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🩺 TORACOCENTESE 👨⚕ Você é o médico plantonista e irá realizar uma toracocentese em um paciente com derrame pleural. Preparado(a)? Vamos lá! 🔹 1. Preparação do Ambiente 🔊 “Antes de tudo, segurança!” • 🧼 Lave bem as mãos com água e sabão ou solução alcoólica. • 🧤 Coloque seus EPIs (luvas estéreis, máscara, gorro e avental). • 🧰 Separe o material necessário: o Lidocaína 2% sem vasoconstrictor o Jelco 14 ou 16 o Torneira de 3 vias o Equipo de soro o Frasco coletor o Campo estéril o Material para assepsia/antissepsia ✅ Checklist concluído? Então seguimos! 🔹 2. Posição do Paciente 🔊 “Posicione o paciente de forma confortável e adequada.” • 📍 Decúbito dorsal é o recomendado nesse roteiro, mas em alguns casos pode-se optar pela posição sentada, com apoio sobre a mesa. • Exponha a região torácica, respeitando a privacidade. 🔹 3. Preparação do Local 🔊 “Hora de garantir um campo seguro!” • Realize a assepsia e antissepsia da área de punção com movimentos circulares. • Coloque o campo estéril ao redor da área. 🔹 4. Localização e Anestesia 🔊 “Agora, localize o ponto exato.” • Escolha entre as linhas: anterior, lateral ou posterior. • Sempre puncione na borda superior da costela inferior, para evitar lesão do feixe vasculonervoso. • Infiltre lidocaína 2% na pele e nos tecidos profundos (botão anestésico). 🧠 Dica: pergunte ao paciente se está sentindo dor antes de avançar! 🔹 5. Punção e Drenagem 🔊 “Estamos prontos para a toracocentese!” OSCE - PROCEDIMENTOS • Abra o kit e introduza o Jelco perpendicularmente à parede torácica. • Aspire o conteúdo pleural com a seringa acoplada. • Se estiver no lugar certo, avance o cateter plástico e retire a agulha metálica com cuidado. • Oclua o cateter com a tampa. 🔹 6. Drenagem 🔊 “Vamos drenar de forma segura.” • Conecte o cateter à torneira de 3 vias. • Caso vá drenar mais de 500 ml, acople o equipo de soro e conecte ao frasco coletor. • Drene lentamente, evitando complicações como edema pulmonar de reexpansão. 🔹 7. Finalização 🔊 “Quase no fim. Mantenha a atenção!” • Quando atingir o volume desejado, retire o cateter com cuidado. • Realize um curativo oclusivo estéril no local. • Solicite uma radiografia de tórax para verificar se houve complicações (ex: pneumotórax). • Registre todo o procedimento no prontuário do paciente com detalhes: local, volume drenado, aspecto do líquido, intercorrências etc. ✅ Missão cumprida, doutor(a)! Parabéns! Você realizou com sucesso uma toracocentese seguindo todas as etapas de segurança e técnica. Cateter Venoso Central (PUNÇÃO JUGULAR INTERNA) 👨⚕ Você está prestes a realizar a punção da veia jugular interna para inserção de um cateter venoso central. Preparado(a)? Respira fundo e vamos em frente! 🔹 1. Preparação do Ambiente e do Paciente 🔊 “Segurança e assepsia são essenciais para o sucesso!” • 🛏 Coloque o paciente em posição de Trendelenburg (cabeça mais baixa que o corpo). • Essa posição reduz o risco de embolia aérea e distende a jugular. • Separe o material necessário: o EPIs o Campo estéril o Lidocaína 2% sem vasoconstrictor o Agulha preta o Kit de CVC o Clorexidina alcoólica, gaze, filme transparente ✅ Tudo à mão? Então mãos à obra! 🔹 2. Assepsia e Anestesia 🔊 “Agora, foco total na esterilidade!” • Higienize as mãos • Coloque seus EPIs (máscara, gorro, avental, luvas estéreis) • Faça a assepsia e antissepsia da região cervical (triangulo de sedillot) • Posicione o campo estéril • Infiltre lidocaína 2% no trajeto da punção (botão anestésico) 🔹 3. Punção da Veia Jugular Interna 🔊 “Vamos entrar com confiança e técnica.” • Abra o kit de CVC • Realize a punção com a agulha de punção acoplada à seringa: • Sempre com pressão negativa (aspiração) • Ao aspirar sangue venoso escuro e contínuo, desacople a seringa com cuidado 🧠 Lembre-se: jugular está entre o esternocleidomastoideo e a clavícula, mais lateral que a carótida. 🔹 4. Inserção do CVC – Técnica de Seldinger 🔊 “Agora, vamos seguir o passo a passo com precisão.” • Introduza o fio-guia pela agulha já posicionada • Retire a agulha cuidadosamente • Insira o dilatador sobre o fio-guia para ampliar o trajeto subcutâneo • Retire o dilatador • Introduza o cateter venoso central sobre o fio-guia • Retire o fio-guia com cuidado ✅ Quase lá! Agora vamos testar e finalizar! 🔹 5. Finalização 🔊 “Quase pronto. Mas sem pressa: cada detalhe importa!” • Teste fluxo e refluxo sanguíneo em todas as vias do cateter • Realize salinização das vias com soro fisiológico • Fixe o cateter com pontos • Faça a limpeza do sítio de punção com clorexidina alcoólica • Cubra com gaze e curativo transparente estéril 🔹 6. Checagem Pós-Procedimento 🔊 “Tudo certo, agora vamos garantir que não há complicações.” • Solicite uma radiografia de tórax para: o Confirmar o posicionamento do CVC o Descartar pneumotórax • Registre no prontuário todos os detalhes: o Lado da punção, calibre do cateter, número de lumens, volume salinizado, intercorrências, confirmação radiológica etc. ✅ Parabéns, procedimento concluído com sucesso! Checklist CVC 1. Confirmar posição do paciente em Trendelenburg 2. Separar todo o material necessário (EPI, campo estéril, kit de CVC etc.) 3. Realizar higiene das mãos e colocar 4. Realizar assepsia e antissepsia do pescoço 5. Colocar campo frenestrado 6. Aplicar lidocaína 2% (botão anestésico) 7. Abrir o kit de CVC 8. Realizar punção da veia jugular interna com pressão negativa 9. Aspirar sangue venoso, desacoplar seringa 10. Introduzir fio-guia pela agulha 11. Retirar agulha e inserir dilatador 12. Retirar dilatador e passar cateter sobre fio-guia 13. Retirar fio-guia 14. Testar fluxo e refluxo das vias do cateter 15. Salinizar todas as vias 16. Fixar com pontos e fazer curativo com gaze + filme transparente 17. Solicitar RX de tórax para confirmar posicionamento e descartar pneumotórax 18. Registrar o procedimento no prontuário INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL (IOT) 👩⚕ Você está na sala de emergência. Um paciente chega com rebaixamento do nível de consciência e padrão respiratório ineficaz. A equipe decide por uma IOT. Vamos passo a passo? 🔹 1. Preparação 🔊 “Organize tudo antes de começar.” • 🧤 Coloque seus EPIs: gorro, máscara, avental e luvas estéreis • 🧼 Lave as mãos • Solicite: o ✅ Aspiração do paciente o ✅ Medicações para sedação e bloqueio neuromuscular o ✅ Monitoração (cardíaco, PA, oximetria) o ✅ Dois acessos venosos calibrosos • Deixe o laringoscópio pronto e testado 🧠 Checklist mental: segurança, material, monitorização, acesso e sedação. 🔹 2. Pré-oxigenação 🔊 “Ganhe tempo com O2 antes da apneia.” • Conecte o ambu com oxigênio ao paciente • Ventile por alguns minutos até elevar a saturação > 94% 💡 Isso previne dessaturação rápida durante o procedimento. 🔹 3. Sedação e Paralisia 🔊 “É hora do ‘quebra costela’.” (mas com segurança!) 🫣 • Solicite a administração das medicações previamente separadas o Sedativos: midazolam, etomidato, quetamina, propofol... o Relaxantes: succinilcolina, rocurônio... 🎯 Tempo é essencial após a droga de paralisia – prepare-se para intubar! 🔹 4. Posicionamento do Paciente 🔊 “Tudo começa com o posicionamento ideal.” • Cama na altura do processo xifoide do intubador • Cabeceira elevada com paciente alinhado na altura da cabeceira • Orelha na altura do esterno (meato auditivo ↔ manúbrio esternal) • Coxim sob o occipício (posição de olfação) 🧠 “Head-elevated sniffing position” melhora a visualizaçãoda glote. 🔹 5. Passagem do Tubo 🔊 “Agora, mão firme e visão direta!” • Introduza o laringoscópio pela direita, rebatendo a língua para a esquerda • Localize a epiglote e visualize a glote • Tracione para cima e para frente, sem fazer alavanca • Passe o tubo orotraqueal (geralmente n° 7.5-8.0 adulto) • Insufle o cuff 💬 "Vocal cords à vista? Vá com o tubo!" 🔹 6. Pós-intubação 🔊 “Não acabou! Hora de confirmar tudo!” • Checar posicionamento: o Ausculta: 5 pontos – epigástrio, base e ápice de ambos pulmões o Capnografia, se disponível (capnômetro colorimétrico ou waveform) • Solicite RX de tórax para confirmar: o Posição ideal: 2–3 cm acima da carina • Fixe o tubo com fita ou fixador apropriado 📓 Não esqueça de registrar no prontuário: técnica, n° do tubo, profundidade, drogas usadas, complicações etc. ✅ Parabéns, IOT realizada com sucesso! 💉 PUNÇÃO LOMBAR (PL) 👨⚕ Você está diante de um paciente com suspeita de meningite. Seu preceptor solicita uma punção lombar para coleta de líquor. Vamos juntos passo a passo? 🔹 1. Comunicação com o Paciente 🔊 “Nenhum procedimento sem consentimento e segurança.” • 🗣 Explique ao paciente o que será feito, por que é necessário e os cuidados envolvidos. • Esclareça os possíveis efeitos adversos, como cefaleia pós-punção. 💬 Paciente informado = paciente mais colaborativo. 🔹 2. Posicionamento 🔊 “A posição correta facilita tudo!” • Opções: o 🛏 Decúbito lateral em posição fetal (joelhos junto ao peito) o 🪑 Sentado, com tronco fletido à frente sobre uma mesa ou travesseiro • Flexionar a coluna amplia o espaço entre as vértebras lombares 📍 Use as cristas ilíacas para localizar a altura da punção. 🔹 3. Identificação do Espaço Lombar 🔊 “Vamos encontrar o ponto ideal.” • Palpe ambas as cristas ilíacas e trace uma linha imaginária entre suas margens superiores → essa linha cruza o espaço L4–L5, local ideal para punção. 🔹 4. Antissepsia e Preparação 🔊 “Agora é hora de manter o campo estéril.” • 🧼 Higienize as mãos • 🧤 Coloque luvas estéreis • Realize assepsia da pele em círculos concêntricos, do centro para a periferia 🔹 5. Anestesia 🔊 “Vamos garantir o conforto do paciente.” • Infiltrar lidocaína sem vasoconstrictor na pele e nos planos profundos, até atingir a região do ligamento amarelo 🧠 Sempre teste a resposta do paciente à anestesia antes da punção definitiva. 🔹 6. Realização da Punção 🔊 “Mãos firmes e controle fino.” • Introduza a agulha de punção lombar entre L4 e L5 • Inclinação: cerca de 15° cefálica (em direção à cabeça) • Avance lentamente até notar perda de resistência ou saída de líquor 💡 Se o paciente relatar dor irradiada, pare e redirecione! 🔹 7. Coleta 🔊 “Liquor à vista!” • Coletar em tubos estéreis numerados, geralmente 3 ou 4 frascos: o 1º: bioquímica o 2º: microbiologia o 3º: citologia o (opcional) 4º: reserva ou testes adicionais ✅ Procedimento concluído com sucesso! Agora é só realizar o curativo, orientar o paciente a repousar e encaminhar os tubos ao laboratório.