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Terapia Cognitiva 
Modelo cognitivo 
Vantagem: trabalha diretamente sintomas específicos. 
-Pensamento/Cognição 
Cognições no nível mais superior da consciência. 
Pensamento automático pode ocorrer antes (expectativas), durante ou após a situação. 
 
Para evocar e identificar os pensamentos automáticos podemos usar: 
● Perguntas diretas. 
● Descoberta guiada; 
● Análise A-B-C (anterior ao RPD). 
 
 
 
 
Técnicas para examinar e modificar PA: 
1. RPD 
As próximas técnicas estão incluídas no RPD, mas podem ser aplicadas separadamente. 
a. Identificação de pensamentos disfuncionais. 
b. Identificando emoções 
2. Avaliação do grau de emoção associada com o pensamento; 
3. Categorização (dar nome as distorções); 
4. Exame das evidências 
5. Definição de termos (não tomar como entendido o que o paciente disse) 
6. Analise de custo benefício/vantagens e desvantagens. 
7. Colocação da situação em perspectiva (continuum). 
8. Construir explicações alternativas 
9. Descastratofização 
9. Reatribuição; 
10. Ressignificação 
11. Padrões duplos(se a situação fosse com um familiar) 
12. Distinção de comportamentos de pessoas. 
13. Exame de contradições internas. 
14. Transformação da adversidade em vantagem. 
15. Educação sobre o transtorno; 
16. Imaginário 
-Sentimento/Emoção 
-Comportamento 
Crença intermediária 
Constituídas de pressupostos e regras que governam a relação do indivíduo com o mundo. 
 
Mandamentos rígidos e inflexíveis. 
 
Três categorias: 
● Pressupostos; 
● Atitudes; 
● Regras. 
 
Técnicas para identificar as crenças intermediárias: 
● Reconhecer quando são expressas como PA; 
● Identificar diretamente; 
● Revisar um questionário de crenças. 
 
Técnicas: 
● Seta descendente; 
● Identificar temáticas recorrentes; 
● Experimentos comportamentais 
● Lista de vantagens e desvantagens. 
● Desenvolver pressupostos adaptativos 
● Role-play 
● Cartões de lembrete 
● Imaginação 
● Adequação histórica. 
Crença central 
Desenvolvidas desde cedo. 
 
Resultado de um processo contínuo de aprendizado, moldado pelas experiências 
existenciais e desenvolvido pela identificação com outras pessoas. 
 
Uma crença nuclear específica pode influenciar a formação de conceitos subsequentes, se 
persistir é incorporada no esquema. 
 
Esquemas são usados para filtrar, codificar e avaliar os estímulos que interagem com o 
indivíduo. 
 
Começar a identificar crenças nucleares que são mais realistas e adaptativas o mais cedo 
possível. 
 
Crenças nucleares negativas são consideradas um fator crítico de vulnerabilidade cognitiva 
para a depressão. 
 
Desamor = Acredita que as pessoas não gostam dele, não é desejável, atraente, digno de 
receber amor e carinho. 
Desvalor = Noção de não serventia, valor moral, como se não fosse alguém valorável, 
alguém bom. 
Desamparo = Acredita ser incapaz de executar tarefas, que não está à altura dos outros, 
não é bom o suficiente, fracasso. 
Identificando crenças nucleares mal adaptativas 
Estratégias úteis: 
● Procurar temas centrais em seus pensamentos automáticos; 
● Usar técnica da seta descendente (pedir que o cliente suponha que seus PAs são 
verdadeiros e questione o significado); 
● Observar crenças nucleares expressas como pensamentos automáticos. 
Modificação de crenças 
Quando o paciente está em modo mal-adaptativo é importante: 
● Desenvolver e fortalecer crenças realisticamente positivas, ativando o modo 
adaptativo; 
● Modificar crenças negativas irrealistas. 
 
Técnicas se aplicam para os dois tipos de crença. 
 
Estratégias: 
● Identificando dados positivos e tirando conclusões; 
● Examinando vantagens da crença adaptativa (aumentando sua autoconfiança e se 
sentindo melhor sobre si); 
● Apontando o significado dos dados positivos; 
● Usando outra pessoa como referência (como se aplicaria a outra pessoa); 
● Usando um quadro para coletar evidências (procurando dados que apoiem suas 
crenças positivas); 
● Induzindo imagens de experiências atuais e históricas (imaginário tende a reforçar 
crenças adaptativos em nível intelectual e emocional); 
● Agindo como se (agir como se acreditassem). 
Modificando crenças mal adaptadas 
O grau de dificuldade da modificação varia de acordo com o cliente. 
 
É muito mais fácil modificar crenças negativas de clientes com transtornos agudos, 
comparados a transtornos de personalidade. 
 
Mudam primeiro no nível intelectual, especialmente se você está empregando técnicas no 
nível intelectual. 
 
Podem precisar de técnicas experienciais para o nível emocional. 
 
Momento para trabalhar as crenças negativas e quando seus esquemas são ativados na 
sessão. Mudam na presença de afeto. 
 
Trabalho sistemático e constante ao longo do tempo. 
 
Para modificar é necessário: 
● Orientar; 
● Monitorar a ativação dos esquemas; 
● Explicar a sua contribuição para as dificuldades atuais; 
● Motivar a mudar as crenças. 
 
 
Técnicas para modificar 
crenças negativas 
Explicação 
Questionamento socrático Perguntas, podendo ser mais persuasivo e menos imparciais 
Reestruturação Quadro para monitorar e reestruturar evidências que parecem 
apoiar as crenças disfuncionais 
Experimentos comportamentais Testes comportamentais para avaliar a validade 
Histórias, filmes e metáforas Desenvolver uma ideia diferente sobre si encorajando a refletir 
sobre sua visão de personagens ou pessoas que possuem a 
mesma crença 
Continuum cognitivo Modifica pensamentos automáticos e crenças, pensamentos 
polarizados de tudo ou nada, com uma escala. 
Uso de outras pessoas como 
ponto de referência 
Obtém distância psicológica das próprias crenças disfuncionais, 
considerando outras pessoas. 
Autoexposição Ajuda a encarar seus problemas de forma diferente. 
Dramatizações Ponto e contraponto, usado depois de tentar outras técnicas. 
Trocar papeis dá a oportunidade de falar com voz intelectual 
que foi demonstrada. Usar palavras do cliente. 
Testes históricos Como e quando a crença nuclear se originou e foi mantida. 
Reestruturação dos significados 
das memórias precoces 
Reviver experiências com o uso de dramatização ou imaginário 
para reestruturar o significado no nível emocional 
 
Técnicas específicas para a modificação de crenças nucleares 
 
Ansiedade 
Três sistemas de ansiedade: 
● Fisiológico; 
● Cognitivo; 
● Comportamental. 
 
Está o tempo todo pensando. 
 
Transtorno das preocupações excessivas. 
 
Percepção de elevado perigo ou ameaça. 
 
Rumina eventos passados. 
 
Interpreta situações ambíguas como ameaçadoras, estima de forma elevada o risco e 
considera situações ambíguas como negativas. 
 
A psicoterapia visa propiciar aos pacientes o desenvolvimento de estratégias efetivas para 
lidarem com os sintomas. 
 
Para realização do planejamento e aplicação de estratégias é necessário realizar avaliação 
funcional. 
 
Identificar as variáveis que podem facilitar ou interferir no tratamento. 
 
Auxiliar o paciente a identificar a relação entre os pensamentos e a ansiedade. 
 
Identificar os indícios que servem como gatilho, internos ou externos. 
 
Dois aspectos importantes a considerar na intervenção: 
● Preocupação excessiva e incontrolável; 
● Hiperexcitabilidade persistente (manifestações físicas) 
 
Sintomas: 
● Inquietação; 
● Fatigabilidade; 
● Dificuldade de concentração; 
● Irritabilidade; 
● Tensão muscular; 
● Perturbação do sono. 
 
Eu = Se acha incapaz de controlar ou lidar com eventos negativos. 
Outro = O mundo é um lugar perigoso. 
Futuro = Incerto e perigoso. 
 
Superestimação de uma probabilidade (improvável) e catastrofização são distorções 
cognitivas presentes. Frequentemente associados entre si. 
 
Interpretação da situação que induz a ansiedade. 
 
A superestimação está associada a uma percepção de baixa capacidade de lidar com a 
ameaça. 
Intolerância à incerteza provoca reações de hipervigilância quando exposto ao incerto. 
Excessiva intolerância aos estímulos emocionais gera reações cognitivas de evitação. 
 
Erros cognitivos mais frequentes em indivíduos com ansiedade:● Magnificação de riscos; 
● Minimização de recursos; 
● Pensamento dicotômico (tudo ou nada); 
● Personalização; 
● Atenção seletiva; 
● Supergeneralização. 
 
Distração possibilita alivio a curto prazo, mas não é util a longo prazo. 
 
Comportamento preocupado provoca muitas vezes uma redução temporaria da ansiedade. 
 
Tratamento: 
● Psicoeducação 
● Automonitoramento das preocupações (reais com/sem solução, irreais/improváveis) 
● Treinamento de relaxamento e respiração. 
● Mindfulness 
● Tolerância ao mal-estar. 
Depressão 
Sintomas: 
● Eventos vitais negativos; 
● Inatividade; 
● Tristeza 
● Falta de prazer; 
● Desesperança; 
● Autocrítica exagerada; 
● Indecisão; 
● Isolamento social; 
● Ideação suicida. 
 
Um dos transtornos mais comuns, o grau de incapacitação é maior do que em outras 
doenças crônicas recorrentes. 
 
Importa como o evento é interpretado e não apenas a sua natureza. 
 
Não é tristeza. 
 
Falta de motivação que leva a diminuição da atividade. 
Aumento de ruminações 
 
Além dos aspectos biológicos que tornam o indivíduo suscetível à depressão, têm as 
crenças nucleares. 
 
Amígdala: 
Fundamental para o reconhecimento e resposta ao perigo, estrutura central que interpreta 
estímulos sensoriais. Parece estar relacionado com o desenvolvimento de depressão. 
Estrutura chave da ansiedade e depressão. 
 
Transtorno da desesperança (pensamentos persistentes que nada vai melhorar, que não 
tem nada de bom…). 
 
Deixa de fazer as coisas pouco a pouco até não fazer mais nada. 
 
Encaminha para o psiquiatra. 
 
Se manifesta diferente no adolescente e na criança. 
 
Pode ter qualquer uma das 3 crenças centrais. 
 
Alterações: 
● Atenção (diminuição da habilidade de se concentrar); 
● Memória (se lembram mais de eventos negativos); 
● Cognição. 
 
Quebra o círculo com a ativação comportamental para tirar ele desse lugar. 
 
Dificuldade em ver aspectos positivos em si e no ambiente. 
 
Tríade cognitiva é composta por: 
● EU; 
● Outro; 
● Futuro. 
 
Eu = Inferiores, inadequados, indesejados e incapazes. “Nada que eu faço dá certo”. 
Outro = Ambiente é hostil, com obstáculos intransponíveis. “As pessoas me tratam mal.” 
Futuro = Desesperança. 
 
Elemento central da teoria é que as manifestações emocionais e comportamentais da 
depressão são produzidas e mantidas por uma avaliação negativa do ambiente e de si. 
 
Círculo vicioso mesclando aspectos neurobiológicos, neuropsicológicos e cognitivos na 
manutenção da depressão. 
 
Vantagens altamente significativas do tratamento combinado de medicação e terapia nos 
casos graves. 
 
A terapia cognitiva é eficaz no tratamento de depressão leve a moderada, mesmo quando 
aplicada isoladamente. 
 
Prevenção de recaídas: 
Reaparecimento dos sintomas depressivos durante o tratamento é comum, a terapia 
cognitiva dos sintomas residuais proporciona redução do número de episódios em longo 
prazo. 
 
Dois tipos de personalidade que são influenciadas de maneira diversa no surgimento da 
depressão: 
● Sociotrópico (valoriza relações interpessoais, ser aceito e amado). 
● Autônomo (Investimento em independência). 
 
Plano de tratamento: 
1. Avaliação (cognitivas, comportamentais e interpessoais, objetivo de identificar 
déficits e excessos); 
2. Testes (Vários testes e questionários usados como instrumentos diagnósticos e de 
avaliação da gravidade da depressão); 
3. Avaliação do risco de suicidio; 
4. Uso de medicação 
5. Estabelecimento de objetivos e metas 
6. Familiarização com o modelo cognitivo (explicar como funciona e o que esperar) 
7. Formulação cognitiva do caso (conceitualização, sempre se aprimorando, investiga 
os aspectos da vida); 
8. Intervenções (rompimento de um ciclo vicioso por meio das técnicas de ativação 
comportamental) 
9. Prevenção de recaída 
10. Término de tratamento 
 
Tratamento: 
● Quebrar o ciclo com ativação comportamental. Aumentar as experiências 
gratificantes. 
● Trazer mais dados de realidade a tona e testar a veracidade das interpretações que 
o indivíduo faz da sua realidade. 
● Autoanálise: custos e benefícios, conceito de fracasso/realização, se não estivesse 
nessa situação, que coisas gostaria de fazer. 
● Compromisso contra o suicidio. 
 
Técnicas 
Escolhemos as técnicas utilizando a conceitualização como guia. 
 
Mudança na cognição promove mudança de comportamento e mudanças de 
comportamento levam a mudanças cognitivas. 
 
1. Técnicas de regulação emocional (emoções negativas frequentemente apontam 
para um problema, reduzir o grau e duração da emoção negativa desproporcional): 
● Reenquadramento, engajamento em comportamento de valor e 
autotranquilização; 
● Relaxamento. 
 
2. Treinamento de habilidades (analisar se tem déficit real na habilidade ou se tem 
cognições que interferem). 
3. Solução de problemas (pensar no futuro para melhorar a experiência, identificar 
obstáculos ou problemas potenciais: 
● Dificuldade na solução de problemas; 
● Quando problemas não podem ser resolvidos; 
● Quando tem uma baixa probabilidade de acontecer (avaliar probabilidade, 
procurar desfechos melhores e realistas, discutir como lidar, aceitar a 
incerteza, reduzir o senso de responsabilidade excessivo, reconhecer e 
expandir recursos pessoais e externos, e aumentar seu senso de 
autoeficácia. 
4. Vantagens e desvantagens/tomada de decisão; 
5. Indicações de tarefas gradativas e a analogia da escada (dividir tarefas maiores 
em partes administrativas); 
6. Exposição 
7. Dramatização (ampla variedade de propósitos). 
8. Pizza/Torta (ver suas ideias em forma de gráfico). 
9. Auto Comparações (comprar consigo mesmo em seu pior momento). 
 
Resolução de problemas: 
Vantagens e desvantagens: 
Técnica da torta: 
RPD- Registros de Pensamento Disfuncional: 
Técnicas de relaxamento e respiração: Alivia os sintomas ligados ao 
componente fisiológico, diferentes métodos, respiração 
diafragmática, relaxamento muscular progressivo e imaginar. 
Treino de habilidades sociais: 
Dessensibilização: 
Auto reforço: 
 
 
 
	Terapia Cognitiva 
	Modelo cognitivo 
	-Pensamento/Cognição 
	-Sentimento/Emoção 
	-Comportamento 
	Crença intermediária 
	Crença central 
	Identificando crenças nucleares mal adaptativas 
	Modificação de crenças 
	Modificando crenças mal adaptadas 
	Técnicas específicas para a modificação de crenças nucleares 
	Ansiedade 
	Depressão 
	Técnicas

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