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MODELOS DE GESTÃO Você sabia que o processo de desenvolver as pessoas nas organizações tem um papel muito importante no contexto geral da atual gestão de pessoas? Esse processo busca a renovação constante da capacidade física e mental dos colaboradores e, automaticamente, promove também uma renovação na própria forma de ser da organização como um todo. As organizações que não se desenvolvem acabam permanecendo mecanicistas em sua essência, pois, na época da Revolução Industrial, esse desenvolvimento não era considerado primordial para o sucesso das empresas. Na atualidade, a empresa com pensamento mecanicista tende a não suportar as pressões do mundo tecnológico e evolutivo e acaba por fechar suas portas. Neste texto, você vai verificar a importância da criatividade e da inovação no processo de desenvolvimento organizacional e compreender a relevância de gerenciar os processos de mudança organizacional. Além disso, você vai reconhecer o desenvolvimento organizacional a partir das mudanças no comportamento das pessoas Bons estudos! AULA 06 – GESTÃO ESTRATÉGICA DE RECURSOS HUMANOS Nesta unidade de aprendizagem, você vai conhecer os aspectos relacionados ao desenvolvimento de pessoas e de organizações. Para poder alcançar esses conhecimentos, são objetivos desta aula: • Reproduzir a importância da criatividade e da inovação no processo de desenvolvimento organizacional. • Definir a relevância de gerenciar os processos de mudança organizacional. • Reconhecer o desenvolvimento organizacional a partir das mudanças no comportamento das pessoas. 6 CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL O processo de gestão do capital humano destina-se a fornecer, implantar, desenvolver, desenvolver e monitorar os recursos humanos dentro de uma organização. O processo de desenvolvimento humano está em processo de desenvolvimento humano. Este processo também está envolvido no desenvolvimento de toda a organização. Porque é somente por meio das pessoas que as empresas podem atingir seus objetivos e se manter plenamente competitivas em um mercado globalizado. Ao ler sobre desenvolvimento, você deve entender que ele só pode ser alcançado por meio de orientação e treinamento. 6.1 Desenvolvimento de pessoas e organizações Acredite ou não, muitas organizações ainda estão estruturadas com as características da era da Revolução Industrial. A mentalidade corporativa na época era de consistência perpétua, estagnação e nenhuma necessidade de mudar padrões, normas e regras, muito menos a cultura organizacional. A estrutura era rígida e inflexível. A gestão era mais autoritária. As empresas tinham mais controle sobre seus trabalhadores. Não havia uma filosofia de visão sistemática e holística da organização. Mas o mundo evoluiu tanto com as pessoas e suas necessidades que as organizações estão sendo obrigadas a pensar diferente para se manterem competitivas e, principalmente, sobreviverem (ENDEAVOR, 2015). O mundo mudou muito! Vivemos uma época de grande revolução tecnológica e ambiental. A era da informação trouxe uma mudança dramática na forma como pensamos sobre gestão e como pensamos sobre as pessoas. A globalização também tem sido vista como um grande impulsionador da mudança organizacional, pois muitas organizações entraram na atual competição de mercado abrindo suas fronteiras. Consulte a Tabela 1 para saber como a organização pensou em um ambiente estável e como ela pensou quando o ambiente mudou (ENDEAVOR, 2015). É fácil entender as mudanças no ambiente que as empresas estão enfrentando hoje. As empresas que ainda adotam o modelo burocrático mecanicista estão fadadas ao fracasso, incapazes de pensar no futuro e vivendo no passado industrial. 6.2 Orientação de novos colaboradores Devido ao ambiente em constante mudança, é muito importante orientar os funcionários sobre tarefas, colegas, cultura e objetivos organizacionais, pois fortalece o relacionamento entre os funcionários e a empresa (ENDEAVOR, 2015). Revise os principais objetivos do processo de orientação abaixo. • Alívio da ansiedade: Reduzir o medo de falhar em suas atividades. • Diminuição da rotatividade: evita demitir funcionários que se sintam improdutivos. • Racionamento do tempo: Facilitar a redução de assistentes para novas contratações. • Criação de perspectivas realistas: novos contratados precisam conhecer seus limites e entender o que a organização espera deles. Funcionários recém-contratados recebem muitas informações novas, por isso um bom programa de orientação deve ser feito com calma e agilidade. Essas informações aumentam a ansiedade e a tensão e podem interferir no processo de integração do indivíduo (ENDEAVOR, 2015). 6.3 Treinamento de pessoas Após o processo de orientação, os colaboradores passam por recapacitações ao longo do tempo em relação às atividades e ao desempenho no trabalho. Segue-se então o processo de aprendizagem e formação de pessoas para melhorar o seu desempenho atual e futuro. A formação oferecida pela empresa visa melhorar as competências de cada um dos parceiros da organização através do formato. O aprendizado adquirido por meio do treinamento garante mudanças duradouras no comportamento individual (REY, 2013). O treinamento considera como alvo principal o aperfeiçoamento das habilidades motora, cognitiva e interpessoal de cada colaborador. Assim, proporciona o aperfeiçoamento dessas habilidades humanas. O treinamento é usado após a avaliação. Ou seja, quando o treinamento deve ser realizado. Portanto, uma análise da organização incluindo missão, recursos e objetivos deve ser realizada para determinar os aspectos a serem alcançados para aprimorar as ações estratégicas. Também é importante analisar o público-alvo do treinamento e sua motivação para o treinamento. Analisar as tarefas que devem receber mais conhecimentos, habilidades e ações é outro aspecto necessário (REY, 2013). 6.4 Criatividade e inovação como ferramenta para o desenvolvimento das pessoas e da organização Quando as pessoas são devidamente orientadas e treinadas, elas também são mais empreendedoras, dessa forma, os colaboradores tornam-se mais criativos e garantem mais inovação nos processos organizacionais. Este processo criativo e inovador sustenta novas filosofias organizacionais decorrentes das constantes mudanças no mundo dos negócios. Na era da teoria burocrática mecanicista, as pessoas simplesmente faziam o trabalho sem questionar as diretrizes que lhes eram dadas. Essa ideia foi superada pela necessidade de usar a criatividade e a inovação para traçar estratégias para todos os processos internos de uma organização (RODRIGUES, 2013). Criatividade é usar a imaginação para criar novas ideias em situações específicas. Os funcionários são orientados a desenvolver formas alternativas de resolver problemas, e o treinamento contínuo aumenta a eficácia criativa de cada funcionário. O uso da imaginação é a base do processo de mudança organizacional, cujo componente mais valioso é a inovação. Inovação requer criatividade. É o processo de desenvolver novos pensamentos, ideias e teorias e traduzi-los em práticas organizacionais concretas. Esta aplicação pode ser feita de duas maneiras: • Inovação de processos: novas formas de fazer as coisas. • Inovação de produtos ou serviços: criação de novos produtos ou serviços. Facilitar o processo de inovação e aplicar a inovação dentro da organização é fundamental. Como gestor, você deve incentivar e apoiar a criatividade, o desenvolvimento de novas práticas e o nascimento de novas ideias. Sempre que possível, devemos garantir que tais inovações sejam implementadas, agregando valor ao negócio e promovendo o crescimento profissional da equipe. Além disso, todo o potencial dessas novas ideias deveser explorado (RODRIGUES, 2013). O mundo de hoje está em constante mudança tecnológica, política, social e econômica. Vivemos uma época em que as mudanças acontecem em uma velocidade que antes era impensável! As organizações precisam se manter na vanguarda porque a inovação é essencial para seu crescimento. Você sabia que existem quatro fases no processo de inovação? Confira abaixo! • Criação de ideias: Possibilita descobertas que levam a novas formas de conhecimento. • Experimentação inicial: Fase de teste, amostragem, discussão de melhorias, etc. • Determinação da viabilidade: Estudos de viabilidade, rentabilidade, potencial de mercado e aplicações. • Aplicação final: Introduzir um novo produto no mercado ou implementar um novo processo em sua organização (Rodrigues, 2013). • A cultura organizacional é um fator determinante no desenvolvimento dos processos de inovação dentro de uma organização, pois pode tanto estimular quanto dificultar os processos criativos. A eficácia do processo de inovação depende do apoio do nível estratégico da organização. Para isso, a alta administração também deve mudar sua maneira de pensar sobre os recursos (RODRIGUES, 2013). Figura 2 - Como resumir o processo de inovação Fonte: Adaptado de Rodrigues (2013). 6.5 Relevância de gerenciar os processos de mudança organizacional Com a leitura feita até o momento, a cultura de uma organização é um importante impulsionador da inovação. Sua trajetória deve ser de cima para baixo na estrutura organizacional por meio do incentivo de diretores, gerentes, coordenadores e demais componentes. Isso significa que todos os indivíduos em posições de liderança devem promover a difusão da inovação, mudando continuamente suas atitudes e comportamentos para mantê-los alinhados com os objetivos da organização (SILVA, 2016). A mudança é o principal resultado da gestão da inovação. Para que novas ideias, pensamentos ou criações funcionem, eles devem mudar. A mudança requer uma mudança de curso de um estado para outro, ou mesmo uma transição de uma situação para outra. A mudança agora é parte integrante dos gerentes e um dos fatores-chave no desempenho eficaz da liderança. Os líderes de inovação devem constantemente se adaptar, gerenciar e pensar de forma criativa (Silva, 2016). A mudança percorre três fases, apresentadas no Quadro 2 a seguir. Quadro 2 – Fases da mudança Fonte: Chiavenato (2010 p.407). Você acha que o processo de mudança inclui aspectos-chave para alcançar o sucesso efetivo? Os gerentes gastam muitas interações preparando os subordinados para a mudança, para que possam atingir metas específicas e comunicar a necessidade de mudança. Com essa estratégia, os funcionários tendem a resistir ao processo de mudança. Além disso, os gestores devem fazer todo o possível para estabilizar as mudanças ocorridas (SILVA, 2016). A efetividade da mudança gerencial e organizacional só é efetivada através da transição gradual de mudanças individuais nas pessoas que trabalham na empresa. Essa transição passa pelas seguintes fases: • Discernimento quanto à exigência da mudança: comunicação dos gestores sobre as alterações do mercado. • Vontade de se envolver ativamente e defender mudanças: Atitudes decorrentes do medo de perder o emprego, confiança nos líderes e esperança de um futuro melhor dentro de uma organização. • Conhecimento de como as mudanças são detectadas: Experiência em educação e formação, acesso à informação. • Maestria para estabelecer aptidões e comportamentos propostos: promoção de novas habilidades como o coaching e o mentoring. • Complemento consistente para conservar a mudança: aplicação de incentivos e recompensas, alterações na remuneração, comemorações e condecoração às pessoas (SILVA, 2016). 6.6 Desenvolvimento organizacional a partir das mudanças no comportamento das pessoas O desenvolvimento organizacional torna-se eficiente e eficaz somente quando as pessoas desenvolvem novos aprendizados e os colocam em prática. Até agora, vimos que esses desenvolvimentos estão diretamente ligados ao processo de mudança organizacional. Antes de entendermos o desenvolvimento organizacional, precisamos entender como as pessoas crescem pessoal e profissionalmente (PEQUENO; CARVALHO; FONTES, 2015). 6.7 Desenvolvendo pessoas O desenvolvimento dos funcionários começa com a educação contínua dentro e fora da organização. Os treinamentos visam o aperfeiçoamento dos colaboradores no curto prazo. O desenvolvimento é uma continuação com novos conhecimentos adquiridos por cada pessoa. Os indivíduos podem crescer dentro de uma organização através de certos métodos. Confira algumas delas: • Rotação de posição: Incentiva a rotação de cargos para fornecer novas oportunidades de habilidades para todos os funcionários. • Posicionamento da consultoria: Designe pessoas para apoiar posições de liderança em várias áreas da sua organização. Conhecimento prático: Treine seus funcionários por um período inteiro para resolver problemas específicos. • Compras: Participação em comitês que lidam com problemas difíceis envolvendo pequenos grupos de especialistas. • Presença em cursos/seminários externos: desenvolver novas competências por meio de cursos e seminários em instituições especializadas. • Atividades de simulação: Use jogos de negócios, simulações práticas e estudos de caso. É uma das mais novas formas de educação e treinamento para as pessoas em sua organização. • Melhorias externas: aprimoramento por empresas especializadas em educação e formação. • Estudo de caso: Exponha seus funcionários a casos reais e escritos. A ideia é que o colaborador apresente um diagnóstico e sugira uma solução para o problema. • Jogos de negócios: Sugerir técnicas de competição entre grupos para resolver situações reais ou imaginárias. • Medidas de progresso interno: Aplique exercícios realistas para desenvolver e melhorar as habilidades de cada funcionário. • Treinamento: Os líderes desempenham um papel de liderança, preparação e incentivo no crescimento próprio e dos outros (PEQUENO; CARVALHO; FONTES, 2015). Um dos fatores que possibilitam o crescimento pessoal contínuo no mundo do trabalho é a gestão de carreira. A gestão da carreira de cada colaborador está relacionada ao processo de crescimento do colaborador. Lembra do processo de mudança? Uma vez que a mudança ocorreu, nosso comportamento é irreversível. E com esta nova experiência vem uma tendência natural para nos desenvolvermos ainda mais. Considere um funcionário que foi promovido de assistente a analista de RH. Há uma tendência de progredir gradativamente até se tornar supervisor, coordenador e assim por diante (PEQUENO; CARVALHO; FONTES, 2015). 6.8 Desenvolvendo organizações Neste tópico, você poderá entender como funciona o processo de desenvolvimento de talentos. Tais processos também mostraram estar associados a mudanças comportamentais. À medida que os funcionários se integram e lidam melhor com o processo de mudança, eles tendem a exigir mais da organização. O desenvolvimento organizacional começa quando os colaboradores entendem que a organização também precisa evoluir. Portanto, com a ajuda dos gestores, eles incentivam e implementam a mudança (ENDEAVOR, 2015). O desenvolvimento organizacional é baseado em pesquisas e ações sobre as necessidades de melhoria de departamentos ou divisões de uma determinada empresa. O desenvolvimento organizacional também é influenciado por outras ciências comportamentais destinadas a melhorar sua eficácia. Esse desenvolvimento também está mudando a cultura corporativa geral e abrindo novos caminhos. O processo de desenvolvimento organizacional passa por três fases: • Diagnóstico: Isso está relacionado ao processo de descompactação, que envolve a análise da situação atual e a definiçãode metas de mudança. • Intervenção: Está relacionado com a mudança em si. Quando a mudança desejada é implementada. • Reforço: Responder a um processo de recongelamento no qual os participantes se esforçam para manter as mudanças feitas (ENDEAVOR, 2015). A mudança é essencial para o progresso e desenvolvimento das pessoas e das organizações. No entanto, quando estamos em nossa zona de conforto, nossos corpos e mentes estão em um estado de bem-estar psicossocial, por isso é normal mostrar resistência no processo de mudança. A experiência de euforia continua! A mudança é inevitável no desenvolvimento das pessoas e das organizações. Deve ser gerenciado e disseminado por toda a organização (ENDEAVOR, 2015). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ENDEAVOR BRASIL. PDCA: a prática levando sua gestão à perfeição. 16 jul. 2015. PEQUENO, C. N.; CARVALHO, M. G. F.; FONTES, V. M. Redução do consumo de produto químico utilizado em uma linha de produção de uma indústria de pneus. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia de Produção)–Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015. REY, B. Como fazer um brainstorming eficiente. Exame, São Paulo, 26 jul. 2013. RODRIGUES, S. Crise: perigo, oportunidade e… papo furado. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 18 set. 2013.. SILVA, M. D. L. et al. Gestão da Produção: estudo sobre a gestão da manutenção na geração de energia e vapor utilizando caldeiras de uma indústria. In: ENCONTRO PARAENSE DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 7., 2016, Belém. Anais [...] Belém: [s.n.], 2016.