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FUNDAMENTOS DE Prof.ª. Enfª: Thamires Gonçalves ENFERMAGEM Sinais Vitais Basicamente, os sinais vitais são as medidas corporais básicas do corpo humano, como: frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial e temperatura, essenciais para que ele funcione corretamente. Essas medidas devem ser aferidas, regularmente, por um profissional da saúde. Sinais Vitais Os procedimentos de aferição dos sinais vitais são realizados sempre quando um indivíduo procura um médico ou serviço de emergência por não estar se sentindo bem. Durante o procedimento, o profissional compreenderá a temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial do paciente. Sinais Vitais - Temperatura ● A melhor maneira de aferir a temperatura corporal de um paciente é através de um termômetro. ● A temperatura mostra ao profissional de saúde o ganho e perda de calor do corpo para o ambiente. O valor de referência é de 36,5ºC, para qualquer idade. ● No entanto, existe uma variação de temperatura aceitável, que fica entre 36,1ºC e 37,2ºC. Valores que ficam abaixo de 35,1ºC são características de hipotermia. Já acima de 37,8ºC, corresponde à febre. Sinais Vitais - Frequência respiratória ● Nesse procedimento é utilizado a taxa de frequência respiratória (FR), onde é revelado a quantidade de respirações completas em um minuto. ● Em um adulto saudável e com menos de 40 anos, ela fica entre 12 e 20 mrm (movimentos respiratórios por minuto). ● Ao passar dos anos, o organismo humano fica mais vulnerável e a frequência respiratória tende a sofrer variações conforme a idade. Sinais Vitais - Frequência cardíaca ● A frequência cardíaca também é conhecida como pulsação e corresponde ao número de batimentos por minuto realizados pelo coração. ● O coração é uma bomba natural, por isso, ele deve bater em um ritmo regular e suficiente para impulsionar o sangue pelas artérias. Sinais Vitais - Pressão arterial ● A avaliação da pressão das artérias é sempre medida em duas partes, sendo a sistólica e diastólica. ● Quando o coração bombeia sangue para as artérias, o líquido faz força contra as paredes dos vasos sanguíneos. ● O valor sistólico é nada mais do que a tensão no momento em que o órgão se contrai. Já o valor da diástole é mais baixo, pois é voltado ao instante do relaxamento do músculo. ● Para um paciente adulto, os valores ideais de pressão ficam entre 120/80 mmHg. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão A pressão varia ao longo do dia. Numa pessoa deitada, ela fica mais baixa. Quando nos movimentamos, os valores sobem, porque o cérebro avisa que o corpo precisa de mais energia. A pressão é apresentada em milímetros de mercúrio (mmHg). O indivíduo é considerado hipertenso quando sua pressão fica maior ou igual a 14 por 9 na maior parte do tempo. A partir desse limite, o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares, renais e por aí vai é significativamente maior. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão Para fazer a medição, é utilizado um aparelho chamado esfigmomanômetro, posicionado em volta do braço, e um estetoscópio para ouvir os sons do peito. O primeiro número é registrado no momento em que o coração libera o sangue. Essa é a pressão sistólica, ou máxima – o recomendável é que não passe de 12 mmHg. O segundo valor é a pressão diastólica, ou mínima. O ideal é que fique em torno de 8 mmHg. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão Quando a pressão fica descontrolada, o coração é o órgão mais afetado. Como a circulação está prejudicada pelo aperto nas artérias coronárias, ele não recebe sangue e oxigenação suficientes – um quadro que leva ao sofrimento do músculo cardíaco, podendo ocasionar o infarto. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão O acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, é outra consequência frequente da hipertensão. Com as constantes agressões da pressão, as artérias da cabeça não conseguem se dilatar e ficam suscetíveis a entupimentos. Os picos hipertensivos acabam servindo de estopim para um vaso ficar completamente obstruído ou então se romper. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão Além do derrame, a pressão alta provoca uma série de pequenas obstruções e hemorragias no cérebro. Ao longo do tempo, esses episódios destroem os neurônios – o quadro é denominado demência vascular e demência vascular e leva à perda de memória. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão Os rins também deixam de filtrar o sangue a contento quando a hipertensão se instala por muito tempo, e essa falha pode provocar insuficiência renal. A pressão alta interfere ainda nos vasos que irrigam a retina, tecido no fundo do olho crucial para captação das imagens. É por isso que alguns hipertensos relatam sofrer de visão embaçada. Hipertensão ➢ Hipertensão: causas, sintomas, diagnóstico e como baixar a pressão Dor de cabeça Falta de ar Visão borrada Zumbido no ouvido Tontura Dores no peito Hipertensão ➢ Fatores de risco Histórico familiar: filhos de pais hipertensos têm um risco 30% maior de ter pressão alta Idade: a partir dos 60 anos de idade, as artérias perdem a flexibilidade Poluição Estresse Sono irregular Menopausa: a queda dos hormônios femininos danifica as artérias Hipertensão ➢ Fatores de risco Excesso de bebida alcoólica Tabagismo Alto consumo de sal Sedentarismo Diabetes Doenças renais Hipertensão ➢ Prevenção Um estilo de vida saudável influencia muito aqui. Dar um basta no sedentarismo, especialmente se valendo de atividades aeróbicas, como correr e nadar, induz a liberação óxido nítrico, substância vasodilatadora. Com as artérias relaxadas, a tendência é a pressão se manter mais baixa. Hipertensão ➢ Prevenção O consumo de sódio, por outro lado, deve ser moderado. Ele é o principal componente do sal de cozinha, e exagerar na dose é um perigo. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir no máximo 5 gramas de sal por dia. Isso equivale a uma colher de chá. Hipertensão ➢ Prevenção alimentos que têm sódio em sua composição, como o pãozinho, os temperos prontos, embutidos e produtos processados. Hoje, estima-se que o brasileiro consuma mais ou menos o dobro de sódio do que deveria. Essa é uma das razões pelas quais 30% da população possui hipertensão. Hipertensão ➢ Prevenção Não fumar, não extrapolar na ingestão de bebidas alcoólicas e driblar a insônia são atitudes bem-vindas. É importante também arrumar uma brecha na agenda para incluir momentos de prazer capazes de alimentos Hipertensão ➢ Para confirmar se uma pessoa possui pressão alta, a medição tem que ser feita em três dias diferentes. Antes de cada uma, o paciente deve seguir orientações como evitar tomar café ou bebidas estimulantes, descansar bem e relaxar. ➢ Na hora do exame, não se deve conversar nem ficar se mexendo. Esses cuidados são importantes para que o resultado seja o mais confiável possível. ➢ Se ainda assim restar alguma dúvida, o especialista solicita um exame que vigia a pressão ao longo de 24 horas – é o holter. Hipertensão ➢ Em mulheres grávidas, a atenção é ainda maior. Isso para impedir o aparecimento da pré-eclâmpsia. Trata-se de uma complicação da gestação marcada pelo aumento da pressão arterial na gravidez. ➢ Essa condição aumenta a possibilidade de parto prematuro e, se não for controlada, evolui para eclâmpsia – quadro em que a mulher tem convulsões, com risco para a sua vida e a do bebê. Hipertensão ➢ Tratamento Uma pequena parcelade hipertensos (pequena, porém considerável) consegue dominar a doença apenas com ajustes no cardápio, exercícios físicos e controle do estresse. Para tomar a decisão de não entrar entrar imediatamente com medicamentos, o médico se baseia em bons resultados gerais de exames como glicemia e colesterol e se os rins estão funcionando direito. Hipertensão ➢ Tratamento A ausência de outros problemas cardiovasculares também é considerada. Pesa ainda o fato de a pessoa ser ou não fumante. As avaliações são periódicas. Em geral, depois de seis meses ele vai medir a pressão novamente. Se os valores caíram, é possível continuar nesse caminho, mas lembrando que a doença não foi eliminada e que, portanto, é preciso manter os cuidados. Hipertensão ➢ Tratamento Se mesmo depois das mudanças no estilo de vida a pressão continua subindo ou estabiliza apenas em um patamar elevadíssimo, o especialista prescreve remédio para controlar a situação. Ele indica, entre entre as diferentes categorias de anti hipertensivos, aquela que vai trazer os melhores resultados em cada caso. Hipertensão ➢ Tratamento Há também casos de hipertensão resistente – quando a pressão não fica abaixo de 14 por 9 mesmo com o uso remédio. Quais fatores podem alterar os sinais vitais? ➢ Idade: de acordo com a faixa etária, é normal que aconteça uma variação nos sinais vitais; ➢ Exercícios físicos: as atividades físicas podem aumentar momentaneamente a temperatura, frequência cardíaca e respiratória de um indivíduo; ➢ Banhos: a temperatura do banho pode influenciar diretamente na temperatura corporal; ➢ Ambiente: existem pessoas que são mais influenciadas pela temperatura do ambiente, especialmente os idosos; Quais fatores podem alterar os sinais vitais? ➢ Estresse: esse fator pode elevar diretamente a temperatura corporal, frequência cardíaca e respiratória; Glicemia: o que é, como medir e valores de referência ➢ A glicemia é o termo que se refere à quantidade de glicose, mais conhecido como açúcar, no sangue que chega através da ingestão dos alimentos que contém carboidratos, como bolo, massas e pães, por exemplo. ➢ A concentração de glicose no sangue é controlada por dois hormônios, a insulina que é responsável pela diminuição do açúcar na corrente sanguínea e o glucagon que tem função de aumentar os níveis de glicose. Glicemia: o que é, como medir e valores de referência ➢ Os valores de referência de glicose no sangue deve estar idealmente entre 70 a 100 mg/dL em jejum e quando está abaixo deste valor indica a hipoglicemia, que causa sintomas como sonolência, tontura e até desmaios. ➢ Já a hiperglicemia, é quando a glicemia está acima de 100 mg/dL em jejum e pode indicar diabetes tipo 1 ou tipo 2, que se não for controlada pode provocar complicações, como problemas de visão e pé diabético. Glicemia: o que é, como medir e valores de referência A glicemia se refere à concentração de glicose no sangue e pode ser medida através de várias maneiras, como: Glicemia capilar A glicemia capilar é um exame que é realizado através da picada de um dedo e depois é feita a análise da gota de sangue em uma fita conectada a um dispositivo chamado glicosímetro. Glicemia: o que é, como medir e valores de referência A glicemia se refere à concentração de glicose no sangue e pode ser medida através de várias maneiras, como: Glicemia capilar Atualmente, existem vários modelos de diferentes marcas de glicosímetro, é encontrado para venda em farmácias e pode ser realizado por qualquer pessoa, desde que seja previamente orientada. Glicemia: o que é, como medir e valores de referência A glicemia se refere à concentração de glicose no sangue e pode ser medida através de várias maneiras, como: Este tipo de exame permite que as pessoas que têm diabetes possa ter maior controle sobre os valores de glicemia, prevenindo os episódios de hipoglicemia por causa do uso de insulinas, ajudando a compreender como os alimentos, estresse, emoções e exercícios físicos alteram os níveis de glicose no sangue e também auxilia a definir a dose correta de insulina a ser administrada. Glicemia: o que é, como medir e valores de referência Glicemia de jejum ➢ A glicemia de jejum é um exame de sangue realizado para verificar os níveis de glicose no sangue e deve ser feita após um período sem comer ou tomar bebidas, exceto água, por pelo menos 8 horas ou segundo orientação do médico. Glicemia: o que é, como medir e valores de referência Para que serve A glicemia é indicada por um clínico geral ou endocrinologista para verificar os níveis de glicose no sangue e através disto pode-se detectar determinadas doenças e condições, como por exemplo: ➢ Diabetes tipo 1; ➢ Diabetes tipo 2; ➢ Diabetes gestacional; Glicemia: o que é, como medir e valores de referência Para que serve: ➢ Resistência à insulina; ➢ Alterações na tireoide; ➢ Doenças do pâncreas; ➢ Problemas hormonais. Valores de referência Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37