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1 Profª Paula M. Y. Sakaguti Educação Especial e Inclusiva Aula 5 Conversa Inicial Reconhecer as características e peculiaridades do público-alvo da educação especial (Brasil, 2008) As definições devem ser contextualizadas e não apenas uma mera categorização Reconhecimento dos estudantes da educação especial Área da deficiência visual Baixa visão Rebaixamento do campo de visão Baixa sensibilidade – contrastes, acuidade visual Cegueira Perda total da visão Perda da projeção da luz Deficiência visual w av eb re ak m ed ia / S H U T T E R S T O C K Cegueira Impossibilidade de ver Baixa visão Dificuldade de ver (Gil, 2009) 2 Abordagens clínica e educacional ABORDAGEM CLÍNICA ABORDAGEM EDUCACIONAL Diagnóstico médico Diagnóstico educacional Com base na acuidade visual Com base na eficiência visual Ênfase no que enxerga Ênfase em como enxerga Finalidade legal, econômica e estatística Finalidade prática e funcional Dados quantitativos Dados qualitativos Não considera características físicas e psicológicas do sujeito Considera, além das características físicas do sujeito, as psicológicas, sociais e econômicas Obs.: o diagnóstico médico não leva necessariamente ao prognóstico educacional – uma capacidade de visão para perto pode existir Fonte: Gil, 2009, p. 30 Rocha e Pletsch (2018) – escola, família e redes de apoio na constituição dos processos de compensação em termos vigotskianos Teoria da compensação Bob Pool/SHUTTERSTOCK Área da surdez Nascimento (2017, p. 26) – sujeitos surdos Aqueles que compreendem e interagem o mundo por meio de suas experiências visuais, devido à perda auditiva, e que manifestam sua cultura principalmente pela Libras Definição O foco da surdez não está na deficiência Está nas diferenças culturais Condição linguística diferente Deslocamento do olhar para o que as pessoas surdas dizem de si mesmas e como querem ser vistas Não se nega a condição audiológica Defensores do movimento social surdo Língua visual-espacial Utilizada em comunidades surdas brasileiras Possui todas as características linguísticas Dotada de gramática específica, estruturada Apresenta variações regionais Lei n. 10.436/2002 – legitima a Libras Libras Andrey_Popov/SHUTTERSTOCK 3 Brito (2013) – abordagem oralista 1957 – gestores do Ines retiraram o termo surdo-mudo do antigo nome da instituição Caráter de redenção, libertação aos surdos, tirando-os da mudez Pelo oralismo, fazê-los falar e ler os lábios No interior do Ines – muitos surdos mantiveram viva a forma de comunicação Uso de canais diferentes: mãos, expressões faciais e corporais Recuo histórico para compreensão da língua natural de surdos, usuários de Libras Bilinguismo Utilização de duas línguas (Libras e língua portuguesa) Nascimento (2017, p. 26) – cultura surda “Jeito do surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável ajustando-o às suas percepções visuais” Área do transtorno do espectro autista Os estudantes com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo Estão incluídos nesse grupo estudantes com autismo, síndrome do espectro do autismo e psicose infantil (Brasil, 2008, p. 11) Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva Santos (2015) – Fascículo do MEC (2010) Transtornos globais do desenvolvimento: autismo, síndrome do espectro autista (Rett e Asperger), transtorno desintegrativo da infância (psicose) e transtorno invasivo sem outra especificação New Africa/SHUTTERSTOCK Alteração dos quadros clínicos antes associados à área dos TGD Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) Transtornos globais do desenvolvimento que incluíam o autismo e as síndromes de Asperger e Rett foram absorvidos por um único diagnóstico Transtorno do espectro autista 4 TEA Padrão de comportamentos, interesses e atividades restritos e repetitivos Estereotipias motoras, apego exagerado a um objeto, fala repetitiva, insistência à rotina Uso reduzido de contato visual; insistência em brincar com regras rígidas Dificuldade em manter diálogos; falta de jogo social e imaginação compartilhados Comunicação e interação social DSM-5 Sujeitos com TEA frequentemente apresentam comprometimento intelectual e/ou da linguagem Decreto n. 8.368/2014 Pessoa com TEA é considerada pessoa com deficiência e dispõe de todos os direitos legais, SUS Área de altas habilidades/superdotação Estudantes com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas Intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse (Brasil, 2008, p. 11) Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva Concepção de Renzulli (2004) – Teoria dos Três Anéis Renzulli (2004) – perfis da superdotação Rawpixel.com/SHUTTERSTOCKwavebreakmedia/SHUTTERSTOCK Alguns mitos que dificultam o reconhecimento “Gênios”, “nota dez”, podem se desenvolver sozinhos, não precisam de AEE UfaBizPhoto/SHUTTERSTOCK 5 Área da deficiência intelectual Associação Americana de Retardo Mental – AAMR, em 1961 Deficiência mental se refere ao funcionamento intelectual geral abaixo da média, existindo concomitantemente a déficits no comportamento adaptativo e manifestando-se no período de desenvolvimento Definição de deficiência intelectual Panchenko Vladimir/SHUTTERSTOCK Almeida (2004) – em 1992, mudanças no conceito de deficiência intelectual Limitações substanciais no funcionamento abaixo da média Associada a duas ou mais áreas Comunicação, autocuidado, vida no lar, habilidades sociais, desempenho na comunidade, independência na locomoção, saúde e segurança, habilidades acadêmicas funcionais, lazer e trabalho NÍVEIS DE APOIO CARACTERÍSTICAS Intermitente É de natureza episódica, pois a oferta de apoio é dada conforme a necessidade do estudante por períodos curtos Ex.: fase aguda de uma doença Limitado Apoio caracterizado por sua consistência ao longo do tempo. O tempo é limitado, mas não intermitente Ex.: treinamento para um emprego ou apoio durante o período escolar Amplo É caracterizado pelo apoio regular, de envolvimento diário em pelo menos um dos ambientes e não possuindo tempo limitado Ex.: apoio permanente nas atividades de vida diária Permanente É o suporte que assume a natureza de cuidados vitais para a sustentação da vida, suporte de alta intensidade Ex.: apoio da área da saúde Tentativa de eliminação dos níveis de DI (testes de QI) Deficiência intelectual Incapacidade caracterizada por limitações significativas em funcionamento intelectual e comportamento adaptativo, expressa nas habilidades sociais, conceituais e práticas A incapacidade se origina antes dos 18 anos Associação Americana em Deficiência Intelectual e do Desenvolvimento (2002) Avanços nas definições de 1992 e 2002 Um olhar para as necessidades dos estudantes e não apenas para a classificação da deficiência baseada nos escores do QI Olesia Bilkei/SHUTTERSTOCK 6 Na Prática Miguel, de Toni Ross e Tony Bradman Disponível em: Indicação de leitura Finalizando Estudantes atendidos pela educação especial (Brasil, 2008) A matrícula por si só não garante a inclusão Reconhecer as peculiaridades para a promoção do AEE O público-alvo da educação especial deve ser analisado em sua heterogeneidade FoxyImage/SHUTTERSTOCK