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Estratégia MED med.estrategia.com HORA DA VERDADE PARTE II ESTATÍSTICA med.estrategia.co m Estratégia MED med.estrategia.com TRAUMA Estratégia MED TRAUMA ABDOMINAL E PÉLVICO Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 med.estrategia.co m TRAUMA ABDOMINAL E PÉLVICO med.estrategia.co m TRAUMA ABDOMINAL FECHADO TRAUMA PENETRANTE ACIDENTE DE TRÂNSITO, AGRESSÃO FÍSICA, QUEDAS DE ALTURA ARMA BRANCA ARMA DE FOGO Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA ABDOMINAL med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva MECANISMO DO TRAUMA ÓRGÃOS ACOMETIDOS Trauma abdominal fechado Baço (40 - 55%) Fígado (35 - 45%) Intestino delgado (5 - 10%) Trauma abdominal penetrante Arma de fogo Intestino delgado (50%) Cólon (40%) Fígado (30%) Estruturas vasculares abdominais (25%) Trauma abdominal penetrante Arma branca Fígado (40%) Intestino delgado (30%) Diafragma (20%) Cólon (15%) TRAUMA ABDOMINAL FECHADO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva INDICAÇÃO DE LAPAROTOMIA IMEDIATA ✔ Trauma abdominal com dor e irritação abdominal; ✔ Paciente instável com FAST ou LPD positivos; ✔ Pneumopetriônio; retropneumoperitônio ✔ Evidência de ruptura diafragmática; ✔ Sangramento gastrointestinal persistente e significativo observado na drenagem nasogástrica ou vômito (hematêmese) ou sangramento retal; ✔ TC de abdome revelando lesão do trato gastrointestinal, lesão vesical intraperitoneal, lesão de pedículo renal e lesão parenquimatosa grave. med.estrategia.co m TRAUMA ABDOMINAL FECHADO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FAST LAPAROTOMIA PACIENTE ESTÁVEL Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA ABDOMINAL FECHADO PACIENTE INSTÁVEL LAPAROTOMIA LPD + + ou FAST - Focused Assessment with Sonography for Trauma med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ESPAÇOS EXAMINADOS NO FAST 1. Saco pericárdio: hemopericárdio e tamponamento cardíaco 2. Espaço hepatorrenal ou espaço de Morrison 3. Espaço esplenorrenal 4. Pelve ou fundo de saco de Douglas E-FAST: 5 e 6 Torácica: pneumotórax e hemotórax FAST - Focused Assessment with Sonography for Trauma med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva PACIENTE INSTÁVEL COM FAST POSITIVO = LAPAROTOMIA EXPLORADORA PACIENTE ESTÁVEL COM FAST POSITIVO = TOMOGRAFIA DE ABDOME med.estrategia.co m TRAUMA ABDOMINAL FECHADO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FAST LAPAROTOMIA PACIENTE ESTÁVEL Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA ABDOMINAL FECHADO PACIENTE INSTÁVEL LAPAROTOMIA LPD + + ou TRAUMA ABDOMINAL FECHADO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva INDICAÇÃO DE LAPAROTOMIA IMEDIATA ✔ Trauma abdominal com dor e irritação abdominal; ✔ Paciente instável com FAST ou LPD positivos; ✔ Pneumopetriônio; retropneumoperitônio ✔ Evidência de ruptura diafragmática; ✔ Sangramento gastrointestinal persistente e significativo observado na drenagem nasogástrica ou vômito (hematêmese) ou sangramento retal; ✔ TC de abdome revelando lesão do trato gastrointestinal, lesão vesical intraperitoneal, lesão de pedículo renal e lesão parenquimatosa grave. PNEUMO E RETROPNEUMOPERITÔNIO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA ABDOMINAL FECHADO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva INDICAÇÃO DE LAPAROTOMIA IMEDIATA ✔ Trauma abdominal com dor e irritação abdominal; ✔ Paciente instável com FAST ou LPD positivos; ✔ Pneumopetriônio; retropneumoperitônio ✔ Evidência de ruptura diafragmática; ✔ Sangramento gastrointestinal persistente e significativo observado na drenagem nasogástrica ou vômito (hematêmese) ou sangramento retal; ✔ TC de abdome revelando lesão do trato gastrointestinal, lesão vesical intraperitoneal, lesão de pedículo renal e lesão parenquimatosa grave. HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA ABDOMINAL FECHADO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva INDICAÇÃO DE LAPAROTOMIA IMEDIATA ✔ Trauma abdominal com dor e irritação abdominal; ✔ Paciente instável com FAST ou LPD positivos; ✔ Pneumopetriônio; retropneumoperitônio ✔ Evidência de ruptura diafragmática; ✔ Sangramento gastrointestinal persistente e significativo observado na drenagem nasogástrica ou vômito (hematêmese) ou sangramento retal; ✔ TC de abdome revelando lesão do trato gastrointestinal, lesão vesical intraperitoneal, lesão de pedículo renal e lesão parenquimatosa grave. TRAUMA ABDOMINAL FECHADO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Reposição volêmica com cristaloide (1000 ml de solução aquecida); ✔ Transfusão sanguínea precoce (choque classe III e IV). ✔ Ácido tranexâmico ✔ LAPAROTOMIA MEDIANA med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um senhor de 66 anos de idade foi assaltado e agredido com um taco de madeira. No atendimento inicial, a via aérea está pérvia e a ventilação diminuída na base do hemitórax esquerdo. Pulso: 138 bpm; pressão arterial: 70 x 30 mmHg. Tem escoriações no abdome, à esquerda, com muita dor à palpação local. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), feito logo à chegada, mostrou apenas fina lâmina de líquido em espaço subfrênico esquerdo. A reanimação com 2 litros de solução cristaloide não melhorou a condição hemodinâmica de admissão. O paciente continua consciente, com Glasgow de 15. A radiografia de tórax mostra fraturas das costelas inferiores (10º e 11º arcos costais), à esquerda, sem derrame pleural. Além de receber sangue, este paciente deve: a) Ser operado imediatamente. b) Fazer angiografia, para possível embolização esplênica. c) Fazer tomografia de corpo inteiro. d) Fazer laparoscopia diagnóstica. e) Receber droga vasoativa por cateter central. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente 32 anos, masculino, vítima de politrauma, evento carro x carro em rodovia, sem cinto de segurança, chega ao hospital com colar e prancha, com vias aéreas prévias, ausculta pulmonar preservada, PA 130 x 90 mmHg e FC 87 bat/min. Pulsos preservados e bacia estável. Dor abdominal à palpação e hematoma na região, com US FAST positivo em loja esplenorrenal (hipocôndrio esquerdo). A conduta correta é: a) Tomografia de abdome total com contraste EV. b) Analgesia e observação por 24h. c) Lavado peritoneal diagnóstico e, se positivo, indicar laparotomia exploradora. d) Devido ao FAST positivo e mecanismo de trauma, indicar laparotomia exploradora. e) Devido ao FAST positivo, indicar videolaparoscopia diagnóstica. TRAUMA ABDOMINAL PENETRANTE med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva INDICAÇÃO DE LAPAROTOMIA IMEDIATA ✔ Ferimento por arma de fogo com trajeto transperitoneal ✔ Instabilidade hemodinâmica ✔ Evisceração ✔ Irritação peritoneal ✔ Sangramento gastrointestinal (observado na sonda nasogástrica ou retal) ou do trato geniturinário med.estrategia.co m FERIMENTO NA PAREDE ANTERIOR FERIMENTO NO FLANCO OU DORSO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TOMOGRAFIA COM DUPLO OU TRIPLO CONTRASTE med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um paciente de 23 anos de idade, vítima de um assalto ao sair da faculdade, sofreu ferimento por arma branca em parede abdominal anterior há 30 minutos. Foi levado pelos colegas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Está assintomático, e como o local era pouco iluminado, não viu o tamanho da faca. Ao exame físico, há um ferimento inciso horizontal (2,5 centímetros) na região hipogástrica a cerca de 3 cm à direita da linha alba, apresentando mínimo sangramento, dor abdominal apenas no local do ferimento, sem sinais de irritação peritoneal, pressão arterial = 120 x 80 mmHg, frequência cardíaca = 92 bpm, mucosas normocoradas e enchimento capilar ungueal normal. Qual seriaa conduta adequada a ser tomada nesse caso? a) Suturar o ferimento e encaminhar o paciente ao serviço de cirurgia para realização de tomografia computadorizada de abdome. b) Realizar radiografias simples e ortostática de abdome e tórax, e manter o paciente em observações, se não houver achados positivos. c) Realizar a exploração local do ferimento da parede abdominal e definir conduta de acordo com a presença ou não de violação peritoneal. d) Não suturar o ferimento e encaminhar o paciente imediatamente ao serviço de cirurgia para realização de laparotomia exploradora. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente de 35 anos, do sexo masculino, dá entrada no pronto atendimento trazido por familiares, com queixa de "ferimento por faca na barriga". Ao exame, encontra-se lúcido e orientado, estável hemodinamicamente, sem sinal de irritação peritoneal, com queixa de dor no ferimento, localizado em flanco esquerdo, com cerca de 3 cm. Glasgow 15. Diante do exposto, qual é a conduta indicada? A) Tomografia computadorizada de abdome com triplo contraste (oral, venoso e retal). B) Exploração digital do ferimento, após anestesia local, assepsia e antissepsia. C) Ultrassonografia na sala de trauma (FAST). D) Laparotomia exploradora. E) Expectar a evolução do paciente. TRAUMA TORACOABDOMINAL med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva PACIENTE SEM INDICAÇÃO DE CIRURGIA IMEDIATA = LAPAROSCOPIA PACIENTE COM INDICAÇÃO DE CIRURGIA IMEDIATA = LAPAROTOMIA med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um paciente de 23 anos de idade, vítima de ferimento por arma branca em briga de rua, chega ao pronto-socorro trazido pelo resgate, todo imobilizado. Está consciente e orientado (Glasgow 15), normal hemodinamicamente, apenas um pouco assustado e taquipneico. O murmúrio vesicular está diminuído em hemitórax esquerdo. Tem ferimento único, por arma branca, em hemitórax esquerdo, logo abaixo da linha mamilar. Não sangra nem tem saída de ar. Não se acham outras lesões nem alterações ao exame físico. O FAST − Focused Assessment with Sonography for Trauma não detectou alteração no pericárdio. Drenado o tórax, houve saída de 300 mL de sangue. O dreno oscila bem e borbulha um pouco. Conduta mais adequada: a) Observação clínica rigorosa, com FAST seriado. b) Laparoscopia diagnóstica/terapêutica. c) Toracotomia anterolateral esquerda. d) Laparotomia exploradora. e) Tomografia de tórax e abdome. CIRURGIA DE CONTROLE DE DANOS med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva EVITAR A TRÍADE LETAL 1- Controle da hemorragia: realizado através de ressecções de órgão não vitais (por exemplo o baço), empacotamento abdominal (colocação de compressas), reparo ou ligadura de vasos abdominais. 2- Controle da contaminação: reparo rápido ou ressecção intestinal (de preferência com grampeadores). Não realizar anastomoses. 3- Fechamento abdominal temporário (peritoneostomia). ACIDOSE METABÓLICA COAGULOPATIAHIPOTERMIA med.estrategia.co m Obrigada TRAUMA ESPLÊNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva O baço é o órgão mais acometido no trauma abdominal fechado; Dor abdominal no QSE, fratura de arcos costais inferiores à esquerda SINAL DE KEHR TRATAMENTO? CIRÚRGICO? CONSERVADOR? TRAUMA ESPLÊNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva GRAU LESÃO DESCRIÇÃO DA LESÃO I Hematoma Laceração Hematoma subcapsular 50% da área superficial ou em expansão; hematoma subcapsular ou intraparenquimatoso em ruptura, hematoma intraparenquimatoso ≥ 5 cm ou em expansão. Laceração parenquimatosa > 3 cm de profundidade ou envolvendo vasos trabeculares. IV Laceração Presença de lesão vascular esplênica ou sangramento ativo confinado dentro da cápsula esplênica. Laceração parenquimatosa envolvendo vasos segmentares ou hilares que produzem > 25% de desvascularização do baço. V Vascular Presença de lesão hilar com desvascularização esplênica. Baço quebrado/pulverizado. med.estrategia.com TRAUMA ESPLÊNICO LAPAROTOMIA = ESPLENECTOMIA Lesão grau III e IV, com extravasamento ativo de contraste = embolização esplênica *controverso para lesão IV PACIENTE ESTÁVEL Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA ESPLÊNICO Paciente instável Irritação peritoneal Outras lesões cirúrgicas abdominais Falha no tratamento não cirúrgico Lesão grau I, II, e III = Observação Lesão grau IV e V = laparotomia TRAUMA ESPLÊNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Mulher de 24 anos, vítima de atropelamento por motocicleta, é admitida em centro hospitalar de trauma. Encontra-se com via aérea pérvia, murmúrios vesiculares presentes e simétricos, frequência cardíaca 90 bpm, pressão arterial 115 x 75 mmHg, tempo de enchimento capilar normal, consciente, orientada, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Dor abdominal em flanco e hipocôndrio esquerdos. Realizada tomografia de abdome, demonstrada a seguir. As demais fases do exame não trouxeram informações adicionais. Qual a conduta? med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Qual a conduta? a) Laparotomia para esplenectomia. b) Laparotomia para "controle de danos". c) Tratamento não operatório d) Laparoscopia para hemostasia. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um paciente de 45 anos, vítima de queda de andaime, é atendido no serviço de urgência. A tomografia de corpo inteiro mostra trauma esplênico, com extravasamento de contraste na fase arterial (blush). O paciente não tem outras lesões, a não ser fratura fechada de ambos os antebraços, com boa perfusão e pulsos distais normais. Glasgow 15, pulso: 102 bpm, PA: 100 x 75 mmHg, saturação de oxigênio em ar ambiente: 95%, tempo de enchimento capilar: 3 segundos. Recebeu já 1 litro de soro fisiológico aquecido. Intervenção indicada, em havendo disponibilidade de todos os recursos: a) Embolização por arteriografia (radiologia intervencionista). b) Laparoscopia para avaliar melhor o sangramento esplênico e possível hemostasia. c) Esplenectomia por laparotomia. d) Observação em unidade de terapia intensiva, com controle seriado de hemoglobina. e) Sutura esplênica por laparotomia (operação com conservação do baço). TRAUMA HEPÁTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ O fígado é o primeiro órgão mais acometido no trauma abdominal penetrante por arma branca e o segundo no trauma contuso ✔ Dor abdominal no QSD, fratura de arcos costais inferiores à direita ✔ TRATAMENTO? CIRÚRGICO? CONSERVADOR? TRAUMA ESPLÊNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva GRAU LESÃO DESCRIÇÃO DA LESÃO I Hematoma Laceração Hematoma subcapsular 50% da área superficial ou em expansão; Ruptura de hematoma subcapsular ou parenquimatoso; Hematoma intraparenquimatoso > 10 cm ou em expansão. Laceração > 3 cm de profundidade do parênquima. Presença de lesão vascular do fígado ou sangramento ativo contido no parênquima hepático. IV Laceração Rupturaparenquimatosa envolvendo 25 a 75% de um lobo hepático ou 1 a 3 segmentos de Couinaud. Sangramento ativo que se estende além do parênquima hepático até o peritônio. V Laceração Vascular Ruptura parenquimatosa de > 75% de um lobo hepático ou > 3 segmentos de Couinaud em um único lobo. Lesão venosa justa-hepática ( veia cava retro-hepática e veias hepáticas principais centrais) VI Vascular Avulsão hepática med.estrategia.com TRAUMA HEPÁTICO LAPAROTOMIA Lesão com extravasamento ativo de contraste (grau III, IV, V) = embolização hepática PACIENTE ESTÁVEL Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA HEPÁTICO Paciente instável Irritação peritoneal Outras lesões cirúrgicas abdominais Falha no tratamento não cirúrgico Lesão de baixo grau = Observação Instável no intra-operatório: Damage control - empacotamento hepático Estável no intra-operatório: Tratamento definitivo da lesão hepática TRAUMA HEPÁTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategia.com TRAUMA HEPÁTICO LAPAROTOMIA Lesão com extravasamento ativo de contraste (grau III, IV, V) = embolização hepática PACIENTE ESTÁVEL Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA HEPÁTICO Paciente instável Irritação peritoneal Outras lesões cirúrgicas abdominais Falha no tratamento não cirúrgico Lesão de baixo grau = Observação Instável no intra-operatório: Damage control - empacotamento hepático Estável no intra-operatório: Tratamento definitivo da lesão hepática TRAUMA HEPÁTICO – CONTROLE DE DANOS med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva PERITONEOSTOMIA TRAUMA HEPÁTICO – MANOBRA DE PRINGLE med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRAUMA HEPÁTICO - COMPLICAÇÕES med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Abscesso peri-hepático ✔ Ruptura da árvore biliar ✔ Complicações isquêmicas relacionadas à angioembolização ✔ HEMOBILIA: • Tríade de Sandbloom ou de Quincke: dor abdominal (73%), HDA (52%) e icterícia(30%) • Diagnóstico: angio TC • Arteriografia com embolização da artéria hepática = sangramento arterial!!!! med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva REVALIDA INEP Um menino com 12 anos de idade é levado ao Pronto-Socorro de um hospital de referência por uma unidade de suporte avançado, após acidente de carro com colisão frontal. O paciente recebeu 2 litros de Ringer Lactato e foi mantido sob máscara de oxigênio a 10 L/min. Queixava-se de dor abdominal difusa de forte intensidade e referia que estava usando cinto de segurança de dois pontos quando se acidentou. Ao exame físico, apresentou: pressão arterial = 80 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 122 bpm; frequência respiratória = 26 irpm; Glasgow = 13; temperatura esofágica = 34,0 °C. Os exames laboratoriais realizados na ocasião mostraram: Hb = 9,0 g/dL (valor de referência: 12 a 14 g/dL); Ht = 27% (valor de referência: 36 a 42%); fibrinogênio = 65 mg/dL (valor de referência: 150 a 400 mg/dL); INR = 1,7 (valor de referência: 80 mmHg), pCO2 = 29 mmHg (valor de referência: 35 a 45 mmHg), HCO3 = 18 (valor de referência: 22 a 26); BE = -6 (valor de referência: +2 a -2); saturação de O2 = 100% (valor de referência: > ou igual 94%); lactato = 3,8 (valor de referênciavenosa e excretora tardia) med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva GRAU ASPECTO TOMOGRÁFICO TRATAMENTO I Contusão renal e/ou presença de hematoma subcapsular contido, sem laceração renal Conservador II Laceração cortical 1 cm, sem extravasamento urinário. Hematoma perirrenal contido no retroperitônio. Conservador IV Laceração extensa, do córtex renal, medula e sistema coletor. Lesão vascular da artéria ou veia renal principal, com hematoma contido. Cirurgia ou Embolização por arteriografia (se disponível) V Fragmentação total do rim ou Lesão (avulsão) do pedículo renal Trombose arterial que desvasculariza o rim Tratamento cirúrgico (nefrectomia) TRAUMA DE BEXIGA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ 10% dos traumas urológicos, segundo mais frequente ✔ Trauma contuso: 85% ✔ Fratura pélvica concomitante (83-95%): ramos púbicos/anel obturador ✔ Hematúria macroscópica ✔ Dor suprapúbica ✔ Incapacidade ou dificuldade em urinar * Peritonite pode estar presente nos casos de lesão intraperitoneal. TRAUMA DE BEXIGA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ LAPAROTOMIA ✔ CISTOGRAFIA RETRÓGRADA / TOMOGRAFIA TRAUMA DE BEXIGA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TC com líquido livre sem lesão de víscera maciça + hematúria = pensar em lesão intraperitoneal TRAUMA DE BEXIGA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva LOCAL DE LESÃO TRATAMENTO Intraperitoneal Laparotomia e rafia primária da lesão Cateter vesical por 2 a 3 semanas Extraperitoneal Cateter vesical de demora por 2 a 3 semanas med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um homem de 42 anos estava dirigindo seu carro após ingestão excessiva de cerveja. Envolveu-se em colisão contra outro automóvel. No momento da colisão, estava sem cinto de segurança. Chocou-se contra o volante. Foi trazido pelo resgate consciente, com pupilas isofotorreagentes, com ventilação normal e estável hemodinamicamente. A pelve era estável, não tinha uretrorragia, mas tinha defesa à palpação de hipogastro e dor à descompressão brusca. Não urinou nenhuma vez desde o trauma. Foi feita sondagem vesical de demora, com saída de urina hematúrica. A tomografia com contraste endovenoso e injeção de contraste pela sonda vesical mostrou extravasamento de contraste pela bexiga, sem lesão de outras vísceras. Diagnóstico mais provável e melhor conduta: a) Lesão intraperitoneal da bexiga – exploração cirúrgica com cistorrafia. b) Lesão intraperitoneal da bexiga – sondagem vesical de demora por 14 dias. c) Lesão intraperitoneal da bexiga – cistostomia de urgência. d) Lesão extraperitoneal da bexiga – exploração cirúrgica com cistorrafia. e) Lesão extraperitoneal da bexiga – sondagem vesical de demora por 14 dias TRAUMA DE URETRA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ 4% dos traumas urológicos ✔ Trauma contuso: 90% ✔ Uretra anterior: fossa navicular, uretra peniana e uretra bulbar (85% dos traumas uretrais são na uretra bulbar). O tipo mais comum de trauma é a "queda a cavaleiro“. ✔ Uretra posterior: uretra membranosa e uretra prostática. As lesões geralmente ocorrem na uretra membranosa e estão associadas à fratura pélvica. TRAUMA DE URETRA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Tríade clássica: • uretrorragia (sangue no meato uretral), • incapacidade de urinar e • globo vesical palpável (”bexigoma”). ✔ Hematoma perineal ou “em forma de borboleta” ✔ Diagnóstico: uretrocistografia retógrada HEMATOMA EM FORMA DE ASA DE BORBOLETA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Lesão da fáscia de Buck’s TRAUMA DE URETRA - DIAGNÓSTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ URETROCISTOGRAFIA RETRÓGRADA ✔ NÃO SONDAR!!!! TRAUMA DE URETRA – TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ IMEDIATO: CISTOSTOMIA (POR PUNÇÃO OU ABERTA) ✔ DEFINITIVO: após 3 a 6 meses (pela Urologia) med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Homem, 29 anos de idade, vítima de acidente de moto, com trauma de períneo contra o tanque de combustível. Atendido em pronto-socorro, de acordo com as diretrizes da American Thoracic Society – ATLS: hemodinamicamente estável, sem sinais de fratura de bacia e sem alteração ao exame inicial. Durante avaliação secundária o paciente desejou urinar, porém apresentou dificuldade para iniciar micção. Ao exame do períneo foi encontrado hematoma e discreta uretrorragia. A principal hipótese diagnóstica e a conduta são, respectivamente: a) Trauma de uretra peniana. Realizar sondagem vesical com sonda Foley fina. b) Trauma de bexiga. Realizar laparotomia exploradora. c) Trauma de uretra membranosa. Realizar cistostomia. d) Trauma de uretra bulbar. Realizar uretrocistografia retrógrada. e) Trauma de uretra bulbar. Realizar cistostomia. Estratégia MED TRAUMA CERVICAL Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 med.estrategia.co m TRAUMA CERVICAL med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva As lesões penetrantes são o mecanismo de trauma mais comum É considerado ferimento cervical penetrante quando há ultrapassagem do músculo platisma. TRAUMA CERVICAL med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ZONAS CERVICAIS TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CONTROLE DE HEMORRAGIA ✔ Compressão direta ✔ Passagem de cateter balonado: medida temporária ✔ Tratamento cirúrgico? NÃO FAZER EXPLORAÇÃO DIGITAL! GARANTIR VIA AÉREA TRATAMENTO CIRÚRGICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva INDICAÇÕES DE CERVICOTOMIA EXPLORADORA IMEDIATA 1. Instabilidade hemodinâmica 2. Sangramento ativo 3. Hematoma volumoso e/ou pulsátil e/ou em expansão 4. Lesões “óbvias” de via aerodigestiva: • Ar borbulhando na ferida • Insuficiência respiratória • Saída de saliva pelo orifício da lesão • Enfisema subcutâneo ou mediastinal extenso • Disfonia/rouquidão/Estridor • Disfagia EXAMES COMPLEMENTARES med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Lesão vascular: Angiotomografia / Arteriografia /USG Doppler ✔ Lesão de laringe: Laringoscopia ✔ Lesão de traqueia: Broncoscopia ✔ Lesão de esôfago: EDA + esofagograma med.estrategia.co m med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente, sexo masculino, 25 anos de idade, dá entrada na sala vermelha do Pronto-Socorro, trazido pelo SAMU, vítima de ferimento por arma branca no pescoço há uma hora. Paciente dá entrada com colar cervical e prancha rígida, apresentando confusão mental. No exame inicial, A: Via aérea pérvia, apresentando ferida de 2,0cm aspirativa com sangramento ativo na topografia da cartilagem cricoide, SatO2: 88% com cateter de O2:15L/min; B: murmúrios vesiculares bem distribuídos e sem ruídos adventícios, FR: 28ipm; C: Bulhas rítmicas e normofonéticas, FC: 92bpm, PA: 112x72mmHg, abdome indolor, pelve estável; D: escala de coma de Glasgow:14, pupilas isocóricas e fotorreagentes; E: presença de ferimento medindo 2,0cm na topografia da cartilagem cricoide com sangramento ativo. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Diante desse quadro clínico, indique a primeira conduta que deve ser instituída na sala vermelha: a) Curativo compressivo no ferimento com sangramento. b) Exploração do ferimento para realizar hemostasia. c) Transfusão de 2 concentrados de hemácias. d) Intubação orotraqueal. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente, sexo masculino, 25 anos de idade, dá entrada na sala vermelha do Pronto-Socorro,trazido pelo SAMU, vítima de ferimento por arma branca no pescoço há uma hora. Paciente dá entrada com colar cervical e prancha rígida, apresentando confusão mental. No exame inicial, A: Via aérea pérvia, apresentando ferida de 2,0cm aspirativa com sangramento ativo na topografia da cartilagem cricoide, SatO2: 88% com cateter de O2:15L/min; B: murmúrios vesiculares bem distribuídos e sem ruídos adventícios, FR: 28ipm; C: Bulhas rítmicas e normofonéticas, FC: 92bpm, PA: 112x72mmHg, abdome indolor, pelve estável; D: escala de coma de Glasgow:14, pupilas isocóricas e fotorreagentes; E: presença de ferimento medindo 2,0cm na topografia da cartilagem cricoide com sangramento ativo. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Após as medidas inicias de reanimação, indique a conduta mais adequada: a) Realizar curativo no pescoço e encaminhar o paciente para a Unidade de Terapia Intensiva. b) Realizar cervicotomia exploradora. c) Fazer sutura do ferimento na sala vermelha e encaminhar o paciente para a Unidade de Terapia Intensiva. d) Fazer exploração digital do ferimento para confirmar se houve lesão da via aérea. Estratégia MED TRAUMA VASCULAR DE EXTREMIDADES Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 med.estrategia.co m TRATAMENTO CIRÚRIGCO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva HISTÓRICO E ACHADOS DO EXAME FÍSICO DA LESÃO VASCULAR ACHADOS MAIORES (“HARD SIGNS”) • Indicação de exploração imediata para lesão vascular • Sangramento pulsátil • Hematoma em expansão • Frêmito palpável ou sopro audível • Evidência de isquemia da extremidade: palidez, parestesia, paralisia, dor, ausência de pulsos e poiquilotermia (diminuição da temperatura) TRATAMENTO CIRÚRIGCO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva HISTÓRICO E ACHADOS DO EXAME FÍSICO DA LESÃO VASCULAR ACHADOS MENORES • Considerar diagnóstico por imagem posterior e avaliação para lesão vascular • Histórico de hemorragia moderada • Fratura, luxação ou ferimento penetrante na proximidade • Pulsos diminuídos, mas palpáveis • Déficit de nervo periférico na proximidade de grande vaso • Lesões em proximidade com extremidade em pacientes com choque hemorrágico inexplicável (trajeto vascular) ANGIOTOMOGRAFIA/ ARTERIOGRAFIA med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente, sexo masculino, 32 anos de idade, é admitido no pronto-socorro, vítima de ferimento por arma branca, em face medial de braço esquerdo de, aproximadamente, 3 cm. Ao exame do membro atingido, foi identificada a presença de hematoma expansivo associado a perda dos pulsos distais sem déficit neurológico. No momento, encontra-se com pressão arterial mensurada no membro contralateral de 120/70 mmHg e frequência cardíaca de 80 bpm. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta a ser adotada nesse caso. a) Deve ser realizada observação clínica rigorosa, e o tratamento operatório estará indicado na evidência de sinais de lesão neurológica. b) Deve ser realizado índice tornozelo-braço e, caso se apresente alterado, deverá ser realizado exame de imagem complementar. c) O paciente deve ser encaminhado para hemodinâmica para a angiografia, pois se encontra estável hemodinamicamente e a angiografia permite a determinação da extensão da lesão. d) O paciente deve ser encaminhado para exploração cirúrgica imediata, sem a necessidade de exames complementares. e) O paciente deve ser encaminhado para tomografia computadorizada, pois se encontra estável hemodinamicamente. med.estrategia.co m Obrigada Estratégia MED med.estrategia.com ABDOME AGUDO ABDOME AGUDO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Síndrome dolorosa aguda, não traumática, de intensidade variável, que leva o paciente a procurar o serviço de urgência e requer tratamento imediato, seja clínico ou cirúrgico. TIPOS DE ABDOME AGUDO: •INFLAMATÓRIO •OBSTRUTIVO •PERFURATIVO •VASCULAR •HEMORRÁGICO Estratégia MED ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO APENDICITE med.estrategia.com Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 EPIDEMIOLOGIA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva •PRINCIPAL CAUSA DE ABDOME AGUDO •Incidência: 2ª e 3ª décadas de vida (5-10% idosos); •Gestante: principal causa de abdome agudo não obstétrico FISIOPATOLOGIA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva HIPERPLASIA LINFÓIDE OBSTRUÇÃO DA LUZ APENDICULAR FECALITO Cálculos, enema, parasitas NEOPLASIAS CRIANÇ AS FISIOPATOLOGIA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Tipos de bactérias isoladas na apendicite perfurada Pacientes (%) ANAERÓBIOS Bacteroides fragilis 80 Bacteroides thetaiotaomicron 61 Bilophila wadsworthia 55 Peptostreptococcus spp. 45 AERÓBIOS Escherichia coli 77 Estreptococos viridans 43 Estreptococos Group D 27 Pseudomonas aeroginosa 18 Fonte: Sabiston, 20ª edição QUADRO CLÍNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva DOR PERIUMBILICAL MIGRAÇÃO PARA FID NÁUSEAS E VÔMITOS FEBRE BAIXA ( 37,5 ° C 1 Laboratório Leucocitose da contagem de glóbulos brancos > 10 x 10 ⁹/ litro 2 Desvio à esquerda 1 Total 10 O-3: BAIXA PROBABILIDADE ≥ 4: PROVÁVEL APENDICITE ≥ 7: ALTO RISCO DE APENDICITE DIAGNÓSTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva O DIAGNÓSTICO DA APENDICITE AGUDA É EMINENTEMENTE CLÍNICO! JOVEM, MASCULINO COM QUADRO TÍPICO DE APENDICITE AGUDA E 40 anos TRATAMENTO med.estrategia.co m APENDICECTOMIA VLP APENDICECTOMIA DE INTERVALO med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente de 19 anos, queixando-se de dor epigástrica há 2 dias, associada à hiporexia e febre baixa. Nega vômitos. Hoje a dor ficou mais intensa e mais localizada em fossa ilíaca direita. Ao exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril. Sem alterações no exame físico cardiopulmonar. Abdome com ruídos presente, flácido, doloroso em fossa ilíaca direita, sem sinais de peritonite. Relata dor em fossa ilíaca direita quandose comprime a fossa ilíaca esquerda. Apresenta leucocitose em hemograma, com discreto desvio à esquerda e aumento de proteína C reativa. Não há exames de imagem disponíveis. O provável diagnóstico e a conduta mais adequada é: a) Apendicite aguda - transferência para realizar ecografia de abdome. b) Diverticulite aguda - transferir para realizar tomografia de abdome. c) Apendicite aguda – cirurgia. d) Alta com sintomáticos. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Homem, 37 anos de idade, refere dor abdominal na fossa ilíaca direita há 12 dias, acompanhada de febre de até 38ºC, perda de apetite e queda do estado geral. Procurou o serviço de urgência por duas vezes e há 6 dias foi iniciado ciprofloxacino devido à hipótese de infecção urinária. Retorna hoje ao Pronto-Socorro devido a persistência do quadro. Ao exame clínico: Regular estado geral, febril, FC:90 bpm, PA: 130x80 mmHg; Tórax sem alterações. Abdome flácido, massa palpável de cerca de 10cm na fossa ilíaca e flanco direito, dor localizada na região da massa. Sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal sem alterações. Exames laboratoriais: Hb: 14,6 g/dL; Leuco: 26,57 mil/mm³; PCR: 324mg/dL; Creat: 1,37 mg/dl; Ureia: 51 mg/dl; demais exames normais. Realizada tomografia de abdome (imagens a seguir): Qual é o melhor tratamento? med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Qual é o melhor tratamento? A) Laparotomia exploradora e apendicectomia. B) Apendicectomia por incisão de McBurney. C) Drenagem da coleção por laparotomia mediana. D) Drenagem percutânea da coleção. Estratégia MED ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO DIVERTICULITE med.estrategia.com Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 QUADRO CLÍNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva DOR ABDOMINAL EM FIE CONSTIPAÇÃO (50%) DIARREIA (25%) NÁUSEAS E VÔMITOS FEBRE BAIXA SENSIBILIDADE MASSA EM FIE SINTOMAS URINÁRIOS LABORATÓRIO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Leucocitose com desvio à esquerda; Aumento da PCR Urina I: pode apresentar leucocitúria a aumento da flora bacteriana; Urocultura positiva para flora colônica = pensar em fístula colovesical DIAGNÓSTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TOMOGRAFIA DE ABDOME COM CONTRASTE PADRÃO OURO COLONOSCOPIA CONTRAINDICADA CLASSIFICAÇÃO DE HINCHEY med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CLASSIFICAÇÃO DE HINCHEY Estágio I Abscesso mesentérico ou pericólico, confinado Estágio II Abscesso pélvico bloqueado Estágio III Peritonite purulenta generalizada Estágio IV Peritonite fecal generalizada DIVERTICULITE - TOMOGRAFIA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Espessamento localizado da parede intestinal (> 4 mm); Borramento da gordura pericolônica; Visualização dos divertículos; Complicações (abscesso, fístula, obstrução, líquido livre, pneumoperitônio) TRATAMENTO med.estrategia.co m DIVERTICULITE AGUDA NÃO COMPLICADA ANTIBIOTICOTERAPIA DIVERTICULITE AGUDA COMPLICADA ANTIBIOTICOTERAPIA TRATAMENTO AMBULATORIAL = ATB VO + DIETA SEM RESÍDUOS ABSCESSO (Hinchey I e II) PERITONITE (Hinchey III e IV) JEJUM + ATB EV CIRURGIA (HARTMANN) *laparoscopia Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva DRENAGEM PERCUTÂNEA ** TRATAMENTO SOMENTE COM SINTOMÁTICOS CIRURGIA DE HARTMANN med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Uma paciente de 67 anos de idade foi ao pronto-socorro com história de dor abdominal há quatro dias, associada à febre, sem vômitos. Antecedente pessoal inclui hipertensão, diabetes e sedentarismo. Ao exame físico, notou-se boa perfusão periférica e abdome pouco doloroso em quadrante inferior esquerdo. Os exames laboratoriais indicaram leucocitose > 15.000 e PCR > 20 mg/dL. Realizou uma tomografia, que evidenciou espessamento do cólon sigmoide (onde existem divertículos) e borramento da gordura adjacente. Nessa situação hipotética, a melhor conduta será a) antibioticoterapia e colonoscopia após seis semanas. b) antibioticoterapia e colonoscopia precoce. c) retossigmoidectomia com anastomose primária. d) retossigmoidectomia com colostomia terminal. e) videolaparoscopia para lavagem da cavidade. med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente de 65 anos, sexo feminino, é atendida na urgência com quadro de dor abdominal de forte intensidade e sinais de peritonite difusa. Apresenta-se estável hemodinamicamente. Indicada laparotomia exploradora, sendo identificadas, no intraoperatório, contaminação difusa da cavidade abdominal por secreção purulenta e presença de área endurada, hiperemiada e perfurada em sigmoide, associada a grande quantidade de divertículos colônicos nesse local. Qual a melhor conduta terapêutica nesse momento? a) Drenagem da cavidade abdominal e anticoagulação. b) Proctocolectomia total + anastomose ileoanal com bolsa ileal “em J”. c) Rafia da perfuração colônica + peritonesotomia. d) Retossigmoidectomia + colostomia terminal à esquerda + fechamento do coto retal. e) Ileotiflectomia + anastomose ileocolônica. Estratégia MED ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO med.estrategia.com Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 CLASSIFICAÇÕES med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva 1- QUANTO AO MECANISMO: •Mecânica •Funcional 2- QUANTO AO GRAU: •Obstrução total •Obstrução parcial 3- QUANTO À GRAVIDADE: •Simples •Estrangulada 4- QUANTO À LOCALIZAÇÃO: •Alta = intestino delgado •Baixa = intestino grosso QUADRO CLÍNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva DOR E DISTENSÃO ABDOMINAL PARADA DE ELIMINAÇÃO DE FEZES E FLATOS NÁUSEAS E VÔMITOS TIMPANISMO RHA AUMENTADOS SINAIS SISTÊMICOS DIARREIA PARADOXAL CICATRIZ ABDOMINAL * DIAGNÓSTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva HISTÓRIA CLÍNICA EXAME DE IMAGEM EXAME FÍSICO ROTINA RADIOLÓGICA DE ABDOME AGUDO TOQUE RETAL!!! LABORATÓRIO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ LEUCOCITOSE / ANEMIA; ✔ ALCALOSE METABÓLICA HIPOCALÊMICA, HIPOCLORÊMICA. ✔ HIPONATREMIA ✔ ACIDOSE METABÓLICA e LACTATO AUMENTADO = ISQUEMIA INTESTINAL (fase avançada) EXAMES RADIOLÓGICOS med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ROTINA RADIOLÓGICA DE ABDOME AGUDO TRATAMENTO INICIAL med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva MEDIDAS DE SUPORTE • Jejum • Sonda nasogástrica: descompressão do trato gastrointestinal. • Hidratação endovenosa. • Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos. • Analgesia. • Antibióticos: a princípio, só há indicação de fazer antibióticos nos pacientes com indicação de tratamento cirúrgico (profilaxia) ou na presença de complicações. • Tratamento conservador x tratamento cirúrgico ADERÊNCIAS INTESTINAIS - BRIDAS med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Causa mais comum de obstrução intestinal ✔ Cirurgias abdominais prévias ✔ Exames de imagem com padrão de obstrução intestinal alta ✔ Tratamento: • Conservador - 60-85% • Cirúrgico: lise de bridas med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Homem de 55 anos refere vômitos biliosos, dor abdominal tipo cólica e parada de eliminação de gases e fezes há cerca de 3 horas. Fez cirurgia por úlcera péptica perfurada há 5 anos. Seu exame físico evidencia: cicatriz de incisão mediana xifopubiana, abdome pouco distendido e doloroso à palpação profunda, sem sinais de irritação peritoneal. Não foi possível palpar massas e/ou visceromegalias. A imagem a seguir corresponde à radiografia de abdome desse paciente. Nesse caso, além de reposição hidroeletrolítica, qual é a conduta mais adequada? a) Videolaparoscopia diagnóstica. b) Laparotomia exploradorade emergência. c) Sondagem nasogástrica e observação clínica. d) Descompressão colônica por retossigmoidoscopia. ÍLEO BILIAR med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ÍLEO BILIAR med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRÍADE DE RIEGLER ÍLEO BILIAR med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRÍADE DE RIEGLER ÍLEO BILIAR - TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Cirurgia = Laparotomia e enterotomia, retirada do cálculo e enterorrafia. ✔ Pacientes de baixo risco (ASA I ou II): acrescentar procedimento íleo biliar (colecistectomia e fechamento da fístula). med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente feminina, 87 anos, procura pronto socorro com quadro de dor abdominal tipo cólica, de início há 2 dias, associada a vômitos e distensão abdominal. Nega febre. Ao exame físico: regular estado geral, desidratada, corada, anictérica, afebril. Exame físico cardiopulmonar normal. Abdome com ruídos hidroaéros reduzidos, distendido, sem sinais de peritonite com dor à palpação difusa. Submetido à radiografia de abdome agudo que revelou níveis hidroaéreos em todo intestino delgado com aspecto de “empilhamento de moedas”, aerobilia e imagem radiopaca em íleo terminal. O provável diagnóstico é: A ) Adenocarcinoma de cólon esquerdo. B ) Doença diverticular com obstrução intestinal. C ) Íleo Biliar. D ) Úlcera gástrica perfurada. NEOPLASIA COLORRETAL med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Causa mais comum de obstrução intestinal baixa ✔ Mais comum entre 60 a 80 anos ✔ Neoplasias de reto e cólon esquerdo = maior probabilidade de obstrução ✔ Obstrução em alça fechada = risco de perfuração de ceco (> 11 cm) ✔ Quadro clínico, exame físico rx com padrão de obstrução baixa ✔ Antecedente de alteração do hábito intestinal, emagrecimento, sangramento retal ✔ Dor e distensão abdominal, aguda ou subaguda ✔ Parada de eliminação de fezes e flatos (obstrução completa) ✔ Vômitos fecaloides e tardios = válvula ileocecal incompetente ✔ Toque retal: pode identificar neoplasia de canal anal e reto distal NEOPLASIA COLORRETAL - TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CIRÚRGICO ✔ Medidas de suporte ✔ Critérios importantes: localização, estabilidade hemodinâmica do paciente, expectativa de vida e presença de perfuração proximal com peritonite difusa. med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Paciente instável/peritonite: Ressecção e ostomia ✔ Paciente estável/cólon em boas condições: Ressecção e anastomose primária ✔ Obstrução em alça fechada com perfuração de ceco: Colectomia total e ileostomia ✔ Neoplasia de reto médio/baixo e canal anal: Ostomia em alça ✔ Paliação: Derivação intestinal / stent NEOPLASIA COLORRETAL - TRATAMENTO CIRURGIA DE HARTMANN med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva COLOSTOMIA EM ALÇA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Paciente de 60 anos de idade, masculino, procura hospital pronto-socorro com história de parada de eliminação de flatos e fezes há cerca de 1 semana. Nega vômitos. Ao exame físico, paciente em regular estado geral, desidratado, dispneico, taquicárdico. Abdome globoso, hipertimpânico, doloroso à palpação difusa, com sinais de irritação peritoneal. Toque retal com ampola retal vazia, sem fezes, sem muco, sem sangue em “dedo-de-luva”. Solicitadas radiografias de tórax e abdome, demonstrando distensão volumosa de cólon e ceco (maior que 12 cm), com níveis hidroaéreos, sem distensão de intestino delgado. Baseado nessas informações, qual a conduta? a) Sonda nasogástrica. b) Observação. c) Laparotomia exploradora. d) Clister glicerinado. VOLVO DE SIGMOIDE med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Segunda causa mais comum de obstrução intestinal baixa ✔ Sigmoide – 75% dos casos ✔ Fatores de risco: Pacientes institucionalizados, doenças neurológicas e psiquiátricas, uso de medicamentos psicotrópicos, constipação crônica, doença de Chagas. VOLVO DE SIGMOIDE med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva SINAL DO GRÃO DE CAFÉ SINAL DO “U” INVERTIDO SINAL DO “TUBO INTERNO DOBRADO" TRATAMENTO med.estrategia.co m INSTÁVEL E PERITONITE ESTÁVEL E SEM PERITONITE LAPAROTOMIA E HARTMANN. COLONOSCOPIA OU RETOSSIGMOIDOSCOPIA DESCOMPRESSIVA. PROGRAMAR SIGMOIDECTOMIA PARA MESMA INTERNAÇÃO. Prof. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CIRURGIA DE HARTMANN med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um homem de 61 anos de idade foi admitido hoje no Pronto- Socorro com queixas de constipação, inapetência progressiva, aceitando somente dieta líquida desde ontem. O familiar relata parada de eliminação de gases, dor abdominal, vômitos fecaloides e aumento do volume abdominal nas últimas 24 horas. O paciente tem diagnóstico de retardo mental desde criança e faz uso de haloperidol (5 mg/dia). Nega cirurgia e internação prévias. Ao exame físico, apresenta-se desidratado, com facies de sofrimento, abdome intensamente distendido, timpânico, ruídos hidroaéreos ausentes, dor à palpação superficial e profunda, ausência de sinais de irritação peritoneal. Toque retal sem fezes na ampola retal, ausência de massas ou alterações palpáveis. A radiografia simples de abdome demonstra ausência de gás no reto e imagem de distensão de alças com padrão de "U" invertido. Qual deve ser a conduta imediata no tratamento desse paciente? med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Qual deve ser a conduta imediata no tratamento desse paciente? a) Laparotomia exploradora. b) Vídeocolonoscopia descompressiva.. c) Hidratação vigorosa e instalação de sonda nasogástrica. d) Instalação de sonda retal e aplicação de clister glicerinado. e) Hidratação vigorosa e antibioticoterapia para esterilização do trato intestinal. Estratégia MED ABDOME AGUDO PERFURATIVO med.estrategia.com Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 ÚLCERA PÉPTICA PERFURADA med.estrategia.co m PRINCIPAL CAUSA DE AAP ✔ Mais comum em homens ✔ Duodenais mais frequente que gástricas - MAIS FREQUENTE: BULBO DUODENAL (1º), PRÉ-PILÓRICA (2º) SEGUNDA COMPLICAÇÃO MAIS FREQUENTE (Sangramento é a primeira) FATORES DE RISCO: ✔ Infecção pelo H. pylori : + úlcera duodenal e pacientes mais jovens (20-50 anos) ✔ Uso AINE ou AAS (pacientes mais velhos) ✔ Tabagismo e álcool QUADRO CLÍNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva DOR ABDOMINAL SÚBITA NÁUSEAS E VÔMITOS ABDOME EM TÁBUA PERITONITE SINAIS SISTÊMICOS SINAL DE JOBERT HISTÓRICO DE TABAGISMO E USO DE AINE LABORATÓRIO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Leucocitose com desvio à esquerda; ✔ Aumento da PCR ✔ Aumento da amilase (diagnóstico diferencial com pancreatite aguda) DIAGNÓSTICO – EXAME DE IMAGEM med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ROTINA RADIOLÓGICA DE ABDOME AGUDO • RADIOGRAFIA DE TÓRAX PÓSTERO-ANTERIOR (PA) EM PÉ • RADIOGRAFIA DE ABDOME ÂNTERO-POSTERIOR (AP) EM PÉ E DEITADO ENDOSCOPIA CONTRAINDICADA RADIOGRAFIA SIMPLES med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TOMOGRAFIA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Uma mulher com 31 anos de idade procurou atendimento de urgência relatando um quadro de dor abdominal de início abrupto, difusa, contínua, intensa, com duração de cerca de seis horas, acompanhada de vômitos. Referiu também que tem utilizado diclofenaco de sódio, 50 mg de 8/8 horas, há aproximadamente um mês, para tratamento de lombalgia.Ao exame físico: frequência cardíaca = 120 bpm, pressão arterial = 90 x 60 mmHg, temperatura axilar = 38,2°C. Ao exame do abdome, verifica-se a presença de aumento da tensão da parede abdominal, com dor intensa e difusa à percussão e à palpação superficial, dificultando a palpação profunda. Ruídos hidroaéreos diminuídos. O exame complementar mais indicado para a investigação diagnóstica inicial da paciente é a: a) tomografia computadorizada do abdome. b) radiografia de tórax e de abdome em ortostase. c) ultrassonografia abdominal total. d) endoscopia digestiva alta. e) ressonância magnética do abdome. TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ÚLCERA PÉPTICA PERFURADA = CIRURGIA!!! ✔ 1º: Medidas de suporte: ✔ Jejum ✔ SNG ✔ Reposição volêmica ✔ Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos ✔ Analgesia ✔ Iniciar antibióticos TRANSFERIR O PACIENTE!!! PATCH DE GRAHAM med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um homem de cinquenta anos de idade, etilista e tabagista, chega ao pronto-socorro por dor abdominal difusa iniciada há cerca de 30 minutos. Ele foi levado pelo médico da unidade básica de saúde, que fez o primeiro atendimento. Esse médico, além das informações clínicas sobre o caso, levou consigo uma radiografia de abdome, que mostrava uma lâmina aérea entre o fígado e o diafragma. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para o paciente. a) endoscopia digestiva alta b) tomografia computadorizada de abdome c) dosagem de amilase e lipase d) laparotomia exploradora. e) passagem de sonda nasogástrica e reavaliação med.estrategia.co m Obrigada Estratégia MED ABDOME AGUDO VASCULAR Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 med.estrategia.co m CLASSIFICAÇÕES med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva QUANTO À LOCALIZAÇÃO ✔ Isquemia mesentérica: acomete o intestino delgado ✔ Isquemia colônica: acomete o intestino grosso QUANTO AO TEMPO DE EVOLUÇÃO ✔ Isquemia mesentérica aguda ✔ Isquemia mesentérica crônica QUANTO AO SEGMENTO VASCULAR ACOMETIDO ✔ Oclusão arterial ✔ Oclusão venosa Estratégia MED ISQUEMIA MESENTÉRICA AGUDA Prof. Renatha Paiva CRM: 109.768 med.estrategia.co m ISQUEMIA MESENTÉRICA AGUDA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva Isquemia mesentérica Arterial Aguda Oclusiva Embolia Trombose Não oclusiva Crônica Venosa Trombose Venosa mesentérica med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ETIOLOGIA CARACTERÍSTICAS INCIDÊNCIA EMBOLIA ARTERIAL Ocorre devido a um trombo desalojado do átrio esquerdo, ventrículo esquerdo, válvulas cardíacas ou aorta proximal. O local mais comum da obstrução é a artéria mesentérica superior. 50% TROMBOSE ARTERIAL Ocorre como um fenômeno sobreposto em pacientes com história de isquemia intestinal crônica por doença aterosclerótica. 15% a 25% TROMBOSE VENOSA Pode ser idiopática (por exemplo, estados hipercoaguláveis) ou por causas secundárias (por exemplo, malignidade ou cirurgia abdominal anterior). Raramente envolve o cólon. 5% ISQUEMIA MESENTÉRICA NÃO OCLUSIVA Resultado de hipoperfusão esplâncnica e vasoconstrição 20% a 30% ISQUEMIA MESENTÉRICA AGUDA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Local mais comum: Artéria mesentérica superior ✔ Ausência de estenose pré-existente (embolia) ✔ Circulação colateral (trombose) ✔ Origem dos êmbolos: átrio esquerdo, ventrículo esquerdo, válvulas cardíacas ou aorta proximal. ✔ Fatores de Risco: • Doença cardíaca: Arritmia (fibrilação atrial), infarto do miocárdio recente, doença valvular, aneurisma ventricular, endocardite infecciosa e insuficiência cardíaca. • Doença aórtica: Aterosclerose e aneurisma da aorta. • Tabagismo, diabetes, coronariopatia (angina), insuficiência arterial periférica (claudicação intermitente, histórico de amputação de membro), dados que sugerem ateroescletrose sistêmica ISQUEMIA MESENTÉRICA AGUDA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva QUADRO CLÍNICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva DOR ABDOMINAL DESPROPORCIONAL AO EXAME FÍSICO Dor súbita, intensa, mesogástrica ou difusa Não responde a opióides Isquemia avançada: taquicardia, hipotensão, taquipneia e febre. Náuseas e vômitos ARTERIOPATAS LABORATÓRIO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Leucocitose com desvio à esquerda ✔ Hematócrito elevado (hemoconcentração) ✔ Aumento da PCR, amilase (elevada em 50% dos casos), fosfato e D-dímero* ✔ Acidose metabólica - valores de referência: pH: 7,35-7,45 ✔ Aumento do lactato - valores de referência: 0,5-2,0 mmol/L ou 4,5 a 18 mg/dL ✔ TGO, TGP, LDH e CK podem estar elevadas DIAGNÓSTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ANGIOTOMOGRAFIA EXAME INICIAL DE ESCOLHA EMBOLIA = Falha de enchimento abrupto e arredondado (“Sinal do menisco”) em segmento arterial não calcificado, localizado na porção média e/ou distal da artéria mesentérica superior; TROMBOSE = Falha de enchimento em segmento arterial calcificado, na origem da artéria mesentérica superior e/ou tronco celíaco. Presença de circulação colateral (indica um processo mais crônico); Pneumatose intestinal, gás no sistema portal/mesentérico e pneumoperitônio = isquemia avançada EXAME INICIAL DIAGNÓSTICO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva EXAME INICIAL ARTERIOGRAFIA med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva EXAME PADRÃO OURO med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Um homem de 58 anos de idade, história recente de infarto do miocárdio, foi à Emergência com queixa de dor abdominal súbita no andar superior do abdome de início há 3 dias, negando febre, vômitos e alteração do ritmo intestinal. Ao exame físico, notamos paciente hipocorado +/4+, afebril, PA.: 90 x 60 mmHg, FC.: 120 bpm, FR.: 28 irpm. Exame pulmonar sem alterações. Ritmo cardíaco irregular, sem sopros. Abdome, flácido, atípico, com peristalse débil, doloroso difusamente à palpação profunda, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais evidenciando leucocitose, acidose metabólica com lactato elevado. Qual o diagnóstico mais provável? a) Úlcera gástrica perfurada b) Pancreatite aguda c) Colecistite aguda d) Isquemia mesentérica med.estrategiaeducacional.com.brProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva CAI NA PROVA Paciente masculino, 74 anos, diabético, hipertenso e com bypass coronariano prévio, deu entrada no hospital com diagnóstico de pé diabético, sem sinais de sepse, sendo internado para antibioticoterapia endovenosa. No segundo dia de internação, iniciou quadro de dor abdominal difusa, intensa, encontrado gemente no quarto. Ao exame, paciente acordado, comunicativo, gemente, afebril, eupneico, taquicárdico (frequência cardíaca de 101 bpm), ritmo cardíaco irregular, pulso amplo, abdome discretamente distendido, ruídos hidroaéreos diminuídos, timpânico, depressível, levemente doloroso, sem sinais de irritação peritoneal. Apresentou hábito intestinal normal até o início da dor. Diante do quadro, qual dos itens abaixo combina o tipo mais provável de abdome agudo e sua respectiva propedêutica de exame de imagem mais indicada: a) Abdome agudo inflamatório, ultrassonografia de abdome total. b) Abdome agudo obstrutivo, radiografia de abdome agudo (em pé, deitado e cúpulas diafragmáticas). c) Abdome agudo hemorrágico, radiografia de abdome agudo (em pé, deitado e cúpulas diafragmáticas). d) Abdome agudo vascular, angiotomografia de abdome com contraste endovenoso. TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva ✔ Medidas de suporte ✔ Jejum (repouso intestinal) ✔ Descompressão gastrointestinal se houver íleo (SNG) ✔ Hidrataçãoendovenosa ✔ Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos; ✔ Evitar vasopressores e suspender drogas vasoconstrictoras (exemplo: digoxina), que podem exacerbar a isquemia; ✔ Antibioticoterapia empírica de amplo espectro ✔ ANTICOAGULAÇÃO SISTÊMICA (heparina não fracionada): prevenir e evitar a propagação do trombo ✔ Longo prazo: prevenir futuros eventos embólicos com o uso de anticoagulantes orais e antagonistas da vitamina K. EMBOLIA ARTERIAL - TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva TRATAMENTO DE ESCOLHA EMBOLECTOMIA CIRÚRGICA TROMBOSE ARTERIAL - TRATAMENTO med.estrategia.co mProf. Renatha paiva - @prof.renathapaiva REVASCULARIZAÇÃO MESENTÉRICA ✔ Aberta, endovascular ou combinada ✔ Realizada até 6 a 8 horas após o início dos sintomas ✔ Sem evidência clínica de isquemia avançada ou outras contraindicações à terapia trombolítica ✔ Endovascular: trombólise e angioplastia e colocação de stent (