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IMPORTANTE Data limite para aplicação desta prova: 05/04/2025 UNIP EAD Código da Prova: Curso: CIÊNCIAS ECONÔMICAS Série: 9 Tipo: Bimestral - AP Aluno: I - Questões objetivas - valendo 10 pontos Gerada em: 03/04/2025 às 14h59 Instruções para a realização da prova: 1. Leia as questões com atenção. 2. Confira seu nome e RA e verifique se o caderno de questão e folha de respostas correspondem à sua disciplina. 3. Faça as marcações primeiro no caderno de questões e depois repasse para a folha de respostas. 4. Serão consideradas somente as marcações feitas na folha de respostas. 5. Não se esqueça de assinar a folha de respostas. 6. Utilize caneta preta para preencher a folha de respostas. 7. Preencha todo o espaço da bolha referente à alternativa escolhida, a caneta, conforme instruções: não rasure, não preencha X, não ultrapasse os limites para preenchimento. 8. Preste atenção para não deixar nenhuma questão sem assinalar. 9. Só assinale uma alternativa por questão. 10. Não se esqueça de responder às questões discursivas, quando houver, e de entregar a folha de respostas para o tutor do polo presencial, devidamente assinada. 11. Não é permitido consulta a nenhum material durante a prova, exceto quando indicado o uso do material de apoio. 12. Lembre-se de confirmar sua presença através da assinatura digital (login e senha). Boa prova! Questões de múltipla escolha Disciplina: 536630 INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS Questão 1: Leia a charge.DISCORDOI AQUI NO ZAP TÃO DIZENDO QUE TÁ TUDO ERRADO Disponível em: em: 2 ago.2021. o objetivo do texto é: A) Criticar a linguagem científica, que é indecifrável para a população em geral. B) Mostrar as vantagens do aprendizado por meio das novas tecnologias. Criticar o discurso negacionista, que se opõe à ciência. - D) Enaltecer a agilidade da pesquisa nas redes sociais. E) Valorizar a pluralidade de pontos de vista na ciência. Questão 2: A primeira ilustração foi construída com base no mito de Narciso, cuja imagem mais conhecida é a representada no quadro de Caravaggio (a segunda ilustração). De acordo com a mitologia grega, Narciso era um jovem extremamente belo e, embora muito assediado, preferia ficar só. Um dia, ele debruçou-se à beira de um lago e viu sua imagem na água. Sem saber que era ele a figura refletida, apaixonou-se pela sua beleza. Em uma versão, Narciso, ao tentar alcançar a "pessoa" no lago, acabou morrendo afogado. Em outra, Narciso ficou tão enfeitiçado pela imagem que não saiu mais de lá e definhou, morrendo de fome e de sede. o termo narcisista é, então, usado para se referir às pessoas que idolatram a própria imagem.Disponível em: Disponível er> Acesso 15 nov. Acesso em: 15 nov. 2015. Com base nas informações e nos seus conhecimentos, analise as afirmativas. A ilustração, ao colocar uma tela do celular com uma rede social no lugar do lago, altera o conceito de narcisismo, uma vez que a imagem do dispositivo é compartilhada socialmente. II. A ilustração tem como objetivo sobre o perigo de morte que a moda das selfies vem provocando no mundo. III. A ilustração critica o modo narcisista como algumas pessoas utilizam as redes sociais. IV. A ilustração tem por objetivo mostrar os aspectos positivos das redes sociais, que melhoram a autoestima. Está correto o que se afirma apenas em: A) I e IV. B) e C) I e III. E) III e IV. Questão 3: Leia a charge e a reportagem. Aumenta informal jean Charge publicada na Folha de S. Paulo, 1° set. 2019. Jornada maior que 24 horas e um salário menor que o mínimo, a vida dos ciclistas de aplicativo em SP Estudo inédito traça o perfil dos entregadores e constata que a presença de menores de 18 anos é comum no ramo GIL ALESSISão Paulo 07 AGO 2019 [...] Trabalhar de segunda a domingo sem contrato, em jornadas que podem chegar a mais de 24 horas seguidas, arriscando entre carros e ônibus, sem garantias ou proteções legais e muitas vezes por menos de um salário E mais: em um emprego realizado até por menores de 18 anos. Este cenário que deixaria de cabelo em pé qualquer fiscal do Trabalho é o cotidiano de milhares de jovens que trabalham de bicicleta como entregadores de Com a mochila térmica nas costas, eles cruzam a cidade vindos, em sua maioria, das periferias da capital rumo aos principais centros comerciais da cidade. Uma pesquisa da Associação Aliança Bike, criada em 2003 com o objetivo de fortalecer a economia que gira em torno da bicicleta, traçou perfil desses trabalhadores com base em centenas de entrevistas: 99% são do sexo masculino, 71% se declaram negros, mais de 50% têm entre 18 e 22 anos de idade, 57% trabalham todos os dias da semana, e 75% ficam conectados ao aplicativo por até 12 horas seguidas sendo que 30% trabalham ainda mais tempo. Tudo isso por um ganho médio mensal de 992 reais (seis reais a menos do que o salário mínimo, fixado em 998 reais). menor valor mensal recebido encontrado no levantamento foi 375 reais, para entregadores que trabalham três horas diárias, e maior foi 1.460 reais, para 14 horas Não existe um balanço preciso de quantos entregadores utilizam bicicletas em São Paulo os aplicativos se negam a divulgar esses números porque afirmam que são estratégicos. Mas estima-se que a cifra chegue aos milhares. Em um cenário de recessão econômica e com os índices de desemprego atingindo quase 13 milhões de brasileiros, esse tipo de serviço altamente precarizado oferece flexibilidade de horários e uma fonte de renda para os jovens. Prova disso é a justificativa para entrar nesse ramo de trabalho: de acordo com a pesquisa, para 59% dos entrevistados a principal motivação para começar a fazer entregas por aplicativo foi o desemprego. serviço de entrega com bicicleta é uma espécie de porta de entrada para o mundo do delivery. "Um motoca consegue tirar até 500 reais por dia em um final de semana", conta Daniel Cesário de Moraes, 18 anos. Morador do Jardim Vaz de Lima, zona sul de São Paulo, ele pedala diariamente pela perigosa marginal do rio Pinheiros para chegar à zona oeste. Mas o boom dos aplicativos e a concorrência de outros ciclistas e motoqueiros já se fazem sentir no bolso. Moraes viu sua renda diária cain de 80 para 40 reais nos últimos meses. Se antes o frete mínimo pago por corrida, um valor que também flutua a cada entrega, era de 6,50 reais, hoje dificilmente se alcança este valor. Para driblar a crise, ele sonha em comprar uma moto para "progredir" no ramo de entregas. De qualquer forma, já conseguiu com o fruto de seu trabalho adquirir uma bike própria: "Custou 700 reais, parcelado em duas vezes". Quem não tem bicicleta própria usa o sistema de aluguel. As empresas responsáveis pelos aplicativos afirmam que apenas fazem a "ponte" entre as partes, que trabalham de forma autônoma e com liberdade de acordo com sua disposição e necessidades um argumento frequente em tempos de uberização do trabalho. Mas, para especialistas, não é bem assim. "Este modelo de trabalho se apoia no discurso do empreendedorismo, na ideia de você não ter patrão e poder fazer o seu próprio horário", afirma Selma Venco socióloga do Trabalho e professora da Unicamp. Segundo ela, este "discurso neoliberal camufla a real situação, que é a de precarização não apenas nas relações de trabalho, mas também nas condições de vida". Por trás dessa "máscara do empreendedorismo, existe uma situação análoga à diz Venco. "Há uma superexploração do trabalhador, pois ele sabe que terá que trabalhar uma jornada de 14 ou 15 horas para ter um ganho mínimo, irá além dos limites físicos para poder sobreviver. E sem nenhuma proteção, nenhum direito associado a isso." Os resultados da pesquisa endossam a tese da socióloga com relação à precariedade do trabalho neste modelo de aplicativos. Quando indagados sobre o que faria a diferença em seu dia a dia, 35% dos entregadores citaram um "seguro de invalidez temporária", para os casos em que o ciclista tenha que ficar parado por algum tempo em função de doença ou acidente. Trabalho de menores de idade sobre rodas Mas um dos problemas menos abordados dos serviços de entrega por aplicativo é a utilização de mão de obra de menores de 18 anos constatada na pesquisa da Aliança Bike e confirmada pela reportagem. Os aplicativos exigem que os entregadores enviem fotos dos documentos ao realizar o cadastro, mas as fraudes são comuns, e a fiscalização deficiente. W. B., 18, começou a trabalhar com entregas com "16 ou 17 anos". "Usei os documentos de um primo no cadastro porque sou agilizado, não posso ficar parado sem receber, entendeu?", explica. A presença de menores de 18 anos atuando como entregadores contraria frontalmente o decreto federal 6.481, de 2008, que fala sobre a proibição do trabalho infantil, seguindo disposições da Organização Internacional do Trabalho. A legislação brasileira permite trabalho de jovens entre 16 a 17 anos apenas em atividades que não sejam "insalubres ou perigosas" classificadas como "Piores Formas de Trabalho Infantil" no decreto. Entre o que é vetado para essa faixa etária estão os "serviços externos, que impliquem manuseio e porte de valores que coloquem em risco a sua segurança (office boys, mensageiros, contínuos)". Os riscos vão de "traumatismos; ferimentos; ansiedade eW. estresse" B., saindo decorrentes de "acidentes de "Eu sei que, se acontecer alguma coisa, estou por minha conta", diz Disponível para mais uma entrega no horário do almoço no bairro de em: Acesso em: 21 fev. A charge enaltece a possibilidade que o trabalho informal oferece às famílias na busca da subsistência, apesar dos baixos salários e da jornada longa de II. texto aponta a precarização do trabalho, disfarçada sob a máscara do empreendedorismo, mesma crítica que aparece na charge. III. texto destaca a falta de direitos e garantias a que estão submetidos os entregadores de aplicativos e a superexploração do seu IV. De acordo com o texto, 59% dos desempregados fazem entregas por aplicativos. É correto o que se afirma em: A) I, II, III e IV. e III, apenas. C) e III, apenas. D) I, e IV, apenas. E) II, III e IV, apenas. Questão 4: Observe o gráfico, divulgado em setembro de 2021, após levantamento realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), formada por 38 países. Professores brasileiros têm os piores salários entre 40 países, diz OCDE Relatório também aponta que o Brasil precisa fazer mais investimentos para diminuir as desigualdades socioeconômicas entre os estudantes Média anual de salários dos professores US$ 90000 80000 70000 60000 50000 40000 30000 20000 10000 Disponível em: Acesso em: 6 jan. 2023. Com base na leitura, avalie as afirmativas. No Brasil, os professores ganham salários mensais de cerca de 25 mil dólares. II. A média dos salários anuais dos professores nos Países Baixos é aproximadamente o triplo da observada noIII. Na Nova Zelândia, na França e na Suécia, a média dos salários anuais dos professores é bem próxima da média OCDE. É correto o que se afirma em: A) I, e III. B) I e II, apenas. e III, apenas. D) e III, apenas. E) III, apenas. Questão 5: Leia o texto, observe as imagens e analise as afirmativas a seguir. A mais grave crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial parece longe do fim. Atualmente, há ao menos 65 milhões de pessoas deslocadas de seus lares, dos quais 21,3 milhões vivem em situação de A Síria é um dos países que registram o maior fluxo de refugiados. Palco de uma guerra civil que assola suas cidades há seis anos e de uma luta incessante contra o estabelecimento do grupo terrorista Estado Islâmico, a Síria é o país de origem de 4,9 milhões dessas pessoas. Uma delas é o artista sírio Abdalla Al Nascido na capital, Damasco, em 1986, deixou o país em 2011 em razão da violência. Agora, vive em Bruxelas, na Bélgica, com o status de refugiado. Seu trabalho mais recente tem uma proposta ousada: mostrar ao mundo como seria a vida dos atuais líderes globais, se refugiados fossem Na série de pinturas, pertinentemente intitulada como "A Série da Vulnerabilidade" (The Vulnerability Series), o artista retrata nomes como o presidente americano Donald Trump, a Angela Merkel, o presidente russo Vladimir Putin e o sírio Bashar Al-Assad. Disponível em: 8 jan. 2018. o objetivo dos quadros é evidenciar a sensibilidade e a empatia dos líderes políticos, que sabem se colocar no lugar dos imigrantes e adotam medidas que visam a beneficiar os refugiados. Os quadros, ao retratarem líderes mundiais em situações de vulnerabilidade, têm a intenção de denunciar asprecárias Ao atribuir condições a que são submetidos os refugiados e mostrar que qualquer pessoa poderia estar nessa situação. III. aos políticos a vulnerabilidade, o artista mostra que somos todos iguais e que os que detêm o poder não devem ser responsabilizados pela crise que atravessa os refugiados. Assinale a alternativa correta. A) Nenhuma afirmativa é correta. Apenas a afirmativa é C) Apenas a afirmativa é correta. D) Apenas a afirmativa III é E) Apenas as afirmativas e III são corretas. Questão 6: Leia o texto e analise as afirmativas. Como o brasileiro cuida e quanto gasta com seus animais de estimação Pesquisa mostra que brasileiros consideram seus animais de estimação como membros da família e gastam mais dinheiro com os bichinhos Animais de estimação são cada vez mais considerados como membros da família ou filhos para seus donos. Eles passam mais tempo dentro de casa e recebem mais ração, sachês ou petiscos. Com tanto afeto pelos bichinhos, é natural que o gasto com eles esteja crescendo. Donos de gastam em média R$ 389 por mês, sendo R$ 121 em ração. Os donos de gatos gastam em média R$ 291, sendo R$ 90 em ração. A pesquisa entrevistou 3.675 donos de e 2.270 donos de gatos em todo o país. De acordo com o documento, os petshops de bairros e os mega petshops concentram cada vez mais as compras, em detrimento de supermercados. R$ 95 PLANO DE SAÚDE R$ 27 VETERINÁRIO R$ 55 VACINA EANTIPULGA R$ 121 RAÇÃO R$ 91 BANHO E TOSA R$ R$ AREIA SANITÁRIA R$ 389 EM MÉDIA R$ 291 ANIMAIS COM PLANO DE SAÚDE 2016 2018 3,1% 8,7%Gastos com animais de estimação. Acesso em: 21 2020. I. A pesquisa revelou que os donos de cães são mais numerosos e têm mais cuidados com seus animais do que os donos de gatos. II. De acordo com a pesquisa, os gastos com ração, tanto para os donos de cães quanto para os donos de gatos, representam cerca de 31% do III. Segundo os dados, observa-se tendência de crescimento do percentual de animais com plano de saúde. É correto o que se afirma apenas em: A) e e III. C) I e III. D) III. E) II. Questão 7: Considere a charge e o trecho da notícia e analise as afirmativas a seguir. Disponível em:Noruega na parte (0,259) de baixo completam da tabela, a lista a Ucrânia das economias se destaca com como menores país disparidades menos desigual, com Gini de 0,241. Slovênia (0,256) e desenvolvimento A desigualdade social é apontada como um dos principais problemas do de Brasil. renda. Há consideradas humano mostra como o país seria prejudicado por esse desequilíbrio, vários anos, o ranking de pela para calcular o IDH. No relatório mais recente, o Brasil perderia 19 posições caso no ranking, as disparidades com os fossem ajustes Disponível em: Acesso em: 17 jul. A charge tem como objetivo mostrar que o cidadão necessita de segurança (representada pelo muro alto e com arame), pois a criminalidade provocada pela desigualdade social é alta. II. índice de Gini do Brasil revela que a desigualdade social é grande, mas a situação do país é melhor do que a de vizinhos latinos, como Chile e III. Brasil apresenta alto Índice de Desenvolvimento Humano, apesar da grande concentração de renda. Está correto que se afirma apenas em: A) 1. B) III. D) I e III. Questão 8: Leia a charge a seguir. INCLUSÃO DIGITAL Disponível em: Acesso em: 21 fev. 2020. Com base na leitura, assinale a alternativa correta: A) A charge mostra como o acesso às novas tecnologias é importante e muda as condições de vida dos cidadãos. B) A charge tem por objetivo criticar a inclusão digital, pois algumas pessoas não têm preparo suficiente para usar as novas tecnologias. A charge propõe a reflexão sobre a prioridade das necessidades na definição das políticas públicas. D) A charge visa a enaltecer as políticas governamentais de inclusão digital, pois elas atingem até comunidades do sertão. E) A charge denuncia o consumismo, que faz as famílias pobres adquirirem bens desnecessários. Questão 9: Leia a charge a seguir e o texto.Fortaleza 5.876 toneladas gera FILHO, de lixo por dia UM DIA TUDO ISSO SERA SEU! Disponível em: em: 21 fev. 2020. lixo é um dos grandes vilões do planeta Terra, pois o descarte inadequado pode gerar desastres na natureza. plástico, que demora 400 anos para ser decomposto, assola os mares, matando animais marinhos e quase extinguindo espécies. Além disso, o lixo é acumulado em aterros sanitários e espalhado em locais inadequados. De acordo com a pesquisa, 2,4 milhões de toneladas de lixo plástico são descartados incorretamente no Brasil. Dos 11 milhões de toneladas de lixo plástico produzidos no país por ano, apenas 1,2% é reciclado, o que torna o Brasil um dos países que menos recicla no mundo. meio ambiente pede socorro e a coleta seletiva para a reciclagem pode ser um começo perfeito para começar a se atentar mais ao destino e à produção de lixo. Disponível em: Acesso em: 21 fev. 2020. Adaptado. Com base na leitura, analise as afirmativas. A charge tem por objetivo revelar a ignorância de pessoas que não percebem os problemas ambientais e acreditam que os seus filhos terão um bom futuro. II. A charge e o texto mostram pontos de vistas antagônicos, pois, na imagem, temos um cenário urbano e, no artigo, o foco é a natureza. |||. De acordo com as informações, no Brasil, são recicladas anualmente cerca de 132 mil toneladas de lixo plástico. correto o que se afirma somente em: A) I. B) II. III. D) e III. E) e III. Questão 10: Leia o texto e analise as afirmativas. Quem são os jovens "nem-nem-nem": não estudam, não trabalham e não estão procurando emprego Pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará analisa o perfil e as motivações do jovem da periferia Juliana Estado de S. Paulo 1° de maio de 2019 "Renomeamos esta geração. É a geração sem-sem-sem", diz Rafael (nome fictício), universitário de 24 anos e morador da periferia de Fortaleza, que pede para não ser identificado. "Sem Estado, sem escola adequada, sem opçõesSem nada." Diferentemente dos jovens "nem-nem", a chamada geração "nem-nem-nem" inclui uma nova categoria: além de não estudar e não dois trabalhar, jovem "nem-nem-nem" também não está procurando emprego Dos jovens nem- saem por gravidez precoce. nem-nem, terços são mulheres. A cada 10 meninas da geração "nem-nem-nem" que abandonam a escola, três diagnóstico é da pesquisa "Eles dizem não ao não", realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e lançada nesta terça-feira, 30. levantamento inédito analisa o perfil e as motivações do jovem da periferia que nem trabalha, nem estuda, nem está procurando emprego. Os "nem-nem-nem" são formados, predominantemente, por mulheres negras com filhos, que ainda moram na casa dos pais, onde a mãe é a "chefe da família", cujas famílias são cadastradas no Bolsa Família ou detentoras de renda inferior a um salário mínimo, e ex-alunas de escola pública, que abandonaram os estudos ainda no ensino fundamental por gravidez, casamento ou falta de interesse. Iniciada em outubro de 2018, a pesquisa entrevistou 150 jovens da região do Grande Bom Jardim, na periferia de Fortaleza, no Ceará. A área contém cinco bairros que estão entre os 12 mais vulneráveis de Fortaleza. A macrorregião tem atuação de facções criminosas nacionais e regionais, que delimitam os territórios impedindo a passagem dos Segundo o IBGE, o Ceará é o 6° Estado com a maior proporção de jovens "nem-nem". Alagoas lidera. Facções Segundo Rafael, desde o começo de 2016, as facções começaram a guerrear no Grande Bom Jardim, o que afetou a vida dos moradores. A atuação dos grupos organizados rivais dentro do Grande Bom Jardim impede a passagem de residentes entre os bairros, impactando a circulação de jovens para serviços básicos, como escola e posto de saúde. "De repente, as pessoas não podem ter mais a sua vida normal, nem andar, nem ficar na rua. Em algumas escolas, os diretores nos disseram que 50% dos meninos não estavam mais indo para a escola porque não podiam atravessar mais a rua, que passou a ser dominada por uma facção diferente daquela que comanda a rua onde os estudantes moram", relata o jovem. [...] A área do Grande Bom Jardim tem 146 mil pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos. Desse recorte juvenil, 14,4% estão na categoria "nem-nem-nem" e outros 22,25%, na faixa "nem-nem". [...] Uma das novidades apontadas na pesquisa é que, na verdade, a geração "nem-nem-nem" trabalha, porém não em empregos formais. A socióloga e pesquisadora Glória do Laboratório das Artes e das Juventudes (Lajus), da UFC, destaca que esses jovens se viram com "bicos", embora não reconheçam essas atividades como trabalho. "Percebemos que eles por vezes acham que não trabalham. Não estudam e não trabalham, mas, na verdade, quando questionados como se sustentam, responderam com expressões como fazer corres, trampar, se desdobrar, dar os pulos. que se destaca nessa juventude é uma reinvenção, uma força que se desdobra em atividades das mais inusitadas possíveis, desde vender loteria, até cuidar de idosos, vender maquiagens e marmitex em casa", explica Glória. Segundo ela, essas atividades de sobrevivência configuram um tipo novo de trabalho, que não é reconhecido nem pelos jovens, nem pela sociedade, nem pelo mercado de trabalho formal. "São jovens que não se enquadram na formação regular de trabalho, com horas determinadas e carteira assinada", diz. "Há uma resiliência nesse jovem. Só que não há apoio para esses pequenos projetos múltiplos. Porque a sociedade não reconhece essas pessoas como trabalhadores, mas como vagabundos". Já em relação à escola, também há uma rejeição por parte desses jovens, que não se sentem interessados pela educação formal. Entre os motivos alegados para o afastamento escolar estão o desinteresse (26,6%) e o trabalho (17,3%). A gravidez (32,4%) aparece em destaque no grupo dos jovens "nem, nem, nem", que, como foi apontado anteriormente, é um grupo composto em sua maioria por mulheres. Apesar de não trabalharem nem estudarem, 89% dos entrevistados pretendem trabalhar e outros 78% manifestaram desejo de voltar a estudar. Disponível em: Acesso em: 21 fev. 2020. Adaptado. Ao propor a mudança da expressão que caracteriza o grupo para "sem-sem-sem", o entrevistado evidencia a falha do Estado na trajetória dos jovens que nem estudam, nem trabalham, nem procuram emprego. II. Segundo os dados, na região do Grande Bom Jardim, existem cerca de 54 mil jovens na faixa de 15 a 29 anos que não estudam nem têm emprego formal. III. De acordo com a socióloga entrevistada, a pesquisa é inválida, pois os jovens realizam trabalhos informais egarantem sua sobrevivência. É correto o que se afirma em: A) I, e III. BY le II, apenas. C) II e III, apenas. D) I e III, apenas. E) II, apenas.

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