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A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) foi 
criada em 2006, pelo Ministério da Saúde. Ela se 
estabelece pela soma de atores – movimentos 
sociais, profissionais da saúde, usuários e gestores 
das três esferas do governo – que contribuem para 
a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). 
 O SUS tem por sua vez como porta de entrada 
principal a Atenção Básica, que deve possuir um 
alto grau de descentralização e abrangência, sendo 
estabelecida no local mais acessível para a 
comunidade. Ela deve ser o principal contato dos 
usuários e o centro de comunicação com toda Rede 
de Atenção a Saúde. 
Portaria n
0
 2.436 de 21/09/2017: Essa portaria 
reformulou a Política Nacional de Atenção Básica, 
estabelecendo revisões de diretrizes para a 
organização da AB, no âmbito do SUS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A PNAB estabelece diretrizes e normas 
para a organização da Atenção Primária, no 
âmbito do Sistema Único de Saúde, em todo 
território brasileiro. 
Portaria 2.2436/2017: 
Art. 2° Conceito de Atenção Básica: A Atenção 
Básica é o conjunto de ações de saúde individuais, 
familiares e coletivas que envolvem promoção, 
prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, 
reabilitação, redução de danos, cuidados 
paliativos e vigilância em saúde, desenvolvida 
por meio de práticas de cuidado integrado e gestão 
qualificada realizada com equipes multiprofissionais 
e dirigidas à população com território definido, 
sobre as quais as equipes assumem 
responsabilidade sanitária. 
 
§1º Esse parágrafo destaca a Atenção Básica 
como primeiro ponto de atenção e porta de 
entrada preferencial do sistema, que deve 
ordenar os fluxos e contrafluxos de PESSOAS, 
PRODUTOS e INFORMAÇÕES em todos os 
pontos de atenção à saúde, sendo o centro de 
comunicação das RAS – Redes de Atenção à 
Saúde. 
 
A AB não é a única porta de entrada. A Portaria 
diz que a AB é a PORTA DE ENTRADA 
PRINCIPAL DO SUS, o que implica dizer que 
existem outras possíveis formas de entrada pelo 
usuário no sistema, embora não sejam 
preferenciais. 
 
 § 2º A Atenção Básica será ofertada 
integralmente e gratuitamente a todas as 
pessoas, de acordo com suas necessidades e 
demandas do território, considerando os 
determinantes e condicionantes de saúde. 
 
 
 
 § 3º É proibida qualquer exclusão baseada em 
idade, gênero, raça/cor, etnia, crença, 
nacionalidade, orientação sexual, identidade de 
gênero, estado de saúde, condição 
socioeconômica, escolaridade, limitação física, 
intelectual, funcional e outras. 
 
 
§ 4º Para o cumprimento do previsto no § 3º, serão 
adotadas estratégias que permitam minimizar 
desigualdades/iniquidades, de modo a evitar 
exclusão social de grupos que possam vir a sofrer 
estigmatização ou discriminação, de maneira que 
impacte na autonomia e na situação de saúde. 
 
Art. 4º A PNAB tem na Saúde da Família sua 
estratégia prioritária para expansão e 
consolidação da Atenção Básica. 
Parágrafo único. Serão reconhecidas outras 
estratégias de Atenção Básica, desde que 
observados os princípios e diretrizes previstos 
nesta portaria e tenham caráter transitório, devendo 
ser estimulada sua conversão em Estratégia Saúde 
da Família. 
 
Art. 5º A integração entre a Vigilância em Saúde 
e Atenção Básica é condição essencial para o 
alcance de resultados que atendam às 
necessidades de saúde da população, na ótica da 
integralidade da atenção à saúde e visa estabelecer 
processos de trabalho que considerem os 
determinantes, os riscos e danos à saúde, na 
perspectiva da intra e intersetorialidade. 
 
Art. 6º Todos os estabelecimentos de saúde que 
prestem ações e serviços de Atenção Básica, no 
âmbito do SUS, de acordo com esta portaria serão 
denominados Unidade Básica de Saúde - UBS. 
Parágrafo único. Todas as UBS são consideradas 
potenciais espaços de educação, formação de 
recursos humanos, pesquisa, ensino em 
serviço, inovação e avaliação tecnológica para a 
RAS. 
 A Política Nacional de Atenção Básica considera 
os termos Atenção Básica - AB e Atenção Primária 
à Saúde - APS, nas atuais concepções, como 
termos equivalentes, de forma a associar a ambas 
os princípios e as diretrizes definidas neste 
documento. 
 
 Em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF) 
foi criado e implantado no Brasil e foi o principal 
mecanismo utilizado para contribuir com a 
expansão da cobertura da Atenção Primária à 
Saúde. 
 
 
 
 Em 2006, como já citamos o governo federal 
publicou a primeira Política Nacional de Atenção 
Básica. 
 As três versões da PNAB ocorreram nos últimos 
três governos, sendo assim, podemos dizer que 
cada uma delas foi influenciada por contextos 
socioeconômicos diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As últimas mudanças estabelecidas para a 
política Nacional de Atenção Básica tiveram como 
premissa ampliar a oferta de saúde e melhorar a 
integralidade do atendimento, garantindo a 
universalidade do acesso a todos. Passaram fazer 
parte da versão atual da PNAB resoluções como: 
 Recebimentos de recursos Federais por 
parte dos municípios, favorecendo áreas 
mais distantes e com menos recursos; 
 Reconhecimento de novos modelos de 
Atenção Básica e composição das equipes 
conforme características e necessidades 
locais; 
 Integração dos Agentes Comunitários em 
Saúde (ACS) com Agentes de combate às 
Endemias (ACE) a fim de que eles atuem 
de maneira complementar na Atenção 
Básica da Saúde da Família. Há, ainda, a 
recomendação para que ACS integrem as 
Equipes de Atenção Básica – eAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O SUS é um sistema complexo, de caráter 
público, que atende mais de 190 milhões de 
pessoas, das quais 80% dependem exclusivamente 
dele, segundo o Ministério da Saúde. 
 Em paralelo a isso, a PNAB é um mecanismo de 
fortalecimento da Atenção Primária em Saúde 
(APS), ou Atenção Básica (AB), e tem o papel de 
manter em funcionamento ordenado o serviço de 
acesso prioritário ao SUS, nível no qual, segundo 
estimativas também do MS, é possível encontrar de 
 
 
 
80% a 90% de resolutividade para os problemas 
das pessoas ao longo da vida (ao ser resolutivo, o 
programa tem uma redução de gastos com 
“problemas maiores”). 
 Em outras palavras, a PNAB tem como função 
organizar o modo como os pacientes chegam e são 
encaminhados dentro do SUS, destacando a 
Atenção Básica e a Estratégia da Saúde da Família 
(ESF) como referencial. 
 
 
 
 
 
 
 É comum ouvir dizer que o SUS democratizou o 
acesso à saúde pela oferta de atendimento a quem 
quer que precise. Mas, além de cumprir esse papel, 
o SUS é responsável também por outras atribuições 
importantes. Entre elas estão: 
 
 Vigilância permanente de condições 
sanitárias e de saneamento; 
 Segurança nos ambientes de trabalho; 
 Higiene em estabelecimentos comerciais e 
de oferta de serviços; 
 Regulação do registro de medicamentos, 
insumos e equipamentos; 
 Controle da qualidade e manipulação dos 
alimentos; 
 Controle da qualidade da água; 
 Manutenção dos Bancos de Leite Humano; 
 Manutenção dos Bancos de Sangue e 
doação/coleta; 
 Gerenciamento do sistema de Captação, 
 Doação e Transplante de Órgãos; 
 Disponibilização de atendimento 
emergencial via SAMU. 
 No campo de atendimento ao paciente que tem 
acesso ao SUS via AB, o sistema inclui serviços 
como promoção e prevenção de saúde, controle de 
doenças crônicas (câncer, diabetes, hipertensão), 
oferta de medicamentos de alto custo, processos de 
redesignação de sexo, hemodiálise, cuidados 
paliativos e outros serviços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Art. 3º São Princípios e Diretrizes do SUS e da 
RAS a serem operacionalizados na Atenção Básica: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os princípios e diretrizes, a caracterização e a 
relação de serviços ofertados na Atenção Básica 
serão orientadores para-Tem-se dois modelos de assistência: 
 cuida do 
problema de saúde utilizando quase 
exclusivamente os exames e medicamentos, em 
um processo de trabalho centrado no ato 
prescritivo. É um modelo centrado no trabalho 
morto. Utiliza a tecnologia dura (instrumentos) + 
leve-duras (conhecimento técnico). 
 
 
trabalha um projeto terapêutico mais relacional com 
o usuário, que mesmo utilizando instrumentos 
consegue reconhecer a singularidade do indivíduo 
(relações sociais e familiares, subjetividade). É um 
modelo centrado no trabalho vivo. Utiliza 
principalmente tecnologias leves (acolhimento e 
escuta) + secundariamente leves-duras e duras. 
 
 Considerando que o modelo assistencial atual 
tem no seu modo de produção do cuidado, um 
processo de trabalho centrado no trabalho morto, a 
mudança do modelo requer inversão,isto é, um 
modelo em que o processo de trabalho tenha como 
centro o trabalho vivo, com utilização maciça das 
tecnologias leves secundariamente das leve-duras 
e duras, conforme a necessidade dos projetos 
terapêuticos singulares. 
 
 A equipe-agrupamento, segundo Peduzzi (2001), 
é caracterizada pela fragmentação. Já a equipe-
integração é aquela caracterizada pela articulação - 
indo de encontro à proposta integrativa das ações 
de saúde. 
 Desse modo, na equipe-agrupamento ocorre a 
justaposição das ações e o agrupamento dos 
agentes, enquanto que, na equipe-integração 
ocorre a articulação e interação das ações e dos 
agentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Assim, a equipe-agrupamento pode ser 
reconhecida como sendo uma equipe: marcada 
pela ausência de autonomia técnica (a autonomia 
técnica é a liberdade que o profissional tem para 
julgar e tomar decisões frente às necessidades de 
saúde dos usuários), comunicação externa ao 
trabalho (onde a comunicação é utilizada apenas 
em sua dimensão instrumentalista, sendo restrita a 
otimização da técnica), autonomia técnica plena 
(cada agente toma conta da própria tarefa e própria 
área), comunicação estritamente pessoal (há uma 
comunicação com características pessoalizadas, 
onde se existe o sentimento de camaradagem - que 
por ora, sobrepõe a técnica). 
 
 Já a equipe-integração pode ser reconhecida 
pela: comunicação intrínseca ao trabalho (quando a 
linguagem entre os trabalhadores é comum, 
auxiliando na colaboração mútua, objetivos em 
comum, propostas comuns etc); projeto assistencial 
comum (trata-se de um plano de ação para uma 
situação complexa de trabalho coletivo em equipe); 
arguição da desigualdade dos trabalhos 
especializados (questionamento sobre as 
desigualdades existentes entre as categorias 
profissionais e o modo como isso se apresenta no 
dia-a-dia do serviço de saúde); flexibilidade da 
divisão do trabalho (os profissionais exercem 
intervenções próprias de suas respectivas áreas, 
mas também executam ações comuns, nas quais 
estão integrados saberes provenientes de distintos 
campos como: recepção, acolhimento, grupos 
educativos, grupos operativos e outros); autonomia 
técnica de caráter interdependente (um serviço 
depende do outro - integralidade na proposta de se 
promover saúde). 
 
 O trabalho da Saúde da Família segue os 
princípios do processo de trabalho das unidades 
básicas de saúde: 
 – 
 A gestão deve definir o território de 
responsabilidade de cada equipe, e esta deve 
conhecer o território de atuação para programar 
suas ações de acordo com o perfil e as 
necessidades da comunidade, considerando 
diferentes elementos para a cartografia: ambientais, 
históricos, demográficos, geográficos, econômicos, 
sanitários, sociais, culturais, etc. 
 Gondim e Monken definem território como o 
espaço delimitado produzido pela sociedade no 
qual existem múltiplos objetos geográficos (naturais 
e construídos), atores sociais – pessoas (indivíduos 
e grupos) e instituições – relações (fluxos) e 
poderes diversos. 
 Os Territórios são destinados para dinamizar a 
ação em saúde pública, o estudo social, econômico, 
epidemiológico, assistencial, cultural e identitário, 
possibilitando uma ampla visão de cada unidade 
geográfica e subsidiando a atuação na Atenção 
Básica, de forma que atendam a necessidade da 
população adscrita e ou as populações específicas. 
Tem-se a divisão do território em: 
 
 
 
● é a delimitação de um 
território político-administrativo assistencial que 
possui diferentes pontos de RAS. 
● tem por finalidade planejar 
as ações de saúde. 
● é a subdivisão do 
território-área, de responsabilidade da equipe de 
saúde para definição da atuação dos agentes 
comunitários (ACS). 
● abrange a residência 
de cada família, ou o conjunto de pessoas que 
dividem/residem o mesmo espaço 
 
A territorialização em saúde é uma ferramenta 
muito importante, pois possibilita o conhecimento 
do território, das necessidades em saúde e 
precariedades especificas de cada território, 
permitindo que os profissionais de saúde possam 
traçar caminhos a partir do conhecimento da 
situação de saúde de uma determinada área e 
população específica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
II - Responsabilização Sanitária - Papel que as 
equipes devem assumir em seu território de 
adstrição, considerando questões sanitárias, 
ambientais, epidemiológicas (surtos, epidemias, 
notificações, controle de agravos), culturais e 
socioeconômicas, contribuindo por meio de 
intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de 
saúde da população. 
III - Porta de Entrada Preferencial - Caso o usuário 
acesse a rede através de outro nível de atenção, 
ele deve ser referenciado à Atenção Básica para 
que siga sendo acompanhado, assegurando a 
continuidade do cuidado. 
IV - Adscrição de usuários e desenvolvimento de 
relações de vínculo e responsabilização entre a 
equipe e a população do seu território de atuação, 
de forma a facilitar a adesão do usuário ao cuidado 
compartilhado com a equipe (vinculação de 
pessoas e/ou famílias e grupos a 
profissionais/equipes, com o objetivo de ser 
referência para o seu cuidado). 
V - Acesso - A unidade de saúde deve acolher 
todas as pessoas do seu território de referência, de 
modo universal e sem diferenciações excludentes. 
Deve ter uma localização estratégica e acessível; 
VI - O acolhimento deve estar presente em todas as 
relações de cuidado, nos encontros entre 
trabalhadores de saúde e usuários, nos atos de 
receber e escutar as pessoas, suas necessidades, 
problematizando e reconhecendo como legítimas, e 
realizando avaliação de risco e vulnerabilidade das 
famílias daquele território, sendo que quanto maior 
o grau de vulnerabilidade e risco, menor deverá ser 
a quantidade de pessoas por equipe, com especial 
atenção para as condições crônicas. 
 Considera-se condição crônica aquela de curso 
mais ou menos longo ou permanente que exige 
 
 
 
resposta e ações contínuas, proativas e integradas 
do sistema de atenção à saúde, dos profissionais 
de saúde e das pessoas usuárias para o seu 
controle efetivo, eficiente e com qualidade. 
 O processo de trabalho das equipes deve estar 
organizado de modo a permitir que casos de 
urgência/emergência tenham prioridade no 
atendimento, independentemente do número de 
consultas agendadas no período. Caberá à UBS 
prover atendimento adequado à situação e dar 
suporte até que os usuários sejam acolhidos em 
outros pontos de atenção da RAS. 
 
 A estratificação de risco da população adscrita a 
determinada UBS é fundamental para que a equipe 
de saúde organize as ações que devem ser 
oferecidas a cada grupo ou estrato de 
risco/vulnerabilidade, levando em consideração a 
necessidade e adesão dos usuários, bem como a 
racionalidade dos recursos disponíveis nos serviços 
de saúde. 
 A Atenção Básica deve buscar a atenção integral 
e de qualidade, resolutiva e que contribua para o 
fortalecimento da autonomia das pessoas no 
cuidado à saúde,estabelecendo articulação 
orgânica com o conjunto da rede de atenção à 
saúde. Para o alcance da integralidade do cuidado, 
a equipe deve ter noção sobre a ampliação da 
clínica, o conhecimento sobre a realidade local, o 
trabalho em equipe multiprofissional e 
transdisciplinar, e a ação intersetorial. 
 
 A atuação coletiva aumenta ainda mais o 
desempenho dos funcionários e favorece a 
construção de um ambiente colaborativo. Um time 
que tem resultados positivos é aquele com boa 
comunicação, sem espaço para competitividade 
interna e que pensa no alcance dos objetivos. 
 
 Saber trabalhar em equipe é uma das 
habilidades mais valorizadas nos profissionais e 
isso acontece porque ela é essencial na hora de 
desenvolver algum serviço ou produto. Dentro de 
uma organização existem diversos setores e 
especialistas, mas se não souber trabalhar muito 
bem em grupo, tanto os profissionais como a 
instituição podem não conseguir bons resultados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Maior qualidade na assistência aos 
pacientes; 
 Maior resolutividade; 
 Agilidade e eficácia em situações de 
emergência; 
 Aprimoramento da comunicação e das 
relações interpessoais; 
 Maior controle de doenças crônicas; 
 Maior facilidade para o reconhecimento 
de erros; 
 Maior satisfação dos pacientes; 
 Assistência Integral; 
 
 
 
 
 
 
 
 Quais são as habilidades que os 
membros de uma equipe devem possuir: 
 Saber respeitar as opiniões dos 
colegas da equipe; 
 Ser comunicativo 
 Saber ouvir e apresentar suas ideias 
 Discussões edificantes com ideias e 
percepções diferentes enriquecem a 
discussão 
 Respeito 
 Dar e receber feedbacks 
 Cumprir suas tarefas e 
responsabilidades 
 Elogiar um trabalho bem feito 
 Cooperação mútua 
-O trabalho em equipe se dá de duas formas: 
vertical e horizontal. 
 
 
 
 
 Nesse trabalho, os membros da equipe seguem 
uma hierarquia de organização dos cargos, 
inflexível e com autonomia plena. Normalmente, há 
um chefe ou um líder que detém o poder de decisão 
e da ordem aos demais integrantes, ou seja, é 
centralizado em um chefe. Nesse tipo de trabalho 
em grupo, a liderança é imposta e não sugerida, 
além disso nessa forma de trabalho não há uma 
integração entre as pessoas envolvidas para se 
alcançar um objetivo em comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 Ao contrário do trabalho verticalizado, nessa 
modalidade há uma descentralização e os cargos 
são mais flexíveis. Possuí um lider também, mas 
nesse caso a liderança não foi imposta, geralmente 
é sugerida pelos próprios membros da equipe. A 
tarefa do líder nesse caso é incentivar o trabalho e 
entusiasmar sua equipe, onde os envolvidos 
trabalham por um objetivo em comum. 
 Por exemplo, em uma campanha contra à 
dengue diante do avanço dos casos de uma região, 
as ACS de uma UBS assumirão a liderança de 
cada microárea, mas em uma campanha contra o 
diabetes e hipertensão ou em uma campanha de 
vacinação profissionais de enfermagem, 
naturalmente, assumirão a liderança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Uma equipe deve destinar um tempo 
semanalmente para realizar reuniões entre seus 
membros a fim de otimizar e melhorar suas 
estratégias. 
 
 
 
 
 
 
Referências: 
 Nas reuniões devem ser abordados casos de 
pacientes ou situações que sejam e necessitem de 
maior atenção e planejamento; a equipe deve 
trabalhar em conjunto para definir objetivos e metas 
e também realizar o monitoramento dos 
indicadores; comunicar a necessidade de mais 
materiais ou equipamentos; propor ideias; estimular 
que todos participem; entre outras ações. 
 
 Um fluxograma descritor é uma importante 
ferramenta de gestão, caracterizado pelo uso de 
simbologias cartográficas para ilustrar um processo 
dinâmico. Ele é elaborado com a utilização de 
símbolos que representam cada passo de um 
processo, sendo possível acompanhar o fluxo de 
um paciente, por exemplo. No âmbito da saúde, é 
possível perceber os caminhos percorridos pelo 
usuário quando procura assistência e sua inserção 
no sistema. 
 
 
 
 
 Os dados são elementos que constituem a 
matéria-prima da informação. Podemos defini-los, 
também, como conhecimento bruto, ainda não 
devidamente tratado para prover insights para uma 
organização. 
 Assim, os dados representam um ou mais 
significados que, de forma isolada, não conseguem 
ainda transmitir uma mensagem clara. Os dados 
podem ser ainda obtidos diretamente na população 
que se deseja estudar ou ser obtido em bases de 
dados já existentes, sendo classificados 
respectivamente em dado primário e dado 
secundário. 
 As informações são os dados devidamente 
tratados e analisados, produzindo conhecimento 
relevante. Ao contrário dos elementos brutos do 
tópico anterior, elas têm significados práticos e 
podem ser utilizadas para reforçar o processo de 
tomada de decisão. 
 Armazenamento; 
 Processamento; 
 Análise; 
 Manual ou eletrônica; 
 A Organização Mundial de Saúde (OMS) define 
Sistema de Informação em Saúde (SIS):
“ é um conjunto de componentes que atuam de 
forma integrada por meio de mecanismos de coleta, 
processamento, análise e transmissão da 
informação necessária e oportuna para implementar 
processos de decisões no Sistema de Saúde. Seu 
propósito é selecionar dados pertinentes e 
transformá-los em informações para aqueles que 
planejam, financiam, proveem e avaliam os serviços 
de saúde” (OMS, 1981:42). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os Sistemas de Informação da Saúde (SIS) são 
compostos por uma estrutura capaz de garantir a 
obtenção e a transformação de dados em 
informação, em que há profissionais envolvidos em 
processos de seleção, coleta, classificação, 
armazenamento, análise, divulgação e recuperação 
de dados. Para profissionais da saúde, o 
envolvimento na construção de instrumentos de 
coletas, treinamentos para captação correta dos 
dados e o processamento da informação são 
importantes, uma vez que possibilitam maior 
domínio dessa área do conhecimento. 
 A internet possibilitou a organização e a 
centralização dos dados, tornando mais fácil o 
acesso à essas informações a qualquer cidadão. 
 
 
 
 
 
 DATASUS é o departamento de informática 
do Sistema Único de Saúde do Brasil. Trata-
se de um órgão da Secretaria de Gestão 
Estratégica e Participativa do Ministério da 
Saúde, com a responsabilidade de coletar, 
processar e disseminar informações sobre 
saúde. Esse sistema é alimentado pelos 
profissionais que trabalham nas várias 
esferas do SUS, os quais coletam dados a 
partir de atendimentos, resultados de 
exames, fichas de nascidos vivos e óbitos, 
etc 
 
 Dessa forma, os dados são devidamente 
lançados em um sistema específico, permitindo que 
todos os cidadãos e profissionais de saúde possam 
ter acesso, o que os permite investigar as situações 
locais, regionais, índices de determinadas doenças, 
inspeções sanitárias, entre outros. 
 
-Alguns Sistemas de Informação IMPORTANTES: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIS 
 
REFERÊNCIA 
 
FONTE DE 
DADOS 
 
SIM 
Sistema de 
Informação 
 
Declaração de 
 
 
 
sobre 
Mortalidade 
óbito 
 
SINASC 
Sistema de 
Informação 
sobre 
Nascidos 
Vivos 
 
Declaração de 
Nascido Vivo 
 
 
SISVAN 
Sistema de 
Informação de 
Vigilância 
Alimentar e 
Nutricional 
Boletim de 
produção da 
Ass. 
Nutricional 
 
SIH 
Sistema de 
Informações 
Hospitalares 
Autorização de 
Internação 
Hospitalar 
 
SIA 
Sistema de 
Informações 
Ambulatoriais 
do SUS 
Boletim de 
Produção de 
At.Amb.BPA 
SIS-
HIPERDIA 
Sistema de 
Notificações 
sobre 
Hipertensão e 
Diabetes 
Ficha de 
Cadastro, 
Boletins de 
Produção 
 
SINAN 
Sistema de 
Informações 
de Agravos de 
Notificação 
Ficha de 
Notificação e 
de 
Investigação 
 
SIS-PNI 
Sistema de 
Informação 
do ProgramaNacional de 
Imunização 
 
Ficha de 
Vacinação 
 
SIS-ÁGUA 
Sistema de 
Informação de 
Vigilância da 
Água para o 
consumo 
humano 
 
Vigilância 
Epidemiológica 
e Sanitária 
 
 O Sistema de Informações sobre Mortalidade 
(SIM) foi criado pelo Ministério da Saúde em 1975 
para a obtenção regular de dados sobre 
mortalidade no País. A partir da criação do SIM foi 
possível a captação de dados sobre mortalidade, de 
forma abrangente e confiável, para subsidiar as 
diversas esferas de gestão na saúde pública. 
 O SIM proporciona a produção de estatísticas de 
mortalidade e a construção dos principais 
indicadores de saúde. A análise dessas 
informações permite estudos não apenas do ponto 
de vista estatístico e epidemiológico, mas também 
sócio-demográfico. 
 O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos 
( SINASC ), foi implantado oficialmente a partir de 
1990, com o objetivo de coletar dados sobre os 
nascimentos informados em todo território nacional 
e fornecer dados sobre natalidade para todos os 
níveis do Sistema de Saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Sistema de Informações Hospitalares do SUS 
– SIH-SUS tem a finalidade de registrar todos os 
atendimentos provenientes de internações 
hospitalares que foram financiadas pelo SUS, e a 
partir desse processamento gerar relatórios para 
que os gestores possam fazer os pagamentos aos 
estabelecimentos de saúde. Os dados são obtidos 
em fichas de autorização hospitalares, boletins 
hospitalares e notificações de agravo. 
 
 
 
 
 
 
 
 O Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) foi 
implantado nacionalmente na década de noventa, 
visando o registro dos atendimentos realizados no 
âmbito ambulatorial, por meio do Boletim de 
Produção Ambulatorial (BPA). 
 As informações são coletadas pelos Agentes 
Comunitários de Saúde através dos instrumentos 
de coleta. Estas informações são digitadas nos 
sistemas que formam a base de dados municipal. 
Também são transmitidas via Internet e 
consolidadas no nível federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Sistema de Informação de Agravos de 
Notificação - Sinan é alimentado, principalmente, 
pela notificação e investigação de casos de 
doenças e agravos que constam da lista nacional 
de doenças de notificação compulsória (Portaria de 
Consolidação nº 4, de 28 de Setembro de 2017, 
Anexo). Ex de ficha de notificação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sua utilização efetiva permite a realização do 
diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento 
na população, podendo fornecer subsídios para 
 
 
 
explicações causais dos agravos de notificação 
compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais 
as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para 
a identificação da realidade epidemiológica de 
determinada área geográfica. O seu uso 
sistemático, de forma descentralizada, contribui 
para a democratização da informação, permitindo 
que todos os profissionais de saúde tenham acesso 
à informação e as tornem disponíveis para a 
comunidade. É, portanto, um instrumento relevante 
para auxiliar o planejamento da saúde, definir 
prioridades de intervenção, além de permitir que 
seja avaliado o impacto das intervenções. 
 
O PROGRAMA Nacional de 
Imunizações - PNI foi criado 
em 1973, a partir de uma 
proposta elaborada pelo 
Departamento Nacional de 
Profilaxia e Controle de 
Doenças – MS. O SI-PNI tem 
por objetivo possibilitar os gestores envolvidos no 
programa, a avaliação do risco quanto a ocorrência 
de surtos ou epidemias, a partir do registro dos 
imunos aplicados e quantitativo populacional 
vacinado, que são agregados em uma faixa etária, 
em determinado período de tempo, em uma área 
geográfica. Também possibilita o controle do 
estoque de imunos. 
 
 O SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e 
Nutricional) corresponde a um sistema de 
informações que tem como objetivo principal 
promover informação contínua sobre as condições 
nutricionais da população e os fatores que as 
influenciam. O Sisvan tem por objetivo consolidar 
os dados referentes às ações de Vigilância 
Alimentar e Nutricional, desde o registro de dados 
antropométricos e de marcadores de consumo 
alimentar até a geração de relatórios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) é 
uma versão em plataforma web que integra os 
 
 
 
sistemas de informação do Programa Nacional de 
Controle do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO) e 
do Programa Nacional de Controle do Câncer de 
Mama (SISMAMA). 
 O SISCAN é destinado a registrar a suspeita e a 
confirmação diagnóstica, registrar informações 
sobre condutas diagnósticas e terapêuticas 
relativas aos exames positivo/ alterados, fornecer o 
laudo padronizado, arquivar e sistematizar as 
informações referentes aos exames de 
rastreamento e diagnóstico dos cânceres. 
 
 
 O SISCOLO e o SISMAMA são subsistemas do 
Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema 
Único de Saúde (SIA/SUS), utilizados para 
cadastrar os exames citopatológicos e 
histopatológicos do colo do útero e mama, e 
também mamografia, no âmbito do SUS. Coleta e 
processa informações sobre identificação de 
pacientes e laudos de exames citopatológicos e 
histopatológicos, fornecendo dados para o 
monitoramento externo da qualidade dos exames, e 
assim orientando os gerentes estaduais do 
Programa sobre a qualidade dos laboratórios 
responsáveis pela leitura dos exames no município. 
 O Sistema de Informação em Saúde para a 
Atenção Básica (SISAB) foi instituído pela Portaria 
GM/MS nº 1.412, de 10 de julho de 2013, passando 
a ser o sistema de informação da Atenção Básica 
vigente para fins de financiamento e de adesão aos 
programas e estratégias da Política Nacional de 
Atenção Básica. 
 Ele integra a estratégia do Departamento de 
Saúde da Família (DESF/SAPS/MS) denominada e-
SUS Atenção Básica (e-SUS AB), que propõe o 
incremento da gestão da informação, a automação 
dos processos, a melhoria das condições de 
infraestrutura e a melhoria dos processos de 
trabalho. Recebe dados diretamente do e-SUS, 
através do prontuário eletrônico (PEC). 
 
 
 
 
 
 
 O sistema HIPERDIA captura diversas 
informações relativas ao cadastro e 
 
 
 
acompanhamento dos pacientes, dados clínicos, 
fatores de risco e doenças concomitantes, presença 
de complicações e tratamento. 
 Através da Internet, o DATASUS disponibiliza as 
principais informações para tabulação sobre 
pacientes diabéticos e hipertensos. 
 O SISPRENATAL é o sistema de monitoramento 
e avaliação da atenção ao pré-natal e ao puerpério 
prestadas pelos serviços de saúde a cada gestante 
e recém-nascido, desde o primeiro atendimento na 
unidade básica de saúde até o atendimento 
hospitalar de alto risco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Por meio do Sisprenatal, o Ministério da Saúde do 
Brasil monitora o cumprimento das ações mínimas 
contempladas no programa e repassa verbas para 
municípios que cumprem esses requisitos. 
 
 O SISREG, disponibilizado atualmente pelo 
Ministério da Saúde, possibilita o gerenciamento da 
cota de recursos disponível, bem como a 
constatação de necessidades de expansão ou 
limitação de serviços pontuais. Dessa forma, 
configura-se como significativa ferramenta para o 
gerenciamento da oferta e da demanda. 
 
 
 O acesso ao Sistema Nacional de Regulação 
(SISREG) no Brasil é geralmente restrito a 
profissionais de saúde e gestores do Sistema Único 
de Saúde (SUS) que tenham a necessidade de 
utilizar o sistema para realizar tarefas relacionadas 
à regulação e marcação de consultas, exames e 
procedimentos médicos. 
 
 A criação da Secretaria de Vigilância em Saúde – 
SVS, em junho de 2003, veio reforçar uma área 
extremamente estratégica do Ministério, por meio 
do fortalecimento e ampliação das ações de 
Vigilância Epidemiológica.Tem como funções, dentre outras: coleta e 
processamento de dados; análise e interpretação 
dos dados processados; divulgação das infor- 
mações; investigação epidemiológica de casos e 
surtos; análise dos resultados obtidos; e 
recomendações e promoção das medidas de 
controle indicadas. 
 O Sistema de Informações sobre Orçamentos 
Públicos em Saúde (SIOPS) coleta, recupera, 
processa, armazena, organiza e disponibiliza dados 
e informações sobre receitas totais e despesas com 
ações e serviços públicos de saúde, para 
possibilitar o monitoramento da aplicação de 
recursos pelos entes da Federação. 
 
 O banco de dados do SIOPS é alimentado pela 
União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos 
municípios, por meio do preenchimento de dados, 
que tem por objetivo apurar as receitas totais e os 
gastos em ações e serviços públicos de saúde. 
 
 
 O HEMOVIDA - Ciclo do Sangue – 
Gerenciamento de estoque nacional em situações 
de contingência e grandes eventos tem como 
principal objetivo facilitar a comunicação entre os 
estabelecimentos de saúde que coletam e 
armazenam hemocomponentes no que se refere 
aos dados disponíveis em estoque e disponíveis 
para remanejamento das bolsas de sangue, 
gerando relatório para acompanhamento das 
informações cadastradas no Hemovida para 
tomada de decisão. 
 O Sistema de Controle de Envio de Lotes (Sisnet) 
efetua a transferência dos dados existentes nos 
sistemas locais para o nível superior (banco de 
dados consolidado) de forma ágil e simples. 
 
 O Sisnet tem como característica principal o uso 
de transmissão dos dados por meio da Internet. 
Cada sistema é responsável por gerar, de forma 
automática, o arquivo de lote a ser remetido para o 
nível central. O formato do arquivo gerado é 
padronizado, permitindo que um único servidor 
possa receber os dados de vários sistemas. 
 
 O Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de 
Medula Óssea (REDOME) foi criado em 1993, em 
São Paulo, para reunir informações de pessoas 
dispostas a doar medula óssea para quem precisa 
de transplante. Desde 1998, é coordenado pelo 
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes 
da Silva (INCA), no Rio de Janeiro. 
 O REDOME reúne todos os dados dos 
voluntários, como nome, endereço, resultados de 
exames e características genéticas. Sempre que 
potenciais doadores compatíveis são identificados, 
a equipe REDOME entra em contato para confirmar 
 
 
 
a vontade e a disponibilidade destes realizarem a 
doação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) cuja 
função de órgão central é exercida pelo Ministério 
da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do 
Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT) é 
responsável pela regulamentação, controle e 
monitoramento do processo de doação e 
transplantes realizados no país, com o objetivo de 
desenvolver o processo de doação, captação e 
distribuição de órgãos, tecidos e células-tronco 
hematopoéticas para fins terapêuticos.
 
 
 A Comunicação de Informação Hospitalar e 
Ambulatorial foi criada para ampliar o processo de 
planejamento, programação, controle, avaliação e 
regulação da assistência à saúde, permitindo um 
conhecimento mais abrangente, amplo e profundo 
dos perfis nosológico e epidemiológico da 
população brasileira, da capacidade instalada e do 
potencial de produção de serviços do conjunto de 
estabelecimentos de saúde do País. 
 
 O sistema permite o acompanhamento das 
ações e serviços de saúde executados por pessoas 
naturais ou jurídicas, de direito público ou privado 
provendo informações dos pacientes cuja atenção é 
custeada por planos e seguros privados de 
assistência à saúde; 
 
 O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de 
Saúde (CNES) é o sistema de informação oficial de 
cadastramento de informações de todos os 
estabelecimentos de saúde no país, 
independentemente de sua natureza jurídica ou de 
integrarem o Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-
se do cadastro oficial do Ministério da Saúde (MS) 
no tocante à realidade da capacidade instalada e 
mão de obra assistencial de saúde no Brasil em 
estabelecimentos de saúde públicos ou privados, 
com convênio SUS ou não. 
 
 
 
 
 
 
 Sistema que avalia os serviços de saúde por 
meio de autoavaliações, avaliação técnica do 
gestor, pesquisas de satisfação dos usuários, 
pesquisas de relações e condições de trabalho e 
indicadores de saúde. 
-Resumo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Educação Popular em Saúde (EPS) tem como 
objetivo sensibilizar, conscientizar e mobilizar para 
o enfrentamento de situações individuais e coletivas 
que interferem na qualidade de vida. 
 A Educação em Saúde é muito importante na 
APS, por ser a área em que é possível realizar 
ações de forma mais continuada e inserida no 
cotidiano de luta das pessoas e famílias. 
 O profissional de saúde deve adquirir confiança 
da comunidade para que possa realmente estar 
próximo das pessoas, e, assim, ter acesso à 
intimidade, muitas vezes desarrumada e cheia de 
precariedades, para que as conversas e os 
cuidados em saúde de fato influenciem a 
reorganização de suas rotinas de vida e relações 
sociais.
 
 
 
 
 
 
 A Política Nacional de Educação Permanente 
em Saúde - PNEPS é considerada uma importante 
estratégia do SUS e visa contribuir para a 
organização dos serviços de saúde, com a 
qualificação e a transformação das práticas em 
saúde, por meio da formação e do desenvolvimento 
dos profissionais e trabalhadores da saúde, 
buscando articular a integração entre ensino e 
serviço, com vistas ao fortalecimento dos princípios 
fundamentais do SUS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Pnep-SUS reafirma a universalidade, a 
equidade, a integralidade e a efetiva participação 
popular como princípios basilares do SUS. 
 Um dos objetivos específicos da PNEPS-SUS é 
promover o diálogo e a troca entre práticas e 
saberes populares e técnico-científicos no âmbito 
do SUS, aproximando os sujeitos da gestão, dos 
serviços de saúde, dos movimentos sociais 
populares, das práticas populares de cuidado e das 
instituições formadoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-Objetivo principal da Vigilância em Saúde: 
Identificação de novos problemas de saúde pública. 
 Entende-se vigilância em saúde por um 
processo utilizado para coletar, gerenciar, 
analisar, interpretar e relatar informações. Ela 
deve atuar quando problemas novos de saúde 
aparecem, garantindo resposta precoce e 
efetiva. 
 À longo prazo, a vigilância é usada para identificar 
mudanças na natureza ou na extensão dos 
problemas em saúde e, também, para a efetividade 
das intervenções públicas. Essa vigilância visa o 
planejamento e a implementação de medidas de 
saúde pública, incluindo intervenção e atuação em 
condicionantes e determinantes da saúde, para a 
proteção e promoção da saúde da população, 
prevenção e controle de riscos, agravos e doenças. 
>Termos em Vigilância em Saúde: 
 
 
 
 
 AGRAVO: qualquer dano à integridade 
(física, mental e social dos indivíduos 
provocado por circunstâncias nocivas (Ex: 
acidentes, intoxicações, abuso de drogas, 
lesões, entre outros). 
 
 CASO: uma particular doença, desordem de 
saúde ou condição sob investigação 
encontrada num indivíduo ou dentro de uma 
população ou grupo de estudos. 
 
 
 ENDEMIA: é a presença de forma regular e 
constante de uma doença em um 
determinado território, podendo indicar a 
prevalência usual de determinada doença 
nessa área geográfica. 
 
 EPIDEMIA é a ocorrência de casos de uma 
doença em grande número de pessoas ao 
mesmo tempo, excedendo a incidência 
prevista. 
 
•Divisão Operacional da Vigilância em Saúde: 
Vigilância Ambiental; Vigilância em Saúde do 
Trabalhador e da Trabalhadora; Vigilância 
Epidemiológica; Vigilância Sanitária. 
 Conjuntode ações e serviços que propiciam o 
conhecimento e detecção de mudanças nos fatores 
determinantes e condicionantes do meio ambiente 
que interferem na saúde humana. Finalidade de 
recomendar medidas de promoção à saúde, 
prevenção e monitoramento desses fatores de 
risco. 
Programas estratégicos da vigilância ambiental: 
 
 
 
 
 
-Vigilância da qualidade da água para consumo 
humano (Vigiagua); 
-Vigilância em saúde de populações expostas a 
contaminantes químicos (Vigipeq); 
-Vigilância em saúde ambiental dos riscos aos 
desastres (Vigidesastres); entre outros. 
 
 Conjunto de ações que visam promoção da 
saúde, prevenção da morbimortalidade e redução 
de riscos e vulnerabilidade na população 
trabalhadora. 
 Integra ações que intervenham nas doenças e 
agravos e seus determinantes decorrentes dos 
modelos de desenvolvimento, de processos 
produtivos e de trabalho. 
Lei 8213 § 3° Entende-se por saúde do 
trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de 
atividades que se destina, através das ações de 
vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à 
promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, 
assim como visa à recuperação e reabilitação da 
saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e 
agravos advindos das condições de trabalho". 
 
 
 
 
 
 
 Coniunto de ações capazes de eliminar, diminuir 
ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos 
problemas sanitários decorrentes do ambiente, da 
produção e circulação de bens e da prestação de 
serviços do interesse da saúde. Abrange prestação 
de serviços e o controle e de bens de consumo que, 
direta ou indiretamente se relacionem com a saúde, 
compreendidas todas as etapas e processos, da 
produção ao consumo e descarte. 
 
 
 
 
Áreas prioritárias de atuação: 
 Bens de saúde: medicamentos, alimentos, 
vacinas, cosméticos, etc. 
 Serviços de saúde: hospitais, clínicas, 
serviços especializados (hemodiálise, 
oncologia) e serviços de diagnósticos 
(radiologia, laboratório de análises clínicas). 
 Serviços de interesses da saúde: creches, 
clubes, cemitérios, portos, aeroportos, 
fronteiras, estúdio de tatuagem. 
 A ANVISA concede licenças para 
estabelecimentos, edita normas para fabricação e 
consumo de produtos alimentícios. Também realiza 
vistorias e inspeções sanitárias periódicas na 
indústria e nos serviços de saúde, além de aplicar 
penalidades previstas na lei para o descumprimento 
de normas sanitárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Análise da situação de saúde da população 
brasileira; 
 Planejamento, programação, 
acompanhamento e avaliação das unidades 
de vigilância; 
 Divulgação das informações em saúde para 
a população; 
 
 
 
 Alerta e respostas a surtos e eventos; 
notificação da ocorrência de eventos 
(doenças, agravos, nascimentos, óbitos); 
investigação de eventos; busca ativa (na 
identificação de casos novos de doenças 
transmissíveis e não transmissíveis); 
 Controle de vetores, reservatórios e 
hospedeiros; vacinação; oferta de 
tratamento clínico e cirúrgico para doenças. 
 A vigilância em saúde atua nas três esferas do 
governo (municipal, estadual e federal). A gestão, 
publicação de normas e resoluções, além do 
planejamento de estratégias, são realizadas no 
âmbito nacional. Já a execução dessas ações, é de 
responsabilidade dos municípios e estados. 
 Política Nacional de Vigilância em Saúde 
(PVNS): instituída em 12 de junho de 2018, por 
meio do Conselho Nacional de Saúde (CNS), sendo 
definida como uma política pública de Estado e 
função essencial do SUS, de caráter universal, 
transversal e orientadora do modelo de atenção à 
saúde nos territórios. 
 
 
 
 
 
 
 
 É conjunto de ações que proporcionam o 
conhecimento e a detecção de mudanças nos 
fatores determinantes e condicionantes da saúde 
individual e coletiva, a fim de recomendar e adotar 
as medidas de prevenção e controle das doenças, 
transmissíveis e não transmissíveis, e agravos à 
saúde. 
 
 
 
 
 A partir das orientações técnicas fornecidas pela 
Vigilância Epidemiológica, os profissionais de saúde 
decidem sobre o planejamento, a organização e a 
operacionalização dos serviços de saúde, sobre a 
execução de ações de controle de doenças e 
agravos, bem como normatizam atividades 
técnicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• O Sistema Nacional de Vigilância 
Epidemiológica (SNVE) integra instituições 
do setor público e privado, sendo o 
componente do Sistema Único de Saúde 
(SUS) responsável pela notificação de 
agravos e doenças, prestação de serviços a 
grupos populacionais ou pela orientação de 
condutas a serem tomadas. 
• Dentro do Sistema Nacional de Vigilância 
Epidemiológica, municípios, estados e a 
União possuem competências específicas. 
Aos municípios, cabe a execução das 
ações, que exige conhecimento analítico 
da situação de saúde local. 
 Sobre os estados e sobre a União recaem as 
funções relacionadas ao caráter estratégico, de 
coordenação em seu âmbito de ação, além da 
atuação de forma complementar ou suplementar 
aos demais níveis. 
 
 Os dados e as informações que alimentam o 
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica são 
provenientes dos sistemas de informação em 
saúde, de resultados de exames laboratoriais, de 
investigações epidemiológicas, da imprensa, dos 
estudos epidemiológicos, dos serviços sentinela e 
das notificações, sendo a Notificação Compulsória 
a principal fonte de dados.Notificação de doenças e 
agravos 
 
 A Notificação Compulsória é a principal fonte de 
dados dos sistemas de informação da vigilância 
epidemiológica. 
 
 De acordo com a Lei 6.259/1975 artigo 8°, é dever 
de todo cidadão comunicar à autoridade sanitária 
local, em caso de doença transmissível, sendo 
obrigatória aos médicos e outros profissionais de 
saúde a notificação de casos suspeitos ou 
confirmados das doenças relacionadas no artigo 7°. 
 
• Critérios de seleção das doenças de notificação 
compulsória: 
 Magnitude: incidência ou prevalência das 
doenças. 
 Potencial de disseminação: poder de 
transmissão do agente causador. 
 Transcendência: taxa de letalidade, 
relevância social e econômica. 
 Vulnerabilidade: instrumentos de prevenção 
e controle. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A notificação deve ser preenchida em 2 vias: 
uma via fica na unidade notificadora e a outra deve 
ser encaminhada ao setor municipal responsável 
pela Vigilância Epidemiológica ou Vigilância de 
Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) 
para digitação e consolidação dos dados. 
Ex de ficha de notificação 
 
 
 
 
 
 
 
 *Condições de saúde: circunstâncias na 
saúde das pessoas que se apresentam de 
forma mais ou menos persistente e que 
exigem respostas sociais reativas ou 
proativas. 
 
 
 
 Em saúde, há uma divisão entre doenças 
transmissíveis e doenças crônicas não 
transmissíveis muito útil nos estudos 
epidemiológicos, porém não se presta para 
referenciar a organização dos sistemas de atenção 
à saúde. 
 
 
 Condições agudas, em geral, apresentam um 
curso curto, inferior a três meses de duração e 
tendem a se autolimitar (ex: dengue, gripe, 
apendicite, amigdalite, traumas). Já as condições 
crônicas, têm um período de duração mais ou 
menos longo e nos casos de algumas doenças 
crônicas, tendem a se apresentar de forma 
definitiva ou permanente (ex: diabetes, doença 
cardiovascular, câncer, HIV/aids). Muitas condições 
agudas podem se transformar em condições 
crônicas, e, do mesmo modo, doenças crônicas 
podem apresentar períodos de agudização. 
 As condições agudas podem ser enfrentadas por 
respostas sociais reativas, episódicas; ao contrário, 
as condições crônicasconvocam necessariamente 
respostas proativas, contínuas e integradas em 
redes. Da mesma forma, um paciente crônico pode 
ter uma agudização de sua doença e precisar de 
uma resposta reativa. 
 O Brasil vive uma situação de transição 
demográfica acelerada, acompanhada de uma 
transição epidemiológica singular. Esse processo 
se caracteriza por um modelo de tripla carga de 
doenças, como podemos ver no esquema abaixo 
(OLIVEIRA; PEREIRA, 2013; MENDES, 2011): 
 Com essa situação peculiar, na emergência de 
uma situação de condição de saúde, caracterizada 
por esse modelo triplo, precisa-se de mais vigilância 
para as mudanças profundas nos sistemas de 
atenção à saúde. 
 Esse fato é um desafio para os serviços de 
saúde brasileiros darem respostas contínuas e 
integradas, pois um sistema de saúde fragmentado 
e voltado apenas para as condições agudas já não 
responde às necessidades do país (OLIVEIRA; 
PEREIRA, 2013; MENDES, 2011). 
 
 
 
-EPIDEMIOLOGIA: É a ciência que estuda o 
processo saúde-doença na comunidade, analisando 
a distribuição e os fatores determinantes das 
enfermidades. 
-PLANEJAMENTO: Possibilita perceber a 
realidade, avaliar os caminhos, construir um 
referencial futuro, o trâmite adequado e reavaliar 
todo o processo a que o acoplamento se destina. 
Segundo Matus: "É a ferramenta para pensar e criar 
o futuro". 
 
 O planejamento foi criado no âmbito da esfera 
pública pela União Soviética a partir da Revolução 
 
 
 
Russa. Com a crise econômica de 29, a concepção 
de planejamento mudou. 
 Em decorrência da gravidade da situação, as 
autoridades políticas e os agentes econômicos 
passaram a aceitar as ideias de intervenção do 
Estado na economia. 
 Na América Latina: Comissão Econômica Para a 
América Latina e o Caribe (CEPAL) foi criada em 
1948 para assessorar os países latino-americanos 
na promoção de ações voltadas para seu 
desenvolvimento econômico e monitorá-los na 
implementacão dessas ações. No Brasil, o CEPAL 
foi instalado em 1960 - CEPAL/BNDES: propunha 
avaliar o ritmo de crescimento do país e traçar 
programas de desenvolvimento para um período de 
10 anos, bem como realizar cursos de capacitação 
técnica. 
 Método CENDES-OPAS: expoente máximo do 
planejamento normativo (racionalidade técnica ao 
processo decisório, retirando do poder político a 
decisão final sobre onde aplicar os recursos para a 
obtenção dos melhores resultados). 
 “Quanto mais longe a norma for construída, mais 
respeitada ela será”. Por exemplo, parâmetros 
desenvolvidos pelo MS serão mais valorizados do 
que os parâmetros estaduais. 
*OPAS: Organização Pan-Americana de Saúde; MS: Ministério 
da Saúde. 
*PES: Planejamento Estratégico Situacional 
 O Planejamento estratégico consiste em 
processo dinâmico, e não em um processo, 
estático, sequencial, com prazos fixos, como no 
processo normativo. 
Testa (1981) discute três tipos de diagnóstico: 
1) Estratégico: se o propósito é a mudança 
(sem passo a passo); 
2) Ideológico: se o propósito é a legitimação 
(ouvir a população), e 
3) Administrativo: é aquele ao qual a 
epidemiologia da sua contribuição. 
-Tesla divide o diagnóstico administrativo: 
1) Estado de saúde: dados demográficos, 
morbidade, mortalidade, natalidade. 
2) Situação epidemiológica: interpretação biológico-
ecológica sobre as causas das dç. 
3) Serviços de saúde: instituições e programas, 
recursos, produção de atividades. 
4) Estudo do setor de saúde: descreve o 
funcionamento do setor de saúde, seus subsetores, 
financiamento e sua administração geral. 
 Método 
formulado por Matus, que auxilia conhecer 
os problemas e as necessidades sociais 
como: necessidade de saúde, educação, 
saneamento, segurança, transporte, 
habitação, bem como permite conhecer 
como é a organização dos serviços de 
saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PlanejaSUS: Sistema de planejamento que 
articula e integra as ações de planejamento 
das três esferas de gestão do SUS, criado 
pela Portaria 3.085 de dezembro de 2006. 
Esse sistema já produziu manuais e livros 
para apoio a estados e municípios nas ações 
de planejamento, além de financiar 
atividades como oficinas para o processo de 
planejamento. 
 
 Sistema de Apoio à Construção de Relatório 
de Gestão (SARGSUS): Surgiu como um 
sistema informatizado que, a partir da 
inserção de informações, confecciona um 
relatório informatizado de gestão, exigência 
também para a distribuição de recursos da 
União para estados e municípios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Programação Geral das Ações e Serviços de 
Saúde (PGASS): Avança em relação aos 
processos anteriores por abranger a atenção 
básica, urgência e emergência, atenção 
psicossocial e atenção ambulatorial 
especializada e hospitalar, promoção, 
vigilância (sanitária, epidemiológica e 
ambiental) e assistência farmacêutica, além 
de vínculos com PPO – Pró-Reitoria de 
Planejamento e Orçamento, LDO – Lei de 
Diretrizes Orçamentárias, LOA – Lei 
Orçamentária Anual. 
 
GUSSO, G; LOPES, J.M.C. Tratado de Medicina de Família e 
Comunidade - Princípios, Formação e Prática. 2. ed. Artmed. 
2012. 2 vol. 
CAMPOS, G.W.S., et. al. Tratado de saúde coletiva. 2. ed. Rev. 
Aum. São Paulo: Hucitec, 2015. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção 
Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. (Série E. 
Legislação em Saúde). Disponível em: 
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GALVAO, L.A.C.; FINKELMAN, J.; HENAO, S. (Org). 
Determinantes Ambientais e Sociais da Saúde. 1. ed. Rio de 
Janeiro: Editora Fiocruz/Centro Brasileiro de Estudos de 
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FILHO, ALMEIDA, Naomar de, BARRETO, Mauricio L. 
Epidemiologia & Saúde - Fundamentos, Métodos e Aplicações. 
Guanabara Koogan, 10/2011. [Minha Biblioteca]. Disponível 
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-
277-2119-6/pageid/0 
 
 
 
DUNCAN, BB et al. Medicina Ambulatorial: condutas de 
atenção primário baseadas em evidências. 4.ed.Porto Alegre: 
Artmed, 2013. 
REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA DE FAMÍLIA E 
COMUNIDADE. Disponível em: http://www.rbmfc.org.br/rbmfc 
WONCA GLOBAL FAMILY DOCTOR . Practical Evidence 
About Real Life Situations. Disponível em: 
http://www.globalfamilydoctor.com/Resources/PEARLS. aspx 
COSTA, Aline do Amaral Z.; HIGA, Camila Braga de Oliveira. 
Vigilância em saúde. Grupo A, 2019. P. 15-30. Disponível em: 
Minha Biblioteca; 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595
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VIDOR A. C. Vigilância em saúde. In: GUSSO G.; LOPES, J. 
M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: 
princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019. 
Cap. 45. 
BRASIL. Lei 6.259, de 30 de outubro de 1975. Dispõe sobre a 
organização das ações de Vigilância Epidemiológica, sobre o 
Programa Nacional de Imunizações, estabelece normas 
relativas à notificação compulsória de doenças, e dá outras 
providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 out. 
1975. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6259.htm. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6259.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6259.htma sua organização nos 
municípios, conforme descritos a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
este princípio reafirma 
que a saúde é um direito de toda população 
brasileira e cabe ao Estado assegurar este direito 
em todos os níveis de assistência sem exclusões. O 
sistema de saúde brasileiro deve possibilitar o 
acesso universal e contínuo a serviços de saúde de 
qualidade e que sejam resolutivos, caracterizados 
como a porta de entrada aberta e preferencial da 
RAS (primeiro contato), acolhendo as pessoas e 
promovendo a vinculação e corresponsabilização 
pela atenção às suas necessidades de saúde. 
 
 O estabelecimento de mecanismos que 
assegurem acessibilidade e acolhimento pressupõe 
uma lógica de organização e funcionamento do 
serviço de saúde que parte do princípio de que as 
equipes que atuam na Atenção Básica nas UBS 
devem receber e ouvir todas as pessoas que 
procuram seus serviços, de modo universal, de fácil 
acesso e sem diferenciações excludentes, e a partir 
daí construir respostas para suas demandas e 
necessidades. Ficando proibida qualquer exclusão 
baseada em idade, gênero, cor, crença, 
nacionalidade, etnia, orientação sexual, identidade 
de gênero, estado de saúde, condição 
socioeconômica, escolaridade ou limitação física, 
intelectual, funcional, entre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ofertar o cuidado, reconhecendo as diferenças 
nas condições de vida e saúde e de acordo com as 
necessidades das pessoas, considerando que o 
direito à saúde passa pelas diferenciações sociais e 
deve atender à diversidade. Com estratégias que 
permitam minimizar desigualdades, evitar exclusão 
social de grupos que possam vir a sofrer 
estigmatização ou discriminação; de maneira que 
impacte na autonomia e na situação de saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É o conjunto de serviços executados pela 
equipe de saúde que atendam às necessidades da 
população adscrita nos campos do cuidado, da 
promoção e manutenção da saúde, da prevenção 
de doenças e agravos, da cura, da reabilitação, 
redução de danos e dos cuidados paliativos. Inclui a 
responsabilização pela oferta de serviços em outros 
pontos de atenção à saúde e o reconhecimento 
adequado das necessidades biológicas, 
psicológicas, ambientais e sociais causadoras das 
doenças, e manejo das diversas tecnologias de 
cuidado e de gestão necessárias a estes fins, além 
da ampliação da autonomia das pessoas e 
coletividade. O paciente deve ser visto como um 
todo e atendido em todas as esferas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dos pontos de atenção da RAS, tendo a 
Atenção Básica como ponto de comunicação entre 
esses. Considera-se regiões de saúde como um 
recorte espacial estratégico para fins de 
planejamento, organização e gestão de redes de 
ações e serviços de saúde em determinada 
localidade, e a hierarquização como forma de 
organização de pontos de atenção da RAS entre si 
organizando os serviços em níveis de 
complexidade, com fluxos e referências 
estabelecidos. A regionalização realiza a 
articulação de serviços por meio da organização 
entre zonas/ localização visando o comando único 
de saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A entrada do usuário no sistema de saúde 
depende de sua demanda e de sua complexidade. 
Portanto, as unidades de saúde são divididas em 
três níveis de atenção: 
São responsáveis por 5% dos procedimentos do 
SUS. Correspondem a cirurgias especializadas, 
transplantes, oncologia, internações hospitalares 
intensivas, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 São responsáveis por 15% dos procedimentos do 
SUS. Neste nível encontramos os serviços de 
especialidades ambulatoriais, exames diagnósticos, 
maternidade, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 São responsáveis por 80% dos procedimentos 
realizado no SUS. As Unidades Básicas de 
Saúde correspondem ao nível primário de 
atenção, assim como USF – Unidade de Saúde 
da Família (postinhos), atendimentos de clínica 
 
 
 
médica, ginecologia, pediatria, imunização, 
programas de vacinação e prevenção de 
doenças, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De forma a permitir 
o planejamento, a 
programação 
descentralizada e o 
desenvolvimento de 
ações setoriais e 
intersetoriais com foco em um território específico, 
com impacto na situação, nos condicionantes e 
determinantes da saúde das pessoas e 
coletividades que constituem aquele espaço e 
estão, portanto, adstritos a ele. Os Territórios são 
destinados para dinamizar a ação em saúde 
pública, o estudo social, econômico, 
epidemiológico, assistencial, cultural e identitário, 
possibilitando uma ampla visão de cada unidade 
geográfica e subsidiando a atuação na Atenção 
Básica, de forma que atendam as necessidades da 
população adscrita e ou as populações específicas 
daquele território. 
 
 
 
 
 
 
*Território 
• Lugar de entendimento do processo de 
adoecimento, em que as representações sociais 
do processo saúde-doença envolvem as relações 
sociais e as significações culturais (Minayo, 
2006). 
• É o resultado de uma acumulação de situações 
históricas, ambientais e sociais que promovem 
condições particulares para a produção de 
doenças (Barcellos et al, 2002). 
 • Muito mais que uma extensão geométrica, 
apresenta um perfil demográfico, epidemiológico, 
administrativo, tecnológico, político, social e 
cultural, que o caracteriza e se expressa num 
 
 
 
território em permanente construção (Mendes, 
1993). 
 • Com suas singularidades, é um espaço com 
limites que podem ser político-administrativos ou 
de ação de um grupo de atores sociais. 
Internamente, é relativamente homogêneo, 
identificado pela história de sua construção e, 
sobretudo, é um local de poder, uma vez que 
nele se exercitam e se constroem os poderes de 
atuação do Estado, das organizações sociais e 
institucionais e de sua população (Gondim et al, 
2002). Mapa deve ser visível na UBS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A territorialização permite que os profissionais de 
saúde conheçam o território e a partir do 
conhecimento da realidade da população possam 
planejar melhor seu atendimento conforme as 
necessidades das pessoas. Por exemplo, 
suponhamos que frequentemente moradores 
chegam a uma UBS com diarreia. Entretanto, os 
pacientes relatam ao médico que não há 
saneamento básico no território. Dessa forma, 
cuidar apenas da queixa do paciente, nesse caso, 
não seria resolutivo e o mesmo problema 
continuaria acontecendo pela falta de oferta de 
saneamento. Nesse caso, a população e os 
profissionais de saúde devem recorrer à gestão do 
município a fim de tomar as medidas necessárias. 
 É a 
população que está presente no território da UBS, 
de forma a estimular o desenvolvimento de relações 
de vínculo e responsabilização entre as equipes e a 
população, garantindo a continuidade das ações de 
saúde e a longitudinalidade do cuidado e com o 
objetivo de ser referência para o seu cuidado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aponta para o desenvolvimento de ações de 
cuidado de forma singularizada, que auxilie as 
pessoas a desenvolverem os conhecimentos, 
aptidões, competências e a confiança necessária 
para gerir e tomar decisões embasadas sobre sua 
própria saúde e seu cuidado de saúde de forma 
mais efetiva. O cuidado é construído com as 
pessoas, de acordo com suas necessidades e 
potencialidades na busca de uma vida 
independente e plena. A família, a comunidade e 
outras formas de coletividade são elementos 
relevantes, muitas vezes condicionantes ou 
determinantes na vida das pessoas e, por 
consequência, no cuidado. 
 
 
 
 
reforça a importância 
da Atenção Básica ser resolutiva, utilizandoe 
articulando diferentes tecnologias de cuidado 
individual e coletivo, por meio de uma clínica 
ampliada capaz de construir vínculos positivos e 
intervenções clínicas e sanitariamente efetivas, 
centrada na pessoa, na perspectiva de ampliação 
dos graus de autonomia dos indivíduos e grupos 
sociais. Deve ser capaz de resolver a grande 
maioria dos problemas de saúde da população, 
coordenando o cuidado do usuário em outros 
pontos da RAS, quando necessário. 
 
 Pressupõe a continuidade da relação de cuidado, 
com construção de vínculo e responsabilização 
entre profissionais e usuários ao longo do tempo e 
de modo permanente e consistente, acompanhando 
os efeitos das intervenções em saúde e de outros 
elementos na vida das pessoas, evitando a perda 
de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia 
(alterações patológicas ocasionadas pela má 
prática médica) que são decorrentes do 
desconhecimento das histórias de vida e da falta de 
coordenação do cuidado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Unidade Básica de Saúde como porta de entrada 
preferencial no SUS deve elaborar, acompanhar e 
organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de 
atenção das RAS. Atuando como o centro de 
comunicação entre os diversos pontos de atenção, 
responsabilizando-se pelo cuidado dos usuários em 
qualquer destes pontos através de uma relação 
horizontal, contínua e integrada, com o objetivo de 
produzir a gestão compartilhada da atenção 
integral. Articulando também as outras estruturas 
das redes de saúde e intersetoriais, públicas, 
comunitárias e sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além de coordenar o cuidado e ser o centro de 
comunicação e articulação, as UBS e USF devem 
reconhecer as necessidades de saúde da 
população sob sua responsabilidade, organizando 
as necessidades desta população em relação aos 
outros pontos de atenção à saúde, contribuindo 
para que o planejamento das ações, assim como, a 
programação dos serviços de saúde, parta das 
necessidades de saúde das pessoas. 
 
 Os serviços de saúde devem estimular a 
participação das pessoas, a orientação comunitária 
das ações de saúde na Atenção Básica e a 
competência cultural no cuidado, como forma de 
ampliar sua autonomia e capacidade na construção 
do cuidado à sua saúde e das pessoas e 
coletividades do território. Considerando ainda o 
enfrentamento dos determinantes e condicionantes 
de saúde, através de articulação e integração das 
ações intersetoriais na organização e orientação 
dos serviços de saúde, a partir de lógicas mais 
centradas nas pessoas e no exercício do controle 
social. 
 
 
 
 
 Esta portaria, conforme normatização vigente 
do SUS, define a organização na RAS, como 
estratégia para um cuidado integral e direcionado 
às necessidades de saúde da população. 
 “As RAS constituem-se em arranjos organizativos 
formados por ações e serviços de saúde com 
diferentes configurações tecnológicas e missões 
assistenciais, articulados de forma complementar e 
com base territorial, e têm diversos atributos, entre 
eles, destaca-se: a Atenção Básica estruturada 
como primeiro ponto de atenção e principal porta de 
entrada do sistema, constituída de equipe 
multidisciplinar que cobre toda a população, 
integrando, coordenando o cuidado e atendendo as 
necessidades de saúde das pessoas do seu 
território.” 
 O Decreto nº 7.508, de 28 de julho de 2011, que 
regulamenta a Lei nº 8.080/90, define que "o 
acesso universal, igualitário e ordenado às ações e 
serviços de saúde se inicia pelas portas de entrada 
do SUS e se completa na rede regionalizada e 
hierarquizada". 
 Por que formar as RAS? 
 Superar a fragmentação da assistência; 
 
 
 
 Melhorar o modelo curativo centrado no 
médico; 
 Considerar as diversidades regionais; 
 Produzir impactos nos indicadores de 
saúde; 
 Para que a Atenção Básica possa ordenar a 
RAS, é preciso reconhecer as necessidades de 
saúde da população sob sua responsabilidade, 
organizando-as em relação aos outros pontos de 
atenção à saúde, contribuindo para que a 
programação dos serviços de saúde parta das 
necessidades das pessoas, com isso fortalecendo o 
planejamento ascendente. 
 
 A Atenção Básica é caracterizada como porta de 
entrada preferencial do SUS, possui um espaço 
privilegiado de gestão do cuidado das pessoas e 
cumpre papel estratégico na rede de atenção, 
servindo como base para o seu ordenamento e 
para a efetivação da integralidade. Para tanto, é 
necessário que a Atenção Básica tenha alta 
resolutividade, com capacidade clínica e de cuidado 
e incorporação de tecnologias leves (acolhimento), 
leve duras (conhecimentos e técnica) e duras 
(equipamentos e materiais), além da articulação da 
Atenção Básica com outros pontos da RAS. 
O sistema de Referência e Contrarreferência 
caracteriza-se por uma tentativa de organizar os 
serviços de forma a possibilitar o acesso das 
pessoas que procuram os serviços de saúde. De 
acordo com tal sistema, o usuário atendido na 
unidade básica, quando necessário, é 
"referenciado" (encaminhado) para uma unidade de 
maior complexidade, a fim de receber o 
atendimento de que necessita. Quando finalizado o 
atendimento dessa necessidade especializada, o 
mesmo deve ser "contrarreferenciado", ou seja, o 
profissional deve encaminhar o usuário para a 
unidade de origem para que a continuidade do 
atendimento seja feita. Estas devem ser feitas em 
fichas próprias, preenchidas pelos profissionais de 
nível superior responsável.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os estados, municípios e o distrito federal, 
devem articular ações intersetoriais, assim como a 
organização da RAS, com ênfase nas necessidades 
locorregionais, promovendo a integração das 
referências de seu território. 
 
 
 
 
 
 
 
 Recomenda-se a articulação e implementação de 
processos que aumentem a capacidade clínica das 
equipes, que fortaleçam práticas de 
microrregulação nas Unidades Básicas de Saúde, 
tais como gestão de filas próprias da UBS e dos 
exames e consultas descentralizados/programados 
para cada UBS, que propiciem a comunicação entre 
UBS, centrais de regulação e serviços 
especializados, com pactuação de fluxos e 
protocolos, apoio matricial presencial e/ou à 
distância, entre outros. 
 
 Um dos destaques que merecem ser feitos é a 
consideração e a incorporação, no processo de 
referenciamento, das ferramentas de telessaúde 
articulado às decisões clínicas e aos processos de 
regulação do acesso. A utilização de protocolos de 
encaminhamento serve como ferramenta, ao 
mesmo tempo, de gestão e de cuidado, pois tanto 
orientam as decisões dos profissionais solicitantes 
quanto se constituem como referência que modula 
a avaliação das solicitações pelos médicos 
reguladores. 
 Com isso, espera-se que ocorra uma ampliação 
do cuidado clínico e da resolutividade na Atenção 
Básica, evitando a exposição das pessoas a 
consultas e/ou procedimentos desnecessários. 
Além disso, com a organização do acesso, induz-se 
ao uso racional dos recursos em saúde, impede 
deslocamentos desnecessários e traz maior 
eficiência e equidade à gestão das listas de espera. 
 
 
 A gestão municipal deve articular e criar 
condições para que a referência aos serviços 
especializados ambulatoriais seja realizada55 
 
 
 
preferencialmente pela Atenção Básica, sendo de 
sua responsabilidade: 
A. Ordenar o fluxo das pessoas nos demais 
pontos de atenção da RAS; 
B. Gerir a referência e contrarreferência em 
outros pontos de atenção; e 
C. Estabelecer relação com os especialistas 
que cuidam das pessoas do território. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os sistemas fragmentados caracterizam-se pela 
forma de organização hierárquica; a inexistência da 
continuidade da atenção; o foco nas condições 
agudas através de unidades de pronto-atendimento,ambulatorial e hospitalar; a passividade da pessoa 
usuária; a ação reativa à demanda; a ênfase 
relativa nas intervenções curativas e reabilitadoras; 
o modelo de atenção à saúde, fragmentado e sem 
estratificação dos riscos; a atenção centrada no 
cuidado profissional, especialmente no médico; e o 
financiamento por procedimentos. 
 Os sistemas fragmentados têm sido um desastre 
sanitário e econômico em todo o mundo. 
 
 A solução do problema fundamental do SUS 
consiste em restabelecer a coerência entre a 
situação de saúde de tripla carga de doenças, com 
predominância relativa forte de condições crônicas, 
e o sistema de atenção à saúde. Isso vai exigir 
mudanças profundas que permitam superar o 
sistema fragmentado vigente através da 
implantação de redes de atenção à saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As redes de atenção à saúde são organizações 
poliárquicas de conjuntos de serviços de saúde e 
organizações integradas, vinculados entre si por 
uma missão única, por objetivos comuns e por uma 
ação cooperativa e interdependente, que permitem 
ofertar uma atenção contínua e integral a 
determinada população, coordenada pela atenção 
primária à saúde prestada no tempo certo, no lugar 
certo, com o custo certo, com a qualidade certa e 
de forma humanizada, e com responsabilidades 
sanitárias e econômicas por esta população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Após pactuação tripartite, em 2011, foram 
priorizadas as seguintes redes temáticas: 
 
 A Rede Cegonha é uma estratégia inovadora do 
Ministério da Saúde que visa implementar uma rede 
de cuidados para assegurar às mulheres o direito 
ao planejamento reprodutivo e a atenção 
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e 
às crianças o direito ao nascimento seguro e ao 
crescimento e ao desenvolvimento saudáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Rede Cegonha é estruturada a partir de quatro 
componentes: pré-natal, parto e nascimento, 
puerpério e atenção integral à saúde da criança e 
sistema logístico que refere-se ao transporte 
sanitário e regulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Rede de Atenção às Urgências tem como 
objetivo reordenar a atenção à saúde em situações 
de urgência e emergência de forma coordenada 
entre os diferentes pontos de atenção que a 
compõe, de forma a melhor organizar a assistência, 
definindo fluxos e as referências adequadas. 
 É constituída pela Promoção, Prevenção e 
Vigilância em Saúde; Atenção Básica; SAMU 192; 
Sala de Estabilização; Força Nacional do SUS; UPA 
24h; Unidades Hospitalares e Atenção Domiciliar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (com prioridade para o 
Enfrentamento do Álcool, Crack, e outras Drogas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) 
corresponde a um conjunto articulado de diferentes 
pontos de atenção à saúde, instituída para acolher 
pessoas com sofrimento mental e com 
necessidades decorrentes do uso de álcool e outras 
drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS). 
iniciando-se 
pelo câncer (a partir da intensificação da prevenção 
e controle do câncer de mama e colo do útero). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Consideram-se doenças crônicas as doenças que 
apresentam início gradual, com duração longa ou 
incerta. As doenças crônicas, em geral, apresentam 
múltiplas causas e o tratamento envolve mudanças 
de estilo de vida, em um processo de cuidado 
contínuo que usualmente não leva à cura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, 
no âmbito do SUS, parte da necessidade de 
ampliar, qualificar e diversificar as estratégias para 
a atenção às pessoas com deficiência física, 
auditiva, intelectual, visual, estomia e múltiplas 
deficiências, por meio de uma rede de serviços 
integrada, articulada e efetiva nos diferentes pontos 
de atenção para atender às pessoas com 
deficiência, assim como iniciar precocemente as 
ações de reabilitação e de prevenção precoce de 
incapacidades. 
 Todas as redes também são transversalizadas 
pelos temas: qualificação e educação; informação; 
regulação; promoção e vigilância à saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Este item refere-se ao conjunto de 
procedimentos que objetiva adequar a estrutura 
física, tecnológica e de recursos humanos das UBS 
às necessidades de saúde da população de cada 
território. 
 
 
 A infraestrutura de uma UBS deve estar 
adequada ao quantitativo de população adscrita e 
suas especificidades, bem como aos processos de 
trabalho das 
equipes e à 
atenção à saúde 
dos usuários. Os 
parâmetros de 
estrutura devem, 
portanto, levar em 
consideração a 
densidade 
demográfica, a 
composição, 
atuação e os tipos 
de equipes, perfil 
da população, e 
as ações e 
serviços de saúde 
a serem 
realizados. É 
importante que sejam previstos espaços físicos e 
ambientes adequados para a formação de 
estudantes e trabalhadores de saúde de nível 
médio e superior, para a formação em serviço e 
para a educação permanente na UBS. 
 
 
 
 
 
 
 
 As UBS devem ser construídas de acordo com 
as normas sanitárias e tendo como referência as 
normativas de infraestrutura vigentes, bem como 
possuir identificação segundo os padrões visuais da 
Atenção Básica e do SUS. Devem, ainda, ser 
cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de 
Estabelecimentos de Saúde (SCNES), de acordo 
com as normas em vigor para tal. 
 As UBS poderão ter pontos de apoio para o 
atendimento de populações dispersas (rurais, 
ribeirinhas, assentamentos, áreas pantaneiras, 
etc.), com reconhecimento no SCNES, bem como 
nos instrumentos de monitoramento e avaliação. A 
estrutura física dos pontos de apoio deve respeitar 
as normas gerais de segurança sanitária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A ambiência de uma UBS refere-se ao espaço 
físico (arquitetônico), entendido como lugar social, 
 
 
 
profissional e de relações interpessoais, que deve 
proporcionar uma atenção acolhedora e humana 
para as pessoas, além de um ambiente saudável 
para o trabalho dos profissionais de saúde.\ 
 Para um ambiente adequado em uma UBS, 
existem componentes que atuam como 
modificadores e qualificadores do espaço, 
recomenda-se contemplar: recepção sem grades 
(para não intimidar ou dificultar a comunicação e 
também garantir privacidade à pessoa), 
identificação dos serviços existentes, escala dos 
profissionais, horários de funcionamento e 
sinalização de fluxos, conforto térmico e acústico, e 
espaços adaptados para as pessoas com 
deficiência em conformidade com as normativas 
vigentes. 
 
 
 
 
 
 
 
.facultando aos gestores locais, conjuntamente com 
as equipes que atuam na Atenção Básica e O Dá-
Pode-se o Conselho Municipal ou Local de Saúde, 
a possibilidade de definir outro parâmetro 
populacional de responsabilidade da equipe, 
podendo ser maior ou menor do que o parâmetro 
recomendado, de acordo com as especificidades do 
território, assegurando-se a qualidade do cuidado. 
 
ii) - 4 (quatro) equipes por UBS (Atenção Básica ou 
Saúde da Família), para que possam atingir seu 
potencial resolutivo. 
iii) - Fica estipulado para cálculo do teto máximo de 
equipes de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da 
Família (eSF), com ou sem os profissionais de 
saúde bucal, pelas quais o Município e o Distrito 
Federal poderão fazer jus ao recebimento de 
recursos financeiros específicos, conforme a 
seguinte fórmula: População/2.000. 
 
iv) - Em municípios ou territórios com menos de 
2.000 habitantes, que uma equipe de Saúde da 
Família (eSF) ou de Atenção Básica (eAB) seja 
responsável por toda população; 
 
-As ações e serviços da Atenção Básica, deverão 
seguir padrões essenciais e ampliados: 
-Padrões Essenciais - ações e procedimentosbásicos relacionados a condições 
básicas/essenciais de acesso e qualidade na 
Atenção Básica; e 
- Padrões Ampliados -ações e procedimentos 
considerados estratégicos para se avançar e 
alcançar padrões elevados de acesso e qualidade 
na Atenção Básica, considerando especificidades 
locais, indicadores e parâmetros estabelecidos nas 
Regiões de Saúde. 
 
 A oferta deverá ser pública, desenvolvida em 
parceria com o controle social, pactuada nas 
instâncias interfederativas, com financiamento 
regulamentado em normativa específica. 
 Caberá a cada gestor municipal realizar análise 
de demanda do território e ofertas das UBS para 
mensurar sua capacidade resolutiva, adotando as 
medidas necessárias para ampliar o acesso, a 
qualidade e resolutividade das equipes e serviços 
da sua UBS. 
 As unidades devem organizar o serviço de modo 
a otimizar os processos de trabalho, bem como o 
acesso aos demais níveis de atenção da RAS. 
 
 
 
 
 
 
 Toda UBS deve monitorar a satisfação de seus 
usuários, oferecendo o registro de elogios, críticas 
 
 
 
ou reclamações, por meio de livros, caixas de 
sugestões ou canais eletrônicos. As UBS deverão 
assegurar o acolhimento e escuta ativa e 
qualificada das pessoas, mesmo que não sejam da 
área de abrangência da unidade, com classificação 
de risco e encaminhamento responsável de acordo 
com as necessidades apresentadas, articulando-se 
com outros serviços de forma resolutiva, em 
conformidade com as linhas de cuidado 
estabelecidas. 
 
-Deverá estar afixado em local visível, próximo à 
entrada da UBS: 
 
- Identificação e horário de atendimento; 
- Mapa de abrangência, com a cobertura de cada 
equipe; 
- Identificação do Gerente da Atenção Básica no 
território e dos componentes de cada equipe da 
UBS; 
- Relação de serviços disponíveis; 
- Detalhamento das escalas de atendimento de 
cada equipe; 
 
 
 É a estratégia prioritária de atenção à saúde e 
visa à reorganização da Atenção Básica no país, de 
acordo com os preceitos do SUS. É considerada 
como estratégia de expansão, qualificação e 
consolidação da Atenção Básica, por favorecer uma 
reorientação do processo de trabalho com maior 
potencial de ampliar a resolutividade e impactar na 
situação de saúde das pessoas e coletividades, 
além de propiciar uma importante relação custo-
efetividade. 
 
 
 Composta no mínimo por médico, 
preferencialmente da especialidade medicina de 
família e comunidade, enfermeiro, 
preferencialmente especialista em saúde da família; 
auxiliar e/ou técnico de enfermagem e agente 
comunitário de saúde (ACS). Podendo fazer parte 
da equipe o agente de combate às endemias (ACE) 
e os profissionais de saúde bucal: cirurgião-
dentista, preferencialmente especialista em saúde 
da família, e auxiliar ou técnico em saúde bucal. 
 
 
 
 
 
 
 
 O número de ACS por equipe deverá ser 
definido de acordo com base populacional, critérios 
demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos, 
de acordo com definição local. 
 Em áreas de grande dispersão territorial, áreas 
de risco e vulnerabilidade social, recomenda-se a 
cobertura de 100% da população com número 
máximo de 750 pessoas por ACS. 
 
 Para equipe de Saúde da Família, há a 
obrigatoriedade de carga horária de 40 (quarenta) 
 
 
 
horas semanais para todos os profissionais de 
saúde membros da ESF. Dessa forma, os 
profissionais da ESF poderão estar vinculados a 
apenas 1 (uma) equipe de Saúde da Família, no 
SCNES vigente. 
 Na PNAB anterior à de 2017, esses profissionais 
poderiam destinar 8h semanais para atividades de 
formação (pós-graduação, etc). Na atual versão, a 
PNAB retirou isso. Atualmente, os médicos da eSF 
podem cumprir carga horária de 20h e 30h 
semanais. 
 
esta modalidade deve atender aos 
princípios e diretrizes propostas para a AB. A 
gestão municipal poderá compor equipes de 
Atenção Básica (eAB) de acordo com 
características e necessidades do município. Como 
modelo prioritário é a ESF, as equipes de Atenção 
Básica (eAB) podem posteriormente se organizar 
tal qual o modelo prioritário. 
 
 
 
 
 
 
 As equipes deverão ser compostas minimamente 
por médicos preferencialmente da especialidade 
medicina de família e comunidade, enfermeiro 
preferencialmente especialista em saúde da família, 
auxiliares de enfermagem e ou técnicos de 
enfermagem. Poderão agregar outros profissionais 
como dentistas, auxiliares de saúde bucal e ou 
técnicos de saúde bucal, agentes comunitários de 
saúde e agentes de combate às endemias. 
A composição da carga horária mínima por 
categoria profissional deverá ser de 10 (dez) horas, 
com no máximo de 3 (três) profissionais por 
categoria, devendo somar no mínimo 40 
horas/semanais. 
 
 
Modalidade que pode compor as equipes que 
atuam na atenção básica, constituída por um 
cirurgião-dentista e um técnico em saúde bucal e/ou 
auxiliar de saúde bucal. 
 
 Os profissionais de saúde bucal que compõem 
as equipes de Saúde da Família (eSF) e de 
Atenção Básica (eAB) e de devem estar vinculados 
à uma UBS ou a Unidade Odontológica Móvel, 
podendo se organizar nas seguintes modalidades: 
 
 
 Modalidade I: Cirurgião-dentista e auxiliar 
em saúde bucal (ASB) ou técnico em saúde 
bucal (TSB) e; 
 Modalidade II: Cirurgião-dentista, TSB e 
ASB, ou outro TSB. 
 
 
 Cada equipe de Saúde de Família que for 
implantada com os profissionais de saúde bucal ou 
quando se introduzir pela primeira vez os 
profissionais de saúde bucal numa equipe já 
implantada, modalidade I ou II, o gestor receberá do 
 
 
 
Ministério da Saúde os equipamentos 
odontológicos, através de doação direta ou o 
repasse de recursos necessários para adquiri-los 
(equipo odontológico completo). 
 
 
 Constitui uma equipe multiprofissional e 
interdisciplinar composta por categorias de 
profissionais da saúde, complementar às equipes 
que atuam na Atenção Básica. É formada por 
diferentes ocupações (profissões e especialidades) 
da área da saúde, atuando de maneira integrada 
para dar suporte (clínico, sanitário e pedagógico) 
aos profissionais das equipes de Saúde da Família 
(eSF) e de Atenção Básica (eAB). 
 Os diferentes profissionais devem estabelecer e 
compartilhar saberes, práticas e gestão do cuidado, 
com uma visão comum e aprender a solucionar 
problemas pela comunicação, de modo a maximizar 
as habilidades singulares de cada um. 
 Deve estabelecer seu processo de trabalho a 
partir de problemas, demandas e necessidades de 
saúde de pessoas e grupos sociais em seus 
territórios, bem como a partir de dificuldades dos 
profissionais de todos os tipos de equipes que 
atuam na Atenção Básica em suas análises e 
manejos. Para tanto, faz-se necessário o 
compartilhamento de saberes, práticas intersetoriais 
e de gestão do cuidado em rede e a realização de 
educação permanente e gestão de coletivos nos 
territórios sob responsabilidade destas equipes. 
-Compete especificamente à Equipe do Núcleo 
Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica 
(Nasf- AB): 
 
 
 
 
 
 
 
 Participar do planejamento conjunto com as 
equipes que atuam na Atenção Básica à 
que estão vinculadas; 
 Contribuir para a integralidade do cuidado 
aos usuários do SUS principalmente por 
intermédio da ampliação da clínica, 
auxiliando no aumento da capacidade de 
análise e de intervenção sobre problemas e 
necessidades de saúde, tanto em termos 
clínicos quanto sanitários; 
 Realizar discussão de casos, atendimento 
individual, compartilhado, interconsulta, 
construção conjunta de projetos 
terapêuticos, educação permanente, 
intervenções no território e na saúde de 
grupos populacionais de todos os ciclos de 
vida, e da coletividade, ações intersetoriais, 
ações de prevenção e promoção da saúde, 
discussão do processo de trabalho das 
equipes dentre outros, no território.Poderão compor os NASF-AB as ocupações do 
Código Brasileiro de Ocupações - CBO na área de 
saúde: Médico Acupunturista; Assistente Social; 
Profissional/Professor de Educação Física; 
 
 
 
Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; 
Médico Ginecologista/Obstetra; Médico Homeopata; 
Nutricionista; Médico Pediatra; Psicólogo; Médico 
Psiquiatra; Terapeuta Ocupacional; Médico 
Geriatra; Médico Internista (clinica médica), Médico 
do Trabalho, Médico Veterinário, profissional com 
formação em arte e educação (arte educador) e 
profissional de saúde sanitarista, ou seja, 
profissional graduado na área de saúde com pós-
graduação em saúde pública ou coletiva ou 
graduado diretamente em uma dessas áreas 
conforme normativa vigente. 
 
 
 Muda-se a política dos Núcleos de Atenção à 
Saúde da Família (NASF) e entram as Equipes 
Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde. As 
mudanças visam ampliar as ações das chamadas 
Equipes de Saúde da Família, que reúnem uma 
gama de profissionais que conformam o contato 
inicial do usuário com o sistema de saúde. 
 A equipe multiprofissional segue atuando de 
forma integrada com as equipes de Saúde da 
Família, voltando suas diretrizes ao fortalecimento 
da saúde básica, continuando com atividade 
integral no que corresponde aos trabalhos de suas 
especialidades. 
 
 
 
 As eMulti são definidas como equipes de 
profissionais de saúde de diferentes áreas de 
conhecimento que atuam de maneira complementar 
e integrada à APS, com atuação corresponsável 
pela população e pelo território, em articulação 
intersetorial e com a Rede de Atenção à Saúde 
 Foram instituídas três modalidades de equipes, 
compostas por um conjunto fixo e variável de 
profissionais. 
 A eMulti Ampliada vincula-se de 10 a 12 
equipes de APS e é composta com carga 
horária mínima de 300 horas. 
 
 A eMulti Complementar deve atender de 
cinco a nove equipes e ser composta por 
mínimo de 200 horas de atuação. 
 
 
 Por sua vez, a eMulti Estratégica, 
composta por uma carga horária mínima de 
100 horas, deve prestar atendimento de 
uma a quatro equipes de APS1. 
 Destaca-se, assim, a oportunidade de 
universalização da eMulti para todos os municípios 
do país, inclusive com a perspectiva do modelo 
intermunicipal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O apoio matricial ou matriciamento é uma 
estratégia de aproximação dos pontos de atenção 
envolvidos no cuidado integral ao usuário, visando 
a corresponsabilização das equipes e 
 
 
 
fortalecimento do vínculo do usuário com a Atenção 
Primária. 
 Ele auxilia a equipe a encontrar alternativas para 
além dos encaminhamentos e procedimentos 
burocratizados, valorizando os aspectos subjetivos 
da produção de saúde. 
 Produz ganhos para ambas as partes, é capaz 
de contribuir para o acompanhamento longitudinal, 
fortalecendo a coordenação do cuidado no SUS. 
 
 O matriciamento é uma estratégia de apoio e 
suporte, em que a equipe eSF aciona a equipe do 
eMULTI com o objetivo de aprimorar o atendimento 
e a resolubilidade dos casos. 
 
 É prevista a implantação da Estratégia de 
Agentes Comunitários de Saúde nas UBS como 
uma possibilidade para a reorganização inicial da 
Atenção Básica com vistas à implantação gradual 
da Estratégia de Saúde da Família ou como uma 
forma de agregar os agentes comunitários a outras 
maneiras de organização da Atenção Básica. São 
itens necessários à implantação desta estratégia: 
 Existência de uma Unidade Básica de 
Saúde, inscrita no SCNES vigente que 
passa a ser a UBS de referência para a 
equipe de agentes comunitários de saúde; 
 Número de ACS e ACE por equipe deverá 
ser definido de acordo com base 
populacional; 
 O cumprimento da carga horária integral de 
40 horas semanais por toda a equipe de 
agentes comunitários, por cada membro da 
equipe; composta por ACS e enfermeiro 
supervisor; 
 O enfermeiro supervisor e os ACS devem 
estar cadastrados no SCNES vigente, 
vinculados à equipe; 
 Cada ACS deve realizar as ações previstas 
nas regulamentações vigentes e nesta 
portaria e ter uma microárea sob sua 
responsabilidade, cuja população não 
ultrapasse 750 pessoas; 
 A atividade do ACS deve se dar pela lógica 
do planejamento do processo de trabalho a 
partir das necessidades do território, com 
 
 
 
priorização para população com maior grau 
de vulnerabilidade e de risco 
epidemiológico; 
 Atuação em ações básicas de saúde deve 
visar à integralidade do cuidado no território; 
e cadastrar, preencher e informar os dados 
através do Sistema de Informação em 
Saúde para a Atenção Básica vigente. 
 Todos os profissionais do SUS e, especialmente, 
da Atenção Básica são responsáveis pela atenção 
à saúde de populações que apresentem 
vulnerabilidades sociais específicas e, por 
consequência, necessidades de saúde específicas, 
assim como pela atenção à saúde de qualquer 
outra pessoa. Isso porque a Atenção Básica possui 
responsabilidade direta sobre ações de saúde em 
determinado território, considerando suas 
singularidades, o que possibilita intervenções mais 
oportunas nessas situações específicas, com o 
objetivo de ampliar o acesso à RAS e ofertar uma 
atenção integral à saúde. 
-São consideradas equipes de Atenção Básica para 
Populações Específicas: 
1 - Equipes de Saúde da Família para o 
atendimento da População Ribeirinha da 
Amazônia Legal e Pantaneira: Considerando as 
especificidades locorregionais, os municípios da 
Amazônia Legal e Pantaneiras podem optar entre 2 
(dois) arranjos organizacionais para equipes Saúde 
da Família, além dos existentes para o restante do 
país: 
 
 Equipe de Saúde da Família Ribeirinha 
(eSFR): São equipes que desempenham 
parte significativa de suas funções em UBS 
construídas e/ou localizadas nas 
comunidades pertencentes à área adstrita e 
cujo acesso se dá por meio fluvial e que, 
pela grande dispersão territorial, necessitam 
de embarcações para atender as 
comunidades dispersas no território. As 
eSFR são vinculadas a uma UBS, que pode 
estar localizada na sede do Município ou em 
alguma comunidade ribeirinha localizada na 
área adstrita. 
 
 A eSFR será formada por equipe 
multiprofissional composta por, no mínimo: 1 (um) 
médico, preferencialmente da especialidade de 
Família e Comunidade, 1 (um) enfermeiro, 
preferencialmente especialista em Saúde da 
Família e 1 (um) auxiliar ou técnico de enfermagem, 
podendo acrescentar a esta composição, como 
parte da equipe multiprofissional, o ACS e ACE e os 
profissionais de saúde bucal:1 (um) cirurgião 
dentista, preferencialmente especialista em saúde 
da família e 1 (um) técnico ou auxiliar em saúde 
bucal. 
 
 Nas hipóteses de grande dispersão populacional, 
as ESFR podem contar, ainda, com: até 24 (vinte e 
 
 
 
quatro) Agentes Comunitários de Saúde; até 12 
(doze) microscopistas, nas regiões endêmicas; até 
11 (onze) Auxiliares/Técnicos de enfermagem; e 1 
(um) Auxiliar/Técnico de saúde bucal. As ESFR 
poderão, ainda, acrescentar até 2 (dois) 
profissionais da área da saúde de nível superior à 
sua composição, dentre enfermeiros ou outros 
profissionais previstos nas equipes de Nasf-AB. 
 Para as comunidades distantes da UBS de 
referência, as eSFR adotarão circuito de 
deslocamento que garanta o atendimento a todas 
as comunidades assistidas, ao menos a cada 60 
(sessenta) dias. 
 As Unidades Básicas de Saúde (UBS), 
popularmente conhecidas como postos de saúde, 
são locais onde o cidadão pode receber os 
atendimentos gratuitos essenciais em saúde da 
criança, da mulher, do adulto e do idoso, além de 
odontologia, requisições de exames por equipes 
multiprofissionais e acesso a medicamentos. 
Corresponde a Atenção Primária à Saúde e junto a 
USF são a porta de entrada do sistema único de 
Saúde. 
 
 
 
 
 
 A USF têm perfil semelhante, tambémvoltada a 
atendimentos primários e o mesmo 
acompanhamento de pessoas com doenças 
crônicas, como diabetes e hipertensão. A diferença, 
no caso de uma USF, está na promoção da 
prevenção de doenças com grupos de moradores 
de cada território, por meio de agentes comunitários 
e assistentes sociais. Juntas, ambas as unidades 
resolvem grande parte dos problemas de saúde da 
população do zoneamento que está sob sua 
responsabilidade. É importante observar que UBS e 
USF atuam diretamente nos bairros onde as 
pessoas vivem. 
 
 
 
 
 
 
 Já as UPAs 24h reorganizam a urgência e a 
emergência dos hospitais do SUS. Essas unidades 
são responsáveis por prestar atendimento de média 
complexidade, como em casos de vítimas de 
acidentes e problemas cardíacos. 
 
 
 As UPAs dão conta de atender, sem a 
necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro 
hospitalar, uma grande parcela dos pacientes que 
as procura. Nessas unidades, o usuário é avaliado 
de acordo com a classificação de risco, podendo 
ser liberado ou permanecer em observação por até 
24 horas ou, se preciso, ser removido ao hospital 
de referência. 
 
 
 
1. Área de atuação: realizar territorialização, 
mapeamento, cadastro e busca ativa no 
território; 
2. Atenção à saúde: promoção, proteção e 
recuperação da saúde. Prevenção de 
doenças e agravos, atendimento à demanda 
espontânea, ações programáticas, ações 
coletivas, ações de vigilância em saúde, 
promoção de palestras, conforme a 
necessidade da população; 
3. Acolhimento - responsabilização - regulação 
4. Segurança do paciente 
5. Notificação de doenças e agravos 
6. Atenção domiciliar 
7. Alimentação dos sistemas de informação 
8. Trabalho interdisciplinar 
9. Ações intersetoriais 
10. Participação da comunidade -planejamento 
- avaliação 
11. Educação permanente e continuada 
a) em saúde 
12. Gerenciamento dos insumos 
 
I - Realizar atenção à saúde aos indivíduos e 
famílias vinculadas às equipes e, quando indicado 
ou necessário, no domicílio e/ou nos demais 
espaços comunitários (escolas, associações entre 
outras), em todos os ciclos de vida; 
II - Realizar consulta de enfermagem, 
procedimentos, solicitar exames complementares, 
prescrever medicações conforme protocolos, 
diretrizes clínicas e terapêuticas, ou outras 
normativas técnicas estabelecidas pelo gestor 
federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, 
observadas as disposições legais da profissão; 
 
 
 
 
 
 
 
 
III - Realizar e/ou supervisionar acolhimento com 
escuta qualificada e classificação de risco, de 
acordo com protocolos estabelecidos; 
IV - Realizar estratificação de risco e elaborar plano 
de cuidados para as pessoas que possuem 
condições crônicas no território, junto aos demais 
membros da equipe; 
 
 
 
V - Realizar atividades em grupo e encaminhar, 
quando necessário, usuários a outros serviços, 
conforme fluxo estabelecido pela rede local; 
VI - Planejar, gerenciar e avaliar as ações 
desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de 
enfermagem, ACS e ACE em conjunto com os 
outros membros da equipe; 
VII - Supervisionar as ações do técnico/auxiliar de 
enfermagem e ACS; 
VIII - Implementar e manter atualizados rotinas, 
protocolos e fluxos relacionados a sua área de 
competência na UBS; e 
IX - Exercer outras atribuições conforme legislação 
profissional, e que sejam de responsabilidade na 
sua área de atuação. 
 
 
I - Realizar a atenção à saúde às pessoas e 
famílias sob sua responsabilidade; 
II - Realizar consultas clínicas, pequenos 
procedimentos cirúrgicos, atividades em grupo na 
UBS e, quando indicado ou necessário, no domicílio 
e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, 
associações entre outros); em conformidade com 
protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas, bem 
como outras normativas técnicas estabelecidas 
pelos gestores (federal, estadual, municipal ou 
Distrito Federal), observadas as disposições legais 
da profissão; 
III - Realizar estratificação de risco e elaborar plano 
de cuidados para as pessoas que possuem 
condições crônicas no território, junto aos demais 
membros da equipe; 
IV - Encaminhar, quando necessário, usuários a 
outros pontos de atenção, respeitando fluxos locais, 
mantendo sob sua responsabilidade o 
acompanhamento do plano terapêutico prescrito; 
V - Indicar a necessidade de internação hospitalar 
ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo 
acompanhamento da pessoa; 
VI - Planejar, gerenciar e avaliar as ações 
desenvolvidas pelos ACS e ACE em conjunto com 
os outros membros da equipe; e 
 
VII - Exercer outras atribuições que sejam de 
responsabilidade na sua área de atuação. 
 
 
 Recomenda-se a inclusão do Gerente de 
Atenção Básica com o objetivo de contribuir para o 
 
 
 
aprimoramento e qualificação do processo de 
trabalho nas Unidades Básicas de Saúde, em 
especial ao fortalecer a atenção à saúde prestada 
pelos profissionais das equipes à população 
adscrita, por meio de função técnico-gerencial. 
 Entende-se por Gerente de AB um profissional 
qualificado, preferencialmente com nível superior, 
com o papel de garantir o planejamento em saúde, 
de acordo com as necessidades do território e 
comunidade, a organização do processo de 
trabalho, coordenação e integração das ações. 
Importante ressaltar que o gerente não seja 
profissional integrante das equipes vinculadas à 
UBS e que possua experiência na Atenção Básica, 
preferencialmente de nível superior, e dentre suas 
atribuições estão: 
I - Conhecer e divulgar, junto aos demais 
profissionais, as diretrizes e normas que incidem 
sobre a AB em âmbito nacional, estadual, municipal 
e Distrito Federal, com ênfase na Política Nacional 
de Atenção Básica, de modo a orientar a 
organização do processo de trabalho na UBS; 
 
II - Participar e orientar o processo de 
territorialização, diagnóstico situacional, 
planejamento e programação das equipes, 
avaliando resultados e propondo estratégias para o 
alcance de metas de saúde, junto aos demais 
profissionais; 
III - Acompanhar, orientar e monitorar os processos 
de trabalho das equipes que atuam na AB sob sua 
gerência, contribuindo para implementação de 
políticas, estratégias e programas de saúde, bem 
como para a mediação de conflitos e resolução de 
problemas; 
IV - Mitigar a cultura na qual as equipes, incluindo 
profissionais envolvidos no cuidado e gestores 
assumem responsabilidades pela sua própria 
segurança de seus colegas, pacientes e familiares, 
encorajando a identificação, a notificação e a 
resolução dos problemas relacionados à segurança; 
V - Assegurar a adequada alimentação de dados 
nos sistemas de informação da Atenção Básica 
vigente, por parte dos profissionais, verificando sua 
consistência, estimulando a utilização para análise 
e planejamento das ações, e divulgando os 
resultados obtidos; 
VI - Estimular o vínculo entre os profissionais 
favorecendo o trabalho em equipe; 
VII - Potencializar a utilização de recursos físicos, 
tecnológicos e equipamentos existentes na UBS, 
apoiando os processos de cuidado a partir da 
orientação à equipe sobre a correta utilização 
desses recursos; 
 
VIII - Qualificar a gestão da infraestrutura e dos 
insumos (manutenção, logística dos materiais, 
ambiência da UBS), zelando pelo bom uso dos 
recursos e evitando o desabastecimento; 
IX - Representar o serviço sob sua gerência em 
todas as instâncias necessárias e articular com 
demais atores da gestão e do território com vistas à 
qualificação do trabalho e da atenção à saúde 
realizada na UBS; 
X - Conhecer a RAS, participar e fomentar a 
participação dos profissionais na organização dos 
fluxos de usuários, com base em protocolos, 
diretrizes clínicas e terapêuticas, apoiando a 
referência e contrarreferência entre equipes que 
atuam na AB e nos diferentes pontos de atenção, 
com garantia de encaminhamentosresponsáveis; 
XI - Conhecer a rede de serviços e equipamentos 
sociais do território, e estimular a atuação 
intersetorial, com atenção diferenciada para as 
vulnerabilidades existentes no território; 
 
 
 
XII - Identificar as necessidades de 
formação/qualificação dos profissionais em conjunto 
com a equipe, visando melhorias no processo de 
trabalho, na qualidade e resolutividade da atenção, 
e promover a Educação Permanente, seja 
mobilizando saberes na própria UBS, ou com 
parceiros; 
 
XIII - Desenvolver gestão participativa e estimular a 
participação dos profissionais e usuários em 
instâncias de controle social; 
XIV - Tomar as providências cabíveis no menor 
prazo possível quanto a ocorrências que interfiram 
no funcionamento da unidade; e 
XV - Exercer outras atribuições que lhe sejam 
designadas pelo gestor municipal ou do Distrito 
Federal, de acordo com suas competências. 
 
 
 
 
 
 
 
 Assim, além das atribuições comuns a todos os 
profissionais da equipe de AB, são atribuições dos 
ACS e ACE: 
I - Realizar diagnóstico demográfico, social, cultural, 
ambiental, epidemiológico e sanitário do território 
em que atuam, contribuindo para o processo de 
territorialização e mapeamento da área de atuação 
da equipe; 
II - Desenvolver atividades de promoção da saúde, 
de prevenção de doenças e agravos, em especial 
aqueles mais prevalentes no território, e de 
vigilância em saúde, por meio de visitas 
domiciliares regulares e de ações educativas 
individuais e coletivas, na UBS, no domicílio e 
outros espaços da comunidade, incluindo a 
investigação epidemiológica de casos suspeitos de 
doenças e agravos junto a outros profissionais da 
equipe quando necessário; 
III - Realizar visitas domiciliares com periodicidade 
estabelecida no planejamento da equipe e 
conforme as necessidades de saúde da população, 
para o monitoramento da situação das famílias e 
indivíduos do território, com especial atenção às 
pessoas com agravos e condições que necessitem 
de maior número de visitas domiciliares; 
 
 
 
 
IV - Identificar e registrar situações que interfiram 
no curso das doenças ou que tenham importância 
epidemiológica relacionada aos fatores ambientais, 
realizando, quando necessário, bloqueio de 
transmissão de doenças infecciosas e agravos; 
V - Orientar a comunidade sobre sintomas, riscos e 
agentes transmissores de doenças e medidas de 
prevenção individual e coletiva; 
VI - Identificar casos suspeitos de doenças e 
agravos, encaminhar os usuários para a unidade de 
saúde de referência, registrar e comunicar o fato à 
autoridade de saúde responsável pelo território; 
VII - Informar e mobilizar a comunidade para 
desenvolver medidas simples de manejo ambiental 
e outras formas de intervenção no ambiente para o 
controle de vetores; 
VIII - Conhecer o funcionamento das ações e 
serviços do seu território e orientar as pessoas 
quanto à utilização dos serviços de saúde 
disponíveis; 
IX - Estimular a participação da comunidade nas 
políticas públicas voltadas para a área da saúde; 
X - Identificar parceiros e recursos na comunidade 
que possam potencializar ações intersetoriais de 
relevância para a promoção da qualidade de vida 
da população, como ações e programas de 
educação, esporte e lazer, assistência social, entre 
outros; 
XI - Exercer outras atribuições que lhes sejam 
atribuídas por legislação específica da categoria, ou 
outra normativa instituída pelo gestor federal, 
municipal ou do Distrito Federal. 
 
 
I - Trabalhar com adscrição de indivíduos e famílias 
em base geográfica definida e cadastrar todas as 
pessoas de sua área, mantendo os dados 
atualizados no sistema de informação da Atenção 
Básica vigente, utilizando-os de forma sistemática, 
com apoio da equipe, para a análise da situação de 
saúde, considerando as características sociais, 
econômicas, culturais, demográficas e 
epidemiológicas do território, e priorizando as 
situações a serem acompanhadas no planejamento 
local; 
II - Utilizar instrumentos para a coleta de 
informações que apoiem no diagnóstico 
demográfico e sociocultural da comunidade; 
III - Registrar, para fins de planejamento e 
acompanhamento das ações de saúde, os dados 
de nascimentos, óbitos, doenças e outros agravos à 
saúde, garantindo o sigilo ético; 
IV - Desenvolver ações que busquem a integração 
entre a equipe de saúde e a população adscrita à 
UBS, considerando as características e as 
finalidades do trabalho de acompanhamento de 
indivíduos e grupos sociais ou coletividades; 
V - Informar os usuários sobre as datas e horários 
de consultas e exames agendados; 
VI - Participar dos processos de regulação a partir 
da Atenção Básica para acompanhamento das 
 
 
 
necessidades dos usuários no que diz respeito a 
agendamentos ou desistências de consultas e 
exames solicitados; 
VII - Exercer outras atribuições que lhes sejam 
atribuídas por legislação específica da categoria, ou 
outra normativa instituída pelo gestor federal, 
municipal ou do Distrito Federal. 
 
 - Poderão ser consideradas, ainda, atividades do 
Agente Comunitário de Saúde, a serem realizadas 
em caráter excepcional, assistidas por profissional 
de saúde de nível superior, membro da equipe, 
após treinamento específico e fornecimento de 
equipamentos adequados, em sua base geográfica 
de atuação, encaminhando o paciente para a 
unidade de saúde de referência. 
 
I - Aferir a pressão arterial, inclusive no domicílio, 
com o objetivo de promover saúde e prevenir 
doenças e agravos; 
II - Realizar a medição da glicemia capilar, inclusive 
no domicílio, para o acompanhamento dos casos 
diagnosticados de diabetes mellitus e segundo 
projeto terapêutico prescrito pelas equipes que 
atuam na Atenção Básica; 
III - Aferição da temperatura axilar, durante a visita 
domiciliar; 
IV - Realizar técnicas limpas de curativo, que são 
realizadas com material limpo, água corrente ou 
soro fisiológico e cobertura estéril, com uso de 
coberturas passivas, que somente cobre a ferida; 
V - Indicar a necessidade de internação hospitalar 
ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo 
acompanhamento da pessoa; 
VI - Planejar, gerenciar e avaliar as ações 
desenvolvidas pelos ACS e ACE em conjunto com 
os outros membros da equipe; 
I - Executar ações de campo para pesquisa 
entomológica, malacológica ou coleta de 
reservatórios de doenças; 
II - Realizar cadastramento e atualização da base 
de imóveis para planejamento e definição de 
estratégias de prevenção, intervenção e controle de 
doenças, incluindo, dentre outros, o recenseamento 
de animais e levantamento de índice amostral 
tecnicamente indicado; 
III - Executar ações 
de controle de 
doenças utilizando 
as medidas de 
controle químico, 
biológico, manejo 
ambiental e outras 
ações de manejo 
integrado de 
vetores; 
IV - Realizar e 
manter atualizados 
os mapas, croquis e o reconhecimento geográfico 
de seu território; e 
V - Executar ações de campo em projetos que 
visem avaliar novas metodologias de intervenção 
para prevenção e controle de doenças; e 
VI - Exercer outras atribuições que lhes sejam 
atribuídas por legislação específica da categoria, ou 
outra normativa instituída pelo gestor federal, 
municipal ou do Distrito Federal; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O programa Previne Brasil foi instituído pela 
Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019. O 
novo modelo de financiamento altera algumas 
formas de repasse das transferências para os 
municípios, que passam a ser distribuídas com 
base em três critérios: capitação ponderada, 
pagamento por desempenho e incentivo para ações 
estratégicas. 
Figura 1. Diferenças na estrutura orçamentária considerando 
os anos de 2019 e 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Conforme exposto pela Figura 1, nota-se que, as 
formas de repasse das transferênciaspara os 
municípios nesse modelo são definidas a partir de 
três componentes: Capitação Ponderada, 
Pagamento por Desempenho e Incentivo a ações 
estratégicas. 
 A Capitação ponderada consiste em um repasse 
calculado com base no número de pessoas 
cadastradas e sob responsabilidade das equipes de 
Saúde da Família (eSF) ou equipes de Atenção 
Primária (eAP) credenciadas. Ela considera fatores 
de ajuste como a vulnerabilidade socioeconômica, o 
perfil de idade e a classificação geográfica (rural-
urbana) do município, compreendendo, desta 
forma, o conceito de “ponderação”. 
 Com um intuito de promover o alcance dos 
propósitos estabelecidos pelo componente de 
capitação ponderada, foi estabelecida pela Portaria 
nº 3.263, de 11 de dezembro de 2019 a estratégia 
“Cadastre Já!”, que consiste em um incentivo 
financeiro de custeio federal para implementação e 
fortalecimento das ações de cadastramento dos 
usuários do SUS, no âmbito da APS. Esse incentivo 
destinado aos municípios teve como finalidade: 
 
I – Estimular estratégias para a realização e 
atualização, pelo município e pelo Distrito 
Federal, do cadastro dos usuários no 
SISAB, visando à ampliação do acesso da 
população aos serviços da APS; 
II – Fomentar o aperfeiçoamento dos 
processos de trabalho das Unidades de 
Saúde da Família, com vistas a oportunizar 
a realização do cadastro dos usuários 
durante sua permanência no serviço; 
III – Apoiar a divulgação de informações à 
população por meio de mídias sociais, 
veículos de comunicação e impressos sobre 
a necessidade, importância e incentivo da 
realização do cadastro dos usuários no 
âmbito da APS. 
 
 
 
 Já no caso do componente de Pagamento por 
desempenho, considera-se os resultados de 
indicadores alcançados pelas equipes credenciadas 
e cadastradas no SCNES. Para o ano de 2020, foi 
publicado, por meio da Portaria Nº 3.222, de 10 de 
dezembro de 2019, um total de sete indicadores, os 
quais abrangem as ações estratégicas de Saúde da 
Mulher, Pré-Natal, Saúde da Criança e Doenças 
Crônicas (Hipertensão Arterial e Diabetes Melittus). 
 
1. Proporção de gestantes com pelo menos 6 
(seis) consultas pré-natal realizadas, sendo 
a 1
a
 (primeira) até a 12
a
 (décima segunda) 
semana de gestação. 
 
2. Proporção de gestantes com realização de 
exames para sífilis e HIV. 
 
3. Proporção de gestantes com atendimento 
odontológico realizado. 
 
4. Proporção de mulheres com coleta de 
citopatológico na APS. 
 
5. Proporção de crianças de 1 (um) ano de 
idade vacinadas na APS contra difteria, 
tétano, coqueluche, hepatite B, infecções 
causadas por haemophilus influenzae tipo b 
e poliomielite inativada. 
 
6. Proporção de pessoas com hipertensão, 
com consulta e pressão arterial aferida no 
semestre. 
 
7. Proporção de pessoas com diabetes, com 
consulta e hemoglobina glicada solicitada 
no semestre. 
 
 Por fim, no caso do Incentivo a ações 
estratégicas, os municípios que aderirem a projetos 
específicos do Governo Federal receberão mais 
recursos financeiros de custeio condicionados às 
regras das ações, aos programas e às estratégias 
do Ministério da Saúde, conforme disposto no art. 
12-G da Portaria de Consolidação Nº 6, de 28 de 
setembro de 2017. Abaixo são listados as ações, os 
programas e as estratégias contemplados por esse 
incentivo, de acordo com a Portaria de 
Consolidação Nº 6, de 28 de setembro de 2017: 
I – Programa Saúde na Hora; 
II- Equipe de Saúde Bucal (eSB); 
III – Unidade Odontológica Móvel (UOM); 
IV – Centro de Especialidades 
Odontológicas (CEO); 
V – Laboratório Regional de Prótese 
Dentária (LRPD); 
VI – Equipe de Consultório na Rua (eCR); 
VII – Unidade Básica de Saúde Fluvial 
(UBSF); 
VIII – Equipe de Saúde da Família 
Ribeirinha (eSFR); 
IX – Microscopista; 
X – Equipe de Atenção Básica Prisional 
(eABP); 
XI – Custeio para o ente federativo 
responsável pela gestão das ações de 
Atenção 
Integral à Saúde dos Adolescentes em 
Situação de Privação de Liberdade; 
XII – Programa Saúde na Escola (PSE); 
XIII – Programa Academia da Saúde; 
XIV- Programas de apoio à informatização 
da APS; 
XV – Incentivo aos municípios com 
residência médica e multiprofissional; 
XVI – Estratégia de Agentes Comunitários 
de Saúde (ACS); e 
XVII – Outros que venham a ser instituídos 
por meio de ato normativo específico. 
(Ministério da Saúde. Redação dada pela 
Portaria nº 2.979/GM/MS/2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O processo de trabalho das equipes de Atenção 
Básica é o que diferencia o diferente alcance de 
metas e objetivos. 
 O processo de trabalho em saúde é um conjunto 
de ações coordenadas dos membros da equipe 
com as famílias, grupos sociais e os pacientes 
(objetos do trabalho) e os saberes e métodos 
constituem os instrumentos do trabalho. 
 Envolve a força de trabalho 
em que a energia potencial, a capacidade de 
trabalhar é posta em ação na criação de uma 
determinada mercadoria ou resultado que possui 
valor. O trabalho em saúde é um ato vivo e deve 
ser centrado na produção de cuidados, saberes 
compartilhados e saúde. 
 Todos aqueles produtos-
meios que estão envolvidos no processo de 
trabalho – como ferramenta, matéria-prima ou um 
saber estruturado – e que são resultantes de um 
trabalho vivo anterior e não irá realizar nenhum 
produto. 
 O trabalho vivo interage todo o tempo com 
instrumentos, normas, máquinas, formando assim 
um processo de trabalho, no qual interagem 
diversos tipos de tecnologias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As práticas do trabalho na atenção básica devem 
incluir diversas tecnologias de maneira adequada, 
conforme as necessidades de saúde, que são as 
ações e os serviços de saúde dos quais os sujeitos 
precisam para ter melhores condições de vida, sem 
prejuízo do atendimento que requer tecnologias 
materiais. 
 
 
 
 A tecnologia em saúde pode ser entendida como 
um leque de ferramentas, dispositivos e sistemas 
direcionados a otimizar a qualidade dos serviços de 
saúde prestados, de forma a promover saúde, 
prevenir e tratar doenças. As tecnologias podem ser 
classificadas como: leve, leve-dura e dura. 
 
 Diz respeito às 
relações de: 
● Vínculo 
● Acolhimento 
● Empoderamento 
● Humanização 
● Gestão como uma forma de 
governar processos de trabalho 
 
 diz respeito 
aos saberes bem estruturados, que operam no 
processo de trabalho em saúde, como: 
● Clinica médica 
● Clínica psicanalítica 
● Epidemiologia 
● Conhecimentos 
● Teórico-científicos 
● Protocolos 
● Fluxo de atendimentos 
● Clínica Ampliada 
 
 refere-se ao uso de 
equipamentos e máquinas tecnológicos: 
 
 
● Máquinas 
● Estruturas organizacionais 
● Exames laboratoriais 
● Exames de imagem 
● Equipamentos 
● Medicamentos 
 
 Em um processo de trabalho, há alguns termos 
importantes a serem compreendidos: 
*Objeto de trabalho: é o que será transformado, 
criado pelo trabalho. 
*Meios de produção do trabalho: são 
instrumentos que permitem que o trabalho seja 
realizado, podem ser conhecimentos 
sistematizados, equipamentos e maquinários. 
*Agentes: são as pessoas que realizam o processo 
de transformação de um objeto. Por exemplo, num 
processo de cuidado, os profissionais de saúde são 
os agentes e utilizam-se de meios para exercer 
alguma ação transformadora sobre o 
objeto/paciente. 
 No trabalho normativo, cada membro de uma 
equipe tem suas atribuições definidas, a equipe não 
discute entre si, está “programada” a cuidar de 
problemas técnicos, não realiza planejamento ou 
objetivos. 
 Esse tipo de 
trabalho se baseia em objetivos definidos de forma 
estratégica e discussões de forma a otimizar e 
alcançar melhores resultados. Por meio do 
planejamento identifica e traça rotas. 
 no 
trabalho comunicativo, os membros da equipe tem 
grande facilidade de se comunicar e criar relações 
 
 
 
dentro do processo de trabalho, o que favorece o 
trabalho em equipe.

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