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WBA0171_v.2.0 APRENDIZAGEM EM FOCO AS RELAÇÕES ENTRE A PRÁXIS E A FORMAÇÃO DOCENTE 2 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Autoria: Clivanir Aparecida de Campos Leitura crítica: Juliana dos Santos A disciplina objetiva propor uma reflexão sobre a práxis docente diante da pluralidade social, do ensino híbrido e dos recursos tecnológicos. Espera-se que o professor que atue na educação básica, tenha domínio do conteúdo a ser ministrado e utilize diferentes recursos para promover a qualidade no processo de aprendizagem no âmbito educacional, principalmente diante da necessidade do ensino virtual em tempos de pandemia. Assim, é proposta uma prática pedagógica adequada, considerando uma legislação vigente, em associação à construção da identidade do professor, da sua trajetória profissional e da necessidade de sua reinvenção diante da heterogeneidade dos alunos e das inúmeras mudanças no sistema educacional. A identidade do professor se constrói por meio de processos inconscientes e multidimensionais, e recebe influência de professores da infância que podem ser marcantes na vida desse profissional. Além disso, a formação inicial do professor na Graduação é mais focada no saber teórico, importante, mas não suficiente para sua atuação competente. Necessita-se, então, de outros saberes que podem ser adquiridos de diversas formas, como participação em cursos, troca de experiências com seus pares etc., previstas no documento Plano Nacional de Educação (PNE). As formações contínuas e atualizações capacitam o professor para exercer com competência a sua função e de acordo com a realidade e o contexto social em que a escola está inserida. 3 Cabe ao professor, portanto, em sua práxis valorizar os conhecimentos prévios dos alunos e adequar os currículos nas especificidades que a pandemia exigiu para a formação de um aluno cidadão crítico e reflexivo. A formação dos professores passou por diversas modificações que exigiram implantação de legislações que garantam a capacitação de um profissional dinâmico e reflexivo em um ambiente intra e extraescolar. São alguns exemplos: LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) (Lei nº 9394/1996), que propõe um modelo de profissional com uma preparação técnica e profissionalizante de nível superior; PNE (Plano Nacional da Educação), que traz a obrigatoriedade do professor no ingresso em cursos de instituições específicas do ensino superior e será complementada e aperfeiçoada pela formação continuada; BNCC (Base Nacional Comum Curricular), traz um olhar mais atento e humanizado à educação e regulamenta as aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas nas escolas públicas e privadas a partir da educação infantil. Dessa forma, garante o direito à aprendizagem e ao desenvolvimento efetivo dos estudantes. INTRODUÇÃO Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. Vem conosco! A formação do professor: legislação e processo histórico ______________________________________________________________ Autoria: Clivanir Aparecida de Campos Leitura crítica: Juliana dos Santos TEMA 1 5 DIRETO AO PONTO A formação inicial docente é dada em instituições de ensino superior, por meio das influências políticas e sociais, de forma a possibilitar o acesso do indivíduo aos conhecimentos formais, posto e regulamentado pela legislação vigente. Para que o professor esteja em constante atualização, é preciso utilizar das diversas ferramentas para promover por meio das teorias e práticas pedagógicas a socialização com seus pares. A formação inicial dos professores não garante um ensino de qualidade, por tratar-se apenas de recursos teórico-científicos, pois este deve estar articulado com experiências e práticas pedagógicas. Ao atuarem, os professorem trazem situações de suas experiências e vivências familiares e da vida escolar, que podem ser marcantes positiva ou negativamente na sua atuação. Dessa forma, a construção da identidade do professor é multidimensional, multifacetada e complexa. Só será possível que o professor atue com propriedade e cumpra seu papel de forma competente, mediante a prática investigativa e pesquisadora contínua. Quanto melhor preparado esse profissional estiver, maiores oportunidades ele terá como agente ativo no processo educacional, não sendo apenas um simples técnico, mas um mediador na construção da cidadania dos alunos e dos conhecimentos significativos. Para que isso ocorra, conforme Tardif (2010), são necessários diversos saberes, tais como: o saber profissional (transmitido aos professores durante a formação inicial e/ou continuada, embasado 6 na ciência da educação, utilizando técnicas e métodos de ensino, é o saber fazer); o saber pedagógico ou experiencial (resultantes da atividade profissional, adquiridos por meio da vivências relacionadas à escola, na formação individual); saber disciplinar (relacionado aos diferentes campos de conhecimento, integrados à docência, como as disciplinas propriamente ditas); e o saber curricular (decorrente dos conteúdos e métodos transmitidos aos estudantes, em que os professores devem aprender e aplicar). Para a construção desses saberes e para a formação profissional, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9.394/1996) objetiva um modelo de formação continuada dos profissionais, como forma de garantir sua constante atualização. A formação de professores também é amparada no Plano Nacional da Educação (PNE), que foi criado com disposição transitória da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), respeitando uma exigência constitucional, e revisto com a periodicidade decenal. A formação inicial e continuada tem como objetivo preparar o professor para atuar de forma efetiva diante da sociedade, cumprindo seu papel de agente transformador. Uma das condições para que o professor exerça seu papel de forma competente é sobre construção de sua identidade como um profissional reflexivo, capaz de formar cidadãos críticos. O professor reflexivo é aquele capaz de realizar escolhas conscientes e não apenas ser detentor do conhecimento específico na disciplina que leciona, pois busca a superação do ensino tradicional. Logo, necessita refletir sobre suas ações passadas, para realizar novas práticas, desenvolver novos raciocínios novas formas de pensar e de agir, de ser efetivo e reduzir os problemas do cotidiano escolar. 7 Assim, a reflexão e a experimentação do professor, são essenciais para potencializar sua atuação e conhecer melhor a si mesmo. A seguir, um breve resumo a respeito do tema 1, a formação do professor: legislação e processo histórico, sobre a construção da identidade do professor. Figura 1 – Mapa mental – Construção da identidade do professor Fonte: elaborada pelo autor. Referências bibliográficas TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2010. 8 PARA SABER MAIS Sabe-se que o Plano Nacional de Educação (PNE) determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional, a serem cumpridas em um período de dez anos, que objetiva a melhoria da qualidade de ensino. Passado o primeiro decênio (período de 2004 a 2014), a Lei n. 13.005/2014 foi instituída com novas diretrizes, as quais contemplam vinte metas a serem cumpridas em um novo decênio, a fim de conduzir a educação brasileira nos próximos anos – 2014/2024. Esse documento contempla aspectos presentes na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (1996), em que Estados, o Distrito Federal e os municípios, atuarão de forma colaborativa para o alcance das metas e da implementação de estratégias para o sucesso do plano. Além disso, suas metas contemplam princípios aos direitos humanos, sustentabilidadesocioambiental, valorização dos profissionais da educação, dentre outros. O PNE é um plano articulador e seu financiamento está relacionado ao PIB (Produto Interno Bruto), portanto, está atrelado aos orçamentos dos planos estaduais, distritais e municipais para serem aprovados e entrar em execução. Dessa forma, pretende-se reduzir as desigualdades educacionais históricas pré-existentes no país. Uma das condições necessárias para minimizar tais desigualdades é a valorização dos profissionais da educação e, para isso, as metas do PNE são as estratégias para melhoria da qualidade de ensino. Por exemplo, na meta de número 15, é assegurada aos professores a formação específica em nível superior na área de conhecimento em que atuam, garantindo assim, que o eles adquiram conhecimentos suficientes para atuar no cotidiano. 9 Outro exemplo, na meta de número 16, o PNE garante a formação continuada do professor em sua área de atuação, considerando as necessidades e demandas do sistema de ensino (Pós-Graduação). Já a meta de número 17, contempla a equiparação do rendimento médio dos professores a outros profissionais, com escolaridade equivalente. E, por fim, na meta de número 18, o PNE propõe um plano de carreira, tomando como referência o Piso Nacional Profissional. O conhecimento e a atualização do professor mediante o PNE, garantem a esse profissional o acompanhamento e a exigência de que sejam cumpridas tais metas, para que participe de forma ativa e reflexiva no cumprimento e avaliação do projeto, pois quanto mais recursos e estratégias forem implantados, melhor será a atuação do professor e maior será a perspectiva da equidade no processo educacional. Referências bibliográficas BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. D.O.U., Brasília, 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 28 abr. 2021. TEORIA EM PRÁTICA De acordo com as reflexões que você pôde fazer ao longo desta primeira leitura, argumente a partir dessa afirmação: “O professor não nasce professor, ele se constrói”. 10 Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 O livro de Paulo Freire trata sobre a leitura e a escrita em uma proposta de valorizar os conhecimentos prévios dos alunos, que mesmo sem serem alfabetizados (ensino formal), detém o conhecimento de mundo. Prática a ser exercida por um professor que almeja exercer um papel de reflexivo, ou seja, percebe o aluno além do conhecimento forma. Para realizar a leitura, acesse a plataforma Edisciplinas da Universidade de São Paulo (USP) e busque pelo nome do livro A importância do ato de ler. FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. v. 13. 32. ed. São Paulo: Cortez, 1996. Indicação 2 A leitura da lei se faz necessária por contemplar as exigências relacionadas à formação docente para atuar na educação básica. Para realizar a leitura, acesse a plataforma Portal MEC e busque pelo título da Lei de Diretrizes e Bases Nacionais (LDB). Indicações de leitura 11 BRASIL. Presidência da República. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. D.O.U., Brasília, 1996. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. De acordo com o texto, Tardif (2010) pontua quais são os saberes necessários à formação do professor. Assinale a alternativa correta. a. Profissional e experiencial. b. Profissional e curricular. c. Profissional, disciplinar, curricular e experiencial. d. Profissional, disciplinar e curricular. e. Profissional, curricular e experiencial. 12 2. O PNE, em sua meta de número 16, apresenta aspectos relacionados a: a. Valorizar profissionais do magistério nas redes particulares de educação e equiparar o rendimento médio aos demais profissionais com escolaridade equivalente. b. Valorizar profissionais do magistério nas redes públicas de educação e equiparar o rendimento médio aos demais profissionais com escolaridade equivalente. c. Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para profissionais da educação e superior pública de todos os sistemas de ensino. d. Formar em nível de Pós-Graduação 100% dos professores de educação básica em sua área de atuação, considerando as demandas do sistema de ensino. e. Formar em nível de Pós-Graduação 50% dos professores de educação básica em sua área de atuação, considerando as demandas do sistema de ensino. GABARITO Questão 1 - Resposta C Resolução: A alternativa contempla os saberes pontuados por Tardif (2010), em que os saberes “profissional, disciplinar, curricular e experiencial” são necessários na formação do professor. 13 Questão 2 - Resposta E Resolução: Consta no documento Plano Nacional da Educação – PNE., na meta 16, formar em nível de Pós-Graduação 50% dos professores de educação básica em sua área de atuação, considerando as demandas do sistema de ensino, para incentivar o professor na atualização profissional. A gestão escolar e a formação continuada do professor ______________________________________________________________ Autoria: Clivanir Aparecida de Campos Leitura crítica: Juliana dos Santos TEMA 2 15 DIRETO AO PONTO Para a construção do conhecimento e do desenvolvimento de cidadãos críticos e reflexivos, a escola tem um papel fundamental. Para tal, os professores mediadores do conhecimento devem exercer a sua cidadania, ter ciência de suas responsabilidades e saber a relevância de uma formação consolidada. Assim, percebe- se que somente por meio da formação inicial no ensino superior, o professor não estará apto a atuar de forma competente para atingir seus objetivos profissionais de forma competente. Para tal, torna-se necessário adquirir diferentes saberes em um processo dinâmico, contínuo e dialético. Para garantir um ensino de qualidade, há a necessidade de uma reflexão sobre o papel da equipe gestora na formação continuada, no ambiente escolar, sendo eles: o supervisor de ensino, o diretor da escola e o professor coordenador. O supervisor de ensino representa a Secretaria da Educação e promove o suporte técnico administrativo pedagógico, garantindo a formação continuada da equipe pedagógica, inclusive, nas questões referentes à implantação de políticas públicas. Logo, exerce um papel fundamental na formação em serviço dos professores, junto ao diretor de escola. Já o diretor, que responde pela instituição, ocupa a função de liderança para garantir o funcionamento da escola, tem a função de acompanhar os recursos humanos, mediar recursos financeiros e materiais, também é responsável por apoiar, junto ao coordenador pedagógico, os processos de formação continuada em serviço, para cumprimento do Projeto Político Pedagógico (PPP). 16 O coordenador pedagógico proporciona momentos de formação continuada em serviço dos educadores, acompanha e estimula a equipe escolar. Ao refletir sobre as diferentes áreas, saberes e práticas, a partir da troca de experiências com objetivo comum é que se constrói uma equipe pedagógica sólida, capaz de promover o acolhimento e parcerias fundamentais no processo educacional. Toda escola tem sua especificidade de organograma, mas deve priorizar o que for mais urgente e respeitar as questões humanas, sendo necessário rever, reorganizar, repensar, replanejar etc. Para isso, deve ter como referência o PPP,pois ele traz a identidade da escola, as diretrizes a serem implantadas para aprendizagem e para a formação integral dos alunos. Considerando o PPP, deve-se analisar a comunidade intra e extraescolar, os recursos financeiros e pedagógicos, além dos projetos, métodos, organização e sistematização do trabalho. A definição do Projeto Político Pedagógico é, com base na sua nomenclatura, “projeto”, relacionado ao futuro, construído pela equipe escolar e de acordo com o público-alvo a ser atendido; “político”, questões de cidadania; “pedagógico”, contempla situações no processo educacional. Na formação continuada do professor em ambiente escolar, torna-se imprescindível ter clareza sobre a proposta educacional construída no PPP, para direcionar e nortear a prática pedagógica do professor. Para tal, faz-se necessário conhecer a legislação vigente. Uma das leis atuais a serem estudadas é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96) e tem caráter normativo, 17 pois deve nortear os currículos das unidades federativas, bem como as propostas pedagógicas das escolas públicas e privadas, nas modalidades educação infantil, ensino fundamental e médio em todo o Brasil. Cabe um olhar especial ao ensino superior, pois esses recebem alunos oriundos do ensino médio e os cursos de Graduação, devem acompanhar a dinâmica do sistema educacional, de maneira a se atualizarem. Cabe a eles a missão de formar profissionais que irão atuar na educação básica, para que tenham conhecimentos além do teórico e que suas horas práticas e estágios possibilitem a vivência do que, de fato, ocorre nos ambientes escolares e no novo perfil de aluno que irão contribuir com a formação. Portanto, o PPP (Projeto Político Pedagógico) é o documento ao qual o professor poderá se apropriar das teorias recebidas na sua formação inicial e direcionar a sua prática pedagógica. Dessa forma, a cada modalidade que o professor atua, a BNCC traz especificidades a serem conhecidas, tornando-se necessário que o professor atue de forma competente. O professor competente é aquele que domina o conteúdo, reflete sobre as suas práticas pedagógicas, contribui para a democratização do ensino, tem consciência do seu papel como agente transformador e se autoavalia constantemente. Diante das modalidades em que o professor atua, competências específicas deverão ser desenvolvidas. Logo, os saberes podem ser adquiridos na formação continuada por meio de reflexões em reuniões escolares. A formação continuada realizada pelo professor no ambiente escolar, deverá prever momentos de capacitação com profissionais multidisciplinares. Já a adequação curricular deve considerar a 18 realidade das escolas, o potencial dos alunos e os valores que orientam a prática pedagógica, que devem estar previstos no Projeto Político Pedagógico (PPP). Para concluir, diante do cenário atual, das legislações vigentes e da dinâmica da sociedade, é necessário que o professor tenha consciência do seu papel na construção de um cidadão capaz de confiar em si mesmo e ter perspectivas profissionais. Referências bibliográficas BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 abr. 2021. PARA SABER MAIS Diante do cenário atual das mudanças educacionais e políticas, requer de um professor que atue de forma competente. Para isso, além da teoria adquirida na formação inicial, se faz necessário o conhecimento de outros saberes. Perrenoud (2000) cita em seu livro, dez novas competências profissionais essenciais para ensinar. São elas: - Organizar e dirigir situações de aprendizagem. - Administrar a progressão das aprendizagens. - Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação. - Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho. - Trabalhar em equipe. 19 - Participar da administração da escola. - Informar e envolver os pais. - Utilizar novas tecnologias. - Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão. - Administrar sua própria formação contínua. De acordo com as competências citadas por Perrenoud (2000), percebe-se que o saber teórico é parte fundamental da atuação do professor, porém, requer um olhar mais abrangente nas questões tecnológicas, éticas e do trabalho coletivo. Dessa forma, para que seja um profissional competente, o professor deve agir coletivamente, mas com opções pessoais, buscando o avanço no conhecimento de aspectos políticos e sociais, ligados diretamente às questões educacionais, com projetos de forma a representar a sociedade em que a escola está inserida. Referências bibliográficas PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar: convite à viagem. Porto Alegre: Artmed, 2000. TEORIA EM PRÁTICA De acordo com o material lido e levando em consideração o papel do coordenador pedagógico, descreva como esse profissional deve atuar para articular a formação continuada ao Projeto Político Pedagógico. 20 Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 Para ter ciência na legislação vigente, sugere-se a leitura na íntegra da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente na modalidade em que o professor atua, pois, como citado, a BNCC traz especificidades que devem ser conhecidas pelo professor. Para realizar a leitura, acesse a plataforma do MEC. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Indicação 2 A leitura do documento da Discussão do Projeto Pedagógico trata da discussão a respeito da construção do Projeto Político Pedagógico. Leitura de suma importância, pois o professor na formação continuada participará da construção do documento na unidade escolar em que atua. Para realizar a leitura, acesse a plataforma da Base Nacional Comum do MEC. Indicações de leitura 21 BRASIL. Ministério da Educação. Dia de Discussão do Projeto Pedagógico. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. De acordo com o texto, intitulado A gestão escolar e a formação continuada do professor, quais são os profissionais que pertencem a gestão escolar? a. Diretor de escola, coordenador pedagógico e supervisor de ensino. b. Diretor de escola, vice-diretor, coordenador pedagógico e supervisor de ensino. c. Diretor de escola, vice-diretor e supervisor de ensino. d. Diretor de escola, vice-diretor e coordenador pedagógico. e. Coordenador pedagógico e supervisor de ensino. 2. Dentre as dez competências de Perrenoud (2000), assinale a alternativa que contemple três dessas competências. 22 a. Trabalhar em equipe; ser um bom gestor; informar e envolver os pais. b. Ser um bom gestor; informar e envolver os pais; trabalhar individualmente. c. Trabalhar em equipe; informar e envolver os pais; utilizar novas tecnologias. d. Trabalhar individualmente; ser um bom gestor; informar e envolver os pais. e. Utilizar novas tecnologias; trabalhar individualmente; informar e envolver os pais. GABARITO Questão 1 - Resposta A Resolução: Contemplam os profissionais de gestão escolar, citados no texto, como diretor de escola, coordenador pedagógico e supervisor de ensino. As demais alternativas, contemplam profissionais da educação, porém, não compõem a gestão escolar. Questão 2 - Resposta C Resolução: Conforme exposto no item Para Saber Mais, Perrenoud aponta dez novas competências profissionaisessenciais para ensinar, dentre elas estão: trabalhar em equipe, informar e envolver os pais e utilizar novas tecnologias. A nova identidade do professor diante da BNCC ______________________________________________________________ Autoria: Clivanir Aparecida de Campos Leitura crítica: Juliana dos Santos TEMA 3 24 DIRETO AO PONTO O professor, ao torna-se um profissional da educação, deve atuar de forma reflexiva e com flexibilidade de ações, diante da diversidade cultural e das mudanças no processo educacional. Para isso, sua práxis pedagógica deve conter situações atuais para não desassociar a escola e a sociedade, além de propor atividades pedagógicas com conteúdos que vão além do conhecimento teórico, de forma a estimular o aluno em sua visão de mundo por meio de diferentes linguagens. Logo, as práticas pedagógicas exigem do professor: dinamismo, criatividade, atualizações e formações continuadas para uma melhoraria da qualidade do ensino. Diante disso, a escola também deve se manter atualizada e reinventada para se adaptar constantemente a novos cenários, a fim de interagir e promover uma igualdade social. Para amparar tais conceitos, foi criado o documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Vale relembrar que esse caracteriza os conteúdos curriculares e diferentes aprendizagens essenciais que os alunos do Brasil devem desenvolver ao longo da escolarização na educação básica. A BNCC foi construída com base no PNE (Plano Nacional de Educação) e na LBD (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). A BNCC objetiva que o professor: domine os conteúdos, mas também saiba como ensiná-los por meio da didática; avalie a aprendizagem dos alunos de acordo com competências e habilidades previstas no currículo; tenha comprometimento com sua atualização profissional, bem como, a participação na construção do Projeto Político Pedagógico da escola. Além disso, a BNCC redireciona a práxis do professor, pois objetiva um “novo olhar” sobre a formação do aluno e sobre o desenvolvimento de 25 habilidades e competências em inúmeras linguagens, dentre elas: artísticas, linguísticas, corporais etc. Tais competências descritas na BNCC são direcionadas de acordo com cada etapa, como exemplo, para o ensino fundamental: compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais; utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação; desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas; compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos etc. Apesar de a BNCC apresentar competências a serem desenvolvidas em cada modalidade de ensino, o professor deverá promover assuntos comuns a todos os segmentos e disciplinas – descritos nas competências gerais da BNCC. Dessa forma, o que se objetiva é a participação dos alunos em diversas situações para o desenvolvimento de linguagem e desenvolvam outras habilidades artísticas, corporais e linguísticas, que se iniciam na educação infantil e é consolidada ao longo da educação básica. 26 Dessa forma, a BNCC apresenta dez competências gerais a serem desenvolvidas pelos alunos, sendo essas relacionadas: ao conhecimento; a questões críticas, científicas e criativas; ao repertório cultural; à comunicação; à cultura digital; ao trabalho e projeto de vida; à argumentação; ao autoconhecimento e autocuidado; à empatia e cooperação; e à responsabilidade e cidadania. Além das competências para as modalidades de ensino e as competências gerais, a BNCC ainda contempla as competências específicas por área do conhecimento, que devem ser desenvolvidas gradualmente ao longo da escolarização. É essencial que o professor conheça as competências da área em que atua, tais como Educação Física, Arte, Língua Inglesa, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências da Saúde, Geografia, História, Ensino Religioso. Assim, poderá articular o currículo às habilidades a serem desenvolvidas no processo de aprendizagem de sua turma. A BNCC ampara ainda o Programa de Ensino Integral (PEI), que visa promover maior qualidade de ensino. Esse modelo propõe que os alunos permaneçam até nove horas e meia na escola, recebam três refeições ao dia, são orientados quanto aos estudos, estimulados para ingressar no mercado de trabalho e recebam auxílio para a construção de um projeto de vida. Quanto às questões pedagógicas, os alunos cursam disciplinas curriculares obrigatórias e eletivas. A proposta é oferecer ao aluno possibilidades de desenvolvimento global e pleno, com uma educação acolhedora e com respeito às diversidades. A PEI corrobora ainda com os quatro pilares da Educação elencadas pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), os quais são: aprender a conhecer; aprender a fazer, aprender a viver juntos; aprender a ser. 27 Assim, a partir da implantação da BNCC, diversas mudanças ocorreram no sistema educacional, exigindo novos olhares sobre a aprendizagem e a construção do conhecimento. Para tal, o professor também teve que se modificar para se adequar às novas propostas curriculares, bem como, o novo perfil do aluno, já que formar um aluno cidadão exige conhecimento e domínio das competências gerais e específicas em cada área de atuação, além da prática pedagógica pontuada nos quatro pilares da educação, o que garante uma melhoria efetiva na qualidade de ensino, em busca de uma equidade educacional. Referências bibliográficas BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. UNESCO. WERTHEIN, J.; CUNHA, C. Fundamentos da Nova Educação. Brasília, 2005. v. 5. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/ pf0000129766. Acesso em: 28 abr. 2021. PARA SABER MAIS O material da aula A nova identidade do professor diante da BNCC trata brevemente sobre o Programa de Ensino Integral (PEI), que verificando a necessidade das mudanças no âmbito escolar, mediante o novo perfil dos alunos, retrata o modelo atual de escola e ressignifica o papel que essa instituição deve ter para a vida e para o desenvolvimento global dos educandos. Entretanto, essa ideia é antiga e surgiu por meio de outra proposta, a partir do que se objetiva a LDB, nos artigos 34 e 87. Assim, a Secretaria da Educação iniciou, em 2006, o Projeto Escola de Tempo Integral (ETI) com o objetivo de assegurar o desenvolvimento de novas competências, habilidades e atitudes pertinentes à sociedade. 28 A ETI foi um grande avanço na política educacional, visando a educação global dos seus alunos. Entretanto, somente seis anos depois é que as Escolas de Tempo Integral começaram a abranger a Rede Pública Estadual, sendo criado o Programa Ensino Integral. Referências bibliográficas SÃO PAULO. Diretrizes do Programa de Ensino Integral. São Paulo: [s. n.], 2014. Disponível em: http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/ documentos/342.pdf. Acesso em: 28 abr. 2021. TEORIA EM PRÁTICA Considerando o material estudado, respondade forma coerente, coesa e objetiva a questão a seguir: De que forma a gestão escolar, juntamente com os professores, podem “reinventar a escola”, utilizando projetos de leitura como uma prática pedagógica? Quais contribuições os projetos de leitura trazem na formação do aluno? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. 29 LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 Diante do material exposto no tema 3, A nova identidade do professor diante da BNCC, sabe-se que é necessária uma reinvenção constante tanto da escola, quanto na prática pedagógica. Para tal, indica-se a leitura do livro Reinventar a escola” de Candau (2000), que trata sobre as relações entre cultura e escola; sobre o desenvolvimento do saber teórico; e sobre a formação continuada do professor e os seus diferentes saberes. Para realizar a leitura, pesquise pela referência na internet. CANDAU, VM. Reinventar a escola. Petrópolis: Vozes, 2000. Indicação 2 A leitura do texto agrega conhecimento, pois, embora trate dos direitos propostos na BNCC para educação infantil, deve ser de conhecimento de todos os profissionais da educação para que seja aprofundado em todas as modalidades de ensino. Para realizar a leitura, pesquise pela referência na internet. SALAS, P. TREVISAN, R. Entenda direitos de aprendizagem propostos pela BNCC. Revista Nova Escola, São Paulo, [s.d.]. QUIZ Indicações de leitura 30 Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. De acordo com a aula A nova identidade do professor diante da BNCC, quais são as diferentes linguagens a serem estimuladas, segundo a Base Nacional Comum Curricular? a. Verbal, corporal, visual, sonora e digital. b. Oral, visual, motora, Libras e escrita. c. Verbal, corporal, visual, Libras e escrita. d. Oral, visual, motora, Libras e escrita. e. Verbal, visual, motora, sonora e digital. 2. O programa de ensino integral visa promover maior qualidade de ensino. Esse modelo propõe: a. Até sete horas e meia na escola, três refeições ao dia, orientações pessoais e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. b. Até nove horas e meia na escola, três refeições ao dia, orientações pessoais e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. 31 c. Até nove horas e meia na escola, quatro refeições ao dia, orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. d. Até sete horas e meia na escola, três refeições ao dia, orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. e. Até nove horas e meia na escola, três refeições ao dia, orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. GABARITO Questão 1 - Resposta A Resolução: A alternativa contempla as diferentes linguagens da BNCC, sendo elas verbal, corporal, visual, sonora e digital. As demais alternativas são diferentes do conceito de linguagens proposto pela questão. Trata-se de habilidades e ou língua (no caso, Libras). Questão 2 - Resposta E Resolução: O PEI foi idealizado como proposta de promover melhorias na qualidade do ensino e, para isso, o modelo propõe que o aluno permaneça na escola até nove horas e meia, tenha três refeições ao dia, receba orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. Novos desafios: o avanço tecnológico e o ensino híbrido ______________________________________________________________ Autoria: Clivanir Aparecida de Campos Leitura crítica: Juliana dos Santos TEMA 4 33 DIRETO AO PONTO Em 2019, o mundo foi surpreendido pelo surgimento do coronavírus, e diante dos riscos do quadro, entra em vigor a Lei nº 13.979 de 6 de fevereiro de 2020, que estabelece medidas para o enfrentamento da doença, como isolamento, a quarentena etc. Diante disso, as escolas precisaram fechar suas portas, e o processo de aprendizagem passou a ser completamente remota (manter rotina escolar no virtual) ou híbrida (ensino remoto associado ao presencial), provocando um grande impacto na população estudantil do mundo. Os professores, então, precisaram se reinventar e dominar a tecnologia, mas, além disso, ser capaz de manter a qualidade de suas aulas de suas próprias casas. Entretanto, alguns profissionais não possuíam sequer equipamentos adequados para elaborar conteúdos digitais, pois, muitos deles, não tiveram acesso a tecnologias educacionais em sua formação inicial, promovendo então, o desafio da prática pedagógica ser revista. Diversos questionamentos de alunos, professores e famílias diante da quarentena da pandemia do coronavírus e do novo método de ensino implantado a partir daí, levam o professor a transformações contínuas para atender a nova realidade complexa. Porém, existem as desigualdades econômicas que se acentuaram pelo acesso restrito dos alunos à internet e pelo celular ser o único recurso disponível para muitos membros da família. Além disso, diversas pessoas nas famílias perderam seus empregos, os obrigando, ainda, a ter uma responsabilidade maior no acompanhamento educacional, mas aqueles que possuem mais de um filho, não conseguem acompanhar ou promover o acesso simultâneo de todos os membros. 34 Na pior fase da pandemia, a educação adotou o ensino completamente remoto, e na perspectiva de uma possível melhora, adotou a educação híbrida. O modelo híbrido existe desde 2000, e era nomeado de blended learning, utilizada inicialmente em cursos empresariais, apoiado em recursos tecnológicos e/ou plataformas adaptativas, buscando estimular o ensino e o conhecimento com as tecnologias. No entanto, na utilização desse tipo de ensino durante a pandemia, não se aplica a todos os alunos, diante da diversidade social e econômica do país. São consideradas modalidades do ensino híbrido: laboratório rotacional com uso de espaços diferentes; rotação por estações; rotação individual; e sala de aula invertida. No ensino híbrido atual, se os alunos possuem dispositivos tecnológicos suficientes e adequados, em uma única aula seria possível desenvolver diferentes habilidades em várias áreas de conhecimento. Para tanto, o professor deve organizar e otimizar o tempo para antecipar o que será trabalhado, para que o aluno conheça o conteúdo e a aula se torne mais dinâmica e significativa. Percebe-se que a tecnologia é cada vez mais utilizada como ferramenta no processo educacional, em especial em tempos de pandemia, e acarretam diversos pontos positivos, como um maior número de pessoas que podem participar ao mesmo tempo de um mesmo recurso, e a aproximação de pessoas que se encontram distantes, geograficamente, para a construção do conhecimento. Alguns dos pontos negativos a ser destacado são o distanciamento físico e a restrição das interações sociais, que enriquecem tanto o processo de aprendizagem. 35 Diante da pandemia, a tecnologia, o ensino remoto e o híbrido surgem como uma possibilidade de promover o ensino mais próximo possível do aluno, porém, somente a tecnologia não garante um processo de ensino-aprendizado de qualidade, ampliando ainda mais o papel do professor. Diversos estudos trazem contribuições sobre o papel do professor na vida do aluno, como a afetividade e a interação entre eles favorecem o processo de ensino-aprendizagem, relações essas que foram prejudicadas em meio ao cenário de pandemia no ensino híbrido ou remoto. Logo, a afetividade e o olhar humanizado são questões de suma importância, ainda mais considerando os diversos desafios e o cenário da educação na pandemia. Caberá ao professor,adequar-se a essa nova modalidade e capacitar-se na transmissão de conteúdo, além de valorizar os conhecimentos prévios dos alunos, diante dos diferentes ritmos de aprendizagem. Para isso, deve proporcionar ao aluno situações para que ele desenvolva a autoestima, respeite as opiniões do grupo e acredite em seu potencial enquanto indivíduo, de forma a promover vínculos afetivos e estimular habilidades para tratar as relações interpessoais em uma proposta de sociedade justa e humanizada. O mesmo olhar afetivo e humanizado proposto aos alunos deve ser extensivo aos professores e equipe escolar, pois, diante do cenário de pandemia, em que houve diversas perdas emocionais, afetivas, financeiras, estruturais etc., ainda assim, todos os envolvidos no processo educacional buscaram alternativas, fizeram uso de criatividade e se superaram pessoalmente. Torna-se ainda mais desafiador cumprir questões pedagógicas e humanizadas diante das dificuldades vivenciadas pela pandemia e, infelizmente, não existem ainda políticas educacionais efetivas que 36 proponham soluções para essa imensa lacuna que se formou no cotidiano do processo educacional. Apesar disso, em uma proposta de amenizar as questões de atraso de desenvolvimento, a UNESCO propõe aos professores algumas recomendações para planejar soluções de aprendizagem a distância, como: examine a disponibilidade e escolha as ferramentas mais relevantes; garanta a inclusão dos programas de educação a distâncias; proteja a privacidade e a segurança dos dados; priorize soluções para enfrentar os desafios psicossociais antes de ensinar; planeje o cronograma de estudos dos programas de ensino à distância; forneça apoio a professores e pais no uso de ferramentas digitais; combine abordagens adequadas e limite a quantidade de aplicativos e plataformas; desenvolva regras de educação à distância e acompanhe o processo de aprendizagem dos estudantes; defina a duração das unidades de educação à distância com base nas habilidades de autorregulação dos estudantes; crie comunidades e aumente a conexão. A práxis pedagógica do professor e a formação continuada promoverão possibilidades de vencer as dificuldades e os desafios, considerando que a educação se faz com e por pessoas, portanto, sob uma perspectiva humanizada. Assim, cabe ao professor se apropriar do saber tecnológico como recurso facilitador do seu trabalho em sala de aula. Mas, vale ressaltar que os avanços tecnológicos jamais substituirão o papel docente na aquisição de conhecimentos e na formação global do aluno, especialmente sob uma perspectiva humanizada. Para finalizar, percebe-se que o coronavírus prejudicou o mundo todo, inclusive a educação, e que há uma discrepância imensa no acesso ao mundo tecnológico e o despreparo de muitos professores 37 em utilizar tais ferramentas. Entretanto, o avanço das tecnologias trouxe ainda traz benefícios, permitindo ao professor observar o desenvolvimento do aluno, nos diferentes ritmos de aprendizagem. Referências bibliográficas UNESCO. Educação: da interrupção à recuperação. 2020. Disponível em: https://pt.unesco.org/covid19/educationresponse. Acesso em: 28 abr. 2021. PARA SABER MAIS Sob uma perspectiva futura, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) elencou em 2015 o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, para coordenar a “Declaração de Incheon”, que contempla o compromisso da comunidade educacional de “assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”. A partir disso, criou dezessete metas que objetivam o estímulo em atitudes para os próximos anos (de 2015 a 2030) no mundo todo, enfatizando cinco princípios iniciados com a letra “P”: Planeta, Prosperidade, Paz e Parceria. Embora as metas foram traçadas pela UNESCO em 2015, pouco se tem feito, pois existe uma desinformação quanto à importância de serem cumpridas, uma vez que as diferenças são cada vez mais evidentes no processo educacional. 38 Referências bibliográficas UNESCO. Educação 2030. 2015. Disponível em: https://pt.unesco.org/ fieldoffice/brasilia/expertise/education-2030-brazil. Acesso em: 28 abr. 2021. TEORIA EM PRÁTICA Considerando o material estudado, responda: Considerando um professor que não apresenta domínio na tecnologia, de que maneira ele poderá viabilizar o conteúdo de sua disciplina para um aluno do Ensino Fundamental? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem. LEITURA FUNDAMENTAL Indicação 1 Indica-se a leitura do texto Histórico da legislação sobre a inclusão, como forma de conhecer em nível nacional e internacional alguns marcos importantes sobre a educação inclusiva. A leitura é fundamental, pois diante do ensino remoto, os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) (ex.: problemas sensoriais, físicos, intelectuais, emocionais, dificuldades de aprendizagem derivadas de fatores orgânicos e/ou ambientais) fazem parte das turmas em que o professor pode lecionar. Então, se faz necessário um olhar atento do professor no cumprimento Indicações de leitura 39 da legislação, para que esses alunos possam se desenvolver de forma plena, e não serem ainda mais prejudicados no processo educacional. Para realizar a leitura, acesse a plataforma Todos pela Educação. BRASIL. Educação inclusiva: conheça o histórico da legislação sobre inclusão. Todos pela Educação. Brasília: MEC, 2020. Indicação 2 A leitura do artigo O jogo como auxílio no processo ensino- aprendizagem: as contribuições de Piaget, Wallon e Vygotsky, contribui de forma positiva aos professores, pois objetiva investigar de que forma o jogo pode ser utilizado como recurso de intervenção para a aprendizagem e a superação das dificuldades, de acordo com as ideias de Vygotsky, Wallon e Piaget. Para realizar a leitura, acesse a plataforma da Revista Brazilian Journal Development e busque pelo título. CAMPOS, A. S. et al. O jogo como auxílio no processo ensino- aprendizagem: as contribuições de Piaget, Wallon e Vygotsky. Brazilian Journal Development, São José dos Pinhais, 6 (5), 2020. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste Aprendizagem em Foco. 40 Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão. 1. De acordo com o texto da Aprendizagem em Foco, intitulado Novos desafios: o avanço tecnológico e o ensino híbrido, em 2019 surgiu o coronavírus e em seguida, entra em vigor a Lei nº 13.979 de 6 de fevereiro de 2020. Esta lei: a. Prioriza atendimento escolar virtual e vacinação imediata como forma de enfrentamento da nova doença. b. Prioriza atendimento escolar virtual como forma de enfrentamento da nova doença. c. Prioriza vacinação imediata para o enfrentamento da nova doença. d. Estabelece medidas para o enfrentamento da doença, como isolamento e quarentena. e. Estabelece medidas para o enfrentamento da doença, como uso de medicamentos na quarentena. 2. Diante do novo cenário de ensino híbrido ou remoto, os professores precisaram: a. Trabalhar na escola e se reinventar. b. Trabalhar na escola e dominar a tecnologia. c. Ampliar a internet e se reinventar. d. Ampliar a internet e dominar a tecnologia. e. Se reinventar e dominar a tecnologia. 41 GABARITO Questão 1 - Resposta D Resolução: Contempla a Lei nº 13.979 de 6 de fevereiro de 2020, citada no texto Novos desafios: o avanço tecnológico e o ensino híbrido, que estabelece medidas para o enfrentamento do coronavírus, como isolamento, a quarentena etc. Questão 2 - Resposta EResolução: Diante do fechamento das escolas, devido ao coronavírus, os professores tiveram que buscar uma atuação com novas estratégias, como se reinventar diante de sua prática pedagógica, inclusive, se aperfeiçoando do uso da tecnologia. BONS ESTUDOS! Apresentação da disciplina Introdução TEMA 1 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 2 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 3 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito TEMA 4 Direto ao ponto Para saber mais Teoria em prática Leitura fundamental Quiz Gabarito Inicio 2: Botão TEMA 4: Botão TEMA 1: Botão TEMA 2: Botão TEMA 3: Botão TEMA 9: Inicio :