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Questões resolvidas

Leia o trecho da crônica “No Ônibus”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões de 02 a 05.

1 A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição das preliminares da sabedoria. [...] O ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espre­mia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

— Deixa que eu carrego — falei na direção de um dos braços a meu alcance. Na qualidade de passageiro sentado, é irresistível minha inclinação para carregar embrulhos alheios. Estou sempre a oferecer préstimos, movido talvez pelo remorso de viajar sentado [...].

— Eu carrego pra vocês — insisti, executando um movi­mento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou­me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois de uma coto­velada ministrada pelo segundo, imitou­o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve­se colocá­los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas. Não deve­mos absolutamente lançar­lhes um olhar, mesmo distraído. O perfeito carregador de embrulhos do próximo deve olhar para fora do ônibus, aparentemente observando um eclipse ou uma regata, porém na realidade com o pensamento fixo naquele pacote, ou bolsa, de que é depositário. Não vá a coisa cair no chão e quebrar. Não vá alguém subtraí­la. Quando até a Santa Casa é assaltada, tudo é possível. Mas que con­terá mesmo esse embrulho? Seria feio manifestar curiosidade, e perigoso abrir um volume que não nos pertence. Mas que gostaríamos de saber o que tem lá dentro, isto, humildemente o confesso, em meu nome e no do leitor, é pura, descarnada verdade.

Bom, tratando­se de pastas escolares, não havia segredo a descobrir. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

— Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas, 1998.)
No terceiro parágrafo, o narrador prioriza, sobretudo, a
(A) exposição, com humor, do método ideal para carregar embrulhos dos outros passageiros no ônibus lotado.
(B) denúncia, com atenção a um caso particular, das más condições oferecidas aos usuários do transporte público.
(C) crítica, com ironia, à falta de solidariedade e empatia entre os passageiros que usam o transporte público.
(D) manifestação, com lirismo, de seus sentimentos em rela­ção ao sofrimento dos passageiros do ônibus lotado.
(E) argumentação, com raciocínio lógico, a favor da coopera­ção entre os vários passageiros do ônibus lotado.

Leia o trecho da letra do samba­enredo que a escola Unidos da Tijuca apresentou no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, para responder às questões de 06 a 08.

Olhe em mim eu tenho as marcas

Me impuseram sobreviver

Por ser livre nas palavras

Condenaram meu saber

Fui a caneta que não reproduziu

A sina da mulher preta no Brasil

Os olhos da fome eram os meus

Justiça dos homens não é maior que a de Deus

Meu quarto foi despejo de agonia

A palavra é arma contra a tirania

Sonhei sobre as páginas da vida

Ilusões tolhidas no sistema algoz

Que tenta apagar nossa grandeza

Calar a realeza que resiste em nós

Dos salões da burguesia aos barracos do Borel

Onde nascem Carolinas

Não seremos mais os réus

Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados

Nas linhas da vida, verbo na ferida, deixei meu legado

Meu país nasceu com nome de mulher

Sou a liberdade, mãe do Canindé

Muda essa história, Tijuca!

Tira do meu verso a força pra vencer

Reconhece o seu lugar e luta

Esse é nosso jeito de escrever

(Lico Monteiro et al. www.gresunidosdatijuca.com.br, 2026.)
Vocativo é um termo que se usa para chamar ou invocar dire­tamente um interlocutor (seja pessoa ou coisa personificada). Tem função de vocativo o termo sublinhado em:
(A) “Onde nascem Carolinas / Não seremos mais os réus” (3a estrofe)
(B) “Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados” (3a estrofe)
(C) “Olhe em mim eu tenho as marcas” (1a estrofe)
(D) “Sou a liberdade, mãe do Canindé” (3a estrofe)
(E) “Muda essa história, Tijuca!” (4a estrofe)

Leia o trecho do livro Orixás, do sociólogo Reginaldo Prandi, para responder às questões 09 e 10.

1 Na tradição iorubá antiga, tal como chegou ao Brasil nos porões dos tumbeiros e foi preservada em muitos terreiros, compreende­se que a alma que habita o ser humano é plural. Três são as almas mais lembradas e cultuadas nos terreiros que mantêm acesa a concepção original, antes do contato com o cristianismo.

A primeira é a alma­natureza, que nos liga ao mundo material em que vivemos. Essa alma é o orixá. Ou melhor: os orixás, que são muitos, cada um ligado a um aspecto da natureza: o mar, a montanha, os rios, a cachoeira, a terra do chão, o arco­íris no céu, o trovão e o raio… e tantos outros. O orixá é natureza, e sua diversidade espelha a diversidade do mundo.

A segunda é o egum, a alma ancestral, que após a morte renasce, retornando como nova vida à família, ao grupo social, à comunidade de origem. É a alma social, retrato da cultura e da coletividade. Até aqui, somos produto da natureza e da sociedade.

Mas há ainda uma terceira alma: o ori, nossa cabeça, que nos dá a individualidade. É o ori que carrega o destino, nossas vocações, vontades e capacidades a desenvolver — aquilo que a vida, se bem vivida, pode nos trazer de realiza­ções e felicidade.

Natureza, sociedade, indivíduo: é disso que somos feitos, segundo essa tradição. Que não destoa, na verdade, de concepções ocidentais aceitas e estudadas.

(Orixás: Os deuses que habitam em nós, 2025.)
De acordo com o texto, a tradição iorubá antiga
(A) interpreta a individualidade humana como produto da sociedade.
(B) compreende a alma ori como resultado do contato com o cristianismo.
(C) admite a reencarnação apenas da alma­natureza.
(D) identifica as vontades humanas como um fator de coesão social.
(E) relaciona os orixás a diferentes elementos da natureza.

Leia o texto para responder às questões de 11 a 16.

Do you have to be polite to AI?

1 When a group of researchers decided to test whether “positive thinking” made Artificial Intelligence (AI) chatbots1 more precise, they obtained some surprising results. As they asked various chatbots questions, they tried calling the AIs “smart”, encouraged them to think carefully and even ended their questions with “This will be fun!” None of it made a consistent difference.

People have all sorts of bizarre strategies to get better responses from large language models (LLMs), the AI technology behind tools like ChatGPT. Some say AI does better if you threaten it, others think chatbots are more cooperative if you’re polite and some people ask the robots to act as experts in whatever subject they’re working on. The list goes on. It’s part of the mythology around “prompt2 engineering” — different ways to construct instructions to make AI deliver better results.

Companies design AI chatbots like ChatGPT or Google’s Gemini to behave like people, so it makes sense they can sometimes seem as if they have moods you can manage or personalities you can control. However, AI tools are mimics, not living beings. They’re just simulating human behaviour. If you want better answers, stop treating AI like a person and start treating it like a tool.

If you are going to use LLMs, learning to get what you want faster and more efficiently will be better for you. One tip is: provide the AI with a sample whenever possible. “For instance, I see people ask an LLM to write an email and then get frustrated because ‘it doesn’t sound like me at all’,” says Jules White, a generative AI researcher at Vanderbilt University in the United States. The natural impulse is to respond with a list of instructions, “do this” and “don’t do that”. White says it’s much more effective to say “here are 10 emails I’ve sent in the past, use my writing style”.

•   Pleases and thank yous

5 According to a 2019 Pew Research Center survey, more than half of Americans say “please” when they’re talking to their smart speakers. And a 2025 survey by the Future Magazine found 70% of people are polite to AI when they use it. “Saying ‘please’ and ‘thank you’ might make you more comfortable interacting with the AI,” says Sander Schulhoff, who researches prompt engineering. “It’s not helping the performance of the model, but if it’s helping you use the model more because you’re more comfortable, then it’s useful.”

You can’t hurt AIs feelings because it doesn’t have any, but maybe you should be nice anyway. It’s a habit that could benefit other parts of your life.

(Thomas Germain. www.bbc.com, 25.02.2026. Adaptado.)

1 chatbot: a computer program that simulates conversation with human beings.

2 prompt: instructions to guide AI towards more precise, unambiguous answers.
O primeiro parágrafo introduz o tema do texto por meio da
(A) exemplificação de fórmulas que tornam a máquina mais receptiva a perguntas humanas.
(B) referência a um estudo focado no impacto de palavras motivadoras sobre as respostas da inteligência artificial.
(C) valorização do pensamento positivo nas relações homem­máquina.
(D) descrição de surpreendentes resultados obtidos quando instruções à inteligência artificial são precisas.
(E) análise de pesquisas sobre o elo entre perguntas do usuário humano e respostas dadas pela inteligência arti­ficial.

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Leia o trecho da crônica “No Ônibus”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões de 02 a 05.

1 A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição das preliminares da sabedoria. [...] O ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espre­mia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

— Deixa que eu carrego — falei na direção de um dos braços a meu alcance. Na qualidade de passageiro sentado, é irresistível minha inclinação para carregar embrulhos alheios. Estou sempre a oferecer préstimos, movido talvez pelo remorso de viajar sentado [...].

— Eu carrego pra vocês — insisti, executando um movi­mento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou­me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois de uma coto­velada ministrada pelo segundo, imitou­o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve­se colocá­los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas. Não deve­mos absolutamente lançar­lhes um olhar, mesmo distraído. O perfeito carregador de embrulhos do próximo deve olhar para fora do ônibus, aparentemente observando um eclipse ou uma regata, porém na realidade com o pensamento fixo naquele pacote, ou bolsa, de que é depositário. Não vá a coisa cair no chão e quebrar. Não vá alguém subtraí­la. Quando até a Santa Casa é assaltada, tudo é possível. Mas que con­terá mesmo esse embrulho? Seria feio manifestar curiosidade, e perigoso abrir um volume que não nos pertence. Mas que gostaríamos de saber o que tem lá dentro, isto, humildemente o confesso, em meu nome e no do leitor, é pura, descarnada verdade.

Bom, tratando­se de pastas escolares, não havia segredo a descobrir. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

— Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas, 1998.)
No terceiro parágrafo, o narrador prioriza, sobretudo, a
(A) exposição, com humor, do método ideal para carregar embrulhos dos outros passageiros no ônibus lotado.
(B) denúncia, com atenção a um caso particular, das más condições oferecidas aos usuários do transporte público.
(C) crítica, com ironia, à falta de solidariedade e empatia entre os passageiros que usam o transporte público.
(D) manifestação, com lirismo, de seus sentimentos em rela­ção ao sofrimento dos passageiros do ônibus lotado.
(E) argumentação, com raciocínio lógico, a favor da coopera­ção entre os vários passageiros do ônibus lotado.

Leia o trecho da letra do samba­enredo que a escola Unidos da Tijuca apresentou no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, para responder às questões de 06 a 08.

Olhe em mim eu tenho as marcas

Me impuseram sobreviver

Por ser livre nas palavras

Condenaram meu saber

Fui a caneta que não reproduziu

A sina da mulher preta no Brasil

Os olhos da fome eram os meus

Justiça dos homens não é maior que a de Deus

Meu quarto foi despejo de agonia

A palavra é arma contra a tirania

Sonhei sobre as páginas da vida

Ilusões tolhidas no sistema algoz

Que tenta apagar nossa grandeza

Calar a realeza que resiste em nós

Dos salões da burguesia aos barracos do Borel

Onde nascem Carolinas

Não seremos mais os réus

Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados

Nas linhas da vida, verbo na ferida, deixei meu legado

Meu país nasceu com nome de mulher

Sou a liberdade, mãe do Canindé

Muda essa história, Tijuca!

Tira do meu verso a força pra vencer

Reconhece o seu lugar e luta

Esse é nosso jeito de escrever

(Lico Monteiro et al. www.gresunidosdatijuca.com.br, 2026.)
Vocativo é um termo que se usa para chamar ou invocar dire­tamente um interlocutor (seja pessoa ou coisa personificada). Tem função de vocativo o termo sublinhado em:
(A) “Onde nascem Carolinas / Não seremos mais os réus” (3a estrofe)
(B) “Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados” (3a estrofe)
(C) “Olhe em mim eu tenho as marcas” (1a estrofe)
(D) “Sou a liberdade, mãe do Canindé” (3a estrofe)
(E) “Muda essa história, Tijuca!” (4a estrofe)

Leia o trecho do livro Orixás, do sociólogo Reginaldo Prandi, para responder às questões 09 e 10.

1 Na tradição iorubá antiga, tal como chegou ao Brasil nos porões dos tumbeiros e foi preservada em muitos terreiros, compreende­se que a alma que habita o ser humano é plural. Três são as almas mais lembradas e cultuadas nos terreiros que mantêm acesa a concepção original, antes do contato com o cristianismo.

A primeira é a alma­natureza, que nos liga ao mundo material em que vivemos. Essa alma é o orixá. Ou melhor: os orixás, que são muitos, cada um ligado a um aspecto da natureza: o mar, a montanha, os rios, a cachoeira, a terra do chão, o arco­íris no céu, o trovão e o raio… e tantos outros. O orixá é natureza, e sua diversidade espelha a diversidade do mundo.

A segunda é o egum, a alma ancestral, que após a morte renasce, retornando como nova vida à família, ao grupo social, à comunidade de origem. É a alma social, retrato da cultura e da coletividade. Até aqui, somos produto da natureza e da sociedade.

Mas há ainda uma terceira alma: o ori, nossa cabeça, que nos dá a individualidade. É o ori que carrega o destino, nossas vocações, vontades e capacidades a desenvolver — aquilo que a vida, se bem vivida, pode nos trazer de realiza­ções e felicidade.

Natureza, sociedade, indivíduo: é disso que somos feitos, segundo essa tradição. Que não destoa, na verdade, de concepções ocidentais aceitas e estudadas.

(Orixás: Os deuses que habitam em nós, 2025.)
De acordo com o texto, a tradição iorubá antiga
(A) interpreta a individualidade humana como produto da sociedade.
(B) compreende a alma ori como resultado do contato com o cristianismo.
(C) admite a reencarnação apenas da alma­natureza.
(D) identifica as vontades humanas como um fator de coesão social.
(E) relaciona os orixás a diferentes elementos da natureza.

Leia o texto para responder às questões de 11 a 16.

Do you have to be polite to AI?

1 When a group of researchers decided to test whether “positive thinking” made Artificial Intelligence (AI) chatbots1 more precise, they obtained some surprising results. As they asked various chatbots questions, they tried calling the AIs “smart”, encouraged them to think carefully and even ended their questions with “This will be fun!” None of it made a consistent difference.

People have all sorts of bizarre strategies to get better responses from large language models (LLMs), the AI technology behind tools like ChatGPT. Some say AI does better if you threaten it, others think chatbots are more cooperative if you’re polite and some people ask the robots to act as experts in whatever subject they’re working on. The list goes on. It’s part of the mythology around “prompt2 engineering” — different ways to construct instructions to make AI deliver better results.

Companies design AI chatbots like ChatGPT or Google’s Gemini to behave like people, so it makes sense they can sometimes seem as if they have moods you can manage or personalities you can control. However, AI tools are mimics, not living beings. They’re just simulating human behaviour. If you want better answers, stop treating AI like a person and start treating it like a tool.

If you are going to use LLMs, learning to get what you want faster and more efficiently will be better for you. One tip is: provide the AI with a sample whenever possible. “For instance, I see people ask an LLM to write an email and then get frustrated because ‘it doesn’t sound like me at all’,” says Jules White, a generative AI researcher at Vanderbilt University in the United States. The natural impulse is to respond with a list of instructions, “do this” and “don’t do that”. White says it’s much more effective to say “here are 10 emails I’ve sent in the past, use my writing style”.

•   Pleases and thank yous

5 According to a 2019 Pew Research Center survey, more than half of Americans say “please” when they’re talking to their smart speakers. And a 2025 survey by the Future Magazine found 70% of people are polite to AI when they use it. “Saying ‘please’ and ‘thank you’ might make you more comfortable interacting with the AI,” says Sander Schulhoff, who researches prompt engineering. “It’s not helping the performance of the model, but if it’s helping you use the model more because you’re more comfortable, then it’s useful.”

You can’t hurt AIs feelings because it doesn’t have any, but maybe you should be nice anyway. It’s a habit that could benefit other parts of your life.

(Thomas Germain. www.bbc.com, 25.02.2026. Adaptado.)

1 chatbot: a computer program that simulates conversation with human beings.

2 prompt: instructions to guide AI towards more precise, unambiguous answers.
O primeiro parágrafo introduz o tema do texto por meio da
(A) exemplificação de fórmulas que tornam a máquina mais receptiva a perguntas humanas.
(B) referência a um estudo focado no impacto de palavras motivadoras sobre as respostas da inteligência artificial.
(C) valorização do pensamento positivo nas relações homem­máquina.
(D) descrição de surpreendentes resultados obtidos quando instruções à inteligência artificial são precisas.
(E) análise de pesquisas sobre o elo entre perguntas do usuário humano e respostas dadas pela inteligência arti­ficial.

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Confidencial até o momento da aplicação.
 Confira seus dados impressos neste caderno.
 Assine com caneta de tinta preta a Folha de Respostas apenas no local indicado.
 Esta prova contém 60 questões objetivas e uma proposta de redação.
 Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum 
problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição.
 Para cada questão, o candidato deverá assinalar apenas uma alternativa na Folha de Respostas, utilizando caneta 
de tinta preta.
 Esta prova terá duração total de 4h e o candidato somente poderá sair do prédio depois de transcorridas 3h, 
contadas a partir do início da prova.
 Os últimos três candidatos deverão se retirar juntos da sala.
 Ao final da prova, antes de sair da sala, entregue ao fiscal a Folha de Respostas, a Folha de Redação e o Caderno 
de Questões.
processo seletivo medicina | 2o semestre de 2026
001. prova de conhecimentos Gerais e redação
Nome do candidato
Prédio Sala CarteiraInscriçãoRG
124324
2FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 01 
Examine a tirinha de Alberto Benett, publicada no perfil 
@albertobenett do Instagram em 25.02.2023.
No contexto da tirinha, a fala “não está à venda”, em relação 
ao título do livro exibido na vitrine, expressa
(A) ambiguidade.
(B) coerência.
(C) contradição.
(D) polidez.
(E) sarcasmo.
questão Leia o trecho da crônica “No Ônibus”, de Carlos Drummond 
de Andrade, para responder às questões de 02 a 05.
 1 A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia 
de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua 
pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição 
das preliminares da sabedoria. [...] O ônibus não cabia mais 
ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espre­
mia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de 
gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi 
aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.
— Deixa que eu carrego — falei na direção de um dos 
braços a meu alcance. Na qualidade de passageiro sentado, 
é irresistível minha inclinação para carregar embrulhos 
alheios. Estou sempre a oferecer préstimos, movido talvez 
pelo remorso de viajar sentado [...].
— Eu carrego pra vocês — insisti, executando um movi­
mento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. 
O menor olhou­me com surpresa e hesitação, porém o mais 
velho estendeu o braço, e o primeiro, depois de uma coto­
velada ministrada pelo segundo, imitou­o. Fiquei de posse 
de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor 
maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a 
técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve­se colocá­los 
de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário 
pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas. Não deve­
mos absolutamente lançar­lhes um olhar, mesmo distraído. 
O perfeito carregador de embrulhos do próximo deve olhar 
para fora do ônibus, aparentemente observando um eclipse 
ou uma regata, porém na realidade com o pensamento fixo 
naquele pacote, ou bolsa, de que é depositário. Não vá a coisa 
cair no chão e quebrar. Não vá alguém subtraí­la. Quando 
até a Santa Casa é assaltada, tudo é possível. Mas que con­
terá mesmo esse embrulho? Seria feio manifestar curiosidade, 
e perigoso abrir um volume que não nos pertence. Mas que 
gostaríamos de saber o que tem lá dentro, isto, humildemente 
o confesso, em meu nome e no do leitor, é pura, descarnada 
verdade.
Bom, tratando­se de pastas escolares, não havia segredo 
a descobrir. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:
 5 — Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.
(Carlos Drummond de Andrade. 70 historinhas, 1998.)
 02 
No terceiro parágrafo, o narrador prioriza, sobretudo, a
(A) exposição, com humor, do método ideal para carregar 
embrulhos dos outros passageiros no ônibus lotado.
(B) denúncia, com atenção a um caso particular, das más 
condições oferecidas aos usuários do transporte público.
(C) crítica, com ironia, à falta de solidariedade e empatia 
entre os passageiros que usam o transporte público.
(D) manifestação, com lirismo, de seus sentimentos em rela­
ção ao sofrimento dos passageiros do ônibus lotado.
(E) argumentação, com raciocínio lógico, a favor da coopera­
ção entre os vários passageiros do ônibus lotado.
questão
3 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
Leia o trecho da letra do samba­enredo que a escola Unidos 
da Tijuca apresentou no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, 
em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, para 
responder às questões de 06 a 08.
Olhe em mim eu tenho as marcas
Me impuseram sobreviver
Por ser livre nas palavras
Condenaram meu saber
Fui a caneta que não reproduziu
A sina da mulher preta no Brasil
Os olhos da fome eram os meus
Justiça dos homens não é maior que a de Deus
Meu quarto foi despejo de agonia
A palavra é arma contra a tirania
Sonhei sobre as páginas da vida
Ilusões tolhidas no sistema algoz
Que tenta apagar nossa grandeza
Calar a realeza que resiste em nós
Dos salões da burguesia aos barracos do Borel
Onde nascem Carolinas
Não seremos mais os réus
Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados
Nas linhas da vida, verbo na ferida, deixei meu legado
Meu país nasceu com nome de mulher
Sou a liberdade, mãe do Canindé
Muda essa história, Tijuca!
Tira do meu verso a força pra vencer
Reconhece o seu lugar e luta
Esse é nosso jeito de escrever
(Lico Monteiro et al. www.gresunidosdatijuca.com.br, 2026.)
 06 
Ao aproximar a trajetória pessoal de Carolina Maria de Jesus 
aos sofrimentos e à esperança da população, o texto enfatiza 
(A) a religiosidade como conforto para o sofrimento das pes­
soas.
(B) a resistência como força de enfrentamento das injustiças 
sociais.
(C) a resignação ante a desigualdade estrutural da socie­
dade.
(D) a educação formal como ferramenta de inclusão social.
(E) a luta por liberdade das mulheres escravizadas em um 
sistema algoz.
questão
 03 
“— Deixa que eu carrego — falei na direção de um dos braços 
a meu alcance.” (2o parágrafo)
Ao transpor essa fala do narrador para o discurso indireto, os 
verbos sublinhados assumem as formas:
(A) deixar – carregaria.
(B) deixavam – carregassem.
(C) deixava – carregasse.
(D) deixasse – carregava.
(E) deixassem – carregavam.
 04 
Uma das características do gênero crônica é o emprego recor­
rente da linguagem coloquial. No trecho, o narrador utiliza a 
linguagem coloquial na seguinte passagem:
(A) “é irresistível minha inclinação para carregar embrulhos 
alheios” (2o parágrafo).
(B) “Estou sempre a oferecer préstimos” (2o parágrafo).
(C) “O ônibus não cabia mais ninguém” (1o parágrafo).
(D) “O menor olhou­me com surpresa e hesitação” (3o pará­
grafo).
(E) “Quando até a Santa Casa é assaltada, tudo é possível” 
(3o parágrafo).
 05 
No terceiro parágrafo, retoma uma palavra anteriormente 
mencionada o termo sublinhado em:
(A) “o primeiro, depois de uma cotovelada ministrada pelo 
segundo, imitou­o”.
(B) “Não devemos absolutamente lançar­lhes um olhar, 
mesmo distraído”.
(C) “gostaríamos de saber o que tem lá dentro”.
(D) “executando um movimento complicado, para enxergar 
os rostos dos garotos”.
(E) “Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos 
dos outros”.
questão
questão
questão
4FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
Leia o trecho do livro Orixás, do sociólogo Reginaldo Prandi, 
para responder às questões 09 e 10.
 1 Na tradição iorubá antiga, tal como chegou ao Brasil nos 
porões dos tumbeiros e foi preservada em muitos terreiros, 
compreende­se que a alma que habita o ser humano é plural. 
Três são as almas mais lembradas e cultuadas nos terreiros 
que mantêm acesa a concepção original, antes do contato 
com o cristianismo.
A primeira é a alma­natureza, que nos liga ao mundo 
material em que vivemos. Essa alma é o orixá. Ou melhor: 
os orixás, que são muitos, cada um ligadoa um aspecto da 
natureza: o mar, a montanha, os rios, a cachoeira, a terra do 
chão, o arco­íris no céu, o trovão e o raio… e tantos outros. 
O orixá é natureza, e sua diversidade espelha a diversidade 
do mundo.
A segunda é o egum, a alma ancestral, que após a morte 
renasce, retornando como nova vida à família, ao grupo social, 
à comunidade de origem. É a alma social, retrato da cultura 
e da coletividade. Até aqui, somos produto da natureza e da 
sociedade.
Mas há ainda uma terceira alma: o ori, nossa cabeça, 
que nos dá a individualidade. É o ori que carrega o destino, 
nossas vocações, vontades e capacidades a desenvolver — 
aquilo que a vida, se bem vivida, pode nos trazer de realiza­
ções e felicidade.
 5 Natureza, sociedade, indivíduo: é disso que somos feitos, 
segundo essa tradição. Que não destoa, na verdade, de con­
cepções ocidentais aceitas e estudadas.
(Orixás: Os deuses que habitam em nós, 2025.)
 09 
De acordo com o texto, a tradição iorubá antiga
(A) interpreta a individualidade humana como produto da 
sociedade.
(B) compreende a alma ori como resultado do contato com 
o cristianismo.
(C) admite a reencarnação apenas da alma­natureza.
(D) identifica as vontades humanas como um fator de coesão 
social.
(E) relaciona os orixás a diferentes elementos da natureza.
 10 
“a cachoeira, a terra do chão, o arco­íris no céu, o trovão e 
o raio” (2o parágrafo)
O termo sublinhado é formado pelo mesmo processo de 
formação de palavras que se verifica em
(A) infelizmente.
(B) anoitecer.
(C) individualidade.
(D) passatempo.
(E) porquê.
questão
questão
 07 
Nos versos “Fui a caneta que não reproduziu / A sina da 
mulher preta no Brasil” (1a estrofe), a metonímia utilizada 
substitui
(A) a parte pelo todo.
(B) o autor pela obra.
(C) a causa pelo efeito.
(D) o continente pelo conteúdo.
(E) o agente pelo instrumento.
 08 
Vocativo é um termo que se usa para chamar ou invocar dire­
tamente um interlocutor (seja pessoa ou coisa personificada). 
Tem função de vocativo o termo sublinhado em:
(A) “Onde nascem Carolinas / Não seremos mais os réus” 
(3a estrofe)
(B) “Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados” 
(3a estrofe)
(C) “Olhe em mim eu tenho as marcas” (1a estrofe)
(D) “Sou a liberdade, mãe do Canindé” (3a estrofe)
(E) “Muda essa história, Tijuca!” (4a estrofe)
questão
questão
5 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 11 
O primeiro parágrafo introduz o tema do texto por meio da
(A) exemplificação de fórmulas que tornam a máquina mais 
receptiva a perguntas humanas.
(B) referência a um estudo focado no impacto de palavras 
motivadoras sobre as respostas da inteligência artificial.
(C) valorização do pensamento positivo nas relações homem­
­máquina.
(D) descrição de surpreendentes resultados obtidos quando 
instruções à inteligência artificial são precisas.
(E) análise de pesquisas sobre o elo entre perguntas do 
usuário humano e respostas dadas pela inteligência arti­
ficial.
 12 
O termo “mythology” é utilizado no segundo parágrafo para 
se referir
(A) à atitude crescente entre usuários de tratar chatbots 
como seres com sentimentos humanos.
(B) à ilusão de que quanto maior o número de instruções 
dadas à IA, melhores serão os resultados.
(C) a concepções sobre formas de orientar chatbots para a 
obtenção das melhores respostas.
(D) a estratégias excêntricas que asseguram uma melhor 
comunicação entre usuários e chatbots.
(E) à ideia de que uma pergunta correta feita à IA resultará 
em uma resposta igualmente correta.
 13 
In the fragment from the third paragraph “so it makes sense 
they can sometimes seem as if they have moods”, the 
underlined term refers to
(A) AI chatbots in general.
(B) ChatGPT or Google in particular.
(C) companies which design AI chatbots.
(D) people who regularly use AI.
(E) people with unpredictable behavior.
questão
questão
questão
Leia o texto para responder às questões de 11 a 16.
Do you have to be polite to AI?
 1 When a group of researchers decided to test whether 
“positive thinking” made Artificial Intelligence (AI) chatbots1 
more precise, they obtained some surprising results. As they 
asked various chatbots questions, they tried calling the AIs 
“smart”, encouraged them to think carefully and even ended 
their questions with “This will be fun!” None of it made a 
consistent difference.
People have all sorts of bizarre strategies to get better 
responses from large language models (LLMs), the AI 
technology behind tools like ChatGPT. Some say AI does 
better if you threaten it, others think chatbots are more 
cooperative if you’re polite and some people ask the robots 
to act as experts in whatever subject they’re working on. 
The list goes on. It’s part of the mythology around “prompt2 
engineering” — different ways to construct instructions to 
make AI deliver better results.
Companies design AI chatbots like ChatGPT or Google’s 
Gemini to behave like people, so it makes sense they can 
sometimes seem as if they have moods you can manage or 
personalities you can control. However, AI tools are mimics, 
not living beings. They’re just simulating human behaviour. If 
you want better answers, stop treating AI like a person and 
start treating it like a tool.
If you are going to use LLMs, learning to get what you 
want faster and more efficiently will be better for you. One 
tip is: provide the AI with a sample whenever possible. “For 
instance, I see people ask an LLM to write an email and 
then get frustrated because ‘it doesn’t sound like me at all’,” 
says Jules White, a generative AI researcher at Vanderbilt 
University in the United States. The natural impulse is to 
respond with a list of instructions, “do this” and “don’t do that”. 
White says it’s much more effective to say “here are 10 emails 
I’ve sent in the past, use my writing style”.
•   Pleases and thank yous
 5 According to a 2019 Pew Research Center survey, more 
than half of Americans say “please” when they’re talking 
to their smart speakers. And a 2025 survey by the Future 
Magazine found 70% of people are polite to AI when they 
use it. “Saying ‘please’ and ‘thank you’ might make you more 
comfortable interacting with the AI,” says Sander Schulhoff, 
who researches prompt engineering. “It’s not helping the 
performance of the model, but if it’s helping you use the model 
more because you’re more comfortable, then it’s useful.”
You can’t hurt AIs feelings because it doesn’t have any, 
but maybe you should be nice anyway. It’s a habit that could 
benefit other parts of your life.
(Thomas Germain. www.bbc.com, 25.02.2026. Adaptado.)
1 chatbot: a computer program that simulates conversation with human 
beings.
2 prompt: instructions to guide AI towards more precise, unambiguous 
answers.
6FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 17 
Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos qui­
lombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a 
propriedade definitiva, devendo o Estado emitir­lhes os títulos 
respectivos.
(Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
www.planalto.gov.br)
O artigo apresentado determina
(A) a garantia de uso coletivo das terras ocupadas por comu­
nidades quilombolas, permanecendo o domínio jurídico 
dessas terras sob controle do Estado brasileiro.
(B) a criação de territórios quilombolas administrados direta­
mente pelo governo federal, com regulamentação espe­
cífica sobre ocupação e uso da terra.
(C) a garantia de direitos fundiários vinculados à ocupação 
histórica dessas comunidades, com a regularização dessa 
garantia pelo Poder Público.
(D) a incorporação das áreas quilombolas ao patrimônio 
público federal, com a garantia do direito de permanência 
das comu nidades nesses territórios.
(E) a transferência obrigatória das comunidades quilombolas 
para territórios oficialmente delimitados pelo Estado.
 18 
O movimento de 1932 uniu diferentes setores sociais, 
da cafeiculturaà classe média, passando pelos industriais. 
A luta pela constitucionalização do país e os temas da auto­
nomia e da superioridade de São Paulo diante dos demais 
estados eletrizaram boa parte da população paulista. Uma 
imagem muito eficaz, na época, associava São Paulo a uma 
locomotiva que puxava vinte vagões vazios — os vinte outros 
estados da federação. O rádio, utilizado pela primeira vez em 
grande escala, contribuiu também para incentivar a presença 
do povo nos comícios e o fluxo de voluntários à frente de 
combate.
(Boris Fausto. História concisa do Brasil, 2021. Adaptado.)
O movimento citado no excerto caracterizou­se por
(A) apoiar a consolidação do governo provisório instaurado 
no regime varguista.
(B) vincular a institucionalização do regime a um discurso de 
liderança paulista no país.
(C) defender a centralização política como base da reorgani­
zação do Estado.
(D) promover a ampliação da participação popular na condu­
ção do governo nacional.
(E) priorizar a integração econômica e social entre os estados 
da federação.
questão
questão
 14 
According to the fourth paragraph, one strategy people could 
use to avoid having imprecise responses from AI would be to
(A) approach AI just as the technological simulation of human 
thinking it actually is.
(B) focus on instructing the AI chatbot on what to do rather 
than on what not to do.
(C) be realistic enough to understand an AI tool will never be 
a picture of you.
(D) supply examples as a guide for the AI tools to prepare 
their responses.
(E) offer the chatbot a group of instructions, not just one, and 
of the most various kinds.
 15 
No trecho do quinto parágrafo “if it’s helping you use the model 
more because you’re more comfortable, then it’s useful”, o 
termo sublinhado introduz uma
(A) alternativa.
(B) expectativa.
(C) causa.
(D) relação de tempo.
(E) conclusão.
 16 
Com base no texto, a resposta para a pergunta feita no título 
“Do you have to be polite to AI?” é:
(A) Absolutely not, because AI chatbots are inconsistent and 
unpredictable.
(B) Probably, but so far there is not enough evidence that 
politeness affects AI’s responses.
(C) Certainly! When you are polite, chatbots are naturally 
more cooperative.
(D) This is completely absurd, since chatbots do not have 
human feelings.
(E) Not necessarily, but if being polite makes you feel well, it 
might be a good habit.
questão
questão
questão
7 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 21 
Em março de 1556, no interior da Baía de Guanabara, 
tupinambás orquestraram uma revolta contra franceses, que 
estavam nesta região a fim de estabelecer uma colônia, a 
França Antártica.
(“Revolta tupinambá contra franceses”. 
Revista Impressões Rebeldes, 17.05.2022.)
A revolta mencionada no excerto evidencia que, no contexto 
da colonização do litoral do Brasil, os povos originários
(A) integraram­se às disputas coloniais como aliados subor­
dinados aos interesses econômicos europeus.
(B) estabeleceram alianças estratégicas duradouras com 
grupos europeus, visando estabilidade política no litoral.
(C) orientaram suas ações a partir da adoção de práticas 
militares introduzidas pelos europeus no contexto da 
colonização.
(D) direcionaram suas ações contra os franceses de modo a 
encerrar a colonização europeia na região litorânea.
(E) participaram ativamente dos conflitos coloniais em defesa 
dos próprios interesses e contra a presença europeia no 
território.
 22 
Uma ação coletiva de proporções históricas começou a 
ser julgada em Londres, colocando uma gigante japonesa 
dos videogames no centro de um debate sobre práticas anti­
competitivas. Advogados de milhões de jogadores britânicos 
acusam a fabricante dos consoles de manter uma arquite­
tura fechada do sistema operacional, o que impede qualquer 
tipo de concorrência direta na distribuição de softwares. Essa 
exclusividade técnica permite que essa empresa de video­
games estabeleça taxas fixas e inegociáveis sobre todas as 
transações realizadas no ambiente virtual do console.
(www.mixvale.com.br, 10.03.2026. Adaptado.)
De acordo com o excerto, a prática realizada pela empresa 
de videogames indica o estabelecimento de um
(A) oligopólio.
(B) truste.
(C) cartel.
(D) monopólio.
(E) dumping.
questão
questão
 19 
A inserção do Egito e da Mesopotâmia como “berço” da 
narrativa civilizacional teve como efeito colateral a transpo­
sição dessa lógica civilizacional, cujas raízes foram projeta­
das no mundo clássico, para a realidade “próximo­oriental”. 
Portanto, a relação entre egípcios e mesopotâmicos (seden­
tários) e seus povos vizinhos (especialmente os nômades) 
passou a ser vista sob a ótica da luta entre civilização e 
barbárie.
(Fábio Frizzo. “Imperialismo, Estado e Hierarquização Social na 
Baixa Núbia durante o Reino Novo Egípcio (1550­1070 a.C.)”. 
Revista de História, 2020.)
A narrativa histórica presente no excerto demonstra
(A) a cooperação econômica entre comunidades sedentárias 
e populações nômades.
(B) a centralidade dos conflitos militares nas relações entre 
povos sedentários e nômades.
(C) a integração cultural significativa entre povos agrícolas e 
grupos nômades vizinhos.
(D) a predominância do comércio entre os povos do Egito e 
da Mesopotâmia.
(E) a construção de hierarquização com base em supostos 
níveis de evolução.
 20 
O movimento ludita, que operou entre 1811 e 1816, 
ergueu­se como um amplo apoio aos trabalhadores. O des­
contentamento desses trabalhadores se expressou mediante 
a destruição de máquinas.
(Walter Antonio Bazzo et al. Introdução aos estudos CTS 
(Ciência, tecnología e sociedade), 2003. Adaptado.)
A ação do movimento mencionado é compreendida historica­
mente como uma
(A) reação operária às transformações provocadas pela meca­
nização da produção no início do processo de industriali­
zação.
(B) mobilização de trabalhadores em defesa de maior inser­
ção nas decisões políticas do Estado.
(C) estratégia de trabalhadores voltada à incorporação das 
inovações técnicas no processo produtivo.
(D) resistência fundamentada na preservação de formas 
tradicionais de organização do trabalho.
(E) adaptação dos operários à reconfiguração do trabalho 
a partir da incorporação das máquinas na produção.
questão
questão
8FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 24 
Analise o mapa que indica a localização dos principais depó­
sitos e minas de terras­raras no Brasil.
(Frances Jones e Yuri Vasconcelos. 
https://revistapesquisa.fapesp.br, 02.10.2025.)
Considerando o mapa e conhecimentos sobre a estrutura 
geológica brasileira, as principais ocorrências e depósitos de 
terras­raras encontram­se, predominantemente,
(A) nos rifteamentos recentes.
(B) nas áreas de dobramentos modernos.
(C) nos planaltos pouco erodidos.
(D) nas extensas planícies fluviais.
(E) nas áreas de escudos cristalinos.
questão 23 
Examine a charge do cartunista Tony D’Agostinho.
(www.acaricaturadobrasil.com.br, 15.09.2020.)
A charge evidencia
(A) a superação das desigualdades sociais do acesso ao meio 
digital.
(B) a contradição das iniciativas de inclusão digital diante da 
continuidade da pobreza.
(C) a prioridade das políticas de inclusão digital para sanar 
demandas sociais.
(D) a distribuição de equipamentos digitais para suprir a 
carência de wi­fi na periferia.
(E) a universalização do acesso às tecnologias digitais nas 
áreas urbanas.
questão
9 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 27 
Nos últimos 40 anos, foi o bioma brasileiro que mais aqueceu 
e teve a maior redução na quantidade de chuvas, de acordo 
com pesquisas recentes. Uma das condições para esse 
fenômeno é que este bioma está localizado ao centro do 
continente, o que reduz a influência do oceano e o aquece 
mais rapidamente do que os biomas da costa. A rarefação 
das chuvas é particularmente preocupante nesse ecossis­
tema, onde a água define uma paisagem única, predomi­nantemente composta por terras baixas e planas, que são 
inundadas periodicamente, possibilitando a sobrevivência 
das suas formas de vida mais típicas, como jacarés e tuiuiús.
O texto refere­se ao bioma
(A) Pampa.
(B) Cerrado.
(C) Caatinga.
(D) Amazônia.
(E) Pantanal.
 28 
Analise a imagem que mostra os componentes internos de 
uma célula animal.
(Imagem gerada por IA. https://gemini.google.com)
Nesse tipo de célula, duas organelas membranosas distin­
tas apresentam funções integradas por meio de vesículas de 
transporte. Uma das organelas sintetiza proteínas e a outra 
as direciona para seu destino. Na imagem, essas duas orga­
nelas estão apontadas, respectivamente, pelos números
(A) 2 e 3.
(B) 1 e 3.
(C) 2 e 4.
(D) 1 e 2.
(E) 3 e 4.
questão
questão
 25 
O lixo da Grécia começou a aparecer na Libéria. Os 
resíduos italianos estragaram as praias da Tunísia. O plástico 
holandês inundou a Tailândia. As exportações de resíduos da 
Europa para a África quadruplicaram, a Malásia passou a ser 
o maior destino mundial de lixo plástico dos Estados Unidos, 
e as Filipinas ameaçaram ir à guerra com o Canadá em 
razão dos contêineres de fraldas sujas despachados para 
sua capital, Manila.
(Alexander Clapp. www.nexojornal.com.br, 06.03.2026. Adaptado.)
O excerto indica que o descarte de resíduos no mundo con­
temporâneo
(A) reduz os impactos ambientais globais por concentrar­se 
em áreas menos povoadas.
(B) promove a distribuição equilibrada dos impactos ambien­
tais entre os países.
(C) favorece a intensificação das desigualdades ambientais 
entre os países.
(D) diminui a necessidade de políticas de reciclagem em 
países industrializados.
(E) impede a contaminação ambiental ao transferir resíduos 
para locais adequados.
 26 
O horário de verão na Europa começa sempre no último 
domingo de março. Em 2026, por exemplo, a mudança ocor­
reu em 29 de março, quando os relógios foram adiantados 
em uma hora durante a madrugada. O ajuste ocorre de forma 
coordenada entre os países europeus, mesmo que eles es­
tejam em fusos diferentes. Cada nação altera o relógio con­
forme o seu horário local, mas todas seguem o mesmo dia.
(Caio Bezerra. www.opovo.com.br, 08.03.2026. Adaptado.)
Considerando o excerto e conhecimentos sobre fusos horá­
rios, uma consequência da adoção do horário de verão é
(A) a alteração dos meridianos definidores dos horários 
internacionais.
(B) a criação de novos fusos horários baseados nas longi­
tudes.
(C) o estabelecimento de um sistema de horário baseado na 
latitude.
(D) o aproveitamento máximo do número de horas com luz 
solar.
(E) a redução da quantidade de luz solar recebida nos 
paralelos.
questão
questão
10FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 31 
O HIV e o SARS­CoV­2 são vírus envelopados que apresen­
tam vias de infecção diferentes em humanos. De modo geral, 
esses vírus tendem a invadir as células mais facilmente que 
os vírus não envelopados, como o adenovírus e o rinovírus.
Essa maior facilidade de os vírus HIV e SARS­CoV­2 invadi­
rem células humanas é explicada pela
(A) alta capacidade de injeção do material genético viral na 
membrana da célula.
(B) composição do capsídeo viral semelhante à estrutura da 
membrana da célula.
(C) possibilidade de fusão da superfície viral com a membrana 
plasmática da célula.
(D) afinidade entre as espículas do capsídeo viral e os recep­
tores da célula.
(E) eficiência da enzima transcriptase reversa em alterar o 
genoma celular.
 32 
A imagem ilustra a resposta de crescimento de uma planta 
após o tombamento do vaso em que estava plantada.
(Imagem gerada por IA. https://gemini.google.com)
A resposta de crescimento dessa planta ao estímulo obser­
vado é mediada pelo hormônio e resultou em 
geotropismo .
As lacunas no texto são preenchidas por:
(A) auxina e negativo do caule.
(B) auxina e positivo do caule.
(C) auxina e negativo da raiz.
(D) giberelina e positivo da raiz.
(E) giberelina e positivo do caule.
questão
questão
 29 
Certas algas, plantas, fungos e alguns animais inverte­
brados reproduzem­se assexuadamente por brotamento. 
Nesse processo, um indivíduo forma expansões corporais, 
os brotos, que depois se separam do genitor e passam a ter 
vida independente. Algumas algas, plantas e animais inverte­
brados reproduzem­se assexuadamente por fragmentação: 
partes que se destacam do corpo do genitor regeneram­se e 
originam novos indivíduos.
(Amabis e Martho. Biologia Moderna, 2016.)
Os fenômenos biológicos reprodutivos descritos no excerto
(A) reduzem a variabilidade genética nas populações ao longo 
do tempo.
(B) permitem a recombinação gênica e a diferenciação feno­
típica nas populações.
(C) aumentam a sobrevivência das espécies diante das adver­
sidades ambientais.
(D) favorecem a ocorrência direcionada de mutações genéti­
cas nas populações.
(E) alteram de forma aleatória a frequência alélica dos genes 
nas populações.
 30 
Analise o gráfico que representa a relação ecológica estabe­
lecida entre duas espécies, I e II.
(Imagem gerada por IA. http://chatgpt.com)
A relação ecológica apresentada no gráfico é a mesma esta­
belecida em:
(A) formigas alimentando­se dos nutrientes produzidos por 
fungos.
(B) uma hiena alimentando­se de um filhote de girafa.
(C) carrapatos que se fixam na pele humana para sugar o 
sangue.
(D) um urubu alimentando­se de restos de lixo produzidos 
por atividades humanas.
(E) árvores de espécies diferentes que disputam a luz solar 
em uma floresta.
questão
questão
11 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 35 
A imagem mostra a distribuição dos genes A, B e F em um par 
de cromossomos homólogos.
(Emily Viana. https://conhecimentocientifico.r7.com. Adaptado.)
Sobre a composição desses cromossomos homólogos,
(A) A e B ocupam o mesmo locus gênico.
(B) B e b são genes alelos.
(C) f é um alelo epistático.
(D) A, B e f são alelos dominantes.
(E) A, b e f são alelos recessivos.
 36 
A Organização das Nações Unidas (ONU) faz um alerta: 
até 2050, infecções causadas por superbactérias podem pro­
vocar dez milhões de mortes por ano no mundo, superando 
o número de vítimas de câncer. O avanço da resistência bac­
teriana está diretamente ligado ao uso inadequado de antibió­
ticos ao longo das décadas, que reduziu a eficácia desses me­
dicamentos e abriu caminho para microrganismos mais fortes.
(https://g1.globo.com, 23.09.25. Adaptado.)
As informações do excerto estão relacionadas à
(A) baixa variabilidade genética entre bactérias submetidas 
aos antibióticos.
(B) incompatibilidade bioquímica entre os antibióticos e as 
espécies de bactérias.
(C) indução de mutações gênicas em bactérias pelo uso 
indiscriminado de antibióticos.
(D) adaptação fisiológica desenvolvida pelas bactérias frente 
ao estímulo dos antibióticos.
(E) seleção artificial de bactérias portadoras de genes de 
resistência aos antibióticos.
questão
questão
 33 
O número de adultos brasileiros com diabetes aumen­
tou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. 
No mesmo período, também houve crescimento significativo 
em outras condições: hipertensão, 31%; obesidade, 118%; e 
excesso de peso, 47%.
(https://gov.br)
A pesquisa aponta, não só um aumento no número de casos 
de diabetes, mas também de fatores de risco ao desenvolvi­
mento do diabetes tipo 2, uma doença metabólica e crônica 
do sistema endócrino. Essa doença caracteriza­se pela
(A) alta produção de insulina pelo pâncreas e redução acen­
tuada dos níveis de glicose no sangue.
(B) hipoglicemia relativa à alta absorção de insulina e au­
mento do consumo de glicose pelas células.
(C) baixa produção de insulina pelo pâncreas e redução da 
quantidade de células alfa no pâncreas.
(D) resistência das células do corpo à insulina e aumento da 
produção desse hormônio pelo pâncreas.
(E) hiperglicemia relativa à baixa produção de insulina e alta 
absorção de glicose no intestino delgado.
 34 
A anticoncepçãocorresponde ao uso de métodos e técni­
cas com a finalidade de impedir que o relacionamento sexual 
resulte em gravidez. Os métodos anticoncepcionais podem 
ser classificados em dois grupos principais: os reversíveis e 
os definitivos. Dentre os métodos anticoncepcionais, o im­
plante subdérmico está entre os mais eficazes na prevenção 
de gravidez.
(Marta Finotti. Manual de anticoncepção, 2015. Adaptado.)
O implante subdérmico é classificado como
(A) reversível e criador de uma barreira física entre esperma­
tozoide e óvulo.
(B) reversível e inibidor do fenômeno de liberação do óvulo 
na tuba uterina.
(C) reversível e indutor do rompimento da membrana que 
envolve o óvulo.
(D) definitivo e inativador do movimento flagelar dos esper­
matozoides.
(E) definitivo e obstrutor da implantação do embrião no endo­
métrio desenvolvido.
questão
questão
12FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 39 
No século XIX, o surgimento da morfina foi um marco 
na medicina por seu efeito anestésico. Desde então, novas 
substâncias com base na mesma planta ou que a reprodu­
zem de modo sintético passaram a ser empregadas contra 
a dor. Nesse pacote farmacológico, o fentanil, se revelou 
o mais poderoso de todos — 100 vezes mais forte que a 
própria morfina. Seu uso, porém, tem se desviado cada vez 
mais do propósito médico e, com desdobramentos altamente 
destrutivos, vem viciando uma parcela da população mun­
dial e tomando a forma de uma epidemia em países como os 
Estados Unidos.
(https://veja.abril.com.br. Adaptado.)
fentanil
Ao analisar a estrutura química do fentanil, verifica­se que 
essa substância química
(A) contém três carbonos terciários.
(B) apresenta cadeia carbônica insaturada e homogênea.
(C) apresenta fórmula molecular C22H28N2O.
(D) é uma base fraca hidrossolúvel.
(E) possui as funções amina e cetona.
 40 
Para encher certa quantidade de balões metalizados de 
mesma capacidade, foi utilizado um botijão contendo 24,6 L 
de gás hélio (massa molar = 4 g · mol–1). Para cada balão 
utilizou­se, a 27 ºC e 1 atm, 0,8 g de gás hélio desse botijão.
Considerando que a constante universal dos gases é 
R = 0,082 atm · L · mol–1 · K–1, quantos balões foram enchidos 
utilizando todo o gás contido nesse botijão?
(A) 5 balões.
(B) 4 balões.
(C) 3 balões.
(D) 6 balões.
(E) 7 balões.
questão
questão
 37 
Elétrons de valência são aqueles localizados na camada 
mais externa da eletrosfera do átomo. Esses elétrons partici­
pam diretamente das ligações químicas e determinam a reati­
vidade e as propriedades químicas dos elementos. A posição 
do elemento químico na Classificação Periódica relaciona­se 
com seu número atômico e com a distribuição dos seus elé­
trons na eletrosfera.
Na Classificação Periódica, o elemento químico localizado 
no quarto período e que possui 5 elétrons de valência tem 
número atômico igual a
(A) 51.
(B) 15.
(C) 23.
(D) 33.
(E) 5.
 38 
O tipo de ligação química estabelecida entre os átomos 
tem influência direta no estado físico da substância química 
formada, em sua solubilidade em água e em sua capacidade 
de conduzir corrente elétrica. No cloreto de sódio (NaCl), por 
exemplo, a forte atração entre os íons Na+ e Cl– formados na 
ligação química explica porque essa substância é
(A) sólida à temperatura ambiente e pouco solúvel em água.
(B) condutora de eletricidade no estado sólido.
(C) um sólido cristalino que apresenta alta temperatura de 
fusão e ebulição.
(D) boa condutora de eletricidade, independentemente do seu 
estado físico.
(E) um composto que se mantém na forma cristalina mesmo 
quando solubilizado em água.
questão
questão
13 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 43 
Ésteres utilizados como aromatizantes na indústria de ali­
mentos são produzidos em laboratório por meio de reações 
químicas de esterificação. Um exemplo desse tipo de éster 
é o C6H12O2, responsável por conferir aroma de abacaxi aos 
alimentos.
C6H12O2
Na síntese desse éster, foram utilizados
(A) o ácido propanoico e o etanol.
(B) o ácido etanoico e o butanol.
(C) o ácido propanoico e o metanol.
(D) o ácido butanoico e o etanoato de etila.
(E) o ácido butanoico e o etanol.
 44 
O esquema descreve de maneira simplificada a obtenção do 
alumínio metálico desde a mineração da bauxita, passando 
pela purificação do minério e obtenção da alumina (Al2O3) 
até a eletrólise ígnea da alumina fundida.
(Imagem gerada por IA. https://chatgpt.com)
Equação global da eletrólise da alumina: 
2Al2O3 (l) + 3C (s) 4Al (l) + 3CO2 (g)
Na etapa da eletrólise,
(A) o alumínio sofre oxidação.
(B) o alumínio é gerado no ânodo.
(C) o alumínio sofre redução.
(D) os eletrodos de grafite atuam como cátodo.
(E) o alumínio perde elétrons.
questão
questão
 41 
Analise o diagrama de energia da seguinte reação hipotética.
A + 2B AB2
Pela análise do diagrama, a reação apresentada
(A) possui energia de ativação igual a 50 kJ.
(B) é exotérmica, com ∆H = –30 kJ.
(C) é endotérmica, com ∆H = +10 kJ.
(D) libera 10 kJ de energia.
(E) absorve 30 kJ de energia.
 42 
Usado para defesa pessoal, o spray de pimenta é uma solu­
ção a 6% (massa/volume) do ingrediente ativo capsaicina 
(massa molar = 305 g · mol–1), um composto sólido a tem­
peratura ambiente, que causa ardência intensa nos olhos e 
fechamento involuntário das pálpebras.
Expressa em quantidade de matéria, a concentração de 
capsaicina nesse spray é de, aproximadamente,
(A) 4 × 10–1 mol · L–1.
(B) 3 × 10–2 mol · L–1.
(C) 1 × 10–2 mol · L–1.
(D) 2 × 10–1 mol · L–1.
(E) 6 × 10–2 mol · L–1.
questão
questão
14FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 46 
O fenômeno da radioatividade ocorre quando núcleos atô­
micos instáveis emitem espontaneamente energia na forma 
de partículas (alfa e beta) e ondas eletromagnéticas (raios 
gama), e se transformam em elementos químicos mais leves 
e mais estáveis.
Quando o radioisótopo tório­232 ( 232
90Th ) emite uma partícula 
alfa, o número de nêutrons do novo elemento químico formado 
será
(A) 141.
(B) 140.
(C) 136.
(D) 138.
(E) 139.
 47 
O translado de uma viatura de resgate, do local de uma 
ocorrência até o hospital, basicamente ocorreu com duas 
velocidades escalares médias que podem ser consideradas 
constantes e que estão descritas graficamente em função do 
tempo.
De acordo com o gráfico, a distância percorrida pela viatura 
durante o translado de uma hora e meia foi de
(A) 80 km.
(B) 180 km.
(C) 60 km.
(D) 120 km.
(E) 100 km.
questão
questão
 45 
O controle do pH do solo é fundamental para garantir a 
produtividade de culturas agrícolas, pois a disponibilidade 
da maioria dos nutrientes depende desse fator. O gráfico 
mostra a relação da disponibilidade dos macronutrientes 
NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) em função do pH do solo.
(https://institutoagro.com.br. Adaptado.)
Um solo que apresenta pH inferior a 5,5 pode ter seu pH 
corrigido para a faixa que proporciona maior disponibilidade 
dos macronutrientes NPK pela adição de
(A) cloreto de potássio (KCl).
(B) ácido fosfórico (H3PO4).
(C) trióxido de enxofre (SO3).
(D) cloreto de amônio (NH4Cl).
(E) óxido de cálcio (CaO).
questão
15 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 50 
A pressão de um gás considerado ideal é mantida constante 
em 2 000 Pa enquanto ele realiza um trabalho de 12 000 J. 
Se no início da realização do trabalho o volume do gás era 
de 2 m3, ao final da realização do trabalho, o volume do gás 
será
(A) 24 m3.
(B) 6 m3.
(C) 8 m3.
(D) 4 m3.
(E) 12 m3.
 51 
Um raio de luz é composto por duas frequências luminosas. 
Quando esse raio incide no prisma da figura, as duas 
frequências são separadas, cada uma delas seguindo os 
caminhos R e S indicados na figura. Dos raios dispersos 
pelo prisma, um é vermelho, tendo frequência menor que o 
outro, que é azul.
Sabendo que nessa situação a luz vermelha assume velo­
cidade maior quea azul e observando os caminhos segui­
dos pelos raios R e S, conclui­se que o índice de refração do 
material do qual o prisma é feito tem um valor que 
o índice de refração do material do meio que envolve 
o prisma; ou seja, o material usado para fazer o prisma é 
 refringente que o do meio que envolve o prisma. 
Além disso, conclui­se que o raio vermelho corresponde ao 
raio indicado na figura pela letra .
As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por:
(A) menor – menos – S.
(B) menor – mais – R.
(C) maior – mais – R.
(D) maior – menos – S.
(E) maior – mais – S.
questão
questão
 48 
No parque de diversões Discovery Word, em Taiwan, há uma 
montanha­russa, a Gravit Max, cujo impulso inicial é dado utili­
zando­se a aceleração da gravidade. Após o trem dessa mon­
tanha­russa, composto por uma fila de carrinhos, ser travado 
a um segmento de trilho inicialmente em posição horizontal, 
esse segmento é rotacionado em 90º, encaixando­se no trilho 
vertical que dá continuidade à montanha­russa.
(https://klook.com. Adaptado.)
Quando o encaixe é finalizado, o trem da montanha­russa é 
destravado, o que dá início a uma queda de 35 m. A queda faz 
com que a velocidade desse trem alcance o valor de 25 m/s. 
Em uma situação ideal, em que as forças contrárias ao movi­
mento fossem desprezíveis, essa velocidade seria ainda 
maior. Considerando que a aceleração da gravidade no local 
é igual a 10 m/s2 e sabendo que 7 2,65≅ , a diferença entre 
a velocidade máxima atingida pelo trem na situação ideal e a 
velocidade real atingida, de 25 m/s, é de, aproximadamente,
(A) 1,5 m/s.
(B) 2,0 m/s.
(C) 2,5 m/s.
(D) 4,0 m/s.
(E) 5,0 m/s.
 49 
Um corpo de massa 2,0 kg movia­se inicialmente com quan­
tidade de movimento linear de 200 kg·m/s seguindo uma tra­
jetória reta. Em um processo de autopropulsão, que manteve 
a trajetória reta original, a quantidade de movimento linear 
desse corpo aumentou para 300 kg·m/s, ao mesmo tempo 
em que sua massa diminuiu para 1,5 kg. Considerando as 
mudanças experimentadas pelo corpo, o valor da diferença 
entre a velocidade final e a velocidade inicial desse corpo é 
igual a
(A) 50 m/s.
(B) 200 m/s.
(C) 120 m/s.
(D) 150 m/s.
(E) 100 m/s.
questão
questão
16FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
 55 
Na primeira série do ensino médio de determinada escola, 
40% dos alunos praticam futebol. Além disso, 15% daqueles 
que praticam futebol também jogam vôlei. Entre os alunos que 
não praticam futebol, 10% jogam vôlei, o que corresponde 
a 9 alunos. O número total de alunos que jogam vôlei na 
primeira série do ensino médio dessa escola é
(A) 15.
(B) 16.
(C) 13.
(D) 18.
(E) 12.
 56 
Em uma urna, inicialmente, havia somente bolas amarelas 
e 8 bolas vermelhas. Uma bola amarela foi retirada perma­
nentemente da urna e, com isso, a probabilidade de, 
ao se retirar aleatoriamente mais uma bola, ela ser amarela, 
passou a ser 5
9
. O número de bolas amarelas que havia ini­
cialmente nessa urna era
(A) 12.
(B) 11.
(C) 8.
(D) 9.
(E) 10.
 57 
Durante uma promoção feita por uma papelaria, cada caneta 
custava R$ 0,40 e cada lápis custava R$ 0,48. Ao término da 
promoção, verificou­se que foram vendidas, entre canetas e 
lápis, 200 unidades, e o valor total arrecadado pela papelaria 
com essas vendas foi R$ 89,60. A diferença entre o número 
de lápis vendidos e o número de canetas vendidas foi
(A) 32.
(B) 24.
(C) 40.
(D) 16.
(E) 8.
questão
questão
questão
 52 
Um ponto P e duas cargas elétricas puntiformes, Q1 e Q2, 
de valores respectivamente iguais a 
6
k coulombs e 
4–
k 
coulombs estão posicionados sobre uma malha quadriculada 
em que o lado de cada quadrícula mede 1 m, como mostra 
a figura.
Sendo k o valor da constante eletrostática do meio em que 
estão as cargas elétricas e admitindo que Q1 e Q2 são as 
únicas cargas elétricas na região, o potencial elétrico resul­
tante em P vale
(A) 2 V.
(B) 5 V.
(C) 4 V.
(D) 6 V.
(E) 1 V.
 53 
Uma pessoa tomou um banho de 15 minutos usando o 
chuveiro selecionado na posição “morno”, que corresponde 
à potência de 1 200 W. A quantidade de energia elétrica 
empregada para o aquecimento da água desse banho foi de
(A) 300 Wh.
(B) 250 Wh.
(C) 150 Wh.
(D) 100 Wh.
(E) 200 Wh.
 54 
A sequência numérica (a1, a2, 24, a4, a5, a6) é uma progressão 
aritmética (PA) crescente. Sabendo que a6 – a2 = 28, o valor da 
soma desses 6 termos é igual a
(A) 190.
(B) 165.
(C) 184.
(D) 196.
(E) 170.
questão
questão
questão
17 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
 59 
No plano cartesiano, os gráficos descritos pelas funções 
f(x) = 
x
2 + b e g(x) = 2 x + k, em que b e k são números reais, 
se intersectam no 1o quadrante no ponto (2, 2). O valor de 
g(3) – f(4) é igual a
(A) 2.
(B) 0.
(C) –1.
(D) –2.
(E) 1.
 60 
Considere o trapézio retângulo ABCD, com AB = 4 cm e 
BC = 12 cm, e o triângulo retângulo ADE, reto em A, com 
AE = 15 cm e a medida do lado igual à medida do lado 
, conforme mostra a figura.
A área do triângulo ADE é igual a
(A) 100 cm2.
(B) 200 cm2.
(C) 150 cm2.
(D) 300 cm2.
(E) 250 cm2.
questão
questão
 58 
Considere, em um plano cartesiano, a reta r de equação 
y = x + 2 e a reta s de equação y = 
x
2 – 1. O ponto P, de 
abscissa 6, pertence à reta r, e o ponto R é a intersecção 
da reta s com o eixo das abscissas.
A distância entre os pontos P e R é igual a:
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
questão
4 5
4 2
2 5
5 5
8 2
18FEAS2503 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
redação
TexTo 1
O abandono de animais domésticos tem consequências sérias. Sem acesso à alimentação, abrigo e atenção veterinária, 
esses bichos ficam expostos a maus­tratos, acidentes e doenças, algumas transmissíveis também aos humanos. O abandono 
afeta diretamente a saúde pública, interfere nos ciclos ecológicos e amplia a presença de cães e gatos nas ruas, o que impacta 
até mesmo a fauna silvestre em áreas de floresta e zonas rurais.
(“Abandono de animais domésticos é crime e causa sofrimento”. www.gov.br, 28.07.2025. Adaptado.)
TexTo 2
Pelo quarto ano consecutivo, o pilar social de determinada rede varejista do ramo pet apresenta os resultados da pesquisa 
sobre o cenário do abandono animal no país. O estudo confirma que os principais fatores que levam ao abandono de cães e 
gatos pouco mudaram, indicando que o problema é estrutural. Em 2025, o abandono de animais continuou ocorrendo majo­
ritariamente em áreas urbanas, dado que reforça a relação entre o abandono e os desafios das grandes cidades: mudanças 
frequentes de residência, restrições em imóveis alugados, alterações na rotina familiar e dificuldades financeiras, somados à 
falta de informação sobre posse responsável e a situações de negligência e maus­tratos.
A repetição desses motivos evidencia que o abandono não é um ato isolado, mas consequência direta da falta de plane­
jamento e informação no processo de adoção. De acordo com a pesquisa, 93,8% dos voluntários perceberam aumento no 
abandono de animais em períodos de crise econômica. O aumento do custo de vida, a instabilidade na renda e as restrições 
habitacionais dificultam a manutenção dos cuidados contínuos com os pets.
(https://blog.cobasi.com.br, 26.01.2026. Adaptado.)
TexTo 3
A proteção animal ocupa posição central na evolução do Direito contemporâneo, sobretudo com o reconhecimento de 
que animais domésticos, como cães e gatos, são seres vulneráveis. No Brasil, o abandono e os maus­tratos violam normas 
constitucionais, penais, administrativas e princípios fundamentais. Se o indivíduo comete crime ao maltratar ou abandonar um 
animal, o Estado — ao se omitir no dever de resgatar, tratar, abrigar e implementar políticas públicas — incorre na mesma 
violação, pois a omissão administrativa equivale juridicamente à prática de maus­tratos.
A Constituição Federal determina que cabe ao Poder Público: “proteger a fauna e a flora,vedadas, na forma da lei, as 
práticas que coloquem em risco sua função ecológica e provoquem crueldade aos animais”. A proteção animal é, portanto, um 
dever estatal constitucionalmente determinado. O Estado possui responsabilidade administrativa e constitucional pela gestão 
e proteção de animais urbanos. Sua omissão configura:
• falha na prestação do serviço público;
• violação do dever constitucional de proteção ambiental;
• responsabilidade civil objetiva;
• omissão equiparada à conduta ilícita ambiental.
A falta de políticas públicas — como castração, recolhimento, atendimento veterinário e abrigos — produz abandono em 
massa e sofrimento, caracterizando maus­tratos por omissão.
(Dr. Salomão Barbosa. “A omissão do Estado na proteção de cães e animais abandonados: responsabilidade pública, 
 maus­tratos e dever constitucional de amparo”. www.jusbrasil.com.br, 17.11.2025. Adaptado.)
TexTo 4
(www.soama.org.br, 18.04.2024. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo­argumentativo, empre­
gando a norma­padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Abandono de animais domésticos no Brasil:  
entre a responsabilidade individual e a omissão do Poder Público
19 FEAS2503 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
RASCUNHO
NÃO ASSINE ESTA FOLHA
Os rascunhos não serão considerados na correção.
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Confidencial até o momento da aplicação.

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