Prévia do material em texto
VOLUME 1 Língua Portuguesa MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS 2024 3º Ano3º Ano Ensino Médio GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES Linguagens e suas Tecnologias Caderno do Professor(a) - 3º Bimestre 2 Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Secretário de Estado de Educação Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas Secretária Adjunta Geniana Guimarães Faria Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores Weynner Lopes Rodrigues Diretora da Coordenadoria de Ensino da EFE Janeth Cilene Betônico da Silva Produção de Conteúdo Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores Revisão Equipe Pedagógica e Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores Av. Amazonas, 5855 - Gameleira, Belo Horizonte - MG 30510-000 3 No intuito de contribuir com o seu trabalho em sala de aula, preparamos este caderno com muito carinho. Por meio dele, você terá a oportunidade de ampliar o trabalho já previsto em seu planejamento. O presente caderno foi construído tendo por base os Planos de Curso 2024, que foram elaborados a partir das competências e habilidades estabelecidas na BNCC e no CRMG a serem desenvolvidas e trabalhadas por todas as unidades escolares da rede pública de Minas Gerais. Aborda os diversos componentes curriculares e para facilitar a leitura e manuseio foi organizado de forma linear. Contudo, ao implementá-lo em sala de aula, você poderá recorrer aos planejamentos de forma não sequencial, atendendo às necessidades pedagógicas dos estudantes. É preciso atentar- se, apenas, para os conhecimentos que são pré-requisitos, ou seja, aqueles que foram trabalhados nos planejamentos anteriores e que precisam ser retomados com os estudantes para a construção do novo conhecimento em questão. Como o principal objetivo deste material é o trabalho com o desenvolvimento de habilidades, este caderno vem com o propósito de dialogar com sua prática e com o seu planejamento dentro das habilidades básicas - aquelas que devemos assegurar que todos os nossos estudantes aprendam. Destacamos ainda, que o livro didático continua sendo um instrumento eficiente e necessário, principalmente por não anular o papel do professor de mediador insubstituível dentro dos processos de ensino e de aprendizagem. Coracini[1] (1999) nos diz que “o livro didático já se encontra internalizado no professor (...) o professor continua no controle do conteúdo e da forma (...)”, reafirmando que, o que torna o livro didático e o que torna os Cadernos MAPA eficientes, é justamente a maneira como o professor utiliza-os junto aos estudantes. Desejamos a você, professor(a), um bom trabalho! Equipe da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores Prezado(a) Professor(a), 1. CORACINI, Maria José. (Org.) Interpretação, autoria e legitimação do livro didático. São Paulo: Pontes, 1999. 4 SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA .........................................................................................5 TEMA DE ESTUDO: Pesquisa por questionário: Vamos falar sobre racismo? ..............6 TEMA DE ESTUDO: Você me representa: representatividade nas mídias sociais. ..... 20 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 28 LÍNGUA INGLESA ..............................................................................................32 TEMA DE ESTUDO: Article: a kind of text. ............................................................ 33 TEMA DE ESTUDO: Diversity and Plurality. ........................................................... 45 TEMA DE ESTUDO: Environment, an important question in the world. .................... 52 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 60 ARTE ..................................................................................................................62 TEMA DE ESTUDO “Antropofagia” – um papo reto entre o Modernismo, o Tropicalismo e o Rap. ........................................................................................... 63 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 84 EDUCAÇÃO FÍSICA ............................................................................................86 TEMA DE ESTUDO: Luta marajoara. .................................................................... 86 TEMA DE ESTUDO: Treinamento técnico de handebol. .......................................... 91 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 96 5 Competência 2. Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que per- meiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. Competência 3. Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA ANO DE ESCOLARIDADE 3º Ano ÁREA DE CONHECIMENTO Linguagens e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Língua Portuguesa REFERÊNCIA Ensino Médio ANO LETIVO 2024 OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Análise de textos escritos e orais. Relação entre as escolhas discursivas (lexical, nível de formalidade, postura), os grupos que as utilizam e os aspectos sociais, cul- turais,históricos e políti- cos envolvidos. Propostas de intervenção, por meio das diferentes linguagens, em questões e situações sociais base- adas em valores e princí- pios democráticos e nos Direitos Humanos. Estudo e uso de gêneros argumentativos. Produ- ção textual, com uso de recursos linguísticos e multissemióticos. Uso de atos das lingua- gens voltados à constru- ção do bem comum. (EM13LGG201) Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corpo- rais e verbais) em diferentes contextos,valorizando-as como fe- nômeno social, cultural, histórico, variável,heterogêneo e sensível aos contextos de uso. (EM13LP14) Analisar, a partir de referências contextuais,estéticas e culturais, efeitos de sentido decorrentes de escolhas e compo- sição das imagens (enquadramento, ângulo/vetor, foco/profundi- dade de campo, iluminação, cor, linhas, formas etc.) e de sua sequenciação (disposição e transição, movimentos de câmera, remix,entre outros), das performances (movimentos do corpo,- gestos, ocupação do espaço cênico), dos elementos sonoros (en- tonação, trilha sonora, sampleamento etc.) e das relações desses elementos com o verbal, levando em conta esses efeitos nas pro- duções de imagens e vídeos, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de apreciação. (EM13LGG304) Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consci- ência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global. (EM13LP19) Apresentar-se por meio de textos multimodais diver- sos (perfis variados, gifs biográficos,mais ob- servadora, crítica e participativa. Itens estes que estão presentes nas habilidades EM13LGG102 e EM13LGG108MG que são a base principal deste plano de aula. Conhecer, observar, identificar, produzir, publicar textos de acordo com normas da ABNT são impres- cindíveis aos estudantes. Pois um texto não possui forma e estética aleatórias. Cada um tipo textual tem sua estrutura e estilo que lhe são próprios, seja na produção na escolha de vocabulário, formato e publicação no canal de veiculação correto. Fundamentos e habilidades básicas para um estudante que está próximo a uma vida acadêmica e que irá produzir muitos textos e trabalhos seguindo padrões e estéticas com as normas da ABNT e ainda, com responsabilidade e ética, de acordo com as outras duas habilidades mencionadas. Teacher, have a nice work! DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Lousa, fotocópias dos textos, projetor multimídia, pincéis, ca- derno, caneta. 34 Formatação de trabalho 01- What can you see in the image? 02- What do you think this image represents? 03- Is this kind of organization necessary to publish texts? Após estes questionamentos informe aos estudantes que este tipo de formatação para trabalhos é geralmente utilizado nos textos acadêmicos, mas que todos os tipos de textos possuem formas diferenciadas de serem apresentados nos mais diversos canais de publicação, seja: revista, jornal, blogs, rádio, outdoors, entre outros. Que existem normas registradas no nosso país para que estes textos sejam divulgados, esteticamente padronizados e com organização próprias, de modo que cada texto publicado não apareça de qualquer jeito. Questione novamente os estudantes: • Estudante, você sabe ou já ouviu falar na abreviação ABNT? • Você tem noção do que significa a expressão “normas da ABNT”? A partir das respostas dadas, explique que estas normas são controladas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Peça para que os estudantes se preparem para o próximo momento da atividade, deixe como indi- cação de leitura o seguinte site, de modo que eles conheçam sobre estas normas e como elas são importantes no quesito escrever e publicar um texto, seja ele do tipo que for. Fo nt e: A ch ec on cu rs os , [ 20 24 ] Normas ABNT 2024: fonte, alinhamento, margens e citações. Disponível em: https://www.acheconcursos.com.br/noticias/normas-abnt- -2024-fonte-alinhamento-margens-e-citacoes-65759 35 2º MOMENTO Hora de organizar a turma em grupos para a produção de textos de acordo com as normas da ABNT. Primeiramente, forme grupos de acordo com a disponibilidade de estudantes na turma (não deixe passar de 4 componentes por grupo). Deixe anotado, em pequenos pedaços de papel, os nomes dos temas que você deseja enfatizar neste trabalho. Coloque estes pequenos papéis em um dos cestos. Observação: Não acrescente o tema Meio Ambiente. Motivo: o mesmo aparecerá como exemplo neste plano de aula. Peça a um estudante de cada grupo que faça o sorteio do tema, pois ele será desenvolvido pelos estudantes no trabalho. Informe aos estudantes que eles produzirão um artigo utilizando as normas para apresentá-lo. Questione os estudantes antes de iniciar o trabalho: • O que é o gênero textual - artigo? • Como ele deve ser escrito? • Quais normas devo seguir para fazer a devida publicação do mesmo? • O que as normas da ABNT tem a ver com a escrita deste tipo de texto? Professor(a), haja vista que você já pediu que os estudantes fizessem uma leitura prévia sobre as normas, hora de solucionar as dúvidas e fazer um resumo explicativo da mesma. Explique aos estudantes o que significa a abreviação ABNT, que ela é a Associação Brasileira de Nor- mas Técnicas (ABNT) é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem por objetivo padronizar as técnicas de produção do Brasil. Embora seja muito associada a trabalhos acadêmicos, a ABNT também define normas e técnicas para produtos industriais e prestação de serviços.” As normas da ABNT, quando se trata da Língua Inglesa, é para que o escritor não utilize termos estrangeiros de maneira desordenada e indiscriminada em textos escritos e falados em Língua Portuguesa. O motivo é perceber que o estrangeirismo precisa ser utilizado com moderação. Isso mantém a confiabilidade no que foi escrito e será apresentado nos canais em que serão publicados. Informe também aos estudantes que em textos como trabalhos de conclusão de curso (TCC), teses de Mestrado e Doutorado é necessário a adição de resumo no início do trabalho e que este, deve ser escrito também na Língua Inglesa. Neste momento, pegue os textos dados anteriormente e aponte aos estudantes os detalhes das normas da ABNT utilizados nos mesmos como, estética, formatação e principalmente as referências bibliográficas, ou seja, de onde texto e figuras foram retirados para que eles pudessem ser apre- sentados na aula. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Lousa, caderno e caneta para anotação, 1 cesto (pode ser caixa ou sacos plásticos sem transparência), material impresso. 36 3º MOMENTO Neste momento Professor(a), trabalhe com os estudantes as definições do tipo de texto que eles produzirão - Artigo. Entregue material impresso com todas as informações necessárias e que deve- rão ser seguidas para a produção do trabalho. Anote na lousa o que se segue e explique aos seus estudantes que o gênero textual artigo jornalís- tico deverá ser escrito seguindo a seguinte estrutura: 01- Title; 02- introduction; 03- development (the subject); 04- conclusion; 05- formal language, but available to the reader; 06- short statements; 07- have discussions involving themes of enormous social importance. Agora, entregue um artigo escrito em Língua Inglesa para que os estudantes tenham noção de como o texto deverá ser produzido. Professor(a), neste texto você somente trabalhará todas as formas de estética do texto, linguagem utilizada, público alvo, canal em que o texto foi publicado, referências bibliográficas, estrutura. En- fim, toda a produção que foi necessária para que ele fosse divulgado. Caso seja necessário, tire dúvidas dos estudantes quanto ao vocabulário. TEXTO I: PRODUÇÃO DE ARTIGO (ícone clicável) TEXTO II: COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS(ícone clicável) Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Material impresso, lousa, pincéis, cadernos, canetas. TEXTO III: EXEMPLO DE TEXTO PARA A PRODUÇÃO DO TRABALHO EM GRUPO EM OUTRO MOMENTO (ícone clicável) 37 4º MOMENTO Observação: materiais como folhas de ofício, canetas, cola, tesoura, gravuras de acordo com o tema sorteado para a confecção do trabalho pesquisas sobre o assunto (com referências bibliográ- ficas). Estes são materiais possíveis de serem utilizados, caso não tenha sala de informática. Neste caso, pedir que os estudantes preparem estes materiais com antecedência. Feita a distribuição dos temas que a turma irá desenvolver, dirija-se para a sala de informática para que os grupos possam fazer pesquisas sobre este tema, além de leituras e busca de insumos para que o trabalho seja feito (caso não tenha a sala de informática disponível, utilize os celulares dentro da própria sala de aula). Informe aos estudantes que a produção será em grupos (grupos já formados em momento ante- rior): Ö A produção do texto em inglês de acordo com o tipo textual sorteado pelo grupo e tema da turma; Ö pesquisa sobre como o texto deve se apresentar esteticamente, de acordo com as normas da ABNT. Professor(a), não se esqueça de que você é mediador de todas as atividades, sempre auxilie e instrua os estudantes a escreverem com dedicação e em inglês os textos, passando de grupo em grupo. Lembre-se que você é mediador enquanto pessoa que irá auxiliar no que for necessário. Isso quer dizer que, você deixará os estudantes trabalhando, produzindo como protagonistas de toda a tarefa e conhecimento.5º MOMENTO Observação: Caso não tenha rede social, faça um grande painel nos corredores da escola para a exposição dos mesmos. Cópia dos textos dos grupos para todos os estudantes da turma (cada grupo deverá providenciar as cópias para os colegas). Apresentação dos textos na turma (textos estes em inglês) e um pequeno debate sobre como foi a produção deste trabalho. Lembre-se de que na apresentação deverá constar uma breve explanação de como o texto deve se apresentar esteticamente pelas normas da ABNT e logo após o texto. Esta será a sua avaliação na turma. Organização da turma Em grupos com 4 integrantes. Recursos e providências Materiais de pesquisa dos grupos, dicionários bilíngues Inglês/ Português físico ou virtual (celular), caderno e caneta, sala de informática e/ou celular. Organização da turma Círculo na sala de aula. Recursos e providências Apresentação dos trabalhos na turma e publicação dos mesmos nas redes sociais da escola. 38 Após, faça a publicação nas redes sociais da escola de modo que todos os colegas tenham acesso aos mais diversos tipos de textos, abrangendo assuntos diferentes. Na página da escola, coloque primeiramente, informações do texto quanto às normas da ABNT e logo após as produções dos estudantes. 39 TEXTO I: PRODUÇÃO DE ARTIGO (ícone clicável) Gênero textual: artigo Normas da ABNT para formatação de textos Formatação ABNT textos ANEXO F on te : B ra sil E sc ol a, 2 02 4. (a da pt ad o em L ín gu a In gl es a) Fo nt e: A ch ec on cu rs os ,2 02 4 40 TEXTO II: COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (ícone clicável) Quais são os diferentes formatos de referência bibliográfica ABNT? A ABNT busca padronizar ao máximo o formato das referências bibliográficas. Ainda assim, depen- dendo da fonte que você utilizar em seu texto, a disposição e até a ordem das informações a serem citadas podem variar. Essa variação não se limita apenas às obras com formatos distintos, como artigos de revistas, pales- tras e websites. A simples existência de mais de um autor em um livro, por exemplo, faz com que a citação seja diferente. A seguir, você vai ver como isso funciona na prática. Livro com um autor A citação de um livro com apenas um autor deve seguir o seguinte formato. SOBRENOME, Nome Abreviado. Título: subtítulo (se houver). Edição (se houver). Local de publica- ção: Editora, data de publicação da obra. Livro com até três autores Se o livro em questão contar com dois ou três autores, basta adicionar um ponto e vírgula e incluir o nome e sobrenome do segundo autor. O resultado deve seguir o padrão mostrado abaixo. SOBRENOME, Nome Abreviado; SOBRENOME, Nome Abreviado. Título: subtítulo (se houver). Edi- ção (se houver). Local de publicação: Editora, data de publicação da obra. Livro com mais de três autores Em casos de mais de três autores, pode ser difícil incluir todos na citação, embora não haja regra que proíba isso. Uma alternativa muito utilizada é a inclusão apenas do nome do primeiro autor, seguido da expressão “et al”, que, em latim, significa “e outros”. SOBRENOME, Nome Abreviado. et al. Título: subtítulo (se houver). Edição (se houver). Local de publicação: Editora, data de publicação da obra. Livro com autor desconhecido No outro extremo dos livros com autores demais, temos aqueles cujos responsáveis não são conhe- cidos. Para citar obras de autores anônimos, o modelo é esse mostrado abaixo. TÍTULO EM CAIXA ALTA – Cidade – Editora – ano de publicação – página Artigo online Caso o artigo que você queira citar esteja disponível na internet, é preciso especificar onde ele pode ser encontrado e o momento exato em que você o acessou. SOBRENOME, Nome Abreviado. Título: subtítulo (se houver). Nome do site, ano. Disponível em: (link). Acesso em: (data). Artigo online sem autor conhecido Se o artigo em questão não contar com um autor conhecido, deve-se especificar o nome do website em que o texto está disponível, conforme exemplo abaixo. Nome do site. Título: subtítulo (se houver). Nome do site, ano. Disponível em: (link). Acesso em: (data). 41 Constituição federal ou estadual A citação de um trecho exposto em uma constituição federal ou estadual exige que você especifique a região coberta pela constituição, o local em que fica o órgão constituinte, o ano de publicação e a página. Confira um modelo de citação da constituição federal de 1988. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. Página. Legislação comum Já quando a citação se refere a um artigo da legislação comum, o modelo a ser seguido deve ser o apresentado a seguir. BRASIL. Lei nº X.XXX, de XX de mês de ANO. Função da lei. Diário Oficial da União, Brasília, DF, v. XX, n. XX, data de publicação do diário onde a lei foi divulgada. Seção, páginas. Artigo de revista Se você quer incluir um artigo de revista em suas referências bibliográficas, é importante indicar a página de início e fim da citação. Confira o modelo padrão a seguir. SOBRENOME, nome abreviado. Título do artigo. Título da Revista, (abreviado ou não) Local de Pu- blicação, Número do Volume, Número do Fascículo, Páginas inicial-final, mês e ano. Tese Por fim, temos as citações a teses, monografias e dissertações. Nesse caso, é preciso, além de es- pecificar o nome do autor, trazer informações como o número de páginas e o ano de apresentação. SOBRENOME, nome. Título: subtítulo. Ano de apresentação. Número de folhas ou volumes. (Cate- goria e área de concentração) – Instituição, Local, ano da defesa. Fonte: Content, 2024 42 TEXTO III: EXEMPLO DE TEXTO PARA A PRODUÇÃO DO TRABALHO EM GRUPO EM OU- TRO MOMENTO (ícone clicável) Article on Pollution Pollution is one of the most dangerous environmental problems the world is facing today. To stop the impending perils that pollution could cause, it is necessary that we start taking some actions to keep our environment safe and healthy. This article will give you a gist of all that you need to know if you want to write an article on pollution. Table of Contents Ö Pollution – Types, Causes and Effects Ö Detailed Article on the Dangers of Pollution Ö 200 Words Article on Why We Should Stop Pollution and the Initiatives Taken to Curb Pollution Ö FAQs on Pollution Pollution – Types, Causes and Effects Pollution is the process by which harmful substances (called pollutants) are released into the natural environment. The list of pollutants includes volcanic ash, trash, chemicals released by industries, smoke, plastics, etc. With the advancement of technology and with new inventions, the lives of pe- ople have been made easier, but the irony is that these eventually end up polluting the atmosphere, thereby becoming a major threat to all living things which are a part of planet Earth. Types of Pollution The major types of pollution include air pollution, water pollution and land pollution. Air pollution is the contamination of the atmosphere mainly due to smoke from vehicles, factories and forest fires. Water gets polluted when toxic substances like chemicals and plastic waste are discharged into the water bodies, and the process by which accumulated solid and liquid waste contaminate the soil and groundwater are referred to as land pollution. All of them affect the Earth’s lifespan to a great extent because they tamper with the normal and healthy conditions of the Earth’s environment, which in turn questions the scope of survival of all its inhabitants. Causes Environmental pollution is caused as a result of man’s activities in his attempt to construct a deve- loped and technologically advanced world for himself. Some of the causes are: Ö Discharge of chemical waste. Ö Plastic waste. Ö Mining. Ö Burning of fossil fuels. Ö Forest fires. Ö Transportation. Ö Use of machinery that emits large amounts of carbon compounds. 43 Ö Burning of Garbage. Ö Smoke released from factoriesand industries. Ö Oil spills. Ö Marine dumping. Ö Sewage disposal. Ö Fertilisers and pesticides. Ö Radioactive waste. Effects Environmental pollution affects the Earth to an extent that we cannot imagine. Human beings have the habit of taking things for granted. They do not realise the seriousness of their actions until they witness the worst-case scenarios. It is only then that they start thinking about doing something to stop the effects of pollution but little do they know that most of it are irreversible. Pollution of air, water and land pose a serious threat to the well-being of every little thing that inhabit the Earth. Ö Effects of pollution include: Ö Global warming Ö Depletion of the ozone layer Ö Degradation of the environment Ö Infertility of land Ö Increased risk on human health, which includes allergies, respiratory diseases, heart atta- ck, cancer, etc. Ö Animal health Ö Acid rain Ö Climate change It is high time human beings realised that if they do not act immediately, there would not be any- thing left for their future generations, not even what little they had. Measures to control pollution should be put into effect as soon as possible if they need a planet to call their own. 200 Words Article on Why We Should Stop Pollution and the Initiatives Taken to Curb Pollution There might be some people wondering about the need to stop pollution when the environment is not so much in ruins as people portray it to be. Well, the fact is that the environment is much more affected than any of us know. Controlling pollution will reduce health hazards, liability risk, economic losses; and provide us with clean air, better lifestyle, clear visibility, safe environment for all inhabi- tants of the Earth and so on. Multiple efforts have been taken by the governments of various countries and organizations around the world to reduce the effects of pollution on our environment. One of the initiatives taken by the United Nations is the United Nations Environment Programme with the mission to inspire people all around the world, to work together, to care for the environment, and take steps to improve the quality of life, not just for ourselves, but for the future generations as well. The United Nations has also designated June 5 of every year to be World Environment Day in order to bring representatives 44 of all member nations together to address the environmental problems, to create awareness and to instigate action. The answer to all the environmental problems the world is facing today is immediate action and consistency in reduced usage of private transportation, machinery with possible carbon emission and proper disposal of waste to start with. FAQs on Pollution What causes pollution? Pollution is caused by harmful solid and liquid substances that contaminate the environment. These substances are called pollutants which include chemicals, carbon emissions, smoke, garbage, plas- tic, etc. How do you stop pollution? Pollution can be stopped if we try to Ö start using public transportation more than private vehicles so that it reduces the amount of smoke released into the atmosphere Ö avoid burning of plastic or garbage Ö avoid using machinery that has a lot of chemical emissions Ö dispose waste properly instead of dumping it into the water bodies What are the natural causes of pollution? Wildfires, volcanic eruptions and forest fires are some of the natural causes of pollution. Fonte: Byjus, 2024 45 Competência 2: Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitar as diversidades, a pluralidade de ideias e posições e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Conhecimento e valorização dos costumes, línguas, saberes, tradi- ções modos e perspectiva de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, quilombolas, ciganos imi- grantes e refugiados, sobretudo os que estão em Minas Gerais. Relações entre a língua e os aspec- tos sociais, culturais, políticos e his- tóricos de outros povos. Posicionamento ético, respon- sável e respeitoso. Distinção entre ufanismo e senti- mento de pertencimento. (EM13LGG205MG) Conhecer e compreender os sa- beres, as tradições, os costumes, os modos e pers- pectivas de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, quilombolas, ciganos, imigrantes e refugia- dos, sobretudo em Minas Gerais, para a integração de suas culturas e fortalecimento do sentimento de pertencimento. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Diversity and Plurality. APRESENTAÇÃO Dear teacher, hello! How are you? Hora de iniciar mais um bimestre e neste, começamos com o tema de Diversidade e Pluralidade cultural em que será abordado não somente a cultura da Língua Inglesa, mas também a de outros povos. No caso deste plano – a cultura e personalidade das raças que originaram o povo brasileiro. A competência 02 será a protagonista neste plano por apresentar possibilidades no que ser refere no processo de ser compreendido e pertencente à uma situação identitária, sem perder o respeito às diversidades e pluralidades de uma cultura de acordo com os Direitos Humanos, valores e pa-drões éticos que recebemos, com o envolvimento do diálogo, empatia, cooperação de todos, a fim de combater quaisquer tipos de preconceitos. Para que isso aconteça com primazia, se faz necessário aprofundar e se pautar na habilidade EM13L-GG205MG que diz não se deve ter conhecimento apenas nas línguas Portuguesa e Inglesa, mas precisa conhecer e compreender que, pelo menos no Brasil, houve uma miscigenação de diferentes culturas (indígenas, negros, portugueses, etc...) e que respeitar estes padrões é o mesmo que res-peitar a si próprio, ou seja, a sua origem. Isso fortalece o SER no que se refere à noção de pertencimento de maneira ética, respeitosa e res-ponsável. 46 DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Professor(a), antes de desenvolver qualquer atividade neste momento, vamos ao brainstorm para o assunto em questão. Sempre questione seus estudantes em inglês e estimule que eles utilizem a língua como foco de estu-do sempre. Isso é um método que os deixará familiarizados com o idioma. Projete na lousa uma figura e faça perguntas sobre o assunto: Image: Brazilian people Sugestões de perguntas a serem utilizadas: 01- What do you know about diversity and plurality? 02- Do you know what kind of tradition our country has? Give examples. 03- Do you think we have to respect with responsibility and ethic all the culture we have in Brazil? Why? 04- Do you know something about literature in Brazil? Give examples. 05- Do you think in all the regions of our country, it has only the Portuguese language to talk? And do all the Brazilian people speak it? 06- Have you ever heard about the Brazilian Academy of Letters? 07- What do you know about it? 08- Do you know, by reading, some author that is considered as Imortal? Which one? Possíveis respostas: Yes, I do. or No, I don’t. I think yes because... or I do not think it because... Yes, I have. or No, I don’t have… I know the author… Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Projetor de imagem, lousa, pincéis, cadernos, canetas. Fo nt e: B ra zil T ra ve l N or th ea st , [ 20 24 ]. 47 À medida que os estudantes forem respondendo as questões, Professor(a), anote na lousa algumas palavras-chaves, principalmente as que julgar importantes para a próxima etapa. 2º MOMENTO Neste momento, que tal fazer primeiramente um listening? Preparação para o Listening: Ö Escreva pelo menos o título do texto no quadro para que os estudantes tenham noção do assunto e que eles possam iniciar o processo de brainstorm oulitening? Já iniciado e finalizado no momento anterior. Ö Questione-os se eles têm conhecimento de alguma coisa sobre a informação escrita no quadro. a) Who is Ailton Krenak? b) What is the Brazilian Academy of Letters? Ö Baixe o áudio previamente em casa e salve-o em pen drive (para o uso em rádio). Ö Entregue uma página aos estudantes e peça-os que ao decorrer do áudio, prestem muita atenção para preencher o que se pede e ainda, anotem todos os vocábulos que eles en- tenderem. Ö Passe o áudio da seguinte forma: a) 1st and 2nd paragraphs (início a 0min36seg); b) 3rd paragraph (0min37seg a 1min05seg); c) 4th and 5th paragraphs (1min6seg a 1min22seg); d) 6th paragraph (1min23seg a 1min46seg); e) 7th paragraph (1min47seg ao final). Ö Repita cada trecho do áudio pelo menos uma vez mais. Ö Após fazer este processo, passe o áudio completo mais uma única vez para finalizar a ati- vidade e fazer a correção de todo o listening. Organização da turma Em duplas. Recursos e providências Texto impresso, rádio, caixa de som, lousa, pincéis, caderno, canetas. Audio text about the text: Ailton krenak new member of brazil academy of letters Disponível em: https://tts-app.ebc.com.br/media/tts/219760.mp3. TO THE LISTENING ACTIVITY (ícone clicável) 48 Pós listening Ö Peça que os estudantes falem palavras que eles conseguiram anotar. Ö Compare as respostas com todos e como num quebra cabeças, pergunte-os o que eles podem ter entendido sobre o assunto do texto Ö Por fim, entregue o texto aos estudantes de modo que eles corrijam aos pares. Ö Após, juntamente com os estudantes, leia o texto tirando dúvidas de expressões que sur- girem. Ending of the activity: Ö Professor(a) finalize esta atividade informando aos estudantes o quanto Ailton Krenak é importante para a comunidade indígena brasileira e como é importante a sua representa-tividade na Academia Brasileira de Letras. 3º MOMENTO Forme grupos com 4 componentes cada um, de acordo com o número de estudantes na sala de aula. Projete na lousa a seguinte imagem e peça aos estudantes que a observem com atenção e identi-fiquem sua mensagem. Image: Linguistic Prejudice Após, questione aos estudantes as seguintes questões. Sempre perguntas e respostas em inglês. Ö Do you know the meaning of the word prejudice? Ö Do you believe many different forms exist to speak in Portuguese or in English? Why? Give examples. TEXTO I: AILTON KRENAK NEW MEMBER OF BRAZIL ACADEMY OF LET- TERS (ícone clicável) Organização da turma Grupos com 4 componentes. Recursos e providências Sala de informática e/ou celular para fins de pesquisa, lousa, caderno, pincéis, canetas, dicionários bilingue inglês/português (físico ou no celular), projetor de imagem. Fo nt e: P ou sa , 2 02 4 49 Ö In your region, is there any difference of how the people speak in Portuguese? Ö Do you believe that prejudice exists in the way people speak a language? Why? Tão logo os estudantes respondam a estas perguntas e as pontuações de diferenças apareçam, que tal fazer um trabalho sobre a temática? Instruções para o trabalho: Ö Faça sorteio das regiões do Brasil com os grupos montados. Tudo bem se utilizada no que se refere aos regionalismos encontrados na região sorteada; Ö Busque com a ajuda do celular ou dos computadores da sala de informática, o material a ser pesquisado para iniciar o trabalho de vocabulário: como é: (expressões da língua Por-tuguesa - pode ser de origens indígenas e/ou africanas - que aparecem nas cinco regiões do Brasil) X como é em inglês, voltado para as mais variadas formas de se expressar a Língua Inglesa dentro dos parâmetros de linguagem utilizada, como exemplo de uso. Que seja pelo menos 5 (cinco) exemplos de palavras e/ou expressões; Lembrete: o uso do dicionário aqui também se faz necessário, caso não seja possível utilizar o ce- lular. Ö Monte um infográfico comparativo sobre Português X Inglês; Os estudantes podem utilizar alguns sites de criação de infográfico gratuitos: Ö Caso a escola não tenha sala de informática, os estudantes devem criar seus infográficos utilizando os materiais já pedidos previamente, como: cartolina, pincéis e dicionários. Ö Cada grupo deverá fazer cópias das expressões escolhidas com as devidas traduções e usos para todos os colegas; Ö Apresentação na turma. 4º MOMENTO Sites de criação de infográfico gratuitos: Disponível em: https://www.canva.com/pt_br/. Disponível em: https://infogram.com/pt/criar/infografico. Disponível em: https://www.visme.co/pt-br/criar-infografico/. Organização da turma À escolha do(a) professor(a) Recursos e providências Projetor de imagem (se algum grupo necessitar), lousa, mate- rial impresso pelos estudantes, apresentação de trabalhos. Como sempre, seja menos imparcial e faça o sorteio da ordem de apresentação. Isso sempre é bom, pois deixa todos preparados para o que vai acontecer e ninguém poder faltar neste dia. Na apresentação, peça aos estudantes que usem a Língua Inglesa e peça que todos os componentes do grupo apresentem para que não sobrecarregue somente aos que gostam ou tem afini-dade com o idioma. 50 TO THE LISTENING ACTIVITY (ícone clicável) 1ST AND 2ND PARAGRAPHS What are Ailton Krenak's professions? ________________________________, _____________________________, ______________________________________. How important is it as an indigenous person? __________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ The number of the chair at the Brazilian Academy of Letters: ___________________ 3RD PARAGRAPH The name of the Indigenous people Ailton Krenak said in his discourse: _______________________, __________________________, _________________________, ____________________________, ___________________________, ______________________. He mentioned a Brazilian writer, what is the name? ______________________________________ ________________________________________________________________________________ 4TH AND 5TH PARAGRAPHS He was _____________________________________________ to the Academy Brazilian of Letters. Language of the Academy Brazilian of Letters __________________________________________ How many different languages the Academy chose after electing Ailton Krenak? ______________ ________________________________________________________________________________ 6TH PARAGRAPH Where was Ailton Krenak born? _____________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Is he an important person at social environmental activity? ________________________________ ________________________________________________________________________________ Names of the important works he did. ________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 7TH PARAGRAPH How many books did he publish? ___________________________________________________ How many countries did he visit? ___________________________________________________ What is the name of his honored prize? ________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Where does he live? _______________________________________________________________ ANEXO 51 TEXTO I: AILTON KRENAK NEW MEMBER OF BRAZIL ACADEMY OF LETTERS (ícone clicável) The indigenous activist said he was surprised by the choice Published on 08/04/2024 - 11:22 By Rafael Cardoso - Agência Brasil - Rio de Janeiro Environmental advocate, philosopher, and poet Ailton Krenak, on Friday (Apr. 5), assumed Chair 5 at the Brazilian Academy of Letters, during a ceremony held at the organization's headquarters in Rio de Janeiro. He holds the distinction of beingthe first indigenous representative to occupy a seat in the academy, which was established in 1897 with the objective of nurturing the nation's language and literature. Chair 5 was previously held by historian José Murilo de Carvalho until his passing in August 2023. In his address during the ceremony, Krenak highlighted the indigenous plurality: "Ever since I was invited or encouraged to occupy this chair number five, I asked myself: 'Can 300 people fit into this chair?' As Mario de Andrade used to say, I am 300. How pretentious of me. I'm not more than one, but I can summon up more than 300. In this case, 305 indigenous peoples who, over the past 30 years of our nation's history, have boldly declared: "I am here". I am Guarani, I am Xavante, I am Caiapó, I am Yanomami, I am Terena," stated Krenak. Upon learning of his election, Krenak disclosed, "I was deeply surprised to be welcomed into this esteemed institution, historically closed to the diversity of native peoples." "The academy speaks Portuguese, so admitting Ailton is akin to welcoming approximately 200 diffe- rent languages," he conveyed to Agência Brasil. Ailton Alves Lacerda Krenak was born in Itabirinha, in the state of Minas Gerais, in 1953, within the Rio Doce valley region. Besides being a writer, he has been honored with honorary doctorates from three esteemed Brazilian universities. Throughout his career, Krenak has been a prominent figure in socio-environmental activism and an advocate for indigenous rights. He played a pivotal role in establishing both the Alliance of Forest Peoples and the Union of Indigenous Nations. He has published over 15 books. Some of them have been translated into more than 13 countries. In recognition of his intellectual contributions, he was honored with the prestigious Juca Pato Award for Intellectual of the Year by the Brazilian Writers' Union (UBE) in 2020. Presently, he resides in the Krenak Indigenous Reserve, situated in the municipality of Resplendor, Minas Gerais. Translation: Mario Nunes - Edition: Carolina Pimentel Fonte: Agência Brasil, 2024 Fo nt e: E BC im ag es , [ 20 24 ] 52 o interesse por trás de cada mensagem. Dessa forma proporciona-se ao estudante, possibilidades de formulação de situações para soluções de proble-mas e intervenção crítica da realidade sobre determinado assunto, intensificando a própria visão de mundo, posicionamentos enunciativos e argumentativos, de modo que decidir tomar decisões empáticas com o bem comum e do outro com consciência total dos Direitos Humanos (social) e do meio em que se vive (ambiental), independentemente se local, regional ou global, seja de forma concisa e assertiva. Essas práticas transforma estudantes adolescentes em cidadãos que buscam solucionar problemas tanto no âmbito social geral quanto no individual, sem prejudicar-se a si próprio ou o coletivo. Teacher, have a nice work! Competência 3: Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Propostas de intervenção, por meio das diferentes linguagens, em ques- tões e situações sociais baseadas em valores e princípios democráti- cos e nos Direitos Humanos. Estudo e uso de gêneros argumen- tativos. Produção textual, com uso de recur- sos linguísticos e multissemióticos. Uso de atos das linguagens voltados à construção do bem comum. Distinção de fato e opinião. (EM13LGG304) Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Environment, an important question in the world. APRESENTAÇÃO Neste plano de aula, trabalharemos com a competência 03 que, aborda a possibilidade de exercer com responsabilidade, autonomia, seja para a vida pessoal como para a coletiva, respeitando o outro, promovendo os Direitos Humanos (com empatia), não somente no âmbito social, como no ambiental, seja no âmbito local, regional e global. Tanto a análise crítica, formulação de propostas, intervenção e produção dos textos são compe-tências fundamentais para os estudantes desenvolverem. Isso lhes permite compreender e questionar mensagens veiculadas nos canais de publicação de formas diferentes e identificar qual é 53 DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Neste momento, organize a turma conforme sua preferência, projete algumas imagens na lousa e questione os estudantes as seguintes perguntas. Lembrete: instigue os estudantes a responderem na língua inglesa. World 1 World 2 World 3 01- What do you know about the world? 02- Do you know that the world is in danger? Why? Or Why not? 03- What kind of world is exposed? 04- Have you ever read news or heard news about the world in danger, but in English? 05- What do you think about this situation in the whole world? Possíveis respostas. World is… World is exposed… The danger is… (the dangers are…). Yes, I do or No, I don’t. Because… Yes. or No. I read news in English because… or read news in Portuguese because… I heard news in English because… or heard news in Portuguese because… I think it is… Professor, escreva as respostas na lousa e diga aos estudantes para anotarem nos cadernos. Faça as devidas correções. Após, entregue aos estudantes cópias dos três textos distintos, que falam do mesmo assunto. Faça a leitura dos textos utilizando as técnicas de leitura de skimming e scanning. Fale aos estudantes que façam marcações importantes no texto, como palavras e/ou expressões novas que eles não conhecem. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Projetor de imagem, lousa, pincéis, cadernos, canetas. Fo nt e: O nl in e Re zis e [2 02 4] Fo nt e: If pb , [ 20 24 ] Fo nt e: R ez ise , [ 20 24 ] 54 Observation 01: This text you have a video at YouTube if you want, Teacher, it can be possible to do a listening comprehension. The site address and QR Code are the last production of this paper. Observation 02: Professor(a), sugiro que se você quiser fazer uma atividade de listening antes de passar este vídeo, isso é possível. Salve a música em MP3 e passe-a em rádio (já que no vídeo possui a letra. Diga aos estudantes para anotarem as palavras que eles compreenderem enquanto a música é tocada. Saiba que isso é ótimo para a audição e compreensão das palavras que são partes da letra. I Is Climate Change A Danger? Terence George Craddock hunger spreading growing watch four horsemen riding riding riding into a quarter of the entire earth burning hunger disease death... is the legacy humanity is now stupidity creating or are the four horsemen of the apocalypse riding are they real these horsemen... are they real only in the Bible or are symbols becoming reality ice caps are melting sea levels rising global warming heats lands oceans plague fires increasing are burning burning... Fonte: Poem Hunter, 2024 TEXT 01: SONG (ícone clicável) Video of the song – text 01. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=77DzQvJOvKI&t=3s. 55 Observation 03: Professor(a), se você quiser passar o áudio deste poema como atividade de Liste- ning ou como complemento de atividade de Reading, na página da fonte, possui o áudio do mesmo. Só acessar e você conseguirá baixá-lo em formato de MP3 para o uso no rádio. Stop Pollution Pós Reading Questione aos estudantes. (Lembre-se de sempre trabalhar a língua inglesa neste momento no que se refere às perguntas e às respostas). 01- What kind of text are these three ones? 02- What is the relation in these three texts? Give reasons for that.03- Do you think the texts are assertive about the world in danger? Why? 04- What does each author want to write about the environment? make a comparison about each text. Professor(a), após estes questionamentos informe aos estudantes que apesar de ser um mesmo tema, os textos possuem formas diferenciadas de gêneros textuais, de serem apresentados nos mais diversos canais de publicação, seja: revista, jornal, blogs, rádio, outdoors, entre outros e ainda, sua confecção é de acordo com o público alvo ao qual se destina. 2º MOMENTO Professor(a), agora é hora de produzir um trabalho em que o estudante possa formular propostas, Fo nt e: P in te re st , 2 02 4 Organização da turma À escolha do(a) professor(a) Recursos e providências Envelopes com os nomes dos temas do trabalho, caderno, ca- neta. 56 intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum de toda a comunidade escolar, no que se refere à reutilização responsável de bens materiais, de modo que não haja agressão ao meio em que a escola está inserida. O assunto é sustentabilidade na região onde a escola se encontra. Hora de fazer um trabalho em conjunto com a comunidade. Para que este trabalho seja realizado para atender a todos que vivem nas proximidades da escola, é necessário fazer uma pesquisa de campo para visualizar quais são os problemas enfrentados pela comunidade quanto a situação de limpeza urbana, a forma que a comunidade descarta o lixo, se há coleta seletiva do lixo e reciclagem do pode ser reutilizado, cuidado com praças e ruas. Organize a turma em 7 grupos (veja o número de estudantes para fazer esta divisão). Em pequenos envelopes coloque os temas a serem sorteados entre os grupos. Possíveis sugestões: 01- Recicle (Reciclagem); 02- water economy (economia de água); 03- consumption of ecological products (consumo de produtos ecológicos); 04- cleaning the street (limpeza da própria rua); 05- take careful of the squares (cuidado com praças); 06- street trees (arborização das ruas); 07- visual pollution (poluição visual). Observação: caso o(a) professor(a) tenha mais alguma sugestão, esteja à vontade para acrescen- tar e dividir a turma em mais grupos. Após o sorteio dos temas, peça aos estudantes para se prepararem para a próxima etapa do traba- lho. A primeira coisa é: visualizar, fazer anotações e fotos (use o aparelho celular) do que o bairro tem ou não de acordo com o tema sorteado. Informe aos estudantes para buscarem todas as informações para desenvolver essa parte da ativi- dade. 3º MOMENTO Neste momento Professor(a), reúna os grupos com todas as anotações feitas. Em reunião dos gru- pos, informe-os que eles deverão unir as informações e separar as que são distintas para a formação de um único trabalho. Após esta triagem das informações, os estudantes devem fazer um questionário com pelo menos 5(cinco) questões, preferencialmente de múltipla escolha ou de marcação. Fazer um cabeçalho para este questionário contendo uma introdução do tema que foi sorteado e, Organização da turma Em grupos, conforme formação do momento anterior. Recursos e providências Caderno com as anotações pedidas em momento anterior, ca- netas, folhas de ofício avulsas, sala de informática. 57 em seguida, as questões a serem feitas. Dirigir-se à sala de informática para que estas perguntas sejam digitadas, salvas em arquivo e im- pressas para serem feitas na comunidade. Observação: caso a escola não tenha sala de informática, utilize as folhas de ofício avulsas para montar o questionário, de maneira manuscrita, para que seja feita as cópias que serão utilizadas na pesquisa na região em torno da escola. Os grupos deverão entrevistar pelo menos 20 (vinte) pessoas. 4º MOMENTO Professor(a), neste momento reúna os estudantes para preparem a apuração dos resultados e mon- tagem de uma campanha de conscientização de mudanças de hábitos no bairro/comunidade em torno da escola, quanto aos temas selecionados em momento anterior. Agora, o ideal é ir para a sala de informática para ser feita a primeira parte do trabalho: um infográ- fico com todas as médias de respostas. Para se fazer um infográfico, entrar nos sites abaixo listados, neles, há a possibilidade de fazer gra- tuitamente o seu trabalho: Os estudantes podem utilizar alguns sites de criação de infográfico gratuitos: Lembre aos estudantes que todo o infográfico deve ser feito na Língua Inglesa, é nesta hora que o dicionário bilíngue se fará utilizável. Outro lembrete importante, você, Professor (a) é mediador(a) do trabalho, isso quer dizer que você transitará pela turma averiguando e auxiliando em todo o processo de construção das atividades. Seus alunos são protagonistas do próprio conhecimento. Não se esqueça de exigir no final deste trabalho, as referências bibliográficas. Caso não tenha uma sala de informática, os estudantes devem utilizar o material solicitado anterior- mente, como cartolina, cola, fotos, etc. Organização da turma Em grupos, conforme formação do momento anterior. Recursos e providências Questionários respondidos, dicionários bilingue (Português/In- glês), cartolinas, fotos da região, cola, tesoura, pincéis, cane- tas, folhas de ofício, sala de informática. Sites de criação de infográfico gratuitos: Disponível em: https://www.canva.com/pt_br/ Disponível em: https://infogram.com/pt/criar/infografico Disponível em: https://www.visme.co/pt-br/criar-infografico/ 58 5º MOMENTO Professor(a), este é mais um momento para que seja feita a reunião dos estudantes em grupo para preparem a segunda parte do trabalho: uma campanha publicitária incentivando mudanças na comunidade. Informe aos estudantes que a produção do Advertisement deve ser de acordo com o público-alvo (a comunidade) e escrito em Língua Inglesa. Neste momento, o ideal é ir para a sala de informática e utilizar o Powerpoint para montar um Advertisement. Caso os estudantes não saibam como fazer, indique o seguinte vídeo para que eles possam se preparar antes da criação. Outro lembrete importante, você, professor (a) é mediador(a) do trabalho, isso quer dizer que você transitará pela turma averiguando e auxiliando em todo o processo de construção das atividades. Seus alunos são protagonistas do próprio conhecimento. Não se esqueça de exigir no final deste trabalho, as referências bibliográficas. Caso não tenha uma sala de informática, os estudantes devem utilizar o material solicitado anterior- mente, como cartolina, cola, fotos, etc. 6º MOMENTO Neste momento, vamos apresentar os trabalhos em sala de aula. Cada grupo faz as explicações de como obteve os resultados e as surpresas encontradas. O mais importante é que essa apresentação seja criativa e que todos os componentes dos grupos estejam engajados. Para divulgar os trabalhos, utilize as redes sociais da escola. Caso não seja possível, cole os cartazes nos corredores da escola ou pátio para que todos os estudantes tenham acesso. Organização da turma Em grupos, conforme formação do momento anterior. Recursos e providências Questionários respondidos, dicionários bilingue (Português/In- glês), cartolinas, fotos da região, cola, tesoura, pincéis, cane- tas, folhas de ofício. Advertisement - aula do Programa Se Liga. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1pVx5YLLddO0_JKQS0QweuO- VBxvUYn7pZ/view. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Infográfico e campanha publicitária prontos. 59 TEXT 01: SONG (ícone clicável) World in danger Frankie Morland I hope we will be fine, I hate to see the world in danger, I want to enjoy your beauty, Before you’re gone Let’s all enjoy the world today, Climb the trees and breath the air Let’s all enjoy the world Because tomorrow could be a very different day. Imagine a man sitting on the moon, Looking down at the world that we created With a tear in his eye As the grey clouds cover his view Let’s all enjoy the world today, Climb the trees and breath the air Let’s all enjoy the world Becausetomorrow could be a very different day. I love to feel the snow in the winter And I love to feel the sun in the spring, I love to kick the leaves that fall in autumn And I love to enjoy the world as I sing Let’s all enjoy the world today, Climb the trees and breath the air Let’s all enjoy the world Because tomorrow could be a very different day. Let’s all enjoy the world today, Climb the trees and breath the air Let’s all enjoy the world Because tomorrow could be a very different day Fonte: You tube, 2024 ANEXO 60 AILTON Krenak new member of Brazil Academy of Letters. Em: Agência Brasil. [S.l], [2024]. Áudio (2min08seg). Disponível em: https://tts-app.ebc.com.br/media/tts/219760.mp3. Acesso em: 12 abr. 2024. AILTON Krenak. Foto. EBC, [S. l.], 2024. Disponível em: https://imagens.ebc.com.br/6RouoP9U- 2dgzAKQHCoqc_JIBH9o=/1170x700/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/ thumbnails/image/2024/04/06/2024-04-06t014402z_416596995_rc2j07ayhuyb_rtrmadp_3_peo- ple-ailton-krenak_0.jpg?itok=j5tTcRr0. Acesso em: 12 abr. 2024. BUBLITZ, Amanda Inês. Normas ABNT 2024: fonte, alinhamento, margens e citações. Ache Con- cursos. [S. l.], 23 mar. 2024. Acheconcursos. Disponível em: https://www.acheconcursos.com. br/noticias/normas-abnt-2024-fonte-alinhamento-margens-e-citacoes-65759. Acesso em: 26 abr. 2024. CARDOSO, Rafael. Ailton Krenak new member of Brazil Academy of Letters. Agência Brasil. [Rio de Janeiro], [2024]. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/geral/noticia/2024-04/ail- ton-krenak-new- member-brazil-academy-letters. Acesso em: 12 abr. 2024. CRADDOCK, Terence Goerge. Is climate change a danger? Poem Hunter. [S. l.], 15 oct. 2020. Disponível em: https://www.poemhunter.com/poem/is-climate-change-a-danger/. Acesso em: 11 abr. 2024. FORMATAÇÃO ABNT textos. Ache Concursos. [S. l.], 23 mar. 2024. Disponível em: https://www. acheconcursos.com.br/media/post/65759/750/layout_1.jpg. Acesso em: 26 abr. 2024. FORMATAÇÃO de trabalho. Ache Concursos. [S. l.], 23 mar. 2024. Disponível em: https://www. acheconcursos.com.br/media/post/65759/750/abnt.jpg. Acesso em: 26 abr. 2024. JOVANA, Samanta. Referências bibliográficas da ABNT: qual é o padrão e como fazer a referência bibliográfica em um artigo? Talent Network Blog. [S. l.], 17 out. 2019. Disponível em: https:// rockcontent.com/br/talent-blog/referencia-bibliografica-abnt/#:~:text=Para%20fazer%20a%20re- fer%C3%AAncia%20de,data%20de%20publica%C3%A7%C3%A3o%20da%20obra. Acesso em: 28 abr. 2024. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2024. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg . Acesso em: 05 fev. 2024. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: En- sino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/ images/documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AA ncia%20do%20Ensino%20M%C3%A- 9dio.pdf . Acesso em: 05 fev. 2024. OLIVEIRA, Rafael Camargo. Artigo de opinião. Brasil Escola. [S. l.], 2024. Disponível em: https:// brasilescola.uol.com.br/redacao/artigo-opiniao.htm#:~:text=O%20artigo%20de%20opini%- C3%A3o%20%C3%A9%20um%20texto%20jornal%C3%ADstico%20de%20car%C3%A1ter,de- terminado%20tema%20de%20relev%C3%A2ncia%20social. Acesso em: 28 abr. 2024. O QUE é ABNT? Faculdade Laboro. [S. l.], 28 dez. 2021. Disponível em: https://laboro.edu.br/ blog/o-que-e-abnt/. Acesso em: 12 abr. 2024. POUSA, Graziella. Linguistic Prejudice. Ribeirão das Neves, 2024. PINTEREST. Stop Pollution Save Earth. [S. l.], [2024]. Disponível em: https://i.pinimg. com/originals/bb/87/59/bb87596849d31f7822a8134e9182f706.jpg. Acesso em: 11 abr. 2024. WORLD in danger – 8-year-old’s stunning self-written climate change warning song. [S. l.:s. n.], REFERÊNCIAS 61 14 nov. 2019. 1 Vídeo (3min54seg). Publicado pelo canal: Frankie Morland. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=77DzQvJOvKI&t=3s . Acesso em: 11 abr. 2024. 62 MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA ANO DE ESCOLARIDADE 3º Ano ÁREA DE CONHECIMENTO Linguagens e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Arte REFERÊNCIA Ensino Médio ANO LETIVO 2024 Competência 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participa- ção social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo. Competência 2: Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que per- meiam as práticas sociais de linguagem, respeitar as diversidades, a pluralidade de ideias e posições e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando a empatia, o diálogo, resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. Competência 3: Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Conhecimento e análise de contex- tos históricos, sociais e culturais de produções nas linguagens artísticas que demarcam visão de mundo e disputas de sentidos entre diferen- tes grupos culturais. Reconhecer gêneros artísticos literários, tradicio- nais como: a poesia, o texto dramá- tico (peça teatral), haicais, literatu- ra de cordel, RAP (hip hop), poesia concreta entre outras e aplicá-los a experimentações artísticas que pro- ponham suas releituras e/ou apro- priações midiáticas. EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, am- pliando suas possibilidades de explicação, interpre- tação e intervenção crítica da/na realidade. (EM13LGG108MG) Elaborar textos para veiculação nos diversos suportes segundo normas da ABNT. EM13LGG205MG) Conhecer e compreender os sa- beres, as tradições, os costumes, os modos e pers- pectivas de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, quilombolas, ciganos, imigrantes e refugia- dos, sobretudo em Minas Gerais, para a integração de suas culturas e fortalecimento do sentimento de pertencimento. (EM13LGG304) Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global. 63 TEMA DE ESTUDO “Antropofagia” – um papo reto entre o Modernismo, o Tropicalismo e o Rap. APRESENTAÇÃO Olá professor(a)! A pluralidade dos discursos da Arte provoca a reflexão e a propagação das ideias considerando cada época e toda sua complexidade social. Ter como referência a história e reproduzir com isso a novi- dade é uma premissa que não pode ser desvencilhada do fazer artístico. O homem se reinventa e busca criar, cocriar e fruir sendo autor e espectador de forma simultânea. A Arte se torna argumento para a própria existência humana, significando e ressignificando a vida. Nesse sentido, temos como exemplo a simbologia Antropofágica propagada pelos modernistas brasileiros no início do século XX. O que foi esse movimento e como ele se reverbera na contemporaneidade será o tema desenvolvido nesse planejamento, buscando entender como se dão esses discursos disruptivos que repercutem atéhoje como referência de uma época reinventada. A antropofagia parte do sentido de “comer a própria carne”, construindo e/ou resgatando valores importantes para a consolidação de uma cultura genuína, que nos coloca de forma destacada por nossas peculiaridades, despertando o sentimento de pertencimento e identidade, elevando a autoestima e a capacidade de intervir no mundo positiva- mente. Torna-se importante proporcionar aos estudantes a experimentação das possibilidades que a Arte apresenta, ampliando de forma efetiva a leitura e interpretação dos contextos aos quais estão inseridos. De acordo com Diana, 2011, “O Movimento Antropofágico foi uma corrente de vanguar- da que marcou a primeira fase modernista no Brasil. A proposta do movimento era a de assimilar outras culturas, mas não copiar. A marca símbolo do Movimento Antropofágico é o quadro Abaporu (1928) de Tarsila do Amaral, o qual foi dado de presente ao marido, Oswald de Andrade. Liderado por Oswald de Andrade (1890-1954) e Tarsila do Amaral (1886-1973), a finalidade principal era de estruturar uma cultura de caráter nacional”. Partiremos do tema “Antropofagia” – um papo reto entre o Modernismo, o Tropicalismo e o Rap, com intuito de promover o diálogo e fazer as conexões necessárias, entendendo que a Arte sempre está ligada aos contextos históricos que repercutem em outros tempos, gerando novos arranjos entre os discursos, mas sempre pautados no processo de evolução humana. Observação: O(a) docente tem a liberdade de adaptar esse planejamento de acordo com a realida- de a qual está inserido(a), considerando os espaços físicos, as tecnologias disponíveis, a maturidade da turma, dentre outros. Os objetos de conhecimento devem ser articulados de modo a corrobora- rem com o objetivo de atingir o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural dos estudantes. A quantidade de aulas necessárias para o desenvolvimento desse planejamento, também fica a critério do(a) professor(a), que tem autonomia e expertise para as identificar as necessidades considerando as especificidades da turma, os recursos e espaços físicos da escola, como também a possibilidade de estender o planejamento para um possível projeto transdisciplinar, fator importante para uma educação dentro dos parâmetros das metodologias ativas. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO De acordo com Contocani, s/d; “Para construir uma avaliação formativa em Arte, que seja contínua e processual, além da documentação pedagógica dos processos experienciados pelos estudantes, podemos lançar mão de outras ferramentas, como a autoavaliação e o portfólio”. A avaliação será realizada de forma abrangente, considerando a participação dos estudantes nos processos de apren- PLANEJAMENTO 64 dizagem, a qualidade dos textos e trabalhos produzidos e a capacidade de análise crítica demons- trada ao longo das atividades. DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO: ANTROPÓFAGO - O MANIFESTO MODERNISTA Olá Professor(a), inicie esse momento contextualizando a Antropofagia de acordo com a introdução deste planejamento. A Antropofagia inicia com o Modernismo Brasileiro, marcada pelo Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade. “Manifesto do Antropófago (ou Manifesto Antropofágico) foi escrito por Oswald de Andrade e publicado na primeira edição da Revista de Antropofagia, lançada em 1928”. (Fucks, 2017). De acordo com Coelho, 2020, "Oswald recupera esse nome do ritual de grupos tribais em que se comia uma ou várias partes de um ser humano inimigo. No mesmo sentido, o projeto literário propõe o ato de devoração ou deglutição daquilo que for bom nas outras culturas. Com isso, devorando somente o que é benéfico do colonizador e recuperando a tradição e o primiti- vo do Brasil, os modernistas acreditavam que finalmente alcançariam uma literatura nacional". Esse movimento que abarca principalmente a literatura e as artes plásticas, repercute posteriormente em diversas vertentes das linguagens artísticas, como o teatro, o cinema e a música, alcançando inclusive a classe política. Faça a leitura junto com a turma, do Manifesto Antropófago disponível abaixo. (Para melhor entendimento do manifesto, observe as notas de rodapé explicando e dando sentido aos termos utilizados) 2º MOMENTO: SEMANA DE 22 - A RUPTURA “Grande evento, divisor de águas do Modernismo brasileiro, a Semana de Arte Moderna de 1922 gerou polêmicas e um terreno fértil para a atualização artística nacional” (Brandino, 2024). Acon- teceu com a reunião de diversos artistas e intelectuais no Theatro Municipal de São Paulo. Tendo como referência as Vanguardas Europeias, pela quebra de paradigmas no universo da Arte, os modernistas brasileiros se organizaram para uma mostra cultural que apresentava novidades estéti- cas, rompendo com o parnasianismo instituído naquela época. A indústria desponta ditando novas Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. TEXTO I: MANIFESTO ANTROPÓFAGO (ícone clicável) Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. 65 formas de viver e “Os artistas que iniciaram o Modernismo brasileiro aproveitaram-se desses novos procedimentos e técnicas, desse rompimento com o academicismo, para reelaborar o cenário artís- tico nacional." (Brandino, 2024) A Semana de Arte Moderna de 1922 provocou polêmica e consequentemente sofreu críticas e ata- ques. Apesar disso, se tornou um marco no espectro artístico e intelectual brasileiro. Foi um divisor de águas que abriu a possibilidade para os artistas vislumbrarem outros modos de fazer arte e cul- tura. De forma livre e ousada diversos artistas e intelectuais mudaram a perspectiva estética esta- belecida pelo parnasianismo e o academicismo herdados dos europeus, transformando não só arte como também a política daquele momento. “A Semana fez o papel de divulgação da arte moderna, que, por sua vez, cultivou o terreno para a consolidação de uma revolução artística e literária que tomou forma após 1922, quando foram lançados os manifestos de Oswald de Andrade e as obras fundamentais do Primeiro Modernismo brasileiro, tais como Macunaíma (Mario de Andrade), Me- mórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade) e Ritmo Dissoluto (Manuel Bandeira)." (Brandino, 2024). Professor(a), para aprofundar sobre a Semana de 22, exiba o vídeo indicado no link a seguir: Como foi a Semana de Arte Moderna de 1922? Entre os dias 11 e 18 de fevereiro, o Theatro Municipal de São Paulo permaneceu aberto para visitação. Em seu saguão, insta- lou-se uma exposição de pintura e escultura. Obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, entre outros, escandalizaram o gosto público brasileiro, nada acostumado às novas formas de representação propostas pelo modernismo. Vaias, burburinhos e agitação geral só aumentaram ao longo da Semana. Além da exposi- ção, o evento contou com três festivais, que envolviam apresentações de música, dança, declamações de poesia e conferências, a acontecer nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro." "Principais artistas da Semana de Arte Moderna de 1922 Arquitetos: Antonio Moya, Georg Przyrembel. Escritores: Afonso Schmidt, Agenor Barbosa, Álvaro Moreyra, Elysio de Carvalho, Graça Ara- nha, Guilherme de Almeida, Luiz Aranha, Mario de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade, Ronald de Carvalho, Sérgio Millet, Tácito de Almeida. Escultores: Wilhelm Haarberg, Hildegardo Leão Velloso, Victor Brecheret. Músicos: Alfredo Gomes, Ernani Braga, Fructuoso Viana, Guiomar Novais, Heitor Villa-Lobos, Lucília Guimarães, Paulina de Ambrósio. Pintores: Anita Malfatti, Antonio Paim Vieira, Emiliano Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Yan de Almeida Prado, Zina Aita." Fonte: Brandino, 2024 Semana de Arte Moderna de 1922 | Nerdologia Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LFWPRsZ4v_U.66 3º MOMENTO: A ANTROPOFAGIA E O TROPICALISMO – “EUBIOTICAMENTE ATRAÍDOS” Caro(a), professor(a), inicie esse momento conceituando o que vem a ser Eubiótica1: Eubiótica é um substantivo feminino que se refere à arte de bem viver. Essa palavra tem origem no grego abiotos, que significa “que vive bem” 12. Portanto, a eubiótica está relacio- nada ao conhecimento e práticas que promovem um estilo de vida saudável e equilibrado. Curiosamente, a eubiótica nos lembra da importância de cuidar de nossa saúde física, mental e emocional. Assim como uma boa alimentação, exercícios regulares e descanso adequado contribuem para o nosso bem-estar, a eubiótica abrange esses aspectos e busca harmonia em todas as áreas da vida. Lembre-se de que essa definição é mais poética do que científica, mas nos convida a refletir sobre como podemos viver de forma mais plena e saudável. (Porto, 2024) A eubiose, no sentido do bem viver, ilustra o Tropicalismo, demarcando um momento de rompimen- to que apesar de reconhecerem a influência estrangeira, traziam o conceito da antropofagia moder- nista que buscavam exaltar as raízes populares na produção de arte e cultura. O Movimento Tropicália foi marcado pelo lançamento do álbum “Tropicália ou Panis Et Circe Cir- censes” , em 1968, nasceu em um contexto político complicado. Foi um movimento de resistência à Ditadura Militar no Brasil que oprimiu e perseguiu artistas e intelectuais. Os tropicalistas romperam com o que estava estabelecido na época e se apegavam a uma estética de enfrentamento político/ ideológico, utilizando em suas composições a metáfora como elemento de expressão e denúncia dos horrores promovidos pelo regime opressor, com jogos de linguagem inspirados pela poesia concreta2. Veja no quadro abaixo a música Bat Macumba3, uma das faixas do disco “Tropicália ou Panis Et Circenses” inspirada na poesia concreta. 1 Conceito de Eubiótica. Um estilo de vida. O prefixo eu indico que algo é bom e biótica significa vida. A partir desta definição, descobrimos que o termo eubiótica se refere à vida boa. Este é um termo normalmente utilizado no campo da alimentação. Assim, as pessoas que levam uma dieta eubiótica buscam equilíbrio em sua vida através da alimentação. A abordagem geral do eubiótica é simples: usar de maneira inteligente e saudável os produtos proporcionados pela natureza. [...] CONCEITOS. Conceito de Eubiótica. São Paulo, 2010. Disponível em: https://conceitos.com/ eubiotica/#Princ%C3%ADpios%20de%20Eubi%C3%B3tica. Acesso em: 11 abr. 2024. 2 A poesia concreta (ou poema concreto) tem início com o movimento de vanguarda concretista no século XX. Lembre-se que o concretismo foi um movimento artístico e cultural que surgiu na Europa. No Brasil, ele despontou em meados da década de 50, mais precisamente em São Paulo na “Exposição Nacional de Arte Concreta”, ocorrida no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1956. No país, o concretismo foi fundado por Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos (ou "irmãos Campos"), grupo chamado de “Noigandres”. Mais tarde, eles produziram a revista literária que levava o nome do grupo. [...] DIANA, Daniela. Poesia Concreta. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/poesia-concreta/. Acesso em: 9 abr. 2024 3 MACUMBA - Antes de ser associada a um tipo de religião, a palavra "macumba" descrevia um instrumento de percussão de origem africana, semelhante ao atual reco-reco. Um "macumbeiro" era o indivíduo que tocava este instrumento. A macumba também pode estar relacionada diretamente com os rituais praticados em alguns cultos afro-brasileiros, característicos pela manifestação mediúnica. [...] MACUMBA. Enciclopédia Significados. [S.l.] 2011. Disponível em: https://www.significados.com.br/macumba/ Acesso em: 10 abr. 2024. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. 67 Bat Macumba Bat macumba ê ê, bat macumba obá Bat macumba ê ê, bat macumba obá Bat macumba ê ê, bat macumba obá Bat macumba ê ê, bat macumba o Bat macumba ê ê, bat macumba Bat macumba ê ê, bat macum Bat macumba ê ê, bat ma Bat macumba ê ê, bat Bat macumba ê ê, ba Bat macumba ê ê Bat macumba ê Bat macumba Bat macum Bat ma Bat Ba Bat Bat ma Bat macum Bat macumba Bat macumba ê Bat macumba ê ê Bat macumba ê ê, ba Bat macumba ê ê, bat Bat macumba ê ê, bat ma Bat macumba ê ê, bat macum Bat macumba ê ê, bat macumba Bat macumba ê ê, bat macumba o Bat macumba ê ê, bat macumba obá Bat macumba ê ê, bat macumba obá Bat macumba ê ê, bat macumba obá Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso, Gilberto Passos Gil Moreira Fonte: Letras, 2003 68 Caetano Veloso e Gilberto Gil foram uns dos protagonistas desse movimento, criando músicas que concorreram no Festival de Música Popular Brasileira, em 1966/1967. Uma das características do Tropicalismo era misturar as referências que vinham de fora com as raízes da cultura popular brasi- leira, produzindo um novo som, revelando a evidente semelhança com o movimento Antropofágico de Oswald de Andrade. A cultura do importado como objeto de transformação foi utilizado tanto pelos modernistas quanto pelos tropicalistas para produzir uma nova ordem cultural brasileira, que valorizava as produções locais como elementos identitários. Tanto o Modernismo quanto o Tropica- lismo, hoje consolidados como Arte de um tempo, enfrentaram rejeição e preconceito na época em que foram produzidos. “É nesse ponto que os dois movimentos se encontram, na cisão do estabele- cido como identidade cultural. O tropicalismo tenta ultrapassar a fronteira da modernidade brasileira cambaleante, num processo que dá continuidade ao ciclo de rompimento das estruturas a fim de chegar a um lugar diferente”. (Marques, 2011) Professor(a), divida a turma em 5 grupos e proponha uma apresentação performática interpretando algumas canções Tropicalistas, disponível em todas as plataformas de streaming de música. Os grupos devem buscar na internet a análise de cada música escolhida. Para facilitar, segue abaixo uma lista das músicas para serem sorteadas entre os grupos: Canção Compositor Intérprete Panis Et Circenses Caetano Veloso, Gilberto Gil Os Mutantes Tropicália Caetano Veloso Caetano Veloso Baby Caetano Veloso Gal Costa Mamãe, Coragem Caetano Veloso, Torquato Neto Gal Costa Sem Lenço Sem Documento Caetano Veloso Caetano Veloso Exemplo: Panis Et Circenses Eu quis cantar Minha canção iluminada de Sol Soltei os panos sobre os mastros no ar Soltei os tigres e os leões nos quintais Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer Mandei fazer De puro aço luminoso, um punhal Para matar o meu amor e matei Às cinco horas na Avenida Central Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer Mandei plantar Folhas de sonho no jardim do solar 69 As folhas sabem procurar pelo Sol E as raízes procurar, procurar Mas as pessoas na sala de jantar Essas pessoas na sala de jantar São as pessoas da sala de jantar Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer Significado: “Panis Et Circenses” ou simplesmente pão e circo em português, expressão comumente usada em contextos políticos, vem da Roma antiga, quando o estado fornecia comida e entretenimento gratui- to, como espetáculos teatrais, lutas e competições, com a intenção de amenizar os sentimentos de insatisfação da população, que se distraíam do cotidiano de exploração, opressão, doença e fome, para que não se rebelassem contra o poder. A canção “Panis Et Circenses”, possui uma construção poética sofisticada que critica a acomodação da sociedade brasileira perante a ditadura militar e se tornou um hino importante do tropicalismo. Ao cantar versos “iluminados de sol”, o artista expressa o desejo de uma vida com liberdade, sem opressão e perseguição da Ditadura Militar, como também a intenção de jogar luz noobscurantismo da época. “As pessoas na sala de jantar” traduzem a indig- nação do artista diante da passividade da família tradicional brasileira que aceita com indiferença a situação caótica e se contenta com coisas fúteis e frívolas divulgadas pela mídia, alheias às questões políticas graves que o Brasil está submetido. “Mandei fazer de puro aço luminoso punhal, para matar o meu amor e matei, às cinco horas na avenida central”, mesmo diante de uma tragédia em um lugar movimentado, a indiferença permanece e as pessoas seguem suas vidas sem se compadecer com nada nem ninguém a seu redor. Fonte: Arruda, 2021 Encerre esse momento com a apresentação dos trabalhos em grupo. 4º MOMENTO: O TROPICALISMO E A GUITARRA ELÉTRICA - "AUMENTA QUE ISSO AÍ É ROCK AND ROLL" Em plena Ditadura Militar, a guitarra elétrica foi motivo de uma guinada na MPB. Usada como ele- mento de resistência do sistema opressor que se impunha, teve um papel importante no movimento tropicalista. A década de 1960, impôs ao mundo uma nova forma de existir. A modernidade era o mote do momento e isso transformou o ambiente artístico. Os festivais de música pipocavam e a juventude se identificava com a transgressão que surgia com as boy bands e o movimento hippie que pregava a liberdade de forma ampla. "Transgredir valores morais era o desafio, e o rock'n roll Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. 70 viria a ser o elemento principal entre artistas famosos como Beatles, Rolling Stones, The Beat Boys, e outros". (Matteo, 2020) Apesar dessa mudança comportamental observada na juventude estadunidense e europeia, aqui no Brasil as coisas ainda estavam à mercê do conservadorismo social, principalmente pela imposição do regime ditatorial opressor. O rock encontrou barreiras no Brasil, pois para alcançar as massas, demandava de uma abertura das mídias para ampliar o debate sobre novas estéticas. Assim surgiu o tropicalismo, com uma proposta jovial, tendo mentores como Caetano Veloso e Gilberto Gil, que arrebanhavam jovens artistas como o grupo Mutantes, para o movimento que trouxe a guitarra elétrica para a música brasileira, o que antes nunca havia sido experimentado. Acordes ousados e distorcidos pelo som emblemático da guitarra e letras que levavam à reflexão e a crítica conquista- ram a juventude, que lotavam os festivais de música promovidos pela TV Record. Assim o rock and roll se mistura com o samba e alcança a massa fazendo nascer uma nova forma de fazer e apreciar a música brasileira. "Panis et circenses" apresentava todos os elementos de ruptura, proporcionando uma experiência que superava qualquer expectativa. Para Matteo, 2020, "O uso da guitarra elétrica já era por si só um afronte. A incorporação desse instrumento pela MPB foi considerada um escân- dalo aos conservadores, tendo sido até mesmo alvo de um protesto, que reuniu artistas da bossa nova como Elis Regina, e outros gêneros, que acreditavam que o instrumento estrangeiro poderia destruir a música tradicional brasileira". Saiba mais: 5º MOMENTO: ANTROPOFAGIA - O QUE O RAP TEM A VER COM ISSO? “Tem um velho ditado Iorubá4 que diz: Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje” Em dezembro de 2020, o rapper Emicida lança o documentário “AmarElo - É Tudo pra Ontem”, pro- duzido e distribuído pela plataforma de streaming Netflix. A ocupação do Theatro Municipal de São Paulo, para essa produção foi o palco para criação do DVD musical e o fundamento para o documen- tário que exalta os negros brasileiros como os verdadeiros heróis, que tiveram sua história apagada, mas que reascende como fagulha dentro do movimento hip hop, em uma nova configuração narrada pelo povo preto e periférico do Brasil. De acordo com Mascari, 2020, "Emicida sempre afirmou que 4 Iorubás. Os iorubás são um dos principais grupos étnicos da África. Atualmente milhões de iorubás vivem na África Ocidental. Esse povo contribuiu com a formação da cultura brasileira. "Os iorubás são um dos principais grupos étnicos da África, vivendo principalmente na África Ocidental, sobretudo na Nigéria. Inicialmente os iorubás eram agricultores e, no século VI, passaram a edificar cidades em toda a região sul do Rio Níger. Nessa época diversos orixás já eram cultuados pelos iorubás." [...] JUNIOR, Jair Messias Ferreira. "Iorubás"; Brasil Escola. [S.l.] 2024. Disponível em: https://brasilescola. uol.com.br/geografia/iorubas.htm. Acesso em 12 de abril de 2024. O peculiar dia em que Elis Regina liderou a Marcha Contra a Guitarra Elétrica. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-pe- culiar-dia-em-que-elis-regina-liderou-a-marcha-contra-a-guitarra-eletrica.phtml Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. 71 AmarElo era um trabalho muito além da música e das rimas. Para ele, o disco é um “experimento social”. Em seu documentário, o rapper usa o show no Theatro Municipal como base para apresentar esse projeto, que transforma o rap em “neo-samba”. O documentário nos leva para uma aula de história a qual não se tem notícias dentro das salas de aula. Nele, Emicida ressalta o processo de branqueamento da sociedade e a tentativa de extermínio e apagamento da cultura afro-brasileira, destacando personalidades pretas que foram invisibilizadas ao longo da história O artista em seu discurso na abertura do documentário, tem uma fala emblemática que configura a ocupação do teatro municipal como forma de resistência, repetindo o ato da Semana de XXII, pelos modernistas. “Não sinto que eu vim, sinto que voltei. E, de alguma forma, meus sonhos começaram antes da minha chegada”, narra Emicida, logo na abertura do documentário. A frase exemplifica sua viagem no tempo, com a crença de que é possível antever o futuro quando se volta ao passado. (Mascari, 2020) Para o rapper Emicida, a atitude de ocupar o Theatro Municipal é um movimento de reparação histórica que apesar de ter os braços negros na sua construção, sempre foi um local proibido para a comunidade que o ergueu. Como um resgate, Emicida evoca as Personalidades Negras invisibi- lizadas no Brasil: como o arquiteto Joaquim Pinto de Oliveira, conhecido como Tebas, a militante negra e antropóloga Lélia Gonzalez, a atriz Ruth de Souza, primeira negra protagonista de uma te- lenovela. De acordo com Mascari, 2020, "A Semana de Arte Moderna de 1922, que também ocorreu no mesmo teatro e é lembrada no filme, foi responsável por mudar as ideias gerais sobre a arte no país, exigindo feições mais nacionais e abrindo espaço para o samba. É aí que Emicida resgata não só o gênero como movimento político, mas também como elemento formador da identidade do rap nacional". A antropofagia presente no Rap nacional é clara, pois apesar de ser um gênero herdado dos norte- -americanos, o brasileiro se apropria e transforma com elementos culturais como o samba, fonte de inspiração que imprime nossa identidade na música. Comer, mastigar, engolir, digerir e transformar, essa é a antropofagia modernista reescrita na contemporaneidade pelo Rap. A batalha do Rap para alcançar a relevância se iguala ao samba, quando no final do século XVIII foi criminalizado. 'É Tudo Pra Ontem", diz da urgência em resgatar e reescrever a história pela perspectiva do povo negro oprimido e calado por séculos. Ö Professor(a), se possível, apresente para a turma o documentário “AmarElo - É Tudo pra Ontem”, disponível na plataforma de streaming. Exiba o videoclipe indicado no link abaixo: Sugestão de trabalho individual: Professor(a), peça para realizarem a produção de um texto argumentativo sobre a importância da Antropofagia na formação da identidade cultural brasileira, passando pelo Tropicalismo e alcançando as produções artísticas contemporâneas comobiodata, currículo web, vide- ocurrículo etc.) e de ferramentas digitais (ferramenta de gif, wiki, site etc.), para falar de si mesmo de formas variadas, consideran- do diferentes situações e objetivos. 6 PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Pesquisa por questionário: Vamos falar sobre racismo? APRESENTAÇÃO Este planejamento de Língua Portuguesa tem como objetivo incentivar você, professor(a), a desen- volver com os estudantes atividades que trazem como temática povos indígenas , negros e quilom- bolas. A necessidade de estudar esses temas deve-se, primeiramente, ao fato de que tais grupos contribuíram para a formação cultural do Brasil. Em segundo lugar, como resultado de mobilizações de representantes da sociedade e em resposta a essas, foi estabelecido nas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena". A escravização no Brasil iniciou-se por volta de 1530 com a implantação do sistema de colonização pelos portugueses. A escravização de milhões de pessoas, a começar pelos nativos, povos indíge-nas que aqui já viviam. Depois, pelos povos africanos, que foram trazidos para o país por meio do tráfico negreiro, o qual durou cerca de 300 anos. O sistema de escravização reverberou em diversas violências que são visíveis até os dias de hoje. Podemos destacar a tentativa de silenciamento des-ses povos e o apagamento de suas culturas. Com isso, mesmo depois de mais de um século da abolição da escravização no país, nos deparamos com situações de discriminação racial e preconceitos a esses grupos. Diante disso, é necessário trazermos debates que envolvam essa temática para o espaço escolar. A finalidade deste planejamento é destacar que os povos tradicionais, indígenas, negros e quilom- bolas contribuíram para a formação da cultura brasileira em vários aspectos e continuam ressaltando tal importância em diversos setores da sociedade. A seguir, sublinhamos alguns aportes desses povos ao longo da história brasileira no que tange ao idioma, culinária e música. A língua é um sistema organizado de elementos, desenvolvida e utilizada por membros de um grupo para se comunicarem. Contudo, você, professor(a) de Língua Portuguesa, bem sabe que a língua é dinâmica, pois ela muda com o tempo, diante das transformações sociais, assim como os seus falantes. Esse é um dos pressupostos da variedade linguística. Ademais, essas variações surgem também a partir dos contatos linguísticos, por exemplo, das imigrações. Como na formação cultural do Brasil temos a presença de indígenas, portugueses, negros africanos e posteriormente houve a entrada de muitos imigrantes, como italianos, espanhóis, dentre outros, o português brasileiro possui herança linguística de todos esses povos. Sendo assim, é importante que os estudantes re- conheçam no vocabulário palavras e expressões originárias desses grupos. A exemplo disso temos palavras que são de origem tupi-guarani como carioca, jacaré, maracujá, capim, guri dentre outras. Algumas contribuições linguísticas africanas são cafuné, dengo, caçula, moleque etc. Tais inserções demonstram a riqueza do nosso idioma. (EM13LP22) Construir e/ou atualizar, de forma colaborativa, re- gistros dinâmicos (mapas, wiki etc.) de profissões e ocupações de seu interesse (áreas de atuação, dados sobre formação, fazeres, produções, depoimentos de profissionais etc.) que possibilitem vislumbrar trajetórias pessoais e profissionais. 7 Culinária é a arte de cozinhar. Ela evolui ao longo da história dos povos e torna-se parte de sua cultura. Os métodos de culinária variam conforme as regiões. Por isso os ingredientes, os utensílios utilizados no preparo e até o modo de fazer cada prato pode ser diferente. No Brasil, várias comidas tradicionais são de herança africana, por exemplo a feijoada, que possui uma história por trás de seu preparo pelos povos africanos, uma vez que esse prato, à época, era o resultado da mistura das carnes que sobravam- pés, orelhas, carne seca e outras partes do porco- das mesas dos senho- res brancos. Assim, é relevante, professor(a), mostrar aos estudantes tais aspectos históricos que também estão relacionados à discriminação desses povos. Também temos contribuições dos povos indígenas em uma variedade de alimentos como a mandioca, o caju, maracujá dentre outros. Essas heranças resultam do conhecimento que esses povos tinham das florestas. A música é uma forma de arte , resultado da combinação entre sons e ritmos, sendo pré-organi- zada ao longo do tempo. Ela faz parte da cultura da maioria dos povos. A sua criação, performan- ce, significado e definição variam conforme a cultura e contexto social. Os povos africanos, por exemplo, deixaram contribuições na música popular brasileira com ritmos, dando origem ao maxixe, samba, choro, bossa-nova , dentre outros. Os indígenas também deram a sua contribuição na parte instrumental. Muitos instrumentos de sopro e percussão surgiram a partir das flautas que os índios fabricavam e nos chocalhos, além dos apitos e tambores que foram utilizados por eles. Vale ainda ressaltar sobre os quilombolas. Caracterizado como, símbolo de resistência, os quilombos, no contexto da escravização no Brasil, eram locais formados por negros africanos e seus descendentes que se rebelavam e não aceitavam as violências impostas por tal sistema, sendo, portanto, o lugar onde viviam em liberdade. Nos quilombos não habitavam apenas africanos que resistiam a escravização, mas também índios e bran-cos livres. O primeiro quilombo de que temos conhecimento é da segunda metade do século XVI, na Bahia, mas o maior quilombo da história brasileira foi o Quilombo dos Palmares, no estado de Alagoas. Nesses locais, os quilombolas produziam tudo o que necessitavam para a sua sobrevivência e realizavam comércio com moradores vizinhos, (Silva, 2024). Assim, conforme Porfírio (2024), quilombolas são os descendentes e remanescentes de comunida- des formadas por ex-escravizados (os quilombos), entre o século XVI e o ano de 1888 (quando hou- ve a abolição da escravatura), no Brasil. Atualmente as comunidades quilombolas estão presentes em todo o território brasileiro, por isso é importante destacar a Resolução nº 8 de 20 de novembro de 2012, a qual define como quilombos I - os grupos étnico-raciais definidos por auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a re- sistência à opressão histórica; II - comunidades rurais e urbanas que: a) lutam historicamente pelo direito à terra e ao território o qual diz respeito não somente à propriedade da terra, mas a todos os elementos que fazem parte de seus usos, costumes e tradições; b) possuem os recursos ambientais necessários à sua manutenção e às reminiscências históricas que permitam perpetuar sua memória. III - comunidades rurais e urbanas que compartilham trajetórias comuns, possuem laços de perten- cimento, tradição cultural de valorização dos antepassados calcada numa história identitária comum, entre outros. (Brasil, 2012, Artº 3.) Diante do exposto, essas comunidades mantêm características historicamente construídas. Feita a exposição acima, as habilidades a serem trabalhadas neste planejamento visam reconhecer e compreender contribuições dos povos tradicionais para a cultura brasileira, utilizando publica- 8 ções midiáticas que tratam desses povos. O desenvolvimento dessas habilidades visam ao objetivo final de que o estudante compreenda que, embora o Brasil seja um dos países que mais possue descendentes de negros africanos, além de povos indígenas de várias etnias, são recorrentes os casos de racismo e preconceito no país para com os povos tradicionais, ainda que, em muito, eles corroboraram a sua formação cultural. Portanto, neste planejamento, iremos trabalhar primeiramenteo rap, seguindo as normas da ABNT. AmarElo (Sample: Belchior - Sujeito de Sorte) part. Majur e Pabllo Vittar. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PTDgP3BDPIU. 72 6º MOMENTO: RAP MINEIRO, UMA RIMA QUE DEU MATCH! No ambiente musical herdado do Clube da Esquina entre os anos 1970 e 1980 e posteriormente pelo rock do Skank, Jota Quest, Tianastácia e Pato Fu, nos anos 1990, surge o rap mineiro, dando novos significados para música engajada, inspirados pelo samba e pelo funk, com a voz das perife- rias de Belo Horizonte. BH se tornou o epicentro do rap nacional, com batalhas de rimas debaixo do viaduto Santa Tereza, despontando e ressignificando os espaços ociosos do centro da cidade com nomes como: DV Tribo, Douglas Din, Tamara Franklin e Matéria Prima. “Colar no Rap” se tornou um programa cultural para a juventude periférica de BH, necessitada de espaços de convivência, onde possam se expressar artisticamente, construindo identidade, posicionamento político e social. A ocupação de espaços para essas manifestações ocorreu de forma espontânea, com um movimento crescente que partiu da necessidade de conquistar locais de lazer para os jovens". Nesse sentido, ao pensarmos no fenômeno da urbanização contemporânea e na hostilidade das grandes metrópoles, a conquista de ambientes que proporcionem o convívio, a expressão e a interação dos indivíduos deve ser considerada como ponto de afirmação e perpetuação da cultura de uma sociedade, tendo nesses espaços um meio de afirmação identitária e promoção de cidadania. A partir de então, vários outros espaços se tornaram palco para o rap mineiro, além do Viaduto Santa Tereza, a Serraria Souza Pinto, O Mercado e A Fábrica, o Mercado Distrital do Cruzeiro, dentre outros. Para Ribeiro 2017, "Se você mergulhar no rap mineiro, vai encontrar mentes sagazes explorando desde as referências essenciais do estilo americano dos anos 1980-90 até o rap mais pesado, passando por coisas bem futurísticas”. Mais uma vez o sentido da antropofagia modernista se faz presente nos novos arranjos do rap que apesar de influenciados pelos estadunidenses, produzem o rap com características bem singulares, adicionando a poética musical mineira. Hoje nomes como DV Tribo, Max Souza, Matéria Prima, Tamara Franklin, Clara Lima, Djonga, Hot e Oreia, Família de Rua, Bárbara Sweet, FBC, Hot Apocalypse, Neghaun, Douglas Din, Kdu dos Anjos, dentre outros, definem a estética do rap mineiro. "Não é exagero afirmar que o Duelo de MCs botou BH no mapa do hip hop brasileiro, sobretudo a partir de 2012, quando a Família resolveu promover o Duelo de MCs Nacional, projeto que virou o maior encontro de batalhas do país". (Ribeiro, 2017). A mistura da tradição com a novidade caracteriza o rap mineiro que mesmo mantendo a essência do gênero, exploram narrativas e sonoridades de forma criativa. Ö Professor, de acordo com as referências dos artistas citados acima, faça uma seleção das músicas junto com a turma, para um momento de conexão com o rap mineiro, analisando as letras e refletindo sobre quais são as questões poéticas e sociais implícitas nas letras. TEXTO II: NORMAS DA ABNT: REGRAS DE FORMATAÇÃO PARA TRABA- LHOS ACADÊMICOS (ícone clicável) Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. 73 Veja exemplo no quadro abaixo: Observe a quebra do academicismo nas letras do rap, uma característica da antropofagia modernista que nega o formalismo acadêmico e adota no texto o modo de expressão coloquial. 7º MOMENTO: CONCLUSÃO Compreender a antropofagia proposta pelo modernismo brasileiro implica em ampliar a leitura de mundo dos estudantes, oferecendo elementos para interpretar os diferentes contextos históricos e como as mudanças se articulam para a reescrita de uma nova perspectiva. A impossibilidade de uma identidade unificada é o que garante um povo plural e diverso, tornando o processo político/econô- mico/social coerente e com identidade própria. Diante disso, a relação subserviente do Brasil passa a ser questionada e superada com esses movimentos que criam e recriam, oferecendo resistência ao colonialismo ao qual fomos e somos submetidos e que apesar de assumir os estrangeirismos, absorve o que vem de fora e consegue subverter a imposição de uma cultura que não é nossa. A Autoafirmação e a Crítica Social no Rap de Djonga A música “tôbem” do rapper Djonga é um manifesto de autoafirmação e crítica social. O artista, conhecido por suas letras contundentes e reflexivas, utiliza o rap como ferramenta para expressar sua visão de mundo e sua trajetória pessoal. A letra da música é uma mistura de orgulho pelas conquistas alcançadas, uma crítica ao sistema que marginaliza as comu- nidades negras e pobres, é uma celebração da resistência e da capacidade de superação. Djonga inicia a música destacando que sua arte não é medida por números, mas pela relevância. Ele compara sua relação com o rap a algo transcendental, em contraste com relações superficiais. A letra aborda a desigualdade social, com referências à dificuldade de ascensão para aqueles que vêm de comunidades carentes, em oposição àqueles que já nascem em condições privilegiadas. O rapper também toca em temas como racismo e a luta pela liberdade, usando metáforas para descrever a realidade dura das ruas e a busca por justiça. A música também é um grito de independência e sucesso, onde Djonga afirma estar bem apesar das adversidades. Ele menciona sua evolução material, de uma TV de tubo para uma tela de LED, simbolizando sua ascensão. A referência ao lutador Charles do Bronx reforça a ideia de superação e luta contra as adversidades. Em suma, “tôbem” é uma faixa que reflete a realidade de muitos brasileiros, ao mesmo tempo em que celebra as vitórias pessoais do artista frente a um sistema opressor. Fonte: Letras, 2024 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e imagens impressas, mídias audiovisuais, com- putadores com acesso a internet. 74 TEXTO I: MANIFESTO ANTROPÓFAGO (ícone clicável) Só a ANTROPOFAGIA nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupi, or not tupi that is the question. Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos. Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com os sustos da psicologia impressa. O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará. Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da sau- dade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande[1]. Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil[2]. Uma consciência participante, uma rítmica religiosa. Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalida- de pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar. Queremos a Revolução Caraíba[3]. Maior que a revolução Francesa. A unificação de todas as revol- tas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem. A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls. Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rosseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos. Nunca fomos catequizados. Vivemos atravésde um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará. Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós. Contra o Padre Vieira[4]. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabe- to disseralhe: ponha isso no papel, mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia. O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores. Só podemos atender ao mundo orecular. Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A trans- formação permanente do Tabu em totem. Contra o mundo reversível e as ideias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é ANEXO 75 dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. O instinto Caraíba. Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Sub- sistência. Conhecimento. Antropofagia. Contra as elites vegetais[5]. Em comunicação com o solo. Nunca fomos catequizados. Fizemos foi o Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses[6]. Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro. Catiti Catiti[7] Imara Notiá Notiá Imara Ipeju[8] A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais. Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chama-se Galli Mathias. Comi-o. Só não há determinismo onde há o mistério. Mas que temos nós com isso? Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra[9]. O mundo não datado. Não rubri- cado. Sem Napoleão. Sem César. A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os trans- fusores de sangue. Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas. Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu[10]: - É mentira muitas vezes repetida. Mas não foram cruzados[11] que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti[12]. Se Deus é a consciência do universo Incriado, guaraci[13] é a mãe dos viventes. Jacié a mãe dos vegetais. Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribui- ção. E um sistema social-planetário. As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo. De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia. 76 O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha[14]: Ignorância real das coisas + fala (sic.) de ima- ginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa. É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não preci- sava. Porque tinha Guaraci. O objetivo criado reage como os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso? Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade. Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria[15], afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz. A alegria é a prova dos nove[16]. No matriarcado de Pindorama[17]. Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada. Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprima- mos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas. Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI[18]. A alegria é a prova dos nove. A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura - ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chega- mos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo - a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos. Contra Anchieta[19] cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema[20], - o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo. A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI: - Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça[21]! Expulsamos a dinastia. É preciso expul- sar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte[22]. Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado[23] de Pindorama. Oswald de Andrade Em Piratininga (Em língua indígena, nome da região onde surgiu a futura cidade de São Paulo.) Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha (Oswald busca uma marcação temporal para a existência brasileira, que no Manifesto começa com o primeiro ato antropófago conhecido oficialmente; o Bispo Sardinha, isto é, Pero Fernandes (?/1556), naufragou no litoral do nordeste brasileiro e morreu como vítima sacrificial dos índios caetés. Oswald equivocou-se nas datas, acrescentando 2 anos ao tempo decorrido entre a morte do Bispo Sardinha e o ano de publicação do Manifesto Antropófago. Entre- tanto, Oswald parece desconhecer as cartas de Américo Vespúcio, em uma das quais o aventureiro florentino afirma ter assistido um ritual antropofágico em 1501, na Praia dos Marcos, no Rio Grande 77 do Norte, em que a vítima era um europeu.) Revista de Antropofagia, Ano I, No. I, maio de 1928. [1] Selva amazônica; na mitologia indígena da amazônia, "cobra grande" é o espírito das águas. Esta entidade foi motivo de um longo poema antropófago, Cobra Norato (1931), de Raul Bopp (1898/1984), que, ao lado de Macunaíma (1928), de Mário de Andrade (1893/1945), compõe exem- plos da antropofagia oswaldiana. [2] Referência à extensão continental do país e à necessidade de resolver os problemas lingüísticos no Brasil, se pautava pela tradição lusitana, ignorando as especificidades do país. Retomada, sob outro ângulo, da grande polêmica por José de Alencar (1829 / 1877), na vigência do Romantismo brasileiro no século XIX. [3] Oswald idealiza a união dos indígenas através do vocábulo caraíba, que designa tanto uma das comunidades indígenas com as quais os primeiros portugueses tomaram contato à época do Desco- brimento do país, que viviam mais ao norte, quanto uma grande família lingüística a que pertenciam várias tribos brasileiras mais ao sul. [4] Antônio Vieira (1608/1697), lisboeta de nascimento, fez seus estudos com os jesuítas na Bahia, ordenando-se aos 26 anos. Tinha idéias avançadas para sua época e devido a elas foi inúmeras vezes criticado. Oswald de Andrade refere-se, aqui, à investida políticoeconômica na exploração do açúcar maranhense, à época do período colonial, o que beneficiou apenas a metrópole portuguesa, deixando em franca miséria a então colônia. [5] Referência à elite intelectual que busca copiar os modelos europeus, em exclusãodo sentimento de "brasilidade". Neste sentido, os vegetais são entendidos como seres vivos sem mobilidade, o que equivale a dizer sem a capacidade crítica que fomenta as mudanças. [6] Junção, numa única referência, da produção romanesca indianista de José Martiniano de Alencar (1829/1877), escritor romântico brasileiro de reconhecido valor, com a ópera O guarani, do músico também romântico Antônio Carlos Gomes (1836/1896), cujo libreto foi escrito a partir do romance homônimo de Alencar. Em ambos textos o herói indígena, Peri, tem atitudes cavalheirescas em con- sonância aos grandes senhores portugueses. [7] Catiti catiti/ Imara Notiá / Notiá Imara / Ipeju: pequeno "poema" em língua indígena, a qual, pelo apelo sonoro e lúdico, é aproximada da estética surrealista. Couto Magalhães traduziu por: Lua nova, ó Lua Nova! Assoprai em lembranças de mim; eis-me aqui, estou em vossa presença; fazei com que eu tão somente ocu- pe seu coração. [8] Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em Fulano lembranças de mim", in O Selvagem, de Couto Maga- lhães. [9] Referência ao ciclo das grandes descobertas ultramarinas portuguesas iniciadas em 1421, sob o comando do infante Dom Henrique, filho de Dom João I, que, para o Reino de Portugal, culminou com a Descoberta do Brasil em 1500; o acidente geográfico mencionado por Oswald é a conhecida Ponta de Sagres, ou seja, um cabo formado por rochas elevadas, lugar ermo e de beleza trágica de onde teriam partido as primeiras expedições oceânicas portuguesas, ou seja, a expansão do homem europeu; na realidade, estas expedições sob o comando do infante Dom Henrique partiram da Vila de Lagos, localizada a cerca de 30 km a leste da Ponta de Sagres, na região do Algarve. 78 [10] José da Silva Lisboa, economista do início do século XIX que, tendo adotado a política liberal do Marquês de Pombal, posicionou-se contrário à permanência jesuíta no Brasil. [11] Moeda portuguesa feita de ouro ou prata. [12] Réptil da ordem dos quelônios e da família das tartarugas; habitante das matas brasileiras, nas religiões indígenas representa a perseverança e a força. [13] Guaraci e Jaci: entidades divinas indígenas que representam o sol e a lua, respectivamente. São os dois princípios que governam o mundo. [14] Oswald refere-se à repressão sexual das crianças, as quais eram doutrinadas no sentido da ine- xistência de vida sexual na procriação; à cegonha era atribuída a função de entregar os bebês aos seus pais. [15] Índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz: por alusão a personagens extraídos de obras indianistas, Oswald propõe o repúdio ao aculturamento dos índios pela civilização branca cristã e ocidental. [16] Elaboração matemática para comprovar o resultado de operações aritméticas elementares. [17] Em tupi, terra de palmeiras; designa, por extensão, o Brasil, cuja costa litorânea era cober- ta pela planta; a palmeira, desde o poema canção do exílio, do poeta romântico Gonçalves Dias (1823/1864), transformou-se em um dos ícones do país. [18] Rei de Portugal, que veio para o Brasil-colônia em 1808 com todo seu séquito, fugindo do avanço napoleônico na Europa. Oswald faz referência à usura desmedida dos cortesãos. [19] José de Anchieta (1534/1597), padre jesuíta que veio para o Brasil no início da colonização portu- guesa e que, a pretexto de catequizar os índios, criou um sistema de desculturação pela arte teatral. [20] Anagrama de América, é também o nome da índia protagonista do romance homônimo de José de Alencar (1829/1877) que, junto com O guarani, se transformou em emblema de brasilidade du- rante a vigência do romantismo no país. [21] Oswald menciona, de forma irônica e jocosa, o ato da Independência do Brasil, ocorrida em 7 de setembro de 1822, protagonizada pelo primogênito do então rei de Portugal. O príncipe português governou até 1831 e ficou conhecido como Dom Pedro I, o primeiro Imperador do Brasil. [22] Camponesa portuguesa que liderou uma rebelião, em 1846, contra as opressões político-econô- micas de D. Maria da Glória, então rainha de Portugal. Pleiteava, entre outras coisas, a colocação de produtos agrícolas portugueses no mercado interno que estava, na época, dominado por produtos ingleses. [23] Oswald fala no matriarcado numa referência à libertação do sujeito, em oposição ao patriarcado, este sim, governado por instituições de poder amplamente castradoras e cheias de interditos. Fonte: Andrade, 1928 79 TEXTO II: NORMAS DA ABNT: REGRAS DE FORMATAÇÃO PARA TRABALHOS ACADÊMI- COS ( ícone clicável) Márcia Fernandes Professora licenciada em Letras Para a elaboração de trabalhos acadêmicos, a norma proposta pela ABNT (Associação brasileira de normas técnicas) é a 14724. Essa norma especifica, em detalhe, qual a estrutura e os elementos que o trabalho deve conter. Lembrando que há universidades que têm exigências específicas e, neste caso, o aluno deve se informar a respeito delas. Estrutura do trabalho acadêmico Os trabalhos devem ser estruturados conforme mostra a imagem abaixo: estrutura trabalho ABNT Capa Nome do autor; Título; Cidade da instituição; Ano do trabalho. Lombada O título da lombada deve ser centralizado e impresso no mesmo sentido do nome do autor. Apresen- tada conforme a ABNT NBR 12225, a lombada deve conter os seguintes elementos: Nome do autor; Título; Ano do trabalho. Folha de rosto A parte da frente deve conter: Nome do autor; Título; Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome da instituição, área de concentração; Nome do orientador; Cidade da instituição; Ano do trabalho. A parte de trás deve conter: Dados de catalogação-na-publicação, conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano. Errata Inserida depois da folha de rosto (elemento obrigatório), a errata pode ser apresentada em folha solta ou encartada ao trabalho. Deve conter: Nome do autor; 80 Título; Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome da instituição, área de concentração; Cidade da instituição; Ano do trabalho; Texto da errata. modelo de errata Folha de aprovação Nome do autor; Título; Tipo de trabalho (dissertação, TCC), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido), nome da instituição, área de concentração; Data de aprovação; Nome, titulação e assinatura dos elementos que fazem parte da banca examinadora e respectivas instituições. Dedicatória Deve ser inserida depois da folha de aprovação, que é um elemento obrigatório. A dedicatória não tem título. exemplo de dedicatória Agradecimentos Deve ser inserido depois da dedicatória e o seu título deve ser centralizado. Epígrafe A epígrafe é uma citação relacionada com o tema do trabalho. Essa folha não tem título e deve ser apresentada conforme a ABNT NBR 10520, a norma referente às citações nos trabalhos. Resumo (abstract) Elaborados conforme a ABNT NBR 6028, os resumos devem conter objetivo, método, resultados e conclusões do trabalho. Preferencialmente em um único parágrafo, e contendo entre 150 a 500 palavras, devem ser escritos na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Os resumos são finalizados pelas palavras-chave, as quais devem ser separadas entre si por pontos. Listas de ilustrações e tabelas Os títulos das listas de ilustrações e tabelas devem ser centralizados. As listas, apresentada pela ordem das ilustrações ou tabelas inseridas no trabalho, deve conter: -Designação de cada item por nome específico (seguido por travessão); Título; Número da página. -Propaganda e Marketing Lista de abreviaturas e siglas 81 As siglas devem ser apresentadas em ordem alfabética, seguidas da forma por extenso. O título da lista de abreviaturas e siglas deve ser centralizado. -Lista de símbolos Apresentada pela ordem dos símbolos inseridos no trabalho, seguido do seu significado. O título da lista de símbolos deve ser centralizado. -Sumário Elaborado conforme a ABNT NBR 6027. Os elementospré-textuais — folha de rosto, folha de aprovação, resumos na língua portuguesa e estrangeira — não podem ser incluídos no sumário. -Elementos textuais Introdução: Parte do texto em que é feita a delimitação do tema do trabalho; Desenvolvimento: Exposição do assunto tratado no trabalho de forma detalhada; Conclusão: Encerramento do texto, que contempla os resultados sobre os estudos realizados ao longo do trabalho. Elementos textuais -Referências Elaboradas conforme a ABNT NBR 6023. As referências devem conter: Autoria; Título; Edição; Cidade da publicação; Editora; Data. Referências Exemplo de referências de trabalho acadêmico Gerador de referência bibliográfica ABNT Tipo de referência: Livros Sites Autor Primeiro nome e nome do meio * Primeiro nome e nome do meio Último nome * Último nome Adicionar autor Título * ? 82 Título Subtítulo ? Subtítulo Local da Publicação * ? Ex: Florianópolis Editora * ? Ex: Pearson Prentice Hall Ano da Publicação * Ex: 1998 Nº da Edição Ex: 5 Volume Ex: 2 Página Ex: 82-83 ISBN ? Ex: 012-34-567891-23 * campos obrigatórios Deve ser apresentado em ordem alfabética. O título do glossário deve ser centralizado. Apêndice e Anexo O apêndice e o Anexo devem conter a palavra APÊNDICE ou ANEXO, seguida de letra maiúscula (em ordem alfabética), travessão (—) e título. O título do apêndice e do anexo devem ser centralizados. Índice Apresentado no fim do trabalho, o índice deve ser elaborado conforme a ABNT NBR 6034 e o seu título deve ser centralizado. O índice pode ser organizado por autores, assuntos, títulos, entre outros. Formatação Papel e cores: Texto a preto (ilustrações podem ter outras cores); Papel, branco ou reciclado, no formato A4; Impressão: introdução, desenvolvimento e conclusão, bem como as referências, devem ser prefe- rencialmente impressos frente e verso. Margens Parte da frente da folha: do lado esquerdo, na parte superior, devem ter 3 cm; 83 do lado direito, na parte inferior, devem ter 2 cm. Parte de trás da folha: do lado direito, na parte superior, devem ter 3 cm; do lado esquerdo, na parte inferior, devem ter 2 cm. Fonte: Tamanho 12. Exceções: Citações com mais de três linhas, notas de rodapé, páginas, dados internacionais de catalogação- -na-publicação, legendas e fontes — que devem ter tamanho menor, mas devem ser uniformes entre si. Espaçamento 1,5 entre as linhas Exceções: Citações com mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas, tipo de trabalho, objetivo, nome da instituição, área de concentração — que devem ter espaço simples. Páginas A numeração impressa deve ser inserida a partir da introdução do trabalho. Isso quer dizer que folhas de rosto e de aprovação, resumos e sumário devem ser contados, mas não devem conter a impressão da página. A página deve ser inserida no canto superior direito. O último algarismo da página deve ficar a 2 cm da borda da folha. Além disso, é preciso saber que: Numeração de trabalhos impressos na parte da frente da folha: somente as folhas da frente devem ser contadas; Numeração de trabalhos impressos frente e verso: - A impressão da página deve ser inserida na parte da frente da folha - no canto superior direito; - A impressão da página deve ser inserida na parte de trás da folha - no canto superior esquerdo. Fonte: Fernandes, 2011 84 ALBUQUERQUE, Rogéria. Performance da música “Panis Et Circenses”. Lagoa Santa MG, 2017. ARRUDA, Renata. Panis Et Circenses: significado do clássico dos Mutantes. Letras. [S. l.], 01 jun. 2021. Disponível em: Panis Et Circenses: significado do clássico dos Mutantes - LETRAS.MUS. BR Acesso em: 08 de abr. 2024. BAT Macumba - Os Mutantes. Letras. [S. l.], 2003. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ mutantes/125343/ Acesso em: 09 de abr. 2024. BRANDINO, Luiza. "Semana de Arte Moderna de 1922"; Brasil Escola [S. l.] 2024. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/semana-arte-moderna-1922.htm . Acesso em 08 abril 2024. CARNAVAL em Madureira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra2323/carnaval- -em-madureira . Acesso em: 10 abril 2024. COELHO, Joana. Movimento Tropicália: concretismo, antropofagia e política. Politize. [S. l.] 03 nov. 2020. Disponível em: https://www.politize.com.br/movimento-tropicalia/#O%20Que%20 Foi%20O%20Movimento%20Tropic%C3%A1lia? Acesso em: 08 de abr. 2024. DIANA, Daniela. Movimento Antropofágico. Toda Matéria, [s. l.] 2011. Disponível em: https:// www.todamateria.com.br/movimento-antropofagico/ . Acesso em: 6 abr. 2024 EMICIDA - AmarElo (Sample: Belchior - Sujeito de Sorte) part. Majur e Pabllo Vittar. São Paulo, 25 jun. 2019. 1 vídeo (8:53 min.) Publicado pelo canal Emicida no youtube. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=PTDgP3BDPIU&ab_channel=Emicida Acesso em: 12 abr. 2024. FUKS Rebeca. Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade. Cultura genial, [s. l.] 2017. Disponível em: Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade - Cultura Genial Acesso em: 08 abr. 2024. MARQUES E MARQUES, Suelen de Aquino. T.; Suely de Aquino T. V Colóquio de História. UNICAP. [S. l.] nov. 2011.Disponível em: http://www.unicap.br/coloquiodehistoria/wp-content/uplo- ads/2013/11/5Col-p.475-486.pdf. Acesso em: 08 abr. 2024. MASCARI, Felipe. Em documentário, Emicida reescreve a história do país e resgata a cultura afro- brasileira. Rede Brasil Atual. [S. l.] 08 dez. 2020. Disponível em: https://www.redebrasilatual. com.br/cultura/emicida-documentario-amarelo/. Acesso em: 11 abr. 2024 MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Ge- rais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/ documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 10 abril 2024. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [S. l.], 2023. Dis- ponível em: . Acesso em: 05 fev. 2023. MULLER e COSTA, Henrique da Rosa, Lucas Lazzarotto Vasconcelos. “Combinaram de nos ma- tar, combinamos de ficar vivos”: racismo e resistência negra no rap brasileiro contemporâneo. Researchgate. [S. l.], 19 jun. 2022. Disponível em: https://www.researchgate.net/publica- tion/361961990_Combinaram_de_nos_matar_combinamos_de_ficar_vivos_racismo_e_resisten- cia_negra_no_rap_brasileiro_contemporaneo Acesso em: 11 abr. 2024. REFERÊNCIAS 85 Porto Editora – eubiótica no Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora. Infopedia. [S. l.], [consult. 2024-04-08 13:22:01]. Disponível em: https://www.infope- dia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/eubiótica. Acesso em: 08 abr. 2024. RIBEIRO, Eduardo. A golden era do rap de Belo Horizonte é agora. Vice. Belo Horizonte, 25 jul. 2017. Disponível em: https://www.vice.com/pt/article/mbapzb/a-golden-era-do-rap-de-belo-hori- zonte-e-agora. Acesso em: 11 abr. 2024. SEMANA de Arte Moderna de 1922 | Nerdologia. [S.l; s.n.] 08 fev. 2022. 1 vídeo (8:34 min.) Publi- cado pelo canal Nerdologia/Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LFWPRs- Z4v_U&ab_channel=Nerdologia Acesso em: 09 abr.2024. TÔ BEM - significado - Djonga. Letras. [S. l.], 2024. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ djonga/tobem/significado.html. Acesso em: 10 abr. 2024. 86 MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA ANO DE ESCOLARIDADE 3º Ano ÁREA DE CONHECIMENTO Linguagens e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Educação Física REFERÊNCIA Ensino Médio ANO LETIVO 2024 Competência 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentosna recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participa- ção social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Análise das práticas corporais, com identificação de preconceitos e es- tereótipos associados a grupos mi- noritários, interesses econômicos, ideológicos e políticos. Consequências que o uso abusivo de aparelhos eletrônicos tem provo- cado na saúde física e mental. Conscientização sobre as formas adequadas (posturais, visuais e so- noras) para a utilização de tecnolo- gias e aparelhos eletrônicos no co- tidiano. Promoção de hábitos saudáveis nas condicionantes da saúde e qualida- de de vida. Referenciação de textos segundo as normas da ABNT. Normas técnicas de referenciação e formatação de textos. Normas técnicas para produção de textos acadêmicos. (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, am- pliando suas possibilidades de explicação, interpre- tação e intervenção crítica da/na realidade. (EM13LGG108MG) Elaborar textos para veiculação nos diversos suportes segundo normas da ABNT. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Luta marajoara. APRESENTAÇÃO Olá professor (a). 87 Nesse planejamento temos como objetivo apresentar algumas lutas que fazem parte da cultura brasileira, outrora foram praticadas como resistência contra preconceitos e injustiças cometidas por povos colonizadores que invadiram o nosso território e nos obrigaram a seguir suas culturas e costumes à força. Quando recordamos sobre lutas brasileiras que foram utilizadas como resistência é comum pensar- mos na capoeira, arte marcial consolidada e considerada patrimônio cultural e imaterial da humani- dade. Título concedido pela Unesco em 2014. Mas a luta que vamos apresentar aos nossos estudantes é a luta marajoara, nascida e bastante pra- ticada na região norte do Brasil, mais especificamente na Ilha do Marajó, Estado do Pará. Segundo JORDANA THAIS (2023), essa luta tem origem entre indivíduos de etnias indígenas locais e africanos escravizados. Inicialmente utilizada para aquecimento antes de banhos em rios após trabalhos com rebanho bovino, a luta marajoara evoluiu para uma atividade de lazer incorporada à rotina de muitos nascidos na ilha de marajó, desde a infância, desempenhando vários papéis, como entretenimento, promoção da saúde, defesa pessoal ou profissão. Durante a prática da luta marajoara os atletas utilizam técnicas de ataque e defesa. O objetivo da luta marajoara é desequilibrar o adversário e derrubá-lo de costa ao chão, fazendo com que as cos-tas dele fiquem sujas com o golpe. As lutas acontecem em arenas de areia ou de lama. Isso facilita a observação para definir se as costas do lutador estão sujas. Professor (a), realize rodas de conversa entre os estudantes com objetivo de conscientizá-los sobre a importância de realizar exercícios físicos e a importância da prática das lutas na vida das pessoas que aprendem diversas habilidades, como físicas, cognitivas e sociais. Tais habilidades são desen- volvidas gradativamente, e interfere diretamente na melhora do rendimento escolar. Luta marajoara Professor (a), durante estes momentos revise os conceitos de lutas, artes marciais e esporte de combate para fixar esse conteúdo e consolidar a aprendizagem dos nossos estudantes, diferencian- do essas práticas esportivas de agressões. Apresente também a luta marajoara através de rodas de conversas e atividades práticas na quadra de aula. É fundamental refletir sobre a importância das lutas na sociedade, principalmente sobre seus significados durante as lutas, em que os atletas possuem o dever de respeitar seus adversários e regras, além de cuidar do corpo e se preparar fisicamente e mentalmente para as competições. Fo nt e: C on ex ão E sc ol a, 2 02 3 88 DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Professor (a), para esse primeiro momento vamos apresentar aos nossos estudantes os principais conceitos relacionados às lutas. Para essa introdução sugiro que apresente a gravação da aula do Se Liga através do link abaixo. O conteúdo a seguir possui conceitos de artes marciais, lutas, esportes de combate, os diferencian- do das brigas. Além disso, aborda lutas de origem brasileira, inclusive a luta marajoara. No final da aula, tem uma brincadeira de luta bem interessante utilizada durante o aquecimento de atletas de alto rendimento que pode ser adaptada e utilizada nas aulas de educação física. Professor (a), escreva no quadro os conceitos de lutas aprensentados no vídeo 1: Lutas Jogo cujo alvo é o próprio adversário. Ou seja, em sua prática envolve a oposição direta. Artes marciais A palavra marcial é originária de Marte, deus romano da guerra. As artes marciais eram utilizadas em treinamentos para obtenção de habilidades ou técnicas para guerra. Esporte de combate São modalidades de lutas que foram esportivizadas e regulamentadas. Cada modalidade possui suas federações, tipos de pontuação e regras definidas. Brigas São compostas por agressões corporais que geram violência física. Não há organização ou estraté- gias. Inclusive, há penalidades previstas em lei que condenam as brigas. Professor (a), após a exibição do conteúdo do Se Liga na Educação e leitura dos conceitos sobre lutas, organize um momento de roda de conversa para tirar dúvidas dos estudantes. 2º MOMENTO Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Texto impresso e equipamentos digitais de vídeo. Lutas: conceitos e práticas pelo mundo. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1PEX-Pij3fYovTgNJPPPpWN- lKPs7bdnnZ/view?pli=1 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Quadro, pincel e quadra da escola. 89 Professor (a), nesse momento vamos apresentar a luta marajoara aos estudantes proporcionando novas experiências práticas e teóricas durante as aulas. O objetivo dessas atividades é apresentar mais possibilidades de práticas esportivas e valorizar as lutas de origem nacional. Durante apresentação das principais regras e origem da luta marajoara explique sobre a importância de praticar lutas, explicando sobre benefícios à saúde e bem estar físico e mental. Além de apren- dizados adquiridos relacionados aos princípios éticos e morais, sociais, o respeito ao adversário, treinadores e pessoas mais velhas, regras e disciplina durante os treinamento para as competições. Luta marajoara: Regras: os lutadores devem desequilibrar seu oponente utilizando técnicas de imobilização, dese- quilíbrio, com objetivo de derrubar seu adversário, o projetando de costa ao chão, fazendo com que as costas dele (a) fiquem sujas com o golpe. Ou seja, derrubou de costas, sujou-a, acabou a luta. Para ser um bom lutador de marajoara necessita-se treinar técnicas de ataque e defesa e fortalecer as capacidades físicas, destacando a força, agilidade, resistência e equilíbrio para se manter de pé e não deixar seu oponente sujar suas costas. Jogos estudantis do Estado do Pará Professor (a), antes de irmos para a quadra de aula e proporcionar experiências práticas aos estu- dantes relacionadas às técnicas específicas da luta marajoara, escreva no quadro o texto abaixo e peça aos estudantes que reflitam sobre os principais benefícios da prática das lutas. Principais benefícios da práticas das lutas para a nossa saúde: Habilidades cognitivas: melhora a atenção, concentração e raciocínio. Habilidades físicas: aprimora nossas capacidades físicas. Habilidades afetivas: socialização, empatia e respeito ao próximo e às regras. Fo nt e: S ed uc , 2 02 1 90 3º MOMENTO Professor (a), inicie essa aula prática com um exercício de alongamento e aquecimento coletivo, com exercícios físicos que trabalhem movimentos de membrossuperiores e inferiores. Em seguida, organize dupla para realizar uma brincadeira do pega rabo. Nessa brincadeira traba- lha-se os três principais fundamentos técnicos das lutas, sendo eles o ataque, defesa e a esquiva. Brincadeira do pega rabo O objetivo dessa brincadeira é pegar o rabo do adversário e proteger o seu. Os rabos podem ser adaptados por camisas, coletes, panos ou algum outro objeto similar que simule um rabo. Esse ob- jeto escolhido deve ser colocado na parte inferior da cintura. Cada estudante deve ser responsável por colocar seu rabo adaptado e não deixá-lo cair antes do oponente tentar puxá-lo. Sugiro que separe a turma em grupos e que seja realizado esse momento de forma simultânea. Após essa brincadeira de aquecimento, sugiro que mantenha as mesmas duplas para iniciarmos a próxima atividade. Caso a escola tenha tatames, sugiro que o utilize para deixar o ambiente mais confortável e adequado para a prática da luta. Nessa atividade em dupla, os estudantes deverão derrubar sua dupla, o desequilibrando, utilizando somente as mãos e braços fazendo força na região do ombro e braço do adversário com objetivo de derrubá-lo. É interessante que as duplas sejam trocadas para que haja interação e troca de experi- ências durante a prática. Luta marajoara estudantil Professor (a), para finalizar esse momento organize uma competição entre os estudantes com obje- tivo de experimentar os principais fundamentos técnicos presente na luta marajoara. A luta vai acontecer entre duplas, em que o objetivo é excluir o oponente do espaço estabelecido durante as aplicações das regras. No caso desse exercício o espaço da luta será no círculo central da quadra. Os estudantes utilizarão técnicas de força e resistência para se manter no espaço esta- belecido e empurrar seu oponente para fora do espaço. Outra dica, é realizar mini competições nas categorias masculina e feminina. Esse momento pode ser feito de forma eliminatória, quem ganhar as lutas vão avançando de fase. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Quadra da escola. Fo nt e: S ed uc , 2 02 1 91 TEMA DE ESTUDO: Treinamento técnico de handebol. APRESENTAÇÃO Professor (a), o esporte e as aulas de educação física andam juntos, durante as vivências esportivas escolares é uma oportunidade de nossos estudantes desenvolverem habilidades de resiliência e em- patia, e lutar contra preconceitos, dando significado aos momentos em que experimentamos novos esportes, danças, lutas, brincadeiras e jogos. Durante as práticas esportivas realize intervenções para refletir e orientar os nossos estudantes que durante as aulas de educação física escolar não é o lugar para se jogar em alto nível, mas de expe- rimentar, errar e aprimorar suas habilidades físicas por meio das práticas esportivas. São nas aulas escolares que conhecemos os esportes e temos nossas primeiras experiências espor- tivas. A ideia é que tenhamos o máximo de experiências esportivas para que possamos escolher a que mais nos identificamos para praticar em outros territórios, e quem sabe chegarmos no alto rendimento e ser um atleta profissional. Competência 2: Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que per- meiam as práticas sociais de linguagem, respeitar as diversidades, a pluralidade de ideias e posições e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. Competência 3: Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Vivência e reprodução de esportes, jogos, brincadeiras e lutas de outros povos e culturas. Análise e intervenção sobre as polí- ticas de lazer e esporte no contexto social. Investigação da eficácia das políti- cas de lazer e esporte nos contextos locais e intervenção destas para a garantia do direito ao lazer ativo e às práticas corporais. Apropriar dos espaços públicos e dos movimentos sociais e culturais, construindo proposta de intervenção na cultura corporal do movimento, em ações socioambientais e de con- sumo responsável. (EM13LGG205MG) Conhecer e compreender os sa- beres, as tradições, os costumes, os modos e pers- pectivas de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, quilombolas, ciganos, imigrantes e refugia- dos, sobretudo em Minas Gerais, para a integração de suas culturas e fortalecimento do sentimento de pertencimento. (EM13LGG304) Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global. PLANEJAMENTO 92 O objetivo desse planejamento é proporcionar novas experiências através do handebol. Esse esporte é muito bem aceito e amado pelos estudantes, principalmente pelas meninas, que possuem bastante facilidade para se jogar. Inclusive, as ligas e competições entre equipes femininas são um sucesso, tanto em competições nacionais quanto internacionais. Além disso, o handebol pode ser entendido como um jogo com várias características interativas en- tre a técnica e tática, mas que não se resume somente a estes componentes. Pela sua dinâmica, ele possibilita a ampliação e compreensão do conteúdo social, comunicativo e cognitivo dos estudantes. Professor (a), realize uma breve revisão teórica sobre a história, regras e sobre sua primeira parti- cipação nos Jogos Olímpicos. Nas práticas na quadra de aula, proporcione experiências em que os estudantes possam realizar treinamentos táticos e técnicos profissionais adaptados para a realidade escolar. Meninas jogando handebol Professor (a), proporcionem reflexões a respeito do real significado das práticas esportivas escolares com objetivo de práticas resilientes e inclusivas. Na quadra de aula, planeje adaptações de treinamentos de handebol profissional com atividades para os estudantes experimentarem treinos de ataque, defesa, posicionamento tático, treino espe- cifico de goleiro. DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Professor (a), realize uma roda de conversa entre os estudantes com objetivo de relembrar sobre conceitos históricos do handebol, e também aprimorar os conhecimentos relacionados a essa mo- dalidade esportiva praticada mundialmente. Fonte: Pixabay, 2017 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Pesquisas na internet e roda de conversa. 93 Para essa experiência, sugiro que os nossos estudantes utilizem seus smartphones para realizar as pesquisas. Segue alguns exemplos de temas para serem trabalhados nessa introdução: Ö Onde surgiu o handebol? Ö Qual categoria de esporte o handebol faz parte? Ö Países que mais praticam handebol; Ö Principais campeonatos de handebol municipais, estaduais, nacionais e internacionais; Ö Principais fundamentos técnicos; Ö Regras; Ö Como são os treinamentos profissionais de handebol; Ö Entre outros. Após essas pesquisas, realize uma roda de conversa para os estudantes compartilharem os conteú- dos encontrados e trocarem experiências. Para finalizar esse momento sugiro que apresente uma transmissão olímpica da seleção brasileira, afim de que eles possam analisar e identificar os sistemas táticos e suas características principais. Gravação de um jogo profissional 2º MOMENTO Professor (a), antes de iniciar a prática, relembre o conceito de handebol, considerado um esporte coletivo de invasão, sendo seu principal objetivo das equipes invadir o território do adversário, fazer golse defender seu território. Organize os estudantes em quatro grupos para que sejam vivenciadas atividades relacionadas aos principais fundamentos técnicos do handebol. Drible: os estudantes devem quicar a bola e driblar os cones em zigue-zague. Passe: atividade em dupla em que os estudantes trocam passes com sua dupla realizando passes utilizando as duas mãos. Fo nt e: P ixa ba y, 20 21 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Quadra da escola. 94 Arremesso ou finalização: atividade para arremessar a bola com objetivo de fazer o gol. Uma sugestão é realizar a brincadeira conhecida como: chutou vai pro gol, adaptada para o handebol, arremessou vai pro gol. Dessa forma, os estudantes após arremessar a bola em direção ao gol, será o próximo goleiro. Treinar a técnica da finalização: o estudante sem a bola vai realizar um pique e simular o arre- messo em direção ao gol, realizando a técnica correta de salto e arremesso. Professor (a), uma sugestão para todos realizarem os exercícios mais de uma vez é cronometrar cinco minutos em cada estação. Após os cinco minutos, cada grupo se direcionaram nas estações seguintes no sentido horário. Jogador realizando um drible 3º MOMENTO Nesse outro momento prático vamos trabalhar treinamentos reais de ataque e defesa do handebol de forma adaptada na quadra de aula. A ideia é que nossos estudantes tenham a oportunidade de experimentar e criticar diferentes possibilidades para realização de gols e defesa do handebol.; Professor (a), divida a turma em quatro grupos, os dividindo novamente em dois grupos de atacan- tes e dois grupos de defensores. Posicionem um grupo de atacantes e defensores em uma lado da quadra e os dois grupos restantes ao outro lado da quadra. O objetivo é que realizemos atividades de ataque e defesa com desvanta-gem numérica. Uma sugestão é utilizar a formação 4x6 (quatro atacantes x seis defensores). O objetivo é que os atacantes em desvantagem numérica consiga trocar passes e finalizarem a bola Fo nt e: P ixa ba y, 20 20 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Bola oficial de handebol, cones. 95 com objetivo de fazer gols. Cada grupo de ataque terá duas chances para tentar trocar passes e arremessar a bola em direção ao gol. Sugiro que deixe os estudantes trocando passes por 15 a 30’ antes de liberar os defensores para tentar desarmar o ataque do adversário. Em cada 5 minutos trocaram as funções dos estudantes, ou seja, quem estava na função de atacan-te se tornaram defensor. Repita esse protocolo por duas vezes. Após essas experiências, para aprimorar as habilidades técnicas dos estudantes de ataque e defesa, promova partidas de handebol utilizando regras oficiais. Treino escolar de handebol Fo nt e: P ixa ba y, 20 18 96 AFONSO, Lucas. "Handebol"; Brasil Escola. [S. l.], [2024] Disponível em: https://brasilescola.uol. com.br/educacao-fisica/handebol.htm. Acesso em 12 de abril de 2024. COMPRIMENTO DO JUDÔ. In: CANVA, [S. l.], [2024]. Disponível em: https://www.canva.com/ photos/MADmlXfgR7s-two-judo-fighters-or-athletes-greeting-each-other-in-a-bow-before-practicin- g-martial-arts/. Acesso em: 12 abr. 2024. EDUCAÇÃO FÍSICA: Lutas, conceitos e práticas pelo mundo. Direção: Se Liga na Educação/Secre- taria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 2024. Disponí- vel em: https://drive.google.com/file/d/1PEX-Pij3fYovTgNJPPPpWNlKPs7bdnnZ/view. Acesso em: 08 abr. 2024. GOVERNO DO PARÁ. Secretaria de Educação. Jogos Estudantis Paraenses (JEPs). Pará, 04 out. 2021. Disponível em: https://www.seduc.pa.gov.br/noticia/11386-seduc-promove-a-2--fase-dos-jo- gos-estudantis-paraenses--jeps-. Acesso em: 12 abr. 2024. HANDEBOL MASCULINO. In: PIXABAY, [S. l.], 2020. Disponível em: https://pixabay.com/pt/pho- tos/handebol-homem-jogador-lan%C3%A7ar-5052398/. Acesso em: 12 abr. 2024. INICIAÇÃO ESPORTIVA DE HANDEBOL. In: PIXABAY, [S. l.], 2018. Disponível em: https://pixa- bay.com/pt/photos/handebol-treino-esportes-3492470/. Acesso em: 12 abr. 2024. MENINAS JOGANDO HANDEBOL. In: PIXABAY, [S. l.], 2017. Disponível em: https://pixabay.com/ pt/photos/handebol-esporte-infantil-esporte-2361778/. Acesso em: 12 abr. 2024. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Ge- rais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/ documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 04 out. 2023. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 05 fev. 2024. PORTAL EDUCAÇÃO. Diferenças entre luta, arte marcial e modalidade de combate. Portal educa- ção. [S. l.], [2023]. Disponível em: https://blog.portaleducacao.com.br/diferencas-entre-luta-arte- -marcial-e-modalidade-de-combate/. Acesso em: 05 mar. 2024. THAIS, Jordânia. Educação Física- Luta brasileira marajoara. Prefeitura de Goiânia. Goiânia, 2023. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/educacao-fisica-luta-brasi- leira-marajoara/. Acesso em: 12 abr. 2024. REFERÊNCIAS TEMA DE ESTUDO: Pesquisa por questionário: Vamos falar sobre racismo? TEMA DE ESTUDO: Você me representa: representatividade nas mídias sociais. TEMA DE ESTUDO: Article: a kind of text. TEMA DE ESTUDO: Diversity and Plurality. TEMA DE ESTUDO: Environment, an important question in the world. TEMA DE ESTUDO “Antropofagia” – um papo reto entre o Modernismo, o Tropicalismo e o Rap. TEMA DE ESTUDO: Luta marajoara. TEMA DE ESTUDO: Treinamento técnico de handebol.com matérias jornalísticas que abordam a temática racismo. Inicialmente, professor(a), propomos a leitura de uma notícia que tra- ta de casos de racismo sofrido por atletas brasileiras para que, junto com os estudantes, você possa analisar como tais fatos ocorrem na sociedade brasileira. Também, propomos a leitura de trechos de legislações e decretos que tratam desse assunto no intuito de que os educandos entendam que, atualmente, racismo e injúria racial são caracterizados como crime. Depois, indicamos que seja feita a leitura de trechos de artigos que tratam da origem do racismo, para que os estudantes compreen- dam como é construído o racismo estrutural, mas tão velado, na sociedade brasileira. DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Neste primeiro momento, professor(a), inicie uma conversa com os estudantes. Pergunte a eles se já ouviram casos recentes de racismo contra pessoas negras ou indígenas. Permita que relatem os casos. Estabeleça uma organização, de maneira que cada um dos que manifestaram interesse de falar sobre o assunto tenha o seu momento de fala. Crie combinados, para evitar constrangimentos e exposições. Terminada essa introdução, pergunte aos estudantes o que eles entendem por racis- mo. Para a construção do conceito, escreva as definições dadas pelos discentes no quadro ou em artefatos tecnológicos conforme disponibilidade da escola. Em seguida, faça a leitura dos conceitos dados pelos estudantes e compare com a definição de um dicionário. Colocamos uma acepção abai- xo para auxiliá-lo(a). Após a definição do termo, leia com os estudantes a notícia abaixo sobre um caso de racismo que aconteceu com atletas brasileiras de vôlei. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Racismo Estrutura de poder baseada na Ideologia da existência de raças superiores ou inferiores. Pode evidenciar-se na forma legal, institucional e também por meio de mecanismos e de práticas sociais. Fonte: Portal da cultura afro-brasileira, 2024 9 Realizada a leitura, auxilie os estudantes a identificarem como o racismo pode ser percebido no ato relatado pelas atletas. Professor(a), utilize a própria definição do termo para chegar à conclusão: Pode evidenciar-se na forma legal, institucional e também por meio de mecanismos e de práticas sociais. No caso em destaque, houve xingamentos deferidos às atletas relacionados ao tom de pele: As atletas afirmam que foram chamadas de macacas ao longo do jogo. Nesse caso professor(a), mostre aos estudantes que a situação vivenciada pelas jogadoras qualifica-se como injúria racial e, pela Lei 14.532/2023, é tipificada como racismo. Além disso, é importante frisar que tal associação entre as pessoas negras e o macaco é sinônimo de desumanização e rebaixamento desse grupo (Beguoci, 2014). Sugerimos que seja trabalhado o conceito de injúria. Abaixo, colocamos uma de- finição para auxiliá-lo(a). Injúria 1. Ação ou resultado de injuriar(-se). 2. Jur. Ato ou dito insultuoso, ofensivo (crime de injúria). 3. Violação do direito de outrem; INJUSTIÇA 4. Ação ou efeito prejudicial Fonte: Aulete digital, 2024. Agora, propomos abaixo a leitura da ementa da Lei nº 14.532, de 11 de janeiro de 2023 que esta- belece essa normativa. Professor(a), leia também, a seguir, uma explicação sobre a diferença entre injúria racial e racismo, Essa diferenciação é importante de ser entendida pelos estudantes, mas relembre-os que, perante a Lei nº 14.532, injúria racial é caracterizada como racismo. TEXTO I: CASO DE RACISMO EM JOGO É INVESTIGADO PELA CONFEDERA- ÇÃO BRASILEIRA DE VÔLEI (ícone clicável) Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial), e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para tipificar como crime de racismo a injúria racial, prever pena de suspensão de direito em caso de racismo praticado no contexto de atividade esportiva ou artística e prever pena para o racismo religioso e recreativo e para o praticado por funcionário público. 10 Fonte: Meirelles, 2023 Finalize este momento relacionando, junto com os estudantes, a definição dos termos de injúria racial e racismo à notícia do caso das atletas brasileiras de vôlei. 2º MOMENTO Neste planejamento, sugerimos que você, professor (a), faça a exibição de dois vídeos aos estudan- tes que tratam da temática racismo. Essas produções foram feitas pelo canal Se Liga na Educação, programa educacional de TV da SEEMG (Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais). Para isso, escolha a melhor forma de compartilhá-los, de acordo com a realidade da escola. Abaixo colo- camos os links de acesso. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Projetor multimídia. TV com entrada USB. Pendrive. Ensino decolonial e educação antirracista. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1BvTvEwjQ9MKCXwBiXkPFrj10Xx- G1XRDJ/view. Racismo estrutural Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1DCF0voG5z0caUncEkagkD1GI- 3g4ptlnW/view 11 Após a exibição dos dois vídeos, faça um debate com os estudantes sobre o que eles entenderam a respeito dos conceitos de ensino decolonial, educação antirracista e racismo estrutural. Leve os estudantes a participarem da conversa. Você pode, também, professor(a), convidar outros docentes da escola para contribuir com as discussões, bem como convidar pessoas da comunidade externa para corroborar o assunto tratado, estabelecendo rodas de conversa. Finalize este momento após o encerramento do debate 3º MOMENTO Professor(a), antes de iniciar este momento, relembre com os estudantes os assuntos tratados no primeiro momento deste planejamento sobre a notícia lida e os conceitos de injúria racial e racismo. Após isso, solicitamos que sejam lidas partes da Lei nº 14.532/2023, para que os estudantes com- preendam o que nela está estabelecido. Feita a leitura da Lei, permita um momento para os estudantes expressarem a opinião deles sobre o que foi estabelecido no documento e compartilharem, aqueles que desejarem, experiências que presenciaram, leram, ouviram de casos de racismo ou até mesmo sofreram. Estabeleça combinados com os estudantes, de maneira que cada um tenha o seu momento de fala e para que tal oportuni- dade não gere constrangimentos na sala de aula. Finalize, professor(a), esclarecendo que essa Lei foi publicada em janeiro de 2023 e desde então foi sancionada, isto é, válida a partir da data de publicação. 4º MOMENTO Professor(a), antes de iniciar este momento, relembre o assunto tratado no momento anterior a este. Recapitule os principais pontos da Lei nº 14.532/2023 que foram lidos e discutidos com os estudantes. Depois disso, faça a leitura do texto abaixo para que eles notem as semelhanças entre injúria racial e racismo, para que seja esclarecido que ambos atos são crimes. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. TEXTO II: PARTES DA LEI Nº 14.532/2023 (ícone clicável) Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. 12 Principais semelhanças Ambos os crimes de injúria racial e de racismo são casos de discrimação relacionados a raça, cor, etnia, religião ou origem. Nos dois casos, os crimes são inafiançáveis, ou seja, as penas não podem ser anuladas por meio de pagamento de fiança. Ambos também são imprescritíveis, isto é, não possuem limite temporal para que sejam julgados. Em crimes prescritíveis, existe um limite de tempo após o ato ser cometido para que o caso seja julgado. Esse limite varia de 3 a 20 anos, conformea penalidade do crime. No caso da injúria racial e do racismo, portanto, mesmo que se passem 20 anos ou mais da data do crime, este ainda poderá ser julgado. Além disso, atualmente, a penalidade para ambos os crimes é a mesma. Em casos de racismo ou de injúria racial, a pena é de reclusão de dois a cinco anos e multa. Além de outras punições, que podem ser acrescidas quando os crimes são cometidos em contextos específicos, que serão escla- recidos no próximo tópico do texto. Fonte: Meirelles, 2023 Após a leitura do texto acima, agora é Mão na Massa! Sugerimos que você, professor(a), proponha aos estudantes que realizem uma pesquisa de opinião com os colegas da escola. Para isso, pro- pomos a elaboração de um questionário com perguntas fechadas. Essas questões serão utilizadas para verificar quem são as pessoas que, em algum momento, perceberam que foram discriminadas por causa da sua raça, cor ou etnia. Professor(a), você pode elaborar esse questionário utilizando o recurso tecnológico Google Forms. Caso tenha dúvidas em como utilizar essa ferramenta, colocamos abaixo o link de uma aula exibida no programa Se Liga na Educação que ensina como usá-la. Professor(a), para ajudá-lo, colocamos algumas perguntas que podem ser utilizadas na elaboração do formulário. Salientamos que, para preservar o anonimato, não é necessário identificar o nome do entrevistado e nem outra pergunta que permita que o(a) participante seja reconhecido(a). Perguntas: Idade: Gênero: ( ) feminino ( ) masculino ( ) outro Você se autodeclara da cor/raça: ( ) preta ( ) parda ( ) branca ( ) amarela ( ) indígena Você considera que em algum momento da sua vida você foi vítima de racismo? ( ) Sim ( ) Não Aula sobre Formulários digitais Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1K-PhFoB7R3_lrXbSUuVt7uOS2E- -umSc2/view 13 Por quem? ( ) Uma pessoa ( ) Grupo de pessoas Em que local? ( ) Escola ( ) Estabelecimento comercial diverso-padaria, supermercado, farmácia etc. ( ) Shopping ( ) Quadras, campos, espaços para prática de esportes ( ) Outros ____________________________________________________ Professor(a), incentive os estudantes a participarem dessa elaboração, contribuindo com perguntas a serem feitas ou ampliando as que foram sugeridas. Esse é o momento ideal para o protagonismo estudantil, já que muitos deles podem já conhecer e utilizar formulários online. Entretanto, sugeri- mos que o formulário seja elaborado utilizando um e-mail específico ou o seu e-mail institucional, professor(a). Esse cuidado é importante para manter a confiabilidade e segurança da pesquisa. Finalize este momento elaborando as possíveis perguntas para o formulário. Não se esqueça de dar um nome para a pesquisa que irão fazer, o qual pode ser o mesmo para identificar o questionário. 5º MOMENTO Professor(a), antes de iniciar este quinto momento, recapitule com os estudantes o que foi trabalhado anteriormente: a proposta de um questionário para pesquisa sobre racismo. Retome as perguntas que já foram produzidas e comece a elaborar o questionário conforme estabelecido anteriormente pelo Google Forms ou de outra maneira a sua preferência. Elaboradas as perguntas e definido o nome da pesquisa e do questionário, estabeleça como ele será divulgado. Como facilitador, você pode gerar um QRCODE (Quick Response Code), isto é, um código de barras bidimensional do formulário. Basta copiar o link do próprio Google Forms e colar em aplicativos que irão gerar esse código. Sugerimos um aplicativo abaixo. Para divulgar a pesquisa, você pode estabelecer alguns estudantes para passarem nas demais turmas da escola falando do objetivo da pesquisa. É muito importante esclarecer o anonimato dos participantes. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. Tinyurl. Disponível em: https://tinyurl.com/app. 14 Finalize este momento com a escolha dos estudantes divulgadores do questionário e com os formu- lários prontos para aplicação. 6º MOMENTO Professor(a), antes de iniciar este quinto momento, faça um levantamento com os estudantes de quantas pessoas já responderam ao questionário. Para isso, faça a exibição das respostas dadas, utilizando o Google Forms. Aproveite para mostrar aos estudantes os recursos desse recurso, uma vez que as respostas podem ser vistas por meio de gráficos e planilhas. Finalize este momento, decidindo, junto aos estudantes, se irão aderir mais participantes ou se farão a análise dos dados. 7º MOMENTO Professor(a), antes de iniciar este momento, faça, novamente, um levantamento com os estudantes de quantas pessoas já responderam ao questionário. Caso tenham chegado a um número satisfa- tório de participantes é hora de realizarem a análise das respostas. Para isso, exiba o questionário para os estudantes e verifiquem o /a: Ö número de participantes; Ö faixa etária que maior participou da pesquisa; Ö quantidade de pessoas que se autodeclararam preta, parda, amarela, branca ou indígenas; Ö quantidade de pessoas que disseram ter sofrido racismo; Ö característica dessa prática (se por uma ou mais pessoas); Ö local onde mais aconteceu o racismo. Professor(a), se possível, transforme essa atividade em transdisciplinar. Convide professores de outras disciplinas para fazer a análise. Por exemplo, um docente de Matemática pode auxiliá-lo a fazer o cruzamento de dados, relacionando faixa etária, autodeclaração e característica da prática. Já um (a) professor (a) da área de humanas pode ajudá-lo verificar quem são as pessoas que mais sofrem racismo na sociedade e o porquê disso. São muitas possibilidades para estabelecer relações com os dados obtidos! Após a análise dos dados, decida com a turma como eles serão compartilhados com os demais Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro branco e pincéis. Internet. Cartolina, papel kraft ou A3. Lápis preto e colorido, caneta, borracha. 15 estudantes e possíveis participantes da pesquisa: se por meio de cartazes, redes sociais ou utilizan- do outra ferramenta. Somado a isso, você pode realizar rodas de conversa na escola ou debates associando o questionário com temas relacionados ao racismo no Brasil Finalize este momento compartilhando a pesquisa realizada. 16 TEXTO I: CASO DE RACISMO EM JOGO É INVESTIGADO PELA CONFEDERAÇÃO BRASI- LEIRA DE VÔLEI (ícone clicável) Episódio ocorreu durante partida entre o Curitiba Vôlei e Tijuca Tênis Clube na capital paranaense BANDNEWS FM 28/01/2024 • 10:57 A Confederação Brasileira de Vôlei apura uma denúncia de racismo feita por três atletas do Tijuca Tênis Clube, que foram vítimas de xingamentos durante o jogo contra o Curitiba Vôlei, pela Super- liga B Feminina. O caso aconteceu na última sexta-feira (26) no Círculo Militar do Paraná, na capital paranaense. Em uma postagem nas redes sociais, a jogadora Dani Suco relatou que ela, a levantadora Thais e a central Camilly, foram atacadas durante a partida. As atletas afirmam que foram chamadas de macacas ao longo do jogo. O Tijuca Tênis Clube manifestou apoio às jogadoras e publicou uma nota de repúdio condenando a discriminação e o preconceito racial sofrido por elas. O técnico do Curitiba Vôlei, Pedro Moska, também se solidarizou com as atletas. Já o time paranaense disse estar ciente do caso e afirmou que disponibilizará todas as imagens da partida para que as autoridades apurem o caso. Agora, a CBV irá enviar para os órgãos competentes um levantamento das provas e das manifes- tações das atletas sobre o caso. A Confederação ainda reforçou que não mediráesforços para que todos os responsáveis sejam identificados e punidos. Fonte: BadNewsFM, 2024 ANEXO 17 TEXTO II: PARTES DA LEI Nº 14.532/2023 (ícone clicável) Art. 1º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial), passa a vigorar com as se- guintes alterações: “Art. 2º-A Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Parágrafo único. A pena é aumentada de metade se o crime for cometido mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas.” “Art. 20. ......................................................................................................................... ................................................................................................................................................ § 2º Se qualquer dos crimes previstos neste artigo for cometido por intermédio dos meios de comu- nicação social, de publicação em redes sociais, da rede mundial de computadores ou de publicação de qualquer natureza: ................................................................................................................................................ § 2º-A Se qualquer dos crimes previstos neste artigo for cometido no contexto de atividades espor- tivas, religiosas, artísticas ou culturais destinadas ao público: Pena: reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e proibição de frequência, por 3 (três) anos, a locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais destinadas ao público, conforme o caso. § 2º-B Sem prejuízo da pena correspondente à violência, incorre nas mesmas penas previstas no caput deste artigo quem obstar, impedir ou empregar violência contra quaisquer manifestações ou práticas religiosas. § 3º No caso do § 2º deste artigo, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: .......................................................................................................................................”(NR) “Art. 20-A. Os crimes previstos nesta Lei terão as penas aumentadas de 1/3 (um terço) até a meta- de, quando ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação.” “Art. 20-B. Os crimes previstos nos arts. 2º-A e 20 desta Lei terão as penas aumentadas de 1/3 (um terço) até a metade, quando praticados por funcionário público, conforme definição prevista no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las.” “Art. 20-C. Na interpretação desta Lei, o juiz deve considerar como discriminatória qualquer atitude ou tratamento dado à pessoa ou a grupos minoritários que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida, e que usualmente não se dispensaria a outros grupos em razão da cor, etnia, religião ou procedência.” “Art. 20-D. Em todos os atos processuais, cíveis e criminais, a vítima dos crimes de racismo deverá estar acompanhada de advogado ou defensor público.” Art. 2º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação: 18 “Art. 140. ....................................................................................................................... ................................................................................................................................................ § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.”(NR) Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Fonte: Brasil, 2023 19 Competência 1. Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participa- ção social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo. Competência 2. Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que per- meiam as práticas sociais de linguagem, respeitar as diversidades, a pluralidade de ideias e posições e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Identificação de intencio- nalidades discursivas, va- lores, visões de mundo, crenças, saberes, ideolo- gias e interesses em dife- rentes discursos. Posicionamentos assu- midos em discursos e a influência deles na socie- dade. Checagem de informa- ções adotando atitude analítica e crítica diante dos textos jornalísticos. Relação entre textos e discursos do campo jor- nalístico-midiático. Conhecimento e valori- zação dos costumes, lín- guas, saberes, tradições, modos e perspectiva de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, qui- lombolas, ciganos, imi- grantes e refugiados, so- bretudo os que estão em Minas Gerais. Referenciação de textos segundo as normas da ABNT. Normas técnicas de referenciação e forma- tação de textos. Seleção, análise e elabo- ração de instrumentos de coleta de dados e in- formações. Investigação/ pesquisa. Posicionamento crítico frente aos textos. (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade. (EM13LP36) Analisar os interesses que movem o campo jornalís- tico, os impactos das novas tecnologias digitais de informação e comunicação e da Web 2.0 no campo e as condições que fazem da informação uma mercadoria e da checagem de informação uma prática (e um serviço) essencial, adotando atitude analítica e críti- ca diante dos textos jornalísticos. (EM13LP37) Conhecer e analisar diferentes projetos editorias – institucionais, privados, públicos, financiados, independentes etc., de forma a ampliar o repertório de escolhas possíveis de fontes de informação e opinião, reconhecendo o papel da mídia plural para a consolidação da democracia. (EM13LGG205MG) Conhecer e compreender os saberes, as tra- dições, os costumes, os modos e perspectivas de vida dos povos indígenas, campesinos, negros, quilombolas, ciganos, imigrantes e refugiados, sobretudo em Minas Gerais, para a integração de suas culturas e fortalecimento do sentimento de pertencimento. (EM13LP04) Estabelecer relações de interdiscursividade e inter- textualidade para explicitar, sustentar e conferir consistência a po- sicionamentos e para construir e corroborar explicações e relatos, fazendo uso de citações e paráfrases devidamente marcadas. (EM13LGG108MG) Elaborar textos para veiculação nos diversos suportes segundo normas da ABNT. (EM13LP33) Selecionar, elaborar e utilizar instrumentos de coleta de dados e informações questionários, enquetes, mapeamentos) e de tratamento e análise dos conteúdos obtidos, que atendam adequadamente a diferentes objetivos de pesquisa. (EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramen- tas digitais em processos de produção coletiva, colaborativa e pro- jetos autorais em ambientes digitais. (EM13LP21) Produzir, de forma colaborativa, e socializar playlists comentadas de preferências culturais e de entretenimento, revis- tas culturais, fanzines, e-zines ou publicações afins que divulguem, comentem e avaliem músicas, games, séries, filmes, quadrinhos, 20 TEMA DE ESTUDO: Você me representa: representatividade nas mídias sociais. APRESENTAÇÃO Este planejamento de Língua Portuguesa tem como objetivoincentivar você, professor(a), a desen- volver, com os estudantes, atividades que trazem como temática a importância da representativi- dade nos diversos meios de comunicação. Para conversarmos sobre esse assunto é importante ter em mente o conceito de representatividade. Conforme Dess (2022, p.62), " quando falamos de uma coletividade, a representatividade se dá a partir daquelas características que são percebidas comu- mente em um grupo, como por exemplo, a cor da pele". Sendo assim, entende-se que quando há a presença de uma pessoa negra, indígena e quilombola em espaços de grande visibilidade ou de poder, como na TV, nas redes sociais ou na política, essa pessoa está representando o seu grupo. Diante disso, neste planejamento, a proposta é que você, professor(a), investigue e analise a exis- tência e importância da presença de pessoas negras indígenas e quilombolas nas mídias sociais, visto que o debate em torno dessa cobrança às mídias tradicionais, como a TV, é feito há anos e com o advento das redes sociais tal fato ainda persiste. Na era dos algoritmos, segundo pesquisas, os "cliques" em páginas e redes sociais de criadores de conteúdo digital de pessoas negras ainda é limitado se comparado ao acesso a espaços digitais de pessoas brancas. Temos aqui outra caracteri- zação de racismo: o digital. Rodrigues (2022), explica que a prática do racismo nos espaços digitais deve-se ao fato de que o setor da tecnologia da informação ainda é uma das áreas de grande desi- gualdade racial e de gênero em todo Brasil, o que, segundo ele, gera boicote digital a influencers negros(as) e exclui racialmente aqueles (as) que não se enquadram em perfis determinados pelos comandos. Tendo em vista que Santos (2024) aponta que a representatividade é importante na luta antirracis- ta, nesta proposta sugerimos a você, professor(a) e aos estudantes, que façam um levantamento PLANEJAMENTO Produção de textos e atos de linguagem de forma coletiva e colaborativa em ambientes digitais (podcasts, creepypasta, fanfics, wattpad, dentre outros). Planejamento e execução de projetos coletivos, utilizando fer- ramentas e plataformas digitais. Uso crítico e cria- tivo de softwares, ferra- mentas e ambientes cola- borativos. Utilização de ambientes colaborativos para produ- ção, análise e divulgação de produções textuais, artísticas e culturais. livros, peças, exposições, espetáculos de dança etc., de forma a compartilhar gostos, identificar afinidades, fomentar comunidades etc. 21 de personalidades negras, indígenas e quilombolas no setor midiático. Para isso, iremos trabalhar habilidades que objetivam analisar visões de mundo e ideologias veiculados nas diferentes mídias por meio da representação ou não de pessoas negras, o que revela interesses que estão embutidos no campo jornalístico. O desenvolvimento dessas habilidades visa reconhecer o papel das mídias sociais como espaços democráticos. Neste planejamento, iremos primeiramente investigar em mídias sociais a representatividade ne- gra. Para isso, professor(a), propomos a leitura e análise de uma resenha sobre o filme Pantera Negra, da Marvel Studios, para investigar a importância dessa representatividade. Em seguida, sugerimos a exposição de uma matéria jornalística que trata dessa obra cinematográfica composta por referências culturais, o que a constitui, também , como ponto de partida para uma pesquisa bibliográfica. Por fim, recomendamos a exposição das personalidades pesquisadas como represen- tantes de um grupo para a comunidade escolar. DESENVOLVIMENTO 1º MOMENTO Professor(a), inicie este momento conversando com os estudantes sobre a presença de pessoas negras, indígenas e quilombolas nas mídias sociais em geral. Pergunte quem são as personalidades que eles conhecem. Deixe-os na liberdade de falar de tal presença no jornalísticos, cinema, futebol, na política etc. Esse espaço é para fazer um levantamento de nomes. Depois indague os discentes sobre qual a relevância dessas pessoas nos ambientes citados e apresente, em seguida, o conceito de representatividade já mencionado neste planejamento: Após exibir o conceito acima, diga aos estudantes que, segundo esse mesmo autor, quando há pes- soas com características semelhantes a de uma coletividade, essas passam a ser observadas como representativo de um grupo, ou seja, a ideia da representatividade é que, quando há uma ou mais pessoas que representam um coletivo em determinado espaço, esse grupo está sendo representa- do, além de que pode envolver o processo de identificação do indivíduo. Nesse ponto, sugerimos a reflexão sobre o filme Pantera Negra de 2018, produzido pela Marvel Studios, o qual foi sucesso de bilheteria e teve sete indicações ao Oscar 2019, entre elas, o de melhor filme. Sobre essa produção Meira e Oliveira (2022) apontam questões importantes, já que é composto pela maioria de atores negros e tem como ponto alto a presença das mulheres negras, características centrais para que essa obra cinematográfica seja considerada produto de representatividade negra. Nessa mesma direção, indicamos a leitura de uma resenha elaborada pelo Jornal Joca sobre essa obra. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. “(...) a representatividade se dá a partir daquelas características que são percebidas comu- mente em um grupo, como por exemplo, a cor da pele”. Fonte: Dess, 2022, p.62 22 Após a leitura da resenha, pergunte aos estudantes se eles concordam com a opinião exposta no texto, como “... mostra muitas coisas diferentes. Ele fala sobre a África, mostra sua cultura, seu povo e o povo negro”, “filme muito legal e interessante”. Professor (a), ressalte também com os estudantes que Wakanda é um lugar fictício, mas que no filme é, sim, possível ver muito da cultura africana, por exemplo as vestimentas, as máscaras, as várias etnias. Finalize pontuando outras mar- cas culturais apresentadas no filme. 2º MOMENTO Antes de iniciar este segundo momento, professor (a), relembre com os estudantes o que foi tratado anteriormente. Retome as características centrais do protagonismo negro e feminino do filme Pante- ra negra. Isso será importante, pois antecipa o tema do texto que será lido nesta etapa. Propomos aqui a leitura de uma matéria jornalística exposta em uma revista digital que trata dessa mesma obra cinematográfica. Projete e leia com os estudantes os títulos da matéria: Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. 23 Realizada a leitura dos títulos (manchete e subtítulo), relembre com os estudantes a resenha do momento anterior. Ajude-os a recapitular quais foram as referências da cultura africana tratadas no filme, como vestuário, máscaras, etnias etc. Feito isso, leia com eles o corpo/ desenvolvimento do texto seguir: Realizada a leitura, professor(a), chame a atenção dos estudantes para questões históricas que são referenciadas no filme, como: o Partido dos Panteras Negras. Pergunte aos estudantes se eles conhecem sobre esse partido. Exponha o referencial abaixo para compreensão deles. Converse com os estudantes sobre a importância de tais movimentos em prol da luta pelo direito da igualdade racial nos país. Além disso, pontue nomes de personalidades negras que também lutaram por esses direitos como exposta na matéria da revista: Martin Luther King Jr. e Malcolm X. Leve os estudantes a expressarem o que sabem sobre essas pessoas e o que fizeram pelo seu povo. Esta- beleça combinados para que cada educando tenha o seu tempo de fala. Finalize este momento interagindo com os estudantes por meio dessa conversa. 3º MOMENTO Inicie este momento relembrando com os estudantes o que foi estudado anteriormente. Leve, pro- fessor(a), os estudantes a falaremsobre o que compreenderam sobre os movimentos e lutas da população negra norte-americana e seus representantes. Depois disso, exponha para os estudantes que no Brasil também existiram tais movimentos e que muitas personalidades negras merecem des- Fo nt e: G al ile u, 2 01 8 TEXTO I - REPORTAGEM (ícone clicável) TEXTO II: O PARTIDO DOS PANTERAS NEGRAS (ícone clicável) Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. 24 taque nessa luta. Pergunte a eles se já ouviram falar sobre isso. Deixe-os falar sobre o que sabem de forma organizada. Logo após, sugerimos que sejam realizadas pesquisas sobre esses movimentos de luta pela igualdade racial no Brasil e simultaneamente sobre seus representantes. Antes, apre- sentamos uma definição: Recomendamos, abaixo, algumas referências de nomes e movimentos negros e indígenas. Ö Formação de Quilombos; Ö Lei Áurea; Ö Frente Negra Brasileira (FNB); Ö Movimento Negro Unificado (MNU); Ö Movimento Liberal Abolicionista; Ö Teatro Experimental do Negro (TEN). Ö Zumbi dos Palmares; Ö Dandara dos Palmares; Ö Luís Gama; Ö Abdias do Nascimento; Ö Laudelina de Campos Melo; Ö Milton Santos; Ö Kabengele Munanga; Ö José Vicente; Ö Djamila Ribeiro; Ö Marielle Franco; Ö Célia Xakiabá; Ö Txai Suruí; Ö Joênia Wapichana; Ö Mário Juruna; Ö Sônia Guajajara; Finalize este momento, organizando os estudantes da maneira estabelecida por você, professor(a), para realização dessa pesquisa e peça aos estudantes para realizarem as atividades 3 e 4 do ca- derno Mapa do estudante do tópico Vamos falar sobre racismo? e os exercícios 1,2 e 3 da seção Valorizando as raízes do mesmo caderno. Movimento negro Chamamos de movimento negro um conjunto de movimentos sociais históricos que lutam pela igualdade social e de direitos para a população negra e pelo fim do racismo. Fonte: Porfírio, 2024 25 4º MOMENTO Professor(a), retome, primeiramente, com os estudantes as atividades realizadas no momento ante- rior a este. Faça um levantamento de como está o andamento da pesquisa a ser realizada pelos es- tudantes. Caso seja necessário, permita que este quarto momento seja para organização do estudo. Finalize esta etapa após certificar-se que as pesquisas foram realizadas pelos estudantes. Também negocie com os discentes como será feita a exposição das pesquisas. 5º MOMENTO Este momento será dedicado para a exposição das pesquisas realizadas pelos estudantes. Isso poderá ser feito da maneira como você, professor (a), negociou com os estudantes e conforme os recursos da escola. Diante da importância dessa pesquisa, recomendamos que seja organizada uma exposição que atinja os demais estudantes da escola. Professor(a), é importante que você converse com os discentes sobre a necessidade de desconstrução do imaginário de pessoas negras apenas como escravizadas, haja vista a história da África pré-colonial. Aproveite esse momento para en- fatizar, por exemplo, o relevante papel social, político e histórico das personalidades pesquisadas. Finalize este planejamento com a exposição proposta. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Textos impressos ou digitais. Projetor multimídia. Quadro bran- co e pincéis. Internet. 26 TEXTO I - REPORTAGEM (ícone clicável) O ano de 2018 ainda está começando, mas a Marvel já emplacou um de seus maiores sucessos: primeiro filme da produtora protagonizado por um herói negro, Pantera Negra bateu recordes de bilheteria em seu final de semana de lançamento e já arrecadou mais de US$ 426,6 milhões — su- perando toda a receita de filmes da empresa como Capitão América: O Primeiro Vingador. A história de T'Challa, líder do reino fictício de Wakanda que ganha os poderes de Pantera Negra para proteger o seu povo, ganhou elogios do público e da crítica especializada não apenas pela his- tória bem contada e pelo visual impecável. O filme também é histórico ao apresentar atrizes e atores negros como protagonistas, valorizando as particularidades culturais e históricas dos povos africanos para além dos estereótipos. Sem contar as personagens femininas do filme, que têm papel fundamental para o desenrolar da trama. Além disso, Pantera Negra é repleto de referências históricas, políticas e culturais que contam a trajetória do movimento negro nos Estados Unidos pela luta por direitos sociais. Assim como no Brasil, a sociedade norte-americana conviveu com a escravidão de seres humanos durante séculos, deixando cicatrizes ainda não curadas, como a segregação, a falta de oportunidades iguais e a de- sigualdade econômica entre brancos e negros (alguma semelhança com nosso país?). (...) Baltimore, a cidade do Pantera Negra Na primeira cena do filme, é mostrado um flashback que acontece em Oakland, nos Estados Uni- dos. A escolha desse local não é por acaso: a cidade localizada no estado da Califórnia foi o berço do movimento do Partido dos Panteras Negras, que surgiu como reação após episódios seguidos de violência policial cometidos contra a população negra. Vale lembrar que em plena metade do século 20, alguns estados norte-americanos mantinham leis de discriminação racial que não eram diferentes daquelas praticadas pelo regime branco sul-africano do Apertheid ou das primeira leis segregacionistas da Alemanha nazista. Até a década de 1960, por exemplo, salas de aula, assentos de ônibus e bebedouros eram divididos para a população branca e para a população negra. Diante disso, movimentos e líderes negros lutaram por direitos de mínima igualdade civil. Alguns deles, como o pastor Martin Luther King Jr. (assassinado em 1968) pregava um ativismo pacífico pela conquista de direitos. Já lideranças como Malcolm X (assassinado em 1965) e os membros do Partido dos Panteras Negras acreditavam que apenas superariam a situação de opressão por meio de métodos revolucionários e violentos — em termos gerais, o personagem Killmonger (interpretado por Michael B. Jordan) é fruto direto desse cenário de tensão social. Ele é responsável por uma das frases mais fortes do filme, quando relembra os anos de escravidão sofridos pelos antepassados africanos. Foi apenas em 1964 que uma Lei de Direitos Civis foi promulgada nos Estados Unidos, que extinguiu as leis de segregação racial adotadas por alguns estados da federação. Fight the Power Em uma das cenas que acontecem em Oakland, é possível ver um pôster com os membros do Pu- blic Enemy. Formada na década de 1980, o grupo de rap ficou conhecido por conta de suas letras politicamente engajadas e que criticam o racismo estrutural dos Estados Unidos. (...) Fonte: Galileu, 2018. Adaptado ANEXO 27 TEXTO II: O PARTIDO DOS PANTERAS NEGRAS (ícone clicável) O movimento dos Panteras Negras, foi criado em 1966 e ficou conhecido como uma organização de autodefesa contra a violência policial e a opressão racial enfrentada pelos negros nos Estados Unidos. O crescimento da popularidade e influência do grupo fez deles uma referencia na luta pela justiça racial e direitos civis. Os Panteras Negras tiveram grande impacto na luta pela justiça social e direitos civis nos Estados Unidos, inspirando outros movimentos sociais no mundo, dando voz à comunidade negra. Para organizar melhor suas ações e avançar em suas demandas, o movimento se transformou em um partido político em 1968, oficialmente conhecido como Partido dos Panteras Negras para Auto- defesa (Black Panther Party for Self-Defense). Como partido político, os Panteras Negras buscaram promover suas ideias e programas através de campanhas eleitorais, coalizões políticas e programas sociais direcionados na assistencia social e educação. Seu principal objetivo era combater a opressãoDisponível: https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica. Acesso em: 03 abr. 2024. 'PANTERA Negra' é repleto de referências históricas e culturais. Filme da Marvel homenageia a diversidade cultural dos povos africanos e reafirma sua luta por direitos. Revista Galileu. [S. l.], 21 fev. 2018. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2018/02/pantera-ne- gra-e-repleto-de-referencias-historicas-e-culturais.html. Acesso em: 03 abr. 2024. PEREIRA, Amilcar Araujo. Educação das relações étnico-raciais no Brasil: trabalhando com histórias e culturas africanas e afro-brasileiras nas salas de aula. Brasília : Fundação Vale, 2014. 88 p. Disponível em: https://www.faecpr.edu.br/site/documentos/relacoes_afro_sala_de_aula.pdf. Acesso em: 03 abr. 2024. PONTES, Márcio Miranda . A influência da cultura indígena na sociedade brasileira. Sociedade Artística Brasileira. [S. l.], 19 ago. 2021.Disponível em: https://www.sabra.org.br/site/cultura- -indigena/. Acesso em: 03 abr. 2024. PORFíRIO, Francisco. Quilombolas. Brasil Escola. [S. l.], 2024. Disponível em: https://brasilesco- la.uol.com.br/sociologia/quilombolas.htm. Acesso em: 10 abr. 2024. PRIMEIRA deputada indígena eleita tem como prioridade a defesa da inclusão e da sustentabilida- de. Agência Câmara de Notícias. Brasília, 10 out. 2018Disponível em: https://www.camara.leg. br/noticias/546065-primeira-deputada-indigena-eleita-tem-como-prioridade-a-defesa-da-inclusao- -e-da-sustentabilidade. Acesso em: 03 abr. 2024. RACISMO estrutural. Direção: Se Liga na Educação/Secretaria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 2024. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/ 1DCF0voG5z0caUncEkagkD1GI3g4ptlnW/view. Acesso em: 03 abr. 2024 REPRESENTATIVIDADE nas redes sociais. Direção: Se Liga na Educação/Secretaria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 2023. Disponível em: https://drive. google.com/file/d/1IQ-JvgOggKJ1n0SNPCeaVKFAZzHQC0Gq/view. Acesso em: 03 abr. 2024. RESENHA do filme Pantera Negra, pelos nossos leitores.Jornal JOCA. [S. l.], 12 nov. 2021. Dispo- nível em: https://www.jornaljoca.com.br/resenha-do-filme-pantera-negra-pelos-nossos-leitores/. Acesso em: 03 abr. 2024. RIBEIRO, Adriana . Poder para o povo: História do partido dos Panteras Negras. Politize. [S.l.] 19 nov. 2023. Disponível em:https://www.politize.com.br/panteras-negras/#:~:text=O%20Parti- do%20dos%20Panteras%20Negras,direitos%20para%20os%20afro%2Damericanos. Acesso em: 03 abr. 2024. RODRIGUES, Gustavo dos Santos . O algoritmo e a internet: a invisibilidade do corpo negro nas redes sociais. Portal Geledés. [S.l.], 20 abr. 2022.Disponível em: https://www.geledes.org. br/o-algoritmo-e-a-internet-a-invisibilidade-do-corpo-negro-nas-redes-sociais/. Acesso em: 03 abr. 2024. SANTANA, Bruna da Paixão ; Silva, Everton Melo da ; Angelim, Yanne . Negro(a)s na mídia brasi- leira: estereótipos e discriminação ao longo da formação social brasileira. Lutas Sociais, [S. l.], v. 22, n. 40, p. 52–66, 2019. DOI: 10.23925/ls.v22i40.46651. Disponível em: https://revistas.pucsp. br/index.php/ls/article/view/46651. Acesso em: 03 abr. 2024. SANTOS, Ynaê Lopes dos . Representatividade negra importa. Portal Geledés. [S. l.], 29 fev. 2024.Disponível em: https://www.geledes.org.br/representatividade-negra-importa/. SILVA, Daniel Neves. Escravidão no Brasil. Brasil Escola. [S. l.], 2024. Disponível em: https://bra- silescola.uol.com.br/historiab/escravidao-no-brasil.htm. Acesso em: 03 abr. 2024. SILVA, Daniel Neves. Movimento negro. O movimento negro é como definimos o conjunto de movimentos sociais que atuam no combate ao racismo e na defesa da igualdade racial, buscando melhorias para a população negra. Mundo Educação. [S. l.], 2024. Disponível em: https://mun- doeducacao.uol.com.br/historiageral/movimento-negro.htm. Acesso em: 03 abr. 2024. 31 SILVA, Daniel Neves. Quilombo. Mundo Educação. [S. l.], 2024. Disponível em: https://mundo- educacao.uol.com.br/historiadobrasil/quilombos.htm#:~:text=Os%20quilombos%20eram%20 comunidades%20de,suas%20tradi%C3%A7%C3%B5es%20culturais%20e%20religiosas. Acesso em: 10 abr. 2024. SOUZA, Izabel Cristina de; GUASTI, Maria Cristina Figueiredo Aguiar. Cultura africana e sua in- fluência na cultura brasileira. Anais do XLI ENEBD. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Universidade Federal Fluminense, Niterói .Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 22 a 28 de julho de 2018. Disponível em: https://app.uff.br/riuff/bitstre- am/handle/1/12906/510.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 03 abr. 2024. 32 MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA ANO DE ESCOLARIDADE 3º Ano ÁREA DE CONHECIMENTO Linguagens e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Língua Inglesa REFERÊNCIA Ensino Médio ANO LETIVO 2024 Competência 1: Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participa- ção social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo. Competência 3: Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. COMPETÊNCIA ESPECÍFICA OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Leitura e produção de textos disser- tativos. Relações entre textos, discursos e atos de linguagem. Identificação de intencionalidades discursivas, valores, visões de mun- do, crenças, saberes, ideologias e interesses em diferentes discursos. Suportes de circulação de textos e efeitos de sentido. Distinção de fato e opinião. Posicionamentos enunciativos (pon- tos de vista). Interdiscursividade. Pacto de recepção de textos (Pacto ficcional). Estratégias argumentati- vas. Tópico frasal. Referenciação de textos segundo as normas da ABNT. Normas técnicas de referenciação e formatação de textos. Normas técnicas para produção de textos acadê- micos. (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, e intervenção crítica da/na realidade. (EM13LGG108MG) Elaborar textos para veiculação nos diversos suportes segundo normas da ABNT. 33 Professor(a), projete esta imagem aos estudantes e questione-os sobre o que ela: PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Article: a kind of text. APRESENTAÇÃO Hora de iniciarmos mais um bimestre com o trabalho de Língua Inglesa. Neste, iremos desenvolver a competência de número 01, que rege a compreensão do funcionamento de diferentes linguagens e práticas culturais, de modo a mobilizar esses conhecimentos na recepção, no entendimento, na produção e publicação de discursos nos mais diferentes tipos de textos e canais de publicação. Tanto a análise crítica, formulação de propostas, intervenção e produção dos textos são competên- cias fundamentais para os estudantes desenvolverem. Pois isso lhes permite compreender e ques- tionar mensagens veiculadas nos canais de publicação de formas diferentes e identificar qual é o interesse por trás de cada mensagem. Isso proporciona ao estudante, possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da realidade sobre determinado assunto, intensificando a própria visão de mundo, posicionamentos enunciativos e argumentativos, produção textual, publicação nos suportes corretos, reconhecimen- to de acordo com normas pré-estabelecidas de construção de cada tipo textual, seguindo a ABNT, identificar e reconhecer as ideologias presentes nos discursos e exercer uma cidadaniae defender seu território. Organize os estudantes em quatro grupos para que sejam vivenciadas atividades relacionadas aos principais fundamentos técnicos do handebol. Drible: os estudantes devem quicar a bola e driblar os cones em zigue-zague. Passe: atividade em dupla em que os estudantes trocam passes com sua dupla realizando passes utilizando as duas mãos. Fo nt e: P ixa ba y, 20 21 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Quadra da escola. 94 Arremesso ou finalização: atividade para arremessar a bola com objetivo de fazer o gol. Uma sugestão é realizar a brincadeira conhecida como: chutou vai pro gol, adaptada para o handebol, arremessou vai pro gol. Dessa forma, os estudantes após arremessar a bola em direção ao gol, será o próximo goleiro. Treinar a técnica da finalização: o estudante sem a bola vai realizar um pique e simular o arre- messo em direção ao gol, realizando a técnica correta de salto e arremesso. Professor (a), uma sugestão para todos realizarem os exercícios mais de uma vez é cronometrar cinco minutos em cada estação. Após os cinco minutos, cada grupo se direcionaram nas estações seguintes no sentido horário. Jogador realizando um drible 3º MOMENTO Nesse outro momento prático vamos trabalhar treinamentos reais de ataque e defesa do handebol de forma adaptada na quadra de aula. A ideia é que nossos estudantes tenham a oportunidade de experimentar e criticar diferentes possibilidades para realização de gols e defesa do handebol.; Professor (a), divida a turma em quatro grupos, os dividindo novamente em dois grupos de atacan- tes e dois grupos de defensores. Posicionem um grupo de atacantes e defensores em uma lado da quadra e os dois grupos restantes ao outro lado da quadra. O objetivo é que realizemos atividades de ataque e defesa com desvanta-gem numérica. Uma sugestão é utilizar a formação 4x6 (quatro atacantes x seis defensores). O objetivo é que os atacantes em desvantagem numérica consiga trocar passes e finalizarem a bola Fo nt e: P ixa ba y, 20 20 Organização da turma À escolha do(a) professor(a). Recursos e providências Bola oficial de handebol, cones. 95 com objetivo de fazer gols. Cada grupo de ataque terá duas chances para tentar trocar passes e arremessar a bola em direção ao gol. Sugiro que deixe os estudantes trocando passes por 15 a 30’ antes de liberar os defensores para tentar desarmar o ataque do adversário. Em cada 5 minutos trocaram as funções dos estudantes, ou seja, quem estava na função de atacan-te se tornaram defensor. Repita esse protocolo por duas vezes. Após essas experiências, para aprimorar as habilidades técnicas dos estudantes de ataque e defesa, promova partidas de handebol utilizando regras oficiais. Treino escolar de handebol Fo nt e: P ixa ba y, 20 18 96 AFONSO, Lucas. "Handebol"; Brasil Escola. [S. l.], [2024] Disponível em: https://brasilescola.uol. com.br/educacao-fisica/handebol.htm. Acesso em 12 de abril de 2024. COMPRIMENTO DO JUDÔ. In: CANVA, [S. l.], [2024]. Disponível em: https://www.canva.com/ photos/MADmlXfgR7s-two-judo-fighters-or-athletes-greeting-each-other-in-a-bow-before-practicin- g-martial-arts/. Acesso em: 12 abr. 2024. EDUCAÇÃO FÍSICA: Lutas, conceitos e práticas pelo mundo. Direção: Se Liga na Educação/Secre- taria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 2024. Disponí- vel em: https://drive.google.com/file/d/1PEX-Pij3fYovTgNJPPPpWNlKPs7bdnnZ/view. Acesso em: 08 abr. 2024. GOVERNO DO PARÁ. Secretaria de Educação. Jogos Estudantis Paraenses (JEPs). Pará, 04 out. 2021. Disponível em: https://www.seduc.pa.gov.br/noticia/11386-seduc-promove-a-2--fase-dos-jo- gos-estudantis-paraenses--jeps-. Acesso em: 12 abr. 2024. HANDEBOL MASCULINO. In: PIXABAY, [S. l.], 2020. Disponível em: https://pixabay.com/pt/pho- tos/handebol-homem-jogador-lan%C3%A7ar-5052398/. Acesso em: 12 abr. 2024. INICIAÇÃO ESPORTIVA DE HANDEBOL. In: PIXABAY, [S. l.], 2018. Disponível em: https://pixa- bay.com/pt/photos/handebol-treino-esportes-3492470/. Acesso em: 12 abr. 2024. MENINAS JOGANDO HANDEBOL. In: PIXABAY, [S. l.], 2017. Disponível em: https://pixabay.com/ pt/photos/handebol-esporte-infantil-esporte-2361778/. Acesso em: 12 abr. 2024. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Ge- rais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/ documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 04 out. 2023. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 05 fev. 2024. PORTAL EDUCAÇÃO. Diferenças entre luta, arte marcial e modalidade de combate. Portal educa- ção. [S. l.], [2023]. Disponível em: https://blog.portaleducacao.com.br/diferencas-entre-luta-arte- -marcial-e-modalidade-de-combate/. Acesso em: 05 mar. 2024. THAIS, Jordânia. Educação Física- Luta brasileira marajoara. Prefeitura de Goiânia. Goiânia, 2023. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/educacao-fisica-luta-brasi- leira-marajoara/. Acesso em: 12 abr. 2024. REFERÊNCIAS TEMA DE ESTUDO: Pesquisa por questionário: Vamos falar sobre racismo? TEMA DE ESTUDO: Você me representa: representatividade nas mídias sociais. TEMA DE ESTUDO: Article: a kind of text. TEMA DE ESTUDO: Diversity and Plurality. TEMA DE ESTUDO: Environment, an important question in the world. TEMA DE ESTUDO “Antropofagia” – um papo reto entre o Modernismo, o Tropicalismo e o Rap. TEMA DE ESTUDO: Luta marajoara. TEMA DE ESTUDO: Treinamento técnico de handebol.