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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE PRÁTICA 01 Karina Maria Mazzarotto 01510777 Mobile User RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Parasitologia Clínica DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: Karina Maria Mazzarotto MATRÍCULA: 01510777 CURSO: Biomedicina POLO: Caruaru PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Atenção: desenvolva as respostas de maneira resumida, mas garanta que todo o conteúdo necessário foi abordado. Para essa atividade é obrigatório a indicação de referência bibliográfica. RELATÓRIO: 1. As técnicas de enriquecimento servem para aumentar a possibilidade de encontrar formas evolutivas dos parasitos. Uma dessas técnicas é a de sedimentação espontânea. Explique o princípio da técnica, como ela é realizada e quais parasitos podemos encontrar utilizando-a. A sedimentação espontânea é uma técnica simples, mas bastante útil na rotina laboratorial. Seu princípio é baseado no fato de que os parasitos presentes nas fezes — como ovos, cistos e larvas — são mais pesados que os resíduos fecais. Assim, quando deixamos essa mistura em repouso com água, os parasitos acabam se depositando no fundo do recipiente. Para realizá-la, misturamos uma pequena amostra de fezes com água, filtramos para retirar os resíduos maiores e deixamos a mistura descansar por cerca de 30 minutos. Depois, descartamos a parte de cima com cuidado e analisamos o que ficou no fundo ao microscópio. Com essa técnica, conseguimos identificar diversos parasitos intestinais, como os cistos de Giardia e Entamoeba, além dos ovos de vermes como Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Schistosoma mansoni. Mobile User RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ 2. Alguns métodos de diagnóstico parasitológico são, além de qualitativos, quantitativos, ou seja, permitem quantificar a carga parasitária. O método de Kato- Katz é um desses. Explique detalhadamente o passo-a-passo dessa técnica é informe a importância de se estimar a carga parasitária em doenças parasitárias que podem ser detectadas por essas técnicas. O método de Kato-Katz é usado para identificar e contar ovos de helmintos nas fezes, permitindo estimar a carga parasitária do paciente. Como é feito: Uma pequena quantidade de fezes (41,7 mg) é colocada em uma lâmina com auxílio de um molde. Cobre-se com fita de celofane embebida em glicerina e corante. Após 30 minutos de clarificação, a lâmina é analisada no microscópio. Os ovos visíveis são contados e, com base nisso, estima-se o número de ovos por grama de fezes (opg). A contagem de ovos ajuda a classificar a infecção como leve, moderada ou intensa. Isso orienta o tratamento, avalia a gravidade da doença e é essencial em ações de saúde pública, especialmente em áreas endêmicas. 3. Quando precisamos pesquisar larvas de parasitos como Strongyloides stercoralis em uma amostra, algumas técnicas são comumente utilizadas, como o método criado por Rugai e colaboradores. Descreva como essa técnica acontece e quais os cuidados que devemos ter ao realizá-la. A técnica de Rugai é indicada para detectar larvas de Strongyloides stercoralis em fezes frescas. O método aproveita o comportamento natural das larvas, que migram em direção à umidade e ao calor. Para isso, a amostra é envolvida em gaze e colocada sobre um funil com água morna. Após algumas horas, as larvas atravessam a gaze, descem pelo funil e se acumulam no tubo de ensaio, onde são analisadas ao microscópio. É essencial que a amostra seja fresca, pois as larvas se deterioram rapidamente. Também é obrigatório o uso de luvas e máscara durante o manuseio, já que há risco de autoinfecção por penetração ativa das larvas. Além disso, o equipamento deve estar bem montado para evitar vazamentos ou contaminações. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ 4. Explique a diferença entre as técnicas aprendidas, ressaltando suas vantagens e desvantagens e principais indicações de diagnóstico. Cada técnica parasitológica tem finalidades específicas. A sedimentação espontânea é simples, barata e detecta cistos e ovos, mas é apenas qualitativa e pode falhar em infecções leves. O Kato-Katz permite contar ovos de helmintos, sendo útil em esquistossomose e outras verminoses intestinais. É quantitativo, ideal para avaliar a carga parasitária, mas tem sensibilidade limitada em infecções leves. Já a técnica de Rugai é indicada para detectar larvas, especialmente de Strongyloides stercoralis. É sensível, mas exige amostras frescas e cuidados com biossegurança, devido ao risco de autoinfecção. Assim, a escolha depende do tipo de parasito suspeito e do objetivo do exame — se é apenas identificar, quantificar ou detectar formas específicas. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE PRÁTICA 02 Karina Maria Mazzarotto 01510777 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Parasitologia Clínica DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: Karina Maria Mazzarotto MATRÍCULA:01510777 CURSO: Biomedicina POLO: Caruaru PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Atenção: desenvolva as respostas de maneira resumida, mas garanta que todo o conteúdo necessário foi abordado. Para essa atividade é obrigatório a indicação de referência bibliográfica. RELATÓRIO: 5. Para um diagnóstico correto, é preciso conhecer as características morfológicas dos parasitos. Ao observar uma amostra com uma larva de Strongyloides stercoralis, qual a morfologia que observaremos? Explique as características da forma larval desses parasitos. Para identificar corretamente o Strongyloides stercoralis ao microscópio, é essencial reconhecer suas formas larvais, que são as mais comuns nas fezes. A larva de primeiro estágio, chamada rabditoide, mede cerca de 180 a 380 µm e apresenta esôfago curto e dilatado, além de uma cauda alongada e afilada. Já a larva de segundo estágio, conhecida como filarioide, é mais longa (500 a 600 µm), com esôfago longo e cilíndrico e cauda também afilada, sendo essa forma infectante na pele humana. Ambas são transparentes e móveis, mas a presença de um esôfago mais desenvolvido e a cauda pontiaguda ajudam a diferenciá-las de larvas de outros nematoides intestinais. Esses detalhes morfológicos são fundamentais para um diagnóstico correto, principalmente em infecções leves, onde a visualização precisa é essencial. Mobile User RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ 6. Dependendo da consistência das fezes, pode ser mais fácil encontrar uma ou outra forma evolutiva dos parasitos. Por exemplo, em fezes diarreicas, é mais provável encontrar trofozoítos de Giardia lamblia, e não cistos. Descreva quais são as características morfológicas desses trofozoítos e como você identificaria ao exame microscópico. Em amostras de fezes diarreicas, é mais comum encontrar os trofozoítos de Giardia lamblia, já que os cistos tendem a se formar em fezes mais formadas. Os trofozoítos têm aparência bastantecaracterística: são simétricos bilateralmente, com formato que lembra uma pêra ou “pipa”, medindo cerca de 10 a 20 µm de comprimento. Possuem dois núcleos grandes e centrais, que se assemelham a olhos, e quatro pares de flagelos, que lhes conferem mobilidade. Ao exame microscópico em lâmina fresca, especialmente com solução salina, podem ser vistos movendo-se ativamente no campo. Essa motilidade típica em forma de "queda de folha" (como se estivessem flutuando) e o aspecto dos “olhos” facilitam sua identificação, mesmo por profissionais menos experientes. 7. Para diagnosticar parasitoses sanguíneas, podemos buscar formas evolutivas do parasito no sangue do paciente. Formas de parasitos dos gêneros Leishmania e Trypanosoma podem ser encontradas assim. Descreva e diferencie a morfologia das formas promastigotas de Leishmania sp e tripomastigota sanguínea de Trypanosoma cruzi. As promastigotas de Leishmania sp. são alongadas, com cerca de 15 a 20 µm, e apresentam um único flagelo anterior livre, sem membrana ondulante. O cinetoplasto fica próximo à base do flagelo. Essa forma é típica em meios de cultura ou no vetor, mas não circula no sangue humano. Já os tripomastigotas de Trypanosoma cruzi são maiores (15 a 30 µm), têm formato espiralado e um flagelo que percorre o corpo por uma membrana ondulante, com o cinetoplasto em posição subterminal. Essa é a forma encontrada no sangue na fase aguda da doença de Chagas, visível em esfregaço corado. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ 8. A esquistossomose é uma importante doença e é endêmica no Brasil. Seu diagnóstico é dado pelo método de Kato-Katz, que permite o encontro e contagem de ovos do parasito. Sobre os ovos do parasito, apresente uma descrição morfológica e como identifica-los à microscopia. Os ovos de Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose no Brasil, têm características bem definidas que facilitam sua identificação no exame microscópico, especialmente pelo método de Kato-Katz. Eles medem entre 140 a 180 µm de comprimento, possuem casca fina e transparente e uma estrutura marcante: um espinho lateral saliente, que é a principal referência morfológica para diferenciar de outros ovos. Ao microscópio, os ovos aparecem com formato ovalado e, muitas vezes, é possível observar o embrião em desenvolvimento em seu interior. Estão geralmente íntegros e bem visíveis, especialmente quando a amostra está fresca. A identificação correta é essencial não apenas para o diagnóstico, mas também para a contagem de ovos por grama de fezes, o que ajuda a definir a gravidade da infecção. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 e 02 DATA: ______/______/______ Referências Bibliográficas GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Guia para pesquisa de ovos de helmintos em fezes através do método Kato-Katz. Fortaleza: Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, 2022. 32 p. Disponível em: https://www.saude.ce.gov.br/wp- content/uploads/sites/9/2022/02/guia_pesquisa_ovos_helmintos_fezes_metodo_K atoKatz_20220402.pdf . Acesso em: 01 dez. 2025. HORTA, Amália dos Santos et al. Parasitologia humana. 4. ed. Ouro Preto: Universidade Federal de Ouro Preto – LABIIN, 2016. 133 p. Disponível em: https://sites.ufop.br/sites/default/files/labiin/files/apostila_de_parasitologia_labiin_1 .pdf. Acesso em: 01 dez. 2025. MARZOLA, Patrícia. Parasitologia clínica. Recife: Grupo Ser Educacional, 2020. 128 p. eBook. Disponível no portal do aluno da instituição de ensino. Acesso em: 01 dez. 2025. UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL – UFSC. Parasitologia. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2020. 98 p. Disponível em: https://uab.ufsc.br/biologia/files/2020/08/Parasitologia.pdf . Acesso em: 01 dez. 2025.