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DIREITO DO TRABALHO
Ordenamento Jurídico Trabalhista
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250530305216
MARIA RAFAELA
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade 
do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. 
Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. 
Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista 
em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça 
do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no 
TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; 
professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; 
professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em 
outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DireiTO DO TrabalhO 
Ordenamento Jurídico Trabalhista 
Maria Rafaela
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Ordenamento Jurídico Trabalhista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Fontes do Direito do Trabalho: Noções Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Fontes Heterônomas do Direito do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3. A Convenção Coletiva de Trabalho e o Acordo Coletivo de Trabalho . . . . . . . . . . 11
4. A Ideia de Aderência Contratual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5. Contrato Coletivo de Trabalho: Usos e Costumes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
6. Laudo Arbitral (Arbitragem) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
7. Regulamento Empresarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
8. Jurisprudência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
9. Princípios Jurídicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
10. Doutrina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
11. Equidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
12. Analogia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
13. Cláusulas Contratuais e Sentença Normativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
14. Hierarquia entre as Fontes Trabalhistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
 
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Maria Rafaela
aPreSeNTaÇÃOaPreSeNTaÇÃO
Olá, futuro(a) APROVADO(a)! Tudo bem?
Espero que você esteja estudando muito e aproveitando esses materiais que estou 
elaborando. Não é para desanimar jamais! Eu e a equipe do GRAN estamos aqui para turbinar 
seus estudos e para que seja aprovado(a)! Acredite em si mesmo(a)!
Se você ainda não me conhece, meu nome é Maria Rafaela de Castro. Atualmente sou 
juíza do trabalho no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 7ª Região, doutorando em Ciências 
Jurídicas pela Faculdade de Direito do Porto em Portugal, professora de preparatórios e 
faculdades no Ceará, e faço parte do GRAN CURSOS. Eu já fui juíza no TRT 14, promotora de 
justiça do estado de Rondônia, analista judiciária, professora universitária concursada etc.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a banca examinadora, e não o contrário. Neste ponto, este material 
vai te ajudar a chegar à posse.
Sendo assim, estude a matéria de direito do trabalho num formato diferente e acredite: 
saber direito do trabalho é imprescindível para a sua aprovação. Não é possível ir às provas 
sem ler este material. Então, aproveite!
Antes do resumo deste material, existe toda a jurisprudência atualizada sobre o tema, 
exatamente para que você esteja apto(a) para as provas. Teremos, também, um conjunto 
de aulas para esgotar o seu edital de direito do trabalho, buscando sua sonhada aprovação. 
Colocarei questões de bancas de concursos anteriores, bem como criarei questões inéditas 
para que você fique preparado(a) para surpresas do examinador.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Estou esperando 
as dúvidas no Fórum do aluno!
Preparado(a)? É para dizer SIM! SEMPRE!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
 
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DireiTOno jornal oficial, para 
ciência dos demais interessados.
Parágrafo único. A sentença normativa vigorará: (Incluído pelo Decreto-lei n. 424, de 21.1.1969)
a) a partir da data de sua publicação, quando ajuizado o dissídio após o prazo do art. 616, § 3º, ou, 
quando não existir acordo, convenção ou sentença normativa em vigor, da data do ajuizamento;
b) a partir do dia imediato ao termo final de vigência do acordo, convenção ou sentença normativa, 
quando ajuizado o dissídio no prazo do art. 616, § 3º.
Art. 868. Em caso de dissídio coletivo que tenha por motivo novas condições de trabalho e no 
qual figure como parte apenas uma fração de empregados de uma empresa, poderá o Tribunal 
competente, na própria decisão, estender tais condições de trabalho, se julgar justo e conveniente, 
aos demais empregados da empresa que forem da mesma profissão dos dissidentes.
Parágrafo único. O Tribunal fixará a data em que a decisão deve entrar em execução, bem como 
o prazo de sua vigência, o qual não poderá ser superior a 4 (quatro) anos.
A sentença normativa é um ato judicial criador de regras gerais, impessoais, obrigatórias 
e abstratas, sendo lei em sentido material. Por isso, as sentenças normativas são fontes 
heterônomas, produzidas pelo Tribunal, com prazo máximo de quatro anos, não integrando 
de forma definitiva os contratos de trabalho.
 Obs.: SENTENÇAS NORMATIVAS são fontes heterônomas do direito do trabalho, com 
prazo de vigência máxima de 4 anos. Servem para resolver os litígios dos dissídios 
coletivos e são proferidas pelos TRTs ou pelo TST.
14 . hierarQUia eNTre aS FONTeS TrabalhiSTaS14 . hierarQUia eNTre aS FONTeS TrabalhiSTaS
Vimos, então, as fontes do direito do trabalho, além do que não é considerado fonte. 
Agora, é preciso tratar acerca da hierarquia das fontes trabalhistas.
No modelo clássico, tem-se que a CF/1988 prevalece sobre todas as demais normas. No 
entanto, não é assim que ocorre no direito do trabalho – prevalece a norma que for mais 
benéfica ao trabalhador. Antes da Reforma Trabalhista de novembro de 2017, não havia 
qualquer exceção à regra acima, mas, com a Reforma, passou a existir. É entre a negociação 
coletiva. O acordo coletivo agora prevalecerá sempre em relação à CCT, mesmo que seja 
uma norma mais desfavorável.
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Passo a analisar algumas situações para ficar mais claro:
EXEMPLO
SITUAÇÃO 1: Se a CF/1988 fala em um adicional noturno de 20%, a lei específica de determinada 
categoria fala em 25% e uma CCT fala em 35%; ora, qual norma deve prevalecer? Resposta 
simples: a norma mais benéfica, ou seja, a que prevê maior percentual: 35% – a CCT.
SITUAÇÃO 2: Se a CF/1988 fala em um adicional noturno de 20%, um acordo coletivo de 
determinada categoria fala em 25% e uma CCT fala em 35%; ora, qual norma deve prevalecer? 
Resposta simples: neste caso, como existe ACT versus CCT, com a Reforma Trabalhista, 
prevalece o ACT, qual seja, 25%.
Perceba duas conclusões:
• CONCLUSÃO 01: Não existe, em regra, hierarquia entre as fontes trabalhistas. 
Ou seja, um ACT, uma CCT ou uma lei pode prevalecer sobre a CF/1988 desde que a 
norma seja mais benéfica. Aquela que dá maiores direitos ao trabalhador. Faz parte 
da ideia do princípio protetivo.
• CONCLUSÃO 2: No entanto, se a discussão for entre uma ACT e uma CCT, prevalecerá, 
com a Reforma Trabalhista de 2017, o ACT.
Então, você tem que ficar esperto(a) na hora da prova. Acho que os exemplos acima 
deixaram tudo muito claro.
013. 013. (MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/MPT/2017/ADAPTADA) O critério hierárquico de 
normas jurídicas no direito do trabalho brasileiro é informado, de maneira geral, pelo 
princípio da norma mais favorável.
O item está certo, na medida em que não se observa a hierarquia da CF/1988 acima de 
todos. No caso, trata-se de levar em consideração o princípio da norma mais favorável. 
Sendo assim, está certo o item, pois prevalecerá a norma mais vantajosa ao trabalhador.
Certo.
Por conter regras específicas acerca da maioria dos institutos trabalhistas, na análise de 
um caso concreto, a Consolidação das Leis do Trabalho pode se sobrepor aos dispositivos 
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constantes da Constituição Federal de 1988 (CF). Basta que seja norma mais favorável 
ao trabalhador.
Por fim, para concursos mais aprofundados, é preciso saber mais uma informação: 
teoria do conglobamento e teoria da acumulação. Veja o quadro abaixo explicando as 
diferenças e depois coloco dois exemplos para que você possa entender 100% a matéria.
Conglobamento Acumulação
Verifica, no conjunto de provas, aquilo que for 
mais favorável ao trabalhador. Nesse caso, o 
trabalhador analisa no globo (conglobamento) 
aquilo que for mais interessante a aplicar a 
norma na sua integralidade.
Aqui não existe fracionamento das normas.
Ex.: norma A ou norma B
BRASIL ADOTA COMO REGRA.
Tem um sinônimo: teoria da atomização.
Escolhe o que for mais favorável de cada espécie 
normativa, criando uma espécie de 3ª norma 
só com os direitos vantajosos, aplicando-os na 
prática trabalhista.
Existe fracionamento das normas.
Ex.: norma A e norma B – junta todas as vantagens 
em cada uma delas.
EXEMPLO
Caso concreto: Isadora trabalha num escritório de arquitetura, empregada, com CTPS 
assinada, tudo regular. Existe um ACT 1 que prevê 50% de adicional noturno, 14º salário e 
horas extras de 50%. No entanto, existe um outro ACT 2 que prevê 40% de adicional noturno, 
14º salário e horas extras de 100%.
TEORIA DO CONGLOBAMENTO: Analisa no conjunto qual ACT deve aplicar na sua integralidade. 
Se houver mais vantagem financeira (como eu acho que pode ser o ACT 2), então aplica-se 
o ACT 2 em todos os assuntos. É a adotada no Brasil.
TEORIA DA ACUMULAÇÃO: Analisa os dois ACTs e retira o que for melhor de cada um deles.
Faz uma junção de tudo que for bom e, no fim das contas, usa o ACT 1 no que for melhor e 
o ACT 2 no que for ótimo.
Não é a adotada no Brasil.
Ficou fácil de entender, né?
Então fixe comigo: teoria do conglobamento usa o conjunto de normas e extrai somente 
aquela que for mais benéfica “no apanhado geral”; e a teoria da acumulação vai acumulando 
os direitos melhores em cada fonte normativa.
Terminamos por hoje. Espero que tenha gostado e captado as principais informações. 
Espero você no Fórum do aluno!!!
Acredite em si mesmo(a). Os sonhos são possíveis!
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RESUMORESUMO
As fontes formais surgem através da exteriorização das normas jurídicas, como a 
Constituição Federal de 1988, que vimos na aula anterior; e as Medidas Provisórias n. 927 e n. 
936 de 2020, que tratavam da legislação trabalhista no momento da pandemia da covid-19.
Acerca das fontes formais, tem-se claramente que podem surgir do Estado, por isso 
chamamos de heterônomas (ex.: Constituição, CLT, Reforma Trabalhista, medidas provisórias 
etc.) ou mediante consenso e negociação das próprias partes (autônomas, como acordos 
e convenções coletivas).
Como fontes heterônomas dodireito do trabalho temos, ainda, tratados e convenções 
internacionais do trabalho. Então, em suma, podemos ter como exemplos de FONTES 
HETERÔNOMAS: Constituição, as leis (inclusive medidas provisórias), regulamentos normativos 
(expedidos mediante decretos do Presidente da República), recomendações e convenções 
internacionais do trabalho.
Nem toda fonte heterônoma vem do Poder Executivo, podendo vir do Judiciário, como 
a sentença normativa (de dissídios coletivos, como a greve, por exemplo).
Acordos e convenções coletivas são fontes AUTÔNOMAS do direito do trabalho. Com a 
Reforma Trabalhista, pelo princípio da especificidade, o Acordo de Trabalho prevalece sobre 
as Convenções Coletivas do Trabalho.
Sobre tratados e convenções internacionais: somente se tornam fontes formais quando 
criam obrigações jurídicas e somente quando são ratificadas internamente. No caso dos 
tratados e convenções, precisam ser ratificados. No caso das recomendações e declarações, 
não possuem conteúdo obrigatório e, por isso, não são fontes formais.
Tanto os usos quanto costumes estão previstos no art. 8ª da CLT e, ainda, são fontes 
jurídicas autônomas (produzidas pelas próprias partes no decorrer do tempo, com certa 
habitualidade). Não podem ser acatados como fontes os costumes contra legem, ou seja, 
aqueles que contrariam a lei.
Quando se trata de laudo arbitral, é preciso analisar se é caso de conflito individual ou 
coletivo. Quando se trata de direito coletivo, representa a categoria dos trabalhadores. 
Logo, é fonte que pode ser autônoma (se as partes atuam diretamente) ou heterônoma 
(se o árbitro decide sem a interferência das partes diretamente).
Contrato coletivo de trabalho e regulamento empresarial não são considerados pela 
jurisprudência brasileira como fontes do direito do trabalho.
A CLT não faz menção expressa no artigo 8º à ideia de doutrina como fonte subsidiária, 
porém não é fonte normativa nem fonte principal.
As fontes materiais são os fatos sociais, políticos e econômicos que fazem nascer a regra 
jurídica. As normas do direito do trabalho pertencem ao direito privado e público quando 
referentes ao contrato de trabalho e ao direito quando referentes ao processo trabalhista.
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A sentença normativa é um ato judicial criador de regras gerais, impessoais, obrigatórias 
e abstratas, sendo lei em sentido material. Por isso, as sentenças normativas são fontes 
heterônomas, produzidas pelo Tribunal, com prazo máximo de quatro anos, não integrando 
de forma definitiva os contratos de trabalho.
Não existe, em regra, hierarquia entre as fontes trabalhistas, ou seja, um ACT, uma 
CCT ou uma lei pode prevalecer sobre a CF/1988 desde que a norma seja mais benéfica 
ao trabalhador; aquela que dá maiores direitos a ele – faz parte da ideia do princípio 
protetivo. No entanto, se a discussão for entre um ACT e uma CCT, prevalecerá, com a 
Reforma Trabalhista de 2017, o ACT.
Por conter regras específicas acerca da maioria dos institutos trabalhistas, na análise 
de um caso concreto, a Consolidação das Leis do Trabalho pode se sobrepor aos dispositivos 
constantes da Constituição Federal de 1988 (CF), tratando-se também de normas mais 
benéficas.
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MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS
FONTES
Fontes formais: são aquelas expressas, 
normatizadas. Ex.: CF/1988+
Fontes autônomas: são aquelas criadas 
pelas próprias partes. Ex.: ACT ou CCT.
Fontes heterônomas: são aquelas que 
surgem de atuação de terceiros. 
Ex.: sentença normativa, CF, Leis, MP.
Fontes materiais: são acontecimentos 
políticos, sociais, filosóficos etc.
Ex.: greve.
Fontes 
autônomas
São aquelas feitas entre as 
próprias partes envolvidas.
Reforma Trabalhista: 
ACT SEMPRE prevalecerá 
sobre a CCT.
CCT: sindicato dos patrões x 
sindicato dos trabalhadores.
Não há atuação direta do Estado.
ACT: empresa x sindicato 
dos trabalhadores.
É a mesma ideia da 
ultratividade.
TST emitiu a Súmula n. 277 que 
está ultrapassada pela Reforma.
STF suspendeu, por liminar, a 
eficácia da Súmula n. 277 do TST.
Aderência 
Contratual
Deixar discussões sobre 
constitucionalidade 
ou não para provas 
subjetivas ou orais.
Prova: aplicar a CLT após 
Reforma Trabalhista de 2017.
Art. 614, § 3º, da CTL: não é 
possível a ultratividade.
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Artigo 8º 
da CLT 
(fontes)
Usos e costumes
Normas gerais de direito
Princípios gerais de direito
Direito comparado
Jurisprudência
Princípios gerais de direito
Equidade
Analogia
TST
Súmulas: entendimento dominante 
no conjunto do TST das matérias 
submetidas.
Orientações jurisprudenciais 
(OJ): entendimento dominante 
em umas Seções especializadas 
do TST.
SDI – I – Seção de Dissídios Individuais 1
SDI – II – Seção de Dissídios Individuais 2
SDC – Seção de Dissídios Coletivos
Precedentes normativos: são 
aqueles que vêm da Seção de 
Dissídio Coletivo relacionados 
aos dissídios coletivos.
Artigo 8º da 
CLT (fontes)
Usos e costumes
Normas gerais de direito
Princípios gerais de direito
Direito comparado
Jurisprudência
Princípios gerais de direito
Equidade
Analogia
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2025) A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais 
aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jurídico 
interno, não prescinde da sua aprovação pelo Congresso.
002. 002. (INÉDITA/2025) A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais 
aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jurídico 
interno, prescinde da sua aprovação pelo Congresso.
003. 003. (IBFC/ANALISTA/SAEB-BA/2023) As fontes materiais dividem-se em distintos blocos, 
como, entre outras, as fontes materiais econômicas, sociológicas e políticas.
004. 004. (FGV/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TST/2023) “O sentido da palavra fonte relaciona-
se com aquilo que origina ou produz. No plano jurídico, o estudo das fontes consiste em saber 
donde vem o Direito e donde dimana a juridicidade das normas” (MATA-MACHADO, Edgar 
de Godoi da – Elementos de Teoria Geral do Direito. Belo Horizonte: Ed. Vega, 1976, p. 213).
Ao examinar a estrutura de fontes formais e materiais do Direito, incluídas as fontes do 
Direito do Trabalho, no sistema jurídico brasileiro, considerando a relação entre direito 
objetivo e direito subjetivo, e a estrutura do processo legislativo, é correto afirmar que: os 
debates políticos, discussões sociais, manifestações públicas da sociedade civil e outras 
expressões de conteúdo ideológico dos entes sociais constituem as fontes formais do Direito.
005. 005. (VUNESP/ADVOGADO/DOCAS-PB/2022)A lei é uma fonte autônoma do direito do 
trabalho, visto que as regras nela contidas são produzidas pelo Poder Legislativo e não pela 
vontade própria dos entes sociais.
006. 006. (INÉDITA/2025) Como fundamento de validade da norma jurídica, a fonte pressupõe 
um conjunto de normas, em que as de maior hierarquia constituem fonte das de hierarquia 
inferior. Finalmente, por fonte entende-se, ainda, a exteriorização do direito.
007. 007. (QUADRIX/ANALISTA/CRP 9/2022) Os costumes podem ser considerados uma das 
fontes do direito do trabalho.
008. 008. (QUADRIX/ANALISTA/CRP 9/2022) No Brasil, a lei trabalhista central, que incorpora a 
matriz essencial do modelo trabalhista do País, é o Código Civil de 2002.
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009. 009. (QUADRIX/ANALISTA/CRP 9/2022) O direito do trabalho brasileiro constitui-se das 
seguintes fontes autônomas: Constituição; leis; tratados e convenções internacionais; 
regulamentos normativos; e decretos do presidente da República.
010. 010. (IBFC/ANALISTA/SAEB-BA/2023) As fontes formais heterônomas caracterizam-se pela 
imediata participação dos destinatários principais das normas jurídicas na sua produção, 
como a Convenção Coletiva de Trabalho.
011. 011. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Em determinada 
localidade, existe a seguinte situação: a convenção coletiva da categoria para o período 
2018/2019 prevê o pagamento de adicional de 70% sobre as horas extras realizadas de 
segunda-feira a sábado. Ocorre que a sociedade empresária Beta havia assinado um acordo 
coletivo para o mesmo período, porém alguns dias antes, prevendo o pagamento dessas 
horas extras com adicional de 60%. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica o 
adicional que deverá prevalecer.
a) Prevalecerá o adicional de 70%, por ser mais benéfico aos empregados.
b) Diante da controvérsia, valerá o adicional de 50% previsto na Constituição Federal.
c) Deverá ser respeitada a média entre os adicionais previstos em ambas as normas coletivas, 
ou seja, 65%.
d) Valerá o adicional de 60% previsto em acordo coletivo, que prevalece sobre a convenção.
012. 012. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Considerando a grave 
crise financeira que o país atravessa, a fim de evitar a dispensa de alguns funcionários, a 
metalúrgica Multiforte Ltda. pretende suspender sua produção por um mês. O Sindicato 
dos Empregados da indústria metalúrgica contratou você para, como advogado, buscar a 
solução para o caso. Segundo o texto da CLT, assinale a opção que apresenta a solução de 
acordo mais favorável aos interesses dos empregados.
a) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por 
meio de acordo individual de trabalho.
b) Conceder férias coletivas de 30 dias.
c) Promover o lockout.
d) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por 
meio de acordo coletivo de trabalho.
013. 013. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2017) Na convenção coletiva 
de determinada categoria, ficou estipulado que o adicional de periculosidade seria pago na 
razão de 15% sobre o salário-base, pois, comprovadamente, os trabalhadores permaneciam 
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em situação de risco durante metade da jornada cumprida. Sobre a cláusula em questão, 
assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula não é válida, pois se trata de norma de ordem pública.
b) A validade da cláusula depende de homologação judicial.
c) A cláusula é válida, porque a Constituição da República garante eficácia aos acordos e 
às convenções coletivas.
d) A legalidade da cláusula será avaliada pelo juiz, porque a Lei e o TST são silentes a respeito.
014. 014. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2016) João pretende se 
aposentar e, para tal fim, dirigiu-se ao órgão previdenciário. Lá ficou sabendo que o seu 
tempo de contribuição ainda não era suficiente para a aposentadoria, necessitando computar, 
ainda, 18 meses de contribuição. Ocorre que João, 25 anos antes, trabalhou por dois anos 
como empregado para uma empresa, mas não teve a CTPS assinada. De acordo com a CLT, 
sobre uma eventual reclamação trabalhista, na qual João viesse a postular a declaração 
de vínculo empregatício para conquistar a aposentadoria, assinale a afirmativa correta.
a) Se a empresa arguir a prescrição a seu favor, ela será conhecida pelo juiz, já que ultrapassado 
o prazo de 2 anos para ajuizamento da ação.
b) Não há o instituto da prescrição na seara trabalhista porque prevalece o princípio da 
proteção ao empregado.
c) O prazo, na hipótese, seria de 5 anos e já foi ultrapassado, de modo que a pretensão 
estaria fulminada pela prescrição total.
d) Não haverá prescrição, pois a demanda tem por objeto anotações para fins de prova 
junto à Previdência Social.
015. 015. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2013) Os direitos constitucionais 
relacionados a seguir já foram regulamentados por Lei, à exceção de um. Assinale-o.
a) Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço
b) Participação nos lucros ou resultados.
c) Adicional por atividade penosa
d) Licença-paternidade.
016. 016. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2010) No contexto da teoria 
das nulidades do contrato de trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Configurado o trabalho ilícito, é devido ao empregado somente o pagamento da 
contraprestação salarial pactuada.
b) Os trabalhos noturno, perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são 
modalidades de trabalho proibido ou irregular.
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c) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade, que não seja aprendiz, é modalidade 
de trabalho ilícito, não gerando qualquer efeito.
d) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida 
o contrato de trabalho.
017. 017. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2010) Com relação ao regime 
de férias, é correto afirmar que:
a) as férias devem ser pagas ao empregado com adicional de 1/3 até 30 dias antes do início 
do seu gozo.
b) salvo para as gestantes e os menores de 18 anos, as férias podem ser gozadas em dois 
períodos.
c) o empregado que pede demissão antes de completado seu primeiro período aquisitivo 
faz jus a férias proporcionais.
d) as férias podem ser convertidas integralmente em abono pecuniário, por opção do empregado.
018. 018. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Um empregado de 
65 anos foi admitido em 10/05/2011 e dispensado em 10/01/2013. Ajuizou reclamação 
trabalhista em 05/12/2016, postulando horas extras e informando, na petição inicial, que 
não haveria prescrição porque apresentara protesto judicial quanto às horas extras em 
04/06/2015, conforme documentos que juntou aos autos. Diante da situação retratada, 
considerando a Lei e o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A prescrição ocorreu graças ao decurso do tempo e à inércia do titular.
b) A prescriçãofoi interrompida com o ajuizamento do protesto.
c) A prescrição ocorreu, porque não cabe protesto judicial na seara trabalhista.
d) A prescrição não corre para os empregados maiores de 60 anos.
019. 019. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT-9ª/2013/ADAPTADA) Paulo foi 
contratado como empregado da empresa Fábrica de Doces Celestes para exercer as funções 
de ajudante geral, recebendo um salário mínimo mensal. Após um ano de trabalho, Paulo 
foi chamado pelo gerente que o informou que, em razão das dificuldades econômicas da 
empresa, seu salário seria reduzido para meio salário mínimo mensal. A atitude da empresa
a) não está correta, pois o salário é irredutível, salvo previsão em convenção ou acordo coletivo.
b) não está correta, pois o salário é impenhorável, salvo previsão em convenção ou acordo 
coletivo.
c) não está correta, pois a redução de salário depende de lei.
d) está correta, pois a redução de salário é permitida, se comprovado que o empregador 
está em situação econômica difícil.
e) está correta, pois a redução de salário é permitida após o empregado completar um ano 
de serviço.
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020. 020. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ADMINISTRATIVO/TRT-20ª-SE/2016/ADAPTADA) Dentre os 
direitos dos trabalhadores urbanos e rurais inseridos no artigo 7º da Constituição Federal 
do Brasil de 1988, com objetivo de garantir e aprimorar a sua condição social, está
a) a assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até sete anos de 
idade em creches e pré-escolas.
b) o salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda, nos 
termos da lei.
c) o repouso semanal remunerado, obrigatoriamente aos domingos, salvo determinação 
diversa ajustada em convenção coletiva de trabalho em razão da especificidade da atividade.
d) a participação nos lucros, ou resultados, vinculada a remuneração e, obrigatoriamente, 
na gestão das empresas com mais de duzentos empregados.
e) a proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezesseis e de 
qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 
doze anos.
021. 021. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/PGE-SP/2009/ADAPTADA) No que atine 
às fontes do direito do trabalho,
a) a lei ordinária é fonte material.
b) a sentença normativa é fonte formal autônoma.
c) a convenção coletiva de trabalho é fonte formal heterônoma.
d) o acordo coletivo de trabalho é fonte formal autônoma.
e) o decreto executivo é fonte formal autônoma.
022. 022. (INSTITUTO ÁGUIA/ADVOGADO/CEAGESP/2018/ADAPTADA) Indique abaixo qual das 
alternativas não compõe as fontes de lei formais no direito do trabalho:
a) Contrato de Trabalho
b) Tratados Internacionais
c) Constituição Federal
d) Fatores econômicos, sociais, políticos, culturais, religiosos, biológicos, que influenciaram 
a produção da norma
023. 023. (CKM SERVIÇOS/ADVOGADO/CAU-SP/2018/ADAPTADA) Dentre as fontes do direito do 
trabalho denominadas supletivas, disponíveis às autoridades administrativas e à Justiça 
do Trabalho para apreciação de casos concretos sem disposições legais ou contratuais 
concernentes, NÃO figura:
a) jurisprudência.
b) equidade.
c) direito comparado.
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d) convenção coletiva.
e) costume.
024. 024. (VUNESP/PROCURADOR/IPSM/2018/ADAPTADA) Nos termos da Consolidação das Leis 
do Trabalho, súmulas e outros enunciados de jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho
a) não poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
b) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
c) poderão criar obrigações desde que não haja violação das normas de ordem pública.
d) poderão restringir direitos legalmente previstos, desde que haja contrapartida em favor 
do trabalhador.
e) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei, desde que fiquem excepcionadas 
as empresas em recuperação judicial.
025. 025. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-14ª/2016/ADAPTADA) O termo “fonte do direito” é 
empregado metaforicamente no sentido de origem primária do direito ou fundamento 
de validade da ordem jurídica. No direito do trabalho, o estudo das fontes é de relevada 
importância, subdividindo-se em algumas modalidades. Assim sendo, considera-se fonte 
formal heterônoma do direito do trabalho:
a) as convenções coletivas de trabalho firmadas entre sindicatos de categorias profissional 
e econômica.
b) os acordos coletivos de trabalho firmados entre uma determinada empresa e o sindicato 
da categoria profissional.
c) as greves de trabalhadores por reajuste salarial de toda a categoria.
d) os fenômenos sociais, políticos e econômicos que inspiram a formação das normas juslaborais.
e) a sentença normativa proferida em dissídio coletivo.
026. 026. (PUC-PR/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREFEITURA DE MARINGÁ-PR/2015/ADAPTADA) 
Acerca das fontes do direito do trabalho, é CORRETO afirmar:
a) A convenção coletiva de trabalho é considerada fonte formal heterônoma de direito 
do trabalho.
b) A sentença normativa é considerada fonte formal autônoma de direito do trabalho.
c) A Constituição Federal estabelece o conteúdo normativo mínimo do direito do trabalho 
e serve como parâmetro para elaboração de suas fontes autônomas.
d) Em caso de conflito aparente entre fontes de direito do trabalho, deve prevalecer aquela 
com maior hierarquia.
e) A greve é uma fonte formal do direito do trabalho.
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027. 027. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-4ª/2O15) Em sentido genérico, “fontes do direito” 
consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das normas jurídicas. Na 
Teoria Geral do Direito do Trabalho, são consideradas fontes formais autônomas:
a) fatores econômicos e geopolíticos.
b) fatores sociais e religiosos.
c) Constituição Federal e leis complementares.
d) medidas provisórias e jurisprudência.
e) acordo coletivo de trabalho e convenção coletiva de trabalho.
028. 028. (CS-UFG/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREFEITURA DE GOIANÉSIA-GO/2014/ADAPTADA) 
São fontes formais do direito do trabalho:
a) doutrina, jurisprudência e súmulas do TST.
b) orientação jurisprudencial, analogia e equidade.
c) convenção coletiva do trabalho, acordo coletivo de trabalho e costume.
d) acontecimentos, fatos e decisões que inspiram o legislador a editar a lei.
029. 029. (CESPE/OAB/2019) A respeito das Comissões de Conciliação Prévia, assinale a 
opção correta.
a) É obrigatória a instituição de tais comissões pelas empresas e sindicatos.
b) As referidas comissões não interferem no curso do prazo prescricional.
c) O termo de conciliação é considerado título executivo judicial.
d) É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões em 
apreço até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta grave.
030. 030. (FGV/PRIMEIRA FASE/OAB /2019) A sociedade empresária Ômega Ltda. deseja reduzir 
em 20% o seu quadro de pessoal, motivo pelo qual realizou um acordo coletivo com o 
sindicato de classedos seus empregados, prevendo um Programa de Demissão Incentivada 
(PDI), com vantagens econômicas para aqueles que a ele aderissem. Gilberto, empregado da 
empresa havia 15 anos, aderiu ao referido Programa em 12/10/2018, recebeu a indenização 
prometida sem fazer qualquer ressalva e, três meses depois, ajuizou reclamação trabalhista 
contra o ex-empregador. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a 
afirmativa correta.
a) adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) não impede a busca, com sucesso, 
por direitos lesados.
b) A quitação plena e irrevogável pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) 
somente ocorreria se isso fosse acertado em convenção coletiva, mas não em acordo coletivo.
c) O empregado não terá sucesso na ação, pois conferiu quitação plena.
d) A demanda não terá sucesso, exceto se Gilberto previamente devolver em juízo o valor 
recebido pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI).
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031. 031. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) O sindicato dos 
empregados em tinturaria de determinado município celebrou, em 2018, acordo coletivo 
com uma tinturaria, no qual, reconhecendo-se a condição financeira difícil da empresa, 
aceitou a redução do percentual de FGTS para 3% durante 2 anos. Sobre o caso apresentado, 
de acordo com a previsão da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) É válido o acerto realizado porque fruto de negociação coletiva, ao qual a reforma 
trabalhista conferiu força legal.
b) Somente se houver homologação do acordo coletivo pela Justiça do Trabalho é que ele 
terá validade em relação ao FGTS.
c) A cláusula normativa em questão é nula, porque constitui objeto ilícito negociar percentual 
de FGTS.
d) A negociação acerca do FGTS exigiria que, ao menos, fosse pago metade do valor devido, 
o que não aconteceu no caso apresentado.
032. 032. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Em 2018, um sindicato 
de empregados acertou, em acordo coletivo com uma sociedade empresária, a redução geral 
dos salários de seus empregados em 15% durante 1 ano. Nesse caso, conforme dispõe a CLT,
a) uma contrapartida de qualquer natureza será obrigatória e deverá ser acertada com a 
sociedade empresária.
b) a contrapartida será a garantia no emprego a todos os empregados envolvidos durante 
a vigência do acordo coletivo.
c) a existência de alguma vantagem para os trabalhadores para validar o acordo coletivo 
será desnecessária.
d) a norma em questão será nula, porque a redução geral de salário somente pode ser 
acertada por convenção coletiva de trabalho.
033. 033. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2017) Na convenção coletiva 
de determinada categoria, ficou estipulado que o adicional de periculosidade seria pago na 
razão de 15% sobre o salário-base, pois, comprovadamente, os trabalhadores permaneciam 
em situação de risco durante metade da jornada cumprida. Sobre a cláusula em questão, 
assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula não é válida, pois se trata de norma de ordem pública.
b) A validade da cláusula depende de homologação judicial.
c) A cláusula é válida, porque a Constituição da República garante eficácia aos acordos e 
às convenções coletivas.
d) A legalidade da cláusula será avaliada pelo juiz, porque a Lei e o TST são silentes a respeito.
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034. 034. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta acerca do conceito, natureza jurídica, 
autonomia, origem e taxonomia do direito do trabalho:
a) É função histórica do direito do trabalho, entre outras: aperfeiçoar, elevando as condições 
de contratação e gestão da força de trabalho humana na vida econômica e social.
b) Outra função do direito do trabalho, segundo a doutrina majoritária, é assegurar cidadania 
econômica, social e jurídica às pessoas humanas que vivem de seu trabalho.
c) Outra função clássica do direito do trabalho é propiciar o aumento do patamar civilizatório 
e democrático da respectiva sociedade; além de contribuir para o desenvolvimento do 
sistema econômico contemporâneo, por meio dos incentivos diretos e indiretos para que 
os empregadores invistam no aperfeiçoamento humano e tecnológico.
d) O direito do trabalho possui função eminentemente e exclusivamente social, separando-
se dos imperativos econômicos, na medida em que a sua finalidade é exclusivamente 
proteger o trabalhador.
035. 035. (CESPE/OAB/2019) No que concerne às convenções coletivas de trabalho, assinale a 
opção correta.
a) Acordo coletivo é o negócio jurídico pelo qual dois ou mais sindicatos representativos 
de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no 
âmbito das respectivas representações, às relações individuais do trabalho.
b) Para ter validade, a convenção coletiva de trabalho deve ser, obrigatoriamente, homologada 
pela autoridade competente.
c) Não é lícito estipular duração de validade superior a dois anos para a convenção coletiva 
de trabalho.
d) É facultada a celebração verbal de acordo coletivo de trabalho, desde que presentes, ao 
menos, duas testemunhas.
036. 036. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) exclusão do tempo à disposição do artigo 4º da CLT.
b) prescrição intercorrente no processo de execução trabalhista.
c) mitigação das horas in itinere na CLT.
d) exclusão de natureza salarial de diversas parcelas trabalhistas.
037. 037. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) exclusão do tempo à disposição do artigo 4 da CLT.
b) prescrição intercorrente no processo de execução trabalhista.
c) obrigatoriedade dos sindicatos na homologação de qualquer rescisão trabalhista.
d) restrições na regulamentação do dano extrapatrimonial.
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038. 038. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) exclusão do tempo à disposição do artigo 4º da CLT.
b) restrições na regulamentação do dano extrapatrimonial.
c) menores requisitos para equiparação salarial.
d) alargamento e maior desregulamentação da terceirização trabalhista.
039. 039. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) maiores requisitos e exigências para a equiparação salarial.
b) criação do trabalho intermitente.
c) a exclusão do trabalho a tempo parcial.
d) alargamento e maior desregulamentação da terceirização trabalhista.
040. 040. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) maiores requisitos e exigências para a equiparação salarial.
b) criação do trabalho intermitente.
c) diminuição do poder diretivo do empregador.d) eliminação da impossibilidade de incorporação de gratificação após 10 anos ou mais no 
contrato de trabalho.
041. 041. (INÉDITA/2025) Acerca das negociações coletivas na CLT, assinale a alternativa incorreta:
a) As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre 
as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
b) As Convenções e os Acordos poderão incluir entre suas cláusulas disposição sobre a 
constituição e o funcionamento de comissões mistas de consulta e colaboração, no plano 
da empresa e sobre participação, nos lucros. Essas disposições mencionarão a forma de 
constituição, o modo de funcionamento e as atribuições das comissões, assim como o plano 
de participação, quando for o caso.
c) Os empregados e as empresas que celebrarem contratos individuais de trabalho, 
estabelecendo condições contrárias ao que tiver sido ajustado em Convenção ou Acordo 
que lhes for aplicável, serão passíveis da multa neles fixada.
d) A multa a ser imposta ao empregado poderá exceder da metade daquela que, nas mesmas 
condições, seja estipulada para a empresa.
042. 042. (INÉDITA/2025) Acerca da flexibilização nas negociações trabalhistas, analisando a 
Reforma Trabalhista, no artigo 611-A da CLT, a convenção coletiva e o acordo coletivo de 
trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
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a) remuneração por produtividade, excluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual.
b) pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais e banco de 
horas anual.
c) plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança.
d) intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a seis horas.
043. 043. (INÉDITA/2025) Acerca dos efeitos da flexibilização das normas trabalhistas, assinale 
a alternativa que não corresponde a esse instituto que, nos últimos anos, vem galgando 
espaços na prática trabalhista brasileira:
a) Entende-se na possibilidade jurídica estipulada por norma estatal ou por norma coletiva 
negociada de atenuação das forças imperativas das normas componentes ao ordenamento 
jurídico trabalhista.
b) Mitiga a amplitude de seus comandos ou parâmetros próprios para a incidência das 
normas imperativas no ordenamento trabalhista.
c) Atenua a legislação trabalhista em seus comandos e efeitos estabelecidos.
d) Só existe no âmbito das negociações coletivas.
044. 044. (INÉDITA/2025) Delgado (2020, p.72) sustenta como conceito da (?) o seguinte: “entende-
se a possibilidade jurídica, estipulada por norma estatal ou por norma coletiva negociada, de 
atenuação da força imperativa das normas componentes do direito do trabalho, de modo a 
mitigar a amplitude de seus comandos e/ou parâmetros próprios para a sua incidência. Ou 
seja, trata-se da diminuição da imperatividade das normas justrabalhistas ou da amplitude 
de seus efeitos, em conformidade com a autorização fixada por norma heterônoma estatal 
ou norma coletiva negociada”. Esse fenômeno se refere a:
a) flexibilização trabalhista.
b) negociado sobre o legislado.
c) deslegalização do direito do trabalho.
d) atipicidade da norma trabalhista.
045. 045. (INÉDITA/2025) É o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos 
representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho 
aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho:
a) contrato coletivo de trabalho
b) negociação coletiva de trabalho
c) acordo coletivo de trabalho
d) convenção coletiva de trabalho.
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046. 046. (INÉDITA/2025) A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência 
sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
a) pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais.
b) banco de horas anual, semestral e mensal.
c) intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a sete horas.
d) adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE) e ao Programa de Seguro Desemprego.
047. 047. (INÉDITA/2025) O Direito Civil é parte integrante do direito comum, sendo aplicado:
a) subsidiariamente ao direito do trabalho de forma absoluta.
b) cumulativamente ao direito do trabalho de forma absoluta
c) subsidiariamente ao direito do trabalho, mas não tem o condão de revogar norma 
juslaborativa especial.
d) cumulativamente ao direito do trabalho, mas não tem o condão de revogar norma 
juslaborativa especial.
048. 048. (INÉDITA/2025) O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar 
o capitalismo e conferir os direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver 
com dignidade. O marco histórico do nascimento do direito do trabalho foi:
a) o advento da sociedade industrial e o trabalho assalariado, sendo que a principal causa 
econômica foi a Revolução Industrial do século XVIII.
b) A Constituição Mexicana de 1917 e a Constituição de Weimar de 1919.
c) A criação da OIT em 1919.
d) A Revolução Francesa e a Revolução Americana.
049. 049. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa correta acerca da valoração histórica do direito 
do trabalho, sua taxonomia e conceito no ordenamento brasileiro. Nesse sentido, assinale:
a) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XX e das 
transformações e condições sociais, econômicas, salvo políticas, que colocam a relação de 
trabalho subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade e 
que tornaram possível o aparecimento deste ramo novo da ciência jurídica, com características 
próprias e autonomia doutrinária.
b) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XIX e das 
transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho 
subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade e que 
tornaram possível o aparecimento deste ramo novo da ciência jurídica, com características 
próprias e autonomia doutrinária.
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c) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XVIII e das 
transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam a relação de 
trabalho subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade 
e que tornaram possível o aparecimento deste ramo novo da ciência jurídica; porém, por 
não ter características próprias, não pode ser considerado ramo autônomo.
d) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XVIII, mas sem 
impacto direto das transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam 
a relação de trabalho subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela 
sociedade, e ainda é desprovido de autonomia, conforme adoutrina brasileira consolidada.
050. 050. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa INCORRETA sobre as fontes formais das 
negociações coletivas:
a) As convenções e os acordos serão celebrados por escrito, sem emendas nem rasuras, em 
tantas vias quantos forem os sindicatos convenentes ou as empresas acordantes, além de 
uma destinada a registro.
b) As convenções e os acordos deverão conter obrigatoriamente designação dos sindicatos 
convenentes ou dos sindicatos e empresas acordantes e, facultativamente, o prazo de vigência.
c) As convenções e os acordos deverão conter obrigatoriamente, entre outros, as categorias 
ou classes de trabalhadores abrangidas pelos respectivos dispositivos e as condições 
ajustadas para reger as relações individuais de trabalho durante sua vigência.
d) Não será permitido estipular duração de convenção ou acordo superior a 2 (dois) anos.
051. 051. (INÉDITA/2025) A fonte do direito do trabalho tem sua sustentação no art. 8º da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), legislação em vigor desde 1943, responsável pelos 
avanços em prol dos trabalhadores, mas que, em virtude das grandes transformações da 
sociedade, precisa ser atualizada.
De acordo com o art. 8º, “As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta 
de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por 
analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do 
direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, 
mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o 
interesse público.” Sobre as “fontes formais autônomas” do direito do trabalho, assinale 
a alternativa correta:
a) A convenção coletiva de trabalho é o acordo em caráter normativo pelo qual dois ou mais 
sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições 
de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais 
de trabalho.
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b) Acordo coletivo é o resultado formal da negociação coletiva ocorrida entre o sindicato 
patronal e o sindicato dos empregados, em que são fixadas as condições a serem observadas 
nas relações individuais de trabalho entre patrões e empregados, e normalmente são 
renovadas anualmente.
c) A convenção coletiva, mas não o acordo coletivo, cria regras que serão observadas pelos 
empregadores e empregados, fundadas na autonomia das partes integrantes de ambos 
os instrumentos normativos, portanto estamos diante de uma fonte autônoma do direito 
do trabalho.
d) Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar convenções coletivas de 
trabalho, onde estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou 
das empresas acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT.
052. 052. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta:
a) Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar acordos específicos, onde 
estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou das empresas 
acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT
b) O acordo coletivo é mais restrito do que a convenção coletiva. Assim, tanto a convenção 
coletiva como o acordo coletivo criam regras que serão observadas pelos empregadores e 
empregados, fundadas na autonomia das partes integrantes de ambos os instrumentos 
normativos, portanto estamos diante de uma fonte heterônoma do direito do trabalho.
c) O uso é a prática reiterada de atos específicos dentro de uma relação jurídica determinada, 
ou seja, é de mínima abrangência e gera efeitos somente entre as partes envolvidas.
d) Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar convenções coletivas de 
trabalho, onde estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou 
das empresas acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT.
053. 053. (INÉDITA/2025) Acerca das afirmativas sobre fontes do direito do trabalho, assinale 
a alternativa incorreta sobre o tema:
a) As fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e sociais que podem 
influenciar o legislador. Essas fontes não são obrigatórias.
b) As fontes formais são obrigatórias, impessoais e abstratas. São as leis, a Constituição 
Federal, as convenções coletivas. Abrangem todos para ampliar ou retirar direitos.
c) Tanto as fontes formais como as materiais são obrigatórias.
d) Autônomas seriam as normas cuja produção se caracteriza pela imediata participação 
dos destinatários principais das normas produzidas. São, em geral, as normas originárias 
de segmentos ou organizações da sociedade civil, como os costumes ou os instrumentos 
da negociação coletiva privada (contrato coletivo, convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho)
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054. 054. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta acerca da temática:
a) As fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e sociais que podem 
influenciar o legislador.
b) As fontes materiais podem se destacar como as greves ou as crises econômicas.
c) As fontes formais são as leis, a Constituição Federal, as convenções coletivas.
d) As negociações coletivas são fontes materiais do direito do trabalho.
055. 055. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta sobre o tema de fontes do direito 
do trabalho:
a) Autônomas seriam as normas cuja produção se caracteriza pela imediata participação 
dos destinatários principais das normas produzidas. São, em geral, as normas originárias 
de segmentos ou organizações da sociedade civil, como os costumes ou os instrumentos 
da negociação coletiva privada (contrato coletivo, convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho).
b) As normas autônomas — caso coletivamente negociadas e construídas — consubstanciam 
um autodisciplinamento das condições de vida e trabalho pelos próprios interessados, 
tendendo a traduzir um processo crescente de democratização das relações de poder 
existentes na sociedade.
c) As greves são fontes formais autônomas do direito do trabalho.
d) Heterônomas seriam as normas cuja produção não se caracteriza pela imediata participação 
dos destinatários principais das normas regras jurídicas. São, em geral, as normas de direta 
origem estatal, como a Constituição, as leis, medidas provisórias, decretos e outros diplomas 
produzidos no âmbito do aparelho do Estado (é também heterônoma a hoje cada vez mais 
singular fonte justrabalhista brasileira denominada sentença normativa).
056. 056. (INÉDITA/2025) Julgue o item que se segue:
A convenção coletiva de trabalho é o resultado de uma negociação coletiva realizada entre 
entidades sindicais, quer seja dos empregados, quer seja dos respectivos empregadores. 
Envolve, dessa forma, categorias: a dos obreiros e a dos empregadores. Essas convenções 
criam regras jurídicas (normas autônomas) que, embora de cunho eminentemente privado, 
geram preceitos abstratos, gerais e impessoais, destinados a gerir situações ad futurum.
057. 057. (INÉDITA/2025) Julgue o item que se segue:
É facultado aos sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar acordos 
coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem 
condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa oudas acordantes respectivas relações 
de trabalho. Partindo do próprio texto da lei, temos a definição de que Acordo Coletivo de 
Trabalho seria um “pacto de caráter normativo pelo qual um sindicato representativo de 
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certa categoria profissional e uma ou mais empresas da respectiva categoria econômica 
estipulam condições de trabalho aplicáveis no âmbito das respectivas empresas, às relações 
individuais de trabalho”.
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GABARITOGABARITO
1. C
2. C
3. C
4. E
5. E
6. C
7. C
8. E
9. E
10. E
11. d
12. b
13. c
14. d
15. c
16. b
17. c
18. b
19. a
20. b
21. d
22. d
23. d
24. a
25. e
26. c
27. e
28. b
29. d
30. c
31. c
32. c
33. a
34. d
35. c
36. c
37. c
38. c
39. c
40. c
41. d
42. a
43. d
44. a
45. d
46. a
47. c
48. a
49. b
50. b
51. a
52. c
53. c
54. d
55. c
56. C
57. C
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2025) A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais 
aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jurídico 
interno, não prescinde da sua aprovação pelo Congresso.
A assertiva está correta, conforme o teor da atual decisão do STF, em 2023, quando fixou 
tese na ADC 39, qual seja, o teor da assertiva.
Certo.
002. 002. (INÉDITA/2025) A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais 
aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jurídico 
interno, prescinde da sua aprovação pelo Congresso.
A assertiva está incorreta, conforme o teor da atual decisão do STF, em 2023, quando fixou 
tese na ADC 39, qual seja: A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais 
aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jurídico 
interno, não prescinde da sua aprovação pelo Congresso.
Certo.
003. 003. (IBFC/ANALISTA/SAEB-BA/2023) As fontes materiais dividem-se em distintos blocos, 
como, entre outras, as fontes materiais econômicas, sociológicas e políticas.
As fontes podem ser materiais ou formais. No caso das fontes materiais, estamos tratando de 
aspectos econômicos, filosóficos, sociológicos, sociais, políticos e históricos que propiciaram 
a criação de uma norma jurídica.
Certo.
004. 004. (FGV/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/TST/2023) “O sentido da palavra fonte relaciona-
se com aquilo que origina ou produz. No plano jurídico, o estudo das fontes consiste em saber 
donde vem o Direito e donde dimana a juridicidade das normas” (MATA-MACHADO, Edgar 
de Godoi da – Elementos de Teoria Geral do Direito. Belo Horizonte: Ed. Vega, 1976, p. 213).
Ao examinar a estrutura de fontes formais e materiais do Direito, incluídas as fontes do 
Direito do Trabalho, no sistema jurídico brasileiro, considerando a relação entre direito 
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objetivo e direito subjetivo, e a estrutura do processo legislativo, é correto afirmar que: os 
debates políticos, discussões sociais, manifestações públicas da sociedade civil e outras 
expressões de conteúdo ideológico dos entes sociais constituem as fontes formais do Direito.
As fontes podem ser materiais ou formais. No caso das fontes materiais, estamos tratando de 
aspectos econômicos, filosóficos, sociológicos, sociais, políticos e históricos que propiciaram 
a criação de uma norma jurídica.
Errado.
005. 005. (VUNESP/ADVOGADO/DOCAS-PB/2022) A lei é uma fonte autônoma do direito do 
trabalho, visto que as regras nela contidas são produzidas pelo Poder Legislativo e não pela 
vontade própria dos entes sociais.
As fontes formais são classificadas em fontes heterônomas e fontes autônomas. As 
heterônomas surgem do Estado, sem a interferência das partes envolvidas (ex.: Constituição, 
CLT, Reforma Trabalhista, medidas provisórias etc.). Por outro lado, há as fontes autônomas, 
como acordos e convenções coletivas, que são aquelas realizadas pelas próprias partes 
envolvidas, como ACT (Acordo Coletivo do Trabalho) e CCT (Convenção Coletiva do Trabalho).
Errado.
006. 006. (INÉDITA/2025) Como fundamento de validade da norma jurídica, a fonte pressupõe 
um conjunto de normas, em que as de maior hierarquia constituem fonte das de hierarquia 
inferior. Finalmente, por fonte entende-se, ainda, a exteriorização do direito.
Na linguagem popular, fonte é origem, é tudo aquilo de onde provém alguma coisa. Já sob o 
prisma jurídico, a fonte é vista como origem do direito, incluídos os fatores sociais, econômicos e 
históricos. Como fundamento de validade da norma jurídica, a fonte pressupõe um conjunto de 
normas, em que as de maior hierarquia constituem fonte das de hierarquia inferior. Finalmente, 
por fonte entende-se, ainda, a exteriorização do direito, os modos pelos quais se manifesta a 
norma jurídica (BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011, p. 81).
Certo.
007. 007. (QUADRIX/ANALISTA/CRP 9/2022) Os costumes podem ser considerados uma das 
fontes do direito do trabalho.
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A assertiva está correta, conforme o art. 8º da CLT.
Certo.
008. 008. (QUADRIX/ANALISTA/CRP 9/2022) No Brasil, a lei trabalhista central, que incorpora a 
matriz essencial do modelo trabalhista do País, é o Código Civil de 2002.
O principal centro normativo de direito do trabalho no Brasil é a CLT.
Errado.
009. 009. (QUADRIX/ANALISTA/CRP 9/2022) O direito do trabalho brasileiro constitui-se das 
seguintes fontes autônomas: Constituição; leis; tratados e convenções internacionais; 
regulamentos normativos; e decretos do presidente da República.
As fontes formais são classificadas em fontes heterônomas e fontes autônomas. As 
heterônomas surgem do Estado, sem a interferência das partes envolvidas (ex.: Constituição, 
CLT, Reforma Trabalhista, medidas provisórias etc.). Por outro lado, há as fontes autônomas, 
como acordos e convenções coletivas, que são aquelas realizadas pelas próprias partes 
envolvidas, como ACT (Acordo Coletivo do Trabalho) e CCT (Convenção Coletiva do Trabalho).
Errado.
010. 010. (IBFC/ANALISTA/SAEB-BA/2023) As fontes formais heterônomas caracterizam-se pela 
imediata participação dos destinatários principais das normas jurídicas na sua produção, 
como a Convenção Coletiva de Trabalho.
As fontes formais são classificadas em fontes heterônomase fontes autônomas. As 
heterônomas surgem do Estado, sem a interferência das partes envolvidas (ex.: Constituição, 
CLT, Reforma Trabalhista, medidas provisórias etc.). Por outro lado, há as fontes autônomas, 
como acordos e convenções coletivas, que são aquelas realizadas pelas próprias partes 
envolvidas, como ACT (Acordo Coletivo do Trabalho) e CCT (Convenção Coletiva do Trabalho).
Errado.
011. 011. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Em determinada 
localidade, existe a seguinte situação: a convenção coletiva da categoria para o período 
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2018/2019 prevê o pagamento de adicional de 70% sobre as horas extras realizadas de 
segunda-feira a sábado. Ocorre que a sociedade empresária Beta havia assinado um acordo 
coletivo para o mesmo período, porém alguns dias antes, prevendo o pagamento dessas 
horas extras com adicional de 60%. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica o 
adicional que deverá prevalecer.
a) Prevalecerá o adicional de 70%, por ser mais benéfico aos empregados.
b) Diante da controvérsia, valerá o adicional de 50% previsto na Constituição Federal.
c) Deverá ser respeitada a média entre os adicionais previstos em ambas as normas coletivas, 
ou seja, 65%.
d) Valerá o adicional de 60% previsto em acordo coletivo, que prevalece sobre a convenção.
Com a reforma trabalhista, há dispositivo específico no sentido de que o Acordo Trabalhista 
prevalece sobre a Convenção Coletiva do Trabalho, mesmo que a norma prevista seja mais 
desfavorável ao trabalhador diante do PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. Logo, será aplicado 
o percentual de horas extras previsto no acordo coletivo de trabalho, mesmo que inferior 
ao previsto na Convenção Coletiva de Trabalho. Sob esse azo, é como se fosse uma exceção 
do princípio da aplicação da norma mais benéfica ao trabalhador. Existe forte discussão 
doutrinária sobre a temática.
Letra d.
012. 012. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Considerando a grave 
crise financeira que o país atravessa, a fim de evitar a dispensa de alguns funcionários, a 
metalúrgica Multiforte Ltda. pretende suspender sua produção por um mês. O Sindicato 
dos Empregados da indústria metalúrgica contratou você para, como advogado, buscar a 
solução para o caso. Segundo o texto da CLT, assinale a opção que apresenta a solução de 
acordo mais favorável aos interesses dos empregados.
a) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por 
meio de acordo individual de trabalho.
b) Conceder férias coletivas de 30 dias.
c) Promover o lockout.
d) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por 
meio de acordo coletivo de trabalho.
O ideal e menos penoso aos trabalhadores é a concessão de férias coletivas aos trabalhadores, 
na medida em que não haverá suspensão dos direitos trabalhistas. LOCKOUT se trata de 
greve do próprio empregador, o que é vedado expressamente pelo direito do trabalho. No 
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caso de suspensão do contrato de trabalho, isso pode gerar uma situação pior ao obreiro, 
visto que se suspendem todos os efeitos do contrato de trabalho, seja no que tange ao 
direito de recolhimento do FGTS, seja no que se refere à contagem de tempo de contribuição 
e serviços para a aposentadoria futura do trabalhador ou para a consecução de qualquer 
outro direito previdenciário.
a) Errada. Precisa de convenção coletiva.
b) Certa. Há a possibilidade de férias coletivas.
c) Errada. É proibido.
d) Errada. Aqui os contratos de trabalhos suspensos geram problemas de continuidade do 
trabalho aos empregados.
Letra b.
013. 013. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2017) Na convenção coletiva 
de determinada categoria, ficou estipulado que o adicional de periculosidade seria pago na 
razão de 15% sobre o salário-base, pois, comprovadamente, os trabalhadores permaneciam 
em situação de risco durante metade da jornada cumprida. Sobre a cláusula em questão, 
assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula não é válida, pois se trata de norma de ordem pública.
b) A validade da cláusula depende de homologação judicial.
c) A cláusula é válida, porque a Constituição da República garante eficácia aos acordos e 
às convenções coletivas.
d) A legalidade da cláusula será avaliada pelo juiz, porque a Lei e o TST são silentes a respeito.
Nos termos do artigo 7º da CF/88, é possível a redução de salários mediante negociação 
coletiva. Sobre o tema, ainda, trata o artigo 611-A da CLT:
Art. 611-A, § 2º A inexistência de expressa indicação de contrapartidas recíprocas em convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício 
do negócio jurídico.
§ 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo 
coletivo de trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada 
durante o prazo de vigência do instrumento coletivo.
Letra c.
014. 014. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2016) João pretende se 
aposentar e, para tal fim, dirigiu-se ao órgão previdenciário. Lá ficou sabendo que o seu 
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tempo de contribuição ainda não era suficiente para a aposentadoria, necessitando computar, 
ainda, 18 meses de contribuição. Ocorre que João, 25 anos antes, trabalhou por dois anos 
como empregado para uma empresa, mas não teve a CTPS assinada. De acordo com a CLT, 
sobre uma eventual reclamação trabalhista, na qual João viesse a postular a declaração 
de vínculo empregatício para conquistar a aposentadoria, assinale a afirmativa correta.
a) Se a empresa arguir a prescrição a seu favor, ela será conhecida pelo juiz, já que ultrapassado 
o prazo de 2 anos para ajuizamento da ação.
b) Não há o instituto da prescrição na seara trabalhista porque prevalece o princípio da 
proteção ao empregado.
c) O prazo, na hipótese, seria de 5 anos e já foi ultrapassado, de modo que a pretensão 
estaria fulminada pela prescrição total.
d) Não haverá prescrição, pois a demanda tem por objeto anotações para fins de prova 
junto à Previdência Social.
Destaque-se a CLT:
Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em 
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho.
§ 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins 
de prova junto à Previdência Social.
§ 2º Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de 
alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à 
parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
§ 3º A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.Letra d.
015. 015. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2013) Os direitos constitucionais 
relacionados a seguir já foram regulamentados por Lei, à exceção de um. Assinale-o.
a) Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço
b) Participação nos lucros ou resultados.
c) Adicional por atividade penosa
d) Licença-paternidade.
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O adicional de penosidade até o presente momento não foi regulamentado no Brasil. Todas 
as outras alternativas já foram regulamentadas, inclusive os adicionais de periculosidade 
e de insalubridade.
Letra c.
016. 016. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2010) No contexto da teoria 
das nulidades do contrato de trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Configurado o trabalho ilícito, é devido ao empregado somente o pagamento da 
contraprestação salarial pactuada.
b) Os trabalhos noturno, perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são 
modalidades de trabalho proibido ou irregular.
c) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade, que não seja aprendiz, é modalidade 
de trabalho ilícito, não gerando qualquer efeito.
d) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida 
o contrato de trabalho.
Antes dos 18 anos, é proibido qualquer trabalho perigoso, insalubre e noturno, sob pena de 
se caracterizar como TRABALHO PROIBIDO OU IRREGULAR, o que gera, no entanto, todos os 
efeitos trabalhistas e previdenciários para fins de não penalizar duplamente o trabalhador. 
O menor de 16 anos pode trabalhar no Brasil na condição de aprendiz, admitindo-se o 
trabalhador a partir dos 16 anos. Nos termos da Súmula 12 do TST, as anotações na Carteira 
de Trabalho e Previdência Social possuem presunção relativa e, com isso, a falta de anotação 
da CTPS do empregado não invalida o contrato de trabalho.
a) Errada. São garantidos, segundo o TST e o STJ, todos os direitos trabalhistas e previdenciários.
b) Certa. Correto, são proibidos.
c) Errada. Admite-se trabalho a partir dos 16 anos e, além disso, não se trata de trabalho 
ilícito, mas sim proibido.
d) Errada. Nos termos da Súmula 12 do TST.
Letra b.
017. 017. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2010) Com relação ao regime 
de férias, é correto afirmar que:
a) as férias devem ser pagas ao empregado com adicional de 1/3 até 30 dias antes do início 
do seu gozo.
b) salvo para as gestantes e os menores de 18 anos, as férias podem ser gozadas em dois 
períodos.
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c) o empregado que pede demissão antes de completado seu primeiro período aquisitivo 
faz jus a férias proporcionais.
d) as férias podem ser convertidas integralmente em abono pecuniário, por opção do empregado.
Sobre o tema, a CLT traz os seguintes dispositivos:
Art. 135. A concessão das férias será participada, por escrito, ao empregado, com antecedência 
de, no mínimo, 30 (trinta) dias. Dessa participação o interessado dará recibo.
§ 1º O empregado não poderá entrar no gozo das férias sem que apresente ao empregador sua 
Carteira de Trabalho e Previdência Social, para que nela seja anotada a respectiva concessão.
§ 2º A concessão das férias será, igualmente, anotada no livro ou nas fichas de registro dos 
empregados.
§ 3º Nos casos em que o empregado possua a CTPS em meio digital, a anotação será feita 
nos sistemas a que se refere o § 7º do art. 29 desta Consolidação, na forma do regulamento, 
dispensadas as anotações de que tratam os §§ 1º e 2º deste artigo.
Art. 136. A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador.
§ 1º Os membros de uma família, que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa, 
terão direito a gozar férias no mesmo período, se assim o desejarem e se disto não resultar 
prejuízo para o serviço.
§ 2º O empregado estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terá direito a fazer coincidir suas 
férias com as férias escolares.
Art. 137. Sempre que as férias forem concedidas após o prazo de que trata o art. 134, o empregador 
pagará em dobro a respectiva remuneração.
§ 1º Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha concedido as férias, o empregado 
poderá ajuizar reclamação pedindo a fixação, por sentença, da época de gozo das mesmas.
§ 2º A sentença cominará pena diária de 5% (cinco por cento) do salário mínimo da região, devida 
ao empregado até que seja cumprida.
§ 3º Cópia da decisão judicial transitada em julgado será remetida ao órgão local do Ministério 
do Trabalho, para fins de aplicação da multa de caráter administrativo.
Art. 138. Durante as férias, o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador, salvo se 
estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele.
a) Errada. Aqui não é o pagamento, mas sim o aviso de concessão.
b) Errada. Aqui a previsão é somente para os menores de 18 anos.
c) Certa.
d) Errada. Somente 1/3 das férias podem ser convertidas.
Letra c.
018. 018. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Um empregado de 
65 anos foi admitido em 10/05/2011 e dispensado em 10/01/2013. Ajuizou reclamação 
trabalhista em 05/12/2016, postulando horas extras e informando, na petição inicial, que 
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não haveria prescrição porque apresentara protesto judicial quanto às horas extras em 
04/06/2015, conforme documentos que juntou aos autos. Diante da situação retratada, 
considerando a Lei e o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
a) A prescrição ocorreu graças ao decurso do tempo e à inércia do titular.
b) A prescrição foi interrompida com o ajuizamento do protesto.
c) A prescrição ocorreu, porque não cabe protesto judicial na seara trabalhista.
d) A prescrição não corre para os empregados maiores de 60 anos.
Com a Reforma Trabalhista, também tivemos alteração quanto à suspensão e interrupção da 
prescrição no direito do trabalho. Destaque-se a jurisprudência do TST, conforme preconiza 
a OJ 392 da SBDI-1, o protesto judicial é medida aplicável no processo do trabalho e o 
ajuizamento da ação, por si só, interrompe o prazo prescricional. Destaque-se também a CLT:
Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em 
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho.
§ 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins 
de prova junto à Previdência Social.
§ 2º Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de 
alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à 
parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
§ 3º A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
a) Errada. HouveDO TrabalhO 
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ORDENAMENTO JURÍDICO TRABALHISTAORDENAMENTO JURÍDICO TRABALHISTA
1 . FONTeS DO DireiTO DO TrabalhO: NOÇÕeS GeraiS1 . FONTeS DO DireiTO DO TrabalhO: NOÇÕeS GeraiS
Quando se trata de ordenamento jurídico, estamos falando do conjunto de normas e 
princípios que regulamentam determinados ramos jurídicos e das fontes que são utilizadas 
para criação, interpretação e integração das normas jurídicas.
Diante disso, é preciso analisar quais fontes podem ser utilizadas para fins de aplicação 
das normas jurídicas. E são exatamente essas regras que regulamentam as relações jurídicas 
decorrentes como, no caso, a relação de emprego.
A morfologia da palavra fonte é justamente o princípio, de onde surge, de onde vem 
etc. Então, quando se estuda fonte, estamos tentando aqui fazer uma conexão teórica e 
prática de onde vêm as normas do direito do trabalho para que possam ser aplicadas no 
caso concreto.
Veja o conceito da saudosa Alice Monteiro de Barros (2011, p. 81):
Na linguagem popular, fonte é origem, é tudo aquilo de onde provém alguma coisa. Já sob o 
prisma jurídico, a fonte é vista como origem do direito, incluídos os fatores sociais, econômicos e 
históricos. Como fundamento de validade da norma jurídica, a fonte pressupõe um conjunto de 
normas, em que as de maior hierarquia constituem fonte das de hierarquia inferior. Finalmente, 
por fonte entende-se, ainda, a exteriorização do direito, os modos pelos quais se manifesta a 
norma jurídica.
As fontes podem ser materiais ou formais.
No caso das fontes materiais, estamos tratando de aspectos econômicos, filosóficos, 
sociológicos, sociais, políticos e históricos que propiciaram a criação de uma norma jurídica.
EXEMPLO
Pressão do movimento operário versus direito de greve;
Revolução Industrial/surgimento das indústrias versus necessidade de criação de normas 
trabalhistas.
É muito cobrada em provas a questão da GREVE, que são fontes materiais de direito do 
trabalho. Então, esses fatos que possuem viés de acontecimentos podem implicar situação 
clara de FONTE MATERIAL, para que sejam criadas normas jurídicas.
As fontes formais, no entanto, surgem através da exteriorização das normas jurídicas.
EXEMPLO
A Constituição Federal de 1988, que vimos na aula anterior; e as Medidas Provisórias n. 927 e 
n. 936 de 2020, que tratavam da legislação trabalhista no momento da pandemia da covid-19.
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As fontes formais são classificadas em fontes heterônomas e fontes autônomas. As 
heterônomas surgem do Estado, sem a interferência das partes envolvidas
EXEMPLO
Constituição, Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Reforma Trabalhista, medidas 
provisórias etc.).
Por outro lado, há as fontes autônomas, como acordos e convenções coletivas, que 
são aquelas realizadas pelas próprias partes envolvidas, como ACT – Acordo Coletivo do 
Trabalho e CCT – Convenção Coletiva do Trabalho.
Nesse sentido, destaco a posição de Delgado (2019, p. 165)
Na pesquisa e na conceituação das fontes formais, procura-se o fenômeno da exteriorização final 
das normas jurídicas, os mecanismos e as modalidades mediante os quais o Direito transparece 
e se manifesta. Portanto, são fontes formais os meios de revelação e transparência da norma 
jurídica – os mecanismos exteriores e estilizados pelos quais as normas ingressam, instauram-se 
e cristalizam-se na ordem jurídica.
Para um concurso mais aprofundado ou uma banca mais exigente, pode-se demandar 
a classificação das fontes formais em teoria monista e pluralista. Com base nisso, passo 
a analisar os seguintes pontos:
Teoria Monista Teoria Pluralista
Monista vem de único/unitário. Isso significa 
que as normas do direito do trabalho só podem 
vir de uma única fonte.
Por exemplo: o Estado.
É uma influência do jurista Hans Kelsen.
Pluralista dá a ideia de multiplicidade. Ou seja, várias 
fontes podem atuar na elaboração das normas 
jurídicas. Não existe uma exclusividade estatal. 
Então se admite, por exemplo, que as partes 
também criem fontes como negociação coletiva.
001. 001. (IMA/AUDITOR CONTROLE INTERNO/PREFEITURA DE PICOS-PI/2016) São fontes do 
direito do trabalho, EXCETO:
a) Fontes homônimas
b) Fontes materiais
c) Fontes formais
d) Fontes heterônomas
As fontes do Direito do Trabalho podem ser formais (as normas escritas); materiais (fatos/
acontecimentos políticos, sociais, filosóficos, históricos etc.); e heterônomas. Existem as 
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fontes autônomas, que são aquelas que surgem pela atuação das próprias partes, como o 
ACT e o CCT. As fontes homônimas não são previstas na doutrina.
Letra a.
No Brasil, admitem-se fontes formais, materiais, heterônomas, com viés pluralista. Diversas 
fontes podem atuar na elaboração das normas jurídicas. Além disso, as normas materiais 
são de natureza privada, porque o direito do trabalho é ramo de direito privado. Já as 
normas processuais do trabalho são de natureza pública.
Analise o mapa mental abaixo que sintetiza as ideias principais:
FONTES
Fontes formais: são aquelas expressas, 
normatizadas. Ex.: CF/1988+
Fontes autônomas: são aquelas criadas 
pelas próprias partes. Ex.: ACT ou CCT.
Fontes heterônomas: são aquelas que 
surgem de atuação de terceiros. 
Ex.: sentença normativa, CF, Leis, MP.
Fontes materiais: são acontecimentos 
políticos, sociais, filosóficos etc.
Ex.: greve.
Sobre a questão das fontes, registre-se o artigo 8º da CLT que deve ser MEMORIZADO, 
dada a sua importância. Esse dispositivo foi alterado pela Reforma Trabalhista, que transcrevo 
já atualizado:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem 
criar obrigações que não estejam previstas em lei.
§ 3º No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho 
analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado 
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o disposto no art. 104 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua 
atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva.
Depois da leitura do artigo 8º da CLT, vamos resolver uma questão de concurso.
002. 002. (CEBRASPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRT-9ª/2017) Acerca dos princípios e fontes do 
direito do trabalho, julgue o item que se segue.
Quando houverprotesto judicial e tal medida tem a chancela do TST.
b) Certa. Nos termos do TST.
c) Errada. Há entendimento do TST em sentido contrário.
d) Errada. Não existe essa previsão.
Letra b.
019. 019. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT-9ª/2013/ADAPTADA) Paulo foi 
contratado como empregado da empresa Fábrica de Doces Celestes para exercer as funções 
de ajudante geral, recebendo um salário mínimo mensal. Após um ano de trabalho, Paulo 
foi chamado pelo gerente que o informou que, em razão das dificuldades econômicas da 
empresa, seu salário seria reduzido para meio salário mínimo mensal. A atitude da empresa
a) não está correta, pois o salário é irredutível, salvo previsão em convenção ou acordo coletivo.
b) não está correta, pois o salário é impenhorável, salvo previsão em convenção ou acordo 
coletivo.
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c) não está correta, pois a redução de salário depende de lei.
d) está correta, pois a redução de salário é permitida, se comprovado que o empregador 
está em situação econômica difícil.
e) está correta, pois a redução de salário é permitida após o empregado completar um ano 
de serviço.
a) Certa. Aqui é a interpretação do art. 7º, inciso VI, da CF/88, que dispõe: irredutibilidade 
do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. No caso da questão, não 
houve negociação coletiva, mas apenas comunicação.
b) Errada. Impenhorabilidade não se encaixa na questão.
c) Errada. Ser por negociação coletiva.
d) Errada. Não existe previsão dessa hipótese.
e) Errada. Não existe previsão dessa hipótese.
Letra a.
020. 020. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ADMINISTRATIVO/TRT-20ª-SE/2016/ADAPTADA) Dentre os 
direitos dos trabalhadores urbanos e rurais inseridos no artigo 7º da Constituição Federal 
do Brasil de 1988, com objetivo de garantir e aprimorar a sua condição social, está
a) a assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até sete anos de 
idade em creches e pré-escolas.
b) o salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda, nos 
termos da lei.
c) o repouso semanal remunerado, obrigatoriamente aos domingos, salvo determinação 
diversa ajustada em convenção coletiva de trabalho em razão da especificidade da atividade.
d) a participação nos lucros, ou resultados, vinculada a remuneração e, obrigatoriamente, 
na gestão das empresas com mais de duzentos empregados.
e) a proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezesseis e de qualquer 
trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de doze anos.
No caso da questão, revela-se a literalidade do artigo 7 da CF/88.
a) Errada. No caso da A, a idade é de 5 anos, conforme o inciso XXV
Art. 7º, XXV – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) 
anos de idade em creches e pré-escolas.
b) Certa. No caso da alternativa B, está em conformidade com o inciso:
Art. 7º, XII – salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos 
termos da lei.
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c) Errada. Não é obrigatoriamente, mas sim preferencialmente.
d) Errada. No caso da D está errada, pois a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) não 
se vincula à remuneração, nos termos do inciso XI:
Art. 7º, XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, 
excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei.
e) Errada. No caso da alternativa E, está em conformidade com o inciso XXXIII (menores de 
18 anos; condição de aprendiz é a partir de 14 anos):
Art. 7º, XXXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e 
de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 
quatorze anos.
Letra b.
021. 021. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/PGE-SP/2009/ADAPTADA) No que atine 
às fontes do direito do trabalho,
a) a lei ordinária é fonte material.
b) a sentença normativa é fonte formal autônoma.
c) a convenção coletiva de trabalho é fonte formal heterônoma.
d) o acordo coletivo de trabalho é fonte formal autônoma.
e) o decreto executivo é fonte formal autônoma.
a) Errada. Fonte formal.
b) Errada. Formal heterônoma.
c) Errada. Autônoma.
d) Certa.
e) Errada. Heterônoma.
Com base no que está acima, analise o quadro abaixo.
FONTES AUTÔNOMAS FONTES HETERÔNOMAS
- Convenções coletivas de trabalho;
- Costumes;
- Usos;
- Acordos coletivos de trabalho.
 Obs.: Contrato coletivo de trabalho não é fonte.
- Acordo homologado por sentença normativa de dissídio;
- Sentença normativa;
- CF, leis, medidas provisórias;
- Laudo arbitral;
- Decreto executivo.
 Obs.: Cláusulas contratuais e regulamento empresarial 
não seriam fontes pela jurisprudência.
Letra d.
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022. 022. (INSTITUTO ÁGUIA/ADVOGADO/CEAGESP/2018/ADAPTADA) Indique abaixo qual das 
alternativas não compõe as fontes de lei formais no direito do trabalho:
a) Contrato de Trabalho
b) Tratados Internacionais
c) Constituição Federal
d) Fatores econômicos, sociais, políticos, culturais, religiosos, biológicos, que influenciaram 
a produção da norma
As fontes formais do direito do trabalho são exteriorizações do direito do trabalho, logo 
são os contratos de trabalho, tratados, CF, leis, medidas provisórias. As fontes materiais 
são fatos/acontecimentos. Logo, é exatamente a alternativa D.
Letra d.
023. 023. (CKM SERVIÇOS/ADVOGADO/CAU-SP/2018/ADAPTADA) Dentre as fontes do direito do 
trabalho denominadas supletivas, disponíveis às autoridades administrativas e à Justiça 
do Trabalho para apreciação de casos concretos sem disposições legais ou contratuais 
concernentes, NÃO figura:
a) jurisprudência.
b) equidade.
c) direito comparado.
d) convenção coletiva.
e) costume.
Nos termos do caput do art. 8º da CLT:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
Vê-se, claramente, que não consta a hipótese de convenção coletiva.
Letra d.
024. 024. (VUNESP/PROCURADOR/IPSM/2018/ADAPTADA) Nos termos da Consolidação das Leis 
do Trabalho, súmulas e outros enunciados de jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho
a) não poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
b) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
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c) poderão criar obrigações desde que não haja violação das normas de ordem pública.
d) poderão restringir direitos legalmente previstos, desde que haja contrapartida em favor 
do trabalhador.
e) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei, desde que fiquem excepcionadas 
as empresas em recuperação judicial.
Veja que a questão foi elaborada depois da Reforma Trabalhista. Conforme previsão do 
artigo 8º, § 2º, que diz:
Art. 8º, § 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior 
do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente 
previstos nem criar obrigações que não estejam previstas em lei.
É a literalidade do dispositivo.
Letra a.
025. 025. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-14ª/2016/ADAPTADA) O termo “fonte do direito” é 
empregado metaforicamente no sentido de origem primária do direito ou fundamento 
de validade da ordem jurídica. No direito do trabalho, o estudo das fontes é de relevada 
importância, subdividindo-se em algumas modalidades. Assim sendo, considera-se fonte 
formal heterônoma do direito do trabalho:
a) as convenções coletivas de trabalho firmadas entre sindicatos de categorias profissional 
e econômica.
b) os acordos coletivos de trabalho firmados entre uma determinada empresa e o sindicato 
da categoria profissional.
c) as greves de trabalhadores por reajuste salarial de toda a categoria.
d) os fenômenos sociais, políticos e econômicos que inspiram a formação das normas juslaborais.
e) a sentença normativa proferida em dissídio coletivo.
As sentenças normativas, proferidas pelo Poder Judiciário, em nível de TRTs ou TST são 
fontes HETERÔNOMAS.
a) Errada. São fontes autônomas.
b) Errada. São fontes autônomas.
c) Errada. Fontes materiais.
d) Errada. Fontes materiais.
e) Certa.
Letra e.
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026. 026. (PUC-PR/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREFEITURA DE MARINGÁ-PR/2015/ADAPTADA) 
Acerca das fontes do direito do trabalho, é CORRETO afirmar:
a) A convenção coletiva de trabalho é considerada fonte formal heterônoma de direito do 
trabalho.
b) A sentença normativa é considerada fonte formal autônoma de direito do trabalho.
c) A Constituição Federal estabelece o conteúdo normativo mínimo do direito do trabalho 
e serve como parâmetro para elaboração de suas fontes autônomas.
d) Em caso de conflito aparente entre fontes de direito do trabalho, deve prevalecer aquela 
com maior hierarquia.
e) A greve é uma fonte formal do direito do trabalho.
A questão confunde fontes autônomas com heterônomas. Nesse caso, é preciso saber que 
tudo que vem do Estado é heterônoma. As autônomas são frutos de negociação coletiva.
a) Errada. É fonte autônoma.
b) Errada. É fonte heterônoma.
c) Certa. A CF/88 estabelece o patamar civilizatório mínimo e, além disso, é o parâmetro a 
ser utilizado na negociação coletiva.
d) Errada. Aquela que melhor propicia direitos ao trabalhador.
e) Errada. Fonte material.
Letra c.
027. 027. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-4ª/2O15) Em sentido genérico, “fontes do direito” 
consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das normas jurídicas. Na 
Teoria Geral do Direito do Trabalho, são consideradas fontes formais autônomas:
a) fatores econômicos e geopolíticos.
b) fatores sociais e religiosos.
c) Constituição Federal e leis complementares.
d) medidas provisórias e jurisprudência.
e) acordo coletivo de trabalho e convenção coletiva de trabalho.
De fato, existe sempre a tentativa de confundir o candidato seja de fonte formal, seja fonte 
material do direito do trabalho, como fica evidente nas alternativas A e B. Mas também 
tentam confundir o candidato nas premissas de AUTÔNOMA ou HETERÔNOMA. Não se 
esqueça: negociação coletiva é fonte autônoma.
a) Errada. Fontes materiais.
b) Errada. Fontes materiais.
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c) Errada. Fontes formais heterônomas.
d) Errada. Fontes formais heterônomas.
e) Certa.
Letra e.
028. 028. (CS-UFG/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREFEITURA DE GOIANÉSIA-GO/2014/ADAPTADA) 
São fontes formais do direito do trabalho:
a) doutrina, jurisprudência e súmulas do TST.
b) orientação jurisprudencial, analogia e equidade.
c) convenção coletiva do trabalho, acordo coletivo de trabalho e costume.
d) acontecimentos, fatos e decisões que inspiram o legislador a editar a lei.
a) Errada. Fonte material e não se menciona doutrina.
b) Certa. A disposição está nos termos do art. 8º da CLT:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
Logo, estamos diante da alternativa B.
c) Errada. Fonte material.
d) Errada. Fonte material.
Letra b.
029. 029. (CESPE/OAB/2019) A respeito das Comissões de Conciliação Prévia, assinale a 
opção correta.
a) É obrigatória a instituição de tais comissões pelas empresas e sindicatos.
b) As referidas comissões não interferem no curso do prazo prescricional.
c) O termo de conciliação é considerado título executivo judicial.
d) É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros das comissões em 
apreço até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta grave.
Nesse sentido, destaca-se o teor da CLT quanto à regulamentação da Comissão de 
Conciliação Prévia:
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Art. 625-A. As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação Prévia, de 
composição paritária, com representante dos empregados e dos empregadores, com a atribuição 
de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho.
Parágrafo único. As Comissões referidas no caput deste artigo poderão ser constituídas por 
grupos de empresas ou ter caráter intersindical.
Art. 625-B. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de, no mínimo, dois e, 
no máximo, dez membros, e observará as seguintes normas:
I – a metade de seus membros será indicada pelo empregador e outra metade eleita pelos 
empregados, em escrutínio, secreto, fiscalizado pelo sindicato de categoria profissional;
II – haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares;
III – o mandato dos seus membros, titulares e suplentes, é de um ano, permitida uma recondução.
§ 1º É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação 
Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta 
grave, nos termos da lei.
§ 2º O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa afastando-
se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador, sendo computado 
como tempo de trabalho efetivo o despendido nessaatividade.
Art. 625-C. A Comissão instituída no âmbito do sindicato terá sua constituição e normas de 
funcionamento definidas em convenção ou acordo coletivo.
Art. 625-D. Qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida à Comissão de Conciliação 
Prévia se, na localidade da prestação de serviços, houver sido instituída a Comissão no âmbito 
da empresa ou do sindicato da categoria.
§ 1º A demanda será formulada por escrito ou reduzida a termo por qualquer dos membros da 
Comissão, sendo entregue cópia datada e assinada pelo membro aos interessados.
§ 2º Não prosperando a conciliação, será fornecida ao empregado e ao empregador declaração 
da tentativa conciliatória frustrada com a descrição de seu objeto, firmada pelos membros da 
Comissão, que deverá ser juntada à eventual reclamação trabalhista.
§ 3º Em caso de motivo relevante que impossibilite a observância do procedimento previsto 
no caput deste artigo, será a circunstância declarada na petição da ação intentada perante a 
Justiça do Trabalho.
§ 4º Caso exista, na mesma localidade e para a mesma categoria, Comissão de empresa e Comissão 
sindical, o interessado optará por uma delas submeter a sua demanda, sendo competente aquela 
que primeiro conhecer do pedido.
Art. 625-E. Aceita a conciliação, será lavrado termo assinado pelo empregado, pelo empregador 
ou seu proposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia às partes.
Parágrafo único. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória 
geral, exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas.
Art. 625-F. As Comissões de Conciliação Prévia têm prazo de dez dias para a realização da sessão 
de tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado. Parágrafo único. Esgotado o 
prazo sem a realização da sessão, será fornecida, no último dia do prazo, a declaração a que se 
refere o § 2º do art. 625-D.
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Art. 625-G. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação 
Prévia, recomeçando a fluir, pelo que lhe resta, a partir da tentativa frustrada de conciliação ou 
do esgotamento do prazo previsto no art. 625-F.
Art. 625-H. Aplicam-se aos Núcleos Intersindicais de Conciliação Trabalhista em funcionamento 
ou que vierem a ser criados, no que couber, as disposições previstas neste Título, desde que 
observados os princípios da paridade e da negociação coletiva na sua constituição.
a) Errada. É facultativa. As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação 
Prévia, de composição paritária, com representante dos empregados e dos empregadores, 
com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho.
b) Errada. Suspendem o prazo prescricional.
c) Errada. É extrajudicial.
d) Certa. É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão 
de Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se 
cometerem falta grave, nos termos da lei.
Letra d.
030. 030. (FGV/PRIMEIRA FASE/OAB /2019) A sociedade empresária Ômega Ltda. deseja reduzir 
em 20% o seu quadro de pessoal, motivo pelo qual realizou um acordo coletivo com o 
sindicato de classe dos seus empregados, prevendo um Programa de Demissão Incentivada 
(PDI), com vantagens econômicas para aqueles que a ele aderissem. Gilberto, empregado da 
empresa havia 15 anos, aderiu ao referido Programa em 12/10/2018, recebeu a indenização 
prometida sem fazer qualquer ressalva e, três meses depois, ajuizou reclamação trabalhista 
contra o ex-empregador. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a 
afirmativa correta.
a) adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) não impede a busca, com sucesso, 
por direitos lesados.
b) A quitação plena e irrevogável pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) 
somente ocorreria se isso fosse acertado em convenção coletiva, mas não em acordo coletivo.
c) O empregado não terá sucesso na ação, pois conferiu quitação plena.
d) A demanda não terá sucesso, exceto se Gilberto previamente devolver em juízo o valor 
recebido pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI).
Em conformidade com as últimas orientações do STF e do TST, a Reforma Trabalhista veio 
no sentido de fazer constar a quitação geral das regras estabelecidas e das verbas de todo 
o contrato de trabalho quando se realizar PDV – Plano de Demissão Voluntária e PDI. O 
Plano de Demissão Voluntária ou programa de incentivo à demissão voluntária, doravante 
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chamado PDV, tem por objetivo conceder uma vantagem pecuniária ao empregado que 
se desligar do trabalho voluntariamente. Nos termos do 477-B inserido na CLT pela Lei n. 
13.467/2017 (Reforma Trabalhista), é esta: havendo previsão em norma coletiva, haverá 
quitação geral, plena e irrevogável dos direitos trabalhistas.
Quando se fala em norma coletiva, pode ser ACORDO OU NEGOCIAÇÃO COLETIVA, pois a 
lei fez referência ao gênero. Não havendo previsão em norma coletiva, dar-se-á quitação 
apenas das parcelas e valores, com base na OJ 270 da SDI-1 do TST.
Em suma, A Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), ao dispor sobre o PDV, em seu 
art. 477-B, informa que o plano de demissão voluntária ou incentivada, para dispensa 
individual, plúrima ou coletiva, enseja a quitação plena e irrevogável dos direitos da relação 
de emprego, desde que previstos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 
Com base nas lições de Henrique Correia (2018, p. 439), tem-se mais uma que enfatiza a 
força dos instrumentos coletivos de trabalho.
a) Errada. Confere quitação geral.
b) Errada. A lei fala em norma coletiva que pode ser Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho.
c) Certa.
d) Errada. A lei não traz essa previsão, e também, em nome dos princípios da segurança 
jurídica e da boa-fé, não se admite essa possibilidade.
Letra c.
031. 031. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) O sindicato dos 
empregados em tinturaria de determinado município celebrou, em 2018, acordo coletivo 
com uma tinturaria, no qual, reconhecendo-se a condição financeira difícil da empresa, 
aceitou a redução do percentual de FGTS para 3% durante 2 anos. Sobre o caso apresentado, 
de acordo com a previsão da CLT, assinale a afirmativa correta.
a) É válido o acerto realizado porque fruto de negociação coletiva, ao qual a reforma 
trabalhista conferiu força legal.
b) Somente se houver homologação do acordo coletivo pela Justiça do Trabalho é que ele 
terá validade em relação ao FGTS.
c) A cláusula normativa em questão é nula, porque constitui objeto ilícito negociar percentual 
de FGTS.
d) A negociação acerca do FGTS exigiria que, ao menos, fosse pago metade do valor devido, 
o que não aconteceu no caso apresentado.
Existe dispositivo, segundo discriminado na Reforma Trabalhista, do que pode ser delimitado 
em termos de negociação coletiva. O percentual do FGTS não pode ser objeto de transação. 
Com base nisso, destaque-se a CLT:
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Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, 
exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos:
I – normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social;
II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III – valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço (FGTS);
IV – salário mínimo […]
Letra c.
032. 032. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2018) Em 2018, um sindicato 
de empregados acertou, em acordo coletivo com uma sociedade empresária, a redução geral 
dos salários de seus empregados em 15% durante 1 ano. Nesse caso, conforme dispõe a CLT,
a) uma contrapartida de qualquer natureza será obrigatória e deverá ser acertada com a 
sociedade empresária.
b) a contrapartida será a garantia no emprego a todos os empregados envolvidos durante 
a vigência do acordo coletivo.
c) a existência de alguma vantagem para os trabalhadores para validar o acordo coletivo 
será desnecessária.
d) a norma em questão será nula, porque a redução geral de salário somente pode ser 
acertada por convenção coletiva de trabalho.
Nos termos do art. 7º da CF/88, é possível a redução de salários mediante negociação 
coletiva. Sobre o tema, trata o art. 611-A da CLT:
Art. 611-A, § 2º A inexistência de expressa indicação de contrapartidas recíprocas em convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício 
do negócio jurídico.
§ 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo 
coletivo de trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada 
durante o prazo de vigência do instrumento coletivo.
a) Errada. Não é obrigatória a contrapartida.
b) Errada. Não necessariamente.
c) Certa.
d) Errada. Pode ser por acordo coletivo ou convenção coletiva.
Letra c.
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033. 033. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/PRIMEIRA FASE/OAB/2017) Na convenção coletiva 
de determinada categoria, ficou estipulado que o adicional de periculosidade seria pago na 
razão de 15% sobre o salário-base, pois, comprovadamente, os trabalhadores permaneciam 
em situação de risco durante metade da jornada cumprida. Sobre a cláusula em questão, 
assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula não é válida, pois se trata de norma de ordem pública.
b) A validade da cláusula depende de homologação judicial.
c) A cláusula é válida, porque a Constituição da República garante eficácia aos acordos e 
às convenções coletivas.
d) A legalidade da cláusula será avaliada pelo juiz, porque a Lei e o TST são silentes a respeito.
A cláusula não é válida, pois contraria aqui o artigo 61-B da CLT:
Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, 
exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos:
I – normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social;
II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III – valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço (FGTS);
IV – salário mínimo;
V – valor nominal do décimo terceiro salário;
VI – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
VII – proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
VIII – salário-família;
IX – repouso semanal remunerado;
X – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% (cinquenta por cento) 
à do normal;
XI – número de dias de férias devidas ao empregado;
XII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
XIII – licença-maternidade com a duração mínima de cento e vinte dias;
XIV – licença-paternidade nos termos fixados em lei;
XV – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos 
da lei;
XVI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos 
da lei;
XVII – normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas 
regulamentadoras do Ministério do Trabalho;
XVIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas […]
Letra a.
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034. 034. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta acerca do conceito, natureza jurídica, 
autonomia, origem e taxonomia do direito do trabalho:
a) É função histórica do direito do trabalho, entre outras: aperfeiçoar, elevando as condições 
de contratação e gestão da força de trabalho humana na vida econômica e social.
b) Outra função do direito do trabalho, segundo a doutrina majoritária, é assegurar cidadania 
econômica, social e jurídica às pessoas humanas que vivem de seu trabalho.
c) Outra função clássica do direito do trabalho é propiciar o aumento do patamar civilizatório 
e democrático da respectiva sociedade; além de contribuir para o desenvolvimento do 
sistema econômico contemporâneo, por meio dos incentivos diretos e indiretos para que 
os empregadores invistam no aperfeiçoamento humano e tecnológico.
d) O direito do trabalho possui função eminentemente e exclusivamente social, separando-
se dos imperativos econômicos, na medida em que a sua finalidade é exclusivamente 
proteger o trabalhador.
A questão de prova está adaptada à doutrina de Maurício Godinho Delgado, com a síntese 
do nosso material de aula. Ainda é possível verificar a função teleológica do direito do 
trabalho em propiciar a dignidade da pessoa humana. Há uma natureza protetiva das 
normas trabalhistas. As alternativas “A”, “B” e “C” correspondem à função do direito do 
trabalho, fazendo uma proporção entre economia e questões sociais, balizando tanto o 
trabalho como a livre iniciativa e os valores sociais que estão na Constituição Federal de 
1988. Com base nisso, tem-se claramente que estamos diante de um direito rico e que não 
existe somente em prol do empregado, mas, principalmente, em proteger relações jurídicas, 
como a relação de emprego, nos termos dos arts. 2º e 3º da CLT.
Letra d.
035. 035. (CESPE/OAB/2019) No que concerne às convenções coletivas de trabalho, assinale a 
opção correta.
a) Acordo coletivo é o negócio jurídico pelo qual dois ou mais sindicatos representativos 
de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no 
âmbito das respectivas representações, às relações individuais do trabalho.
b) Para ter validade, a convenção coletiva de trabalho deve ser, obrigatoriamente, homologada 
pela autoridade competente.
c) Não é lícito estipular duração de validade superior a dois anos para a convenção coletiva 
de trabalho.
d) É facultada a celebração verbal de acordo coletivo de trabalho, desde que presentes, ao 
menos, duas testemunhas.
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Destaque-seo teor da CLT:
Art. 611. Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais 
Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de 
trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho.
§ 1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos 
Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem 
condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações 
de trabalho.
§ 2º As Federações e, na falta desta, as Confederações representativas de categorias econômicas 
ou profissionais poderão celebrar convenções coletivas de trabalho para reger as relações das 
categorias a elas vinculadas, inorganizadas em Sindicatos, no âmbito de suas representações.
Art. 614, § 3º Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade.
Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre 
as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
a) Errada. Acordo é sindicato com empresa. Convenção Coletiva é que define a alternativa 
acima.
c) Certa. Dispõe a CLT: “Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho superior a dois anos (...)”.
d) Errada. Não é correto, pois tem que ser escrita.
Letra c.
036. 036. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) exclusão do tempo à disposição do artigo 4º da CLT.
b) prescrição intercorrente no processo de execução trabalhista.
c) mitigação das horas in itinere na CLT.
d) exclusão de natureza salarial de diversas parcelas trabalhistas.
Na verdade, todas as alternativas apresentadas são criticadas pela doutrina por serem 
aspectos de flexibilização trabalhista. A “C” está errada, porque não houve mitigação, mas 
sim supressão das horas in itinere, com a revogação do art. 58, § 3º, da CLT.
Letra c.
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037. 037. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) exclusão do tempo à disposição do artigo 4 da CLT.
b) prescrição intercorrente no processo de execução trabalhista.
c) obrigatoriedade dos sindicatos na homologação de qualquer rescisão trabalhista.
d) restrições na regulamentação do dano extrapatrimonial.
Na verdade, todas as alternativas apresentadas são criticadas pela doutrina por serem 
aspectos de flexibilização trabalhista. A “C” está errada, porque não há mais obrigatoriedade 
da participação sindical nas homologações das rescisões de contrato de trabalho no Brasil, 
conforme o teor atual do art. 477 da CLT.
Letra c.
038. 038. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) exclusão do tempo à disposição do artigo 4º da CLT.
b) restrições na regulamentação do dano extrapatrimonial.
c) menores requisitos para equiparação salarial.
d) alargamento e maior desregulamentação da terceirização trabalhista.
Na verdade, todas as alternativas apresentadas são criticadas pela doutrina por serem 
aspectos de flexibilização trabalhista. A “C” está errada, porque os requisitos agora são 
muito mais rigorosos para a equiparação salarial, nos termos do art. 461 da CLT.
Letra c.
039. 039. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) maiores requisitos e exigências para a equiparação salarial.
b) criação do trabalho intermitente.
c) a exclusão do trabalho a tempo parcial.
d) alargamento e maior desregulamentação da terceirização trabalhista.
Na verdade, todas as alternativas apresentadas são criticadas pela doutrina por serem 
aspectos de flexibilização trabalhista. A “C” está errada, porque o trabalho por tempo 
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parcial não foi extinto, porém houve alterações significativas na sua regulamentação no 
direito brasileiro.
Letra c.
040. 040. (INÉDITA/2025) São aspectos da Reforma Trabalhista que trouxeram significativo 
impacto da flexibilização trabalhista no Brasil, exceto:
a) maiores requisitos e exigências para a equiparação salarial.
b) criação do trabalho intermitente.
c) diminuição do poder diretivo do empregador.
d) eliminação da impossibilidade de incorporação de gratificação após 10 anos ou mais no 
contrato de trabalho.
Na verdade, todas as alternativas apresentadas são criticadas pela doutrina por serem 
aspectos de flexibilização trabalhista. A “C” está errada, porque houve aumento do poder 
diretivo, inclusive na modalidade de contratação e nas regras do teletrabalho.
Letra c.
041. 041. (INÉDITA/2025) Acerca das negociações coletivas na CLT, assinale a alternativa incorreta:
a) As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre 
as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
b) As Convenções e os Acordos poderão incluir entre suas cláusulas disposição sobre a 
constituição e o funcionamento de comissões mistas de consulta e colaboração, no plano 
da empresa e sobre participação, nos lucros. Essas disposições mencionarão a forma de 
constituição, o modo de funcionamento e as atribuições das comissões, assim como o plano 
de participação, quando for o caso.
c) Os empregados e as empresas que celebrarem contratos individuais de trabalho, 
estabelecendo condições contrárias ao que tiver sido ajustado em Convenção ou Acordo 
que lhes for aplicável, serão passíveis da multa neles fixada.
d) A multa a ser imposta ao empregado poderá exceder da metade daquela que, nas mesmas 
condições, seja estipulada para a empresa.
A questão pode ser respondida pela literalidade da CLT, salvo no que tange à alternativa 
D, pois a multa não pode exceder a metade daquela que, nas mesmas condições, seja 
estipulada para a empresa. Com isso, destaque-se:
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Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre 
as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
Art. 621. As Convenções e os Acordos poderão incluir entre suas cláusulas disposição sobre 
a constituição e funcionamento de comissões mistas de consulta e colaboração, no plano da 
empresa e sobre participação, nos lucros. Estas disposições mencionarão a forma de constituição, 
o modo de funcionamento e as atribuições das comissões, assim como o plano de participação, 
quando for o caso.
Art. 622. Os empregados e as empresas que celebrarem contratos individuais de trabalho, 
estabelecendo condições contrárias ao que tiver sido ajustado em Convenção ou Acordo que 
lhes for aplicável, serão passíveis da multa neles fixada.
Parágrafo único. A multa a ser imposta ao empregadonão poderá exceder da metade daquela 
que, nas mesmas condições seja estipulada para a empresa.
Letra d.
042. 042. (INÉDITA/2025) Acerca da flexibilização nas negociações trabalhistas, analisando a 
Reforma Trabalhista, no artigo 611-A da CLT, a convenção coletiva e o acordo coletivo de 
trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
a) remuneração por produtividade, excluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual.
b) pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais e banco de 
horas anual.
c) plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança.
d) intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a seis horas.
A questão aborda o fenômeno da flexibilização trabalhista, razão pela qual se torna importante 
saber o teor dos arts. 611-A e 611-B trazidos pela Reforma Trabalhista. A alternativa 
incorreta é a “A”, pois textualmente se asseguram a inclusão das gorjetas percebidas pelo 
empregado e a remuneração por desempenho individual, e não há exclusão, como denota a 
questão. Veja textualmente o dispositivo. É uma possível pegadinha de prova para os alunos 
que são mais desatentos, pois muda todo o sentido da questão. Sendo assim, destaco o 
artigo 611-A da CLT:
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre:
I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais;
II – banco de horas anual;
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III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores 
a seis horas;
IV – adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE), de que trata a Lei n. 13.189, de 19 de novembro 
de 2015;
V – plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem 
como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança;
VI – regulamento empresarial;
VII – representante dos trabalhadores no local de trabalho;
VIII – teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente;
IX – remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e 
remuneração por desempenho individual;
X – modalidade de registro de jornada de trabalho;
XI – troca do dia de feriado;
XII – enquadramento do grau de insalubridade;
XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades 
competentes do Ministério do Trabalho;
XIV – prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente concedidos em programas de 
incentivo;
XV – participação nos lucros ou resultados da empresa.
Letra a.
043. 043. (INÉDITA/2025) Acerca dos efeitos da flexibilização das normas trabalhistas, assinale 
a alternativa que não corresponde a esse instituto que, nos últimos anos, vem galgando 
espaços na prática trabalhista brasileira:
a) Entende-se na possibilidade jurídica estipulada por norma estatal ou por norma coletiva 
negociada de atenuação das forças imperativas das normas componentes ao ordenamento 
jurídico trabalhista.
b) Mitiga a amplitude de seus comandos ou parâmetros próprios para a incidência das 
normas imperativas no ordenamento trabalhista.
c) Atenua a legislação trabalhista em seus comandos e efeitos estabelecidos.
d) Só existe no âmbito das negociações coletivas.
Delgado (2020, p. 72) sustenta como conceito da flexibilização o seguinte:
Por flexibilização trabalhista entende-se a possibilidade jurídica, estipulada por norma estatal 
ou por norma coletiva negociada, de atenuação da força imperativa das normas componentes 
do direito do trabalho, de modo a mitigar a amplitude de seus comandos e/ou parâmetros 
próprios para a sua incidência. Ou seja, trata-se da diminuição da imperatividade das normas 
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justrabalhistas ou da amplitude de seus efeitos, em conformidade com a autorização fixada por 
norma heterônoma estatal ou norma coletiva negociada.
Com isso, é importante destacar que tanto pode ser negociação coletiva como norma do 
Estado. Por isso, a alternativa D está incorreta.
Letra d.
044. 044. (INÉDITA/2025) Delgado (2020, p.72) sustenta como conceito da (?) o seguinte: “entende-
se a possibilidade jurídica, estipulada por norma estatal ou por norma coletiva negociada, de 
atenuação da força imperativa das normas componentes do direito do trabalho, de modo a 
mitigar a amplitude de seus comandos e/ou parâmetros próprios para a sua incidência. Ou 
seja, trata-se da diminuição da imperatividade das normas justrabalhistas ou da amplitude 
de seus efeitos, em conformidade com a autorização fixada por norma heterônoma estatal 
ou norma coletiva negociada”. Esse fenômeno se refere a:
a) flexibilização trabalhista.
b) negociado sobre o legislado.
c) deslegalização do direito do trabalho.
d) atipicidade da norma trabalhista.
Delgado (2020, p. 72) sustenta como conceito da flexibilização o seguinte:
Por flexibilização trabalhista entende-se a possibilidade jurídica, estipulada por norma estatal 
ou por norma coletiva negociada, de atenuação da força imperativa das normas componentes 
do direito do trabalho, de modo a mitigar a amplitude de seus comandos e/ou parâmetros 
próprios para a sua incidência. Ou seja, trata-se da diminuição da imperatividade das normas 
justrabalhistas ou da amplitude de seus efeitos, em conformidade com a autorização fixada por 
norma heterônoma estatal ou norma coletiva negociada.
Letra a.
045. 045. (INÉDITA/2025) É o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos 
representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho 
aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho:
a) contrato coletivo de trabalho
b) negociação coletiva de trabalho
c) acordo coletivo de trabalho
d) convenção coletiva de trabalho.
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A definição está prevista na própria CLT, tratando-se de CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, 
afastando a ideia de contrato coletivo de trabalho que foi revogada. NEGOCIAÇÃO COLETIVA 
é o gênero do qual o acordo coletivo de trabalho e a convenção coletiva de trabalho são 
espécies. Veja o artigo da CLT:
Art. 611. Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais 
Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de 
trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho.
§ 1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos 
Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem 
condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações 
de trabalho.
§ 2º As Federações e, na falta desta,as Confederações representativas de categorias econômicas 
ou profissionais poderão celebrar convenções coletivas de trabalho para reger as relações das 
categorias a elas vinculadas, inorganizadas em Sindicatos, no âmbito de suas representações.
Letra d.
046. 046. (INÉDITA/2025) A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência 
sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre:
a) pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais.
b) banco de horas anual, semestral e mensal.
c) intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a sete horas.
d) adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE) e ao Programa de Seguro Desemprego.
A resposta está nos exatos termos do artigo 611-A da CLT:
Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre:
I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais;
II – banco de horas anual;
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores 
a seis horas;
IV – adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE), de que trata a Lei n. 13.189, de 19 de novembro 
de 2015 […]
Letra a.
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047. 047. (INÉDITA/2025) O Direito Civil é parte integrante do direito comum, sendo aplicado:
a) subsidiariamente ao direito do trabalho de forma absoluta.
b) cumulativamente ao direito do trabalho de forma absoluta
c) subsidiariamente ao direito do trabalho, mas não tem o condão de revogar norma 
juslaborativa especial.
d) cumulativamente ao direito do trabalho, mas não tem o condão de revogar norma 
juslaborativa especial.
A alternativa correta é a “C”, com um misto do que está disposto na CLT e também do que 
consta na doutrina. Nesse ponto, existe também a doutrina que aponta, mesmo após a 
Reforma Trabalhista de 2017, que as normas de direito civil não devem ser aplicadas de 
forma absoluta, mas sim levando em consideração o viés protetivo do direito do trabalho. 
Destaque-se como exemplo a doutrina de Maurício Godinho Delgado.
a) Errada. Não é de forma absoluta.
b) Errada. Não é de forma absoluta nem cumulativa
c) Certa.
d) Errada. Não é de forma cumulativa.
Letra c.
048. 048. (INÉDITA/2025) O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar 
o capitalismo e conferir os direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver 
com dignidade. O marco histórico do nascimento do direito do trabalho foi:
a) o advento da sociedade industrial e o trabalho assalariado, sendo que a principal causa 
econômica foi a Revolução Industrial do século XVIII.
b) A Constituição Mexicana de 1917 e a Constituição de Weimar de 1919.
c) A criação da OIT em 1919.
d) A Revolução Francesa e a Revolução Americana.
a) Certa. O direito do trabalho surgiu exatamente nessa premissa de contestar o capitalismo 
e conferir os direitos mínimos aos trabalhadores para que pudessem viver com dignidade. 
As pessoas que contratam não possuem liberdade extrema, mas há limites nos direitos 
sociais. Esse é papel do direito do trabalho no sentido de frear os rumos do capitalismo, 
dando limites.
b) Errada. No caso das alternativas “B” e “C”, que tratam de fatos históricos, como a 
Constituição Mexicana de 1917, a Constituição de Weimar de 1919 e a criação da OIT em 
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1919, elas apenas fundamentam a ideia de consolidação dos direitos trabalhistas e sociais 
que começaram quando da origem da Revolução Industrial.
c) Errada. Vide letra b.
d) Errada. Os fatos da alternativa D se referem especificamente à elevação e consideração 
dos direitos relacionados à igualdade.
Letra a.
049. 049. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa correta acerca da valoração histórica do direito 
do trabalho, sua taxonomia e conceito no ordenamento brasileiro. Nesse sentido, assinale:
a) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XX e das 
transformações e condições sociais, econômicas, salvo políticas, que colocam a relação de 
trabalho subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade e 
que tornaram possível o aparecimento deste ramo novo da ciência jurídica, com características 
próprias e autonomia doutrinária.
b) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XIX e das 
transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam a relação de trabalho 
subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade e que 
tornaram possível o aparecimento deste ramo novo da ciência jurídica, com características 
próprias e autonomia doutrinária.
c) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XVIII e das 
transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam a relação de 
trabalho subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela sociedade 
e que tornaram possível o aparecimento deste ramo novo da ciência jurídica; porém, por 
não ter características próprias, não pode ser considerado ramo autônomo.
d) O Direito do Trabalho deve ser considerado produto cultural do século XVIII, mas sem 
impacto direto das transformações e condições sociais, econômicas e políticas que colocam 
a relação de trabalho subordinada como núcleo do processo produtivo característico daquela 
sociedade, e ainda é desprovido de autonomia, conforme a doutrina brasileira consolidada.
A resposta correta é a alternativa “B”, na medida em que temos a própria definição encontrada 
no livro de Maurício Godinho Delgado na parte histórica e da doutrina majoritária. Além 
disso, o direito do trabalho é fruto exato desse momento de transformações políticas e 
econômicas no século XIX, surgindo como uma reação ao capitalismo, mediante freios, com 
uma legislação gradativamente protetiva. E possui como fontes materiais as transformações 
políticas, sociais e econômicas que atingiram o mundo.
Letra b.
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050. 050. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa INCORRETA sobre as fontes formais das 
negociações coletivas:
a) As convenções e os acordos serão celebrados por escrito, sem emendas nem rasuras, em 
tantas vias quantos forem os sindicatos convenentes ou as empresas acordantes, além de 
uma destinada a registro.
b) As convenções e os acordos deverão conter obrigatoriamente designação dos sindicatos 
convenentes ou dos sindicatos e empresas acordantes e, facultativamente, o prazo de vigência.
c) As convenções e os acordos deverão conter obrigatoriamente, entre outros, as categorias 
ou classes de trabalhadores abrangidas pelos respectivos dispositivos e as condições 
ajustadas para reger as relações individuais de trabalho durante sua vigência.
d) Não será permitido estipular duração de convenção ou acordo superior a 2 (dois) anos.
A única alternativa incorreta é a “B”, tendo em vista que todos os requisitos ali são obrigatórios. 
Com isso,destaque-se a CLT:
Art. 613. As Convenções e os Acordos deverão conter obrigatoriamente:
I – Designação dos Sindicatos convenentes ou dos Sindicatos e empresas acordantes;
II – Prazo de vigência;
III – Categorias ou classes de trabalhadores abrangidas pelos respectivos dispositivos;
IV – Condições ajustadas para reger as relações individuais de trabalho durante sua vigência;
V – Normas para a conciliação das divergências sugeridas entre os convenentes por motivos da 
aplicação de seus dispositivos;
VI – Disposições sobre o processo de sua prorrogação e de revisão total ou parcial de seus dispositivos;
VII – Direitos e deveres dos empregados e empresas;
VIII – Penalidades para os Sindicatos convenentes, os empregados e as empresas em caso de 
violação de seus dispositivos. Parágrafo único. As convenções e os Acordos serão celebrados por 
escrito, sem emendas nem rasuras, em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes 
ou as empresas acordantes, além de uma destinada a registro.
Art. 614. Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverão, conjunta ou 
separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acordo, o depósito de 
uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em 
se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do 
Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos.
§ 1º As Convenções e os Acordos entrarão em vigor 3 (três) dias após a data da entrega dos 
mesmos no órgão referido neste artigo.
§ 2º Cópias autênticas das Convenções e dos Acordos deverão ser afixados de modo visível, pelos 
Sindicatos convenentes, nas respectivas sedes e nos estabelecimentos das empresas compreendidas 
no seu campo de aplicação, dentro de 5 (cinco) dias da data do depósito previsto neste artigo.
§ 3º Não será permitido estipular duração de Convenção ou Acordo superior a 2 (dois) anos.
Letra b.
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051. 051. (INÉDITA/2025) A fonte do direito do trabalho tem sua sustentação no art. 8º da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), legislação em vigor desde 1943, responsável pelos 
avanços em prol dos trabalhadores, mas que, em virtude das grandes transformações da 
sociedade, precisa ser atualizada.
De acordo com o art. 8º, “As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta 
de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por 
analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do 
direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, 
mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o 
interesse público.” Sobre as “fontes formais autônomas” do direito do trabalho, assinale 
a alternativa correta:
a) A convenção coletiva de trabalho é o acordo em caráter normativo pelo qual dois ou mais 
sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições 
de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais 
de trabalho.
b) Acordo coletivo é o resultado formal da negociação coletiva ocorrida entre o sindicato 
patronal e o sindicato dos empregados, em que são fixadas as condições a serem observadas 
nas relações individuais de trabalho entre patrões e empregados, e normalmente são 
renovadas anualmente.
c) A convenção coletiva, mas não o acordo coletivo, cria regras que serão observadas pelos 
empregadores e empregados, fundadas na autonomia das partes integrantes de ambos 
os instrumentos normativos, portanto estamos diante de uma fonte autônoma do direito 
do trabalho.
d) Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar convenções coletivas de 
trabalho, onde estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou 
das empresas acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT.
a) Certa. Segundo o art. 611 da CLT, a convenção coletiva de trabalho é o acordo em caráter 
normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas 
e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas 
representações, às relações individuais de trabalho.
b) Errada. Podemos dizer que convenção coletiva é o resultado formal da negociação 
coletiva ocorrida entre o sindicato patronal e o sindicato dos empregados, em que são 
fixadas as condições a serem observadas nas relações individuais de trabalho entre patrões 
e empregados, e normalmente são renovadas anualmente.
c) Errada. O acordo coletivo é mais restrito do que a convenção coletiva. Assim, tanto 
a convenção coletiva como o acordo coletivo criam regras que serão observadas pelos 
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empregadores e empregados, fundadas na autonomia das partes integrantes de ambos 
os instrumentos normativos, portanto estamos diante de uma fonte autônoma do direito 
do trabalho.
d) Errada. Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar acordos específicos, 
onde estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou das empresas 
acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT.
Letra a.
052. 052. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta:
a) Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar acordos específicos, onde 
estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou das empresas 
acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT
b) O acordo coletivo é mais restrito do que a convenção coletiva. Assim, tanto a convenção 
coletiva como o acordo coletivo criam regras que serão observadas pelos empregadores e 
empregados, fundadas na autonomia das partes integrantes de ambos os instrumentos 
normativos, portanto estamos diante de uma fonte heterônoma do direito do trabalho.
c) O uso é a prática reiterada de atos específicos dentro de uma relação jurídica determinada, 
ou seja, é de mínima abrangência e gera efeitos somente entre as partes envolvidas.
d) Os sindicatos com uma ou mais empresas podem celebrar convenções coletivas de 
trabalho, onde estipulem condições de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou 
das empresas acordantes, conforme determina o § 1º do art. 611 da CLT.
Segundo o art. 611 da CLT, a convenção coletiva de trabalho é o acordo em caráter normativo, 
pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais 
estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às 
relações individuais de trabalho. Podemos dizer que convenção coletiva é o resultado formal 
da negociação coletiva ocorrida entre o sindicato patronal e o sindicato dos empregados, 
em que são fixadas as condições a serem observadas nas relações individuais de trabalho 
entre patrões e empregados, e normalmente são renovadas anualmente. Os sindicatos 
com uma ou mais empresas podem celebrar acordos específicos, onde estipulem condições 
de trabalho aplicáveis para o âmbito da empresa ou das empresas acordantes, conforme 
determina o § 1º do art. 611 da CLT. O acordo coletivo é mais restrito do que a convenção 
coletiva. Assim, tanto a convenção coletiva como o acordo coletivo criam regras que 
serão observadas pelos empregadores e empregados, fundadas na autonomiadas partes 
integrantes de ambos os instrumentos normativos, portanto, estamos diante de uma fonte 
autônoma do direito do trabalho. O uso é a prática reiterada de atos específicos dentro de 
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uma relação jurídica determinada, ou seja, é de mínima abrangência e gera efeitos somente 
entre as partes envolvidas.
Letra c.
053. 053. (INÉDITA/2025) Acerca das afirmativas sobre fontes do direito do trabalho, assinale 
a alternativa incorreta sobre o tema:
a) As fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e sociais que podem 
influenciar o legislador. Essas fontes não são obrigatórias.
b) As fontes formais são obrigatórias, impessoais e abstratas. São as leis, a Constituição 
Federal, as convenções coletivas. Abrangem todos para ampliar ou retirar direitos.
c) Tanto as fontes formais como as materiais são obrigatórias.
d) Autônomas seriam as normas cuja produção se caracteriza pela imediata participação 
dos destinatários principais das normas produzidas. São, em geral, as normas originárias 
de segmentos ou organizações da sociedade civil, como os costumes ou os instrumentos 
da negociação coletiva privada (contrato coletivo, convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho)
“Fontes do Direito consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das 
normas jurídicas.” (DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São 
Paulo: LTr, 2019).
• FONTES MATERIAIS: as fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e 
sociais que podem influenciar o legislador. Essas fontes não são obrigatórias.
• FONTES FORMAIS: As fontes formais são obrigatórias, impessoais e abstratas. São as 
leis, a Constituição Federal, as convenções coletivas. Abrangem todos para ampliar 
ou retirar direitos.
Para Delgado (2019), “são fontes formais os meios de revelação e transparência da norma 
jurídica — os mecanismos exteriores e estilizados pelos quais as normas ingressam, instauram-
se e cristalizam-se na ordem jurídica.”
Letra c.
054. 054. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta acerca da temática:
a) As fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e sociais que podem 
influenciar o legislador.
b) As fontes materiais podem se destacar como as greves ou as crises econômicas.
c) As fontes formais são as leis, a Constituição Federal, as convenções coletivas.
d) As negociações coletivas são fontes materiais do direito do trabalho.
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“Fontes do Direito consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das 
normas jurídicas.” (DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São 
Paulo: LTr, 2019).
• FONTES MATERIAIS: as fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e 
sociais que podem influenciar o legislador. Essas fontes não são obrigatórias.
• FONTES FORMAIS: As fontes formais são obrigatórias, impessoais e abstratas. São as 
leis, a Constituição Federal, as convenções coletivas. Abrangem todos para ampliar 
ou retirar direitos.
Para Delgado (2019), “são fontes formais os meios de revelação e transparência da norma 
jurídica — os mecanismos exteriores e estilizados pelos quais as normas ingressam, instauram-
se e cristalizam-se na ordem jurídica.”
Letra d.
055. 055. (INÉDITA/2025) Assinale a alternativa incorreta sobre o tema de fontes do direito 
do trabalho:
a) Autônomas seriam as normas cuja produção se caracteriza pela imediata participação 
dos destinatários principais das normas produzidas. São, em geral, as normas originárias 
de segmentos ou organizações da sociedade civil, como os costumes ou os instrumentos 
da negociação coletiva privada (contrato coletivo, convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho).
b) As normas autônomas — caso coletivamente negociadas e construídas — consubstanciam 
um autodisciplinamento das condições de vida e trabalho pelos próprios interessados, 
tendendo a traduzir um processo crescente de democratização das relações de poder 
existentes na sociedade.
c) As greves são fontes formais autônomas do direito do trabalho.
d) Heterônomas seriam as normas cuja produção não se caracteriza pela imediata participação 
dos destinatários principais das normas regras jurídicas. São, em geral, as normas de direta 
origem estatal, como a Constituição, as leis, medidas provisórias, decretos e outros diplomas 
produzidos no âmbito do aparelho do Estado (é também heterônoma a hoje cada vez mais 
singular fonte justrabalhista brasileira denominada sentença normativa).
“Fontes do Direito consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das 
normas jurídicas.” (DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São 
Paulo: LTr, 2019).
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• FONTES MATERIAIS: as fontes materiais são acontecimentos culturais, econômicos e 
sociais que podem influenciar o legislador. Essas fontes não são obrigatórias.
• FONTES FORMAIS: As fontes formais são obrigatórias, impessoais e abstratas. São as 
leis, a Constituição Federal, as convenções coletivas. Abrangem todos para ampliar 
ou retirar direitos.
Para Delgado (2019), “são fontes formais os meios de revelação e transparência da norma 
jurídica — os mecanismos exteriores e estilizados pelos quais as normas ingressam, instauram-
se e cristalizam-se na ordem jurídica.”
Ainda segundo o autor (ibid.)
Heterônomas seriam as normas cuja produção não se caracteriza pela imediata participação dos 
destinatários principais das normas regras jurídicas. São, em geral, as normas de direta origem 
estatal, como a Constituição, as leis, medidas provisórias, decretos e outros diplomas produzidos 
no âmbito do aparelho do Estado (é também heterônoma a hoje cada vez mais singular fonte 
justrabalhista brasileira denominada sentença normativa).
Autônomas seriam as normas cuja produção caracteriza-se pela imediata participação dos 
destinatários principais das normas produzidas. São, em geral, as normas originárias de segmentos 
ou organizações da sociedade civil, como os costumes ou os instrumentos da negociação 
coletiva privada (contrato coletivo, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho). As 
normas autônomas — caso coletivamente negociadas e construídas — consubstanciam um 
autodisciplinamento das condições de vida e trabalho pelos próprios interessados, tendendo a 
traduzir um processo crescente de democratização das relações de poder existentes na sociedade.
Letra c.
056. 056. (INÉDITA/2025) Julgue o item que se segue:
A convenção coletiva de trabalho é o resultado de uma negociação coletiva realizada entre 
entidades sindicais, quer seja dos empregados, quer seja dos respectivos empregadores. 
Envolve, dessa forma, categorias: a dos obreiros e a dos empregadores. Essas convenções 
criam regras jurídicas (normas autônomas) que, embora de cunho eminentemente privado, 
geram preceitos abstratos, gerais e impessoais, destinados a gerir situações ad futurum.
A consolidação das leis do trabalho define,em seu art. 611, o que seria Convenção Coletiva 
de Trabalho:
Art. 611 Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais 
Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de 
trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho.
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Desse modo, a convenção coletiva de trabalho é o resultado de uma negociação coletiva 
realizada entre entidades sindicais, quer seja dos empregados, quer seja dos respectivos 
empregadores. Envolve, dessa forma, categorias: a dos obreiros e a dos empregadores. Essas 
convenções criam regras jurídicas (normas autônomas) que, embora de cunho eminentemente 
privado, geram preceitos abstratos, gerais e impessoais, destinados a gerir situações ad 
futurum. Destaca, contudo, Delgado que, do ponto de vista formal, são “acordos de vontade 
entre sujeitos coletivos sindicais” (pactos, contratos), inscrevendo-se na mesma linha dos 
negócios jurídicos privados bilaterais ou unilaterais.
Certo.
057. 057. (INÉDITA/2025) Julgue o item que se segue:
É facultado aos sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar acordos 
coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem 
condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações 
de trabalho. Partindo do próprio texto da lei, temos a definição de que Acordo Coletivo de 
Trabalho seria um “pacto de caráter normativo pelo qual um sindicato representativo de 
certa categoria profissional e uma ou mais empresas da respectiva categoria econômica 
estipulam condições de trabalho aplicáveis no âmbito das respectivas empresas, às relações 
individuais de trabalho”.
A CLT também trata dos acordos coletivos de trabalho em seu art. 611, § 1º, que assim dispõe:
Art. 611, § 1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar 
Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que 
estipulem condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas 
relações de trabalho.
Partindo do próprio texto da lei, temos a definição de que Acordo Coletivo de Trabalho seria 
um “pacto de caráter normativo pelo qual um sindicato representativo de certa categoria 
profissional e uma ou mais empresas da respectiva categoria econômica estipulam condições 
de trabalho aplicáveis no âmbito das respectivas empresas, às relações individuais de 
trabalho.” Dessa maneira, o sindicato dos empregados deve participar necessariamente 
da negociação coletiva, o que não ocorre com o sindicato dos empregadores. A negociação 
se dá entre o sindicato obreiro e a empresa.
Certo.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Disponível em: http://www.stf.jus.br. Acesso em: out. 
2020.
BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Disponível em: http://www.tst.jus.br. Acesso em: 
out. 2020.
CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 11ª Ed. São Paulo: Editora Método, 2015.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 19ª Ed. São Paulo: Editora LTr, 
2019.
DELGADO, Maurício Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: 
Com os comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo: Editora LTr, 2017.
MATA-MACHADO, Edgar de Godói da. Elementos de Teoria Geral do Direito. Belo Horizonte: 
Ed. Vega, 1976.
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ANEXOANEXO
Súmula 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT (incorporada a Orientação Jurisprudencial n. 163 da SBDI-1) – Res. 129/2005, DJ 
20, 22 e 25.04.2005
I – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do 
regulamento.
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
Súmula 288 do TST
COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA. (nova redação para o 
Item I e acrescidos os itens III e IV em decorrência do julgamento do processo TST-E-ED-
RR-235-20.2010.5.20.0006 pelo Tribunal Pleno em 12.04.2016)
I – A complementação dos proventos de aposentadoria, instituída, regulamentada e 
paga diretamente pelo empregador, sem vínculo com as entidades de previdência privada 
fechada, é regida pelas normas em vigor na data de admissão do empregado, ressalvadas 
as alterações que forem mais benéficas (art. 468 da CLT);
II – Na hipótese de coexistência de dois regulamentos de planos de previdência 
complementar, instituídos pelo empregador ou por entidade de previdência privada, a 
opção do beneficiário por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do outro;
III – Após a entrada em vigor das Leis Complementares n.ºs 108 e 109 de 29/5/2001, 
reger-se-á a complementação dos proventos de aposentadoria pelas normas vigentes na 
data da implementação dos requisitos para obtenção do benefício, ressalvados o direito 
adquirido do participante que anteriormente implementara os requisitos para o benefício 
e o direito acumulado do empregado que até então não preenchera tais requisitos.
IV – O entendimento da primeira parte do item III aplica-se aos processos em curso no 
Tribunal Superior do Trabalho em que, em 12/4/2016, ainda não haja sido proferida decisão 
de mérito por suas Turmas e Seções.
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	Sumário
	Apresentação
	Ordenamento Jurídico Trabalhista
	1. Fontes do Direito do Trabalho: Noções Gerais
	2. Fontes Heterônomas do Direito do Trabalho
	3. A Convenção Coletiva de Trabalho e o Acordo Coletivo de Trabalho
	4. A Ideia de Aderência Contratual
	5. Contrato Coletivo de Trabalho: Usos e Costumes
	6. Laudo Arbitral (Arbitragem)
	7. Regulamento Empresarial
	8. Jurisprudência
	9. Princípios Jurídicos
	10. Doutrina
	11. Equidade
	12. Analogia
	13. Cláusulas Contratuais e Sentença Normativa
	14. Hierarquia entre as Fontes Trabalhistas
	Resumo
	Mapas Mentais
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexoomissão nas disposições da legislação trabalhista, nos contratos individuais ou 
nas convenções e acordos coletivos de trabalho, o juiz do trabalho pode julgar por precedente 
jurisprudencial, analogia ou por equidade, inclusive adotando o Direito Comum como fonte 
subsidiária. Também a assertiva está em conformidade com o § 1º do art. 8º da CLT.
A disposição do item está em conformidade com o caput do art. 8 da CLT. Precedente 
jurisprudencial é uma espécie de jurisprudência.
Certo.
2 . FONTeS heTerÔNOMaS DO DireiTO DO TrabalhO2 . FONTeS heTerÔNOMaS DO DireiTO DO TrabalhO
Agora que você tem uma noção geral, vamos aprofundar.
Heterônomas: a produção das fontes ocorre no próprio centro do Estado, assim diferente 
das partes envolvidas.
Desde que seja um terceiro diferente das partes, tem-se que a fonte é HETERÔNOMA 
(diferente das partes envolvidas). Nesse ponto, tem-se claramente que o Estado é o centro 
que irradia as normas trabalhistas, como uma sentença normativa, leis, medidas provisórias, 
CF/1988, Tratados Internacionais etc.
Veja o seguinte exemplo.
EXEMPLO
Emílio vai usar fontes jurídicas para fazer sua tese de mestrado. Quando ele faz uso de 
normas jurídicas elaboradas pelo Estado, como, por exemplo, a CF/1988 e as Constituições 
anteriores do Brasil, ele sabe que está analisando produções do Estado. Então, Emílio, neste 
momento, está fazendo uso de uma fonte HETERÔNOMA. Mas, se Emílio quiser incluir uma 
Convenção Coletiva de Trabalho, ele já está fazendo uso de uma fonte produzida fora do 
âmbito do Estado. Na verdade, a CCT (CONVENÇÃO COLETIVA) é criada diante do consenso 
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de dois sindicatos (o dos trabalhadores e o do patrão). Ora, o Estado não participou. Como 
é feito pelas partes envolvidas, é AUTÔNOMA.
Entende? Você, nas provas, precisa ter essa noção do que é autônoma e heterônoma.
Ainda temos como fontes HETERÔNOMAS do direito do trabalho os tratados e 
convenções internacionais do trabalho. Então, em suma, podemos ter como exemplos 
de FONTES HETERÔNOMAS:
EXEMPLO
Constituição, as leis (inclusive medidas provisórias), regulamentos normativos (expedidos 
mediante decretos do Presidente da República), convenções internacionais do trabalho 
ratificadas pelo Brasil.
Os tratados e as convenções internacionais somente são fontes formais quando são 
ratificados internamente. No caso de recomendações e declarações, como são apenas 
diplomas que possuem caráter programático, sem criar obrigações, não podemos falar que 
sejam fontes formais. Isso porque não criam obrigações jurídicas. Ainda podemos incluir 
aqui os decretos do Executivo e as instruções normativas da Secretaria do Trabalho (antigo 
Ministério do Trabalho).
Uma observação deve ser feita quanto aos tratados e convenções internacionais, pois 
só são consideradas fontes quando ratificadas pelo Congresso Nacional internamente.
 Obs.: Novamente, somente se tornam fontes formais quando criam obrigações jurídicas 
e somente quando são ratificadas internamente. Os tratados e as convenções 
precisam ser ratificados. No caso das recomendações e das declarações, não possuem 
conteúdo obrigatório e, por isso, não são fontes formais.
Destaque-se a posição de Delgado (2019, p. 181), que é cobrada em provas:
Os tratados e convenções internacionais podem, efetivamente, ostentar a natureza de fonte 
formal do Direito interno dos Estados envolvidos, desde que sejam solenemente ratificados, 
nesse plano interno, pelo respectivo Estado, segundo o rito constitucional pertinente. Assim, 
irão se englobar no conceito da fonte normativa heterônoma (lei, em sentido material ou sentido 
amplo), na medida em que o Estado soberano lhe confira ratificação ou adesão – requisitos 
institucionais derivados da noção de soberania.
003. 003. (FAURGS/ADVOGADO/IHCPA/2016) Podem ser consideradas fontes formais heterônomas 
do direito do trabalho a Constituição, as leis (inclusive medidas provisórias), regulamentos 
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normativos (expedidos mediante decretos do Presidente da República), recomendações e 
convenções internacionais do trabalho, estas, mesmo quando não estiverem ratificadas.
A frase está correta quando se diz que se trata de fontes formais heterônomas, pois são 
criadas pelo próprio Estado. Quanto às recomendações e declarações, estas não são fontes 
formais do direito do trabalho, podendo ser fontes materiais, pois não possuem vertente 
obrigatória. Se não for ratificada, não se trata de fonte formal. Esta questão foi muito 
bem elaborada!
Errado.
Sobre os tratados e convenções internacionais, é imperioso destacar a decisão do Supremo 
Tribunal Federal (STF) sobre a matéria e que será cobrada, com certeza, nos próximos 
anos. Afirma: Para denúncia de tratados internacionais há necessidade da manifestação 
da vontade do Congresso Nacional (ADC 39/DF). A Tese fixada pelo STF:
JURISPRUDÊNCIA
A denúncia pelo Presidente da República de tratados internacionais aprovados pelo 
Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jurídico interno, não 
prescinde da sua aprovação pelo Congresso.
Assim, para o Supremo Tribunal Federal, em decorrência do próprio Estado Democrático 
de Direito e de seu corolário, o princípio da legalidade, é necessária a manifestação de 
vontade do Congresso Nacional para que a denúncia de um tratado internacional produza 
efeitos no direito doméstico, razão pela qual é inconstitucional a denúncia unilateral pelo 
Presidente da República.
Nesse compasso, o STF emitiu a seguinte fundamentação, que pode ser cobrada em provas:
JURISPRUDÊNCIA
Com base nesses entendimentos, o Plenário, por maioria, julgou procedente a ação 
para manter a validade do Decreto 2.100/1996 e formular apelo ao legislador “para 
que elabore disciplina acerca da denúncia dos tratados internacionais, a qual preveja a 
chancela do Congresso Nacional como condição para a produção de efeitos na ordem 
jurídica interna, por se tratar de um imperativo democrático e de uma exigência do 
princípio da legalidade”. ADC 39/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual 
finalizado em 16.6.2023 (sexta-feira), às 23:59 – Informativo STF n. 1.099.
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Também é imperioso destacar a seguinte divisão:
TRATADOS INTERNACIONAIS RATIFICADOS São fontes formais heterônimas
TRATADOS INTERNACIONAIS NÃO RATIFICADOS São fontes materiais.
DICA
a denúncia pelo Presidente da república de tratados 
internacionais aprovados pelo Congresso Nacional, para 
que produza efeitos no ordenamento jurídico interno, NÃO 
PreCiSa da sua aprovação pelo Congresso .
NÃO PreCiSa = NÃO PreSCiNDe .
Muito cuidado com isso se a banca for CeSPe ou VUNeSP . 
Também cuidado se for exame da Oab!
“O sentido da palavra fonte relaciona-se com aquilo que origina ou produz. No plano 
jurídico, o estudo das fontes consiste em saber de onde vem o Direito e de onde dimana a 
juridicidade das normas” (Mata-Machado, 1976, p. 213).
Na linguagem popular, fonteé origem, é tudo aquilo de onde provém alguma coisa. Já sob o 
prisma jurídico, a fonte é vista como origem do direito, incluídos os fatores sociais, econômicos e 
históricos. Como fundamento de validade da norma jurídica, a fonte pressupõe um conjunto de 
normas, em que as de maior hierarquia constituem fonte das de hierarquia inferior. Finalmente, 
por fonte entende-se, ainda, a exteriorização do direito, os modos pelos quais se manifesta a 
norma jurídica” (Barros, 2011, p. 81).
As fontes jurídicas trabalhistas materiais de inspiração econômica fluem da dinâmica do 
sistema capitalista, especialmente a concentração e centralização dos empreendimentos 
capitalistas, provocando maciça utilização de força de trabalho nos moldes empregatícios. 
Já as fontes jurídicas materiais de cunho político sociológico advêm de conquistas dos 
movimentos sociais organizados por trabalhadores, tanto no plano das empresas e no 
mercado econômico quanto nos partidos e movimentos políticos.
3 . a CONVeNÇÃO COleTiVa De TrabalhO e O aCOrDO 3 . a CONVeNÇÃO COleTiVa De TrabalhO e O aCOrDO 
COleTiVO De TrabalhOCOleTiVO De TrabalhO
Aqui são os objetos do que chamamos de negociação coletiva. Os sindicatos e empresas 
ou sindicatos e sindicatos se unem num consenso sobre determinados comportamentos 
a serem adotados.
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Estamos tratando de instrumentos normativos criados pelos interessados fora do 
âmbito do Estado. Por isso, estamos falando de fontes autônomas (diferente do Estado/
fora do Estado/elaboradas pelas próprias partes envolvidas).
Convenção Coletiva de Trabalho Acordo Coletivo de Trabalho
Sindicato do patrão versus sindicato dos 
trabalhadores. Vale para as federações e 
confederações.
Empresa versus sindicato dos trabalhadores.
Toda alteração contratual lesiva ao trabalhador, como, por exemplo, possibilidade de 
redução de salários, deve ocorrer mediante negociação coletiva (ACT ou CCT), destacando-
se o que já se estudou do art. 7º, VI, da CF/88. Essa observação é muito importante para 
o Exame da OAB.
São fontes autônomas:
Convenção Coletiva de Trabalho Acordo Coletivo de Trabalho
É o acordo de caráter normativo, pelo qual dois 
ou mais sindicatos representativos de categorias 
econômicas e profissionais estipulam condições 
de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas 
representações, às relações individuais de trabalho.
É facultado aos sindicatos representativos de 
categorias profissionais celebrar acordos coletivos 
com uma ou mais empresas da correspondente 
categoria econômica, que estipulem condições de 
trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das 
acordantes respectivas relações de trabalho.
Com a Reforma Trabalhista, passou a ter uma hierarquia entre as convenções e os 
acordos coletivos. Antes, aplicava-se a norma mais benéfica ao reclamante. Após novembro 
de 2017, aplica-se regra específica sobre o tema. Trata-se agora de uma nova hierarquia 
dos instrumentos da negociação coletiva. Agora, o ACT prevalecerá sobre a CCT, mesmo 
que verse sobre condição menos favorável.
Nesse sentido, destaca-se o artigo 620 da CLT, que dispõe:
Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre 
as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
 Obs.: Acordos e convenções coletivas são fontes autônomas do direito do trabalho. 
Com a Reforma Trabalhista, pelo princípio da especificidade, o Acordo de Trabalho 
prevalece sobre as Convenções Coletivas do Trabalho.
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004. 004. (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRT-9ª/2015) As convenções coletivas e os acordos coletivos 
de trabalho são exemplos de fontes formais autônomas do direito do trabalho.
O item está certo, na medida em que são fontes AUTÔNOMAS, pois são elaboradas pelas 
próprias partes envolvidas no litígio.
Certo.
005. 005. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-6ª/2012) As fontes heterônomas decorrem do exercício 
da autonomia privada, ou seja, sujeitos distintos do Estado possuem a faculdade de editar.
O item está errado, na medida em que as negociações coletivas, como acordos coletivos e 
convenções coletivas de trabalho, representam exatamente uma atividade realizada pelas 
próprias partes envolvidas. Logo, está errado, pois são autônomas.
Errado.
Veja se entendeu tudinho com o mapa mental abaixo:
Fontes 
autônomas
São aquelas feitas entre as 
próprias partes envolvidas.
Reforma Trabalhista: 
ACT SEMPRE prevalecerá 
sobre a CCT.
CCT: sindicato dos patrões x 
sindicato dos trabalhadores.
Não há atuação direta do Estado.
ACT: empresa x sindicato 
dos trabalhadores.
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Para revisar: fique esperto com este quadro que eu criei com base no que é cobrado 
em provas:
FONTES AUTÔNOMAS FONTES HETERÔNOMAS
• convenções coletivas de trabalho
• costumes
• usos
• acordos coletivos de trabalho
 Obs.: contrato coletivo de trabalho não é fonte
• acordo homologado por sentença normativa de dissídio
• sentença normativa
• CF, leis, medidas provisórias
• laudo arbitral
• decreto executivo
• instruções normativas
 
Obs.: cláusulas contratuais e regulamento empresarial 
não seriam fontes pela jurisprudência.
4 . a iDeia De aDerÊNCia CONTraTUal4 . a iDeia De aDerÊNCia CONTraTUal
Esta ideia é importante no que se refere à negociação coletiva (acordo e convenção 
coletiva do trabalho). Nesse ponto, é bastante cobrado em provas saber os efeitos e alcances 
dos instrumentos negociados. É importante apresentar a ideia de aderência contratual, 
que tem como conceito a adesão definitiva das regras nos instrumentos coletivos, ou seja, 
se os direitos aderem permanentemente nos contratos de trabalho.
Para ser mais clara, podemos usar como exemplo o seguinte caso:
EXEMPLO
Paulo Henrique está numa empresa que firmou acordo coletivo com o sindicato ao qual ele 
está filiado. No ACT está previsto percentual de 60% de horas extras.
Nesse caso, esse percentual favorável de 60% será permanentemente fixado ao con-Nesse caso, esse percentual favorável de 60% será permanentemente fixado ao con-
trato de trabalho? Ou seja, existirá uma aderência contratual? Fixará no contrato de trato de trabalho? Ou seja, existirá uma aderência contratual? Fixará no contrato de 
trabalho de Paulo henrique?trabalho de Paulo henrique?
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) fez uma súmula para responder que SIM às 
perguntas formuladas, nos termos da Súmula 277 do TST. No entanto, logo após 4 anos de 
vigência da súmula, o Ministro Gilmar Mendes, na ADPF 323 do STF, suspendeu os efeitos 
da súmula mencionada. Então, para o STF, não era possível essa aderência permanente. 
Fique esperto(a) sobre como a banca pergunta isso para você.
Com a Reforma Trabalhista, a situação foi resolvida com o seguinte dispositivo – art. 
614, § 3º, da CLT –, pacificando a matéria:
Art. 614. Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverão, conjunta ou 
separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acordo, o depósito de 
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uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em 
se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do 
Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos.
§ 1º As Convenções e os Acordos entrarão em vigor 3 (três) dias após a data da entrega dos 
mesmos no órgão referido neste artigo.
§ 2º Cópias autênticas das Convenções e dos Acordos deverão ser afixados de modo visível, 
pelos Sindicatos convenentes, nas respectivas sedes e nos estabelecimentos das empresas 
compreendidas no seu campo de aplicação, dentro de 5 (cinco) dias da data do depósito previsto 
neste artigo.
§ 3º Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho 
superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade.
Com a Reforma Trabalhista, as disposições do ACT e CCT valem apenas para o período em 
que vigora o instrumento normativo. Não existe mais a possibilidade de aderência, ficando 
sem efeito a Súmula 277 do TST.
006. 006. (INÉDITA/2025) Tanto o STF como o TST acompanhavam o entendimento de que existia 
a aderência permanente das regras de ACT e CCT nos contratos de trabalho. No entanto, tal 
entendimento foi ultrapassado com a Reforma Trabalhista, que não permite a ultratividade 
das normas, e, com isso, a aderência contratual.
O TST tinha a Súmula 277, que prestigiava a ultratividade e a aderência contratual. Porém, o 
STF tinha entendimento diverso do TST. Hoje, com a Reforma Trabalhista, acompanhou-se 
o entendimento do STF, em que não se admite mais a ultratividade ou aderência contratual.
Errado.
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É a mesma ideia da 
ultratividade.
TST emitiu a Súmula n. 277 que 
está ultrapassada pela Reforma.
STF suspendeu, por liminar, a 
eficácia da Súmula n. 277 do TST.
Aderência 
Contratual
Deixar discussões sobre 
constitucionalidade 
ou não para provas 
subjetivas ou orais.
Prova: aplicar a CLT após 
Reforma Trabalhista de 2017.
Art. 614, § 3º, da CTL: não é 
possível a ultratividade.
5 . CONTr5 . CONTraTaTO COleTiVO De TrabalhO: USOS e COSTUMeSO COleTiVO De TrabalhO: USOS e COSTUMeS
Vamos continuar estudando sobre as fontes, principalmente diante do art. 8º da CLT.
O contrato coletivo de trabalho é um instrumento que sofreu diversas modificações no 
decorrer do tempo. O que importa para a sua prova é saber o atual conceito desse assunto, 
bem como se é fonte trabalhista ou não. Seria, atualmente, na visão da melhor doutrina, 
um novo modelo de negociação coletiva além do acordo coletivo e da convenção coletiva 
do trabalho.
Nesse ponto, diante do atual regramento sindical, não é possível supor a existência desse 
instituto no direito do trabalho brasileiro. Torna-se uma pegadinha da banca. Você tem 
que ficar esperto(a) quanto a isso!
007. 007. (INÉDITA/2025) O contrato coletivo do trabalho é:
a) fonte formal heterônoma
b) fonte formal autônoma
c) fonte material
d) não é fonte
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O contrato coletivo de trabalho não é fonte do direito do trabalho. Não se posiciona nem ao 
lado das fontes formais e materiais, não tendo espaço na negociação coletiva, na medida 
em que só se admitem no Brasil a convenção e o acordo coletivo.
Letra d.
Nesse sentido, destaco Delgado (2019, p. 196 e 197) falando sobre contrato coletivo 
de trabalho:
Porém, sob esse ponto de vista, a estrutura sindical montada pelo modelo trabalhista do País, 
e em grande parte preservada pela Constituição de 1988, mostra-se inadequada a viabilizar 
semelhante empreendimento. (...) Desse modo, enquanto não alterarem alguns aspectos 
estruturais marcantes do sistema sindical do País, não parece promissora a possibilidade de 
florescimento desse terceiro instituto da negociação coletiva no Brasil.
Não é possível falar em contrato coletivo do trabalho no Brasil atualmente. Logo, não é 
fonte do direito do trabalho.
008. 008. (FCC/PROCURADOR MUNICIPAL/PREFEITURA DE TERESINA-PI/2010) São fontes 
heterônomas do direito do trabalho, dentre outras, o Contrato Coletivo de Trabalho e os 
Acordos Coletivos.
Os acordos coletivos são fontes autônomas do direito do trabalho, mas não existe a previsão 
sequer para a existência de contrato coletivo de trabalho. Em termos de negociação 
trabalhista no Brasil, só existem acordos e convenções coletivas de trabalho. Logo, as duas 
premissas estão erradas.
Errado.
Usos são a prática habitual utilizada numa relação jurídica específica. Diante disso, os 
efeitos são aplicados somente às partes envolvidas na relação.
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EXEMPLO
A empresa A sempre faz acordo coletivo com o Sindicato dos Trabalhadores e utiliza as mesmas 
praxes de acordo, que se começa no dia 1º de cada mês. Sendo assim, é um USO que se forma 
apenas na relação entre a empresa A e o sindicato, como se fosse uma cláusula tácita.
Costumes são práticas adotadas num contexto mais amplo, não se limitando às partes, 
por isso tornando-se normas jurídicas, e como fontes jurídicas supletivas. Tanto os usos 
quanto costumes estão previstos no art. 8º da CLT e, ainda, são fontes jurídicas autônomas 
(produzidas pelas próprias partes no decorrer do tempo, com certa habitualidade).
Não podem ser acatados como fontes os costumes contra legem, ou seja, aqueles que 
contrariam a lei. Nesse sentido, veja o mapa mental abaixo:
Artigo 8º 
da CLT 
(fontes)
Usos e costumes
Normas gerais de direito
Princípios gerais de direito
Direito comparado
Jurisprudência
Princípios gerais de direito
Equidade
Analogia
009. 009. (FCC/JUIZ DO TRABALHO/TRT-4ª/2012) A Justiça do Trabalho, na ausência de disposições 
legais ou contratuais, decidirá, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por 
equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, 
e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira 
que os interesses de classe ou particulares não prevaleçam sobre o interesse público.
Dispõe o caput do art. 8º da CLT:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
Certo.
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6. LAUDO ARBITRAL (ARBITRAGEM)6. LAUDO ARBITRAL (ARBITRAGEM)
A Reforma Trabalhista tratou da arbitragem individual. Antes da Reforma, havia uma 
aceitação da arbitragem no âmbito coletivo. Com a Reforma Trabalhista, alguns trabalhadores 
podem, atualmente, fazer negociação individual com o empregador mediante o uso da 
arbitragem. É importante ter conhecimento desse dispositivo da CLT, o qual transcrevo 
com a devida atualização:
Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes 
o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá 
ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou 
mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro 
de 1996.
Art. 507-B. É facultado a empregados e empregadores, na vigência ou não do contrato de 
emprego, firmar o termo de quitação anual de obrigações trabalhistas, perante o sindicato dos 
empregados da categoria.
Parágrafo único. O termo discriminará as obrigações de dar e fazer cumpridas mensalmente 
e dele constará a quitação anual dada pelo empregado, com eficácia liberatória das parcelas 
nele especificadas.
A arbitragem é uma atuação de terceiro (árbitro, geralmente, escolhido pelas partes) que 
decidirá determinada questão, sendo que as partes se comprometem a acatar a decisão do 
árbitro. É uma atuação fora do Judiciário, feita por um ÁRBITRO, aplicando-se aqui a lei da 
arbitragem brasileira. A arbitragem é instrumento que pode ser facultativo ou obrigatório 
no âmbito trabalhista.
EXEMPLO
Exemplo de arbitragem obrigatória está na lei do Trabalho Portuário, que prevê a utilização 
obrigatória de arbitragem nas ofertas finais.
Destaca-se, então, o artigo 37 da Lei n. 12.815/2013 a seguir:
Art. 37. Deve ser constituída, no âmbito do órgão de gestão de mão de obra, comissão paritária 
para solucionar litígios decorrentes da aplicação do disposto nos arts. 32, 33 e 35.
§ 1º Em caso de impasse, as partes devem recorrer à arbitragem de ofertas finais.
§ 2º Firmado o compromisso arbitral, não será admitida a desistência de qualquer das partes.
§ 3º Os árbitros devem ser escolhidos de comum acordo entre as partes, e o laudo arbitral 
proferido para solução da pendência constitui título executivo extrajudicial.
§ 4º As ações relativas aos créditos decorrentes da relação de trabalho avulso prescrevem em 
5 (cinco) anos até o limite de 2 (dois) anos após o cancelamento do registro ou do cadastro no 
órgão gestor de mão de obra.
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Destaca-se ainda uma situação clara e facultativa na CF/1988, conforme o art. 114, § 
1º, a seguir transcrito, bem como os §§ 2º e 3º:
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
§ 1º Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros.
§ 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às 
mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça 
do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, 
bem como as convencionadas anteriormente.
§ 3º Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o 
Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho 
decidir o conflito.
A decisão do árbitro se chama laudo arbitral, ou seja, o laudo arbitral ocorre se existe uma 
decisão proferida de um árbitro escolhido entre as partes num conflito coletivo de trabalho, na 
expressão de Amauri Mascaro Nascimento.
Logo, surge a questão:
esse laudo é fonte do direito do trabalho?esse laudo é fonte do direito do trabalho?
A prova vai cobrar essa pergunta caso queira entrar nesse assunto. Aí vai depender do 
enunciado da questão.
Quando for, por exemplo, arbitragem individual, nos termos do art. 507-A e seguintes, 
não se revela em fonte.
Lembra que a Reforma Trabalhista permitiu a arbitragem? Ora, nesse caso, como se 
trata de uma decisão para as partes exclusivamente, sem extensão aos demais grupos, não 
temos que falar em fonte formal.
Registre-se a posição de Delgado (2019, p. 200)
Observe-se, de todo modo, que o laudo arbitral fixado em relações individuais de trabalho- se for 
tido como compatível com a Constituição da República, registre-se – não constitui, tecnicamente, 
fonte da norma jurídica, por não criar regra geral, abstrata e impessoal.
Agora, se falarmos em arbitragem em direitos coletivos, temos que ver que passamos 
a tratar de uma fonte.
Logo:
• arbitragem individual: não é fonte.
• arbitragem coletiva: pode ser fonte.
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010. 010. (INÉDITA/2025) Acerca do laudo arbitral como fonte do direito do trabalho, assinale 
a opção correta sobre a natureza jurídica do laudo arbitral individual trazido pela Reforma 
Trabalhista:
a) É fonte material.
b) É fonte formal autônoma.
c) É fonte formal heterônoma.
d) Não é fonte do direito do trabalho.
Quando se trata de laudo arbitral, é preciso analisar se é caso de conflito individual ou 
coletivo. No primeiro caso, não é fonte formal, pois não se criam direitos e obrigações 
nem se pode dizer que é algo abstrato e impessoal. Sendo assim, não é fonte do direito do 
trabalho, conforme a melhor doutrina brasileira.
Letra d.
Ora, considerando a arbitragem no âmbito do direito coletivo do trabalho, estamos 
tratando de FONTE FORMAL HETERÔNOMA, porque é produzida por terceiro (que não faz 
parte do aparato estatal).
Mas, conforme preceitua Delgado (2019, p. 199), pode também servir como uma FONTE 
AUTÔNOMA, se for decidida a arbitragem pela livre faculdade dos agentes destinatários 
das normas pretendidas e se absorver, na comissão arbitral a representação direta dos 
destinatários da norma.
Traduzindo as palavras de Delgado: laudo arbitral no direito coletivo tem dupla dimensão 
– a depender de quem elabora a decisão final: se for o árbitro – fonte heterônoma; se 
forem as próprias partes, o árbitro só reproduz a vontade delas – fonte autônoma.
Vamos dar um exemplo para ficar mais fácil de entender:
EXEMPLO
Se o árbitro Argemiro decide o litígio em nível arbitral, sem intervenção das partes A e B acerca 
do que foi deliberado, esse laudo arbitral veio exclusivamente da atuação de um terceiro, 
logo é FONTE HETERÔNOMA.
No entanto, se as partes chegam a um consenso durante a arbitragem e o árbitro Argemiro 
só põe no laudo aquilo que as partes deliberaram de forma livre, com a representação direta 
das partes A e B, estamos diante de uma FONTE AUTÔNOMA.
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Ficou mais claro? Diante disso, analise aí o PULO DO GATO:
Na brilhante explicação de Delgado HCPA, fica evidenteque o laudo arbitral no DIREITO 
COLETIVO possui dupla personalidade, a depender de como o árbitro atua na elaboração 
do laudo pericial. Pode o laudo arbitral assumir a natureza de fonte formal AUTÔNOMA e 
HETERÔNOMA. Quando se trata de laudo arbitral no DIREITO INDIVIDUAL, não se trata de 
fonte alguma, na medida em que as relações jurídicas são somente entre as partes, não 
criando obrigações jurídicas para terceiros.
011. 011. (INÉDITA/2025) Se Lázaro, junto com o seu empregador, submete-se a um Tribunal 
Arbitral, com a presença de um árbitro escolhido pelas partes e se firma um laudo arbitral, 
pode-se dizer que esse laudo:
a) é fonte material.
b) é fonte formal autônoma.
c) é fonte formal heterônoma.
d) não é fonte do direito do trabalho.
Quando se trata de laudo arbitral, é preciso analisar se é caso de conflito individual ou 
coletivo. No primeiro caso, não é fonte formal, pois não se criam direitos e obrigações e 
nem se pode dizer que é algo abstrato e impessoal. Sendo assim, não é fonte do direito do 
trabalho, conforme a melhor doutrina brasileira.
Letra d.
012. 012. (INÉDITA/2025) Se Lázaro, representante sindical, junto com o empregador dos 
trabalhadores representados pelo sindicato, submete-se a um Tribunal Arbitral, com a 
presença de um árbitro escolhido pelas partes, e firma-se um laudo arbitral, com a atuação 
apenas do árbitro na elaboração do laudo, sem interferência direta das partes, pode-se 
dizer que esse laudo:
a) é fonte material
b) é fonte formal autônoma
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c) é fonte formal heterônoma
d) não é fonte do direito do trabalho
Quando se trata de laudo arbitral, é preciso analisar se é caso de conflito individual ou 
coletivo. A questão trata de direito coletivo, representando a categoria dos trabalhadores. 
Logo, é fonte que pode ser autônoma (se as partes atuam diretamente) ou heterônoma 
(se o árbitro decide sem a interferência das partes diretamente). Na situação trazida, o 
árbitro não teve interferência, logo a alternativa é a C. Se houvesse interferência direta 
das partes, seria a B.
Letra c.
7 . reGUlaMeNTO eMPreSarial7 . reGUlaMeNTO eMPreSarial
O regulamento empresarial trata das relações singulares do contrato de trabalho 
mediante ato produzido pelo empregador, como uma forma de tornar mais claras as 
atividades desempenhadas, direitos e obrigações do contrato de trabalho. Então, torna-se 
um ato unilateral do empregador, mesmo que trate de situações genéricas de todos os 
trabalhadores daquele segmento empresarial.
A jurisprudência trabalhista brasileira tem o entendimento de que esses regulamentos 
não são fontes formais e materiais do direito do trabalho, exatamente porque são atos 
unilaterais do empregador. Ao mesmo tempo, por se tratar de uma situação unilateral do 
empregador, não se pode encaixar também como um modelo de negociação coletiva ao lado 
dos acordos e convenções coletivas. Logo, pela jurisprudência não se pode considerar como 
fonte. Porém, os regulamentos empresariais, na prática e na teoria, aderem ao contrato 
de trabalho individual, nos termos da Súmula 51 do TST:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT (incorporada a Orientação Jurisprudencial n. 163 da SBDI-1) – Res. 129/2005, 
DJ 20, 22 e 25.04.2005
I – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração 
do regulamento. (ex-Súmula 51 – RA 41/1973, DJ 14.06.1973)
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. (ex-OJ n. 
163 da SBDI-1 – inserida em 26.03.1999)
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Contrato coletivo de trabalho e regulamento empresarial não são considerados pela 
jurisprudência brasileira como fontes do direito do trabalho. Mas é preciso ficar atento(a) 
aos efeitos da Súmula 51 do TST.
Registre-se a Súmula 288 do TST, que também trata de regulamentos, porém deixarei 
a sua redação para o final do material porque “foge um pouco ao tema”, mas teve revisão 
atualizada e é importante que você já a conheça.
8 . JUriSPrUDÊNCia8 . JUriSPrUDÊNCia
Aqui temos o papel importante do TST e de suas súmulas e OJs – Orientações 
Jurisprudenciais. Além disso, temos decisões do STF que influenciam as esferas trabalhistas, 
bem como decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho.
Juiz de 1º Grau – TRT – TST – STF
A jurisprudência trata de situações que foram deliberadas pelos Tribunais, criando 
determinados entendimentos sobre o sentido. O Brasil pertence ao sistema romano-germânico.
Houve um entendimento num primeiro momento de que a jurisprudência não seria 
fonte de norma jurídica. Depois, passamos a uma segunda fase de entendimento em que a 
jurisprudência teria um fundamental papel criador de direitos. Isso acontece de forma muito 
acentuada, no âmbito trabalhista, principalmente com as súmulas e OJs. A jurisprudência e 
o comportamento ativo do TST sempre foram uma marca destacada no âmbito trabalhista.
A jurisprudência é fonte normativa supletiva. Analisando a melhor doutrina sobre o 
tema e o papel que as súmulas, OJs e precedentes normativos têm na realidade prática 
das fontes trabalhistas, a premissa está errada.
Nos termos do livro de Delgado (2019, p. 202 e 203): “A Jurisprudência sempre foi 
marca distintiva na Justiça do Trabalho, antecipando, as repercussões no Brasil, do 
Constitucionalismo Humanístico e Social, desde muito antes 1988”.
No TST, temos o Tribunal Pleno e as Seções, que podem ser resolvidos para dissídios 
individuais e coletivos. Os dissídios individuais se subdividem em duas, aí temos: SDI 1 e SDI 
2. Além disso, temos a seção específica para os direitos coletivos – a SDC. De acordo com 
o que se subdividem os assuntos, temos as seções específicas para tratar dos temas. O 
Tribunal Pleno cuida das súmulas. As OJs podem ser tratadas em seções e, excepcionalmente, 
pelo Pleno.
O TST está localizado em Brasília, com jurisdição em todo o território nacional, onde 
temos 24 TRTs.
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EXEMPLO
Eu atuei primeiro no TRT14 (Rondônia/Acre) e depois voltei para casa, por remoção, ao TRT 
7 (Ceará).
Então, cada TRT tem sua organização, sendo a justiça do trabalho um ramo específico 
da Justiça Federal (Justiça Federal Especializada).
A função do TST é uniformizar a jurisprudência trabalhista no ordenamento jurídico, 
podendo fazer uso de súmulas, OJs e precedentes normativos.
TST
Súmulas: entendimento dominante 
no conjunto do TST das matérias 
submetidas.
Orientações jurisprudenciais 
(OJ): entendimento dominante 
em umas Seções especializadas 
do TST.
SDI – I – Seção de Dissídios Individuais 1
SDI – II – Seção de Dissídios Individuais 2
SDC – Seção de Dissídios Coletivos
Precedentes normativos: são 
aqueles que vêm da Seção de 
Dissídio Coletivo relacionados 
aos dissídioscoletivos.
Aliás, essa ideia forte da jurisprudência está presente no art. 8º da CLT, caput, que já 
falamos anteriormente. A jurisprudência é uma fonte subsidiária do direito. Ao menos, 
trata-se de uma ideia supletiva, sendo uma fonte normativa. Além disso, a própria CF/1988 
passou a atribuir ao STF o poder de criar súmulas com efeitos vinculantes, nos termos do 
art. 103-A da CF/1988.
Destaque-se a tendência da Reforma Trabalhista de diminuir “a característica proativa da 
Justiça do Trabalho”. Com a Reforma Trabalhista, em 2017, as súmulas e outros enunciados 
de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais 
do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações que 
não estejam previstas em lei.
Nesse sentido, importante você ir às provas conhecendo o teor dos artigos 8º, § 2º, e 
702, I, f, da CLT, a seguir:
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Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem 
criar obrigações que não estejam previstas em lei.
Art. 702. Ao Tribunal Pleno compete:
I – em única instância: (...)
f) estabelecer ou alterar súmulas e outros enunciados de jurisprudência uniforme, pelo voto 
de pelo menos dois terços de seus membros, caso a mesma matéria já tenha sido decidida de 
forma idêntica por unanimidade em, no mínimo, dois terços das turmas em pelo menos dez 
sessões diferentes em cada uma delas, podendo, ainda, por maioria de dois terços de seus 
membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir 
de sua publicação no Diário Oficial
Vamos lembrar novamente do mapa mental:
Artigo 8º da 
CLT (fontes)
Usos e costumes
Normas gerais de direito
Princípios gerais de direito
Direito comparado
Jurisprudência
Princípios gerais de direito
Equidade
Analogia
9 . PriNCÍPiOS JUrÍDiCOS9 . PriNCÍPiOS JUrÍDiCOS
São fontes do direito do trabalho e serão analisadas na próxima aula, principalmente 
os específicos do direito do trabalho, conforme o art. 8º da CLT.
EXEMPLO
Princípio da proteção, da aplicação da norma mais favorável, in dubio pro reu, da condição 
mais favorável etc.
Os princípios se tornam importantes porque possuem função descritiva, de normatização, 
interpretação e aplicação subsidiária, em situações de lacunas nas fontes jurídicas principais 
do sistema. A vertente interpretativa é muito importante também. Trata-se de princípios 
gerais e específicos do direito do trabalho. Tem-se uma ênfase destacada na sua interpretação.
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No direito do trabalho, vigoram alguns princípios que norteiam as relações trabalhistas 
que vamos colocar no quadro abaixo:
Princípio da proteção
Visa proteger a parte mais frágil/vulnerável da relação, buscando propiciar 
aqui uma situação de equilíbrio da relação jurídica. Visa proteger os 
trabalhadores, daqui emanando uma série de princípios, principalmente 
relacionados com sua condição econômica e social mais fragilizada ou 
desfavorável. Esse princípio é responsável por justificar a existência do 
direito do trabalho, pois limitará as relações privadas, interferindo na 
autonomia da vontade.
Princípio da 
aplicação da norma 
mais favorável ao 
trabalhador
Esse princípio norteia o direito do trabalho em três grandes níveis:
1) quando forem elaborar a norma, devem observar, entre as condições 
possíveis, a mais favorável para o trabalhador; 2) quando duas ou mais 
regras concorrerem devem levar em consideração a norma mais favorável 
ao trabalhador; 3) quando for interpretar determinada norma, tem que 
levar em consideração aquela que for mais favorável ao trabalhador.
Princípio da 
imperatividade das 
normas trabalhistas
Como reflexo desse princípio, podemos entender que ele representa 
a restrição à autonomia da vontade inerente ao contrato de trabalho, 
em contraponto à soberania da vontade contratual das partes que 
prevalece no Direito Civil; é tido como instrumento que assegura as 
garantias fundamentais do trabalhador, em face do desequilíbrio de 
poderes inerentes ao contrato de emprego.
Com isso, as regras jurídicas que possuem a tutela de proteção do 
Estado aos direitos mínimos merecem ser protegidas sob o manto da 
imperatividade, ou seja, tornam-se de natureza obrigatória.
Princípio da 
indisponibilidade dos 
direitos trabalhistas
É por isso que esse princípio também é conhecido como da 
irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas.
Esse nome é criticado, pois há direitos que são passíveis de renúncia ou 
passíveis de transação, como está no art. 472, §2º, da CLT: nos contratos 
por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem 
as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para 
a respectiva terminação.
Nesse ponto, esse princípio traz à tona regra muito importante, que é 
a indisponibilidade dos direitos trabalhistas.
10 . DOUTriNa10 . DOUTriNa
A doutrina é o conjunto de ideias e pensamentos dos estudiosos especializados, neste 
caso em direito do trabalho. A doutrina é importante para fins de permitir uma melhor 
compreensão do ordenamento jurídico.
A CLT não faz menção expressa no art. 8º à ideia de doutrina como fonte subsidiária, 
nos seguintes termos:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 
de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
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Veja que, em nenhum momento, faz-se menção à doutrina, diferentemente da jurisprudência 
(súmulas, OJs e precedentes, por exemplo). A doutrina jurídica não é fonte normativa, mas 
sim utilizada supletivamente ao direito do trabalho. No mesmo raciocínio é equidade.
Preceitua Delgado (2019, p. 207): “As construções doutrinárias não são fontes normativas. 
(...) Nesse quadro será sempre substantiva a influência da doutrina na dinâmica jurídica, 
embora sem que ela se transforme em fonte formal da regra do Direito.”
Sobre essa visão, destaque-se a posição de Delgado (ibid.) na íntegra:
As construções doutrinárias não são, portanto, fonte normativa. Têm, entretanto, inegável 
importância no universo e prática jurídicos,uma vez que atuam como instrumentos reveladores 
dos fundamentos teóricos e conexões lógicas do sistema jurídico, os quais, por abstração, devem 
ser captados pelo intérprete e aplicador do Direito. Nesse quadro será sempre substantiva a 
influência da doutrina na dinâmica jurídica, embora sem que ela se transforme em fonte formal 
da regra do Direito.
É importante abordar a distinção de analogia e interpretação analógica para não ocorrer 
equívocos nas provas objetivas:
ANALOGIA INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA
Faz-se uso da ANALOGIA quando existe ausência 
de norma para regular o caso concreto. Aplica-se a 
solução de um caso similar que é tratado por uma 
norma para outro caso que não tem regulamentação. 
Também está prevista na LINDB – Lei de Introdução 
das Normas do Direito Brasileiro.
OMISSÃO DE LEI.
NÃO É MÉTODO INTERPRETATIVO.
É um método interpretativo utilizado no caso 
concreto.
É usada quando não há omissão da norma 
legislativa ou normativa.
Mas existe na norma um conceito genérico que 
precisa ser interpretado e ter sua norma revelada 
a partir de um texto legal.
E também é preciso entender a diferença entre interpretação e integração:
INTERPRETAÇÃO INTEGRAÇÃO
Eros Roberto Grau: “Interpretar é, assim, dar 
concepção (=concretizar) ao direito. Nesse 
sentido, a interpretação (=interpretação/
aplicação) opera a inserção do direito na realidade; 
opera a mediação entre o caráter geral do texto 
normativo e sua aplicação particular; em outros 
termos ainda: opera a sua inserção na vida.”
Tércio Sampaio Ferraz Junior ressalta que 
o problema da integração está relacionado 
diretamente com a questão da lacuna da lei e a 
possibilidade de o julgador ir além da ratio legis, 
configurando novas hipóteses normativas quando 
se admite a possibilidade de que o ordenamento 
vigente não as prevê, ou até mesmo de que as 
prevê, mas de modo julgado insatisfatório.
Destaque-se, para as provas, a literalidade da LINDB nesse aspecto:
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique 
ou revogue.
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§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela 
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga 
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido 
a vigência.
Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e 
os princípios gerais de direito.
Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do 
bem comum.
11 . eQUiDaDe11 . eQUiDaDe
A equidade pode ser sintetizada como a busca pela justiça, procurando corrigir as 
distorções da lei. Na verdade, busca propiciar uma adequação. A ideia é suavizar eventuais 
rigores das normas, tendo em vista as especificidades do caso concreto. Nesse sentido, 
Delgado (2019, p. 208) analisa:
A equidade significa, pois, a suavização do rigor da norma abstrata, tendo em vista as circunstâncias 
específicas do caso concreto posto a exame judicial. A lei regula uma situação – tipo, construindo 
regra fundada nos elementos mais amplos dessa situação: o intérprete, pela equidade, mediatiza, 
adequa o comando abstrato, ao torná-lo concreto.
Pelo artigo 8º da CLT, trata-se de instrumento normativo subsidiário e papel de fonte 
material do direito do trabalho judicialmente produzido. A equidade vai auxiliar o operador 
do direito a decidir com equilíbrio.
12 . aNalOGia12 . aNalOGia
Está disposto expressamente no artigo 8º da CLT. Significa a aplicação de determinada 
legislação que regulamenta uma situação para contextos similares.
É um trabalho comparativo de situações para o fornecimento de tratamentos similares, 
quando uma das situações não é suficientemente normatizada. É a integração jurídica de 
outras fontes jurídicas para tratamento de determinado caso.
13 . ClÁUSUlaS CONTraTUaiS e SeNTeNÇa NOrMaTiVa13 . ClÁUSUlaS CONTraTUaiS e SeNTeNÇa NOrMaTiVa
Dividi este capítulo para tratar das cláusulas contratuais e da sentença normativa. 
Vamos começar pelas cláusulas contratuais.
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O que são?O que são?
São os componentes e condições existentes no contrato de trabalho.
EXEMPLO
Cláusula contratual que explica sobre o fardamento.
Por outro lado, como aderir aos contratos de trabalho específicos se tornam cláusulas 
com características pessoais, concretas com direitos e obrigações específicas; pelo caráter 
específico, não se tornam fontes do direito do trabalho. Cuidado com as nomenclaturas que 
a banca vai utilizar, exatamente porque são muito parecidas e também muitas informações.
EXEMPLO
Contratos coletivos de trabalho, laudo arbitral (sentença arbitral), sentença normativa, 
cláusulas de contratos individuais etc.
Logo, não é fonte do direito do trabalho. No entanto, o contrato de trabalho, em si, 
pode ser considerado fonte do direito do trabalho. Vamos ver agora a sentença normativa.
Sentença normativa é fonte heterônoma específica do direito do trabalho. Aqui é a 
decisão que põe fim ao dissídio coletivo, que é o litígio resolvido no âmbito dos Tribunais 
Regionais do Trabalho (diferente das partes envolvidas). Sentença normativa não é o mesmo 
que sentença judicial. É algo mais específico. Isso nos leva à conclusão de que as sentenças 
de 1º grau, por exemplo, não são fontes do direito do trabalho.
EXEMPLO
Uma sentença normativa é fonte do direito do trabalho e uma sentença de Ação Civil Pública 
não é fonte.
Os dissídios coletivos são também regulamentados na CLT. A instância será instaurada 
mediante representação escrita ao presidente do Tribunal. Poderá ser também instaurada 
por iniciativa do presidente ou, ainda, a requerimento da Procuradoria da Justiça do Trabalho, 
sempre que ocorrer suspensão do trabalho.
A representação para instaurar a instância em dissídio coletivo constitui prerrogativa 
das associações sindicais, excluídas as hipóteses aludidas no art. 856, quando ocorrer 
suspensão do trabalho.
Quando não houver sindicato representativo da categoria econômica ou profissional, 
poderá a representação ser instaurada pelas federações correspondentes e, na falta destas, 
pelas confederações respectivas, no âmbito de sua representação.
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EXEMPLO
Exemplo clássico de dissídio coletivo é o caso de greve.
Dissídio coletivo de greve perante o TRT da 7ª Região (CE). Greve de âmbito nacional perante 
o TST.
Aqui existe uma especificação para as sentenças normativas. Sobre o tema, note-se a 
previsão na CLT, nos arts. 867 e 868, a seguir:
Art. 867. Da decisão do Tribunal serão notificadas as partes, ou seus representantes, em 
registrado postal, com franquia, fazendo-se, outrossim, a sua publicação

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