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ARA 2238
NUTRIÇÃO FUNCIONAL
Thaisa Helena F. Ramos Tomaz
Nutricionista
Mestre em Saúde Coletiva – IFF/FIOCRUZ
Especialista em Nutrição Materno Infantil – Estácio de Sá
Especialista em Nutrição Clínica – UGF
PLANO DE ENSINO
EMENTA DA DISCIPLINA
 NUTRIÇÃO FUNCIONAL; 
 SISTEMA DE ATMS DE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL;
 TRATAMENTO NUTRICIONAL DOS DESEQUILÍBRIOS ORGÂNICOS; 
NUTRIÇÃO
 FUNCIONAL PRESCRITOR
OBJETIVOS
 Capacitar o aluno para aplicação dos alimentos funcionais na prática clínica.
 Conhecer os mecanismos bioquímicos e fisiológicos da ação destes alimentos no 
organismo
 Apresentar os princípios da nutrição funcional; 
 Capacitar a avaliação integrada do indivíduo com base no sistema ATMS; 
 Interpretar e tratar distúrbios orgânicos de base; 
 Conhecer e aplicar os diferentes métodos de avaliação de consumo alimentar;
 Discutir a aplicação, vantagens e limitações dos métodos de avaliação nutricional.
PROCEDIMENTOS DE ENSINO APRENDIZAGEM
A disciplina adotará o modelo de sala de aula invertida e 
aprendizagem baseada em problemas. O processo de ensino 
aprendizagem iniciará por meio de uma preleção, que terá 
como base uma situação problema previamente definida pelo 
professor. 
Estratégias: recursos audiovisuais, leitura e análise de artigos 
científicos, exercícios, estudos de casos, debates estruturados, 
ferramentas digitais que tornarão o aluno protagonista de seu 
aprendizado. 
Ao final das aulas, será aplicada uma atividade verificadora
Temas de aprendizagem
2. SISTEMA DE ATMS DE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
2.1 INTERCONEXÃO METABÓLICA
2.2 PROCESSOS BIOQUÍMICOS
2.3 DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL INDIVIDUALIZADO BASEADO NO SISTEMA 
ATMS
1. NUTRIÇÃO FUNCIONAL
1.1 PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A NUTRIÇÃO FUNCIONAL
1.2 IMPLICAÇÕES DIETÉTICAS EM DIFERENTES FASES DA VIDA
1.3 INTERAÇÃO DROGANUTRIENTE
E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENVELHECIMENTO
Temas de aprendizagem
4. NUTRIÇÃO FUNCIONAL PRESCRITOR
4.1 NORMAS PARA A PRESCRIÇÃO DE SUPLEMENTOS
4.2 SUPLEMENTOS MICRONUTRIENTES
4.3 SUPLEMENTAÇÃO DE FITOTERÁPICOS, PROBIÓTICOS, PREBIÓTICOS E 
ÓLEOS
ESSENCIAIS
Procedimentos de avaliação
AV (10) 
AVS (10)
Procedimentos de avaliação
Os procedimentos de avaliação contemplarão as competências 
desenvolvidas durante a disciplina por meio de provas presenciais, 
denominadas AV e AVS, sendo a cada uma delas atribuído o grau de 0,0 
(zero) a 10 (dez) 
Caso o aluno não atinja o resultado desejado na prova de AV, ele poderá 
recuperar sua nota na prova de AVS, com total de 10 pontos, e 
substituirá a nota da AV, caso seja maior.
Para aprovação na disciplina, o aluno deverá, ainda:
 Atingir nota igual ou superior a 6 (seis) na prova de AV ou AVS;
 frequentar, no mínimo, 75% das aulas ministradas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
 Cozzolino, Silvia M. Franciscato. Biodisponibilidade de nutrientes. 5ª edição 
(revisada e atualizada). Barueri São Paulo: Manole, 2016. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451113/cfi/0!/4/2@100:0.
00 Ross,
 Catharine; Caballero, Benjamin; Cousins Robert J.; Tucker, Katherine L. e Ziegler, 
Thomas R. (Editores). Nutrição moderna de Shils na saúde e na doença. 11ª edição. 
Barueri São Paulo: Manole, 2016. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451670/cfi/0!/4/2@100:0.
00 Salgado,
 Jocelem. Alimentos Funcionais. 1ª edição. São Paulo: Oficina de Textos, 2017. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/162904/pdf
BIBLIOGRAFIA 
COMPLEMENTAR
 Cuppari, Lilian. Nutrição clínica no adulto. 4ª edição. Barueri São Paulo: Manole, 2019 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520464106/cfi/4!/4/4@0.00:0.00 
Leão,
 Leila Sucupira Carneiro de Souza. Manual de nutrição clínica Para atendimento 
ambulatorial do adulto. 15ª edição. Pettrópolis Rio de Janeiro: Vozes, 2017 2 ª 
reimpressão. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114693/pdf/0?code=UQShuYn+94y
sCdXZ2FgRkuS3Y4H12Yluus/8EZQHp2TlolgbFO9Fq50uVVio3xZ0lj3GtUbvtp 
kVMruG8K8E4w== 
 McWilliams, Margaret. Alimentos um guia completo para profissionais. 10ª edição. 
Barueri São Paulo: Manole, 2016. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451649/cfi/0!/4/2@100:0.00 
 PASCHOAL, Valéria, NAVES, Andreia. Tratado de Nutrição Esportiva Funcional. 1. Ed. 
Roca, 2014. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788541204101/cfi/6/2!/4/2/2@0:0 
Souza,
 Luciana de. Nutrição funcional e fitoterapia [recurso eletrônico] /Luciana de Souza, 
Daniela Graciela Aguirre Martínez. Porto Alegre : SAGAH, 2017. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595021297/cfi/1!/4/4@0.00:57.5
PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A NUTRIÇÃO FUNCIONAL
NUTRIÇÃO FUNCIONAL
MÓDULO I
AULA 1
ALIMENTOS FUNCIONAIS 
Alimentos funcionais podem ser definidos como 
alimentos semelhantes em aparência ao alimento 
convencional, consumido como parte da dieta usual, 
capaz de produzir efeitos metabólicos ou fisiológicos 
úteis na manutenção de uma boa saúde física e mental, 
podendo auxiliar na redução do risco de doenças 
crônicas não transmissíveis, além de suas funções 
nutricionais básicas 
 (COZZOLINO, 2012).
ALIMENTOS FUNCIONAIS 
 A Portaria n. 398 de 30/04/99 da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) do 
Ministério da Saúde (MS) define que:
“Alimento funcional é todo aquele alimento ou 
ingrediente que, além das funções nutricionais 
básicas, quando consumido na dieta usual, 
produz efeitos metabólicos e/ou fisiológico e/ou 
efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro 
para consumo sem supervisão médica”. 
ALIMENTOS FUNCIONAIS 
Para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) 
permita a alegação de propriedades funcionais e /ou saúde em 
determinados alimentos, são necessários os seguintes itens: 
✓ O alimento ou ingrediente que alegar propriedade funcional 
ou de saúde pode produzir efeitos metabólicos e ou fisiológicos 
e ou efeitos benéficos à saúde (além de funções nutricionais 
básicas); 
 
✓ Deve ser seguro para consumo sem supervisão médica. 
Logo, para iniciar o tema, vamos 
pensar sobre a definição de 
Alimento Funcional!
Quais seriam os alimentos funcionais?
Alimentos funcionais de origem vegetal:
Ex: Soja, tomate, aveia, alho, frutas cítricas, crucíferas, chá 
verde, uvas e vinho (fibras e composto bioativos).
Alimentos funcionais de origem animal:
Ex: Peixe e óleos de peixes (ác. Graxos w-3) e derivados 
do leite (probióticos).
COMPOSTOS BIOATIVOS 
 CAROTENOIDES: 
✓ Substâncias responsáveis pela pigmentação dos alimentos. 
Ex:cenoura, manga, pimentão...
✓ Antioxidantes.
✓ Aproximadamente 10% são precursores da vit A
COMPOSTOS BIOATIVOS 
 Carotenoide Licopeno: 
O licopeno apresenta maior capacidade antioxidante, em 
relação aos outros carotenoides
Presente, em maior parte, na casca dos alimentos
Fontes: molhos de tomate, extrato de tomate, suco de 
tomate, melancia, goiaba, goiaba vermelha...
COMPOSTOS BIOATIVOS 
• FLAVONOIDES: 
✓ composto fenólico, presente em plantas
✓ Ações anti-inflamatória, hormonais, anti-hemorrágias
✓ Importante antioxidante
Fontes: chás, soja, alho, chocolate amargo, maçã, frutas 
vermelhas, pêssego...
COMPOSTOS BIOATIVOS 
 Flavonoide Resveratrol: 
Possui efeitos antioxidantes, propriedades vasodilatadoras, 
cardioprotetora...
O consumo tem sido associado a um menor risco de 
doenças cardiovasculares e câncer.
Fontes: uvas
Obs: uvas de casca escura possuem maior quantidade desse 
composto.
COMPOSTOS BIOATIVOS 
 Flavonoide Alicina: 
Atividade anticancerígenas e antiaterogênicas = prevenção do 
câncer,
Anti-hipertensivo, antimicrobiana e anticolesterolêmico.
Fontes: alho
COMPOSTOS BIOATIVOS 
 Flavonoide Isoflavonas:
Derivados da fração proteica da sojae de seus derivados
Efeito antitumorigênico (prevenção do câncer de mama, 
ovário e próstata), proteção cardiovascular e controle 
dos sintomas da menopausa...
Fonte: soja e seus derivados 
COMPOSTOS BIOATIVOS 
 Flavonoide Antocianina:
Pigmentos fenólicos ligados a açúcares que conferem às 
flores e alguns frutos suas cores características
Controle antiobesidade
Efeito antioxidante
Fonte: ameixa, berinjela, amora, mirlito, 
Normalmente, esses alimentos já são 
consumidos na alimentação habitual. 
Mas, para que possamos usufruir 
seus benefícios, é necessário que o 
consumo seja regular. Frutas, 
legumes e cereais integrais, soja, por 
exemplo, contêm grande parte das 
substâncias funcionais, e por isso 
devem ser consumidos diariamente
Durante o processo de produção 
industrial, alguns alimentos são 
acrescidos de compostos bioativos, 
com propriedades funcionais. Eles 
não substituem o consumo de 
alimentos in natura, como legumes e 
frutas, mas podem trazer resultados 
benéficos na prevenção de doenças
Antes do consumo, é 
importante verificar se a 
concentração dos 
compostos bioativos 
nesses alimentos é 
suficiente
ALIMENTOS FUNCIONAIS X 
NUTRACEUTICOS
 NUTRACEUTICOS são produtos que têm constituintes 
bioativos, extraídos de alimentos, porém comercializados 
na forma de produtos farmacêuticos, como cápsulas, 
soluções, géis, pós e granulados
 LOGO...
ALIMENTOS FUNCIONAIS X 
NUTRACEUTICOS
Alimento funcional: consumo do alimento com composto 
bioativo
Nutraceutico: composto bioativo isolado e concentrado, 
produzidos em forma de cápsulas, pós, comprimidos...
Exemplos: 
Kefir X Sache de probiótico
Peixe X cápsulas de ômega 3
PRINCÍPIOS DA NUTRIÇÃO FUNCIONAL
 Individualidade bioquímica, ou seja, o entendimento de que 
cada organismo é único com necessidades e deficiências 
nutricionais únicas, metabolismo único e tendências únicas a 
desenvolver doenças.
Genes X Fatores ambientais (alimentação!!)
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
A exposição ambiental durante toda a vida (considerando 
inclusive a vida intrauterina; exposição ou não às toxinas do ar; 
administração de suplementos alimentares, corantes, 
edulcorantes e outros aditivos químicos; e ingestão de alimentos 
ricos em ácidos graxos saturados (AGS), ácidos graxos trans, 
açúcares, água contaminada, alimentos industrializados) é capaz 
de atuar no epigenoma desse indivíduo, alterando a resposta de 
seus genes para o desenvolvimento ou não de doenças
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. 
ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008
Nutrientes e compostos bioativos presentes nos alimentos são 
capazes de exercer influência sobre o metabolismo de um 
indivíduo, com efeitos em vários níveis genéticos. 
Essas interações gene-nutriente podem explicar, por exemplo, 
porque alguns indivíduos respondem mais favoravelmente a 
certas intervenções dietéticas que outros. 
Dependendo do genótipo do indivíduo, o metabolismo dos 
nutrientes pode variar e resultar em diferentes estados de saúde. 
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
 Nutrição Clínica Funcional Centrada no indivíduo
Identifica os sinais e sintomas relacionados aos déficits ou superávits de 
nutrientes e revela as hipersensibilidades alimentares avaliadas por meio da 
dieta de rotação e/ou de exames bioquímicos relacionados à alergia alimentar 
tardia mediada pela imunoglobulina G (IgG), considerando os exames 
bioquímicos relacionados à avaliação de nutrientes, 
Sistema de avaliação dos antecedentes, gatilhos (triggers) e mediadores que 
geram determinados sintomas (Sistema ATMS) (módulo II)
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP Editora; 2008
A abordagem funcional procura investigar a origem do que 
prejudica a saúde, como as deficiências nutricionais, as alergias 
alimentares e os desequilíbrios hormonais.
https://nutmed.com.br/nutricao-clinica/alergia-alimentar/
https://nutmed.com.br/nutricao-clinica/alergia-alimentar/
https://nutmed.com.br/nutricao-clinica/nutricao-como-um-tratamento-alternativo-para-as-queixas-do-climaterio/
 
Pesquisem!!!!!
ALIMENTOS FUNCIONAIS: ação (benefícios) e alimentos fontes
Ácidos graxos: Ômega 3
Carotenoides
Fibras alimentares: beta glucana e psillium, quitosana
Flavonoides 
ATIVIDADE DE AULA 
IMPLICAÇÕES DIETÉTICAS EM DIFERENTES FASES DA VIDA
NUTRIÇÃO FUNCIONAL
MÓDULO I
AULA 2
O ritmo acelerado de crescimento e a elevada 
necessidade de energia e nutrientes tornam os jovens 
vulneráveis à ingestão insuficiente de nutrientes e ao 
aparecimento de deficiências nutricionais. 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
O processo de crescimento
Os dois primeiros anos de vida representam um período bastante 
intenso de crescimento, tornando-se mais lento a partir de então. 
Dos 10 anos de idade em diante, quando se inicia a adolescência, 
encontra-se novo período de aceleração, com transformações 
somáticas intensas (características sexuais secundárias) = 
Puberdade
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
O processo de crescimento
A infância e, em especial, a adolescência são períodos 
fundamentais para a aquisição da massa óssea. O estirão 
pubertário coincide com a aquisição da massa óssea, e até os 17 
anos de idade alcança-se cerca de 91% da massa óssea total. 
A quantidade máxima de massa óssea obtida durante o 
crescimento é um importante determinante da massa óssea e do 
risco de fraturas em idade adulta, e é determinada principalmente 
por fatores genéticos (60 a 80%), mas, dentre os fatores 
modificáveis, estão a nutrição e a prática de atividade física
DESAFIOS:
Práticas nutricionais adequadas, 
Influência de colegas e informações incorretas de diferentes
Comportamentos alimentares incorretos
Práticas perigosas de perda de peso, dietas muito restritivas, 
consumo insuficiente de energia e carboidratos, 
Hidratação inadequada, 
Uso incorreto de suplementos 
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL:
A avaliação e o acompanhamento do crescimento são de estrema importância. 
A avaliação antropométrica é a principal ferramenta para esse 
acompanhamento: 
 Peso 
 Estatura 
 Curvas de crescimento: estatura para a idade (E/I) e peso para a estatura 
(P/E). 
 O índice de massa corporal (IMC) para idade (IMC/I) é um indicador mais 
sensível e deve ser incluído na avaliação, Organização Mundial da Saúde 
(OMS), publicado em 2007. 
 É importante observar como o jovem segue no seu canal de crescimento, ou 
seja, como está a inclinação da sua curva de crescimento, reforçando a 
importância do acompanhamento contínuo. 
Organização Mundial da Saúde (OMS), 2007.
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
ASPECTOS NUTRICIONAIS:
Com o objetivo de promover saúde e prevenir doenças por meio de 
alimentos funcionais, ou seja, alimentos que, além de fornecerem os 
nutrientes esperados, trazem benefícios para o corpo. Assim, há maior 
presença de determinadas frutas e hortaliças, grãos integrais, sementes, 
oleaginosas, leite e derivados e peixes ricos em ômega-3.
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
https://nutmed.com.br/novidades/tratamento-ortomolecular-por-que-e-tao-importante/ 0 a 24 meses – Leite materno
 Proteínas, vitaminas e minerais (Ca e Fe) são essenciais para o 
crescimento desenvolvimento ósseo da criança e ganho de 
massa muscular, expansão do volume sanguíneo total, menarca, 
Ainda, embora esteja clara a importância do cálcio na formação do osso, outros 
nutrientes são essenciais e devem ser consumidos em quantidades adequadas para 
garantir que o seu aproveitamento seja eficiente. Ressalta-se a importância das 
vitaminas D, K e C, além de outros nutrientes como fósforo, magnésio
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
 Exemplos:
Leites e derivados = cálcio e proteína
Iogurtes = probióticos e cálcio
Frutas e hortaliças = fibras, minerais, vitaminas (antioxidantes)
Peixes = ômega 3 e proteína
Carnes, leguminosas = ferro
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Fase importante para manutenção e/ou reabilitação da saúde 
Momento do aparecimento de DCNT (obesidade, DM, HAS, alergias)
A Nutrição Funcional irá auxiliar, através da alimentação:
 No planejamento alimentar (maior presença de determinadas frutas 
e hortaliças, grãos integrais, sementes, oleaginosas e peixes ricos em 
ômega-3...)
 Investigar a origem do que é prejudicial a saúde (como as 
deficiências nutricionais, alergias alimentares, alterações 
gastrointestinais, desequilíbrios hormonais).
 Planejamento alimentar de acordo com a individualidade , saúde e 
particularidade e cada pessoa.
 Leva-se em consideração o equilíbrio emocional - emoções, 
negativas ou positivas, podem aumentar ou diminuir a saúde
 Promoção da saúde – não apenas tratar, mas prevenir!!!!
ADULTOS
https://nutmed.com.br/novidades/nutricao-esportiva-e-a-importancia-do-planejamento-dietetico/
Abordagem personalizada, promoção da saúde e a prescrição de 
alimentos funcionais. 
ADULTOS
Entende-se por indivíduo idoso aquele que apresenta idade igual ou 
superior a 60 anos nos países em desenvolvimento e 65 anos quando 
se trata de países desenvolvidos (WHO, 2002). 
O envelhecimento pode ser definido como uma série de processos 
que ocorrem nos organismos vivos e que, com o passar do tempo, leva 
à perda da adaptabilidade e à alteração funcional. 
Ao longo de vários anos surgem mudanças nas características físicas e 
mentais de uma pessoa. 
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
DESAFIOS:
Condição socio econômica
Doenças associadas
Alterações fisiológicas
Crenças alimentares
Falta de apoio da família
Inatividade física
Medicamentos
Mudanças na percepção do olfato e na sensação do paladar
Menor capacidade de mastigação
 
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
IDOSOS
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
ASPECTOS NUTRICIONAIS:
Para manter a saúde, deve ser trabalhada a mudança no estilo de vida.
O estilo de vida saudável inclui o bem-estar físico, mental, social e 
espiritual
 HÁBITOS ADIQUIRIDOS X HÁBITOS NOVOS
Pode parecer simples, mas alterar hábitos adquiridos durante anos não 
é um alvo fácil. 
IDOSOS
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
A importância da qualidade da alimentação na diminuição do 
risco de DCNT já é bem documentada, assim como na 
qualidade de vida. 
A avaliação do consumo alimentar e a medição dos 
indicadores de estado dietético servem de base para 
identificar a possível ocorrência de inadequação dietética ou 
estado nutricional alterado, e de base para posterior 
intervenção.
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
Proteínas – manutenção de massa muscular, síntese de enzimas e 
anticorpos e também promovem, reparação tecidual...
Exemplo: 
Soja - família das leguminosas, a soja é uma valiosa fonte proteica. As 
isoflavonas, são os componentes químicos com semelhança estrutural com 
o estradiol, possuem ação estrogênica fraca. Na ausência de estrogênio, 
essas substâncias têm efeito estrogênico (esse hormônio está em baixo 
nível durante essa fase), podendo reduzir o risco de doenças 
cardiovasculares e osteoporose, advindos da ausência do estrogênio 
humano.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, a isoflavona 
não pode ser considerada uma terapia hormonal e, portanto, não deve ser utilizada 
com esta função. 
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
Carboidratos – fornecimento de energia
Exemplo: 
Fibras - A ingestão de fibras insolúveis está associada a menor frequência 
de ganho de peso e doenças como as diverticuloses, o câncer de cólon e 
constipação (regulariza trânsito intestinal) e as fibras solúveis contribuem 
positivamente para tratamento das doenças cardiovasculares e o diabetes 
melito (diminuem a velocidade de absorção da glicose no intestino e, 
portanto, tendem a estabilizar as concentrações pós-prandiais de glicose e 
insulina sanguíneas, além de reduzir a concentração sérica de colesterol).
 Beta – glucana - Aveia
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
Lipídios – fornecimento de energia, fazem parte da composição de 
algumas estruturas e hormônios, protegem órgãos e vísceras, 
promovem o isolamento térmico e ajudam a absorção e o transporte 
de vitaminas lipossolúveis
Exemplo: 
Ômega 3 – efeito cardioprotetor (redução do risco de infarto 
trombótico em e incidência de acidente vascular cerebral)
 
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
Micronutrientes – importante para atividades do organismo, 
manutenção do metabolismo dos alimentos e a produção 
energética. Além disso, as vitaminas e os minerais fazem parte de 
compostos como enzimas, hormônios e secreções
Exemplo: 
Vitaminas B12 merece especial atenção, pois alguns indivíduos não
são capazes de absorvê-la devido à falta do fator intrínseco, mesmo ingerindo uma 
dieta adequada desta vitamina. Algumas doenças gástricas, intestinais e pancreáticas, 
comuns nessa faixa etária, promovem a deficiência do fator intrínseco. A falta dessa 
vitamina pode provocar anemia megaloblástica, neuropatia periférica, com 
dificuldades de marcha e déficits de cognição. 
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
Fitoquímicos – componentes fisiológicamente ativos nos alimentos 
funcionais. 
Apresentarem efeito na redução do risco de doenças e melhora de 
funções no organismo, ação antioxidante, o aumento da imunidade, 
melhora da função intestinal, a redução dos níveis de lipídios 
sanguíneos
IDOSOS
Paschoal V, Naves A, da Fonseca ABBL. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica. 1. ed.revisada. São Paulo: VP 
Editora; 2008
ATIVIDADES 
Elabore um cardápio 
qualitativo com alimentos 
funcionais que auxiliarão 
na saúde e bem estar do 
idoso, incluindo estratégias 
para aumentar a aceitação. 
A diminuição do apetite comumente associada às mudanças na percepção do olfato e na 
sensação
do paladar, da secreção salivar, ao uso de alguns tipos de medicamentos pode ser minimizada 
com a adoção de estratégias, como a elaboração de uma refeição que apresente aspectos 
agradáveis (comocor, sabor, aroma, textura) a todos os órgãos dos sentidos.
A possível redução do consumo alimentar, pela menor capacidade de mastigação e/ou por 
distúrbios de deglutição, pode ser minimizada com o cozimento adequado dos alimentos ou 
sua preparação de modo que a mastigação seja facilitada. Por exemplo, as carnes podem ser 
picadas, desfiadas ou moídas, os legumes e as verduras cruas podem ser picados e as frutas 
cortadas em pedaços menores, amassadas ou raspadas.
Maior fracionamento e volume reduzido das refeições facilitam todo o processo de digestão, 
absorção e aproveitamento dos alimentos e favorecem o desempenho da atividade física. 
Portanto, é recomendável o consumo de quatro a seis refeições diárias, como por exemplo: 
café da manhã, lanche matutino, almoço, lanche da tarde e jantar.
Logo após uma noite de sono, o organismo esteve em jejum noturno prolongado, quando
consumiu grande parte das reservas existentes nos músculos, no fígado e no tecido adiposo. 
Um déficit de glicose durante a atividade pode ocasionar não somente o mau desempenho, 
mas também alteração da capacidade de concentração, do equilíbrio e hipoglicemia. 
Portanto, recomenda-se a ingestão de uma refeição leve antes da atividade. 
Estratégias
Essa refeição pode ser constituída de leite magro, iogurte, queijo fresco, suco de frutas, 
torradas, cereais integrais e geleias.
A presença de doenças deve também ser considerada na elaboração do planejamento 
alimentar.
Fácil digestão; proporcionar sensação de saciedade; ser acessível conforme o 
fornecimento e o custo; estar de acordo com o paladar e o gosto do indivíduo.
 Limitar o consumo de gorduras saturadas (carnes gordas, produtos lácteos integrais 
e manteiga)
 e preferir as insaturadas (óleos vegetais); evitar o consumo de ácidos graxos trans
 Limitar o consumo de açúcares simples (doces e açúcar)
 Limitar o consumo de sal e de alimentos ricos em sódio (salgadinhos, embutidos, 
conservas,
 enlatados e sopas prontas)
 Aumentar o consumo de frutas, vegetais, legumes, cereais integrais
INTERAÇÃO DROGA NUTRIENTE E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENVELHECIMENTO
NUTRIÇÃO FUNCIONAL
MÓDULO I
AULA 3
Garcia ANM, Romani SAM, Lira PIC. Indicadores 
antropométricos na avaliação nutricional de idosos: um 
estudo comparativo. Rev Nutr. 2007;20:371-8
A crescente expectativa de vida e, 
consequentemente, o aumento do 
número de idosos, demonstram que a 
distribuição etária da população mundial 
tem apresentado visível alteração nas 
últimas décadas. 
O Brasil, assim como muitos países, está 
passando por um processo de 
envelhecimento rápido e intenso, deste 
modo, tal situação requer novos desafios 
no campo da pesquisa nutricional, pois, 
apesar deste ser um processo natural, o 
organismo é submetido a diversas 
alterações fisiopatológicas com 
repercussões na manutenção do estado 
nutricional, bem como na condição de 
saúde do idoso
Garcia ANM, Romani SAM, Lira PIC. Indicadores antropométricos na avaliação nutricional de idosos: um 
estudo comparativo. Rev Nutr. 2007;20:371-8
Indivíduos com múltiplas doenças, 
que fazem uso de muitos 
medicamentos são os mais 
suscetíveis a experimentar 
reações de interações 
medicamentosas adversas, 
situações estas nas quais o idoso, 
geralmente, se encaixa. 
A interação medicamentosa é um 
evento clínico em que os efeitos 
de um fármaco ficam alterados 
pela presença de outro fármaco, 
fitoterápico, alimento, bebida 
alcoólica ou agente químico 
ambiental
Os nutrientes podem 
interferir na absorção do 
fármaco através da:
Na modificação do pH do 
conteúdo intestinal, na
Na velocidade do esvaziamento 
gástrico, 
No aumento da atividade 
peristáltica do intestino, 
Na competição pelos sítios de 
absorção, 
No fluxo sanguíneo esplâncnico 
Na ligação direta do fármaco 
com componentes dos 
alimentos
O estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com todos 
os idosos de uma ILP localizada no noroeste do Estado do Paraná, 
totalizando 73 residentes.
Como objetivo verificar riscos da interação droga-nutriente nos 
idosos residentes em uma Instituição de Longa Permanência (ILP) da 
região noroeste do Paraná.
Os idosos apresentam biologicamente menos capacidade de depleção 
e metabolização dos fármacos e sofrem com maior frequência seus 
efeitos adversos e redução de sua eficácia terapêutica. Isso ocorre por 
um conjunto de fatores, como: maior prevalência de doenças crônicas, 
o uso de múltiplos fármacos e estado nutricional muitas vezes 
deficiente nesta fase da vida
Analisar as possíveis interações entre droga e nutriente em idosos é 
importante, pois pode tornar o tratamento medicamentoso mais 
efetivo e evitar a depreciação do estado nutricional dos mesmos.
CASTRO, M. S.; et al. Pharmaceutical Care program for patients with uncontrolled hypertension: report of a double-blind clinical trial with ambulatory blood 
pressure monitoring. American Journal of Hypertension, v. 19, n. 5, p. 528-533, may. 2006
O estudo observou:
O número de medicamentos consumidos por idoso variou entre 1 a 13 tipos, 
num total de 345 medicamentos prescritos. 
A média de medicamentos utilizados por pessoa ao dia foi de 4,7. Observou-se 
que 26% dos idosos utilizavam de 1 a 3 medicamentos e 74% usavam 4 ou mais 
medicamentos. 
Todos os medicamentos foram prescritos pelo médico da instituição e 
administrados pela equipe de enfermagem.
O valor médio do IMC observado nesta pesquisa foi de 23,5 kg/m², considerado 
dentro da normalidade para essa população. Entretanto, 16,6% dos idosos do 
sexo masculino encontravam-se abaixo do peso e 10% estavam em obesidade.
As refeições realizadas pelos idosos eram fracionadas em seis vezes ao dia (café 
da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) com 
intervalos de aproximadamente três horas.
O cardápio semanal abrangia frutas, café, chá e pão com margarina para os 
lanches da manhã e tarde, arroz, feijão, carne e salada no almoço e sopas no 
jantar; chá e café eram oferecidos três vezes ao dia e frutas em duas refeições. 
Nem todos os idosos realizavam as seis refeições oferecidas.
.
O estudo encontrou:
Os 345 medicamentos prescritos foram compostos por 87 diferentes fármacos, 
destes 37 (42,5%) não possuem interação com nutrientes, 22 (25,3%) 
medicamentos não foram encontrados informações relacionando interações 
dos mesmos com os alimentos e 28 (32,0%) fazem algum tipo de interação 
droga-nutriente, sendo identificados em 166 prescrições.
Entre os fármacos que possuem interação droga-nutriente, nove (32,0%) diminui 
o efeito de absorção do fármaco quando há consumo de cafeína (xantina); 
quatro (14,3%) diminui a absorção de vitamina B12 e dois (7,1%) diminui a 
absorção do fármaco quando utilizado suplemento com cálcio..
Algumas interações medicamentosas com nutrientes são descritas na literatura 
científica como, por exemplo, os componentes minerais que podem competir 
entre si, durante o processo absortivo, como por exemplo, zinco, ferro, 
anticoagulante e antibiótico pode induzir a deficiência de vitamina K; antiácidos 
podem alterar a absorção de ferro, cálcio e vitamina B 12; neomicina, colchicina, 
colestiramina e clindamicina, dietas hiperprotéicas diminuem a atividade de 
agentes dopaminérgicos utilizados no tratamento da doença de Parkinson.
Resultados:
No presente estudo, evidenciou-se que a maioria dos fármacos presentes nas 
prescrições possui interação droga-nutriente relacionada com a limitação 
quanto ao uso de cafeína devido à diminuição da ação dos mesmos. A ingestão 
de 100-200mg de cafeína é suficiente para causar interações significativas. 
Chá, café, chocolate e alguns tipos de refrigerantes são exemplos de fontes 
alimentares ricas em cafeína, sendo que o café-grão torrado (xícara com 150 
ml) possui 103mg de cafeína, a qual é uma das bebidas mais consumidas entre os 
idosos. 
A utilização de alguns medicamentos, em longo prazo pode levar a uma 
necessidadede suplementação com vitamina D, B12, folato e vitamina C. 
O ácido acetilsalicílico foi o medicamento mais prescrito para os idosos, porém, 
este medicamento diminui a absorção de alimentos e a sua utilização a longo 
prazo requer um aumento de alimentos ricos em vitamina C e ácido fólico.
A hidroclorotiazida também apresentou número significativo de prescrições. Os 
diuréticos e laxantes ocasionam desidratação e depleção de eletrólitos como 
magnésio, potássio e zinco. 
Captopril, recomenda-se que este seja ingerido com estômago vazio (uma hora 
antes das refeições), pois o alimento diminui sua absorção em 30-50%
Antibióticos, quando consumidos, altera absorção intestinal por destruição da 
flora natural, provocando má absorção de carboidratos, vitamina B12, cálcio, 
ferro, magnésio e cobre.
Glicocorticóides predispõem à gastrite, osteoporose e hiperglicemia
Considerações finais:
A necessidade nutricional do indivíduo idoso pode ser comprometida quando 
associada às alterações próprias do processo de senescência. Além disso, com o 
processo de adoecer característico dessa fase do ciclo vital, é comum o 
consumo de diversos medicamentos de uso contínuo, o que pode acarretar 
prejuízo na digestão, absorção, excreção e biodisponibilidade de muitos 
nutrientes, aumentando o risco de interação droga-nutriente em idosos.
Assim, a alimentação e as condições que estas são oferecidas aos idosos são 
fatores essenciais na manutenção do estado de saúde dessa população
Portanto, torna-se indispensável à ação da equipe de saúde multidisciplinar, 
devendo ser feita avaliação criteriosa não somente acerca dos múltiplos 
medicamentos administrados, mas também em relação à prescrição 
dietoterápica através dos dados da avaliação nutricional e da interação com as 
drogas utilizadas, atentando para os horários dos medicamentos e das refeições 
ofertadas.
PEIXOTO, J. S. et al.. Riscos da interação droga-nutriente em idosos de instituição de longa permanência. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 33, n. 3, 
p. 156–164, set. 2012. 
Estudo envolvendo bases de dados primária sendo (avaliação 
antropométrica) e secundária (prontuários e diário alimentar), 
caracterizando o presente trabalho como exploratório de característica 
descritiva. O estudo foi desenvolvido na ILPI da cidade de Campo Mourão – 
PR, onde residem 57 idosos. Para a amostra foram considerados aqueles 
com idade igual ou superior a 60 anos.
O estudo concluiu que houve potenciais de interações entre os fármacos e 
nutrientes da dieta. Considerando que no envelhecimento as várias funções 
fisiológicas e metabólicas são alteradas e refletem no estado nutricional dos 
idosos como um todo, a equipe multidisciplinar tem papel importante em 
supervisionar, de forma que garanta o melhor controle e menor risco de 
intercorrências, garantindo assim, melhor efetividade no tratamento das 
doenças associadas.
O estado nutricional do idoso corresponde ao reflexo de sua 
vida em anos anteriores no presente
Deve ser realizada uma avaliação criteriosa no paciente 
geriátrico quanto as drogas ingeridas, conhecendo bem seus 
efeitos colaterais e suas interações com os nutrientes
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	Slide 6: Temas de aprendizagem
	Slide 7: Temas de aprendizagem
	Slide 8: Procedimentos de avaliação
	Slide 9: Procedimentos de avaliação
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	Slide 11: BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
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	Slide 13: ALIMENTOS FUNCIONAIS 
	Slide 14: ALIMENTOS FUNCIONAIS 
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	Slide 28: ALIMENTOS FUNCIONAIS X NUTRACEUTICOS
	Slide 29: ALIMENTOS FUNCIONAIS X NUTRACEUTICOS
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