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SENTENÇA
1. Quais as espécies de sentença?
· Definitivas: são as sentenças que definem ou resolvem o conflito. Não é definitiva por dela não caber qualquer recurso, mas porque o autor não poderá ingressar com a mesma pretensão, como ocorreria quando o processo é extinto sem julgamento de mérito.
· Terminativas: são as decisões em que se extingue o processo sem se analisar o mérito da questão.
· Interlocutórias: são as decisões que resolvem questões incidentes no processo.
2. Quais os efeitos da sentença?
· Declaratórias: são as sentenças que vão declarar a existência ou inexistência da relação jurídica; ou a autenticidade ou falsidade de documento. (Mesmo havendo violação de direito é admissível)
· Constitutivas: são as sentenças que criam, modificam ou extinguem certa relação jurídica.
· Condenatórias: são sentenças que implicam obrigação de dar, fazer ou não fazer alguma coisa, dando ensejo à execução.
· Mandamentais: são as sentenças que mandam cumprir determinação (ex. mandado de segurança)
3. Qual o momento da prolação da sentença?
Segundo o art. 831 da CLT, depois de rejeitada a proposta de conciliação entre as partes.
Caso aceita, o termo de conciliação será lavrado e valerá como decisão irrecorrível. (Salvo em relação à União, art. 832 da CLT)
Só por meio de ação rescisória é impugnável o Termo de Conciliação, Súmula 259 TST.
Há ainda a possibilidade de conversão do julgamento em diligência.
4. Quais os requisitos essenciais da sentença?
· No CPC, são relatório, fundamentos e dispositivo. A fundamentação é obrigatória por força da CF/88.
· Na CLT, da decisão deverão constar: o nome das partes, o resumo do pedido e da defesa, a apreciação das provas, os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão.
5. Quais os requisitos complementares na sentença trabalhista?
· A decisão tem de ter procedência com o pedido, determinará prazo e condições para seu cumprimento.
· Mencionará custas a serem pagas pela parte vencida (2%). Pq? – Para se determinar preparo. Importantíssimo: ADMISSIBILIDADE RECURSAL.
· Indicará se as parcelas condenatórias são de natureza salarial ou indenizatória. Pq? – Para recolhimento do Imposto de Renda e INSS.
· Honorários advocatícios.
· Fixação de valor provisório da condenação.
6. De que maneira ocorre a adequação da sentença aos limites da lide?
De acordo com as vedações:
· Ultra petita: juiz concede mais do que foi pedido;Não pedido
· Extra petita: juiz concede algo que não foi pedido;
· Citra petita: não pronunciamento jurisdicional sobre determinado pedido. O juiz defere menos do que tinha direito a parte.
Atenção Mané!
Impugnáveis por ação rescisória.
7. Quais as exceções que autorizam as sentenças EXTRA e ULTRA petita?
1ª: EXTRA
· Súmula 396, TST – Fala que deferir salário (relativo a período de estabilidade já exaurido) quando o pedido lá na PI é de reintegração, não gera EXTRA petita.
· Súmula 293, TST – Fala que adicional de insalubridade quando é por agente nocivo diverso do alegado lá na PI não dá EXTRA petita.
2ª: ULTRA
· Multa pela não quitação das verbas rescisórias incontroversas, na primeira audiência. (50%)
· Correção monetária e juros de mora.
· Improcedência liminar do pedido.
· Vinculação a precedente, jurisprudência ou súmula e observância a decisões do STF e TST em demandas repetitivas.
· Questões de ordem pública, que são de ofício.
8. O que é vedação da decisão surpresa?
É aquela que, no julgamento final do mérito da causa, em qualquer grau de jurisdição, aplica fundamento jurídico ou embasa-se em fato não submetido à audiência prévia de uma ou ambas as partes.
Porém, aquelas que as partes tinham obrigação de prever, concernentes à condição da ação, aos pressupostos de admissibilidade de recurso e aos pressupostos processuais, salvo disposição expressa em contrário.
9. Qual o prazo para o juiz proferir a sentença?
Será na audiência, CLT.
30 dias, CPC.
10. O que é remessa necessária? Art. 496 CPC e Súmula 303 TST.
São todas as sentenças que se submetem ao reexame necessário. Não se trata de recurso, mas uma condição de eficácia da sentença prolatada contra a fazenda pública (União, Estados, Municípios, Distrito Federal, autarquias e fundações públicas).
Os critérios são: 
· Valor da condenação;
· Prevalência do entendimento jurisprudencial.
11. O que é coisa julgada?
É uma qualidade que torna imutável, indiscutível as decisões que transitam em julgado, situação que se verifica quando esgotados todos os meios recursais e/ou quando a parte não apresenta recursos.
Além de qualidade da sentença, a coisa julgada material é o pressuposto da validade da relação processual.
12. Quais são os tipos de coisa julgada?
· Material: torna imutável e indiscutível o que foi decidido para “fora” do processo. Impossibilita a renovação de ação para discutir a relação jurídica material já examinada pelo Estado-Juiz. É passível de ação rescisória.
· Formal: traz a imutabilidade da sentença “dentro” do processo (sentenças terminativas – não resolvem mérito). Possibilidade de renovação de ação para discussão do mérito precluídas não são mais discutidas.
13. Quais são os limites da coisa julgada?
· Objetivos: a coisa julgada torna imutável objeto da decisão principal (aquilo que foi decidido na lide).
Questão principal – fundamentos que servem de base dos pedidos formulados, mas não à causa de pedir. Não há coisa sobre os motivos e as verdades dos fatos.
· Subjetivos: referem-se aos sujeitos que a coisa julgada atinge.
· Ações individuais – somente os litigantes são atingidos.
· Ações coletivas – coisa julgada erga omnes ou ultra pars.
· Temporais: Não se decide de novo, salvo:
· Relação jurídica de trato continuado (ação de revisão).
· Não pode mais ser discutido o que precluiu.
14. Pode existir relativização da coisa julgada material?
SIM.
Nos casos do art. 966, CPP.
· Prevaricação, concussão (em virtude do cargo exige vantagem) ou corrupção do juiz.
· Juiz impedido ou incompetente.
· Dolo, coação, simulação, colusão (conluio) das partes.
· Ofender coisa julgada.
· Violar norma jurídica.
· Prova falsa.
· Prova nova ignorada.
· Erro de fato.
TST: A interpretação do parágrafo 5º do artigo 884 da CLT, que relativiza decisão judicial transitada em julgado, deve abranger apenas casos em que a sentença é fundamentada em norma considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.
RECURSOS
15. O que são recursos? Qual a finalidade?
É o meio processual à disposição das partes, do terceiro interessado ou MP para impugnar decisões judiciais.
Decisões impugnáveis: decisões interlocutórias, sentenças e acórdãos.
A finalidade do recurso é:
· Atender ao Princípio do duplo grau de jurisdição.
· Acolher o inconformismo do vencido.
· Atentar-se para falibilidade humana.
· Aprimoramento das decisões.
· Controle dos atos judiciais pelas instâncias superiores.
16. Quais são os princípios norteadores dos recursos?
· Duplo grau de jurisdição
· Obrigatório: remessa necessária.
· Taxatividade: Só interpor recurso previsto na legislação.
· Embargos de declaração
· Recurso ordinário (Pq? – Não tem apelação nesta bagaça!)
· Recurso de revista (Pq? – Não tem recurso especial nesta bagaça tumbeim!)
· Agravo de instrumento
· Agravo de petição
· Embargos para TST
· Agravo regimental
· Recurso de revisão
· Recurso extraordinário (STF)
· Unicorribilidade: para cada decisão em dado momento há um único recurso cabível. (não é absoluto) Se ingressar dois, o juiz determina a parte que escolha. Não há simultaneidade, mas sucessividade.
OBS. Processo do trabalho não tem recurso especial e o recurso extraordinário só cabe da última decisão da SDC (Seção Especializada de Dissídios Coletivos) ou SDI (de Dissídios Individuais).
· Fungibilidade: admissibilidade de recurso interposto de forma incorreta, conversibilidade para via adequada.
OBS. Impossibilidade quando o erro é grosseiro. Ex. embargos de declaração em vez de recurso ordinário. Ou embargos de terceiro em vez de embargos de declaração.
Quando poderá: agravo interno de embargos declaratórios.
· Vedação da reforma in pejus
Exceção:questões de ordem pública.
17. Qual o prazo recursal trabalhista?
8 dias para interpor e contrarrazoar.
Exceções:
· ED – 5 dias
· RE – 15 dias
· Recurso de revisão – 48 h
· Fazenda pública – prazo em dobro.
· Inaplicável o prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores, como tem no CPP.
	Hipóteses
	Prazo
	Fundamento Legal
	Audiência
	Primeira desimpedida depois de 5 (cinco) dias contados do recebimento da notificação
	Art. 841, CLT
	Defesa Verbal
	20 minutos;
	Art. 847, CLT
	Manifestação do Exceto em exceção de incompetência
	24 horas
	Art. 800, CLT
	Audiência para instrução e julgamento
	48 horas
	Art. 802, CLT
	Razões Finais
	10 minutos
	Art. 850, CLT
	Recurso Ordinário
	8 (oito) dias
	Art. 895, CLT
	Recurso de Revista
	8 (oito) dias
	Art. 896, CLT
	Embargos ao TST
	8 (oito) dias
	Art. 894, CLT
	Agravo de petição
	8 (oito) dias
	Art. 897, “a”, CLT
	Agravo de instrumento
	8 (oito) dias
	Art. 897, “b”, CLT
	Agravo Interno
	8 (oito) dias
	Art. 266, §1º do Regimento Interno do TST.
	Embargos de declaração
	5 (cinco) dias
	Art. 897-A, CLT
	Pedido de Revisão
	48 horas
	Art. 2º, §, Lei 5584/70
	Recurso extraordinário
	15 (quinze) dias
	Art. 102, III, CF e art. 324, §1º do Regimento Interno do TST
	Embargos à execução
	5 (cinco) dias contados da garantia do juízo
	Art. 844, CLT
	Embargos à execução pela Fazenda Pública
	30 (trinta) dias
	Art. 1º-B, Lei 9494/97
	Ação rescisória
	2 (dois) anos contados do dia subsequente ao trânsito em julgado
	Art. 495, CPC e súmula 100, I, TST
	Inquérito judicial para apuração de falta grave
	30 (trinta) dias contados da suspensão do empregado
	Art. 853, CLT
	Mandado de segurança
	120 (cento e vinte) dias contados da ciência do ato impugnado
	Art. 23, Lei 12016/2009
	Prazo para a Fazenda e Ministério recorrer
	Prazo em dobro
	Art. 188, CPC e art. 1º, III, Decreto-Lei 779/69
	Audiência para a Fazenda e Ministério Público na condição da parte
	Primeira desimpedida depois de 20 (vinte) dias contados do recebimento da notificação (prazo em quádruplo)
	Art. 188, CPC e art. 1º, II, Decreto-Lei 779/69
	Prescrição bienal
	2 (dois) anos contados do término do contrato de trabalho
	Art. 7º, XXIX e art. 11, CF
	Prescrição quinquenal
	5 (cinco) anos contados do ajuizamento da ação
	Art. 7º, XXIX, art. 11, CF e súmula 308, TST
	Litisconsortes com procuradores diferentes
	Não tem prazo em dobro
	OJ 310, SDI-1, TST
18. O que é a irrecorribilidade de imediato das decisões interlocutórias?
No processo do trabalho, não cabe agravo de instrumento para qualquer decisão interlocutória. As decisões interlocutórias são irrecorríveis, admitindo-se a apreciação dessas decisões apenas no recurso da decisão definitiva. Mesmo das decisões de exceção de suspeição ou de incompetência não caberá recurso, apenas da decisão definitiva, salvo em se tratando de decisão que venha a terminar o feito na Justiça do Trabalho, como a do juiz que se julga incompetente em razão da matéria, em que caberá recurso, porque aí se considera definitiva a decisão.
Como se fosse a apelação do CPC.
Ex.: Caberá recurso ORDINÁRIO:
· TRT X TST
· Suscetível de impugnação pelo mesmo tribunal (cabe recurso de revista, quando o tribunal não recebeu o recurso ordinário) – agora, divergência entre turmas do TRT, cabe embargos de divergência (Pq? – divergência jurisprudencial configura erro material).
· Incompetência territorial, para outro TR. (Embargos Infringentes)
· Se contrariar súmula – Recurso Revista.
19. Quais são os efeitos dos recursos?
· Suspensivo: impossibilita o imediato efeito da decisão. Impede a eficácia da decisão. A mera irrecorribilidade do ato faz surgir o efeito suspensivo.
· Devolutivo: devolve ao órgão prolator da sentença e/ou ao órgão de instância superior a matéria recursal.
· Limita a matéria efetivamente impugnada;
· Proíbe reforma para pior;
· Proíbe inovação recursal (a parte alega/pede algo diverso do que alegou/pediu no 1º grau).
· Devolutivo em extensão – tribunal fica limitado à análise da matéria impugnada.
· Devolutivo em profundidade – ao analisar a matéria que lhe é apresentada, o tribunal pode apreciar todas as questões suscitadas e discutidas no processo.
Teoria da causa madura: aquela que tem condições para julgamento imediato, pois a instrução probatória foi exaurida.
Ex. TST e TRT ao julgar recurso ordinário.
· Translativo: possibilidade de o tribunal conhecer da matéria não ventilada nas razões ou contrarrazões quando se trata de ordem pública.
· Regressivo: possibilidade de retratação em juízo a quo.
· Extensivo: recurso interposto por um recorrente aproveita a outros litisconsortes. (Litisconsórcio unitário: sentença é a mesma para todos).
· Substitutivo: com o provimento do recurso, ocorre a substituição da sentença pelo acórdão.
20. Quais são os pressupostos recursais?
· Requisitos de admissibilidade: 
juízo de admissibilidade de 1º grau – juiz que prolatou a decisão analisa pressupostos de admissibilidade.
Juízo de admissibilidade de 2º grau – recebido no tribunal o relator sorteado analisa pressupostos de admissibilidade.
· Requisitos objetivos ou extrínsecos: fatores externos à decisão a ser impugnada.
1. cabimento – a decisão deve ser recorrível.
2. adequação – recurso previsto em lei, princípio da taxatividade. (princípio da fungibilidade – erro grosseiro)
3. tempestividade – interposto no prazo legal.
· 8 dias, mas tem as exceções já estudadas:
· ED (interrompe o prazo para interposição de recurso e não tem efeito suspensivo);
· RE
· Recurso de revisão
· Não tem prazo em dobro para litisconsortes de procuradores diferentes
· É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado.
· Incumbe à parte o ônus de provar, quando da interposição do recurso, a existência de feriado local que autorize a prorrogação de prazo recursal.
4. preparo – pagamento de custas e depósito judicial.
Dispensa do preparo: adm. pública e beneficiários da justiça gratuita (AGJ).
Custas: 2% sobre o valor da condenação ou do valor do acordo ou da condenação provisória.
· Limite mínimo: 10,64R$.
· Limite máximo: 4x o teto do RGPS – Regime Geral da Previdência Social (7.087,22 R$).
· Quando pagar? 
§ 1º Art. 789 CLT, após o trânsito em julgado ou quando da interposição de recurso. Na execução, as custas são pagas no final e sempre pelo executado Art. 789-A da CLT. STST 170.
Depósito: para a empresa recorrer é preciso que seja garantido o juízo c/ depósito recursal.
Só é devido se há condenação em pecúnia.
Prazo para comprovação de depósito é o mesmo do recurso.
Pode complementar o depósito.
Redução pela metade para entidades sem fins lucrativos, empregadores domésticos, microempreendedores individuais, microempresas e EPP.
Qual o valor do depósito judicial?
Leva-se em consideração o valor da condenação imposta.
TST estabelece o limite por meio de uma tabela.
Pode ser substituído por fiança bancária ou seguro garantia judicial.
Pode ser usado para interpor agravo de instrumento.
É devido só em dissídios individuais e pelo empregador e tomador.
5. regularidade formal (representação) – representado por advogado e petição com assinatura, recurso sem assinatura não existe.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcança:
· Rescisória
· Cautelar
· Mandado de segurança
· Recurso para o TST
· Mandato irregularidade de representação
· Requisitos Subjetivos ou Intrínsecos: atacam diretamente decisões que se pretende impugnar. Atributos do recorrente.
· Legitimidade: parte vencida, 3º prejudicado e MP.
· Interesse recursal: utilidade/necessidade.
21. Quais são as espécies de recursos? 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
· Interposição perante o juiz.
· 5 dias e dobro fazenda pública.
· Sem preparo.
· Da sentença ou acórdão qualquer decisão judicial que:
· Omissão ou contradição
· Equívoco nos pressupostos extrínsecos
· Obscuridade
· Erros materiais
· Para prequestionamentos
· Efeito integrativo da decisão monocrática (efeito modificativo cabe agravo)
· Efeitosdos Embargos:
· Modificativo – (infringente) – possibilidade – obrigatório ouvir parte contrária.
· Suspensivo – de regra não há – mas pode se houver dano grave ou de difícil reparação.
· Interruptivo – ED interrompe interposição de outro recurso.
Exceção: ED intempestivo, com representação irregular e sem assinatura; ED protelatórios; e dois anteriores protelatórios, não pode mais recorrer.
RECURSO ORDINÁRIO (recolhimento de custas e depósito recursal)
· Interposição – juízo prolator da sentença ou acórdão.
· 8 dias.
· Juízo de admissibilidade.
· Cabimento:
· Decisões definitivas ou terminativas proferidas pelas varas ou juízos.
· Decisões definitivas ou terminativas proferidas pelos TRTs, em dissídios individuais ou coletivos, em ações originárias dos TRTs (Cabe em rescisória, mandado de segurança e dissídios coletivos).
RECURSO DE REVISTAÉ equivalente ao REsp no STJ.
· Interposição perante o presidente do TRT e juízo de admissibilidade a quo.
· 8 dias.
· Recolhimento de custas e depósito recursal.
· Órgão julgador: turma do TST.
· Cabimento: 
· Divergência jurisprudencial que deve ser atual.
· Acórdãos de TRTs distintos
· SDI do TST X Súmula do TST
· SDI do TST X Súmulas vinculantes STF
· SDI do TST X OJA (orientação jurisprudencial) SDI
Quanto a dispositivo de lei federal.
Lei estadual, CCT (Convenção coletiva) ou ACT (Acordo coletivo) sentença normativa e regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do TRT.
· Violação literal de lei federal ou afronta direta e literal à CF.
· Não caberia em decisões dos TRTs em execução de sentença, a não ser que ofenda a CF.
· Execuções fiscais e discussões de valores de CNDT (Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas) – cabe RR por violação de lei federal, ofensa à CF e divergência jurisprudencial.
· Sumaríssimo tem RR quando houver contrariedade a súmula TST, Súmula Vinculante e violação à CF.
NÃO CABIMENTO:
· Decisão do TRT em agravo de instrumento.
· Decisões do TRT em dissídios de alçada (aquele cujo valor da causa não ultrapassa 2x o salário-mínimo, em vigor na data do ajuizamento da ação).
· Execução de sentença (só se estiver falando mal da CF).
· Pra reexame de fatos e provas.
Pela prova do prof. Não cabe em Dissídios Coletivos.
Pressupostos Gerais
· Extrínsecos – cabimento, adequação, tempestividade, preparo, regularidade de representação.
· Intrínsecos – legitimidade e interesse.
Pressupostos Específicos
· Prequestionamento
· Indicação de forma explícita e fundamentada da contrariedade a dispositivo de lei, súmula ou orientação jurisprudencial do TST que conflite com decisão do TRT.
· Exposição de razões do pedido de reforma.
· Divergência jurisprudencial – indicar fonte – produzir prova mediante certidão, cópia ou citação do repositório de jurisprudência oficial ou credenciado.
Transcendência
· O objeto da ação transcende o interesse individual da parte.
· É o relator que faz a análise.
· Indicadores de transcendência de natureza econômica, social, política e jurídica.
· Decisão monocrática que nega transcendência cabe Agravo.
· Decisão em agravo que mantém é irrecorrível no TST, assim como a que nega o agravo.
AGRAVO
· Agravo de petição: para impugnar decisões na execução.
· Lembrando: decisões na execução pelos TRTs podem ser impugnados por RR por ofensa à CF.
· Pressupostos: 
- Delimitação da matéria impugnada
- Possibilidade de execução imediata da parte incontroversa.
· Agravo de Instrumento: despachos que negarem interposição de recurso. (TST)
· Petição no juízo que fez o despacho agravado.
· Preparo: 50% do depósito recursal.
· Formação do Instrumento – peças obrigatórias e facultativas. (Instrumento: um documento para análise).
· Agravo Interno (decisão monocrática): O CPC 2015 estabeleceu expressamente no art. 1021 o agravo interno, que é o agravo previsto no regimento interno dos tribunais, ou seja, o agravo regimental.
· Obter reexame de certa decisão.
· Contra o despacho que denegar ou obstar o seguimento aos embargos e não quanto ao que admitir em parte.
· Decisões do presidente da corte como corregedor.
· Presidente e vice do tribunal, corregedor e vice, presidente de grupos de turmas.
· Relator que indeferir rescisória.
· Relator que indeferir o plano de pedido de mandando de segurança 
· Relator que indeferir medida liminar
· Corregedor julgando correição parcial.
EMBARGOS NO TST
da decisão unânime que conciliar, julgar ou homologar conciliação em dissídios coletivos que excedam a competência territorial dos tribunais regionais e estender ou rever as sentenças normativas do TST
Embargos Infringentes
das decisões das turmas que divergirem entre si, ou das proferidas pela seção de dissídios individuais, salvo se estiver em consonância com súmula ou orientação jurisprudencial do TST ou STF
Embargos de Divergência
Fim
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