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Semiologia da febre
Prof. Dr. Alan Azambuja
ESMED PUCRS
alanazambuja@gmail.com
@dr.alanocologista
Homeostase térmica
>Hipotálamo
Irradiação
Condução
Evaporação
convecção
Caso Clínico 1: Paciente com Febre e Tosse
História Clínica:
Paciente: 45 anos, sexo masculino
Queixa: Febre (39°C) há 3 dias, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor no peito ao respirar.
História de viagem recente para uma região endêmica de pneumonia.
Caso Clínico 1: Paciente com Febre e Tosse
História Clínica:
Paciente: 45 anos, sexo masculino
Queixa: Febre (39°C) há 3 dias, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor no peito ao respirar.
História de viagem recente para uma região endêmica de pneumonia.
Exame Físico:
Sinais vitais: TA 120/80 mmHg, FC 100 bpm, FR 24 ir/min, SatO2 92% em ar ambiente.
Ausculta pulmonar: estertores e diminuição dos sons respiratórios à ausculta do lado esquerdo.
Abdômen indolor à palpação, sem hepatomegalia ou esplenomegalia.
Caso Clínico 1: Paciente com Febre e Tosse
História Clínica:
Paciente: 45 anos, sexo masculino
Queixa: Febre (39°C) há 3 dias, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor no peito ao respirar.
História de viagem recente para uma região endêmica de pneumonia.
Exame Físico:
Sinais vitais: TA 120/80 mmHg, FC 100 bpm, FR 24 ir/min, SatO2 92% em ar ambiente.
Ausculta pulmonar: estertores e diminuição dos sons respiratórios à ausculta do lado esquerdo.
Abdômen indolor à palpação, sem hepatomegalia ou esplenomegalia.
Diagnósticos Diferenciais:
Pneumonia bacteriana (possivelmente pneumococo)
Bronquite aguda
Infecção respiratória viral
Caso Clínico 2: Paciente com Febre e Dor Abdominal
História Clínica:
Paciente: 30 anos, sexo feminino
Queixa: Febre (38,5°C) e dor abdominal difusa há 2 dias, acompanhada de náuseas e vômitos.
Não há história de viagens recentes, mas relata contato com um animal de estimação doente.
Caso Clínico 2: Paciente com Febre e Dor Abdominal
História Clínica:
Paciente: 30 anos, sexo feminino
Queixa: Febre (38,5°C) e dor abdominal difusa há 2 dias, acompanhada de náuseas e vômitos.
Não há história de viagens recentes, mas relata contato com um animal de estimação doente.
Exame Físico:
Sinais vitais: TA 110/70 mmHg, FC 110 bpm, FR 22 ir/min.
Abdômen: dor à palpação difusa, sinal de Blumberg positivo.
Sem hepatomegalia ou esplenomegalia.
Caso Clínico 2: Paciente com Febre e Dor Abdominal
História Clínica:
Paciente: 30 anos, sexo feminino
Queixa: Febre (38,5°C) e dor abdominal difusa há 2 dias, acompanhada de náuseas e vômitos.
Não há história de viagens recentes, mas relata contato com um animal de estimação doente.
Exame Físico:
Sinais vitais: TA 110/70 mmHg, FC 110 bpm, FR 22 ir/min.
Abdômen: dor à palpação difusa, sinal de Blumberg positivo.
Sem hepatomegalia ou esplenomegalia.
Diagnósticos Diferenciais:
Apendicite aguda
Colecistite aguda
Gastroenterite infecciosa
Mecanismos Fisiopatológicos
Conceito alternativo da origem da febre
Invasão de organismo por patógenos (independe da presença de citocinas)>Liberação de C5(da cascata do complemento)> Fígado(Células de Kupfer)Ac Araquidônico>Prostraglandinas E2>hipotálamo> set point hipotalâmico>Febre.
 Substâncias Criogênicas ( I 4, I 10, vasopressinas e alguns glicocorticóides0 X Pirógenas.
Valores normais de temperatura corporal em Humanos
Temperaturas mais baixas ocorrem as 6h da manhã, e temperatura mais altas ocorrem entre 4 e 6 h da tarde.
O Valor médio da temp. Oral, para 99% dos indivíduos saudáveis = 37,2 º C às 6 h da manhã, e de 37,7 º C entre 16 e 18 hs da tarde.
Temperatura realizadas pela manhã> 37,2 º C ou a tarde, > 37,7 º C. seriam consideradas febre. 
As temperaturas retais são geralmente 0,6 º C mais elevadas do que as leituras orais. 
O que é febre?
Febre, uma elevação da temperatura corporal central, acima da faixa normal em determinda hora do dia para um indivíduo.
37,8 C
axilar
Temperatura Oral:
Geralmente, a temperatura oral é um pouco mais baixa do que a temperatura central do corpo.
Isso se deve à influência da respiração e da ingestão de alimentos ou líquidos, que podem alterar temporariamente a temperatura na boca.
É uma forma comum de medir a temperatura em ambientes clínicos e domésticos.
Temperatura Retal:
A temperatura retal é geralmente a mais próxima da temperatura central do corpo.
Isso ocorre porque o reto está mais próximo dos órgãos internos, refletindo com mais precisão a temperatura interna do corpo.
A medição retal é considerada uma das mais precisas, mas pode ser desconfortável para o paciente.
Temperatura Timpânica:
A temperatura timpânica é medida no canal auditivo e geralmente está próxima da temperatura central do corpo.
Pode ser influenciada pela presença de cera de ouvido ou pela técnica de medição inadequada.
É uma forma rápida e conveniente de medir a temperatura em bebês e crianças pequenas.
Temperatura Axilar:
A temperatura axilar tende a ser ligeiramente mais baixa do que a temperatura oral.
Isso ocorre porque a axila está na periferia do corpo e não tão próxima dos órgãos internos quanto a boca.
A temperatura axilar pode ser afetada por fatores externos, como a cobertura de roupas sobre a axila.
Causas
Infecções.
Vírus, bactérias, fungos, protozoários.
Neoplasias malignas.
Linfomas, hepatocarcinomas, tumores renais...
Doenças autoimunes.
Artrite reumatóide, LES.
Fármacos.
Anfotericina B
Bleomicina
Gencitabina
Fenitoina
Antiarritmicos
Vacinas
Antibióticos
Anti histamínicos
outros
Copyrights apply
Copyrights apply
Caracterização da febre
Normal 36,8ºC
Duração
Febre recorrente ou ondulante
FOO Clássica
FOO HOSPITALAR
FOO NEUTROPÊNICA
FOO ASSOCIADA AO HIV
Hipertermia
É uma elevação da temperatura corporal, sem alteração do set point hipotalâmico, decorrente de uma falha no processo termorregulador. Podem ser causadas por danos neurológicos nos centros reguladores, por termogênese excessiva, ou incapacidade dos mecanismos de dissipação de calor.
Hiperpirexia- casos graves de hipertermia!
(lesões hipotalâmicas por trauma, tumores, distúrbios endócrinos, sindrome neuroléptica malígna e hipertemia malígna associada a anestesia).
Hipotermia
Associada a condições que aumentam a perda de calor ou diminuem a produção de calor pelo corpo humano.
Exposição ambiental.
Hipotireoidismo.
Choque.
ABORDAGEM SEMIOLOGICA
Sintoma MUITOcomum.
Provavelmente um dos mais comuns em situações agudas.
Maioria dos casos causados por infecções
agudas e sem gravidade.
O serviço de atenção primária deve identificar os casos mais graves ou que necessitam de maior investigação.
O que é importante?
Quais são os principais dados a serem valorizados?
Como investigar?
•
Investigação...
Exame Físico: COMPLETO...
Início.
Intensidade.
Duração.
Fatores Associados
Alterações do peso
Medicações em uso
História de viagens
Modo de evolução.
Término.
Situações de risco
SIDA.
Drogas imunossupressoras.
Corticoterapia.
Esplenectomia.
Neoplasias
Diabete mellitus
Cardiopatia valvar
Cirrose hepática/insuficiência hepática
Extremos de idade
Etilismo
Não há rotina ou exames obrigatórios.
Baseado nas particularidades clínicas e epidemiológicas.
Atenção aos custos e solicitações sem
fundamentação.
CULTURAIS (Hemocultura, urocultura, liquor, ascite...)
Não deve ser rotina.
Efeitos colaterais dos medicamentos.
Piora de prognóstico.
.
ICC.
Desidratação.
Risco de convulsão.
Temperatura extrema > 41ºC
Métodos não farmacológicos
Farmacológicos
Ácido acetil-salicílico.(não em criança e região dengue)
325 a 1000 mg de 6/6 ou 4/4 horas, até 3,5 g/dia.
Dipirona.
 320 a 1000 mg de 6/6 horas.
Ibuprufeno.
200 a 300 mg de 6/6 horas, máximo 1200 mg/d.
Paracetamol.
325 a 750 mg de 6/6 ou 4/4 horas,até 3,0g/dia.
Antimicrobianos não são antipiréticos.
A maioria dos pacientes com estado geral preservado pode, e deve, aguardar um diagnóstico antes da instituição de antimicrobianos.
TRATAMENTO BASEADO OU AJUSTADO POR CULTURAS!
Uso empírico de antimicrobianos deverá ser indicado quando houver alta probabilidade de infecção.
João, 35 anos, sexo masculino, sem comorbidades conhecidas, profissão: professor.
História de apresentação: João procura atendimento médico com queixa de febre persistente há 3 dias, acompanhada de dor de cabeça, dor muscular generalizada, fadiga e tosse seca. Ele nega outros sintomas respiratórios, como coriza ou dor de garganta.
Exame Físico:
Temperatura: 38,5°C.
Frequência cardíaca: 90 bpm.
Frequência respiratória: 18 irpm.
Pressão arterial: 120/80 mmHg.
Ausculta pulmonar: Sons respiratórios normais, sem estertores ou sibilos.
Exame de garganta: Sem sinais de hiperemia ou exsudato.
Hipóteses de Diagnóstico Diferencial:
Infecção viral respiratória (possível COVID-19).
Influenza.
Outras infecções virais, como adenovírus ou vírus sincicial respiratório.
Exames de Diagnóstico:
Teste de PCR para COVID-19.
Hemograma completo.
Radiografia de tórax.
Exame de escarro para pesquisa de vírus respiratórios.
Testes sorológicos para influenza.
Plano de Investigação e Tratamento:
Realizar o teste de PCR para COVID-19 imediatamente.
Coletar amostras de escarro para cultura viral.
Solicitar hemograma completo para avaliar a presença de leucocitose ou linfopenia.
Realizar radiografia de tórax para excluir pneumonia.
Iniciar tratamento sintomático com analgésicos e antitérmicos para alívio da febre e das dores musculares.
Prescrever repouso e hidratação adequada.
Orientar sobre medidas de isolamento domiciliar, se o teste de COVID-19 for positivo, e monitorar a evolução dos sintomas.
João, 45 anos, masculino, apresenta-se ao pronto-socorro com queixa principal de febre persistente há 5 dias.
Relata dor de garganta progressiva, tosse produtiva e mal-estar geral.
Negativo para histórico de viagens recentes ou contato conhecido com indivíduos doentes.
Exame Físico:
Temperatura: 39,5°C.
Frequência cardíaca: 130 bpm.
Frequência respiratória: 30irpm.
Pressão arterial: 100/80 mmHg.
Ausculta pulmonar: crepitantes em base esquerda e sibilos bilaterais.
Extremidades frias e perfusão lentificada
Condições Clínicas do Paciente:
Febre persistente: Temperatura axilar variando entre 38.5°C e 39.5°C.
Dor de garganta intensa, com dificuldade para engolir alimentos sólidos.
Tosse produtiva, com expectoração amarelada.
Mal-estar geral, fadiga e perda de apetite.
Hipóteses de Diagnóstico Diferencial:
Faringite bacteriana, como estreptocócica.
Pneumonia bacteriana.
Sinusite aguda.
Abscesso peritonsilar.
Exames de Diagnóstico:
Hemograma completo: Pode revelar leucocitose com desvio à esquerda.
Cultura de escarro: Identificar possíveis patógenos bacterianos.
Teste rápido de antígeno estreptocócico: Para excluir ou confirmar faringite estreptocócica.
Radiografia de tórax: Avaliar a presença de infiltrados pulmonares.
Exame físico da orofaringe: Avaliar a presença de placas de pus, abscessos ou edema.
Plano de Investigação e Tratamento:
Coleta de hemograma completo, cultura de escarro e teste rápido de antígeno estreptocócico.
Realização de radiografia de tórax para avaliação pulmonar.
Iniciar terapia antibiótica empírica com amoxicilina/clavulanato até que os resultados dos testes estejam disponíveis.
Avaliar a necessidade de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da febre e da dor de garganta.
Monitorar de perto a resposta ao tratamento e considerar alterações na terapia com base nos resultados dos exames.
João, 55 anos, sexo masculino, apresenta-se ao consultório médico com queixas de febre persistente há três semanas. 
Ele relata febre vespertina com picos de temperatura até 39°C, sudorese noturna e perda de peso não intencional de cerca de 8 kg nos últimos dois meses.
João também menciona cansaço fácil e aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.
Condições Clínicas do Paciente:
Febre vespertina persistente.
Sudorese noturna.
Perda de peso não intencional.
Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.
Cansaço fácil.
Hipóteses de Diagnóstico Diferencial:
Linfoma.
Tuberculose.
Infecções virais crônicas, como HIV.
Outras neoplasias malignas.
Exames de Diagnóstico:
Hemograma completo: Para avaliar a presença de anemia, leucocitose ou linfocitose.
Biópsia de linfonodo: Para confirmar a presença de células malignas e determinar o tipo de linfoma.
Sorologia para HIV: Para descartar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana.
Testes de imagem (Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética): Para avaliar a extensão da doença e identificar possíveis órgãos afetados.
Exames de função hepática e renal: Para avaliar o estado geral do paciente e determinar a necessidade de ajustes terapêuticos.
Plano de Investigação e Tratamento:
Realizar hemograma completo e sorologia para HIV.
Encaminhar o paciente para realização de biópsia de linfonodo.
Solicitar exames de imagem para avaliar a extensão da doença.
Iniciar tratamento sintomático para febre, se necessário.
Encaminhar o paciente para avaliação por uma equipe multidisciplinar especializada em oncologia para estabelecer o diagnóstico definitivo e planejar o tratamento adequado.
Após o diagnóstico de linfoma não Hodgkin, iniciar o tratamento específico, que pode incluir quimioterapia, radioterapia e terapia-alvo, conforme indicado pelo estadiamento da doença.
alanazambuja@gmail.com
@dr.alanocologista
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