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Apostila Verbas

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e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais 
rendimentos, conforme jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
Assim, a PGFN está autorizada a não contestar, a não interpor recursos e a desistir 
dos já interpostos, conforme determina o Parecer PGFN/CRJ nº 287, de 12 de fevereiro de 2009, 
que concluiu pela dispensa, desde que inexista outro fundamento relevante, com relação às ações 
judiciais que visem obter a declaração de que, no cálculo do IRPF incidente sobre rendimentos 
pagos acumuladamente, devem ser levadas em consideração as tabelas e alíquotas das épocas 
próprias a que se referem tais rendimentos, devendo o cálculo ser mensal e não global. 
FONTE: ASCOM PGFN – 14/05/2009 
O caput do art. 12-A, da Lei 7.713/88, com a redação dada pela Lei 12.530/10, 
estabelece que os rendimentos do trabalho e os provenientes de aposentadoria, pensão, 
transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando correspondentes aos anos calendários 
anteriores ao do recebimento, serão tributados exclusivamente na fonte, no mês do recebimento 
ou crédito, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês. 
O imposto será retido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou 
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pela instituição financeira depositária do crédito e calculado sobre o montante dos rendimentos 
pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da 
quantidade de meses a que se refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela 
progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito (art. 12-A, § 1º). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Exemplo prático: 
 
 
O Reclamante recebeu indenização de Horas Extras de R$ 4.000,00 ao mês de 
janeiro/2007 até maio/2007, portanto recebeu total de R$ 20.000,00. 
 
 
 
 
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TABELA DO IMPOSTO DE RENDA 2010: 
 
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$) 
Até 1.434,59 - - 
De 1.434,60 até 2.150,00 7,5 107,59 
De 2.150,01 até 2.866,70 15 268,84 
De 2.866,71 até 3.582,00 22,5 483,84 
Acima de 3.582,00 27,5 662,94 
 
TABELA DO IMPOSTO DE RENDA 2011: 
 
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$) 
Até 1. 1.499,15 - - 
De 1.499,16 até 2.246,75 7,5 112,43 
De 2.246,76 até 2.995,70 15 280,94 
De 2.995,71 até 3.743,19 22,5 505,62 
Acima de 3.743,19 27,5 692,78 
 
Para o nosso exemplo utilizei a tabela de 2011, considerando o recebimento em 
fevereiro de 2011. 
 
* Pela lei anterior os cálculos do imposto de renda eram feitos: 
- tomando-se por base o valor liquido recebido, 
- descontando apenas os valores correspondentes a previdência social, 
- não poderiam ser descontados os valores dos honorários 
advocatícios. 
 Assim, a base de calculo do imposto de renda seria: 
 Valor Recebido R$ 20.000,00 
Desc. INSS 11% R$ 2.200,00 
Base IR R$ 17.800,00 
 
 Aplicando a tabela R$ 17.800,00 x 27,5% = R$ 4.895,00 – parcela a deduzir 
R$ 692,78 = IMPOSTO DE RENDA A PAGAR R$ 4.202,22 (quatro mil duzentos e dois reais e vinte e 
dois centavos) . 
 De acordo com a Lei 7.713, no artigo 12-A, sobre o valor bruto, podemos 
descontar o INSS e os 30% de Honorários advocatícios, ficando assim: 
 Valor Recebido R$ 20.000,00 R$ 4.000,00 
Desc. INSS 11% R$ 2.200,00 R$ 440,00 
Hon Adv. 30% R$ 6.000,00 R$ 1.200,00 
Base IR R$ 11.800,00 R$ 2.360,00 x 5 = R$ 11.800,00 
 
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 Assim sendo a Base mensal seria 15% e o desconto R$ 280,94 x 5 = R$ 
1.404.70. 
 Rendimento líquido R$ 11.800,00 
Base de calculo 15% 
IR BRUTO R$ 1.770,00 
- parcela a deduzir R$ 1.404,70 
I. R. A PAGAR R$ 365,30 
 
 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR R$ 365,30 (trezentos e sessenta e cinco reais e 
trinta centavos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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11. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA 
 
11.1. INSS reclamação trabalhista – retrospectiva da legislação: 
 
11.1.1) Ordem de serviço conjunta nº 66/97: 
 
A partir de 10.10.1997 as regras de cálculo foram determinadas através da OS. nº 
66/97, que definiu a apuração da cota previdenciária do reclamante com enquadramento mediante 
alíquotas e valores máximos a serem auferidos a cada competência. 
 
11.1.2 Instrução normativa INSS/DC nº 100 – DOU 23/12/03 
 
Início de vigência ocorreu a partir de 01.04.2004 (art. 792, IN 103, 27.02.04), 
Revogando a OS. Nº 66/97, entretanto, apuração do valor do INSS relativo a cota do reclamante, 
mantendo idênticos critérios fixados anteriormente. 
 
11.1.3. Instrução normativa INSS/DC nº 105 – DOU 26/03/04 
 
Através do inciso I do artigo 140 mencionado que “quando às remunerações objeto da 
condenação, os valores das parcelas remuneratórias consignadas nos cálculos homologados de 
liquidação de sentença, ainda que as partes celebrem acordo posteriormente”. Destaca-se, após 
sentença de homologação na existência de Acordo (reclamante e reclamada) os valores da 
Previdência Social não mais poderão ser modificados. 
 
11.1.4. Instrução Normativa INSS/DC nº 108 DOU 24/06/04, revogou a eficácia dos 
artigos 141 e 142 da IN. 100/03, cujo teor dos referidos artigos compreendia: 
 
Art. 141. Serão adotadas as competências dos meses em que foram prestados os serviços 
pelos quais a remuneração é devida, ou dos abrangidos pelo reconhecimento do vínculo 
empregatício, quando consignados nos cálculos de liquidação ou nos termos do acordo. 
Parágrafo único. Quando, nos cálculos de liquidação de sentença ou nos termos do 
acordo, a base de cálculo das contribuições sociais não estiver relacionada, mês a mês, ao 
período específico da prestação de serviços geradora daquela remuneração, as parcelas 
remuneratórias