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PONTOS RISCADOS NA UMBANDA CONFORME PRINCÍPIOS DA DOUTRINA DOS SETE REINOS SAGRADOS
38 pág.

Teologia Faculdade Maurício de Nassau de ManausFaculdade Maurício de Nassau de Manaus

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Resumo sobre Pontos Riscados na Umbanda conforme Princípios da Doutrina dos Sete Reinos Sagrados A apostila "Pontos Riscados na Umbanda conforme a doutrina dos Sete Reinos Sagrados", elaborada por Manoel Lopes em 2015, é um material didático que integra um curso a distância oferecido pelo Núcleo Mata Verde. O curso, que teve sua origem em aulas presenciais, foi adaptado para atender alunos que residem longe da cidade de Santos/SP, utilizando recursos como textos online, imagens, áudios e slides. O foco principal da apostila é a doutrina dos Sete Reinos Sagrados, que fundamenta a prática da Umbanda, uma religião brasileira que amalgama influências africanas, indígenas, católicas e do espiritismo kardecista. Orixás e a Umbanda O conceito de Orixá, que deriva do africano e significa "A luz da cabeça", é central na Umbanda. Os Orixás são divindades do culto africano, especialmente da tradição Iorubá, e podem ser classificados em dois grupos: os Orixás ancestrais, que viveram na Terra, e os Orixás primordiais, que existiram antes da formação do planeta. A Umbanda, por sua vez, é uma religião que se caracteriza pela diversidade de ritos e práticas, dependendo da predominância das influências culturais em cada templo. Embora os Orixás sejam cultuados na Umbanda, a forma de veneração é distinta daquela observada no Candomblé, por exemplo. A doutrina dos Sete Reinos Sagrados, seguida pelo Núcleo Mata Verde, apresenta os Orixás em duas formas: como Orixás Primordiais, que são seres espirituais de alta evolução, e como Orixás Regentes de cada Reino Sagrado. Os Orixás Primordiais são considerados co-criadores universais, cujas vibrações espirituais permeiam a natureza e a vida humana. A doutrina é estruturada em três aspectos: ritualístico, espiritual e energético, e cada um dos sete reinos sagrados é associado a um Orixá Regente, que não necessariamente é um Orixá Primordial. Os Sete Reinos Sagrados e suas Forças Primordiais Os Sete Reinos Sagrados são definidos como fases evolutivas do planeta Terra, que se formou ao longo de bilhões de anos. Cada reino é identificado por um Orixá Regente e possui características específicas: Reino do Fogo - Regido por Ogum (cor vermelha) Reino da Terra - Regido por Xangô (cor marrom) Reino do Ar - Regido por Iansã (cor amarela) Reino da Água - Regido por Iemanjá (cor azul claro) Reino das Matas - Regido por Oxossi (cor verde) Reino da Humanidade - Regido por Oxalá (cor branca) Reino das Almas - Regido por Omulu (cor preta) Esses reinos estão associados a sete forças primordiais, que se manifestam na natureza e na vida humana. As forças são: Tatá pyatã (força ígnea), Yby pyatã (força telúrica), Ybytu pyatã (força eólica), Y pyatã (força hídrica), Caá pyatã (força das matas), Abá pyatã (força hominal) e Anga pyatã (força espiritual). Essas forças são fundamentais para a realização de oferendas e trabalhos de movimentação energética na Umbanda. Hierarquias Espirituais e Linhas de Trabalho A doutrina dos Sete Reinos Sagrados também aborda as hierarquias espirituais, que são formadas por seres em diferentes estágios de evolução, desde os elementais até os Orixás Primordiais. O caminho evolutivo, denominado Arapé (O caminho da Luz), é percorrido pelos espíritos através dos sete reinos. As linhas de trabalho na Umbanda são agrupamentos de falanges espirituais, e cada trabalhador espiritual está vinculado a uma linha específica. As sete linhas da Umbanda, codificadas pela primeira vez em 1932, são: Linha de Oxalá, Linha de Ogum, Linha de Oxossi, Linha de Xangô, Linha de Iansã, Linha de Iemanjá e Linha das Almas. Os pontos de força, que são regiões espirituais onde as forças primordiais se cruzam, são fundamentais para a prática da Umbanda. Cada linha de trabalho é composta por um conjunto de pontos de força, que, por sua vez, estão associados a várias falanges espirituais. Por exemplo, a Linha de Ogum, que representa a força do fogo, possui diversos pontos de força que dão origem a falanges específicas, como Ogum Sete Espadas e Ogum das Pedreiras. Pontos Riscados e Identificação Espiritual Os pontos riscados são símbolos utilizados para a identificação das entidades que trabalham na Umbanda. Cada ponto riscado contém informações sobre a linha de trabalho, a falange e o Orixá associado. A compreensão dos pontos riscados requer um conhecimento profundo da organização espiritual da Umbanda, incluindo os conceitos de reinos, hierarquias, linhas e falanges. A utilização da pemba, um giz africano, é comum para traçar esses pontos, que podem ser abertos ou fechados, sendo que os pontos de identificação geralmente são fechados. A apostila também menciona a importância de Aruanda, uma região espiritual de onde provêm todos os trabalhadores da Umbanda, e o Conselho dos Morubixabas, que orienta as atividades espirituais nos terreiros. A compreensão dos pontos riscados e das forças primordiais é essencial para a prática da Umbanda, e o curso oferece uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre esses temas. Destaques A apostila é parte de um curso a distância sobre a doutrina dos Sete Reinos Sagrados na Umbanda. Os Orixás são divindades centrais, divididos em ancestrais e primordiais, com diferentes formas de culto. Os Sete Reinos Sagrados representam fases evolutivas do planeta, cada um regido por um Orixá específico. As hierarquias espirituais e as linhas de trabalho são fundamentais para a prática da Umbanda, com ênfase nos pontos de força. Os pontos riscados são símbolos de identificação das entidades, essenciais para a prática espiritual na Umbanda.

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