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sexuais secundários são normais e há frequente associação com anormalidades renais ou das vias urinárias. b. Síndrome de Morris: Cariótipo 46 XY, porém, devido a um defeito nos receptores androgênicos, que não respondem à testosterona, a genitália externa é feminina. Estes pacientes possuem testículos, mas não há genitália interna, nem feminina nem masculina. Na puberdade, ocorre desenvolvimento mamário e crescimento de pelos, porém, o mamilo é imaturo e os pelos finos e escassos. Ainda no compartimento uterovaginal, causas comuns de obstrução do trajeto de saída incluem hímen imperfurado e septo vaginal transverso. Essas meninas normalmente cursam com amenorreia primária e podem apresentar dor pélvica cíclica, além de massa perirretal palpável devida à coleção de sangue na vagina (hematocolpo). A principal causa ovariana de amenorreia primária é a disgenesia gonadal (síndrome de Turner – cariótipo 46X, genitália externa feminina, útero normal, ovários em fita), e a de amenorreia secundária é a insuficiência ovariana precoce, definida com o diagnóstico clínico-laboratorial de menopausa antes dos 40 anos em mulheres com cariótipo normal. Nesses casos, a ausência de feedback negativo do estrogênio sobre as gonadotrofinas culmina com elevação dos níveis de FSH e LH, o que é chamado de hipogonadismo hipergonadotrófico. No grupo das causas hipofisárias, destaca-se o adenoma hipofisário (principalmente prolactinoma), tumor benigno que age secretando hormônio de forma inapropriada, provocando, então, alterações endócrinas, dentre elas, amenorreia; e a Síndrome de Sheehan, definida como necrose hipofisária secundária à hipóxia após uma hemorragia pós-parto com instabilidade hemodinâmica. As causas hipotalâmicas lideram o grupo, visto que inúmeras situações podem inibir a secreção pulsátil do GnRh e, com isso, interferir no ciclo menstrual: estados de grande tensão, distúrbios psiquiátricos ou alimentares, doenças crônicas, desnutrição, obesidade, exercício físico extenuante, além de algumas drogas (anticoncepcionais hormonais, androgênios, antidepressivos, metildopa, metoclopramida). As causas hipotalâmicas, junto com as hipofisárias, representam o chamado hipogonadismo hipogonadotrófico, que, como o próprio nome sugere, cursa com baixos níveis de gonadotrofinas. Investigação inicial da amenorreia primária: exame físico, ultrassonografia pélvica, FSH e cariótipo. Investigação inicial da amenorreia secundária: anamnese e exame físico, dosagem de FSH e prolactina. Se houver hiperprolactinemia, sempre solicitar RNM de sela túrcica para excluir tumor hipofisário. 1.4 Síndrome dos ovários policísticos Principal causa de anovulação crônica hiperandrogênica. Intrinsicamente associada à resistência insulínica e à síndrome metabólica. Manifestações clínicas: irregularidade menstrual (desde amenorreia ou oligomenorreia a sangramento uterino disfuncional), hirsutismo, obesidade, acne, seborreia, acantose nigricans e infertilidade. Diagnóstico: dois dos três critérios de Roterdam (oligomenorreia, sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo, presença de 12 ou mais folículos ovarianos medindo de 2 a 9 mm ou volume ovariano > 10 cm³ à ultrassonografia).