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NOÇÕES DE 
DIREITO DO 
TRABALHO
Interpretação, Integração e Aplicação 
do Direito do Trabalho, Prescrição e 
Decadência no Direito do Trabalho
Livro Eletrônico
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Interpretação, Integração e Aplicação do Direito do Trabalho, 
Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
Maria Rafaela
Apresentação ................................................................................................................................... 3
Interpretação, Integração e Aplicação do Direito do Trabalho, Prescrição e 
Decadência no Direito do Trabalho ............................................................................................. 4
1. Formas de Interpretação do Direito do Trabalho ................................................................. 4
2. Formas de Integração e Aplicação do Direito do Trabalho .............................................. 10
3. A Decadência no Direito do Trabalho ..................................................................................... 17
4. Causas Impeditivas, Suspensivas e Interruptivas da Prescrição ...................................19
5. Critério da Actio Nata .................................................................................................................25
6. Prescrição nos Contratos Urbanos ....................................................................................... 26
7. Prescrição nos Contratos Rurais ........................................................................................... 26
8. Prescrição nos Contratos Domésticos ................................................................................. 27
9. Prescrição do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ................................................... 27
10. Prescrição em Ações Meramente Declaratórias .............................................................. 29
11. Termo Inicial de Contagem da Prescrição .......................................................................... 29
12. Prescrição Total e Parcial ...................................................................................................... 30
13. Prescrição de Danos Morais ................................................................................................. 32
14. Informações Finais sobre Prescrição ................................................................................. 33
Resumo ............................................................................................................................................34
Exercícios ........................................................................................................................................ 36
Gabarito ...........................................................................................................................................49
Gabarito Comentado .................................................................................................................... 50
Referências ..................................................................................................................................... 76
Anexo ............................................................................................................................................... 77
Sumário
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NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
Maria Rafaela
ApresentAção
Olá, querido(a) aluno(a)! Tudo bem contigo?
Espero que você esteja estudando muito e aproveitando esses materiais que estou elabo-
rando. Eu e a equipe do GRAN estamos aqui para turbinar seus estudos e você ser aprovado! 
Meu nome é Maria Rafaela de Castro. Atualmente sou Juíza do Trabalho Substituta no TRT 
7ª Região.
Eu e todo a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, exercí-
cios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas. Nesse ponto, 
esse material vai te ajudar a chegar à posse.
No fim do nosso material, existe toda a jurisprudência atualizada sobre o tema exatamente 
para que você esteja apto para as provas. Então, teremos um conjunto de aulas para esgotar o 
seu edital de Direito do Trabalho, buscando sua sonhada aprovação.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Estou esperando as 
dúvidas no Fórum do aluno! Preparado(a)? Sempre acredite em si mesmo(a) e lute pelo que 
você sonha!
Maria Rafaela de Castro
@mrafaela_castro
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Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
Maria Rafaela
INTERPRETAÇÃO, INTEGRAÇÃO E APLICAÇÃO DO 
DIREITO DO TRABALHO, PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 
NO DIREITO DO TRABALHO
1. FormAs de InterpretAção do dIreIto do trAbAlho
O Direito é ciência social que tanto influencia como recebe influência de fatores externos, 
como sociais, políticos e econômicos. Não é uma ciência isolada e estática.
Por isso, a interpretação é algo importante para manter as regras sempre atuais e em con-
formidade com a realidade brasileira. É preciso interpretar, integrar e aplicar corretamente as 
normas jurídicas trabalhistas para se alcançar a justiça.
Além disso, a interpretação pode ocorrer na fase pré-jurídica, de construção da norma (ela-
boração legislativa), como também após a existência da norma no mundo jurídico. Sendo as-
sim, é possível realizar interpretação pré-jurídica e jurídica.
Por isso, é importante estudar os conceitos de interpretação, integração e aplicação. Inter-
pretar é extrair o significado mais compreensivo e justo da norma.
Integrar é um processo lógico em que, na ausência de normas legais e contratuais, se usam 
algumas fontes normativas, nos termos do artigo 8º da CLT, como, por exemplo, a analogia, os 
princípios jurídicos, a doutrina, a equidade, os costumes e o Direito comparado.
Aplicação é usar corretamente as normas jurídicas ao caso concreto. É um exercício de 
aplicação da norma ao caso concreto.
Na interpretação também se busca verificar a coerência do sistema jurídico, fazendo uso 
da HERMENÊUTICA JURÍDICA, que é uma ciência especializada em desenvolver as técnicas 
interpretativas, desenvolvendo um processo de interpretação das normas jurídicas.
O PULO DO GATO
Hermenêutica é a teoria científica da arte de interpretar. A hermenêutica jurídica tem por objeto 
o estudo e a sistematização dos processos aplicáveis para determinar o sentido e o alcance 
das expressões do Direito.
Dentro da hermenêutica, temos algumas escolas que se destacaram e que, geralmente, só 
são cobradas em concursos mais aprofundados: Hermenêutica Tradicional (sistema romano), 
Escola Exegética Francesa (literalidade da norma), Escola Histórico-Evolutiva (aferir a vontade 
do legislador), Escola da Interpretação Científica, Escola da Livre Investigação e Contraposto 
evolutivo.
No caso da HERMENÊUTICA, é possível identificar três espécies de interpretação:
• 1) Segundo a origem da interpretação: autêntica, doutrinária e jurisprudencial. No caso 
da autêntica, é o órgão que produziu a norma jurídica que faz a análise da própria norma. 
A doutrinária e a jurisprudência já se referem às situações de observar a doutrina e aprevalece a ideia da prescrição trintenária ainda, pois os efeitos da decisão do STF eram 
ex nunc, ou seja, a partir do julgamento. Logo, a alternativa correta é a A. Mais um detalhe: seja 
a trintenária, seja a quinquenal, o marco é o momento do ajuizamento da demanda. Daí porque 
está duplamente errada a alternativa b.
Letra a.
10. prescrIção em Ações merAmente declArAtórIAs
No caso de ações meramente declaratórias, como anotação do contrato de trabalho na 
CTPS, não há prescrição. Assim, pode-se, a qualquer tempo, fazer pleito em relação ao pedido 
do reconhecimento do vínculo.
O que foi explicado anteriormente se refere somente aos pedidos condenatórios como as 
parcelas patrimoniais.
Quando se trata de pedido apenas de reconhecimento do vínculo, mas sem cobranças de 
outros direitos, aplica-se esse entendimento, ou seja, de ser pedido imprescritível.
Tanto isso é verdade que a Súmula n. 64 do TST foi cancelada. Nesse ponto, a súmula ape-
nas dizia que, para fins de anotação, haveria o prazo prescricional de cinco anos. Porém, o TST 
cancelou a súmula, levando ao entendimento de que NÃO HÁ PRESCRIÇÃO NAS ANOTAÇÕES 
DA CTPS DO TRABALHADOR E NEM EM PEDIDOS DECLARATÓRIOS.
11. termo InIcIAl de contAgem dA prescrIção
Nesse ponto, você tem que lembrar do que falamos da actio nata. Além disso, já foi men-
cionado o teor do artigo 7º da CF/1988 e o artigo 11 da CLT. É preciso destacar mais algumas 
peculiaridades importantes para o concurso.
Primeiro, temos a situação das parcelas mencionadas na sentença normativa. Nesse caso, 
observa-se que a sentença normativa resolve um dissídio coletivo. Essa matéria de sentença 
normativa será estudada quando tratarmos dos direitos coletivos.
Mas perceba que é importante abordá-la em decorrência do assunto da prescrição. O gran-
de questionamento da banca será exatamente como se inicia o prazo de prescrição das obri-
gações firmadas na sentença normativa, feita pelo TRT ou pelo TST em dissídio coletivo, como, 
por exemplo, em greve.
Nos casos de sentença normativa, o prazo da prescrição com relação à ação de cumpri-
mento ou não de decisão normativa começa apenas a partir do trânsito em julgado. Isso está 
expresso na Súmula n. 350 do TST. Veja comigo:
PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. AÇÃO DE CUMPRIMENTO. SENTENÇA NORMATIVA. 
O prazo de prescrição com relação à ação de cumprimento de decisão normativa flui 
apenas da data de seu trânsito em julgado.
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Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
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Outro assunto muito cobrado nas provas é qual o início do prazo prescricional no caso de 
complementação de aposentadoria. Vamos explicar: alguns empregadores podem, por nego-
ciação coletiva, auxiliar, financeiramente, seus funcionários, colaboradores, mediante plano de 
previdência privada.
Isso acontece muito com funcionários de bancos, Petrobras etc. No caso, firmou-se que 
devem obedecer à prescrição bienal para fins de ajuizamento da demanda e, ainda, da cobran-
ça restrita aos últimos cinco anos.
Diante de tantas demandas judiciais e questionamentos, o TST resolveu solucionar o pro-
blema, mediante a edição de súmulas 326 e 327 a seguir transcritas:
Súmula n. 326 do TST
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO TOTAL. A pretensão à comple-
mentação de aposentadoria jamais recebida prescreve em 2 (dois) anos contados da 
cessação do contrato de trabalho.
Súmula n. 327 do TST
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. DIFERENÇAS. PRESCRIÇÃO PARCIAL (nova 
redação). A pretensão a diferenças de complementação de aposentadoria sujeita-se à 
prescrição parcial e quinquenal, salvo se o pretenso direito decorrer de verbas não rece-
bidas no curso da relação de emprego e já alcançadas pela prescrição, à época da pro-
positura da ação.
12. prescrIção totAl e pArcIAl
A prescrição pode ser parcial ou total. Questão essencial para as provas é conhecer a 
distinção entre prescrição parcial e total. A prescrição parcial ocorre quando existe, ainda, a 
possibilidade de cobrança. Trata-se de prescrição parcial.
No caso da prescrição total, fulmina-se o direito por completo. 
O TST vem entendendo que, quando se trata de prestações continuadas, sucessivas, se o 
direito que vem sendo pedido é previsto por preceito legal, existe a prescrição quinquenal su-
cessiva. Se o pedido não é de preceito legal, fulmina completamente.
Para desenvolver melhor esse assunto, vou fazer uma tabela para que você visualize a ma-
téria, após ler os termos da Súmula n. 294 do TST:
Súmula n. 294 do TST
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO Tratando-se de ação 
que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por pre-
ceito de lei.
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Prescrição parcial Prescrição total
Quando a parcela pretendida é um preceito 
legal e em se tratando de prestações 
sucessivas decorrentes da alteração do 
pactuado.
Será possível cobrar ainda algumas parcelas 
nas prestações sucessivas.
Preceito legal: proveniente da lei, da CF/1988.
Ex.: FGTS, férias, 13º salário, equiparação 
salarial, diferenças do desvio de função, 
salários.
Na prescrição parcial, conta-se o vencimento 
de cada prestação periódica do direito 
protegido por lei.
Quando a parcela pretendida não é preceito 
legal e em se tratando de prestações 
sucessivas decorrentes da alteração do 
pactuado.
Não é preceito legal: previstos em acordos, 
regulamento empresarial, contrato, atos 
unilaterais do empregador.
Não se torna possível a cobrança das 
prestações sucessivas.
Ex.: abonos, gratificações ajustadas, prêmios.
No que se refere à negociação coletiva, a jurisprudência mais favorável do TST entende 
que se trata de preceitos legais, conferindo uma abrangência ampla no que se refere à ideia de 
preceito legal.
O PULO DO GATO
Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do 
pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado 
por preceito de lei.
Veja este mapa mental a seguir para fixar 100%:
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Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
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O PULO DO GATO
Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual, a prescrição da ação trabalhista con-
cerne às pretensões imediatamente anteriores aos cinco anos, contados da data do ajuiza-
mento da reclamação, e não às anteriores ao quinquênio da data da extinção do contrato.
13. prescrIção de dAnos morAIs
Quando se trata de danos morais, existe previsão expressa no Código Civil acerca do prazo 
de 3 anos, conforme o artigo 206, § 3º, V, do CC.
Em umprimeiro momento, foi determinado que se cumprisse esse prazo. Ocorre que o en-
tendimento relativamente recente é de que o prazo prescricional para danos morais, materiais 
e estéticos no ambiente de trabalho é de cinco anos. Isso a partir da Emenda Constitucional n. 
45, datada de 31/12/2004 – a emenda da Reforma do Judiciário.
RESUMO: PRAZO DE CINCO ANOS para as ações de danos morais, materiais e estéticos de-
correntes da relação de emprego, SEGUINDO AS REGRAS DO ARTIGO 7º DA CF/1988 E DA CLT.
A prescrição aplicável nos casos de acidente de trabalho deve considerar a data da lesão, 
se ocorrida antes ou depois da Emenda Constitucional 45/2004. Se a lesão ocorreu antes, o 
prazo aplicável é de três anos, conforme determina o Código Civil. Porém, se a lesão é pos-
terior à EC 45, o prazo é dois anos, conforme previsto no artigo 7º, inciso XXIX, da Constitui-
ção Federal.
O entendimento do TST ocorreu no processo RR-36-43.2010.5.15.0133, em que pelo enten-
dimento aplicado pela 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao considerar prescrita a pre-
tensão ao pagamento de indenização da família de um leiturista da Sabesp vítima de acidente 
de trabalho. A ação foi ajuizada mais de três anos após a morte do empregado.
O PULO DO GATO
A prescrição aplicável nos casos de acidente de trabalho deve considerar a data da lesão.
Guarde também dois entendimentos do TST.
Primeiro é a Súmula 382 do TST: prescrição bienal. a transferência do regime jurídico de ce-
letista para estatutário implica extinção do contrato de trabalho, fluindo o prazo da prescrição 
bienal a partir da mudança de regime.
Depois, “em se tratando de pedido de reenquadramento, a prescrição é total, contada da 
data do enquadramento do empregado”(TST, Súmula 275).
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14. InFormAções FInAIs sobre prescrIção
A Reforma Trabalhista de 2017 trouxe a possibilidade da prescrição intercorrente, no cur-
so da ação. Nesse sentido, é o artigo art. 11-A da CLT que dispõe:
Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos.
§ 1º A fluência do prazo prescricional intercorrente inicia-se quando o exequente deixa de cumprir 
determinação judicial no curso da execução.
§ 2º A declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer 
grau de jurisdição.
O que é a prescrição intercorrente? É aquela perda da pretensão a direito no curso do pro-
cesso, em razão da inércia do titular dessa pretensão durante determinado prazo. No entanto, 
isso ocorre na fase de execução trabalhista. Isso é mais aprofundado na matéria de processo 
do trabalho, mas é fundamental que você conheça essa possibilidade.
O dispositivo acima ainda permite que o juiz de ofício (sem ser provocado) declare a pres-
crição intercorrente na fase executiva. O efeito prático disso é a diminuição da quantidade de 
processos existentes em que se ganhava “na sentença”, mas não “levava”, haja vista que não 
se encontram bens dos devedores para pagamentos das dívidas trabalhistas.
A Súmula n. 327 do STF admitia a prescrição intercorrente no processo do trabalho e no 
direito do trabalho antes mesmo da Reforma Trabalhista de 2017.
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RESUMO
Na interpretação das normas trabalhistas e na aplicação do que for melhor no caso con-
creto para o trabalhador, a norma mais benéfica prevalecerá; porém, com a reforma trabalhista, 
ainda que mais prejudicial, prevalecerá a previsão do acordo coletivo de trabalho sobre a con-
venção coletiva de trabalho.
Aplica-se a lei brasileira, atualmente, conforme jurisprudência do TST, para todos os tra-
balhadores (brasileiros ou não) contratados no Brasil ou transferidos por seus empregados 
para prestar serviços no exterior quando mais favorável a lei brasileira em relação à legislação 
estrangeira.
No caso do efeito no tempo, tem-se que, na aplicação das regras do direito do trabalho, 
os efeitos são IMEDIATOS, porém respeitados os direitos adquiridos, a coisa julgada e o ato 
jurídico perfeito. Somente a Constituição Federal pode dispor de algum direito com efeitos re-
troativos, mas isso se torna uma exceção ao sistema.
Para fins de considerar a possibilidade de analogia, verifica-se: a) ausência de norma es-
pecífica para o caso concreto em jogo; b) possibilidade de usar a norma semelhante ou um 
princípio para o caso concreto em jogo; c) existe um aspecto comum entre a norma.
O direito comum (exemplo-base: direito civil) será fonte subsidiária do Direito do Trabalho. 
Isso também foi alterado pela Reforma Trabalhista e é recorrente nas provas.
Aplicação é usar corretamente as normas jurídicas ao caso concreto, é um exercício de 
aplicação da norma ao caso concreto. Na interpretação também se busca verificar a coerência 
do sistema jurídico, fazendo uso da HERMENÊUTICA JURÍDICA, que é uma ciência especializa-
da em desenvolver as técnicas interpretativas, desenvolvendo um processo de interpretação 
das normas jurídicas.
A decadência se aplica ao direito do trabalho e pode ser legal (prevista em lei) ou conven-
cional (negociação coletiva, regulamentos empresariais etc.). Então, a decadência pode surgir 
de fontes autônomas ou heterônomas. Existem no ordenamento prazos decadenciais. 
A prescrição tem causas de IMPEDIMENTO, ou seja, quando nem se inicia a contagem do 
prazo prescricional. Em casos de menores de 18 anos, não corre a prescrição, nem sequer se 
inicia. Isso está expresso na CLT, no artigo 440. Logo, não se inicia a prescrição quando o tra-
balhador for menor de 18 anos.
A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos 
pedidos idênticos. Então, temos: CAUSA INTERRUPTIVA SOMENTE EM RELAÇÃO AOS PEDI-
DOS IDÊNTICOS.
Actio nata é o instante em que ocorreu a lesão.
Os danos morais prescrevem no mesmo prazo dos demais direitos trabalhistas, nos ter-
mos do artigo 7º, XXIX:
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XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional 
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho.
Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração 
do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado 
por preceito de lei.
No caso do FGTS, a prescrição passou a ser quinquenal a partir de 13/11/2014. Respei-
tam-se as ações ajuizadas anteriormente a essa data, razão pela qual prevalece a ideia de 
prescrição trintenária.
A pretensãoquanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco 
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho. O disposto não se aplica às ações que tenham por objeto anotações 
para fins de prova junto à Previdência Social. Tratando-se de pretensão que envolva pedido de 
prestações sucessivas decorrente de alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição 
é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
A Reforma Trabalhista admitiu a prescrição intercorrente no direito trabalhista. A declara-
ção da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer grau de 
jurisdição.
Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual, a prescrição da ação trabalhista 
concerne às pretensões imediatamente anteriores a cinco anos, contados da data do ajuiza-
mento da reclamação, e não às anteriores ao quinquênio da data da extinção do contrato.
A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
Fique atento (a) às seguintes súmulas do TST interessantes para as provas objetivas: Em 
se tratando de pedido de reenquadramento, a prescrição é total, contada da data do enqua-
dramento do empregado”(TST, súmula 275). “Súmula 294, TST: Tratando-se de demanda que 
envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é 
total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.” Súmula 
62 do TST: O prazo de decadência do direito do empregador de ajuizar inquérito em face do 
empregado que incorre em abandono de emprego é contado a partir do momento em que o 
empregado pretendeu seu retorno ao serviço. “Em se tratando de pedido de reenquadramento, 
a prescrição é total, contada da data do enquadramento do empregado”(TST, súmula 275).
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EXERCÍCIOS
001. (INÉDITA/2024) A contratação de trabalhadores brasileiros para desenvolver atividades 
a bordo de navios estrangeiros em percursos em águas nacionais e internacionais deve seguir 
a legislação do Brasil, naquilo que for mais favorável.
002. (INÉDITA/2024) Trabalhadores brasileiros recrutados no Brasil contratados ou transferi-
dos para prestar serviços no exterior, prevê a aplicação da lei brasileira quando for mais favo-
rável que a legislação territorial.
003. (INÉDITA/2024) A legislação brasileira não é aplicável ao trabalhador brasileiro contrata-
do para trabalhar em navio de cruzeiro, devendo incidir ao caso a lei do local da prestação de 
serviço, uma vez que as embarcações são consideradas prolongamento de seu território.
004. (INÉDITA/2024) A prescrição aplicável nos casos de acidente de trabalho deve consi-
derar a data do término do contrato de trabalho entre as partes, se ocorrida antes da Emenda 
Constitucional 45/2004.
005. (AROEIRA/PREFEITURA DE BOA VISTA DE GOIAS/PROCURADOR/2023) A declaração 
da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer grau de ju-
risdição. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de:
a) dois anos.
b) um ano.
c) cinco anos.
d) seis meses.
006. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2023) Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de cinco anos.
007. (VUNESP/PRUDÊNCIO/ADVOGADO/2022) A declaração da prescrição intercorrente 
não pode ser declarada de ofício. 
008. (PROMUM/CÂMARA DE ROSEIRA/PROCURADOR MUNICIPAL/2023) O direito de re-
clamar contra o não recolhimento de contribuição para o FGTS tem prescrição: 
a) Quinquenal, observando-se os casos em que o prazo prescricional já estava em curso até 
13.11.2014.
b) Quinquenal, observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho, para os 
casos em que a ciência da lesão ocorreu até 13.11.2014.
c) Quinquenal, observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho, para os 
casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir de 13.11.2014.
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d) Trintenária, observando-se os casos em que o prazo prescricional já estava em curso em 
13.11.2014.
009. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2023) Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorren-
te de descumprimento do pactuado, a prescrição é parcial.
010. (VUNESP/DOCAS PB/ADVOGADO/2022) Em período de recesso forense, os prazos de-
cadenciais ficam suspensos. 
011. (IPEFAE/PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA-SP/PROCURA-
DOR DO MUNICÍPIO/2020) Segundo a clássica doutrina trabalhista e a atual regra prevista na 
CLT, havendo, sobre um mesmo tema, vários diplomas, dentre legais e contratuais, qual deles 
deverá ser aplicado na relação de emprego?
a) sempre o mais benéfico, independentemente de onde esteja previsto o instituto
b) a regra legal, ainda que mais prejudicial.
c) o mais benéfico porém, com a reforma trabalhista, ainda que mais prejudicial, prevalecerá a 
previsão do acordo coletivo de trabalho sobre a convenção coletiva de trabalho.
d) o mais benéfico porém, com a reforma trabalhista, ainda que mais prejudicial, prevalecerá a 
previsão da convenção coletiva de trabalho sobre o acordo coletivo de trabalho.
012. (FAURGS/HCPA/ADVOGADO TRABALHISTA/2016) A interpretação do direito do traba-
lho seguramente não se submete às linhas gerais básicas que a Hermenêutica Jurídica traça 
para os processos interpretativos do fenômeno jurídico, nem mesmo remotamente, pois a es-
pecificidade do ramo justrabalhista avança ao ponto de isolá-lo completamente do conjunto 
de conquistas teóricas alcançadas pela Ciência Jurídica no que concerne à dinâmica interpre-
tativa do Direito.
013. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) As normas jurídicas requerem interpretação, 
por mais claras que pareçam, sendo que cabe ao julgador estabelecer sua exata extensão e 
definir a possibilidade de sua aplicação a cada caso concreto. Quando o intérprete se utiliza 
do método buscando estabelecer uma conexão entre os diversos textos normativos, conside-
rando o sistema normativo como um todo e inserindo a norma estudada, para conjuntamente 
verificar seu sentido, trata-se da interpretação
a) sistemática.
b) lógica.
c) extensiva.
d) teleológica.
e) restritiva.
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Maria Rafaela
014. (FCC/TRT-18ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Hermenêutica é a teoriacientífica da arte de 
interpretar. A hermenêutica jurídica tem por objeto o estudo e a sistematização dos processos 
aplicáveis para determinar o sentido e o alcance das expressões do Direito. São sistemas in-
terpretativos adotados pela hermenêutica, EXCETO:
a) exegético.
b) do direito livre.
c) teleológico (ou finalístico).
d) da livre pesquisa científica.
e) lógico.
015. (TRT-15ª/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALH0/2013) No que se refere ao Direito do Trabalho, 
segundo os critérios doutrinários dominantes, cumpre ao intérprete:
a) como decorrência do princípio da divisão dos poderes, respeitar o sentido da norma precon-
cebido pelo legislador, não lhe sendo permitido criar o direito;
b) na hipótese de dubiedade da norma, valer-se da técnica que autoriza priorizar o sentido que 
favorece ao trabalhador sem causar prejuízos aos negócios comerciais do Brasil no exterior, 
tendo em vista a incidência dos princípios da concorrência e da livre iniciativa;
c) dado o caráter contingencial e secundário dos princípios, buscar o sentido em conformidade 
com os princípios jurídicos apenas quando se tratar de norma cogente;
d) apreender o sentido da norma pela visualização sistemática do conjunto normativo ou pela 
utilização de argumentos de ordem lógica, buscando o resultado que melhor atenda aos va-
lores inscritos nos princípios do Direito do Trabalho, com respeito, igualmente, aos princípios 
gerais de Direito;
e) aplicar os postulados da hermenêutica, entendida como a ciência que busca sistematizar 
princípios, teorias e métodos aplicáveis ao processo de interpretação, de modo a não permitir 
uma avaliação valorativa quanto ao conteúdo da norma.
016. (TRT-15ª/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) Diz um poema: “Não me interprete mal! 
Sou poema” (Marcelo Soriano). Na mesma linha consigna a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos: “Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reco-
nhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou 
praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui esta-
belecidos”. É como se dissesse: “Não me interprete mal! Sou Direitos Humanos”. Tendo à vista 
a tendência atual do Direito do Trabalho de se ligar à referida temática, sobre a interpretação 
dos Direitos Humano: a vedação do retrocesso, que limita a atuação do legislador, impedindo a 
revogação de normas garantidoras dos Direitos Humanos e, claro, a do intérprete.
017. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) O artigo 8º da CLT dispõe que: “As autori-
dades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, 
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decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e 
normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos 
e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou 
particular prevaleça sobre o interesse público”. A análise literal da previsão legal contida no 
dispositivo implica em:
a) utilização dos princípios do direito do trabalho como modo de evitar e retificar os efeitos não 
desejáveis da legislação trabalhista;
b) enumeração taxativa das fontes formais do direito do trabalho;
c) atribuição de função integrativa do direito positivo para os princípios gerais do direito do 
trabalho, que serão aplicáveis pelo julgador diante das lacunas da lei;
d) utilização da jurisprudência como fonte formal prevalente sobre as demais enumeradas 
no artigo;
e) prevalência da analogia e da equidade sobre as demais fontes formais previstas no di-
ploma legal.
018. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) O direito do trabalho tem marcada função 
social, o que influi na interpretação, bem como na aplicação das normas, de modo que a utili-
zação do princípio da norma mais favorável ao trabalhador prevalece sobre a teoria de Kelsen 
sobre a hierarquia das normas.
019. (ESAF/TRT-7ª/JUIZ DO TRABALHO/2005) O princípio da não discriminação, consagra-
do na Constituição Federal, proíbe diferença de critérios de admissão, de exercício de funções 
e de salário, por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. É também vedada a discriminação 
no tocante ao salário e critérios de admissão do portador de deficiência física, à luz do dispo-
sitivo constitucional.
020. (FAE/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO/2006/ADAPTADA) No Direito de Trabalho, em pro-
cesso de aplicação e interpretação, é correto afirmar: I – No processo de autointegração o 
preenchimento das lacunas legais se dá pela analogia e equidade. II – A legislação trabalhista 
arrola a jurisprudência como forma de integração do sistema jurídico. III – As convenções co-
letivas de trabalho são fontes formais do Direito do Trabalho.
021. (FCC/TRT-22ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2004) Na ausência de disposições legais ou 
contratuais, são formas de integração do Direito do Trabalho:
a) analogia, equidade, princípios de Direito e do Direito do Trabalho.
b) analogia, equidade, os costumes e pareceres do Ministério Público do Trabalho.
c) analogia, equidade, jurisprudência e sentença normativa.
d) princípios e normas gerais de Direito, jurisprudência e sentença normativa.
e) princípios e normas gerais de Direito, equidade e sentença normativa.
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022. (CESPE/TJ-RR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2012) Com base no que dispõe a Lei de Introdu-
ção às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens que se seguem.
Integração normativa consiste na obrigatoriedade de o juiz furtar-se à decisão quando a lei 
for omissa.
023. (CESPE/TJ-RR/AGENTE DE PROTEÇÃO/2012) Com base no que dispõe a Lei de Intro-
dução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
A interpretação sistemática de uma norma implica a adequação da lei ao contexto da socieda-
de e aos fatos sociais.
024. (FCC/MPE-RN/ANALISTA DO MPE/2012) A atividade através da qual se preenchem as 
lacunas verificadas na lei, mediante a pesquisa e a formulação da regra jurídica pertinente à 
situação concreta NÃO prevista pelo legislador é a:
a) integração.
b) interpretação.
c) jurisdição.
d) intervenção.
e) classificação jurídica.
025. (CESPE/TJ-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) Com base no que dispõe a Lei de Introdu-
ção ao Código Civil, julgue os itens que se seguem.
O magistrado, deparando-se com a ausência de norma aplicável ao caso concreto que esteja 
julgando, deve suspender o julgamento e solicitar ao Poder Legislativo a edição de lei sobre 
a matéria.
026. (VUNESP/IPSM/PROCURADOR/2018) Nos termos da Consolidação das Leis do Traba-
lho, súmulas e outros enunciados de jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho
a) não poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
b) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
c) poderão criar obrigações desde que não haja violação das normas de ordem pública.
d) poderão restringir direitos legalmente previstos, desde que haja contrapartida em favor do 
trabalhador.
e) poderão criar obrigações que não estejam previstasem lei, desde que fiquem excepciona-
das as empresas em recuperação judicial.
027. (FCC/TRT-1ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) O prazo prescricional para reclamar crédi-
tos resultantes das relações de trabalho, conforme previsão legal e entendimento sumulado 
do TST, é de
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a) dois anos para os trabalhadores rurais, até o limite de cinco anos após a extinção do contra-
to de trabalho.
b) cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção 
do contrato de trabalho.
c) dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de cinco anos após a extinção 
do contrato de trabalho.
d) trinta anos para reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS.
e) trinta anos para reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS, observado 
o prazo de cinco anos após o término do contrato de trabalho.
028. (CESPE/TRT-10ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2013) Com referência a prescrição e decadên-
cia nas relações de trabalho, julgue os itens seguintes.
O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco 
anos, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho, para todos os trabalha-
dores, à exceção dos rurais.
029. (CESPE/TRT-10ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2013) Com referência a prescrição e decadên-
cia nas relações de trabalho, julgue os itens seguintes.
No que concerne às férias, a prescrição quinquenal, durante o vínculo empregatício, se inicia a 
partir do período aquisitivo.
030. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Nos termos da jurisprudência sumulada do 
Tribunal Superior do Trabalho é correto afirmar, quanto à prescrição e decadência, que a con-
tagem do prazo prescricional será interrompida pela ação trabalhista somente em relação aos 
pedidos idênticos, salvo se esta for arquivada.
031. (FCC/PGE-MT/PROCURADOR DO ESTADO/2012) Em relação à prescrição trabalhista, é 
correto afirmar: Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente 
de alteração do pactuado, a prescrição é parcial, exceto quando o direito à parcela esteja tam-
bém assegurado por preceito de lei.
032. (FCC/TRT-4ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) Gabriel ajuizou reclamação trabalhista em 
face da sua ex-empregadora no dia 10 de novembro de 2010. A Audiência UNA foi realizada no 
dia 8 de fevereiro de 2011 sendo que, a empresa foi intimada da respectiva reclamação traba-
lhista no dia 27 de janeiro de 2011. Neste caso, o prazo prescricional trabalhista de dois anos 
previsto na Constituição Federal brasileira foi
a) interrompido no dia 10 de novembro de 2010.
b) suspenso no dia 10 de novembro de 2010.
c) interrompido no dia 8 de fevereiro de 2011.
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d) suspenso no dia 27 de janeiro de 2011.
e) interrompido no dia 27 de janeiro de 2011.
033. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) No tocante a prescrição em matéria tra-
balhista, considere: As causas suspensivas da prescrição paralisam o curso da prescrição já 
iniciada e, cessada a causa que a determinou, o prazo transcorrido será adicionado ao restan-
te, para a consumação da prescrição.
034. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) Respeitado o biênio subsequente à ces-
sação contratual, a prescrição da ação trabalhista concerne às pretensões imediatamente an-
teriores a cinco anos, contados da data da extinção do contrato.
035. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA TÉCNICO/2O10) No que se refere ao direito processual do 
trabalho, julgue os itens a seguir. A prescrição bienal em relação à interposição da ação tra-
balhista pode ser interrompida pela simples distribuição da ação, ainda que arquivada. Assim, 
o ajuizamento de nova ação deve obedecer a novo prazo prescricional para qualquer pedido 
requerido pelo autor.
036. (FCC/INFRAERO/ADVOGADO/2009) No processo do trabalho, tratando-se de deman-
da que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é:
a) parcial e sumulada pelo Tribunal Superior do Trabalho em três anos contados do vencimento 
de cada parcela.
b) total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
c) parcial, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
d) parcial, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
e) total, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
037. (UFMT/PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em 
consonância com a legislação trabalhista vigente, analise a assertiva acerca de prescrição in-
tercorrente. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos.
038. (UFMT/PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) A 
declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer 
grau de jurisdição.
039. (FCC/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO AMAPÁ/PROCURADOR DA ASSEMBLEIA LE-
GISLATIVA/2020) Em relação ao instituto jurídico da prescrição no Direito do Trabalho, con-
forme normas contidas na Consolidação das Leis do Trabalho,
a) as pretensões quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescrevem em cinco 
anos para os trabalhadores urbanos e em dois anos para os rurais.
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b) o limite a ser considerado para aplicação da prescrição ao trabalhador urbano é de três anos 
após a extinção do contrato de trabalho.
c) o prazo prescricional de dois anos após a extinção do contrato de trabalho se aplica para as 
ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social.
d) não há aplicação da prescrição intercorrente na execução de processos que envolvam ver-
bas oriundas de contratos de trabalho.
e) a interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
040. (IPEFAE/SÃO JOSÉ DA BOA VISTA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2020) João 
trabalhou na empresa Barriga D´Água por 15 anos. O contrato se encerrou em 10 de junho 
de 2017, último dia este do aviso prévio cumprido. Em 07 de junho de 2019 apresentou re-
clamação trabalhista perante a Comissão de Conciliação Prévia existente naquela empresa, 
reclamando horas extras e férias não pagas por todo o período. No dia 15 de junho de 2019 foi 
expedido o termo negativo de acordo. Participaram da tentativa de mediação os funcionários 
Carlos, representante dos empregados e Sérgio,representante do empregador. Inconformado, 
João então ajuizou ação trabalhista no dia 16 de junho de 2019 fazendo os mesmos pedidos. 
Citada, a empresa compareceu em audiência. Oferecida a tentativa de acordo, esta foi negati-
va. Na defesa oferecida pela Reclamada, consta apenas a alegação de prescrição do direito de 
ação, tanto a bienal como a quinquenal. Nesse caso, pode-se afirmar que:
a) o juiz deve acolher a alegação de prescrição do direito de ação e extinguir o processo com 
julgamento do mérito, pois a provocação da Comissão de Conciliação Prévia não causa a 
interrupção ou a suspensão no prazo prescricional do direito de ação. Além disso, destaca-se 
que, tanto Carlos como Sérgio são detentores de estabilidade de emprego.
b) o juiz deve afastar a alegação de prescrição bienal, pois a provocação da Comissão de 
Conciliação Prévia suspendeu sua fruição. Destaca-se que, apenas Carlos é detentor de esta-
bilidade de emprego.
c) o juiz deve afastar a alegação de prescrição bienal, pois a provocação da Comissão de Con-
ciliação Prévia interrompeu sua fruição. Destaca-se que, apenas Carlos é detentor de estabili-
dade de emprego.
d) deve o juiz afastar a alegação de prescrição bienal, pois esta restou suspensa. Contudo, será 
aplicada a pena de revelia a empresa, pois deixou de impugnar os pedidos feitos na inicial, já 
que apenas se limitou a alegar a prescrição de dois anos. Por fim, apenas Carlos será detentor 
de estabilidade no emprego.
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041. (CESGRANRIO/PETROBRAS/2017) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, 
ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de
a) 1 ano
b) 2 anos
c) 3 anos
d) 4 anos
e) 5 anos
042. (CESPE/TRT-21ª/2010) Segundo entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), 
o prazo de prescrição de três anos previsto no atual diploma civil é aplicável ao pedido de in-
denização por dano moral e patrimonial decorrente de acidente de trabalho, desde que a data 
da ciência da lesão/doença tenha ocorrido após a vigência do atual Código Civil, mas antes da 
vigência da Emenda Constitucional n. 45/2004.
043. (CESPE/TRT-5ª/2008) Acerca dos princípios gerais do processo trabalhista, bem como 
dos prazos da execução, dos recursos e da decadência nesse âmbito, julgue o item que se se-
guem. Os créditos resultantes das relações de trabalho decaem após passados dois anos do 
fim do contrato de trabalho.
044. (CESPE/AGU/2007) Na prescrição, o direito antecede o início da contagem do prazo, 
enquanto na decadência, o direito coincide com o início da contagem do prazo. Esse entendi-
mento se aplica também ao direito do trabalho.
045. (FADESP/PREFEITURA DE MARINGÁ/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019) Conside-
rando a Reforma Trabalhista instituída pela Lei n. 13.467/2017 e a prescrição intercorrente da 
Execução, é correto afirmar que
a) tal instituto não foi recepcionado pela reforma em tela, porquanto incompatível com os 
princípios basilares e informativos do Direito Material e Processual do Trabalho, máxime o 
Princípio da Proteção, o qual, por uma cristalina questão de essência, veda a aplicação de todo 
e qualquer instituto jurídico em desfavor do obreiro
b) é hodiernamente compatível, pois que o exequente, uma vez formalmente notificado a dar 
prosseguimento na execução, se não diligencia em juízo no particular, após dois anos de inér-
cia, terá o processo findo, com resolução de mérito.
c) é absolutamente incompatível em razão do que dispõe a Súmula n. 114 do Colendo TST, 
sobremaneira considerando o manifesto prejuízo em desfavor do obreiro, via de regra, hipos-
suficiente.
d) tal instituto é incompatível com os princípios basilares e informativos do direito material e 
processual do trabalho, máxime o princípio da proteção, o qual é considerado um dos funda-
mentos de existência deste ramo do direito, pelo qual é vedada a aplicação de todo e qualquer 
instituto jurídico em desfavor do obreiro, conforme reza a Súmula n. 327 do STF.
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046. (FUNDATEC/PREFEITURA DE CAMPO BOM-RS/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019) 
De acordo com a consolidação das leis do trabalho, analise as assertivas a seguir: Ocorre a 
prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de cinco anos.
047. (FAEL/CÂMARA MUNICIPAL DE COLOMBO-PR/ADVOGADO/2019) Assinale a alterna-
tiva CORRETA em relação à prescrição no âmbito do Direito do Trabalho, conforme a Consoli-
dação das Leis do Trabalho.
a) Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de cinco anos.
b) A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
desde que em juízo competente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, pro-
duzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
c) A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em dois anos, 
após a extinção do contrato de trabalho, para o trabalhador rural e em cinco anos para o traba-
lhador urbano.
d) Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alte-
ração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela 
esteja também assegurado por preceito de lei.
048. (IADES/BRB/ADVOGADO/2019) Tratando-se de pretensão que envolva pedido de pres-
tações sucessivas decorrente de alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é 
total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
049. (IADES/BRB/ADVOGADO/2019) As ações declaratórias estão sujeitas, em princípio, à 
prescrição, e as ações constitutivas com prazo previsto em lei para o seu ajuizamento estão 
sujeitas, quanto ao direito potestativo a ser exercido, à decadência.
050. (CEBRASPE/PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2019) A respeito de prescrição no processo do trabalho, julgue o seguinte item, de acor-
do com a legislação processual trabalhista. As ações que tenham por objeto anotações na 
carteira de trabalho para fins de prova junto à previdência social não estão sujeitas a prazo 
prescricional.
051. (IBFC/PREFEITURA DE DIVINÓPOLIS/ADVOGADO/2019) Relativamente à prescrição 
no Direito do Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual, a prescrição da ação trabalhista 
concerne às pretensões imediatamente anteriores a cinco anos, contados da data do ajuiza-
mento da reclamação e, não, às anteriores ao quinquênio da data da extinção do contrato.
b) Extinto o contrato de trabalho, o prazo para ajuizar reclamação trabalhista será de 5 
(cinco) anos.
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c) A norma constitucional que ampliou o prazo de prescrição da ação trabalhista é de aplica-
ção diferida e atinge pretensões já alcançadas pela prescrição bienal quando da promulgação 
da Constituição Federal de 1988.
d) Considerando-se vigente o contrato de trabalho, caso ocorra lesão a direito líquido e certo, 
o trabalhador terá direito a buscar reparação do dano no prazo de 2 (dois) anos contados da 
data em que houve a violação do direito.
052. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) A contagem do prazo prescricional será inter-
rompida pela ação trabalhista somente em relação aos pedidos idênticos, salvo se esta for 
arquivada.
053. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) a contagem do prazo prescricional será suspen-
sa pela ação trabalhista em relação a todos os pedidos, ainda que a ação seja arquivada.
054. (FCC/TRT-16ª/TÉCNICO/2019) Douglas laborava na empresa X desde Janeiro de 2002 
sendo que em Janeiro de 2008 foi dispensado com justa causa. Em Janeiro de 2009, Douglas 
ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. Neste caso, em regra, não 
estarão prescritos direitos trabalhistas do ano de
a) 2004 em diante.
b) 2006 em diante.
c) 2003 em diante.
d) 2002 em diante.
e) 2007 em diante.
055. (FCC/INFRAERO/ADVOGADO/2009) No processo do trabalho, tratando-se de deman-
da que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é:
a) parcial e sumulada pelo Tribunal Superior do Trabalho em três anos contados do vencimento 
de cada parcela.
b) total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
c) parcial, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
d) parcial, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
e) total, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
056. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) o prazo de decadência do direito do empregador 
de ajuizar inquérito em face do empregado que incorre em abandono de emprego é contado a 
partir do momento em que o empregado deixa de comparecer ao serviço injustificadamente.
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Maria Rafaela
057. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) no tocante às férias, a prescrição do direito de 
reclamá-las surge a partir de expirado o prazo do período concessivo sem que o empregador 
tenha oportunizado o descanso, observados os demais períodos prescricionais no caso de 
extinção do contrato de trabalho.
058. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) Maria era empregada pública do Estado do 
Rio de Janeiro desde 06/01/2010, quando ocorreu a mudança no seu regime jurídico de estatu-
tário para o celetista em 06/01/2012, tendo se aposentado em 06/01/2014, o termo final para 
Maria ingressar com reclamação trabalhista pleiteando direitos que entende devidos oriundos 
do período em que foi empregada pública sob o regime celetista é até 06/01/2016.
059. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA/2011) Em se tratando de pedido de reenquadramento, a pres-
crição é total, contada da data do enquadramento do empregado.
060. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) José, nascido em 20/01/1998, empregado 
da empresa “X” no período de 31/01/2014 a 18/11/2014, tendo sido dispensado sem justa 
causa e cumprido o prazo do aviso prévio trabalhando, caso deseje ingressar com Reclamação 
Trabalhista contra sua ex-empregadora para requerer o pagamento de diferenças de horas ex-
tras, deve observar o prazo até 22/01/2018.
061. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023) Avelino celebrou contrato de tra-
balho com o Banco Caixa Forte S/A, em 05/02/2019, para prestar serviços na função de aten-
dente bancário. Em 15/10/2022, o Banco Caixa Forte S/A foi integralmente adquirido pela ins-
tituição financeira Banco Fortuna S/A, operação interempresarial que se deu de forma idônea, 
com plena observância à lei. Diante disso, ocorreu a transferência de todo o ativo e também 
da integralidade das agências bancárias de uma para outra empresa, permanecendo Avelino e 
todos os demais empregados trabalhando normalmente para o Banco Fortuna S/A, nas mes-
mas funções e em idênticas condições de trabalho. Em 28/11/2022, em razão de avaliação de 
produtividade, Avelino foi despedido sem justa causa pelo Banco Fortuna S/A, recebendo as 
verbas resilitórias a que fazia jus. Diante da situação hipotética acima, considerando que Aveli-
no entende ser credor de horas extraordinárias realizadas durante toda a contratualidade, bem 
como pretende saber qual é a responsabilidade dos bancos Caixa Forte S/A e Fortuna S/A em 
caso de ajuizamento de reclamação trabalhista, em conformidade com a lei e o entendimento 
dominante do Tribunal Superior do Trabalho, é correto afirmar que:
a) o Banco Caixa Forte S/A deverá responder pelo pagamento de eventuais horas extraordiná-
rias de Avelino contraídas desde a data da admissão até 14/10/2022, recaindo sobre o Banco 
Fortuna S/A as obrigações trabalhistas a partir de 15/10/2022 até o término da relação em-
pregatícia;
b) a mudança interempresarial ocorrida entre as empresas provocou a automática transferên-
cia de direitos e obrigações trabalhistas do Banco Caixa Forte S/A para o Banco Fortuna S/A, 
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passando este a responder por eventuais horas extraordinárias de Avelino relativas a todo o 
período contratual;
c) o Banco Caixa Forte S/A e o Banco Fortuna S/A deverão responder solidariamente por even-
tuais horas extraordinárias devidas a Avelino ao longo da contratualidade;
d) o Banco Caixa Forte S/A deverá responder de forma subsidiária ao Banco Fortuna S/A por 
eventuais horas extraordinárias devidas a Avelino;
e) a atribuição da responsabilidade pelo pagamento das horas extraordinárias de Avelino de-
verá observar a existência de cláusula restritiva de responsabilização trabalhista no contrato 
havido entre os bancos envolvidos.
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GABARITO
1. C
2. C
3. E
4. E
5. a
6. E
7. E
8. d
9. C
10. E
11. c
12. E
13. a
14. e
15. d
16. C
17. c
18. C
19. C
20. E
21. a
22. E
23. E
24. a
25. E
26. a
27. b
28. E
29. E
30. E
31. E
32. a
33. C
34. E
35. E
36. b
37. C
38. C
39. e
40. b
41. b
42. C
43. E
44. C
45. b
46. E
47. d
48. C
49. E
50. C
51. a
52. E
53. E
54. a
55. b
56. E
57. C
58. C
59. C
60. E
61. b
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GABARITO COMENTADO
001. (INÉDITA/2024) A contratação de trabalhadores brasileiros para desenvolver atividades 
a bordo de navios estrangeiros em percursos em águas nacionais e internacionais deve seguir 
a legislação do Brasil, naquilo que for mais favorável.
O Tribunal Superior do Trabalho decidiu, em setembro de 2023, que a contratação de traba-
lhadores brasileiros para desenvolver atividades a bordo de navios estrangeiros em percursos 
em águas nacionais e internacionais deve seguir a legislação do Brasil, naquilo que for mais 
favorável. A decisão é da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), órgão res-
ponsável pela uniformização da jurisprudência das turmas do TST. Em sua composição plena, 
o órgão julgou oito processos envolvendo o tema, que vinha sendo objeto de entendimentos 
divergentes entre turmas. Prevaleceu no julgamento o voto do ministro Cláudio Brandão, rela-
tor de um dos casos.
Certo.
002. (INÉDITA/2024) Trabalhadores brasileiros recrutados no Brasil contratados ou transferi-
dos para prestar serviços no exterior, prevê a aplicação da lei brasileira quando for mais favo-
rável que a legislação territorial.
O Tribunal Superior do Trabalho decidiu, em setembro de 2023, que a contratação de traba-
lhadores brasileiros para desenvolver atividades a bordo de navios estrangeiros em percursos 
em águas nacionais e internacionais deve seguir a legislação do Brasil, naquilo que for mais 
favorável. A decisão é da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), órgão res-
ponsável pela uniformização da jurisprudência das turmas do TST. Em sua composição plena, 
o órgão julgou oito processos envolvendo o tema, que vinha sendo objeto de entendimentos 
divergentes entre turmas. Prevaleceu no julgamento o voto do ministro Cláudio Brandão, rela-
tor de um dos casos.
Certo.
003. (INÉDITA/2024) A legislação brasileira não é aplicável ao trabalhador brasileiro contrata-
do para trabalhar em navio de cruzeiro, devendo incidir ao caso a lei do local da prestação de 
serviço, uma vez que as embarcações são consideradas prolongamento de seu território.
O Tribunal Superior do Trabalho decidiu, em setembro de 2023, que a contratação de traba-
lhadores brasileiros para desenvolver atividades a bordo de navios estrangeiros em percursos 
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em águas nacionais e internacionais deve seguir a legislação do Brasil, naquilo que for mais 
favorável. A decisão é da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), órgão res-
ponsável pela uniformização da jurisprudência das turmas do TST. Em sua composição plena, 
o órgão julgou oito processos envolvendo o tema, que vinha sendo objeto de entendimentos 
divergentes entre turmas. Prevaleceu no julgamento o voto do ministro Cláudio Brandão, rela-
tor de um dos casos.
Errado.
004. (INÉDITA/2024) A prescrição aplicável nos casos de acidente de trabalho deve consi-
derar a data do término do contrato de trabalho entre as partes, se ocorrida antes da Emenda 
Constitucional 45/2004.
A prescrição aplicável nos casos de acidente de trabalho deve considerar a data da lesão, se 
ocorrida antes ou depois da Emenda Constitucional 45/2004. Se a lesão ocorreu antes, o prazo 
aplicável é de três anos, conforme determina o Código Civil. Porém, se a lesão é posterior à EC 
45, o prazo é dois anos, conforme previsto no artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal.
Errado.
005. (AROEIRA/PREFEITURA DE BOA VISTA DE GOIAS/PROCURADOR/2023) A declaração 
da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer grau de ju-
risdição. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de:
a) dois anos.
b) um ano.
c) cinco anos.
d) seis meses.
No caso, aplica-se o art. 11-A da CLT, sendo o prazo de dois anos.
Letra a.
006. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2023) Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de cinco anos.
No caso, aplica-se o art. 1-1-A da CLT, sendo o prazo de dois anos.
Errado.
007. (VUNESP/PRUDÊNCIO/ADVOGADO/2022) A declaração da prescrição intercorrente 
não pode ser declarada de ofício. 
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A premissa é contrária ao disposto na CLT: art. 11-A, § 2º: “a declaração da prescrição intercor-
rente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer grau de jurisdição”.
Errado.
008. (PROMUM/CÂMARA DE ROSEIRA/PROCURADOR MUNICIPAL/2023) O direito de re-
clamar contra o não recolhimento de contribuição para o FGTS tem prescrição: 
a) Quinquenal, observando-se os casos em que o prazo prescricional já estava em curso até 
13.11.2014.
b) Quinquenal, observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho, para os 
casos em que a ciência da lesão ocorreu até 13.11.2014.
c) Quinquenal, observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho, para os 
casos em que a ciência da lesão ocorreu a partir de 13.11.2014.
d) Trintenária, observando-se os casos em que o prazo prescricional já estava em curso em 
13.11.2014.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade das normas 
que previam prazo prescricional de 30 anos para ações relativas a valores não depositados 
no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO: 
Para os casos cujo termo inicial da prescrição, ou seja, a ausência de depósito no FGTS ocorra 
após a data do julgamento, aplica-se, desde logo, o prazo de cinco anos. Para aqueles em que 
o prazo prescricional já esteja em curso, aplica-se o que ocorrer primeiro: 30 anos, contados do 
termo inicial, ou cinco anos, a partir do julgamento.
Letra d.
009. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2023) Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorren-
te de descumprimento do pactuado, a prescrição é parcial.
A prescrição parcial é aquela que se renova mês a mês, não decorrendo de um ato único do 
empregador ou, se decorrendo, o direito discutido possui previsão legal, ou seja, não é neces-
sário discutir a legalidade do ato jurídico do empregador em si, já havendo previsão legal sobre 
ele. A jurisprudência possui diversos dispositivos sumulares e orientações jurisprudenciais 
sobre os temas, a exemplo: Súmula 06, IX, Súmula 199, Súmula 275, Súmula 327, Súmula 373, 
Súmula 452, Orientação Jurisprudencial 76, Orientação Jurisprudencial 175, Orientação Juris-
prudencial 242, Orientação Jurisprudencial 243 da SDI-1, dentre outras.
Certo.
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010. (VUNESP/DOCAS PB/ADVOGADO/2022) Em período de recesso forense, os prazos de-
cadenciais ficam suspensos. 
Os prazos de decadência, salvo imperativos legais, não se suspendem e nem se interrompem, 
diferente do que ocorre no prazo de prescrição.
Errado.
011. (IPEFAE/PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA-SP/PROCURA-
DOR DO MUNICÍPIO/2020) Segundo a clássica doutrina trabalhista e a atual regra prevista na 
CLT, havendo, sobre um mesmo tema, vários diplomas, dentre legais e contratuais, qual deles 
deverá ser aplicado na relação de emprego?
a) sempre o mais benéfico, independentemente de onde esteja previsto o instituto
b) a regra legal, ainda que mais prejudicial.
c) o mais benéfico porém, com a reforma trabalhista, ainda que mais prejudicial, prevalecerá a 
previsão do acordo coletivo de trabalho sobre a convenção coletiva de trabalho.
d) o mais benéfico porém, com a reforma trabalhista, ainda que mais prejudicial, prevalecerá a 
previsão da convenção coletiva de trabalho sobre o acordo coletivo de trabalho.
De fato, não existe hierarquia trabalhista, prevalecendo a norma mais benéfica. No entanto, 
com a Reforma Trabalhista, foi criada uma exceção, quando se estipulou que o acordo coletivo 
sempre prevalecerá sobre a convenção coletiva do trabalho, ainda que mais desfavorável ao 
trabalhador.
Letra c.
012. (FAURGS/HCPA/ADVOGADO TRABALHISTA/2016) A interpretação do direito do traba-
lho seguramente não se submete às linhas gerais básicas que a Hermenêutica Jurídica traça 
para os processos interpretativos do fenômeno jurídico, nem mesmo remotamente, pois a es-
pecificidade do ramo justrabalhista avança ao ponto de isolá-lo completamente do conjunto 
de conquistas teóricas alcançadas pela Ciência Jurídica no que concerne à dinâmica interpre-
tativa do Direito.
A premissa está equivocada. Na verdade, as linhas gerais da hermenêutica se aplicam ao pro-
cesso do trabalho, bem como as técnicas integrativas e interpretativas, porém com algumas 
especificidades relacionadas aos princípios da proteção, da primazia da realidade sobre a for-
ma, patamar civilizatório mínimo e, também, nos termos do artigo 8º da CLT.
Errado.
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013. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) As normas jurídicas requerem interpretação, 
por mais claras que pareçam, sendo que cabe ao julgador estabelecer sua exata extensão e 
definir a possibilidade de sua aplicação a cada caso concreto. Quando o intérprete se utiliza 
do método buscando estabelecer uma conexão entre os diversos textos normativos, conside-
rando o sistema normativo como um todo e inserindo a norma estudada, para conjuntamente 
verificar seu sentido, trata-se da interpretação
a) sistemática.
b) lógica.
c) extensiva.
d) teleológica.
e) restritiva.
Na interpretação sistemática, se usa a norma e o contexto jurídico em que está inserida. Além 
disso, existe uma visão integral do sistema, com conexão de todo o ordenamento jurídico. 
Logo, o sistema deve ser visto como um todo.
Letra a.
014. (FCC/TRT-18ª/JUIZ DO TRABALHO/2014) Hermenêutica é a teoria científica da arte de 
interpretar. A hermenêutica jurídica tem por objeto o estudo e a sistematização dos processos 
aplicáveis para determinar o sentido e o alcance das expressões do Direito. São sistemas in-
terpretativos adotados pela hermenêutica, EXCETO:
a) exegético.
b) do direito livre.
c) teleológico (ou finalístico).
d) da livre pesquisa científica.
e) lógico.
Sobre os sistemas teóricos de interpretação, temos algumas escolas que explicam as técnicas, 
das quais podemos destacar: Escola Exegética Francesa (A), Escola do Direito Livre (B), Escola 
da Livre Pesquisa Científica (D), Escola da Livre Investigação, Escola Histórica Evolutiva, que 
acoberta o teleológico. Não existe qualquer menção ao sistema lógico de interpretação, sendo, 
na verdade um método de exegese do direito.
Letra e.
015. (TRT-15ª/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALH0/2013) No que se refere ao Direito do Trabalho, 
segundo os critérios doutrinários dominantes, cumpre ao intérprete:
a) como decorrência do princípio da divisão dos poderes, respeitar o sentido da norma precon-
cebido pelo legislador, não lhe sendo permitido criar o direito;
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b) na hipótese de dubiedade da norma, valer-se da técnica que autoriza priorizar o sentido que 
favorece ao trabalhador sem causar prejuízos aos negócios comerciais do Brasil no exterior, 
tendo em vista a incidência dos princípios da concorrência e da livre iniciativa;
c) dado o caráter contingencial e secundário dos princípios, buscar o sentido em conformidade 
com os princípios jurídicos apenas quando se tratar de norma cogente;
d) apreender o sentido da norma pela visualização sistemática do conjunto normativo ou pela 
utilização de argumentos de ordem lógica, buscando o resultado que melhor atenda aos va-
lores inscritos nos princípios do Direito do Trabalho, com respeito, igualmente, aos princípios 
gerais de Direito;
e) aplicar os postulados da hermenêutica, entendida como a ciência que busca sistematizar 
princípios, teorias e métodos aplicáveis ao processo de interpretação, de modo a não permitir 
uma avaliação valorativa quanto ao conteúdo da norma.
O artigo 8º da CLT não faz distinção da integração por princípios gerais e princípios específicos 
do direito do trabalho. Quanto às demais alternativas, fiz a referida análise do erro primordial:
a) Errada. Permite-se o poder criativo da Justiça do Trabalho.
b) Errada. Não existe esse condicionamento.
c) Errada. Para todo tipo de norma.
d) Certa. No artigo 8º da CLT, não se faz distinção.
e) Errada. Justamente porque se permite uma avaliação valorativa.
Letra d.
016. (TRT-15ª/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) Diz um poema: “Não me interprete mal! 
Sou poema” (Marcelo Soriano). Na mesma linha consigna a Declaração Universal dos Direi-
tos Humanos: “Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o 
reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer ativida-
de ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades 
aqui estabelecidos”. É como se dissesse: “Não me interprete mal! Sou Direitos Humanos”. 
Tendo à vista a tendência atual do Direito do Trabalho de se ligar à referida temática, sobre 
a interpretação dos Direitos Humano: a vedação do retrocesso, que limita a atuação do le-
gislador, impedindo a revogação de normas garantidoras dos Direitos Humanos e, claro, a do 
intérprete.
Nesse caso, a premissa está correta, na medida em que existe na interpretação o respeito à 
vedação ao retrocesso social pelo legislador e pelo intérprete. Diante disso, a premissa está 
correta quanto à interpretação.
Certo.
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017. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO/2013) O artigo 8º da CLT dispõe que: “As autori-
dades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, 
decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e 
normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos 
e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou 
particular prevaleça sobre o interesse público”. A análise literal da previsão legal contida no 
dispositivo implica em:
a) utilização dos princípios do direito do trabalho como modo de evitar e retificar os efeitos não 
desejáveis da legislação trabalhista;
b) enumeração taxativa das fontes formais do direito do trabalho;
c) atribuição de função integrativa do direito positivo para os princípios gerais do direito do 
trabalho, que serão aplicáveis pelo julgador diante das lacunas da lei;
d) utilização da jurisprudência como fonte formal prevalente sobre as demais enumeradas 
no artigo;
e) prevalência da analogia e da equidade sobre as demais fontes formais previstas no di-
ploma legal.
Não existe hierarquia entre as fontes previstas no artigo 8 da CLT. Sendo assim, as premissas 
acima nas alternativas que procurar dar sentido diferenciado estão erradas. Integração é a 
resposta do sistema para suprir lacunas legislativas. As fontes do direito não são exaustivas, 
mas sim exemplificativas.
Letra c.
018. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) O direito do trabalho tem marcada função 
social, o que influi na interpretação, bem como na aplicação das normas, de modo que a utili-
zação do princípio da norma mais favorável ao trabalhador prevalece sobre a teoria de Kelsen 
sobre a hierarquia das normas.
O direito do trabalho tem especificidades, entre elas o fato de que prevalece a ideia da norma 
mais favorável ao trabalhador, dispensando-se a regra da hierarquia tradicional da pirâmide de 
Kelsen. Logo, o que se deve levar em consideração é a norma mais favorável com a ressalva 
da reforma trabalhista.
Certo.
019. (ESAF/TRT-7ª/JUIZ DO TRABALHO/2005) O princípio da não discriminação, consagra-
do na Constituição Federal, proíbe diferença de critérios de admissão, de exercício de funções 
e de salário, por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. É também vedada a discriminação 
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Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
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no tocante ao salário e critérios de admissão do portador de deficiência física, à luz do dispo-
sitivo constitucional.
As premissas estão corretas, nos termos do artigo 7º da CF/1988, o que leva à interpretação 
nos casos concretos, destacando-se os seguintes incisos:
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por mo-
tivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do traba-
lhador portador de deficiência;
XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais 
respectivos.
Certo.
020. (FAE/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO/2006/ADAPTADA) No Direito de Trabalho, em pro-
cesso de aplicação e interpretação, é correto afirmar: I – No processo de autointegração o 
preenchimento das lacunas legais se dá pela analogia e equidade. II – A legislação trabalhista 
arrola a jurisprudência como forma de integração do sistema jurídico. III – As convenções co-
letivas de trabalho são fontes formais do Direito do Trabalho.
Pelo artigo 8º da CLT, a premissa II está correta. A premissa III está correta também conforme 
aulas anteriores. No entanto, a premissa I torna a questão errada, tendo em vista o seguinte:
Autointegração Heterointegração
O operador analisará a norma supletiva/
integrativa sob o viés das próprias fontes 
principais do Direito.
Lacuna nas fontes principais
Ex.: analogia jurídica.
O operador analisará a norma supletiva/
integrativa sob o viés das próprias fontes 
secundárias do Direito, fora do universo 
normativo principal.
Ex.: costumes, princípios gerais do direito, 
usos, equidade.
Errado.
021. (FCC/TRT-22ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2004) Na ausência de disposições legais ou 
contratuais, são formas de integração do Direito do Trabalho:
a) analogia, equidade, princípios de Direito e do Direito do Trabalho.
b) analogia, equidade, os costumes e pareceres do Ministério Público do Trabalho.
c) analogia, equidade, jurisprudência e sentença normativa.
d) princípios e normas gerais de Direito, jurisprudência e sentença normativa.
e) princípios e normas gerais de Direito, equidade e sentença normativa.
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Nos termos do artigo 8º da CLT, fica fácil analisar o dispositivo:
As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratu-
ais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios 
e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e 
costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou parti-
cular prevaleça sobre o interesse público.
Não existe previsão de sentença normativa e de pareceres do MP.
Letra a.
022. (CESPE/TJ-RR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2012) Com base no que dispõe a Lei de Introdu-
ção às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens que se seguem.
Integração normativa consiste na obrigatoriedade de o juiz furtar-se à decisão quando a lei 
for omissa.
No caso em liça, a integração normativa é justamente para fazer o juiz julgar. O juiz tem obriga-
ção de julgar, e a integração é exatamente para tais fins. Então, o raciocínio é o inverso.
Errado.
023. (CESPE/TJ-RR/AGENTE DE PROTEÇÃO/2012) Com base no que dispõe a Lei de Intro-
dução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
A interpretação sistemática de uma norma implica a adequação da lei ao contexto da socieda-
de e aos fatos sociais.
Na verdade, interpretação sistemática é quando se leva em consideração o sistema que está 
inserido. A adequação da lei ao contexto social é uma interpretação evolutiva e até mesmo 
teleológica. Na sistemática, usa-se a interpretação da norma inserida em todo o ordenamento.
Errado.
024. (FCC/MPE-RN/ANALISTA DO MPE/2012) A atividade através da qual se preenchem as 
lacunas verificadas na lei, mediante a pesquisa e a formulação da regra jurídica pertinente à 
situação concreta NÃO prevista pelo legislador é a:
a) integração.
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• 2) Segundo os resultados da interpretação: declarativa, extensiva e restritiva. Na decla-
rativa, interpreta-se o que já está escrito na norma (nem mais nem menos). Aparenta-se 
muito com a interpretação gramatical, em que basicamente se aplica a norma estabele-
cida. A interpretação extensiva ocorre quando se busca extrair uma interpretação mais 
ampla do que se encontra na norma. Na interpretação restritiva, o intérprete buscará o 
oposto da extensiva, na medida em que restringirá a abrangência da norma, o alcance 
dela;
• 3) Segundo os modos de interpretação: gramatical (literal ou linguístico); sistemática 
(analisa todo o sistema jurídico); teleológica (busca a finalidade da forma), histórica 
(busca-se interpretar a norma nos seus bastidores, desenvolvimento histórico), evolu-
tiva (interpretação mais moderna e atualizada da norma aos novos tempos) e lógica 
(busca-se ver a lógica de todo o sistema em que a norma está inserida.
Sendo assim, vamos resumir tudo em um mapa mental para você não esquecer?
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001. (MS CONCURSO/TRT-9ª/JUIZ DO TRABALHO/2009) Destacam-se três tipologias de 
interpretação do Direito: segundo o critério da origem da interpretação efetuada; segundo o 
critério dos resultados do processo interpretativo e segundo o critério dos meios ou métodos 
utilizados no processo de interpretação jurídica. A tipologia segundo o critério da origem da 
interpretação aponta três tipos de interpretação: autêntica, jurisprudencial e doutrinária.
A premissa acima está correta e em conformidade com a divisão que se estabelece na dou-
trina do direito do trabalho sobre as três tipologias de interpretação. Quanto à origem, está 
correta essa subdivisão de autêntica (feita pelo próprio órgão que criou a norma), doutrinária 
(pelos doutrinadores) e jurisprudência (pela atividade reiterada dos Tribunais).
Certo.
Uma observação deve ser feita: o método gramatical é o mais precário de todos, pois se 
confirma com a literalidade da norma, sem avançar na interpretação. Enquanto isso, na inter-
pretação teleológica, busca-se a finalidade real de quem emitiu a norma jurídica e a suas fun-
ções, principalmente, sociais e o alcance máximo dela.
Ainda é preciso afirmar sobre a interpretação axiológica da norma trabalhista, que é justa-
mente aquela que faz uso dos princípios específicos das normas trabalhistas, vistos no mate-
rial anterior. AXIOLÓGICA é porque vem de princípios, valores, vetores do sistema.
002. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2008) Entre as várias formas de interpreta-
ção da norma de Direito do Trabalho, incluem-se a teleológica ou finalística segundo a qual a 
interpretação será dada ao dispositivo legal de acordo com o fim visado pelo legislador.
É exatamente disso que trata a interpretação teleológica: procurar a ratio, a essência da norma, 
principalmente, sobre a finalidade do legislador ao elaborar a norma.
Certo.
003. (TRT-2ª/TRT-2ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) No ramo justrabalhista prevalece à técnica 
de interpretação teleológica que estabelece uma conexão entre os diferentes textos legais, 
onde o intérprete busca o significado, a coerência e harmonia do texto legal, socorrendo-se de 
técnicas da lógica formal.
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Nesse ponto, a prova cobrou técnicas de interpretação. Não é o caso da técnica teleológica; 
procura-se a ratio, a essência da norma, principalmente, sobre a finalidade do legislador ao 
elaborar a norma. Não é o que a questão fala. Na verdade, está tratando da técnica da lógica, 
em que se busca a aplicação de técnicas de lógica formal.
Errado.
É preciso entender a diferença: interpretar é o processo lógico analítico de analisar a nor-
ma jurídica, mas a hermenêutica é a ciência, com os métodos e princípios para que se possa 
interpretar a norma da forma mais exitosa possível.
A interpretação é o objeto de estudo da ciência hermenêutica.
GODINHO (2019; 257) conceituou de forma muito correta o que seja interpretar:
A interpretação consiste no processo intelectual mediante o qual se busca compreender e desvelar 
um determinado fenômeno ou realidade de natureza ideal ou fática. É, portanto, uma dinâmica de 
caráter intelectual voltada a assegurar a seu agente uma aproximação e conhecido da realidade 
circundante.
Com base nisso, destaca-se o seguinte mapa mental, muito importante para a sua prova:
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Nesse ponto, destaca-se a diferença entre interpretação extensiva e analogia. Analogia faz 
parte da integração, no sentido de que só é usada quando não existe previsão normativa. Por 
exemplo, as horas de sobreaviso, nos termos do artigo 244, § 2º, da CLT, que trata somente da 
categoria dos ferroviários.
Logo, não há previsão para outras categorias, como, por exemplo, para os bancários. Sen-
do assim, usa-se ou não o instituto de sobreaviso também para as outras categorias ou é res-
trita tão só para os ferroviários. A norma para outras categorias é ausente, e, por isso, faz-se 
integração através da analogia.
Analogia é um movimento para suprir uma lacuna.
Interpretação extensiva é quando existe uma norma, mas o intérprete busca dar o máximo 
potencial do sentido da norma, bem como das situações que ela atinge. Nesse caso, a norma 
existe e apenas se fará um alargamento na sua interpretação. Logo, são situações distintas.
Por fim, não podemos esquecer que a interpretação, em direito material/individual do tra-
balho, deve sempre ser aquela mais benéfica ao trabalhador.
Com as ideias do neoconstitucionalismo, é preciso levar em consideração que não se deve 
desrespeitar o mínimo constitucional previsto nos artigos 7º a 11 da CF/1988, que também foi 
matéria de estudo.
É o que se chama de patamar civilizatório mínimo.
Por isso que os termos da Reforma Trabalhista foram tão criticados quando surgiram, po-
rém isso não é tema cobrado em prova até decisão definitiva do STF de todas as ações decla-
ratórias de inconstitucionalidade.
O PULO DO GATO
A interpretação do direito do trabalhomeios e a qualquer título,
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b) interpretação.
c) jurisdição.
d) intervenção.
e) classificação jurídica.
Realmente, é a integração a responsável para solucionar problemas diante da omissão legis-
lativa. Destaca-se o artigo 8º da CLT. Nesse aspecto, a integração é o método para permitir ao 
juiz julgar diante da omissão legislativa ou contratual.
Letra a.
025. (CESPE/TJ-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) Com base no que dispõe a Lei de Introdu-
ção ao Código Civil, julgue os itens que se seguem.
O magistrado, deparando-se com a ausência de norma aplicável ao caso concreto que esteja 
julgando, deve suspender o julgamento e solicitar ao Poder Legislativo a edição de lei sobre 
a matéria.
O juiz tem o dever de julgar apesar da omissão legislativa. No caso trabalhista, o juiz deve se 
valer do artigo 8º da CLT:
As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratu-
ais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios 
e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e 
costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou parti-
cular prevaleça sobre o interesse público.
Errado.
026. (VUNESP/IPSM/PROCURADOR/2018) Nos termos da Consolidação das Leis do Traba-
lho, súmulas e outros enunciados de jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho
a) não poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
b) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei.
c) poderão criar obrigações desde que não haja violação das normas de ordem pública.
d) poderão restringir direitos legalmente previstos, desde que haja contrapartida em favor do 
trabalhador.
e) poderão criar obrigações que não estejam previstas em lei, desde que fiquem excepciona-
das as empresas em recuperação judicial.
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A resposta está na literalidade do artigo 8º, caput e § 3º:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com 
os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe 
ou particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 3º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e 
pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar 
obrigações que não estejam previstas em lei.
Letra a.
027. (FCC/TRT-1ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013) O prazo prescricional para reclamar crédi-
tos resultantes das relações de trabalho, conforme previsão legal e entendimento sumulado 
do TST, é de
a) dois anos para os trabalhadores rurais, até o limite de cinco anos após a extinção do contra-
to de trabalho.
b) cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção 
do contrato de trabalho.
c) dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de cinco anos após a extinção 
do contrato de trabalho.
d) trinta anos para reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS.
e) trinta anos para reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS, observado 
o prazo de cinco anos após o término do contrato de trabalho.
Até 13/11/2014, o prazo para reclamar FGTS era de 30 anos, com a prescrição bienal. Porém, 
o STF declarou que o prazo passa a ser a partir da data acima, de 05 anos, assim como os de-
mais direitos trabalhistas, mediante o cumprimento da prescrição bienal.
Letra b.
028. (CESPE/TRT-10ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2013) Com referência a prescrição e decadên-
cia nas relações de trabalho, julgue os itens seguintes.
O direito de ação quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco 
anos, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho, para todos os trabalha-
dores, à exceção dos rurais.
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Dispõe o artigo 11 da CLT:
A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para 
os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 
Os trabalhadores urbanos e rurais possuem os mesmos prazos prescricionais. O limite para ajuizar 
a demanda é de dois anos, a contar do tempo que encerra o contrato de trabalho.
Errado.
029. (CESPE/TRT-10ª/OFICIAL DE JUSTIÇA/2013) Com referência a prescrição e decadên-
cia nas relações de trabalho, julgue os itens seguintes.
No que concerne às férias, a prescrição quinquenal, durante o vínculo empregatício, se inicia a 
partir do período aquisitivo.
Em conformidade com os artigos 134 e 149 da CLT, a prescrição do direito de reclamar o paga-
mento das férias é contada do término do prazo para sua concessão, que é de 12 (doze) meses 
subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o respectivo direito.
Errado.
030. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) Nos termos da jurisprudência sumulada do 
Tribunal Superior do Trabalho é correto afirmar, quanto à prescrição e decadência, que a con-
tagem do prazo prescricional será interrompida pela ação trabalhista somente em relação aos 
pedidos idênticos, salvo se esta for arquivada.
Dispõe a Súmula n. 268 do TST:
PRESCRIÇÃO. INTERRUPÇÃO. AÇÃO TRABALHISTA ARQUIVADA (nova redação) – Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a 
prescrição somente em relação aos pedidos idênticos. Isso vale tanto para processos 
arquivados como não arquivados.
Errado.
031. (FCC/PGE-MT/PROCURADOR DO ESTADO/2012) Em relação à prescrição trabalhista, é 
correto afirmar: Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente 
de alteração do pactuado, a prescrição é parcial, exceto quando o direito à parcela esteja tam-
bém assegurado por preceito de lei.
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Aqui a resposta está na Súmula n. 294 do TST:
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANOTratando-se de ação 
que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a pres-
crição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito 
de lei. No caso, a prescrição é total, mas será parcial quando for o caso de preceito de lei.
Errado.
032. (FCC/TRT-4ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) Gabriel ajuizou reclamação trabalhista em 
face da sua ex-empregadora no dia 10 de novembro de 2010. A Audiência UNA foi realizada no 
dia 8 de fevereiro de 2011 sendo que, a empresa foi intimada da respectiva reclamação traba-
lhista no dia 27 de janeiro de 2011. Neste caso, o prazo prescricional trabalhista de dois anos 
previsto na Constituição Federal brasileira foi
a) interrompido no dia 10 de novembro de 2010.
b) suspenso no dia 10 de novembro de 2010.
c) interrompido no dia 8 de fevereiro de 2011.
d) suspenso no dia 27 de janeiro de 2011.
e) interrompido no dia 27 de janeiro de 2011.
A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
Letra a.
033. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) No tocante a prescrição em matéria tra-
balhista, considere: As causas suspensivas da prescrição paralisam o curso da prescrição já 
iniciada e, cessada a causa que a determinou, o prazo transcorrido será adicionado ao restan-
te, para a consumação da prescrição.
Exatamente isso: os prazos suspensos não zeram o que já transcorreu. Quando a causa sus-
pensiva cessar, recomeça-se o prazo, contando o que já transcorreu.
Certo.
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034. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2011) Respeitado o biênio subsequente à ces-
sação contratual, a prescrição da ação trabalhista concerne às pretensões imediatamente an-
teriores a cinco anos, contados da data da extinção do contrato.
Na verdade, depois da extinção do contrato de trabalho, o trabalhador tem dois anos para 
ajuizar a demanda (prescrição bienal), podendo receber as parcelas dos últimos cinco anos, 
contados da interposição da demanda.
Errado.
035. (CESPE/SEBRAE/ANALISTA TÉCNICO/2O10) No que se refere ao direito processual do 
trabalho, julgue os itens a seguir. A prescrição bienal em relação à interposição da ação tra-
balhista pode ser interrompida pela simples distribuição da ação, ainda que arquivada. Assim, 
o ajuizamento de nova ação deve obedecer a novo prazo prescricional para qualquer pedido 
requerido pelo autor.
A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos. Somente para pedidos idênticos!
Errado.
036. (FCC/INFRAERO/ADVOGADO/2009) No processo do trabalho, tratando-se de deman-
da que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é:
a) parcial e sumulada pelo Tribunal Superior do Trabalho em três anos contados do vencimento 
de cada parcela.
b) total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
c) parcial, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
d) parcial, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
e) total, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
Dispõe a Súmula n. 294 do TST:
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO. Tratando-se de ação 
que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por pre-
ceito de lei.
Letra b.
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037. (UFMT/PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em 
consonância com a legislação trabalhista vigente, analise a assertiva acerca de prescrição in-
tercorrente. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos.
Após a Reforma Trabalhista, dispõe a CLT:
Art. 11-A. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos.
A questão está na literalidade da lei. Lembra do que é prescrição intercorrente? É aquela perda 
da pretensão a direito no curso do processo, em razão da inércia do titular dessa pretensão 
durante determinado prazo. No entanto, isso ocorre na fase de execução trabalhista. Isso é 
mais aprofundado na matéria de processo do trabalho, mas é fundamental que você conheça 
essa possibilidade.
Certo.
038. (UFMT/PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) A 
declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer 
grau de jurisdição.
Após a Reforma Trabalhista, dispõe a CLT:
Art. 11-A, § 2º A declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício 
em qualquer grau de jurisdição.
A questão está na literalidade da lei. Lembra do que é prescrição intercorrente? É aquela perda 
da pretensão a direito no curso do processo, em razão da inércia do titular dessa pretensão 
durante determinado prazo. No entanto, isso ocorre na fase de execução trabalhista. Isso é 
mais aprofundado na matéria de processo do trabalho, mas é fundamental que você conheça 
essa possibilidade.
Certo.
039. (FCC/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO AMAPÁ/PROCURADOR DA ASSEMBLEIA LE-
GISLATIVA/2020) Em relação ao instituto jurídico da prescrição no Direito do Trabalho, con-
forme normas contidas na Consolidação das Leis do Trabalho,
a) as pretensões quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescrevem em cinco 
anos para os trabalhadores urbanos e em dois anos para os rurais.
b) o limite a ser considerado para aplicação da prescrição ao trabalhador urbano é de três anos 
após a extinção do contrato de trabalho.
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Maria Rafaela
c) o prazo prescricional de dois anos após a extinção do contrato de trabalho se aplica para as 
ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social.
d) não há aplicação da prescrição intercorrente na execução de processos que envolvam ver-
bas oriundas de contratos de trabalho.
e) a interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
Aqui temos a incidência dos artigos 8º e 8-A da CLT, os quais transcrevo:Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco 
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato 
de trabalho.
§ 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins de 
prova junto à Previdência Social.
§ 2º Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de altera-
ção ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja 
também assegurado por preceito de lei.
§ 3º A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, produ-
zindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
Art. 11-A. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de dois anos.
§ 1º A fluência do prazo prescricional intercorrente inicia-se quando o exequente deixa de cumprir 
determinação judicial no curso da execução.
§ 2º A declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício em qualquer 
grau de jurisdição.
a) Errada. Existe isonomia.
b) Errada. São dois anos.
c) Errada. Não se aplicam prazos prescricionais para ações declaratórios.
d) Errada. Existe, sim, a previsão.
Letra e.
040. (IPEFAE/SÃO JOSÉ DA BOA VISTA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2020) João 
trabalhou na empresa Barriga D´Água por 15 anos. O contrato se encerrou em 10 de junho 
de 2017, último dia este do aviso prévio cumprido. Em 07 de junho de 2019 apresentou re-
clamação trabalhista perante a Comissão de Conciliação Prévia existente naquela empresa, 
reclamando horas extras e férias não pagas por todo o período. No dia 15 de junho de 2019 foi 
expedido o termo negativo de acordo. Participaram da tentativa de mediação os funcionários 
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Carlos, representante dos empregados e Sérgio, representante do empregador. Inconformado, 
João então ajuizou ação trabalhista no dia 16 de junho de 2019 fazendo os mesmos pedidos. 
Citada, a empresa compareceu em audiência. Oferecida a tentativa de acordo, esta foi negati-
va. Na defesa oferecida pela Reclamada, consta apenas a alegação de prescrição do direito de 
ação, tanto a bienal como a quinquenal. Nesse caso, pode-se afirmar que:
a) o juiz deve acolher a alegação de prescrição do direito de ação e extinguir o processo com 
julgamento do mérito, pois a provocação da Comissão de Conciliação Prévia não causa a 
interrupção ou a suspensão no prazo prescricional do direito de ação. Além disso, destaca-se 
que, tanto Carlos como Sérgio são detentores de estabilidade de emprego.
b) o juiz deve afastar a alegação de prescrição bienal, pois a provocação da Comissão de 
Conciliação Prévia suspendeu sua fruição. Destaca-se que, apenas Carlos é detentor de esta-
bilidade de emprego.
c) o juiz deve afastar a alegação de prescrição bienal, pois a provocação da Comissão de Con-
ciliação Prévia interrompeu sua fruição. Destaca-se que, apenas Carlos é detentor de estabili-
dade de emprego.
d) deve o juiz afastar a alegação de prescrição bienal, pois esta restou suspensa. Contudo, será 
aplicada a pena de revelia a empresa, pois deixou de impugnar os pedidos feitos na inicial, já 
que apenas se limitou a alegar a prescrição de dois anos. Por fim, apenas Carlos será detentor 
de estabilidade no emprego.
No caso em liça, o contrato se encerrou em 10 de junho de 2017, último dia este do aviso prévio 
cumprido. Em 7 de junho de 2019, interpôs pedido na Conciliação Prévia. Dispõe a CLT:
Art. 625-G. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação 
Prévia, recomeçando a fluir, pelo que lhe resta, a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do 
esgotamento do prazo previsto no art. 625-F.
Então, 7/6/2019, a prescrição foi suspensa. O trabalhador tinha até 10 de junho de 2019 para 
ajuizar a ação, e, com isso, a prescrição bienal não existe (2 anos do encerramento do contra-
to). A decisão da conciliação foi em 15/6/2019. Logo, houve suspensão de dois dias. O autor 
ajuizou a reclamação trabalhista no dia seguinte a decisão. Assim, não existe prescrição bie-
nal, pois houve suspensão do prazo prescricional. É CAUSA DE SUSPENSÃO. Nesse sentido, 
surge a questão da estabilidade do representante dos empregados e, ainda, uma questão além 
de natureza processual em que não houve a impugnação especificada dos fatos, existindo a 
situação de confissão ficta, e não revelia.
Letra b.
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041. (CESGRANRIO/PETROBRAS/2017) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, 
ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de
a) 1 ano
b) 2 anos
c) 3 anos
d) 4 anos
e) 5 anos
Aqui está a literalidade do artigo 11-A da CLT, que faz menção expressa a dois anos.
Letra b.
042. (CESPE/TRT-21ª/2010) Segundo entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), 
o prazo de prescrição de três anos previsto no atual diploma civil é aplicável ao pedido de in-
denização por dano moral e patrimonial decorrente de acidente de trabalho, desde que a data 
da ciência da lesão/doença tenha ocorrido após a vigência do atual Código Civil, mas antes da 
vigência da Emenda Constitucional n. 45/2004.
De fato, havia essa divergência do TST em relação à aplicação do prazo prescricional quando 
se tratava de danos morais. Antes da EC n. 45/2004, vigorava o prazo do CC de três anos e, 
atualmente, é de cinco anos, logo após a EC n. 45/2004, emenda conhecida como da Reforma 
do Poder Judiciário.
Certo.
043. (CESPE/TRT-5ª/2008) Acerca dos princípios gerais do processo trabalhista, bem como 
dos prazos da execução, dos recursos e da decadência nesse âmbito, julgue o item que se se-
guem. Os créditos resultantes das relações de trabalho decaem após passados dois anos do 
fim do contrato de trabalho.
A assertiva está equivocada, pois troca indevidamente decadência e prescrição. Na verdade, 
nos termos do art. 11 da CLT e do art. 7º da CF/1988, os créditos resultantes das relações de 
trabalho PRESCREVEM após passados dois anos do fim do contrato de trabalho. Isso porque 
se trata de exercício de exigibilidade do direito perseguido.
Errado.
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044. (CESPE/AGU/2007) Na prescrição, o direito antecede o início da contagem do prazo, 
enquanto na decadência, o direito coincide com o início da contagem do prazo. Esse entendi-
mento se aplica também ao direito do trabalho.
Nos termos do art. 189 do novo Código Civil:
Violadoo direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos a 
que aludem os arts. 205 e 206.
Outra importante diferença que deve ser considerada é o termo a quo, já que este, na prescri-
ção, inicia-se a partir da violação do direito material do sujeito, e a contagem do prazo decaden-
cial inicia-se a partir do nascimento do direito potestativo.
Certo.
045. (FADESP/PREFEITURA DE MARINGÁ/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019) Conside-
rando a Reforma Trabalhista instituída pela Lei n. 13.467/2017 e a prescrição intercorrente da 
Execução, é correto afirmar que
a) tal instituto não foi recepcionado pela reforma em tela, porquanto incompatível com os 
princípios basilares e informativos do Direito Material e Processual do Trabalho, máxime o 
Princípio da Proteção, o qual, por uma cristalina questão de essência, veda a aplicação de todo 
e qualquer instituto jurídico em desfavor do obreiro
b) é hodiernamente compatível, pois que o exequente, uma vez formalmente notificado a dar 
prosseguimento na execução, se não diligencia em juízo no particular, após dois anos de inér-
cia, terá o processo findo, com resolução de mérito.
c) é absolutamente incompatível em razão do que dispõe a Súmula n. 114 do Colendo TST, 
sobremaneira considerando o manifesto prejuízo em desfavor do obreiro, via de regra, hipos-
suficiente.
d) tal instituto é incompatível com os princípios basilares e informativos do direito material e 
processual do trabalho, máxime o princípio da proteção, o qual é considerado um dos funda-
mentos de existência deste ramo do direito, pelo qual é vedada a aplicação de todo e qualquer 
instituto jurídico em desfavor do obreiro, conforme reza a Súmula n. 327 do STF.
A Reforma Trabalhista trouxe a possibilidade de prescrição intercorrente nos termos do artigo 
11-A da CLT. Nesse ponto, mostra-se compatível com o sistema normativo do direito do traba-
lho, a partir de novembro de 2017. Antes, não existia essa previsão, tendo súmula do TST em 
sentido a não compatibilizar com o processo do trabalho. Mas o STF discordava do TST.
Letra b.
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046. (FUNDATEC/PREFEITURA DE CAMPO BOM-RS/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2019) 
De acordo com a consolidação das leis do trabalho, analise as assertivas a seguir: Ocorre a 
prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de cinco anos.
Com a Reforma Trabalhista, passou-se a ser admitida a prescrição intercorrente no prazo de 
dois anos, conforme artigo 11-A da CLT. Logo, está equivocado o prazo de cinco anos.
Errado.
047. (FAEL/CÂMARA MUNICIPAL DE COLOMBO-PR/ADVOGADO/2019) Assinale a alterna-
tiva CORRETA em relação à prescrição no âmbito do Direito do Trabalho, conforme a Consoli-
dação das Leis do Trabalho.
a) Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de cinco anos.
b) A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
desde que em juízo competente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, pro-
duzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos.
c) A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em dois anos, 
após a extinção do contrato de trabalho, para o trabalhador rural e em cinco anos para o traba-
lhador urbano.
d) Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alte-
ração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela 
esteja também assegurado por preceito de lei.
Dispõe a Súmula n. 294 do TST:
Súmula n. 294 do TST
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO Tratando-se de ação 
que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por pre-
ceito de lei.
A interrupção da prescrição ocorre quando o recebimento é feito por juiz competente ou não, 
como está no CC, conforme o material de aula. Respeitado o biênio subsequente à cessação 
contratual, a prescrição da ação trabalhista concerne às pretensões imediatamente anteriores 
a cinco anos, contados da data do ajuizamento da reclamação, e não às anteriores ao quinqu-
ênio da data da extinção do contrato.
a) Errada. O prazo é de dois anos.
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b) Errada. A interrupção da prescrição ocorre quando o recebimento é feito por juiz competente 
ou não, como está no CC, conforme o material de aula.
c) Errada. Existe isonomia entre trabalhador urbano e rural.
d) Certa. Está nos termos da Súmula n. 294 do TST.
Letra d.
048. (IADES/BRB/ADVOGADO/2019) Tratando-se de pretensão que envolva pedido de pres-
tações sucessivas decorrente de alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é 
total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
O enunciado da questão é a literalidade da Súmula n. 294 do TST:
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO Tratando-se de ação 
que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por pre-
ceito de lei.
Certo.
049. (IADES/BRB/ADVOGADO/2019) As ações declaratórias estão sujeitas, em princípio, à 
prescrição, e as ações constitutivas com prazo previsto em lei para o seu ajuizamento estão 
sujeitas, quanto ao direito potestativo a ser exercido, à decadência.
Pedidos declaratórios, como, por exemplo, anotação na CTPS do trabalhador, são declaratórios 
e não se submetem à prescrição ou decadência. A segunda frase sobre direitos constitutivos 
está correta, pois se aplicam os prazos decadenciais.
Errado.
050. (CEBRASPE/PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2019) A respeito de prescrição no processo do trabalho, julgue o seguinte item, de acor-
do com a legislação processual trabalhista. As ações que tenham por objeto anotações na 
carteira de trabalho para fins de prova junto à previdência social não estão sujeitas a prazo 
prescricional.
Conforme consta no artigo 11 da CLT, bem como por ser tratar de direito declaratório (pedido 
declaratório) que não se submete a prazos prescricionais ou decadenciais.
Certo.
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051. (IBFC/PREFEITURA DE DIVINÓPOLIS/ADVOGADO/2019) Relativamente à prescrição 
no Direito do Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual, a prescrição da ação trabalhista 
concerne às pretensões imediatamente anteriores a cinco anos, contados da data do ajuiza-
mento da reclamaçãoe, não, às anteriores ao quinquênio da data da extinção do contrato.
b) Extinto o contrato de trabalho, o prazo para ajuizar reclamação trabalhista será de 5 
(cinco) anos.
c) A norma constitucional que ampliou o prazo de prescrição da ação trabalhista é de aplica-
ção diferida e atinge pretensões já alcançadas pela prescrição bienal quando da promulgação 
da Constituição Federal de 1988.
d) Considerando-se vigente o contrato de trabalho, caso ocorra lesão a direito líquido e certo, 
o trabalhador terá direito a buscar reparação do dano no prazo de 2 (dois) anos contados da 
data em que houve a violação do direito.
Respeitada a prescrição bienal, leva-se depois em consideração a prescrição quinquenal, con-
tada da interposição da demanda.
b) Errada. É de dois anos a contar do contrato de trabalho.
c) Errada. É de aplicação imediata.
d) Errada. O término do prazo consta da extinção do contrato de emprego, e não da lesão.
Letra a.
052. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) A contagem do prazo prescricional será inter-
rompida pela ação trabalhista somente em relação aos pedidos idênticos, salvo se esta for 
arquivada.
A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos pe-
didos idênticos. Conforme sedimentado pela mais alta Corte Trabalhista do país, a ação traba-
lhista, ainda que arquivada, sem a necessidade de citação válida do reclamado, interrompe a 
prescrição.
Errado.
053. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) a contagem do prazo prescricional será suspen-
sa pela ação trabalhista em relação a todos os pedidos, ainda que a ação seja arquivada.
A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos pe-
didos idênticos. Conforme sedimentado pela mais alta Corte Trabalhista do país, a ação 
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trabalhista, ainda que arquivada, sem a necessidade de citação válida do reclamado, interrom-
pe a prescrição.
Errado.
054. (FCC/TRT-16ª/TÉCNICO/2019) Douglas laborava na empresa X desde Janeiro de 2002 
sendo que em Janeiro de 2008 foi dispensado com justa causa. Em Janeiro de 2009, Douglas 
ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. Neste caso, em regra, não 
estarão prescritos direitos trabalhistas do ano de
a) 2004 em diante.
b) 2006 em diante.
c) 2003 em diante.
d) 2002 em diante.
e) 2007 em diante.
Ele conseguiu interpor a ação nos dois anos após o fim do contrato e, por isso, ele tem agora 
o direito de pleitear os últimos cinco anos a partir do ano da interposição da demanda. Sendo 
assim, ele ajuizou a ação em 2009, o que o faz retroagir para direitos a partir de 2004, porque 
confere os últimos cinco anos.
Letra a.
055. (FCC/INFRAERO/ADVOGADO/2009) No processo do trabalho, tratando-se de deman-
da que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a 
prescrição é:
a) parcial e sumulada pelo Tribunal Superior do Trabalho em três anos contados do vencimento 
de cada parcela.
b) total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
c) parcial, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
d) parcial, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
e) total, inclusive quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.
Aplica-se o teor da súmula do TST: “Súmula 294, TST: Tratando-se de demanda que envolva 
pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é total, 
exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.”
Letra b.
056. (FCC/TRT-1ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) o prazo de decadência do direito do empregador 
de ajuizar inquérito em face do empregado que incorre em abandono de emprego é contado a 
partir do momento em que o empregado deixa de comparecer ao serviço injustificadamente.
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A resposta está na súmula 62 do TST: O prazo de decadência do direito do empregador de ajui-
zar inquérito em face do empregado que incorre em abandono de emprego é contado a partir 
do momento em que o empregado pretendeu seu retorno ao serviço.
Errado.
057. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) no tocante às férias, a prescrição do direito de 
reclamá-las surge a partir de expirado o prazo do período concessivo sem que o empregador 
tenha oportunizado o descanso, observados os demais períodos prescricionais no caso de 
extinção do contrato de trabalho.
Em conformidade com os artigos 134 e 149 da CLT, a prescrição do direito de reclamar o paga-
mento das férias é contada do término do prazo para sua concessão, que é de 12 (doze) meses 
subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o respectivo direito.
Certo.
058. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) Maria era empregada pública do Estado do 
Rio de Janeiro desde 06/01/2010, quando ocorreu a mudança no seu regime jurídico de estatu-
tário para o celetista em 06/01/2012, tendo se aposentado em 06/01/2014, o termo final para 
Maria ingressar com reclamação trabalhista pleiteando direitos que entende devidos oriundos 
do período em que foi empregada pública sob o regime celetista é até 06/01/2016.
A resposta está na súmula do TST: PRESCRIÇÃO BIENAL. A transferência do regime jurídico de 
celetista para estatutário implica extinção do contrato de trabalho, fluindo o prazo da prescri-
ção bienal a partir da mudança de regime”(Súmula n.º 382 do C. TST).
Certo.
059. (FCC/TRT-20ª/ANALISTA/2011) Em se tratando de pedido de reenquadramento, a pres-
crição é total, contada da data do enquadramento do empregado.
A resposta se encontra sumulada no TST: “Em se tratando de pedido de reenquadramento, a 
prescrição é total, contada da data do enquadramento do empregado”(TST, súmula 275).
Certo.
060. (FCC/TRT-15ª/JUIZ DO TRABALHO/2015) José, nascido em 20/01/1998, empregado 
da empresa “X” no período de 31/01/2014 a 18/11/2014, tendo sido dispensado sem justa 
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causa e cumprido o prazo do aviso prévio trabalhando, caso deseje ingressar com Reclamação 
Trabalhista contra sua ex-empregadora para requerer o pagamento de diferenças de horas ex-
tras, deve observar o prazo até 22/01/2018.
Ele tem dois anos para ajuizar a ação trabalhista contado da sua demissão que foi em 
18/11/2014, logo, ele tem até a data de 18/11/2016. A questão não deixou claro que na data 
acima estava já considerando a projeção do aviso prévio. Mas a data apontada na questão, de 
qualquer forma, está equivocada.
Errado.
061. (FGV/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2023)Avelino celebrou contrato de tra-
balho com o Banco Caixa Forte S/A, em 05/02/2019, para prestar serviços na função de aten-
dente bancário. Em 15/10/2022, o Banco Caixa Forte S/A foi integralmente adquirido pela ins-
tituição financeira Banco Fortuna S/A, operação interempresarial que se deu de forma idônea, 
com plena observância à lei. Diante disso, ocorreu a transferência de todo o ativo e também 
da integralidade das agências bancárias de uma para outra empresa, permanecendo Avelino e 
todos os demais empregados trabalhando normalmente para o Banco Fortuna S/A, nas mes-
mas funções e em idênticas condições de trabalho. Em 28/11/2022, em razão de avaliação de 
produtividade, Avelino foi despedido sem justa causa pelo Banco Fortuna S/A, recebendo as 
verbas resilitórias a que fazia jus. Diante da situação hipotética acima, considerando que Aveli-
no entende ser credor de horas extraordinárias realizadas durante toda a contratualidade, bem 
como pretende saber qual é a responsabilidade dos bancos Caixa Forte S/A e Fortuna S/A em 
caso de ajuizamento de reclamação trabalhista, em conformidade com a lei e o entendimento 
dominante do Tribunal Superior do Trabalho, é correto afirmar que:
a) o Banco Caixa Forte S/A deverá responder pelo pagamento de eventuais horas extraordiná-
rias de Avelino contraídas desde a data da admissão até 14/10/2022, recaindo sobre o Banco 
Fortuna S/A as obrigações trabalhistas a partir de 15/10/2022 até o término da relação em-
pregatícia;
b) a mudança interempresarial ocorrida entre as empresas provocou a automática transferên-
cia de direitos e obrigações trabalhistas do Banco Caixa Forte S/A para o Banco Fortuna S/A, 
passando este a responder por eventuais horas extraordinárias de Avelino relativas a todo o 
período contratual;
c) o Banco Caixa Forte S/A e o Banco Fortuna S/A deverão responder solidariamente por even-
tuais horas extraordinárias devidas a Avelino ao longo da contratualidade;
d) o Banco Caixa Forte S/A deverá responder de forma subsidiária ao Banco Fortuna S/A por 
eventuais horas extraordinárias devidas a Avelino;
e) a atribuição da responsabilidade pelo pagamento das horas extraordinárias de Avelino de-
verá observar a existência de cláusula restritiva de responsabilização trabalhista no contrato 
havido entre os bancos envolvidos.
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Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
Maria Rafaela
Trata-se de tema de questão sobre a sucessão empresarial. Na questão, um banco foi com-
prado integralmente por outro. Quando há sucessão regular, ocorre com a transferência da ti-
tularidade da empresa ou do estabelecimento para outro grupo societário. Nesse caso, a nova 
empresa formada, denominada sucessora, assume as obrigações trabalhistas contraídas pela 
antiga, a empresa sucedida. A sucessão trabalhista ocorre com a transferência da titularidade 
da empresa ou do estabelecimento para outro grupo societário. Nesse caso, a nova empresa 
formada, denominada sucessora, assume as obrigações trabalhistas contraídas pela antiga, 
a empresa sucedida. É que os direitos dos empregados devem ser integralmente preservados 
em caso de qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa, conforme prescrevem os ar-
tigos 10 e 448 da CLT. Tem-se entendido que a empresa sucessora responde pelos créditos 
trabalhistas dos empregados da empresa sucedida, ainda que exista cláusula contratual exi-
mindo-a de tal responsabilidade. Tal cláusula contratual apenas garante à sucessora a facul-
dade de propor ação regressiva contra sua antecessora, não eximindo-a de responsabilidade 
quanto aos créditos trabalhistas.
Letra b.
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NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
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REFERÊNCIAS
BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 2011.
BRASIL. Código Civil Brasileiro. Brasília: Senado, 2002.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho (1943). Consolidação das Leis do Trabalho. Brasí-
lia: Senado, 1943.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 
1988.
_____Supremo Tribunal Federal. Brasília: acesso em outubro/2020. Site oficial: www.stf.jus.br
_______Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: acesso em outubro/2020. Site oficial: www.tst.
jus.br
CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 11ª Ed. São Paulo: Editora Método, 2015.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 19ª Ed. São Paulo: Editora LTr, 2019.
DELGADO, Maurício Godinho; DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com 
os comentários à Lei n. 13.467/2017. São Paulo: Editora LTr, 2017.
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ANEXO
Súmula n. 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas 
anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do 
regulamento. II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do 
empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
Súmula n. 403 do STF
É de decadência o prazo de trinta dias para instauração do inquérito judicial, a contar da 
suspensão, por falta grave, de empregado estável.
Súmula n. 62 do TST
ABANDONO DE EMPREGO. O prazo de decadência do direito do empregador de ajuizar 
inquérito em face do empregado que incorre em abandono de emprego é contado a partir 
do momento em que o empregado pretendeu seu retorno ao serviço.
Súmula n. 268 do TST
PRESCRIÇÃO. INTERRUPÇÃO. AÇÃO TRABALHISTA ARQUIVADA (nova redação) - Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a 
prescrição somente em relação aos pedidos idênticos.
OJ 344 do TST.FGTS. MULTA DE 40%. DIFERENÇAS DECORRENTES DOS EXPURGOS 
INFLACIONÁRIOS. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. (mantida) – O termo inicial do prazo 
prescricional para o empregado pleitear em juízo diferenças da multa do FGTS, decorren-
tes dos expurgos inflacionários, deu-se com a vigência da Lei Complementar n. 110, em 
30.06.01, salvo comprovado trânsito em julgado de decisão proferida em ação proposta 
anteriormente na Justiça Federal, que reconheça o direito à atualização do saldo da conta 
vinculada.
Súmula n. 308 do TST
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL (incorporada a Orientação Jurisprudencial n. 204 da SBDI-1) 
- Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005
I – Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual, a prescrição da ação traba-
lhista concerne às pretensões imediatamente anteriores a cinco anos, contados da data 
do ajuizamento da reclamaçãoe, não, às anteriores ao quinquênio da data da extinção do 
contrato. (ex-OJ n. 204 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000)
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A norma constitucional que ampliou o prazo de prescrição da ação trabalhista para 5 
(cinco) anos é de aplicação imediata e não atinge pretensões já alcançadas pela pres-
crição bienal quando da promulgação da CF/1988. (ex-Súmula n. 308 - Res. 6/1992, DJ 
05.11.1992)
Súmula n. 350 do TST
PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. AÇÃO DE CUMPRIMENTO. SENTENÇA NORMATIVA (man-
tida)
O prazo de prescrição com relação à ação de cumprimento de decisão normativa flui 
apenas da data de seu trânsito em julgado.
Súmula n. 326 do TST
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO TOTAL. A pretensão à comple-
mentação de aposentadoria jamais recebida prescreve em 2 (dois) anos contados da 
cessação do contrato de trabalho.
Súmula n. 327 do TST
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. DIFERENÇAS. PRESCRIÇÃO PARCIAL (nova 
redação). A pretensão a diferenças de complementação de aposentadoria sujeita-se à 
prescrição parcial e quinquenal, salvo se o pretenso direito decorrer de verbas não rece-
bidas no curso da relação de emprego e já alcançadas pela prescrição, à época da pro-
positura da ação.
Súmula n. 294 do TST
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO
Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de altera-
ção do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também 
assegurado por preceito de lei.
Maria Rafaela
Juíza do trabalho substituta da 7ª Região. Doutoranda em Direito pela Universidade do Porto/Portugal. 
Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Porto/Portugal. Professora de cursos de pós-gradua-
ção na Universidade de Fortaleza - Unifor. Palestrante. Professora convidada da Escola Judicial do TRT 7ª 
Região. Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Professora de cursos preparatórios 
para concursos públicos. Formadora da Escola de Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. 
Cargos desempenhados: foi juíza do trabalho substituta no TRT 14ª Região, promotora de justiça titular do 
MPRO, analista judiciária do TJCE; professora concursada do quadro permanente na Universidade Federal 
de Rondônia; professora concursada temporária na Universidade Federal do Ceará. Aprovada em outros 
concursos públicos. Autora de artigos científicos publicados.
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	Apresentação
	Interpretação, Integração e Aplicação do Direito do Trabalho, Prescrição e Decadência no Direito do Trabalho
	1. Formas de Interpretação do Direito do Trabalho
	2. Formas de Integração e Aplicação do Direito do Trabalho
	3. A Decadência no Direito do Trabalho
	4. Causas Impeditivas, Suspensivas e Interruptivas da Prescrição
	5. Critério da Actio Nata
	6. Prescrição nos Contratos Urbanos
	7. Prescrição nos Contratos Rurais
	8. Prescrição nos Contratos Domésticos
	9. Prescrição do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
	10. Prescrição em Ações Meramente Declaratórias
	11. Termo Inicial de Contagem da Prescrição
	12. Prescrição Total e Parcial
	13. Prescrição de Danos Morais
	14. Informações Finais sobre Prescrição
	Resumo
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexo
	AVALIAR 5: 
	Página 79:submete-se às linhas gerais básicas que a hermenêutica 
jurídica traça para os processos interpretativos do fenômeno jurídico, apesar de ter especifi-
cidade, como a aplicação da norma mais favorável ao trabalhador. O direito do trabalho tem 
marcada função social, o que influi na interpretação, bem como na aplicação das normas, de 
modo que a utilização do princípio da norma mais favorável ao trabalhador prevalece sobre a 
teoria de Kelsen sobre a hierarquia das normas.
Não se esqueça de mais uma informação: na interpretação das normas trabalhistas e na 
aplicação do que for melhor no caso concreto para o trabalhador, a norma mais benéfica pre-
valecerá, porém, com a Reforma Trabalhista, ainda que mais prejudicial, prevalecerá a previsão 
do acordo coletivo de trabalho sobre a convenção coletiva de trabalho.
Espero ter esclarecido as noções gerais de interpretação. Vamos para a integração e a 
aplicação do direito do trabalho.
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NOÇÕES DE DIREITO DO TRABALHO
Maria Rafaela
Para encerrar esse tópico, trago tabelas que podem te ajudar a acompanhar as diferenças 
dos institutos que estamos tratando e, ainda, a posição do TST em um julgado que versa sobre 
analogia e interpretação analógica em relação às horas de prontidão e de sobreaviso.
No caso do TST, o ministro Dalazen também explicou a origem do benefício previsto no art. 
224, § 2º, da CLT. O legislador, para disciplinar a duração de trabalho nas estradas de ferro, ins-
tituiu o sobreaviso, atribuindo-lhe natureza de regime especial, consistente em permanecer o 
empregado em sua residência aguardando o chamado para dar continuidade a tarefa inadiável, 
seja em razão de imprevisto, seja em substituição a outro empregado. 
A parcela salarial, de acordo com o TST, também se estende a outros segmentos profissio-
nais. O direito à remuneração de horas de sobreaviso, originariamente previsto para os ferro-
viários, comporta aplicação analógica a outras categorias, desde que se exija do empregado 
que permaneça em sua residência, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço 
(RR 498136/98).
É importante abordar a distinção de analogia e interpretação analógica para não ocorrer 
equívocos nas provas objetivas:
ANALOGIA INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA
Faz-se uso da ANALOGIA quando existe ausência de 
norma para regular o caso concreto. Aplica-se a solu-
ção de um caso similar que é tratado por uma norma 
para outro caso que não tem regulamentação. Tam-
bém está prevista na LINDB – Lei de Introdução das 
Normas do Direito Brasileiro.
OMISSÃO DE LEI.
NÃO É MÉTODO INTERPRETATIVO.
É um método interpretativo utilizado no caso concreto.
É usada quando não há omissão da norma legislativa 
ou normativa.
Mas existe na norma um conceito genérico que pre-
cisa ser interpretado e ter sua norma revelada a partir 
de um texto legal.
E também é preciso entender a diferença entre interpretação e integração:
INTERPRETAÇÃO INTEGRAÇÃO
Eros Roberto Grau: “Interpretar é, assim, dar concep-
ção (=concretizar) ao direito. Nesse sentido, a interpre-
tação (=interpretação/aplicação) opera a inserção do 
direito na realidade; opera a mediação entre o caráter 
geral do texto normativo e sua aplicação particular; em 
outros termos ainda: opera a sua inserção na vida”.
Tércio Sampaio Ferraz Junior ressalta que o proble-
ma a integração está relacionado diretamente com a 
questão da lacuna da lei e a possibilidade de o julgador 
ir além da “ration legis”, configurando novas hipóteses 
normativas quando se admite a possibilidade de que 
o ordenamento vigente não as prevê, ou até mesmo 
de que as prevê, mas de modo julgado insatisfatório
Destaque-se para as provas a literalidade da lindb nesse aspecto:
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revo-
gue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
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§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga 
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido 
a vigência.
Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os 
princípios gerais de direito.
Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem 
comum.
O PULO DO GATO
O direito do trabalho tem marcada função social, o que influi na interpretação, bem como na 
aplicação das normas, de modo que a utilização do princípio da norma mais favorável ao traba-
lhador prevalece sobre a teoria de Kelsen sobre a hierarquia das normas. O direito do trabalho 
tem especificidades, entre elas o fato de que prevalece a ideia da norma mais favorável ao tra-
balhador, dispensando-se a regra da hierarquia tradicional da pirâmide de Kelsen. Logo, o que 
se deve levar em consideração é a norma mais favorável com a ressalva da reforma trabalhista.
Pela Reforma Trabalhista, o Acordo Coletivo sempre prevalecerá em relação à Convenção 
Coletiva de Trabalho, apesar de ser menos benéfico ao trabalhador.
O juiz tem o dever de julgar apesar da omissão legislativa. O juiz não pode se recusar a 
julgar alegando que não tem norma. Na ausência de norma, deve fazer uso da INTEGRAÇÃO e, 
no caso do juiz do trabalho, do art.8 da CLT.
Em conformidade com os artigos 134 e 149 da CLT, a prescrição do direito de reclamar o 
pagamento das férias é contada do término do prazo para sua concessão, que é de 12 (doze) 
meses subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o respectivo direito.
2. FormAs de IntegrAção e AplIcAção do dIreIto do trAbAlho
No caso da integração, observa-se claramente a ausência de norma legislativa ou contratu-
al e, portanto, como o dever do julgador é prolatar a decisão, tem-se a necessidade de utilizar 
meios de integração para suprir as lacunas.
Isso acontece, por exemplo, com a analogia, a equidade, os princípios gerais do direito, 
princípios específicos do direito do trabalho, jurisprudência, direito comparado.
A definição de Godinho (2019, p. 277) trata do tema:
Denomina-se integração jurídica o processo de preenchimento das lacunas normativas verificadas 
no sistema jurídico em face de um caso concreto, mediante o recurso a outras fontes normativas 
que possam ser especificamente aplicáveis. A integração comporta, portanto, um conjunto de me-
canismos voltados a assegurar o suprimento das lacunas apresentadas pelas fontes principais do 
sistema jurídico perante determinado caso concreto.
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A CLT dispõe sobre as regras de integração nos termos do artigo 8º da CLT transcrito:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com 
os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe 
ou particular prevaleça sobre o interesse público.
§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.
§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e 
pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar 
obrigações que não estejam previstas em lei.
§ 3º No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho anali-
sará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado o 
disposto no art. 104 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua atuação 
pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva.
O artigo 8º da CLT é muito recorrente em provas. DESPENCA ladeira abaixo sem freio! En-
tão, por favor, memorização mais que obrigatória! Eu já trouxe inúmeras questões em relação 
a esse dispositivo e continuarei reforçando. Nesse aspecto, veja mais uma questão de prova 
de Juiz do TRT 23 e para o cargo de Procurador do Trabalho (MPT):
004. (TRT-23ª/TRT-23ª/JUIZ DO TRABALHO/2012) A CLT não tem regra própria para a inte-
gração de normas jurídicas, valendo-se do que dispõe a Lei de Introdução ao Código Civil.
A premissa está equivocada, na medida em que o artigo 8º dispõe textualmente as fontes de 
integração. Nesse modo, a premissa fere a CLT.
Errado.
005. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2008) A Consolidação das Leis do Trabalho 
trata da integração jurídica da norma, pois autoriza o juiz, na falta de expressa disposição legal 
ou convencional, a utilizar a analogia ou a equidade.
É verdade essa premissa. Basta lermos o artigo 8º da CLT, que trata das situações de integra-
ção do direito do trabalho, incluindo-se a analogia e a equidade.
Certo.
A fundamentação da integração é que o ordenamento jurídico é pleno e, portanto, as res-
postas devem estar no próprio ordenamento. Isso é o que se denomina PRINCÍPIO DA PLENI-
TUDE DA ORDEM JURÍDICA.
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Nesse ponto, existe a previsão do artigo 140 do Código de Processo Civil, em que o juiz não 
se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento jurídico.
A Reforma Trabalhista alterou o artigo 8º da CLT, principalmente, como um freio para o de-
sempenho muito ativo da Justiça do Trabalho, mediante o poder criativo de súmulas e OJs do 
TST. Muito cuidado com isso nas provas.
O PULO DO GATO
Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho 
e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos 
nem criar obrigações que não estejam previstas em lei.
O direito comum (exemplo base: Direito Civil) será fonte subsidiária do direito do trabalho. 
Isso também foi alterado pela Reforma Trabalhista e é recorrente nas provas.
Além disso, há duas espécies de integração: AUTOINTEGRAÇÃO e HETEROINTEGRAÇÃO.
Para melhor explicar, observe a tabela a seguir:
Autointegração Heterointegração
O operador analisará a norma supletiva/
integrativa sob o viés das próprias fontes 
principais do Direito.
Lacuna nas fontes principais.
Ex.: analogia jurídica.
O operador analisará a norma supletiva/
integrativa sob o viés das próprias fontes 
secundárias do Direito, fora do universo 
normativo principal.
Ex.: costumes, princípios gerais do direito, 
usos, equidade.
O PULO DO GATO
A atividade através da qual se preenchem as lacunas verificadas na lei mediante a pesquisa 
e a formulação da regra jurídica pertinente à situação concreta é a integração. No processo 
de autointegração, o preenchimento das lacunas legais se dá pela analogia. A equidade é por 
heterointegração.
Dessas formas de integração, ganha destaque para os concursos a ANALOGIA. No concei-
to de Godinho (2019, p. 280):
Analogia, na ciência do Direito, constitui o processo pelo qual se aplica à hipótese não prevista em 
lei disposição relativa a caso semelhante (ubi eaden ratio, ibi idem just). Pressupõe semelhança das 
relações ou situações jurídicas, conduzindo ao encontro de fórmula normativa semelhante.
Para que se configure a analogia, é preciso trazer à baila a distinção entre analogia le-
gis e juris.
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A analogia legis significa que é aplicação de uma norma legal estabelecida para um caso 
semelhante, fato pelo qual não há regulamentação.
Exemplo: aplicar a situação do sobreaviso do ferroviário para as outras categorias.
A analogia juris significa que, na ausência de regra estabelecida para o caso sub judice, o 
juiz recorre aos princípios gerais do direito. Veja que não há propriamente uma regra, mas sim 
um princípio que pode ser estendido, como, por exemplo, os princípios da proporcionalidade e 
da razoabilidade.
Para fins de considerar a possibilidade de analogia, verifica-se:
• a) ausência de norma específica para o caso concreto em jogo;
• b) possibilidade de usar a norma semelhante ou um princípio para o caso concreto em 
jogo;
• c) existe um aspecto comum entre a norma.
Veja o mapa mental acerca da ANALOGIA:
Ultrapassadas as ideias de interpretação, hermenêutica e integração do direito do trabalho, 
passo a analisar a questão da APLICAÇÃO.
Na ideia de aplicação, passamos a regular a incidência da norma abstrata no caso con-
creto. É importante delimitar duas grandes premissas para as provas, que são justamente a 
aplicação no tempo e no espaço.
No caso do efeito no tempo, tem-se que na aplicação das regras do direito do trabalho, os 
efeitos são IMEDIATOS, porém respeitados os direitos adquiridos, a coisa julgada e o ato jurí-
dico perfeito.
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Somente a Constituição Federal pode dispor de algum direito com efeitos retroativos, mas 
isso se torna uma exceção ao sistema.
Esse efeito imediato é exatamente em respeito ao princípio da segurança jurídica. Mais 
uma vez vemà tona outro assunto que já falei com você em aulas passadas, que é a ADERÊN-
CIA CONTRATUAL.
Isso significa que o princípio da ADERÊNCIA CONTRATUAL leva em consideração que as 
normas contratuais e as cláusulas contratuais aderem ao contrato de trabalho com intensida-
de e extensões temporais diferenciadas. Nesse ponto, tem-se a Súmula 51 do TST, que regula-
menta o tema:
Súmula n. 51 do TST
NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 
DA CLT
I – As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anterior-
mente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regu-
lamento.
II – Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
A CLT também caminha nesse sentido da aplicação que incorpora ao contrato de trabalho 
como reflexo da aderência contratual, quando aduz, por exemplo:
Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por 
mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao 
empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
§ 1º Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo 
empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de 
confiança.
§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo motivo, não assegura ao empre-
gado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que não será incorpo-
rada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função.
Art. 469. Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade 
diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não acarretar necessa-
riamente a mudança do seu domicílio .
§ 1º Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados que exerçam cargo de 
confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, 
quando esta decorra de real necessidade de serviço.
§ 2º É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o em-
pregado.
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§ 3º Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para locali-
dade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, mas, nesse 
caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) 
dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação.
Quanto a esse tema, é verdadeira a premissa de que a Reforma Trabalhista alterou o en-
tendimento do TST acerca da aderência definitiva de qualquer norma favorável ao contrato de 
trabalho por tempo indeterminado. Com base nisso, relembre comigo que a Súmula n. 277 do 
TST foi praticamente suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (ADPF323) e, posteriormente, 
pelo artigo 614, § 3º, da CLT.
Guarde essa informação para a sua prova quando for cobrada aplicação das normas tra-
balhistas: não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade. Na medida em que agora tudo tem 
o prazo de duração, não existindo uma aderência definitiva nos contratos de trabalho.
Quanto ao tempo da aplicação das normas trabalhistas, a questão já foi explicada. E quan-
to ao espaço?
Aplica-se o direito do trabalho para as relações jurídicas existentes em território nacional, 
em nome do princípio da soberania e do princípio da territorialidade.
Nesse ponto, é muito feliz a observação de Godinho (2019, p. 287):
O Direito do trabalho brasileiro aplica-se às relações empregatícias e conexas, além de outras rela-
ções de trabalho legalmente especificadas, que ocorram dentro do espaço interno do território brasi-
leiro. Realizando-se o contrato de trabalho dentro das fronteiras brasileiras, não há dúvida de que se 
submetem plenamente, de maneira geral, à ordem jurídica trabalhista pátria. Trata-se de incidência 
do princípio da soberania, aliado ao critério da territorialidade, de modo a assegurar o império da 
legislação nacional em cada Estado independente.
Logo, quanto às relações no ambiente territorial brasileiro, não há dúvidas. Mas, se a rela-
ção for no estrangeiro ou se mista (assinou contrato aqui e está trabalhando lá ou vice-versa)? 
Como fica? Aplica-se a lei brasileira?
Antes, existia no Brasil a Súmula n. 207 do TST, que foi cancelada em 2012. Então, pres-
te atenção.
A Súmula n. 207 dizia: a relação jurídica trabalhista é regida pelas leis vigentes no país da 
prestação de serviço, e não por aquelas do local da contratação. Ela foi cancelada, e é por isso 
que não vou constar no fim do material de aula para não confundir você!
Ou seja, antes do cancelamento, só valia a norma do país em que se prestava serviços. 
Porém, isso não está mais valendo.
Nesse sentido, pode ser aplicada a lei brasileira desde que mais favorável ao trabalhador 
brasileiro, não fazendo mais diferença se ele laborou fora do país.
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Aplica-se a lei brasileira, atualmente, conforme jurisprudência do TST, para todos os tra-
balhadores (brasileiros ou não) contratados no Brasil ou transferidos por seus empregados 
para prestar serviços no exterior quando mais favorável a lei brasileira em relação à legislação 
estrangeira.
No caso de trabalhador marítimo, rege-se pela lei do pavilhão do navio.
O PULO DO GATO
Aplica-se a lei brasileira, atualmente, conforme jurisprudência do TST, para todos os trabalha-
dores (brasileiros ou não) contratados no Brasil ou transferidos por seus empregados para 
prestar serviços no exterior quando mais favorável a lei brasileira em relação à legislação 
estrangeira.
Vamos ver como essa questão foi cobrada anteriormente e que hoje o gabarito seria dife-
rente numa prova de Procurador do Trabalho (MPT):
006. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2008) em relação à eficácia no espaço da nor-
ma trabalhista, a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho adota o critério 
da territorialidade (ou da Lex loci executionis), segundo o qual a relação jurídica trabalhista 
é regida pelas leis vigentes no país da prestação do serviço e não por aquelas do local da 
contratação.
A questão representava a Súmula n. 207 do TST que foi cancelada posteriormente. Agora, não 
pode ser vista dessa forma. Logo, na época da prova, o gabarito seria correto, mas hoje, é er-
rado, mas eu trouxe essa questão para você visualizar o antes e depois da Súmula n. 207 do 
TST. Isso porque, atualmente, aplica-se a lei brasileira, atualmente, conforme jurisprudência do 
TST, para todos os trabalhadores (brasileiros ou não) contratados no Brasil ou transferidos por 
seus empregados para prestar serviços no exterior quando mais favorável a lei brasileira em 
relação à legislação estrangeira.Na época da prova, era correta. Hoje está errada.
Errado.
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Diante das explicações, vamos recapitular neste mapa mental:
Uma última informação do TST: em sua composição plena, a SDI-1 julgou oito processos 
envolvendo o tema, que vinha sendo objeto de entendimentos divergentes entre Turmas. O 
Tribunal Superior do Trabalho decidiu, em 2023, que a contratação de trabalhadores brasileiros 
para desenvolver atividades a bordo de navios estrangeiros em percursos em águas nacionais 
e internacionais deve seguir a legislação do brasil, naquilo que for mais favorável. A decisão é 
da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), órgão responsável pela uniformi-
zação da jurisprudência das turmas do TST.
Nos casos julgados, as pessoas foram recrutadas no Brasil e, de acordo com a Lei n. 
7.064/1982, que trata de trabalhadores brasileiros contratados ou transferidos para prestar 
serviços no exterior, prevê a aplicação da lei brasileira quando for mais favorável que a legisla-
ção territorial. Quando, no direito interno, houver norma mais benéfica, o Direito Internacional 
cede-lhe passagem.
O PULO DO GATO
A lei sobre trabalhadores contratados ou transferidos para o exterior deve ser aplicada quando 
brasileiros prestam serviços a bordo de navios e cruzeiros de bandeira estrangeira, tanto em 
percursos em águas nacionais como internacionais.
3. A decAdêncIA no dIreIto do trAbAlho
O conceito de decadência veio do direito civil e tem como sinônimo a caducidade. Godinho 
(2019, p. 291) conceitua:
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A decadência (também chamada caducidade) conceitua-se como a perda da possibilidade de obter 
uma vantagem jurídica e garanti-la judicialmente em face do não exercício oportuno da correspon-
dente faculdade de obtenção.
Com a decadência, observa-se a perda do direito em si, em que a decadência extingue o 
próprio direito. Os objetos da decadência são direitos potestativos, na medida em que facul-
tam ao agente exercer ou não o direito de ação.
Também na decadência, tanto o direito de ação nasce como se extingue a ao mesmo tempo.
A decadência pode ser legal ou convencional (pelas partes). No caso da decadência legal, 
aquela estabelecida pela lei, o juiz pode decretar de ofício ou mediante provocação das partes 
ou do MPT.
Vamos ver o Código Civil tratando sobre a decadência, porque se aplica no direito do trabalho:
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impe-
dem, suspendem ou interrompem a prescrição.
Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I.
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
Em regra, não existe prazo decadencial previsto para o exercício dos direitos trabalhistas.
Somente algumas hipóteses são previstas e cobradas em prova, como, por exemplo:
• a) o prazo para interposição do inquérito para a apuração da falta grave;
• b) situação de prazo para inquérito de servidor estável;
• c) caso de inquérito para abandono de emprego;
• d) opção retroativa do FGTS em detrimento da estabilidade decenal (de dez anos);
• e) os prazos de PDV (Plano de Demissão Voluntária) previstos nos acordos e conven-
ções coletivas de trabalho.
São apenas situações exemplificativas mais cobradas em concurso. Não é exaustivo o 
rol acima.
A situação do artigo 853 da CLT traz acerca do inquérito pela apuração da falta grave:
Art. 853. Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido 
com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito à Junta ou Juízo de Direito, 
dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado.
As hipóteses de decadência podem existir tanto por imperativo legal como podem sur-
gir mediante negociação coletiva. Lembra-se do que falamos sobre fontes autônomas e 
heterônomas.
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Logo, os prazos decadenciais podem surgir por fontes autônomas e heterônomas.
Ainda se destacam as seguintes súmulas do STF e do TST para fins de verificação das hi-
póteses de decadência, do qual destacam-se:
Súmula n. 403 do STF
É de decadência o prazo de trinta dias para instauração do inquérito judicial, a contar da 
suspensão, por falta grave, de empregado estável.
Súmula n. 62 do TST
ABANDONO DE EMPREGO. O prazo de decadência do direito do empregador de ajuizar 
inquérito em face do empregado que incorre em abandono de emprego é contado a partir 
do momento em que o empregado pretendeu seu retorno ao serviço.
Diante disso, os regulamentos e convenções coletivas bem como os acordos coletivos 
podem prever prazos decadenciais em seus instrumentos.
O PULO DO GATO
A decadência se aplica ao direito do trabalho e pode ser legal (prevista em lei) ou convencio-
nal (negociação coletiva, regulamentos empresariais etc.). Então, a decadência pode surgir de 
fontes autônomas ou heterônomas. Existem no ordenamento prazos decadenciais. Não há 
previsão de causas suspensivas, impedimentos e interruptivas de prescrição.
4. cAusAs ImpedItIvAs, suspensIvAs e InterruptIvAs dA prescrIção
A prescrição tem algumas diferenças da decadência. Observa-se que a prescrição é a per-
da da exigibilidade judicial de um direito, como, por exemplo: o direito de ação.
Vamos relembrar o importante dispositivo da Constituição Federal de 1988 cobrado 
nas provas:
Art. 7º, XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricio-
nal de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção 
do contrato de trabalho.
Isso significa que o trabalhador tem o prazo de dois anos para ajuizar a demanda quando 
extingue o contrato de trabalho. E somente pode cobrar os últimos cinco anos, contados do 
ajuizamento da demanda.
São, portanto, dois prazos prescricionais: bienal (2 anos após a extinção do contrato de 
trabalho) e quinquenal (os cinco últimos anos a partir do ajuizamento da ação).
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O Código Civil também trata da matéria do qual transcrevo aqui para você ter uma visão geral:
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos 
prazos a que aludem os arts. 205 e 206.
Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo 
de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos 
do interessado, incompatíveis com a prescrição.
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.
Art. 194. (Revogado pela Lei n. 11.280, de 2006)
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.
A prescrição tem causas de IMPEDIMENTO, ou seja, quando nem se inicia a contagem do 
prazo prescricional.
Em casos de menores de 18 anos, não corre a prescrição, nem sequer se inicia. Isso está 
expresso na CLT, no artigo 440. Logo, não se inicia a prescrição quando o trabalhador for me-
nor de 18 anos.
Essa é a mais importante: impedimento é quando nem começa a iniciar a prescrição. As 
causas impeditivas previstas no Código Civil são aplicadas ao direito do trabalho:
Art. 198. Também não corre a prescrição:
I – contra os incapazes de que trata o art. 3º;
II – contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios;
III – contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.
Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:
I – pendendo condição suspensiva;
II – não estando vencido o prazo;
III – pendendo ação de evicção.
O PULO DO GATO
Não se inicia a prescrição quando o trabalhador for menor de 18 anos. Exemplo: Porfírio tinha 
15 anos quando deixou de trabalhar como empregado doméstico. No entanto, não se inicia a 
prescrição bienal (2 anos) e a quinquenal (5 anos) não começam a contar até ele completar 18 
anos. A partir de 18 anos, começa a contar os 2 anos. Dispõe o artigo 440 da CLT: Contra os 
menores de 18 (dezoito) anos não corre nenhum prazo de prescrição.
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Nas causas de interrupção, zera-se a contagem anterior e só pode acontecer uma única 
vez. Pode-se citar como exemplo de distinção de efeitos de prescrição e decadências, o se-
guinte: Se a lei fala que é uma situação de suspensão para um prazo de 1 ano e já transcor-
reram 2 meses, quando a causa desaparece, leva-se em consideração os dois meses. Porém, 
se a lei fala que é uma situação de interrupção para um prazo de 1 ano e já transcorreram 2 
meses, quando a causa desaparece, desconsideram-se os dois meses e o prazo passa a correr 
na sua integralidade. Nesse sentido, destaca-se a posição de Godinho (2019, p. 298):
As causas interruptivas atuam sobre o curso prescricional com efeito mais amplo do que o caracte-
rístico da suspensão. A interrupção susta a contagem do prazo prescricional já iniciada, eliminando 
inclusive o prazo prescricional em fluência (respeitada a prescrição já consumada). Ou seja: enquan-
to na suspensão o prazo transcorrido é preservado (retornando-se a contagem sustada após o de-
saparecimento da causa suspensiva), na interrupção verifica-se a eliminação do prazo prescricional 
em curso, favorecendo mais largamente o titular do direito. É óbvio, como visto, que o prazo elimina-
do pela interrupção será o prazo em curso (isto é, o prazo legalmente fixado e em andamento), não 
se atingindo, pois, a prescrição já consumada (que corresponde ao prazo que já suplantou o lapso 
prescricional fixado).
Sobre as causas de interrupção, dispõe o Código Civil:
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
I – por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover 
no prazo e na forma da lei processual;
II – por protesto, nas condições do inciso antecedente;
III – por protesto cambial;
IV – pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;
V – por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
VI – por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito 
pelo devedor.
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou 
do último ato do processo para a interromper.
As causas de suspensão não zeram o prazo que já se iniciou.
Exemplo: existia um prazo de dois anos. O prazo começou em seis meses e houve uma causa 
suspensiva que durou uns 4 meses, por exemplo. Quando acabar a condição suspensiva, os 
seis meses que já transcorreram continuam sendo contabilizados.
É diferente dos prazos de interrupção que zeram os prazos de contagem.
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Exemplo: então, no caso que citei acima, vamos analisar o mesmo exemplo: existia um prazo 
de dois anos. O prazo começou em seis meses e houve uma causa interruptiva que durou uns 
4 meses, por exemplo. Quando acabar a condição interruptiva, os seis meses que já transcor-
reram não serão contabilizados.
Além disso, temos uma situação que DESPENCA nas provas tanto de direito do trabalho 
como do processo do trabalho. É o caso da Súmula n. 268 do TST:
PRESCRIÇÃO. INTERRUPÇÃO. AÇÃO TRABALHISTA ARQUIVADA: A ação trabalhista, ainda 
que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos pedidos idênticos.
O PULO DO GATO
A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos pe-
didos idênticos. Então, temos: CAUSA INTERRUPTIVA SOMENTE EM RELAÇÃO AOS PEDIDOS 
IDÊNTICOS. Isso vale tanto para processos arquivados como não arquivados.
Outra hipótese que despenca nas provas é a seguinte dica: a interrupção da prescrição 
somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, mesmo que em juízo incompe-
tente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, produzindo efeitos apenas em 
relação aos pedidos idênticos. Veja:
• a) apenas pedidos idênticos;
• b) juízes competentes ou não;
• c) causa de interrupção.
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Então, veja a síntesedo que expliquei no mapa mental.
Uma das causas de suspensão é o artigo 625-G da CLT, que trata da suspensão do prazo 
no caso de submissão de demanda à Comissão de Conciliação Prévia ou Núcleo Intersindical 
de Conciliação Trabalhista.
As causas de suspensão da prescrição ocorrem nas seguintes situações, conforme o Có-
digo Civil:
Art. 197. Não corre a prescrição:
I – entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;
II – entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;
III – entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela
007. (INÉDITA/2020) Patrícia, desde os 12 anos de idade, trabalha numa fazenda rural como 
trabalhadora rural. Ela trabalhou até os 17 anos nessa fazenda e nunca teve anotação na CTPS, 
nem recebeu direitos trabalhistas, nem qualquer verba, ou recolhimento de FGTS. A CF/1988 
proíbe trabalhos de menores de 16 anos e admite os aprendizes a partir dos 14 anos. Ela pode 
ajuizar ação? Como inicia o prazo prescricional?
a) Não há início da prescrição bienal e quinquenal, pois Patrícia é absolutamente incapaz.
b) Não há início da prescrição bienal, mas corre a prescrição quinquenal.
c) Não há início da prescrição quinquenal, mas corre a prescrição bienal.
d) Os prazos prescricionais transcorrem normalmente tanto da prescrição bienal como a 
quinquenal.
e) Aos 16 anos, conforme as regras do Código Civil, iniciam os prazos prescricionais.
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Na questão, estamos tratando de pessoa menor de 18 anos. Até os 18 anos de idade, não 
correm prazos prescricionais. Não há distinção entre absolutamente e relativamente incapaz. 
Não existe ainda distinção entre prescrição bienal e quinquenal quando se trata de causas 
impeditivas, suspensivas e interruptivas de prazos prescricionais. No caso em liça, é o caso de 
trabalho proibido. Mesmo assim, não se pode penalizar duplamente o trabalhador.
Letra a.
O PULO DO GATO
Também há uma CAUSA DE SUSPENSÃO muito importante para fins de provas. É o caso de 
Conciliação de Comissão Prévia. Nesse sentido, existe o dispositivo da CLT que trata do tema:
Art. 625-G. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação 
Prévia, recomeçando a fluir, pelo que lhe resta, a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do 
esgotamento do prazo previsto no art. 625-F.
Duas últimas informações relevantes para as suas provas. Existem dois institutos jurídicos 
que você não pode confundir com prescrição: perempção e preclusão. Esses dois últimos institutos 
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são processuais que veremos nas aulas de Processo do Trabalho, mas acho importante que 
você os conheça agora para não confundir com prescrição e decadência.
Perempção significa a perda da possibilidade de propositura de ação judicial pelo prazo de 
seis meses (peculiaridade trabalhista), quando der início ao processo e ele for arquivado por 
duas vezes, com respeito ao mesmo empregador, nos termos dos artigos 732 e 844 da CLT.
Preclusão significa perda de uma faculdade processual. Nesse sentido, podemos ter pre-
clusão pelo tempo (preclusão temporal), preclusão pelo senso lógico e racional (preclusão lógi-
ca) e preclusão pelo cometimento de ato anterior do ato processual (preclusão consumativa).
5. crItérIo dA Actio NAtA
Ainda sobre o caso impedimentos da prescrição trabalhista, surge a situação da actio 
nata. Existe e é aplicável no direito brasileiro. O que é a actio nata? Significa quando nasce 
o direito de acionar o Poder Judiciário e reivindicar o direito. Actio nata é o instante em que 
ocorreu a lesão.
Significa, sobretudo, o nascimento do direito de acionar. Ou seja, qual fenômeno desenca-
deia o surgimento do direito de exigibilidade. Assim, mesmo que o direito seja anterior, razão 
pela qual a prescrição somente inicia sua contagem na própria data do diploma (norma) que 
instituiu referido direito.
Um dos exemplos clássicos da actio nata é o disposto na LC n. 101/2001 e a OJ do TST de 
número 344. Vamos contextualizar junto com a OJ 344. Dispõe a OJ:
FGTS. MULTA DE 40%. DIFERENÇAS DECORRENTES DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. 
PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. (mantida) – Res. 175/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 
31.05.2011
O termo inicial do prazo prescricional para o empregado pleitear em juízo diferenças da 
multa do FGTS, decorrentes dos expurgos inflacionários, deu-se com a vigência da Lei 
Complementar n. 110, em 30.06.01, salvo comprovado trânsito em julgado de decisão 
proferida em ação proposta anteriormente na Justiça Federal, que reconheça o direito à 
atualização do saldo da conta vinculada.
Nessa OJ, tem-se claramente que o TST firmou o início do direito (a actio nata) para fins de 
pleitear a diferença da multa do FGTS decorrente de expurgos inflacionários.
No ano de 2001, a LC n. 101 passou a existir e fixou o marco para as pessoas pleitearem 
as diferenças dos expurgos inflacionários dos recolhimentos de FGTS e das multas de 40%.
Mesmo que os depósitos tenham ocorrido há mais de dez anos, não estava prescrito, pois 
a LC n. 101 fixou quando começava a iniciar o prazo prescricional para pedir as diferenças do 
FGTS e da multa dos 40%. Óbvio que quem havia ajuizado demanda antes na Justiça Federal 
comum teria outro início de prazo prescricional.
Esse é um exemplo de actio nata, ou seja, quando a lei fixa quando o direito pode ser exigi-
do. Ela firma o início do prazo prescricional. Ficou claro? O assunto não é muito simples, mas 
é importante.
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6. prescrIção nos contrAtos urbAnos
Nesse ponto, dispõe o artigo 7º, inciso XXIX:
XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional 
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho.
Esses prazos prescricionais previstos na CF/1988 possuem aplicação imediata, nos ter-
mos do que está disposto na Súmula n. 308 do TST:
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL
I – Respeitado o biênio subsequente à cessação contratual, a prescrição da ação traba-
lhista concerne às pretensões imediatamente anteriores a cinco anos, contados da data 
do ajuizamento da reclamação e, não, às anteriores ao quinquênio da data da extinção 
do contrato.
II – A norma constitucional que ampliou o prazo de prescrição da ação trabalhista para 5 
(cinco) anos é de aplicação imediata e não atinge pretensões já alcançadas pela prescri-
ção bienal quando da promulgação da CF/1988.Na CLT, também existe previsão da prescrição no contrato de trabalho:
Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco 
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato 
de trabalho. § 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações 
para fins de prova junto à Previdência Social.
§ 2º Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de altera-
ção ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja 
também assegurado por preceito de lei.
Não incide prazo prescricional quando se trata de pedido declaratório, como, por exem-
plo, pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e efeitos de anotações na CTPS do 
trabalhador.
O PULO DO GATO
Os prazos prescricionais não se aplicam às ações que tenham por objeto anotações para fins 
de prova junto à Previdência Social, bem como pedidos declaratórios.
7. prescrIção nos contrAtos rurAIs
A Emenda Constitucional n. 28/2000 unificou os prazos prescricionais entre os trabalhado-
res urbanos e rurais. Tudo isso em nome do princípio da isonomia, que deve nortear o mesmo 
tratamento jurídico.
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O artigo 7º, caput, da CF/1988 tratou da equiparação entre trabalhadores urbanos e rurais, 
inclusive, quanto ao prazo de prescrição:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social:
XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional 
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho.
Os mesmos raciocínios desenvolvidos para a prescrição dos contratos urbanos aplicam-se 
aos rurais. Houve uma unificação dos prazos entre os trabalhadores urbanos e rurais.
8. prescrIção nos contrAtos doméstIcos
Aqui há destaque para a LEI COMPLEMENTAR N. 150/2015. A CF/1988 não tratou da pres-
crição dos domésticos. Analisando o parágrafo único do artigo 7º, este não prevê qualquer 
menção à prescrição dos empregados domésticos.
A LC n. 150/2015 definiu domésticos como sendo, nos termos do artigo 1, aquele que 
presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrati-
va à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, 
aplica-se o disposto nesta Lei.
Acerca da prescrição, a LC n. 150/2015 aduziu:
Art. 43. O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em 5 
(cinco) anos até o limite de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de trabalho.
Antes da LC n. 150, questionava-se qual prazo deveria ser aplicado para fins de prescrição. 
Muitas teorias doutrinárias surgiram, prevalecendo a que equiparava aos trabalhadores urba-
nos, conforme a prescrição bienal e quinquenal.
9. prescrIção do Fundo de gArAntIA do tempo de servIço
O FGTS é um direito trabalhista previsto na Lei n. 8.036/1990 (Regulamento do FGTS), em 
que o empregador precisa fazer recolhimentos mensais em favor do trabalhador numa conta 
vinculada junto à Caixa Econômica Federal. Assemelha-se uma poupança forçada.
Qual o prazo para pleitear os recolhimentos de FGTS? Qual o prazo prescricional? Além dis-
so, aplica-se ao FGTS a regra geral da CF/1988 no que se refere ao prazo bienal e quinquenal 
ou existe um prazo diferenciado?
Existia uma posição sumulada no TST no sentido de que a prescrição do FGTS era de 
30 anos (trintenária). Na verdade, o trabalhador tinha que obedecer à prescrição bienal, no entanto 
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não se limitava aos últimos cinco anos. O trabalhador poderia requerer o pagamento dos últi-
mos 30 anos.
Calma! Isso foi até a decisão do STF de 2014, que passo a analisar com você agora.
O STF, em 13/11/2104, fez um importante julgamento no ARE 709.212-DF, em que declarou 
inconstitucional o prazo trintenário do artigo 23, § 5º, da Lei n. 8.036/1990. Em suma, para o 
STF, é inconstitucional manter um prazo de prescrição de 30 anos. Foi um julgamento polêmico.
Para a prova, prevalece a posição do Supremo Tribunal Federal em que a prescrição para 
o FGTS se submete às regras de prescrição bienal e quinquenal. Nesse sentido, fica esperto! 
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL E BIENAL! ACABOU A PRESCRIÇÃO TRINTENÁRIA!
Mas disso surge uma pergunta: e quem tinha ação antes da data do julgamento do STF?
Perdeu a prescrição trintenária? Ou se aplica imediatamente os últimos cinco anos do STF?
O STF também tratou dessa situação, afirmando que os efeitos seriam “EX NUNC”, ou seja, 
para o futuro, para quem ajuizasse demanda a partir da data do julgamento. Os efeitos da de-
cisão só atingem os processos ajuizados após a data do julgamento (13/11/2014).
Para não ter maiores dúvidas, o TST possui o entendimento de que, para os casos em 
que a ciência da lesão acerca do FGTS ocorreu a partir de 13/11/2014, é de 05 (cinco anos) a 
prescrição do direito de reclamar contra o não recebimento dos valores do FGTS, observada a 
prescrição bienal.
Ou seja, o STF e o TST já possuem um ponto pacífico na matéria. Guarde essa data para o 
FGTS: 13/11/2014.
O PULO DO GATO
O marco de prescrição do FGTS é a data do julgamento do STF, a data de 13/11/2014. Em 
processos antes dessa data, a prescrição do FGTS é trintenária. A partir do julgamento, a pres-
crição é quinquenal. Em todas as situações, usa-se a prescrição bienal.
008. (INÉDITA/2020) Magna é empregada na empresa Venturini há 20 anos e nunca foi reco-
lhido o FGTS. Magna encerrou seu contrato de trabalho em 10/01/2014. Ajuizou ação judicial 
no dia 12/11/2014. Nesse caso:
a) Magna pode receber o FGTS de todo o período que trabalhou.
b) Magna pode receber o FGTS dos últimos 05 anos a contar do término da sua relação 
de emprego.
c)Magna pode receber o FGTS dos últimos 05 anos a contar da data da interposição da demanda.
d) Magna tem todo o seu direito prescrito, pois não respeitou a prescrição bienal.
O caso é de FGTS. Você tem que perceber logo isso. Ora, tratando-se de FGTS, temos que sem-
pre respeitar a prescrição bienal. Isso ocorreu. Logo, a alternativa D já cai fora. Sobraram as 
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outras alternativas. O julgamento do STF foi que dividiu o que era prescrição trintenária e quin-
quenal. No caso, o julgamento do STF foi em 13/11/2014. A ação foi ajuizada um dia antes. 
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