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DIREITO DO TRABALHO Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 250603142866 MARIA RAFAELA Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade do Porto/Portugal. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. Professora de cursos de pós-graduação na Universidade de Fortaleza - Unifor. Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª Região. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do MPRO, analista judiciária do TJCE; professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal de Rondônia; professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em outros concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br 3 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual . . . . . . . 5 1. Extinção do Contrato de Trabalho por Extinção do Estabelecimento . . . . . . . . . . 5 2. Regras de Força Maior e Fato do Príncipe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 3. Extinção do Contrato de Trabalho por Morte do Trabalhador ou Morte do Empregador quando se Trata de Pessoa Física . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 4. Homologação da Rescisão e Multas dos Artigos 467 e 477 da CLT . . . . . . . . . . . 11 5. Noções de Direito Coletivo no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 6. Princípios e Regras Gerais Aplicados ao Direito Coletivo Brasileiro . . . . . . . . . . . 15 7. O STF, a Reforma Trabalhista e o Direito Coletivo do Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Mapa Mental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela APreSeNtAÇÃoAPreSeNtAÇÃo Olá, meu (minha) querido (a) aluno (a)! Como você está? Meu nome é Maria Rafaela de Castro. Atualmente sou Juíza do Trabalho Substituta no TRT 7ª Região. Estamos continuando aqui na tua preparação para as provas de Direito do Trabalho. Você deve ter percebido algumas peculiaridades na minha metodologia pensando no seu sucesso. Eu, por exemplo, gosto muito de usar um livro base como referência. Adotei o livro do professor e Ministro do TST, Maurício Godinho Delgado. Foi o livro que usei na minha aprovação no cargo de juíza e acho importante trazer alguns trechos para você. Fique tranquilo que uso mais de uma obra para fazer o material, mas optei por usar um doutrinador específico para trazer algumas informações doutrinárias. Estamos aqui na preparação do seu material de apoio. Também uso muita jurisprudência e a lei seca no texto escrito para te ajudar a fixar melhor o que precisa saber para as provas. No fim do material, você terá acesso à legislação mais cobrada nas provas, em trechos, para te ajudar a memorizar melhor sem precisar manusear o Vade mecum o tempo inteiro. Também incluí questões inéditas para você surpreender a banca, e não o contrário! Fica muito esperto(a) com as minhas dicas do “PULO DO GATO”, pois, geralmente, são dicas que já foram cobradas algumas vezes em provas anteriores ou se trata de inovação legislativa. Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teóricas, exercícios e responder questões de provas anteriores. Nesse ponto, esse material vai te ajudar a chegar à posse. Espero teu feedback sobre a forma de explicação, didática e dúvidas lá no fórum do aluno. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno! Confie em si mesmo e conte com nossa equipe do GRAN. Vou ter o maior prazer em conversar com você por lá e até gravar aulas com os conteúdos. Vamos começar? Abraços! Maria Rafaela de Castro @mrafaela_castro O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela DIREITO COLETIVO (ASPECTOS GERAIS) E OUTRAS DIREITO COLETIVO (ASPECTOS GERAIS) E OUTRAS MODALIDADES DE DISPENSA CONTRATUALMODALIDADES DE DISPENSA CONTRATUAL 1 . eXtiNÇÃo Do CoNtrAto De trAbAlho Por eXtiNÇÃo 1 . eXtiNÇÃo Do CoNtrAto De trAbAlho Por eXtiNÇÃo Do eStAbeleCiMeNtoDo eStAbeleCiMeNto Continuando a temática da rescisão do contrato de trabalho, torna-se necessário estudar as verbas que são devidas quando se trata de extinção do estabelecimento. No direito do trabalho, quando da extinção do estabelecimento por não ocorrere outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 013. 013. (FGV/OAB/1ª FASE/2021) Suelen trabalhava na Churrascaria Boi Mal Passado Ltda. como auxiliar de cozinha, recebendo salário fixo de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) mensais. Por encontrar-se em dificuldade financeira, Suelen pediu ao seu empregador um empréstimo de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) para ser descontado em parcelas de R$ 500,00 (quinhentos reais) ao longo do tempo. Sensibilizado com a situação da empregada, a sociedade empresária fez o empréstimo solicitado, mas 1 mês após Suelen pediu demissão, sem ter pago qualquer parcela do empréstimo. Considerando a situação de fato, a previsão da CLT e que a empresa elaborará o termo de rescisão do contrato de trabalho (TRCT), assinale a afirmativa correta. a) A sociedade empresária poderá descontar todo o resíduo do empréstimo do TRCT. b) A sociedade empresária poderá, no máximo, descontar no TRCT o valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais). c) Não pode haver qualquer desconto no TRCT, porque o empréstimo tem a natureza de contrato civil, de modo que a sociedade empresária deverá cobrá-lo na justiça comum. d) Por lei, a sociedade empresária tem direito de descontar no TRCT o dobro da remuneração do empregado por eventual dívida dele. 014. 014. (FGV/TRT12/ANALISTA/2017) Marta era empregada da empresa Surpresa Ltda., exercendo a função de secretária. Após dois anos de serviços prestados, recebeu aviso prévio trabalhado. Durante o período de cumprimento do aviso prévio, a respectiva empregada praticou ato de improbidade. À luz da legislação e da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que: a) o caso deverá ser levado ao conhecimento da Justiça do Trabalho, que determinará qual será a forma de rompimento contratual final; b) a empregada não tem direito ao restante do prazo do aviso prévio e ao pagamento das verbas rescisórias de natureza indenizatória; c) considerando que o fato aconteceu durante o aviso prévio, o empregador será obrigado a perdoar a falta; d) altera-se a natureza jurídica da ruptura contratual para culpa recíproca, de modo que Marta receberá 50% das verbas devidas; e) a ocorrência de falta grave não é mais juridicamente relevante, porque seu contrato já havia sido rompido. 015. 015. (FGV/OAB/1ª FASE/2021) Carlos foi contratado como estagiário, em 2018, por uma indústria automobilística, pelo prazo de dois anos. Todas as exigências legais foram atendidas, e o estágio era remunerado. Após um ano de vigência do contrato, ele procura você, como advogado(a), para saber se terá direito a férias nos 12 meses seguintes. Sobre a situação narrada, de acordo com a Lei de regência, assinale a afirmativa correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 29 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela a) Não haverá direito a qualquer paralisação, porque somente o empregado tem direito a férias. b) O estagiário tem direito a férias normais acrescidas do terço constitucional. c) Uma vez que a Lei é omissa a respeito, caberá ao empregador conceder, ou não, algum período de descanso a Carlos. d) Carlos terá direito a um recesso remunerado de 30 dias, mas sem direito ao acréscimo de 1/3(um terço). 016. 016. (FGV/CÂMARA DE SALVADOR/ESPECIALISTA/2018) Maria Rita foi contratada por uma indústria de panificação em 1º de julho de 2017. Aproximando-se do fim do ano de 2017, a empresa começou a realizar o pagamento do 13º salário. Em relação a esse direito e diante do caso apresentado, é correto afirmar que: a) Maria Rita receberá 6/12 avos do 13º salário referente ao ano de 2017, sendo metade do valor até o dia 30 de novembro e o restante até 20 de dezembro; b) considerando que a empregada em questão ingressou nos quadros da empresa no 2º semestre do ano, não terá direito ao 13º salário porque não teve 1 ano de trabalho em 2017; c) não pode haver discriminação entre empregados, que devem ter tratamento isonômico, motivo pelo qual Maria Rita receberá o 13º salário de forma integral no ano de 2017; d) o pagamento da gratificação natalina devida no ano de 2017 deverá ser feita até o dia 25 de dezembro do ano em questão; e) desde que haja concordância da empregada, o 13º salário poderá ser fracionado em 3 parcelas, sendo nenhuma delas inferior a 10 dias de salário. 017. 017. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2019) Uma indústria de calçados, que se dedica à exportação, possui 75 empregados. No último ano, Davi foi aposentado por invalidez, Heitor pediu demissão do emprego, Lorenzo foi dispensado por justa causa e Laura rompeu o contrato por acordo com o empregador, aproveitando-se da nova modalidade de ruptura trazida pela Lei n. 13.467/17 (Reforma Trabalhista). De acordo com a norma de regência, assinale a opção que indica, em razão dos eventos relatados, quem tem direito ao saque do FGTS. a) Davi e Laura, somente. b) Todos poderão sacar o FGTS. c) Laura, somente. d) Davi, Heitor e Lorenzo, somente. 018. 018. (FGV/OAB/PROVA DE JUNHO/2021) Uma indústria de chocolates constatou que precisava de mais trabalhadores para produzir ovos de Páscoa e, em razão disso, contratou vários trabalhadores temporários, pelo prazo de 30 dias, por meio de uma empresa de trabalho temporário. Maria era uma dessas trabalhadoras temporárias. Ocorre que a empresa contratada (a empresa de trabalho temporário) teve a falência decretada pela Justiça e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 30 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela não pagou nada a esses trabalhadores temporários. Maria procura você, como advogado(a), para saber se a indústria de chocolates, tomadora do serviço, teria alguma responsabilidade. Sobre a hipótese, de acordo com a norma de regência, assinale a afirmativa correta. a) A indústria de chocolates contratante terá responsabilidade solidária. b) Não haverá qualquer tipo de responsabilidade da contratante, porque a terceirização foi lícita. c) A então contratante se tornará empregadora dos trabalhadores temporários em razão da falência da empresa contratada. d) A indústria de chocolates contratante terá responsabilidade subsidiária se isso estiver previsto no contrato que entabulou com a empresa prestadora dos serviços 019. 019. (FGV/OAB/PROVA DE JUNHO/2021) Luiz e Selma são casados e trabalham para o mesmo empregador. Ambos são teletrabalhadores, tendo o empregador montado um home office no apartamento do casal, de onde eles trabalham na recepção e no tratamento de dados informatizados. Para a impressão dos dados que serão objeto de análise, o casal necessitará de algumas resmas de papel, assim como de toner para a impressora que utilizarão. Assinale a opção que indica quem deverá arcar com esses gastos, de acordo com a CLT. a) Cada parte deverá arcar com 50% desse gasto. b) A empresa deverá arcar com o gasto porque é seu o risco do negócio. c) A responsabilidade por esse gasto deverá ser prevista em contrato escrito. d) O casal deverá arcar com o gasto, pois não há como o empregador fiscalizar se o material será utilizado apenas no trabalho. 020. 020. (FGV/OAB/ 2021) Desde abril de 2019, Denilson é empregado em uma indústria de cosméticos, com carteira profissional assinada. No último contracheque de Denilson, verifica-seo pagamento das seguintes parcelas: abono, prêmio, comissão e diária para viagem. Considerando essa situação, assinale a opção que indica a verba que, de acordo com a CLT, integra o salário e constitui base de incidência de encargo trabalhista. a) Abono. b) Prêmio. c) Comissão. d) Diária para viagem. 021. 021. (FGV/OAB/2020) Gervásia é empregada na Lanchonete Pará desde fevereiro de 2018, exercendo a função de atendente e recebendo o valor correspondente a um salário-mínimo por mês. Acerca da cláusula compromissória de arbitragem que o empregador pretende inserir no contrato da empregada, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta. a) A inserção não é possível, porque, no Direito do Trabalho, não cabe arbitragem em lides individuais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 31 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela b) A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no contrato citado, em razão do salário recebido pela empregada. c) Não há mais óbice à inserção de cláusula compromissória de arbitragem nos contratos de trabalho, inclusive no de Gervásia. d) A cláusula de arbitragem pode ser inserida em todos os contratos de trabalho, sendo admitida de forma expressa ou tácita. 022. 022. (FGV/OAB/2021) Regina foi admitida pela sociedade empresária Calçados Macios Ltda., em abril de 2020, para exercer a função de estoquista. No processo de admissão, foi ofertado a Regina um plano de previdência privada, parcialmente patrocinado pelo empregador. Uma vez que as condições pareceram vantajosas, Regina aderiu formalmente ao plano em questão. No primeiro contracheque, Regina, verificou que, na parte de descontos, havia subtrações a título de INSS e de previdência privada. Assinale a opção que indica, de acordo com a CLT, a natureza jurídica desses descontos. a) Ambos são descontos legais. b) INSS é desconto legal e previdência privada, contratual. c) Ambos são descontos contratuais. d) INSS é desconto contratual e previdência privada, legal. 023. 023. (FGV/OAB/2021) Godofredo foi contratado como vendedor de automóveis usados pela sociedade empresária Carango de Ouro Ltda., em julho de 2019. Godofredo recebia salário fixo acrescido de 5% sobre as vendas por ele efetuadas. Em março de 2020, Godofredo vendeu um automóvel por R$ 30.000,00, divididos em 10 parcelas de R$ 3.000,00 mensais. Ocorre que Godofredo foi dispensado, por justa causa, dois meses após. Sobre a situação retratada, segundo os termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) O empregado perderá o direito à comissão vincenda, em razão da falta grave que motivou a dispensa por justa causa. b) Godofredo terá direito a receber antecipadamente a comissão sobre as parcelas futuras, porque o motivo da ruptura contratual é irrelevante. c) O empregador poderá pagar a comissão ao empregado dispensado, de acordo com a respectiva liquidação, ao longo do tempo. d) A Lei determina o pagamento de metade da comissão vincenda, uma vez que Godofredo praticou falta grave. 024. 024. (FGV/OAB/2021) Uma indústria de calçados, que se dedica à exportação, possui 75 empregados. No último ano, Davi foi aposentado por invalidez, Heitor pediu demissão do emprego, Lorenzo foi dispensado por justa causa e Laura rompeu o contrato por acordo com o empregador, aproveitando-se da nova modalidade de ruptura trazida pela Lei n. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 32 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 13.467/17 (Reforma Trabalhista). De acordo com a norma de regência, assinale a opção que indica, em razão dos eventos relatados, quem tem direito ao saque do FGTS. a) Davi e Laura, somente. b) Todos poderão sacar o FGTS. c) Laura, somente. d) Davi, Heitor e Lorenzo, somente. 025. 025. (FGV/OAB/2021) Bruno era empregado em uma sociedade empresária, na qual atuava como teleoperador de vendas on-line de livros e artigos religiosos, usando, em sua estação de trabalho, computador e headset. Em determinado dia, o sistema de câmeras internas flagrou Bruno acessando, pelo computador, um site pornográfico por 30 minutos, durante o horário de expediente. Esse fato foi levado à direção no dia seguinte, que, indignada, puniu Bruno com suspensão por 40 dias, apesar de ele nunca ter tido qualquer deslize funcional anterior. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) A punição, tal qual aplicada pela empresa, importa na rescisão injusta do contrato de trabalho. b) A punição é compatível com a gravidade da falta, devendo Bruno retornar ao emprego após os 40 dias de suspensão. c) A empresa deveria dispensar Bruno por justa causa, porque pornografia é crime, e, como não o fez, considera-se perdoada a falta. d) A empresa errou, porque, sendo a primeira falta praticada pelo empregado, a Lei determina que se aplique a pena de advertência. 026. 026. (FGV/OAB/2019) A sociedade empresária Ômega Ltda. deseja reduzir em 20% o seu quadro de pessoal, motivo pelo qual realizou um acordo coletivo com o sindicato de classe dos seus empregados, prevendo um Programa de Demissão Incentivada (PDI), com vantagens econômicas para aqueles que a ele aderissem. Gilberto, empregado da empresa havia 15 anos, aderiu ao referido Programa em 12/10/2018, recebeu a indenização prometida sem fazer qualquer ressalva e, três meses depois, ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) não impede a busca, com sucesso, por direitos lesados. b) A quitação plena e irrevogável pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) somente ocorreria se isso fosse acertado em convenção coletiva, mas não em acordo coletivo. c) O empregado não terá sucesso na ação, pois conferiu quitação plena. d) A demanda não terá sucesso, exceto se Gilberto previamente devolver em juízo o valor recebido pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 33 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 027. 027. (FGV/OAB/2019) Rogério foi admitido, em 08/12/2017, em uma locadora de automóveis, como responsável pelo setor de contratos, razão pela qual não necessitava comparecer diariamente à empresa, pois as locações eram feitas on-line. Rogério comparecia à locadora uma vez por semana para conferir e assinar as notas de devolução dos automóveis. Assim, Rogério trabalhava em sua residência, com todo o equipamento fornecido pelo empregador, sendo que seu contrato de trabalho previa expressamente o trabalho remoto a distância e as atividades desempenhadas. Após um ano trabalhando desse modo, o empregador entendeu que Rogério deveria trabalhar nas dependências da empresa. A decisão foi comunicada a Rogério, por meio de termo aditivo ao contrato de trabalho assinado por ele, com 30 dias de antecedência.Ao ser dispensado em momento posterior, Rogério procurou você, como advogado(a), indagando sobre possível ação trabalhista por causa desta situação. Sobre a hipótese de ajuizamento, ou não, da referida ação, assinale a afirmativa correta. a) Não se tratando da modalidade de teletrabalho, deverá ser requerida a desconsidera- ção do trabalho em domicílio, já que havia comparecimento semanal nas dependências do empregador. b) Não deverá ser requerido o pagamento de horas extras pelo trabalho sem limite de horário, dado o trabalho em domicílio, porém poderá ser requerido trabalho extraordinário em virtude das ausências de intervalo de 11h entre os dias de trabalho, bem como o intervalo para repouso e alimentação. c) Em vista da modalidade de teletrabalho, a narrativa não demonstra qualquer irregularidade a ser requerida em eventual demanda trabalhista. d) Deverá ser requerido que os valores correspondentes aos equipamentos usados para o trabalho em domicílio sejam considerados salário utilidade. 028. 028. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Fase Gilda e Renan são empregados da sociedade empresária Alfa Calçados Ltda. há 8 meses, mas, em razão da crise econômica no setor, o empregador resolveu dispensá-los em outubro de 2018. Nesse sentido, concedeu aviso prévio indenizado de 30 dias a Gilda e aviso prévio trabalhado de 30 dias a Renan. Em relação ao prazo máximo, previsto na CLT, para pagamento das verbas devidas pela extinção, assinale a afirmativa correta. a) Ambos os empregados receberão em até 10 dias contados do término do aviso prévio. b) Gilda receberá até o 10º dia do término do aviso e Renan, até o 1º dia útil seguinte ao término do aviso prévio. c) Gilda e Renan receberão seus créditos em até 10 dias contados da concessão do aviso prévio. d) Gilda receberá até o 1º dia útil seguinte ao término do aviso prévio e Renan, até o 10º dia do término do aviso. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 34 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 029. 029. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Em determinada localidade, existe a seguinte situação: a convenção coletiva da categoria para o período 2018/2019 prevê o pagamento de adicional de 70% sobre as horas extras realizadas de segunda-feira a sábado. Ocorre que a sociedade empresária Beta havia assinado um acordo coletivo para o mesmo período, porém, alguns dias antes, prevendo o pagamento dessas horas extras com adicional de 60%. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica o adicional que deverá prevalecer. a) Prevalecerá o adicional de 70%, por ser mais benéfico aos empregados. b) Diante da controvérsia, valerá o adicional de 50% previsto na Constituição Federal. c) Deverá ser respeitada a média entre os adicionais previstos em ambas as normas coletivas, ou seja, 65%. d) Valerá o adicional de 60% previsto em acordo coletivo, que prevalece sobre a convenção. 030. 030. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) O sindicato dos empregados em tinturaria de determinado município celebrou, em 2018, acordo coletivo com uma tinturaria, no qual, reconhecendo-se a condição financeira difícil da empresa, aceitou a redução do percentual de FGTS para 3% durante 2 anos. Sobre o caso apresentado, de acordo com a previsão da CLT, assinale a afirmativa correta. a) É válido o acerto realizado porque fruto de negociação coletiva, ao qual a reforma trabalhista conferiu força legal. b) Somente se houver homologação do acordo coletivo pela Justiça do Trabalho é que ele terá validade em relação ao FGTS. c) A cláusula normativa em questão é nula, porque constitui objeto ilícito negociar percentual de FGTS. Correto. d) A negociação acerca do FGTS exigiria que, ao menos, fosse pago metade do valor devido, o que não aconteceu no caso apresentado. 031. 031. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Considerando a grave crise financeira que o país atravessa, a fim de evitar a dispensa de alguns funcionários, a metalúrgica Multiforte Ltda. pretende suspender sua produção por um mês. O Sindicato dos Empregados da indústria metalúrgica contratou você para, como advogado, buscar a solução para o caso. Segundo o texto da CLT, assinale a opção que apresenta a solução de acordo mais favorável aos interesses dos empregados. a) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por meio de acordo individual de trabalho. b) Conceder férias coletivas de 30 dias. c) Promover o lockout. d) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por meio de acordo coletivo de trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 35 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 032. 032. (FGV/OAB/2019) Fábio trabalha em uma mineradora como auxiliar administrativo. A sociedade empresária, espontaneamente, sem qualquer previsão em norma coletiva, fornece ônibus para o deslocamento dos funcionários para o trabalho, já que ela se situa em local cujo transporte público modal passa apenas em alguns horários, de forma regular, porém insuficiente para a demanda. O fornecimento do transporte pela empresa é gratuito, e Fábio despende cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar do trabalho no referido transporte. Além do tempo de deslocamento, Fábio trabalha em uma jornada de 8 horas, com uma hora de pausa para repouso e alimentação. Insatisfeito, ele procura você, como advogado(a), a fim de saber se possui algum direito a reclamar perante a Justiça do Trabalho. Considerando que Fábio foi contratado em dezembro de 2017, bem como a legislação em vigor, assinale a afirmativa correta. a) Fábio faz jus a duas horas extras diárias, em razão do tempo despendido no transporte. b) Fábio não faz jus às horas extras, pois o transporte fornecido era gratuito. c) Fábio faz jus às horas extras, porque o transporte público era insuficiente, sujeitando o trabalhador aos horários estipulados pelo empregador. d) Fábio não faz jus a horas extras, porque o tempo de transporte não é considerado tempo à disposição do empregador. Certo. 033. 033. (FGV/OAB/2019) A sociedade empresária Ômega Ltda. deseja reduzir em 20% o seu quadro de pessoal, motivo pelo qual realizou um acordo coletivo com o sindicato de classe dos seus empregados, prevendo um Programa de Demissão Incentivada (PDI), com vantagens econômicas para aqueles que a ele aderissem. Gilberto, empregado da empresa havia 15 anos, aderiu ao referido Programa em 12/10/2018, recebeu a indenização prometida sem fazer qualquer ressalva e, três meses depois, ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) não impede a busca, com sucesso, por direitos lesados. b) A quitação plena e irrevogável pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) somente ocorreria se isso fosse acertado em convenção coletiva, mas não em acordo coletivo. c) O empregado não terá sucesso na ação, pois conferiu quitação plena. d) A demanda não terá sucesso, exceto se Gilberto previamente devolver em juízo o valor recebido pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI). 034. 034. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012/ADAPTADA) A estabilidade é asseguradaao dirigente sindical eleito como titular e ao eleito como suplente. 035. 035. (CESPE/TRT-8ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013/ADAPTADA) De acordo com a CLT, é vedada a dispensa dos representantes dos empregados e dos empregadores membros da comissão O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 36 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela de conciliação prévia, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta, nos termos da lei. 036. 036. (CESPE/TRT-8ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013/ADAPTADA) Segundo entendimento do TST, há estabilidade do dirigente sindical mesmo que o seu sindicato ainda não tenha registro no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 037. 037. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015/ADAPTADA) Porfírio, eleito Diretor Suplente do sindicado profissional, pode ser dispensado sem justa causa, tendo em vista que a garantia é assegurada apenas aos diretores eleitos como titulares. 038. 038. (FGV/OAB/2019) Fábio trabalha em uma mineradora como auxiliar administrativo. A sociedade empresária, espontaneamente, sem qualquer previsão em norma coletiva, fornece ônibus para o deslocamento dos funcionários para o trabalho, já que ela se situa em local cujo transporte público modal passa apenas em alguns horários, de forma regular, porém insuficiente para a demanda. O fornecimento do transporte pela empresa é gratuito, e Fábio despende cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar do trabalho no referido transporte. Além do tempo de deslocamento, Fábio trabalha em uma jornada de 8 horas, com uma hora de pausa para repouso e alimentação. Insatisfeito, ele procura você, como advogado(a), a fim de saber se possui algum direito a reclamar perante a Justiça do Trabalho. Considerando que Fábio foi contratado em dezembro de 2017, bem como a legislação em vigor, assinale a afirmativa correta. a) Fábio faz jus a duas horas extras diárias, em razão do tempo despendido no transporte. b) Fábio não faz jus às horas extras, pois o transporte fornecido era gratuito. c) Fábio faz jus às horas extras, porque o transporte público era insuficiente, sujeitando o trabalhador aos horários estipulados pelo empregador. d) Fábio não faz jus a horas extras, porque o tempo de transporte não é considerado tempo à disposição do empregador. Certo. 039. 039. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Em 2018, um sindicato de empregados acertou, em acordo coletivo com uma sociedade empresária, a redução geral dos salários de seus empregados em 15% durante 1 ano. Nesse caso, conforme dispõe a CLT, a) uma contrapartida de qualquer natureza será obrigatória e deverá ser acertada com a sociedade empresária. b) a contrapartida será a garantia no emprego a todos os empregados envolvidos durante a vigência do acordo coletivo. c) a existência de alguma vantagem para os trabalhadores para validar o acordo coletivo será desnecessária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 37 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela d) a norma em questão será nula, porque a redução geral de salário somente pode ser acertada por convenção coletiva de trabalho. 040. 040. (FCC/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017/ADAPTADA) A estabilidade do empregado eleito dirigente sindical compreende o período desde o registro da candidatura, até 1 ano após o término do mandato, desde que tenha sido eleito membro titular. 041. 041. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018/ADAPTADA) Carolina, Mariana e Antônio são empregados da empresa Viação Mar Azul Ltda. Carolina foi contratada por prazo determinado e descobriu que está grávida. Mariana, contratada por prazo determinado, recentemente sofreu um acidente de trabalho e encontra-se afastada de suas atividades profissionais. Antônio, por sua vez, contratado por prazo indeterminado, acaba de registrar sua candidatura a cargo de direção de entidade sindical. Neste caso, nos termos da lei trabalhista vigente e do entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: a) O desconhecimento da empresa Viação Mar Azul Ltda. do estado gravídico de Carolina afasta o direito ao pagamento de indenização decorrente da estabilidade gestante, existente desde a comunicação da gravidez até cinco meses após o parto. b) Mariana goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho. c) Carolina não tem direito à estabilidade provisória, existente desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, pois foi admitida mediante contrato por tempo determinado. d) Fica vedada a dispensa de Antônio, a partir do momento da data da eleição a cargo de direção de entidade sindical, até 1 ano após o final do seu mandato, exceto se fosse como suplente. e) Antônio teria direito à estabilidade, mesmo que o registro da candidatura a cargo de dirigente sindical tivesse sido realizado durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado. 042. 042. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Gustavo foi empregado da empresa Pizzaria Massa Deliciosa. Após a extinção do seu contrato, ocorrida em julho de 2018, as partes dialogaram e confeccionaram um termo de acordo extrajudicial, que levaram à Justiça do Trabalho para homologação. O acordo em questão foi assinado pelas partes e por um advogado, que era comum às partes. Considerando o caso narrado, segundo os ditames da CLT, assinale a afirmativa correta. a) Viável a homologação do acordo extrajudicial, porque fruto de manifestação de vontade das partes envolvidas. b) Não será possível a homologação, porque empregado e empregador não podem ter advogado comum. c) Impossível a pretensão, porque, na Justiça do Trabalho, não existe procedimento especial de jurisdição voluntária, mas apenas contenciosa. d) Para a validade do acordo proposto, seria necessário que o empregado ganhasse mais de duas vezes o teto da Previdência Social. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 38 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 043. 043. (FCC/TRT-15ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2018/ADAPTADA) Bernardo, empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical, goza de estabilidade provisória, pois exerce na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. 044. 044. (FCC/TRT-15ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2018/ADAPTADA) Mariano, membro do conselho fiscal do Sindicato dos Comerciários de Presidente Prudente e Região, por atuar na defesa de direitos da categoria respectiva, tem estabilidade no emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. 045. 045. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Um empregado de 65 anos foi admitido em 10/05/2011 e dispensado em 10/01/2013. Ajuizou reclamação trabalhista em 05/12/2016, postulando horas extras e informando, na petição inicial, que não haveria prescrição porque apresentara protesto judicial quanto às horas extras em 04/06/2015, conforme documentos que juntou aos autos. Diante da situação retratada, considerando a Lei e o entendimento consolidadodo TST, assinale a afirmativa correta. a) A prescrição ocorreu graças ao decurso do tempo e à inércia do titular. b) A prescrição foi interrompida com o ajuizamento do protesto. c) A prescrição ocorreu, porque não cabe protesto judicial na seara trabalhista. d) A prescrição não corre para os empregados maiores de 60 anos. 046. 046. (CESPE/PGM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019/ADAPTADA) Com relação à estabilidade e à garantia provisória de emprego, ao direito de greve e a serviços essenciais, julgue os itens seguintes, considerando a jurisprudência do TST. Situação hipotética: Um empregado estava no período correspondente ao aviso prévio indenizado quando foi eleito presidente do sindicato de sua categoria. Assertiva: Esse empregado adquiriu o direito à estabilidade desde a data de sua eleição. 047. 047. (INÉDITA/2021) Rui foi demitido por culpa recíproca. Ajuizou reclamação trabalhista, mas foi mantida, com trânsito em julgado, a culpa recíproca. Dentre os direitos que pode receber, não consta: a) aviso prévio proporcional b) saque do FGTS c) multa de 20% do FGTS d) saldo de salários e) seguro-desemprego pela metade. 048. 048. (INÉDITA/2021) Rui foi demitido por culpa recíproca. Ajuizou reclamação trabalhista, mas foi mantida, com trânsito em julgado, a culpa recíproca. Dentre os direitos que pode receber, não consta o seguro-desemprego. No entanto, o advogado questionou a possibilidade de pagamento da metade do valor do seguro-desemprego, mas foi indeferido pela juíza do trabalho. Nesse caso, a decisão foi acertada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 39 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 049. 049. (INÉDITA/2021) Rui é cipeiro na empresa Gomes e Saldanha LTDA. A empresa extingue por problemas financeiros em razão da pandemia de coronavírus. Aqui a empresa não fez alegação de força maior, rescindindo seus contratos de trabalho sem justa causa. Rui, apesar de receber as verbas rescisórias na modalidade, alega que possui garantia provisória no emprego. O TST possui entendimento consolidado a favor do entendimento de Rui, devendo o empregador garantir a estabilidade. 050. 050. (INÉDITA/2021) Rui sofreu acidente de trabalho, inclusive, com CAT expedida, na empresa Gomes e Saldanha LTDA. A empresa se extingue por problemas financeiros em razão da pandemia de coronavírus. Aqui a empresa não fez alegação de força maior, rescindindo seus contratos de trabalho sem justa causa. Rui, apesar de receber as verbas rescisórias na modalidade, alega que possui garantia provisória no emprego. O TST possui entendimento consolidado a favor do entendimento de Rui, devendo o empregador garantir a estabilidade. 051. 051. (VUNESP/PROCURADOR/2019/ADAPTADA) Antônio, empregado da empresa X fez acordo com seu empregador para extinção de seu contrato de trabalho. Entre as verbas trabalhistas que Antônio terá direito, conforme previsão na CLT, consta: a) férias proporcionais sem o acréscimo de um terço. b) indenização de 80% (oitenta por cento) sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. c) a movimentação da conta vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, limitada à metade do valor dos depósitos. d) o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. e) metade do aviso prévio, se indenizado. 052. 052. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013/ADAPTADA) Desativada a empresa em razão de ato de desapropriação decretada pelo Poder Público e, em consequência, ficando rescindidos os contratos de trabalho dos seus empregados, verifica-se a ocorrência de a) rescisão indireta, ficando o empregador responsável pelo pagamento da integralidade da indenização devida aos empregados. b) rescisão sem justa causa, incumbindo ao governo responsável pelo ato e ao empregador, em partes iguais, o pagamento da devida indenização ao empregado. c) culpa recíproca, ficando o empregador responsável pelo pagamento de metade da indenização devida aos empregados. d) força maior, nenhuma reparação sendo devida ao empregado. e) factum principis, incumbindo ao governo responsável pelo ato o pagamento da indenização devida aos empregados da empresa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 40 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 053. 053. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011/ADAPTADA) Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador, à data do comparecimento à Justiça do Trabalho a parte] a) incontroversa dessas verbas, sob pena de pagar multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário. b) controversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cem por cento. c) controversa dessas verbas, sob pena de, quanto a essa parte, pagá-las acrescidas de cinquenta por cento. d) incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las em dobro. e) incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinquenta por cento. 054. 054. (FCC/TRT-23ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011/ADAPTADA) Eliodoro trabalhou durante 18 meses para a empresa Bota Fora Lixo Ltda. Recebia salário-mínimo, anotado na CTPS, mais R$ 200,00 não contabilizados. Dispensado, recebeu as parcelas rescisórias calculadas apenas em relação ao valor anotado na CTPS. Ajuizou ação, alegando direito às diferenças. Não houve contestação quanto à alegação de pagamento extrafolha. Nesta hipótese, acerca da multa do art. 477, § 8º da CLT (aplicável pelo atraso no pagamento das parcelas rescisórias) e CORRETO dizer: a) É incabível, pois esta somente tem lugar nos casos em que não ocorra qualquer pagamento. b) A multa é devida em valor equivalente ao salário anotado na CTPS. c) A multa não é devida, pois o pagamento por fora se dava com anuência do trabalhador e este não pode se beneficiar da própria torpeza. d) A multa é devida em valor equivalente ao anotado na CTPS, mais a importância paga extrafolha. e) A multa somente seria devida, com natureza punitiva, na hipótese de o empregador negar o pagamento não contabilizado. 055. 055. (INÉDITA/2021) Rui falece. Ele era funcionário da empresa VALE TUDO S.A na qualidade de gerente, deixando viúva e dois filhos menores. Nesse caso, não há qualquer imputação de responsabilização do empregador, na medida em que ele faleceu de COVID 19 quando estava em teletrabalho. Nesse azo, os dependentes de Rui poderão receber as seguintes verbas, exceto: a) aviso prévio indenizado e férias vencidas mais um terço. b) saldo de salários e férias vencidas e proporcionais mais terço. c) liberação do FGTS sem incidência de multa. d) 13º salário e horas extras laboradas antes da pandemia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 41 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 056. 056. (FCC/SANASA CAMPINAS/ANALISTA/2019) Sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, considere: I – É ilícita cláusula de Convenção Coletiva que reduz para vinte minutoso intervalo intrajornada, porque se trata de norma de proteção à saúde por definição legal. II – É válida cláusula de Convenção Coletiva que elenque os cargos que se enquadram em funções de confiança. III – Não é lícita cláusula de Convenção Coletiva que altere enquadramento de grau de insalubridade, visto que depende de perícia técnica por determinação legal. IV – É legítima cláusula de Convenção Coletiva de redução de 50% do salário dos empregados, desde que haja previsão de proteção contra a despedida imotivada durante o prazo de vigência da norma coletiva. Está correto o que consta APENAS de: a) III e IV. b) I e III. c) II. d) II e IV. e) I, II e III. 057. 057. (FCC/AL-AP/ADVOGADO/2020) Quanto ao Direito Coletivo do Trabalho, envolvendo questões relativas à organização sindical, fonte de custeio das entidades sindicais e ao Direito de Greve, a) a solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênti- cas, similares ou conexas compõe a expressão social elementar compreendida como categoria profissional. b) é facultado aos Sindicatos, quando em número não inferior a três, desde que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas, organizarem-se em federação. c) o desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. d) o empregador exigirá do empregado no ato da sua admissão a apresentação da prova de quitação da contribuição sindical. e) as atividades médico periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e assistência social não estão elencadas no rol legal dos serviços ou atividades essenciais. 058. 058. (FCC/PGE-AM/2010) Em relação aos direitos coletivos dos trabalhadores, pode-se asseverar: I – Ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 42 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela II – É facultada a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. III – O aposentado filiado tem o direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. IV – É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção, de representação sindical e do conselho fiscal e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. É uma pegadinha muito boa. Está correto SOMENTE o que se afirma em a) II, III e IV. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. e) I, II e IV. 059. 059. (FCC/TRT-15ª/TÉCNICO/2018) Lucia e sua empregadora, Transportadora Chega Bem Ltda., acordaram rescindir seu contrato de trabalho que já durava cinco anos. A empresa pagou à Lucia metade do aviso prévio indenizado e metade das férias proporcionais acrescidas de 1/3. O saldo de salário e o 13º salário proporcional foram pagos integralmente. Foram liberadas as guias para saque dos depósitos do FGTS, com multa de 20%, não sendo entregues as guias para percepção ao ingresso no Programa do Seguro-Desemprego, por não estar previsto este direito à empregada. Tendo em vista o narrado, segundo as normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho, a) estão incorretas as verbas pagas, fazendo jus Lucia à integralidade das férias propor- cionais + 1/3. b) estão corretas as verbas pagas, bem como a liberação apenas das guias para saque do FGTS. c) Lucia faz jus ao recebimento das guias para ingresso no Programa do Seguro-Desemprego, devendo requerê-las ao seu empregador. d) estão incorretas as verbas pagas, fazendo jus Lucia à multa de 40% sobre o FGTS, já que não possui direito ao ingresso no Programa do Seguro-Desemprego. e) estão corretas as verbas pagas, entretanto esta modalidade de rescisão do contrato de trabalho deverá, obrigatoriamente, ser homologada perante o sindicato profissional de Lucia ou Ministério do Trabalho. 060. 060. (FCC/TRT-15ª/ANALISTA/2018) As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas dependem de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. 061. 061. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Juliana, secretária, e sua empregadora Móveis Luxo Só Ltda. resolveram, de comum acordo, extinguir o contrato de trabalho que durou por 10 anos. A empregadora informou à Juliana que a mesma terá direito às verbas rescisórias, inclusive O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 43 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela à indenização sobre o saldo do FGTS, pela metade. Entretanto, receberá pela metade o aviso prévio que será indenizado e poderá sacar metade dos seus depósitos fundiários, não tendo direito ao ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. Com base em tais informações e, de acordo com a legislação vigente, a informação prestada pela empresa está a) incorreta, uma vez que Juliana terá direito ao saque de 80% dos seus depósitos fundiários. b) totalmente correta. c) incorreta, uma vez que Juliana terá direito ao saque dos depósitos fundiários na sua integralidade. d) incorreta, pois além de sacar metade dos seus depósitos fundiários, Juliana terá direito ao ingresso no Programa do Seguro-Desemprego. e) incorreta no tocante ao aviso prévio indenizado, que será devido integralmente. 062. 062. (FCC/PREFEITURA DE CARUARU/PROCURADOR/2018) Considere os quatro casos hipotéticos a seguir: Mercedez ficou viúva e, como herdeira legal, terá direito a sacar os depósitos do FGTS de seu marido, que teve um ataque cardíaco fulminante quando jogava bola com seus amigos no final de semana. Ernesto fez um acordo com seu empregador para rescindirem seu contrato de trabalho e poderá sacar os depósitos do FGTS. Vilma foi injustamente dispensada e Marcelo ingressou com reclamação trabalhista ficando caracterizada a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por culpa do empregador. No tocante à indenização sobre o saldo do FGTS, para o empregado, a) Mercedez não terá direito à referida multa; Ernesto tem direito a 20% e tanto Vilma como Marcelo terão direito à multa de 40%. b) todos terão direito à multa de 20%, exceto Vilma que tem direito a 40%. c) todos terão direito à multa de 40%, exceto Mercedez, que não tem direito à referida multa. d) Mercedez e Marcelo não terão direito à referida multa; Ernesto tem direito a 20% e Vilma a 40%. e) Mercedez e Marcelo terão direito à multa de 20%; Ernesto e Vilma terão direito a 20%. 063. 063. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Carolina, Mariana e Antônio são empregados da empresa Viação Mar Azul Ltda. Carolina foi contratada por prazo determinado e descobriu que está grávida. Mariana, contratada por prazo determinado, recentemente sofreu um acidente de trabalho e encontra-se afastada de suas atividades profissionais. Antônio, por sua vez, contratado por prazo indeterminado, acaba de registrar sua candidatura a cargo de direção de entidade sindical. Neste caso, nos termos da lei trabalhista vigente e do entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: a) O desconhecimento da empresa Viação Mar Azul Ltda. do estadogravídico de Carolina afasta o direito ao pagamento de indenização decorrente da estabilidade gestante, existente O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 44 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela desde a comunicação da gravidez até cinco meses após o parto. Errado, nos termos da súmula 244 do TST. b) Mariana goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho. c) Carolina não tem direito à estabilidade provisória, existente desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, pois foi admitida mediante contrato por tempo determinado. Errado, pois englobado na súmula 244 do TRT. d) Fica vedada a dispensa de Antônio, a partir do momento da data da eleição a cargo de direção de entidade sindical, até 1 ano após o final do seu mandato, exceto se fosse como suplente. Errado, admite-se também para suplente. e) Antônio teria direito à estabilidade, mesmo que o registro da candidatura a cargo de dirigente sindical tivesse sido realizado durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado. Errado, não pode ser no aviso prévio. 064. 064. (FCC/AL-AP/ADVOGADO/2020) O desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 45 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela GABARITOGABARITO 1. E 2. E 3. C 4. C 5. C 6. C 7. E 8. E 9. b 10. C 11. C 12. d 13. b 14. b 15. d 16. a 17. a 18. a 19. c 20. c 21. b 22. b 23. c 24. a 25. a 26. c 27. c 28. a 29. d 30. c 31. b 32. d 33. c 34. C 35. E 36. C 37. E 38. d 39. c 40. E 41. b 42. b 43. C 44. E 45. b 46. E 47. e 48. C 49. E 50. C 51. e 52. e 53. e 54. d 55. a 56. d 57. c 58. b 59. a 60. E 61. a 62. a 63. b 64. C O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 46 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. (IBFC/EBSHER/ADVOGADO/2023) Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrência de motivo de força maior, ao empregado estável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo indeterminado, paga pela metade. A extinção da empresa, com a consequente cessação da prestação de serviços, equivale à dispensa sem justa causa, conferindo ao empregado direito às verbas rescisórias decorrentes da dispensa imotivada. Diz a CLT: art. 497. Errado. 002. 002. (CESPE/PREFEITURA DE CAMAÇARI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2024) Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, ficará o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço, mas não a lhe pagar os salários referentes ao período de suspensão. Dispõe a CLT: Art. 495. Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço e pagar-lhe os salários a que teria direito no período da suspensão. Errado. 003. 003. (CESPE/CAU BR/ADVOGADO/2024) O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. Certo. 004. 004. (INÉDITA/2024) A cessação da atividade da empresa, com o pagamento da indenização, simples ou em dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso prévio. A assertiva está em conformidade com a Súmula 44 do TST. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 47 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 005. 005. (CESPE/CAU BR/ADVOGADO/2024) Empregado eleito como membro suplente da CIPA goza da garantia provisória ao emprego. No entendimento sumulado do TST: JURISPRUDÊNCIA SUMULA N. 339. CIPA. SUPLENTE. GARANTIA DE EMPREGO. CF/1988 I O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II,”a”, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. Certo. 006. 006. (INÉDITA/2022) O aviso prévio será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa, sendo acrescidos 3 dias por ano prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de 90 dias. Por não haver prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato, deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa. Em 2011, tivemos alteração nas regras do aviso prévio proporcional. Aos 30 dias de aviso-prévio previstos na CLT, serão acrescidos três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias. Certo. 007. 007. (INÉDITA/2022) O prazo de aviso prévio para os contratos por prazo determinado de 2 anos será de até 60 dias, ou seja, 30 para cada ano completo ou fração superior a seis meses. Por não haver prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato, deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa. Em 2011, tivemos alteração nas regras do aviso prévio proporcional. Aos 30 dias de aviso-prévio previstos na CLT, serão acrescidos três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 48 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 008. 008. (INÉDITA/2022) Em caso de rescisão indireta do contrato de trabalho por justa causa cometida pelo empregador não será devido o aviso prévio. No caso de rescisão indireta ou dispensa sem justa causa, existe o direito do trabalhador ao recebimento do aviso prévio. Errado. 009. 009. (INÉDITA/2022) João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Alfa Empreendimentos Ltda., alegando ter sido dispensado sem justa causa. Postulou a condenação da reclamada no pagamento de aviso prévio, décimo terceiro salário, férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e indenização compensatóriade 40% (quarenta por cento) sobre os depósitos do FGTS, bem como na obrigação de fornecimento das guias para levantamento dos depósitos do FGTS e obtenção do benefício do seguro- desemprego. Na peça de defesa, a empresa afirma que o reclamante foi dispensado motivadamente, por desídia no desempenho de suas funções (art. 482, alínea “e”, da CLT), e que, por essa razão, não efetuou o pagamento das verbas postuladas e não forneceu as guias para a movimentação dos depósitos do FGTS e percepção do seguro-desemprego. Considerando que, após a instrução processual, o juiz se convenceu da configuração de culpa recíproca, assinale a alternativa correta. a) A culpa recíproca é modalidade de resilição unilateral do contrato de trabalho. b) O reclamante tem direito a 50% do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. c) O reclamante não poderá movimentar a conta vinculada do FGTS. d) O reclamante não tem direito ao pagamento de indenização compensatória sobre os depósitos do FGTS. De acordo com o art. 484 da CLT, se houver culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho, será reduzida à metade a indenização que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador. Letra b. 010. 010. (INÉDITA/2021) Quando o empregado viola o segredo da empresa, o que é motivo para demissão por justa causa, e o empregador, ao descobrir, pratica ato lesivo que atinge a honra e boa fama do profissional, o que também é considerado uma falta grave, a culpa recíproca pode ser caracterizada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 49 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela Vale lembrar que a Justiça do Trabalho é a responsável pelo reconhecimento da culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. De acordo com a Súmula n. 14 do TST, nesses casos, o empregado demitido terá direito a 50% do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. De acordo com o art. 484 da CLT, se houver recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho, será reduzida à metade a indenização que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador. Isso quer dizer que apenas quando as causas listadas no art. 483 da CLT, que trata dos casos de culpa exclusiva do empregador, entre elas o não cumprimento das obrigações do contrato ou ofensa física, forem concomitantes às faltas cometidas pelo empregado. Ainda segundo a legislação, para que a culpa recíproca seja configurada, as duas partes devem cometer faltas graves e ter uma relação de causalidade, ou seja, uma produz a reação imediata da outra. Certo. 011. 011. (INÉDITA/2021) O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. A assertiva está em conformidade com o entendimento sumulado do TST: JURISPRUDÊNCIA SÚMULA n. 212 – DESPEDIMENTO. ÔNUS DA PROVA O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. Certo. 012. 012. (INÉDITA/2022) O empregado Vicente de Morais foi dispensado sem justa causa. Sete dias depois, requereu a liberação do cumprimento do aviso prévio, pois já havia obtido um novo emprego. O antigo empregador concordou com o seu pedido, exigindo apenas que ele fosse feito por escrito, junto com a cópia da sua CTPS registrada pelo novo empregador, o que foi realizado por Vicente. Diante dessa situação, o antigo empregador deverá a) integrar o aviso prévio ao pagamento de todas as verbas rescisórias por ele devidas, uma vez que o aviso prévio é irrenunciável. b) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza salarial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 50 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela c) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza indenizatória. d) pagar as verbas rescisórias, excluindo o valor equivalente ao dos dias remanescentes do aviso prévio. A Súmula n. 276 do TST estabelece que o direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. A norma também prevê que o pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo se houver comprovação de que o prestador de serviços obteve novo emprego. Letra d. 013. 013. (FGV/OAB/1ª FASE/2021) Suelen trabalhava na Churrascaria Boi Mal Passado Ltda. como auxiliar de cozinha, recebendo salário fixo de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) mensais. Por encontrar-se em dificuldade financeira, Suelen pediu ao seu empregador um empréstimo de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) para ser descontado em parcelas de R$ 500,00 (quinhentos reais) ao longo do tempo. Sensibilizado com a situação da empregada, a sociedade empresária fez o empréstimo solicitado, mas 1 mês após Suelen pediu demissão, sem ter pago qualquer parcela do empréstimo. Considerando a situação de fato, a previsão da CLT e que a empresa elaborará o termo de rescisão do contrato de trabalho (TRCT), assinale a afirmativa correta. a) A sociedade empresária poderá descontar todo o resíduo do empréstimo do TRCT. b) A sociedade empresária poderá, no máximo, descontar no TRCT o valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais). c) Não pode haver qualquer desconto no TRCT, porque o empréstimo tem a natureza de contrato civil, de modo que a sociedade empresária deverá cobrá-lo na justiça comum. d) Por lei, a sociedade empresária tem direito de descontar no TRCT o dobro da remuneração do empregado por eventual dívida dele. Nos termos do art. 477, § 5º da CLT, que diz o seguinte: Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo anterior não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração do empregado. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 51 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 014. 014. (FGV/TRT12/ANALISTA/2017) Marta era empregada da empresa Surpresa Ltda., exercendo a função de secretária. Após dois anos de serviços prestados, recebeu aviso prévio trabalhado. Durante o período de cumprimento do aviso prévio, a respectiva empregada praticou ato de improbidade. À luz da legislação e da jurisprudência uniforme do TST, é correto afirmar que: a) o caso deverá ser levado ao conhecimento da Justiça do Trabalho, que determinará qual será a forma de rompimento contratual final; b) a empregada não tem direito ao restante do prazo do aviso prévio e ao pagamento das verbas rescisóriasde natureza indenizatória; c) considerando que o fato aconteceu durante o aviso prévio, o empregador será obrigado a perdoar a falta; d) altera-se a natureza jurídica da ruptura contratual para culpa recíproca, de modo que Marta receberá 50% das verbas devidas; e) a ocorrência de falta grave não é mais juridicamente relevante, porque seu contrato já havia sido rompido. A questão se resolve nos termos da Súmula n. 73 do TST: JURISPRUDÊNCIA DESPEDIDA. JUSTA CAUSA A ocorrência de justa causa, salvo a de abandono de emprego, no decurso do prazo do aviso prévio dado pelo empregador, retira do empregado qualquer direito às verbas rescisórias de natureza indenizatória. Letra b. 015. 015. (FGV/OAB/1ª FASE/2021) Carlos foi contratado como estagiário, em 2018, por uma indústria automobilística, pelo prazo de dois anos. Todas as exigências legais foram atendidas, e o estágio era remunerado. Após um ano de vigência do contrato, ele procura você, como advogado(a), para saber se terá direito a férias nos 12 meses seguintes. Sobre a situação narrada, de acordo com a Lei de regência, assinale a afirmativa correta. a) Não haverá direito a qualquer paralisação, porque somente o empregado tem direito a férias. b) O estagiário tem direito a férias normais acrescidas do terço constitucional. c) Uma vez que a Lei é omissa a respeito, caberá ao empregador conceder, ou não, algum período de descanso a Carlos. d) Carlos terá direito a um recesso remunerado de 30 dias, mas sem direito ao acréscimo de 1/3(um terço). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 52 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela Trata-se de aplicação da Lei do Estágio, qual seja, da Lei n. 11.788/2008, no art. 13, que não versa de 1/3 e concede o direito de férias remuneradas expressamente: Art. 13. É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares. § 1º O recesso de que trata este artigo deverá ser remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de contraprestação. § 2º Os dias de recesso previstos neste artigo serão concedidos de maneira proporcional, nos casos de o estágio ter duração inferior a 1 (um) ano. Letra d. 016. 016. (FGV/CÂMARA DE SALVADOR/ESPECIALISTA/2018) Maria Rita foi contratada por uma indústria de panificação em 1º de julho de 2017. Aproximando-se do fim do ano de 2017, a empresa começou a realizar o pagamento do 13º salário. Em relação a esse direito e diante do caso apresentado, é correto afirmar que: a) Maria Rita receberá 6/12 avos do 13º salário referente ao ano de 2017, sendo metade do valor até o dia 30 de novembro e o restante até 20 de dezembro; b) considerando que a empregada em questão ingressou nos quadros da empresa no 2º semestre do ano, não terá direito ao 13º salário porque não teve 1 ano de trabalho em 2017; c) não pode haver discriminação entre empregados, que devem ter tratamento isonômico, motivo pelo qual Maria Rita receberá o 13º salário de forma integral no ano de 2017; d) o pagamento da gratificação natalina devida no ano de 2017 deverá ser feita até o dia 25 de dezembro do ano em questão; e) desde que haja concordância da empregada, o 13º salário poderá ser fracionado em 3 parcelas, sendo nenhuma delas inferior a 10 dias de salário. Maria Rita receberá o 13º salário proporcional. O benefício deve ser pago em duas parcelas. A Lei n. 4.090/1962 determina que a primeira seja paga entre o dia 1º de fevereiro até o dia 30 de novembro. A segunda deve ser paga até o dia 20 de dezembro, tendo como base de cálculo o salário de dezembro menos o valor adiantado na primeira parcela. Letra a. 017. 017. (FGV/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2019) Uma indústria de calçados, que se dedica à exportação, possui 75 empregados. No último ano, Davi foi aposentado por invalidez, Heitor pediu demissão do emprego, Lorenzo foi dispensado por justa causa e Laura rompeu o contrato O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 53 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela por acordo com o empregador, aproveitando-se da nova modalidade de ruptura trazida pela Lei n. 13.467/17 (Reforma Trabalhista). De acordo com a norma de regência, assinale a opção que indica, em razão dos eventos relatados, quem tem direito ao saque do FGTS. a) Davi e Laura, somente. b) Todos poderão sacar o FGTS. c) Laura, somente. d) Davi, Heitor e Lorenzo, somente. Nos casos de aposentadoria por invalidez, é possível o saque do FGtS, professora?Nos casos de aposentadoria por invalidez, é possível o saque do FGtS, professora? Sim, conforme previsto no artigo 20 da Lei n. 8.036/1990, a conta do FGTS poderá ser movimentada nos casos de aposentadoria pela Previdência Social, inclusive nos casos de aposentadoria por invalidez. Quem pede demissão ou é dispensado por justa causa não pode fazer saque de FGTS. Com isso, as pessoas acima que pediram demissão ou foram demitidas por justa causa não fazem jus. Mas, pela LEI DO FGTS, os aposentados por invalidez podem fazer saque do FGTS, assim como aqueles que fizeram acordo com o seu empregador. A demissão em comum acordo foi incluída na Reforma Trabalhista como forma de regulamentação de negociações ilegais feitas entre empregadores e funcionários. A demissão em comum acordo ocorre quando a empresa e o colaborador definem o fim do contrato de trabalho de forma consensual. Nos termos do artigo 484-A da CLT: Assim que firmado o acordo, o trabalhador terá direito ao receber o pagamento das verbas rescisórias, mas com algumas limitações que antes não existiam e que a fazem ser diferentes das outras formas de extinção do contrato de trabalho. O empregado que aceitar o acordo receberá as verbas rescisórias da seguinte forma: do valor devido de aviso prévio indenizado será pago ao empregado apenas a metade, ou seja, a multa rescisória é de 40%, mas será pago ao empregado apenas 20% do calculado sobre o FGTS. Letra a. 018. 018. (FGV/OAB/PROVA DE JUNHO/2021) Uma indústria de chocolates constatou que precisava de mais trabalhadores para produzir ovos de Páscoa e, em razão disso, contratou vários trabalhadores temporários, pelo prazo de 30 dias, por meio de uma empresa de trabalho temporário. Maria era uma dessas trabalhadoras temporárias. Ocorre que a empresa contratada (a empresa de trabalho temporário) teve a falência decretada pela Justiça e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 54 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela não pagou nada a esses trabalhadores temporários. Maria procura você, como advogado(a), para saber se a indústria de chocolates, tomadora do serviço, teria alguma responsabilidade. Sobre a hipótese, de acordo com a norma de regência, assinale a afirmativa correta. a) A indústria de chocolates contratante terá responsabilidade solidária. b) Não haverá qualquer tipo de responsabilidadeda contratante, porque a terceirização foi lícita. c) A então contratante se tornará empregadora dos trabalhadores temporários em razão da falência da empresa contratada. d) A indústria de chocolates contratante terá responsabilidade subsidiária se isso estiver previsto no contrato que entabulou com a empresa prestadora dos serviços O trabalho temporário não se confunde com a prestação de serviços a terceiros. De acordo com o artigo 4º-A da Lei n. 6.019/1974, incluído pela nova Lei da Terceirização (Lei n. 13.429/2017), a prestação de serviços a terceiros é a transferência, pela contratante, da execução de qualquer atividade, inclusive sua atividade principal, a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviços com capacidade econômica compatível com a sua execução. Nos termos do artigo 2: Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços. No caso de falência da empresa de trabalho temporário, a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens, assim como em referência ao mesmo período, pela remuneração e indenização previstas. Letra a. 019. 019. (FGV/OAB/PROVA DE JUNHO/2021) Luiz e Selma são casados e trabalham para o mesmo empregador. Ambos são teletrabalhadores, tendo o empregador montado um home office no apartamento do casal, de onde eles trabalham na recepção e no tratamento de dados informatizados. Para a impressão dos dados que serão objeto de análise, o casal necessitará de algumas resmas de papel, assim como de toner para a impressora que utilizarão. Assinale a opção que indica quem deverá arcar com esses gastos, de acordo com a CLT. a) Cada parte deverá arcar com 50% desse gasto. b) A empresa deverá arcar com o gasto porque é seu o risco do negócio. c) A responsabilidade por esse gasto deverá ser prevista em contrato escrito. d) O casal deverá arcar com o gasto, pois não há como o empregador fiscalizar se o material será utilizado apenas no trabalho. 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(FGV/OAB/ 2021) Desde abril de 2019, Denilson é empregado em uma indústria de cosméticos, com carteira profissional assinada. No último contracheque de Denilson, verifica-se o pagamento das seguintes parcelas: abono, prêmio, comissão e diária para viagem. Considerando essa situação, assinale a opção que indica a verba que, de acordo com a CLT, integra o salário e constitui base de incidência de encargo trabalhista. a) Abono. b) Prêmio. c) Comissão. d) Diária para viagem. No caso da questão, é importante relembrar o disposto na CLT: Art. 457. Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 1º Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador. Sobre esse conceito, destaque-se: Salário por comissão é forma de pagamento muito comum para empregados que atuam como vendedores de estabelecimentos comerciais, recebendo um determinado percentual das vendas efetivamente concretizadas. Letra c. 021. 021. (FGV/OAB/2020) Gervásia é empregada na Lanchonete Pará desde fevereiro de 2018, exercendo a função de atendente e recebendo o valor correspondente a um salário-mínimo por mês. Acerca da cláusula compromissória de arbitragem que o empregador pretende inserir no contrato da empregada, de acordo com a CLT, assinale a afirmativa correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 56 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela a) A inserção não é possível, porque, no Direito do Trabalho, não cabe arbitragem em lides individuais. b) A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no contrato citado, em razão do salário recebido pela empregada. c) Não há mais óbice à inserção de cláusula compromissória de arbitragem nos contratos de trabalho, inclusive no de Gervásia. d) A cláusula de arbitragem pode ser inserida em todos os contratos de trabalho, sendo admitida de forma expressa ou tácita. A arbitragem coletiva era admitida no direito brasileiro, antes mesmo da Reforma Trabalhista. O grande detalhe da Reforma foi trazer a possibilidade de arbitragem INDIVIDUAL nas lides individuais, mas não pode alcançar qualquer tipo de relação trabalhista, pois depende da reunião de dois requisitos: formação do trabalhador – NÍVEL SUPERIOR – e do salário do referido que precisa ser superior ao dobro do maior benefício pago pelo INSS no que tange ao RGPS – Regime Geral de Previdência Social. Com base nisso, destaca-se a CLT, no artigo 507-A. Passou a legislação trabalhista a prever igualmente, de forma expressa, a possibilidade de utilização da arbitragem para resolver disputas trabalhistas. De acordo com a regra em questão, é possível a inserção de cláusula compromissória (espécie de convenção de arbitragem, ao lado do compromisso arbitral) em contratos individuais de trabalho quando a remuneração for superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social. A alternativa que preenche os requisitos é a B, pois a cláusula compromissória precisa ser expressa, é admitida e exige requisitos específicos para tais fins. Com isso, não se esqueça: é preciso que o trabalhador tenha nível superior e a remuneração do empregado seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, a cláusula compromissória deve ser pactuada “por iniciativa do empregado ou mediante sua concordância expressa”, nos termos previstos na Lei n. 9.307. Trata-se de avanço para a arbitragem no Direito do Trabalho, considerando a jurisprudência do TST em geral refratária à arbitrabilidade de direitos trabalhistas individuais. Letra b. 022. 022. (FGV/OAB/2021) Regina foi admitida pela sociedade empresária Calçados Macios Ltda., em abril de 2020, para exercer a função de estoquista. No processo de admissão, foi ofertado a Regina um plano de previdência privada, parcialmente patrocinado pelo empregador. Uma vez que as condições pareceram vantajosas, Regina aderiu formalmente ao plano em O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.brpor culpa do trabalhador e se aplicar no Brasil, nos termos dos artigos 2 e 3 da CLT, a alteridade ou risco do empreendimento, tem-se a equiparação com os efeitos da rescisão indireta. Até porque se trata de um ATO DO EMPREGADOR. Ainda se destaca o teor da CLT conforme os seguintes dispositivos transcritos: Art. 497. Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrência de motivo de força maior, ao empregado estável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo indeterminado, paga em dobro. Art. 498. Em caso de fechamento do estabelecimento, filial ou agência, ou supressão necessária de atividade, sem ocorrência de motivo de força maior, é assegurado aos empregados estáveis, que ali exerçam suas funções, direito à indenização, na forma do artigo anterior. No mesmo entendimento, o TST traz a súmula n. 44 que diz: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 44 do TST AVISO PRÉVIO A cessação da atividade da empresa, com o pagamento da indenização, simples ou em dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso prévio. Uma peculiaridade aqui acerca das garantias provisórias no emprego quando tratamos de extinção do estabelecimento. Mesmo após a extinção, a empresa continuará responsável pelo pagamento da indenização estabilitária no caso de acidentes e gravidez. É preciso ter cautela quando se trata do CIPEIRO, pois existem reiterados entendimentos do TST no sentido de que a extinção do estabelecimento encerra a estabilidade provisória de membro da CIPA. Isso porque, para o TST, a estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em atividade na empresa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela Entende-se encerrada a atividade do cipeiro quando ocorre a extinção das atividades do estabelecimento no qual foi contratado. Sendo assim, não há que se falar em dispensa arbitrária, pois não houve ofensa ao disposto no art. 10, II, alínea a, do ADCT. Inteligência do item II da Súmula 339 do TST. No que tange à grávida, esta possui, nos termos do TST, a garantia provisória apesar da extinção do estabelecimento. Observa-se na jurisprudência que a condição de gestante da reclamante constitui impedimento à despedida em razão da estabilidade provisória prevista no artigo 10, inciso II, alínea b, do ADCT, pois se trata de norma de ordem pública e, portanto, de caráter indisponível, que objetiva, em última análise, a proteção do nascituro. O membro da Cipa não tem estabilidade provisória garantida com a extinção do estabelecimento. A comissão é constituída no local, e não no âmbito geral da empresa. As estabilidades que decorrem da pessoa do trabalhador (acidentária e a da gestante) não podem ser anuladas pelo encerramento das atividades da empresa, eis que são inerentes à prestação de serviço. O dirigente sindical segue idêntico raciocínio jurídico, para o TST, quanto ao cipeiro. Destaca-se a súmula do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 339 do TST CIPA. SUPLENTE. GARANTIA DE EMPREGO. CF/1988 I – O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II, “a”, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. II – A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário. Assim, em regra, quando se trata de extinção do estabelecimento é o caso de pagamento das verbas rescisórias na modalidade de rescisão indireta/dispensa sem justa causa, inclusive, quanto ao seguro-desemprego. Logo, destaca-se aqui um cuidado redobrado se a questão atentar para mais duas situações específicas que veremos a seguir: força maior e fato do príncipe. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 2 . reGrAS De ForÇA MAior e FAto Do PrÍNCiPe2 . reGrAS De ForÇA MAior e FAto Do PrÍNCiPe Força maior é quando existe todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. A força maior se caracteriza quando determina a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado. Em muitas situações referentes à pandemia, muitas empresas encerraram seus contratos de trabalho sob a alegação de força maior. E, com isso, as rescisões contratuais ocorreram pela metade dos valores que seriam devidos se fosse o caso de dispensa sem justa causa. Em suma, a situação de força maior gera a redução pela metade do percentual rescisório pago sobre os depósitos contratuais do FGTS: de 40% para somente 20%, nos termos do artigo 18 da Lei 8036/90. Neste capítulo, temos dois dispositivos importantes da CLT: Art. 501. Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. § 1º A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior. § 2º À ocorrência do motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa não se aplicam as restrições desta Lei referentes ao disposto neste Capítulo. Art. 502. Ocorrendo motivo de força maior que determine a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é assegurada a este, quando despedido, uma indenização na forma seguinte: I – sendo estável, nos termos dos arts. 477 e 478; II – não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisão sem justa causa; III – havendo contrato por prazo determinado, aquela a que se refere o art. 479 desta Lei, reduzida igualmente à metade. No caso do FATO DO PRÍNCIPE, tem-se a situação de uma atuação do Estado que impede o desempenho da atividade. Por exemplo, desativada a empresa em razão de ato de desapropriação e, em consequência, ficando rescindidos os contratos dos seus empregados, verifica-se a ocorrência de factum principis, incumbindo ao governo responsável pelo ato o pagamento da indenização devida aos empregados do estabelecimento. Podemos também citar outras situações em que foi questionada a caracterização do fato do príncipe como trabalho em casas de bingos e terceirização ilícita. No caso da vedação dos bingos por meio da MP 168/04, a posição majoritária da doutrina e jurisprudência se firmou pela inexistência de factum principis, pois a autorização para a prática do jogo de azar era precária e de constitucionalidade duvidosa desde o início. 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Assinale a opção que indica, de acordo com a CLT, a natureza jurídica desses descontos. a) Ambos são descontos legais. b) INSS é desconto legal e previdência privada, contratual. c) Ambos são descontos contratuais. d) INSS é desconto contratual e previdência privada, legal. Determina a CLT: Art. 462. Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. No caso de previdência privada, não integra o salário do trabalhador e, por isso, não cabe desconto legal nesse caso, mas sim desconto contratual. Letra b. 023. 023. (FGV/OAB/2021) Godofredo foi contratado como vendedor de automóveis usados pela sociedade empresária Carango de Ouro Ltda., em julho de 2019. Godofredo recebia salário fixo acrescido de 5% sobre as vendas por ele efetuadas. Em março de 2020, Godofredo vendeu um automóvel por R$ 30.000,00, divididos em 10 parcelas de R$ 3.000,00 mensais. Ocorre que Godofredo foi dispensado, por justa causa, dois meses após. Sobre a situação retratada, segundo os termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) O empregado perderá o direito à comissão vincenda, em razão da falta grave que motivou a dispensa por justa causa. b) Godofredo terá direito a receber antecipadamente a comissão sobre as parcelas futuras, porque o motivo da ruptura contratual é irrelevante. c) O empregador poderá pagar a comissão ao empregado dispensado, de acordo com a respectiva liquidação, ao longo do tempo. d) A Lei determina o pagamento de metade da comissão vincenda, uma vez que Godofredo praticou falta grave. Como a comissão integra o salário, quando se trata de falta grave, o trabalhador continua com o direito a receber os valores apontados na sua integralidade. Assim, as comissões devem ser pagas de acordo com a respectiva liquidação. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 58 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 024. 024. (FGV/OAB/2021) Uma indústria de calçados, que se dedica à exportação, possui 75 empregados. No último ano, Davi foi aposentado por invalidez, Heitor pediu demissão do emprego, Lorenzo foi dispensado por justa causa e Laura rompeu o contrato por acordo com o empregador, aproveitando-se da nova modalidade de ruptura trazida pela Lei n. 13.467/17 (Reforma Trabalhista). De acordo com a norma de regência, assinale a opção que indica, em razão dos eventos relatados, quem tem direito ao saque do FGTS. a) Davi e Laura, somente. b) Todos poderão sacar o FGTS. c) Laura, somente. d) Davi, Heitor e Lorenzo, somente. Nos casos de aposentadoria por invalidez, é possível o saque do FGtS, professora?Nos casos de aposentadoria por invalidez, é possível o saque do FGtS, professora? Sim, conforme previsto no artigo 20 da Lei n. 8.036/1990, a conta do FGTS poderá ser movimentada nos casos de aposentadoria pela Previdência Social, inclusive nos casos de aposentadoria por invalidez. Quem pede demissão ou é dispensado por justa causa não pode fazer o saque do FGTS. Com isso, as pessoas acima que pediram demissão ou foram demitidas por justa causa não fazem jus. Mas, pela LEI DO FGTS, os aposentados por invalidez podem fazer o saque do FGTS, assim como aqueles que fizeram acordo com o seu empregador. A demissão em comum acordo foi incluída na Reforma Trabalhista como forma de regulamentação de negociações ilegais feitas entre empregadores e funcionários. A demissão em comum acordo ocorre quando a empresa e o colaborador definem o fim do contrato de trabalho de forma consensual. Nos termos do artigo 484-A da CLT: Assim que firmado o acordo o trabalhador terá direito ao receber o pagamento das verbas rescisórias, mas com algumas limitações que antes não existiam e que a fazem ser diferentes das outras formas de extinção do contrato de trabalho. a) Certa. O valor devido de aviso prévio indenizado será pago ao empregado apenas pela metade, ou seja, a multa rescisória é de 40%, mas será pago ao empregado apenas 20% do calculado sobre o FGTS. b) Errada. Quem pediu demissão não pode sacar FGTS. c) Errada. Davi pode receber, pois foi dispensado por invalidez. d) Errada. Se Heitor pediu demissão, não pode sacar. Lorenzo não pode receber, pois foi dispensado por justa causa. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 59 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 025. 025. (FGV/OAB/2021) Bruno era empregado em uma sociedade empresária, na qual atuava como teleoperador de vendas on-line de livros e artigos religiosos, usando, em sua estação de trabalho, computador e headset. Em determinado dia, o sistema de câmeras internas flagrou Bruno acessando, pelo computador, um site pornográfico por 30 minutos, durante o horário de expediente. Esse fato foi levado à direção no dia seguinte, que, indignada, puniu Bruno com suspensão por 40 dias, apesar de ele nunca ter tido qualquer deslize funcional anterior. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) A punição, tal qual aplicada pela empresa, importa na rescisão injusta do contrato de trabalho. b) A punição é compatível com a gravidade da falta, devendo Bruno retornar ao emprego após os 40 dias de suspensão. c) A empresa deveria dispensar Bruno por justa causa, porque pornografia é crime, e, como não o fez, considera-se perdoada a falta. d) A empresa errou, porque, sendo a primeira falta praticada pelo empregado, a Lei determina que se aplique a pena de advertência. A suspensão disciplinar tem o objetivo de punir o empregador que violou as regras da empresa ou que não cumpriu com seus deveres previstos no contrato de trabalho. Ela pode ocorrer após advertências quando há caso de reincidências nas indisciplinas ou logo após o cometimento de uma nova falta grave. A penalidade poderá ser aplicada também em caso de ato faltoso cometido durante o período em que cumpre aviso prévio. Todavia, essa suspensão não deverá ultrapassar os 30 dias, pois o empregador cometerá falta grave, dando direito ao colaborador de ingressar com uma ação trabalhista requerendouma rescisão indireta do contrato de trabalho, conforme o artigo 483 da CLT. Além disso, poderá ocorrer multa administrativa por infringência ao artigo 474 da CLT que prevê o prazo de 30 dias de suspensão. Letra a. 026. 026. (FGV/OAB/2019) A sociedade empresária Ômega Ltda. deseja reduzir em 20% o seu quadro de pessoal, motivo pelo qual realizou um acordo coletivo com o sindicato de classe dos seus empregados, prevendo um Programa de Demissão Incentivada (PDI), com vantagens econômicas para aqueles que a ele aderissem. Gilberto, empregado da empresa havia 15 anos, aderiu ao referido Programa em 12/10/2018, recebeu a indenização prometida sem fazer qualquer ressalva e, três meses depois, ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. a) adesão ao Programa de DemissãoIncentivada (PDI) não impede a busca, com sucesso, por direitos lesados. b) A quitação plena e irrevogável pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) somente ocorreria se isso fosse acertado em convenção coletiva, mas não em acordo coletivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 60 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela c) O empregado não terá sucesso na ação, pois conferiu quitação plena. d) A demanda não terá sucesso, exceto se Gilberto previamente devolver em juízo o valor recebido pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI). a) Errada. Confere quitação geral. b) Errada. A lei fala em norma coletiva que pode ser Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho. c) Certa. Em conformidade com as últimas orientações do STF e do TST, a Reforma Trabalhista veio no sentido de fazer constar a quitação geral das regras estabelecidas e das verbas de todo o contrato de trabalho quando se realizar PDV – Plano de Demissão Voluntária – e PDI. O Plano de Demissão Voluntária ou programa de incentivo à demissão voluntária, doravante chamado PDV, tem por objetivo conceder uma vantagem pecuniária ao empregado que se desligar do trabalho voluntariamente. Nos termos do 477-B inserido na CLT pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): havendo previsão em norma coletiva, haverá quitação geral, plena e irrevogável dos direitos trabalhistas. Quando se fala em norma coletiva, pode ser ACORDO OU NEGOCIAÇÃO COLETIVA, pois a lei fez referência ao gênero. Em não havendo previsão em norma coletiva, dar-se-á quitação apenas das parcelas e valores, com base na OJ 270 da SDI-1 do TST. Em suma, a Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), ao dispor sobre o PDV, em seu art. 477-B, informa que o plano de demissão voluntária ou incentivada, para dispensa individual, plúrima ou coletiva, enseja a quitação plena e irrevogável dos direitos da relação de emprego, desde que previstos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Com base nas lições de Henrique Correia (CORREIA, 2018, p.439), tem-se mais uma que enfatiza a força dos instrumentos coletivos de trabalho. d) Errada. A lei não traz essa previsão e também, em nome dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, não se admite essa possibilidade. Letra c. 027. 027. (FGV/OAB/2019) Rogério foi admitido, em 08/12/2017, em uma locadora de automóveis, como responsável pelo setor de contratos, razão pela qual não necessitava comparecer diariamente à empresa, pois as locações eram feitas on-line. Rogério comparecia à locadora uma vez por semana para conferir e assinar as notas de devolução dos automóveis. Assim, Rogério trabalhava em sua residência, com todo o equipamento fornecido pelo empregador, sendo que seu contrato de trabalho previa expressamente o trabalho remoto a distância e as atividades desempenhadas. Após um ano trabalhando desse modo, o empregador entendeu que Rogério deveria trabalhar nas dependências da empresa. A decisão foi comunicada a Rogério, por meio de termo aditivo ao contrato de trabalho assinado por ele, com 30 dias O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 61 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela de antecedência. Ao ser dispensado em momento posterior, Rogério procurou você, como advogado(a), indagando sobre possível ação trabalhista por causa desta situação. Sobre a hipótese de ajuizamento, ou não, da referida ação, assinale a afirmativa correta. a) Não se tratando da modalidade de teletrabalho, deverá ser requerida a desconsideração do trabalho em domicílio, já que havia comparecimento semanal nas dependências do empregador. b) Não deverá ser requerido o pagamento de horas extras pelo trabalho sem limite de horário, dado o trabalho em domicílio, porém poderá ser requerido trabalho extraordinário em virtude das ausências de intervalo de 11h entre os dias de trabalho, bem como o intervalo para repouso e alimentação. c) Em vista da modalidade de teletrabalho, a narrativa não demonstra qualquer irregularidade a ser requerida em eventual demanda trabalhista. d) Deverá ser requerido que os valores correspondentes aos equipamentos usados para o trabalho em domicílio sejam considerados salário utilidade. Aqui estamos tratando da situação de teletrabalho que foi prevista na Reforma Trabalhista nos seguintes dispositivos da CLT: Art. 75-A. A prestação de serviços pelo empregado em regime de teletrabalho observará o disposto neste Capítulo. Art. 75-B. Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo. Parágrafo único. O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho. Art. 75-C. A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individual de trabalho, que especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado. § 1º Poderá ser realizada a alteração entre regime presencial e de teletrabalho desde que haja mútuo acordo entre as partes, registrado em aditivo contratual. § 2º Poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com correspondente registro em aditivo contratual. Art. 75-D. As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. Parágrafo único. As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração do empregado. Art. 75-E. O empregador deverá instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva, quanto às precauções a tomar a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho. Parágrafo único. O empregado deverá assinar termo de responsabilidade comprometendo-se a seguir as instruções fornecidas pelo empregador. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 62 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela a) Errada. O comparecimento à empresa não desconfigura o regime do teletrabalho. O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades espe- cíficas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho. b) Errada. Não há direito às horas extras, nos termos do artigo 62, III da CLT após a Reforma Trabalhista. c) Certa. Foi obedecido o espaço de 30 dias para a transição da modalidade de trabalho. d) Errada. Na previsão das utilidades mencionadas no artigo 75 – D da CLT, não se integra a remuneração do empregado. Letra c. 028. 028. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018)Fase Gilda e Renan são empregados da sociedade empresária Alfa Calçados Ltda. há 8 meses, mas, em razão da crise econômica no setor, o empregador resolveu dispensá-los em outubro de 2018. Nesse sentido, concedeu aviso prévio indenizado de 30 dias a Gilda e aviso prévio trabalhado de 30 dias a Renan. Em relação ao prazo máximo, previsto na CLT, para pagamento das verbas devidas pela extinção, assinale a afirmativa correta. a) Ambos os empregados receberão em até 10 dias contados do término do aviso prévio. b) Gilda receberá até o 10º dia do término do aviso e Renan, até o 1º dia útil seguinte ao término do aviso prévio. c) Gilda e Renan receberão seus créditos em até 10 dias contados da concessão do aviso prévio. d) Gilda receberá até o 1º dia útil seguinte ao término do aviso prévio e Renan, até o 10º dia do término do aviso. A reforma trabalhista trouxe uma UNIFORMIZAÇÃO DE PRAZOS quanto ao pagamento das verbas rescisórias. No tocante ao prazo para pagamento das verbas trabalhistas, em que se inclui também o aviso prévio proporcional, não se faz mais distinção; devem ser pagas em até dez dias, conforme o § 6º do artigo 477 pela Lei n. 13.467/2017, sendo aviso prévio trabalhado ou indenizado. Nesse sentido, dispõe a CLT: Art. 477, § 6º A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término do contrato. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 63 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 029. 029. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Em determinada localidade, existe a seguinte situação: a convenção coletiva da categoria para o período 2018/2019 prevê o pagamento de adicional de 70% sobre as horas extras realizadas de segunda-feira a sábado. Ocorre que a sociedade empresária Beta havia assinado um acordo coletivo para o mesmo período, porém, alguns dias antes, prevendo o pagamento dessas horas extras com adicional de 60%. De acordo com a CLT, assinale a opção que indica o adicional que deverá prevalecer. a) Prevalecerá o adicional de 70%, por ser mais benéfico aos empregados. b) Diante da controvérsia, valerá o adicional de 50% previsto na Constituição Federal. c) Deverá ser respeitada a média entre os adicionais previstos em ambas as normas coletivas, ou seja, 65%. d) Valerá o adicional de 60% previsto em acordo coletivo, que prevalece sobre a convenção. Com a reforma trabalhista, há dispositivo específico no sentido de que o Acordo Trabalhista prevalece sobre a Convenção Coletiva do Trabalho, mesmo que a norma prevista seja mais desfavorável ao trabalhador diante do PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. Logo, será aplicado o percentual de horas extras previsto no acordo coletivo de trabalho, mesmo que inferior ao previsto na Convenção coletiva de trabalho. Sob esse azo, é como se fosse uma exceção do princípio da aplicação da norma mais benéfica ao trabalhador. Existe forte discussão doutrinária sobre a temática. Letra d. 030. 030. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) O sindicato dos empregados em tinturaria de determinado município celebrou, em 2018, acordo coletivo com uma tinturaria, no qual, reconhecendo-se a condição financeira difícil da empresa, aceitou a redução do percentual de FGTS para 3% durante 2 anos. Sobre o caso apresentado, de acordo com a previsão da CLT, assinale a afirmativa correta. a) É válido o acerto realizado porque fruto de negociação coletiva, ao qual a reforma trabalhista conferiu força legal. b) Somente se houver homologação do acordo coletivo pela Justiça do Trabalho é que ele terá validade em relação ao FGTS. c) A cláusula normativa em questão é nula, porque constitui objeto ilícito negociar percentual de FGTS. Correto. d) A negociação acerca do FGTS exigiria que, ao menos, fosse pago metade do valor devido, o que não aconteceu no caso apresentado. Existe, segundo discriminado na Reforma Trabalhista, o que pode ser delimitado em termos de negociação coletiva. O percentual do FGTS não pode ser objeto de transação. Com base nisso, destaca-se a CLT: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 64 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: I – normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e Pre- vidência Social; II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; III – valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); IV – salário mínimo [...]. Letra c. 031. 031. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Considerando a grave crise financeira que o país atravessa, a fim de evitar a dispensa de alguns funcionários, a metalúrgica Multiforte Ltda. pretende suspender sua produção por um mês. O Sindicato dos Empregados da indústria metalúrgica contratou você para, como advogado, buscar a solução para o caso. Segundo o texto da CLT, assinale a opção que apresenta a solução de acordo mais favorável aos interesses dos empregados. a) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por meio de acordo individual de trabalho. b) Conceder férias coletivas de 30 dias. c) Promover o lockout. d) Implementar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados por 30 dias, por meio de acordo coletivo de trabalho. O ideal e menos penoso aos trabalhadores é a concessão de férias coletivas aos trabalhadores na medida em que não haverá suspensão dos direitos trabalhistas. LOCKOUT se trata de greve do próprio empregador, o que é vedado expressamente pelo direito do trabalho. No caso de suspensão do contrato de trabalho, isso pode gerar uma situação pior ao obreiro, na medida em que suspendem todos os efeitos do contrato de trabalho, seja no que tange ao direito de recolhimento do FGTS como também da contagem de tempo de contribuição e serviços para a aposentadoria futura do trabalhador ou para a consecução de qualquer outro direito previdenciário. a) Errada. Precisa de convenção coletiva. b) Certa. Há a possibilidade de férias coletivas. c) Errada. É proibido. d) Errada. Aqui os contratos de trabalhos suspensos geram problemas de continuidade do trabalho aos empregados. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 65 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 032. 032. (FGV/OAB/2019) Fábio trabalha em uma mineradora como auxiliar administrativo. A sociedade empresária, espontaneamente, sem qualquer previsão em norma coletiva, fornece ônibus para o deslocamento dos funcionários para o trabalho, já que ela se situa em local cujo transporte público modal passa apenas em alguns horários, de forma regular, porém insuficiente paraa demanda. O fornecimento do transporte pela empresa é gratuito, e Fábio despende cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar do trabalho no referido transporte. Além do tempo de deslocamento, Fábio trabalha em uma jornada de 8 horas, com uma hora de pausa para repouso e alimentação. Insatisfeito, ele procura você, como advogado(a), a fim de saber se possui algum direito a reclamar perante a Justiça do Trabalho. Considerando que Fábio foi contratado em dezembro de 2017, bem como a legislação em vigor, assinale a afirmativa correta. a) Fábio faz jus a duas horas extras diárias, em razão do tempo despendido no transporte. b) Fábio não faz jus às horas extras, pois o transporte fornecido era gratuito. c) Fábio faz jus às horas extras, porque o transporte público era insuficiente, sujeitando o trabalhador aos horários estipulados pelo empregador. d) Fábio não faz jus a horas extras, porque o tempo de transporte não é considerado tempo à disposição do empregador. Certo. A alternativa trata de deslocamento de casa e trabalho e vice-versa, logo, não há mais direito às horas in itinere diante da Reforma Trabalhista. O art. 4º da CLT considera como tempo de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. A Lei n. 10.243/2001 acrescentou o § 2º ao art. 58 da CLT, com a seguinte redação: O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. Letra d. 033. 033. (FGV/OAB/2019) A sociedade empresária Ômega Ltda. deseja reduzir em 20% o seu quadro de pessoal, motivo pelo qual realizou um acordo coletivo com o sindicato de classe dos seus empregados, prevendo um Programa de Demissão Incentivada (PDI), com vantagens econômicas para aqueles que a ele aderissem. Gilberto, empregado da empresa havia 15 anos, aderiu ao referido Programa em 12/10/2018, recebeu a indenização prometida sem fazer qualquer ressalva e, três meses depois, ajuizou reclamação trabalhista contra o ex-empregador. Diante da situação apresentada e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 66 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela a) adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) não impede a busca, com sucesso, por direitos lesados. b) A quitação plena e irrevogável pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI) somente ocorreria se isso fosse acertado em convenção coletiva, mas não em acordo coletivo. c) O empregado não terá sucesso na ação, pois conferiu quitação plena. d) A demanda não terá sucesso, exceto se Gilberto previamente devolver em juízo o valor recebido pela adesão ao Programa de Demissão Incentivada (PDI). a) Errada. Confere quitação geral. b) Errada. A lei fala em norma coletiva que pode ser Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho. c) Em conformidade com as últimas orientações do STF e do TST, a Reforma Trabalhista veio no sentido de fazer constar a quitação geral das regras estabelecidas e das verbas de todo o contrato de trabalho quando se realizar PDV – Plano de Demissão Voluntária – e PDI. O Plano de Demissão Voluntária ou programa de incentivo à demissão voluntária, doravante chamado PDV, tem por objetivo conceder uma vantagem pecuniária ao empregado que se desligar do trabalho voluntariamente. Nos termos do 477-B inserido na CLT pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): havendo previsão em norma coletiva, haverá quitação geral, plena e irrevogável dos direitos trabalhistas. Quando se fala em norma coletiva, pode ser ACORDO OU NEGOCIAÇÃO COLETIVA, pois a lei fez referência ao gênero. Em não havendo previsão em norma coletiva, dar-se-á quitação apenas das parcelas e valores, com base na OJ 270 da SDI-1 do TST. Em suma, a Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), ao dispor sobre o PDV, em seu art. 477-B, informa que o plano de demissão voluntária ou incentivada, para dispensa individual, plúrima ou coletiva, enseja a quitação plena e irrevogável dos direitos da relação de emprego, desde que previstos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Com base nas lições de Henrique Correia (CORREIA, 2018, p.439), tem-se mais uma que enfatiza a força dos instrumentos coletivos de trabalho. d) Errada. A lei não traz essa previsão e também, em nome dos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, não se admite essa possibilidade. Letra c. 034. 034. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012/ADAPTADA) A estabilidade é assegurada ao dirigente sindical eleito como titular e ao eleito como suplente. O dirigente sindical tem estabilidade no emprego desde a candidatura até um ano após o mandato, é o que dispõe o artigo 543 § 3º da CLT: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 67 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela § 3º Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. Certo. 035. 035. (CESPE/TRT-8ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013/ADAPTADA) De acordo com a CLT, é vedada a dispensa dos representantes dos empregados e dos empregadores membros da comissão de conciliação prévia, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta, nos termos da lei. Os membros representantes dos empregados na Comissão de Conciliação Prévia, tanto os titulares como os suplentes, terão estabilidade provisória até 1 (um) ano após o término do mandato, salvo se cometerem falta grave, nos termos da lei, ocasião em que poderão ser dispensados por justa causa. A estabilidade não alcança os representantes dos empregadores. Errado. 036. 036. (CESPE/TRT-8ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013/ADAPTADA) Segundo entendimento do TST, há estabilidade do dirigente sindical mesmo que o seu sindicato ainda não tenha registro no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Nos termos do entendimento sumulado: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 379 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistira estabilidade. V – O registro da O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 68 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Certo. 037. 037. (FCC/TRT-9ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015/ADAPTADA) Porfírio, eleito Diretor Suplente do sindicado profissional, pode ser dispensado sem justa causa, tendo em vista que a garantia é assegurada apenas aos diretores eleitos como titulares. Aqui se aplica entendimento sumulado do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 369 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Errado. 038. 038. (FGV/OAB/2019) Fábio trabalha em uma mineradora como auxiliar administrativo. A sociedade empresária, espontaneamente, sem qualquer previsão em norma coletiva, fornece ônibus para o deslocamento dos funcionários para o trabalho, já que ela se situa em local cujo transporte público modal passa apenas em alguns horários, de forma regular, porém insuficiente para a demanda. O fornecimento do transporte pela empresa é gratuito, e Fábio despende cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar do trabalho no referido O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 69 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela transporte. Além do tempo de deslocamento, Fábio trabalha em uma jornada de 8 horas, com uma hora de pausa para repouso e alimentação. Insatisfeito, ele procura você, como advogado(a), a fim de saber se possui algum direito a reclamar perante a Justiça do Trabalho. Considerando que Fábio foi contratado em dezembro de 2017, bem como a legislação em vigor, assinale a afirmativa correta. a) Fábio faz jus a duas horas extras diárias, em razão do tempo despendido no transporte. b) Fábio não faz jus às horas extras, pois o transporte fornecido era gratuito. c) Fábio faz jus às horas extras, porque o transporte público era insuficiente, sujeitando o trabalhador aos horários estipulados pelo empregador. d) Fábio não faz jus a horas extras, porque o tempo de transporte não é considerado tempo à disposição do empregador. Certo. A alternativa trata de deslocamento de casa e trabalho e vice-versa, logo não há mais direito às horas in itinere diante da Reforma Trabalhista. O art. 4º da CLT considera como tempo de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. A Lei n. 10.243/2001 acrescentou o § 2º ao art. 58 da CLT, com a seguinte redação: O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. Letra d. 039. 039. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Em 2018, um sindicato de empregados acertou, em acordo coletivo com uma sociedade empresária, a redução geral dos salários de seus empregados em 15% durante 1 ano. Nesse caso, conforme dispõe a CLT, a) uma contrapartida de qualquer natureza será obrigatória e deverá ser acertada com a sociedade empresária. b) a contrapartida será a garantia no emprego a todos os empregados envolvidos durante a vigência do acordo coletivo. c) a existência de alguma vantagem para os trabalhadores para validar o acordo coletivo será desnecessária. d) a norma em questão será nula, porque a redução geral de salário somente pode ser acertada por convenção coletiva de trabalho. a) Errada. Não é obrigatória a contrapartida. b) Errada. Não necessariamente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 70 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela c) Certa. Nos termos do artigo 7, da CF/88 é possível a redução de salários mediante negociação coletiva. Sobre o tema, ainda, trata o artigo 611 – A da CLT: § 2º A inexistência de expressa indicação de contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício do negócio jurídico. § 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada durante o prazo de vigência do instrumento coletivo. d) Errada. Pode ser por acordo coletivo ou convenção coletiva. Letra c. 040. 040. (FCC/TST/ANALISTA JUDICIÁRIO/2017/ADAPTADA) A estabilidade do empregado eleito dirigente sindical compreende o período desde o registro da candidatura, até 1 ano após o término do mandato, desde que tenha sido eleito membro titular. A questão deve ser analisada conforme a jurisprudência do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 379 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. V – O registroda candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 71 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 041. 041. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2018/ADAPTADA) Carolina, Mariana e Antônio são empregados da empresa Viação Mar Azul Ltda. Carolina foi contratada por prazo determinado e descobriu que está grávida. Mariana, contratada por prazo determinado, recentemente sofreu um acidente de trabalho e encontra-se afastada de suas atividades profissionais. Antônio, por sua vez, contratado por prazo indeterminado, acaba de registrar sua candidatura a cargo de direção de entidade sindical. Neste caso, nos termos da lei trabalhista vigente e do entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: a) O desconhecimento da empresa Viação Mar Azul Ltda. do estado gravídico de Carolina afasta o direito ao pagamento de indenização decorrente da estabilidade gestante, existente desde a comunicação da gravidez até cinco meses após o parto. b) Mariana goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho. c) Carolina não tem direito à estabilidade provisória, existente desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, pois foi admitida mediante contrato por tempo determinado. d) Fica vedada a dispensa de Antônio, a partir do momento da data da eleição a cargo de direção de entidade sindical, até 1 ano após o final do seu mandato, exceto se fosse como suplente. e) Antônio teria direito à estabilidade, mesmo que o registro da candidatura a cargo de diri- gente sindical tivesse sido realizado durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado. A questão deve ser analisada conforme a jurisprudência do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 379 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Destaca-se, ainda, que a legislação prevê, por meio do artigo 118 da Lei n. 8.213/91, a estabilidade O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 72 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela ao empregado segurado que sofreu acidente do trabalho, pelo prazo de 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente. Letra b. 042. 042. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Gustavo foi empregado da empresa Pizzaria Massa Deliciosa. Após a extinção do seu contrato, ocorrida em julho de 2018, as partes dialogaram e confeccionaram um termo de acordo extrajudicial, que levaram à Justiça do Trabalho para homologação. O acordo em questão foi assinado pelas partes e por um advogado, que era comum às partes. Considerando o caso narrado, segundo os ditames da CLT, assinale a afirmativa correta. a) Viável a homologação do acordo extrajudicial, porque fruto de manifestação de vontade das partes envolvidas. b) Não será possível a homologação, porque empregado e empregador não podem ter advogado comum. c) Impossível a pretensão, porque, na Justiça do Trabalho, não existe procedimento especial de jurisdição voluntária, mas apenas contenciosa. d) Para a validade do acordo proposto, seria necessário que o empregado ganhasse mais de duas vezes o teto da Previdência Social. a) Errada. Precisam de dois advogados diferentes. b) Certa. Nesse sentido, destaca-se a CLT que passou a prever a possibilidade de homologação extrajudicial diferente da arbitragem individual: Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por advogado. § 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum. § 2º Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria. Art. 855-C. O disposto neste Capítulo não prejudica o prazo estabelecido no § 6º do art. 477 desta Consolidação e não afasta a aplicação da multa prevista no § 8º art. 477 desta Consolidação. Art. 855-D. No prazo de quinze dias a contar da distribuição da petição, o juiz analisará o acordo, designará audiência se entender necessário e proferirá sentença. Art. 855-E. A petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional da ação quanto aos direitos nela especificados. Parágrafo único. O prazo prescricional voltará a fluir no dia útil seguinte ao do trânsito em julgado da decisão que negar a homologação do acordo. c) Errada. A Reforma Trabalhista permite. d) Errada. Aqui se trata de arbitragem individual diferente do que se refere à questão, qual seja, a homologação de acordo extrajudicial. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 73 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 043. 043. (FCC/TRT-15ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2018/ADAPTADA) Bernardo, empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical, goza de estabilidade provisória, pois exerce na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. A questão deve ser analisada conforme a jurisprudência do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 379 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade seexercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Certo. 044. 044. (FCC/TRT-15ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2018/ADAPTADA) Mariano, membro do conselho fiscal do Sindicato dos Comerciários de Presidente Prudente e Região, por atuar na defesa de direitos da categoria respectiva, tem estabilidade no emprego desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. Não existe previsão para o membro do Conselho Fiscal, nos termos da súmula do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 379 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 74 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Errado. 045. 045. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2018) Um empregado de 65 anos foi admitido em 10/05/2011 e dispensado em 10/01/2013. Ajuizou reclamação trabalhista em 05/12/2016, postulando horas extras e informando, na petição inicial, que não haveria prescrição porque apresentara protesto judicial quanto às horas extras em 04/06/2015, conforme documentos que juntou aos autos. Diante da situação retratada, considerando a Lei e o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta. a) A prescrição ocorreu graças ao decurso do tempo e à inércia do titular. b) A prescrição foi interrompida com o ajuizamento do protesto. c) A prescrição ocorreu, porque não cabe protesto judicial na seara trabalhista. d) A prescrição não corre para os empregados maiores de 60 anos. Com a reforma trabalhista, também tivemos alteração quanto à suspensão e interrupção da prescrição no direito do trabalho. Destaca-se o TST: JURISPRUDÊNCIA Conforme preconiza a OJ 392 da SBDI-1 do TST, o protesto judicial é medida aplicável no processo do trabalho e o ajuizamento da ação, por si só, interrompe o prazo prescricional. Destaca-se também a CLT: Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 75 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela §1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social. §2º Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei. §3º A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos. a) Errada. Houve protesto judicial e tal medida tem a chancela do TST. b) Certa. Segundo os termos do TST, está correto. c) Errada. Há entendimento do TST em sentido contrário. d) Errada. Não existe essa previsão. Letra b. 046. 046. (CESPE/PGM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019/ADAPTADA) Com relação à estabilidade e à garantia provisória de emprego, ao direito de greve e a serviços essenciais, julgue os itens seguintes, considerando a jurisprudência do TST. Situação hipotética: Um empregado estava no período correspondente ao aviso prévio indenizado quando foi eleito presidente do sindicato de sua categoria. Assertiva: Esse empregado adquiriu o direito à estabilidade desde a data de sua eleição. O dirigente sindical tem estabilidade no emprego desde a candidatura até um ano após o mandato, é o que dispõe o artigo 543 § 3º da CLT: O registro de candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical no período de aviso prévio não lhe assegura estabilidade mesmo que indenizado. Errado. 047. 047. (INÉDITA/2021) Rui foi demitido por culpa recíproca. Ajuizou reclamação trabalhista, mas foi mantida, com trânsito em julgado, a culpa recíproca. Dentre os direitos que pode receber, não consta: a) aviso prévio proporcional b) saque do FGTS c) multa de 20% do FGTS d) saldo de salários e) seguro-desemprego pela metade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 76 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela O seguro-desemprego só é devido quando se trata de situação de rescisão indireta ou sem justa causa. Não se aplica em outros casos como a culpa recíproca ou morte do trabalhador. Nesse azo, destaca-se claramente que na questão acima não é devido seguro-desemprego e sequer pela metade do importe. Letra e. 048. 048. (INÉDITA/2021) Rui foi demitido por culpa recíproca. Ajuizou reclamação trabalhista, mas foi mantida, com trânsito em julgado, a culpa recíproca. Dentre os direitos que pode receber, não consta o seguro-desemprego. No entanto, o advogado questionou a possibilidade de pagamento da metade do valor do seguro-desemprego, mas foi indeferido pela juíza do trabalho. Nesse caso, a decisão foi acertada. O seguro-desemprego só é devido quando se trata de situação de rescisão indireta ou sem justa causa. Não se aplica em outros casos como a culpa recíproca ou morte do trabalhador. Nesse azo, destaca-se claramente que na questão acima não é devido seguro-desemprego e sequer pela metade do importe. Certo. 049. 049. (INÉDITA/2021) Rui é cipeiro na empresa Gomes e Saldanha LTDA. A empresa extingue por problemas financeiros em razão da pandemia de coronavírus. Aqui a empresa não fezalegação de força maior, rescindindo seus contratos de trabalho sem justa causa. Rui, apesar de receber as verbas rescisórias na modalidade, alega que possui garantia provisória no emprego. O TST possui entendimento consolidado a favor do entendimento de Rui, devendo o empregador garantir a estabilidade. Há uma peculiaridade aqui acerca das garantias provisórias no emprego quando tratamos de extinção do estabelecimento. A empresa continuará responsável pelo pagamento da indenização estabilitária no caso de acidentados e de grávidas, havendo reiterado entendimento do TST em se tratando do cipeiro, pois, para o TST, a extinção do estabelecimento encerra a estabilidade provisória de membro da CIPA. A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que somente têm razão de ser quando em atividade a empresa. Portanto, a alternativa está errada. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 77 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 050. 050. (INÉDITA/2021) Rui sofreu acidente de trabalho, inclusive, com CAT expedida, na empresa Gomes e Saldanha LTDA. A empresa se extingue por problemas financeiros em razão da pandemia de coronavírus. Aqui a empresa não fez alegação de força maior, rescindindo seus contratos de trabalho sem justa causa. Rui, apesar de receber as verbas rescisórias na modalidade, alega que possui garantia provisória no emprego. O TST possui entendimento consolidado a favor do entendimento de Rui, devendo o empregador garantir a estabilidade. Membro da Cipa não tem estabilidade provisória garantida com extinção do estabelecimento. A comissão é constituída no local, e não no âmbito geral da empresa. As estabilidades que decorrem da pessoa do trabalhador (acidentária e a da gestante) não podem ser anuladas pelo encerramento das atividades da empresa, eis que são inerentes a prestação de serviço. É o caso da questão que é acidente de trabalho, atraindo a proteção da garantia provisória no emprego. Certo. 051. 051. (VUNESP/PROCURADOR/2019/ADAPTADA) Antônio, empregado da empresa X fez acordo com seu empregador para extinção de seu contrato de trabalho. Entre as verbas trabalhistas que Antônio terá direito, conforme previsão na CLT, consta: a) férias proporcionais sem o acréscimo de um terço. b) indenização de 80% (oitenta por cento) sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. c) a movimentação da conta vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, limitada à metade do valor dos depósitos. d) o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. e) metade do aviso prévio, se indenizado. No caso, não há direito ao seguro-desemprego, sendo o caso de nova modalidade trazida pela Reforma Trabalhista, referente ao artigo da CLT: Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: I – por metade: a) o aviso prévio, se indenizado; e b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, prevista no § 1º do art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990; II – na integralidade, as demais verbas trabalhistas. § 1º A extinção do contrato prevista no caput deste artigo permite a movimentação da conta vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na forma do inciso I-A do art. 20 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990, limitada até 80% (oitenta por cento) do valor dos depósitos. § 2º A extinção do contrato por acordo prevista no caput deste artigo não autoriza o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. Letra e. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 78 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 052. 052. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013/ADAPTADA) Desativada a empresa em razão de ato de desapropriação decretada pelo Poder Público e, em consequência, ficando rescindidos os contratos de trabalho dos seus empregados, verifica-se a ocorrência de a) rescisão indireta, ficando o empregador responsável pelo pagamento da integralidade da indenização devida aos empregados. b) rescisão sem justa causa, incumbindo ao governo responsável pelo ato e ao empregador, em partes iguais, o pagamento da devida indenização ao empregado. c) culpa recíproca, ficando o empregador responsável pelo pagamento de metade da indenização devida aos empregados. d) força maior, nenhuma reparação sendo devida ao empregado. e) factum principis, incumbindo ao governo responsável pelo ato o pagamento da indenização devida aos empregados da empresa. As definições estão previstas na CLT: Art. 501. Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. § 1º A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior. § 2º À ocorrência do motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa não se aplicam as restrições desta Lei referentes ao disposto neste Capítulo. Art. 502. Ocorrendo motivo de força maior que determine a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é assegurada a este, quando despedido, uma indenização na forma seguinte: I – sendo estável, nos termos dos arts. 477 e 478; II – não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisão sem justa causa; III – havendo contrato por prazo determinado, aquela a que se refere o art. 479 desta Lei, reduzida igualmente à metade. Letra e. 053. 053. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011/ADAPTADA) Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador, à data do comparecimento à Justiça do Trabalho a parte] a) incontroversa dessas verbas, sob pena de pagar multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário. b) controversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cem por cento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 79 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela c) controversa dessas verbas, sob pena de, quanto a essa parte, pagá-las acrescidas de cinquenta por cento. d) incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las em dobro. e) incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinquenta por cento. A resposta está na CLT: Art. 467. Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador, à data do comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinquenta por cento. Letra e. 054. 054. (FCC/TRT-23ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011/ADAPTADA) Eliodoro trabalhou durante 18 meses para a empresa Bota Fora Lixo Ltda.Recebia salário-mínimo, anotado na CTPS, mais R$ 200,00 não contabilizados. Dispensado, recebeu as parcelas rescisórias calculadas apenas em relação ao valor anotado na CTPS. Ajuizou ação, alegando direito às diferenças. Não houve contestação quanto à alegação de pagamento extrafolha. Nesta hipótese, acerca da multa do art. 477, § 8º da CLT (aplicável pelo atraso no pagamento das parcelas rescisórias) e CORRETO dizer: a) É incabível, pois esta somente tem lugar nos casos em que não ocorra qualquer pagamento. b) A multa é devida em valor equivalente ao salário anotado na CTPS. c) A multa não é devida, pois o pagamento por fora se dava com anuência do trabalhador e este não pode se beneficiar da própria torpeza. d) A multa é devida em valor equivalente ao anotado na CTPS, mais a importância paga extrafolha. e) A multa somente seria devida, com natureza punitiva, na hipótese de o empregador negar o pagamento não contabilizado. A resposta está com base na CLT: Art. 477, § 8º A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente corrigido pelo índice de variação do BTN, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 80 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 055. 055. (INÉDITA/2021) Rui falece. Ele era funcionário da empresa VALE TUDO S.A na qualidade de gerente, deixando viúva e dois filhos menores. Nesse caso, não há qualquer imputação de responsabilização do empregador, na medida em que ele faleceu de COVID 19 quando estava em teletrabalho. Nesse azo, os dependentes de Rui poderão receber as seguintes verbas, exceto: a) aviso prévio indenizado e férias vencidas mais um terço. b) saldo de salários e férias vencidas e proporcionais mais terço. c) liberação do FGTS sem incidência de multa. d) 13º salário e horas extras laboradas antes da pandemia. No caso de óbito do obreiro sem qualquer responsabilização do empregador, não há o direito ao pagamento de aviso prévio indenizado, nem de recebimento da multa de 40% do FGTS e recebimento de seguro-desemprego. Ainda nesta situação só cabem: saldo de salários, verbas rescisórias vencidas ou em mora do trabalhador falecido. Em ambos os casos, para fins de evitar a incidência da multa do artigo 477 e do artigo 467 da CLT, o empregador deve ajuizar a respectiva ação de consignação em pagamento em desfavor dos dependentes/ sucessores do de cujus. Nesse azo, destaca-se que esta parte é interessante no direito processual do trabalho. Letra a. 056. 056. (FCC/SANASA CAMPINAS/ANALISTA/2019) Sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, considere: I – É ilícita cláusula de Convenção Coletiva que reduz para vinte minutos o intervalo intrajornada, porque se trata de norma de proteção à saúde por definição legal. II – É válida cláusula de Convenção Coletiva que elenque os cargos que se enquadram em funções de confiança. III – Não é lícita cláusula de Convenção Coletiva que altere enquadramento de grau de insalubridade, visto que depende de perícia técnica por determinação legal. IV – É legítima cláusula de Convenção Coletiva de redução de 50% do salário dos empregados, desde que haja previsão de proteção contra a despedida imotivada durante o prazo de vigência da norma coletiva. Está correto o que consta APENAS de: a) III e IV. b) I e III. c) II. d) II e IV. e) I, II e III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 81 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela Estão corretas somente as alternativas II e IV. O item I está errado porque trata a norma como de saúde e proteção ao trabalhador. Com a alteração da CLT esta norma não é mais considerada como norma de saúde e proteção. Quanto ao tempo, o acordo não pode prever intervalo inferior a 30 minutos para jornadas acima de 6 horas. O item III está errado porque o enquadramento do grau de insalubridade pode ser objeto de negociação coletiva. Letra d. 057. 057. (FCC/AL-AP/ADVOGADO/2020) Quanto ao Direito Coletivo do Trabalho, envolvendo questões relativas à organização sindical, fonte de custeio das entidades sindicais e ao Direito de Greve, a) a solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas compõe a expressão social elementar compreendida como categoria profissional. b) é facultado aos Sindicatos, quando em número não inferior a três, desde que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas, organizarem-se em federação. c) o desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. d) o empregador exigirá do empregado no ato da sua admissão a apresentação da prova de quitação da contribuição sindical. e) as atividades médico periciais relacionadas com o regime geral de previdência social e assistência social não estão elencadas no rol legal dos serviços ou atividades essenciais. a) Errada. Esse é o conceito de categoria econômica, conforme art. 511, § 1º, da CLT: Art. 511, § 1º A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas, constitui o vínculo social básico que se denomina categoria econômica. b) Errada. São necessários, no mínimo, 5 (cinco) sindicatos para formar uma federação, na forma art. 534 da CLT: Art. 534. É facultado aos Sindicatos, quando em número não inferior a 5 (cinco), desde que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas, organizarem-se em federação. c) Certa. É o que dispõe o art. 579 da CLT: Art. 579. O desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 82 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão ou, inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591 desta Consolidação. d) Errada. Haja vista que não havendo obrigatoriedade de recolhimento de contribuição sindical, certo é que jamais poderia o empregador exigir o comprovante do recolhimento mencionado. e) Errada. Na greve, algumas atividades, por serem essenciais, possuem regras mais rígidas para o exercício desse direito fundamental dos trabalhadores, de acordo com o art. 10, XII, da Lei 7.783/89. Letra c. 058. 058. (FCC/PGE-AM/2010) Em relação aos direitos coletivos dos trabalhadores, pode-se asseverar: I – Ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato.II – É facultada a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. III – O aposentado filiado tem o direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. IV – É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção, de representação sindical e do conselho fiscal e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. É uma pegadinha muito boa. Está correto SOMENTE o que se afirma em a) II, III e IV. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. e) I, II e IV. A resposta se resolve na leitura do texto constitucional: Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical; II – é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; IV – a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 83 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho; VII – o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Letra b. 059. 059. (FCC/TRT-15ª/TÉCNICO/2018) Lucia e sua empregadora, Transportadora Chega Bem Ltda., acordaram rescindir seu contrato de trabalho que já durava cinco anos. A empresa pagou à Lucia metade do aviso prévio indenizado e metade das férias proporcionais acrescidas de 1/3. O saldo de salário e o 13º salário proporcional foram pagos integralmente. Foram liberadas as guias para saque dos depósitos do FGTS, com multa de 20%, não sendo entregues as guias para percepção ao ingresso no Programa do Seguro-Desemprego, por não estar previsto este direito à empregada. Tendo em vista o narrado, segundo as normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho, a) estão incorretas as verbas pagas, fazendo jus Lucia à integralidade das férias proporcio- nais + 1/3. b) estão corretas as verbas pagas, bem como a liberação apenas das guias para saque do FGTS. c) Lucia faz jus ao recebimento das guias para ingresso no Programa do Seguro-Desemprego, devendo requerê-las ao seu empregador. d) estão incorretas as verbas pagas, fazendo jus Lucia à multa de 40% sobre o FGTS, já que não possui direito ao ingresso no Programa do Seguro-Desemprego. e) estão corretas as verbas pagas, entretanto esta modalidade de rescisão do contrato de trabalho deverá, obrigatoriamente, ser homologada perante o sindicato profissional de Lucia ou Ministério do Trabalho. Dispõe a CLT: Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: I – por metade: (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) a) o aviso prévio, se indenizado; e (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, prevista no § 1º do art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990; (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) II – na integralidade, as demais verbas trabalhistas. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 84 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 060. 060. (FCC/TRT-15ª/ANALISTA/2018) As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas dependem de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. Dispõe a CLT: Art. 477-A. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. Errado. 061. 061. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Juliana, secretária, e sua empregadora Móveis Luxo Só Ltda. resolveram, de comum acordo, extinguir o contrato de trabalho que durou por 10 anos. A empregadora informou à Juliana que a mesma terá direito às verbas rescisórias, inclusive à indenização sobre o saldo do FGTS, pela metade. Entretanto, receberá pela metade o aviso prévio que será indenizado e poderá sacar metade dos seus depósitos fundiários, não tendo direito ao ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. Com base em tais informações e, de acordo com a legislação vigente, a informação prestada pela empresa está a) incorreta, uma vez que Juliana terá direito ao saque de 80% dos seus depósitos fundiários. b) totalmente correta. c) incorreta, uma vez que Juliana terá direito ao saque dos depósitos fundiários na sua integralidade. d) incorreta, pois além de sacar metade dos seus depósitos fundiários, Juliana terá direito ao ingresso no Programa do Seguro-Desemprego. e) incorreta no tocante ao aviso prévio indenizado, que será devido integralmente. a) Certa. Juliana terá direito a somente 80%. b) Errada. Está incorreto o seu FGTS. c) Errada. Somente a 80%. b) Errada. Não tem direito ao seguro-desemprego. b) Errada. É pela metade. Dispõe a CLT: Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: I – por metade: (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) a) o aviso prévio, se indenizado; e (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, prevista no § 1º do art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990; (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017) II – na integralidade, as demais verbas trabalhistas. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 85 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 062. 062. (FCC/PREFEITURA DE CARUARU/PROCURADOR/2018) Considere os quatro casos hipotéticos a seguir: Mercedez ficou viúva e, como herdeira legal, terá direito a sacar os depósitos do FGTS de seu marido, que teve um ataque cardíaco fulminante quando jogava bola com seus amigos no final dea terceirização ilícita: há expressa vedação na Súmula 331 do TST, de teor público e notório, justificando com maior facilidade a não configuração do fato do príncipe. O factum principis, previsto no art. 486 da CLT, é o ato da Administração Pública de natureza administrativa ou legislativa que gera a completa impossibilidade de execução do contrato de trabalho, considerado pela doutrina como espécie do gênero força maior (art. 501 da CLT). Exige-se como requisitos para a ocorrência do fato do príncipe que o evento seja inevitável; que haja nexo de causalidade entre o ato administrativo/legislativo e a paralisação do trabalho; que impossibilite absolutamente a continuação do negócio; e, por fim, que o empregador não concorra para a sua ocorrência. O fato do príncipe consiste na obrigação do empregador de abranger unicamente os valores diretamente resultantes da rescisão do contrato de trabalho, vale dizer, as indenizações previstas nos arts. 478, 479 ou 497, quando aplicáveis; a indenização de 40% do FGTS e, conforme parcela da jurisprudência, o aviso-prévio indenizado. As demais parcelas rescisórias são de responsabilidade do próprio empregador, porque relacionadas a fatos geradores anteriores à própria ruptura do vínculo. Com a pandemia, muitos empregadores sustentaram em suas defesas que o fechamento dos estabelecimentos ocorreu por força maior e fato do príncipe, mas há divergências na aceitação destas teses, prevalecendo, majoritariamente, que tais hipóteses não podem ser aceitas, haja vista que o fechamento levado adiante foi por motivos de saúde pública, segurança sanitária, em protocolos, inclusive, internacionais. No entanto, como estamos diante de um terreno recente, torna-se prudente analisar os próximos capítulos destas teses no âmbito do TST que, com certeza, terá processos em recursos de revista. A doutrina majoritária vem compreendendo que a força maior expressa nas Medidas Provisórias durante o período da pandemia se refere à proteção ao trabalho e à continuidade das relações trabalhistas, não podendo ser aceitas em razão de favorecimento do empregador. A meu ver, esse tema suscita maiores discussões e amadurecimentos de tese, inclusive, no âmbito do TST. A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho afastou a dispensa por força maior de uma merendeira. Essa modalidade está prevista na CLT e em medida provisória vigente na época, em razão da pandemia da covid-19. Mas, para o colegiado, não foi comprovada a necessidade da empresa de adotá-la. Para o relator do recurso da empresa, ministro Douglas Alencar Rodrigues, os fatos apresentados pelo TRT não indicam a presença dos requisitos que legitimam a rescisão contratual por força maior. Segundo ele, embora a empresa tenha buscado demonstrar que deveria pagar pela metade as verbas rescisórias em tal contexto, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela a própria MP 927 não induzia a essa conclusão. “A redução somente é autorizada em lei se houver fechamento da empresa ou de um de seus estabelecimentos, como se constata do teor do artigo 502, inciso II, da CLT”, assinalou o ministro, que ressaltou que os preceitos que disciplinam a força maior e seus impactos nas relações de trabalho exigem a comprovação do expressivo impacto da força maior sobre a atividade econômica explorada, “com a indesejável situação de extinção ou redução das atividades”. A referência na integralidade está no site oficial do TST (https://www.tst.jus.br/web/guest/-/demiss%C3%A3º-por- for%C3%A7a-maior-em-raz%C3%A3º-da-pandemia-%C3%A9-convertida-em-dispensa- sem-justa-causa). Configurado o Factum principis, incumbe ao governo responsável pelo ato administrativo o pagamento da indenização devida aos empregados da empresa. 001. 001. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Desativada a empresa em razão de ato de desapropriação decretada pelo Poder Público e, em consequência, ficando rescindidos os contratos de trabalho dos seus empregados, verifica-se a ocorrência de força maior, nenhuma reparação sendo devida ao empregado. As definições estão previstas na CLT: Art. 501. Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. § 1º A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior. § 2º À ocorrência do motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa não se aplica as restrições desta Lei referentes ao disposto neste Capítulo. Art. 502. Ocorrendo motivo de força maior que determine a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é assegurada a este, quando despedido, uma indenização na forma seguinte: I – sendo estável, nos termos dos arts. 477 e 478; II – não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisão sem justa causa; III – havendo contrato por prazo determinado, aquela a que se refere o art. 479 desta Lei, reduzida igualmente à metade. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela Se tratando do teor do artigo 503 da CLT, a doutrina majoritária entende que tal dispositivo não foi recepcionado pelo constituinte de 1988, logo, não seria possível sua aplicabilidade. 3 . eXtiNÇÃo Do CoNtrAto De trAbAlho Por Morte Do 3 . eXtiNÇÃo Do CoNtrAto De trAbAlho Por Morte Do trAbAlhADor oU Morte Do eMPreGADor QUANDo Se trAbAlhADor oU Morte Do eMPreGADor QUANDo Se trAtA De PeSSoA FÍSiCAtrAtA De PeSSoA FÍSiCA No caso de extinção do contrato pelo óbito do trabalhador, as verbas devem ser pagas aos dependentes, nos termos da lei previdenciária. Se ausentes os dependentes, existe a possibilidade de sucessores, nos termos da lei civil. Para tal é importante analisar se é o caso de falecimento por culpa ou não do empregador. No primeiro caso, o empregador deve assumir toda a responsabilização das verbas trabalhistas como se fosse uma situação de dispensa sem justa causa, mas ainda sem o direito ao recebimento do seguro-desemprego. No caso de óbito do obreiro sem qualquer responsabilização do empregador, não há o direito ao pagamento de aviso prévio indenizado e nem de recebimento da multa de 40% do FGTS e do recebimento de seguro-desemprego. Ainda nesta situação só cabem: saldo de salários, verbas rescisórias vencidas ou em mora do trabalhador falecido. Em ambos os casos, para fins de evitar a incidência da multa do artigo 477 e do artigo 467 da CLT, o empregador deve ajuizar a respectiva ação de consignação em pagamento em desfavor dos dependentes/sucessores do de cujus. Nesse âmbito, destaca-se que esta parte é interessante no direito processual do trabalho. Extinto o contrato de trabalho, em razão da morte do empregador e consequente cessação das atividades da empresa, o empregado tem direito ao saldo salarial dos dias trabalhados no mês da rescisão, indenização do aviso prévio, 13º salário proporcional, férias proporcionais com 1/3 e saque dos depósitos do FGTS com a indenização rescisória de 40%. A morte do empregador, pessoa física ou empresário individual, nemsemana. Ernesto fez um acordo com seu empregador para rescindirem seu contrato de trabalho e poderá sacar os depósitos do FGTS. Vilma foi injustamente dispensada e Marcelo ingressou com reclamação trabalhista ficando caracterizada a rescisão indireta de seu contrato de trabalho por culpa do empregador. No tocante à indenização sobre o saldo do FGTS, para o empregado, a) Mercedez não terá direito à referida multa; Ernesto tem direito a 20% e tanto Vilma como Marcelo terão direito à multa de 40%. b) todos terão direito à multa de 20%, exceto Vilma que tem direito a 40%. c) todos terão direito à multa de 40%, exceto Mercedez, que não tem direito à referida multa. d) Mercedez e Marcelo não terão direito à referida multa; Ernesto tem direito a 20% e Vilma a 40%. e) Mercedez e Marcelo terão direito à multa de 20%; Ernesto e Vilma terão direito a 20%. No caso de falecimento, não há direito ao pagamento da multa de 40% do FGTS; o acordo advindo entre as partes faz jus ao recolhimento de multa de 20% da multa do FGTS que se teria direito no caso de dispensa sem justa causa; no caso de rescisão indireta e dispensa sem justa causa, existe o direito ao recolhimento de multa de 40% do FGTS. Letra a. 063. 063. (FCC/TRT-2ª/ANALISTA/2018) Carolina, Mariana e Antônio são empregados da empresa Viação Mar Azul Ltda. Carolina foi contratada por prazo determinado e descobriu que está grávida. Mariana, contratada por prazo determinado, recentemente sofreu um acidente de trabalho e encontra-se afastada de suas atividades profissionais. Antônio, por sua vez, contratado por prazo indeterminado, acaba de registrar sua candidatura a cargo de direção de entidade sindical. Neste caso, nos termos da lei trabalhista vigente e do entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: a) O desconhecimento da empresa Viação Mar Azul Ltda. do estado gravídico de Carolina afasta o direito ao pagamento de indenização decorrente da estabilidade gestante, existente desde a comunicação da gravidez até cinco meses após o parto. Errado, nos termos da súmula 244 do TST. b) Mariana goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho. c) Carolina não tem direito à estabilidade provisória, existente desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, pois foi admitida mediante contrato por tempo determinado. Errado, pois englobado na súmula 244 do TRT. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 86 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela d) Fica vedada a dispensa de Antônio, a partir do momento da data da eleição a cargo de direção de entidade sindical, até 1 ano após o final do seu mandato, exceto se fosse como suplente. Errado, admite-se também para suplente. e) Antônio teria direito à estabilidade, mesmo que o registro da candidatura a cargo de dirigente sindical tivesse sido realizado durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado. Errado, não pode ser no aviso prévio. a) Errada. Nos termos da súmula 244 do TST. b) Errada. Englobado na súmula 244 do TRT. c) Certa. As respostas estão nas súmulas do TST: JURISPRUDÊNCIA Súmula 244 do TST GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, “b” do ADCT). II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.(...) Súmula 369 do TST DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. V – O registro da candidatura do empregado ao cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. d) Errada. Admite-se também para suplente. e) Errada. Não pode ser no aviso prévio. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 87 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 064. 064. (FCC/AL-AP/ADVOGADO/2020) O desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. A questão é a literalidade do artigo 579 da CLT. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 88 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela REFERÊNCIASREFERÊNCIAS BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011. BRASIL. Código Civil Brasileiro. Brasília: Senado, 2002. BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (1943). Consolidação das Leis do Trabalho. Brasília: Senado, 1943. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988. BRASIL. Lei n. 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990. Dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências. Brasília, 11 de maio de 1990. Diário Oficial da União, 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8036consol.htm. BRASIL. Lei n. 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Brasília, 14 de maio de 1996, Diário Oficial da União, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Brasília. Disponível em: www.stf.jus.br. acesso em abr. 2021. BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Brasília. Disponível em: www.tst.jus.br. Acesso em abr. 2021 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãocivil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 89 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela ANEXOANEXO SÚMUlA N . 44 Do tSt AViSo PrÉVio A cessação da atividade da empresa, com o pagamento da indenização, simples ou em dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso prévio. O membro da Cipa não tem estabilidade provisória garantida com a extinção do estabelecimento. A comissão é constituída no local, e não no âmbito geral da empresa. 30/03/21 – A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo de um coordenador de manutenção e serviços da G4S Engenharia e Sistemas Ltda., de São Paulo (SP), contra a decisão que reduziu o período referente à indenização decorrente da estabilidade de membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). O encerramento das atividades da empresa no local em que ele trabalhava e a extinção da Cipa foram determinantes para a fixação do período a ser indenizado. terMo FiNAl O mandato como representante dos empregados na comissão teve início em 12/3/2015 e, em condições normais, o período estabilitário terminaria dois anos depois. Dispensado sem justa causa em 28/3/2016, o coordenador requereu, na reclamação trabalhista, a indenização do período restante. O pedido foi deferido pelo juízo de primeiro grau, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) reduziu o período de indenização. Conforme o TRT, a empresa, em maio de 2016, havia realizado assembleia da Cipa para comunicar sua extinção, em razão do encerramento das atividades da empresa naquele endereço, não se justificando, assim, a manutenção da estabilidade. Como a dispensa ocorreu antes dessa reunião, considerou devidos os salários do período correspondente. iNViAbiliZADA AÇÃo FiSCAliZADorA O relator do agravo de instrumento, ministro Walmir Oliveira da Costa, observou que o fechamento da unidade para a qual o empregado fora contratado e eleito para a Cipa inviabiliza a sua ação fiscalizadora e educativa e é motivo hábil para fundamentar sua dispensa sem que isso configure afronta ao direito à estabilidade, nos termos da Súmula 339 do TST. A decisão foi unânime. (LT/CF) Processo: AIRR-1000949-65.2016.5.02.0066 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 90 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela SÚMUlA N . 339 Do tSt CIPA. SUPLENTE. GARANTIA DE EMPREGO. CF/1988 I – O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II, “a”, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. II – A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário. SÚMUlA N . 437 Do tSt iNterVAlo iNtrAJorNADA PArA rePoUSo e AliMeNtAÇÃo . APliCAÇÃo Do Art . 71 DA Clt I – Após a edição da Lei n. 8.923/94, a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei n. 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruídos como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º da CLT. SÚMUlA N . 449, tSt JorNADA De trAbAlho . CoNVeNÇÃo ColetiVA . MiNUtoS QUe ANteCeDeM e SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO. LEI 10.243/2001. NORMA COLETIVA. FLEXIBILIZAÇÃO. iMPoSSibiliDADe . Clt, Art . 58, § 1º . «I – Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 91 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela II – A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano.» Orientação Jurisprudencial 413/TST-SDI-I – 14/02/2012 – Salário. Auxílio-alimentação. Alteração da natureza jurídica. Norma coletiva ou adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. Súmula 51/TST, I. Súmula 241/TST. CLT, art. 457, § 1º e CLT, art. 458. Lei 6.321/1976. A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba auxílio- alimentação ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não altera a natureza salarial da parcela, instituída anteriormente, para aqueles empregados que, habitualmente, já percebiam o benefício, a teor das Súmulas 51/ TST, I, e 241/TST.» leGiSlAÇÃo CorrelAtA CLT: Art. 476-A. O contrato de trabalho poderá ser suspenso, por um período de dois a cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de Qualificação Profissional oferecido pelo empregador, com duração equivalente à suspensão contratual, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, observado o disposto no art. 471 desta Consolidação. 1º Após a autorização concedida por intermédio de convenção ou acordo coletivo, o empregador deverá notificar o respectivo sindicato, com antecedência mínima de quinze dias da suspensão contratual. 2º O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em conformidade com o disposto no caput deste artigo mais de uma vez no período de dezesseis meses. 3º O empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial, durante período de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo, com valor a ser definido em convenção ou acordo coletivo. 4º Durante o período de suspensão contratual para participação em curso ou programa de Qualificação Profissional, o empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos pelo empregador. 5ºSe ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do período de suspensão contratual ou nos três meses subsequentes ao seu retorno ao trabalho, o empregador pagará ao empregado, além das parcelas indenizatórias previstas na legislação em vigor, multa a ser estabelecida em convenção ou acordo coletivo, sendo de, no mínimo, cem por cento sobre o valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do contrato. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 92 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 6º Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o curso ou programa de Qualificação Profissional ou o empregado permanecer trabalhando para o empregador, ficará descaracterizada a suspensão, sujeitando o empregador ao pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais referentes ao período, às penalidades cabíveis previstas na legislação em vigor, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo. 7º O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado, desde que o empregador arque com o ônus correspondente ao valor da Bolsa Qualificação Profissional no respectivo período. Art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: I – por metade: a) o aviso prévio, se indenizado; e b) a indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, prevista no § 1º do art. 18 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990; II – na integralidade, as demais verbas trabalhistas. § 1º A extinção do contrato prevista no caput deste artigo permite a movimentação da conta vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na forma do inciso I-A do art. 20 da Lei n. 8.036, de 11 de maio de 1990, limitada até 80% (oitenta por cento) do valor dos depósitos. § 2º A extinção do contrato por acordo prevista no caput deste artigo não autoriza o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego. Art. 501. Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. § 1º A imprevidência do empregador exclui a razão de força maior. § 2º À ocorrência do motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa não se aplicam as restrições desta Lei referentes ao disposto neste Capítulo. Art. 502. Ocorrendo motivo de força maior que determine a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado, é assegurada a este, quando despedido, uma indenização na forma seguinte: I – sendo estável, nos termos dos arts. 477 e 478; II – não tendo direito à estabilidade, metade da que seria devida em caso de rescisão sem justa causa; III – havendo contrato por prazo determinado, aquela a que se refere o art. 479 desta Lei, reduzida igualmente à metade. Art. 510-A. Nas empresas com mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de uma comissão para representá-los, com a finalidade de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 93 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela § 1º A comissão será composta: I – nas empresas com mais de duzentos e até três mil empregados, por três membros; II – nas empresas com mais de três mil e até cinco mil empregados, por cinco membros; III – nas empresas com mais de cinco mil empregados, por sete membros. § 2º No caso de a empresa possuir empregados em vários Estados da Federação e no Distrito Federal, será assegurada a eleição de uma comissão de representantes dos empregados por Estado ou no Distrito Federal, na mesma forma estabelecida no § 1º deste artigo. Art. 510-B. A comissão de representantes dos empregados terá as seguintes atribuições: I – representar os empregados perante a administração da empresa; II – aprimorar o relacionamento entre a empresa e seus empregados com base nos princípios da boa-fé e do respeito mútuo; III – promover o diálogo e o entendimento no ambiente de trabalho com o fim de prevenir conflitos; IV – buscar soluções para os conflitos decorrentes da relação de trabalho, de forma rápida e eficaz, visando à efetiva aplicação das normas legais e contratuais; V – assegurar tratamento justo e imparcial aos empregados, impedindo qualquer forma de discriminação por motivo de sexo, idade, religião, opinião política ou atuação sindical; VI – encaminhar reivindicações específicas dos empregados de seu âmbito de representação; VII – acompanhar o cumprimento das leis trabalhistas, previdenciárias e das convenções coletivas e acordos coletivos de trabalho. § 1º As decisões da comissão de representantes dos empregados serão sempre colegiadas, observada a maioria simples. § 2º A comissão organizará sua atuação de forma independente. Art. 510-C. A eleição será convocada, com antecedência mínima de trinta dias, contados do término do mandato anterior, por meio de edital que deverá ser fixado na empresa, com ampla publicidade, para inscrição de candidatura. § 1º Será formada comissão eleitoral, integrada por cinco empregados, não candidatos, para a organização e o acompanhamento do processo eleitoral, vedada a interferência da empresa e do sindicato da categoria. § 2º Os empregados da empresa poderão candidatar-se, exceto aqueles com contrato de trabalho por prazo determinado, com contrato suspenso ou que estejam em período de aviso prévio, ainda que indenizado. § 3º Serão eleitos membros da comissão de representantes dos empregados os candidatos mais votados, em votação secreta, vedado o voto por representação. § 4º A comissão tomará posse no primeiro dia útil seguinte à eleição ou ao término do mandato anterior. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 94 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela § 5º Se não houver candidatos suficientes, a comissão de representantes dos empregados poderá ser formada com número de membros inferior ao previsto no art. 510-A desta Consolidação. § 6º Se não houver registro de candidatura, será lavrada ata e convocada nova eleição no prazo de um ano. Art. 510-D. O mandato dos membros da comissão de representantes dos empregados será de um ano. § 1º O membro que houver exercido a função de representante dos empregados na comissão não poderá ser candidato nos dois períodos subsequentes. § 2º O mandato de membro de comissão de representantes dos empregados não implica suspensão ou interrupção do contrato de trabalho, devendo o empregado permanecer no exercício de suas funções. § 3º Desde o registro da candidatura até um ano após o fim do mandato, o membro da comissão de representantes dos empregados não poderá sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivodisciplinar, técnico, econômico ou financeiro. § 4º Os documentos referentes ao processo eleitoral devem ser emitidos em duas vias, as quais permanecerão sob a guarda dos empregados e da empresa pelo prazo de cinco anos, à disposição para consulta de qualquer trabalhador interessado, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual 1. Extinção do Contrato de Trabalho por Extinção do Estabelecimento 2. Regras de Força Maior e Fato do Príncipe 3. Extinção do Contrato de Trabalho por Morte do Trabalhador ou Morte do Empregador quando se Trata de Pessoa Física 4. Homologação da Rescisão e Multas dos Artigos 467 e 477 da CLT 5. Noções de Direito Coletivo no Brasil 6. Princípios e Regras Gerais Aplicados ao Direito Coletivo Brasileiro 7. O STF, a Reforma Trabalhista e o Direito Coletivo do Brasil Resumo Mapa Mental Exercícios Gabarito Gabarito Comentado Referências Anexosempre provoca o fim do empreendimento econômico, pois este pode ser mantido em funcionamento pelos respectivos herdeiros. Nesta hipótese, o trabalhador tem a faculdade legal de rescindir o contrato de trabalho, tendo direito ao recebimento das seguintes verbas: 13º salário proporcional, férias proporcionais com 1/3 e saque dos depósitos do FGTS sem a indenização rescisória de 40%. A morte do empregador, pessoa física ou empresário individual, nem sempre provoca o fim do empreendimento econômico, pois este pode ser mantido em funcionamento pelos respectivos herdeiros. Nesta hipótese, o trabalhador tem a faculdade legal de rescindir o contrato de trabalho, tendo direito ao recebimento das seguintes verbas: 06/12 avos de O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 13º salário proporcional, 06/12 avos de férias proporcionais com 1/3 e saque dos depósitos do FGTS sem a indenização rescisória de 40%. Se o estabelecimento for encerrado diante do óbito do empregador – pessoa física – a rescisão do contrato de trabalho tem os mesmos efeitos rescisórios que uma dispensa sem justa causa. Isso ocorrendo, tem-se claramente o direito do trabalhador em receber aviso prévio indenizado e a multa de 40% do FGTS. É diferente se o estabelecimento prosseguir com os herdeiros. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado: I o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; II os pais; III o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave. A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações as das classes seguintes. O enteado e o menor tutelado equiparam-se ao filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento. Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada. As provas de união estável e de dependência econômica exigem início de prova material contemporânea dos fatos, produzido em período não superior a 24 (vinte e quatro) meses anterior à data do óbito ou do recolhimento à prisão do segurado, não admitida a prova exclusivamente testemunhal, exceto na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito, conforme disposto no regulamento. Será excluído definitivamente da condição de dependente quem tiver sido condenado criminalmente por sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis. 4 . hoMoloGAÇÃo DA reSCiSÃo e MUltAS DoS 4 . hoMoloGAÇÃo DA reSCiSÃo e MUltAS DoS ArtiGoS 467 e 477 DA CltArtiGoS 467 e 477 DA Clt Com a Reforma Trabalhista, em 2017, não é mais obrigatória a participação de sindicatos para fins de homologação das rescisões contratuais, independentemente do tempo de serviço do trabalhador na empresa. Logo, cuidado com esta alteração. Aliás, foi uma das grandes críticas ao enfraquecimento dos sindicatos no Brasil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 12 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela A multa do artigo 477 da CLT ocorre em relação à obrigatoriedade do pagamento da última remuneração real do trabalhador se a rescisão não for paga em dez dias do término do aviso prévio trabalhado ou dez dias a contar do aviso prévio indenizado. Aqui é remuneração real, inclusive, o que for pago por fora pelo empregador. A multa do artigo 467 da CLT ocorre na fase processual quando o empregador não faz o pagamento das verbas consideradas incontroversas até o momento da 1ª audiência no processo trabalhista. O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas. A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetuados em até dez dias contados a partir do término do contrato. Qualquer compensação no pagamento na rescisão contratual não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração do empregado. Para simplificar sua vida, vamos no mapa mental abaixo: Em caso de rescisão de contrato de trabalho. Havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. O empregador é obrigado a pagar ao trabalhador a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de 50%. À data do comparecimento à Justiça do Trabalho. Multa do art. 467 da CLT Multa do art. 477 da CLT A inobservância do prazo de pagamento da rescisão enseja o pagamento da multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora. Multas da CLT Não esqueça para as provas objetivas: as dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 13 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 5 . NoÇÕeS De Direito ColetiVo No brASil5 . NoÇÕeS De Direito ColetiVo No brASil Após tratar de diversos temas do direito individual do trabalho, vamos avançar no direito coletivo do trabalho, com temas como sindicatos, negociação coletiva, movimentos grevistas etc. Godinho (2020;1559) disserta sobre direito coletivo do trabalho: É ramo especial do Direito, desprendido desde meados do século XIX da matriz civilista originária, em direção à construção de uma cultura jurídica com regras, instituições, teorias, institutos e princípios próprios, os quais, em seu conjunto, asseguram-lhe autonomia no universo diversificado do Direito. Sua particularidade intensifica-se, inclusive, no tocante a seu direcionamento, vinculado ao objetivo histórico de aperfeiçoar as condições de pactuação da força de trabalho no sistema socioeconômico. O objeto do direito coletivo do trabalho é a AUTONOMIA PRIVADA COLETIVA, ou seja, sobre as relações entre organizações coletivas, empregados e empregadores. Alguns denominam de Direito Industrial, Direito Sindical ou Direito Social, mas prevaleceu a nomenclatura de direito coletivo do trabalho em paralelo ao direito individual do trabalho que verifica, neste último caso, asrelações trabalhistas tratadas de forma individual. No direito coletivo do trabalho, tem-se as relações sociojurídicas globalmente, em conjunto considerando determinadas categorias de trabalho, sindicatos, movimentos grevistas, a força da negociação coletiva, como acordo coletivo de trabalho (ACT), convenção coletiva de trabalho (CCT) etc. É importante saber a diferença entre ACT e CCT: • 1. Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho; • 2. É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações de trabalho. As Federações e, na falta desta, as Confederações representativas de categorias econômicas ou profissionais, poderão celebrar convenções coletivas de trabalho para reger as relações das categorias a elas vinculadas, inorganizadas em Sindicatos, no âmbito de suas representações. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 14 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela As funções do direito coletivo do trabalho podem ser de natureza geral ou específica. Aqui há uma aproximação da função de MELHORIA DAS CONDIÇÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS de toda uma coletividade dos trabalhadores. Existe uma busca pela pactuação civilizada dos direitos sociais e econômicos. A extensão do direito coletivo é a melhoria constante das condições de trabalho na sociedade brasileira, observando-se alguns princípios de salutar importância, com a pacificação dos conflitos de natureza comunitária, possibilitando-se a transação coletiva. No Brasil, temos a negociação coletiva. No caso das funções específicas, o direito coletivo tem como objetivo criar normas jurídicas como negociação coletiva para que os direitos sociais se aproximem de sua má- xima efetividade. Com a Reforma Trabalhista, passou-se a entender que as previsões do ACT PREVALECEM sobre as regras da CCT, mesmo que sejam mais prejudiciais ao trabalhador. A justificativa para tal priorização é a especialização dos assuntos tratados pelo ACT em comparação com a CCT. Há questionamentos doutrinários sobre isso, mas siga a letra da lei na prova objetiva. Entre as outras funções, destaca-se aqui a pacificação de conflitos nas relações de trabalho que transcendem a natureza individual. Na mesma toada, as funções são relacionadas com a natureza de melhoria de condições sociais e políticas dos trabalhadores. Aqui se percebe o caráter social dos sindicatos, federações e confederações no país. E não se pode negar que as negociações coletivas tendem a melhorar ou possuem a pretensão de melhora das condições econômicas dos trabalhadores nos mais diversos segmentos da sociedade. Daí porque os conflitos podem ter natureza social, econômica e jurídica, a depender da tratativa que será enfrentada. Das possibilidades de resolução dos conflitos, destaca-se o papel da ARBITRAGEM que pode ocorrer em conflitos de natureza individual e coletiva. GODINHO (2020;1572) conceitua o que sejam tais conflitos: São conflitos coletivos trabalhistas aqueles que atingem comunidades específicas de trabalhadores e empregadores ou tomadores de serviços, quer no âmbito restrito do estabelecimento ou empresa, quer em âmbito mais largo, envolvendo a categoria ou, até mesmo, comunidade obreira mais ampla. São distintos dos conflitos meramente interindividuais, que colocam em confronto as partes contratuais trabalhistas isoladamente consideradas (empregado e empregador). Guarde este dispositivo da CLT com muito carinho, pois DESPENCA nas provas, após a Reforma Trabalhista de 2017: Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 15 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na lei 9.307, de 23 de setembro de 1996. 6 . PriNCÍPioS e reGrAS GerAiS APliCADoS Ao Direito 6 . PriNCÍPioS e reGrAS GerAiS APliCADoS Ao Direito ColetiVo brASileiroColetiVo brASileiro Existem princípios especiais do direito coletivo do trabalho. Nesse sentido, destaca-se o PRINCÍPIO DA LIBERDADE ASSOCIATIVA E SINDICAL. O conceito de liberdade de associação permite que os trabalhadores OPTEM, de forma espontânea, por se sindicalizarem, até como um corolário dos direitos constitucionais de reunião e associação, desprovidos de caráter paramilitar. Temos também a liberdade da criação sindical, considerada a base mínima do Município. No entanto, destaca-se que os Sindicatos representativos de categorias econômicas ou profissionais e as empresas, inclusive as que não tenham representação sindical, quando provocados, não podem recusar-se à negociação coletiva. Diante da facultatividade dos trabalhadores se sindicalizarem, são ilegais todas as práticas antissindicais como a sindicalização forçada. Ao mesmo tempo, é ilegal o CODEX ou LISTA SUJA, sendo proibidas as empresas de divulgarem entre si os nomes dos trabalhadores que atuem de forma incisiva na organização sindical nem pode existir represália aos dirigentes sindicais que, por sua vez, possuem GARANTIA PROVISÓRIA NO EMPREGO. O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação profissional, inclusive junto a órgão de deliberação coletiva, não poderá ser impedido do exercício de suas funções, nem transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne impossível o desempenho das suas atribuições sindicais. O STF também reconheceu a possibilidade de acordo para a cobrança da contribuição assistencial, mesmo para trabalhadores não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. O Tema 1046 do STF trata da prevalência da negociação coletiva sobre a lei em matéria trabalhista. Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação. 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Nesse sentido, permite-se a elaboração de negociação coletiva do trabalho por matérias que a CLT elenca como passíveis de objeto mediante ACT ou CCT. Podemos elencar como exemplos das matérias de indisponibilidade relativa as seguintes: banco de horas anual; intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE), plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança etc. Godinho (2020;1568-1569) trata do conceito: Por esse princípio, as regras autônomas juscoletivas podem prevalecer sobre o padrão geral heterônomo justrabalhista, quanto à comunidade profissional e econômica envolvida, desde que implementem padrão setorial de direitos superior ao padrão geral oriundo da legislação heterônoma aplicável ou desde que transacionam setorialmente parcelas justrabalhistas de indisponibilidade apenas relativa (e não de indisponibilidade absoluta). Destaca-se, ainda, o princípio da AUTONOMIA SINDICAL. Os sindicatos possuem autogestão, sem interferências empresariais tanto para a sua atuação como nas tratativas com seus filiados e se mantém, nas negociações, em igualdade de condições tanto o sindicato obreiro como o sindicato patronal. A importância dos sindicatos é essencial, diante do PRINCÍPIO DA INTERVENIÊNCIA SINDICAL DE NORMATIZAÇÃO COLETIVA. Por essa autonomia, dá-se também a garantia provisória do dirigente sindical. Com isso, é livre a associação profissional ou sindical, mas ao empregado sindicalizado é assegurada, em igualdade de condições, preferência: I – para a admissão nos trabalhos de empresa que explore serviços públicos ou mantenha contrato com os poderes públicos; II – para ingresso em funções públicas ou assemelhadas, em caso de cessação coletiva de trabalho, por motivo de fechamento de estabelecimento; III – nas concorrências para aquisição de casa própria, pelo Plano Nacional de Habitação ou por intermédio de quaisquer instituições públicas; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 17 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela IV – nos loteamentos urbanos ou rurais, promovidos pela União, por seus órgãos de administração direta ou indireta ou sociedades de economia mista; V – na locação ou compra de imóveis, de propriedade de pessoa de direito público ou sociedade de economia mista, quando sob ação de despejo em tramitação judicial; VI – na concessão de empréstimos simples concedidos pelas agências financeiras do Governo ou a ele vinculadas; VII – na aquisição de automóveis, outros veículos e instrumentos relativos ao exercício da profissão, quando financiados pelas autarquias sociedades de economia mista ou agências financeiras do Governo; e, por fim, na concessão de bolsas de estudo para si ou para seus filhos, obedecida a legislação que regule a matéria. Nos casos dos sindicatos, como já mencionado, existe equiparação entre as partes envolvidas que estão resolvendo o litígio. É diferente do que se observa nas relações individuais em que o trabalhador faz uso do princípio da proteção, pois as partes estavam em situações diferentes. Logo, no direito coletivo tem-se o PRINCÍPIO DA EQUIVALÊNCIA ENTRE OS CONTRATANTES COLETIVOS. Sobre a possibilidade de criação de normas jurídicas pelos entes coletivos através das negociações coletivas destaca-se o PRINCÍPIO DA CRIATIVIDADE JURÍDICA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA. Logo, o ACT e o CCT possuem natureza jurídica de normas coletivas. O STF já decidiu que convenções coletivas podem estabelecer regras para a jornada de trabalho, inclusive reduzindo ou fracionando intervalos, desde que não violem a dignidade do trabalhador e outros direitos indisponíveis. Para as provas, é importante conhecer o teor dos entendimentos jurisprudenciais sobre a matéria: JURISPRUDÊNCIA Súmula n. 437 do TST INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT I – Após a edição da Lei n. 8.923/94, a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 18 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei n. 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º da CLT. Súmula n. 449, TST Jornada de trabalho. Convenção coletiva. Minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho. Lei 10.243/2001. Norma coletiva. Flexibilização. Impossibilidade. CLT, art. 58, § 1º I – Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. II – A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano. Orientação Jurisprudencial 413/TST-SDI-I – 14/02/2012 – Salário. Auxílio-alimentação. Alteração da natureza jurídica. Norma coletiva ou adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. Súmula 51/TST, I. Súmula 241/TST. CLT, art. 457, § 1º e CLT, art. 458. Lei 6.321/1976. A pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba «auxílio- alimentação» ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, não altera a natureza salarial da parcela, instituída anteriormente, para aqueles empregados que, habitualmente,já percebiam o benefício, a teor das Súmulas 51/TST, I, e 241/TST. Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 19 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela 7 . o StF, A reForMA trAbAlhiStA e o Direito ColetiVo 7 . o StF, A reForMA trAbAlhiStA e o Direito ColetiVo Do brASilDo brASil Com a Reforma Trabalhista, a contribuição sindical é facultativa, retirando o caráter de obrigatoriedade, o que foi chancelado como constitucional pelo STF. Neste contexto, o STF também decidiu que é inconstitucional o desconto em folha da contribuição sindical aprovado em assembleia com participação dos trabalhadores da categoria (Recl. 36.185, DJE de 11/03/2020). No julgamento da ADIn n. 5.794, o STF apreciou a constitucionalidade do fim da obrigatoriedade da contribuição sindical trazido pela Lei da Reforma Trabalhista (Lei n. 13.467/2017). A manifestação do trabalhador deve ser expressa e individual. A validade desta deliberação coletiva para suprir-se a manifestação expressa e individual dos componentes da categoria profissional abrangida pelo Sindicato autor, impondo-se o recolhimento da contribuição sindical, em descumprimento ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5.794/DF. O STF veda a contribuição sindical por aprovação em Assembleia, pois a opção deve ser individual, escrita e expressa. Os empregadores ficam obrigados a descontar da folha de pagamento dos seus empregados, desde que por eles devidamente autorizados, as contribuições devidas ao sindicato, quando por este notificados. Um dos pontos da Reforma foi a discussão sobre o que pode ser negociado com primazia sobre a legislação. O legislador fez a divisão em dois dispositivos da CLT, aquelas matérias que podem ser livremente negociadas. Nesse ponto, são muito cobrados em prova os dispositivos abaixo que tratam dos assuntos que possuem essa liberdade na negociação coletiva e as que não podem. Destaca-se: Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: I – pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; II – banco de horas anual; III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 20 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela IV – adesão ao Programa Seguro Emprego (PSE), de que trata a Lei n. 13.189, de 19 de novembro de 2015; V – plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança; VI – regulamento empresarial; VII – representante dos trabalhadores no local de trabalho; VIII – teletrabalho, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente; IX – remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e remuneração por desempenho individual; X – modalidade de registro de jornada de trabalho; XI – troca do dia de feriado; XII – enquadramento do grau de insalubridade XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; XIV – prêmios de incentivo em bens ou serviços, eventualmente concedidos em programas de incentivo; XV – participação nos lucros ou resultados da empresa. § 1º No exame da convenção coletiva ou do acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho observará o disposto no § 3º do art. 8º desta Consolidação. § 2º A inexistência de expressa indicação de contrapartidas recíprocas em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho não ensejará sua nulidade por não caracterizar um vício do negócio jurídico. § 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a convenção coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada durante o prazo de vigência do instrumento coletivo. § 4º Na hipótese de procedência de ação anulatória de cláusula de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, quando houver a cláusula compensatória, esta deverá ser igualmente anulada, sem repetição do indébito. § 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos. Art. 611-B. Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: I – normas de identificação profissional, inclusive as anotações na Carteira de Trabalho e Pre- vidência Social; II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; III – valor dos depósitos mensais e da indenização rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); IV – salário mínimo; V – valor nominal do décimo terceiro salário; VI – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; VII – proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 21 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela VIII – salário-família; IX – repouso semanal remunerado; X – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em 50% (cinquenta por cento) à do normal; XI – número de dias de férias devidas ao empregado; XII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; XIII – licença-maternidade com a duração mínima de cento e vinte dias; XIV – licença-paternidade nos termos fixados em lei; XV – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; XVI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei; XVII – normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho; XVIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas; XIX – aposentadoria; XX – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador; XXI – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho; XXII – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com deficiência; XXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; XXIV – medidas de proteção legal de crianças e adolescentes; XXV – igualdade de direitos entreo trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso; XXVI – liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua expressa e prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho; XXVII – direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê- lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender; XXVIII – definição legal sobre os serviços ou atividades essenciais e disposições legais sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade em caso de greve; XXIX – tributos e outros créditos de terceiros; XXX – as disposições previstas nos arts. 373-A, 390, 392, 392-A, 394, 394-A, 395, 396 e 400 desta Consolidação. Parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do disposto neste artigo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 22 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela A Reforma Trabalhista trouxe, além disso, a significativa importância da REPRESENTAÇÃO DE EMPREGADOS, nos termos do artigo 510-A da CLT e seguintes. Significa que, nas empresas com mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de uma comissão para representá- los, com a finalidade de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores e que tem como atribuições: I – representar os empregados perante a administração da empresa; II – aprimorar o relacionamento entre a empresa e seus empregados com base nos princípios da boa-fé e do respeito mútuo; III – promover o diálogo e o entendimento no ambiente de trabalho com o fim de prevenir conflitos; IV – buscar soluções para os conflitos decorrentes da relação de trabalho, de forma rápida e eficaz, visando à efetiva aplicação das normas legais e contratuais; V – assegurar tratamento justo e imparcial aos empregados, impedindo qualquer forma de discriminação por motivo de sexo, idade, religião, opinião política ou atuação sindical; VI – encaminhar reivindicações específicas dos empregados de seu âmbito de representação; VII – acompanhar o cumprimento das leis trabalhistas, previdenciárias e das convenções coletivas e acordos coletivos de trabalho. Há restrições sobre a participação de alguns empregados como representantes. Os empregados da empresa poderão candidatar-se, exceto aqueles com contrato de trabalho por prazo determinado, com contrato suspenso ou que estejam em período de aviso prévio, ainda que indenizado. Serão eleitos membros da comissão de representantes dos empregados os candidatos mais votados, em votação secreta, vedado o voto por representação. O mandato dos membros da comissão de representantes dos empregados será de um ano. O membro que houver exercido a função de representante dos empregados na comissão não poderá ser candidato nos dois períodos subsequentes. O mandato de membro da comissão de representantes dos empregados não implica suspensão ou interrupção do contrato de trabalho, devendo o empregado permanecer no exercício de suas funções. Desde o registro da candidatura até um ano após o fim do mandato, o membro da comissão de representantes dos empregados não poderá sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. A convenção coletiva de trabalho, acordo de caráter normativo reconhecido de forma expressa pela CLT, é enunciada pela CF como fonte capaz de estabelecer normas e condições O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 23 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela de trabalho, mediante a flexibilização de direitos fundamentais dos trabalhadores, como salários e duração do trabalho. IMPORTANTE DECISÃO DO STF SOBRE O TEMA: O STF (Supremo Tribunal Federal) tem decidido que acordos e convenções coletivas de trabalho podem prevalecer sobre a lei, desde que não violem direitos indisponíveis, como direitos fundamentais. Isso significa que a negociação coletiva pode estabelecer condições de trabalho diferentes daquelas previstas em lei, desde que respeitadas as garantias constitucionais. A prevalência da negociação coletiva sobre a lei não é ilimitada, sendo necessário que a negociação respeite os direitos indisponíveis, como a dignidade do trabalhador, a liberdade sindical e outros direitos fundamentais. O STF já decidiu que convenções coletivas podem estabelecer regras para a jornada de trabalho, inclusive reduzindo ou fracionando intervalos, desde que não violem a dignidade do trabalhador e outros direitos indisponíveis. O STF também reconheceu a possibilidade de acordo para a cobrança da contribuição assistencial, mesmo para trabalhadores não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. O Tema 1046 do STF trata da prevalência da negociação coletiva sobre a lei em matéria trabalhista. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 24 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela RESUMORESUMO No direito do trabalho, quando da extinção do estabelecimento por não ocorrer por culpa do trabalhador e se aplicar no Brasil, nos termos dos artigos 2 e 3 da CLT, a alteridade ou risco do empreendimento, tem-se a equiparação com os efeitos da rescisão indireta. A força maior se caracteriza quando determina a extinção da empresa, ou de um dos estabelecimentos em que trabalhe o empregado. Em muitas situações referentes à pandemia, muitas empresas encerraram seus contratos de trabalho sob a alegação de força maior. E, com isso, as rescisões contratuais ocorreram pela metade dos valores que seriam devidos se fosse o caso de dispensa sem justa causa. A morte do empregador, pessoa física ou empresário individual, nem sempre provoca o fim do empreendimento econômico, pois este pode ser mantido em funcionamento pelos respectivos herdeiros. O factum principis, previsto no art. 486 da CLT, é o ato da Administração Pública de natureza administrativa ou legislativa que gera a completa impossibilidade de execução do contrato de trabalho, considerado pela doutrina como espécie do gênero força maior (art. 501 da CLT). Exige-se como requisitos para a ocorrência do fato do príncipe que o evento seja inevitável; que haja nexo de causalidade entre o ato administrativo/legislativo e a paralisação do trabalho; que impossibilite absolutamente a continuação do negócio; e, por fim, que o empregador não concorra para a sua ocorrência. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. O mandato dos membros da comissão de representantes dos empregados será de um ano. O membro que houver exercido a função de representante dos empregados na comissãonão poderá ser candidato nos dois períodos subsequentes. O mandato de membro da comissão de representantes dos empregados não implica suspensão ou interrupção do contrato de trabalho, devendo o empregado permanecer no exercício de suas funções. Desde o registro da candidatura até um ano após o fim do mandato, o membro da comissão de representantes dos empregados não poderá sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. O STF também reconheceu a possibilidade de acordo para a cobrança da contribuição assistencial, mesmo para trabalhadores não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. O Tema 1046 do STF trata da prevalência da negociação coletiva sobre a lei em matéria trabalhista. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 25 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela MAPA MENTALMAPA MENTAL Em caso de rescisão de contrato de trabalho. Havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. O empregador é obrigado a pagar ao trabalhador a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de 50%. À data do comparecimento à Justiça do Trabalho. Multa do art. 467 da CLT Multa do art. 477 da CLT A inobservância do prazo de pagamento da rescisão enseja o pagamento da multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora. Multas da CLT O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 26 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS 001. 001. (IBFC/EBSHER/ADVOGADO/2023) Extinguindo-se a empresa, sem a ocorrência de motivo de força maior, ao empregado estável despedido é garantida a indenização por rescisão do contrato por prazo indeterminado, paga pela metade. 002. 002. (CESPE/PREFEITURA DE CAMAÇARI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2024) Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, ficará o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço, mas não a lhe pagar os salários referentes ao período de suspensão. 003. 003. (CESPE/CAU BR/ADVOGADO/2024) O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. 004. 004. (INÉDITA/2024) A cessação da atividade da empresa, com o pagamento da indenização, simples ou em dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso prévio. 005. 005. (CESPE/CAU BR/ADVOGADO/2024) Empregado eleito como membro suplente da CIPA goza da garantia provisória ao emprego. 006. 006. (INÉDITA/2022) O aviso prévio será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa, sendo acrescidos 3 dias por ano prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de 90 dias. 007. 007. (INÉDITA/2022) O prazo de aviso prévio para os contratos por prazo determinado de 2 anos será de até 60 dias, ou seja, 30 para cada ano completo ou fração superior a seis meses. 008. 008. (INÉDITA/2022) Em caso de rescisão indireta do contrato de trabalho por justa causa cometida pelo empregador não será devido o aviso prévio. 009. 009. (INÉDITA/2022) João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Alfa Empreendimentos Ltda., alegando ter sido dispensado sem justa causa. Postulou a condenação da reclamada no pagamento de aviso prévio, décimo terceiro salário, férias proporcionais acrescidas do terço constitucional e indenização compensatória de 40% (quarenta por cento) sobre os depósitos do FGTS, bem como na obrigação de fornecimento das guias para levantamento dos depósitos do FGTS e obtenção do benefício do seguro- desemprego. Na peça de defesa, a empresa afirma que o reclamante foi dispensado motivadamente, por desídia no desempenho de suas funções (art. 482, alínea “e”, da CLT), e que, por essa razão, não efetuou o pagamento das verbas postuladas e não forneceu as O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para GAEL PONTES VALE - 84582120300, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 27 de 95gran.com.br Direito Do trAbAlho Direito Coletivo (Aspectos Gerais) e outras Modalidades de Dispensa Contratual Maria Rafaela guias para a movimentação dos depósitos do FGTS e percepção do seguro-desemprego. Considerando que, após a instrução processual, o juiz se convenceu da configuração de culpa recíproca, assinale a alternativa correta. a) A culpa recíproca é modalidade de resilição unilateral do contrato de trabalho. b) O reclamante tem direito a 50% do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. c) O reclamante não poderá movimentar a conta vinculada do FGTS. d) O reclamante não tem direito ao pagamento de indenização compensatória sobre os depósitos do FGTS. 010. 010. (INÉDITA/2021) Quando o empregado viola o segredo da empresa, o que é motivo para demissão por justa causa, e o empregador, ao descobrir, pratica ato lesivo que atinge a honra e boa fama do profissional, o que também é considerado uma falta grave, a culpa recíproca pode ser caracterizada. Vale lembrar que a Justiça do Trabalho é a responsável pelo reconhecimento da culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. De acordo com a Súmula n. 14 do TST, nesses casos, o empregado demitido terá direito a 50% do valor do aviso prévio, do décimo terceiro salário e das férias proporcionais. 011. 011. (INÉDITA/2021) O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. 012. 012. (INÉDITA/2022) O empregado Vicente de Morais foi dispensado sem justa causa. Sete dias depois, requereu a liberação do cumprimento do aviso prévio, pois já havia obtido um novo emprego. O antigo empregador concordou com o seu pedido, exigindo apenas que ele fosse feito por escrito, junto com a cópia da sua CTPS registrada pelo novo empregador, o que foi realizado por Vicente. Diante dessa situação, o antigo empregador deverá a) integrar o aviso prévio ao pagamento de todas as verbas rescisórias por ele devidas, uma vez que o aviso prévio é irrenunciável. b) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza salarial. c) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza indenizatória. d) pagar as verbas rescisórias, excluindo o valor equivalente ao dos dias remanescentes do aviso prévio. 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