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Protistas: Microrganismos Eucariotos

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Protistas – Anotações do Brock 
Os protistas compreendem os microrganismos eucariotos fototróficos e não fototróficos. 
1. Diplomonadídeos e parabasalídeos 
Gêneros principais: Giardia, Trichomonas 
Os diplomonadídeos e parabasalídeos são protistas unicelulares, flagelados e desprovidos de 
mitocôndrias e cloroplastos. Eles vivem em hábitats anóxicos, como os intestinos de animais, 
de modo simbiótico ou como parasitas, empregando a fermentação para a geração de energia. 
Alguns diplomonadídeos causam doenças sérias e comuns em peixes, animais domésticos e 
seres humanos, e um parabasilídeo causa a principal doença sexualmente transmissível em 
seres humanos. 
1.1 Diplomonadídeos 
- Possuem 2 núcleos de mesmo tamanho; 
- Contém mitossomos (mitocôndrias bastante reduzidas e desprovidas de proteínas de 
transporte de elétrons e enzimas do ciclo do ácido cítrico); 
- Giardia  Possui genoma relativamente pequeno (12 pares de megabases); 
- O genoma também é muito compacto, contendo poucos íntrons e ausência de genes 
responsáveis por diversas vias metabólicas, incluindo o ciclo do ácido cítrico; 
- Giardia intestinalis ou Giardia lamblia – provoca a giardíase, uma das doenças diarreicas 
transmitida pela água (mais comum nos EUA). 
1.2 Parabasalídeos 
- Os parabasalídeos contêm um corpo parabasal que, entre outras funções, fornece suporte 
estrutural ao aparelho de Golgi; 
- Sem mitocôndria, mas tem hidrogenossomos para o metabolismo anaeróbico; 
- Vivem nos tratos intestinal e urogenital de vertebrados e invertebrados como parasitas ou 
simbiontes comensais; 
- Trichomonas vaginalis - apresenta motilidade por possuir um tufo de flagelos e causa uma 
doença sexualmente transmissível e amplamente difundida em seres humanos. 
- Genoma (singular), pois a maioria não tem íntrons, as sequências não codificadoras 
características de genes eucariotos; 
- T. vaginalis – genoma 160 megabases (enorme), contem sequencias repetitivas e elementos 
transponíveis, o que torna difícil a análise do genoma. 
2. Euglenozoários 
Gêneros principais: Trypanosoma, Euglena 
Os euglenozoários são um grupo diverso de eucariotos unicelulares, de vida livre ou parasitas 
flagelados, que incluem os cinetoplastídeos e euglenídeos. Estes microrganismos eucariotos 
compartilham um ancestral comum recente, antes da separação em linhagens filogenéticas. 
2.1 Cinetoplastídeos 
- Receberam essa denominação devido a presença do cinetoplasto, uma massa de DNA 
presente em uma mitocôndria única e grande; 
- Vivem, principalmente, em ambientes aquáticos; 
- Alimentam-se de bactérias; 
- A maioria são parasitas e causam doenças em animais e vertebrados; 
- Trypanosoma tem um único flagelo e possui estruturas que ajudam a movimentação desse 
organismo em ambiente viscoso como o sangue, onde são frequentemente encontrados como 
patogênicos; 
- Trypanosoma brucei – causadora da doença do sono africano (crônica e fatal), vive na 
corrente sanguínea e no estado final atinge o sistema nervoso central, provocando uma 
inflamação no cérebro e medula espinal, responsável pelos sintomas neurológicos da doença; 
- O parasita é transferido de hospedeiro a hospedeiro pela mosca tsé-tsé, encontrada a penas 
em algumas regiões da África. Após deslocar-se do homem para a mosca pela via sanguínea, o 
parasita prolifera no trato intestinal da mosca e invade as glândulas salivares e peças bucais, 
de onde pode ser transmitido a um novo hospedeiro humano, pela picada da mosca. 
- Outros cinetoplastídeos que são parasitas humanos incluem o Trypanosoma cruzi, agente 
causador da “doença de Chagas”, e as espécies de Leishmania, que causam as leishmanioses 
cutâneas e sistêmicas; 
- A “doença de Chagas” é disseminada pela picada do inseto conhecido como “barbeiro”. 
- A leishmaniose é uma doença de regiões tropicais e subtropicais transmitida para o homem e 
outros mamíferos pela picada de mosquito. Esta doença potencialmente fatal pode estar 
localizada na pele ao redor da picada do mosquito ou pode infectar o baço e o fígado e causar 
uma infecção sistêmica. 
2.2 Euglenídeos 
- Não são patogênicos; 
- Podem ser quimiotróficos ou fototróficos; 
- A maioria possui dois flagelos, dorsal e ventral, e sua motilidade permite que o organismo 
tenha acesso a ambientes iluminados e escuros para conseguir suportar seus hábitos 
alternativos de nutrição; 
- Na ausência de luz pode perder seus cloroplastos, tornando-se totalmente heterotróficos; 
- Muitos se alimentam de bactérias por fagocitose; 
3. Alveolados 
Gêneros principais: Gonyaulax, Plasmodium, Paramecium 
Os alveolados são um grupo caracterizado pela presença de alvéolos, bolsas presentes abaixo 
da membrana citoplasmática. Podem auxiliar a célula na manutenção do equilíbrio osmótico 
pelo controle do influxo e efluxo de água, e em dinoflagelados, pode funcionar como placas de 
blindagem. Três tipos de organismos filogeneticamente distintos são incluídos no grupo dos 
alveolados: os ciliados, que utilizam os cílios para a motilidade; os dinoflagelados, que são 
móveis pela presença de um flagelo; e os apicomplexos, que são parasitas de animais. 
3.1 Ciliados 
- Apresentam cílios (auxiliam na motilidade ou podem recobrir a célula ou formar tufos ou 
fileiras) em alguns estágios do ciclo de vida; 
- Paramecium gênero mais conhecido (utiliza cílios para motilidade e alimentação); 
- Dois tipos de núcleos micronúcleos (envolvidos na reprodução sexuada, a qual ocorre por 
conjudação) e os macronúcleos (regulam as funções celulares básicas, como crescimento e 
alimentação); 
- Paramecium podem ser hospedeiros de procariotos e eucariotos auxiliando na alimentação e 
na produção de vitaminas e outros fatores de crescimento utilizados pala célula hospedeira; 
- Estão presentes no intestino de ruminantes auxiliando na digestão e fermentação no animal; 
- A espécie Balantidium coli, por exemplo, é principalmente um parasita intestinal de animais 
domésticos, porém ocasionalmente infecta o trato intestinal de seres humanos, causando 
sintomas do tipo disentérico. As células de B. coli formam cistos que promovem a transmissão 
da doença pela contaminação de alimentos e de água. 
3.2 Dinoflagelados 
- fototróficos marinhos ou de água doce que adquiriram a capacidade de fotossintetizar; 
- Dois flagelos de comprimentos distintos e com diferentes pontos de inserção na célula, 
transversal e longitudinal; 
- Alguns dinoflagelados são de vida livre, enquanto outros vivem simbioticamente com animais 
que formam recifes de coral; 
- Causador da “maré vermelha” que está associado a mortandade dos peixes e ao 
envenenamento dos seres humanos; 
- A toxemia em seres humanos decorrente do envenenamento por Pfiesteria causa sintomas 
de erupções na pele e problemas respiratórios. 
3.3 Apiclomplexos 
- São parasitas, não fototróficos, obrigatórios de animais e causam doenças graves em seres 
humanos, como a malária (espécies de Plasmodium), a toxoplasmose (Toxoplasma) e a 
coccidiose (Eimeria); 
- Esses organismos caracterizam-se por estágios adultos imóveis e pelo fato de seu alimento 
ser absorvido de forma solúvel, através da membrana citoplasmática, como ocorre em 
procariotos e fungos; 
- Formam esporozoítas que possui a função de transmitir o parasita a um novo hospedeiro; 
- Tem esse nome porque tem um complexo de organelas no ápice do esporozoíto, que penetra 
na célula hospedeira; 
- Tem apicoplastos (são cloroplastos degenerados, desprovidos de pigmentos e de capacidade 
fototrófica, mas que contém alguns genes próprios); 
- Vertebrados e invertebrados podem ser seu hospedeiro. 
4. Estramenópilos 
Gêneros principais: Phytophthora, Nitzschia, Ochromonas, Macrocystis 
Os estramenópilosincluem tanto microrganismos quanto macrorganismos 
quimiorganotróficos ou fototróficos. Os membros desse grupo apresentam flagelos com várias 
extensões curtas semelhantes a pelos, sendo a denominação do grupo decorrente dessa 
propriedade morfológica (do latim, stramen, significando “palha”, e pilus, significando “pelo”). 
As diatomáceas, os oomicetos, as algas douradas e as algas marrons constituem os mais 
importantes grupos dos estramenópilos. 
4.1 Diatomáceas 
- Fototróficos unicelulares e são os principais componentes planctônicos (suspensos) da 
comunidade de microrganismos do fitoplâncton marinho e de água doce; 
- Produzem parede celular composta por sílica; 
4.2 Oomicetos 
- “Bolores de água”; 
- Encontram-se distantes dos fungos filogeneticamente; 
- As paredes celulares de oomicetos são geralmente compostas por celulose, e não por quitina 
como ocorre nos fungos, e apresentam células flageladas, as quais não existem em fungos, 
com algumas exceções; 
- Ecologicamente, os oomicetos são similares aos fungos pelo fato de crescerem como uma 
massa de hifas, decompondo matéria morta vegetal e animal em hábitats aquáticos; 
- Exercem importante impacto principalmente como patógenos de vegetais. 
4.3 Algas douradas e marrons 
- As algas douradas, também denominadas crisófitas, são principalmente organismos 
unicelulares fototróficos marinhos e de água doce. Algumas espécies são quimiorganotróficas, 
nutrindo-se por fagocitose ou pelo transporte de compostos orgânicos solúveis através da 
membrana citoplasmática; 
- A maioria das algas douradas é unicelular e móvel pela ação de dois flagelos de comprimento 
desigual; 
- As algas marrons são principalmente marinhas, multicelulares e geralmente macroscópicas. 
5. Amoebozoários 
5.1 Bolores limosos celulares: 
- Água, vegetais - Reprodução sexuada/assexuada 
- Anteriormente classificados como fungos: 
Formação de corpos de frutificação, com esporos 
Decomposição de matéria orgânica 
- Atualmente classificados como protozoários: 
Móveis (movimento amebóide) 
Fagocitose de bactérias 
5.2 Bolores limosos plasmodiais: 
- “Plasmódio”: massa de citoplasma multinucleada sem parede celular 
- Movimento amebóide 
- Deslocamento à procura de bactérias ou partículas orgânicas como nutrientes 
- Na falta de nutrientes: diferenciação a esporos resistentes 
- Reprodução sexuada/assexuada 
- Matéria orgânica em decomposição

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