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A SURDEZ E A DEFICIÊNCIA AUDITIVA É por meio da audição que o ser humano desenvolve a linguagem verbal, que é um dos segmentos da comunicação entre os grupos sociais. A perda da audição pode ocorrer no período pré-linguistico que acontece antes de adquirir a linguagem e pós-linguístico que e depois da aquisição da linguagem. A pessoa que perde a audição após ter adquirido a linguagem por meio de vias auditivas e mantem a capacidade de se expressar oralmente, este pode ser considerado um deficiente auditivo pós teve acesso a acultura da sociedade ouvinte. Segundo Perlin (2000), os deficientes auditivos não se enquadram na cultura surda, visto que possuem um problema que pode ser eliminado pelo simples aumento de volume de som ou aparelhos de amplificação sonora. A pessoa que perde a audição antes de adquirir a linguagem, e está impossibilitada de adquiri-la por meio de vias auditivas principalmente quando forem de grau severo ou profundo e considerado como surdo. Segundo Skliar (1998, p.11) a surdez constitui uma diferença a ser politicamente reconhecida; a surdez é uma experiência visual; a surdez é uma identidade múltipla ou multifacetada e, finalmente, a surdez está localizada dentro do discurso sobre a deficiência. É fundamental entender que a surdez não se caracteriza por uma diferença física perceptível e ao contrário do que se pensa, ela está impregnada de preconceitos, num dilema inesgotável em ser ou não ser uma deficiência? No dizer de Sá: Partindo então do pressuposto de que a falta eficaz de comunicação na vida de [...] que a dificuldade maior dos surdos está exatamente na aquisição de uma linguagem que subsidie seu desenvolvimento cognitivo, os estudos que envolvem a condição de pessoa surda são revestidos de fundamental importância e seriedade, visto que a surdez, analisada exclusivamente do ponto de vista do desenvolvimento físico, não é uma deficiência grave, mas a ausência da linguagem, além de criar dificuldades no relacionamento pessoal, acaba por impedir todo o desenvolvimento psicossocial do individuo. (SÁ, 1999, apud SILVA, 2013, p.5). A concepção socioantropológica concede a surdez como uma diferença a ser respeitada e não como uma deficiência a ser eliminada. Respeitando a surdez considera que a pessoa surda e pertencente a uma comunidade minoritária com direito a língua e cultura própria.