Além disso, você irá compreender as principais técnicas de prevenção de acidentes. É fundamental que a CIPA cumpra seu papel na promoção da segurança no trabalho, realizando a SIPAT. Re�ita sobre como promover a segurança e qualidade de vida no trabalho. Ponto de Partida Olá, estudante Nesta aula, você terá a oportunidade de conhecer as funções do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), criado como resposta ao alto número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Além disso, você poderá compreender como algumas ferramentas podem auxiliar na prevenção de acidentes, tais como equipamentos de proteção coletiva e individual. Como aplicação prática desses conceitos e técnicas, você verá a importância da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) que tem como principal objetivo educar e sensibilizar os colaboradores da organização sobre a relevância da prevenção de acidentes e doenças no local de trabalho. Espero que aproveite ao máximo o conteúdo e bons estudos! Vamos Começar! Princípios da segurança no trabalho Para compreender a segurança do trabalho, bem como o seu contexto no Brasil, antes vamos conhecer o SESMT. No dia 27 de julho de 1972, foi criado o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), como resposta ao alarmante número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais que assolavam o Brasil na época. Os trabalhadores estavam habituados a encarar o perigo de incidente como parte do processo produtivo (CHIRMICI; OLIVEIRA, 2016). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Com o passar do tempo, essa perspectiva alterou-se; atualmente, o trabalhador é um parceiro da segurança laboral e não tolera mais desempenhar suas atribuições em circunstâncias inseguras, sem qualidade de vida, engajando-se ativamente nas exigências e sugestões de aprimoramento para o ambiente de trabalho. Hoje, o pro�ssional especializado na área de segurança e saúde ocupacional não atua apenas com o propósito de evitar incidentes e cumprir a legislação em vigor, mas também agrega valores ao negócio da organização por meio de medidas de segurança e saúde que conduzem à diminuição dos gastos com doenças ocupacionais e afastamentos, incidentes de trabalho e contestações trabalhistas. Nas organizações, o SESMT é dimensionado com base nas prescrições da Norma Regulamentadora número 4 (NR-4), que determina, com base no nível de perigo da atividade principal e no número total de funcionários, o mínimo de pro�ssionais necessários para cada tipo de empresa e o per�l de pro�ssional exigido (CHIRMICI; OLIVEIRA, 2016). O nível de perigo (NP) é um termo amplamente conhecido no campo da segurança e saúde ocupacional e refere-se a uma classi�cação numérica que varia de 1 a 4, relacionada à intensidade do risco da atividade econômica principal da empresa. Essas atividades são descritas pela Classi�cação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Cada empresa deve estar ciente de sua classi�cação, que pode ser obtida no site da Receita Federal através do número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e, em seguida, veri�car seu NP na NR-4. A legislação brasileira classi�ca os riscos ocupacionais em cinco grupos principais: Físicos. Químicos. Ergonômico. Biológicos. Acidentes. De acordo com a NR-9, que trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), os agentes físicos referem-se às diversas formas de energia às quais os trabalhadores podem estar expostos, incluindo ruído, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, entre outros (CHIRMICI; OLIVEIRA, 2016). De acordo com a de�nição estabelecida na NR-9, são considerados agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam entrar no organismo por via respiratória. Já os agentes biológicos são considerados vírus, bactérias, fungos, entre outros. No grupo ergonômico estão incluídas as situações em que as atividades, ambientes e equipamentos não estão adequados às necessidades �siológicas do trabalhador. Essas Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO inadequações podem resultar em uma sobrecarga física, psicológica ou �siológica. A NR-17 de�ne os critérios para a adaptação das condições de trabalho às características psicológicas e �siológicas dos trabalhadores, com o objetivo de proporcionar conforto e segurança (CHIRMICI; OLIVEIRA, 2016). Por �m, há o grupo de acidentes em que os riscos estão diretamente ligados à possibilidade de o trabalhador sofrer lesões devido à exposição a perigos que não foram devidamente controlados ou eliminados, como o uso de ferramentas inadequadas, falta de proteção em equipamentos e máquinas. Siga em Frente... Ferramentas na prevenção de acidentes A precaução de incidentes e de enfermidades relacionadas a algum tipo de ocupação ou atividade deve ser considerada em todos os momentos, mesmo em uma tarefa simples, como higienizar a residência, conduzir um veículo ou apenas digitar um texto no computador. São ocupações que aparentam serem simples, mas, em muitos casos, podem desencadear enfermidades, prejudicando não apenas o acidentado, mas também pessoas envolvidas indiretamente (DINIZ, 2013). A precaução de acidentes é pensada apenas no trabalho realizado dentro da empresa, sendo esquecidos os inúmeros acidentes que ocorrem diariamente em outras circunstâncias, por exemplo, no trânsito ou em casa. Normalmente, o local de trabalho é onde as pessoas passam a maior parte do tempo. Sem perceber e sem se preocupar com a prevenção, acabam expostas aos perigos de acidentes e doenças ocupacionais. As pessoas que não têm experiência na área de segurança ocupacional enfrentam di�culdades para implementar a prevenção de maneira apropriada e e�caz no local de trabalho. Um exemplo evidente disso é a ergonomia que possui como alvos de análise e de ação um sistema que engloba o indivíduopara fazerem parte da empresa e, claro, ajudar na construção de uma organização competitiva no mercado. Sabe-se, porém, que mesmo candidatos potencialmente quali�cados podem não estar prontos para desenvolver de forma plena as atividades para o cargo a que está sendo recrutado. Por isso, nessa fase, cabe destacar que um recrutamento é visto como e�caz quando o recrutador consegue atrair para o processo seletivo uma quantidade su�ciente de candidatos, ou seja, quanto maior o número de candidatos recrutados, mais rico será o processo e maiores serão as chances de encontrar o pro�ssional ideal para determinada vaga, permitindo-lhe, assim, escolher o que mais se enquadra no per�l desejado. Assim, você entende também que uma das funções do recrutamento é abastecer o processo de seleção de candidatos? Ainda segundo Chiavenato (1999), o recrutamento é uma ação da organização para in�uenciar o mercado de recursos humanos e dele extrair os candidatos de que necessita para suprir seus espaços vagos. Para cada ramo, empresa e cargo as fontes de recrutamento mais e�cazes podem ser diferentes. Não existe uma fonte única nem a mais correta para cada vaga, mas é necessário pensar em todas as possibilidades e decidir as melhores. O planejamento do recrutamento acontece antes do início da execução das ações práticas. É preciso de�nir a natureza das vagas, as funções e quali�cações necessárias, ou seja, o per�l desejado do trabalhador. O recrutador deve se reunir com a área requisitante, na qual esse trabalhador executará as suas atividades, para obter todas as informações pertinentes ao cargo em aberto. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Feito o planejamento e reconhecimento do cargo, o recrutador deverá determinar os tipos de recrutamento, se será interno ou externo, e deve escolher aquele que melhor atenda às necessidades da empresa. O desenvolvimento da estratégia do recrutamento é a escolha das fontes de recrutamento e dos canais de divulgação da vaga, com a utilização dos meios de comunicação mais acessíveis aos possíveis candidatos. O recrutamento visa atrair candidatos potencialmente quali�cados, dos quais serão selecionados os futuros funcionários da organização. Podemos concluir neste bloco que esse é o processo de informar ao mercado de talentos que a empresa possui um cargo em aberto e necessita preenchê-lo. Siga em Frente... Os tipos de recrutamento e suas vantagens e desvantagens Antes de divulgar uma nova oportunidade de emprego, é preciso decidir qual será o tipo de recrutamento. Essa escolha precisa estar alinhada às estratégias da empresa e, além disso, é preciso conhecer os tipos de recrutamento detalhadamente, para que se possa melhor identi�car suas vantagens e desvantagens. Vamos conhecer um pouco sobre o recrutamento interno. É feito para candidatos que já estão na organização, a �m de serem promovidos ou transferidos para outra função, focado em buscar competências internas para melhor aproveitá-las. O recrutamento interno funciona pela oferta de promoções (cargos mais elevados, mas dentro da mesma área de atividade) e de transferência (cargos do mesmo nível, mas que envolvem outras habilidades e conhecimentos do colaborador). É positivo, à medida que estimula o desenvolvimento pro�ssional, contribui para melhorar o clima organizacional, tem um menor custo para a organização, além de ser mais rápido. O recrutamento interno tem as suas vantagens e desvantagens. São elas: Vantagens: Aproveita melhor o potencial humano da organização. Motiva e encoraja o desenvolvimento pro�ssional dos atuais funcionários. Incentiva a permanência e a �delidade dos funcionários. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Oferece pouca mudança. Probabilidade de uma melhor seleção, pois, como os candidatos são os próprios colaboradores, eles já são bem conhecidos. É de menor custo. Desvantagens: Pode bloquear a entrada de novas ideias, novas experiências, que viriam de colaboradores novos. Favorece a rotina atual da empresa, sem mudanças. Pode gerar con�itos de interesse entre os colaboradores. Já o recrutamento externo atua sobre os candidatos que estão fora da organização, ou seja, estão no mercado de trabalho, à procura de uma oportunidade. É focado na aquisição de competências externas. Geralmente, busca pro�ssionais de fora para trazerem experiências e competências que não existem na organização. O recrutamento externo precisa veri�car o mundo além da organização para alcançar e atrair esses candidatos para preencher a vaga. Requer mais tempo e cuidado com o processo para escolher o pro�ssional certo. O recrutamento externo também tem as suas vantagens e desvantagens. São elas: Vantagens: Coloca “sangue” novo na organização: talentos, habilidades e competências. Enriquece o patrimônio humano da organização com os novos talentos. Aumenta o capital humano ao incluir novos conhecimentos e competências. Desvantagens: Afeta negativamente a motivação dos atuais colaboradores. Reduz a �delidade dos colaboradores ao oferecer oportunidades a “estranhos” e não a eles, que já estão dentro da organização. Tem custo maior e é mais demorado do que o recrutamento interno. Quando falamos em recrutamento externo, existem algumas técnicas para que esse recrutamento seja feito e para que a organização divulgue a oportunidade de trabalho: Apresentação de candidatos por indicação de funcionários: a organização estimula os seus colaboradores a apresentarem ou recomendarem candidatos que conhecem e possuem referência e competência para a vaga. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Banco de candidatos ou banco de talentos: é um banco de dados de currículos de candidatos interessados, que enviam à organização ou mesmo que já tenham participado de um processo seletivo anterior. Agências de recrutamento: consiste em contratar empresas especializadas em encontrar talentos no mercado. Tanto o recrutamento interno quanto o externo contribuem para a contínua atualização do banco de talentos, que serve de fonte de suprimento para os recrutamentos futuros. Vamos Exercitar? Os cuidados com o processo de recrutamento na prática No processo de recrutamento, existem vários cuidados importantes a serem considerados para garantir uma seleção justa, precisa e e�ciente: 1. Descrição clara do cargo: é essencial que a descrição do cargo seja clara, detalhada e precisa. Deve-se incluir informações sobre responsabilidades, habilidades necessárias, experiência desejada, quali�cações mínimas e expectativas em relação ao candidato. 2. Eliminação de preconceitos e discriminação: é importante que o processo de recrutamento seja livre de qualquer forma de preconceito ou discriminação, incluindo raça, gênero, idade, religião, etnia, de�ciência ou qualquer outra característica protegida por lei. 3. Diversidade e inclusão: busque promover a diversidade e a inclusão no processo de recrutamento, considerando candidatos de diferentes origens, experiências e perspectivas. Isso pode contribuir para um ambiente de trabalho mais rico e inovador. 4. Con�dencialidade e privacidade: respeite a con�dencialidade dos dados e informações dos candidatos. Mantenha as informações pessoais dos candidatos em sigilo e utilize-as apenas para �ns de seleção e recrutamento. 5. Comunicação clara e transparente: mantenha os candidatos informados sobre cada etapa do processo de recrutamento. Forneça informações claras sobre prazos, próximas etapas e critérios de avaliação. Isso ajuda a criar uma experiência positiva para os candidatos, mesmo que não sejam selecionados. �. Cumprimento das leis trabalhistas e regulamentações: esteja familiarizado com as leis trabalhistas, regulamentações e diretrizes aplicáveis ao processo de recrutamento, como igualdade de oportunidades de emprego, remuneração justa e proteção de dados pessoais. Esses cuidados(e o grupo), a máquina (meios técnicos) e o ambiente (social e físico). O avanço, sob essa abordagem sistêmica, implica na melhoria dos sistemas e suas interações por meio de uma abordagem mais abrangente. A preocupação reside em estabelecer uma qualidade de vida satisfatória para as pessoas, partindo de uma perspectiva social e política (DINIZ, 2013). Com frequência, a posição corporal em relação à cadeira, à mesa de trabalho e ao computador está incorreta. Muitos pro�ssionais se sentam em cadeiras mal ajustadas, na maioria dos casos, por não saberem regular a altura da cadeira e do encosto para manter as pernas em posição adequada, a coluna reta e os braços apoiados na mesa (AYRES; CORRÊA, 2017). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Além disso, ajustar a altura dos monitores e utilizar acessórios para apoiar os pés no chão são medidas preventivas simples, que podem evitar danos à saúde do trabalhador e desconforto durante o expediente. Existem diversas ações preventivas no cotidiano que podem evitar incidentes e doenças ocupacionais, como, por exemplo: desativar e substituir móveis dani�cados ou sem regulagem, realizar a limpeza dos aparelhos de ar-condicionado, armazenar de maneira adequada produtos e materiais de limpeza e sinalizar pisos úmidos ou escorregadios. As empresas utilizam equipamentos de proteção coletiva e individual. Os equipamentos de proteção coletiva (EPC) são aqueles empregados no local de trabalho para resguardar os trabalhadores expostos aos perigos existentes nos processos laborais. O EPC pode incluir, por exemplo, isolamento acústico de fontes de ruído de uma máquina, sistema de ventilação, salvaguarda de componentes móveis de máquinas e equipamentos, além de sistemas de bloqueio de energia (AYRES; CORRÊA, 2017). O equipamento de proteção individual (EPI) é qualquer dispositivo ou produto utilizado especi�camente por cada trabalhador, destinado a protegê-lo contra os riscos capazes de ameaçar a segurança (AYRES; CORRÊA, 2017). Esse equipamento deve ser empregado apenas quando não for possível eliminar os perigos do ambiente em que a atividade é realizada. Vamos Exercitar? Implementando a Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT) Sugere-se que todas as empresas, privadas ou públicas, sociedades de economia mista, instituições bene�centes, cooperativas ou qualquer outra instituição que tenha trabalhadores empregados, devem estabelecer e manter em pleno funcionamento a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). As diretrizes estabelecidas na Norma Regulamentadora número 5 (NR 5 - CIPA) também se aplicam aos trabalhadores avulsos e às entidades que utilizam seus serviços, desde que observadas as disposições estabelecidas nas Normas Regulamentadoras especí�cas de cada setor econômico (BARSANO; BARBOSA, 2018). Para empresas localizadas em centros comerciais ou industriais, é necessário estabelecer, por meio de membros da CIPA ou indivíduos designados, mecanismos de integração com o objetivo de promover ações de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao ambiente de trabalho e Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO às instalações de uso coletivo. A administração da empresa pode participar ativamente desse processo. A CIPA será formada por representantes do empregador e dos empregados (BARSANO; BARBOSA, 2018). Dentre suas atribuições, está realizar anualmente, em colaboração com o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). A SIPAT deve promover a participação de todas as pessoas da empresa, independentemente de seus cargos e atividades, incluindo também membros das famílias dos funcionários, se houver consentimento da empresa (BARSANO; BARBOSA, 2018). Uma maneira e�caz de incentivar os funcionários a participarem da SIPAT é torná-los responsáveis por ela, por meio da coleta de opiniões sobre o que deve ser realizado e incentivando sua colaboração na execução das atividades de preparação. Dessa forma, ao envolver os funcionários na de�nição das ações e permitir que eles contribuam ativamente na organização e realização da SIPAT, aumenta-se o engajamento e interesse no evento. Rojas (2015) ressalta que, ao se sentirem responsáveis e valorizados, os funcionários são mais propensos a participar e se envolver nas atividades propostas durante a SIPAT, o que contribui para o sucesso do evento e para a conscientização sobre a prevenção de acidentes e promoção da segurança no ambiente de trabalho. Dentre os principais objetivos da SIPAT estão: Educar e sensibilizar os colaboradores da organização acerca da relevância da prevenção de acidentes e doenças no local de trabalho. Oferecer aos funcionários da empresa a oportunidade de resgatar valores já conhecidos, mas que possam ter sido esquecidos ao longo do tempo. Fomentar uma nova consciência em relação à segurança no trabalho, saúde e qualidade de vida. Ainda segundo Rojas (2015), existem algumas sugestões de atividades: conferências ou palestras, atividades de recreação, laboratório de prevenção de acidentes, visitas dos familiares dos colaboradores à empresa e brindes que abordam o tema prevenção de acidentes. O êxito da SIPAT está condicionado ao planejamento realizado pela CIPA e à motivação instigada nos funcionários. Os colaboradores participam ativamente da SIPAT quando as atividades despertam seu interesse e a empresa se pronti�ca a realizá-las. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Saiba mais A conscientização dos trabalhadores acerca dos riscos existentes e o envolvimento em ações e campanhas de prevenção são elementos essenciais para a segurança nas empresas. Nesse sentido, os canais de comunicação interna desempenham um papel fundamental ao transmitir informações pertinentes e estimular a participação ativa dos funcionários. Para saber mais, leia o Capítulo 9 – Doenças Ocupacionais, do Livro Técnicas em Segurança do Trabalho, do autor Pablo Roberto Auricchio Rojas. Com certeza, essa leitura irá agregar conhecimento para sua carreira pro�ssional. Referências ARAÚJO, S. R. C. de.; CIAMPA. A. de. L. MELO, P. Humanização dos processos de trabalho. São Paulo: Saraiva, 2014. AYRES, D. de O.; CORRÊA, J. A. P. Manual de Prevenção de Acidentes de Trabalho. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2017. BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Segurança do Trabalho: Guia Prático e Didático. 2. ed. São Paulo: Érica, 2018. CHIRMICI, A.; OLIVEIRA, E. A. R. de. Introdução à Segurança e Saúde no Trabalho. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. DINIZ, D. P. Guia de qualidade de vida: saúde e trabalho. 2. ed. Barueri: Manole, 2013. ROJAS, P. R. A. Técnico em Segurança do Trabalho. Porto Alegre: Bookman, 2015. Aula 3 Normas Técnicas de Segurança do Trabalho Normas técnicas de segurança do trabalho https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788582602805 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788582602805 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você conhecerá as Normas Regulamentadoras (NRs) e os esforços signi�cativos realizados para a prevenção de acidentes de trabalho. Além disso, você irá compreender duas NRs especí�cas: a NR-5 e a NR-6 e verá que é responsabilidade do empregador fornecer adequadamente os EPI e cumprir todas as obrigações relacionadas. Re�ita sobre como promover um local de trabalho seguro e saudável. Ponto de Partida Olá, estudante Nesta aula, você terá a oportunidade de conhecer as Normas Regulamentadoras (NR) que estabelecem diretrizes para garantir a segurança no trabalho. Destacamos a NR-5, que trata da Comissão Internade Prevenção de Acidentes (CIPA), e a NR-6, que envolve Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além disso, irá aprender sobre a CIPA, que é um comitê formado por representantes dos colaboradores e da empresa, com o objetivo de promover a participação dos trabalhadores na política de segurança. Dessa forma, como aplicação prática desses conceitos e técnicas, você poderá explorar esses temas com mais detalhes para entender melhor a importância da segurança no trabalho e contribuir para um ambiente mais seguro e saudável. Espero que aproveite ao máximo o conteúdo e bons estudos! Vamos Começar! Conhecendo as Normas Técnicas de Segurança no Trabalho Durante as últimas três décadas do século XX, houve um aumento signi�cativo nos casos de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais em diversos países, incluindo o Brasil. Nesse período, ocorria um acidente de trabalho fatal a cada 2 horas e meia no país. Em 2015, essa taxa foi reduzida para 3 horas e meia (CAMISASSA, 2022). O Brasil tem enfrentado um dos maiores desa�os relacionados a esse grave problema. Ao longo das últimas décadas, as condições de trabalho têm se mostrado uma das principais questões do Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO país, com impacto signi�cativo também no cenário internacional, devido ao alto índice de ocorrência de acidentes de trabalho. O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é o órgão o�cial responsável por receber o registro de acidentes de trabalho ocorridos no Brasil. Esse registro é conhecido como Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e é regulamentado pela Lei 5.316/1967. A CAT é utilizada para noti�car acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. O preenchimento da CAT é obrigatório e garante ao trabalhador o reconhecimento como vítima de acidente de trabalho típico, acidente de trajeto ou doença ocupacional (pro�ssional ou do trabalho). A comunicação ao INSS é obrigatória, independentemente da gravidade da lesão ou do tempo de afastamento do trabalhador. Além da empresa, a CAT pode ser preenchida pelo próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato que o representa, o médico que o atendeu ou qualquer autoridade pública, conforme previsto no Art. 22 da Lei 8.213/1991 (MATTOS, 2019). É importante ressaltar que o fato de a empresa não preencher a CAT não a isenta da responsabilidade pelo acidente. Nesse caso, ela estará sujeita a sanções previstas na Lei de Benefícios da Previdência. O preenchimento e o envio da CAT também podem ser feitos eletronicamente, por meio da Internet, evitando a necessidade de entrega física do documento em um posto ou agência do INSS (MATTOS, 2019). As orientações sobre a aplicação, interpretação e estruturação das Normas Regulamentadoras estão estabelecidas no Capítulo VI da Portaria 672, publicada em 8 de novembro de 2021. Conforme essa portaria, as Normas Regulamentadoras são classi�cadas em três categorias: normas gerais, normas especiais e normas setoriais. As normas gerais abrangem aspectos relacionados à relação jurídica estabelecida pela lei, sem dependerem de requisitos adicionais, como atividades, instalações, equipamentos ou setores econômicos especí�cos. Sua aplicação é condicionada apenas à existência da relação de trabalho prevista em lei. As normas especiais regulamentam a execução do trabalho, considerando as atividades, instalações ou equipamentos envolvidos, sem estarem vinculadas a setores ou atividades econômicas especí�cas. Já as normas setoriais regulamentam a execução do trabalho em setores ou atividades econômicas especí�cas. As disposições das normas setoriais aplicam-se exclusivamente ao setor ou atividade econômica que regulamentam, e complementam as disposições das normas especiais, desde que não haja contradição entre elas. No total, existem 37 NR em vigor (CAMISASSA, 2022). Nesta unidade, abordamos especi�camente a NR-5 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e a NR-6, que envolve Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Equipamentos de Proteção Individual. Siga em Frente... Diretrizes da NR-5 A Norma Regulamentadora número 5 (NR-5) trata-se da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). É um comitê representativo, formado por colaboradores eleitos por seus colegas (representantes dos colaboradores) e por colaboradores indicados pelo empregador, ou seja, os representantes da empresa (PEREIRA, 2015). O papel principal é estimular a participação do trabalhador na política de segurança laboral da organização, a �m de evitar, conscientizar e reduzir os perigos existentes no ambiente de trabalho. Além da participação do funcionário na política de segurança adotada pela empresa, a CIPA promove a reunião periódica da representação das partes envolvidas (empregador e colaboradores), visando a prevenção de acidentes e construindo, ao menos em teoria, uma união de esforços na prevenção de incidentes indesejáveis (PEREIRA, 2015). As principais leis em vigor em todo o mundo preveem representantes dos trabalhadores com o objetivo de promover integração, consulta e participação geral entre os funcionários e empregadores no que se refere a assuntos de segurança e saúde ocupacional. Essa representação pode se manifestar em forma de comitês ou individualmente. Dentre as atribuições da CIPA estão: 1. Identi�car os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT (Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho), onde houver. 2. Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. 3. Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. 4. Realizar, periodicamente, veri�cações nos ambientes e condições de trabalho visando a identi�cação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. 5. Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas �xadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identi�cadas. �. Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. O mapeamento dos perigos é uma tarefa importante da CIPA, consistindo em um documento no qual os membros dessa comissão identi�cam os riscos presentes no ambiente de trabalho, Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO descrevendo-os por meio da elaboração de um esboço do local, levando em consideração a natureza e a gravidade dos riscos encontrados. Não é necessário que o registro dos perigos inclua a medição ou quanti�cação dos agentes prejudiciais presentes no ambiente de trabalho. A medição e a quanti�cação são responsabilidades do SESMT ou do responsável pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). A CIPA deve simplesmente reconhecer os agentes prejudiciais para poder elaborar o registro dos perigos, que é uma metodologia de avaliação qualitativa e subjetiva dos riscos presentes no trabalho. O Plano de Ação da CIPA deve estar alinhado aos programas de prevenção implementados pela empresa, como, por exemplo, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional ( PCMSO), para evitar con�itos entre as medidas preventivas adotadas (BARSANO; BARBOSA, 2018). O Mapa de Riscos, portanto, tem os seguintes propósitos: 1) coletar as informações necessárias para avaliar a condição de segurança e saúde no trabalho na empresa; 2) facilitar, durante sua elaboração, a troca e disseminação de informações entre os trabalhadores, além de incentivar sua participação nas iniciativas preventivas. Vamos Exercitar? Implementando a NR-6 (Equipamento de Proteção Individual) A Norma Regulamentadora NR-6, em seu item 6.1, apresenta uma descrição do conceito de EPI: considera-se EPI qualquer dispositivo de uso individual, fabricado nacionalou estrangeiro, que tenha a �nalidade de preservar a saúde e a integridade física do trabalhador (PEREIRA, 2015). É válido ressaltar que, de acordo com a NR-6, os EPI devem ser empregados somente quando não for possível ou viável utilizar os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC). Dessa forma, é evidente que o uso dos EPI deve ser complementar, ou seja, apenas quando não for possível ou viável utilizar ou adquirir os EPC ou quando houver emergências. O item 6.3 da norma ressalta que a empresa tem a obrigação de fornecer, de forma gratuita, aos seus empregados, EPI adequados ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento sempre que as medidas de proteção coletiva não oferecerem proteção completa contra os riscos de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais (PEREIRA, 2015). Na realidade, a e�cácia da proteção por meio dos EPI sempre apresenta restrições signi�cativas. Um primeiro desa�o do uso dos EPI é que eles não eliminam o risco, apenas o neutralizam em Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO diferentes níveis. Um segundo aspecto problemático em relação ao uso dos EPI é sua adaptabilidade: para proteger o trabalhador, o EPI deve estar adequadamente adaptado às características do risco e às particularidades do empregado que o utilizará. Há ainda uma terceira questão, que diz respeito ao uso: para ser efetivo, um EPI deve ser utilizado corretamente e de forma contínua pelo usuário enquanto estiver exposto ao risco, além de ser essencial que o usuário tenha pleno conhecimento do risco e da maneira correta de utilização para sua própria proteção. Essas questões frequentemente tornam o EPI algo menos con�ável, uma vez que a proteção proporcionada por ele está sempre sujeita ao comportamento humano, o qual é difícil de controlar. Furness e Muckett (2007) propõem uma estrutura hierárquica para o controle dos riscos no ambiente de trabalho (hierarquia de medidas de controle). Nessa hierarquia, é recomendado priorizar, sempre que possível, a eliminação dos riscos ou a substituição dos agentes prejudiciais por outros menos perigosos, seguidos por medidas de redução, isolamento e controle. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Figura 1 | Hierarquia de medidas de controle de risco. Fonte: Pereira (2015, p. 142). Há situações em que não é viável implementar as primeiras medidas mencionadas na lista anterior. Portanto, é necessário estudar cada caso individualmente e tomar as medidas apropriadas para garantir a devida proteção. É importante ressaltar que, em caso de discordância entre empregador e empregado, envolvendo possíveis compensações por acidentes de trabalho, doenças ocupacionais ou o pagamento de adicional de insalubridade, é responsabilidade do empregador a comprovação que forneceu ao empregado o EPI adequado, além de cumprir todas as suas obrigações relacionadas ao treinamento, �scalização do uso, substituição, manutenção, entre outras. Em outras palavras, cabe ao empregador o ônus de comprovar o cumprimento de suas obrigações referentes ao EPI, não sendo responsabilidade do empregado demonstrar que o empregador falhou nessas obrigações. Saiba mais A segurança do trabalho, hoje, não é a mesma de tempos atrás. Hoje, entende-se que é mais viável tratar as causas de acidentes do que pagar indenizações ou ter colaboradores afastados por um longo período por motivo de acidentes. Em 1977, foram criadas as Normas Regulamentadoras (NR), sendo que a legislação nº 6.174 alterou os tipos de riscos relacionados ao ambiente de trabalho. Foram de�nidos as atividades e o respectivo grau de risco, dividido em grande, médio e pequeno. Para saber mais sobre as atividades que oferecem riscos ao trabalhador, leia o Capítulo 1 – Segurança do trabalho e tipos de risco, do Livro Higiene e Segurança no Trabalho, de Eduardo Moraes Araujo. Com certeza, essa leitura irá agregar conhecimento para sua carreira pro�ssional. Referências BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Segurança do Trabalho: Guia Prático e Didático. 2. ed. São Paulo: Érica, 2018. CAMISASSA, M. Q. Segurança e Saúde no Trabalho: NRs 1 a 37 comentadas e descomplicadas. Rio de Janeiro: Método, 2022. https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/191630 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO FURNESS, A.; MUCKETT, M. Introduction to Fire Safety Management. Oxford: Elsevier, 2007. PEREIRA, A. D. Tratado de segurança e saúde ocupacional: aspectos técnicos e jurídicos – NR1 a NR6. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. MATTOS, U. Higiene e Segurança do Trabalho. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. Aula 4 Desa�os Contemporâneos para Qualidade e Segurança do Trabalho Desa�os contemporâneos para qualidade e segurança do trabalho Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, você conhecerá as questões ambientais que norteiam a qualidade e saúde no trabalho. Além disso, você irá compreender a teoria dos 5 Rs: Redução; Reutilização; Reciclagem; Reparação; Repensar. Você verá, ainda, as questões corporativas relacionadas ao compromisso da empresa com a melhoria das condições de trabalho para promover uma melhor qualidade de vida. Ponto de Partida Olá, estudante. Nesta aula, você terá a oportunidade de conhecer questões ambientais que são relevantes para promover a saúde e a qualidade no trabalho, baseado na teoria dos 5 Rs. Destacamos questões corporativas que devem ser compromisso das empresas, como a aplicação da higiene industrial. Além disso, irá aprender como promover a qualidade de vida ao colaborador e buscar medidas para reduzir esforços de altas demandas, independentemente da função. Na aplicação prática desses conceitos e técnicas, você poderá explorar esses temas, e ainda compreenderá que cabe Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO ao gestor realizar um conjunto de atividades que resultam na eliminação ou na redução dos riscos ambientais. Espero que aproveite ao máximo o conteúdo. Bons estudos! Vamos Começar! Conhecendo questões ambientais de qualidade e segurança no trabalho Quando a conscientização ambiental não é su�ciente para persuadir a população sobre a importância do uso adequado dos recursos naturais, especialmente da água, que aparenta ser abundante em quantidade, é necessário aplicar normas e regulamentos que garantam esse papel. Através do Decreto 3692/2000 (Lei 9984/2000), foi estabelecida a ANA (Agência Nacional das Águas), uma entidade governamental vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos (BARSANO; BARBOSA, 2018). Essa legislação busca garantir a disponibilidade adequada de água, em termos de qualidade e quantidade, para as gerações presentes e futuras, considerando os usos especí�cos. Existem outras regulamentações que devem ser seguidas em níveis regionais. Um exemplo é a Resolução Conama 430/2011, que aborda as condições e os padrões para o lançamento de e�uentes. É importante observar e cumprir essas regulamentações para garantir a proteção do meio ambiente e o uso adequado dos recursos naturais. A utilização dos rejeitos provenientes das áreas fabris e de prestação de serviços é o exemplo máximo de uma gestão ambiental adequada, pois resolve o problema dos resíduos no ponto de origem. A primeira e mais reconhecida iniciativa foi fundamentada na teoria dos 3 Rs (Redução, Reutilização e Reciclagem), por meio da qual é possível diminuir a quantidade de resíduos ou reintegrá-los às atividades produtivas e de consumo, através da implementação de abordagens administrativas e operacionais para alcançar tal objetivo. Veja alguns exemplos: Redução: investir em tecnologia para desenvolver produtos mais concentrados, o que permiteo uso de embalagens plásticas menores e com menos camadas de resina durante a fabricação. Reutilização: promover o uso de recipientes retornáveis na indústria de bebidas, incentivando os consumidores a adotarem vasilhames que possam ser reutilizados. Reciclagem: encaminhar garrafas PET e outros materiais plásticos não contaminados para processos de reciclagem, permitindo que sejam reintegrados à cadeia produtiva para a fabricação de novos produtos. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO De acordo com Barsano e Barbosa (2018), o conceito dos 3 Rs tem sido expandido para incluir os 4 Rs (reparação) e os 5 Rs (repensar), que também abordam aspectos adicionais de redução de resíduos e adoção de práticas mais sustentáveis. Como benefícios de melhoria com a implantação dos 5 Rs está: analisar cuidadosamente os processos e identi�car oportunidades de melhoria, pois a empresa pode implementar medidas para reduzir o desperdício de matérias-primas e insumos, maximizando sua utilização e diminuindo os custos associados. A administração ecológica nas empresas proporciona vantagens ambientais e econômicas, quando implementada com dedicação e por pro�ssionais competentes e especializados em ecologia. Barsano e Barbosa (2018) ressaltam que a reputação da empresa é aprimorada por meio da obtenção de certi�cações de alto padrão (ISO 14000) ou selos de distinção (Selo Verde), que con�rmam o envolvimento da organização com a responsabilidade ambiental. É essencial compreender que a coleta seletiva é uma estratégia a ser implementada em todas as localidades do território nacional como componente essencial das diretrizes nacionais e estaduais referentes aos resíduos sólidos, transferindo para a comunidade a sua parte de compromisso na gestão dos resíduos domiciliares, com o propósito de educar gradualmente toda a população na utilização mais e�ciente dos recursos naturais e na conservação do meio ambiente. Siga em Frente... Questões corporativas de qualidade e saúde no trabalho Promover a qualidade e saúde no trabalho é um meio relevante de satisfação individual. Por intermédio dele, o indivíduo expressa sua criatividade, exercita seu potencial analítico e formula ideias, criando em volta de si uma importância especial para o dia a dia das tarefas que executa. Além disso, ao trabalhar, cada cidadão desenvolve novos costumes, novas interações sociais, novos conhecimentos e, assim, contribui para o atendimento direto e indireto das necessidades da sociedade na qual está inserido e para o seu próprio progresso. Diariamente, o ambiente, as ferramentas, as máquinas e as atitudes assumidas, entre outras variáveis presentes no contexto pro�ssional, nos colocam à disposição os riscos de prejuízos à nossa integridade e à nossa saúde. A cada uma dessas situações de danos à integridade ou à saúde de uma pessoa em seu ambiente de trabalho denominamos riscos ambientais. Competirá, então, ao gestor desse ambiente realizar um conjunto de atividades que resultará na eliminação ou na redução dessas possibilidades. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Como ponto inicial, será necessário identi�car todas as possíveis formas de perigo. Em seguida, será feita uma avaliação de sua capacidade de causar danos e a probabilidade de ocorrência. Para isso, serão realizadas avaliações qualitativas e/ou quantitativas, conforme necessário para cada fator de risco. Nessa etapa, medições e observações prévias podem ser realizadas. Análises baseadas em imagens reproduzidas (�lmagens ou fotogra�as) e coleta de amostras para estudo em laboratórios especializados também são comuns (PEREIRA, 2015). Após caracterizar todos os riscos identi�cados em um determinado ambiente de trabalho, o gestor poderá decidir sobre a ordem de intervenções prioritárias para proteger as pessoas expostas a esses riscos. O ideal é buscar a eliminação das fontes desses riscos. Caso não seja possível, por razões técnicas ou econômicas, o isolamento deve ser realizado. Isso envolve a criação de barreiras para limitar o contato entre as pessoas e as fontes de risco. Em algumas situações, o isolamento é su�ciente para eliminar a possibilidade de efeitos prejudiciais. No entanto, em outros casos, essas barreiras atuam apenas como mitigadoras ou redutoras desse potencial. Nessas circunstâncias, como última e adicional medida de proteção, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual (PEREIRA, 2015). Em todas essas situações, é necessário sinalizar adequadamente os riscos ambientais para orientar a ação dos usuários do ambiente e prevenir acidentes por desconhecimento. Como etapa �nal, porém não conclusiva, desse procedimento, o gestor deve garantir o acompanhamento e o controle das medidas de proteção implementadas. De acordo com Pereira (2015), para isso, devem ser realizadas diversas avaliações no ambiente de trabalho e nos colaboradores, que podem incluir testes funcionais (como testes auditivos, de esforço respiratório, cardíacos, musculares, entre outros, para investigar processos degenerativos, lesões, falhas funcionais ou outros tipos de danos) ou coleta de materiais para exames laboratoriais. Pereira (2015) ainda ressalta que esses materiais coletados devem ser submetidos à análise para avaliar a condição biológica, denominados de biomarcadores ou indicadores biológicos. A frequência de coleta desses materiais para análise, os exames necessários e as condições estão estabelecidos no contexto do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), conforme regulamentado na NR-7. Essa norma, em seu anexo I, apresenta uma tabela com parâmetros para o controle biológico da exposição a alguns agentes químicos e, outra, com parâmetros para o monitoramento da exposição ocupacional a riscos à saúde (ruído, radiações ionizantes, gases e vapores, exposição a pressões maiores que a atmosférica). Vamos Exercitar? Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Tópicos em destaque no contexto brasileiro e a atuação do pro�ssional técnico na assistência de atividades de Qualidade e Segurança do Trabalho A diversidade de ações e decisões que o gestor de empresa, principalmente da micro e pequena empresa, deve executar e tomar diante das várias responsabilidades, visando à sobrevivência organizacional, faz com que não dedique sua atenção ao ambiente que oferece aos seus colaboradores. Obrigações �nanceiras, a necessidade de estar atento ao mercado e as negociações com fornecedores e distribuidores ocupam lugar de destaque em suas preocupações. Por outro lado, em sua formação pro�ssional, mesmo enquanto cidadão, raramente tem acesso a informações que evidenciem a importância das condições de trabalho para a satisfação e a preservação da saúde dos trabalhadores e do meio ambiente, para o aprimoramento da produtividade da empresa e, consequentemente, da sua competitividade. Ao desconhecer essa problemática, não se interessa, portanto, não consegue perceber essas inter-relações. A falta de compreensão dessa relação leva, sem dúvida, a prejuízos maiores do que os investimentos necessários para adequar o local de trabalho a padrões mínimos de conforto e segurança, destacando-se aqui o processo produtivo, seus resultados e resíduos, assim como o tempo diário exigido do gestor para manter os níveis alcançados (PEREIRA, 2015). Fazendo uma análise mais ampla, poderemos enxergar as perdas que toda a sociedade pode sofrer diante de maus tratos ou desrespeito com o ser humano e o meio ambiente, decorrentes de uma produção descuidada. Ocorrerão perdas na saúde do indivíduo, acarretando redução de sua capacidade laborativa, o que afeta seu desempenho e remuneração. Haverá, então, redução na renda familiar (com impactos sobre a alimentação, a moradia, o lazer, a educação, entre outros), podendo gerar a necessidade de uma busca precoce de oportunidades de emprego e renda por parte de crianças e adolescentes,comprometendo, assim, todo seu desenvolvimento social. Em outras situações, a previdência pública precisa arcar com a manutenção de um benefício mínimo que, no contexto da legislação brasileira, ainda não garante a sobrevivência nos mesmos níveis, nem sob qualquer aspecto anteriormente existente. De modo geral, essa necessidade ocorre devido a acidentes incapacitantes que, além das consequências econômicas e sociais, acarretam inquestionáveis sequelas psicológicas e comportamentais. No cenário brasileiro, percebe-se que, para a empresa, surgirão todos os custos da substituição de um trabalhador quali�cado, desde o processo de seleção e avaliação, passando pelo treinamento na função, até o alcance do nível de qualidade e produção que se poderia esperar pela continuidade do trabalho do afastado. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO O que encontramos, concretamente, nos acidentes ou incidentes, com ou sem afastamento do indivíduo de seu trabalho, são perdas acumuladas para o trabalhador e sua família, para a empresa e para toda a sociedade (MATTOS, 2019). Em questões ambientais de segurança, cabe ressaltar o conceito de higiene industrial. Pereira (2015) de�ne higiene industrial como o conjunto de conhecimentos relativos ao estudo e gestão dos ambientes de trabalho, visando aprimorar a saúde e o bem-estar do trabalhador. Esse conceito introduz a melhoria das condições de trabalho, como uma função da ergonomia ocupacional em um sistema produtivo. Se estabelecermos uma conexão entre a gestão do ambiente e saúde em uma organização, associando-a à gestão da qualidade organizacional, veremos que esses objetivos não devem ser separados. Não é su�ciente apenas controlar o ambiente para evitar possíveis danos. É necessário promover o conforto e, ao buscá-lo, reduzir os esforços e as demandas impostas a todos os trabalhadores, independentemente de sua função. Saiba mais Um local de trabalho limpo, higiênico, arrumado e seguro, com estações de trabalho (máquinas, equipamentos, mesas de trabalho, computadores) adequadas às características físicas do funcionário (altura, peso, etc.), valoriza o trabalhador, proporcionando-lhe um sentimento de importância dentro da organização, elevando sua autoestima e aumentando a e�ciência de suas atividades. Para saber mais sobre como o empregador pode proporcionar um ambiente nessas condições, leia o Capítulo 4 – Higiene Ocupacional, do Livro Segurança no trabalho e ergonomia, do autor Thiago Oliveira Pegatin. Com certeza, esta leitura irá agregar conhecimento para sua carreira pro�ssional. Referências BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Segurança do Trabalho: Guia Prático e Didático. 2. ed. São Paulo: Érica, 2018. MATTOS, U. Higiene e Segurança do Trabalho. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. PEGATIN, T. de O. Segurança no trabalho e ergonomia. São Paulo: Intersaberes, 2020. https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/178170 Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO PEREIRA, A. D. Tratado de segurança e saúde ocupacional: aspectos técnicos e jurídicos – NR1 a NR6. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante. Encerrando esta unidade, você assistirá a um vídeo que resume os principais conceitos estudados. As organizações que desejam altos níveis de qualidade e segurança devem ter a intenção de criar uma cultura que alcance tanto a excelência nas tarefas quanto a excelência no relacionamento. Aproveite o vídeo e bons estudos! Ponto de Chegada Principais fundamentos da qualidade de vida e segurança no trabalho Olá, estudante. Vamos para uma revisão da unidade? A interação entre qualidade e segurança é sobre excelência operacional. Quando a gestão articula o compromisso da empresa com a melhoria contínua, e quando o respalda com medidas concretas voltadas para a melhoria da segurança do trabalhador, está agindo de forma consistente não apenas com o bem-estar de seus funcionários, mas também com a excelência da qualidade. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO O ponto chave aqui é que palavras e ações devem estar alinhadas. Os funcionários podem ver intuitivamente quando os objetivos declarados pela administração não se alinham com as práticas reais do local de trabalho. Quando as percepções dos trabalhadores sobre a segurança no trabalho não combinam com o pensamento da gerência, a qualidade inevitavelmente sofre. É perfeitamente possível entregar altos níveis de qualidade e garantir a segurança dos funcionários, mantendo alta produtividade. Programas e�cazes de saúde e segurança operam basicamente na mesma �loso�a. Os gerentes devem implementar ferramentas e processos que possibilitem que seus funcionários ajam de maneira consistente com seu bem-estar e devem lhes dar a direção para agir quando for apropriado. A prestação de cuidados seguros e de qualidade requer conhecimento sobre o uso dos princípios estabelecidos e emergentes da ciência da segurança na prestação de cuidados. Qualidade e segurança englobam a segurança do provedor e do destinatário e o reconhecimento da sinergia entre os dois. Os desa�os de qualidade ou segurança são vistos principalmente como resultado de falhas do sistema, em oposição aos erros de um indivíduo. Em um ambiente que promove a qualidade e a segurança, os cuidadores são capacitados e incentivados a promover a segurança e tomar as medidas adequadas para prevenir e relatar eventos adversos e quase acidentes. Fundamentais para a prestação de cuidados seguros e de qualidade, os provedores de cuidados adotam, integram e disseminam as atuais diretrizes práticas e intervenções baseadas em evidências. A segurança inclui o atendimento aos riscos do ambiente de trabalho, como violência, esgotamento, ergonomia, agentes químicos e biológicos; existe uma relação sinérgica entre a segurança do funcionário e a segurança do paciente. Um ambiente seguro e justo minimiza o risco, tanto para os receptores quanto para os prestadores de cuidados. Requer um compromisso compartilhado para criar e manter um ambiente físico, psicológico, seguro e justo. A segurança exige a obrigação de permanecer não punitivo na detecção, comunicação e análise de erros, possíveis exposições e quase acidentes, quando eles ocorrem. Qualidade e segurança são interdependentes, pois a segurança é um atributo necessário da assistência de qualidade. Para que haja cuidados de saúde de qualidade, os cuidados devem ser seguros, e�cazes, oportunos, e�cientes, equitativos e centrados na pessoa. Cuidados de qualidade é a medida em que os serviços de cuidados melhoram os resultados de saúde desejados e são consistentes com as preferências do paciente e o conhecimento pro�ssional atual. Além disso, o atendimento de qualidade inclui o envolvimento colaborativo com o destinatário do cuidado ao assumir a responsabilidade pela promoção da saúde e pelos comportamentos de tratamento da doença. Os cuidados de qualidade melhoram os resultados de saúde desejados e previnem danos. É Hora de Praticar! Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Uma indústria do setor automotivo investe fortemente em tecnologias inovadoras e se destaca no mercado. No entanto, mesmo com seu sucesso, a indústria enfrenta desa�os relacionados à qualidade de vida e segurança no trabalho. Os colaboradores estão sofrendo com altos níveis de estresse e a síndrome de Burnout está se tornando uma preocupação real. Na indústria, os colaboradores estão sujeitos a prazos apertados, demandas intensas e longas horas de trabalho. O estresse constante está afetando negativamente sua qualidade de vida, resultandoem altos níveis de esgotamento e Burnout. Além disso, a indústria não possui uma cultura forte em segurança no trabalho, o que aumenta os riscos de acidentes e lesões. João, um colaborador dessa indústria, é conhecido por sua dedicação ao trabalho. No entanto, ao longo do tempo, ele começou a sentir os efeitos negativos do estresse excessivo. Sua saúde mental estava sendo prejudicada rapidamente e ele estava constantemente exausto. Um dia, João teve um esgotamento no trabalho e precisou se afastar por um período prolongado. Esse evento foi um ponto de virada para a indústria, que percebeu a necessidade urgente de promover a qualidade de vida e segurança no trabalho. Neste estudo de caso, que retrata a transformação de um ambiente de trabalho, apresente possíveis soluções para melhorar a qualidade de vida e segurança no trabalho na indústria. Diante de problemas de qualidade de vida e segurança no trabalho, algumas ações precisam ser consideradas. As empresas devem realizar uma SIPAT abrangente, abordando não apenas a segurança física, mas também a saúde mental e emocional dos funcionários. Palestras, workshops e atividades interativas devem ser organizados para promover a conscientização sobre o estresse no trabalho, a síndrome de burnout e estratégias de gerenciamento de estresse. Para encontrar soluções, podem ser consideradas políticas que apoiem um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Isso pode incluir a promoção de horários �exíveis, a possibilidade de home o�ce, programas de bem-estar e atividades extracurriculares, como ginástica laboral e meditação. Além disso, a criação de um ambiente de trabalho que incentive o apoio mútuo, a colaboração e a comunicação aberta também são fundamentais. Além disso, pode ser realizada uma avaliação das demandas de trabalho e das cargas horárias, identi�cando áreas de sobrecarga e possíveis ajustes. A redistribuição de tarefas, a implementação de políticas de pausas regulares e a promoção de um ambiente de trabalho mais equilibrado ajudarão a reduzir o estresse e prevenir a síndrome de burnout. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Fonte: elaborada pelo autor. CHIAVENATO, I. Administração de Recursos Humanos. 9. ed. Barueri: Atlas, 2022. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO DINIZ, D. P. Guia de qualidade de vida: saúde e trabalho. 2. ed. Barueri: Manole, 2013. FERNANDES, E.; GUTIERREZ, L. H. Qualidade de vida no trabalho (QVT) - uma experiência brasileira. Revista de Administração, São Paulo, v. 23, n. 4, p. 29-38, 1988. FERREIRA, P. I. Clima Organizacional e Qualidade de Vida no Trabalho. Rio de Janeiro: LTC, 2017. ROSSI, A. M. et al. Stress e qualidade de vida no trabalho: perspectivas atuais da saúde ocupacional. São Paulo: Atlas, 2010.no processo de recrutamento ajudam a garantir um processo justo, transparente e e�caz, permitindo que a organização atraia e selecione os candidatos mais quali�cados para as vagas disponíveis. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Agora, vamos entender um pouco sobre a importância de fazer, ao �nal do processo de recrutamento, uma avaliação. Pense que apenas 5 candidatos tenham �cado para a etapa de seleção �nal e nenhum deles foi aprovado. Tal situação pode signi�car que, durante o processo de recrutamento, não foram atraídos os melhores pro�ssionais. Alguns indicadores desse processo, que pode dar uma visão de sua e�cácia, são: Porcentagem de pro�ssionais atraídos pelos diferentes meios utilizados. Porcentagem do alcance de per�s esperados, dentro dos moldes estabelecidos, por meio do recrutamento. Nível de qualidade do atendimento proporcionado pelos pro�ssionais responsáveis pelo processo de recrutamento. Porcentagem do nível de satisfação com os dados disponibilizados na publicação da oportunidade de trabalho, e até que ponto elas foram satisfatórias para que os pro�ssionais se candidatassem. Atualmente, no mercado de trabalho, um dos maiores desa�os do processo de recrutamento é agregar valor aos processos corporativos. Um recrutamento e�caz precisa gerar resultados concretos para todas as partes envolvidas – empregador e empregado. Saiba mais Para o processo de recrutamento, é muito importante que seja feita uma análise do mercado de trabalho. Entenda a in�uência do mercado de trabalho nos processos de Gestão de Pessoas, em especial, para o recrutamento. Acesse o livro Recrutamento e seleção e leia, principalmente a partir da página 90, as informações sobre como as empresas estão utilizando a internet para recrutar. O tema é muito atual e, sem dúvida, a leitura irá agregar valor em seus conhecimentos. Boa leitura! Referências CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. São Paulo: Campus, 1999. NAPOLI, C. C. M. et al. Recrutamento e seleção. Londrina: Educacional, 2014. https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/868-recrutamento-e-selecao.pdf Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Aula 3 Seleção de Pessoal Videoaula: Seleção de pessoal Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Agora, você assistirá a um vídeo com um mapa mental, que resume os principais tópicos que serão abordados nesta aula. Vamos falar do processo de seleção e suas etapas executadas com algumas técnicas. Após esse conteúdo e o vídeo, você será capaz de entender e descrever o processo de seleção, além de conseguir compreender as etapas e técnicas desse processo. Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, você irá aprender sobre o processo da gestão que se dedica a agregar pessoas – o recrutamento e seleção. Na aula anterior, você aprendeu o processo de recrutar, então, nesta aula, iremos abordar o processo de seleção, seu conceito, técnicas, dinâmicas e testes que o compõem. Ao �nal da aula, espero que você tenha compreendido da melhor forma o processo de seleção, para que possa alinhar suas práticas ao recrutamento e assimilar da melhor forma o processo de agregar pessoas. Bons estudos! Vamos Começar! Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Entendendo o processo de seleção Depois do processo de recrutamento, entra o processo de seleção, ou seja, a escolha entre os candidatos recrutados que mais se adequa à posição ou à oportunidade de trabalho que a organização está oferecendo. Segundo Chiavenato (2010), seleção é o processo de escolher os melhores candidatos para a organização. A seleção de pessoas funciona como uma espécie de �ltro que permite que apenas alguns candidatos façam parte da organização. Esse processo geralmente envolve várias etapas e técnicas utilizadas pelas organizações para identi�car, avaliar e escolher os candidatos mais quali�cados e adequados para ocupar uma determinada vaga de emprego. Envolve a análise cuidadosa das habilidades, competências, experiências e características dos candidatos, com o objetivo de tomar uma decisão informada e e�ciente de contratação. Se não houvesse diferenças individuais e se todas as pessoas fossem iguais entre si, com as mesmas condições para aprender e trabalhar, não seria necessária a seleção de pessoas. Acontece que as diferenças são enormes, e levam as pessoas a perceberem situações de maneiras distintas e a se comportarem diferentemente, com maior ou menor sucesso, nas organizações. Por isso, existe a necessidade da seleção de pessoas e ela é de extrema importância para o sucesso da empresa, pois ela permite analisar o per�l de cada candidato e selecionar o pro�ssional que tenha as características e habilidades necessárias para ocupar a vaga e desenvolver as atividades requisitadas. Assim como recrutar, o processo de selecionar pessoas também não é uma tarefa fácil. É um trabalho delicado, no qual o selecionador tem o papel de escolher o candidato certo para a posição em aberto, geralmente em curto espaço de tempo. Por isso, tanto no processo de recrutamento quanto de seleção, o planejamento é uma fase essencial, e se dá por meio do levantamento prévio das necessidades das empresas, juntamente com o desenho e a descrição dos cargos. Com a aplicação dessa metodologia, �ca mais fácil levantar todos os pontos que o candidato deve possuir para preencher os requisitos do cargo em questão. A empresa que tem como prática o planejamento de pessoal de forma constante, muito possivelmente, terá uma maior e�cácia no processo de seleção. O processo de seleção de pessoas deve ser conduzido de forma justa, imparcial e ética, respeitando os princípios de igualdade de oportunidades, diversidade e inclusão. Além disso, é importante que as etapas sejam estruturadas e bem de�nidas, levando em consideração os requisitos e critérios de seleção estabelecidos para a vaga em questão. Como você viu na aula anterior, o objetivo do recrutamento é abastecer o processo seletivo de candidatos e o processo de seleção tem o objetivo de escolher e classi�car os candidatos mais Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO quali�cados às necessidades da empresa. Mais adiante, veremos que existem algumas etapas e técnicas que fazem parte e auxiliam todo esse processo. Vamos conhecê-las no próximo bloco! Siga em Frente... As etapas e técnicas da seleção de pessoal Durante o processo de seleção, podem ser aplicadas diversas etapas, com suas técnicas e ferramentas. Essas etapas têm como objetivo identi�car as habilidades técnicas e comportamentais dos candidatos, avaliar sua capacidade de adaptação e seu potencial de desenvolvimento, bem como veri�car a consistência das informações fornecidas pelos candidatos. São elas: Triagem de currículo: etapa composta por ações voltadas para a identi�cação dos candidatos que possuem os pré-requisitos da vaga e para eliminar os candidatos que não atendem às quali�cações. Recolhem-se todos os currículos cadastrados pelos candidatos no recrutamento e parte-se para a seleção. Entrevistas: os candidatos pré-selecionados são convidados para entrevistas, que podem ser conduzidas em uma ou várias etapas. Podem ser realizadas por telefone, videoconferência ou presencialmente. Durante as entrevistas, os recrutadores e gestores fazem perguntas para avaliar a adequação do candidato ao cargo, suas habilidades técnicas e comportamentais, além de explorar sua experiência e histórico pro�ssional. As entrevistas podem ser individuais ou coletivas (ocorre quando vários candidatos são entrevistados ao mesmo tempo). A entrevista é uma das técnicasmais utilizadas e imprescindíveis no processo seletivo. Ela possibilita ao avaliador analisar as características e atitudes, assim como seu vocabulário, capacidade de argumentação, expressão verbal e reações a perguntas inesperadas. Além disso, esclarece possíveis dúvidas do candidato quanto à vaga em aberto e dúvidas do entrevistador quanto às informações obtidas até então sobre o candidato, oferecendo maior con�ança a ambos acerca do processo seletivo. Veja alguns tipos de entrevistas: Totalmente padronizada: entrevista com perguntas fechadas, logo, as respostas geralmente são alternativas “sim ou não”, “verdadeiro ou falso”, estruturada com um roteiro previamente estabelecido. Estruturada: entrevista com perguntas previamente elaboradas, mas que permitem uma resposta aberta, ou seja, o entrevistado pode dar sua opinião ou complementar alguma Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO ideia, por exemplo. Não diretiva: entrevista que não é estruturada, logo, é mais informal e pode ser explorada. A sequência dos assuntos �ca a critério do entrevistador. Testes de conhecimentos: nessa etapa, aplicam-se testes que permitem veri�car o que o candidato realmente conhece e o que ele sabe fazer. Os testes podem ser realizados de várias formas: Orais: são feitos verbalmente por meio de perguntas e respostas orais. Escritos: são feitos por escrito, por meio de perguntas e respostas apenas redigidas. Realização: são feitos por meio da execução de um trabalho ou tarefa, de maneira igual e com tempo determinado para ser avaliado. Capacidade cognitiva: são feitos para medir a capacidade numérica e de raciocínio, por exemplo. Avaliações psicológicas: o teste psicológico dará os subsídios para a escolha ou não de um candidato para determinada vaga com determinado per�l. O teste psicológico indica traços de personalidade, per�l pro�ssional, traços de conduta social, entre diversos outros aspectos, que irão variar de acordo com os testes aplicados e a necessidade das empresas. Dinâmicas de grupo: têm o objetivo de avaliar as habilidades, competências e comportamento dos candidatos em situações simuladas, proporcionando uma visão mais completa de suas capacidades e características. As dinâmicas em grupo podem variar em termos de formato e conteúdo, mas geralmente envolvem a participação de vários candidatos, que são colocados em situações desa�adoras e estimulantes. Essas situações podem incluir a resolução de problemas em equipe, a realização de tarefas conjuntas, a discussão de casos �ctícios ou a simulação de situações de trabalho. Vamos Exercitar? Curiosidade sobre o processo de seleção na prática Vimos que a entrevista é um dos pontos principais da seleção. No mesmo dia da entrevista, podem ser aplicados testes de conhecimento teórico ou prático. É muito importante que, após a análise dos candidatos e dos dados obtidos, os selecionados passem por uma entrevista técnica, que irá transcorrer com o supervisor, gerente, coordenador ou encarregado da área requisitante, a �m de realizar uma análise profunda dos conhecimentos do candidato. O gestor não deve ser super�cial na entrevista, visto que o objetivo é veri�car se o candidato realmente tem as competências desejadas para o cargo, se os seus valores estão Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO alinhados com o da empresa e, também, se ele realmente está interessado na oportunidade. Uma contratação errada é muito dispendiosa para a organização. Existem alguns modelos de decisão sobre candidatos, de acordo com a relação candidato por vaga em aberto. Veja: Modelo de colocação: acontece quando há uma única vaga e um único candidato. Modelo de seleção: acontece quando existem vários candidatos para uma única vaga e é possível fazer um comparativo do per�l do candidato que se aproxima mais da descrição do cargo. Modelo de classi�cação: acontece quando existem vários candidatos e várias vagas e é possível fazer um comparativo do per�l que mais se aproxima dos per�s das vagas; os aprovados são admitidos e os rejeitados passam a concorrer a outras vagas existentes. Durante o processo de seleção, a área requisitante, que é a que fará a escolha �nal do candidato, deve participar das entrevistas e das etapas de seleção para auxiliar os selecionadores sobre o melhor candidato. Vamos a algumas dicas práticas, algumas técnicas a aplicar em algumas etapas. Análise curricular: Cuidado com a omissão de tempo de empresa, idade e escolaridade. Não deixe de analisar a consistência geral dos dados. É bom conferir posteriormente com a carteira de trabalho e na entrevista. Observe como o candidato constrói a carreira e se tem harmonia no crescimento. Organização e emprego da língua portuguesa. Atualização – investimentos em cursos e outros. Experiências pro�ssionais. Agora, algumas dicas que ajudarão o selecionador nas entrevistas: Vender a imagem da empresa. Falar sobre a cultura e política organizacional, pois só assim poderá contratar pro�ssionais que tenham valores pessoais compatíveis com a empresa. Deixar claro para o funcionário as di�culdades que ele poderá encontrar no desenvolver da sua função. O candidato precisa ter uma visão mais real possível da empresa antes de ser contratado. Cuidado com piadas e comentários preconceituosos. Saber escutar e evitar interromper o candidato. Evitar utilizar o celular e se dispersar com outras atividades. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Fazer perguntas mais analíticas e descritivas, para que o candidato não responda apenas “sim” ou “não”. Ao �nal do processo de seleção, os responsáveis pela contratação têm a missão de avaliar todos os dados coletados e tomar uma decisão embasada sobre o candidato mais adequado para a vaga. Essa decisão deve considerar não apenas as habilidades técnicas, mas também as características pessoais, a cultura organizacional e a compatibilidade entre o candidato e a equipe de trabalho. Saiba mais A entrevista, por ser uma etapa de maior importância no processo de seleção, possui uma diversi�cação em relação a sua condução e roteiros, por exemplo. Por isso, indicamos a leitura do capítulo apresentado em Recrutamento e Seleção, a partir da p. 123. Boa leitura! Referências CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. São Paulo: Campus, 1999. NAPOLI, C. C. M. et al. Recrutamento e Seleção. Londrina: Educacional, 2014. Aula 4 Desa�os para Recrutamento e Seleção Desa�os para recrutamento e seleção Este conteúdo é um vídeo! https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/868- Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Agora, você assistirá a um vídeo com um mapa mental que resume os principais tópicos que serão abordados nesta aula. Iremos falar sobre os desa�os dos processos de recrutamento e seleção no contexto brasileiro, inclusive por questões do avanço tecnológico. Após assistir ao vídeo, além de todo o conteúdo estudado, você será capaz de compreender as ações e técnicas utilizadas em recrutamento e seleção. Ponto de Partida Olá, estudante! Nas aulas anteriores, você estudou sobre o mercado de trabalho, o processo de recrutamento e o processo de seleção, bem como as suas etapas e técnicas. Agora, chegou o momento de estudar sobre os desa�os que esses processos carregam, tanto para atrair os melhores candidatos no processo de recrutamento como para escolher o melhor candidato no contexto brasileiro. Vamos também ver a evolução tecnológica para o processo de recrutamento e seleçãode pessoal. Ao �nal da aula, espero que você tenha compreendido da melhor forma os desa�os desses processos e como isso pode ser superado e útil em sua aplicabilidade. Bons estudos! Vamos Começar! Recrutamento e seleção: os desa�os atualmente O cenário econômico, político e social que sofreu signi�cativas alterações desde que teve início o processo de globalização e o uso intensivo das tecnologias. Da mesma forma, tanto o processo de recrutamento quanto o processo de seleção acabaram tendo que acompanhar essas mudanças e alterações, pois surgiram desa�os muito maiores. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Por exemplo, o processo de recrutamento tem o desa�o de conseguir atrair um quantitativo su�ciente de pessoas para aplicar um processo e�caz e e�ciente, mas também que esse quantitativo seja de pessoas com as habilidades, conhecimentos e atitudes que façam convergência com o cargo da vaga do processo. Vale ressaltar que cada segmento de mercado tem características próprias e atende a diferentes apelos, diferentes expectativas e aspirações, utiliza vários meios de comunicação, portanto, pode ser estruturado de maneiras diferentes (CHIAVENATO, 2002). O processo de seleção tem o desa�o de realmente saber selecionar as pessoas certas para o cargo certo, conseguir mapear de forma correta as competências das pessoas do recrutamento com as competências que o cargo exige. Devemos lembrar sempre, e em qualquer circunstância, que, como esse processo lida com pessoas, não existe uma fórmula linear ou um modelo ideal. As pessoas são essencialmente diferentes em sua personalidade, cultura, educação e história, além da hereditariedade. Logo, recrutar e selecionar pessoas no contexto brasileiro pode ser um desa�o complexo e multifacetado. Existem diversos fatores que in�uenciam esse processo, e vou destacar alguns dos desa�os mais comuns enfrentados pelas empresas atualmente: Mercado de trabalho competitivo: o Brasil possui um mercado de trabalho altamente competitivo, especialmente em setores-chave. Isso signi�ca que as empresas, muitas vezes, precisam lutar para atrair talentos quali�cados, uma vez que há uma demanda maior do que a oferta. A concorrência acirrada pode tornar o processo de recrutamento mais desa�ador, exigindo estratégias e�cientes de divulgação de vagas e atração de candidatos. Desalinhamento de habilidades: muitas vezes, existe um desalinhamento entre as habilidades dos candidatos e as competências necessárias para determinadas vagas. As empresas podem encontrar di�culdades para encontrar pro�ssionais com as habilidades técnicas e comportamentais necessárias para os cargos disponíveis. Alto índice de rotatividade: o Brasil tem enfrentado um alto índice de rotatividade de funcionários em diversos setores. Isso pode ser um desa�o para as empresas, pois a busca constante por novos talentos e a substituição de colaboradores podem ser tarefas custosas e prejudicar a continuidade dos projetos. A retenção de talentos tornou-se uma prioridade para muitas organizações, e o processo de recrutamento e seleção desempenha um papel fundamental nesse aspecto. Processos seletivos complexos: alguns processos seletivos podem ser demorados e burocráticos, envolvendo múltiplas etapas, testes e entrevistas. Essa complexidade pode di�cultar a identi�cação rápida e e�ciente de candidatos quali�cados, especialmente quando há uma demanda urgente para preencher uma vaga. Agilizar e simpli�car o processo de seleção pode ser um desa�o a ser superado. Para enfrentar esses desa�os, as empresas no Brasil têm adotado diversas estratégias, como utilizar tecnologias e a internet para os processos de recrutamento e seleção, bem como a seleção por competências. Vamos aprofundar um pouco mais nesse assunto no próximo bloco! Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Siga em Frente... Recrutamento e seleção: compreendendo os seus desa�os Agora, vamos conhecer ações, elementos e formas que irão auxiliar nos desa�os enfrentados, atualmente, no contexto brasileiro, nos processos de recrutamento e seleção. Para uma melhor efetividade no recrutamento, os critérios no planejamento para elaborar o per�l pro�ssional das vagas é muito importante. Criar uma chamada mais atrativa para uma vaga de emprego é fundamental, já que é ela que vai despertar nos trabalhadores o interesse em se candidatar ao cargo. A atração de melhores candidatos torna-se mais fácil com um anúncio de emprego conciso, ou seja, deve ser breve e claro. Anúncios com informações vagas e que não dão o devido enquadramento aos candidatos tendem a ser menos e�cazes, atraindo uma quantidade muito grande de candidatos que estão fora do per�l. Importante: o recrutador tem direito de escolher livremente o candidato que melhor se encaixar no per�l da sua vaga, mas os critérios de seleção precisam ter natureza técnica e não discriminatória. Hoje, vivendo a era da informação e com o avanço tecnológico, é notório que a internet vem modi�cando a forma como as empresas se relacionam com o seu público. Essa ferramenta acabou se tornando uma forma inovadora de recrutamento. Para Chiavenato (2010, p. 123), é uma ferramenta que traz facilidades, tanto para as empresas quanto para os candidatos, dado o seu imediatismo e facilidade de interação. “Os candidatos podem entrar em contato diretamente com sites de empresas ou de agências de recrutamento sem necessidade de sair de suas casas”. As empresas, por outro lado, podem se comunicar de forma pronta e rápida com os candidatos através de e-mail, sem qualquer outra intermediação e, ainda, o recrutamento on-line reduz custos e pode aumentar o universo do recrutamento, favorecendo a atração de talentos. Os candidatos podem se candidatar 24 horas por dia e não há mais limite geográ�co. O recrutamento virtual é realizado à distância, mediado pela Internet. A Internet proporciona velocidade de informação e facilidade em trabalhar grandes volumes de dados. Permite agilidade, comodidade e economia. O candidato pode concorrer a várias oportunidades no mercado — nacional e internacional — mesmo estando em sua casa. (CHIAVENATO, 2009, p. 89) Mas, claro, também há desvantagens, como, por exemplo: a con�dencialidade pode se tornar um problema; o número de currículos em forma reduzida é mais comum, levando as empresas a buscarem mais informações em outros meios; falta um contato pessoal imediato. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Você sabia que as redes sociais também estão sendo utilizadas para encontrar talentos? Essa é uma tendência que vem se tornando realidade no Brasil. Os selecionadores acessam as redes sociais para levantar informações de forma rápida e fácil, procuram os locais de trabalho dos candidatos, os cargos que ocupam ou já ocuparam, entre outras informações. Com essa nova tendência, é fundamental que pro�ssionais �quem atentos aos conteúdos que postam e compartilham nas redes sociais, pois um texto, imagem ou vídeo divulgado será imediatamente associado ao seu per�l e, uma vez compartilhado, perde-se totalmente o controle sobre a informação. Ritossa (2009, p. 17) a�rma que o sucesso pessoal e pro�ssional depende de visibilidade, e “[...] visibilidade pessoal é um fator fundamental para o desenvolvimento da sua carreira [...]”. As redes sociais permitem essa visibilidade e, por isso, é preciso administrar a imagem que um candidato quer transmitir. Quanto ao processo de seleção, existe uma técnica muito utilizada pelos recrutadores: a seleção por competência, uma metodologia em que o selecionador identi�ca no candidato as características mais importantes para a realização das suas funções. A seleção por competência é uma ferramenta para captação de talentos que pode ser utilizada para qualquer cargo, do operacional ao nível gerencial. A proposta dessa metodologia é de ser mais objetiva e focada nas competências que precisam ser analisadas.A diferença entre a seleção tradicional e a seleção por competências consiste em: na primeira, há pouca consistência, ou seja, é mais subjetiva e a análise de comportamento é uma questão secundária; já, na segunda, a observação da conduta e das características das pessoas é realizada mediante técnicas especí�cas. Vamos Exercitar? Seleção por competência na prática Vamos aprender um pouco na prática como seria uma seleção por competências? Por ser um método mais focado nas competências especí�cas, o entrevistador coloca algumas situações cotidianas para saber como o candidato ou funcionário lida com cada uma delas. Perguntas abertas como: quais seus pontos positivos? O que você espera dessa oportunidade? O que você espera estar fazendo daqui a dois anos? - são perguntas normalmente utilizadas no método tradicional de entrevista, porém não são utilizadas na entrevista por competência. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO O quadro a seguir pode ser usada na Avaliação de Desempenho por Competências com a �nalidade de avaliar uma gama de competências comportamentais, técnicas, valores do candidato e resultados obtidos em experiências pro�ssionais anteriores. O selecionador poderá utilizar todos esses campos ou os que mais se adequem à sua realidade. Competências comportamentais Competências técnicas Valores Resultado As competências comportamentais fazem parte das habilidades sociais que aprendemos durante a vida. Ex.: segurança, paciência, comunicação. As competências técnicas estão relacionadas ao conhecimento pro�ssional que o candidato possui. Ex.: formação acadêmica, atividades. Já os valores são o conjunto de crenças e princípios que norteiam o comportamento e a decisão do ser humano. O resultado é a consequência prática de todas essas competências. Quadro 1 | Seleção por competência. Fonte: elaborada pela autora. O processo de seleção por competência aumenta as possibilidades da realização de uma contratação de sucesso, uma vez que aumenta as possibilidades de selecionar um pro�ssional com as competências necessárias e adequadas ao cargo a ser ocupado. Veja alguns exemplos de perguntas que podem ser feitas na avaliação por competência: Comprometimento - Dê exemplos de situações em que você tenha assumido a responsabilidade como se fosse o dono do negócio. Espírito de equipe - Conte uma situação que você tenha recebido agradecimentos da equipe por alguma colaboração extra. Foco em resultados - Qual foi o projeto mais signi�cativo que você coordenou ou participou? Diga como foi. Flexibilidade e inovação - Quais as mudanças mais signi�cativas que você implementou na sua área de atuação? Liderança participativa - Como você gerenciava o �uxo de informação com sua equipe de trabalho? Equilíbrio emocional - Relate alguma situação na qual tenha perdido o controle e tenha tido comportamento inadequado no relacionamento interpessoal. Disciplina - Relate uma situação em que alguma norma da empresa o impediu de realizar um bom trabalho, como, por exemplo, um bom atendimento para o cliente. Agora, veja algumas vantagens para o uso da técnica de seleção por competências: Seleção feita com mais foco, mais objetividade e por um processo sistemático. Maior facilidade para prever o desempenho futuro. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Maior garantia de uma contratação de sucesso. Boa adequação do pro�ssional à empresa e à atividade a ser desempenhada. Turnover (rotatividade do pessoal) mais baixo e melhora na produtividade. Evita prejuízos com reabertura de processos seletivos e com funcionários ine�cientes. Diminui a in�uência de opiniões, sentimentos ou preconceitos dos selecionadores. O candidato tende a não mentir, pois deve citar um fato que realmente ocorreu. Fornece dados concretos sobre desempenho, facilitando o feedback para o candidato. Fortalece a parceria entre área requisitante e área de seleção. A área de seleção ganha maior credibilidade junto aos seus clientes requisitantes. Caro estudante, espero que, com esta aula, tenha aprendido os desa�os dos processos de recrutamento e seleção, bem como as técnicas mais utilizadas para enfrentá-los! Saiba mais Quando falamos em redes sociais como forma de recrutamento, podemos citar o Facebook, Instagram e Twitter. Com um foco mais pro�ssional, é muito utilizado, atualmente, o LinkedIn. Re�ita: Se o seu per�l nas redes sociais fosse veri�cado hoje por um pro�ssional de Recrutamento e Seleção, ele seria um inimigo ou um aliado de sua imagem pro�ssional? Leia o artigo O que os recrutadores procuram nas redes sociais de Camila Pati, publicado no site Exame. Referências CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. CHIAVENATO, I. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal: como agregar talentos à empresa. Barueri: Manole, 2009. CHIAVENATO, I. Recursos humanos. 7. ed. comp. São Paulo: Atlas, 2002. CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. São Paulo: Campus, 1999. NAPOLI, C. C. M. et al. Recrutamento e Seleção. Londrina: Educacional, 2014. RITOSSA, C. M. Marketing pessoal: quando o produto é você. Curitiba: Editora Ibpex, 2009. https://exame.com/carreira/o-que-os-recrutadores-procuram-nas-redes-sociais/ Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Aula 5 Encerramento da Unidade Vídeo Aula Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Este vídeo traz um mapa mental completo, que resume os principais tópicos abordados nesta unidade. Veremos um resumo sobre a história do mercado de trabalho, os processos de recrutamento e de seleção, bem como as suas etapas e técnicas, além dos desa�os que o mercado de trabalho vem enfrentando após o grande avanço tecnológico. Ponto de Chegada Revisando seu aprendizado Olá, estudante! Nesta aula de revisão, vamos fazer um breve resumo de tudo que estudamos ao longo desta unidade. Na Aula 1, você foi capaz de compreender o contexto da Revolução Industrial, que teve seu início na Inglaterra, no século XVIII. Como consequência, houve o aumento da população urbana, condições precárias de trabalho e as tarefas manuais foram substituídas. Com isso, ocorreu a mecanização da indústria, produção em larga escala e, assim, o barateamento na produção. Você ainda aprendeu sobre a divisão do mercado de trabalho, que ocorre no setor primário, secundário e terciário. Na Aula 2, vimos o processo de recrutamento. Você compreendeu que esse processo tem como objetivo atrair os candidatos quali�cados e capazes de ocupar o cargo na organização. Além Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO disso, é composto por dois tipos: o recrutamento interno e externo, que deve ser aplicado de acordo com as necessidades da organização e da vaga. Ainda, no processo de recrutamento, você estudou 3 tipos de técnicas: indicação de um funcionário, banco de candidatos e as agências de recrutamento. Assim como os tipos de recrutamento, as técnicas também devem ser adaptadas para o momento do processo para a organização. Inclusive, pode-se utilizar as três técnicas ao mesmo tempo. Na Aula 3, vimos o processo de seleção que tem como objetivo escolher e classi�car os candidatos mais quali�cados às necessidades da empresa. Esse processo conta com algumas etapas, e cada processo pode ter quantas etapas precisar e for aderente com a necessidade e cultura da organização, não existe uma regra. A entrevista é uma etapa de suma importância, como possibilidade de conhecer melhor o candidato, fazer perguntas adequadas e, através desse contato, ter um melhor entendimento de cada per�l. Esse processo ainda conta com 3 modelos de decisão: colocação,seleção e classi�cação. Vimos, ainda, dicas sobre como analisar um currículo e como agir em uma entrevista. Na Aula 4, vimos que, com o avanço tecnológico, o mercado de trabalho passou a ter grandes desa�os, tornou-se mais competitivo, com processos seletivos complexos e uma alta rotatividade. Você conheceu a seleção por competências e como ela pode ser aplicada, além de entender sobre o tipo de recrutamento virtual e como os recrutadores estão utilizando a rede social para procurar candidatos. Por isso, é necessário um cuidado com a imagem do candidato e tudo o que se divulga nas redes e meios de comunicação. É Hora de Praticar! Como você estudou, o objetivo do recrutamento é abastecer o processo seletivo de candidatos. Já a seleção é o processo de escolher os melhores candidatos para a organização, a escolha da pessoa certa para o cargo, ou seja, é a classi�cação do candidato adequado para desempenhar o papel desejado dentro da organização. O primeiro entendimento acerca do processo de seleção é a comparação entre os candidatos. Todo o processo de seleção baseia-se na análise comparativa. E a melhor forma de conceituar o processo de seleção é representá-lo com uma comparação entre as variáveis: 1. características da vaga em aberto; 2. características dos candidatos. Agora, para que você possa compreender melhor ainda sobre o processo de recrutamento e seleção, vamos colocar em prática um pouco do que foi estudado nesta unidade? Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha no setor de gestão de pessoas de uma organização e é responsável por conduzir os processos de recrutamento e seleção da empresa. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO A área de desenvolvimento pro�ssional, está passando por uma reformulação, foi demitido o Analista Educacional há menos de 6 meses e muitas demandas estão surgindo e sobrecarregando os colaboradores da área. A gerente, então, solicitou que fosse aberto um novo processo seletivo para o cargo de Analista Educacional. Dessa forma, o primeiro passo é realizar todo o planejamento desse novo processo de recrutamento. É necessário, juntamente com a gerente da área, descrever as características da vaga, bem como as devidas competências que o candidato precisa ter. Ainda é necessário pensar no tipo de recrutamento e quais serão as etapas do processo seletivo. Dessa forma, você, como responsável por planejar e executar o processo de recrutamento, deve fazer as descrições da vaga e do candidato que a área deseja contratar, assim como, qual tipo de recrutamento e qual a técnica que a organização irá optar nesse processo de recrutamento. Deixe claro no processo de recrutamento quais serão as etapas do processo seletivo. Importante: para um melhor aprendizado, você pode revisar o seu material e posteriormente realizar a atividade. Seria muito importante que você não �zesse consultando, pois, assim, você realmente coloca seu conhecimento em prática da forma que aprendeu, com as suas palavras, seus conhecimentos e, depois, poderá fazer um comparativo da sua atividade com o que foi estudado na aula e com o vídeo da resolução do estudo de caso. Boa atividade, siga em frente! Na aula 4, você aprendeu o conceito de seleção por competências, uma prática que vem sendo muito utilizada pelos recrutadores das empresas. Você aprendeu também a diferença entre a seleção tradicional e a seleção por competências: na primeira, há pouca consistência, ou seja, é mais subjetiva, e a análise de comportamento é uma questão secundária; já, na segunda, a observação da conduta e das características das pessoas é realizada mediante técnicas especí�cas. No estudo de caso, foi citado que, há menos de seis meses, houve uma demissão pelo fato das competências pessoais não estarem alinhadas com as competências que o cargo exigia. Logo, é muito importante nesse novo processo de recrutamento pensar muito bem nesse alinhamento das características entre a vaga e o candidato! Lembre-se dos vários cuidados importantes a serem considerados para garantir posteriormente uma seleção justa, precisa e e�ciente! Agora, mão na massa! Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Fonte: adaptada da autora. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO ARAÚJO, S. R. C. de; CIAMPA, A. de L.; MELO, P. Humanização dos Processos de Trabalho: fundamentos, avanços sociais e tecnológicos e atenção à saúde. 1 ed. São Paulo: Érica, 2014. CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. São Paulo: Campus, 1999. DOOB, M. H. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: LTC, 2015. NAPOLI, C. C. M. et al. Recrutamento e Seleção. Londrina: Educacional, 2014. RITOSSA, C. M. Marketing pessoal: quando o produto é você. Curitiba: Editora Ibpex, 2009. , Unidade 2 ROTINAS DE DEPARTAMENTO PESSOAL Aula 1 Proventos em Folha de Pagamentos Proventos em folha de pagamento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Olá, estudante! Está disponível um vídeo resumo da aula, abordando de forma clara e objetiva os conceitos de proventos em folha de pagamento, reajuste e dissídio. Neste vídeo, você terá a oportunidade de analisar os principais pontos desses temas, compreendendo a importância da elaboração correta da folha de pagamento, os diferentes tipos de proventos, as estratégias de reajuste salarial e o processo de negociação coletiva no dissídio. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Ponto de Partida Olá, estudante! Boas-vindas à nossa aula, na qual exploraremos as informações sobre os proventos em folha de pagamento, reajuste e dissídio. De forma muito simples, podemos dizer que a folha de pagamento nada mais é do que um documento que registra todos os pagamentos que os colaboradores de uma empresa recebem. Compreender os temas é essencial para o gerenciamento e�ciente do departamento pessoal e o sucesso da organização. Conhecer os proventos, como salário, bônus e benefícios, juntamente com as normas que regem os reajustes e os processos de dissídio, é fundamental. Esta aula contribuirá signi�cativamente para seu aprendizado, fornecendo conhecimentos práticos aplicáveis em seu cotidiano pro�ssional. Vamos começar juntos essa jornada de conhecimento! Vamos Começar! Conceitos de folha de pagamento, reajuste e dissídio Caro estudante Para começar esta unidade, é importante compreender o conceito de folha de pagamento. De acordo com Fidélis (2020, p.30), “a folha de pagamento é o processamento �nal das informações sobre a remuneração do trabalhador, ou seja, a contabilização dos vencimentos em relação aos descontos legais e autorizados”. Compreender como calcular corretamente esses proventos, de acordo com as normas trabalhistas, é crucial para garantir uma remuneração justa e adequada a todos os colaboradores. Antes de falarmos sobre os proventos em si, é importante entender a de�nição de remuneração e salário. Remuneração tem a sua origem no latim, remuneratio, que signi�ca, re (reciprocidade) e muneratio (recompensa). Dessa forma, segundo Martins (2020, p. 376), remuneração “[...] é o conjuntode prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro, ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, mas decorrentes do contrato de trabalho, de modo a satisfazer suas necessidades básicas e de sua família”. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Por sua vez, o termo salário deriva do latim salarium, fazendo referência ao sal (salis), o principal meio de pagamento dos romanos. Salário é a remuneração concedida pelo empregador ao empregado, em contrapartida aos serviços prestados, essa contraprestação visa suprir as necessidades essenciais do trabalhador e de seus dependentes, conforme estabelecido no contrato de trabalho (MAGRI, 2020). Os reajustes, por sua vez, são aumentos ou correções aplicados aos salários dos colaboradores. Esses reajustes, podem ocorrer anualmente, baseados em acordos coletivos. O direito ao reajuste está previsto na Lei nº. 10.192, de 14 de fevereiro de 2001, que diz, “Art. 10. Os salários e as demais condições referentes ao trabalho continuam a ser �xados e revistos, na perspectiva data-base anual por intermédio da livre negociação coletiva” (BRASIL, 2001. p. 1). É importante compreender as diferentes formas de reajuste e as regras estabelecidas, garantindo a atualização adequada dos salários de acordo com as obrigações legais e as negociações estabelecidas. O dissídio é um processo de negociação entre sindicatos de trabalhadores e empregadores para estabelecer novas condições de trabalho, incluindo salários e benefícios. Esse processo é regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece as regras e os procedimentos para a negociação coletiva entre as partes envolvidas. Durante o dissídio, os sindicatos representantes dos trabalhadores e das empresas debatem e negociam as condições de trabalho com o objetivo de chegar a um consenso que atenda aos interesses de ambas as partes. Conforme dispõe a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): Art. 611. Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos Representativos de categorias econômicas e pro�ssionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, as relações individuais de trabalho. (BRASIL, 1943, p. 105) Em suma, a correta gestão dos proventos em folha de pagamento, reajustes e dissídios é essencial para a motivação dos colaboradores, para a conformidade com as obrigações legais e o sucesso da organização. Siga em Frente... Explorando a folha de pagamento, reajuste e dissídio A folha de pagamento inclui proventos e descontos dos trabalhadores, sendo atualizada mensalmente. Os lançamentos devem ser claros e transparentes para facilitar a compreensão. Não há um formato padrão, cada empresa pode personalizar o documento conforme suas necessidades. Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO Na folha de pagamento, são informados o nome do colaborador, seu cargo ou função, os proventos, os descontos legais e o mês de referência. Os proventos são os valores que o trabalhador tem direito a receber no mês de trabalho. Esses proventos incluem diferentes componentes, tais como: Salário: é o valor econômico pago diretamente pelo empregador ao empregado em razão da prestação de serviços, destinado à satisfação das necessidades pessoais e familiares (MARTINS, 2020). Adicional de insalubridade: tem relação com a exposição do trabalhador a agentes nocivos à saúde. São calculados conforme o grau da exposição, sendo 10%, 20% e 40% sobre o salário-mínimo. Adicional de periculosidade: são consideradas atividades ou operações que implicam em riscos ao trabalhador, tanto exposição a substâncias in�amáveis, explosivas, quanto violência física nas atividades laborais. 13º salário: o cálculo é de 1/12 por mês de serviços, dessa forma, é necessária a apuração mensal das faltas, pois são considerados como meses trabalhados somente aqueles em que o empregado trabalhou pelo menos 15 dias (WITT, 2021). Horas extras: são as horas realizadas além da jornada normal de trabalho e autorizadas pela empresa, que devem ser computadas e pagas de acordo com o estipulado no acordo ou convenção, com exceção no caso de compensação futura (FIDÉLIS, 2020). Adicional noturno: é todo trabalho prestado entre 22 horas de um dia até 05 horas do dia seguinte, com o acréscimo de 20% no salário-mínimo; Salário-família: é pago mensalmente, por �lho ou equiparado de qualquer condição, até 14 anos de idade. O valor pago é estipulado em relação à remuneração do trabalhador. Os reajustes são aumentos ou correções aplicadas aos salários dos colaboradores. Podem ocorrer anualmente, baseados em acordos coletivos. O objetivo do reajuste é ajustar a remuneração dos colaboradores, levando em consideração fatores como a in�ação, o desempenho individual ou a valorização do cargo. Um reajuste justo e adequado contribui para a motivação e satisfação dos colaboradores. Ele re�ete o reconhecimento pelo trabalho realizado e pode aumentar o engajamento e comprometimento com a organização (WITT, 2021). Podemos destacar três estratégias de reajuste salarial: Reajuste linear: todos os colaboradores recebem o mesmo percentual de aumento. Reajuste por mérito: é baseado no desempenho individual de cada colaborador. Reajuste por faixa salarial: consiste em de�nir percentuais de reajustes diferentes para cada faixa salarial dentro da organização. As negociações coletivas são o caminho utilizado para conduzir o processo de dissídio. Elas ocorrem entre os sindicatos dos trabalhadores e dos empregados, representando seus interesses e buscando chegar a um consenso que bene�cie ambas as partes, levando em consideração suas particularidades e necessidades de cada categoria pro�ssional (MAGRI, 2020). Disciplina ROTINAS DE RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO PESSOAL E SEGURANÇA DO TRABALHO O dissídio é uma ferramenta poderosa para melhorar as condições de trabalho e garantir a valorização dos trabalhadores. Durante o processo, são discutidos aspectos como reajuste salarial, benefícios adicionais, carga horária, segurança, entre outros. O resultado do dissídio tem impacto direto na vida dos colaboradores, re�etindo na sua remuneração e nas condições em que exercem suas atividades. Vamos Exercitar? Aplicando a gestão da folha de pagamento, reajuste e dissídio Ao longo deste bloco, vamos explorar a teoria e a prática desses temas, utilizando exemplos e situações do cotidiano pro�ssional para melhor compreensão. A folha de pagamento, como vimos, é um documento crucial para a gestão �nanceira das empresas. Ela deve conter todos os proventos e descontos dos trabalhadores, sendo atualizada mensalmente. É importante lembrar que a folha de pagamento deve estar disponível para �scalização e auditoria (WITT, 2021). Para ilustrar esse conceito na prática, suponha que a empresa tenha um eletricista que realiza atividades de risco, como instalações elétricas de alta tensão. Ele tem direito a um adicional de periculosidade, de acordo com o § 1º do Art. 193 da CLT: §1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de grati�cações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. (BRASIL, 1943, p. 105) Além do colaborador que tem contato com instalações elétricas de alta tensão, existem diversas atividades pro�ssionais que podem ser consideradas perigosas devido aos riscos envolvidos. Alguns exemplos incluem trabalhadores que lidam com produtos in�amáveis ou explosivos, aqueles que estão expostos a situações de violência física, como seguranças, e também os motociclistas, que enfrentam riscos especí�cos nas ruas. Como você aprendeu no bloco anterior, os reajustes salariais são fundamentais para ajustar a remuneração dos colaboradores de acordo com fatores, como in�ação, desempenho individual, valorização do cargo