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Questões resolvidas

Para responder às questões de 03 a 07, leia o trecho do capítulo “O verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem oprime”, da filósofa brasileira Djamila Ribeiro.

Assim como houve pensadores como Sartre, que criticava a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, grande cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engajado politicamente, não o humor pelo humor. Como ele próprio definiu: “Procuro dar meu recado através do humor. Humor pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não estou: meu negócio é pé na cara”.

Visivelmente, o cartunista tinha uma posição de embate ao poder instituído. Não é o que vemos na grande mídia, salvo raras exceções. O que se vê é um humor rasteiro, legitimador de discursos e práticas opressores, que tenta se esconder por trás do riso. Sendo a sociedade racista, o humor será mais um espaço onde esses discursos são reproduzidos. Não há nada de neutro — ao contrário, há uma posição ideológica muito evidente de se continuar perpetuando as opressões.

Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sendo censurados. É preciso explicar para eles o que é censura. Primeiro, dizem e fazem coisas preconceituosas. Quem se sentiu ofendido, reclama. Onde está a censura nisso? Incomodam-se pelo fato de, cada vez mais, as pessoas denunciarem e gritarem ao ver suas identidades e subjetividades aviltadas; é como se dissessem “nem se pode mais ser racista e machista em paz”. Atualmente, pululam humoristas com esse viés. Eles acreditam ter uma espécie de poder divino de falar o que querem sem ser responsabilizados.

[...]

Há também aquela conversa de que devemos rir de nós mesmos, de nossos defeitos. Rir de si quando se é distraído ou desastrado é uma coisa, mas para que raios eu deveria rir da minha pele ou do meu cabelo, como se fosse um defeito, em vez de partes lindas que me compõem? Por acaso ser negra é defeito? No olhar do racista, é. Então, para ser aceita por ele, eu preciso rir daquilo que o incomoda, associar meu cabelo a produtos de limpeza, por exemplo. Mal passa pela cabeça dele associar seu cabelo liso a espaguete. Esse exemplo mostra como o racismo tem um papel preponderante naquilo que as pessoas julgarão engraçado e naquilo que não julgarão. Como acontece com os negros, julga-se engraçado ridicularizar pessoas trans, como se a humilhação diária e a recusa à cidadania já não fossem suficientes.

É preciso perceber que o humor não é isento, carregando consigo o discurso do racismo, do machismo, da homofobia, da lesbofobia, da transfobia. Diante de tantos humoristas reprodutores de opressão, legitimadores da ordem, fico com a definição do brilhante Henfil: “O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime”.
Em seu texto, a filósofa defende um humor
(A) comprometido com a desconstrução de preconceitos arraigados, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(B) comprometido com a desconstrução de discursos excludentes, afirmando com isso a ideia de “humor pelo humor”.
(C) engajado na reprodução de discursos e práticas opressores, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(D) comprometido com a neutralidade política e ideológica, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(E) engajado na desconstrução de violências simbólicas, afirmando com isso a ideia de “humor pelo humor”.

Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

When the glaciologist1 John Moore began studying the Arctic in the 1980s there was an abundance of suitable sites for him to carry out his climate research. The region’s continuous warming means many of those no longer exist. With the Arctic heating up four times faster than the global average, they have simply melted away.

Forty years on, Moore’s research network, the University of the Arctic, has identified 61 potential interventions to slow, stop and reverse the effects of the changing climate in the region. These concepts are constantly being updated and some will be assessed at a conference in Cambridge, where scientists and engineers will meet to consider if radical, technological solutions can buy time and prevent the loss of polar ice caps2.

From sunlight reflection methods to building vast mirrors in space, ideas that were once closer to science fiction have become increasingly common. “None of these ideas are going to fix everything,” says Moore, adding that part of the issue will be to balance the potential cost against the perceived benefit.

Among the interventions identified by Moore to slow, stop and reverse the effects of the climate emergency in the Arctic, some have been significantly researched already. But many ideas have rarely been tested in practice, require enormous funds or have little chance of being done at sufficient scale. “It’s very easy to go wrong, and no one knows the right path,” Moore says. “You proceed all the time with local benefits, and in the end, hope there can be global benefits.”

(Oren Gruenbaum. www.theguardian.com, 25.06.2025. Adaptado.)
De acordo com o quarto parágrafo, as intervenções para reduzir os efeitos da emergência climática no Ártico:
(A) foram concebidas a partir de experiências regionais e atestadas por órgãos internacionais de pesquisa.
(B) foram propostas pela primeira vez pela equipe do glaciólogo John Moore, ainda na década de 1980.
(C) têm por objetivo alcançar benefícios locais, que podem eventualmente se transformar em ganhos globais.
(D) têm sido constantemente testadas, a fim de garantir seus efeitos práticos e não apenas teóricos.
(E) foram financiadas por grandes fundos internacionais, para que pudessem ser empregadas em larga escala.

Um dos melhores indícios da abrangência da Igreja no período medieval é o fato de que a exclusão de seu interior equivalia, para aqueles que a sofriam, a uma exclusão da vida social. Isso ocorria por meio da excomunhão ou de sua forma mais extrema, utilizada contra os heréticos e contra aqueles que cometiam faltas graves: o anátema, uma expulsão acompanhada de maldição. A Igreja, como toda sociedade ideal, se constrói por intermédio da definição de inimigos internos (os heréticos) e de inimigos externos (judeus, pagãos). Se a excomunhão era uma forma de exclusão, o batismo marcava a inclusão dos indivíduos à sociedade cristã, criando relações de parentesco artificiais entre os batizados e seus padrinhos e, também, entre os batizados e a comunidade, ou seja, a própria Igreja.
O excerto destaca que a Igreja Medieval estruturava a sociedade cristã por mecanismos de inclusão e de exclusão, de modo que
(A) os inimigos externos, como judeus e pagãos, eram incorporados ao convívio cristão por meio da conversão forçada.
(B) a excomunhão e o anátema impunham uma ruptura com a comunidade, afetando a posição do indivíduo na ordem social.
(C) o batismo funcionava como uma cerimônia familiar voltada, sobretudo, aos vínculos pessoais entre padrinhos e afilhados.
(D) os heréticos encontravam espaço no interior da Igreja, desde que reconhecessem a autoridade do clero.
(E) os rituais representavam formalidades religiosas, sem impacto significativo sobre a vida coletiva.

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Questões resolvidas

Para responder às questões de 03 a 07, leia o trecho do capítulo “O verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem oprime”, da filósofa brasileira Djamila Ribeiro.

Assim como houve pensadores como Sartre, que criticava a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, grande cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engajado politicamente, não o humor pelo humor. Como ele próprio definiu: “Procuro dar meu recado através do humor. Humor pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não estou: meu negócio é pé na cara”.

Visivelmente, o cartunista tinha uma posição de embate ao poder instituído. Não é o que vemos na grande mídia, salvo raras exceções. O que se vê é um humor rasteiro, legitimador de discursos e práticas opressores, que tenta se esconder por trás do riso. Sendo a sociedade racista, o humor será mais um espaço onde esses discursos são reproduzidos. Não há nada de neutro — ao contrário, há uma posição ideológica muito evidente de se continuar perpetuando as opressões.

Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sendo censurados. É preciso explicar para eles o que é censura. Primeiro, dizem e fazem coisas preconceituosas. Quem se sentiu ofendido, reclama. Onde está a censura nisso? Incomodam-se pelo fato de, cada vez mais, as pessoas denunciarem e gritarem ao ver suas identidades e subjetividades aviltadas; é como se dissessem “nem se pode mais ser racista e machista em paz”. Atualmente, pululam humoristas com esse viés. Eles acreditam ter uma espécie de poder divino de falar o que querem sem ser responsabilizados.

[...]

Há também aquela conversa de que devemos rir de nós mesmos, de nossos defeitos. Rir de si quando se é distraído ou desastrado é uma coisa, mas para que raios eu deveria rir da minha pele ou do meu cabelo, como se fosse um defeito, em vez de partes lindas que me compõem? Por acaso ser negra é defeito? No olhar do racista, é. Então, para ser aceita por ele, eu preciso rir daquilo que o incomoda, associar meu cabelo a produtos de limpeza, por exemplo. Mal passa pela cabeça dele associar seu cabelo liso a espaguete. Esse exemplo mostra como o racismo tem um papel preponderante naquilo que as pessoas julgarão engraçado e naquilo que não julgarão. Como acontece com os negros, julga-se engraçado ridicularizar pessoas trans, como se a humilhação diária e a recusa à cidadania já não fossem suficientes.

É preciso perceber que o humor não é isento, carregando consigo o discurso do racismo, do machismo, da homofobia, da lesbofobia, da transfobia. Diante de tantos humoristas reprodutores de opressão, legitimadores da ordem, fico com a definição do brilhante Henfil: “O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime”.
Em seu texto, a filósofa defende um humor
(A) comprometido com a desconstrução de preconceitos arraigados, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(B) comprometido com a desconstrução de discursos excludentes, afirmando com isso a ideia de “humor pelo humor”.
(C) engajado na reprodução de discursos e práticas opressores, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(D) comprometido com a neutralidade política e ideológica, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(E) engajado na desconstrução de violências simbólicas, afirmando com isso a ideia de “humor pelo humor”.

Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

When the glaciologist1 John Moore began studying the Arctic in the 1980s there was an abundance of suitable sites for him to carry out his climate research. The region’s continuous warming means many of those no longer exist. With the Arctic heating up four times faster than the global average, they have simply melted away.

Forty years on, Moore’s research network, the University of the Arctic, has identified 61 potential interventions to slow, stop and reverse the effects of the changing climate in the region. These concepts are constantly being updated and some will be assessed at a conference in Cambridge, where scientists and engineers will meet to consider if radical, technological solutions can buy time and prevent the loss of polar ice caps2.

From sunlight reflection methods to building vast mirrors in space, ideas that were once closer to science fiction have become increasingly common. “None of these ideas are going to fix everything,” says Moore, adding that part of the issue will be to balance the potential cost against the perceived benefit.

Among the interventions identified by Moore to slow, stop and reverse the effects of the climate emergency in the Arctic, some have been significantly researched already. But many ideas have rarely been tested in practice, require enormous funds or have little chance of being done at sufficient scale. “It’s very easy to go wrong, and no one knows the right path,” Moore says. “You proceed all the time with local benefits, and in the end, hope there can be global benefits.”

(Oren Gruenbaum. www.theguardian.com, 25.06.2025. Adaptado.)
De acordo com o quarto parágrafo, as intervenções para reduzir os efeitos da emergência climática no Ártico:
(A) foram concebidas a partir de experiências regionais e atestadas por órgãos internacionais de pesquisa.
(B) foram propostas pela primeira vez pela equipe do glaciólogo John Moore, ainda na década de 1980.
(C) têm por objetivo alcançar benefícios locais, que podem eventualmente se transformar em ganhos globais.
(D) têm sido constantemente testadas, a fim de garantir seus efeitos práticos e não apenas teóricos.
(E) foram financiadas por grandes fundos internacionais, para que pudessem ser empregadas em larga escala.

Um dos melhores indícios da abrangência da Igreja no período medieval é o fato de que a exclusão de seu interior equivalia, para aqueles que a sofriam, a uma exclusão da vida social. Isso ocorria por meio da excomunhão ou de sua forma mais extrema, utilizada contra os heréticos e contra aqueles que cometiam faltas graves: o anátema, uma expulsão acompanhada de maldição. A Igreja, como toda sociedade ideal, se constrói por intermédio da definição de inimigos internos (os heréticos) e de inimigos externos (judeus, pagãos). Se a excomunhão era uma forma de exclusão, o batismo marcava a inclusão dos indivíduos à sociedade cristã, criando relações de parentesco artificiais entre os batizados e seus padrinhos e, também, entre os batizados e a comunidade, ou seja, a própria Igreja.
O excerto destaca que a Igreja Medieval estruturava a sociedade cristã por mecanismos de inclusão e de exclusão, de modo que
(A) os inimigos externos, como judeus e pagãos, eram incorporados ao convívio cristão por meio da conversão forçada.
(B) a excomunhão e o anátema impunham uma ruptura com a comunidade, afetando a posição do indivíduo na ordem social.
(C) o batismo funcionava como uma cerimônia familiar voltada, sobretudo, aos vínculos pessoais entre padrinhos e afilhados.
(D) os heréticos encontravam espaço no interior da Igreja, desde que reconhecessem a autoridade do clero.
(E) os rituais representavam formalidades religiosas, sem impacto significativo sobre a vida coletiva.

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Confidencial até o momento da aplicação.
VESTIBULAR mEdIcInA | 1o semestre de 2026
001. PRoVA dE conhEcImEnToS 
GERAIS E REdAção
 Confira seus dados impressos neste caderno.
 Assine com caneta de tinta preta a Folha de respostas apenas no local indicado.
 esta prova contém 50 questões objetivas e uma proposta de redação.
 Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum 
problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição.
 Para cada questão, o candidato deverá assinalar apenas uma alternativa na Folha de respostas, utilizando caneta 
de tinta preta.
 encontra-se neste caderno a Classificação Periódica, que poderá ser útil para a resolução de questões.
 esta prova terá duração total de 5h e o candidato somente poderá sair do prédio depois de transcorridas 3h, 
contadas a partir do início da prova.
 Os últimos três candidatos deverão se retirar juntos da sala.
 Ao final da prova, antes de sair da sala, entregue ao fiscal a Folha de respostas, a Folha de redação e o Caderno 
de Questões.
Nome do candidato
Prédio sala CarteiraInscriçãorG
2UNIP2501 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
3 UNIP2501 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
Para responder às questões 01 e 02, leia a tirinha de Alexan-
dre Beck, publicada no perfil do Instagram @tirinhadearman-
dinho, em 16.12.2023.
QUESTão 01
A oração subordinada que consta da tirinha expressa ideia de
(A) consequência.
(B) comparação.
(C) oposição.
(D) condição.
(E) causa.
QUESTão 02
Na frase “Ela se vinga!” (1o quadrinho), a mãe faz uso da 
figura de linguagem denominada
(A) personificação.
(B) pleonasmo.
(C) eufemismo.
(D) antítese.
(E) ironia.
Para responder às questões de 03 a 07, leia o trecho do ca-
pítulo “O verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem 
oprime”, da filósofa brasileira Djamila Ribeiro.
Assim como houve pensadores como Sartre, que criti-
cava a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, 
grande cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engaja-
do politicamente, não o humor pelo humor. Como ele próprio 
definiu: “Procuro dar meu recado através do humor. Humor 
pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não estou: 
meu negócio é pé na cara”.
Visivelmente, o cartunista tinha uma posição de emba-
te ao poder instituído. Não é o que vemos na grande mídia, 
salvo raras exceções. O que se vê é um humor rasteiro, legi-
timador de discursos e práticas opressores, que tenta se es-
conder por trás do riso. Sendo a sociedade racista, o humor 
será mais um espaço onde esses discursos são reproduzi-
dos. Não há nada de neutro — ao contrário, há uma posição 
ideológica muito evidente de se continuar perpetuando as 
opressões.
Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sendo 
censurados. É preciso explicar para eles o que é censura. 
Primeiro, dizem e fazem coisas preconceituosas. Quem se 
sentiu ofendido, reclama. Onde está a censura nisso? Inco-
modam-se pelo fato de, cada vez mais, as pessoas denuncia-
rem e gritarem ao ver suas identidades e subjetividades avil-
tadas; é como se dissessem “nem se pode mais ser racista e 
machista em paz”. Atualmente, pululam humoristas com esse 
viés. Eles acreditam ter uma espécie de poder divino de falar 
o que querem sem ser responsabilizados.
[...]
Há também aquela conversa de que devemos rir de nós 
mesmos, de nossos defeitos. Rir de si quando se é distraído 
ou desastrado é uma coisa, mas para que raios eu deveria 
rir da minha pele ou do meu cabelo, como se fosse um de-
feito, em vez de partes lindas que me compõem? Por acaso 
ser negra é defeito? No olhar do racista, é. Então, para ser 
aceita por ele, eu preciso rir daquilo que o incomoda, associar 
meu cabelo a produtos de limpeza, por exemplo. Mal passa 
pela cabeça dele associar seu cabelo liso a espaguete. Esse 
exemplo mostra como o racismo tem um papel preponderan-
te naquilo que as pessoas julgarão engraçado e naquilo que 
não julgarão. Como acontece com os negros, julga-se engra-
çado ridicularizar pessoas trans, como se a humilhação diária 
e a recusa à cidadania já não fossem suficientes.
É preciso perceber que o humor não é isento, carregando 
consigo o discurso do racismo, do machismo, da homofobia, 
da lesbofobia, da transfobia. Diante de tantos humoristas re-
produtores de opressão, legitimadores da ordem, fico com a 
definição do brilhante Henfil: “O humor que vale para mim é 
aquele que dá um soco no fígado de quem oprime”.
(Djamila Ribeiro. Quem tem medo do feminismo negro?, 2018. Adaptado.)
QUESTão 03
Em seu texto, a filósofa defende um humor
(A) comprometido com a desconstrução de preconceitos 
arraigados, contrapondo-se assim à ideia de “humor 
pelo humor”.
(B) comprometido com a desconstrução de discursos 
excludentes, afirmando com isso a ideia de “humor 
pelo humor”.
(C) engajado na reprodução de discursos e práticas opres-
sores, contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo 
humor”.
(D) comprometido com a neutralidade política e ideológica, 
contrapondo-se assim à ideia de “humor pelo humor”.
(E) engajado na desconstrução de violências simbólicas, 
afirmando com isso a ideia de “humor pelo humor”.
4UNIP2501 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
Leia a letra da canção “Vilarejo”, composta por Arnaldo 
Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown e Pedro Baby, 
para responder às questões de 08 a 10.
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonhos semeando o mundo real
Toda a gente cabe lá
Palestina shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre
Abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os
Destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
(www.marisamonte.com.br)
QUESTão 08
A letra da canção retrata, a seu modo, um cenário bucólico. 
Como se sabe, tal cenário foi explorado reiteradamente pela 
poesia
(A) simbolista.
(B) árcade.
(C) realista.
(D) ultrarromântica.
(E) naturalista.
QUESTão 09
Na letra da canção, o eu lírico recorre à metalinguagem
(A) na segunda estrofe.
(B) na sétima estrofe.
(C) na sexta estrofe.
(D) na primeira estrofe.
(E) na terceira estrofe.
QUESTão 04
“Assim como houve pensadores como Sartre, que criticava 
a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, grande 
cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engajado politi-
camente, não o humor pelo humor.” (1o parágrafo)
A locução conjuntiva sublinhada no trecho estabelece entre o 
engajamento do filósofo Sartre e o do cartunista Henfil
(A) uma relação causal.
(B) uma relação condicional.
(C) uma comparação.
(D) uma oposição.
(E) uma relação consecutiva.
QUESTão 05
Na construção de seu texto, a filósofa emprega, sobretudo,
(A) a injunção.
(B) a exposição.
(C) a descrição.
(D) a argumentação.
(E) a narração.
QUESTão 06
Em “É preciso explicar para eles o que é censura” (3o pará-
grafo), o trecho sublinhado exerce a mesma função sintática 
do trecho sublinhado em:
(A) “Procuro dar meu recado através do humor” (1o parágra-
fo).
(B) “O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no 
fígado de quem oprime” (5o parágrafo).
(C) “Eles acreditam ter uma espécie de poder divino” (3o pa-
rágrafo).
(D) “devemos rir de nós mesmos, de nossos defeitos” (4o 
parágrafo).
(E) “fico com a definição do brilhante Henfil” (5o parágrafo).
QUESTão 07
“Sendo a sociedade racista, o humor será mais um espaço 
onde esses discursos são reproduzidos.” (2o parágrafo)
Nesse trecho, o termo “onde” exerce a função de pronome 
relativo, a exemplo do termo sublinhado em:
(A) “Onde está a censura nisso?” (3o parágrafo)
(B) “mas para que raios eu deveriarir da minha pele ou do 
meu cabelo” (4o parágrafo)
(C) “É preciso perceber que o humor não é isento” (5o pará-
grafo)
(D) “Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sen-
do censurados.” (3o parágrafo)
(E) “O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no 
fígado de quem oprime.” (5o parágrafo)
5 UNIP2501 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
QUESTão 11
The main purpose of the text is to
(A) report on technological interventions aimed at slowing 
down the climate emergency in the Arctic region.
(B) describe the damage done to the Arctic polar ice caps as 
a result of recent technological interventions.
(C) demonstrate that environmental solutions for the Arctic 
promote investment opportunities in the region.
(D) challenge the 61 research ideas for climate intervention 
planned to be discussed at a scientific meeting in 
Cambridge.
(E) celebrate the major environmental progress researchers 
have made in the Arctic region since the 1980s.
QUESTão 12
In the excerpt from the first paragraph “there was an 
abundance of suitable sites for him to carry out his climate 
research”, the underlined expression can be replaced, with no 
change in meaning, by:
(A) defend.
(B) stand by.
(C) discuss.
(D) make up.
(E) conduct.
QUESTão 13
In the excerpt from the first paragraph “they have simply 
melted away”, the underlined word refers to:
(A) “the 1980s”.
(B) “the Arctic”.
(C) “climate research”.
(D) “suitable sites”.
(E) “continuous warming”.
QUESTão 14
No trecho do terceiro parágrafo “ideas that were once closer 
to science fiction have become increasingly common”, o 
termo sublinhado indica
(A) uma época.
(B) um efeito.
(C) um lugar.
(D) uma causa.
(E) um valor.
QUESTão 10
“Sonhos semeando o mundo real” (3a estrofe)
Ao se transpor esse verso para a voz passiva, a forma verbal 
resultante será:
(A) tendo semeado.
(B) semeando-se.
(C) sendo semeado.
(D) é semeado.
(E) será semeado.
Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.
When the glaciologist1 John Moore began studying the 
Arctic in the 1980s there was an abundance of suitable 
sites for him to carry out his climate research. The region’s 
continuous warming means many of those no longer exist. 
With the Arctic heating up four times faster than the global 
average, they have simply melted away.
Forty years on, Moore’s research network, the University 
of the Arctic, has identified 61 potential interventions to slow, 
stop and reverse the effects of the changing climate in the 
region. These concepts are constantly being updated and 
some will be assessed at a conference in Cambridge, where 
scientists and engineers will meet to consider if radical, 
technological solutions can buy time and prevent the loss of 
polar ice caps2.
From sunlight reflection methods to building vast mirrors 
in space, ideas that were once closer to science fiction have 
become increasingly common. “None of these ideas are going 
to fix everything,” says Moore, adding that part of the issue will 
be to balance the potential cost against the perceived benefit.
Among the interventions identified by Moore to slow, stop 
and reverse the effects of the climate emergency in the Arctic, 
some have been significantly researched already. But many 
ideas have rarely been tested in practice, require enormous 
funds or have little chance of being done at sufficient scale. 
“It’s very easy to go wrong, and no one knows the right path,” 
Moore says. “You proceed all the time with local benefits, and 
in the end, hope there can be global benefits.”
(Oren Gruenbaum. www.theguardian.com, 25.06.2025. Adaptado.)
1 glaciologist: a scientist who studies glaciers and other natural phenomena 
involving ice.
2 ice cap: a mass of ice covering a large area.
6UNIP2501 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
QUESTão 15
De acordo com o quarto parágrafo, as intervenções para 
reduzir os efeitos da emergência climática no Ártico:
(A) foram concebidas a partir de experiências regionais e 
atestadas por órgãos internacionais de pesquisa.
(B) foram propostas pela primeira vez pela equipe do glació-
logo John Moore, ainda na década de 1980.
(C) têm por objetivo alcançar benefícios locais, que podem 
eventualmente se transformar em ganhos globais.
(D) têm sido constantemente testadas, a fim de garantir seus 
efeitos práticos e não apenas teóricos.
(E) foram financiadas por grandes fundos internacionais, 
para que pudessem ser empregadas em larga escala.
QUESTão 16
Um dos melhores indícios da abrangência da Igreja no 
período medieval é o fato de que a exclusão de seu interior 
equivalia, para aqueles que a sofriam, a uma exclusão da vida 
social. Isso ocorria por meio da excomunhão ou de sua forma 
mais extrema, utilizada contra os heréticos e contra aqueles 
que cometiam faltas graves: o anátema, uma expulsão acom-
panhada de maldição. A Igreja, como toda sociedade ideal, 
se constrói por intermédio da definição de inimigos internos 
(os heréticos) e de inimigos externos (judeus, pagãos). Se a 
excomunhão era uma forma de exclusão, o batismo marcava 
a inclusão dos indivíduos à sociedade cristã, criando relações 
de parentesco artificiais entre os batizados e seus padrinhos 
e, também, entre os batizados e a comunidade, ou seja, a 
própria Igreja.
(Marcelo Cândido da Silva. História Medieval, 2023. Adaptado.)
O excerto destaca que a Igreja Medieval estruturava a socie-
dade cristã por mecanismos de inclusão e de exclusão, de 
modo que
(A) os inimigos externos, como judeus e pagãos, eram 
incorporados ao convívio cristão por meio da conver-
são forçada.
(B) a excomunhão e o anátema impunham uma ruptura com 
a comunidade, afetando a posição do indivíduo na ordem 
social.
(C) o batismo funcionava como uma cerimônia familiar vol-
tada, sobretudo, aos vínculos pessoais entre padrinhos 
e afilhados.
(D) os heréticos encontravam espaço no interior da Igreja, 
desde que reconhecessem a autoridade do clero.
(E) os rituais representavam formalidades religiosas, sem 
impacto significativo sobre a vida coletiva.
QUESTão 17
Logo ao chegar ao Brasil em 28 de janeiro de 1808, du-
rante sua breve estada na Bahia, dom João decretou a aber-
tura dos portos às nações amigas. Mesmo sabendo-se que 
naquele momento a expressão “nações amigas” era equiva-
lente à Inglaterra, o ato punha fim a trezentos anos de sis-
tema colonial. No mês de abril, o príncipe regente revogou 
os decretos que proibiam a instalação de manufaturas na 
colônia, isentou de tributos a importação de matérias-primas 
destinadas à indústria, ofereceu subsídios para as indústrias 
da lã, da seda e do ferro, encorajou a invenção e a introdução 
de novas máquinas.
(Boris Fausto. História concisa do Brasil, 2021. Adaptado.)
Com base no excerto, as medidas adotadas por dom João 
em 1808 para estimular a indústria no Brasil fizeram com que
(A) a economia colonial rompesse com a dependência agrí-
cola e avançasse para a industrialização.
(B) a taxação dos produtos ingleses desse condições para 
que a indústria nacional superasse a concorrência.
(C) os produtos manufaturados locais conquistassem espaço 
no mercado graças à proteção estatal.
(D) a autonomia econômica da colônia fosse assegurada 
frente à competição com os ingleses.
(E) a abertura comercial beneficiasse os ingleses e limitasse 
os efeitos das políticas industriais governamentais.
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QUESTão 19
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) lançou uma 
consulta aberta sobre a regulamentação das redes sociais no 
Brasil. De acordo com o comitê, as sugestões iniciais definem 
as redes sociais como plataformas que “operam por meio de 
mecanismos de recomendação, moderação e amplificação 
algorítmica, frequentemente monetizados por publicidade ou 
serviços pagos, e desempenham papel central na formação 
de redes de informação, expressão, influência e mercado”. 
A entidade diz ainda que a regulaçãodeve ser orientada por 
princípios: “que garantam a defesa da soberania nacional, da 
democracia, da proteção dos direitos fundamentais, a promo-
ção de um ambiente informacional saudável, a preservação 
da liberdade de expressão e o estímulo à inovação”.
(“Entidade lança consulta aberta sobre regulação de plataformas 
de redes sociais”. https://g1.globo.com, 27.05.2025. Adaptado.)
A partir do excerto, tem-se que o debate sobre ética nas 
redes sociais
(A) ignora direitos civis historicamente construídos.
(B) conjuga liberdade de expressão com responsabilidade 
social.
(C) impõe o controle governamental sobre os conteúdos 
divulgados.
(D) impede a circulação de opiniões com teor político.
(E) prioriza os interesses econômicos das plataformas 
digitais.
QUESTão 20
Existe algo de perversamente silencioso no modo como 
o trabalho opera no século XXI. Não mais pelo grito do patrão 
ou pelo som das fábricas, mas pelo excesso de planilhas, 
metas, notificações e sorrisos forçados em reuniões virtuais. 
A opressão não grita — sussurra, exige, seduz. Karl Marx 
já nos falava da alienação como processo estrutural do ca-
pitalismo. Mas essa alienação, no mundo contemporâneo, 
ganhou novas camadas. Hoje, não basta produzir — é pre-
ciso gostar de produzir. A lógica do desempenho exige que 
o sujeito negue seu cansaço, silencie sua dor, disfarce sua 
angústia. Não se trata mais apenas de trabalhar para viver, 
mas de viver para performar.
(Márcio Pereira Cabral. “Ruptura, alienação e resistência”. 
www.sul21.com.br, 07.04.2025. Adaptado.)
Tendo em vista a teoria marxista e considerando a reflexão 
proposta no excerto, que aborda a relação entre o trabalho 
contemporâneo e os indivíduos, afirma-se que
(A) a alienação persiste ao transformar sofrimento em moti-
vação e submissão em entusiasmo.
(B) as tecnologias de comunicação ampliam a autonomia 
dos indivíduos ao eliminar o controle social.
(C) a escolha das metas pessoais permite conciliar interes-
ses próprios com as demandas laborais.
(D) a lógica do desempenho valoriza as identidades e dissol-
ve os conflitos sociais.
(E) a produtividade se torna compatível com os interesses 
individuais e rompe com as desigualdades estruturais.
QUESTão 18
A Comunidade das Nações nasceu da lenta desintegra-
ção do Império Britânico, que cobria um quinto da superfície 
do mundo em seu auge, no final do século XIX. No entanto, 
após a Primeira Guerra Mundial, o crescente nacionalismo 
nos domínios, que lutaram ao lado da Grã-Bretanha, desen-
cadeou um movimento por mais do que apenas autogoverno. 
Em 1926, a Grã-Bretanha e os domínios concordaram que 
todos seriam iguais em status, “unidos por uma lealdade co-
mum à Coroa”. A declaração — formalizada em 1931 — inau-
gurou a fundação oficial da Comunidade Britânica de Nações. 
Levaria cerca de mais duas décadas para que a Comunidade 
Britânica evoluísse para sua forma atual — com o impulso do 
movimento de independência da Índia.
(Amy McKeever. “Como a Comunidade Britânica surgiu de um Império 
Britânico em ruínas”. www.nationalgeographic.com,12.09.2022. Adaptado.)
Com base no excerto, afirma-se que a formação da Comuni-
dade das Nações esteve ligada
(A) à transformação das colônias em protetorados sem auto-
nomia política, mantendo a hegemonia britânica no cená-
rio internacional.
(B) ao colapso político do império, provocado por uma crise 
interna que aboliu o sistema parlamentar.
(C) à imposição britânica de um modelo federal sobre os 
territórios coloniais, mantendo-os sob controle militar e 
econômico.
(D) à redefinição das relações da Grã-Bretanha com seus 
domínios, conciliando o nacionalismo e o vínculo com a 
Coroa.
(E) à adoção de políticas britânicas que ampliaram a liber-
dade econômica dos territórios coloniais, conduzindo-os 
para a independência.
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QUESTão 22
Considere a tirinha de Alexandre Beck, publicada pelo perfil 
@armandinho do Facebook em 25.04.2021.
O contexto das relações comerciais entre o Brasil e países 
desenvolvidos satirizado na tirinha corresponde
(A) ao fortalecimento à modernização da indústria nacional, 
que permita ao Brasil agregar valor aos seus produtos 
antes da exportação para países ricos.
(B) à estratégia do setor produtivo brasileiro para ampliar os 
negócios e a participação dos produtos e bens industria-
lizados na economia mundial.
(C) ao reflexo do avanço tecnológico das nações exportado-
ras de commodities, que garante a autonomia produtiva e 
independência econômica frente aos países ricos.
(D) ao modelo de inserção internacional que reforça a 
dependência econômica entre os países envolvidos, 
pois exportadores de matéria-prima importam bens 
industriais a preços mais altos.
(E) ao desequilíbrio na balança comercial brasileira, marcada 
pela exportação de mercadorias com alto valor agregado 
para mercados consumidores da Europa e dos Estados 
Unidos.
QUESTão 21
A união aduaneira trata-se de um acordo entre dois ou 
mais países que se baseia em duas premissas fundamentais: 
a eliminação de tarifas alfandegárias entre os países-mem-
bros e a adoção de uma Tarifa Externa Comum (TEC) para o 
restante do mundo. Isso significa que, enquanto a circulação 
de mercadorias dentro do bloco é facilitada, as regras para 
produtos importados de fora são padronizadas, garantindo 
competitividade justa e nivelada para os produtores internos. 
Primeiramente, os países-membros removem todas as tari-
fas alfandegárias aplicadas ao comércio entre eles para faci-
litar o fluxo de bens e serviços dentro do bloco. Em segundo 
lugar, estabelece-se uma Tarifa Externa Comum (TEC), que 
é aplicada a todas as importações provenientes de países 
terceiros. Essa TEC garante que todos os membros da união 
aduaneira tenham a mesma política comercial em relação ao 
resto do mundo, evitando distorções no comércio.
(www.totvs.com, 30.05.2025. Adaptado.)
O acordo comercial descrito é aderido pelos países
(A) do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
(B) da Comunidade para o Desenvolvimento da África 
Austral (Sadc).
(C) do Mercado Comum do Sul (Mercosul).
(D) da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
(E) da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).
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QUESTão 25
Analise o mapa que destaca uma rota traçada na cidade de 
São Paulo.
(www.google.com. Adaptado.)
Utilizando um mapa de aplicativo, escala 1 : 200 000, da 
cidade de São Paulo, um turista traçou uma rota com dois 
trechos de percurso: o trecho 1, saindo do Aeroporto de 
São Paulo/Congonhas em direção ao Pátio do Colégio; e 
o trecho 2, saindo do Pátio do Colégio em direção à Ro-
doviária do Tietê. Considerando que o turista seguirá por 
completo a rota traçada, ele percorrerá
(A) 15,4 km.
(B) 14,5 km.
(C) 13,0 km.
(D) 15,0 km.
(E) 15,5 km.
QUESTão 23
Examine o mapa que apresenta a espacialidade da placa tec-
tônica do Pacífico e o fenômeno geológico na borda dessa 
placa.
(www.dw.com, 15.01.2020. Adaptado.)
O conjunto de símbolos em azul no mapa representa
(A) os abalos sísmicos, com intensa liberação de energia, 
causados pela movimentação das placas tectônicas no 
oceano Pacífico.
(B) a subducção ao longo da Placa do Pacífico, onde ocor-
rem apenas terremotos profundos devido à movimenta-
ção descendente das placas tectônicas.
(C) as cadeias montanhosas, formadas pela colisão de pla-
cas tectônicas no entorno da Placa do Pacífico.
(D) os tsunamis, como consequência dos abalos sísmicos 
provocados pela colisão tectônica entre as placas do 
Pacífico e de Nazca.
(E) o vulcanismo do tipo explosivo, resultado da colisão de 
placas tectônicas com liberação de magma e lava, cons-
tituindo o Círculo de Fogo do Pacífico.
QUESTão 24
Três profissionais — um localizado em Joanesburgo, na Áfri-
ca do Sul (UTC+2), outro em Pequim, na China (UTC+8), e 
outro em Brasília, no Brasil (UTC-3) — precisam participar de 
uma mesma reunião.Sabendo que nenhum dos locais está 
em horário de verão, se essa reunião foi agendada para as 
14h00 no horário de Brasília, no horário local de Joanesburgo 
e de Pequim, ela acontecerá, respectivamente,
(A) às 20h00 do mesmo dia em Joanesburgo e às 22h00 do 
mesmo dia em Pequim.
(B) às 18h00 do mesmo dia em Joanesburgo e à 00h00 do 
dia seguinte em Pequim.
(C) às 19h00 do mesmo dia em Joanesburgo e à 01h00 do 
dia seguinte em Pequim.
(D) às 19h00 do mesmo dia em Joanesburgo e às 23h00 do 
mesmo dia em Pequim.
(E) às 20h00 do mesmo dia em Joanesburgo e às 02h00 do 
dia seguinte na em Pequim.
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QUESTão 28
Organismos quimiossintetizantes obtêm a energia de 
que precisam a partir da oxidação de certas moléculas, como 
amônia, nitritos, nitratos, metano ou sulfetos de hidrogênio. 
Sendo altamente exotérmicas, essas reações fornecem a 
energia necessária para um conjunto de reações que levam 
à síntese de glicose.
(César da Silva Júnior et al. Biologia, 2011. Adaptado.)
A quimiossíntese é um processo metabólico que
(A) ocorre no interior dos cloroplastos das algas.
(B) usa o açúcar do ambiente como fonte de carbono.
(C) produz oxigênio molecular como subproduto da fotólise 
da água.
(D) envolve a síntese de ATP durante a fase luminosa.
(E) independe da luz solar para sintetizar glicose.
QUESTão 29
Durante um experimento, leveduras foram expostas à radia-
ção. Em uma dessas leveduras, houve a perda de uma base 
nitrogenada no códon de parada, o que gerou um novo gene 
mutante.
Espera-se que a proteína traduzida a partir desse gene mu-
tante seja
(A) sintetizada mais rapidamente.
(B) igual à original.
(C) maior do que a original.
(D) menor do que a original.
(E) sintetizada mais lentamente.
QUESTão 26
Analise o esquema que ilustra a produção de um imunizante.
(www.researchgate.net. Adaptado.)
Considerando o imunizante obtido por meio do processo re-
presentado nesse esquema, a sua função, quando aplicado 
no corpo humano, é
(A) enfraquecer o sistema reprodutivo de alguns vírus.
(B) estimular a síntese de anticorpos específicos.
(C) inibir a ação de células de memória.
(D) curar uma gripe já instalada no sistema respiratório.
(E) neutralizar diversos antígenos presentes na circulação.
QUESTão 27
Um aspecto sanitário pouco divulgado, talvez por interes-
se comercial ou vergonha para não se igualar a países africa-
nos ou sul-americanos, refere-se ao fato que até o início do 
século XX, a malária era endêmica na Itália e em todo o sul 
da Europa. Achava-se que as pessoas adquiriam a doença 
ao respirar o “mal ar” dos pântanos (daí o nome “malária”), 
mas em 1889, na “campagna italiana”, descobriu-se que a 
água acumulada nos pântanos funcionava como o criadouro 
do transmissor.
(David Pereira Neves. A biologia explica, 2025. Adaptado.)
Em relação à malária, o gênero taxonômico do mosquito 
transmissor dessa doença e o gênero taxonômico de seu 
agente etiológico são, respectivamente,
(A) Anopheles e Ancylostoma.
(B) Lutzomyia e Ancylostoma.
(C) Lutzomyia e Plasmodium.
(D) Anopheles e Plasmodium.
(E) Aedes e Trypanosoma.
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QUESTão 32
A figura representa, de forma simplificada, três etapas (1, 2 
e 3) do processo de formação da urina, o qual ocorre em um 
néfron humano.
(https://interactivebiology.com. Adaptado.)
Em uma pessoa saudável, que tenha secretado uma elevada 
concentração de ADH pela neuro-hipófise, deve ter intensifi-
cada a etapa
(A) 3, porque esse hormônio estimula a excreção de alta 
quantidade de ureia na urina.
(B) 2, porque esse hormônio estimula a eliminação de maior 
volume de água na urina.
(C) 3, porque esse hormônio estimula a eliminação de maior 
volume de água na urina.
(D) 2, porque esse hormônio estimula a reabsorção de água 
para a corrente sanguínea.
(E) 1, porque esse hormônio estimula a reabsorção de pro-
teínas e de glicose da corrente sanguínea.
QUESTão 33
Nessa fase, os microtúbulos do fuso encurtam-se e 
puxam os centrômeros em direção aos polos, arrastando 
com ele ambas as cromátides-irmãs. Assim, o centrômero 
não se divide nessa fase. Devido à orientação aleatória 
dos cromossomos homólogos na placa equatorial, cada 
polo pode receber qualquer cromossomo do par. Assim, os 
genes de cromossomos diferentes são dispostos de ma-
neira independente.
(Donald C. Rizzo. 
Fundamentos de anatomia e fisiologia, 2012. Adaptado.)
A etapa e o processo de divisão celular descritos no excerto 
são observados na
(A) anáfase I da meiose.
(B) metáfase da mitose.
(C) anáfase da mitose.
(D) metáfase II da meiose.
(E) anáfase II da meiose.
QUESTão 30
O rúmen é o maior dos múltiplos compartimentos do es-
tômago de ruminantes, funcionando como um vasto reser-
vatório e tanque de fermentação. Dependendo do tamanho 
do animal, ele pode armazenar 100 litros ou mais de bolo 
alimentar. Seu ambiente é ideal para o crescimento de mi-
crorganismos, que desempenham papeis cruciais na diges-
tão dos alimentos consumidos por esses animais.
(https://extension.umn.edu. Adaptado.)
Os microrganismos mencionados no excerto são
(A) bactérias que digerem a celulose.
(B) vírus que produzem vitamina K.
(C) protistas que estimulam o peristaltismo.
(D) fungos que neutralizam os ácidos gástricos.
(E) protozoários que sintetizam os sais biliares.
QUESTão 31
O gráfico apresenta uma comparação entre três biomas bra-
sileiros, representados pelas letras X, Y e Z, de acordo com 
as características, indicadas na legenda, de alguns parâme-
tros climáticos e biodiversidade de mamíferos.
De acordo com as características apresentadas no gráfico, 
os biomas X, Y e Z correspondem, respectivamente, a:
(A) Cerrado, Caatinga e Pampa.
(B) Amazônia, Pampa e Caatinga.
(C) Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica.
(D) Cerrado, Caatinga e Amazônia.
(E) Pampa, Amazônia e Mata Atlântica.
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QUESTão 36
A asparagina é um aminoácido muito importante para o cor-
po humano. Ela é produzida por vários órgãos e desem-
penha um papel fundamental na síntese de nutrientes es-
senciais, como glicose, proteínas, lipídeos e nucleotídeos. 
Na fórmula estrutural da asparagina dada a seguir, está 
evidenciada outra função orgânica além das funções ácido 
carboxílico e amina.
A fórmula molecular da asparagina e a outra função orgânica 
presente nesse aminoácido são, respectivamente,
(A) C4H8N2O3 e cetona.
(B) C4H8N2O3 e amida.
(C) C3H7N2O3 e amida.
(D) C4H10N2O4 e cetona.
(E) C3H7N2O3 e aldeído.
QUESTão 37
Para conforto dos usuários e eficácia do cloro, o pH da água 
de uma piscina deve estar entre 7,4 e 7,6. Caso esteja abaixo 
desses valores, é necessário corrigir o pH até se chegar a 
essa faixa. Após a realização de testes, o piscineiro de um 
clube constatou que o pH da água da piscina estava com 
valor ao redor de 6,8. No clube, estavam disponíveis os se-
guintes produtos comerciais apropriados para piscinas:
Produto 1: cloreto de sódio (NaCℓ) sólido.
Produto 2: solução aquosa de ácido clorídrico (HCℓ) 30%.
Produto 3: solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH) 
10%.
Nessas condições, o produto que o piscineiro deverá adicio-
nar à água da piscina para chegar à faixa de pH adequado e 
a fórmula da substância química formada dessa reação são, 
respectivamente:
(A) produto 1 e H2
(B) produto 3 e H2
(C) produto 2 e H2O
(D) produto 2 e O2
(E) produto 3 e H2O
QUESTão 34
Em uma espécie de roedor, a pelagem é determinada por 
um par de alelos autossômicos: o alelo B determina pelagem 
marrom, e o alelo b, pelagem branca. O alelo B é dominante 
em relação à cor, mas letal em homozigose, ou seja, provoca 
a morte do embrião ainda no período intrauterino. Se houver 
o cruzamento entre dois roedores heterozigotos e a fêmea 
estiver gestando oito embriões, a quantidade de filhotes ma-
chos com pelagem marrom que nascerão vivos será
(A) 8.
(B) 1.(C) 4.
(D) 6.
(E) 2.
QUESTão 35
Os cientistas sabem que o ancestral selvagem predomi-
nante da banana é uma espécie chamada Musa acuminata, 
que ocorre da Índia à Austrália. A maioria dos pesquisadores 
concorda que Papua Nova Guiné é onde as bananas domes-
ticadas como as conhecemos apareceram pela primeira vez. 
Hoje, existem muitas variedades de banana — mais de 1 000 
na última contagem. Ao longo de sua domesticação, as ba-
nanas modernas disponíveis nos supermercados perderam 
suas sementes e se tornaram mais carnudas e doces.
(www.science.org. Adaptado.)
A banana sem sementes, mencionada no excerto, é consi-
derada um
(A) pseudofruto, formado pelo desenvolvimento do ovário, 
que é estimulado pelo etileno.
(B) fruto partenocárpico, formado pelo desenvolvimento do 
óvulo, que é estimulado pelo etileno.
(C) fruto partenocárpico, formado pelo desenvolvimento do 
ovário, que é estimulado pela auxina.
(D) pseudofruto, formado pelo desenvolvimento do óvulo, 
que é estimulado pela giberelina.
(E) pseudofruto, formado pelo desenvolvimento do óvulo, 
que é estimulado pela auxina.
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QUESTão 40
Partículas microscópicas de plásticos, os chamados micro-
plásticos, representam uma preocupação crescente na área 
ambiental e na saúde pública. Esses microplásticos se acu-
mulam em organismos aquáticos, são altamente persistentes 
no ambiente e podem fixar poluentes orgânicos tóxicos. Em 
um estudo sobre contaminação de determinada região cos-
teira, pesquisadores analisaram 3 litros de água do mar, con-
cluindo que essa amostra continha 12 mg de micropartículas 
do polímero poliestireno. Nessas condições, a concentração 
de microplásticos encontrada na amostra é de
(A) 2,0 × 10−3 g/L.
(B) 4,0 × 10−3 g/L.
(C) 2,5 × 10−4 g/L.
(D) 2,5 × 10−1 g/L.
(E) 4,0 × 10−1 g/L.
QUESTão 41
Quando uma pedra é abandonada do alto de uma ponte so-
bre um rio, essa pedra cai verticalmente e atinge as águas 
do rio com velocidade de 12 m/s. Adotando g = 10 m/s2 e 
desprezando a resistência do ar, se essa mesma pedra fosse 
lançada verticalmente para baixo, da mesma posição, com 
uma velocidade inicial de 5 m/s, ela atingiria as águas do rio 
com uma velocidade de
(A) 15 m/s.
(B) 20 m/s.
(C) 18 m/s.
(D) 25 m/s.
(E) 13 m/s.
QUESTão 38
A área conhecida como radioimunoterapia tem feito uso de 
anticorpos monoclonais marcados com radionuclídeos para 
o tratamento de câncer. Pesquisas brasileiras estudaram o 
uso do isótopo rênio-188 (188Re) associado a um anticorpo 
monoclonal para tratamento de linfoma não-Hodgkin. Esse 
radioisótopo sofre decaimento radioativo ao longo do tempo, 
tendo meia-vida de 17 horas.
Considerando que um paciente recebeu uma dose contendo 
64 microgramas (μg) desse radionuclídeo, a massa residual 
de 188Re após 85 horas da administração será de
(A) 4 μg.
(B) 8 μg.
(C) 16 μg.
(D) 2 μg.
(E) 1 μg.
QUESTão 39
O alumínio é um metal de grande importância comercial en-
contrado em minérios como a bauxita, em que está presente 
na forma de óxido de alumínio (Aℓ2O3). A obtenção do alumí-
nio metálico a partir da fusão desse óxido, que é submetido 
a uma eletrólise ígnea, ocorre de acordo com a equação quí-
mica global:
2Aℓ2O3 (ℓ) 4Aℓ (ℓ) + 3O2 (g)
Na eletrólise ígnea do óxido de alumínio,
(A) a deposição de alumínio metálico ocorre no cátodo, 
enquanto a liberação de oxigênio molecular ocorre no 
ânodo.
(B) o oxigênio, no cátodo, doa elétrons que são recebidos 
pelo alumínio, no ânodo.
(C) o alumínio sofre oxidação no ânodo, enquanto o oxigênio 
sofre redução no cátodo.
(D) o alumínio sofre oxidação no cátodo, enquanto o oxigênio 
sofre redução no ânodo.
(E) a deposição de alumínio metálico ocorre no ânodo, 
enquanto a liberação de oxigênio molecular ocorre no 
cátodo.
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QUESTão 43
Ao entrar na casa dos espelhos, em um parque de diversões, 
Ricardo vestia uma camiseta com a letra estampada, con-
forme a figura 1. Em dado momento, ele se colocou parado 
diante de um espelho esférico côncavo de distância focal f, a 
uma distância d > 2f do vértice V desse espelho, conforme a 
figura 2.
fora de escala
(Imagem gerada por IA. https://designer.microsoft.com. Adaptado.)
Sendo h o módulo da altura da letra estampada na camise-
ta de Ricardo e h’ o módulo da altura da imagem dessa letra 
refletida no espelho, a imagem vista por Ricardo é:
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
QUESTão 42
O diagrama P × V mostra uma transformação cíclica ABCDA 
sofrida por 2 mols de gás ideal inicialmente no estado A, a 
uma pressão PA, ocupando um volume VA e submetido a uma 
temperatura TA = 300 K.
Sendo R = 8 J/(mol · K) a constante universal dos gases ide-
ais, o trabalho realizado pelas forças exercidas por esse gás, 
a cada ciclo, é de
(A) 3 840 J.
(B) 9 600 J.
(C) 4 800 J.
(D) 7 200 J.
(E) 8 640 J.
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QUESTão 45
No circuito da figura, constituído por dois resistores ôhmicos 
e por fios de resistência desprezível, há duas posições ini-
cialmente vazias, A e B, em que podem ser conectados um 
gerador de força eletromotriz 120 V e um amperímetro, am-
bos ideais.
Quando o gerador é ligado na posição A e o amperímetro 
na posição B, o amperímetro indica uma corrente de inten-
sidade i1. Se forem trocadas as posições do gerador e do 
amperímetro, de modo que um ocupe a posição do outro, o 
amperímetro indica uma corrente de intensidade i2. Os valo-
res de i1 e de i2 são, respectivamente,
(A) 4 A e 6 A.
(B) 6 A e 4 A.
(C) 6 A e 6 A.
(D) 4 A e 4 A.
(E) 4 A e 0 A.
QUESTão 44
Nas figuras, vê-se uma mesma corda, igualmente tracionada, 
em duas situações: na primeira situação, uma onda propaga-
-se para a direita com frequência f1 e velocidade v; na se-
gunda situação, outra onda propaga-se para a direita com 
frequência f2, com a mesma velocidade v.
O valor da razão é:
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
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QUESTão 48
Os dados do gráfico de frequências absolutas a seguir foram 
obtidos em uma pesquisa de opinião a respeito do nível de 
satisfação com a gestão do prefeito de determinada cidade. 
Cada entrevistado da pesquisa votou uma única vez e seu 
voto está registrado em apenas uma das quatro barras do 
gráfico a seguir.
De acordo com essa pesquisa, o percentual das pessoas 
entrevistadas que consideram a administração desse pre-
feito boa ou ótima é de
(A) 25%.
(B) 42%.
(C) 21%.
(D) 49%.
(E) 45%.
QUESTão 46
Em uma roda gigante perfeitamente circular e de raio unitário, 
adota-se um sistema de eixos cartesianos com origem (0, 0), 
no centro da roda, e unidades de mesma medida do raio da 
roda gigante. Após um giro de 150º no sentido anti-horário, 
o ponto A, de coordenadas (1, 0), passa a ocupar a posição 
do ponto B.
(https://br.freepik.com)
Assim, as coordenadas do ponto B são:
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
QUESTão 47
A massa da Lua é estimada em, aproximadamente, 
74 000 000 000 000 000 000 000 kg.
O valor dessa grandeza, escrita em notação científica e na 
unidade de medida tonelada, é
(A) 7,4 × 1019.
(B) 0,74 × 1018.
(C) 7,4 × 1018.
(D) 0,74 × 1017.
(E) 7,4 × 1025.
17 UNIP2501 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
QUESTão 49
O coordenador de um curso online fixou o valor da inscrição 
em R$ 100,00, e o curso recebeu 10 inscrições. Mas ele no-
tou que, para cada redução de R$ 10,00 no preço da inscri-
ção, mais 5 pessoas se inscreveram no curso. Assim, o valor 
fixo da inscrição que fornecerá a receita total máxima para o 
curso é de
(A) R$ 40,00.
(B) R$ 60,00.
(C) R$ 80,00.
(D) R$ 50,00.
(E) R$ 70,00.
QUESTão 50
Uma caixa fechada, em forma de paralelepípedo retorre-
tângulo e com faces de espessuras desprezíveis, contém 
150 cm3 de água. Dependendo da face que está voltada 
para cima, a altura do nível da água assume os valores 
de 3 cm,5 cm, ou 2,5 cm, conforme indicam as figuras a 
seguir.
fora de escala
Nessas condições, o volume total da caixa é
(A) 270 cm3.
(B) 280 cm3.
(C) 260 cm3.
(D) 300 cm3.
(E) 290 cm3.
18UNIP2501 | 001-ConhecGerais Confidencial até o momento da aplicação.
REdAção
TexTo 1
O processo de democratização do ensino superior tem como um dos seus principais marcos a regulamentação da Lei 
No 12.711, de 29 de agosto de 2012, que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de 
ensino técnico de nível médio, garantindo a reserva de, no mínimo, 50% de vagas para candidatos em vulnerabilidades sociais 
e raciais. As cotas para estudantes pretos, pardos e indígenas, de escolas públicas, assim como pessoas com deficiência, 
entre outras, tem alterado o perfil dos estudantes nos cursos de graduação das instituições federais, reafirmando o sucesso 
das políticas afirmativas adotadas no Brasil e seu impacto na redução dos níveis de desigualdade do país, especialmente nos 
cursos de graduação em medicina.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) implementou proposta que visa cumprir a resolução 17, artigo 45, 
de 2022, da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), que trata sobre a reserva de vagas para candidatos autode-
clarados negros, indígenas ou pessoas com deficiência. No edital para a sua prova no Exame Nacional de Residência (Enare), 
em 2024, a Ebserh buscou democratizar o acesso aos programas de residência médica e residência em saúde, reservando 
30% das vagas para negros, indígenas, quilombolas e portadores de necessidades especiais (PCDs), dando visibilidade ao 
debate no âmbito da residência médica.
(“Reflexões da Abem sobre cotas na Educação Médica”. https://website.abem-educmed.org.br, 12.11.2024. Adaptado.)
TexTo 2
As políticas afirmativas se tornaram realidade no Brasil desde 2012 para o ingresso nas universidades públicas. Em 2024, 
a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi a primeira a implementar as cotas na residência médica, reacendendo o 
debate sobre justiça social, equidade e meritocracia no acesso à especialização médica.
De acordo com o professor da Universidade Harvard, Michael Sandel, autor do best-seller Justiça: o que é fazer a coisa 
certa, há três principais argumentos a favor das políticas de cotas, aplicáveis também ao cenário da residência médica:
Reparação histórica: grupos historicamente marginalizados precisam de políticas reparadoras que garantam acesso a 
espaços de poder e decisão, como a medicina especializada.
Diversidade e representatividade: a sub-representação de minorias na medicina compromete a diversidade e limita a re-
presentatividade de profissionais que refletem a demografia da população brasileira.
Equidade no acesso: estudantes de origens mais vulneráveis enfrentam desigualdades estruturais e menos acesso a 
recursos durante a formação, o que impacta diretamente seu desempenho em processos seletivos altamente competitivos 
como a residência médica.
(Caio Nunes. “Cotas em residência médica: justiça ou distorção?”. https://sanarmed.com, 18.03.2025. Adaptado.)
TexTo 3
O Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionou contrário à implementação de cotas nas residências médicas. 
Segundo a instituição, as desigualdades educacionais já foram mitigadas pela inclusão de grupos historicamente menos favo-
recidos nas faculdades de medicina, quando todos tiveram acesso à mesma qualidade de ensino. O parecer foi divulgado em 
outubro de 2024, em resposta ao Exame Nacional de Residência (Enare), que reservou 30% das vagas para negros, indíge-
nas, quilombolas e portadores de necessidades especiais (PCDs).
No posicionamento do CFM, a entidade informa que várias universidades passaram a criar cotas para suas residências a 
partir da decisão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) em relação à reserva de vagas afirmativas no Enare. 
Segundo o conselho, as políticas afirmativas são importantes para o princípio da equidade, mas não se aplicam à seleção 
em residências médicas, que não se trata de concursos para provimento de cargos públicos. Afinal, “todos tiveram a mesma 
formação intelectual e profissional e fazem parte de uma relevante categoria profissional”, aponta o CFM, citando ainda que 
“o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) significa que todos são médicos, não havendo lacunas de conhecimento 
que justifiquem tratamento diferenciado para alguns”. O Conselho ainda enfatiza que a introdução de cotas pode criar a per-
cepção de privilégios injustificados dentro da classe médica e interferir na manutenção da residência médica como padrão de 
excelência na formação de especialistas. Para a instituição, o acesso aos programas deve ser baseado no mérito acadêmico 
de conhecimento.
(Raquel Derevecki. “CFM se posiciona contra cotas em residências médicas”. www.gazetadopovo.com.br, 31.10.2024. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empre-
gando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
A política de cotas deve ser implementada em programas de residência médica?
19 UNIP2501 | 001-ConhecGeraisConfidencial até o momento da aplicação.
RASCUNHO
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Os rascunhos não serão considerados na correção.
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