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ARA 2238 NUTRIÇÃO FUNCIONAL Thaisa Helena F. Ramos Tomaz Nutricionista Mestre em Saúde Coletiva – IFF/FIOCRUZ Especialista em Nutrição Materno Infantil – Estácio de Sá Especialista em Nutrição Clínica – UGF PLANO DE ENSINO EMENTA DA DISCIPLINA NUTRIÇÃO FUNCIONAL; SISTEMA DE ATMS DE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL; TRATAMENTO NUTRICIONAL DOS DESEQUILÍBRIOS ORGÂNICOS; NUTRIÇÃO FUNCIONAL PRESCRITOR OBJETIVOS Capacitar o aluno para aplicação dos alimentos funcionais na prática clínica. Conhecer os mecanismos bioquímicos e fisiológicos da ação destes alimentos no organismo Apresentar os princípios da nutrição funcional; Capacitar a avaliação integrada do indivíduo com base no sistema ATMS; Interpretar e tratar distúrbios orgânicos de base; Conhecer e aplicar os diferentes métodos de avaliação de consumo alimentar; Discutir a aplicação, vantagens e limitações dos métodos de avaliação nutricional. PROCEDIMENTOS DE ENSINO APRENDIZAGEM A disciplina adotará o modelo de sala de aula invertida e aprendizagem baseada em problemas. O processo de ensino aprendizagem iniciará por meio de uma preleção, que terá como base uma situação problema previamente definida pelo professor. Estratégias: recursos audiovisuais, leitura e análise de artigos científicos, exercícios, estudos de casos, debates estruturados, ferramentas digitais que tornarão o aluno protagonista de seu aprendizado. Ao final das aulas, será aplicada uma atividade verificadora Temas de aprendizagem 2. SISTEMA DE ATMS DE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 2.1 INTERCONEXÃO METABÓLICA 2.2 PROCESSOS BIOQUÍMICOS 2.3 DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL INDIVIDUALIZADO BASEADO NO SISTEMA ATMS 1. NUTRIÇÃO FUNCIONAL 1.1 PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A NUTRIÇÃO FUNCIONAL 1.2 IMPLICAÇÕES DIETÉTICAS EM DIFERENTES FASES DA VIDA 1.3 INTERAÇÃO DROGANUTRIENTE E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENVELHECIMENTO Temas de aprendizagem 4. NUTRIÇÃO FUNCIONAL PRESCRITOR 4.1 NORMAS PARA A PRESCRIÇÃO DE SUPLEMENTOS 4.2 SUPLEMENTOS MICRONUTRIENTES 4.3 SUPLEMENTAÇÃO DE FITOTERÁPICOS, PROBIÓTICOS, PREBIÓTICOS E ÓLEOS ESSENCIAIS Procedimentos de avaliação AV (10) AVS (10) Procedimentos de avaliação Os procedimentos de avaliação contemplarão as competências desenvolvidas durante a disciplina por meio de provas presenciais, denominadas AV e AVS, sendo a cada uma delas atribuído o grau de 0,0 (zero) a 10 (dez) Caso o aluno não atinja o resultado desejado na prova de AV, ele poderá recuperar sua nota na prova de AVS, com total de 10 pontos, e substituirá a nota da AV, caso seja maior. Para aprovação na disciplina, o aluno deverá, ainda: Atingir nota igual ou superior a 6 (seis) na prova de AV ou AVS; frequentar, no mínimo, 75% das aulas ministradas. BIBLIOGRAFIA BÁSICA Cozzolino, Silvia M. Franciscato. Biodisponibilidade de nutrientes. 5ª edição (revisada e atualizada). Barueri São Paulo: Manole, 2016. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451113/cfi/0!/4/2@100:0. 00 Ross, Catharine; Caballero, Benjamin; Cousins Robert J.; Tucker, Katherine L. e Ziegler, Thomas R. (Editores). Nutrição moderna de Shils na saúde e na doença. 11ª edição. Barueri São Paulo: Manole, 2016. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451670/cfi/0!/4/2@100:0. 00 Salgado, Jocelem. Alimentos Funcionais. 1ª edição. São Paulo: Oficina de Textos, 2017. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/162904/pdf BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR Cuppari, Lilian. Nutrição clínica no adulto. 4ª edição. Barueri São Paulo: Manole, 2019 Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520464106/cfi/4!/4/4@0.00:0.00 Leão, Leila Sucupira Carneiro de Souza. Manual de nutrição clínica Para atendimento ambulatorial do adulto. 15ª edição. Pettrópolis Rio de Janeiro: Vozes, 2017 2 ª reimpressão. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114693/pdf/0?code=UQShuYn+94y sCdXZ2FgRkuS3Y4H12Yluus/8EZQHp2TlolgbFO9Fq50uVVio3xZ0lj3GtUbvtp kVMruG8K8E4w== McWilliams, Margaret. Alimentos um guia completo para profissionais. 10ª edição. Barueri São Paulo: Manole, 2016. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451649/cfi/0!/4/2@100:0.00 PASCHOAL, Valéria, NAVES, Andreia. Tratado de Nutrição Esportiva Funcional. 1. Ed. Roca, 2014. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788541204101/cfi/6/2!/4/2/2@0:0 Souza, Luciana de. Nutrição funcional e fitoterapia [recurso eletrônico] /Luciana de Souza, Daniela Graciela Aguirre Martínez. Porto Alegre : SAGAH, 2017. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595021297/cfi/1!/4/4@0.00:57.5 PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A NUTRIÇÃO FUNCIONAL NUTRIÇÃO FUNCIONAL MÓDULO I AULA 1 ALIMENTOS FUNCIONAIS Alimentos funcionais podem ser definidos como alimentos semelhantes em aparência ao alimento convencional, consumido como parte da dieta usual, capaz de produzir efeitos metabólicos ou fisiológicos úteis na manutenção de uma boa saúde física e mental, podendo auxiliar na redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, além de suas funções nutricionais básicas (COZZOLINO, 2012). ALIMENTOS FUNCIONAIS A Portaria n. 398 de 30/04/99 da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) do Ministério da Saúde (MS) define que: “Alimento funcional é todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido na dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológico e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica”. ALIMENTOS FUNCIONAIS Para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) permita a alegação de propriedades funcionais e /ou saúde em determinados alimentos, são necessários os seguintes itens: ✓ O alimento ou ingrediente que alegar propriedade funcional ou de saúde pode produzir efeitos metabólicos e ou fisiológicos e ou efeitos benéficos à saúde (além de funções nutricionais básicas); ✓ Deve ser seguro para consumo sem supervisão médica. Logo, para iniciar o tema, vamos pensar sobre a definição de Alimento Funcional! Quais seriam os alimentos funcionais? Alimentos funcionais de origem vegetal: Ex: Soja, tomate, aveia, alho, frutas cítricas, crucíferas, chá verde, uvas e vinho (fibras e composto bioativos). Alimentos funcionais de origem animal: Ex: Peixe e óleos de peixes (ác. Graxos w-3) e derivados do leite (probióticos). COMPOSTOS BIOATIVOS CAROTENOIDES: ✓ Substâncias responsáveis pela pigmentação dos alimentos. Ex:cenoura, manga, pimentão... ✓ Antioxidantes. ✓ Aproximadamente 10% são precursores da vit A COMPOSTOS BIOATIVOS Carotenoide Licopeno: O licopeno apresenta maior capacidade antioxidante, em relação aos outros carotenoides Presente, em maior parte, na casca dos alimentos Fontes: molhos de tomate, extrato de tomate, suco de tomate, melancia, goiaba, goiaba vermelha... COMPOSTOS BIOATIVOS • FLAVONOIDES: ✓ composto fenólico, presente em plantas ✓ Ações anti-inflamatória, hormonais, anti-hemorrágias ✓ Importante antioxidante Fontes: chás, soja, alho, chocolate amargo, maçã, frutas vermelhas, pêssego... COMPOSTOS BIOATIVOS Flavonoide Resveratrol: Possui efeitos antioxidantes, propriedades vasodilatadoras, cardioprotetora... O consumo tem sido associado a um menor risco de doenças cardiovasculares e câncer. Fontes: uvas Obs: uvas de casca escura possuem maior quantidade desse composto. COMPOSTOS BIOATIVOS Flavonoide Alicina: Atividade anticancerígenas e antiaterogênicas = prevenção do câncer, Anti-hipertensivo, antimicrobiana e anticolesterolêmico. Fontes: alho COMPOSTOS BIOATIVOS Flavonoide Isoflavonas: Derivados da fração proteica da sojae de seus derivados Efeito antitumorigênico (prevenção do câncer de mama, ovário e próstata), proteção cardiovascular e controle dos sintomas da menopausa... Fonte: soja e seus derivados COMPOSTOS BIOATIVOS Flavonoide Antocianina: Pigmentos fenólicos ligados a açúcares que conferem às flores e alguns frutos suas cores características Controle antiobesidade Efeito antioxidante Fonte: ameixa, berinjela, amora, mirlito, Normalmente, esses alimentos já são consumidos na alimentação habitual. Mas, para que possamos usufruir seus benefícios, é necessário que o consumo seja regular. Frutas, legumes e cereais integrais, soja, por exemplo, contêm grande parte das substâncias funcionais, e por isso devem ser consumidos diariamente Durante o processo de produção industrial, alguns alimentos são acrescidos de compostos bioativos, com propriedades funcionais. Eles não substituem o consumo de alimentos in natura, como legumes e frutas, mas podem trazer resultados benéficos na prevenção de doenças Antes do consumo, é importante verificar se a concentração dos compostos bioativos nesses alimentos é suficiente ALIMENTOS FUNCIONAIS X NUTRACEUTICOS NUTRACEUTICOS são produtos que têm constituintes bioativos, extraídos de alimentos, porém comercializados na forma de produtos farmacêuticos, como cápsulas, soluções, géis, pós e granulados LOGO... ALIMENTOS FUNCIONAIS X NUTRACEUTICOS Alimento funcional: consumo do alimento com composto bioativo Nutraceutico: composto bioativo isolado e concentrado, produzidos em forma de cápsulas, pós, comprimidos... Exemplos: Kefir X Sache de probiótico Peixe X cápsulas de ômega 3 PRINCÍPIOS DA NUTRIÇÃO FUNCIONAL Individualidade bioquímica, ou seja, o entendimento de que cada organismo é único com necessidades e deficiências nutricionais únicas, metabolismo único e tendências únicas a desenvolver doenças. Genes X Fatores ambientais (alimentação!!) Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 A exposição ambiental durante toda a vida (considerando inclusive a vida intrauterina; exposição ou não às toxinas do ar; administração de suplementos alimentares, corantes, edulcorantes e outros aditivos químicos; e ingestão de alimentos ricos em ácidos graxos saturados (AGS), ácidos graxos trans, açúcares, água contaminada, alimentos industrializados) é capaz de atuar no epigenoma desse indivíduo, alterando a resposta de seus genes para o desenvolvimento ou não de doenças Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Nutrientes e compostos bioativos presentes nos alimentos são capazes de exercer influência sobre o metabolismo de um indivíduo, com efeitos em vários níveis genéticos. Essas interações gene-nutriente podem explicar, por exemplo, porque alguns indivíduos respondem mais favoravelmente a certas intervenções dietéticas que outros. Dependendo do genótipo do indivíduo, o metabolismo dos nutrientes pode variar e resultar em diferentes estados de saúde. Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Nutrição Clínica Funcional Centrada no indivíduo Identifica os sinais e sintomas relacionados aos déficits ou superávits de nutrientes e revela as hipersensibilidades alimentares avaliadas por meio da dieta de rotação e/ou de exames bioquímicos relacionados à alergia alimentar tardia mediada pela imunoglobulina G (IgG), considerando os exames bioquímicos relacionados à avaliação de nutrientes, Sistema de avaliação dos antecedentes, gatilhos (triggers) e mediadores que geram determinados sintomas (Sistema ATMS) (módulo II) Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 A abordagem funcional procura investigar a origem do que prejudica a saúde, como as deficiências nutricionais, as alergias alimentares e os desequilíbrios hormonais. https://nutmed.com.br/nutricao-clinica/alergia-alimentar/ https://nutmed.com.br/nutricao-clinica/alergia-alimentar/ https://nutmed.com.br/nutricao-clinica/nutricao-como-um-tratamento-alternativo-para-as-queixas-do-climaterio/ Pesquisem!!!!! ALIMENTOS FUNCIONAIS: ação (benefícios) e alimentos fontes Ácidos graxos: Ômega 3 Carotenoides Fibras alimentares: beta glucana e psillium, quitosana Flavonoides ATIVIDADE DE AULA IMPLICAÇÕES DIETÉTICAS EM DIFERENTES FASES DA VIDA NUTRIÇÃO FUNCIONAL MÓDULO I AULA 2 O ritmo acelerado de crescimento e a elevada necessidade de energia e nutrientes tornam os jovens vulneráveis à ingestão insuficiente de nutrientes e ao aparecimento de deficiências nutricionais. CRIANÇAS E ADOLESCENTES Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 O processo de crescimento Os dois primeiros anos de vida representam um período bastante intenso de crescimento, tornando-se mais lento a partir de então. Dos 10 anos de idade em diante, quando se inicia a adolescência, encontra-se novo período de aceleração, com transformações somáticas intensas (características sexuais secundárias) = Puberdade Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 O processo de crescimento A infância e, em especial, a adolescência são períodos fundamentais para a aquisição da massa óssea. O estirão pubertário coincide com a aquisição da massa óssea, e até os 17 anos de idade alcança-se cerca de 91% da massa óssea total. A quantidade máxima de massa óssea obtida durante o crescimento é um importante determinante da massa óssea e do risco de fraturas em idade adulta, e é determinada principalmente por fatores genéticos (60 a 80%), mas, dentre os fatores modificáveis, estão a nutrição e a prática de atividade física DESAFIOS: Práticas nutricionais adequadas, Influência de colegas e informações incorretas de diferentes Comportamentos alimentares incorretos Práticas perigosas de perda de peso, dietas muito restritivas, consumo insuficiente de energia e carboidratos, Hidratação inadequada, Uso incorreto de suplementos Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 CRIANÇAS E ADOLESCENTES AVALIAÇÃO NUTRICIONAL: A avaliação e o acompanhamento do crescimento são de estrema importância. A avaliação antropométrica é a principal ferramenta para esse acompanhamento: Peso Estatura Curvas de crescimento: estatura para a idade (E/I) e peso para a estatura (P/E). O índice de massa corporal (IMC) para idade (IMC/I) é um indicador mais sensível e deve ser incluído na avaliação, Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2007. É importante observar como o jovem segue no seu canal de crescimento, ou seja, como está a inclinação da sua curva de crescimento, reforçando a importância do acompanhamento contínuo. Organização Mundial da Saúde (OMS), 2007. CRIANÇAS E ADOLESCENTES ASPECTOS NUTRICIONAIS: Com o objetivo de promover saúde e prevenir doenças por meio de alimentos funcionais, ou seja, alimentos que, além de fornecerem os nutrientes esperados, trazem benefícios para o corpo. Assim, há maior presença de determinadas frutas e hortaliças, grãos integrais, sementes, oleaginosas, leite e derivados e peixes ricos em ômega-3. CRIANÇAS E ADOLESCENTES https://nutmed.com.br/novidades/tratamento-ortomolecular-por-que-e-tao-importante/ 0 a 24 meses – Leite materno Proteínas, vitaminas e minerais (Ca e Fe) são essenciais para o crescimento desenvolvimento ósseo da criança e ganho de massa muscular, expansão do volume sanguíneo total, menarca, Ainda, embora esteja clara a importância do cálcio na formação do osso, outros nutrientes são essenciais e devem ser consumidos em quantidades adequadas para garantir que o seu aproveitamento seja eficiente. Ressalta-se a importância das vitaminas D, K e C, além de outros nutrientes como fósforo, magnésio CRIANÇAS E ADOLESCENTES Exemplos: Leites e derivados = cálcio e proteína Iogurtes = probióticos e cálcio Frutas e hortaliças = fibras, minerais, vitaminas (antioxidantes) Peixes = ômega 3 e proteína Carnes, leguminosas = ferro CRIANÇAS E ADOLESCENTES Fase importante para manutenção e/ou reabilitação da saúde Momento do aparecimento de DCNT (obesidade, DM, HAS, alergias) A Nutrição Funcional irá auxiliar, através da alimentação: No planejamento alimentar (maior presença de determinadas frutas e hortaliças, grãos integrais, sementes, oleaginosas e peixes ricos em ômega-3...) Investigar a origem do que é prejudicial a saúde (como as deficiências nutricionais, alergias alimentares, alterações gastrointestinais, desequilíbrios hormonais). Planejamento alimentar de acordo com a individualidade , saúde e particularidade e cada pessoa. Leva-se em consideração o equilíbrio emocional - emoções, negativas ou positivas, podem aumentar ou diminuir a saúde Promoção da saúde – não apenas tratar, mas prevenir!!!! ADULTOS https://nutmed.com.br/novidades/nutricao-esportiva-e-a-importancia-do-planejamento-dietetico/ Abordagem personalizada, promoção da saúde e a prescrição de alimentos funcionais. ADULTOS Entende-se por indivíduo idoso aquele que apresenta idade igual ou superior a 60 anos nos países em desenvolvimento e 65 anos quando se trata de países desenvolvidos (WHO, 2002). O envelhecimento pode ser definido como uma série de processos que ocorrem nos organismos vivos e que, com o passar do tempo, leva à perda da adaptabilidade e à alteração funcional. Ao longo de vários anos surgem mudanças nas características físicas e mentais de uma pessoa. IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 DESAFIOS: Condição socio econômica Doenças associadas Alterações fisiológicas Crenças alimentares Falta de apoio da família Inatividade física Medicamentos Mudanças na percepção do olfato e na sensação do paladar Menor capacidade de mastigação Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 IDOSOS IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 ASPECTOS NUTRICIONAIS: Para manter a saúde, deve ser trabalhada a mudança no estilo de vida. O estilo de vida saudável inclui o bem-estar físico, mental, social e espiritual HÁBITOS ADIQUIRIDOS X HÁBITOS NOVOS Pode parecer simples, mas alterar hábitos adquiridos durante anos não é um alvo fácil. IDOSOS IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 A importância da qualidade da alimentação na diminuição do risco de DCNT já é bem documentada, assim como na qualidade de vida. A avaliação do consumo alimentar e a medição dos indicadores de estado dietético servem de base para identificar a possível ocorrência de inadequação dietética ou estado nutricional alterado, e de base para posterior intervenção. IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Proteínas – manutenção de massa muscular, síntese de enzimas e anticorpos e também promovem, reparação tecidual... Exemplo: Soja - família das leguminosas, a soja é uma valiosa fonte proteica. As isoflavonas, são os componentes químicos com semelhança estrutural com o estradiol, possuem ação estrogênica fraca. Na ausência de estrogênio, essas substâncias têm efeito estrogênico (esse hormônio está em baixo nível durante essa fase), podendo reduzir o risco de doenças cardiovasculares e osteoporose, advindos da ausência do estrogênio humano. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, a isoflavona não pode ser considerada uma terapia hormonal e, portanto, não deve ser utilizada com esta função. IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Carboidratos – fornecimento de energia Exemplo: Fibras - A ingestão de fibras insolúveis está associada a menor frequência de ganho de peso e doenças como as diverticuloses, o câncer de cólon e constipação (regulariza trânsito intestinal) e as fibras solúveis contribuem positivamente para tratamento das doenças cardiovasculares e o diabetes melito (diminuem a velocidade de absorção da glicose no intestino e, portanto, tendem a estabilizar as concentrações pós-prandiais de glicose e insulina sanguíneas, além de reduzir a concentração sérica de colesterol). Beta – glucana - Aveia IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Lipídios – fornecimento de energia, fazem parte da composição de algumas estruturas e hormônios, protegem órgãos e vísceras, promovem o isolamento térmico e ajudam a absorção e o transporte de vitaminas lipossolúveis Exemplo: Ômega 3 – efeito cardioprotetor (redução do risco de infarto trombótico em e incidência de acidente vascular cerebral) IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Micronutrientes – importante para atividades do organismo, manutenção do metabolismo dos alimentos e a produção energética. Além disso, as vitaminas e os minerais fazem parte de compostos como enzimas, hormônios e secreções Exemplo: Vitaminas B12 merece especial atenção, pois alguns indivíduos não são capazes de absorvê-la devido à falta do fator intrínseco, mesmo ingerindo uma dieta adequada desta vitamina. Algumas doenças gástricas, intestinais e pancreáticas, comuns nessa faixa etária, promovem a deficiência do fator intrínseco. A falta dessa vitamina pode provocar anemia megaloblástica, neuropatia periférica, com dificuldades de marcha e déficits de cognição. IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 Fitoquímicos – componentes fisiológicamente ativos nos alimentos funcionais. Apresentarem efeito na redução do risco de doenças e melhora de funções no organismo, ação antioxidante, o aumento da imunidade, melhora da função intestinal, a redução dos níveis de lipídios sanguíneos IDOSOS Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008 ATIVIDADES Elabore um cardápio qualitativo com alimentos funcionais que auxiliarão na saúde e bem estar do idoso, incluindo estratégias para aumentar a aceitação. A diminuição do apetite comumente associada às mudanças na percepção do olfato e na sensação do paladar, da secreção salivar, ao uso de alguns tipos de medicamentos pode ser minimizada com a adoção de estratégias, como a elaboração de uma refeição que apresente aspectos agradáveis (comocor, sabor, aroma, textura) a todos os órgãos dos sentidos. A possível redução do consumo alimentar, pela menor capacidade de mastigação e/ou por distúrbios de deglutição, pode ser minimizada com o cozimento adequado dos alimentos ou sua preparação de modo que a mastigação seja facilitada. Por exemplo, as carnes podem ser picadas, desfiadas ou moídas, os legumes e as verduras cruas podem ser picados e as frutas cortadas em pedaços menores, amassadas ou raspadas. Maior fracionamento e volume reduzido das refeições facilitam todo o processo de digestão, absorção e aproveitamento dos alimentos e favorecem o desempenho da atividade física. Portanto, é recomendável o consumo de quatro a seis refeições diárias, como por exemplo: café da manhã, lanche matutino, almoço, lanche da tarde e jantar. Logo após uma noite de sono, o organismo esteve em jejum noturno prolongado, quando consumiu grande parte das reservas existentes nos músculos, no fígado e no tecido adiposo. Um déficit de glicose durante a atividade pode ocasionar não somente o mau desempenho, mas também alteração da capacidade de concentração, do equilíbrio e hipoglicemia. Portanto, recomenda-se a ingestão de uma refeição leve antes da atividade. Estratégias Essa refeição pode ser constituída de leite magro, iogurte, queijo fresco, suco de frutas, torradas, cereais integrais e geleias. A presença de doenças deve também ser considerada na elaboração do planejamento alimentar. Fácil digestão; proporcionar sensação de saciedade; ser acessível conforme o fornecimento e o custo; estar de acordo com o paladar e o gosto do indivíduo. Limitar o consumo de gorduras saturadas (carnes gordas, produtos lácteos integrais e manteiga) e preferir as insaturadas (óleos vegetais); evitar o consumo de ácidos graxos trans Limitar o consumo de açúcares simples (doces e açúcar) Limitar o consumo de sal e de alimentos ricos em sódio (salgadinhos, embutidos, conservas, enlatados e sopas prontas) Aumentar o consumo de frutas, vegetais, legumes, cereais integrais INTERAÇÃO DROGA NUTRIENTE E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENVELHECIMENTO NUTRIÇÃO FUNCIONAL MÓDULO I AULA 3 Garcia ANM, Romani SAM, Lira PIC. Indicadores antropométricos na avaliação nutricional de idosos: um estudo comparativo. Rev Nutr. 2007;20:371-8 A crescente expectativa de vida e, consequentemente, o aumento do número de idosos, demonstram que a distribuição etária da população mundial tem apresentado visível alteração nas últimas décadas. O Brasil, assim como muitos países, está passando por um processo de envelhecimento rápido e intenso, deste modo, tal situação requer novos desafios no campo da pesquisa nutricional, pois, apesar deste ser um processo natural, o organismo é submetido a diversas alterações fisiopatológicas com repercussões na manutenção do estado nutricional, bem como na condição de saúde do idoso Garcia ANM, Romani SAM, Lira PIC. Indicadores antropométricos na avaliação nutricional de idosos: um estudo comparativo. Rev Nutr. 2007;20:371-8 Indivíduos com múltiplas doenças, que fazem uso de muitos medicamentos são os mais suscetíveis a experimentar reações de interações medicamentosas adversas, situações estas nas quais o idoso, geralmente, se encaixa. A interação medicamentosa é um evento clínico em que os efeitos de um fármaco ficam alterados pela presença de outro fármaco, fitoterápico, alimento, bebida alcoólica ou agente químico ambiental Os nutrientes podem interferir na absorção do fármaco através da: Na modificação do pH do conteúdo intestinal, na Na velocidade do esvaziamento gástrico, No aumento da atividade peristáltica do intestino, Na competição pelos sítios de absorção, No fluxo sanguíneo esplâncnico Na ligação direta do fármaco com componentes dos alimentos O estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com todos os idosos de uma ILP localizada no noroeste do Estado do Paraná, totalizando 73 residentes. Como objetivo verificar riscos da interação droga-nutriente nos idosos residentes em uma Instituição de Longa Permanência (ILP) da região noroeste do Paraná. Os idosos apresentam biologicamente menos capacidade de depleção e metabolização dos fármacos e sofrem com maior frequência seus efeitos adversos e redução de sua eficácia terapêutica. Isso ocorre por um conjunto de fatores, como: maior prevalência de doenças crônicas, o uso de múltiplos fármacos e estado nutricional muitas vezes deficiente nesta fase da vida Analisar as possíveis interações entre droga e nutriente em idosos é importante, pois pode tornar o tratamento medicamentoso mais efetivo e evitar a depreciação do estado nutricional dos mesmos. CASTRO, M. S.; et al. Pharmaceutical Care program for patients with uncontrolled hypertension: report of a double-blind clinical trial with ambulatory blood pressure monitoring. American Journal of Hypertension, v. 19, n. 5, p. 528-533, may. 2006 O estudo observou: O número de medicamentos consumidos por idoso variou entre 1 a 13 tipos, num total de 345 medicamentos prescritos. A média de medicamentos utilizados por pessoa ao dia foi de 4,7. Observou-se que 26% dos idosos utilizavam de 1 a 3 medicamentos e 74% usavam 4 ou mais medicamentos. Todos os medicamentos foram prescritos pelo médico da instituição e administrados pela equipe de enfermagem. O valor médio do IMC observado nesta pesquisa foi de 23,5 kg/m², considerado dentro da normalidade para essa população. Entretanto, 16,6% dos idosos do sexo masculino encontravam-se abaixo do peso e 10% estavam em obesidade. As refeições realizadas pelos idosos eram fracionadas em seis vezes ao dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) com intervalos de aproximadamente três horas. O cardápio semanal abrangia frutas, café, chá e pão com margarina para os lanches da manhã e tarde, arroz, feijão, carne e salada no almoço e sopas no jantar; chá e café eram oferecidos três vezes ao dia e frutas em duas refeições. Nem todos os idosos realizavam as seis refeições oferecidas. . O estudo encontrou: Os 345 medicamentos prescritos foram compostos por 87 diferentes fármacos, destes 37 (42,5%) não possuem interação com nutrientes, 22 (25,3%) medicamentos não foram encontrados informações relacionando interações dos mesmos com os alimentos e 28 (32,0%) fazem algum tipo de interação droga-nutriente, sendo identificados em 166 prescrições. Entre os fármacos que possuem interação droga-nutriente, nove (32,0%) diminui o efeito de absorção do fármaco quando há consumo de cafeína (xantina); quatro (14,3%) diminui a absorção de vitamina B12 e dois (7,1%) diminui a absorção do fármaco quando utilizado suplemento com cálcio.. Algumas interações medicamentosas com nutrientes são descritas na literatura científica como, por exemplo, os componentes minerais que podem competir entre si, durante o processo absortivo, como por exemplo, zinco, ferro, anticoagulante e antibiótico pode induzir a deficiência de vitamina K; antiácidos podem alterar a absorção de ferro, cálcio e vitamina B 12; neomicina, colchicina, colestiramina e clindamicina, dietas hiperprotéicas diminuem a atividade de agentes dopaminérgicos utilizados no tratamento da doença de Parkinson. Resultados: No presente estudo, evidenciou-se que a maioria dos fármacos presentes nas prescrições possui interação droga-nutriente relacionada com a limitação quanto ao uso de cafeína devido à diminuição da ação dos mesmos. A ingestão de 100-200mg de cafeína é suficiente para causar interações significativas. Chá, café, chocolate e alguns tipos de refrigerantes são exemplos de fontes alimentares ricas em cafeína, sendo que o café-grão torrado (xícara com 150 ml) possui 103mg de cafeína, a qual é uma das bebidas mais consumidas entre os idosos. A utilização de alguns medicamentos, em longo prazo pode levar a uma necessidadede suplementação com vitamina D, B12, folato e vitamina C. O ácido acetilsalicílico foi o medicamento mais prescrito para os idosos, porém, este medicamento diminui a absorção de alimentos e a sua utilização a longo prazo requer um aumento de alimentos ricos em vitamina C e ácido fólico. A hidroclorotiazida também apresentou número significativo de prescrições. Os diuréticos e laxantes ocasionam desidratação e depleção de eletrólitos como magnésio, potássio e zinco. Captopril, recomenda-se que este seja ingerido com estômago vazio (uma hora antes das refeições), pois o alimento diminui sua absorção em 30-50% Antibióticos, quando consumidos, altera absorção intestinal por destruição da flora natural, provocando má absorção de carboidratos, vitamina B12, cálcio, ferro, magnésio e cobre. Glicocorticóides predispõem à gastrite, osteoporose e hiperglicemia Considerações finais: A necessidade nutricional do indivíduo idoso pode ser comprometida quando associada às alterações próprias do processo de senescência. Além disso, com o processo de adoecer característico dessa fase do ciclo vital, é comum o consumo de diversos medicamentos de uso contínuo, o que pode acarretar prejuízo na digestão, absorção, excreção e biodisponibilidade de muitos nutrientes, aumentando o risco de interação droga-nutriente em idosos. Assim, a alimentação e as condições que estas são oferecidas aos idosos são fatores essenciais na manutenção do estado de saúde dessa população Portanto, torna-se indispensável à ação da equipe de saúde multidisciplinar, devendo ser feita avaliação criteriosa não somente acerca dos múltiplos medicamentos administrados, mas também em relação à prescrição dietoterápica através dos dados da avaliação nutricional e da interação com as drogas utilizadas, atentando para os horários dos medicamentos e das refeições ofertadas. PEIXOTO, J. S. et al.. Riscos da interação droga-nutriente em idosos de instituição de longa permanência. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 33, n. 3, p. 156–164, set. 2012. Estudo envolvendo bases de dados primária sendo (avaliação antropométrica) e secundária (prontuários e diário alimentar), caracterizando o presente trabalho como exploratório de característica descritiva. O estudo foi desenvolvido na ILPI da cidade de Campo Mourão – PR, onde residem 57 idosos. Para a amostra foram considerados aqueles com idade igual ou superior a 60 anos. O estudo concluiu que houve potenciais de interações entre os fármacos e nutrientes da dieta. Considerando que no envelhecimento as várias funções fisiológicas e metabólicas são alteradas e refletem no estado nutricional dos idosos como um todo, a equipe multidisciplinar tem papel importante em supervisionar, de forma que garanta o melhor controle e menor risco de intercorrências, garantindo assim, melhor efetividade no tratamento das doenças associadas. O estado nutricional do idoso corresponde ao reflexo de sua vida em anos anteriores no presente Deve ser realizada uma avaliação criteriosa no paciente geriátrico quanto as drogas ingeridas, conhecendo bem seus efeitos colaterais e suas interações com os nutrientes Slide 1 Slide 2 Slide 3: PLANO DE ENSINO Slide 4 Slide 5 Slide 6: Temas de aprendizagem Slide 7: Temas de aprendizagem Slide 8: Procedimentos de avaliação Slide 9: Procedimentos de avaliação Slide 10: BIBLIOGRAFIA BÁSICA Slide 11: BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR Slide 12 Slide 13: ALIMENTOS FUNCIONAIS Slide 14: ALIMENTOS FUNCIONAIS Slide 15: ALIMENTOS FUNCIONAIS Slide 16 Slide 17 Slide 18: Slide 19: Slide 20: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 21: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 22: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 23: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 24: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 25: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 26: COMPOSTOS BIOATIVOS Slide 27: Slide 28: ALIMENTOS FUNCIONAIS X NUTRACEUTICOS Slide 29: ALIMENTOS FUNCIONAIS X NUTRACEUTICOS Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59: ATIVIDADES Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84