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1 RESUMO DE PREVENTIVA 1 ESTUDO DA CÁRIE DENTÁRIA É um material podre que deixa algum tipo de sequela. É uma doença dinâmica, crô- nica, mediada por biofilme e processo DES-RE. A carie ocorre quando os íons é de maior saída do que reposição. Uma disbiose, não previsível, mas que pode ser evitada com cuidados de rotina. CÁRIE É uma doença multifatorial: E pode ser classificada em modificadores e de- terminantes. Os determinantes são fatores que influenciam o surgimento da doença na população. são mais amplos. Eles atuam diretamente no de- senvolvimento da lesão da cárie. Os modificadores influenciam indiretamente, pois modificam o risco a de cárie. FATORES ETIOLÓGICOS Hospedeiro: Dente: formato, superfície, tempo, de erupção Saliva: componentes Orgânicos: fonte de bactérias Inorgânicos: manutenção de pH Película adquirida: é uma fina camada acelular, formada por proteínas salivares, lipí- deos e glicoproteínas (mucinas). Possui menos de 1 mm Biofilme: comunidade de bactérias que se desenvolve em ambientes ácidos pela pre- sença da sacarose que faz a fermentação. DETERMINANTES •dieta •dentes •microrganismos •tempo •higiene •saliva •tampão •fluxo MODIFICADORES •classe social •renda •escolariedade •comportamento •conhecimento •atitudes Dieta Dente Microbiota Tempo Cárie 2 Caráter multifatorial crônica dinâmica e não transmissível. Que resulta em fatores ambi- entais, biológicos, dietéticos e comportamentais. De interação dos seguintes esquemas: HOSPEDEIRO: SALIVA E FORMATO DOS DENTES Hospedeiro vulnerável: dente e saliva Possui um papel protetor natural com função de: • Manutenção pH bucal o Controle de acidez o Atua com sistema tampão ▪ Fosfato e bicarbonato ▪ Neutraliza os ácidos da boca • Ação antimicrobiana o Lisozima, destroem a parede celular bacteriana o Aglutininas, aglutinam e eliminam as bactérias o Lactoferrina, inibe o crescimento do S. mutans o Prolina / histatina: impedem a adesão e combate fúngico • Ação mecânica o Remoção de resíduos alimentares e bactérias pelo fluxo salivar Fluxo Saliva em repouso Saliva estimulada Normal 0,25 – 0,35 1,0 – 3,0 Baixo 0,1 – 0,25 0,7 – 1,0 Hipossalivaçãogica ou reacional. A fisiológica dentes mais velhos; reacional reação ao estímulo, é mais acelerado. Obliteração dos túbulos, calcificação, cárie crônica. Quando a cárie está presente em dentina ela tem função estrutural bem definida. Dentina afetada é reversível, não possui bactéria, não há necessidade de retirada. Sofre pela ação do ácido da bactéria, mas não tem a presença de bactéria. Possui vitalidade Dentina infectada é irreversível, possui bactérias, há necessidade de remoção do tecido cariado. Não possui mais vitalidade, composto por tecido necrótico e ausência de mi- nerais e colágeno. O processo da cárie ocorre o rompimento das ligações de união de fibras de colágeno da dentina infectada. Possui grande nível de desmineralização, alto nível de biofilme e placa e a formação de ácidos. CLASSIFICAÇÃO DA CÁRIE TIPO – MANCHA BRANCA O esmalte fica poroso, geralmente na cervical. A porosidade causa espaços cristalinos que aumentam a quantidade de água e ar contido. Não deixando a luz atravessar essa superfície que causa o aspecto opaco. MANCHA BRANCA – ATIVA (aguda) É o processo de desmineralização, processo muito ativo (rápido) da cárie, possui aspecto rugoso e opaco e alta produção de ácidos. Não possui cavitação as- pecto mole, amarelado, de facil remoção, presença de massa necrótica. MANCHA BRANCA – INATIVA (crônica) Tipo •mancha branca •cavidade Localizaç ão •oclusal •superficie lisa atividade •ativa •inativa CÁRIE 7 Quando o processo já foi controlado ou pa- rado. A superfície se tornou lisa e brilhante. Passível de remineralização por ser lenta, promove a formação da dentina reacional. Sua superfície já se tornou dura. E assintomá- tico a dor. TIPO – CAVITAÇÃO A dentina é menos mineralizada e com maior teor de proteínas, que favorece a pro- fundidade da cárie. Acontece quando que- bra a mancha branca é a profundidade da cárie. Possível observar dentina mole, e tecido necrótico. LOCALIZAÇÃO – SUPERFÍCIE LISA Áreas sem contato oclusal, POSSUEM MAIOR ABERTURA VISÍVEL. OCLUSAL Presentes em região de oclusão, são de dificil manejo para limpeza, MAIOR CA- VIDADE. Ambas possuem desenvolvimento diferentes, mas em formato cônico. ATIVIDADE – ATIVA (aguda) Em processo de crescimento, processo rapido, aspecto mole, amarelado que desloca camada, com fácil remoção por conter muito tecido amolecido (ne- crótico). INATIVA (crônica) Já é o processo estacionado de crescimento, é um processo lento de consistên- cia dura, já é a formação da dentina esclerótica e promove a formação da dentina reacional. MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO VISUAL É o método mais difícil. Precisa realizar a secagem do dente para ser mais bem obser- vado, o dente precisa estar limpo, sem placa, e sem sujeira. A saliva atrapalha a visua- lização, pois fecha os poros dentais. E a iluminação é indispensável. É possível observar a presença de mancha branca quando ocorre a secagem, pois pre- cisa da entrada de ar na superfície limpa para que a visão seja nítida. DIAGNÓSTICO VISUAL-TÁTIL Utiliza-se o espelho clínico e a sonda exploradora. É o método mais comum. Coloração da dentina Amarela/marrom: ainda em processo de desenvolvi- mento da cárie. Preta: inativa, estacionada. 8 Não se deve utilizar a sonda em mancha branca, pois o risco de ruptura é grande, ocasionando uma cavidade. E não realizar pressão, preferencialmente por ponta cega. Em casos de mancha branca deve ser aplicado flúor. MANCHA BRANCA X FLUOROSE X OPACIDADE DEMARCADA Caracte- rística Mancha Branca (Cárie Ini- cial) Fluorose Dentária Opacidade Demarcada (Hipomineralização) Causa Desmineralização inicial por ácidos (biofilme + açú- car) Excesso de flúor du- rante a formação do esmalte Defeito sistêmico durante a formação do esmalte Momento de origem Após erupção do dente Durante a formação (pré-eruptiva) Durante a formação do esmalte (pré-eruptiva) Localiza- ção co- mum Superfícies lisas, próximas à gengiva Superfícies vestibulares de dentes anteriores Molares permanentes e incisivos (MIH – molar-inci- sivo) Cor Branco opaco, sem brilho Listras ou áreas branco- opacas, às vezes mar- rons Branco, creme, amarelo ou marrom Limites Difusos Difusos ou estriados Bem delimitados (demar- cados) Superfície Rugosa e porosa (na ativa) Lisa Pode ser lisa ou porosa Sensibili- dade Pode haver sensibilidade (se ativa) Normalmente não Pode haver dor, sensibili- dade Progres- são Pode evoluir para cavita- ção se não tratada Não progride; é está- tica Pode sofrer fratura pós- eruptiva do esmalte Trata- mento Flúor, controle da dieta e biofilme Estético (resina, microa- brasão) se necessário Restauração, selamento ou exodontia (casos gra- ves) Mancha Branca: áreas de acúmulo de biofilme (cervical e oclusal), ocorrem após a erupção do dente 9 Fluorose ou Hipomineralização: geralmente bilate- rais, afetam qualquer região do dente é um defeito na formação do esmalte. TRANSILUMINAÇÃO POR FIBRA ÓTICA A região desmineralizada é evidenciada na cor es- cura. Não indica cara inicial. Possui um custo alto. E possui um índice de falso positivo. LASER Detecta o acúmulo de placa e cálculo. Possui um índice alto de falso positivo e possui custo alto. TRATAMENTO RESTAURADOR Se a cárie pode ser evitada, paralisada ou rever- tida, nem sempre precisa de um tratamento restaurador. Lesões sem cavidade pode- mos fazer o controle. O controle da lesão depende das mudanças de: Hábitos de higiene Dieta com menos açúcar Utilização de flor Utilização de agentes e mineralizadores (vernizes) CONCEITO DE RISCO Risco: o conceito é probabilidade/possibilidade de perigo ou perda, as características são de algo inseguro ou incerto. Mas se acontecer ocorre prejuízo. Na área da saúde risco está relacionado a fatores que determinam ou predispõem o início ou desenvolvimento de um processo patológico. É variável pois depende da intensidade. E pode ser classificado como: É importante determinar os riscos para que seja possível identificar fatores presentes, hábitos e o que está errado, direcionar um trata- mento adequado de acordo com cada grau de risco, monitorar a efetividade do tratamento. Conversar e manter um bom, rela- cionamento com o paciente traz melhores resultados e prognostico. DEFINIÇÃO Se houver dúvida se é cárie, realizar exame ra- diográfico. A cárie em esmalte em estágio inicial, nem sem- pre pode ser avistada na radiografia. Já em den- tina por ser um tecido menos mineralizado é possível uma melhor visu- alização. alto médio baixo •grandes chances de acontecer a doença •pode acontecer ou não •controlado, menor chance de acontecer 10 Identificar pessoas com alta probabilidade de desenvolver cáries. Com objetivo de ações especificas para as pessoas de alto risco, e trazer um tratamento eficaz em rela- ção ao custo-benefício. FATORES PARA DEFINIÇÃO DE RISCO – ANÁLISE •doenças existentes •medicamentos •tratamentos anteriores •hábitos nocivos •queixas anammenese •avaliação de quantidade •volume de placa •avaliação de qualidade •biofilme específico (geralemte crianças) •cariogênico •denso •predomimante S. mutans •biofilme inespecifico (em adultos) •não cariogênico •não predominante de grupo bacteriano •ralo sem volume placa bacteriana •avaliação da qualidade nutricional e consumo de carboidratos •cultural, tipo de alimento e acesso •problemas sistêmicos, obesidade •estresse, depressao, ansiedade •padrão social, acesso padrão dietético •axilio de diagnóstico de cárie •pesquisa de carie com a cavidade pulpar •periapical •interproximal •panorâmica exame radiográfico •qualidade •avaliar capacidade tampão •quantidade •fluxo salivar exame salivar •fases da dentição •oclusao •tecidos moles•atividade cariogênica •tratamentos previamente realizados exame clínico 11 Na avaliação de dieta possui dois modos, qualitativo e quantitativo: Qualitativa: do modo geral se for ou não açúcar e qual, intracelular ou extrace- lular; Quantitativa: a frequência de ingestão (consumo entre refeições), sobre a con- sistência dos alimentos, e quantidade de carboidratos consumidos. O padrão dietético possui dois grupos: Efeito nutricional: efeito sobre o organismo e formação dos dentes, sem relação com a cárie Efeito dietético: passagem dos alimentos pela boca, relação com a cárie. A avaliação salivar, se pede ao paciente cuspir durante 1 minuto para que se observe o fluxo salivar, em uma seringa recolhe a saliva. 0,25ml/min é normal (sem estímulo de parafina). O baixo fluxo salivar pode estar relacionado a medicamentos, jejum frequente, baixo consumo de água ou problemas nas glândulas salivares. VULNERABILIDADE À DOENÇA Herpes, paciente com não se realiza atendimento, trata depois inicia tratamento den- tal. Língua geográfica, pode haver sensação de ardência, não possui tratamento. Possível causa pode ser estresse ou alergia. Cárie insipiente, restrita ao esmalte. Hipoplasia de esmalte, deformidades. Hipomineralização molar incisivo HMI, defeito de formação de esmalte qualitativo, afeta 1º molar permanente e incisivos permanentes, cor branco creme, marrom ou amarelo. Frequente fratura após erupção com grande chance a cárie. Afetam autoestima por conta da condição. PROGNÓSTICO E DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO É a análise de todos os fatores que predispõem o individua a doença bucal. Podendo eles serem negativos ou positivos. E assim podemos obter um prognóstico. É a identificação da doença ou condição do paciente com base nos sinais e sintomas, exames clínicos e complementares. PROGNÓSTICO É determinado pela avaliação do cuidado do indivíduo. Capacidade de manter em boas condições a saúde reestabelecida pelos tratamentos. Depende do comporta- mento e atitudes do paciente. 12 É a previsão da evolução da doença e do resultado esperado com ou sem tratamento. ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL Objetivo de controlar o risco e a atividade da cárie. DEFINIÇÃO DA TÉCNICA É o conjunto de medidas clínicas e educativas para serem realizados antes dos trata- mentos restauradores definitivos. Com objetivos de reduzir número da microbiota pato- gênica, controle de inflamações gengivais. Correção de hábitos prejudiciais e melhores condições de higiene bucal. Ou seja, que haja sucesso durante e após os tratamentos realizados. (adequação bucal) Fechamento de cavidades Extração de raízes residuais Controle de placa Educação em saúde Terapia com flúor ESCAVAÇÃO EM MASSA Curetagem das cavidades de cárie e selamento com CIV ou oxido de zinco eugenol. Deve-se realizar isolamento relativo e utilizar curetas adequadas ao tamanho da cavi- dade, é um procedimento rápido, geralmente indolor, é uma restauração provisória. E funcional para paralisar a progressão da cárie. CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO – CIV Material biocompatível em cavidades rasa e medias, muito boa adesividade e sua in- corporação ao flúor e ótima, pois libera lentamente os íons para o dente. Não é necessária a retirada te toda dentina cariada, pois promove ação bacteriostá- tica na dentina e túbulos dentinários controlando a evolução do processo cariogênico. Controlando o risco e a transmissibilidade. EXODONTIA DE RAÍZES RESIDUAIS Quando não há nenhuma possibilidade de tratamento. Pois elimina sítio de retenção de microrganismo. Sendo necessário um planejamento com radiografias tendo como foco a remoção de infecção bacteriana. MÉTODOS DE PREVENÇÃO DA CÁRIE o biofilme é a peça principal patológica onde tudo começa. MEIOS MECÂNICOS Escova de dentes, gengiva, língua e interdentais Fio dental Pasta de dente 13 ESCOVA DENTAL A escova é o principal e mais eficiente recurso para realizar a desorganização do bio- filme. Pois permite eliminação de biofilme, restos alimentares, estímulos dos tecidos gen- givais e quando associada a dentifrício fluoretado leva o flúor a cavidade bucal por completo. Com isso não é eliminação completa da placa, mas sim uma limpeza capaz de prevenir o início de doenças dentárias. Pode ser classificada de acordo com sua: Finalidade: Manual Elétrica Unitufo Interdental Ortodôntica Prótese Faixa etária: Infantil Adulto Cerdas: Extra macia Macia Média Dura MANUAIS Quando escolhida deve-se levar em consideração o tamanho da cabeça de acordo com o tamanho da arcada. Cerdas macias e arredondadas, pois cerdas rígidas geram abrasão gengival que acometem a retrações e lesões. O cabo deve ser anatômico facilitando a empunhadura. Para pacientes infantis deve-se in- dicar cabeça pequena, cerdas macias, pontas arredondadas, com material segura e divertido. ELÉTRICAS São indicadas para pacientes com dificuldades ou deficiência motora, incapacitados ou hospitalizados. Podem serem de rotação, sônica. extra macia •durante tratamento oncológico (quimioterapia). Agentes terapêuticos, são responsáveis por efeitos anticárie, antiplaca, antitártaro, des- sensibilizantes. São os compostos ativos das formulações. Comum: flúor 16 Especial: citrato de zinco(cálculos); nitrato de potássio, arginina (sensibilidade) O flúor em dentifrícios pode conter até 5.000 ppm, mas são vendidos apenas em farmácias e deve-se usar apenas uma vez ao dia, intercalando com dentifrício convencional. Indicado para o controle de cárie em superfícies ra- diculares, podem causar xerostomia, apenas indi- cado quando alto risco de cárie, ou radioterapia de cabeça e pescoço, tratamento ortodôntico. Alguns dentifrícios são capazes de inibir a formação de cálculo, mas não possuem capacidade de re- moção. Quando a dentina está exposta pode provocar sensibilidade. Alguns dentifrícios podem ajudar no alívio através de duas maneiras: Ação neural: despolariza as fibras nervosas bloqueando transmissão de impulsos contro- lando a sensibilidade a dor. Possui efeito após 2 semanas. (nitrato de potássio) Ação bloqueadora: compostos realizam o fechamento dos túbulos abertos. Possuem efeito mais rapido, é o mais empregado nos dentifrícios. (acetato de estrôncio) Também possui os fitoterápicos, porém de baixa efetividade. ENXAGUANTES BUCAIS Aquosas ou alcoólicos. São princípios ativos ideais quando de dificil acesso a dentifrícios. No caso a clorexidina que não se incorpora a dentifrício. Não são substitutos de escovação e não retiram/desorganizam biofilme. Não são indicados para todo mundo, possuem indicação individual. São indicados quando ausente de coordenação motora, pós cirúrgico, alto risco de cárie, doenças periodontais aguda. Nas bactérias inibem o crescimento, adesão e ajudam no descolamento das bactérias do biofilme. Não são indicados para crianças antes dos 7 anos pelo risco de ingestão. COMPOSIÇÃO Princípio ativo – clorexidina Detergente – LSS Conservante – álcool Adoçante – xilitol, sacarina Flúor Responsável pelo declínio da cárie. No brasil pastas contêm 1.000 a 1.500 ppm. Ajuda a saliva repor os mi- nerais perdidos pelo dente. Fluorose é ingestão exces- siva de flúor durante a ame- logênese. Intoxicação crô- nica. 17 Flavorizante Corante Deve ter como propriedade de poder de penetra- ção, ausência de toxicidade, estabilidade e germi- cida de baixa concentração. Cloreto de cetilperidínio: facilmente inativado na boca. 3 horas de ação. Efetivo com gram +, rompe a parede celular bacteriana e dificulta a aderência da bactéria no dente. Causa alta formação de cál- culo, descamação da língua, sensibilidade mucosa e ulcerações da mucosa Compostos fenólicos – óleos essenciais: apenas liste- rine. Mata e inibe crescimento de gram + / -. É bac- tericida. Sensação de ardência pode causar injuria nos tecidos bucais devido ao álcool. Clorexidina: é o mais estudado, agente antibiofilme e antigengivite. Pode substituir a escovação. Largo espectro de ação. Eficaz contra vírus, fungos, gram – / +. Realiza o rompimento da bac- téria. Longo prazo descama língua, formação de cálculo, perda de paladar e sensibili- dade. SELANTES OCLUSAIS Resina fluida que é aplicada na oclusal que forma uma barreira física impedindo a pe- netração de substratos e microrganismos. A maioria das cárie em oclusal é a partir dos 15 anos. E antes disse é em superfícies lisas. Antes da aplicação do selante é necessário a aplicação de ácido fosfórico para realizar o condicionamento. Que aumenta o escoamento da resina. O condicionamento ácido desmineraliza, mas em 48h começa a remineralização a par- tir do contato com a saliva. Fonte de fosfato + cálcio (P + Ca) Definição: é uma resina fluida de aplicação após condicionamento ácido, que escoa nos poros formando uma barreira física. TIPOS DE SELANTES • 1ª geração: ativado por luz ultravioleta, sensação de calor, e possível queima- dura • 2ª geração: Autopolimerizável, não podem entrar em contato nenhum com lí- quidos durante presa. • 3ª geração: fotopolimerizável, rapido e facil aplicação. Sem carga, são mais fluidos e tendem a penetrar nas fissuras, e apresentam melhor re- tenção. Álcool O uso de álcool nos enxa- guatórios funciona como solvente ou conservante. E deve ser evitado, pois a inci- dências de levar a câncer quando associados a outros fatores. Dever ser evitados quando há presença de restaura- ções com CIV, a longo prazo podem causar fratu- ras devido a aderência do material. Paciente com histórico de alcoolismo também é de medida de evitar. 18 Com carga inorgânica, possuem partículas de quartzo ou vidro 20 – 50%, são mais resis- tentes ao desgaste, porém menos penetrantes nas fóssulas e fissuras. Possuem aspecto branco opaco, incolor, ou que muda de cor de acordo com a tem- peratura. Podem ou não conter flúor, mas a liberação é de apenas dois dias e acaba. As resinas Flow, so resinas fluidas menos viscosas e com menos partículas de carga. CIV também pode ser utilizado como selante, mas possui menos retenção, mas libera flúor lentamente e possui boa adesão na estrutura e aceita ambiente úmidos. Podem a cor é bem visível. Menor resistência a desgaste e fratura. Sempre realizar ➔ profilaxia ➔ isolamento (relativo ou absoluto) ➔ secagem e condici- onamento ácido por 30 seg. ➔ lavagem ➔ visualização da superfície com aspecto de giz ➔ aplicação de área de esmalte com microbrush ➔ foto* 30seg. ➔ verificar reten- ção com sonda 5 ➔checar oclusão. Deve selar quando sulcos e fissuras são profundos, dentes recém erupcionados, quando há lesão de cárie em outros dentes e alto risco de cárie. Não se deve selar quando há dente na boca com mais de 3 anos e sem cárie, baixo risco de cárie. • Critérios de indicação de selantes o Fatores ligados ao dente ▪ Macromorfologia ▪ Estágio de erupção o Fator ligado ao paciente ▪ Risco de cárie Quando aplicados sobre a cárie inicial levam a atividade cariogênica a inatividade. DEFEITOS DE DESENVOLVIMENTO DE ESMALTE – DDE Alterações na estrutura dentaria ainda na formação do esmalte (amelogênese) Podem afetar um ou todos os dentes. É um defeito permanente. Os fatores etiológicos po- dem ser locais, sistêmicos ou hereditários. LOCAIS: traumatismo na dentição decídua, infecção pulpar no dente antecessor ou em casos que haja radi- oterapia de cabeça e pes- coço. formação da amelogênese deposição da matriz •hipoplasia •defeito quantitativo meneralização da matriz •hipomineralização •defeito qualitativo maturação da matriz •opacidade •defeito qualitativo 19 Os sistêmicos são divididos em três etapas. Pré natal: consumo de bebidas e tabaco. Perinatal: prematuridade, baixo peso. E o pós natal: diabetes, asma, flúor, radiação. GENÉTICOS: quando ocorre alterações nos genes das proteínas da matriz envolvida na amelogênese. HIPOPLASIA Ocorre na deposição da matriz – quantitativo. É uma falta de estrutura, o esmalte dental apresenta ranhuras e fendas. Com alto risco de surgimento de cárie por conta de facil acúmulo de biofilme. Possui grande chance de fratura e maior sensibilidade. HIPOMINERALIZAÇÃO Não há defeito estrutural, mas é visível manchas. Pode acontecer perda significativa da dureza e aumento de porosidade. Possui grande risco de fraturados eruptiva de esmalte e requer diversos tratamentos. OPACIDADE É uma alteração que ocorre na translucidez do esmalte, mesmo ele liso e espessura normal apresenta uma coloração branca nas superfícies. As manchas possuem bordas mais regulares e lisas. Podem ser demarcadas ou difusas. FLUOROSE Presença de manchas no esmalte dental podem ser: LEVE: estrias brancas, difusas e opacas ao longo do esmalte. MODERADA: estrias se unem, manchas SEVERA: É definida por um defeito qualitativo nos casos leves e moderados Nos severosé quantitativo. Em casos de fluorose os dentes não são mais resistentes a cárie, e sim podem desenvol- ver a doença. Apenas receberam altas concentrações de flúor durante sua formação. Os dentes menos afetados pela fluorose são os incisivos inferiores e molares, pois quando rompe a criança não tem acesso a dentifrício e no molar ela já não tem há- bito de consumo de pasta. E os dentes mais afetados são os pré molares, 2º molares, incisivos superiores e caninos. AMELOGÊNESE IMPERFEITA 20 Doença genética que acomete o desenvolvimento do esmalte dental. Tornado muito dolorido, propício a doença da cárie e de facil desgaste. Atua na dentição decídua e permanente. No próprio exame radiológico é possível observar a ausência de coroa antes mesmo do rompimento do dente. O tratamento consiste em restaurações, coroa, prótese ou implante. HIPOMINERALIZAÇÃO DE MOLARES E INCISIVOS – HMI Maioria dos casos os molares são mais afetados que os incisivos. Quando acontece o rompimento de um primeiro molar permanente já pode ser classificado quando afe- tado. Seu conteudo mineral é reduzido e ocorre até os 3 anos de idade. Com hipersensibili- dade, apresentando inflamação crônica com muita dificuldade de anestesiar, deve-se realizar tratamento restauradores menos invasivos até conseguir uma melhora significa- tiva. Os fatores etiológicos acontecem na gestação e dos 2 a 3 anos de vida. Sendo relaci- onados com problemas respiratórios, febra alta, prematuros e consumo de antibióticos. São defeitos assimétricos com opacidade bem definida podendo ser branca, amarelas ou castanha.