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1 PROCESSOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL • COMMERCIAL INVOICE - FATURA COMERCIAL • PACKING LIST • AIRWAY BILL AWB • BILL OF LADING BL • CONHECIMENTO DE EMBARQUE COMMERCIAL INVOICE - FATURA COMERCIAL • Exigência da Receita Federal A fatura deve conter as seguintes indicações (art. 557 do Decreto Nº 6.759/2009 - Regulamento Aduaneiro): • Nome e endereço completo do exportador; • Nome e endereço completo do importador; • Especificação da Mercadoria em Português ou em idioma oficial: Inglês, Francês, Espanhol; • Marca, numeração e referência dos volumes; • Quantidade e espécie dos volumes;Peso Líquido e Bruto dos volumes; (Decreto 10.550/2020) • País de Origem, País de Aquisição e País de Procedência; • Preço Unitário e Preço Total; • Condições e Moeda de Pagamento; • Termo da Condição de Venda: PACKING LIST Não existe um modelo padrão para este documento. Contém comumente os seguintes elementos: • Quantidade Total dos Volumes; • Marcação dos Volumes; • Identificação dos Volumes; • Espécie de Embalagens: Caixa, Pallet, outros; • Peso Bruto; • Peso Líquido; • Dimensões Unitárias; 2 • Volume Total da Carga; Exemplos de situações onde não é prática a emissão do romaneio de carga: granéis e cargas não embaladas que por si só se identificam como automóveis (nº do chassi) ou máquinas e equipamentos de grande porte (nº de série). ** A não-apresentação do romaneio de carga (packing-list) na instrução do despacho aduaneiro (em situações em que seja prática corrente sua emissão) enseja a aplicação da multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) prevista na alínea “e”, inciso VIII do art. 728 do Regulamento Aduaneiro AIRWAY BILL AWB É composto de 3 vias originais, não negociáveis: a primeira, assinada pelo expedidor, fica com o transportador, a segunda assinada por ambos, acompanha a mercadoria; e a terceira assinada pelo transportador, fica com o expedidor. BILL OF LADING BL • Válido tanto para o transporte fluvial quanto para o marítimo, o B/L pode ser composto de várias vias, sendo mais comum a emissão em 6 vias: 3 não negociáveis e 3 negociáveis. Estas são entregues ao exportador/ embarcador para que ele as apresente ao banco e receba o valor estipulado no crédito documentário. A seguir, os documentos serão remetidos, via banco, ao importador para que este possa retirar as mercadorias. As cópias não negociáveis servem de informação a todos os agentes envolvidos e não são válidas para retirada da mercadoria nem para receber o valor estipulado no crédito documentário. • Cada companhia de navegação pode ter seu modelo de conhecimento de embarque, a ser preenchido com os dados necessários, tais como: • Nome do exportador; nome e endereço da companhia de navegação; nome do importador; porto de embarque; porto de destino; nome de quem vai ser notificado quando da chegada da mercadoria; total de volumes; nome da mercadoria; peso bruto e volume cúbico; forma de pagamento do frete (“prepaid” ou “collect”); nome do agente da companhia transportadora no porto de embarque, com o carimbo e a assinatura do responsável; e carimbo do local de estiva da mercadoria. 3 • O conhecimento de embarque pode ser emitido à ordem (no próprio nome do embarcador, a sua ordem ou à ordem de seu agente no porto de destino) ou nominal (em nome do consignatário). Pode ser direto (onde a mercadoria segue direto até o porto de destino final) ou indireto (onde, por ocorrer transferência (transbordo) para outro navio, deve constar o nome das duas embarcações e o valor de cada frete). CONHECIMENTO DE EMBARQUE • CONHECIMENTO DE EMBARQUE É O DOCUMENTO MAIS IMPORTANTE DO TRANSPORTE INTERNACIONAL DE MERCADORIAS • conhecimento de carga, também conhecido como conhecimento de transporte emitido pelo transportador, define a contratação da operação de transporte internacional, comprova o recebimento da mercadoria na origem e a obrigação de entregá-la no lugar de destino, constitui prova de posse ou propriedade da mercadoria e é um documento que ampara a mercadoria e descreve a operação de transporte. • É o instrumento do contrato de transporte firmado entre embarcador e transportador, como partes contratantes, orientando as relações decorrentes do respectivo contrato e valendo, desta forma, como um título de crédito, em relação a terceiros, regulando, em última análise, a relação entre o transportador e o seu portador. • Na eventual necessidade de correção do Bill of Lading, essa se dará através de Carta de Correção. Esse documento deverá ser efetuado pelo emitente do B/L e dirigido à autoridade aduaneira do local de descarga. A Carta de Correção deverá estar acompanhada do BL objeto da correção e ser apresentada antes do início do despacho aduaneiro. A Carta de Correção apresentada após o registro da Declaração de Importação, mas antes do desembaraço da mercadoria, poderá ainda ser apreciada, a critério da autoridade aduaneira, e não implica denúncia espontânea Portanto, caso seja aceita pela fiscalização aduaneira, a Carta de Correção implicará também na correção do manifesto da carga. SISTEMA MERCANTE - Como surgiu? O CE Mercante, CE – Conhecimento Eletrônico, foi criado através da portaria nº 328/2001 do Ministério de Transportes é um número gerado pelo Sistema Eletrônico de Controle da AFRMM – Arrecadação do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante. Abaixo conceito do Mercante de acordo com o decreto 5.543/05 art. 2º: VII – Mercante: sistema eletrônico de controle da arrecadação do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante – AFRMM 4 • Quem inclui os dados no Mercante? Como representantes das empresas de navegação, as agências de navegação, são responsáveis pela inclusão das escalas do navio, manifesto, e por serem detentoras das informações contidas nos conhecimentos de embarque Máster. Assim, transmitem eletronicamente, por meio do Sistema “Mercante”, os dados contidos em cada processo, gerando um número de CE Máster. Os agentes de carga, por sua vez, efetuam a desconsolidação eletrônica de seus conhecimentos Máster informando os respectivos houses no Mercante. O QUE É O CERTIFICADO DE ORIGEM? O Certificado de Origem é o documento (em papel ou digital) que assegura a origem da mercadoria, ou seja, ele certifica que a mercadoria foi elaborada utilizando os critérios de produção previamente estabelecidos, respeitando as regras de origem contidas no regime de origem. No comércio exterior, é utilizado basicamente para concessão de preferência tarifária resultante de um acordo comercial. O responsável pela emissão do Certificado de Origem sempre é o exportador, o qual deve enviar o documento ao importador para que este realize a operação de nacionalização da mercadoria. QUEM PODE EMITIR O CERTIFICADO DE ORIGEM? Em geral, Federações de Comércio, Indústria e Agricultura e algumas Associações Comerciais. As entidades autorizadas pela Secex a emitir Certificados de Origem para os exportadores nacionais, no âmbito dos Acordos Comerciais dos quais o Brasil é parte, estão listadas no no Anexo XXII da Portaria SECEX nº 23, de 14 de julho de 2011 (texto consolidado). A última atualização da listagem está na Portaria SECEX nº 39, de 9 de outubro de 2019. • 1º DOCUMENTO: FATURA COMERCIAL – COMMERCIAL INVOICE ( VENDEDOR ) • 2º DOC: ROMANEIO DE CARGA – PACKING LIST ( VENDEDOR ) • 3º DOC: CONHECIMENTO DE EMBARQUE/CARGA/CARREGAMENTO – AWB/BL(TRANSPORTADOR) • 4º DOC: CERTIFICADO DE ORIGEM (SE NECESSÁRIO) 5 • 5º DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO – DI / DECLARAÇÃO ÚNICA DE EXPORTAÇÃO – DUE IMPORTAÇÃO X EXPORTAÇÃO LOGÍSTICA A Modalidade de Transporte até o país que você exportará: Marítimo, aéreo ou terrestre. Cada opção pode implicar em valores, custos, formas, regulamentações, exigências e estratégiasdiferenciadas. Defina a melhor forma de envio. MODAIS DE TRANSPORTE • Transporte marítimo; • Transporte ferroviário; • Transporte aéreo; • Transporte dutoviário; • Transporte rodoviário. IMPORTAÇÃO A importação compreende à entrada temporária ou definitiva em território nacional de bens ou serviços originários ou procedentes de outros países, a título oneroso ou gratuito. SUA IMPORTÂNCIA • As importações desempenham um papel importante na vida econômica dos países, por mais rico que seja. Nenhum país é totalmente autossuficiente. • Há uma forte correlação entre desenvolvimento e industrialização e ampliação do relacionamento com os demais países. • Durante muitos anos, o Brasil manteve uma economia fechada para o comércio internacional, estimulando bastante as exportações. 6 • Atualmente, o país mudou esta postura. O Brasil pratica uma política de abertura econômica e de integração ao contexto internacional, participando do processo de globalização. • Uma prova desta mudança foi a implantação, em janeiro de 1997, do SISCOMEX ( Sistema Integrado de Comércio Exterior). SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR • O SISCOMEX é o instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, mediante fluxo único, computadorizado, de informações. CANAL VERDE O sistema registra o desembaraço automático da mercadoria, dispensados o exame documental e a verificação física da mercadoria. A DI selecionada para canal verde, no Siscomex, poderá ser objeto de conferência física ou documental, quando forem identificados elementos indiciários de irregularidade na importação, pelo AFRFB responsável por essa atividade. CANAL AMARELO Deve ser realizado o exame documental e, não sendo constatada irregularidade, efetuado o desembaraço aduaneiro, dispensada a verificação física da mercadoria. Na hipótese de descrição incompleta da mercadoria na DI, que exija verificação física para sua perfeita identificação com CANAIS DE PARAMETRIZAÇÃO 7 vistas a confirmar a correção da classificação fiscal ou da origem declarada, o AFRFB pode condicionar a conclusão do exame documental à verificação física da mercadoria. CANAL VERMELHO A mercadoria somente é desembaraçada e entregue ao importador após a realização do exame documental, da verificação física da mercadoria, dispensada da análise preliminar do valor aduaneiro. CANAL CINZA Deve ser realizado o exame documental, a verificação física da mercadoria e a aplicação de procedimento especial de controle aduaneiro, para verificar indícios de fraude, inclusive no que se refere ao preço declarado da mercadoria. A mercadoria somente é desembaraçada e entregue ao importador após a realização da análise preliminar do valor aduaneiro e, se for o caso, o depósito de garantias. EXPORTAÇÃO A exportação é a saída de bens, produtos e serviços do país de origem para outro. SUA IMPORTÂNCIA • A internacionalização leva ao desenvolvimento da empresa, pois a obriga a modernizarse, seja para conquistar novos mercados, seja para preservar as suas posições no mercado interno. • No passado, a indústria nacional era protegida por barreiras que hoje já não existem. Isso faz com que empresas estrangeiras possam vir concorrer com as empresas brasileiras dentro do Brasil. • Nesse sentido, o comércio exterior adquire cada vez mais importância para o empreendedor que queira realmente crescer, assim como para a economia brasileira, mediante o ingresso de divisas e geração de emprego e renda. EXPORTAÇÃO • CANAL VERDE – o sistema procederá ao desembaraço automático da declaração, não sendo obrigatória a conferência aduaneira. 8 • CANAL LARANJA – procedimento obrigatório: exame documental efetuado pela fiscalização aduaneira. • CANAL VERMELHO – procedimentos obrigatórios: exame documental e verificação da mercadoria efetuados pela fiscalização aduaneira. ATIVIDADE VAMOS ENVIAR UM CONTAINER COM RODAS PARA ITÁLIA CONSIDERANDO QUE CADA CONTAINER ACONDICIONA 10 PALLETES COM 18 RODAS CADA. CALCULE O VALOR UNITÁRIO DO PRODUTO POR CADA INCOTERMS: FOB; CFR , CIF INFORMAÇÕES DA EXPORTAÇÃO • Preço de EXW por roda é de R$ 200,00 por roda • Frete Terrestre até o PORTO de Santos: R$ 1800,00 por container • Seguro ate o PORTO de Santo: R$ 600,00 por container • Desembaraço no PORTO de santos: R$ 700,00 por container • Taxas Portuarias no PORTO de Santos: R$ 1500,00 por container • Seguro internacional PORTO a PORTO: R$ 1200,00 por container • Frete internacional marítimo: R$ 3000,00 por container • Seguro internacional PORTO a PORTO: R$ 1200,00 por container • Frete Terrestre para entregar para o cliente em Génova: R$ 1000,00 por container • Seguro Terrestre PORTO de Génova ate o cliente: R$ 1000,00 por container • Taxas Portuarias em Génova : R$ 1300,00 por container • Desembaraço Aduaneiro em Génova R$: 1000,00 EXW –EX-WORK (NA ORIGEM) • 1 container = 10 pallets x 18 rodas = 180 rodas • Se 1 container cabem 180 rodas e o valor da Roda é de R$ 200,00, cada container tem o valor de R$ 36000,00 • VALOR DO CONTAINER 36000,00 • VALOR RODA : 200,00 9 FOB – FREE ON BOARD (LIVRE A BORDO) Toda a despesa até chegar no navio • Frete Terrestre ate o Porto de Santos: R$ 1800,00 por container • Seguro ate o Porto de Santo: R$ 600,00 por container • Desembaraço no Porto de santos: R$ 700,00 por container • Taxas Portuárias no Porto de Santos: R$ 1500,00 por container • 36000 + 1800 + 600 + 700+ 1500 = 40600 por container 225,55 por roda CFR — Cost And Freight — Custo E Frete ( porto de destino nomeado ) Adiciona o transporte de um país para o outro. • Frete internacional maritímo: R$ 3000,00 por container • Seguro internacional PORTO a PORTO: R$ 1200,00 por container • 40.600,00 por container + 3000,00 + 1200,00 = 44.800,00 por container 248,88 por roda CIF- COST, INSURANCE AND FREIGHT (CUSTO, SEGURO E FRETE) Adiciona o transporte terrestre e seguro no país • Frete Terrestre para entregar para o cliente em Génova: R$ 1000,00 por container • Seguro Terrestre PORTO de Génova até o cliente: R$ 1000,00 por container • Taxas Portuarias em Génova : R$ 1300,00 por container • Desembaraço Aduaneiro em Génova R$: 1000,00 • 44.800,00 + 1000 + 1000+1300+1000 = 49100 por container 272,77 por roda