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VALDO BERTOLDO 
 
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado! ” 
Colaboradores: Luzvia Correa, Nathiele Correia, Bruna Lavagnini. 
CLÍNICA MÉDICA 
 
 
1 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Crise asmática 
Paciente de 25 anos, atende ao serviço de emergência referindo que tem asma há mais de 5 anos, 
refere muita falta de ar após ter arrumado umas coisas em casa. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a) ...., aqui do serviço de 
emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao 
falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, 
sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico,etc.) 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Casada ou solteira? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese rápida: (paciente se encontra na emergência), atenção sempre no local que vai estar 
atendendo a paciente.) 
1. Investigar a queixa de falta de ar: quando iniciou, piorou depois de algo? Melhorou usando 
alguma coisa? Primeira vez que isso aconteceu? Se tem limitação das atividades? Se tem 
despertares noturnos? Sintomas diurnos (quantas vezes na semana)? Se usou broncodilatador 
de alivio mais que 2 vezes na semana? 
2. Investigar sintomas acompanhados: febre, tontura, náuseas, vômitos, cefaléia. 
3. Investigar sintomas de gravidade: não consegue falar, exaustão, retrações acentuadas, 
diminuição da consciência (se positivos indicar intubação). 
4. Informar que precisa examinar a paciente/ que depois do melhorar continuará com outras 
perguntas. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. Informar que pela gravidade precisa realizar exame direcionado, em outro momento 
complementar exame físico. 
3. Dados importantes do exame físico (estado geral, uso da musculatura acessória, ausculta 
pulmonar, FR, FC, PA, Sto2). 
4. Solicitar gasometria. 
5. Solicitar Peak flow (Como usar o Peak Flow? (medir fluxo expiratório): 
• Certifique-se de que o “contador” está “zerado”. 
• Coloque o paciente de pé. 
• Solicite que o paciente inspire o mais profundamente possível. 
• Oriente-o a colocar o medidor na boca e apertar a boquilha com os lábios e obstruir as 
narinas com os dedos de uma das mãos evitando o escape do ar. 
• Oriente-o a soprar o mais forte e rapidamente possível. 
• Anote o valor obtido. 
• Repita o processo mais duas vezes e aponte o valor mais elevado no seu registro (os três 
valores obtidos devem ser similares). 
• Cumpra as indicações de limpeza do aparelho para garantir a precisão das leituras futuras. 
6. Passo a passo do cálculo para a avaliação da exacerbação da asma 
 • Obtenha o resultado das três medidas do pico de fluxo expiratório, conforme descrito acima. 
 • Analise, de acordo com os quadros acima ou com o gráfico abaixo, a idade e o valor do peso 
de acordo com o sexo. 
2 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
• Divida o valor obtido (1) pelo encontrado no gráfico ou nos quadros (2) e multiplique por 100 
e considere o maior resultado obtido. (Retirado do caderno- queixas mais comuns na atenção 
básica.) 
7. Com dados obtidos de o exame físico classificar asma: a senhora(o) tem uma crise asmática .... 
Leve ou moderada: bom estado general, PFE>50% basal, Spo2 >95%, gasometria: alcalose 
respiratória. 
Grave: regular estado general, PFE 30-50 basal, Spo2> 91-95%, gasometria normal. 
Muito grave: mal estado geral, PFE70%, FC E RF diminuíram, Sto2 >95): observa-se pcte por mais 1 hora, e alta 
domiciliar com B2 Curta ação 4-4 hrs + corticóide oral 1 x dia por 5 dias, retorno em 7 dias no 
Posto de Saúde, alertando sinais de alarme. 
Resposta incompleta: (PFE 10-70%, aumento da FC E FR, Sto2 91-95%,), adicionar prednisona + 
continuar nebulização a cada 20 minutos, e reavaliar em 1 hora. 
Má resposta: (PFEde 
moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
4. Exame direcionado do joelho: 
Descrever a foto do joelho: estou vendo no exame físico (edema, rubor, não estou 
vendo porta de entrada ou feridas) 
Conduta e orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: Artrocentese: pesquisas de cristais sob luz 
polarizada, citometria bioquímica, LDH, gram. 
2. Hemograma, ácido úrico, PCR; 
 
 
3. Resultados: 
 GOTA SÉPTICO 
CLARIDADE TRANSLUCIDO-OPACO OPACO 
COR AMARELO OPALESCENTE AMARELO ESVERDEADO 
LEUCOCITOS 2000-50000/mm3 20000-150000mm/3 
LDH ALTO VARIAVEL 
29 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
CULTURA NEGATIVA POSITIVA 
CRISTAIS PRESENTE AUSENTE 
 
4. Informa para paciente o diagnóstico de crise gotosa. (É como se tivesse vários cacos de 
vidros se acumulando na sua articulação, devido ao aumento do ácido úrico) 
5. Vou passar um medicamento chamado indometacina 75mg VO, Seguido de 50mg de 
6/6 horas por 2 dias ou até alivio da dor. 
6. Podem acontecer novos episódios da doença, mais vou passar um medicamento que 
vai prevenir novos acontecimentos: COLCHICINA, Tomar por 6 meses. 
7. Se pcte toma HCTZ trocar para furosemida. 
8. Se tiver hiperuricemia >8mg/dl se indica alopurinol 100mg dia em 2 tomadas/ iniciar 
uma semana depois do início da colchicina. 
9. Orientar retorno depois de 2 dias para avaliar melhora. 
10. Importante dieta pobre em carnes e mariscos, evitar bebidas alcoólica, muito 
importante perder peso. 
11. Despede-se cordialmente e esclarece dúvidas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Hipertireoidismo 
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta, com quadro clinico de mais ou menos 2 meses de 
evolução, referindo sentir-se muita estressada, aumento do apetite e perda de peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de 
emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao 
falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, 
sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando iniciou o estresse? Tem algo em especial que deixa 
você assim? Sente que tudo iniciou depois de alguma coisa? Perdeu alguém querido? Sempre 
foi assim meio agitada? 
2. Investigar hábitos: quando começou a comer em excesso? Quando notou a perca de peso? 
Sabe quantos quilos perdeu? Está tomando algum remédio? 
3. Outros sintomas: insônia, cansaço, incapacidade de concentração, sudorese excessiva? 
Intolerância ao calor? Aumento do número de evacuações diário? 
4. Antecedentes GOB: data da última menstruaçao? ciclos regulares? Usa métodos 
anticoncepcionais? Filhos? Partos? Cirurgias? Realizou preventivo? Amenorréia comum está 
presente, infecção recente? 
5. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes, doenças autoimunes, cirurgias no pescoço, fraturas 
(tireotoxicose causa desmineralização óssea) 
6. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, dieta rica em iodo?. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). (Hipertensão divergente e taquicardia) 
4. Exame físico: pele quente, úmida, queda de cabelo, atrofia muscular, fraqueza muscular, 
retração pálpebra, exoftalmia, baqueteamento digital, PA divergente. 
Exame de pescoço: bócio difuso. 
Conduta é orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: TSH E T4 livre + ECG. (TSH normal 0,5- 5) (T4 Normal 
0,9-2), no nosso caso o T4 está aumentado e TSH diminuído. 
2. Explica para a paciente seu diagnóstico: senhora (o) está com um problema na tireoide 
chamado de hipertireoidismo, um hormônio está muito alto e está causando tudo isso na 
senhora(o). 
3. Explica para paciente que tem tratamento, mas é demorado, que mesmo tomando a 
medicação pode demorar um pouco para desaparecer os sintomas. 
4. Indica propranolol 20-40 mg dia. 
5. Indica metimazol dose de ataque 40mg dia por 4-8 semanas. 
6. Quando encaminhar para especialista: (gestantes, refratariedade, exoftalmia grave) 
7. Solicitar retorno em 2 meses para controle e solicitação de novos exames. 
8. Esclarece dúvidas/ despede-se. 
31 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Hipotireoidismo 
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta referindo que tem sentido muito frio, 
desânimo e que tem ganhado muito peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando iniciou o frio? Se sentia isso antes? Sente que 
tudo iniciou depois de alguma coisa? Melhora com alguma coisa? 
2. Investigar outra queixa: Quando notou o ganho de peso? Sabe quantos quilos 
ganhou? Está tomando algum remédio? Tem comido com mais frequência? 
3. Outros sintomas: astenia, fraqueza, sonolência, depressão, demência, edema 
pálpebra, constipação? 
4. Antecedentes GOB: data da última menstruaçao? Ciclos regulares? Usa método 
anticoncepcional? Filhos? Partos? Cirurgias? Realizou preventivo? Amenorréia comum 
está presente. 
5. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes, doenças autoimunes, cirurgias no pescoço, 
fraturas (tireotoxicose causa desmineralização óssea) 
6. Hábitos: álcool, tabagismo,drogas, dieta pobre em iodo?. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). (Hipertensão convergente e bradicardia) 
4. Exame físico: pele seca fria e espessada, olhos edema prioritário, 
Exame de pescoço: procurar bócio. 
Conduta é orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: TSH E T4 livre (TSH normal 0,5- 5) (T4 Normal 
0,9-2), no nosso caso o T4 diminuído e TSH auto, hemograma: risco aumentado de 
anemia e sangramento. 
2. Explicar para paciente diagnóstico: hipotireoidismo, principal causa tireoidite de 
Hashimoto, explica que tem tratamento, porem demorado. 
3. Indicar levotiroxinaconsulta anterior 
com valor de 140/90, e que agora aferiu a PA novamente e estava em 140/90. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de 
e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: pode ser dores de cabeça, ganho de peso? 
2. Outros sintomas: febre, vômitos, náuseas, sincope, delirium, sudoração, alterações na 
visão? 
3. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes, doenças autoimunes, infartos, doenças 
renais, doenças dos olhos, dislipidemia, AVC? 
4. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, dislipidemia, antecedentes familiares de 
infarto, AVC? 
5. Hábitos: álcool, tabagismo, dieta? Atividade física? Drogas? Alimentação? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). PESO/ ALTURA/ IMC/ circunferência abdominal. 
4. Aferição da pressão arterial: 
Antes de verificar: esvazia bexiga, não praticar exercício físico por 60 minutos, não 
ingerir bebidas alcoólicas e nem café/ não fumou até 30 minutos antes/ repouso por 5 
minutos. 
Antes de Iniciar procedimento: paciente sentado/ pernas não cruzadas/os pés apoiado 
no chão e o dorso encostado na cadeira e relaxado/ palma da mão voltada para cima/ 
cotovelo ligeiramente fletido. 
Procedimento: coloque o manguito sem deixa folgas 2-3 cm acima da fossa cubital/ 
centraliza o meio da parte compressiva manguito sobre a arteira braquial/ solicite não 
falar durante a medição/ palpe o pulso radial/ infle o manguito até seu 
desaparecimento, desinfle rapidamente/ aguarde 1 minuto antes da medida/ palpe a 
artéria braquial na fossa cubital e coloque a campula do estetoscópio sem compressão 
excessiva/ infle rapidamente até ultrapassar 20 mmhg do nível estimado de pressão 
sistólica/ proceda a desinflação lentamente ( velocidade 3-4 mmhg) 
Primeiro som- korotkoff- pressão sistólica. 
Desaparecimento do som V de korotkoff- pressão diastólica. 
Informar para paciente valor obtido. 
33 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Conduta e orientação: 
1. Informa para o paciente o diagnostico: 
2. PA normal: ou = 140/ > ou = 90/ 
5. Estádio 2: > ou = 160/ > ou = 100/ 
6. Estádio 3: > ou = 180/ > ou = 110) 
7. Informa que precisa realizar alguns exames: EAS, K, Cr, glicemia jejum e HbA1C, 
colesterol e HDL colesterol, triglicerídeos, ácido úrico, ECG. 
8. Estádio 1 (sem fator de risco / se pode tentar tratamento não medicamentoso por 6 
meses) os outros estádio 2 e 3 todos recebem tratamento medicamentoso. 
9. Fatores de risco (sexo masculino, homem > 55 anos, mulher > 65 anos, dislipidemia, 
mulheres triglicerídeos, história familiar de doença cardiovascular M 30, Doenças cardíacas, nefropatia, retinopatia 
hipertensiva). 
10. Esse paciente tinha fator de risco (vamos iniciar tratamento medicamentoso) IECA. 
11. Informa o paciente sobre a importância da dieta pobre em sal. 
12. Informar sobre a importância da dieta DASH (rica em potássio e cálcio): vegetais, 
frutas, laticínios. 
13. Informa sobre a importância de perder peso e realizar atividade física. 
14. Evitar consumo de álcool. 
15. Marca retorno com resultado de exames, esclarecer dúvidas, despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Urgência Hipertensiva 
Paciente de 60 anos atende ao serviço de emergência referindo que é Hipertenso a 
mais de 2 anos, e que há 30 minutos apresenta mal estar geral depois de uma briga 
coma a esposa. 
 
1. Identifica-se como médico da UPA/ fala que será responsável pelo atendimento da 
paciente. 
2. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? 
3. Solicita imediatamente Move-G (M-onitorização, O- oxigênio, V-eia, E-letro, G-licemia.) 
4. Anamnese: 
a. S –sintomas Sente dor no peito ou falta de ar? Notou alguma fraqueza ou 
dormência arrastada? Você ronca ou acorda a noite com falta de ar? 
b. I-Histórico médico: já lhe disseram que tem pressão alta? Hospitalizações 
anteriores geralmente não têm antecedentes de cardiopatias. 
c. M- Medicamentos: Está usando algum medicamento ou erva medicinal? Parou 
de usar algum medicamento ou erva medicinal? Suas medicações para pressão 
foi mudada? Como está tomando sua medicação? 
d. P- Primeiro episódio: você teve episódio de pressão alta de difícil controle no 
ano passado? 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool. 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. Revisar dados do MOVE (FC, FR, PA) PA>OU = 180/120 
3. Exame cardíaco / exame pulmonar/ abdômen: procurando sopro que pode indicar 
aneurisma da aorta/ turgência jugular, estertores pulmonar: insuficiência 
cardíaca/ edema de MMII. 
Orientação e conduta: 
1. Informar para o paciente o diagnóstico: Urgência hipertensiva. 
2. Informar que precisa ficar em observação por 24 horas em repouso/ que precisamos 
deixar a pressão em 160/100 em 24 a 48 horas. 
3. Vamos passar Captopril 25 mg / início da ação 15-30 minutos/ se necessário repetir. 
4. O2 a critério médico. 
5. Acesso venoso periférico salinizado. 
6. Balanço hídrico. 
7. Após estabilização retornar esquema anti- hipertensivo do paciente. 
8. Informa sobre a importância de perder peso e realizar atividade física. 
9. Evitar consumo de álcool. 
10. Marca retorno com resultado de exames, esclarecer dúvidas, despede-se. 
 
 
 
35 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Trombose Venosa Profunda 
Paciente de 35 anos atende ao serviço de emergência referindo que sente muita dor 
na perna direita, e que está muito inchado. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço 
de emergência e vou realizar seu atendimento. 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Duração? Se melhora em repouso? Se 
piora quando caminha?? Já atendeu alguma vez a consulta com esse problema? Teve 
algum trauma no local? Alguma ferida no local? Qual a perna? Migrou para outro 
lugar? 
2. Investigar queixa de inchaço: foi junto com a dor? Aumentou de tamanho com o 
tempo? Passou alguma coisa? Usou algum creme antes? 
3. Investigar sintomas acompanhados: febre, tontura, náuseas, cefaleia, tosse. 
4. Investigar sintomas tromboembolismo pulmonar: tosse, dificuldade pararespirar, 
hemoptise, aperto no peito? 
5. Antecedentes GOB: Data da última menstruaçao, cirurgias ginecológicas recentes, 
Gravidez? Abortos? Preventivo? Uso de ACO? Cirurgia ortopédica previa? 
6. Investigar fatores de risco: viajou recentemente viagens longas? Ficou muito tempo na 
mesma posição, usa anticoncepcional, história de neoplasia, obesidade, tabagismo, 
hipertensão, insuficiência cardíaca, antecedentes familiares. 
7. Antecedentes patológicos: Diabetes, HTA, insuficiência cardíacas, aborto recente. 
8. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, atividade física. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) tudo normal/ somente alterado na TEP. 
4. Pele e mucosas (buscando cianose) achados normais 
5. Exame de tórax completo (sem alterações) 
6. Cardíaco e abdômen (sem alterações) 
7. Membros inferiores: 
Fotos da panturrilha: identificar ( panturrilha empastada) com dor, edema unilateral, 
com diferença de diâmetro da panturrilha e sinais flogisticos locais. 
Sinal de homens: (+) dor referida na panturrilha pela flexão dorsal do pé ipisilateral. 
Phlegmasia cerúlea: alteração na coloração do membro. 
36 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: USG DOPPLER: perda da compressibilidade 
(vaso mais turgido) / hemograma completo/ eletrólitos/função renal/ função hepática. 
2. Informa para paciente o que tem: senhora (o) tem trombose venosa profunda. ( sua 
veia da perna esta obstruída e não deixa o sangue passar) 
3. Informar para paciente que precisará ficar internada(o)/ investigar se tem algum 
acompanhante. 
4. Vamos indicar alguns medicamentos: heparina 80 u/kg IV. 
Controle do PTTa + varfarina 5 mg/ kg dia por pelo menos 5 dias: interromper INR 2. 
Dipirona sódica 2 ml. 
02 sobre mascar a critério médico. 
Manter anticoagulaçao oral por 3 meses. 
5. Indicar posição de trendelemburg/ com movimento passiva e ativa dos membros. 
6. Marca retorno com resultado de exames, esclarece dúvidas, despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Tromboembolismo Pulmonar 
Paciente de 55 anos atende ao serviço de emergência referindo quadro de dificuldade súbita para 
respirar e dor no peito. 
5. Identifica-se como médico da UPA/ fala que será responsável pelo atendimento do paciente. 
6. Pergunta seu nome? Idade? profissão? 
7. Solicita imediatamente Move-G (M-onitorização, O- oxigênio, V-eia, E-letro, G-licemia.) 
8. Anamnese: 
a. S - sintomas: início da dor? Localização? Intensidade? Ela ta indo para algum outro 
lugar? Já sentiu essa dor antes? Melhora com algo? 
Sintomas acompanhados: tem tosse? Expectoração com sangue? Febre? Desmaios? 
Sudorese? Crise convulsiva? 
b. I-Histórico médico: cirurgias recentes? Anestesia geral? Cirurgia plástica? TVP 
c. M- Medicamentos: usa algum medicamento? Mulher anticoncepcional perguntar? 
Estrogênio? 
d. P- Primeiro episódio: primeira vez que acontece isso? 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, tabagismo? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? Problemas 
familiares? 
9. Fatores de risco: falar que a paciente tem fatores de risco (IMC>35, CIRURGIAS PLASTICAS, 
ANESTESIA GERAL, TABGISMO, ACO, TVP) os que tiver verbalizar. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) 
 Principais achados: taquipneia, dispneia, sudoração, estertores pulmonares, cianose. 
4. Examinas membros inferiores. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: 
Radiografia de tórax: sinal de westermark- oligoemia localizada/ diminuição da trama vascular. 
Sinal da palla: distençao da vasculatura pulmonar. (Identificar tudo isso para o examinador) 
Sinal de Hampton: hipotransparencia triangular. 
2. Gasometria: hipoxemia/ hipocapnia. ACIDOSE RESPIRATORIA. 
3. Eletrocardiograma: Alteração na onda P: Indica sobrecarga VD a onda P esta apiculada em D2 E 
v1. 
Taquicardia sinusal: aumento da frequência cardíaca com onda P positiva em D2. 
S1 Q3 T3: S1 Presença da onda S em D1, QT: Presença da onda Q em D3, T3: onda P invertida 
em D3. (Identificar tudo isso para o examinador) 
4. Solicitar angiotomografia e arteriografia. 
5. Informou para o paciente o diagnóstico de: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR/ identificado 
possível causa. 
6. Indicou internação para o paciente. 
7. Vamos indicar alguns medicamentos: heparina 80 u/kg IV. 
8. Controle do PTTa + varfarina 5 mg/ kg dia por pelo menos 5 dias: interromper INR 2 
9. Analgésicos/ dipirona / tramadol. 
10. Indicar posição de trendelemburg/ com movimento passiva e ativa dos membros. 
11. Marca retorno com resultado de exames, esclarece dúvidas e despede-se. 
 
 
 
 
38 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Insuficiência Cardíaca 
Paciente de 60 anos atende ao serviço de consulta, refere ser HTA a mais de 10 anos, mas 
atualmente tem sentido muita dificuldade para respirar quando realiza esforços médios. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço 
de emergência que vou realizar seu atendimento. 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado Civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de falta de ar: quando iniciou? Duração? Se melhora em repouso? Se 
piora quando caminha?? Já atendeu alguma vez a consulta com esse problema? 
2. Investigar HAS a quanto tempo? Faz controle? Toma que medicamento? 
3. Sintoma acompanhado: dificuldade para respirar a noite, perda de peso, tosse noturna? 
Febre? Náuseas? 
4. Antecedentes patológicos: diabetes, infarto, AVC, dislipidemia? 
5. Hábitos: álcool, fuma, drogas? Alimentação? Condições de moradia? 
6. História para aprender os critérios maiores: (Com o tempo o coração fica grande mais tão 
grande que você escuta a 3 bulha, o coração grande congestiona os pulmões: causando 
estertores crepitantes e dispneia paroxística o paciente fica todo inchado, mais tão 
inchado que causa turgência jugular e aumenta a pressão venosa > 16 e leva o refluxo 
hepatojugular, ai você medico passa diurético e ele perde 4,5 kg) 
7. Critérios menores: são aqueles que podem ser causada por outras doenças.( edema 
maleolar, hepatomegalia, derrame pleural, dispneia aos esforços, tosse noturna, 
taquicardia>120bpm) 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos,aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA: sentado e em pé)/ falar que vai aferir novamente no 
intervalo de 5 minutos. 
No exame físico vamos procurar os critérios para tentar chegar ao diagnóstico. 
Investigar edema maleolar/ turgência jugular/ ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ 
investigou hepatomegalia na palpação abdominal/ investigou edema de MMII.Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: Hemograma, ureia, creatinina, eletrólitos, 
hormônios tireoidianos, Radiografia, eletrocardiograma, função hepática, 
Ecocardiograma. 
Radiografia: conferir nome e dados do paciente/ identificar cardiomegalia com 
inversão da trama vascular. 
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 Valdo Bertoldo 
Eletrocardiograma: sobrecarga do ventrículo esquerdo (onda P alargada em D2 > 2,5) 
Ecocardiograma: 50% diastólica. 
2. Informa para a paciente o diagnóstico: insuficiência cardíaca sistólica ou diastólica. 
3. Diagnostico dado através de critérios: 2 maiores ou 2 menor + 1 maior. 
4. Classificou com NYHA: Dispneia pequenos esforços. 
5. IECA/B-BLOQ/ FUROSEMIDA/ ESPIRONOLACTONA 
6. Orientou sobre hábitos que melhora qualidade de vida (melhora a dieta, exercício 
físico leve) 
7. Marca retorno com resultado de exames, esclarece dúvidas, despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Meningites 
 
Home de 25 anos atende ao serviço de consulta referindo quadro clinico de febre, 
vômitos e dor de cabeça. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de emergência (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço 
de emergência e vou realizar seu atendimento. 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa dor de cabeça: quando iniciou? Duração? Localização? Intensidade? 
Irradiação? Perda de consciência? Convulsão? 
2. Investigar febre: início? Medicação? Escalafrios? Aferiu a temperatura? 
3. Vômitos: início? Aspecto? Cor? Procedido de náuseas? 
4. Sintomas acompanhados: perda de consciência? Mal estar geral? Dor lombar? 
Manchas na pele? Dor ao mover pescoço? 
5. Antecedente patológico: doenças respiratórias? Antecedentes de faringites? Otites? 
Diabetes? HAS? Doenças imunológicas? 
6. Teve contato com alguém com o mesmo sintoma? Ou alguém em casa com o mesmo 
sintoma? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de moradia? Vida sexual? Usa 
preservativo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Informar que usará mascara N95. 
4. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) procurar sinais de instabilidade/ se encontrar: indicar 20 
ml/kg- repetir até 3x, drogas vasoativas se não melhorar/ adrenalina/ dopamina. 
5. Exame físico de pele: procurando lesões em pele. 
6. Sinal kernig: colocar o paciente em decúbito dorsal, flete a coxa sobre quadril e joelho 
sobre a coxa/ quando se tenta estender a perna, paciente refere dor. 
7. Sinal de brudzinski: Ao tentar fletir a cabeça o paciente realiza um flexão involuntária 
da perna sobre a coxa e da coxa sobre a bacia e refere dor. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: hemograma, hemocultura, ureia, creatinina, 
eletrólitos, glicose, coagulo grama, PCR e VHS. 
Solicitar punção lombar: falar que quero da punção- (celularidade, glicose, proteína 
exame direto, cultura). 
PPM ↑ + GLICOSE ↓= BACTERIANA 
PMN↑ + GLICOSE NORMA = VIRAL 
LINFOMONONUCLERARES ↑ + GLICOSE NORMAL =VIRAL 
LINFOMONUCLEARES ↑ + GLICOSE ↓= FUNGO 
PNEUMO: GRAN Positivo / MENINGO: GRAN negativo 
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 Valdo Bertoldo 
2. Informa o diagnóstico: Meningite bacteriana. 
3. Indicar tratamento empírico até confirmação por hemocultura/ ceftriaxone100mg/kg 
de 12/12 horas por 14 dias. 
4. Indicar corticoide até resultado hemocultura para todos: hemofilo e pneumo / se 
meningo suspende. (Dexametasona 10mg IV 6/6 horas). 
5. Analgésicos/antitérmicos/hidratação. 
6. Glicemia capilar 2/2 horas. 
7. Informar isolamento por 24 horas de início de tratamento. (Hemofilo e meningo) 
8. Investigar contatos/ pessoas com o mesmo sintoma/ indicar profilaxia contactantes 
íntimos se meningo: ( familiares, pessoas de convívio diário, creche, escola, trabalho) 
em caso de hemofilo: todos de cima se tiver criança 30 dias, herpes zoster, purpuras, tosse, micose nos pés e 
unha, corrimento vaginal, ulceras na parte intima. 
4. Antecedentes patológicos: câncer, tuberculose, HAS, doenças hepáticas, doenças renal, 
antecedentes de acidente de trabalho? 
5. Vida sexual: casada? Parceiros? uso de preservativo? Quantos parceiros? Sexo anal? Orientação 
sexual? Antecedentes de sífilis, hepatite B? 
6. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, atividade física, alimentação? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. 
4. Procurar sinais: dermatites, mucosas, adenomegalia, molusco contagioso, micoses, verrugas, 
genitais... 
Orientação e conduta: 
5. Informar que precisa solicitar exames e pergunta se autoriza realizar teste rápido de HIV? 
6. Informa para a paciente que os 2 testes rápidos de laboratórios diferente. 
7. Protocolo SPIKES, Questiona presença de familiares nesse momento/ informa importância de 
informar a seu parceiro se casada sobre a doença. Orienta apoio psicossocial. 
8. Próximos passos: oferecer tratamento (tenofovir, lamivudina, dolutegravir) 
9. Exames de rotinas de diagnostico: hemograma, contagem CD4, Carga viral, avaliação hepática e 
renal, parasitológico de fezes, VDRL, Hepatite A, B, C, Toxoplasmose, sorologia HTLV 1 e 2, 
dosagem de lipidos, glicemia jejum, PPD E Radiografia de tórax. Solicitar carga viral cada 6 
meses. 
10. Se iniciar TARV marcar retorno para 7- 15 dias para controlede sintomas. 
11. Rastreamento de câncer: mama acima de 40 anos, realizar mamografia anual/ colo uterino- 
vida sexual ativa realizar anual/ 
12. Notificar o caso. 
13. Encaminhar para serviço especializado. 
14. Informar controle multidisciplinar/ marca retorno/ esclarecer dúvidas. 
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 Valdo Bertoldo 
Síndrome Nefrótico 
Mãe atende ao serviço de consulta com seu filho de 12 anos, referindo que a criança 
de repente começou a ficar com os olhos inchados, e que agora esta todo o corpo 
também. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de 
consulta que vou realizar seu atendimento. 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Freqüenta escola? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Nome do seu filho? Se apresentar para a criança. 
5. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Solicitar cartão de vacina, conferir nome, idade. 
2. Investigar a queixa edema: inicio do quadro? De forma brusca? Já acontece outras 
vezes? Comeu alguma coisa diferente? Conhece se ele tem alguma alergia? 
3. Sintomas acompanhados: febre, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, urinando 
pouco, alterações na cor da urina? Notou urina escura ou vermelha? 
4. Antecedentes patológicos: estava com a garganta inflamada nas últimas 2 semanas, ou 
teve infeção na pele nas últimas 3 semanas? Tem algum problema nos rins? Já teve 
que ficar internado antes? Faz algum tratamento? Hta? Diabetes? 
5. Antecedentes famílias: doença renal, malformações renal, IRA, HTA, diabetes, 
obesidade? 
6. Hábitos: alimentação? Atividade física? Escola? Horários na TV, vídeo game e 
computador? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a examinar o seu filho? Pedir autorização para a criança. 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. (Solicitar tabelas para conferir PA) 
Oroscopia e otoscopia/ ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen /MMII 
presenta de edema. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: EAS: pesquisa de dismorfismo eritrocitário/ 
hemograma/ uréia / creatinina/ ASLO para faringoamidalites / Complemento C3/ 
Proteína de 24 horasdivido em 2 tomadas) 
6. Receitar vitamina E (Retarda evolução) 
7. A maioria dos pacientes apresenta sintomas psiquiátricos e depressivos podendo ser 
necessário (ISRC) escolher sertralina/ pode ter que usar também antipsicoticos 
(haloperidol) 
8. Informa acompanhamento com Neurologista. 
9. Marcar retorno/ esclarecer dúvidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Depressão 
 
Paciente de 30 anos atende ao serviço, referindo que tem sentindo muita dificuldade 
para dormir, que precisa de algum medicamento pata ajudá-la. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo 
nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa insônia: quando iniciou o quadro? Quanta hora consegue dormir? 
Se todas as noites acontece isso? Que horas ela costuma se deitas? Se ela notou que 
alguma piora do quadro de insônia? Se melhora com algo? Se ela consegue dormir 
durante o dia? 
2. Sintomas acompanhados: se ela tem se sentindo estressada? Preocupada? 
Angustiada? Nervosa? Irritada com alguma coisa? 
3. Estabelece vinculo: é muito importante que a senhora saiba que todas as informações 
que recebo a seu respeito, são sigilosas, é um direito seu, eu como médico estou aqui 
para ajudar. (Caderno da atenção básica fala que primeiro se estabelece vinculo, 
depois investiga o grau de depressão) 
4. Investigar possíveis problemas: como está o trabalho? Como estas na escola? Como 
está no relacionamento? Teve alguma perda de algum ente querido? Está com algum 
outro tipo de problema? 
5. Antecedentes GOB: data da última mentruaçao, vida sexual ativa, ciclos regulares, 
gravidez. Aborto, preventivo, anticoncepcional, foi diagnosticada com alguma doença 
recentemente? 
6. Antecedentes patológicos: já teve depressão, crises de ansiedades, estresse intenso, 
diabetes, Hta? 
7. Antecedentes familiares: depressão, suicídio, esquizofrenia, transtornos psiquiátricos? 
8. Hábitos: álcool? Drogas? Medicamentos? Alimentação? Condições de Moradia? 
9. Triagem de depressão: 
I. Tem se sentido triste, desanimada, deprimida durante a maior parte do 
tempo, quase todos os dias? 
II. Tem perdido interesse e o prazer nas coisas que costumava gostar de fazer? 
Se uma resposta for positiva, continuar perguntas abaixo 
III. Houve mudança significativa do seu apetite? 
IV. Tem problemas para dormir quase todas as noites? Acorda a noite, dificuldade 
em pegar no sono, dorme mais que o habitual. 
V. Tem falado ou se movido mais lentamente que o habitual, ou tem se sentido 
inquieto incapaz de permanecer parado? 
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 Valdo Bertoldo 
VI. Tem se sentindo cansado sem energia todos os dias? 
VII. Tem sentindo dificuldade para tomadas decisões, concentra-se ou problemas 
de memorias quase todos os dias? 
VIII. Tem tido pensamentos desagradáveis em várias ocasiões, como por exemplo: 
preferia está morto? Ou ferir a si mesmo? 
(3-4 positiva = depressão leve/ 5-7 positiva = depressão moderada/ 8-9 
depressão grave) 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. 
 Ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen / (Procurar sinais de automutilação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar para a paciente: que ela tem quadro de depressão moderada (explicando que 
depressão não é falta de caráter, não é causada por falta de ocupação, não melhora 
espontaneamente com esforço pessoal) é uma doença comum e com grandes chances 
de cura e tem tratamento disponível. 
2. Prescrever para a paciente Fluoxetina 10-20 mg/ dia (explicar que mesmo tomando a 
medicação pode demorar sentir melhora devido a resposta do medicamento 2-6 
semanas) 
3. Informa para a paciente a importância da participação da família na sua recuperação/ 
pede autorização para informar a eles/ ou se ela está com alguém? 
4. Encaminha a paciente para o serviço de psicoterapia com o NASF. 
5. Informar à paciente que quando ela precisar de ajuda pode procurar qualquer 
profissional da unidade. 
6. Esclarecer dúvidas/ marcar retorno/ despede-se cordialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
Risco de suicídio 
Paciente masculino 30 anos de idade, encontra-se desempregado ha pouco tempo, 
relata que é um peso agora na vida dos outros. 
Frases para brilhar os olhos na prova (Eu não aguento mais, eu não posso mais fazer 
nada, os outros vão estar mais feliz sem mim). 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Estabelecer vinculo: é muito importante que a senhor saiba que todas as 
informações que recebo a seu respeito aqui na consulta, são sigilosas, é um direito 
seu, eu como médico estou aqui para ajudar. E tenho todo o tempo para escutar 
você. (Caderno da atenção básica fala que primeiro se estabelece vinculo, depois 
investiga o grau de depressão) / nem sempre ideia suicida pode estar junto com 
depressão, investigar:(abuso de substancia psicóticas, esquizofrenia, transtorno 
bipolar). 
2. Questionar o paciente sobre o que aconteceu? Quando perdeu o emprego? Teve 
algum motivo em especial que ela queira falar? 
3. Sintomas acompanhados: se tem se sentindo estressado? Preocupado? 
Angustiado? Nervoso? Irritado com alguma coisa? 
4. Antecedentes patológicos: já teve depressão, crises de ansiedades, estresse 
intenso, diabetes, Hta? 
5. Antecedentes familiares: depressão, suicídio, esquizofrenia, transtornos 
psiquiátricos? 
6. Hábitos: álcool? Drogas? Medicamentos? Alimentação? Condições de Moradia? 
Com ideias suicida que no caso seria nosso paciente: 
I. Descobrir se tem um plano: você tem algum plano para acabar com sua vida? 
Você tem uma ideia de como vai fazer? 
II. Descobrir se tem meio? Você tem pílulas, armas, veneno ou outros meios? Os 
meios são facilmente disponíveis para você? 
III. Descobrir se fixou a data? Você decidiu quanto você planejar acabar com sua 
vida? Quando você está planejando fazer? 
Baixo risco: pensando suicida sem plano/ 
 médio risco: pensamentos e plano, sem intenção de executá-lo neste 
momento/ 
alto risco: pensamento, meios e intenção de executá-lo prontamente. 
Exame físico: 
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 Valdo Bertoldo 
1. Solicitar que pacientesuba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) peso, altura, IMC. 
 Ausculta pulmonar/ ausculta cardíaca/ abdômen / (Procurar sinais de automutilação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que o paciente apresentar: Risco suicida moderado. 
2. Informar para o paciente à importância que ele tem para outras pessoas/ fortalecendo 
aspectos positivos da pessoa. 
3. Prescrever para a paciente Fluoxetina 10-20 mg/ dia (explicar que mesmo tomando a 
medicação pode demorar sentir melhora devido a resposta do medicamento 2-6 
semanas). 
4. Marcar avaliação previa para diagnosticar transtornos mentais (depressão, ansiedade, 
alcoolismo, uso de drogas ETC). 
5. Informar a importância de retorno em caso se sinta mal, triste e sozinha. 
6. Pedir permissão ao paciente para agendar entrevista com os familiares. 
7. Encaminhas o paciente para Psicoterapia. (Nasf) ou (CAPS). 
8. Estabelecer um trato com usuário que não tentará se matar, sem comunicar com a 
equipe ou até o período da próxima consulta marcada. 
9. Orientar familiares sobre medida de proteção (afasta armas, veneno, etc.) 
10. Esclarecer dúvidas/ marcar retorno/ despede-se cordialmente. 
Alto risco: 
1. Não deixar a pessoa sozinha sem observação. 
2. Solicitar transferência em ambulância para CAPS ou hospital para internação. 
3. Informar aos familiares a situação e oferecer apoio e cuidados. 
4. Notificar o caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Crise Psicótica aguda 
 
Pai atende ao serviço de emergência, com seu filho referindo que o mesmo está muito 
agitado, vendo coisas e falando sozinho. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar/ questionando seu nome, grau de parentesco. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Tenta tirar informações do paciente. 
4. Anamnese: 
Solicitar a presença de um técnico para acompanhar na avaliação/ o local deve ser 
com saída fácil. Evitar muitas perguntas para o paciente. (Orientar equipe a se 
preparar caso aconteça uma agitação psicomotora grave) 
Os membros da família devem estar presente em todo o atendimento para ajudar a 
tranquilizar o paciente. 
 
a. S - sintomas: agitação, violência e agressividade, início dos sintomas?Primeira 
vez? Descartar hipoglicemia. 
b. I-Histórico médico: transtorno depressivo, mania, psicose, transtorno de 
personalidade, demência, delirium, neoplasia, doença metabólica e 
endócrinas? (Precisa descartar todas as possíveis causas) 
c. M- Medicamentos: Está usando algum para doença psiquiátrica? Deixou de 
tomar algum medicamento? 
d. P- Primeiro episódio: 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
5. Exame físico: 
Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
O senhor me autoriza a te examinar? 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. 
Exame neurológico/ psiquiátrico (Exame Psiquiátrico Apresentação – Aparência – 
Psicomotricidade – Situação da entrevista. Linguagem e Pensamento – Característica 
da fala – Progressão da fala – Forma do pensamento – Conteúdo do pensamento – 
Capacidade de abstração. Senso-Percepção Afetividade e Humor – Tonalidade 
emocional – Modulação – Associação pensamento/afeto – Equivalentes orgânicos. 
Atenção e Concentração – Manutenção – Focalização – Desatenção seletiva. Memória 
– Remota – Recente – Imediata. Orientação – Auto psíquica – Alo psíquica Consciência 
Capacidade intelectual Juízo Crítico da Realidade) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que o paciente apresentar: agitação psicomotora ou crise psicótica aguda. 
2. Precisa solicitar exames de rotina: hemograma, glicemia, eletrólitos, TSH E T4. 
(Dependendo da suspeita da causa se pode solicitar neuroimagem e punção lombar) 
3. Caso necessário contenção mecânica (informar que são necessárias 5 pessoas (para 
cada membro e um para a cabeça) sempre informar o paciente o que está sendo feito. 
51 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
4. Medicamentos: a via depende de como está o paciente/ haloperidol 5mg/1ml/ dose 
máxima 30mg dia. (Caderno da atenção básica menciona somente haloperidol) 
5. Prometazina (encontrado em outras bibliografias, devido o antipsicótico não causa 
sedação) 
6. Prescrever biperideno 1mg via oral/ para evitar distonia, causada pelo antipsicótico. 
7. Controle dos sinais vitais. 
8. Informar que ficar em observação até a melhora do quadro. 
9. Informar que precisa realizar acompanhamento na UBS. 
10. Após o paciente se acalmar, refazer todo exame. 
 
Pode acontecer de que não dê tempo para realizar anamnese/ indicar logo as condutas inicias. 
Escolher ambiente com porta de fuga/ solicitar familiar/ solicitar técnico ou profissional 
capacitado/ contenção/ medicação/ anamnese depois. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Hipoglicemia 
Morador de rua, do sexo masculino, atender ao serviço de emergência trazido por 
policias, referindo que o encontraram na rua confuso e falando palavras desconexas. 
Não sabem que droga tinha utilizado. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo 
atendimento da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de 
parentesco, ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Tenta tirar informações do paciente? 
4. Solicitar Move- DEXTRO. 
5. Anamnese: 
a. S - sintomas: agitação, Sudorese, fraqueza, palpitação, tremores, 
nervosismo, dormências? 
b. I-Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou 
internado alguma vez? Hta? Diabetes? Doença do coração? 
c. M- Medicamentos: Está usando algum medicamento ou erva 
medicinal? 
d. P- Primeiro episódio: 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? Última 
refeição?Quantas vezes come por dia? O que costuma comer? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? 
Luto? Problemas familiares? 
Exame físico: 
Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para 
examina-lo. 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
Interpretar resultado. Está com hipoglicemia (60 ou >70) depende do 
autor. 
 (17,0 - 18,4 desnutrição leve) 
(> ou = 16,0 adesnutrição: 
1. Indicar internação e realizar todo o passo 1: 
Prevenção das 3 causas de morte (hipoglicemia/ infecção/ distúrbios 
hidroeletrolíticos) 
Solicitar: hemograma, ferro sérico, ferretina, transferira, tibc, eletrólitos (Na, K, 
Mg,), função hepática, função renal, TSH e T4, glicemia jejum. 
Estabilizar todos os distúrbios. 
Tratamento de infecções (ceftriaxone) 
Dieta normoproteica/ normocalórica. 
Suplemento de K, Mg, Zinco e vitamina A. 
2. Explicar o paciente que internação dura 1-7 dias, mas o tratamento vai durar 
muito tempo, precisando fazer acompanhamento. 
3. Mostrou atenção ao paciente, entendo seus problemas, não julgando, 
informando que vai fazer de tudo para ajudá-lo. 
4. Despede-se cordialmente, esclarecendo dúvidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
Pneumonia comunitária 
Paciente de 50 anos atende ao serviço de emergência, referindo quadro de febre e dor 
abaixo da costela. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo 
nome. (Trabalha com ar condicionado/pensa em legionella). 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa dor na costela: quando iniciou? Duração? Localização? A dor é em 
pontada? Intensidade? Se melhora com algo? Se piora quando respira (ventilatória 
dependente)? Irradia para algum outro lugar? Primeira vez que sente essa dor? 
2. Investigar febre: início? Medicação? Escalafrios? Aferiu a temperatura? 
3. Investigar tosse: início? Produtiva? Cor? Tem sangue presente? 
4. Sintomas acompanhados: vômitos? Perda de consciência? Mal estar general? 
Dificuldade para respirar? 
5. Antecedentes patológicos: doenças respiratórias? Antecedentes de faringites? Otites? 
Diabetes? HtA? Doenças imunológicas? Disfagia? DPOC? Fico hospitalizado nos últimos 
dias? ( 30. 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar exames: Radiografia de tórax PA/ PERFIL, Hemograma 
completo, eletrólitos, ureia, creatinina, hemocultura (sempre que o paciente for ficar 
internado), antes de iniciar antibiótico. 
55 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Hemograma (leucocitose desvio esquerda) 
Radiografia de tórax pneumonia: (consolidação de todo ou quase todo o lóbulo 
pulmonar, com presença de bronco grama aéreo) algumas podem ter opacidade 
redonda (conhecida pneumonia redonda) 
Broncopneumonia: padrão multifocal (lobular) de condensação alveolar de bordes 
irregulares, com espessamento da parede brônquica, sem broncograma aéreo. 
2. Avaliar CURB 65 (confusão mental presente 1/ ureia > ou = 43mg/dl 1/respiração > 30 
irpm 1/baixa pressão artéria PAS65 anos. 
3. Informar o diagnóstico de pneumonia adquirida da comunidade. (Diagnostico clinico+ 
exame fisco+ Radiografia) 
4. Informar que o paciente precisara ficar hospitalizado. (Devido os critérios do CURB 65) 
2 hospitalar. 
5. Questionar se esta acompanhada (o)? Se tem algum familiar fora? 
6. Indicar hidratação venosa SF0,9 % 30-40 ml/kg/EV 
7. Indica tratamento (Levofloxacino 750mg/EV ou ORAL, POR 7-14 DIAS) + (Cefitriaxone 1g 
EV 12/12 horas) 
8. Dipirona sódica (1-2 grama EV) 4/4 horas. 
9. Usar protetor gástrico. 
10. Oximetro de pulso/ glicemia capilar 6/6 horas 
11. Despede-se cordialmente, esclarecendo dúvidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Síndrome de Guillain Barré 
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo que tem apresentado perda de forças das 
pernas, que o quadro teve início ha um dia, ela teve sintomas de coriza ha 2 semanas. Durante o exame, 
ela tem 2/5 de forças nos membros inferiores. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou 
realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao 
falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, 
sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Religião? Imigrante? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa fraqueza: quando iniciou? Duração? Localização? Intensidade? Se melhora 
com algo? Se piora com algo? Se está com dificuldade para caminhar? 
2. Pode acompanhar de dor/ com início lombar e migrando para membros. 
3. Sintomas acompanhados: dormência nas pernas? Coceira? Queimação? Vômitos? Perda de 
consciência? Mal estar geral? Dificuldade para respirar? 
4. Antecedentes patológicos: antecedentes de resfrio? Mononucleose? Doenças respiratórias? 
Antecedentes de zika? Diabetes? Hepatites? Hta? Cirurgias recentes? Vacinas recentes? HIV? 
(Fatores de risco) 
5. Teve contato com alguém com o mesmo sintoma? Ou alguém em casa com o mesmo sintoma? 
6. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? Usa 
preservativo? 
Exame físico: 
7. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos,aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
8. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
9. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Sinais de gravidade (insuficiência ventilatória, 
disautonomia, arritmias, PA de difícil controle). 
Avaliar perda sensorial: sensação de dor, sensação de frio, sensação de vibração. (Nunca está 
comprometida) 
Exame de Membros inferiores (6. Se for na unidade básica referir a paciente/ lembrar que na prova vai ser o mundo perfeito/ a 
unidade básica pode ter tudo. 
7. Depois da alta retorno em 2 semanas (pode ter recidiva) 
8. Paciente precisa de apoio de fisioterapia e terapia ocupacional. 
9. Despede-se cordialmente, esclarecendo dúvidas. 
 
57 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Febre Amarela 
Paciente 30 anos de idade atende ao serviço de consulta numa UBS, referindo que está tendo 
vários episódios de febre e sentindo muita dor lombar. 
Pode apresentar dor de cabeça como queixa (cefaléia supra-orbitária) 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte 
sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: febre - quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? 
Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Tem calafrios? Suor intenso depois 
da febre? 
2. Investigar dor lombar: iníciou junto com a febre? Tipo de dor? Intensidade? 
Irradiação? Melhora em repouso? Piora com atividade? Primeira vez que sente essa 
dor? 
3. Sintomas acompanhados: notou que a sua pele está mais amarelada? Teve vômitos? 
Náuseas? dor de cabeça? Dor atrás dos olhos? Dor nas articulações? Sangramento de 
pele ou da boca? Dor abdominal? Alterações na cor da urina? Perdeu a consciência? 
4. Viajou nos últimos 15 dias para alguma área com histórico de doença freqüente? 
Indagar histórico vacinal de febre amarela? Contato com esgotos? Lixo? Enchentes nos 
últimos dias? 
5. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? 
Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
6. Teve contato com alguém com os mesmos sintomas? Alguém em casa com os mesmos 
sintomas? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? 
Usa preservativo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las e me 
posicionar a direita do paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) sinal de faget (pulso se torna mais lento, apesar da 
temperatura elevada) / nível de consciência /exame geral. 
Abdômen/ pulmão/ mucosas ictéricas 
 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma, plaquetas, creatinina, 
Eletrólitos, TGO e TGP, coagulograma, EAS, proteína urinaria, bilirrubinas totais e 
frações. 
Isolamento viral (até o 5 dia) 
Sorologia (depois do 5 dia de febre) 
58 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
2. Informar para paciente o diagnóstico de febre amarela/ confirmado pela clínica e 
pelos exames laboratoriais. Explicar que se trata de uma doença transmitida pela 
picada de um mosquito (F.a silvestre pelo mosquito Haemagogus ou Sabettis; F.a 
urbana pelo mosquito aedes aegypti), que tem o vírus na saliva. Que a doença está 
classificada como leve a moderada, não precisando ficar hospitalizado. 
3. Orientar hidratação 60 ml/Kg/dia, podendo ser apenas com solução salina ou 1/3 
inicial com solução salina e os 2/3 restantes líquidos caseiros (água, sucos, chá etc.) 
4. Prescrever sintomáticos para febre dipirona 500mg/ 4x/dia. 
5. O paciente e os acompanhantes devem ser orientados a retornar ao serviço de saúde 
imediatamente se houver piora dos sintomas existentes: persistência de febre alta 
(>39ºC) por mais de quatro dias e/ou qualquer dos seguintes sinais: aparecimento de 
icterícia, hemorragias, vômitos, diminuição da diurese. Caso não haja piora do quadro, 
não é necessário repetir os exames laboratoriais e uma consulta de retorno deve ser 
marcada em cinco a sete dias para reavaliação. 
6. Usar repelente de insetos enquanto estiverem acordados. Devem ser aplicados em 
toda a área de pele exposta respeitando os intervalos orientados pelos fabricantes. 
Passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas 
fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de 
mosquitos. Crianças menores de 6 meses de idade, que não podem receber a vacina e 
nem usar repelentes de aplicação direta na pele, devem ser mantidas o tempo todo 
com roupas claras de manga, sob mosquiteiros e/ou em ambiente protegido 
(refrigerado com portas e janelas fechadas ou protegidas por tela, com repelentes 
ambientais). (Paciente com febre amarela deve ser protegidos de picadas de 
mosquitos). 
7. Despede-se cordialmente, esclarecendo dúvidas. 
8. Notificar o caso. 
 
Orientação e conduta: (Febre amarela GRAVE) 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma, creatinina, 
Eletrólitos, TGO e TGP, coagulograma, EAS, proteína urinária, bilirrubinas totais e 
frações. 
Isolamento viral (até o 5 dia) 
Sorologia (depois do 5 dia de febre) 
2. Informa para paciente o diagnóstico de febre amarela grave/ confirmado pela clínica e 
pelos exames de laboratoriais. Explicar que se trata de uma doença transmitida pela 
picada de um mosquito (F.a silvestre pelo mosquito Haemagogus ou Sabettis; F.a 
urbana pelo mosquito aedes aegypti), que tem o vírus na saliva. Que a doença está 
classificada como grave. 
3. Precisando ficar hospitalizado. 
4. Orientar hidratação de 60 ml/Kg/dia de solução salina/ em caso de sinais de 
hipotensão 10ml/kg EV na primeira hora. 
5. Prescrever sintomáticos para febre dipirona 500mg/ 4x/dia. 
6. Exames laboratórios devem ser solicitados a cada 4 horas. 
7. Controle da diurese/ sem sonda. 
8. Esclarece dúvidas/despede-se. 
9. Notificar o caso. 
 
Orientação e conduta: ( Febre amarela MALIGNA) 
59 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
10. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma, creatinina, Eletrólitos, TGO 
e TGP, coagulograma, EAS, proteína urinária, bilirrubinas totais e frações. 
Isolamento viral (até o 5 dia) 
Sorologia (depois do 5 dia de febre) 
11. Informa para paciente o diagnóstico de febre amarela maligna/ confirmado pela clínica 
e pelos exames de laboratoriais. Explicar que se trata de uma doença transmitida pela 
picada de um mosquito (F.a silvestre pelo mosquito Haemagogus ou Sabettis; F.a 
urbana pelo mosquito aedes aegypti), que tem o vírus na saliva. Que a doença está 
classificada como maligna, 
Precisando ficar hospitalizado em UTI. 
12. Vitamina K 10ML/kg/ dia/ por 3 dias. 
13. Omeprazol 
14. A transfusão de concentrado de hemácias (10 a 15 ml/kg/dia) está indicada nos casos 
de queda acentuada de hematócrito, choque hipovolêmico refratário e/ou hemorragia 
intensa. 
15. O plasma fresco congelado (10 ml/kg) deve ser usado na presença de coagulopátias e a 
transfusão de plaquetas é reservada para situações específicas como sangramento 
persistente. 
18. Notificar o caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leptospirose 
16. Controle da diurese/ drogas vasoativas se necessários/ solicitar gasometria e correção/ 
início precoce de antibioticoterapia para evitar infecções. 
17. Esclarece dúvidas/despede-se. 
Febre A. Leve/ moderada Grave Maligna 
Sinais e 
sintomas 
Febre, cefaleia, 
mialgia, náuseas, 
icteríciaausente 
ou leve 
Todos os 
anteriores 
/Icterícia 
intensa 
Manifestações 
hemorrágicas/ 
Oligúria 
Diminuição de 
consciência. 
Todos os 
sintomas 
clássicos da 
forma grave 
intensificados 
Alterações 
laboratoriais. 
Plaquetopenia 
Elevação,>150.000 
moderada de 
transaminases 
em repouso? Quantas vezes no dia? Já atendeu alguma vez a consulta 
com esse problema? Se tem despertares noturnos? 
2. Investigar sintomas acompanhados: febre, tontura, náuseas, cefaleia, tosse. 
3. Investigar sintomas de gravidade: não consegue falar, exaustão,retrações acentuadas, 
diminuição da consciência quando acontece os episódios? 
4. Investigar fatores agravantes: exposição tabagismo? Fumante em casa? Alergénos? 
Questionar se ele conhece os meios de proteção de ambiente? 
5. Classificar a asma: (A- atividade física tem dificuldade para respirar? B- usa 
brocodilatador de alivio > 2x semana? 
 C- corda a noite com sintomas? D- diurno sintomas 2x na semana, E-espirometria ou 
PFE alteradocefaleia, astenia, tosse seca, pode estar presente delírio, dor 
em fossa ilíaca direita, diarréia, constipação. 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? 
Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de vivenda? Vida sexual? Usa 
preservativo? Já fez o preventivo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) sinal de faget (pulso se torna mais lento, apesar da 
temperatura elevada) / nível de consciência /exame geral. 
4. Na suspeita de dengue (prova do laço) 
Abdômen/ pulmão/ mucosas/ na fase precoce pode tudo está normal. (Pode está 
presente no exame físico hepatoesplenomegalia, dor abdominal difusa ou localizada 
em quadrante inferior direito) 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma, hemocultura, VHS (normal), 
TGO, TGP e CPK Aumentados (1 semana), coprocultura e mielocultura (2 semanas) na 
prova pede logo tudo. 
2. Tomografia e Radiografia de abdômen (na suspeita de perfuração intestinal) 
63 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
3. Informa para paciente o diagnóstico: febre tifoide/ doença de transmissão fecal oral/ 
que tem tratamento/ que ela vai ficar bem. 
4. Indicar tratamento com Clorafenicol: ainda é considerada a droga de primeira escolha. 
Dose: 
Adultos – 50mg /kg/dia, dividida em quatro tomadas (6/6 horas) até a dose máxima de 
4g/dia; 
Crianças – 50mg/kg/dia, dividida em quatro tomadas (6/6 horas) até a dose máxima de 
3g/dia. 
5. Tratamento de Suporte: • a febre, a desidratação e o estado geral do pcte devem ser 
observados, investigados e tratados. Não devem ser usados medicamentos 
obstipantes ou laxantes; • são recomendados repouso e dieta, conforme aceitação do 
pcte, evitando-se os alimentos hiperlipídicos ou hipercalóricos. 
6. Notificar o caso. 
7. A vacina é recomenda para área endêmicas e viagens futuras para essa localidade 
(acima de 2 anos de idade) / viajantes tomar vacina uma semana antes. (Fonte 
ministério da saúde/ não fala se o ministério disponibiliza) 
8. Medidas de higiene: consuma água tratada, selecione alimentos frescos com boa 
aparência antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados. 
9. Esclarece dúvidas/despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
LeishmanioseTegumentar 
Paciente de 40 anos, atende serviço de consulta na UBS referindo o aparecimento de uma 
ferida na perna a mais ou menos 2 meses. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de ferida: quando iniciou? Como começou? O tamanho de início? 
Se foi aumentando de tamanho? Quantidade de lesão? Se ele notou perda de 
sensibilidade? Se ele passou algum medicamento? 
2. Investigar sintomas acompanhados: febre? Dor nas pernas ou nos braços? Perda da 
força muscular? Vômitos? Náuseas? 
3. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? 
Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticóide? Se for mulher 
perguntas antecedentes GOB se realiza preventivo? 
4. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? 
Usa preservativo? Questionar animais em casa? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) (palpação de baço e fígado) 
4. Ele vai mostrar a foto (Descrever lesão em perna direita de mais ou menos 6 cm, com 
aspecto de ulceras, com bordas elevada, fundo granuloso, indolor). 
5. Teste de sensibilidade? 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: esfregaço da lesão + coloração especifica 
de giemsa = visualização do parasita, teste de intradermorreação de Montenegro (+ 
doença ativa), mas se mantém positivo mesmo depois da cura. PCR 
2. Solicitar ECG antes de iniciar tratamento. (Droga prolonga intervalo QT: Risco de 
toardes) + uréia, creatina, função hepática, enzimas pancreáticas. REPETIR EXAMES 
DURANTE TRATAMENTO. 
3. Informar para o paciente: diagnostico de leishmaniose tegumentar ou cutânea/ uma 
doença causada por um parasito, que é transmitido pelo mosquito/ esclarecer que não 
é uma doença transmissível e que tem tratamento. 
65 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
4. Indicar tratamento: antimonial pentavalente por 20 dias / informar que precisa 
notificar caso apareça reações adversa do medicamento/ explicar que a febre vai 
desaparecer no 5 dia de tratamento. 
5. Notificar a doença; 
6. Orientar medidas de controle/ esclarecer dúvidas/ despedir-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Leishmaniose Visceral 
 
Paciente de 30 anos, atende o serviço de consulta de uma UBS referindo quadro de 
febre a mais de 15 dias e perda de peso. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? 
Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Tem calafrios? Suor intenso depois 
da febre? 
2. Investigar de perda de peso: quando notou a perda de peso? Se sabe quantos quilos 
perdeu? Como está se alimentando? Está fazendo alguma dieta? Qual tipo de 
alimentos costuma comer? Atividade física? 
3. Investigar viagens: norte e nordeste. 
4. Investigar sintomas acompanhados: dor abdominal, náuseas, vômitos, manchas na 
pele, ascite, icterícia, sangramento de mucosas? 
5. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? 
Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
6. Antecedentes familiares: Ca hematológicos, Ca em geral, HAS, DM?... 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, condições de moradia? Vida sexual? 
Usa preservativo? Questionar animais em casa? Se for mulher investigar histórico 
gineco-obstétrico e realização de preventivo. 
Exame físico: 
1. Solicitar que pacientesuba até a maca, vou lavar as minhas mãos,aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) mucosa: palidez intensa. 
4. (Palpação de baço e fígado) ESPLENOMEGALIA 
Orientação e conduta: 
5. Informar que precisa solicitar alguns exames: 
Inespecíficos: Hemograma (pancitopenia), VHS e PCR aumentados, pode ocorrer 
aumento das enzimas hepáticas e bilirrubinas, hematúria. (HIPOALBUMINEMIA E 
HIPERGAMABLOBULINEMIA) 
67 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Solicitar ECG antes de iniciar tratamento. (Droga prolonga intervalo QT: Risco de toardes) + 
uréia, creatina, função hepática, enzimas pancreáticas. REPETIR EXAMES DURANTE 
TRATAMENTO. 
 
6. Específicos: sorologia: por imunoflorescência, Elisa/ parasitológico: aspirado de 
medula óssea, exame direto, cultura do meio. 
FEBRE + PERDA PONDERAL + HEPATOESPLENOMEGALIA+ PANCITOPENIA + 
HIPOALBUMINEMIA + HIPERGAMABLOBULINEMIA = leishmaniose visceral. 
7. Informa para paciente o diagnóstico: leishmaniose visceral uma doença causada por 
um parasito, que é transmitido pelo mosquito/ Esclarecer que não é uma doença 
transmissível e que tem tratamento. 
8. Indicar tratamento: antimonial pentavalente por 20 dias/ informar que precisa 
notificar as reações adversas do medicamento. 
9. Questionar alguém mais em casa com os sintomas. 
10. Notificar a doença; 
11. Orientar medidas de controle/ esclarecer dúvidas/ despedir-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Malária 
Paciente 45 anos, atender ao serviço de consulta em uma UBS referindo quadro clinico de 
febre, calafrios e sudorese. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? 
Horário mais frequente? Tomou algum remédio? A febre some e volta em horários 
comuns? 
2. Investigar calafrios: junto com a febre? Depois da febre? Contínuo? 
3. Investigar sudorese: depois da febre em grande quantidade? Na madrugada? Algum 
horário especifico? 
4. Investigar sintomas acompanhados: cefaleia, mialgia, náuseas, vômitos. (MALARIA 
LEVE) mais comum P. Vixax febre 48/48 horas. 
5. Investigar sinais e sintomas de gravidade: prostração, alteração da consciência, 
dispneia, convulsões, hemorragias, alterações na cor da pele, febre > 41 graus, 
oligúria, alterações na cor da urina ou alteração laboratorial (MALARIA GRAVE OU 
COMPLICADA) é mais comum pelo P. Falciparum/ febre 72/72 horas. 
6. Viajou recentemente? Duração da viagem? Alguém em casa com os mesmos 
sintomas? 
7. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? 
Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? 
8. Antecedentes familiares: Ca hematológicos, Ca em geral, HAS,DM?... 
9. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, tipo de vivenda? Vida sexual? Usa 
preservativo? Questionar animais em casa? Se paciente do sexo feminino investigar 
histórico gineco-obstetra e realização do preventivo. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) 
Nenhum achado especifico de malária/ as alterações serão de acordo a gravidade. 
 
 
69 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: Hemograma, coagulograma, 
hepatograma, função renal, eletrólitos, avalição de hemólise (haptoglobina, LDH, 
contagem de reticulócitos), HIV, Glicemia, radiografia de tórax (procurando critérios de 
gravidade). 
Específicos: gota espessa/ esfregaço de sangue periférico/ imuno teste rápido. 
2. Critérios de internação (todos os sinais de gravidade +sobre os efeitos colaterais potenciais e o caráter transitório destes. 
71 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
7) Como funciona o seguimento clinico laboratorial? 
Teste rápido para HIV, utilizando amostra de sangue total, soro ou plasma Trimestral 
(toda consulta de PrEP) 
Teste treponêmico de sífilis (ex. teste rápido ou ELISA) ou não treponêmico (ex. 
VDRL ou RPR ou Trust) 
Trimestral Identificação de outras IST (clamídia e gonococo) Pesquisa em urina ou 
secreção genital (utilizar metodologia disponível na rede. Ex. cultura) semestral (ou 
mais frequente em caso de sintomatologia) 
 Teste para Hepatite B, em caso de não soroconversão da vacina. Pesquisa de HBsAg 
(ex. TR) e Anti-HBs(b) A depender da soroconversão da vacina para HBV. Teste para 
Hepatite C Pesquisa de Anti-HCV (ex. TR) trimestral 
Monitoramento da função renal, Clearance de creatinina, dosagem de ureia e 
creatinina sérica, Avaliação de proteinuiria (amostra isolada de urina) trimestral. 
Monitoramento da função hepática Enzimas hepáticas (AST/ ALT) trimestral 
Teste de gravidez Trimestral (ou quando necessário). 
 
8) Precisa evitar algum medicamento? 
Evitar: Ácido acetilsalicílico, Ibuprofeno, Naproxeno, topiramato, carbonato de lítio. 
Contraindicado: adefovir 
 
9) Pergunta se ficou claro? Se tem mais alguma duvida?E despede-se cordialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
 
Profilaxia Pós exposição 
Uma interna técnica em enfermagem de 29 anos, atende ao serviço de consulta 
porque no hospital onde está estagiando, teve um acidente com seringas e o paciente 
faz tratamento para HIV. 
 
Acolhimento: 
 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de exposição: quanto tempo tem que isso aconteceu? Passou 
alguma coisa? Como foi o acidente? O calibre da agulha? Se tinha sangue visível na 
agulha? Como foi o acontecido? 
 72 horas realizar acompanhamento sorológico. 
2. Investigar a pessoa fonte: ele tem realmente HIV? Está realizando tratamento? A 
quanto tempo? Se sim indicar próximos passos. 
3. Investigar se: fonte HIV positivo em tratamento? fatores que indica resistência viral: 
teste de genotipagem indicando resistência, carga viral positiva depois de 6 meses de 
tratamento ou troca de tratamento, já fez uso de vários tratamentos antirretrovirais? 
Recomenda-se que pessoas coinfectadas pelo HIV iniciem a PEP com o esquema 
preferencial e sejam encaminhadas para acompanhamento em serviços de referência. 
4. Se a pessoa fonte não tiver teste de HIV (Realizar teste rápido, se negativo-não realizar 
profilaxia) 
5. Investigar sintomas: dor no local? Febre? Náuseas? Vômitos? Outros sintomas? 
6. Antecedentes GOB: data da última menstruação? Gravidez? Aborto? Ciclos regulares? 
Uso de preservativo? Número de parceiro? Vida sexual? Faz preventivo? 
7. Antecedentes patológicos: Hepatites A, B, C, Doenças renais, doenças imunológicas, 
tuberculose, toxoplasmose, diabetes, epilepsias, depressão? 
8. Hábitos: fuma, drogas, álcool, alimentação, atividade física? 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: ALT, AST, Amilase, Glicemia, 
Hemograma, Teste de HIV (se exposição sexual investigar ITS) 
2. Indicar tratamento (O esquema preferencial (TDF + 3TC + DTG) – 
3. gestante (TDF+ 3TC + RAL) 
4. Informar que a cartela vem 30 comprimidos mais que precisa tomar somente 28 dias. 
73 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
5. Informar que existe risco de efeito colateral: náuseas, vômitos, dor abdominal. 
6. Informar que precisa fazer acompanhamento com especialista. 
7. Informar que precisa retornar para consulta em 14 dias para realizar exames (ALT, AST, 
Amilase, Glicemia, Hemograma,) 
8. Informar que precisa realizar teste de HIV 30 e 90 dias após exposição mesmo usando 
TARV. 
9. Informar que durante as relações sexuais usando a profilaxia precisa usar preservativo. 
10. Ressaltar que os adolescentes têm direito à PEP mesmo sem a presença dos pais ou 
responsáveis. Nesses casos, como previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) – Lei nº8.069, de 13 de julho de 1990 –, deve-se avaliar a capacidade de 
discernimento do adolescente, com exceção das situações de violência. 
11. Orientar medidas de controle/ esclarece dúvidas e despede-se cordialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Fibromialgia 
Paciente de 40 anos sexo feminino, atende ao serviço de consulta na UBS, referindo dor por 
todo o corpo a mais ou menos 4 meses. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Localização? Intensidade? Irradiação? 
Melhora com alguma coisa? Piora com alguma coisa? Dor muscular ou nos ossos? Já 
sentiu isso antes? A dor é como cansada e precisa ser > ou = 3 meses. 
2. Sintomas acompanhados: febre, vômito, dor abdominal, perda de peso, diarreia, 
manchas na pele, viajou anteriormente? (Para fazer diagnostico diferencial) 
3. Sintomas e sinais comuns acompanhado: transtornos do humor, distúrbios do sono, 
cefaleia tensional, alterações da memória, síndrome do intestino irritável, síndrome 
das pernas inquietas? 
4. Investigar depressão: se sentindo triste? Quer ficar maior parte do tempo deitada ou 
sozinha? 
5. Antecedentes GOB: data da última menstruação, ciclos regulares, anticoncepcionais, 
gravidez, aborto? Realizou preventivo? 
6. Antecedentes patológicos: depressão, ansiedade, artrite, lúpus, diabetes, HAS, câncer? 
7. Antecedentes familiares: Diabetes, HAS, fibromialgia, doença reumáticas? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhoar me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) 
E necessário exame osteoarticular para descartar outras causas. 
4. Avaliar tender points bilateralmente. (Precisa fala os locais/ a presença de 11 
Positivo de 18 classifica com fibromialgia) 
Orientação e conduta: 
1. Solicitar exames para descartar outras doenças (hemograma, VHS, PCR, creatinina.Eletrólitos, TGO, TGP, TSH) 
2. Informar para paciente diagnóstico de fibromialgia/ diagnostico clinico/ Explicar que 
trata-se de uma doença crônica que não se sabe a origem. ( idiopática) 
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 Valdo Bertoldo 
3. Orientar apaciente quanto a importância de realizar atividade física, que auxilia na 
melhora da dor/ terapia cognitiva comportamental. 
4. Não indicar AINES (Não tem melhora). 
5. Dieta saudável/ evitar estresse. 
6. Medicamentos que se pode usar (relaxante muscular: ciclobenzaprida, amitriptila,) 
7. Dipirona em caso de DOR/PARACETAMOL. 
8. Orientar medidas de controle/ esclarece dúvidas e despede-se 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Chikungunya 
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta com quadro de dor articular e 
febre. 
 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa febre: quando iniciou? Duração? Intensidade? Usou termômetro? 
Horário mais frequente? Tomou algum remédio? Tem calafrios? Suor intenso depois 
da febre? 
2. Pesquisar queixas articulares: caracterizar o envolvimento articular determinando a 
duração, intensidade, localização das articulações primariamente envolvidas, 
progressão para outras articulações, natureza aguda ou insidiosa, assim como a 
periodicidade das dores? 
3. Sintomas acompanhados: notou alteração na pele (está mais amarelada, manchas)? 
Teve vômitos? Náuseas? Dor de cabeça? Dor atrás do olho? Sangramento de pele ou 
da boca? Dor abdominal? Alterações na cor da urina? Perdeu a consciência? 
4. Pesquisar sinais de gravidade: 
• sinais ou sintomas que possam indicar acometimento neurológico, incluindo 
irritabilidade, sonolência, dor de cabeça intensa e persistente, crises convulsivas e 
déficit de força (déficit de força pode estar relacionado também a miosite). 
• Dor torácica, palpitações e arritmias (taquicardia, bradicardia ou outras arritmias). 
• Dispneia, que pode significar acometimento cardíaco ou pulmonar por pneumonite 
ou decorrente de embolia secundária a trombose venosa profunda em pacientes com 
artralgia, edema e imobilidade significativa. 
• Redução de diurese ou elevação abrupta de ureia e creatinina. 
• Sinais de choque, instabilidade hemodinâmica. 
• Vômitos persistentes. 
• Sangramento de mucosas. 
•Descompensação de doença de base. 
5. Viajou nos últimos 15 dias para alguma área com histórico de doença freqüente? Tem 
vacina em dia contra febre amarela? Teve contato com alguém com os mesmos 
sintomas? Ou alguém em casa com os mesmos sintomas? 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? Hepatites? HAS? Vacinas recentes? HIV? 
Doenças autoimunes? Doenças hematológicas? Uso de corticoide? Aines? 
7. Hábitos: fuma, drogas, álcool, alimentação, atividade física? Se sexo feminino 
investigar histórico GOB 
8. Avaliar escala EVA: 
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 Valdo Bertoldo 
 
 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) 
4. Examinar a pele em busca de lesões maculares, papulares, vesiculares ou bolhosas. 
5. Exame articular: levando em consideração que frequentemente não se percebem 
sinais de calor e rubor nas articulações afetadas, devem-se examinar, criteriosamente, 
as articulações, em busca de sinais de comprometimento articular: » Alteração da 
pele. » Aumento do volume. » Crepitação ou estalido. » Deformidade. » Limitação da 
mobilidade. » Dor ou atrofia muscular. » Nodulação. 
 
 
Orientação e conduta: 
1. Informar que precisa solicitar alguns exames: hemograma, VHS, Função renal, função 
hepática, proteína C reativa. 
Detecção: RNA Viral por PCR na primeira semana/ sorologia para ZIKA, DENGUE E 
CHIKUNGUNYA (positivo 8 dia) / teste rápido. 
 
Conduta depende dos sinais de gravidade. 
Pacientes de grupo de risco (gestantes, pacientes com morbidades, idosos e menores 
de 2 anos de idade)→ internação 
 
Paciente sem sinal de gravidade/ sem critério de internação/ ou condições de risco. 
1. Informa para paciente o diagnóstico: chikungunya/ é uma doença transmitida pela 
picada de um mosquito, que tem um período de recuperação longo e que pode ter 
episódios de dores articular por vários meses. 
2. Informar que o tratamento e ambulatorial/e que não precisa ficar internado. 
3. Segundo escala de EVA analgésicos: (1-3: dipirona1 gramo de 6/6 horas ou 
paracetamol 750mg 6/6 horas) – (4-6 dipirona 1g e paracetamol 750mg a cada 3 
horas em horários intercalados, via oral) – ( 7-10 dipirona ou paracetamol associado a 
opioide: tramadol 50mg de 6/6 horas) 
4. Informar que não pode tomar aspirina e antiinflamatórios pois são contraindicados na 
fase aguda. 
 Hidratação oral: conforme recomendado no guia de manejo da dengue. (Adulto: 
60ml/kg sendo 1/3 SRO e 2/3 líquidos. 
Crianças: até 10kg / 130 ml/ kg dia – 10 a 20 kg: 100ml/kg/dia.) 
5. Avaliar hemograma para apoio no diagnóstico diferencial: dengue, malária e 
leptospirose. 
6. Encaminhar para a unidade de referência à partir de surgimento de sinais de 
gravidade ou critérios de internação. 
7. Notificar. 
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 Valdo Bertoldo 
8. Orientar retorno no caso de persistência da febre por mais de 5 dias ou no 
aparecimento de sinais de gravidade. 
 
 
Pacientes do grupo de risco em observação/ Acompanhamento ambulatorial em observação 
1. Informa para paciente o diagnóstico: chikungunya/ é uma doença transmitida pela 
picada de um mosquito que tem um período de recuperação longo e que pode ter 
episódios de dores articular por vários meses. 
2. Informar que o tratamento é ambulatorial mas que em observação todos os dias. 
3. Segundo escala de EVA analgésicos: (1-3: dipirona1 gramo de 6/6 horas ou 
paracetamol 750mg 6/6 horas) – ( 4-6 dipirona 1g e paracetamol 750mg a cada 3 
horas em horários intercalados, via oral) – ( 7-10 dipirona ou paracetamol associado a 
opioide: tramadol 50mg de 6/6 horas) 
4. Informar que o uso de aspirina e antiinflamatórios são contraindicados na fase aguda. 
5. Hidratação oral: conforme recomendado no guia de manejo da dengue. 
6. Avaliar hemograma para apoio no diagnóstico diferencial: dengue, malária e 
leptospirose. 
7. Notificar. 
8. Encaminhar para unidade de referência a partir de surgimento de sinais de gravidade. 
Orientar retorno diário até o desaparecimento da febre. 
 
Pacientes com sinais de gravidade e/ou critério de internação 
1. Informa para paciente o diagnóstico: chikungunya/ é uma doença transmitida pela 
picada de um mosquito que tem um período de recuperação longo e que pode ter 
episódios de dores articular por vários meses. 
2.Informar que o tratamento e hospitalar / que precisa ficar hospitalizada. 
3. Segundo escala de EVA analgésicos: (1-3: dipirona1 gramo de 6/6 horas ou 
paracetamol 750mg 6/6 horas) – ( 4-6 dipirona 1g e paracetamol 750mg a cada 3 
horas em horários intercalados, via oral) – ( 7-10 dipirona ou paracetamol associado a 
opioide: tramadol 50mg de 6/6 horas) 
4. Conduta Clínica: 1 - Hidratação oral: conforme recomendado no guia de manejo da 
dengue 
5. O uso de aspirina e antiinflamatórios são contraindicados na fase aguda. 
6. Avaliar hemograma para apoio no diagnóstico diferencial: dengue, malária e 
leptospirose. 
7. Tratar complicações graves de acordo com a situação clínica. 
8. Notificar. 
9. Critérios de alta: melhora clínica, ausência de sinais de gravidade, aceitação de 
hidratação oral e avaliação laboratorial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Cefaleia X Enxaqueca 
Paciente 30 anos atende ao serviço de consulta na UBS em que você trabalha com quadro de 
dor de cabeça. 
 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Localização? Intensidade? Irradiação? 
Melhora com alguma coisa ex: repouso? Piora com alguma coisa ex: atividade física? 
Luz? Som? Dor em aperto? Em facada? Pulsátil? Duração? Primeira vez? Quantas 
vezes no mês? 
2. Sintomas acompanhados: náuseas, vômitos, fotofobia, tonteira, visão turva? Resfrio 
ou sinusite antes = diagnóstico diferencial? Perda de consciência? 
Cefaleia Tensional: inicia na parte da tarde, bilateral, não acorda o paciente, não é 
pulsátil, não piora com atividade física, intensidade leve a moderada, não tem 
náuseas, vômito e fotofobia. 
Enxaqueca: inicia na madrugada, acorda o paciente, unilateral, pulsátil, piora com 
atividade física, movimento brusco da cabeça piora, piora no período menstrual, tem 
náuseas, vômitos e fotofobia. 
3. Investigar vida social: família, trabalho, amigos? 
4. Antecedentes GoB: Data da última menstruaçao, ciclos regulares, uso de ACO, 
gravidez, aborto? Preventivo? 
5. Antecedentes patológicos: enxaqueca, diabetes, HAS, depressão, ansiedade, insônia? 
6. Antecedentes familiares: enxaqueca, diabetes, HAS, transtornos psiquiátricos, 
depressão? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, dieta, medicamentos, qualidade do sono, moradia? 
 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) PA nos 2 membros/ peso/ altura/ IMC 
4. Avaliar rigidez de nuca 
5. Exame neurológico: pupila, sudorese, pares cranianos. 
6. Solicitar fundo de olhos caso pense em outras causas como: (hemorragia 
subaracnóidea, meningites, tumores). 
 
Orientação e conduta: 
7. Informar que não precisa solicitar exames para confirmar o diagnóstico. 
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 Valdo Bertoldo 
8. Informar para paciente diagnostico de cefaléia tensional e ou/ enxaqueca. 
9. Informar para a paciente que se possível anotar todas as datas de crise em um diário. 
(Para auto monitoramento de crises) 
10. Sempre evitar fatos que possam desencadear a cefaléia observados pelo paciente. 
11. Cefaleia tensional: analgésicos comuns (paracetamol ou anti-inflamatório não 
esferoidais) + exercício físico. 
12. Enxaqueca: triptanos, opióide. 
13. Quando encaminhar para especialista: (> 15 dias no mês, uso abusivo de AINES, HAS, 
Obesidade, crise > 72 horas, aura persistente) 
14. Quando indicar profilaxia: >2-3 crises, medicação ineficaz (propranolol 40mg). 
15. Orienta retorno se persistência da dor, vômitos intensos, perda de consciência.... 
16. Orientar medidas de controle/ esclarece dúvidas/ despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Lombalgia 
Paciente de 51 anos de idade sexo masculino, atende ao serviço de consulta da UBS, referindo 
quadro clinico de dor nas costas a mais ou menos 10 dias. 
 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de dor: quando iniciou? Localização? Intensidade? Irradiação 
para membros inferiores? Melhora com alguma coisa? Repouso? Piora com algo? 
Já tomou remédio antes e voltou a dor? 
2. Questionas sintomas acompanhados: perda de peso? Febre? Fraqueza muscula? 
Dor noturna? 
3. Antecedentes patológicos: câncer? Diabetes? HIV? Cirurgias na coluna? Doenças 
reumatologicas? 
4. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, câncer, doenças reumatologicas? 
5. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, medicamentos, qualidade do sono, moradia? 
 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) PA nos 2 membros/ peso/ altura/ IMC 
4. Avaliar coluna: 
Inspeção (lordose, cifose, escoliose,) 
Amplitude do movimento (teste de schober: paciente em posição ortostática e com os 
pés juntos, com um lápis demográfico traça-se uma linha entre as duas espinhas 
ilíacas- posterior superior e outra 10 cm acima, em seguida pede-se ao paciente que 
faça flexão anterior do tronco, medir então a distância dos pontos marcados. Em 
paciente sem alteração de mobilidade deverá aumentar no mínimo 5cm, aumento 
menores que 5cm o teste é positivo. 
Palpação: musculatura para espinha, processos espinhosos, articulações sacroiliaca, 
posição de ossos pélvicos. 
Avaliação neuromuscular: reflexo patelar, Aquiles, flexão do tornozelo, força muscular. 
 
Orientação e conduta: 
1. Quando solicitar Radiografia de coluna lombo sacra em PA E PERFIL: suspeita 
de tumor, trauma, infecção, idade 50 anos se a dor estiver 
presente por mais de 2 meses, sem melhora do tratamento. 
82 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
2. Informar ao paciente que se trará de uma lombalgia mecânica, provavelmente 
desencadeado por estiramento ou distensão (70% das causas), da 
musculatura. 
3. Explicar que não tem necessidade de realizar exames complementares. 
4. Prescrever (paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno,relaxantes muscular: 
ciclobenzaprina, codeína). 
5. Orienta retorno lento as atividades/ não tendo necessidade ficar no leito. 
6. Orientar paciente quando a postura correta, atividade física. 
7. Esclarece dúvidas e despede-se 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Valdo Bertoldo 
Acidente vascular cerebral isquêmico 
Paciente de 58 anos da entrada a emergência com queixa de hemiparesia à direita. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar / questionando seu nome, grau de parentesco, ou 
documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Tenta tirar informações do 
paciente? 
4. Solicitar Move- DEXTRO. 
5. Anamnese: 
a. S –Sintomas: investigar paralisia branda: quanto tempo? Última vez que foi 
visto bem? Incapacidade para se locomover, desvio da comissura labial, perda 
da força muscular? Sincope? Dispneia? Dor torácica? 
b. I-Histórico médico: tem alguma doença: HAS, DIABETES, INSUFICIÊNCIA 
CARDIACA, VASCULOPATIA, DOENÇA DA TIREOIDE, IAM,faz algum tratamento? 
Já ficou internado alguma vez? 
c. M- Medicamentos: está usando algum medicamento? Anticoagulantes? 
d. P- Primeiro episódio: já aconteceu outras vezes? 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? Última refeição?Quantas 
vezes come por dia? O que costuma comer? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las 
e me posicionar a direita da paciente. 
2. O (a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
4. Interpretar Move- Dextro/ correção de acordo com alteração. 
5. Escala de Glasgow, ausculta respiratória, ausculta cardíaca 
e pulso radial. 
6. Exame neurológico direcionada? Escala de cincinnnati. 
 
Orientação e conduta: 
1. Indica tomografia computadorizada sem contraste/ e eletrocardiograma de 12 
derivações/ plaqueta/ INR. 
2. O Candidato explica o diagnóstico de AVC isquêmico. 
3. Explica procedimento de trombólise/ explicando os riscos/ solicitando autorização. 
4. Avalia contraindicações para trombólise: 
Trauma ou AVC ocorrido nos últimos 3 meses/ plaqueta 180/110 Prescrever labetol 10mg Ev. 
8. Controle diurese/ balanço hídrico/ curva térmica/mudança de decúbito 2-2 horas. 
84 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Intoxicação 
Atendimento inicial como deve ser? 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar / questionando seu nome, grau de parentesco, ou 
documentos. 
3. Pergunta nome do paciente, Idade? Profissão? Estado civil? Tenta tirar informações 
do paciente? 
Estabilização inicial: 
1. Primeiro solicitar MOVE- DEXTRO 
2. Estabilização dos sinais vitais do paciente. 
3. Se agitação→ (diazepam) 
4. Hipertermia: antitérmicos/ meio físico 
5. Hipotermia: aquecimento e cobertor. 
 
Anamnese: 
1. O que aconteceu? Substancia envolvida na intoxicação. 
2. Quanto? Qual a quantidade utilizada? Ou em caso de exposição dérmicas e inalatórias, 
por quanto tempo ficou exposto e qual a concentração do produto? 
3. Quando? Há quanto tempo ocorreu a intoxicação? 
4. Como? Em que circunstância se deu a intoxicação (acidental, tentativa de suicídio, erro 
de administração, uso indevido, tentativa de homicídio, ocupacional, entre outras...? 
5. Morbidades e medicação utilizada? 
 
Exame físico: 
verbalizar lavagem de mãos e paramentação : 
 (após o manejo inicial, deve se realizar exame físico completo, inclusive neurológico, na 
tentativa de verificar se surgiram determinadas intoxicações) 
1. Exame geral + sinais vitais. 
2. Exame neurológico (escala de Glasgow) 
3. Ausculta cardíaca/ ausculta respiratória/ avaliação da pele/ avaliar roupas/ pupilas. 
(Para iniciar tratamento) 
 
Orientação e conduta: 
1. Exames complementares:Se caso de intoxicação por ingestão e for realizar lavado 
gástrico deve-se colher amostra para estudo toxicológico. 
2. Paciente estável e nível de consciência inalterado/ realizar exame físico/ contato com 
ciat/ identificar via de contaminação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Via dérmica Via ocular Via inalatória Via oral 
Retirar roupa, 
lavar os locais por 
10-15 minutos 
com agua 
corrente, se 
produto 
lipossolúvel lavar 
com agua e sabão. 
Caso o produto 
seja caustico ou 
corrosivo, após a 
lavagem tratar 
como queimadura 
Lavar os olhos por 
10-15 minutos, 
com solução 
fisiológica, não 
usar colírio 
anestésico. 
Pode ser utilizado 
analgésico 
sistêmico e 
colocado tampão 
para proteção. 
Deixa usuário em 
local ventilado. 
Avaliar 
necessidade de 
oxigênio 
suplementar. 
Não provocar 
vômitos, avaliar 
necessidade de 
lavagem gástrica e 
ou carvão ativado. 
 
Contraindicações de lavagem gástrica: Glasgow 1 hora/ ausência de ruídos hidroaéreos/ substancia que não são absorvidas pelo carvão: ferro, 
etanol, metanol/ gestantes/ paciente debilitados. 
Carvão ativado: 1g/kg de peso + 10ml de 
 
 
 
 
 
solução.Anti-
histamínicos 
Antidepressivos 
Relaxante muscular 
 Rubor facial/ 
mucosa seca 
 
Se arritmias 
bicarbonato de Na+/ 
convulsões diazepan. 
MOVE 
Cocaína Diaforese/ ilusões 
Paranoia 
Se arritmias nunca 
betabloqueador/ 
medidas de 
descontaminação + 
MOVE 
Benzodiazepínico Bradicardia/ 
sonolência 
Depressão 
respiratório/ 
Hipotensão 
Flumazenil/ / 
medidas de 
descontaminação + 
MOVE 
Órgano fosforado Sialoreia/ 
sudorese/miose/ 
midríases/ 
fasciculaçoes/ 
broncorrreia/ 
incontinência 
Atropina 1-2 mg 
cada 10 minutos. 
 
 
 
 
86 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Doação de sangue 
Paciente atende ao serviço de hemocentro e você é o médico do serviço que vai realizar o 
primeiro atendimento para doação de sangue. 
 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Cadastro: 
1. Informar para a paciente que primeiro precisa saber se ela está com algum documento 
com foto para realizar o pré cadastro, e que precisa ser documento oficial com foto. 
2. Solicitar informações para contato/ telefone/ endereço 
3. Informar para a paciente que será realizado o cadastro. 
 
Anamnese: 
1. Informar que essa entrevista é sigilosa. 
1. Questionar impedimento definitivo: 
Antecedentes patológicos: câncer, diabetes 1 e 2, doença cardíacas,hepatite após os 
11 anos de idade, hepatite B-C, HTLV 1 e 2, malária, transplante de órgão, chagas, 
sífilis 
Hábitos: alcoolismo crônico, drogas ilícitas. 
2. Impedimento temporário: 
Resfriados e gripes se sintomáticos esperar 15 dias para doar, alergias o candidato 
deve esperar 3 dias após tratamento para doar, diarreia aguardar 7 dias para doar, 
gravidez, amamentação, 90 dias após parto normal, ingestão de bebidas alcoólicas 
com menos de 12 horas, tatuagem nos últimos 12 meses, vacinas. 
3. Informar intervalo de doações: homem 2-2 meses sendo máximo 4 anual/ mulher de 
3-3 meses sendo máximo 3 anual. 
4. Questionar requisitos para doação no momento: 
Se está bem alimentado? Dormiu 6 horas à noite? Idadeprurido hepatite A. 
4. Investigar sintomas de diagnostico diferencia: dor articular? Dor nos olhos? Dor 
nas costas? Manchas na pele? Tosse? Sangramento de mucosas? 
5. Se viajou recentemente? Se tem alguém em casa com os mesmos sintomas? Ou 
alguém na escola? 
6. Questionas sintomas e sinais acompanhados: febre? Náuseas? Vômitos? Dor 
abdominal? Alterações na cor da urina? 
7. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Doenças reumatologias? 
8. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, câncer, doenças no fígado? Doenças na 
pele? 
9. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo,alimentação, medicamentos, qualidade do sono, 
moradia? Tem água encanada em casa, horta, animais soltos no quintal? Lava os 
alimentos antes de comer? Come alimentos bem cozidos? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. Você me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
Achados do exame positivo (icterícia, hepatomegalia, dor abdominal a palpação) 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que precisa solicitar alguns exames: Anti- HAV IgM/ hemograma/ 
função hepática: bilirrubinasValdo Bertoldo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Hepatite C 
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta com resultado de exame: “Amostra 
reagente para o anticorpo contra o HCV.Realizar confirmação do diagnóstico da infecção pelo 
HCV usando um dos Fluxogramas laboratoriais. ” 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de fase aguda: mialgia, artralgia, parestesia, vômitos, anorexia, 
síndrome seca de olhos, boca...? 
2. Investigar sintomas de hepatite crônica: alteração na cor das fezes, manchas na 
pele, crescimento da mama, alterações na urina, (prurido é o sintoma mais 
associado à hepatite C) 
3. Investigar situação vacinal: Hepatite A, Febre amarela, hepatite B? 
4. Questionar sintomas e sinais acompanhados: febre? Náuseas? Vômitos? Dor 
abdominal? Alterações na cor da urina? 
5. Questionar fatores de risco: vida sexual (raro transmissão sexual), orientação 
sexual, seringas, escovas de dentes, recebeu sangue, procedimento dentários sem 
higiene, hemodiálise, piercings colocou recentemente, tatuagens? 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Doença sexualmente transmissível, 
hepatite A, Doenças no fígado? 
7. Antecedentes familiares: diabetes, HTA, câncer, doenças no fígado? Doenças na 
pele, hepatites? 
8. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, alimentação, pratica de atividade física, 
medicamentos, qualidade do sono, moradia? Se sexo feminino investigar histórico 
GOB e realização de preventivo. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos,aquece-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
Achados do exame positivo do exame físico: (icterícia, hepatomegalia, dor abdominal 
a palpação) 
4. Investigar sinais de hepatite crônica: icterícia, ascite, esplenomegalia e hepatomegalia, 
circulação colateral, edema de membros inferiores, aranhas vasculares, ginecomastia, 
eritema palmar, flapping. 
96 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que o resultado do seu exame deu positivo mais que para 
confirmar é preciso solicitar outros exames mais específicos, tratando de acalmar o 
paciente. 
2. Solicitar exames: HCV RNA PCR (+) / genotipagem/ carga viral/ hemograma/ função 
renal/função tireoidiana/ hepatites A e B/ USG abdômen ou tomografia para ajudar a 
avaliar grau de comprometimento do fígado (biopsia hepática padrão ouro para 
fibrose hepática). 
3. Informar o paciente o diagnóstico de: hepatite C aguda/ sem cirrose. 
4. Informar para o paciente que o tratamento da hepatite C está indicado para todos os 
pacientes com diagnóstico de infecção pelo HCV, nas suas formas aguda ou crônica. 
5. Notificar o caso. 
6. Encaminhar para serviço especializado (até aqui cuida atenção primaria). 
7. O que mudou no novo tratamento (As atuais opções terapêuticas apresentam as 
seguintes vantagens: facilidade posológica, tratamento por menor período de tempo e 
com menos efeitos adversos, menor necessidade de exames de biologia molecular 
para avaliação do tratamento, e melhores resultados em comparação com as 
modalidades de tratamento anteriormente indicadas). 
8. É necessária uma cuidadosa avaliação pré-tratamento de condições clínicas, 
psiquiátricas e sociais; 
9. Indicar tratamento tem como objetivo reduzir as complicações e risco de progressão: 
Sofosbuvir + simeprevir ± ribavirina 12 semanas (GENOTIPO 1) 
Genótipo 1 com cirrose compensadachild-pugh A: Sofosbuvir + simeprevir ± ribavirina 
12 semanas 
Genótipo 1 com cirrose child-pugh B ou C: Sofosbuvir + daclatasvir ± ribavirina 24 
Semanas. 
10. Retorno para solicitação de novo exames em 1 mês. 
11. Informar para a paciente a importância do acompanhamento multidisciplinar. 
12. Esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Tosse por captopril 
Paciente de 55 anos atende ao serviço de consulta referindo quadro de tosse ha mais de 
30 dias. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de tosse: início? Horários mais comuns? Se tem Secreção? 
Aspecto? Horários de alivio? Horários de piora? 
Início brusco? 
2. Pesquisar diagnósticos diferenciais: febre? Escalafrio noite? Perda de peso? 
Contato com tuberculose? (Tuberculose) 
3. Pesquisar diagnóstico diferencial: tosse com secreção? Purulenta? Febre? 
Dificuldade para respirar? (DPOC) fumante ativo ou passivo? Trabalhou com 
pedras, cerâmica? 
4. Pesquisar diagnóstico diferencial: queimação no estomago? Perda de peso? 
(DRGE) 
5. Questionar mudanças recentes: tomando algum medicamento? Começou a fumar 
recentemente? Fumador há anos? 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Sinusite? Rinite alérgica?Alergia? 
Doença sexualmente transmissível, DPOC, Doenças no articular? 
7. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, DPOC? Doenças na pele, doenças 
articular? 
8. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, alimentação, pratica de atividade física, 
medicamentos( refere que começou a tosse após iniciar o uso do captopril), 
qualidade do sono, moradia? Medicamentos? Pcte > que 50 anos iniciar rastreio 
para Ca de Cólon e reto, se sexo feminino rastreio também para Ca de mama. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
4. Exame físico de tórax (inspeção, palpação, percussão, ausculta? (Tudo normal) 
5. Exame de orofaringe (normal) 
 
98 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Orientação e conduta: 
1. Informar ao paciente que sua tosse está relacionada com o medicamento que toma 
(captopril, enalapril), que alguns pacientes podem apresentar como efeito colateral, 
mas que suspendendo a medicação vai melhorar. 
2. Trocar o medicamento captopril por losartana (não existe na literatura dose especifica 
para substituição) 
3. Marcar retorno em 15 dias para consulta de controle daPA. 
4. Se caso paciente for tabagista (para se diagnosticar tosse por cigarro, se recomenda 
passar um mês sem fumar e se a tosse desaparecer a causa seria o cigarro). 
5. Esclarece dúvidas ao paciente e despede-se cordialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
DRGE 
Paciente de 35 anos atende ao serviço de consulta referindo quadro de tosse e 
sensação de indigestão a mais ou menos 20 dias de evolução. 
 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Onde mora? Religião? Imigrante? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de tosse: início? Horários mais comuns? Se tem Secreção? 
Aspecto? Horários de alivio? Horários de piora? 
Início brusco? 
2. Pesquisar diagnósticos diferenciais: febre? calafrio noturno? Perda de peso? 
Contato com tuberculose? (Tuberculose) 
3. Pesquisar diagnóstico diferencial: tosse com secreção? Purulenta? Febre? 
Dificuldade para respirar? (DPOC), PACIENTE VAI RELATAR QUE TEM (queimação 
no estomago? Perda de peso? Rouquidão? Desgaste do esmalte dentário? 
(DRGE)) 
4. . Questionar se primeira vez que apresenta os sintomas? Se tomou algum 
medicamento antes. 
Sintomas típicos: pirose (queimação retroesternal), regurgitação, arrotos. 
Sintomas atípicos (tosse crônica, pneumonia de repetição, rouquidão) 
Sinais de alarme: disfagia, odinofagia, hemorragia digestiva, anemia e perda de 
peso. 
5. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Sinusite? Rinite alérgica? Doença 
sexualmente transmissível, DPOC, Doenças articulares? Hábito de beber, 
nervosismo, estresse? 
6. Antecedentes familiares: diabetes, HAS, DPOC? Doenças na pele, doenças 
articulares? 
7. Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, alimentação, pratica de atividade física, 
medicamentos, qualidade do sono, moradia? Medicamentos? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar as minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
Exame físico sem alteração. 
 
 
100 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Orientação e conduta: 
1- Informa para a paciente que precisa solicitar uma Phmetria de 24 horas (motivo: ela 
apresenta somente sintomas atípicos) / indicar que se está tomando inibidor de 
bomba de prótons (omeprazol), deve descontinuar antes do exame. (Positivada paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Avaliar necessidade de intubação (ASMA OU ACIDODE NA 
GASOMETRIA) 
Pulmão: inspeção: aumento do diâmetro anteroposterior do tórax, ausculta: roncos, sibilos, 
diminuição do murmulho vesicular. 
Resto do exame físico: pode estar sem alterações. 
Orientações e conduta: 
1. Informa o paciente que precisa solicitar alguns exames (RADIOGRAFIA DE PULMÃO, 
HEMOGRAMA, GASOMETRIA) 
2. Informa que se trata de uma DPOC descompensada que o paciente precisa ficar 
hospitalizado. 
3. Questionar presença de familiares/ ligar/ estão fora? 
4. Orientar que precisara usar antibiótico (piora da dispneia, aumento do escarro, 
secreção purulenta: tendo 2 dos 3): amoxicilina + clavulanato ou macrolideo. 
5. Indicar B2 de curta duração + atrovent. 
6. Corticóide 10-14 dias / prednisona VO 
7. Oferta oxigênio se atuação 14 
Plaquetas: aumento leve pode acontecer 
Ferro sérico: 360/ (Valor normal 250-360) 
2. Informa para a paciente tudo que está alterado nos exames, 
esclarecendo que tudo leva a uma anemia por deficiência de ferro, que 
não é uma doença grave, que ela vai ficar bem. 
3. Informa que ela vai tomar um medicamento sulfato ferroso: 300mg 3-4x 
dia. Que ela precisa tomar o medicamento longe das refeições, de 
preferência com um suco de laranja que isso ajuda absorção. Que o 
tratamento vai durar 6 meses. ( caso haja intolerância gástrica, pode 
tomar junto as refeições). 
4. Informa que pode mudar a cor das fezes ou ela sentir gosto ruim na 
boca, mais que isso é normal. 
5. Que ela precisa retornar depois de 10-14 dias para controle, que ela vai 
fazer um exame para avaliar melhora. 
6. Informa que ela precisa aumentar a ingesta de alimento: carnes, feijão, 
folhas verde. 
7. Orientar medidas de higiene com alimentos, lavar bem as frutas e 
verduras. Tomar agua sempre fervida, 
8. Esclarece dúvidas, confirma entendimento, despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Anemia Megaloblástica 
Paciente atende ao serviço de consulta, falando começou uma dieta meio radical e agora está 
se sentindo bem mal. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico de serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento) 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico.) 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Casada ou solteira? Chamar pcte sempre pelo 
nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de mal estar: quando inicio? Progressivo? Duração? Continua? Se 
melhora em repouso? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Investigar a dieta: quando iniciou? O que deixou de comer? Qual o motivo da dieta? 
Não está satisfeita com seu corpo? Investigar características de depressão 
(poderíamos pensar em anorexia nervosa + anemia megaloblástica) 
3. Sintomas acompanhados: dispneia ao esforço (aqui é importante saber que o mesmo 
que acontece na ferropriva pode estar presente: queilite angular, glossite são típicos 
que qualquer anemia carêncial), PARESTESIA EM EXTREMIDADES E DEMENCIA. 
4. Antecedentes ginecológicos: data da última menstruaçao? Quantos dias fica 
menstruada? Troca de absorvente quantas x no dia? Toma algum ACO? Miomas? 
5. Antecedentes obstétricos: parto? Aborto? Gestas? 
6. Antecedentes patológicos: doenças diarreicas? Doenças do estomago? Doenças 
parasitológicas? Último exame de fezes? Gastrectomia: indica sempre profilaxia. 
7. Hábitos: condições de vida: agua potável, saneamento básico? Alcoólatra nos faz 
pensar na deficiência de folato. Medicamentos: anticonvulsivantes ou antiácidos? 
8. Buscar na anamnese detalhes de cada anemia: alcoólatra (pensar em folato), dietas 
restritas: (pensas em B12). 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mão,aquecê-las , e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
Mãos: palidez ungueal, coiloniquia, 
Exame físico pode ser Normal ou Icterícia. 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Orientações e conduta: 
1. Informa à paciente que precisa solicitar alguns exames: 
Hemograma (Anemia macrocistica: VCM> 115-120 
RDW: > 14 
Aumento do LDH e bilirrubina indireta. 
E agora B12 ou ácido fólico? 
Solicitar: cobalaminaolhar pulso do paciente) se 
não tiver pulso é = DESFIBIBRILAÇAO. 
18. Ritmo desfibrilavél?/ vamos desfibrilar. 
19. Selecionar a carga no monitor/ 200j 
20. Pedir para afastar do paciente/ e checar se todos se afastaram. 
21. Dar o choque. (1 CHOQUE) 
22. Inicia o RCP/ Por 2 minutos/ 
23. Solicitar MOV 
M- Monitorizar o paciente/ colocar os cabos/ esquerda: amarelo e verde (lado do 
Coração= BRASIL) / direita: vermelho e preto (FLAMENGO). 
O- Orientar equipe (1 para anotar tempo e as medicações usadas/ 1 responsável pelo 
carrinho/1 canaliza veia e administrar medicamentos/ 1 para ventilação/ 2 para RCP) 
V- Veia canalizada 
 
24. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
25. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
26. Dar o choque. (2 CHOQUE) 
27. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
28. Solicitar administração de adrenalina/ seguira de flush (20ml de solução fisiológico/ 
elevar o membro) 
29. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
30. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
103 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
31. Dar o choque. (3 CHOQUE) 
32. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
33. Solicitar administração de amiodarona 300mg/ seguida de flush (20 ml de solução 
fisiológico/ elevar o membro) 
34. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
35. Se: fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
36. Dar o choque. (4 CHOQUE) 
37. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
38. Solicitar administração de adrenalina/ seguira de flush (20 ml de solução fisiológico/ 
elevar o membro) 
39. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
40. Se fibrilação ventricular/ taquicardia ventricular (sempre olhar pulso do paciente) 
41. Dar o choque. (5 CHOQUE) 
42. Inicia o RCP/ Por 2 minutos 
43. Solicitar administração de amiodarona 150mg/ seguira de flush (20ml de solução 
fisiológico/ elevar o membro) 
44. Após 2 minutos de RCP Checar o ritmo. 
45. Ritmo (atividade elétrica) então chegar o pulso do paciente. TEM PULSO. 
46. Iniciar os cuidados pós parada. (5H 5T) 
5 H¨s : Hipovolêmia, Hipoxemia, Hipotermia, Hipo/Hipercalemia, H+(acidose) 
5T¨s: Trombo coronário(IAM), Toxinas, TEP, Tamponamento cardíaco, Tórax( 
hemotórax, pneumotórax) 
Fibrilação ventricular Taquicardia Ventricular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
104 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
RCP intra-hospitalar assistolia 
 
Você está no hospital e a enfermeira chama por você, avisando que um paciente desmaiou. 
 
1. Avaliar responsividade (estou avaliando responsividade do pcte.... Batendo 
nos ombros do paciente senhor…senhor...senhor) (pcte não responde); 
2. Pedir ajuda e solicitar carrinho de parada; 
3. Vou checar pulso carotídeo e respiração do paciente (palpando o pulso 
carotídeo por 5-10 segundos) e olhando para o tórax avaliando respiração. 
(Paciente não tem pulso e não respira); 
4. Vou iniciar o RCP de qualidade: 
5. As mãos entrelaçadas 2-3 centímetro do apêndice xifoide/ não dobrar 
cotovelos 
6. Comprimir mais ou menos 5 cm. 
7. Deixar o tórax expandir espontaneamente. 
8. Freqüência de 100-120 por minuto 
9. Minimizar interrupção. 
10. Ventilar- 30 compressões para 2 ventilação se estiver sozinho/ ou 15 
compressões e 2 ventilações se tiver outra pessoa. 
11. A ventilação se faz com uma leve extensão da cabeça/ se paciente for vítima 
de trauma realizar manobra de interiorização da mandíbula sem extensão da 
cabeça. Realizar a técnica do E ou do C e conectar a fonte de oxigênio. 
12. Questionar se chegou o carinho de parada? SIM 
13. Ligar o monitor do carinho de parada/ coloca as pás no tórax do paciente/ 
analisar o ritmo 
14. O ritmo é (ASSISTOLIA)- verbalizar- RITMO NÃO CHOCAVEL 
15. Informar que precisa verificar os cabos. 
16. Informar que devera aumentara o ganho. 
17. Informar que vai trocar as derivações. 
18. Informar que vai reiniciar RCP 
19. Solicitar MOV 
 M- Monitorizar o paciente/ colocar os cabos/ esquerda: amarelo e verde (lado 
do Coração=Brasil) / direita vermelho e preto (flamengo). 
 O- Orientar equipe (1 para anotar tempo e as medicações usadas/ 1 
responsável pelo carrinho/1 canaliza veia e administrar medicamentos/ 1 para 
ventilação/ 2 para RCP) 
 V- Veia canalizada 
20. Solicitar administração de adrenalina/ seguida de flush (20 ml de solução 
fisiológico/ elevar o membro) 
21. Após 2 minutos verificar o ritmo. (Atividade elétrica organizada) 
22. Informar que vai verificar pulso (tem pulso) 
23. O candidato iniciou os cuidados pós parada e verificou 5H E 5T. 
 
 
5 H¨s : Hipovolêmia, Hipoxemia, Hipotermia, Hipo/Hipercalemia, H+(acidose) 
105 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
5T¨s: Trombo coronário (IAM), Toxinas, TEP, Tamponamento cardíaco, Tórax( 
hemotórax, pneumotórax) 
24. 
A- Alerta do paciente (senhor você está bem?) 
B- Via aérea (estou verificando sem o paciente respira) paciente não respira. 
Vou ventilando cada 5-6 segundos (enquanto prepara o material de 
intubação/ com capinografia em forma de onda) obs.: se paciente respira 
não é necessário 
Auscultar pulmão: pulmão limpo PA BAIXA= LIQUIDO/ Pulmão crepitando 
e PA baixa = noradrenalina. 
C- Avaliar pressão artéria e frequência cardíaca. 
D- Exame: ECG 12 derivações/ radiografia tórax/ exames laboratoriais. 
E- Encaminha para UTI OU HEMODINAMICA (depende da causa). 
F- Controle direcionado da temperatura 32-36 graus. 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Bradicardia 
Paciente de 60 anos atende ao serviço de emergência referindo calor intenso, falta de ar e 
fraqueza. 
Acolhimento: 
10. Identifica-se como médico da UPA/ fala que será responsável pelo atendimento da 
paciente. 
11. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Estado civil? Questionou presença de 
familiares? 
12. Solicita imediatamente Move-G (M-onitorização, O- oxigênio, V-eia, E-letro, G-licemia.) 
13. Anamnese: 
a. S –sintomas: falta de ar, sudorese, sincope, sonolência, confusão mental, 
desconforto torácico agudo. 
b. I-Histórico medico: já lhe disseram que tem pressão alta? Diabetes? 
Cardiopatia? 
c. M- Medicamentos: Está usando algum medicamento ou erva medicinal? Usou 
betabloqueador? Viagra? 
d. P- Primeiro episódio:primeira vez que aconteceu isso? 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, tabagismo? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
4. Paciente já na maca, verbalizar que vai lavar as mãos e pergunta se o mesmo 
autoriza examiná-lo e me posicionar a direita da paciente. 
5. Revisar dados do MOVE (FC, FR, PA) ; 
6. Pesquisar sinais e sintomas de instabilidade (confusão mental, hipotensão, sinais 
de choque: enchimento capilar lento, extremidade frias ou quentes, pela 
sudoreica e pálida, desconforto torácico agudo, sinais de insuficiência cardíaca: 
turgência jugular, crepitação pulmonar, hepatomegalia. 
Orientação e conduta: 
1. informar ao paciente o laudo do eletrocardiograma (o senhor tem uma bradicardia, isso 
é quando o coração está batendo muito lento) precisamos usar alguns medicamentos! O 
senhor autoriza? 
2. Indicou tratamento com atropina 0,5mg cada 3- 5 minutos dose máxima 3mg. 
3. Se não melhorar lançar mão de medicamento de 2 linha e ou/ marca-passo 
transcutâneo.I - Informar o paciente. 
S- sedar o paciente. 
A- ambusar 
S- Selecionar no monitor marca-passos. (Deixar no máximo 6 horas) 
4. Solicitar avaliação por cardiologista. 
 
 
107 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Doença de chagas 
Paciente sexo masculino, atende ao serviço com quadro de febre por mais de 7 dias, lesão 
estranha na pele e olho inchado. 
Acolhimento: 
1- Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2- Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Onde mora? 
Chamar pcte sempre pelo nome. 
(Trabalha no campo) e vive no local de trabalho como caseiro. 
4- Escutar a queixa do paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas febre: início? Horários mais comuns? Duração da febre? Aferiu 
com termômetro? Calafrios? Sudoração noturna? (Febre baixa, continua, duração 
prolongada) 
2. Investigar lesão na pele: localização? Quando apareceu? Tamanho? Forma? Cor? 
Iniciou depois de alguma coisa? Passou alguma coisa no local? Dor no local? Sinais 
de inflamação no local? (Pode ser somente o chagoma a queixa): corresponde ao 
inchaço cutâneo, observado no local da picada. Lesão ligeiramente saliente, 
arredondada, avermelhada, dura, incolor, quente e circundada por inchaço, 
assemelhando-se a um furúnculo, que não supura, mas que pode ulcerar. Poder 
ter linfonodos satélites; 
3. Questionar edema no olho: quando iniciou? Progressivo? Teve alguma lesão no 
local? Tem secreção saindo pelo olho? (Edema inflamatório bipalpebrar e 
unilateral associado a conjuntivite e aumento do gânglio pré auricular) sinal de 
romana: patognomonico da doença. 
4. Pesquisar diagnóstico diferencial: dor articular? Dor nos olhos? Manchas na pele? 
Sangramento de mucosas? Notou a pele amarela? Alterações na cor das fezes e 
urina? Dor a nível da panturrilha? Tosse? Perda de peso? 
5. Sintomas acompanhados: sinais de complicação da doença (dispneia, tosse: 
cardiopatia chagásica) (disfagia para sólidos e líquidos: complicação digestiva) 
6. Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Transfusão? Doenças do coração? 
Transplante de órgãos? 
7. Antecedentes familiares: diabetes, HTA, alguém em casa com os mesmos 
sintomas? 
8. Hábitos: álcool, drogas, medicamentos, condições de moradia: como é a casa? 
Conhece o barbeiro? Morou antes em casa de barro ou madeira? 
Alimentos: costuma comer açaí? Cana de açúcar? Carne cruas de caça? 
 
 
Highlight
108 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
Descrever a foto: se: chagoma (estou identificando uma lesão em braço direito de 
mais ou menos 6 cm com as seguintes características: Lesão ligeiramente saliente, 
arredondada, avermelhada, dura, incolor, quente e circundada por inchaço) 
Descrever foto se mostrar o olho (estou identificando em olho direito, edema, com 
sinais de inflamação, se evidencia secreção de cor amarela) compatível com sinal de 
Romaña. 
Pesquisar linfadenomegalia em todo o corpo. 
Abdômen: hepato e/ou esplenomegalia. 
Orientação e conduta: 
1. Informa para o paciente que precisa solicitar alguns exames: hemograma, Elisa 
IGG, PCR, 
2. Informar para o paciente o diagnóstico de: doença de chagas aguda (uma doença 
causada por um protozoário que é transmitido através de um inseto¨conhecido 
como barbeiro¨ que após picar ele faz coco no local da picadura a pessoa coça e 
entra o parasito no sangue). 
3. Informar para o paciente que o tratamento: benznidazol é o fármaco de escolha 
disponível. O nifurtimox pode ser utilizado como alternativa em casos de 
intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol. O tratamento 
específico é eficaz na maioria dos casos agudos (>60%) e congênitos (>95%), e em 
50 a 60% em casos crônicos recentes. 
4. Informar que o tratamento é oferecido gratuito pelo SUS / 10mg/kg divido em 3 
tomadas por 60 dias. 
5. Informar para paciente que o uso de bebidas alcoólicas é proibido durante o 
tratamento, pelo efeito antabuse proporcionado pela interação do álcool com o 
benznidazol. 
6. Informar que precisa se realizar visita domiciliar/ e saber sobre as pessoas que 
moram no mesmo lugar. 
7. Notificar a doença. 
8. Orientações: 
Orientar manter quintal limpo evitando acumulo de material e manter criação de 
animal afastada da residência. 
Não cobrir casas com folhas de palmeiras. 
Usar telas nas janelas. 
Se encontrar o babeiro não esmagar/ com uso de luvas/ colocar em recipientes de 
plásticos com tampa/ para evitar fuga/ preferência vivos. 
9. Em relação a transmissão oral: 
Instalar fontes de iluminação distantes dos equipamentos de processamento de 
alimento. 
10. Indica acompanhamento com sorologia IGG a cada 6 meses por 5 anos (2 
negativos cura). 
11. Marcar retorno/ esclarece dúvidas e despede-se. 
109 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Acalasia 
Paciente, 40 anos sexo feminino, atende ao serviço de consulta referindo dificuldade para 
engolir ha mais de 6 meses e emagrecimento. 
Acolhimento: 
1- Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2- Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte 
sempre pelo nome. 
4- Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
5- Investigar sintomas de disfagia de condução: quando iniciou o quadro? Se tem 
dificuldade para passar alimentos sólidos? Alimentos?Líquidos? Se iniciou primeiro 
com alimento sólidos e agora também para líquidos? (O paciente consegue passar o 
alimento, que é diferente da disfagia de transferência: ele se engasga) 
6- Investigar perda de peso: quando iniciou? Sabe quantos quilos perder? Está em 
alguma dieta? 
7- Investigar sintomas acompanhados: regurgitação? Tosse? Dificuldade para respirar? 
8- Antecedentes patológicos: Diabetes? HAS? Sinusite? Rinite alérgica? Doença 
sexualmente transmissível, DPOC, Doenças articular? 
9- Antecedentes familiares: diabetes, HAS, DPOC? Doenças na pele, doenças articular? 
Câncer de esôfago? Câncer gástrico? Acalasia? Chagas? 
Hábitos: álcool, drogas, tabagismo, medicamentos, alimentação, qualidade do 
sono,condições de moradia, ? Conhece o barbeiro? Morou antes em casa de barro 
ou madeira? 
Alimentos: costuma comer açaí? Cana de açúcar? Carne cruas de caça? 
 
 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC (somente alterações no peso) 
 
Orientação e conduta: 
1. Informa para a paciente que precisasolicitar alguns exames: hemograma, Elisa 
IGG, PCR,esofagografiabaritada. 
Eletrocardiograma (identificar bloqueio do ramo direito e hemibloqueio do ramo 
esquerdo) 
Bloqueio do ramo direito:O ritmo do eletro vai ser sinusal. (Onda P antes de cada 
QRS, onda P positiva em DII.) O Complexo QRS vai ser largo (> ou = 3 
110 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
quadradinhos), olha para V1 (para cima = ramo direito) (para baixo = ramo 
esquerdo) (regra do volante de carro) 
2. Informar para a paciente diagnostico de acalasia/ possivelmente por chagas/ que é 
uma doença que causa destruição das células. 
3. Esofagografiabaritada(estreitamento em chama de vela/ ou bico de pássaro) 
(grau 1 até 4cm/ grau 2 de 4 até/ grau 3 de 7-10/ grau 5 acima de 10cm. 
4. Solicitar EDA (para descartar neoplasia/e avaliar complicação da acalasia) 
5. Indicar nitratos ou antagonista do cálcio. 
6. Encaminhar para serviço especializado. 
7. Esclarece dúvidas edespede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
111 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Lúpus Eritematoso Sistêmico 
Paciente sexo feminino de 35 anos atende ao serviço de consulta referindo manchas no rosto e 
dor nas articulações. 
Acolhimento: 
1- Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2- Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte 
sempre pelo nome. 
4- Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1- Investigar sintomas de machas no rosto: quando iniciou? Localização? Cor? Coceira? 
Piora quando tem exposição ao sol? Se tem em outras locais? Se ela desaparece e 
volta? 
2- Dor articular: quando iniciou? Localização? Se ela migrou? Se tem rigidez matinal? Se 
piora quando anda? Se melhora quando está em repouso? Se tem sinais de 
inflamação? Se acomete mais que uma articulação? 
3- Questionar sintomas acompanhados: febre, do de cabeça, dor ao redor dos olhos, 
sangramento de mucosas, náuseas, vômitos, dor abdominal, Alteração na cor da urina, 
manchas na pele? (Para fazer diagnostico diferencial) 
4- Sintomas específicos da doença: 
1 neurológico (convulsão ou psicose) 
2- rash malar 
3- Rashdiscóide (placa eritematosa com descamação) 
4-Ulceras orais. 
5-foto sensibilidade 
6-Artritre 
7-Serosite (pleurite e pericardite) 
8-acometimento renal (proteinuria maior a 500mg/254 horas ou cilindro celulares na 
urina) 
9-Hematologico (anemia hemolítica com reticulocitose/ leucopenia OU = 50 com aplicações frequentes. 
6. Informar que pode subir de peso devido ao uso de corticóidee que aumenta o 
apetite. 
7. Indicar reposição de vitamina D se necessário/ e restrição de sal. 
8. Exercício físico (isométricos) 
9. Indicar para de fumar/ completar calendário vacinal antes de iniciar da terapia 
imunossupressora. 
10. Esclarece dúvidas e despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
113 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Vertigem posicional paroxístico benigno 
Paciente de 38 anos atende ao serviço referindo episódios de tontura quando movimenta a 
cabeça. 
Acolhimento: 
1- Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou 
realizar seu atendimento). 
2- Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre 
que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar 
palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte 
sempre pelo nome. 
4- Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar sintomas de tontura: quando iniciou? Com que frequência no dia? Quanto 
tempo dura? Se tem perda da consciência? Se já tinha acontecido isso antes? Se 
sente que tudo que você enxergar está rodando? Ou sente o deslocamento do 
próprio corpo? Fatores que pioram? 
2. Diferencia o tipo de tontura: tem quatro categorias de acordo com as queixas do 
paciente: pré-síncope (sensação iminente de perda de consciência); desequilíbrio 
(sensação de queda aparente); vertigem (ilusão de movimento, geralmente com 
sensação rotacional) 
3. Pesquisar sintomas ou sinais para diferenciar entre origem periférica e central: 
Periférico: mais intenso, dura: minutos, dias e semanas, zumbido comum, equilíbrio 
alterado para o lado da lesão, coordenação normal. (Causas: Vertigem paroxístico 
benigno, labirintite, otites media, herpes) 
Central: pouco intenso, pode ser crônico, zumbido raro, desequilíbrio pode desviar 
para lesão ou não. (Causas: enxaqueca, tumores acústicos, sífilis). 
4. Pesquisas sintomas acompanhados: febre, dor no ouvido, dor de cabeça, perda da 
consciência? 
5. Antecedentes patológicos: enxaqueca, faringites recentes? Otites recentes? Trauma 
na cabeça? Cirurgia no ouvido? Diabetes? HAS? Transfusão? Doenças do coração? 
Transplante de órgãos? 
6. Antecedentes familiares: enxaqueca, doença de Meniere, diabetes, HAS, alguém em 
casa com os mesmos sintomas? 
7. Hábitos: álcool, drogas,tabagismo, medicamentos:aminoglucosideos, 
anticonvulsivante, antidepressivos, antipsicóticos, furosemida. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC 
Exame neurológico: Em especial 8 par craniano (vestibulococlear): pedir para o 
indivíduo ficar em pé com os olhos fechados e não se apoiar e movimentar para avaliar 
114 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
seu equilíbrio. Principal função do nervo é audição e equilíbrio por intermédio dos 
ouvidos; 
Pesquisa álgica e rigidez de nuca Sinais de Kernig, Brudzinski, Lasegue 
Exame otológico: procurar vesículas (herpes), otites media, realizar sinal de hennebert: 
positivo quando vertigem ou nistagmo são reproduzidos ao aplicar-se pressão ao 
tragus e meato acústico externo, sugerindo a presença de fistula Peri linfática. 
Manobra de Dix- hallpike: explicar o procedimento para o paciente, explicar que ele 
pode se sentir tonto, mais não cairá. Usada para diagnostico. 
Orientações e conduta: 
1. Informar para o paciente o diagnóstico de: VPPB, que é uma 
Doença que tem cura. 
2. Indicar prometazina 12,5-25mg VO cada 4 -12 horas. 
3. Se vômitos e náuseas indicar dimenidrato. 
4. Indicar manobra de Epley. 
5. Marcar retorno/ esclarecer dúvidas/ despede-se 
(Caderno da atenção básica fala somente de medicamento 
Como tratamento) 
 
 
 
 
 
 
 
Manobra de Epley 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
115 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Hipoparatireodismo 
Paciente de 35 anos atende ao serviço referindocâimbra nos pés e fraqueza muscular. 
Acolhimento: 
1- Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e vou 
realizar seu atendimento). 
2- Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre 
que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar 
palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3- Qual seu nome? Idade? Ocupação? Estado civil? Religião? Imigrante? Chamar pcte 
sempre pelo nome. 
4- Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
5- Investigar sintomas de caibras: quando iniciou, a frequência de aparecimento, duração, 
intensidade, apareceu depois de alguma coisa? Fez algum procedimento cirúrgico 
recentemente? 
6- Investigar sintomas acompanhados para descartar outras causas: trauma, alterações da 
consciência, dificuldade para urinar, exposição solar em que quantidade? (Dx diferencial: 
doença renal, deficiência de vitamina D, Pancreatite) 
7- Sintomas acompanhados: dormência perioral, convulsões, sintomas focais, fraqueza 
muscular? 
8- Antecedentes GOB: menarca, data da última menstruação, ciclos,preventivo aborto, 
gravidez? 
9- Antecedentes patológicos: exposição à radiação, HIV, Cirurgia da tireóide, diabetes, HAS? 
10- Antecedentes familiares: hipoparatireodismo, diabetes, HAS? 
11- Hábitos: álcool, drogas, alimentação o que come? Tabagismo? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las,e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA) e exame geral. Peso/IMC. 
4. O sinal de Trousseau é a indução da contração dos músculos do antebraço com flexão 
do punho e articulação matacarpolafangeana, extensão das articulações 
interfalangeanas e adução do polegar (espasmo carpo pedal), ao inflar-se o 
esfingomamômetro 20 mmHg acima da pressão sistólica por 3 minutos. 
5. O sinal de Chvostek é a contração dos músculos Peri labiais ou até de toda a face em 
casos mais severos, desencadeada pela percussão do mesmo lado do nervo facial em 
seu trajeto anterior ao pavilhão auricular 
Orientação e conduta: 
1. Informa para a paciente que precisa solicitar alguns exames: função renal, 
eletrólitos, dosagem de paratormônio, dosar vitamina D, urina de 24 horas, 
eletrocardiograma. 
116 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
2. Informar para a paciente o diagnóstico de hiperparatireodismo: explicar para 
paciente que o que está acontecendo é uma complicação pós cirúrgica/ que 
com medicamento vai ficar bem. 
3. Indicar tratamento: Cálcio intravenoso Bolus de gluconato de cálcio IV durante 
1 a 3 dias para minimizar sintomas e manter cálcio sérico entre 8 e 8,5 mg/dl 
até terapia oral ficar efetiva. 
• Dose de ataque:1-2 ampolas de Gluconato de cálcio 10% (10 ml com 94 mg 
de cálcio elementar) diluídas em 100 a 200 ml de soro glicosado a 5%, 
infundidos em 10 minutos. 
Dose de manutenção: Infusão com maior quantidade de cálcio (10 ampolas = 
900 mg) em 1000 ml de soro glicosado a 5% para ser infundido na dose de 1 a 
3 mg/kg/hora em adultos. O aumento do cálcio esperado com este esquema é 
de 2 mg/dl2,34. 
4. Indicar vitamina D (O calcitriol, metabólito ativo da vitamina D, melhora a 
eficiência da absorção intestinal de cálcio e aumenta a reabsorção óssea, 
contribuindo assim para o aumento do cálcio sérico.) 
5. Marcar retorno/ esclarece dúvidas e despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Infarto do ventrículo direito 
Paciente atende ao serviço de emergência com quadro clinico de dor precordial de mais ou 
menos 2 horas de evolução. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de parentesco, 
ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão?Estado civil? Tenta tirar informações do 
paciente? 
4. Solicitar Move- DEXTRO/ eletrocardiograma de 12 derivações. 
5. Anamnese: 
a. S - sintomas: dor inicial? Irradiação? Duração? Intensidade? Se esta 
relacionado com a respiração? Sintomas acompanhados: dispneia sincope e 
sudoração, náuseas, vômitos e diaforese? 
b. I-Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou 
internado alguma vez? HAS? Diabetes? Doença do coração? 
c. M- Medicamentos: usando algum medicamento? Viagra? 
d. P- Primeiro episódio: 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para examina-lo. 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA nos 2 membros) e exame geral. Peso/IMC 
Interpretar resultado: PA estará baixa/ FC baixa. 
Procurar sinais de choque: pele fria, sudorese, pulso, enchimento capilar. (Deve estar 
alterado). 
Ausculta cardíaca e pulmonar (pulmões limpos). 
Palpar pulsos periféricos procurando assimetria. 
Orientação e conduta: 
1. Interpretação de resultado do ECG (Se evidencia supra de ST D2, D3, AVF) / 
Obs. considera-se supra de ST quando >1 mm em duas derivações contíguas exceto 
 Se for homem > 40 anos V1 a V3: 2 mm/ homemCPK, CKMB) / Hemograma/ glicemia/ função renal/ coagulograma. 
3. Informa a paciente o diagnóstico de: infarto agudo do miocárdio inferior do ventrículo 
direito. 
4. Oxigênio 4 L/ Se saturação 1,3), 
insuficiência renal ou hepática, endocardite, uso de estreptoquinase> 1 semana até 2 
anos ). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
119 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Infarto de parede Anterior 
Paciente atende ao serviço de emergência com quadro clinico de dor precordial de mais ou 
menos 2 horas de evolução. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de parentesco, 
ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Tenta tirar informações do paciente? 
4. Solicitar Move- DEXTRO/ eletrocardiograma de 12 derivações. 
5. Anamnese: 
a. S - sintomas: dor inicial?Irradiação? Duração? Intensidade? Se está relacionado 
com a respiração? Sintomas acompanhados: dispneia sincope e sudoração, 
náuseas, vômitos e diaforese? 
b. I-Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou 
internado alguma vez? HAS? Diabetes? Doença do coração? 
c. M- Medicamentos: usando algum medicamento? Viagra? 
d. P- Primeiro episódio: 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para examina-lo. 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA nos 2 membros) e exame geral. Peso/IMC. 
Interpretar resultado: FC/PA pode estar alta ou normal. 
Procurar sinais de choque: pele fria, sudorese, pulso, enchimento capilar. 
Ausculta cardíaca e pulmonar (pulmões limpos). 
Palpar pulsos periféricos procurando assimetria. 
Orientação e conduta: 
1. O candidato interpreta o eletrocardiograma (sempre falar onde tem supra, e onde está 
especificada, e identificar a parede). 
2. Solicitar Radiografia portátil de tórax / Enzimas cardíacas (troponina, CPK e CKMB)/ 
Hemograma/ glicemia/ função renal/ coagulograma. 
3. Informa a paciente o diagnóstico de: infarto agudo do miocárdio (a depender da 
parede) 
4. M- orfina 
5. O-xigênio 4 L/ Se saturação 1,3), 
insuficiência renal ou hepática, endocardite, uso de estreptoquinase> 1 semana até 2 
anos ). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
121 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Angina instável 
Paciente atende ao serviço de emergência com quadro clinico de dor precordial de mais ou 
menos 2 horas de evolução. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de parentesco, 
ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Tenta tirar informações do paciente? 
4. Solicitar Move- DEXTRO/ eletrocardiograma de 12 derivações. 
5. Anamnese: 
a. S - sintomas: dor inicial? Irradiação? Duração? Intensidade? Se esta 
relacionado com a respiração? Sintomas acompanhados: dispneia sincope e 
sudoração, náuseas, vômitos e diaforese? 
b. I-Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou 
internado alguma vez? HSA? Diabetes? Doença do coração? 
c. M- Medicamentos: usando algum medicamento? Viagra? 
d. P- Primeiro episódio: 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para examina-lo. 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA nos 2 membros) e exame geral. Peso/IMC. 
Interpretar resultado: FC/ PA pode esta alta ou normal. 
Procurar sinais de choque: pele fria, sudorese, pulso, enchimento capilar. 
Ausculta cardíaca e pulmonar (pulmões limpo). 
Palpar pulsos periféricos procurando assimetria. 
Orientação e conduta: 
1. O candidato interpreta o eletrocardiograma (sempre falar onde tem supra, e onde esta 
mais especificado, e identificar a parede). 
 No eletrocardiograma se encontrar inversão da onda T (Tem que estar presente em 
pelo menos duas derivações contiguas da mesma parede), ou infra do ST. 
2. Solicitar Radiografia portátil de tórax / Enzimas cardíacas (troponina, CPK e CKMB/ 
Hemograma/ glicemia/ função renal/ coagulograma ( sem alterações das enzimas). 
3. O candidato verbalizou diagnostico de: angina instável/ indicar internação em unidade 
coronariana. 
4. M- orfina 
5. O-xigênio 4 L/ Se saturação 4) se alto risco avaliar 
tratamento com trombolítico ( alteplase) avaliando contra-indicações absolutas. 
12. Indicar cateterismo com intenção de angioplastia em até 48 horas. 
 
 
122Valdo Bertoldo 
Edema Agudo de pulmão 
Paciente 65 atende ao serviço de emergência com quadro clinico de dificuldade para respirar. 
1. Identifica-se como médico da Emergência/ fala que será responsável pelo atendimento 
da paciente. 
2. Se apresentar para o familiar ou policial / questionando seu nome, grau de parentesco, 
ou documentos. 
3. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? Tenta tirar informações do paciente? 
Solicitar Move- DEXTRO/ eletrocardiograma de 12 derivações. 
4. Anamnese: 
a. S - sintomas: dispnéia, sudorese, expectoração rósea, dor no tórax. 
b. I-Histórico médico: tem alguma doença? Faz algum tratamento? Já ficou 
internado alguma vez? HAS? Diabetes? Doença do coração? Insuficiência 
cardíaca? (pcte informar ter ICC) 
c. M- Medicamentos: usando algum medicamento? Viagra? 
d. P- Primeiro episódio: 
e. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas, medicamento? 
f. E- Estresse? Brigas? Esteve submetido a algum estresse emocional? Luto? 
Problemas familiares? 
Exame físico: 
Paciente já na maca. Verbalizo lavagem de mãos, e peço autorização para examina-lo. 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA nos 2 membros) e exame geral. Peso/IMC. 
Interpretar resultado: FC/ PA pode esta alta 180/120. 
Procurar sinais de choque: pele fria, sudorese, pulso, enchimento capilar. 
Ausculta cardíaca e pulmonar: dispnéia, (estertores crepitantes), uso da musculatura 
acessória. 
Coração: ausculta de B3/ turgência jugular. 
Orientação e conduta: 
5. O candidato deu o diagnóstico de edema agudo de pulmão/ e reconheceu que se trata 
de uma emergência hipertensiva. 
6. Indica tratamento: 
M-orfina 1-2mg/EV cada 3-5 minutos 
O-Oxigêniomáscara com reservatório/ 10 L por minuto 
F- urosemida 1-3 mg/kg 
N-itrogliceria/nitroprussiato de sódio 
7. Estabelecer como meta a redução da PA de 25% da PA media na primeira hora. 
8. Solicitar exames: gasometria arterial/radiografia de tórax/ eco cardiograma/ função 
renal/ uréia/ creatinina/VNP 
9. Reavaliar paciente a cada intervenção e solicitar transferência para UTI. 
 
 
 
 
 
123 
 
 
 
 Valdo Bertoldo5-14) e ácido metilmalônico 
(normal 70-270mmol). Os 2 alterados: B12; Apenas hemocisteina: acido fólico. 
2. Informa para paciente o que está alterado nos exames, esclarecendo que tudo 
leva a uma anemia por deficiência de ácido fólico ou vitamina B12, que não é 
uma doença grave, que ela vai ficar bem. 
3. Informa que ela vai tomar um medicamento: vitamina B12 1000 mcg IM Cada 
7 dias por 4 semanas. Depois 100mchg IM cada cada 30 dias. 
4. Se for por folato: 1-5 mg/dia. (Se causa irreversível pode usar continuamente 
por toda vida) 
5. Informa que precisa retornar depois de 5-8 dias para controle, que ela vai 
fazer um exame para avaliar melhora do quadro. (Reticulocitos). 
6. Informa que durante o tratamento se sentir alguma piora retornar/ pode ser 
causas de hipocalemia/ por hiperprodução celular. 
7. Orientar medidas de higiene com alimentos, lavar bem as frutas e verduras. 
Tomar água sempre fervida. 
8. Esclarece dúvidas, confirma entendimento, despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Taquicardia supraventricular paroxística 
Carla de 28 anos atende ao serviço de emergência do plantão da UPA, referindo mal estar geral e que seu coração vai sair pela 
boca, menciona sentir um pouco de tontura. 
1. Identifica-se como médico da UPA/ fala que será responsável pelo atendimento da paciente. 
2. Pergunta seu nome? Idade? Profissão? 
3. Solicita imediatamente Move-G (M-onitorização, O- oxigênio, V-eia, E-letro, G-licemia.) 
Anamnese: 
S - sintomas (vamos investigar aqui os sintomas de gravidade que nos direcionara a conduta: Palpitações: início, duração, 
intensidade? Sintomas de instabilidade: alterações do estado de consciência, desconforto torácico: dor torácico opressivo. 
I- Histórico medico: hospitalização anterior, geralmente não tem antecedentes de cardiopatias. 
M- Medicamentos: se tomar teofilina(asma): Não pode usar adenosina então optamos por verapamil 
P- Primeiro episódio: 
L – Líquidos ingeridos: Café, álcool. 
E- Estresse? Brigas? 
Exame físico: 
1. Lava as mãos/ solicita autorização/ 
2. Buscar sinais de instabilidade: PA, FC, FR, STO2 
Sinais de instabilidade presente no exame físico: PA baixa com sinais de instabilidade (pele fria, sudorese), somente PA 
baixa não afirma sinal de gravidade/ precisa ter sinais de instabilidades. 
3. Buscar sinais de insuficiência cardíaca descompensada: turgência jugular, crepitantes pulmonares, hepatomegalia 
dolorosa. 
Conduta e orientação: 
4. Solicitar ou olhar o ECG (QRS estreito, Sem onda P, RR regular, FC > 120-250): identificar tudo isso para o examinado, 
informando que a paciente não tem sinais de gravidade. 
5. Explicar para a paciente seu diagnóstico com clareza/informar sobre próximos passos. 
6. Informa à paciente que precisa realizar manobra vagal (manobra valsalva), explicou para a paciente como realizar: 
(forçamento do ar contra os lábios fechados e nariz tapado). 
7. Perguntar se teve sucesso? Não. 
8. Informar para a paciente que não se resolveu com a manobra, que precisa tomar outras medidas. 
9. Indicar adenosina: 6mg IV/ em 1- 2 segundos injeção rápida. 
10. O candidato explicou para a paciente o quadro clinico. 
11. Indicar medicamentos para tomar em casa/ metoprolol 50-400 mg 12/12 horas. 
12. Encaminhar a paciente para serviço de cardiologia. 
Obs.: qualquer sinal de instabilidade sublinhado acima, cardioversão elétrica sincronizada: 
Conduta e orientação: 
1. Solicitar ou olhar o ECG (QRS estreito, Sem onda P, RR regular, FC > 120-250): identificar tudo isso para o examinado, 
informando que a paciente tem sinais de instabilidade. 
2. Indicar cardioversao elétrica sincronizada. 
I- (Informar) “Senhora, o quadro de mal-estar que a senhora está sentindo é por conta que o coração está 
muito rápido e para isso precisamos aplicar um choque na tentativa de que ele volte a bater normalmente. 
S- (sedar) analgesia no paciente para que ele não sinta dor, midazolan e fentanil. 
A- Ambusar” ventile” com máscara com reservatório. 
S- sincronizar ativar a função SYNC no aparelho. 
C-chocar: passar gel nas pás, evitar fazer fricção nas pás, colocar na região intraclavicular direita e próxima ao ápice 
cardíaco, dá comando verbal para todos afastar, revise se todo mundo afastou e choque (100j). Após o choque manter 
as pás sobre o paciente, olhe o monitor por 3 minutos: RITMO SINUSAL. 
 
 
12 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Fibrilação Atrial 
 
Paciente de 60 anos atende ao serviço de consulta, refere que estava sentido mal estar geral, uma 
aceleração no peito, foi ao medico da UBS que decidiu solicitar um eletrocardiograma e está aqui para 
mostrar o resultado do exame. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico de serviço de consulta (Eu sou o Dr. (a), aqui do serviço e vou 
realizar seu atendimento) 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao 
falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, 
sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico.) 
3. Qual seu nome? Idade? Profissão? Casada ou solteira? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
 
Aqui tem uma observação: sempre antes de olhar o exame da paciente, perguntar por qual 
motivo ela fez esse exame, o que o estava sentindo? Quem solicitou? Se ela já fez outros 
exames antes para comparar? No caso como era um eletrocardiograma já abrimos os olhos 
para doenças cardíacas. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: quando inicio? Progressivo?Duração? Continua? Se melhora em repouso? 
Se ela já sentiu isso antes? 
2. Sintomas acompanhados: sudoração, tontura, náuseas, dor no peito, falta de ar? 
3. Solicitar o exame da paciente para verificar (nome e idade do pcte, data do exame, RR irregular, 
ausência de onda P ou qualquer atividade atrial) fala para a paciente as alterações, 
identificando FIBRILAÇAO ATRIAL. 
4. Antecedentes patológicos: valvulopátias, amiloidose, hipertireoidismo, cardiopatia congênita, 
HTA, Diabetes, obesidade, pos operatórios, apneia do sono, doença renal? 
5. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, medicamentos, alimentação, atividade física. 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las , e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. O senhor (a) me autoriza a te examinar? 
Sinais vitais (FC> 180, FR, Sto2, PA). 
Estado geral. Ausculta cardíaca e pulmonar (em caso de instabilidade buscar os mesmos sinais 
do caso acima) 
Conduta e orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: TSH, T4 livre, hemograma, coagulograma e função renal. 
2. Solicitar um ecocardiograma transesofágico: (Lembrar que a FA leva a formação de trombos, 
que pode se espalhar por todo o corpo) 
3. O tratamento da FA são 3 etapas: 
Controle da frequência cardíaca: Betabloqueadores (metoprolol 5mg em bolus, repetir até 3x) 
observação no hospital até controle da FA. 
Anticoagulação: 
Pré cardioversão: aqui vamos avaliar a hora que aconteceu, digamos que nosso paciente veio 
por consulta, ou seja, tem mais de 48 horas que aconteceu ou que esta fibrilando. 
Vamos solicitar um ecocardiograma: 
13 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Se não se encontra trombo: cardioversão elétrica ou química (química: 800mg 4 semanas + 200 
por 2 semanas de amiodarona) + mais anticoagulante por 4 semanas (warfarina). 
Se encontrar trombo: anticoagular por 4 semanas e cardioversãodepois + antiocagulação 
depois 3- 4 semanas. 
Crônica: está indicada a todos os pacientes que não revertam a arritmias ou com risco de voltar 
à fibrilar. (CHA2-DS2- VASc (C- insuficiência Cardíaca, Hipertensão, Diabetes, Doença Vascular, 
Idade ( Age) 65-74 anos, Sexo feminino, Secondaryprevention 2 pontos) 
0 ponto: nada 
1 Ponto: AAS 100mg/dia, ou antiocagulação oral ou nada 
>2 pontos: anticoagulação oral. 
4. Orienta sinais de alarme. 
5. Questiona duvidas/ fica em observação/ retorno depois de uma semana. 
 
Obs.: qualquer sinal de instabilidade, cardioversão elétrica sincronizada: 
Conduta é orientação: 
3. Solicitar ou olhar o ECG (QRS estreito, Sem onda P, RR irregular, FC > 120-250): identificar tudo 
isso para o examinado, informando que a paciente tem sinais de instabilidade. 
4. Indicar cardioversão elétrica sincronizada. 
 
I-Informar “Senhora, o quadro de mal-estar que a senhora está sentindo é por conta que o 
coração está muito rápido e para isso precisamos aplicar um choque na tentativa de que ele 
volte a bater normalmente. 
S- (sedar) analgesia no paciente para que ele não sinta dor, midazolan e fentanil. 
A-Ambusar” ventile” com máscara com reservatório. 
S- sincronizar ativar a função SYNC no aparelho. 
C-chocar: passar gel nas pás, evitar fazer fricção nas pás, colocar na região intraclavicular direita 
e próxima ao ápice cardíaco, dá comando verbal para todos afastar, revise se todo mundo 
afastou e choque (100j). Após o choque manter as pás sobre o paciente, olhe o monitor por 3 
minutos: RITMO SINUSAL. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Ascite 
Paciente atende ao serviço de emergência, refere que tem cirrose hepática há alguns anos, e sempre 
realiza paracentese de alivio, mas agora refere muita dor abdominal, febre e náuseas: 
Realize a paracentese, e próximos passos: 
1. Apresenta-se ao paciente como médico responsável por realizar o procedimento. 
2. Pede autorização para o paciente para iniciar o procedimento. 
3. Informar o paciente que se direcione ao local do procedimento (a maca), que se ponha deitado 
(decúbito dorsal), com a cabeceira da cama elevada. 
4. Mencionar que estava lavando as mãos (técnica de lavagem, produtos) / se paramentando/ 
vestido roupas. 
5. Observe todo o material disponível ou solicita o material para realizar procedimento. 
6. Primeiro vou realizar a antissepsia da região (vou pegar a gaze com a pinça cheron, vou realizar 
a degermação em um único sentindo, não voltando a passar a gaze onde já foi passado, por 3 
vezes, utilizando antisséptico tópico. (Questionar alergia do paciente antes de passar). 
7. Vou delimitar o local: escolher o lado esquerdo para não corres risco de lesionar as alças, traçar 
uma linha da distância entre a crista ilíaca Antero- superior e a cicatriz umbilical, inserindo a 
agulha na junção do 1/3 inferior com 1/3 médio. 
8. Vou introduzir a agulha mais fina de 22G, formando um ângulo de oblíquo de modo que a pele 
e o peritônio sejam perfurados em posições distintas. 
9. Com a primeira agulha se faz um botão anestésico na pele, e depois anestesia do subcutâneo e 
peritônio, sempre falar que esta aspirando e introduzindo. 
10. Agora que já foi anestesiado vou introduzir o jelco conectado na seringa, utilizando o mesmo 
orifício da anestesia, uma vez saindo liquido vou introduzir mais 2,5mm. 
11. Vou retirar 20ml para mandar para citométria, bioquímica e bacterioscópia/ 
hemograma/coagulograma/hemocultura/ função renal. 
12. Se ele entregar o resultado (PMN > 250/mm3, proteína sérica > 2,5 g/dl/ cultura positiva) 
13. Informar que o paciente tem um diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea, devido 
ascite. 
14. Informa que o paciente precisar ficar hospitalizado. 
15. Receberá cefotaxime 1-2g EV 8/8 horas por 5 dia. (primeira escolha) 
16. Albumina humana 20% 1,5g/kg EV em 6 horas no primeiro dia. (Prevenção de síndrome 
hepatorrenal) 
17. Informar que precisa realizar estudo do liquido depois de 48 horas para controle. 
18. Medir circunferência abdominal todo os dias. 
19. Indicar por tempo indeterminado norfloxacino 400mg VO dia, por tempo indeterminado. 
20. Esclarece dúvidas/ investigar se estava acompanhado/despede-se. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
CETOACIDOSE DIABÉTICA 
Paciente de 20 anos, antecedentes de diabetes mellitus tipo 1 desde os 8 anos de idade, foi trazido a 
emergência com episódios de náuseas e vômitos há cerca de 24 horas e dor abdominal, além do 
rebaixamento do nível de consciência nas últimas horas. 
Acolhimento: 
 
1. Apresenta-se como medico da emergência 
2. Solicita dados inicias do paciente (nome,idade,esta acompanhado,profissão, 
estado civil) 
3. Agora vou lavar minhas mãos e me paramentar. 
4. Pede para levar a paciente até a maca e solicita MOVE e Dextro. 
5. S –sintomas (Dor abdominal, hálito cetônico, oliguria, sinais de hipovolemia): 
6. I-Histórico médico: hospitalizações anteriores? 
7. M- Medicamentos: está usando insulina? Como estas usando? Qual dose? 
8. P- Primeiro episódio: 
9. L – Líquidos ingeridos: álcool, drogas? 
10. E- Estresse? Brigas? 
11. Vou precisa olhar agora seus dados do move- dextro: verbalizar glicemia alta em 
586, Pressão arterial 90/50, FC: 116 FR: 24, 
12. Informar que está diante de um quadro de suspeita de cetoacidose diabética. 
13. Vamos infundir no paciente 1000 ml soro fisiológico a 0,9% em 1 hora. 
14. Solicitar exames complementares para próximos passos. (Gasometria, glicemia 
plasmática, cetonúria, acetonemia, bicarbonato, sódio sérico, potássio sérico) 
15. Agora as condutas vão ser de acordo com os resultados desses exames: 
16. SO (sódio)SORO(hidratação)PRO(potássio)BI(bicarbonato) INA (insulina)são os 
pilares. 
17. SORO (Depois da primeira reposição de 1 Litro, vamos avaliar o valor do sódio 
para as próximas medidas de reposição, se sódio alto ou normal (entre 135 a > 
145): solução fisiológica a 0,45% 10ml/kg hora. Se sódio baixo continuar solução 
fisiológica 0,9 % 10ml/kg. 
18. POTASIO (Se potássio > 5,5 adiar reposição de potássio e medir em 2 horas), (se 
potássio entre 3,5 – 5 mEq/l repor de 20 a 30 mEq/l por litro de soro), (se potássio 
tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico.) 
3. Qual seu nome? Idade? Estudante?, Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de mal estar: quando inicio? Progressivo?Duração? Continua? Se 
melhora com alguma coisa? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Investigar sintomas de nicturia: quando iniciou? Se a criança reclama da escola? Se 
aconteceu alguma coisa com a criança? Investigar rendimento escolar? Descartar 
bullying. 
3. Sintomas acompanhados: perda de peso? Aumentou a vontade de comer? Bebendo 
muita agua? Fazendo muito xixi? 
4. Antecedentes patológicos: hospitalização? Síndrome mão pé boca? Doença renal? 
Doenças cardíacas? 
5. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, hipercolesterolêmia? 
6. Hábitos: alimentação? Atividade física? Escola? Horários de televisão? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. A senhora me autoriza a examinar o seu filho? Cumprimenta a criança... Bom dia 
Joaozinho, vou te examinar tudo bem? 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). (Solicitar gráficos de HTA na adolescência)Solicita cartão 
da criança , confere estado vacinal. 
Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/circunferência abdominal (calcular IMC e falar o 
resultado) 
Conduta é orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: Glicemia em jejum, hemoglobina glicada, EAS, 
TOTG. (Na dúvida se diabetes 1 ou 2 solicitar anticorpos, dosagem de insulina, e 
peptídeo C) insulina e peptídeo C aumentado: sugere diabetes tipo 2, valores normais 
ou diminuído tipo 1. 
Glicemia em jejum > ou = 126mg/dl – Hemoglobina glicada> ou = 6,5 %- TOTG > OU = 
200 mg/dl 2 horas depois da ingestão. (Dois valores alterados confirmam diagnostico). 
17 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
2. Informa para a mãe os resultados alterados / explicar que o filho tem o diagnostico: 
diabetes mellitus tipo 1 (O órgão responsável pela produção de um substancia que 
ajuda a colocar o açúcar dentro das partes que o corpo precisa, não está mais 
produzindo) a causa pode ser as infecção que ele teve “o resfrio”. Eu entendo que 
todas as suas queixas, compreendo sua preocupação, mas se seu filho usar todas as 
medicação ele vai ficar bem. 
3. Esse problema que seu filho está tendo de urinar a noite está relacionado com o 
quadro de diabetes, com o uso da medicação ele vai ficar bom. Ele vai precisar usar 
esse medicamento por toda a vida. A diabetes não tem cura é uma doença que nós 
médicos chamamos de crônica. 
4. Informar para a mãe que o filho vai usar insulina/ é um medicamento que precisa ser 
aplicado na pele dele (tecido subcutâneo). Calcular dose pelo peso da criança (peso x 
0,15) NPH 2X DIA (antes do café e antes de dormir + REGULAR 2x dia (30 minutos 
antes de cada refeição) 70/30 % manha e 50/50% noite. 
5. Orientação quanto aplicação: 
Revisar dose de uso/ lavar as mãos/ limpar a tampa com álcool 70/girar o frasco/ insira 
a seringa no frasco e virando depois para baixo/ não deixar bolhas na seringa/ aplica 
em locais de rodízio (abdômen, braço, nádega) no local que for aplicar: limpar com 
algodão e álcool, faze prega cutânea, introduzir ângulo de 90 graus/ permanecer 
sentado logo após aplicação. 
Identificar sempre o frasco: data de abertura, nome, uma vez aberto o frasco usar por 
30 dias, manter em temperatura de 2-3 graus. 
6. Informar que precisa realizar controle da glicemia antes e depois das refeições nas 
semanas inicias e anotar os valores para próxima consulta. 
7. Orientar a mãe sinais de hipoglicemia (tremor, tontura, irritabilidade, sonolência, 
desmaio, sudorese) / trazer imediatamente a unidade caso apresente esses sintomas e 
se perde a consciência/ se não perder tomar um copo de suco rápido. 
8. Informar sobre medidas alimentar e exercício físico 
9. Marca retorno/ esclarece dúvidas. 
10. Encaminha pro serviço especializado para diabete tipo 1 (acompanhado conjunto) 
11. Despede-se cordialmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Diabetes tipo 2 
Paciente de 50 anos atende ao serviço de consulta, referido que está urinando muito a noite, pelo 
menos umas 4x. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr. (a), aqui do serviço de 
emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para a 
paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar sempre que ao 
falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, 
sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa: quando iniciou? Progressivo? Duração? Continua? Se melhora com alguma 
coisa? Se ela já sentiu isso antes? 
2. Sintomas acompanhados: perda de peso? Aumentou a vontade de comer? Bebendo muita 
agua? Fazendo muito xixi? 
3. Antecedentes patológicos: hospitalização? Doença renal? Doenças cardíacas? 
4. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, hipercolesterolemia? 
5. Hábitos: alimentação? Atividade física? Tabaco? Álcool? Drogas? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. A senhora (o) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/circunferência abdominal (calcular IMC e falar o 
resultado) 
Conduta é orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: Glicemia em jejum, hemoglobina glicada, EAS, TOTG. (Na 
dúvida se diabetes 1 ou 2 solicitar anticorpos, dosagem de insulina, e peptídeo C) insulina e 
peptídeo C aumentado: sugere diabetes tipo 2, valores normais ou diminuído tipo 1. 
Glicemia em jejum > ou = 126mg/dl – Hemoglobina glicada> ou = 6,5 %- TOTG > OU = 200 
mg/dl 2 horas depois da ingestão. (Dois valores alterados confirma diagnostico) 
2. Solicitar rastreios para a idade (sangue oculto em fezes, triglicerídeos e colesterol total). 
3. Informa ao paciente que ele tem: diabetes mellitus tipo 2/ informando ao paciente de modo 
claro, tranquilizando. 
4. Informou que ele precisa iniciar tratamento (metformina 850mg até 3x máximo por dia/ 
esclarece importante de tomar a medicação/ esclarecendo as possíveis complicações. 
5. Indicar a importância perda de peso/ que isso vai ajudar no tratamento/ melhorando o quadro. 
6. Indicar atividade física pelo menos 3x por semanas, num total de 150 minutos por semana. 
7. Indicar controle de dieta (senhor precisas evitar comer muito carboidrato: arroz, macarrão, 
coisas doces). 
8. Agente precisa solicitar alguns exames (paciente recentemente diagnosticado com diabetes 
tipo 2: fundo de olho, função renal: ureia e creatinina e microalbuminuria, exame físico do pé 
diabético). 
9. Marcar retorno para controle. 
10. Esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente 
19 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Avaliação do pé diabético 
Paciente diabético a 1 ano, veio a consulta para realizar exame físico do pé diabético: 
Nota: todo paciente com diabetes deve realizar exame físico anualmente, e dependo dos resultados, 
pode precisar em menos tempo. 
1. Bom dia sou o Dr. (a)aqui da unidade de saúde,e vou está realizando seu 
atendimento. 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre 
para a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. 
Lembrar sempre que falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a 
paciente (evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Explicar para o paciente o que vai fazer/ solicita autorização. 
5. Vou pedir para o senhor subir até maca, retirar os seus sapatos e meias. 
6. Eu vou lavar as minhas mãos e revisar o material (mono filamento 10g, palito, 
diapasão 128htz, algodão) 
7. Agora (vamos realizar a inspeção: estou procurando úlceras, deformidades, 
edemas, veias e cor do pé) 
8. Exame neurológico 1: (vamos utilizar agora mono filamento: realizar um exemplo 
na mão do paciente,cotovelo, ou fronte do paciente), agora vou pedir para o 
senhor fechar os olhos, (agora estou colocando o mono filamento no halux e 
cabeça dos metatarsos,) pressionando com firmeza e deixando na pele por 1-2 
segundos. Realizar 3 tentativas: duas verdadeiras e uma falsa. 
9. Exame neurológico 2: sensibilidade tátil: com algodão toque em vários lugares do 
pé e vai questionando se o paciente está sentindo alguma coisa? 
Sensibilidade térmica: com o cabo do diapasão para que ele identifique a 
temperatura. 
Sensibilidade dolorosa: com o palito toque várias partes do pé, não enfiando, e 
veja se ele ta sentindo alguma coisa. 
Sensibilidade vibratória: pedir para fechar os olhos/ toque o diapasão a 128hz/ 
coloque no esterno do paciente e confirme se pode sentir o zumbido/ agora pede 
para o paciente informar quando sentir no pé e quando parar de sentir/ coloque 
na falange distal de cada dedo grande do pé / se sensação prejudicada continuar 
avaliando mais proximal as falanges. 
10. Exame vascular: palpar pulsos (pedioso e tibial posterior) 
11. Falar que o exame acabou/ informa que pcte pode calçar os sapatos e retorne até 
a mesa. 
12. Classificar de acordo com os resultados encontrados. 
13. Marca retorno/ esclarece dúvidas/ despede-se cordialmente. 
 
 
 
Categoria Característica Seguimento 
0 Sem Perda da 
sensibilidade, 
Deformidades ou Doença 
arterial periférica 
ANUAL 
1 Perda da sensibilidade 
periférica 
A CADA 6 MESES 
2 PSP com DAP E/OU 
Deformidade 
A CADA 3-6 MESES 
3 PSP+ HISTORIA DE 
ULCERA OU 
AMPUTAÇAO. 
A CADA 1-3 MESES 
20 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
Dengue grupo A 
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo febre e dor no 
corpo. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do 
serviço de emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado 
sempre para a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da 
paciente. Lembrar sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem 
clara para a paciente (evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, 
diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de febre: quando iniciou? Duração? Continua? Se teve 
calafrios? Se aferiu a temperatura? Se tomou algum medicamento? 
2. Dor no corpo: início? Duração? Intensidade? Alívio? Primeira vez? 
3. Sintomas acompanhados: náuseas, vômitos, dor de cabeça? Dor retro 
orbitaria? Coceira nos olhos? Conjuntivite? Irritabilidade? Sonolência? 
4. Tem vacina para febre amarela? Teve contato com enchentes, esgoto, nos 
últimos 30 dias? 
5. Questionar viagens recentemente (14 dias atrás)? Ou alguém em casa ou 
vizinho com os mesmos sintomas? 
6. Antecedentes GOB: data da última menstruação? Gravidez? Abortos? 
7. Antecedentes patológicos: diabetes, HTA, DPOC, Doenças hematológicas, IRC, 
Hepatopatias, doenças autoimunes? 
8. Investigar sinais de alarme: está se sentindo sonolenta (letargia), irritabilidade, 
teve dor abdominal intensa, vômitos persistentes, teve sangramento na boca 
ou mucosas? (Esses precisa perguntar/ os outros procurar no exame físico) 
9. Hábitos: álcool, tabagismo, drogas, medicamentos que pode ter tomado (AAS 
ou dipirona), investigar diurese:nas últimas horas você urinou? em que 
quantidade? Menos que habitual? Cor da urina? 
Exame físico: 
1. Primeiro eu preciso que a senhora me autorize a realizar a prova do laço: 
Verificar PA e calcular o valor médio (PAS + PAD)/2 
Insuflar manguito are o valor médio e manter por cinco minutos adultos e 3 
minutos crianças. 
Desenhar um quadrado de 2,5 cm de lado do antebraço. 
E depois contar o número de petequeias formadas dentro. 
21 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Adulto > 20 petequeias / criança > 10 
 
2. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e 
me posicionar a direita da paciente. 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Lembra de aferir a PA em pé e deitada lipotimia é 
sinal de alarme. 
Exame físico geral de pele: pesquisando exantema, petequeias ou sinal de 
herman/ peso/ IMC/ altura (calcular IMC e falar o resultado) 
Abdômen: procurar hepatomegalia maior de 2 cm abaixo do reborde costal/ ou 
dor abdominal na palpação/ ascite (sinais de alarme) 
Pulmão: derrame pleural. 
Conduta é orientação: 
1. Deu o diagnóstico de dengue: classificou a dengue de acordo com a clínica e 
prova do laço. (Falar paciente está no grupo A) 
Grupo A: Ausência de sinais de alarme, sem comorbidades, não pertence ao 
grupo de risco ou condição clínica. 
Conduta: paracetamol + repouso+ hidratação oral conforme esquema: 
 Adulto: 60 ml/kg sendo 1/3 SRO e 2/3 líquidos. 
Crianças: até 10 kg / 130 ml/ kg dia – 10 a 20 kg: 100 ml/kg/dia. 
2. Orienta como preparar o soro caseiro ou SRO. 
3. Informa para não se automedicar/ evitar AAS/ AINES 
4. Orientar retorno diário para classificação clínica e exames de laboratórios 
diários/ principalmente no dia da melhora da febre. 
5. Notificar a dengue/ preencher o cartão da dengue. 
6. Orienta e questionar sobre possíveis criadouros na casa/ para eliminar focos. 
7. Informar sinais de alarme: vômitos intensos, dor abdominal, perda de 
consciência, mal estar general (retornar imediatamente para internação/ indica 
gravidade do caso). 
8. Esclarecer dúvidas/ despede-se . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Dengue grupo B 
 
Paciente de 30 anos atende ao serviço de consulta, referindo febre e dor no corpo. 
Acolhimento: 
1. Apresenta se como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de 
emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que ao falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente 
(evitar palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Depois que ele falar seu nome, chamar sempre 
pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa de febre: quando inicio? Duração? Continua? Se teve escalafrios? 
Se aferiu a temperatura? Se tomou algum medicamento? 
2. Dor no corpo: início? Duração? Intensidade? Alívio? Primeira vez? 
3. Sintomas acompanhados: náuseas, vômitos, dor de cabeça? Dor retro orbitaria? 
Coceira nos olhos?Conjuntivite? Irritabilidade? Sonolência? 
4. Tem vacina para febre amarela? Teve contato com enchentes, esgoto, nos últimos 30 
dias? 
5. Questionar viagens recentemente (14 dias atrás)? Ou alguém em casa ou vizinho com 
os mesmos sintomas? 
6. Antecedentes GOB: data da última menstruação? Gravidez? Abortos? 
7. Antecedentes patológicos: diabetes, HTA, DPOC, Doenças hematológicas, IRC, 
Hepatopatias, doenças autoimunes? 
8. Preciso investigar na senhora sinais de alarme: está se sentindo sonolenta (letargia), 
irritabilidade, teve dor abdominal intensa, vômitos persistentes, teve sangramento na 
boca? (Esses precisa perguntar/ os outros procurar no exame físico) 
9. Hábitos: álcool, tabagismo, medicamentos que pode ter tomado (AAS ou dipirona), 
investigar diurese (nas últimas horas você urinou? em que quantidade? Menos que 
habitual? 
Exame físico: 
1. Primeiro eu preciso que a senhora me autorize a realizar a prova do laço: 
Verificar PA e calcular o valor médio (PAS + PAD)/2 
Insuflar manguito are o valor médio e manter por cinco minutos adultos e 3 minutos 
crianças. 
Desenhar um quadrado de 2,5 cm de lado do antebraço. 
E depois contar o número de petequeias formadas dentro. 
Adulto > 20 petequeias / criança > 10 
 
2. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
23 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). Lembra de aferir a PA em pé e deitada lipotimia é sinal 
de alarme. 
Exame físico geral de pele: pesquisando exantema, petequeias ou sinal de herman/ 
peso/ IMC/ altura (calcular IMC e falar o resultado) 
Abdômen: procurar hepatomegalia maior de 2 cm abaixo do reborde costal/ ou dor 
abdominal na palpação/ ascite (sinais de alarme) 
Pulmão: derrame pleural. 
Conduta é orientação: 
1. Deu o diagnóstico de dengue: Classificou a dengue de acordo com a clínica e prova 
do laço. (Falar paciente está no grupo B) 
2. Grupo B: ausência de sinais de alarme + prova do laço positiva ou sangramento 
espontâneo de pele (petéquias). 
Ou menos de 2 anos, ou maiores de 65, HAS, DM, DPOC, Doenças hematológicas, IRC, 
hepatopatias, doenças autoimunes, gravidas. 
3. Vamos precisas solicitar alguns exames e a senhora vai ficar em observação até sair os 
resultados, para avalia os próximos passos. (Hemograma completo). 
4. Conduta: paracetamol + repouso+ hidratação oral conforme esquema: 
5. Adulto: 60 ml/kg sendo 1/3 SRO e 2/3 líquidos. 
6. Crianças: até 10 kg / 130 ml/ kg dia – 10 a 20 kg: 100 ml/kg/dia. 
7. Os resultados dos exames já saíram (hemograma sem alteração). Vamos mandar a 
senhora para casa, com tratamento domiciliar. 
8. Orienta como preparar o soro caseiro ou SRO. 
9. Informa para não se automedicar/ evitar AAS/ AINES 
10. Orientar retorno diário/ principalmente no dia da melhora da febre. 
11. Notificar a dengue/ preencher o cartão da dengue. 
12. Orienta e questionar sobre possíveis criadouros na casa/ para eliminar focos. 
13. Informar sinais de alarme: vômitos intensos, dor abdominal, perda de consciência, mal 
estar general (retornar imediatamente para internação/ indicar gravidade do caso). 
14. Esclarecer dúvidas/ despede-se. 
 
Grupo C: 
1. Deu o diagnóstico de dengue: Classificou a dengue de acordo com a clínica e prova 
do laço. (Falar paciente está no grupo C) 
2. Presença de um sinal de alarme (dor abdominais intensas referida ou a palpação, 
vômitos persistentes, ascite ou derrame pleuras, hipotensão postural, hepatomegalia, 
sangramento de mucosa, letargia ou irritabilidade, aumento progressivo do 
hematócrito. 
3. Precisa ficar hospitalizado por 48 horas mínimo 
4. Conduta: indicar reposição volêmica 10 ml/kg por duas horas. 
5. Vamos solicitar exames complementares obrigatórios: hemograma, albumina, 
transaminases. 
Exames de imagens: (Radiografia de tórax: perfil, PA e laurel) (USG de abdômen) 
Outros: (glicemia, ureia, creatinina, gasometria). 
6. Depois proceder com avaliação clínica de sinais vitais e diurese e hematócrito. (Se 
melhora passar para fase de manutenção) 
7. Fase de manutenção: 25 ml/kg em 6 horas 1 fase, se tiver melhora 2 fase: 25ml/kg em 
8 horas. 
24 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
8. Solicitar exame de confirmação obrigatório/ mas não para conduta. 
9. Prescrever paracetamol e dipirona. 
10. Orientar retorno diário/ principalmente no dia da melhora da febre. 
11. Notificar a dengue/ preencher o cartão da dengue. 
12. Orienta e questionar sobre possíveis criadouros na casa/ para eliminar focos. 
13. Informar sinais de alarme: vômitos intensos, dor abdominal, perda de consciência, mal 
estar general (retornar imediatamente para internação/ indica gravidade do caso). 
14. Esclarecer dúvidas/ despede-se. 
 
Grupo D: 
1. Classificou a dengue de acordo com a clínica e prova do laço. (Falar paciente está no 
grupo D) 
2. Presença de sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos: 
taquicardia, extremidades frias, pulso fino, enchimento capilar lento, taquipneia, PA 
convergenteAcorda a noite para urinar? Alterações na cor da pele nas axilas, pescoço 
ou virilhas? 
3. Antecedentes patológicos: já foi diagnosticado com HTA, diabetes? Doenças do coração? 
Doenças do pulmão? Hepatites? 
4. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, infartos, AVC? 
5. Hábitos: fuma, álcool, drogas, toma alguma medicação, atividade física, alimentação, moradia? 
6. Investigar rastreios: já fez exame para saber se tem diabetes? HTA? Colesterol e triglicerídeos? 
Sangue oculto em fezes? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos, aquecê-las, e me posicionar a 
direita da paciente. 
2. O senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
4. Exame físico geral/ peso/ IMC/ altura/ circunferência abdominal (calcular IMC e falar o 
resultado) 
Critérios de síndrome metabólica: circunferência abdominal: Homem > 102cn, mulher >88 cm/ 
PA> OU = 130/85/ Triglicerídeos > 150 mg/dl/ HDL homem ou =100 mg/dl. 
Conduta é orientação: 
1. Precisamos solicitar alguns exames: Glicemia em jejum, triglicerídeos, HDL- Colesterol. 
(Informar para a paciente resultados alterados) 
2. Informa para o paciente que ele tem o diagnóstico de síndrome metabólica (que o diagnóstico 
foi dado pelos critérios clínicos e laboratoriais). Informar que a principal conceito é a resistência 
à insulina. 
3. Informa para o paciente a importância da perda de peso de 7- 10%, em um ano e realizar 
atividades físicas. 
4. Dieta com restrição de calorias e ricas em frutas e verdura, diminuir a ingestão de gordura, 
açúcar e carbohidratos. 
5. Diminuir a ingestão de sal. 
6. Encorajar a parar de fumar e diminuir bebidas alcoólicas. 
7. Informar que caso ele não mude seu estilo de vida correr risco de ter: diabetes e infarto agudo. 
8. Esclareci dúvidas/ despede-se. 
9. Marca retorno 
26 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 
Hanseníase 
Paciente 34 anos atende ao serviço de consulta em uma UBS referindo mancha no braço 
direito a mais de 30 dias, refere que não desaparece e que já usou algumas pomadas. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço e 
vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar 
palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico,) 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando apareceu essa mancha? Ela estava crescendo 
com o passar dos dias? Passou algum medicamento e qual? Notou melhora? Noto 
queda de cabelos no local da lesão? Ela é única? Ela coça? Sente dor? 
2. Outros sintomas: perda da força no braço da lesão? Perda da força nas pernas? 
Lacrimejamento dos olhos? Problemas na visão? Notou perda de pelo na sobrancelha? 
Dores nos braços ou pernas? 
3. Tem alguém em casa como os mesmo sintomas? Já teve alguém em casa antes com 
esse problema? Ou teve contato com alguém com esse problema? 
4. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes? Doenças do coração? Doenças do pulmão? 
Hepatites? Doença renal? 
5. Antecedentes familiares: HTA, diabetes, infartos, AVC? 
6. Hábitos: fuma, álcool, drogas, toma alguma medicação, atividade física, alimentação, 
condições de moradia? 
Exame físico: 
1. Solicitar que paciente suba até a maca, vou lavar minhas mãos aquecê-las, e me 
posicionar a direita da paciente. 
2. O(a) senhor(a) me autoriza a te examinar? 
3. Sinais vitais (FC, FR, Sto2, PA). 
4. Exame físico de hanseníase: 
 
Olhos e nariz: 
Avaliar força muscular: Nervo facial 
(pedir para fechar o olho com 
força) 
Sensibilidade da córnea: tocar o fio 
dental no quadrante superior 
externo e observar piscar 
Examinar o nariz. 
Membros superiores: 
Palpação do nervo ulnar 
Palpação do nervo radial 
 
Palpação do nervo mediano. 
Teste da força muscular: 
Extensão do punho/ com a sua 
mão força contraria. 
Teste de sensibilidade: 
Nas mãos e nos pés. 
Membros inferiores: 
Palpação do nervo fibular 
Palpação do nervo tibial posterior 
 
27 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
 Da lesão: 
 Sensibilidade térmica da lesão 
 Sensibilidade dolorosa 
 Sensibilidade táctil 
 
5. Descreve a lesão (mancha hipocrômica e hipoanestesica de mais ou menos tantos 
centímetros, bordes...) com ou sem comprometimento de nervos. 
Conduta e orientação: 
1. Vamos precisar solicitar alguns exames: baciloscópia de linfa obtida de pelo menos 4 
lugares: lóbulo da orelha D e E, cotovelo, lesão suspeita. (Baciloscópia negativa 
PAUCIBACILAR) 
2. Informa para paciente o diagnóstico de hanseníases, explica a doença para paciente 
acalmando, explicando que tem cura, mas o tratamento e demorado. 
3. Indica tratamento (rifampicina 600mg 1x ao mês, + dapsona 100mg 1x ao mês + 
dapsona 100mg dia) por 6 meses, supervisionado. 
4. Explica como tem que tomar, seguindo a cartela dia por dia, e quando acabar retornar 
ao posto para tomar a dose supervisionada e pegar a nova tabela. 
5. Que precisa ser reavaliada todos os meses para exame físico e supervisão da lesão/ 
que a alta é somente depois do final do tratamento com cura. 
6. Vamos notificar a doença. 
7. Questiona alguém na família com os mesmos sintomas/ se tiver que venha ao posto. 
8. Senhora tem alguma dúvida? Algo mais que eu posso esclarecer para a senhora? 
9. Até logo/ vou ficar aguardando seu retorno em um mês/ fique com Deus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
 
 Valdo Bertoldo 
Gota 
Paciente de 55 anos atende ao serviço de consulta, referindo quando clinico de mais ou menos 
12 horas de evolução, muita dor no joelho direito, que não consegue caminhar direito. 
Acolhimento: 
1. Se apresentar como médico do serviço de consulta (Eu sou o Dr.(a), aqui do serviço de 
emergência e vou realizar seu atendimento). 
2. Olhar sempre nos olhos da paciente, não baixar a cabeça, tronco voltado sempre para 
a paciente, sentar sempre ereto, se possível tocar no ombro da paciente. Lembrar 
sempre que falar termos médicos: explicar em linguagem clara para a paciente (evitar 
palavras: sintomas, sinais, síndromes, exacerbação, diagnostico). 
3. Qual seu nome? Idade? Ocupação? Chamar pcte sempre pelo nome. 
4. Escutar a queixa da paciente sem interrupções desnecessárias. 
Anamnese: 
1. Investigar a queixa do paciente: quando iniciou a dor? Duração? Intensidade da dor? 
Melhorou com alguma posição? Piora quando caminha? Somente no joelho? Iniciou 
em outra articulação? 
2. Outros sintomas: febre? Inchaço do joelho? Alterações na cor? Investigar conjuntivite, 
uveite ou dor lombar frequente: (artrite reativa) 
3. Diagnóstico diferencial: teve alguma infecção nos últimos dias? Teve algum trauma ou 
passou frio intenso (pode desencadear gota)? Ou perda de tecido no joelho? Usou 
algum medicamento injetável na articulação do joelho (artrite séptica) 
4. Primeira vez que atende com esse problema? Pode ser 2 episódio de gota. 
5. Antecedentes patológicos: HTA, diabetes? Antecedentes familiares: HTA, diabetes, 
doença renal, cálculos renal? Diarreia? 
6. Hábitos: fuma, álcool, drogas, toma alguma medicação (tiazidicos,diuréticos alça), 
atividade física, alimentação ricas em purinas (carnes, mariscos), condições

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