Buscar

Texto Obrigacoes Solidarias

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 12 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 6, do total de 12 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 9, do total de 12 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
1 
 
 
Teoria geral da obrigação solidária 
Bruna Lyra Duque1, 
 
 
Resumo: O presente estudo busca analisar as obrigações sob um enfoque teórico geral, isto é, 
apresentando os seus principais contornos. Assim, delinearemos um estudo a partir da caracterização 
legal da solidariedade, por meio de uma configuração da sua fonte legal e convencional, bem como 
avaliando a solidariedade ativa e a solidariedade passiva, a partir de seus principais elementos 
conceituais. Apresentaremos, também, alguns entendimentos doutrinários e jurisprudenciais sobre 
os efeitos da solidariedade nas relações civis. 
 
Sumário: 1. Introdução – 2. Caracterização das obrigações solidárias – 3. Fonte da solidariedade; 3.1 
Distinção entre a obrigação solidária e a obrigação subsidiária – 4. As solidariedades ativa, passiva e 
mista – 5. Diferenças entre a indivisibilidade e a solidariedade. 6. Considerações finais – Referências. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A obrigação solidária, no contexto das modalidades obrigacionais, é um dos temas mais instigantes 
do Código Civil, estando presente no Livro I, da Parte Especial (artigos 264 a 285). 
 
Pela quantidade de artigos destinados ao estudo da solidariedade apontados no Código, torna-se 
evidente a preocupação do legislador quanto à matéria. Sendo assim, a solidariedade apresenta forte 
incidência na jurisprudência, mas padece de pouca abordagem no campo doutrinário. 
 
O Código Civil, em linhas gerais, também apresenta aspectos que delimitam premissas para o estudo 
das obrigações solidárias a partir do artigo 264, denominando essas premissas de “disposições 
gerais”. Pretendemos, assim, num primeiro ponto, caracterizar as obrigações solidárias. Num 
segundo ponto, buscaremos delinear a fonte da solidariedade, para, só assim, indicar uma distinção 
inicial e teórica entre a obrigação solidária e a obrigação subsidiária. 
 
Num terceiro ponto, buscaremos traçar breves comentários sobre a solidariedade ativa e a 
solidariedade passiva. Por fim, passaremos para a delimitação da diferença entre a indivisibilidade e a 
solidariedade. 
 
2. CARACTERIZAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS 
 
Preliminarmente, esclarecemos que as obrigações solidárias são obrigações complexas, pois 
apresentam mais de um sujeito no pólo ativo e/ou no pólo passiva da relação obrigacional. Em razão 
dessa complexidade, algumas características apresentam-se diferenciadas se compararmos a 
solidariedade às obrigações simples (com apenas um sujeito no pólo ativo e no pólo passivo e, ainda, 
com a presença de um objeto). 
 
1 Fonte: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=5908 
 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
2 
 
 
 
 
Sabemos que o direito pessoal pode ser exercido quando se forma uma relação entre sujeitos (credor 
e devedor) em torno de uma prestação. Entretanto, ocorrendo a singularidade dos elementos 
sujeitos e objeto não há se falar em solidariedade, que só existe se “houver mais de um devedor ou 
se se apresentar mais de um credor, ou, ainda, se existir pluralidade de devedores e de credores 
simultaneamente” (DINIZ, 2009, p. 152). 
 
Álvaro Villaça Azevedo (2004, p. 96) entende que, nesta classe de obrigações, concorrem vários 
credores, vários devedores ou vários credores e devedores ao mesmo tempo, sendo que cada credor 
terá o direito de exigir e cada devedor terá o dever de prestar, inteiramente, o objeto da prestação. 
Existe, assim sendo, solidariedade, “quando, na mesma relação jurídica obrigacional, concorre 
pluralidade de credores e ou de devedores, cada credor com direito e cada devedor obrigado à dívida 
toda, in solidum”. 
 
O Código Civil português, no artigo 512[1], dispõe que: 
 
“A obrigação é solidária, quando cada um dos devedores responde pela prestação integral e esta a 
todos libera, ou quando cada um dos credores tem a faculdade de exigir, por si só, a prestação 
integral e esta libera o devedor para com todos eles.” 
 
No Direito Civil americano, a obrigação solidária é denominada de “joint obligation[2]”, sendo a 
obrigação pela qual vários devedores prometem ao credor cumprir o acordo. Quando a obrigação é 
estipulada apenas como solidária e os devedores não pagam inteiramente aquilo que se 
comprometeram, eles poderão ser forçados judicialmente a cumprir o acordo[3]. 
 
O Código Civil, em linhas gerais, delimita alguns traços marcantes das obrigações solidárias a partir do 
artigo 264, denominando essas delimitações de “disposições gerais”. 
 
A solidariedade pode ser ativa, passiva ou mista. Ensina Lyra Júnior (2004, p. 29-62) que a 
solidariedade classifica-se essencialmente de acordo com a pluralidade subjetiva dos pólos ativo e 
passivo da obrigação. “Diz-se essencialmente, porque autores mais antigos, fortemente influenciados 
pelo romanismo, procuravam distinguir a solidariedade perfeita, ou correalidade, da solidariedade 
imperfeita”. 
 
Segundo o artigo 264, a solidariedade ocorre quando a obrigação se encontra enfeixada num todo, 
podendo cada um dos vários credores exigir a totalidade da prestação, ou devendo cada um dos 
vários devedores pagar a dívida integral. 
 
Antes de analisar as espécies de solidariedade, contudo, importa destacar as suas características. 
Podemos mencionar como características da obrigação solidária (explicada no artigo 266): 1) 
pluralidade das partes; 2) unidade da prestação; e 3) multiplicidade de vínculos. 
 
Sobre a pluralidade de sujeitos, Caio Mário (2005, p. 47) explica que a classificação da solidariedade 
que adota o critério subjetivo, estabelece, pois, “agrupamentos tendo em vista os sujeitos da relação 
criada, a forma como suportam ou recebem o impacto do vínculo. Desta maneira, quando se alude a 
obrigação solidária não se abandona a análise do objeto, “mas atende-se à maneira de 
desenvolvimento da relação obrigacional, em função dos sujeitos”. 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
3 
 
 
 
 
A unidade da prestação reside no aspecto do cumprimento da obrigação, isto é, quem for chamado 
para cumprir com a obrigação responde pelo a dívida na sua integralidade. Tal unidade, para Caio 
Mário (2005, p. 81), é objetiva, vez que se cada um dos devedores permanecer obrigado a uma 
prestação autônoma ou a uma fração da res debita, ou vice versa, se cada um dos credores tiver 
direito a uma quota-parte da coisa, não haverá a solidariedade. 
 
Neste sentido, na obrigação solidária o credor que sem êxito exigiu de um devedor o pagamento 
poderá “voltar-se contra outro para cobrar integralmente a prestação, e assim por diante” 
(RODRIGUES, 2002, p. 74). 
 
Quanto à multiplicidade de vínculos, devemos dividi-lo em vínculo interno[4] e vínculo externo. O 
vínculo interno se concentra entre os coobrigados, já o vínculo externo se forma entre os pólos ativo 
e passivo da obrigação. Exemplo: numa solidariedade ativa entre os co-credores João e Mateus e o 
devedor Josias, o vínculo interno se forma entre João e Mateus, já o vínculo externo entre João, 
Mateus e Josias. Nesse exemplo, o “credor que é beneficiado com o pagamento, ou algum outro 
modo de extinção da obrigação, responderá aos outros pelas partes que lhes competem” (ESPÍNOLA, 
1999, p. 337). 
 
Ressaltamos que a caracterização da solidariedade ativa, na relação externa, reside na estrutura 
formada entre os credores e o devedor comum, já que no que se refere à unidade jurídica da 
obrigação, esta condensa a aparência de que cada credor, em relação ao devedor, se apresenta como 
se fosse único. 
 
Na solidariedade ativa, portanto, as relações internas são as que se passam entre os co-credores 
entre si. Aliás, uma das consequências de se estabelecer a relação interna é o jus variandi (direitode 
variar), que será melhor analisado no item 4. De outro modo, quanto à possibilidade de qualquer 
credor exigir o pagamento do devedor, temos aí a relação externa da solidariedade (PEREIRA, 2005, 
p. 88). Na solidariedade passiva, as relações internas, por sua vez, são as que se ajustam entre os co- 
devedores, podendo qualquer devedor pagar por inteiro ao credor comum. 
 
3.FONTE DA SOLIDARIEDADE 
 
Segundo o artigo 265, a fonte da solidariedade parte da premissa que a solidariedade não se 
presume; resulta da lei ou da vontade das partes. A fonte, portanto, se divide em: 1) solidariedade 
convencional; e 2) solidariedade legal. 
 
No mesmo sentido, o Código Civil português[5] (artigo 513) dispõe sobre a fonte da solidariedade, a 
saber: “A solidariedade de devedores ou credores só existe quando resulte da lei ou da vontade das 
partes”. 
 
Na solidariedade convencional, temos a predominância da vontade estabelecida pelas partes em 
dado acordo como é o caso do contrato de fiança, no qual o fiador renuncia ao benefício de ordem 
(artigo 827, parágrafo único, do CC) e anui com a estipulação da cláusula de solidariedade, resta, 
assim, caracterizada a modalidade de solidariedade convencional (artigo 829). 
 
A solidariedade legal será indicada na própria norma. É aquela que deriva da vontade do legislador. 
Temos como exemplos: a solidariedade entre os comodatários em relação ao comodante (artigo 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
4 
 
 
 
 
585); a solidariedade entre os autores cúmplices do ato ilícito[6] (artigo 942); e a solidariedade na 
relação locatícia, no mesmo imóvel predial urbano, quando existir mais de um locador ou mais de um 
locatário (artigo 2º, da Lei 8.245/91). 
 
O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) dispõe sobre um importante caso acerca da 
responsabilidade solidária, a saber: quando ocorrer vício do produto tanto o fornecedor como o 
produtor responderão pelos prejuízos suportados pelo consumidor. 
 
Segue julgado sobre a solidariedade legal: 
 
“Apelação cível- Ação de cobrança- Contrato de financiamento- Alienação 
fiduciária- Autorização e posterior cancelamento do financiamento pela 
instituição financeira- "Teoria do venire contra factum proprium" - 
Pagamento ao credor - Devido- Solidariedade legal- Existência O instituto 
da alienação fiduciária é uma relação jurídica que envolve três sujeitos 
processuais, o credor, o devedor e o financiador, havendo, pela sua própria 
natureza solidariedade legal quanto ao cumprimento das obrigações dele 
decorrentes, sendo o financiador responsável pelo pagamento ao credor, 
tendo autorizado o financiamento, induzindo o credor a erro, e, 
posteriormente, o cancelado, não podendo agir contra ato próprio ("Teoria 
do venire contra factum proprium").” (Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 
Apelação Cível N° 1.0079.04.144155-5/001. Rel.: Des. Luciano Pinto. 
Publicação em: 13 jul 2007). (Grifos nossos). 
 
3.1 DISTINÇÃO ENTRE A OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA E A OBRIGAÇÃO SUBSIDIÁRIA 
 
Já advertimos que nas obrigações solidárias concorrem vários credores, vários devedores ou vários 
credores e devedores ao mesmo tempo, sendo que cada credor terá o direito de exigir e cada 
devedor terá o dever de prestar, inteiramente, o objeto da prestação. Importa apresentarmos, neste 
ponto, um breve quadro das diferenças existentes entre as obrigações solidária e subsidiária. 
 
Subsidiária é a responsabilidade assumida entre dois ou mais sujeitos obedecendo a certa ordem 
como é a responsabilidade dos sócios no que tange às obrigações da sociedade empresarial, na forma 
do artigo 1.024 do Código Civil. Isso significa dizer que a responsabilidade pelas dívidas da sociedade 
só surgirão quando o patrimônio da mesma for atingido, portanto, a responsabilidade do sócio é 
considerada indireta, eventual. Indicamos o presente julgado para elucidar o tema: 
 
“A Turma considerou que não há violação à coisa julgada pelo fato de a 
parte excluída da relação processual de conhecimento ser incluída no pólo 
passivo da execução, devido à sua responsabilidade subsidiária pelas 
dívidas contraídas pelo devedor (do título judicial), a qual é sócia e 
mantenedora. Assim, ainda que não tivesse participado dos autos da ação 
de indenização, sua responsabilidade patrimonial remanesceria pelo liame 
que a vincula ao devedor principal.” (STJ. REsp 225.051-DF. Rel. Min. Sálvio 
de Figueiredo. Julgado em: 7 nov. 2000). 
 
Neste sentido, podemos afirmar que a palavra subsidiária se refere a alguma coisa que se coloca em 
reforço de outra coisa. Como ensinam Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho (2009, p. 78), 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
5 
na responsabilidade subsidiária, um sujeito tem a dívida originária e o outro a responsabilidade por 
essa dívida. Assim, não sendo possível executar o efetivo devedor, quando ocorrer o inadimplemento 
da obrigação, podem ser executados os demais sujeitos envolvidos na relação obrigacional. 
 
Torna-se fundamental, portanto, identificar a diferença entre a solidariedade e a subsidiariedade no 
caso concreto. Vejamos o interessante posicionamento do STJ no julgado abaixo: 
 
“Trata-se de medida cautelar incidental interposta por empresa 
concessionária de energia elétrica (recorrente). Houve liminar concedida, 
que, posteriormente, foi revogada, mantendo-se somente o depósito 
judicial referente à cobrança de taxa de ocupação e utilização de faixa de 
domínio instituída pela Portaria Sup - DER n. 420/2000, a ser efetuado 
pela recorrente. No caso, a recorrente pediu autorização para execução 
de obras sem a assinatura do termo de uso de faixa de domínio ou 
rodovia, que lhe foi negada. Esclarece o acórdão recorrido que as obras 
devem ser feitas com minuciosa e criteriosa análise técnica dos serviços, 
devido aos riscos. Daí a necessidade de ser fiscalizada e monitorada 
previamente qualquer obra pelos controladores: Departamento de Estradas 
de Rodagem estadual (DER) e a Agência Reguladora dos Serviços Públicos 
Delegados de Transportes estadual, que tem responsabilidade, no mínimo, 
subsidiária, devido aos danos que podem ser ocasionados aos utentes dos 
serviços rodoviários, telefonia e energia elétrica. Note-se que a sentença 
na ação ordinária afirma que os réus, DER e a agência reguladora, podem 
cobrar pelo uso e ocupação da faixa de domínio e a apelação da 
recorrente aguarda distribuição no TJ. Para o Min. Relator, não tem 
guarida a pretensão recursal desta cautelar, na qual se alega violação do 
art. 535 do CPC, porque não existiu omissão no acórdão recorrido; quanto à 
divergência jurisprudencial, não há similitude fático-jurídica entre os 
acórdãos paradigmas, também não houve indicação dos dispositivos 
infraconstitucionais violados, nem foi infirmado fundamento do aresto 
recorrido consubstanciado no argumento de que o DER e agência 
reguladora devem fiscalizar a realização do serviço da recorrente. Com 
esse entendimento, a Turma conheceu, em parte, do recurso e, nessa 
parte, negou-lhe provimento.” (STJ. REsp 965.810-SP. Rel. Min. Castro 
Meira. Julgado em: 2 out 2007). (Grifos nossos). 
 
4. AS SOLIDARIEDADES ATIVA, PASSIVA E MISTA 
 
A solidariedade ativa se dá quando, havendo vários credores, cada um tem direito de exigir do 
devedor comum o cumprimento da prestação por inteiro, na forma do artigo 267 do CC. Exemplo 
mais comentado, na doutrina, a respeito dessa solidariedade é o contrato de cofres de segurança ou 
a solidariedade nos contratos de conta corrente com instituições financeiras[7]. 
 
Ensina Sílvio de Salvo Venosa (2008, p. 107) que a “importância prática desta modalidade das 
obrigações é escassa, já que não tem outra utilidade se não servir como mandato para recebimento 
de um crédito em comum, o que pode ser feito por mandato típico”. 
 
Pode odevedor pagar a quaisquer credores, na forma do artigo 268. No entanto, após ação judicial, 
isto é, após a “demanda”, como preceitua o Código, só poderá o devedor pagar ao credor que ajuizou 
a ação. 
 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
6 
O artigo 269 trata do pagamento parcial, segundo o qual se paga parcialmente a dívida, extinguindo a 
mesma só até este valor, mas permanecendo a solidariedade para o valor restante . 
 
A solidariedade passiva ocorre quando, havendo vários devedores, o credor tem o direito de exigir e 
de receber de um ou de alguns dos devedores[8], parcial ou totalmente, a dívida comum. 
 
Em tese, cada devedor é obrigado a pagar apenas parte da dívida, mas, em virtude da solidariedade, 
pode ser constrangido a oferecer toda a prestação. Exemplo dessa situação pode ser encontrada no 
artigo 7º, parágrafo único, do CDC e no artigo 8º do CDC. 
 
Cabe advertir que o artigo 275 do Código Civil já anuncia a possibilidade de ocorrência da 
solidariedade parcial, isto é, aquela que acontece quando um dos co-devedores não tem condição, 
quando acionado, de pagar inteiramente a dívida. Neste caso, o credor poderá aceitar o 
fracionamento da dívida. No entanto, permanecerá a solidariedade perante os demais. 
 
Da análise do artigo 275 podemos concluir que, ainda que o legislador tenha idealizado a unidade 
objetiva, possibilitou também a sua flexibilidade, já que aceitou a distinção para o caso de 
pagamento parcial em relação aos vários sujeitos abarcados na relação jurídica. 
 
A solidariedade mista é aquele que apresenta ao mesmo tempo a combinação dos efeitos da 
solidariedade ativa e da solidariedade passiva na mesma relação obrigacional. Tal solidariedade não 
encontra previsão expressa no CC, mas por força do princípio da autonomia da vontade a mesma 
pode ser criada pelas partes interessadas. 
 
Quanto ao tema do jus variandi aplicado às obrigações solidárias, a partir do princípio da boa-fé 
objetiva, o tema não encontra destaques nas doutrinas nem nas jurisprudências (LYRA JUNIOR, 2004, 
p. 29-62). 
 
O jus variandi, na solidariedade, representa o direito do sujeito ativo de estipular prestações diversas 
e/ou cobrar a dívida para cada um dos coobrigados (artigo 266). A questão que se coloca é a 
seguinte: há limite para esta variação? Poderá o credor exagerar numa cláusula em relação a um 
devedor e beneficiar o outro? 
 
Entendemos que o limite para a aplicação do direito de variar reside nos dois pilares do Código, a 
socialidade e a eticidade. Não tem o credor o direito de extrapolar no uso do jus variandi para 
prejudicar, no contexto da relação obrigacional, os demais coobrigados. 
 
A aplicação da boa-fé objetiva[9], nesta conjuntura, poderá auxiliar os operadores do direito na 
interpretação da obrigação, quando forem estabelecidas variadas formas de cumprimento da 
prestação. 
 
Entendemos, por fim, que a boa-fé figura como um verdadeiro dever das partes de agir de forma 
correta e proba em todas as fases do acordo, isto é, antes, durante e depois do contrato, já que 
mesmo após o cumprimento do ajuste, “podem sobrar-lhes efeitos residuais” (VENOSA, 2008, p. 
362). 
 
5. DIFERENÇAS ENTRE A INDIVISIBILIDADE E A SOLIDARIEDADE 
 
Primeiramente, cabe enfatizar que embora a classificação das obrigações em divisíveis e indivisíveis 
se deduza da consideração do objeto, é de ressaltar que sua importância só se perfaz no caso de 
pluralidade de sujeitos (ESPÍNOLA, 1999, p. 323). Neste ponto, encontramos a semelhança das 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
7 
obrigações indivisíveis com as obrigações solidárias. 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
8 
 
 
 
 
A obrigação indivisível é aquela que ocorre quando indivisível for o seu objeto. O objeto é indivisível 
quando o seu fracionamento altera sua substância ou representa sensível diminuição de seu valor, 
exemplo disso seria a compra e venda de um diamante, na qual se ajusta a impossibilidade de 
fracionamento do objeto para que não haja a perda do seu valor. 
 
Interessante é a explicação da indivisibilidade no Código Civil espanhol (artigo 1.151): “(...) se 
reputam indivisíveis as obrigações de dar corpo certo e todas aquelas que não são suscetíveis de 
cumprimento parcial[10]”. 
 
No mesmo sentido, Roberto Senise Lisboa (2004, p. 222) elucida que a “a possibilidade de 
fracionamento das prestações é o critério distintivo básico entre as obrigações divisíveis e as 
obrigações indivisíveis”. 
 
Podemos destacar como características das obrigações indivisíveis: a) existência de objetos 
indivisíveis, porque seu fracionamento altera sua substância ou diminui seu valor (artigo 88 do CC); b) 
pluralidade de sujeitos ativo e/ou passivo; c) unidade de prestação; d) multiplicidade de vínculos 
entre os sujeitos da obrigação. 
 
Assim, na indivisibilidade, temos alguns pontos marcantes: 1) origem material, porque decorre da 
natureza do objeto (artigo 258), ou seja, decorre da qualidade do objeto, que, por sua vez, pode ser 
qualificado a partir de uma previsão legal (artigo 88) ou da vontade das partes, que enfeixa num todo 
único uma série de obrigações que sem ela seriam autônomas; e 2) se a obrigação é convertida em 
perdas e danos, passa a valer a regra concursu partes fiunti (artigo 263). 
 
Já na solidariedade, os pontos marcantes são: 1) origem técnica, porque reside nas pessoas 
envolvidas, sendo um artifício criado para facilitar a solução da obrigação; e 2) se a obrigação é 
convertida em perdas e danos, a solidariedade persiste, pois emana da lei ou da vontade das partes 
(artigos 265 e 271). 
 
Interessante é a observação apontada por Renato Lima Charnaux Sertã (Porto de Barros et al, 2002, 
p. 215): 
 
“A essa altura, é de se observar que por vezes ocorre certa confusão entre as obrigações solidárias e 
as indivisíveis, as quais todavia verificam-se nitidamente distintas. As primeiras têm caráter subjetivo, 
originam-se nas pessoas, que convencionaram o surgimento da solidariedade ou submeteram-se às 
hipóteses legais em que tal instituto incide; as últimas têm caráter subjetivo e objetivo, com 
prevalência deste último, eis que resultam do objeto, isto é, da prestação que não se pode dividir.” 
 
Outras diferenças podem ser estabelecidas quando observamos nos artigos 257 a 263 do CC no que 
se refere à indivisibilidade, bem como nos artigos 264 a 285 no que diz respeito à solidariedade. A 
análise pormenorizada desses dispositivos não é o objeto do presente estudo, pois indicamos aqui 
apenas uma abordagem teórica geral (artigos 264 a 266). 
 
De todo modo, um ponto comum é nítido entre a indivisibilidade e solidariedade: ambas constituem 
exceção ao “princípio comum da divisibilidade do crédito e do débito entre vários titulares ativos e 
passivos”, por meio do qual cada co-credor se limita a exigir a parte que lhe cabe e cada co-devedor 
só pode pagar a parte que lhe compete (DINIZ, 2009, p. 153). 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
9 
 
 
 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O estudo se preocupou em buscar uma base doutrinária geral acerca da caracterização das 
obrigações solidárias, de acordo com as disposições gerais elencadas nos artigos 264 a 266 do Código 
Civil. 
 
Nesta linha, apresentamos a estrutura do Código Civil brasileiro sobre o tema, a classificação 
doutrinária e o entendimento jurisprudencial sobre tão importante modalidade obrigacional. 
 
Em seguida, analisamos a fonte da solidariedade, na qual divide-se em legal e convencional. Tema 
este muito importante para a constatação de tal modalidade nas relações jurídicas obrigacionais, já 
que a mesma não pode ser presumida (artigo 265). 
 
Nesta perspectiva, apresentamos uma breve distinção entre a obrigação solidária e a obrigação 
subsidiária, para só assim abordaruma definição e exemplificação sobre a solidariedade ativa, a 
solidariedade passiva e a solidariedade mista. Por fim, buscamos apresentar uma sucinta 
diferenciação entre a indivisibilidade e a solidariedade. 
 
Podemos concluir que, independentemente da espécie de solidariedade ajustada entre as partes, a 
importância da referida modalidade reside no aspecto do reforço da solução da obrigação. 
 
Compreendemos, todavia, que a aplicação do jus variandi na solidariedade encontra limites na 
socialidade e na eticidade, pois não tem o credor o direito de extrapolar no uso do direito de variar 
para estabelecer prestações diferenciadas e/ou cobrar a dívida para prejudicar os demais 
coobrigados. A aplicação da boa-fé objetiva, neste contexto, poderá auxiliar os operadores do direito 
na interpretação da obrigação. 
 
Referências 
 
AZEVEDO, Álvaro Villaça. Teoria Geral das Obrigações. São Paulo: Atlas, 2004. 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. 
 
 . Código Civil. Lei n. 10.046, de 10 de janeiro de 2002. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 
DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2009. v.2. 
DUQUE, Bruna Lyra. O Direito Contratual e a Intervenção do Estado. São Paulo: RT, 2007. 
 
 . A revisão dos contratos e a teoria da imprevisão: uma releitura do Direito contratual à luz do 
princípio da socialidade. Revista Portuguesa do Consumo, v. 51, p. 151-166, 2007. 
 
ESPÍNOLA, Eduardo. Garantia e Extinção das Obrigações. Campinas: Bookseller, 2005. 
 
GAGLIANO, Pablo Stolze e FILHO, Rodolfo Pamplona. Novo Curso de Direito Civil. São Paulo: Saraiva, 
2009. v. 2. 
 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2008. v.2. 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
10 
 
 
 
 
LISBOA, Roberto Senise. Manual de Direito Civil. São Paulo: RT, 2004p. v.2. 
 
LOUREIRO, Luiz Guilherme. Teoria geral dos contratos no novo Código Civil. São Paulo: Editora 
Método, 2002. 
 
LYRA JUNIOR, Eduardo M. G. de, Notas sobre a solidariedade passiva no Novo Código Civil. Revista de 
Direito Privado, São Paulo, n. 13, p. 29-62, 2004. 
 
MARQUES, Cláudia Lima et al. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Revista 
dos Tribunais, 2003. 
 
 . Contratos no Código de Defesa do Consumidor: o novo regime das relações contratuais. São 
Paulo: Revista dos Tribunais, 2002. 
 
GOMES, Orlando. Obrigações. Rio de Janeiro: Forense, 2004. 
PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2005. v.2. 
PORTO DE BARROS, Ana Lucia et al. O Novo Código Civil Comentado. São Paulo: Freitas Bastos, 2002. 
v. 2. 
 
RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. 30 ed. São Paulo: Saraiva, 2002. vol. 2. RUGGIERO, 
Roberto. Instituições de Direito Civil. Campinas: Bookseller, 1999. TELLES, Inocêncio 
Galvão. Direito das Obrigações. Coimbra: Coimbra Editora, 1997. 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: Teoria Geral das Obrigações e Teoria Geral dos Contratos. São 
Paulo: Atlas 2008. v.2. 
 
Notas: 
 
[1] Disponível em: «www.stj.pt/nsrepo/geral/cptlp/Portugal/CodigoCivil.pdf». Acesso em: 20 fev. 
2009. 
 
[2] Disponível em: « http://www.lectlaw.com/def2/o001.htm». Acesso em: 20 fev. 2009. 
 
[3] Segue texto original: “A joint obligation is one by which several obligors promise to the obligee to 
perform the obligation. When the obligation is only joint and the obligors do not promise separately 
to fulfil their engagement they must be all sued, if living, to compel the performance (...)”. Disponível 
em: «http://www.lectlaw.com/def2/o001.htm». Acesso em: 20 fev. 2009. 
 
[4]Alguns autores entendem que existe uma quarta característica: a co-responsabilidade dos 
interessados, que consiste na possibilidade de reaver as quotas já pagas. 
 
[5] Disponível em: «www.stj.pt/nsrepo/geral/cptlp/Portugal/CodigoCivil.pdf». Acesso em: 20 fev. 
2009. 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
11 
 
 
 
 
[6] “Noticiam os autos que mãe e irmãos convenceram a irmã (autora, ora recorrida) a abrir mão dos 
bens havidos na partilha da sucessão do pai, sob pretexto de resguardo do patrimônio familiar, que 
estaria em risco por seu casamento e ela (a autora) foi induzida em erro ao crer que, participando dos 
negócios, receberia de volta os bens havidos na partilha. Todavia, a mãe fez distribuir, com reserva 
de usufruto, alguns bens aos outros dois filhos e ao tio da autora. Daí a ação de anulação de ato 
jurídico cumulada com perdas e danos contra a mãe e os irmãos, na qual afirma ter sido ludibriada e 
dolosamente induzida a abrir mão do seu quinhão. Observa o Min. Relator que a lide foi decidida nas 
instâncias ordinárias com explícita fundamentação nas provas produzidas (Súm. n 7-STJ), concluindo- 
se pela ocorrência do dolo (vício de consentimento) apto a desencadear a anulação dos atos jurídicos 
realizados, ou seja, a doação da autora em benefício da mãe. Outrossim, o Tribunal a quo consignou, 
em contraposição à sentença, não ser adequada a anulação das doações feitas pela filha à mãe sem 
anular também todo o negócio subjacente da doação. Assim, não prospera a alegação de que a 
autora busca anular doação feita ao tio que deveria ocupar o pólo passivo da demanda como 
litisconsórcio necessário. Houve a preclusão consumativa quanto essa questão porque não requerida 
em declaratórios opostos ao acórdão da apelação. Por fim, quanto à ausência de solidariedade, 
porque não teria havido dolo dos irmãos, mas somente da mãe, este mesmo acórdão foi depois 
confirmado em embargos infringentes, que imputaram, não só à genitora, mas também aos outros 
dois irmãos o ardil, são todos responsáveis, sendo assim, não há a pretendida violação do art. 896 do 
CC/1916 (os atos jurídicos são anuláveis por dolo, quando esse for causa). Diante do exposto, a 
Turma não conheceu o recurso. (STJ. REsp 186.604-SP. Rel. Min. Fernando Gonçalves. Julgado em: 6 
nov. 2008”. 
 
[7] “Trata-se de ação de indenização por danos morais, em que correntista teve seu nome inscrito no 
Serasa/CCF por iniciativa do banco-réu, devido à emissão de um cheque sem provisão emitido pela 
esposa. Consta nos autos que o autor não foi previamente notificado da inclusão de seu nome no rol 
de inadimplentes e só teve conhecimento disso ao ser-lhe negado financiamento na compra de um 
automóvel. O juízo de primeiro grau julgou procedente a ação, porém essa decisão foi reformada 
pelo Tribunal a quo ao argumento de que, perante terceiros, não se verifica solidariedade entre os 
co-titulares da conta conjunta, mas há em relação ao banco porque ambos os co-titulares são 
responsáveis pelos débitos originados na conta. Neste Superior Tribunal, o Min. Relator explica ser 
indevida a inscrição do nome do recorrente no registro de restrição ao crédito, porquanto o débito 
tem origem em cártula que não assinou. Ademais a orientação jurisprudencial já firmada é no sentido 
de que, em se tratando de conta conjunta, o co-titular detém apenas solidariedade ativa dos créditos 
junto à instituição financeira, sem responsabilidade pelos cheques emitidos pela outra correntista. 
Com esses fundamentos, a Turma deu provimento ao recurso. (STJ. REsp 819.192-PR. Rel. Min. Jorge 
Scartezzini. Julgado em: 28 mar 2006”. 
 
[8] “Em contrato de arrendamento pecuário não cumprido em sua totalidade, a questão da 
controvérsia consiste em saber a natureza da participação do co-réu (marido da ora recorrente, 
terceira prejudicada), o qual assinou o contrato como “endossante”. O juiz, conhecedor dos usos e 
costumes da região, disse que o co-réu, ao firmar-se como endossante no contrato, fê-lo com intuito 
DIREITODAS OBRIGAÇÕES 
 
 
 
12 
 
 
 
 
de garantir o cumprimento do acordo estabelecido, assim, não sendo fiança, mas garantia prestada 
pelo marido da recorrente, não há negativa de aplicação do art. 235, III, do antigo CC. Outrossim, 
quanto à questão de a solidariedade não ser presumida (art. 896 do antigo CC), o contrato nada 
menciona acerca de solidariedade passiva, que somente poderia ser argüida pelo marido da 
recorrida, faltando-lhe legitimidade para alegar direito alheio. Após esclarecimentos e por incidência 
da Súm. n. 283-STF, a Turma não conheceu do REsp. (STJ. REsp 113.413-MS. Rel. Min. Barros 
Monteiro. Julgado em: 18 mar 2003”. 
 
[9] Da mesma maneira, manifesta-se Eduardo M. G. de Lyra Junior (2004, p. 29-62): “os princípios 
inseridos no Novo Código Civil Brasileiro, principalmente a boa-fé objetiva e a vedação ao exercício 
abusivo dos direitos, ensejam uma abordagem diversa do processo obrigacional, impondo certos 
limites às pretensões que dele decorram. A limitação ao exercício do ius variandi pelo credor em face 
dos co-devedores solidários, na hipótese dada no texto, pode ser um exemplo desta nova realidade 
que se avizinha”. 
 
[10] Para conferir com o original: “(...) se reputarán indivisibles las obligaciones de dar cuerpos ciertos 
y todas aquellas que no sean susceptibles de cumplimiento parcial”. Disponível em: 
«http://civil.udg.edu/normacivil/estatal/CC/4T1C3.htm». Acesso em: 20 jan. 2009.

Continue navegando