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AO SENHOR JUIZ DO TRABALHO DA ___ VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE/MG PAULO DE ANDRADE FERREIRA, brasileiro, casado, atualmente desempegado, filho de Felisberta de Assis Ferreira, portador da Carteira de Identidade nº 358 e CPF nº 898.988.8, residente e domiciliado na Rua Ibiraci, 553, Salgado Filho, Belo Horizonte/MG, CEP 30225, por sua advogada que esta subscreve, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, propor a presente RECLAMAÇÃO TRABALHISTA em face de SOCIEDADE EMPRESÁRIA COLINA FERRAGENS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ___, com endereço _____, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos: DOS FATOS O Reclamante foi contratado pela parte Reclamada no dia 02 de dezembro de 2022, com a finalidade de exercer a função de ferramentista, trabalhando na sede da empresa, localizada em Belo Horizonte/MG, mediante o pagamento de um salário mínimo mensal. Durante o contrato de trabalho, prestava sua função das 20h às 5h, de segunda à sábado, com intervalo de apenas 20 minutos. Além disso, o Reclamante exercia atividade em horário noturno sem a remuneração adicional noturno devido e das horas extras exercidas. De forma abusiva, foi imposto a ele, pela parte Reclamada, a função de manobrista, cumprindo esta função ao menos quatro vezes durante a semana, sem qualquer espécie de remuneração, mesmo havendo previsão jurisprudencial sobre o desvio de função tendo o acréscimo de 30%. A parte autora, no dia de 15 de dezembro de 2023, foi eleito e empossado como Presidente do seu sindicato, para um mandato de dois anos. O fato foi devidamente comunicado à empresa Reclamada por escrito, conforme consta anexado nos autos do processo. O contrato de trabalho foi encerrado em 06 de março de 2024, quando o Reclamante foi dispensado sem justa causa.. Ocorre que, durante o período de trabalho exercido pela parte autora, diversas irregularidades foram cometidas pela empresa Reclamada, as quais permitem a proposição da presente reclamação trabalhista. DO DIREITO DA ADMINISTRAÇÃO SINDICAL Em razão da sua condição de Presidente sindical, o Reclamante deve ter estabilidade no emprego, conforme é nos termos do artigo 8º, inciso VIII, da Constituição Federal e do artigo 543, § 3º, da CLT, sendo nula a sua dispensa sem justa causa. DO ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAS Durante todo o período do contrato de trabalho, o Reclamante cumpriu jornada de trabalho de segunda-feira a sábado, das 20h às 5h, caracterizando trabalho noturno, tendo o direito ao adicional de no mínimo 20% sobre a hora diurna, conforme o art. 73 da CLT, e ainda, considerando o pagamento de horas extras devidas pelas horas de trabalho exercidas que extrapolam as 8 horas de trabalho e 44 horas semanais. DO INTERVALO O intervalo concedido a parte Reclamante é inferior ao mínimo legal expresso no art. 71 da CLT, onde a parte autora tinha apenas 20 (vinte) minutos de intervalo para refeição e descanso, sendo considerado um flagrante desrespeito, pois é previsto na lei supracitada o mínimo de 1 hora para jornadas superiores a 6 horas. Diante desta retirada considerável e extremamente desrespeitosa do intervalo, é devido a parte Reclamante o pagamento, como horas extras, do período faltante para completar o mínimo legal estabelecido, conforme entendimento consolidado na Súmula nº 437 do TST. DO DESVIO DE FUNÇÃO E ADICIONAL DE 30% O Reclamante, embora contratado como ferramentista, passou a ser obrigado a dirigir o veículo da empresa Reclamada como manobrista, em pelo menos quatro vezes por semana, caracterizando desvio de função, conforme o art. 468 da CLT prevê, pois não recebeu nenhum valor adicional pelo exercício da função, e não houve a devida modificação ou reconhecimento da nova função. acréscimo da função em seu contrato de trabalho. Diante ao acréscimo de responsabilidades e da realização de tarefas distintas daquelas para as quais foi contratado, o Reclamante compreende e deve ser credor de um adicional salarial de 30% (trinta por cento) sobre o valor do seu salário, em consideração ao previsto para outras categorias profissionais e como forma de compensar o exercício de função. DOS PEDIDOS Diante de todo o exposto, requer o Reclamante a Vossa Excelência: a) A nulidade da dispensa sem justa causa, em razão do seu cago com Presidente sindical, com a sua devida reintegração ao emprego, no mesmo cargo, OU a devida indenização substitutiva; b) O pagamento do adicional noturno sobre todas as hora laboradas entre às 20h até às 5h; c) O pagamento de horas extras pela jornada legal excedida; d) O pagamento de horas extras pelo não cumprimento legal protegido do seu horário de intervalo para refeição e descanso; e) O pagamento de adicional pelo acúmulo de funções no valor de 30%. f) A condenação da Reclamada ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais, nos termos do artigo 791-A da CLT; g) A condenação da Reclamada ao pagamento de **custas e demais despesas processuais; h) A produção de todos os meios de prova legal em direito admitidos, especialmente prova documental anexado no processo, assim como prova testemunhal, a fim de comprovar o desvio de função realizado, e o depoimento pessoal do representante legal da empresa Reclamada, sob pena de confissão. Dá-se à presente causa o valor de R$____________ Termos em que, Pede deferimento. Belo Horizonte, 30 de abril de 2025. _________________________ Maria Antônia Soares da Silva OAB nº ______ ANEXOS * Procuração * Cópia da Carteira de Identidade do Autor * Cópia do CPF do Autor * Comprovante de Residência do Autor * Cópia da CTPS do Reclamante (prints da CTPS Digital) * Documento escrito da comunicação como Presiddente Sindical.