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APG s4p2 - SOI III SOI - Sistemas Orgânicos Integrados (Centro Universitário São Lucas) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade APG s4p2 - SOI III SOI - Sistemas Orgânicos Integrados (Centro Universitário São Lucas) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-sao-lucas/soi-sistemas-organicos-integrados/apg-s4p2-soi-iii/67250628?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-sao-lucas/soi-sistemas-organicos-integrados/4823561?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-sao-lucas/soi-sistemas-organicos-integrados/apg-s4p2-soi-iii/67250628?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-sao-lucas/soi-sistemas-organicos-integrados/4823561?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii APG – S4P2 ● Objetivos - Entender a fisiopatologia da DAC - Compreender as manifestações clinicas, exames e complicações das DACs - Estudar como o ECG funciona e suas alterações - Identificar o tratamento farmacológico da angina ● Fisiopato das Doenças Coronarianas Ateroscleroticas 1: Fundamentos principais - São distúrbios relacionados ao fluxo de sangue do miocárdio atribuído as placas ateroscleróticas coronarianas estáveis e instáveis - As placas instáveis são propensas a formar fissuras ou ate mesmo romper, causando agregação plaquetária e uma possível formação de trombo com um desenvolvimento de síndromes coronarianas agudas de maior gravidade: angina instável, IAM com elevação do segmento ST (eletro) e infarto do miocárdio sem a elevação do segmento ST. - As placas estáveis causam uma obstrução fixa do fluxo de sangue coronariano com isquemia miocárdica, que ocorre durante os períodos de grandes demandas metabólicas, como ocorre na angina estável. 2: Fisiopato - Aterosclerose é a causa mais comum de DAC, tem evolução lenta e progressiva, sendo que ela pode afetar uma ou todas as três artérias coronárias epicárdicas principais e seus ramos. - Lesões clinicamente significativas podem ser localizadas em qualquer segmento desses vasos, mas tendem a predominar nos primeiros centímetros das artérias coronárias descendente anterior esquerda e circunflexa esquerda, ou em todo o comprimento da artéria coronária direita - A doença arterial coronariana geralmente é dividida em dois tipos: 1. Síndrome coronariana aguda (SCA): constitui um espectro de doenças cardíacas isquêmicas agudas, que variam de angina instável a infarto do miocárdio resultante do rompimento de uma placa aterosclerótica. 2. Cardiopatia isquêmica crônica: caracteriza-se por episódios recidivantes e transitórios de isquemia miocárdica e angina estável, que resultam do estreitamento do lúmen de uma artéria coronária em consequência de aterosclerose e/ou vasospasmo. - A placa aterosclerotica fixa ou estável está implicada comumente nos casos de angina estável, enquanto a placa instável está associada à angina instável e ao infarto do miocárdio. Na maioria dos casos, as alterações súbitas das placas seguidas de trombose causam isquemia miocárdica associada à angina instável, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico (AVE) e, em muitos casos, morte cardíaca súbita (MCS). - Embora a ruptura da placa possa ocorrer espontaneamente, em geral isso é desencadeado por fatores hemodinâmicos como características do fluxo sanguíneo e tensão do vaso sanguíneo. Por exemplo, um pico repentino de atividade simpática com aumentos da pressão arterial, da frequência cardíaca, da força das contrações cardíacas e do fluxo sanguíneo coronariano parece aumentar o risco de ruptura das placas. - A ruptura da placa também mostra variações diurnas, porque ocorrem mais comumente nas primeiras horas da manhã, sugerindo que fatores fisiológicos (aumentos repentinos do tônus e da pressão arteriais) possam predispor à ruptura das placas ateroscleróticas e deposição subsequente de plaquetas. Alguns estudos sugeriram que o sistema nervoso simpático seja ativado nas primeiras horas da manhã, resultando em alterações da agregação plaquetária e da atividade fibrinolítica, que tendem a predispor à trombose. Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii - As plaquetas desempenham um papel importante na relação entre ruptura das placas e DAC aguda. Como parte da resposta à ruptura das placas, as plaquetas aderem ao endotélio e liberam substâncias (difosfato de adenosina (ADP), tromboxano A2 e trombina) que promovem mais agregação das plaquetas e formação de trombos. - Existem dois tipos de trombos formados como consequência da ruptura das placas: trombos brancos contendo plaquetas e trombos vermelhos contendo fibrina. Os trombos da angina instável foram caracterizados por sua coloração branco- acinzentada e provavelmente são ricos em plaquetas, enquanto os vermelhos, que se desenvolvem com as obstruções vasculares associadas ao infarto do miocárdio, são ricos em fibrina e hemácias superpostas ao componente plaquetário e obstruem totalmente o fluxo sanguíneo. ● Manifestações clinicar, exames e complicações das Dacs 1: Manifestações clinicas - A doença coronária pode manifestar-se por uma dor no peito passageira relacionada aos esforços ou estresse, angina, que resulta de um déficit transitório na irrigação do miocárdio, resultado de uma obstrução parcial da artéria coronária, onde há um desequilíbrio entre a oferta e demanda de sangue e oxigênio na região “entupida”. - A dor no peito relacionada a doença arterial coronariana, podem ter as seguintes características: 1. Sensação de aperto no coração; 2. Dor que se espalha pelo corpo, em regiões como costas, pescoço, nuca, ombros e braços (especialmente o esquerdo); 3. Dor recorrente, que dura por alguns minutos, desaparece e retorna, variando sempre de intensidade e 4. Pode vir junto com falta de ar, tontura, náuseas. OBS: Conforme o tempo passa a dor diminui, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. 2: Complicações - Os principais riscos da doença arterial coronariana são: 1. Angina de peito (dor aos esforços que pode progredir para dor em repouso), reduzindo a qualidade de vida; 2. Infarto agudo do miocárdio que pode levar ao enfraquecimento do músculo cardíaco (insuficiência cardíaca); 3. Morte súbita “ataque cardíaco”, devido a arritimias originadas do músculo necrosado (morto) ou sob isquemia (baixa oxigenação) e 4. Insuficiência cardíaca. 3: Exames para Diagnóstico - Há várias opções e o seu médico irá avaliar qual indicar, baseado nos riscos e benefícios. Os testes mais usados são: 1. Eletrocardiograma; 2. Ecocardiograma; 3. Teste ergométrico 4. Cintilografia do miocárdio; 5. AngioTomografia; 6. Coronariografia (“cateterismo”) ● ECG normal e suas alterações 1: ECG Normal - Ondas: - Onda P: Despolarização dos átrios - Complexo QRS: Despolarizaçãodos ventrículos - Onda T: Repolarização dos ventrículos - Não é possível identificar a repolarização dos átrios no ECG. - Linha reta: completamente polarizado ou totalmente repolarizado. - Quando a linha é continuamente reta é segmento (ST) e quando por essa reta tem uma onda, ela é chamada de intervalo (PQ). Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 - Derivações 1. O estimulo vem de cima pra baixo 2. Direita para esquerda 3. Vetor resultante - Unipolares - Bipolares - Precordias - ECG alterado 1: Síndrome coronariana aguda (SAC): - Consiste na inversão das ondas T, elevação do segmento ST e desenvolvimento de ondas Q anormais. Ademais, as ondas T e segmento Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii ST são as primeiras a serem afetadas durante um episodio de isquemia e lesão miocárdica. - Tais alterações podem não aparecer no inicio dos sintomas e variam de acordo com as variáveis: 1. Duração do episodio de isquemia (aguda x progressiva) 2. Extensão (subendocárdica x transmural) 3. Localização (anterior x inferoposterior) - Como essas alterações geralmente ocorrem ao longo do tempo e são detectadas nas derivações do ECG que refletem a área afetada do miocárdio, há indicação para monitoramento contínuo e sequencial do ECG de 12 derivações. - Os biomarcadores séricos para SCA são troponina I (TnI) e troponina T (TnT) específicas dos tecidos cardíacos e creatinoquinase MB (CKMB). À medida que as células miocárdicas sofrem necrose, seu conteúdo intracelular começa a difundirse para o interstício circundante e depois para a corrente sanguínea. A rapidez com que as enzimas aparecem no sangue depende de sua localização intracelular, do peso molecular e do fluxo sanguíneo local. Por exemplo, essas enzimas podem aparecer antes do que seria previsto nos pacientes que fazem tratamento de reperfusão bem- sucedida. - Quando se compara a troponina com a CK- MB, o nível de troponina detecta necrose dos músculos cardíacos mais precocemente que a CKMB. Os médicos que solicitam dosagens dos biomarcadores cardíacos devem enfatizar os níveis de troponina em vez da concentração de CKMB para diagnosticar e assegurar o sucesso da reperfusão. 2: Angina Instavel (AI) / Infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST (IMSEST) - AI/IMSEST é considerada uma síndrome clínica de isquemia miocárdica, que varia de angina estável até infarto do miocárdio - Nos casos típicos, a AI e o IMSEST diferem pelo fato de a isquemia ser suficientemente grave para causar lesão miocárdica suficiente para liberar quantidades detectáveis de marcadores cardíacos no soro. Os pacientes que não apresentam sinais de marcadores séricos de lesão miocárdica são classificados como portadores de AI, enquanto o diagnóstico de IMSEST é estabelecido quando há um marcador sérico de lesão miocárdica detectável. - O padrão eletrocardiográfico de AI/IMSEST revela depressão do segmento ST (ou elevação transitória do segmento ST) e alterações da onda T. Estudos demonstram que o grau de desvio do segmento ST é um indicador importante da gravidade da isquemia e do prognóstico. 3: Infarto do miocárdio com elevação do segmento ST (ataque cardíaco) - O infarto agudo com elevação do segmento ST (IMEST), também conhecido como ataque cardíaco, caracteriza-se por morte isquêmica dos tecidos miocárdicos, associada à doença aterosclerótica das artérias coronárias. A área do infarto é determinada pela artéria coronária afetada e por sua distribuição do fluxo sanguíneo. Cerca de 30 a 40% dos infartos afetam a artéria coronária direita, 40 a 50% acometem a artéria descendente anterior esquerda e os 15 a 20% restantes envolvem a artéria circunflexa esquerda. - O ECG inicial geralmente fecha o diagnóstico, mostrando elevação do segmento ST ≥ 1 mm em 2 ou mais derivações contíguas na área da lesão. Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ECG normal ECG AI/IMSEST Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=apg-s4p2-soi-iii ECG IMEST ● Tratamento farmacológico da angina - O tratamento da angina é voltado para aliviar a dor, impedir futuros episódios e desacelerar a progressão de insuficiência coronária. Ele pode ser feito por meio de medicamentos e controle dos fatores de risco que aumentam as chances de desenvolvimento de insuficiência coronária. - Medicamentos – as categorias de nitratos, betabloqueadores e antagonistas do cálcio ajudam a melhorar os sinais e sintomas da angina e melhoram a irrigação sanguínea. Já remédios antiplaquetários ajudam a diminuir o risco de formar coágulos nas paredes sanguíneas. - Ponte de safena – é indicada quando a angina continua mesmo com o uso da medicação ou se uma ou mais artérias estão muito obstruídas. Nesta cirurgia, uma veia, normalmente retirada da perna, é enxertada ou ligada à artéria bloqueada. - Angioplastia - nesse procedimento, o médico guia um balão inflável na ponta de um tubo em direção à artéria obstruída. Quando o balão se abre, os depósitos de gordura são empurrados, desobstruindo as artérias. Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319