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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CAMPUS MINISTRO REIS VELLOSO
CURSO: FISIOTERAPIA
DISCIPLINA: ESTÁGIO EM PRÁTICAS ASSISTIDAS
RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA
Julliano Silva de Holanda
Matrícula: 2014929890
PARNAÍBA
SETEMBRO/2017
RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA
Relatório de visita técnica ao Serviço Escola de Fisioterapia (SEF)
da Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Reis Velloso, nos setores de Músculo
Esquelético (ME), Neurologia e Hidroterapia,
apresentado à disciplina Estágio em Práticas Assistidas.
Professor: João Dutra De Araújo Neto.
PARNAÍBA
SETEMBRO/2017
SUMÁRIO
01 – Introdução
02 – Etapas para atendimento
03 – Serviços oferecidos
04 – Setor de Músculo Esquelético (ME)
05 – Setor de Fisioterapia Aquática
06 – Setor de Fisioterapia Neurológica Adulta
07 – Estatísticas
08 – Relato de caso
09 – Conclusão
10 – Críticas e Sugestões
11 - Referências de pesquisa
12 – Anexos
01 – Introdução
O Serviço Escola de Fisioterapia (SEF) do CMRV é vinculado ao curso de Fisioterapia, com a finalidade de proporcionar infraestrutura, materiais e equipamentos necessários para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa, extensão e atendimentos gratuitos no tratamento fisioterapêutico à comunidade na atenção secundária
02 – Etapas para atendimento
1 – O paciente interessado deve dirigir-se à recepção do SEF para verificar a possibilidade de agendamento da avaliação inicial;
2 – O recepcionista fará o cadastro do paciente e o agendamento da avaliação no setor referente à sua condição clínica; 
3 – O paciente deverá comparecer para avaliação, sendo encaminhado para o tratamento de acordo com calendário e horários disponíveis;
4 – Os tratamentos e os números de atendimentos serão estipulados pelo supervisor responsável pelo estágio.
03 – Serviços oferecidos
Os atendimentos oferecidos na Clínica Escola são os de Fisioterapia Ortopédica-Traumatológica, Fisioterapia Neurológica Adulta-Infantil, Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia, Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia Aquática. A Clínica funciona dentro do período letivo de estágio, de segunda a sexta, nos horários de 7h às 12h e 14h às 18h, exceto o serviço de Fisioterapia Neurológica Adulta-Infantil, que funciona às segundas, quartas e sextas no mesmo horário, e o de Fisioterapia Aquática que funciona às terças e quintas de 8h às 12h e de 14h às 18h.
04 – Setor de Músculo Esquelético
Visita realizada em 01 de setembro.
Permanência de 3h, no período de 8h às 11h.
Foram acompanhados 03 pacientes: de 8h às 9h, paciente acometido de síndrome do túnel do carpo e artrose nos joelhos; de 9h às 10h, paciente com atrofia muscular; de 10h às 11h, paciente com fratura na escápula e costelas devido a acidente automobilístico.
Técnicas identificadas, realizadas nos atendimentos: aferição dos sinais vitais, aquecimento, exercícios resistidos para fortalecimento e específicos para cada patologia, aplicação de TENS, alongamentos, mobilização articular, pompage e técnicas respiratórias para relaxamento.
05 – Setor de Fisioterapia Aquática
Visita realizada em 14 de setembro.
Permanência de 2h, no período de 8h às 10h.
Foram acompanhados 02 pacientes: paciente com fratura de fêmur em processo de consolidação; paciente com Doença de Parkinson.
Técnicas identificadas, realizadas nos atendimentos: aferição dos sinais vitais, aquecimento, exercícios resistidos com materiais flutuantes, atividades de coordenação de membros superiores e membros inferiores, exercícios para fortalecimento muscular e específicos para cada patologia, alongamentos, técnicas respiratórias para relaxamento, técnicas de Watsu para relaxamento.
06 – Setor de Fisioterapia Neurológica Adulta
Visita realizada em 15 de setembro.
Permanência de 2h, no período de 9h às 11h.
Foram acompanhados 02 pacientes: paciente com lesão completa em C3 e C4, decorrido de acidente automobilístico; paciente com AVC.
Técnicas identificadas, realizadas nos atendimentos: aferição dos sinais vitais, aquecimento, mobilização de cintura pélvica, kabat com Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, atividades de coordenação de membros superiores e membros inferiores, exercícios para fortalecimento muscular com bastão e específicos para cada patologia, alongamentos, exercícios de fortalecimento com bola, Bobath, deambulação, técnicas respiratórias para relaxamento.
Infelizmente, o setor de cardiorrespiratória encontra-se sem atendimento devido a mudança no cronograma dos estágios e introdução do novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC).
Os relatórios referem-se às atividades de visitação no Setor de Músculo Esquelético, Neurologia e Hidroterapia, abrangendo um grau de visão técnico estudantil relacionado com a disciplina ESTÁGIO EM PRÁTICAS ASSISTIDAS do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Reis Velloso, objetivando aprendizado por parte dos alunos do 6º período relacionado às práticas e condutas na atenção secundária à saúde, bem como a importância do serviço para a cidade e região.
07 – Estatísticas
A Clínica Escola de Fisioterapia do Campus Ministro Reis Velloso (CMRV), em Parnaíba, faz em média 70 atendimentos por dia, totalizando 1.400 atendimentos por mês. O atendimento aos pacientes é individualizado e cada sessão dura 1 hora.
08 – Relato de caso
Paciente N.D.S, 25 anos, sexo masculino, residente em Cajueiro da Praia, sofreu acidente de moto há 5 anos, durante o qual estava alcoolizado, sendo encontrado no dia seguinte após o acidente, em que sofreu uma lesão incompleta de C3 e C4. Apresenta sensibilidade superficial comprometida de S1 a S4, mas sem comprometimento da sensação dolorosa. Começou o atendimento primeiramente no NASF de Cajueiro da Praia, com atendimento domiciliar. Começou o tratamento na clínica escola de Fisioterapia SEF, há 4 anos, e vem de transporte público cedido pela prefeitura de sua cidade. 
Apresentava sintomas de tetraplegia, e foi progredindo com o tratamento. Primeiro com movimentação de tronco, depois membros inferiores. Foi presenteado com um andador da clínica escola, quando começou a ter mais independência. Já movimenta todos os membros, mas ainda tem déficit de força muscular e não consegue levantar sozinho, sua queixa principal. Apresenta aos mãos em pronação e não consegue flexionar os dedos. Recentemente ficou 3 meses sem atendimento, tempo em que regrediu as funções de mobilidade a quais foram recuperadas após o retorno aos atendimentos.
“Qualquer lesão da medula, do cone terminal ou da cauda equina acompanha-se obrigatoriamente por deficiências motoras, sensitivas e neurovegetativas refletindo em alguma região do corpo.”” (Pape In Becker, 2008)
Incidência anual com hospitalização é de 30 a 40 por milhão. Ocorre principalmente em adultos jovens (16 a 30 anos). O sexo masculino é responsável por cerca de 80% dos casos. (Staas Jr, et al In DeLisa, 2002)
A lesão medular é uma das formas mais graves entre as síndromes incapacitantes, constituindo-se em um verdadeiro desafio para a reabilitação. Tal dificuldade decorre da importância da medula espinhal, que não é apenas uma via de impulsos aferentes e eferentes entre as diversas partes do corpo e o cérebro, como também um centro regulador que controla importantes funções como a respiração, a circulação, a bexiga, o intestino, o controle térmico e a atividade sexual (LIANZA, 1993). 
COMPROMETIMENTOS DA LESÃO
NÍVEIS C1-C3
• Necessidade de suporte ventilatório devido à perda da inervação do diafragma.
• Dependência total nas AVDs.
• Tecnologia assistiva: interruptores leves, viradores de página, botões de alarme.
• Cadeira de rodas elétrica (encosto alto, reclinável, suporte de tronco, controles com interruptores de sopro ou com bastão).
-Tratamento da espasticidade - Relaxantes musculares e agentes espasmolíticos e agentes químicos injetáveis - Social e psicológica.NÍVEL C4
• Inervação do diafragma (ou quase toda) preservada.
• Controle dos movimentos de cabeça e pescoço (podem encolher os ombros).
• Necessita de suporte ventilatório para respirar, mas é possível respirar espontaneamente.
• Alguma independência na alimentação (equipamentos especializados) ou na operação de cama ajustável (controle adaptado).
Reabilitação: Fisioterapia motora e respiratória; Profilaxia de infecções e Trombose venosa profunda TVP.
Tratamento recebido na Clínica Escola - SEF
Mobilização Neural - Alongamento FNP - Exercícios de fortalecimento para membros superiores e inferiores
A reabilitação deve incluir a prevenção de deformidades e complicações, maximização da função muscular remanescente e da função respiratória, treino de transferências e trocas de posturas, manuseio da cadeira de rodas, treino de equilíbrio, aquisição de ortostatismo e possível retorno da marcha com uso ou não de dispositivos ortóticos.
A fisioterapia, como parte da reabilitação, tem o importante papel de auxiliar o indivíduo com lesão medular e seus familiares nessa readaptação física e funcional precocemente, executando e orientando exercícios e atividades funcionais, cuja finalidade é prevenir complicações cardiorrespiratórias e músculo-esqueléticas, e torná-lo independente de acordo com seu potencial residual (GARANHANI et al. 2009).
09 – Conclusão
O Serviço Escola de Fisioterapia (SEF) tem como foco principal o desenvolvimento dos estágios curriculares, os quais são de extrema importância para o desenvolvimento do aluno, proporcionando-lhe o exercício profissional e práticas de intervenção fisioterapêutica nas diversas modalidades oferecidas, onde os atendimentos são feitos pelos discentes, nas disciplinas de estágio e sob supervisão de professores e fisioterapeutas do curso.
10 - Críticas e Sugestões
Podemos relatar o fato do atendimento na área de fisioterapia em Parnaíba usar de seu máximo potencial na disponibilidade de recursos humanos. É urgente uma amplitude em termos de espaços físicos e verbas para sua melhoria, dada a notada demanda crescente de usuários que necessitam desse serviço especializado da área da saúde. Notou-se lotadas as capacidades, com fato na crescente fila de espera tanto de pacientes da cidade como da região, já que o serviço destaca-se como referência.
11 - Referências de pesquisa
http://ufpi.br/clinica-escola-de-fisioterapia
Stokes, M. Neurologia para fisioterapeutas Editorial Premier: São Paulo, p.117-133.
Michele da Silva Panfilio1, Dayana Priscila Maia Meija², A importância da fisioterapia após um trauma raquimedular. Pós-graduação em Fisioterapia Neurofuncional – Faculdade Ávila
12 – Anexos

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