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Gestão de operações, processos e qualidade
Aula 06
Decisões de localização e capacidade
Objetivos Específicos
• Compreender quais os critérios para a decisão de localização.
• Compreender os critérios e conceitos referentes à capacidade.
• Argumentar e propor melhorias de avaliação da capacidade de produção ou 
prestação de serviços.
Temas
Introdução
1 Análise e decisão de localização
2 Arranjo físico
3 Capacidade produtiva
4 Gestão de filas e fluxos
Considerações finais
Referências
Cristiane B. Villar
Professora
Senac São Paulo - Todos os Direitos Reservados
Gestão de operações, processos e qualidade
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Introdução
Como temos observado nesta disciplina, muitos tópicos em gestão de operações 
impactam a competitividade da empresa. Neste tópico, vamos observar como essas decisões 
de localização e capacidade podem contribuir para a competitividade da empresa. Essas 
decisões devem ser avaliadas cuidadosamente e devem ser revisitadas periodicamente.
1 Análise e decisão de localização
A competitividade da empresa é diretamente afetada pela sua localização. Isso porque 
o local onde uma empresa está localizada está sujeito a diversos custos, como tributações 
e custos de transporte (tanto para recebimento de matérias-primas quanto para a saída de 
produtos). Diversas cidades oferecem reduções tarifárias com a intenção de atrair investidores 
e gerar emprego em sua região. Entretanto, se a infraestrutura do local (estradas, aeroportos, 
portos) for precária, isso comprometerá os custos da empresa que, para atender seus clientes, 
terá mais gastos com transportes de mercadorias e serviços.
Outro fator importante é a disponibilidade de mão de obra. A região onde a empresa 
está localizada pode possuir níveis salariais diferentes de outras regiões ou pode não possuir 
as competências necessárias para o negócio. Por exemplo, um hospital tem demanda por 
mão de obra especializada (médicos, enfermeiros, etc). Se a região em que o hospital estiver 
localizado não possuir médicos especialistas, este, para manter sua competitividade deverá 
trazer médicos de outras cidades e quem sabe até outros Estados. Para tanto, precisará 
oferecer salários atrativos, o que consequentemente impactará sobre seus custos.
É fato que diversos fatores influenciam a decisão de localização. 
1. Proximidade e disponibilidade de mão de obra qualificada ou custos de mão de obra 
mais baixos podem ser um dos pontos críticos de decisão de localização. 
2. Proximidade com clientes: essa estratégia pode ocorrer quando a empresa, por 
exemplo, busca minimizar custos com transportes, quando o produto é volumoso, 
caro, ou quanto é necessária a presença do fornecedor com mais frequência no 
cliente. Em alguns tipos de negócios, como o varejo (lojas e supermercados por 
exemplo), o quão mais densa a população, maiores as oportunidades de vendas.
3. Proximidade com fornecedores: privilegiar localizações por conta da proximidade das 
fontes de suprimentos pode ser uma estratégia da firma. Por exemplo, nos casos de 
mineração ou pesca, as operações devem estar próximas à fonte. Isso pode ocorrer, 
também, no processamento de alimentos. Por exemplo, é comum a localização de 
unidades de processamento de sucos próximo às fazendas para garantir a qualidade 
e evitar a deteriorização das frutas.
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Empresas japonesas transferem fábricas da China
Empresas japonesas estão diversificando a produção na Ásia para 
depender menos da China como base de manufatura, em meio à alta do custo 
da mão de obra e do acirramento das tensões bilaterais, começam a transferir 
operações para outras partes do continente. O papel da China como fábrica 
do mundo está diminuindo, embora sua demanda doméstica continue forte, 
afirma a publicação. 
Das vendas geradas pelas subsidiárias locais de empresas japonesas no 
ano fiscal de 2010, o mercado chinês respondeu por 23,2 trilhões de ienes, alta 
de 27% em relação ao ano fiscal de 2007, enquanto as exportações totalizaram 
11,5 trilhões, queda de 22% ante 2007, informou o “Nikkei”, citando números do 
Ministério de Economia, Comércio e Indústria. As informações são da Dow Jones.
Para saber mais sobre o caso prático, acesse o link disponível na Midiateca.
2 Arranjo físico
“Arranjo físico de uma operação é a maneira pela qual se encontram dispostos fisicamente 
os recursos que ocupam espaço dentro da instalação de uma operação” (CORREA; CORREA, 
2009). É importante ressaltar que o arranjo físico bem definido pode ajudar a coordenação 
de atividades, fluxo de um processo e até a relação entre as pessoas de diversos departamentos. 
Além disso, o arranjo físico pode afetar também os custos de produção, o tempo de processo 
e a produtividade do funcionário. Por exemplo, em lojas e supermercados, o arranjo físico 
dos produtos pode influenciar a compra do consumidor. Veja o exemplo a seguir. 
Uma das maiores redes de varejo dos Estados Unidos descobriu em seu 
gigantesco armazém de dados que a venda de fraldas descartáveis estava 
associada à de cerveja. Em geral, os compradores eram homens que saíam à 
noite para comprar fraldas e aproveitavam para levar algumas latinhas para 
casa. Os produtos foram postos lado a lado. Resultado: a venda de fraldas e 
cervejas disparou.
Para saber mais sobre o caso prático, acesse o link disponível na Midiateca.
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Dessa forma, pode-se perceber que as escolhas estratégicas de arranjo físico podem 
ajudar tanto nos processos internos da empresa quanto na estratégia de vendas. Alterá-las 
pode afetar a organização como um todo e possibilitar aumento da satisfação do cliente, 
reduzir risco para funcionários, facilitar fluxo de materiais, pessoas e serviços, melhorar a 
comunicação e a motivação, etc. Consequentemente, um bom arranjo físico pode melhorar a 
capacidade da empresa ao otimizar tempo e espaço.
3 Capacidade produtiva
“Capacidade produtiva é o volume máximo potencial de atividade de agregação de valor 
que pode ser atingido por uma unidade produtiva sob condições normais de operação” 
(CORREA; CORREA, 2009). Para o conhecimento da capacidade produtiva deve-se observar a 
atual capacidade existente, as necessidades futuras, as diferentes formas de alterar a 
capacidade (melhorando a eficiência do processo, treinando pessoas, mudando o arranjo 
físico, etc.), identificar como conseguir capacidade adicional (contratação de mão de obra, 
investimento em equipamentos, etc.). A capacidade pode ser ajustada a curto e longo prazos. 
A curto prazo, a capacidade pode ser alterada mudando a programação de turnos de trabalho, 
uso de horas extras, terceirização de serviços, por exemplo. 
As decisões de capacidade podem influenciar diretamente a 
competitividade da empresa. Por exemplo, uma indústria de autopeças em 
2004 demitiu 200 funcionários por ter previsto queda de vendas significativa no 
período. Entretanto, a previsão estava incorreta. A queda era temporária e, em 
poucos meses, o mercado voltou a aquecer. Porém, como essa indústria tinha 
demitido muitos funcionários, não tinha mais a quantidade necessária de mão 
de obra qualificada disponível em todos os turnos e não conseguiu atender a 
demanda. Resultado: a empresa perdeu vendas, ficou com uma imagem ruim 
diante de seus clientes e perdeu participação no mercado.
Muitas organizações encontraram como alternativa de minimização de riscos e da 
incerteza da demanda a automatização de processos que, em linhas gerais, é a substituição 
ou a facilitação de trabalho humano por máquinas (MOREIRA, 2012). Porém nem sempre é 
possível ou viável, cabe ao gestor verificar a possível adequação.
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Para acompanhar essa aula, é obrigatória a leitura da reportagem 
“Montadoras pegam pesado”, por Rafael Freire e Rosenildo Gomes Ferreira,publicada pela revista “Exame”.
O link para a matéria encontra-se disponível na Midiateca.
4 Gestão de filas e fluxos
As organizações processam fluxos de pessoas, materiais, informações e encaram, em 
alguma etapa de seus processos, restrição de capacidade ou filas de espera. Se a empresa 
possui um fluxo de materiais em processo, há o “estoque em processo”, ou seja, o material que 
está em fase de processamento ou manufatura aguardando a etapa seguinte. Por exemplo, 
imagine uma fábrica de bolsas. Existem várias linhas de produção para o corte do couro e a 
costura. Porém para a costura do zíper da bolsa, há apenas uma máquina disponível, pois 
as demais estão em manutenção. Logo, forma-se ali um gargalo, ou seja, uma fila de espera 
para a operação de costura do zíper. Preparamos uma vídeo-aula especial para explicar com 
detalhes este tópico.
Considerações finais
Neste tópico falamos sobre a importância das decisões de localização de fábricas e subsidiárias. 
Diversos fatores influenciam essas decisões e é muito importante observar os pontos fortes e 
fracos de cada decisão. Não existe processo perfeito, localização e decisão perfeitas. A incerteza 
também está presente neste processo e, quanto mais esforço para identificar essas possíveis 
variáveis que possam colocar em risco o negócio, maiores as chances de sucesso.
Referências
CORREA, H. L.; CORREA, C. A. Administração de produção e de operações. São Paulo: Atlas, 2009.
FERREIRA, R. G; FREIRE, R. Montadoras pegam pesado. Revista Exame. [s.l], [s.n.] 2011. Disponível 
em: . 
Acesso em: 20 maio 2013.
KRAJEWSKI, L. RITZMAN, L.; MALHOTRA, M. Administração de produção e operações. 8. Ed. 
São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2009.
MOREIRA, D. Administração da produção e operação. São Paulo: Saraiva, 2012.
	Introdução
	1 Análise e decisão de localização
	2 Arranjo físico
	3 Capacidade produtiva
	4 Gestão de filas e fluxos
	Considerações finais
	Referências

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