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Autogestão dos alunos
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Autogestão dos alunos • 2/10
Objetivos de Aprendizagem
• Entender a dinâmica da aprendizagem autogerida.
• Escolher as ferramentas para a aprendizagem autogerida.
Autogestão dos alunos
Conteúdo organizado por Deborah Costa e Zuleica Ramos Tani em 2022 do livro 
Design Instrucional na Prática, publicado em 2008 por Andrea Filatro, pela editora 
Pearson Universidades.
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Introdução
A aprendizagem autogerida e autônoma existe desde os primórdios da história, 
baseando-se sempre em um motivo para aprender. Esse tipo de aprendizagem é 
orientado para o desenvolvimento de um objetivo em tempo determinado. 
O aprendiz planeja, desenvolve e regula sua aprendizagem usando os recursos que 
ele encontra disponível. Possivelmente, você já viveu diversas experiências desse tipo. 
Vamos imaginar, por exemplo, que você more sozinho, que a luz principal da sua sala, 
que é embutida, deixou de funcionar e que não há ninguém disponível para ajudá-
lo a resolver o problema. Você, então, compra uma lâmpada, lê as instruções e faz a 
substituição. Se encontrar dificuldades, consulta a internet ou telefona para alguém 
mais experiente para solucionar o problema. Substituir a lâmpada foi, portanto, uma 
aprendizagem autodirigida: você aprendeu de forma autônoma e independente. 
Os materiais que apoiam esse tipo de aprendizagem dependem das tecnologias 
disponíveis. Há uma relação estreita entre os materiais auto instrucionais e a 
aprendizagem autodirigida. O material de orientação para substituir a lâmpada 
embutida, por exemplo, fornece as informações suficientes para a pessoa ser capaz 
de instalá-la sozinha. Um pequeno texto e algumas imagens ilustrando a colocação 
da lâmpada fornecem as informações necessárias. Se a pessoa tiver acesso a um 
computador, ela pode até comprar o modelo da lâmpada pela internet e ter num 
mesmo site uma demonstração – em vídeo ou em animação – de como trocá-la com 
os detalhes para a substituição. 
Nesse sentido, nos cursos autoinstrucionais de forma específica e nos cursos a distância 
de uma maneira geral, Filatro (2020) afirma que a aprendizagem é autogerida, 
ou seja, o próprio aluno é o maior responsável por seu aprendizado, planejando, 
desenvolvendo e regulando suas atividades utilizando-se dos recursos disponíveis 
no curso. Observa-se que a apresentação dos conteúdos deve ser feita de forma 
linear e fragmentada em pequenas doses de crescente dificuldade. O aluno assim é 
apresentado à teoria em videoaulas (ou similares) e depois à prática com exercícios 
que são automaticamente corrigidos (atividades autoavaliativas), razão pela qual tem 
a possibilidade de conferir seus acertos imediatamente. 
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A aprendizagem autogerida 
O material normalmente segue o tipo reprodutivo-informativo, que é basicamente 
um repositório digital de informação organizado em uma sequência lógica pela qual 
o aluno avança de acordo com um critério definido (cronológico, sequencial, com 
complexidade crescente etc.) 
Normalmente, não existe tutoria ativa nesse formato de curso, ou seja, não existem 
tutores acompanhando diariamente o progresso dos alunos e incentivando-os a 
desenvolver atividades relacionadas aos conteúdos. O que ocorre são pequenas 
interações para tirar eventuais dúvidas sobre algum tópico do material. Observe 
que isso não deve ser considerado uma desvantagem, e sim uma característica bem 
alinhada ao tipo de curso mais comum oferecido na internet. 
Há ainda a possibilidade de utilização de grupos fechados em mídias sociais, como o 
Facebook, para estimular a troca de mensagens e dúvidas entre os alunos. No entanto, 
como o uso dessas ferramentas é feito por deliberação dos professores, nem todos 
os cursos as adotam. O ideal é mesmo manter todos os processos de interação e de 
comunicação dentro do ambiente virtual de aprendizagem do curso, especialmente 
quando temos cursos dentro do ensino formal e da educação corporativa, para que 
se possa acompanhar a validação do processo de aprendizagem dos alunos, receber 
o feedback sobre o curso e poder, a partir dos resultados, prever melhorias contínuas.
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Aprendizagem autogerida e o processo de produção de DI para 
cursos a distância.
Ao produzir o design instrucional de um curso é importante que se analise o tipo de 
aprendizagem que será o foco. Como vimos, essa decisão orienta o tipo de material 
educacional e o acompanhamento do aprendiz. 
Savioli e Torezani (2020) consideram que o design instrucional pode ser desenvolvido 
para um curso todo focado em aprendizagem autogerida, mas também pode mesclar 
a aprendizagem autogerida com outras formas. O importante é analisar as relações 
entre esse tipo de aprendizagem e a produção de materiais e acompanhamento dos 
aprendizes. 
Vamos imaginar, por exemplo, um curso online em que não há turmas definidas com 
início e término determinados. Os participantes entram no curso a qualquer momento. 
Em situações como essa, produzir um DI com o foco na aprendizagem autogerida 
permite que cada um siga seu ritmo de forma mais flexível. 
Em cursos onde se detectam dificuldades de conexão com a internet pelos usuários, 
como em regiões com acesso difícil ou com tempo limitado, a aprendizagem autogerida 
com materiais educacionais que possam ser acessados offline pode ser a melhor opção. 
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Em um curso online em que os participantes ficavam embarcados em plataformas de 
petróleo por 15 dias (sem acesso a internet) e 15 dias em terra (com acesso a internet), 
em rodízios individuais e diferentes, por exemplo, a produção do DI contemplou esse 
aspecto desenvolvendo como foco a aprendizagem autogerida, o que favoreceu o 
estudo nas condições de cada um. 
Em cursos ou treinamentos com conteúdo que contemplam adequações em 
procedimentos operacionais, como atualizações de softwares ou preenchimento de 
formulários, a aprendizagem autogerida é uma boa alternativa na produção do DI. 
Há também algumas instituições que bloqueiam o uso de fórum e chats para os 
funcionários, por questões de segurança. Se os treinamentos forem feitos basicamente 
a partir do acesso aos computadores da empresa na matriz e filiais, as atividades 
autogeridas serão mais adequadas na produção do DI.
Necessidades de preparação de usuários para diagnósticos de doenças, defeitos em 
equipamentos, decisões frente a emergências podem ser, na aprendizagem autogerida, 
uma boa alternativa na produção de DI. Vimos que simuladores e micromundos são 
alternativas construtivistas que favorecem a aprendizagem autogerida, permitindo 
que os erros ocorram sem colocar os envolvidos em riscos. 
A aprendizagem autogerida permite que o usuário siga seu próprio ritmo oferecendo 
flexibilidade no estudo. Assim, prever esse tipo de aprendizagem e os materiais que 
a favorecem traz vantagens na produção do design instrucional de cursos online.
Saiba Mais
Bastos e Rossini. ASPECTOS RELEVANTES PARA A MELHORIA DOS 
CURSOS OFERTADOS NA MODALIDADE A DISTÂNCIA: UM 
ESTUDO BIBLIOGRAFICO. Revista Faculdades do Saber, 08(19): 
2038-2055, 2023. Disponível em: https://rfs.emnuvens.com.br/rfs/
article/view/248/184 acesso em 18/11/2024 
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Em Resumo
A escolha das ferramentas depende dos objetivos do curso, de sua forma de aplicação 
e principalmente dos recursos que seu público-alvo tem disponível. Entender como 
o usuário irá fazer as atividades, ler os textos ou ouvir os áudios e vídeos devem ser
analisados antes de iniciar os preparativos da execução das atividades.
Estudo de Caso
Design Instrucional focado na aprendizagem situada: um estudo de caso. 
Disponível em: Design Instrucional Focado na Aprendizagem Situada: 
um Estudo de Caso (unb.br). Acessado em 09 de maio de 2024.
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Na ponta da língua
Autogestão dos alunos • 9/10Referências Bibliográficas
Filatro, A. (2008). Design Instrucional na Prática. Pearson Prentice Hall.
Filatro, A. (2010). Design Instrucional contextualizado: educação e tecnologia. 3ª 
edição. São Paulo: Senac.
Palloff, R. M. e Pratt, K. (2013). O Instrutor Online: Estratégias para a excelência 
profissional. Tradução: Fernando de Siqueira. Porto Alegre: Penso.
Savioli, C e Torezani, G. (2020). Design Instrucional e Negócio Digital: Como planejar, 
produzir e publicar um negócio virtual educacional. Brasília: Clube de Autores.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Design instrucional na prática
Andrea Filatro
Pearson Universidades, 2008

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