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WBA0171_v.2.0
APRENDIZAGEM EM FOCO
AS RELAÇÕES ENTRE A PRÁXIS E 
A FORMAÇÃO DOCENTE
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Clivanir Aparecida de Campos
Leitura crítica: Juliana dos Santos
A disciplina objetiva propor uma reflexão sobre a práxis docente 
diante da pluralidade social, do ensino híbrido e dos recursos 
tecnológicos. Espera-se que o professor que atue na educação 
básica, tenha domínio do conteúdo a ser ministrado e utilize 
diferentes recursos para promover a qualidade no processo de 
aprendizagem no âmbito educacional, principalmente diante da 
necessidade do ensino virtual em tempos de pandemia.
Assim, é proposta uma prática pedagógica adequada, considerando 
uma legislação vigente, em associação à construção da identidade 
do professor, da sua trajetória profissional e da necessidade de sua 
reinvenção diante da heterogeneidade dos alunos e das inúmeras 
mudanças no sistema educacional.
A identidade do professor se constrói por meio de processos 
inconscientes e multidimensionais, e recebe influência de 
professores da infância que podem ser marcantes na vida desse 
profissional.
Além disso, a formação inicial do professor na Graduação é mais 
focada no saber teórico, importante, mas não suficiente para sua 
atuação competente. Necessita-se, então, de outros saberes que 
podem ser adquiridos de diversas formas, como participação em 
cursos, troca de experiências com seus pares etc., previstas no 
documento Plano Nacional de Educação (PNE).
As formações contínuas e atualizações capacitam o professor para 
exercer com competência a sua função e de acordo com a realidade 
e o contexto social em que a escola está inserida.
3
Cabe ao professor, portanto, em sua práxis valorizar os 
conhecimentos prévios dos alunos e adequar os currículos nas 
especificidades que a pandemia exigiu para a formação de um aluno 
cidadão crítico e reflexivo.
A formação dos professores passou por diversas modificações que 
exigiram implantação de legislações que garantam a capacitação 
de um profissional dinâmico e reflexivo em um ambiente intra e 
extraescolar. São alguns exemplos: LDB (Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação) (Lei nº 9394/1996), que propõe um modelo de profissional 
com uma preparação técnica e profissionalizante de nível superior; 
PNE (Plano Nacional da Educação), que traz a obrigatoriedade 
do professor no ingresso em cursos de instituições específicas 
do ensino superior e será complementada e aperfeiçoada pela 
formação continuada; BNCC (Base Nacional Comum Curricular), 
traz um olhar mais atento e humanizado à educação e regulamenta 
as aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas nas escolas 
públicas e privadas a partir da educação infantil. Dessa forma, 
garante o direito à aprendizagem e ao desenvolvimento efetivo dos 
estudantes.
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática 
profissional. Vem conosco!
A formação do professor: legislação 
e processo histórico 
______________________________________________________________
Autoria: Clivanir Aparecida de Campos
Leitura crítica: Juliana dos Santos
TEMA 1
5
DIRETO AO PONTO
A formação inicial docente é dada em instituições de ensino 
superior, por meio das influências políticas e sociais, de forma a 
possibilitar o acesso do indivíduo aos conhecimentos formais, posto 
e regulamentado pela legislação vigente. 
Para que o professor esteja em constante atualização, é preciso 
utilizar das diversas ferramentas para promover por meio das 
teorias e práticas pedagógicas a socialização com seus pares.
A formação inicial dos professores não garante um ensino de 
qualidade, por tratar-se apenas de recursos teórico-científicos, pois 
este deve estar articulado com experiências e práticas pedagógicas.
Ao atuarem, os professorem trazem situações de suas experiências 
e vivências familiares e da vida escolar, que podem ser marcantes 
positiva ou negativamente na sua atuação. Dessa forma, a 
construção da identidade do professor é multidimensional, 
multifacetada e complexa. 
Só será possível que o professor atue com propriedade e cumpra 
seu papel de forma competente, mediante a prática investigativa e 
pesquisadora contínua. 
Quanto melhor preparado esse profissional estiver, maiores 
oportunidades ele terá como agente ativo no processo educacional, 
não sendo apenas um simples técnico, mas um mediador na 
construção da cidadania dos alunos e dos conhecimentos 
significativos. 
Para que isso ocorra, conforme Tardif (2010), são necessários 
diversos saberes, tais como: o saber profissional (transmitido aos 
professores durante a formação inicial e/ou continuada, embasado 
6
na ciência da educação, utilizando técnicas e métodos de ensino, é 
o saber fazer); o saber pedagógico ou experiencial (resultantes da 
atividade profissional, adquiridos por meio da vivências relacionadas 
à escola, na formação individual); saber disciplinar (relacionado aos 
diferentes campos de conhecimento, integrados à docência, como 
as disciplinas propriamente ditas); e o saber curricular (decorrente 
dos conteúdos e métodos transmitidos aos estudantes, em que os 
professores devem aprender e aplicar).
Para a construção desses saberes e para a formação profissional, 
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 
9.394/1996) objetiva um modelo de formação continuada dos 
profissionais, como forma de garantir sua constante atualização.
A formação de professores também é amparada no Plano Nacional 
da Educação (PNE), que foi criado com disposição transitória da Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), respeitando uma 
exigência constitucional, e revisto com a periodicidade decenal.
A formação inicial e continuada tem como objetivo preparar 
o professor para atuar de forma efetiva diante da sociedade, 
cumprindo seu papel de agente transformador.
Uma das condições para que o professor exerça seu papel de 
forma competente é sobre construção de sua identidade como um 
profissional reflexivo, capaz de formar cidadãos críticos.
O professor reflexivo é aquele capaz de realizar escolhas conscientes 
e não apenas ser detentor do conhecimento específico na disciplina 
que leciona, pois busca a superação do ensino tradicional. Logo, 
necessita refletir sobre suas ações passadas, para realizar novas 
práticas, desenvolver novos raciocínios novas formas de pensar e de 
agir, de ser efetivo e reduzir os problemas do cotidiano escolar.
7
Assim, a reflexão e a experimentação do professor, são essenciais 
para potencializar sua atuação e conhecer melhor a si mesmo.
A seguir, um breve resumo a respeito do tema 1, a formação do 
professor: legislação e processo histórico, sobre a construção da 
identidade do professor.
Figura 1 – Mapa mental – Construção da identidade do professor
Fonte: elaborada pelo autor.
Referências bibliográficas
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 
2010. 
8
PARA SABER MAIS
Sabe-se que o Plano Nacional de Educação (PNE) determina 
diretrizes, metas e estratégias para a política educacional, a serem 
cumpridas em um período de dez anos, que objetiva a melhoria da 
qualidade de ensino.
Passado o primeiro decênio (período de 2004 a 2014), a Lei n. 
13.005/2014 foi instituída com novas diretrizes, as quais contemplam 
vinte metas a serem cumpridas em um novo decênio, a fim de 
conduzir a educação brasileira nos próximos anos – 2014/2024.
Esse documento contempla aspectos presentes na Constituição 
Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
– LDB (1996), em que Estados, o Distrito Federal e os municípios, 
atuarão de forma colaborativa para o alcance das metas e da 
implementação de estratégias para o sucesso do plano. Além 
disso, suas metas contemplam princípios aos direitos humanos, 
sustentabilidadesocioambiental, valorização dos profissionais da 
educação, dentre outros.
O PNE é um plano articulador e seu financiamento está relacionado 
ao PIB (Produto Interno Bruto), portanto, está atrelado aos 
orçamentos dos planos estaduais, distritais e municipais para serem 
aprovados e entrar em execução. Dessa forma, pretende-se reduzir 
as desigualdades educacionais históricas pré-existentes no país.
Uma das condições necessárias para minimizar tais desigualdades 
é a valorização dos profissionais da educação e, para isso, as metas 
do PNE são as estratégias para melhoria da qualidade de ensino. Por 
exemplo, na meta de número 15, é assegurada aos professores a 
formação específica em nível superior na área de conhecimento em 
que atuam, garantindo assim, que o eles adquiram conhecimentos 
suficientes para atuar no cotidiano.
9
Outro exemplo, na meta de número 16, o PNE garante a formação 
continuada do professor em sua área de atuação, considerando as 
necessidades e demandas do sistema de ensino (Pós-Graduação).
Já a meta de número 17, contempla a equiparação do rendimento 
médio dos professores a outros profissionais, com escolaridade 
equivalente.
E, por fim, na meta de número 18, o PNE propõe um plano de 
carreira, tomando como referência o Piso Nacional Profissional. 
O conhecimento e a atualização do professor mediante o PNE, 
garantem a esse profissional o acompanhamento e a exigência de 
que sejam cumpridas tais metas, para que participe de forma ativa e 
reflexiva no cumprimento e avaliação do projeto, pois quanto mais 
recursos e estratégias forem implantados, melhor será a atuação 
do professor e maior será a perspectiva da equidade no processo 
educacional.
Referências bibliográficas
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. 
Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. D.O.U., 
Brasília, 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 28 abr. 2021.
TEORIA EM PRÁTICA
De acordo com as reflexões que você pôde fazer ao longo desta 
primeira leitura, argumente a partir dessa afirmação: “O professor 
não nasce professor, ele se constrói”.
10
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
O livro de Paulo Freire trata sobre a leitura e a escrita em uma 
proposta de valorizar os conhecimentos prévios dos alunos, 
que mesmo sem serem alfabetizados (ensino formal), detém o 
conhecimento de mundo. Prática a ser exercida por um professor 
que almeja exercer um papel de reflexivo, ou seja, percebe o aluno 
além do conhecimento forma. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Edisciplinas da 
Universidade de São Paulo (USP) e busque pelo nome do livro A 
importância do ato de ler.
FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se 
completam. v. 13. 32. ed. São Paulo: Cortez, 1996.
Indicação 2
A leitura da lei se faz necessária por contemplar as exigências 
relacionadas à formação docente para atuar na educação básica.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Portal MEC e busque pelo 
título da Lei de Diretrizes e Bases Nacionais (LDB).
Indicações de leitura
11
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro 
de 1996. D.O.U., Brasília, 1996. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. De acordo com o texto, Tardif (2010) pontua quais são os saberes 
necessários à formação do professor. Assinale a alternativa 
correta. 
a. Profissional e experiencial.
b. Profissional e curricular.
c. Profissional, disciplinar, curricular e experiencial.
d. Profissional, disciplinar e curricular.
e. Profissional, curricular e experiencial. 
12
2. O PNE, em sua meta de número 16, apresenta aspectos 
relacionados a:
a. Valorizar profissionais do magistério nas redes particulares 
de educação e equiparar o rendimento médio aos demais 
profissionais com escolaridade equivalente.
b. Valorizar profissionais do magistério nas redes públicas 
de educação e equiparar o rendimento médio aos demais 
profissionais com escolaridade equivalente.
c. Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de 
carreira para profissionais da educação e superior pública de 
todos os sistemas de ensino.
d. Formar em nível de Pós-Graduação 100% dos professores de 
educação básica em sua área de atuação, considerando as 
demandas do sistema de ensino.
e. Formar em nível de Pós-Graduação 50% dos professores de 
educação básica em sua área de atuação, considerando as 
demandas do sistema de ensino. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: A alternativa contempla os saberes pontuados 
por Tardif (2010), em que os saberes “profissional, disciplinar, 
curricular e experiencial” são necessários na formação do 
professor. 
13
Questão 2 - Resposta E
Resolução: Consta no documento Plano Nacional da Educação 
– PNE., na meta 16, formar em nível de Pós-Graduação 50% 
dos professores de educação básica em sua área de atuação, 
considerando as demandas do sistema de ensino, para 
incentivar o professor na atualização profissional. 
A gestão escolar e a formação 
continuada do professor
______________________________________________________________
Autoria: Clivanir Aparecida de Campos
Leitura crítica: Juliana dos Santos
TEMA 2
15
DIRETO AO PONTO
Para a construção do conhecimento e do desenvolvimento de 
cidadãos críticos e reflexivos, a escola tem um papel fundamental. 
Para tal, os professores mediadores do conhecimento devem 
exercer a sua cidadania, ter ciência de suas responsabilidades e 
saber a relevância de uma formação consolidada. Assim, percebe-
se que somente por meio da formação inicial no ensino superior, o 
professor não estará apto a atuar de forma competente para atingir 
seus objetivos profissionais de forma competente. Para tal, torna-se 
necessário adquirir diferentes saberes em um processo dinâmico, 
contínuo e dialético.
Para garantir um ensino de qualidade, há a necessidade de uma 
reflexão sobre o papel da equipe gestora na formação continuada, 
no ambiente escolar, sendo eles: o supervisor de ensino, o diretor da 
escola e o professor coordenador. 
O supervisor de ensino representa a Secretaria da Educação e 
promove o suporte técnico administrativo pedagógico, garantindo a 
formação continuada da equipe pedagógica, inclusive, nas questões 
referentes à implantação de políticas públicas. Logo, exerce um 
papel fundamental na formação em serviço dos professores, junto 
ao diretor de escola.
Já o diretor, que responde pela instituição, ocupa a função de 
liderança para garantir o funcionamento da escola, tem a função de 
acompanhar os recursos humanos, mediar recursos financeiros e 
materiais, também é responsável por apoiar, junto ao coordenador 
pedagógico, os processos de formação continuada em serviço, para 
cumprimento do Projeto Político Pedagógico (PPP).
16
O coordenador pedagógico proporciona momentos de formação 
continuada em serviço dos educadores, acompanha e estimula a 
equipe escolar. 
Ao refletir sobre as diferentes áreas, saberes e práticas, a partir da 
troca de experiências com objetivo comum é que se constrói uma 
equipe pedagógica sólida, capaz de promover o acolhimento e 
parcerias fundamentais no processo educacional. 
Toda escola tem sua especificidade de organograma, mas deve 
priorizar o que for mais urgente e respeitar as questões humanas, 
sendo necessário rever, reorganizar, repensar, replanejar etc. Para 
isso, deve ter como referência o PPP,pois ele traz a identidade da 
escola, as diretrizes a serem implantadas para aprendizagem e para 
a formação integral dos alunos.
Considerando o PPP, deve-se analisar a comunidade intra e 
extraescolar, os recursos financeiros e pedagógicos, além dos 
projetos, métodos, organização e sistematização do trabalho.
A definição do Projeto Político Pedagógico é, com base na sua 
nomenclatura, “projeto”, relacionado ao futuro, construído pela 
equipe escolar e de acordo com o público-alvo a ser atendido; 
“político”, questões de cidadania; “pedagógico”, contempla situações 
no processo educacional.
Na formação continuada do professor em ambiente escolar, 
torna-se imprescindível ter clareza sobre a proposta educacional 
construída no PPP, para direcionar e nortear a prática pedagógica do 
professor. Para tal, faz-se necessário conhecer a legislação vigente.
Uma das leis atuais a serem estudadas é a Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC), definida pela Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96) e tem caráter normativo, 
17
pois deve nortear os currículos das unidades federativas, bem como 
as propostas pedagógicas das escolas públicas e privadas, nas 
modalidades educação infantil, ensino fundamental e médio em 
todo o Brasil.
Cabe um olhar especial ao ensino superior, pois esses recebem 
alunos oriundos do ensino médio e os cursos de Graduação, devem 
acompanhar a dinâmica do sistema educacional, de maneira a se 
atualizarem. Cabe a eles a missão de formar profissionais que irão 
atuar na educação básica, para que tenham conhecimentos além do 
teórico e que suas horas práticas e estágios possibilitem a vivência 
do que, de fato, ocorre nos ambientes escolares e no novo perfil de 
aluno que irão contribuir com a formação.
Portanto, o PPP (Projeto Político Pedagógico) é o documento ao 
qual o professor poderá se apropriar das teorias recebidas na 
sua formação inicial e direcionar a sua prática pedagógica. Dessa 
forma, a cada modalidade que o professor atua, a BNCC traz 
especificidades a serem conhecidas, tornando-se necessário que o 
professor atue de forma competente. 
O professor competente é aquele que domina o conteúdo, reflete 
sobre as suas práticas pedagógicas, contribui para a democratização 
do ensino, tem consciência do seu papel como agente 
transformador e se autoavalia constantemente.
Diante das modalidades em que o professor atua, competências 
específicas deverão ser desenvolvidas. Logo, os saberes podem 
ser adquiridos na formação continuada por meio de reflexões em 
reuniões escolares.
A formação continuada realizada pelo professor no ambiente 
escolar, deverá prever momentos de capacitação com profissionais 
multidisciplinares. Já a adequação curricular deve considerar a 
18
realidade das escolas, o potencial dos alunos e os valores que 
orientam a prática pedagógica, que devem estar previstos no Projeto 
Político Pedagógico (PPP).
Para concluir, diante do cenário atual, das legislações vigentes e 
da dinâmica da sociedade, é necessário que o professor tenha 
consciência do seu papel na construção de um cidadão capaz de 
confiar em si mesmo e ter perspectivas profissionais.
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 
2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 
abr. 2021. 
PARA SABER MAIS
Diante do cenário atual das mudanças educacionais e políticas, 
requer de um professor que atue de forma competente. Para isso, 
além da teoria adquirida na formação inicial, se faz necessário o 
conhecimento de outros saberes. Perrenoud (2000) cita em seu livro, 
dez novas competências profissionais essenciais para ensinar. São 
elas:
- Organizar e dirigir situações de aprendizagem.
- Administrar a progressão das aprendizagens.
- Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação.
- Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho.
- Trabalhar em equipe.
19
- Participar da administração da escola.
- Informar e envolver os pais.
- Utilizar novas tecnologias.
- Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.
- Administrar sua própria formação contínua.
De acordo com as competências citadas por Perrenoud (2000), 
percebe-se que o saber teórico é parte fundamental da atuação 
do professor, porém, requer um olhar mais abrangente nas 
questões tecnológicas, éticas e do trabalho coletivo. Dessa forma, 
para que seja um profissional competente, o professor deve agir 
coletivamente, mas com opções pessoais, buscando o avanço no 
conhecimento de aspectos políticos e sociais, ligados diretamente 
às questões educacionais, com projetos de forma a representar a 
sociedade em que a escola está inserida.
Referências bibliográficas
PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar: convite à 
viagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.
TEORIA EM PRÁTICA
De acordo com o material lido e levando em consideração o papel 
do coordenador pedagógico, descreva como esse profissional deve 
atuar para articular a formação continuada ao Projeto Político 
Pedagógico.
20
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Para ter ciência na legislação vigente, sugere-se a leitura na íntegra 
da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente na 
modalidade em que o professor atua, pois, como citado, a BNCC traz 
especificidades que devem ser conhecidas pelo professor.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma do MEC.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 
Brasília, 2018.
Indicação 2
A leitura do documento da Discussão do Projeto Pedagógico trata da 
discussão a respeito da construção do Projeto Político Pedagógico. 
Leitura de suma importância, pois o professor na formação 
continuada participará da construção do documento na unidade 
escolar em que atua.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma da Base Nacional Comum 
do MEC. 
Indicações de leitura
21
BRASIL. Ministério da Educação. Dia de Discussão do Projeto 
Pedagógico. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. De acordo com o texto, intitulado A gestão escolar e a formação 
continuada do professor, quais são os profissionais que 
pertencem a gestão escolar? 
a. Diretor de escola, coordenador pedagógico e supervisor de 
ensino.
b. Diretor de escola, vice-diretor, coordenador pedagógico e 
supervisor de ensino.
c. Diretor de escola, vice-diretor e supervisor de ensino.
d. Diretor de escola, vice-diretor e coordenador pedagógico.
e. Coordenador pedagógico e supervisor de ensino. 
2. Dentre as dez competências de Perrenoud (2000), assinale a 
alternativa que contemple três dessas competências.
22
a. Trabalhar em equipe; ser um bom gestor; informar e envolver 
os pais.
b. Ser um bom gestor; informar e envolver os pais; trabalhar 
individualmente.
c. Trabalhar em equipe; informar e envolver os pais; utilizar 
novas tecnologias. 
d. Trabalhar individualmente; ser um bom gestor; informar e 
envolver os pais.
e. Utilizar novas tecnologias; trabalhar individualmente; informar 
e envolver os pais. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta A
Resolução: Contemplam os profissionais de gestão escolar, 
citados no texto, como diretor de escola, coordenador 
pedagógico e supervisor de ensino. As demais alternativas, 
contemplam profissionais da educação, porém, não compõem 
a gestão escolar. 
Questão 2 - Resposta C
Resolução: Conforme exposto no item Para Saber Mais, 
Perrenoud aponta dez novas competências profissionaisessenciais para ensinar, dentre elas estão: trabalhar em equipe, 
informar e envolver os pais e utilizar novas tecnologias. 
A nova identidade do professor 
diante da BNCC 
______________________________________________________________
Autoria: Clivanir Aparecida de Campos
Leitura crítica: Juliana dos Santos
TEMA 3
24
DIRETO AO PONTO
O professor, ao torna-se um profissional da educação, deve atuar de 
forma reflexiva e com flexibilidade de ações, diante da diversidade 
cultural e das mudanças no processo educacional. 
Para isso, sua práxis pedagógica deve conter situações atuais para 
não desassociar a escola e a sociedade, além de propor atividades 
pedagógicas com conteúdos que vão além do conhecimento teórico, 
de forma a estimular o aluno em sua visão de mundo por meio 
de diferentes linguagens. Logo, as práticas pedagógicas exigem 
do professor: dinamismo, criatividade, atualizações e formações 
continuadas para uma melhoraria da qualidade do ensino.
Diante disso, a escola também deve se manter atualizada e 
reinventada para se adaptar constantemente a novos cenários, a fim 
de interagir e promover uma igualdade social. 
Para amparar tais conceitos, foi criado o documento da Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC). Vale relembrar que esse 
caracteriza os conteúdos curriculares e diferentes aprendizagens 
essenciais que os alunos do Brasil devem desenvolver ao longo da 
escolarização na educação básica. A BNCC foi construída com base 
no PNE (Plano Nacional de Educação) e na LBD (Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional).
A BNCC objetiva que o professor: domine os conteúdos, mas 
também saiba como ensiná-los por meio da didática; avalie 
a aprendizagem dos alunos de acordo com competências e 
habilidades previstas no currículo; tenha comprometimento 
com sua atualização profissional, bem como, a participação na 
construção do Projeto Político Pedagógico da escola. Além disso, 
a BNCC redireciona a práxis do professor, pois objetiva um “novo 
olhar” sobre a formação do aluno e sobre o desenvolvimento de 
25
habilidades e competências em inúmeras linguagens, dentre elas: 
artísticas, linguísticas, corporais etc.
Tais competências descritas na BNCC são direcionadas de acordo 
com cada etapa, como exemplo, para o ensino fundamental: 
compreender as linguagens como construção humana, histórica, 
social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e 
valorizando-as como formas de significação da realidade e 
expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais; utilizar 
diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, 
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar 
e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em 
diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, 
à resolução de conflitos e à cooperação; desenvolver o senso 
estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações 
artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas 
pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade, bem como 
participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da 
produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, 
identidades e culturas; compreender e utilizar tecnologias digitais de 
informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva 
e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se 
comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir 
conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais 
e coletivos etc.
Apesar de a BNCC apresentar competências a serem desenvolvidas 
em cada modalidade de ensino, o professor deverá promover 
assuntos comuns a todos os segmentos e disciplinas – descritos 
nas competências gerais da BNCC. Dessa forma, o que se 
objetiva é a participação dos alunos em diversas situações para o 
desenvolvimento de linguagem e desenvolvam outras habilidades 
artísticas, corporais e linguísticas, que se iniciam na educação infantil 
e é consolidada ao longo da educação básica.
26
Dessa forma, a BNCC apresenta dez competências gerais a 
serem desenvolvidas pelos alunos, sendo essas relacionadas: 
ao conhecimento; a questões críticas, científicas e criativas; ao 
repertório cultural; à comunicação; à cultura digital; ao trabalho 
e projeto de vida; à argumentação; ao autoconhecimento e 
autocuidado; à empatia e cooperação; e à responsabilidade e 
cidadania.
Além das competências para as modalidades de ensino e as 
competências gerais, a BNCC ainda contempla as competências 
específicas por área do conhecimento, que devem ser desenvolvidas 
gradualmente ao longo da escolarização. É essencial que o professor 
conheça as competências da área em que atua, tais como Educação 
Física, Arte, Língua Inglesa, Matemática, Ciências da Natureza, 
Ciências da Saúde, Geografia, História, Ensino Religioso. Assim, 
poderá articular o currículo às habilidades a serem desenvolvidas no 
processo de aprendizagem de sua turma.
A BNCC ampara ainda o Programa de Ensino Integral (PEI), que visa 
promover maior qualidade de ensino. Esse modelo propõe que os 
alunos permaneçam até nove horas e meia na escola, recebam três 
refeições ao dia, são orientados quanto aos estudos, estimulados 
para ingressar no mercado de trabalho e recebam auxílio para a 
construção de um projeto de vida. Quanto às questões pedagógicas, 
os alunos cursam disciplinas curriculares obrigatórias e eletivas. 
A proposta é oferecer ao aluno possibilidades de desenvolvimento 
global e pleno, com uma educação acolhedora e com respeito às 
diversidades. 
A PEI corrobora ainda com os quatro pilares da Educação elencadas 
pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a 
Ciência e a Cultura), os quais são: aprender a conhecer; aprender a 
fazer, aprender a viver juntos; aprender a ser.
27
Assim, a partir da implantação da BNCC, diversas mudanças 
ocorreram no sistema educacional, exigindo novos olhares sobre a 
aprendizagem e a construção do conhecimento. Para tal, o professor 
também teve que se modificar para se adequar às novas propostas 
curriculares, bem como, o novo perfil do aluno, já que formar um 
aluno cidadão exige conhecimento e domínio das competências 
gerais e específicas em cada área de atuação, além da prática 
pedagógica pontuada nos quatro pilares da educação, o que garante 
uma melhoria efetiva na qualidade de ensino, em busca de uma 
equidade educacional.
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 
2018.
UNESCO. WERTHEIN, J.; CUNHA, C. Fundamentos da Nova Educação. 
Brasília, 2005. v. 5. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/
pf0000129766. Acesso em: 28 abr. 2021. 
PARA SABER MAIS
O material da aula A nova identidade do professor diante da BNCC 
trata brevemente sobre o Programa de Ensino Integral (PEI), 
que verificando a necessidade das mudanças no âmbito escolar, 
mediante o novo perfil dos alunos, retrata o modelo atual de escola 
e ressignifica o papel que essa instituição deve ter para a vida e para 
o desenvolvimento global dos educandos.
Entretanto, essa ideia é antiga e surgiu por meio de outra proposta, 
a partir do que se objetiva a LDB, nos artigos 34 e 87. Assim, a 
Secretaria da Educação iniciou, em 2006, o Projeto Escola de Tempo 
Integral (ETI) com o objetivo de assegurar o desenvolvimento de 
novas competências, habilidades e atitudes pertinentes à sociedade. 
28
A ETI foi um grande avanço na política educacional, visando a 
educação global dos seus alunos. Entretanto, somente seis anos 
depois é que as Escolas de Tempo Integral começaram a abranger a 
Rede Pública Estadual, sendo criado o Programa Ensino Integral.
Referências bibliográficas
SÃO PAULO. Diretrizes do Programa de Ensino Integral. São Paulo: [s. n.], 
2014. Disponível em: http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/
documentos/342.pdf. Acesso em: 28 abr. 2021.
TEORIA EM PRÁTICA
Considerando o material estudado, respondade forma coerente, 
coesa e objetiva a questão a seguir:
De que forma a gestão escolar, juntamente com os professores, 
podem “reinventar a escola”, utilizando projetos de leitura como 
uma prática pedagógica?
Quais contribuições os projetos de leitura trazem na formação do 
aluno? 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
29
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Diante do material exposto no tema 3, A nova identidade do professor 
diante da BNCC, sabe-se que é necessária uma reinvenção constante 
tanto da escola, quanto na prática pedagógica. Para tal, indica-se a 
leitura do livro Reinventar a escola” de Candau (2000), que trata sobre 
as relações entre cultura e escola; sobre o desenvolvimento do 
saber teórico; e sobre a formação continuada do professor e os seus 
diferentes saberes.
Para realizar a leitura, pesquise pela referência na internet.
CANDAU, VM. Reinventar a escola. Petrópolis: Vozes, 2000.
Indicação 2
A leitura do texto agrega conhecimento, pois, embora trate dos 
direitos propostos na BNCC para educação infantil, deve ser de 
conhecimento de todos os profissionais da educação para que seja 
aprofundado em todas as modalidades de ensino.
Para realizar a leitura, pesquise pela referência na internet.
SALAS, P. TREVISAN, R. Entenda direitos de aprendizagem propostos 
pela BNCC. Revista Nova Escola, São Paulo, [s.d.]. 
QUIZ
Indicações de leitura
30
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. De acordo com a aula A nova identidade do professor diante da 
BNCC, quais são as diferentes linguagens a serem estimuladas, 
segundo a Base Nacional Comum Curricular? 
a. Verbal, corporal, visual, sonora e digital.
b. Oral, visual, motora, Libras e escrita.
c. Verbal, corporal, visual, Libras e escrita.
d. Oral, visual, motora, Libras e escrita.
e. Verbal, visual, motora, sonora e digital. 
2. O programa de ensino integral visa promover maior qualidade 
de ensino. Esse modelo propõe:
a. Até sete horas e meia na escola, três refeições ao dia, 
orientações pessoais e estímulo ao mercado de trabalho e 
projeto de vida.
b. Até nove horas e meia na escola, três refeições ao dia, 
orientações pessoais e estímulo ao mercado de trabalho e 
projeto de vida.
31
c. Até nove horas e meia na escola, quatro refeições ao dia, 
orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e 
projeto de vida. 
d. Até sete horas e meia na escola, três refeições ao dia, 
orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e 
projeto de vida.
e. Até nove horas e meia na escola, três refeições ao dia, 
orientações de estudo e estímulo ao mercado de trabalho e 
projeto de vida. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta A
Resolução: A alternativa contempla as diferentes linguagens 
da BNCC, sendo elas verbal, corporal, visual, sonora e digital. As 
demais alternativas são diferentes do conceito de linguagens 
proposto pela questão. Trata-se de habilidades e ou língua (no 
caso, Libras). 
Questão 2 - Resposta E
Resolução: O PEI foi idealizado como proposta de promover 
melhorias na qualidade do ensino e, para isso, o modelo 
propõe que o aluno permaneça na escola até nove horas e 
meia, tenha três refeições ao dia, receba orientações de estudo 
e estímulo ao mercado de trabalho e projeto de vida. 
Novos desafios: o avanço tecnológico 
e o ensino híbrido 
______________________________________________________________
Autoria: Clivanir Aparecida de Campos
Leitura crítica: Juliana dos Santos
TEMA 4
33
DIRETO AO PONTO
Em 2019, o mundo foi surpreendido pelo surgimento do 
coronavírus, e diante dos riscos do quadro, entra em vigor a Lei nº 
13.979 de 6 de fevereiro de 2020, que estabelece medidas para o 
enfrentamento da doença, como isolamento, a quarentena etc.
Diante disso, as escolas precisaram fechar suas portas, e o processo 
de aprendizagem passou a ser completamente remota (manter 
rotina escolar no virtual) ou híbrida (ensino remoto associado ao 
presencial), provocando um grande impacto na população estudantil 
do mundo.
Os professores, então, precisaram se reinventar e dominar a 
tecnologia, mas, além disso, ser capaz de manter a qualidade de 
suas aulas de suas próprias casas. Entretanto, alguns profissionais 
não possuíam sequer equipamentos adequados para elaborar 
conteúdos digitais, pois, muitos deles, não tiveram acesso a 
tecnologias educacionais em sua formação inicial, promovendo 
então, o desafio da prática pedagógica ser revista.
Diversos questionamentos de alunos, professores e famílias diante 
da quarentena da pandemia do coronavírus e do novo método de 
ensino implantado a partir daí, levam o professor a transformações 
contínuas para atender a nova realidade complexa. Porém, existem 
as desigualdades econômicas que se acentuaram pelo acesso 
restrito dos alunos à internet e pelo celular ser o único recurso 
disponível para muitos membros da família. Além disso, diversas 
pessoas nas famílias perderam seus empregos, os obrigando, 
ainda, a ter uma responsabilidade maior no acompanhamento 
educacional, mas aqueles que possuem mais de um filho, não 
conseguem acompanhar ou promover o acesso simultâneo de todos 
os membros. 
34
Na pior fase da pandemia, a educação adotou o ensino 
completamente remoto, e na perspectiva de uma possível melhora, 
adotou a educação híbrida.
O modelo híbrido existe desde 2000, e era nomeado de blended 
learning, utilizada inicialmente em cursos empresariais, apoiado 
em recursos tecnológicos e/ou plataformas adaptativas, buscando 
estimular o ensino e o conhecimento com as tecnologias. No 
entanto, na utilização desse tipo de ensino durante a pandemia, não 
se aplica a todos os alunos, diante da diversidade social e econômica 
do país.
São consideradas modalidades do ensino híbrido: laboratório 
rotacional com uso de espaços diferentes; rotação por estações; 
rotação individual; e sala de aula invertida.
No ensino híbrido atual, se os alunos possuem dispositivos 
tecnológicos suficientes e adequados, em uma única aula seria 
possível desenvolver diferentes habilidades em várias áreas de 
conhecimento. Para tanto, o professor deve organizar e otimizar 
o tempo para antecipar o que será trabalhado, para que o aluno 
conheça o conteúdo e a aula se torne mais dinâmica e significativa.
Percebe-se que a tecnologia é cada vez mais utilizada como 
ferramenta no processo educacional, em especial em tempos de 
pandemia, e acarretam diversos pontos positivos, como um maior 
número de pessoas que podem participar ao mesmo tempo de um 
mesmo recurso, e a aproximação de pessoas que se encontram 
distantes, geograficamente, para a construção do conhecimento.
Alguns dos pontos negativos a ser destacado são o distanciamento 
físico e a restrição das interações sociais, que enriquecem tanto o 
processo de aprendizagem. 
35
Diante da pandemia, a tecnologia, o ensino remoto e o híbrido 
surgem como uma possibilidade de promover o ensino mais 
próximo possível do aluno, porém, somente a tecnologia não 
garante um processo de ensino-aprendizado de qualidade, 
ampliando ainda mais o papel do professor.
Diversos estudos trazem contribuições sobre o papel do professor 
na vida do aluno, como a afetividade e a interação entre eles 
favorecem o processo de ensino-aprendizagem, relações essas que 
foram prejudicadas em meio ao cenário de pandemia no ensino 
híbrido ou remoto.
Logo, a afetividade e o olhar humanizado são questões de suma 
importância, ainda mais considerando os diversos desafios e o 
cenário da educação na pandemia. Caberá ao professor,adequar-se 
a essa nova modalidade e capacitar-se na transmissão de conteúdo, 
além de valorizar os conhecimentos prévios dos alunos, diante dos 
diferentes ritmos de aprendizagem. Para isso, deve proporcionar ao 
aluno situações para que ele desenvolva a autoestima, respeite as 
opiniões do grupo e acredite em seu potencial enquanto indivíduo, 
de forma a promover vínculos afetivos e estimular habilidades para 
tratar as relações interpessoais em uma proposta de sociedade justa 
e humanizada.
O mesmo olhar afetivo e humanizado proposto aos alunos deve ser 
extensivo aos professores e equipe escolar, pois, diante do cenário 
de pandemia, em que houve diversas perdas emocionais, afetivas, 
financeiras, estruturais etc., ainda assim, todos os envolvidos 
no processo educacional buscaram alternativas, fizeram uso de 
criatividade e se superaram pessoalmente. 
Torna-se ainda mais desafiador cumprir questões pedagógicas e 
humanizadas diante das dificuldades vivenciadas pela pandemia e, 
infelizmente, não existem ainda políticas educacionais efetivas que 
36
proponham soluções para essa imensa lacuna que se formou no 
cotidiano do processo educacional.
Apesar disso, em uma proposta de amenizar as questões de atraso 
de desenvolvimento, a UNESCO propõe aos professores algumas 
recomendações para planejar soluções de aprendizagem a distância, 
como: examine a disponibilidade e escolha as ferramentas mais 
relevantes; garanta a inclusão dos programas de educação a 
distâncias; proteja a privacidade e a segurança dos dados; priorize 
soluções para enfrentar os desafios psicossociais antes de ensinar; 
planeje o cronograma de estudos dos programas de ensino à 
distância; forneça apoio a professores e pais no uso de ferramentas 
digitais; combine abordagens adequadas e limite a quantidade de 
aplicativos e plataformas; desenvolva regras de educação à distância 
e acompanhe o processo de aprendizagem dos estudantes; defina 
a duração das unidades de educação à distância com base nas 
habilidades de autorregulação dos estudantes; crie comunidades e 
aumente a conexão. 
A práxis pedagógica do professor e a formação continuada 
promoverão possibilidades de vencer as dificuldades e os desafios, 
considerando que a educação se faz com e por pessoas, portanto, 
sob uma perspectiva humanizada.
Assim, cabe ao professor se apropriar do saber tecnológico como 
recurso facilitador do seu trabalho em sala de aula. 
Mas, vale ressaltar que os avanços tecnológicos jamais substituirão o 
papel docente na aquisição de conhecimentos e na formação global 
do aluno, especialmente sob uma perspectiva humanizada.
Para finalizar, percebe-se que o coronavírus prejudicou o mundo 
todo, inclusive a educação, e que há uma discrepância imensa no 
acesso ao mundo tecnológico e o despreparo de muitos professores 
37
em utilizar tais ferramentas. Entretanto, o avanço das tecnologias 
trouxe ainda traz benefícios, permitindo ao professor observar o 
desenvolvimento do aluno, nos diferentes ritmos de aprendizagem.
Referências bibliográficas
UNESCO. Educação: da interrupção à recuperação. 2020. Disponível em: 
https://pt.unesco.org/covid19/educationresponse. Acesso em: 28 abr. 2021. 
PARA SABER MAIS
Sob uma perspectiva futura, a Organização das Nações Unidas 
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) elencou em 2015 
o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, para coordenar 
a “Declaração de Incheon”, que contempla o compromisso da 
comunidade educacional de “assegurar a educação inclusiva 
e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de 
aprendizagem ao longo da vida para todos”.
A partir disso, criou dezessete metas que objetivam o estímulo em 
atitudes para os próximos anos (de 2015 a 2030) no mundo todo, 
enfatizando cinco princípios iniciados com a letra “P”: Planeta, 
Prosperidade, Paz e Parceria.
Embora as metas foram traçadas pela UNESCO em 2015, pouco 
se tem feito, pois existe uma desinformação quanto à importância 
de serem cumpridas, uma vez que as diferenças são cada vez mais 
evidentes no processo educacional.
38
Referências bibliográficas
UNESCO. Educação 2030. 2015. Disponível em: https://pt.unesco.org/
fieldoffice/brasilia/expertise/education-2030-brazil. Acesso em: 28 abr. 2021.
TEORIA EM PRÁTICA
Considerando o material estudado, responda:
Considerando um professor que não apresenta domínio na 
tecnologia, de que maneira ele poderá viabilizar o conteúdo de sua 
disciplina para um aluno do Ensino Fundamental? 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Indica-se a leitura do texto Histórico da legislação sobre a inclusão, 
como forma de conhecer em nível nacional e internacional alguns 
marcos importantes sobre a educação inclusiva.
A leitura é fundamental, pois diante do ensino remoto, os alunos 
com necessidades educativas especiais (NEE) (ex.: problemas 
sensoriais, físicos, intelectuais, emocionais, dificuldades de 
aprendizagem derivadas de fatores orgânicos e/ou ambientais) 
fazem parte das turmas em que o professor pode lecionar. Então, 
se faz necessário um olhar atento do professor no cumprimento 
Indicações de leitura
39
da legislação, para que esses alunos possam se desenvolver de 
forma plena, e não serem ainda mais prejudicados no processo 
educacional.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma Todos pela Educação.
BRASIL. Educação inclusiva: conheça o histórico da legislação sobre 
inclusão. Todos pela Educação. Brasília: MEC, 2020.
Indicação 2
A leitura do artigo O jogo como auxílio no processo ensino-
aprendizagem: as contribuições de Piaget, Wallon e Vygotsky, contribui 
de forma positiva aos professores, pois objetiva investigar de que 
forma o jogo pode ser utilizado como recurso de intervenção para 
a aprendizagem e a superação das dificuldades, de acordo com as 
ideias de Vygotsky, Wallon e Piaget.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma da Revista Brazilian 
Journal Development e busque pelo título.
CAMPOS, A. S. et al. O jogo como auxílio no processo ensino-
aprendizagem: as contribuições de Piaget, Wallon e Vygotsky. 
Brazilian Journal Development, São José dos Pinhais, 6 (5), 2020. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
40
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. De acordo com o texto da Aprendizagem em Foco, intitulado 
Novos desafios: o avanço tecnológico e o ensino híbrido, em 2019 
surgiu o coronavírus e em seguida, entra em vigor a Lei nº 
13.979 de 6 de fevereiro de 2020. Esta lei: 
a. Prioriza atendimento escolar virtual e vacinação imediata 
como forma de enfrentamento da nova doença.
b. Prioriza atendimento escolar virtual como forma de 
enfrentamento da nova doença.
c. Prioriza vacinação imediata para o enfrentamento da nova 
doença.
d. Estabelece medidas para o enfrentamento da doença, como 
isolamento e quarentena.
e. Estabelece medidas para o enfrentamento da doença, como 
uso de medicamentos na quarentena. 
2. Diante do novo cenário de ensino híbrido ou remoto, os 
professores precisaram:
a. Trabalhar na escola e se reinventar.
b. Trabalhar na escola e dominar a tecnologia.
c. Ampliar a internet e se reinventar.
d. Ampliar a internet e dominar a tecnologia.
e. Se reinventar e dominar a tecnologia. 
41
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: Contempla a Lei nº 13.979 de 6 de fevereiro de 
2020, citada no texto Novos desafios: o avanço tecnológico e o 
ensino híbrido, que estabelece medidas para o enfrentamento 
do coronavírus, como isolamento, a quarentena etc. 
Questão 2 - Resposta EResolução: Diante do fechamento das escolas, devido ao 
coronavírus, os professores tiveram que buscar uma atuação 
com novas estratégias, como se reinventar diante de sua 
prática pedagógica, inclusive, se aperfeiçoando do uso da 
tecnologia. 
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais 
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 4: 
	Botão TEMA 1: 
	Botão TEMA 2: 
	Botão TEMA 3: 
	Botão TEMA 9: 
	Inicio :

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