Prévia do material em texto
���� �� �����: Diante de quadro de diarreia aguda e desidratação, é primordial que saibamos classificar o grau de desidratação para, assim, tomarmos a melhor decisão terapêutica. O paciente pode ser classificado como: a) sem desidratação; b) desidratação leve e c) desidratação grave. A classificação é feita baseando-se em alguns critérios que devem ser observados, como estado geral, olhos da criança, presença de lágrimas, verificar a hidratação a partir da boca e da língua, sede da criança, sinal da prega, pulsos e tempo de enchimento capilar. Na questão, temos um paciente irritado, com olhos fundos, bebendo avidamente líquidos com pulsos rápidos e fracos. Dessa forma, classificamos como um quadro de desidratação leve, ou seja, devemos instituir o plano B. ���������: Alternativa A: CORRETA. O tratamento de uma criança com desidratação leve a moderada, ou seja, o Plano B deve ser realizado com reidratação por via oral na unidade de saúde. A reidratação oral com a Solução de Reidratação Oral (SRO) é o tratamento de escolha para os pacientes com desidratação em razão da diarreia e vômitos. Como orientação inicial, a criança deve receber de 50 a 100 ml/kg de SRO no período de quatro a seis horas. Alternativa B: INCORRETA. O uso de 30 ml/kg de solução fisiológica endovenosa em período de 30 minutos está indicado para crianças com desidratação grave maiores de cinco anos. Alternativa C: INCORRETA. O soro glicosado costuma ser utilizado apenas na fase de manutenção e reposição após o controle da desidratação. Alternativa D: INCORRETA. O volume de 100 a 200 ml/kg de SRO é utilizado em crianças acima de 12 meses de vida sem sinais de desidratação (Plano A). Alternativa E: INCORRETA. Nos casos de desidratação grave, deve ser realizada fase rápida de expansão com soro fisiológico 0,9% na dose de 20 ml/kg por 30 minutos para menores de 5 anos ou 10 ml/kg por 30 minutos para neonatos. ▶ ��������: A 14 (Fundação Dom Cintra – SEHAC/RJ – 2018) Pré-escolar, três anos, masculino, há 6 dias iniciou febre, tosse produtiva que se tornou proeminente, corrimento nasal claro, eritema conjuntival e fotofobia. Em seguida, surgiram nas bochechas lesões eritematosas discretas, esbranquiçadas no centro, que se espalharam pela boca. No momento, apresenta exantema maculopapular avermelhado em todo o corpo, iniciado em região de implantação do cabelo e retroauriculares e que se disseminou de forma cefalocaudal, sendo confluente na face. O hemograma mostrou redução da contagem total de leucócitos com diminuição de linfócitos e a VHS normal. O provável diagnóstico desta criança é: A. Exantema súbito B. Doença de Kawasaki C. Sarampo D. Rubéola E. Escarlatina ���������: Doenças exantemáticas. ���� �� �����������: ���� �� �����: Nas questões de doenças exantemáticas, devemos focar nos sinais e sintomas mais frequentes e até mesmo patognomônicos das diversas doenças. ���������: Alternativa A: INCORRETA. O exantema súbito é a patologia na qual o lactente apresenta fase prodrômica de febre alta que tipicamente desaparece após 72 horas quando surge exantema caracterizado por lesões maculopapulares róseas e não pruriginosas que surgem no tronco e se disseminam para a cabeça e extremidades de forma centrífuga. Sua duração é breve, chegando a durar apenas algumas horas, e entre um a três dias já terá desaparecido completamente sem descamação. Alternativa B: INCORRETA. Para o diagnóstico de Kawasaki, o paciente deve apresentar febre por cinco dias ou mais associada a quatro ou cinco dos seguintes sintomas: a) conjuntivite bilateral, b) lesões em lábios, língua ou cavidade oral, c) linfadenopatia cervical, d) exantema polimorfo, e) lesões palmoplantares, edema endurecido ou descamação periungueal. Alternativa C: CORRETA. O quadro clínico do sarampo pode ser dividido em três fases: a) prodrômica; b) exantemática e c) convalescença. A fase prodrômica costuma durar entre dois e quatro dias e caracteriza-se por febre progressiva que costuma atingir valor máximo no início do exantema por volta do segundo ou terceiro dia, conjuntivite não purulenta associada a fotofobia, tosse bastante intensa e o surgimento das manchas de Koplik. Essas manchas consistem em exantema patognomônico do sarampo e pequenas manchas branco-azuladas com 1 mm de diâmetro e halo eritematoso identificadas na mucosa jugal na altura dos pré-molares. Na fase exantemática, a criança apresenta lesões maculopapulares eritematosas com áreas de pele sã de permeio, ou seja, exantema morbiliforme. Ele costuma ter progressão craniocaudal lenta iniciando na fronte (próximo à linha de implantação capilar), região retroauricular e nuca. As lesões progridem para tronco e atingem as extremidades no terceiro dia da fase exantemática. Na fase de convalescença, o exantema adquire aspecto acastanhado e desaparece na mesma sequência em que surgiu, dando lugar a uma fina descamação da pele, com aspecto furfuráceo. Alternativa D: INCORRETA. As infecções subclínicas pelo vírus da rubéola são frequentes e até 25% a 40% das crianças não apresentam exantema. Caracteriza- se por duas fases distintas: prodrômica e exantemática. Os pródromos costumam estar ausentes nas crianças e podemos encontrar sintomas inespecíficos como febre baixa, dor de garganta, conjuntivite, mal-estar e anorexia. Nessa fase, o que mais ajuda na identificação é a presença de linfadenomegalia cujas cadeias mais acometidas são suboccipital, retroauricular e cervical posterior. Na fase exantemática, há surgimento de exantema maculopapular róseo que surge na face e pescoço e dissemina-se para tronco e extremidades de forma mais rápida que no sarampo. Na rubéola, podemos encontrar manchas de Forchheimer, que consistem em lesões puntiformes rosadas identificadas no palato mole e não patognomônicas. Alternativa E: INCORRETA. A escarlatina costuma acontecer em crianças de 5 a 15 anos com evolução bem aguda. Inicia com quadro de odinofagia e febre na ausência de tosse. No exame físico, podemos encontrar faringe hiperemiada com amígdalas aumentadas e cobertas com exsudato, petéquias no palato e adenomegalia cervical. O exantema costuma surgir 24 ou 48 horas após o início das manifestações clínicas. Nessa doença, temos numerosas lesões papulares puntiformes eritematosas que sofrem clareamento à digitopressão. A pele encontra-se áspera e o exantema surge em torno do pescoço e se dissemina para o tronco e extremidades. Costuma ser mais intenso em áreas de dobras como nas axilas, região inguinal e prega cubital. A face em geral é poupada, mas pode haver hiperemia na região malar com palidez peribucal caracterizando o Sinal de Filatov. ▶ ��������: C 15 (Fundação Dom Cintra – SEHAC/RJ – 2018) A detecção precoce do autismo é fundamental para a imediata intervenção. As características abaixo podem ser encontradas nas crianças autistas, EXCETO: A. Evita relacionar-se com pessoas desde o início da vida; B. Hipersensibilidade a determinados tipos de sons; C. Tendência ao isolamento e comportamentos estranhos; D. Não estabelecem contato “olhos nos olhos”; E. Interesse em relação a estímulos oferecidos (p.e. brinquedos). ���������: Transtorno do Espectro do Autismo. ���� �� �����������: ���� �� �����: O diagnóstico de autismo de acordo com o DSM V deve incluir aspectos como deficiências persistentes na comunicação e interação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, presentes nas primeiras etapas do desenvolvimento, sintomas que causam prejuízo clinicamente significativo nas áreas social, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento do paciente e distúrbios não explicados por deficiência cognitiva ou atraso global do desenvolvimento. ���������: Alternativa A: INCORRETA. Pacientes com diagnóstico do transtorno do espectro do autismo apresentam limitação na reciprocidade social e emocional, limitação em iniciar, manter e entender relacionamentos e limitação nos comportamentos de comunicação não verbal utilizados para interação social. Alternativa B: INCORRETA. Paciente com essediagnóstico tende a apresentar-se hiper ou hiporreativo a estímulos sensoriais do ambiente. Alternativa C: INCORRETA. Por apresentar incapacidade nítida para fazer amizade com seus pares e acentuada falta de alerta da existência ou sentimentos dos outros, esses pacientes apresentam tendência ao isolamento.