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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA COMPONENTES: AILTON SILVA LINDOSO, LUCAS MATHEUS DOS PASSOS GOMES, RAI SILVA RIBEIRO PROF. DR. THIAGO PRUDÊNCIO FÍSICA EXPERIMENTAL 2 Experimento 01 - Reflexão e Refração no Prisma Semicircular São Luís 2024 Sumário 1. Introdução Teórica....................................................................................................3 2. Metodologia..............................................................................................................3 2.1 Instrumentos Utilizados.....................................................................................4 2.2 Procedimento Experimental..........................................................................................4 2.3 Dados Coletados...............................................................................................5 3. Tratamento de Dados e Resultados.........................................................................5 4. Conclusão...............................................................................................................11 Referências Bibliográficas..........................................................................................12 Apêndice.....................................................................................................................13 Links de vídeo.......................................................................................................13 Cálculos detalhados..............................................................................................13 Programas ou Código fonte de programas para tratamento de dados.................13 1. Introdução Teórica A medição de uma grandeza envolve um processo e instrumentos que possuem limites de precisão e exatidão, gerando incertezas que representam a nossa limitação em conhecer o valor exato. Essas incertezas podem vir indicadas no instrumento ou, na falta disso, podem ser estimadas pela metade da menor divisão da escala. A incerteza é crucial para comparar resultados obtidos com diferentes métodos e instrumentos. (TABACNIKS, 2009) A passagem da luz por uma superfície (ou interface) que separa dois meios diferentes é chamada de refração. A menos que o raio incidente seja perpendicular à interface, a refração muda a direção de propagação da luz. Dessa forma, seja o ângulo θ1 na Fig. 35-3a, que representa o ângulo entre a frente de onda e o plano da interface, o que também é igual ao ângulo entre a normal à frente de onda (raio incidente) e a normal ao plano da interface. Esse é o ângulo de incidência. (HALLIDAY et. al, 2014) Os feixes luminosos são representados por um raio incidente, um raio refletido e um raio refratado, junto com suas frentes de onda associadas. Esses raios são orientados em relação à normal, que é perpendicular à interface no ponto de ocorrência da reflexão e refração. O ângulo de incidência, o ângulo de reflexão e o ângulo de refração são todos medidos em relação a essa normal. O plano que contém o raio incidente e a normal é o plano de incidência.A reflexão e a refração obedecem a duas leis principais: Lei da Reflexão: O raio refletido está no plano de incidência e possui um ângulo de reflexão igual ao ângulo de incidência. Lei da Refração: O raio refratado está no plano de incidência, e seu ângulo de refração está relacionado ao ângulo de incidência pela equação , onde n1 e n2 são os índices de refração dos𝑛 2 ∗ 𝑠𝑖𝑛 θ 2( ) = 𝑛 1 ∗ 𝑠𝑖𝑛 θ 1( )) meios. Essa relação é conhecida como a Lei de Snell, e o índice de refração é definido como , onde v é a velocidade da luz no meio e c é a velocidade𝑐 𝑣 da luz no vácuo. (HALLIDAY et. al, 2014) 2. Metodologia O sistema de medição foi montado de modo a alinhar o laser óptico em 0º no disco graduado. Após isso, posicionou-se o prisma semicircular na marcação 4 horizontal, de modo que o feixe que atravessa o prisma coincida com a marcação em 0º do lado oposto ao feixe de entrada, conforme apresentado na Figura 1 a seguir: Figura 1: Sistema de medição do experimento. Fonte: Autores. Após isso, foram medidos os ângulos de incidência, refração e reflexão, com incremento de 5º, até o ângulo de 70°, tendo como referência o disco óptico. O processo foi repetido três vezes, anotando as medidas dos ângulos e fotografando as etapas do experimento. Ao final, foi realizada a filmagem da rotação do disco completo. 2.1 Instrumentos Utilizados ● 1 Disco Óptico; ● 1 Laser; ● 1 Prisma Semicircular; ● Celular (realização das fotos e vídeos); 2.2 Procedimento Experimental 5 O procedimento experimental consistiu em girar o disco no sentido horário, de 5 em 5º, anotando o ângulo de incidência, ângulo de refração e ângulo de reflexão, conforme apresentado na Figura 2 a seguir. Após atingir 70º, o processo foi repetido outras duas vezes. Figura 2: Medição dos feixes de incidência, refração e reflexão. Fonte: Autores. 2.3 Dados Coletados ● Ângulos de Refração; ● Ângulos de Incidência; ● Ângulos de Reflexão; 3. Tratamento de Dados e Resultados 1. Cálculo da média e a média quadrática dos ângulos de incidência. Apresentar o resultado em tabela. A média M foi obtida pela seguinte fórmula: 𝑀é𝑑𝑖𝑎 = 𝑋 1 +𝑋 2 +...+𝑋 𝑛 𝑛 A média quadrática foi obtida pela fórmula: 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑄𝑢𝑎𝑑𝑟á𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑅𝑀𝑄( ) = 𝑋 1 2+𝑋 2 2+...+𝑋 𝑛 2 𝑛 6 Medida 01 Medida 02 Medida 03 Média Média Quadrática 0 0 0 0 0 5 5 5 5 5 10 10 10 10 10 15 15 15 15 15 20 20 20 20 20 25 25 25 25 25 30 30 30 30 30 35 35 35 35 35 40 40 40 40 40 45 45 45 45 45 50 50 50 50 50 55 55 55 55 55 60 60 60 60 60 65 65 65 65 65 70 70 70 70 70 2. Calcular a média e a média quadrática dos ângulos de refração. Apresentar o resultado em tabela. Medida 01 Medida 02 Medida 03 Média Média Quadrática 0 0 0 0 0 4 4 4 4 4 6 6 6 6 6 10 10 10 10 10 13 13 13 13 13 17 16 17 17 17 20 20 20 20 20 22 23 23 23 23 26 25 26 26 26 28 28 28 28 28 30 31 31 31 31 33 33 33 33 33 45 35 44 41 42 43 38 43 41 41 39 39 39 39 39 A média M foi obtida pela seguinte fórmula: 𝑀é𝑑𝑖𝑎 = 𝑋 1 +𝑋 2 +...+𝑋 𝑛 𝑛 7 A média quadrática foi obtida pela fórmula: 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑄𝑢𝑎𝑑𝑟á𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑅𝑀𝑄( ) = 𝑋 1 2+𝑋 2 2+...+𝑋 𝑛 2 𝑛 3. Calcular a média e a média quadrática dos senos dos ângulos de incidência, refração e reflexão. Apresentar o resultado em tabela. Respondido nas questão anterior 4. Calcular os senos dos ângulos de incidência, senos dos ângulos de reflexão e senos dos ângulos de refração. Apresentar o resultado em tabela. Tabela para ângulos de reflexão Ângulo Seno 0 0,00 5 -0,96 10 -0,54 15 0,65 20 0,91 25 -0,13 30 -0,99 35 -0,43 40 0,75 45 0,85 50 -0,26 55 -1,00 60 -0,30 65 0,83 70 0,77 Tabela para refração Ângulo Seno 0 0,0 4 -0,8 6 -0,3 10 -0,5 13 0,4 17 -1,0 20 0,9 23 -0,8 8 26 0,8 28 0,3 31 -0,4 33 1,0 41 -0,2 41 -0,2 39 1,0 Tabela para reflexão Ângulo Seno 0 0,00 5 -0,96 10 -0,54 15 0,65 20 0,91 25 -0,13 30 -0,99 35 -0,43 40 0,75 45 0,85 50 -0,26 55 -1,00 60 -0,30 65 0,83 70 0,77 5. Calcular a razão e o produto entre os senos dos ângulos de incidência e senos dos ângulos de refração respectivos. Apresentar o resultado em tabela. Incidência Refração Razão ProdutoÂngulo Seno Ângulo Seno 0 0,00 0 0,0 0,00 0,00 5 -0,96 4 -0,8 1,27 0,73 10 -0,54 6 -0,3 1,95 0,15 15 0,65 10 -0,5 -1,20 -0,35 20 0,91 13 0,4 2,17 0,38 25 -0,13 17 -1,0 0,14 0,13 30 -0,99 20 0,9 -1,08 -0,90 35 -0,43 23 -0,8 0,51 0,36 9 40 0,75 26 0,8 0,98 0,57 45 0,85 28 0,3 3,14 0,23 50 -0,26 31 -0,4 0,65 0,11 55 -1,00 33 1,0 -1,00 -1,00 60 -0,30 41 -0,2 1,92 0,05 65 0,83 41 -0,2 -5,21 -0,13 70 0,77 39 1,0 0,80 0,75 6. Calcular o produto triplo dos senos dos ângulos de incidência, senos dos ângulos de refração e senos dos ângulos de reflexão, para cada ângulo de incidência. Apresentar o resultado em tabela. Incidência Refração Reflexão Produto dos SenosÂngulo Seno Ângulo Seno Ângulo Seno 0 0 0 0 0 0 0 5 -0,96 4 -0,8 5 -0,96 -0,7372810 -0,54 6 -0,3 10 -0,54 -0,08748 15 0,65 10 -0,5 15 0,65 -0,21125 20 0,91 13 0,4 20 0,91 0,33124 25 -0,13 17 -1 25 -0,13 -0,0169 30 -0,99 20 0,9 30 -0,99 0,88209 35 -0,43 23 -0,8 35 -0,43 -0,14792 40 0,75 26 0,8 40 0,75 0,45 45 0,85 28 0,3 45 0,85 0,21675 50 -0,26 31 -0,4 50 -0,26 -0,02704 55 -1 33 1 55 -1 1 60 -0,3 41 -0,2 60 -0,3 -0,018 65 0,83 41 -0,2 65 0,83 -0,13778 70 0,77 39 1 70 0,77 0,5929 10 7. Apresentar um gráfico do seno do ângulo de incidência em função do seno do ângulo de refração. 8. Determinar o índice de refração do prisma semicircular Como , sendo θ1 o ângulo de incidência e n1 o𝑛 2 ∗ 𝑠𝑖𝑛 θ 2( ) = 𝑛 1 ∗ 𝑠𝑖𝑛 θ 1( )) índice de refração do ar, da Tabela, escolhendo qualquer ângulo de incidência e seu respectivo valor de refração, temos que: .𝑛 2 = 𝑛 1 ∗𝑠𝑒𝑛 θ 1( ) 𝑠𝑒𝑛 θ 2( ) = 1∗𝑠𝑒𝑛 15º( ) 𝑠𝑒𝑛 10º( ) ≈ 1, 195 11 4. Conclusão Neste experimento, foi possível observar e confirmar as leis da reflexão e da refração em diversos ângulos de incidência, ilustrando a aplicabilidade da Lei de Snell. A precisão dos ângulos medidos e a replicação das medições em incrementos regulares permitiram uma análise dos desvios da luz em uma interface entre meios distintos. Os resultados mostram que o ângulo de reflexão coincide sempre com o ângulo de incidência, validando a Lei da Reflexão, enquanto os ângulos de refração obedeceram à relação esperada pela Lei de Snell, que relaciona diretamente o ângulo de incidência com o índice de refração dos materiais. Uma parte fundamental desse processo foi lidar com os erros de medição. Todo instrumento possui um limite de precisão, e neste caso, trabalhamos com uma incerteza calculada a partir da menor divisão do disco óptico utilizado. As medições, feitas manualmente em ângulos de 5° em 5°, estão sujeitas a erros sistemáticos e aleatórios, como a imprecisão na leitura do ângulo exato e variações na posição de medição. A repetição do experimento três vezes permitiu reduzir os erros aleatórios, enquanto o registro e a análise dos valores médios ajudaram a compensar essas variações, garantindo que os resultados fossem mais representativos do comportamento real da luz. Assim, a consideração dos erros de medição se mostrou essencial para interpretar com precisão os dados e para validar o rigor do experimento. Essa análise dos desvios experimentais oferece uma visão mais completa sobre as limitações e capacidades do método empregado, e ressalta a importância de quantificar incertezas em experimentos científicos. Ao final, o procedimento adotado, incluindo a repetição das medições e o registro das etapas, resultou em dados robustos que confirmam os princípios ópticos fundamentais e permitem comparações com outros métodos e instrumentos de forma confiável. 12 Referências Bibliográficas HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; KRANE, K. S. Fundamentos de Física. 9. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2014, v. TABACNIKS, Manfredo H. Conceitos Básicos da Teoria de Erros. Universidade de São Paulo. 2009. Disponível em: . Acesso em 05/11/2024. http://macbeth.if.usp.br/~gusev/ApostilaErros.pdf 13 Apêndice Links de vídeo https://drive.google.com/file/d/1xXEIo74vXYWlrQaq3aN_ona15zLXvgZy/view?usp=s haring Cálculos detalhados Programas ou Código fonte de programas para tratamento de dados https://drive.google.com/file/d/1xXEIo74vXYWlrQaq3aN_ona15zLXvgZy/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1xXEIo74vXYWlrQaq3aN_ona15zLXvgZy/view?usp=sharing 14 Geração do gráfico com o Python: