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Psicopedagogia Clínica: Diagnóstico e Intervenção

Aula sobre psicopedagogia clínica: funções do diagnóstico, atitude do profissional e relação entre queixas e hipóteses; diagnóstico e intervenção; áreas de atuação institucional e clínica e trabalho com escola, família e equipes multidisciplinares.

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PSICOPEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 6 – 
PSICOPEAGOGIA 
CLÍNICA 
Prezado (a) aluno (a), 
Você já se imaginou no lugar de um psicopedagogo que vai atender a um 
paciente pela primeira vez? O que ele precisa saber? O que ele precisa 
fazer? Pensando nisso, este tópico explora as principais funções do diagnóstico 
clínico, a importância da atitude correta do psicopedagogo em relação aos 
envolvidos nesse processo e o entendimento da relação entre as queixas e as 
hipóteses diagnósticas de cada caso. 
A psicopedagogia clínica tem como foco tratar pessoas com dificuldades 
e distúrbios de aprendizagem. Esse enfoque considera como o objeto de estudo 
da Psicopedagogia a identificação, a análise, o diagnóstico e o tratamento de 
dificuldades de aprendizagem. Nesta aula iremos ver sobre o diagnóstico e 
intervenção feita pela psicopedagogia clínica. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
6 PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA 
As áreas de trabalho da psicopedagogia 
É incomum não encontrar alguém que teve dificuldades de aprender um dia. 
Os obstáculos são necessários para o processo de aprendizagem. Porém, quando 
são realmente intensos e persistentes, é preciso intervir. E é justamente nesse ponto 
que a psicopedagogia oferece seu auxílio a alunos, professores e pais no sentido de 
otimizar o processo educacional. A psicopedagogia era vista como a fusão de várias 
áreas do conhecimento, principalmente a pedagogia, a psicologia, a didática, entre 
outras, estabelecendo-se como um corpo de conhecimento complexo que requer 
proximidade interdisciplinar (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
 Esta ciência permite-nos compreender a situação de aprendizagem do sujeito 
e intervir para a melhorar de forma a ajudar o aluno a aprender de forma eficaz. Ela 
pode afetar a vida de um aluno ao se envolver em seu processo de aprendizagem ou 
na vida de professores e recursos externos ao incorporar conhecimentos e habilidades 
para melhorar o aprendizado do aluno. 
O psicopedagogo é o profissional que atua na prevenção, diagnóstico e 
tratamento das dificuldades de aprendizagem e acadêmicas em sentido amplo. 
Dedica-se à análise, ao planejamento, ao desenvolvimento e à adequação dos 
procedimentos educacionais. Possui um conhecimento aprofundado e realiza 
pesquisas sobre os fatores que afetam os processos de aprendizagem, tanto do ponto 
de vista do sujeito que está sendo ensinado (fatores neurofisiológicos, intelectuais e 
afetivos específicos) quanto dos contextos em que está inserido (socioculturais e 
educativos). 
Os campos institucional e clínico de atuação da psicopedagogia ele trabalhará 
primeiro em instituições educacionais, aconselhando pais e professores sobre como 
ensinar e aprender. Também poderão desempenhar funções de apoio e orientação 
no caso de crianças com dificuldades de aprendizagem, a fim de assegurar a sua 
adequada integração na instituição. Isso inclui desde orientação e assessoramento a 
docente e famílias, coordenação de especialistas para planejar estratégias comuns 
para lidar com o caso em questão, até adaptações de currículo no caso de dificuldades 
mais severas, permitindo, assim, a integração de alunos portadores de necessidades 
educacionais especiais (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
 
 
 
Outra tarefa da psicopedagogia institucional é participar do desenvolvimento e 
implementação de programas e projetos que visam atualizar e capacitar profissionais 
nas áreas de educação e saúde mental, bem como supervisionar equipes 
multidisciplinares que atuam nessas instituições de educação. 
Na segunda área, Clínica, o psicopedagogo tem como foco principal o 
diagnóstico da aprendizagem infantil. O trabalho é feito individualmente com o 
paciente e em coordenação com a escola, a família e outros profissionais 
(fonoaudiólogos, psicomotricistas, neurologistas, psiquiatras, neuropsicólogos, 
assistentes sociais e psicólogos), que são os mais frequentemente ligados à saúde 
mental o trabalho em psicopedagogia (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
Por envolver um sujeito com dificuldades de aprendizagem e um profissional 
especializado, um psicopedagogo, a psicologia clínica assume o papel de intervenção 
terapêutica. Por outro lado, a psicopedagogia institucional desempenha um papel 
preventivo ao perceber possíveis interrupções no processo de aprendizagem e 
promover orientações metodológicas de acordo com as características individuais e 
grupos. 
6.1 A psicopedagogia clínica 
Tradicionalmente, existe um vínculo entre a clínica e a doença. Na verdade, o 
nome é derivado da medicina porque a raiz da palavra “clinica” é “kline”, que em grego 
significa “cama”. Portanto, não é difícil conectar essa frase com doença. Mas, se 
partimos da premissa de que o objeto de estudo da psicopedagogia é o ser humano, 
devemos nos deter agora para avaliar o objetivo da clínica: um ser humano único, 
particular e integral. Uma pessoa com quem o mapa genético foi criado. Assim, a 
clínica não foca em uma doença ou dificuldade de aprendizagem, mas sim em uma 
pessoa específica, única, que sente e pensa e encontra obstáculos em seu caminho 
no processo de aprendizado (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
Assim, a palavra clínica remete a duas questões fundamentais: em primeiro 
lugar, implica uma escuta particular do que sente/vivencia o sujeito; em segundo lugar, 
a possibilidade de teorizar acerca de modelos teóricos que dão conta do 
funcionamento do sujeito como tal. 
 
 
 
Com essa perspectiva, o objetivo da psicopedagogia clínica é abordar o 
sintoma, suas causas e estimular o desenvolvimento de um novo processo cognitivo, 
mais saudável e benéfico, voltado para o sujeito que apresenta o sintoma. A clínica 
indagará por que o sujeito não aprende, se pode, se quer e se isso tem a ver com sua 
motivação interna. Ele também irá perguntar se há alguma família e oportunidades 
sociais. Uma visão clínica substitui uma visão homogênea, como mostra a 
administração de testes prescritos, sem uma análise qualitativa que forneça insights 
mais subjetivo na minha percepção (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
6.2 Diagnostico e intervenção na clínica psicopedagogia 
O processo de diagnóstico psicológico envolve descrever, categorizar e 
explicar o comportamento de um sujeito no contexto da aprendizagem. Incluir uma 
série de atividades para medir e avaliar o desempenho de um indivíduo (ou grupo) 
com o objetivo de compreender como o paciente aprende e os desvios que ocorrem 
nesse processo. 
O diagnóstico psicopedagógico é um processo em que se procura encontrar 
o sentido histórico subjetivo (conhecer a natureza) dos problemas de 
aprendizagem de um sujeito através da análise de suas dificuldades de 
aprendizagem (sinais e sintomas). As crianças com problemas em sua 
aprendizagem apresentam restrições em sua produção simbólica, além de 
distúrbios significativos no domínio de algumas ou de todas as áreas do 
conhecimento (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
O diagnóstico psicopedagógico tem como objetivos ou propósitos: 
 Verificar o progresso do sujeito em direção as metas educativas 
estabelecidas previamente no âmbito cognitivo, afetivo e psicomotor; 
 Identificar fatores da situação de ensino-aprendizagem que podem interferir 
no ótimo desenvolvimento individual; 
 Adequar a situação de ensino-aprendizagem as características e 
necessidades de cada sujeito, a fim de assegurar seu desenvolvimento 
contínuo e ajudá-lo a superar as dificuldades. 
Levando em consideração esses objetivos, as funções principais do diagnóstico 
psicopedagógico são: 
 
 
 
 Função preventiva e preditiva: trata de conhecer as possibilidades e 
limitações do indivíduo para prever o desenvolvimento e o aprendizado 
futuros; 
 Função de identificação do problema e da sua gravidade: pretende averiguar 
as causas, os fatores pessoais ou ambientais, que prejudicam o desenvolvi- 
mento do sujeito a fim de modificá-losou corrigi-los; 
 Função de orientação: sua finalidade é propor pautas para a intervenção, de 
acordo com as necessidades identificadas; 
 Função corretiva: reorganizar a situação atual mediante a aplicação da 
intervenção e de recomendações oportunas. 
O diagnóstico é uma investigação em si, uma pesquisa (Weiss, 2012). Ele se 
torna necessário quando o sujeito não se comporta como esperado diante do 
comportamento esperado, quando o sujeito não aprende, ou aprende de forma difícil. 
Segundo Weiss (2012, p.27): 
Todo diagnóstico é, em si, uma investigação, é uma pesquisa do que não vai 
bem com o sujeito em relação a uma conduta esperada. Será, portanto, o 
esclarecimento de uma queixa, do próprio sujeito, da família e na maioria das 
vezes, da escola. No caso, trata-se do não-aprender, do aprender com 
dificuldade ou lentamente, do não-revelar o que aprendeu, do fugir de 
situações de possível aprendizagem. 
Segundo Fernandez (1991), o diagnóstico serve ao mesmo propósito que a 
rede para um equilibrista, ou seja, serve de base para a intervenção. A relação entre 
o psicólogo e o paciente também é crucial para o procedimento diagnóstico. Ter 
empatia, ou seja, ser capaz de se relacionar e confiar em outra pessoa ao mesmo 
tempo em que demonstra respeito por ela, contribuirá para sua validade e qualidade. 
O inter-relacionamento dinâmico e de condutas interdependentes, a comunicação 
estabelecida entre os dois faz com que o psicopedagogo aja sobre o paciente sempre 
que ele apresente. Tudo na comunicação do paciente deve ser observado, inclusive 
a fala do paciente, uma frase, gestos, etc. 
O processo do diagnóstico psicopedagógico clínico abarca várias etapas: 
motivo da consulta, história vital, hora do jogo, provas projetivas, entre outras. 
 
 
 
6.3 Motivo da consulta 
Entrevistam-se os pais para extrair dados importantes sobre as estruturas 
predominantes entre filhos e pais, a partir da análise da forma como estes últimos se 
apresentam e se posicionam frente ao problema da criança. 
Pain (1985) destacou a necessidade de anotar o percurso do paciente até o 
psicopedagogo, inclusive se foi por recomendação da escola, professor, pais ou 
profissional médico. Além disso, a autora afirma que o encontro inicial com a família é 
para colher informações sobre alguns aspectos fundamentais das dificuldades de 
aprendizagem: o significado dos sintomas para a família e as expectativas que a 
família tem em relação à intervenção psicológica. 
É fundamental deixar os pais falarem livremente sem que o psicólogo faça 
perguntas, conforme orientação pedagógica, etc. É nesse momento que a família é 
ouvida, e solicitada a listar os motivos pelos quais procurou ajuda psicopedagogia e, 
também, os fatores que acredita serem os causadores da não aprendizagem do 
paciente. A entrevista do motivo da consulta possibilita conhecer as expectativas que 
os pais têm em relação à intervenção psicopedagógica. 
6.4 História vital 
Após conhecer um pouco seu paciente, o psicopedagogo realiza uma segunda 
entrevista com os pais: o momento da história vital no diagnóstico. Dá-se a palavra 
aos pais, principalmente à mãe, que falam livremente, sendo instruídos somente 
quanto ao tema geral. 
Nessa etapa, o psicopedagogo utiliza a anamnese (do grego “anamnesis” = 
trazer à mente) significa “reunião”, “reminiscência”, “recordação”. A anamnese tem 
como objetivo geral trazer para o presente as lembranças do passado, recuperando 
informações registradas em épocas anteriores. 
O processo de anamnese ajuda o psicólogo a reconstruir a história de vida do 
paciente para que ele possa entender o que levou ao surgimento das dificuldades de 
aprendizagem. Essa entrevista é fundamental para o procedimento diagnóstico, pois 
possibilita o resgate de eventos anteriores significativos na história do sujeito que 
podem impactar em suas limitações simbólicas. Para identificar alguns dos fatores 
 
 
 
que contribuem para a restrição ou fragilidade da criança, é necessário reconstruir a 
história de vida da criança com os pais, permitindo encontrar alguns dos fatores que 
operam na fratura ou na restrição de suas produções (JERÔNIMO SOBRINHO, 2015). 
6.5 Hora do jogo 
Na clínica psicopedagógica, o jogo parece ser um dado adquirido. Ele é 
essencial para observar o desenvolvimento motor, social, cognitivo e afetivo do 
paciente. Alguns questionamentos são feitos: de qual jogo se está falando ou a qual 
se refere? Qual é o jogo e a jogada passível de se realizar? As indagações são 
diversas. 
Quando trabalhamos na clínica psicopedagogia com crianças, quer 
individualmente ou em grupos, é o jogo que se “desenrola” diante de nós ou com os 
outros. Os fatores que influenciam são vários, o contexto clínico é um deles. 
Segundo Paín (1985), o lúdico oferece informações de esquemas que integram 
e organizam o conhecimento em uma esfera representativa. Por isso, o jogo (a 
observação do jogo e do paciente) assume o papel de grande importância no 
diagnóstico das dificuldades de aprendizagem na infância. 
6.6 Provas projetivas 
Outro momento importante do diagnóstico são as provas projetivas. Estes são 
instrumentos considerados sensíveis para revelar aspectos inconscientes do 
indivíduo, provocando uma grande variedade de respostas subjetivas. Geralmente, o 
material estimula o ambíguo, a imaginação do sujeito. Nele, não há resposta certa ou 
errada e a sua interpretação dependerá de uma análise global. 
Segundo Paín (1985, p. 61): 
 O exame das provas projetivas permitirá em geral avaliar a capacidade do 
pensamento para construir, no relato ou no desenho, uma organização 
suficientemente coerente e harmoniosa como para veicular e elaborar a 
emoção; também permitirá avaliar a deteriorização que se produz no próprio 
pensamento, quando o quantum emotivo resulta excessivo. O pensamento 
incoerente não é a negação do pensado, ele fala ali mesmo onde se diz mal 
ou não se diz nada e isto oferece a oportunidade de determinar a norma no 
incongruente e saber como o sujeito ignora. 
 
 
 
O principal interesse das provas projetivas reside precisamente na sua 
capacidade para demonstrar a estrutura básica da personalidade, já́ que, por serem 
procedimentos indiretos, não estão submetidos ao controle voluntário do sujeito. Ao 
tratar de estímulos e tarefas novas e incomuns, as respostas não são determinadas 
por convenções sociais, que podem mascarar a personalidade. Existem diversas 
técnicas projetivas. Dentre as mais comuns estão o desenho da figura humana e o 
questionário desiderativo. 
Segundo Paín (1985), o desenho da figura humana permite avaliar os recursos 
simbólicos do sujeito para referir a diferenças como criança/adulto; 
femininos/masculinos; fada/bruxa, etc., o que revela o nível de sua adequação 
semiótica, cuja relação com a aprendizagem se teve oportunidade de enfatizar na 
ocasião em que se analisou a hora do jogo. 
Nas provas de relatos, Paín (1985) comenta que elas têm como instrução criar 
uma história ou antecipar seu final. São oferecidos ao sujeito estímulos gráficos ou 
verbais que sugerem certas relações ou transformações viáveis. O sujeito percorre 
um dos caminhos insinuados trazendo elementos mais ou menos originais (ARAGÃO, 
2010). 
6.7 Síntese Diagnóstica – Prognóstico 
A Síntese Diagnóstica é toda a compilação de dados detectados no processo 
diagnóstico, propiciando uma hipótese para justificar a queixa trazida pelo sujeito que 
foi avaliado. Esse resumo do diagnóstico realizado e as implicações dos resultados 
na vida do sujeito avaliado gera um prognóstico e a indicação para encaminhamento 
do caso. Esses dados fazem com que, posteriormente, na Entrevista de Devolução, 
haja consistência no que é verbalizado e encaminhado, envolvendo a aprendizagem 
do sujeito avaliado. 
6.8 Entrevista de Devolução e Encaminhamento 
A Entrevista de Devolução é o momento em que o psicopedagogo devolve, ao 
sujeitoavaliado e à sua família, as conclusões de todo o processo diagnóstico 
psicopedagógico. É a entrevista que marca a finalização da avaliação realizada pelo 
 
 
 
psicopedagogo. A Entrevista de Devolução é um espaço de relato, análise e síntese 
dos resultados, definindo, a partir destes, o encaminhamento. Nessa entrevista, a 
ansiedade do sujeito que foi avaliado e de sua família é bem evidente. Por isso, é 
fundamental que todas as indagações sejam esclarecidas e que todos os caminhos 
que estavam confusos sejam clarificados. 
6.9 A participação da escola na avaliação psicopedagógica clínica 
Ao pensar na participação da escola na avaliação psicopedagógica clínica, 
temos que ter em mente uma análise reflexiva sobre o processo de avaliação no 
contexto da educação escolar. 
Na avaliação clínica, a participação de fonoaudiólogos, professores e gestores 
educacionais deve contribuir com a prática no sentido de mediatizar as aprendizagens 
dos alunos. 
Quando temos vários profissionais envolvidos auxiliando com seus pareceres 
em um processo avaliativo, a conclusão do diagnóstico tem mais validade. Afinal, 
sempre que contamos com uma equipe multidisciplinar, temos a participação de várias 
áreas do conhecimento (HADDAD, 2020). 
O processo avaliativo deve começar pelos fatores internos, ou seja, por 
questões relacionadas a funcionalidade cerebral e lesões. Quando isso é verificado, 
precisamos de outros profissionais para auxiliarem no diagnóstico, entre eles 
neuropediatras, neurologistas, psicólogos e fonoaudiólogos. 
A escola, ao elaborar um parecer sobre o aluno, contribui com seu processo de 
aprendizagem, com o desenvolvimento e o comportamento do aluno. Dessa forma, é 
possível compreender como ocorre a aprendizagem formal do aluno que está sob a 
responsabilidade do psicopedagogo (HADDAD, 2020). 
Assim, podemos chegar a compreender como está a aprendizagem e o 
desenvolvimento. Segundo Vygotsky (2001), a aprendizagem em si não é 
desenvolvimento, mas a organização correta da aprendizagem de uma criança leva 
ao desenvolvimento psicológico, ativando todo um conjunto de processos de 
desenvolvimento que não seriam possíveis sem a aprendizagem. A aprendizagem é, 
portanto, um momento intrinsecamente necessário e universal no desenvolvimento 
 
 
 
desses traços humanos não naturais nas crianças, mas é historicamente formado 
(HADDAD, 2020). 
Quando temos instituições escolares envolvidas no processo, conseguimos 
entender melhor como realmente funciona a aprendizagem do aluno. 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ARAGÃO, C. G. Psicopedagogia Clínica e as Dificuldades de Aprendizagem: 
diagnóstico e intervenção. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em 
Pedagogia) - Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, Criciúma, 2010. 
FERNÁNDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada: Abordagem psicopedagógica da 
criança e sua família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. 
HADDAD, M. E. O. Psicopedagogia [recurso eletrônico]. Curitiba: Contentus, 2020. 
JERÔNIMO SOBRINHO, P. Psicopedagogia Clínica e Institucional.: Cengage 
Learning Brasil, 2015. 
PAÍN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: 
Artes Médicas, 1985. 
VYGOTSKI, L. A construção do pensamento e linguagem. São Paulo: Martins 
Fontes, 2001. 
WEISS, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de 
aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP & A, 2012. 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE 
PEDAGOGIA CLARISSA GUEDES DE ARAGÃO PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E 
AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO 
CRICIÚMA, JULHO DE 2010

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