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1 2 APRESENTAÇÃO 5 AULA 1: GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS 7 INTRODUÇÃO 7 CONTEÚDO 9 RAZÕES PARA UMA ESTRATÉGIA ESPECÍFICA PARA PESSOAS 11 CARACTERÍSTICAS DOS RESULTADOS DA GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS 12 REPRESENTAÇÃO DA GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS 12 REFLEXOS DA CULTURA E CLIMA ORGANIZACIONAL 13 A IMPORTÂNCIA DAS COMPETÊNCIAS DOS COLABORADORES 15 A GESTÃO POR COMPETÊNCIAS 18 APRENDA MAIS 20 REFERÊNCIAS 21 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 21 AULA 2: GESTÃO COMO ESTRATÉGIA 29 INTRODUÇÃO 29 CONTEÚDO 32 A GESTÃO DE PESSOAS COMO ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL 32 A GESTÃO DE PESSOAS COMO IMPULSIONADORA DE DESEMPENHO 33 A GESTÃO DE PESSOAS COMO AGENTE DE MUDANÇAS 37 EMPOWERMENT – PODER E ENERGIA PARA AS PESSOAS 39 A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM EQUIPE 42 O QUE É O 5W2H? 46 A LIDERANÇA NA EQUIPE DE TRABALHO 47 REFERÊNCIAS 48 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 48 AULA 3: O PERFIL EMPREENDEDOR 55 INTRODUÇÃO 55 CONTEÚDO 58 3 POR QUE É VANTAGEM INOVAR? 58 AS INFORMAÇÕES AO ALCANCE DE TODOS 59 O USO DO BRAINSTORMING PARA APROVEITAMENTO DE NOVAS IDEIAS 59 CARACTERÍSTICAS DE UM EMPREENDEDOR 60 STAD – UMA TÉCNICA PARA AUMENTO DE DESEMPENHO 64 AS “ONDAS DAS INOVAÇÕES” – COMO AS ORGANIZAÇÕES E AS PESSOAS DEVEM ESTAR ESTRUTURADAS PARA ENFRENTA-LAS 66 REFERÊNCIAS 68 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 69 AULA 4: CONSULTORIA INTERNA EM GESTÃO DE PESSOAS 75 INTRODUÇÃO 75 CONTEÚDO 78 POR QUE IMPLEMENTAR UMA ÁREA DE CONSULTORIA INTERNA DE GESTÃO DE PESSOAS? 78 A CONTRIBUIÇÃO DE UMA ÁREA DE CONSULTORIA 78 SOLUÇÕES ENCONTRADAS ATRAVÉS DA CONSULTORIA INTERNA 79 O APOIO DA PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL EM RELAÇÃO A CONSULTORIA INTERNA 80 A IMPLEMENTAÇÃO DA CONSULTORIA INTERNA PARA AGREGAR VALOR AOS GESTORES PARA O DESENVOLVIMENTO INTERNO DAS PESSOAS 81 O PAPEL DO CONSULTOR INTERNO NO PROCESSO DE MUDANÇA 83 O PERFIL DO CONSULTOR INTERNO DE GESTÃO DE PESSOAS 84 MONITORAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA DE MUDANÇA ATRAVÉS DE INDICADORES IMPULSIONADORES DE DESEMPENHO 86 COMO MONITORAR O DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA DE MUDANÇA? 87 GRÁFICO DE ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DE PROPOSTA DE MUDANÇAS 90 REFERÊNCIAS 91 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 91 CHAVES DE RESPOSTA 99 AULA 1 99 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 99 AULA 2 101 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 101 AULA 3 103 4 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 103 AULA 4 105 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 105 CONTEUDISTA 109 5 A competitividade enfrentada pelas organizações passa por grandes desafios, desafios esses que devem ser enfrentados de forma a atender cada vez melhor, os anseios e expectativas do ambiente no qual a organização está inserida. Temos verificado grandes transformações nas organizações com implementações de estratégias fundamentadas no aspecto de tornar a organização mais dinâmica, viva, para atender em tempo hábil, todas as demandas do mercado. Isso significa que elas devem estar preparadas para atuar como uma estrutura flexível a qual as pessoas têm papel decisivo, ao invés de fundamentos mecanicistas. A famosa afirmação de René Descartes em seu livro Discurso do Método (2005), “penso logo existo” traduz a importância do indivíduo, sua existência e que podemos perceber o seu papel nas organizações. Organizações vivas, que pensam, agem através das pessoas. Podemos perceber que estamos vivendo em uma sociedade cuja informação e a construção do conhecimento está sendo feito de forma rápida, acelerada. A questão é: O que podemos fazer diante dessa realidade? A implementação de uma gestão de pessoas estratégica na qual os colaboradores são chamados a agregar valores às organizações constituindo um diferencial competitivo. A gestão de pessoas de forma estratégica assegurará à organização a obtenção da sua visão de futuro, contribuindo para que a missão do negócio 6 seja plenamente atingida e na satisfação das expectativas dos clientes, gestores e acionistas. Esse curso se propõe a conhecer como a Gestão de Pessoas contribui na Gestão Estratégica das organizações na obtenção de níveis de desempenho nunca antes alcançados. Sendo assim, essa disciplina tem como objetivos: 1. Analisar a importância da gestão de Pessoas nas estratégias organizacionais objetivando atender às expectativas dos clientes externos e internos, os gestores e acionistas; 2. Avaliar a importância de como o desempenho organizacional pode ser considerado um diferencial competitivo aplicando uma política adequada à gestão de Pessoas; 3. Compreender a importância da Gestão de Pessoas nos sub-processos de RH; 4. Aplicar os conceitos de indicadores de desempenho através das perspectivas da metodologia Balanced Scorecard (BSC). 7 Introdução A competitividade que as organizações estão vivenciando está cada vez mais dinâmica, mais exigente e obrigando que as mesmas, adotem alternativas de soluções para as necessidades e expectativas dessa competitividade como também para as suas próprias necessidades e expectativas. Esse cenário de competitividade tem mudado e muito, a forma de como que as pessoas devem ser vistas nas organizações. É preciso que as organizações estejam preparadas para vivenciar da melhor forma possível a competitivividade, estabelecendo um tipo de gestão estratégica específico para pessoas, estratégias essas, compatível com a realidade das organizações. Afinal, o que é gestão estratégica de pessoas? A gestão estratégica de pessoas é a escolha ou uma determinação de uma alternativa de caminho a ser seguido, que deverá atingir o objetivo estabelecido, através das ações desenvolvidas pelas pessoas. É preciso que os gestores ou os responsáveis por decisões, estejam cientes de que os objetivos a serem estabelecidos e alcançados sejam compatíveis com as competências e qualificações das pessoas que atuam na organiação. As estratégias para as pessoas, se bem planejdas e executadas, podem garantir que tanto a organização como as próprias pessoas que elas atinjam os seus objetivos e assim, passe a ser competitiva. Traçar objetivos que não possam ser alcançados, pode trazer consequências desagradáveis para as organizações gerando um sentimento de frustação para todos os envolvidos. 8 Segundo Dutra (2002,16) historicamente as pessoas vinham sendo encaradas como mais um insumo, mais um custo que tem que ser administrado. A realidade mudou. As organizações estão sendo obrigadas a mudar a forma de trabalhar com esse “insumo”. É preciso que os responsáveis pela gestão das organizações percebam essa mudança e comecem a aplicar novos conceitos e modelos de gestão para as pessoas. Algumas caracterísiticas que estão provocando essas mudanças nas organizações: Devido ao dinamismo e flexibilidade do mercado, está havendo uma maior demanda de pessoas que tenham um perfil que conseguem se adaptar com maior rapidez, às mudanças; Um maior volume de ofertas de produtos no mercado, está obrigando às organizações que busquem pessoas com perfil diferenciado, inovador, empreendedor, com autonomia e iniciativa própria; As negociações entre as organizações e clientes não têm mais fronteiras, obrigando às pessoas a se interessarem mais pelo que fazem, obtendo informações e conhecimento desses novos ambentes e a se atualizarem constantemente sobre o negócio que está envolvido; A velocidade com que os resultados organizacionais devem ser obtidos está necessitando que as pessoas comecem a trabalhar de forma conjunta, por equipes,respeitando a individualidade das pessoas, em que o objetivo da equipe deve prevalecer aos objetivos individuais. OBJETIVOS Sendo assim, esta aula tem como objetivos: 1. Compreender a importância da gestão estratégica de pessoas nas organizações. 9 2. Compreender e avaliar os reflexos que a cultura e o clima organizacional podem interferir nas implementações nas estratégias de pessoas. 3. Compreender a importância das competências dos colaboradores nas implementações nas estratégias de pessoas. Conteúdo Devido às pressões que as organizações vêm sofrendo por causa da competitividade, houve a necessidade de uma revisão nos modelos tradicionais de administração de pessoas nas organizações. Os modelos tradicionais se caracterizam através das seguintes situações: a) Estruturas organizacionais rígidas, processo decisório lento e de difícil adaptação às mudanças do mercado; b) Processo decisório centralizador onde os responsáveis pelas decisões não costumam escutar as pessoas que desenvolvem as ações que estão sendo executadas e analisadas; c) Estrutura hierarquizada, verticalizada com visão departamentalizada. Além dos modelos expostos acima, percebemos também uma maior democratização e disponibilidade de informações, os clientes mais exigentes e com maior ofertas de produtos para opção de compras, as organizações estão sendo obrigadas a acompanhar essas mudanças principalmente a procedimentos ligados diretamente às pessoas. A Gestão Estratégica de Pessoas aplicada à realidade da organização é a alternativa que os gestores estão adotando para continuar a atender todos os envolvidos com a organização, sejam clientes externos, acionistas, fornecedores, gestores e principalmente os clientes internos. 10 A Gestão Estratégica de Pessoas caracteriza-se pelas seguintes premissas: a) O desenvolvimento das organizações está diretamente relacionado ao desenvolvimento das pessoas; b) O processo de aprendizagem deve ser contínuo e constitui um aumento de desempenho das pessoas; c) A gestão estratégica de pessoas tem que está integrada à gestão estratégica das organizações. Ela deve satisfazer tanto as necessidades e expectativas das organizações quanto das pessoas; d) A importância das contribuições das pessoas devem ser conhecidas, entendidas estarem disponíveis para o melhor desenvolvimento das suas ações; e) Não importa a forma de relacionamento entre as pessoas (formal ou informal). O importante é o grau de comprometimento entre elas e com a organização. Baseado nessas premissas, Dutra (2002) estabeleceu o que caracteriza uma gestão estratégica de pessoas: “Um conjunto de políticas e práticas que permitem a conciliação de expectativas entre as organizações e as pessoas para que ambas possam realiza-las ao longo do tempo”. Uma das principais mudanças que podemos perceber na gestão estratégica de pessoas, está na forma destas agirem entre si, sejam superiores ou subordinados. Nesse sentido, estas passam a ter um papel de se tornarem corresponsáveis pelo desenvolvimento e desempenho organizacional colaborando com o estabelecimento dos objetivos, metas organizacionais como também a maneira de como atingi-los. É importante ressaltar que a participação das pessoas no estabelecimento dos objetivos e nas formas de atingi-los faz com que esses objetivos sejam 11 traçados de forma coerente e compatível com a realidade organizacional e das pessoas que trabalham na organização. Qual o papel das organizações na gestão estratégica de pessoas? É oferecer os melhores recursos às pessoas para que elas desenvolvam as melhores práticas através das suas competências. A Gestão Estratégica de Pessoas é implementada para atender as necessidades e expectativas tanto das pessoas quanto das organizações. Políticas e práticas organizacionais devem ser estabelecidas para agregar valor tanto para as pessoas quanto para a própria organização. Razões para uma estratégia específica para pessoas Um dos maiores desafios da Gestão Estratégica de Pessoas é admitir que cada pessoa é diferente uma das outras. Cada pessoa tem a sua personalidade, sua individualidade, objetivos individuais e que devem ser respeitados e ao mesmo tempo, elas convivem em um ambiente único e com objetivo único. Aspectos comportamentais e culturais também devem ser levados em consideração quando da implementação de uma estratégia voltada para pessoas. Algumas organizações não levam em consideração a premissa de que cada pessoa é única e que cada organização também é única ocasionando sérios problemas para alcançar os objetivos estabelecidos gerando efeitos indesejáveis. As estratégias para pessoas estão baseadas no conceito “ideias – força” onde as pessoas podem contribuir com suas ideias, suas vivências, suas experiências de sucesso e de insucesso onde todos têm a oportunidade de 12 contribuir com a organização. A gestão estratégica de pessoas não pode ser tratada como empirismo, como “achismo”, ou se deu certo na organização A, dará certo também na organização B ou na C e assim por diante. A gestão estratégica de pessoas é resultado de um estudo e conhecimento profundo da organização, sua realidade e das competências das pessoas nela atuam. É preciso identificar e decidir por um modelo de gestão estratégica específica que atenda às necessidades e expectativas de desenvolvimento e aprimoramento tanto da organização como também das pessoas. Características dos resultados da gestão estratégica de pessoas A gestão estratégica de pessoas deve ter como resultados as seguintes características: a) Desenvolvimento mútuo: a gestão estratégica de pessoas deve estimular e criar condições necessárias para que a organização e as pessoas possam desenvolver-se mutuamente nas relações entre eles; b) Satisfação mútua: a gestão estratégica de pessoas deve alinhar a um só tempo, os objetivos estratégicos organizacionais com os objetivos profissionais e pessoais das pessoas. c) Coerência com o prazo: a gestão estratégica de pessoas deve estar atenta à questão do prazo. Esse recurso é de suma importância tendo em vista a velocidade e dinamismo com que as informações fluem na organização. O tempo de resposta às demandas vai caracteriza um ganho na competitividade. Esse tempo de resposta vai depender muito da capacidade e das competências das pessoas que atuam na organização. Representação da gestão estratégica de pessoas 13 A Gestão Estratégica de Pessoas é a balança que deve estar sempre em equilíbrio em relação aos dois pratos. Um prato corresponde às PESSOAS com as suas individualidades, personalidades e expectativas e o outro prato, corresponde à ORGANIZAÇÃO, com a sua estrutura, processos, princípios, valores e cultura. A Gestão Estratégica de Pessoas oferece um conjunto de conceitos e práticas baseados na integração da realidade organizacional com as pessoas, de forma a tornar a organização cada vez mais competitiva e com pessoas cada vez mais competentes. Alguns benefícios que podemos perceber ao adotar uma Gestão Estratégica de Pessoas adequada: a) Estratégias de fácil compreensão e implementação; b) Implementação de políticas e práticas condizentes com a realidade da organização e das pessoas; c) Credibilidade e confiança nas estratégias de pessoas implementadas contribuindo para um maior comprometimento das pessoas para com a organização Reflexos da cultura e clima organizacional“A cultura organizacional é a cultura em seu sentido antropológico existente em uma organização composta por práticas, símbolos, hábitos, comportamentos, crenças, políticas internas e externas e sistemas de gestão” Wikipédia. Entende-se como cultura organizacional, como sendo ideias, procedimentos, conhecimentos, processos decisórios, formas de agir e de pensar que são compartilhados por pessoas em uma organização. 14 Entende-se como clima organizacional como sendo um conjunto de percepções, opiniões e sentimentos que se expressam no comportamento das pessoas em uma organização, em um determinado momento ou situação. A cultura tem uma característica determinante, mais profunda, radical, que se adquiri permanentemente ao longo do tempo e que vai se moldando à medida que vão sendo absorvidas novas formas de agir e de pensar. Já o clima caracteriza-se por ser mais dinâmico instável podendo ir mudando ao longo do tempo. A cultura e o clima organizacional precisam ser percebidos e compreendidos para que a Gestão Estratégica de Pessoas possa ser implementada e obter os resultados esperados. A afirmação de que cada organização é única, se dá exatamente pelas diferenças culturais e de clima organizacional. Independente da razão de existir de uma organização que é produzir bens e/ou serviços demandados pelo mercado, pode-se dizer que não existem duas organizações iguais. O negócio da organização (que tem como definição ser a razão da sua existência), sua estrutura organizacional, tecnologias e práticas utilizadas podem ser os mesmos. O que irá diferenciar uma organização das outras é a forma com que as ações são desenvolvidas por pessoas que ali trabalham. Qual a justificativa para isso? São pessoas diferentes, trabalhando em ambientes diferentes, com culturas diferentes e em momentos diferentes. 15 Nessa realidade, a cultura organizacional contribui para a solidificação da imagem institucional que pode revelar uma identidade positiva ou negativa no ambiente em que a organização atua. A cultura organizacional começa a ser constituída quando informações sobre a organização, começam a ser difundidas, a forma como ela atua e participa e obtém resultados. Já clima organizacional é um fenômeno psicossocial e mutável. É diferente da cultura, pois se baseia em percepções e opiniões sobre um determinado momento e situação da organização. O clima organizacional faz parte da cultura organizacional. Ele retrata o ambiente vivido no contexto organizacional que pode ter impactos positivo ou negativo nos resultados e na produtividade da organização. Cada pessoa na organização tem um papel a desempenhar no clima organizacional podendo influenciá-lo e ser influenciado por ele. Como exemplo, podemos citar um ambiente de uma fábrica de automóveis que pode ficar tenso, se comprovado uma retração do mercado e assim, podendo influenciar negativamente no clima organizacional da fábrica. A importância das competências dos colaboradores Competência é a qualificação que uma pessoa é capaz de desempenhar as suas funções de forma eficiente. Gilbert (1978) diz que a competência humana é expressa em função do desempenho da pessoa no trabalho, o que envolve não apenas o 16 comportamento que o indivíduo adota, mas também suas consequências das atividades desenvolvidas. Podemos entender também, que competência credencia uma pessoa a exercer um determinado trabalho. Dutra (2004) associa a competência não a um conjunto de qualificações de uma pessoa, mas sim, às realizações dessa mesma pessoa em determinado contexto, ou seja, aquilo que ela produz ou realiza no seu trabalho seja nas organizações ou em outro local qualquer. Podemos afirmar então, que a competência de uma pessoa no ambiente organizacional agrega valor não só à pessoa em questão mas também, para as organizações. A contribuição das competências das pessoas podem ser verificadas quando essas pessoas executam determinadas atividades e que servem para contribuir com a gestão estratégica de pessoas e com a estratégia organizacional. 17 A figura acima apresenta a competência como uma resultante de um conjunto de recursos ou insumos integrados aos três componentes da competência que são: conhecimento, habilidade e atitude. O que significa Conhecimento? Corresponde a um conjunto de informações que auxilia as pessoas a fazerem julgamentos, decidir e agir. Podemos dizer também, que conhecimento corresponde ao que a pessoa acumulou ao longo de toda a sua vida. O que significa Habilidade? Corresponde à forma de como a pessoa usa o conhecimento sobre determinado assunto. As habilidades podem ser classificadas como: a) Intelectuais, quando utilizados em processos mentais onde as informações devem estar dispostas de forma ordenada; Exemplo: um piloto de avião quando decola e quando aterrissa um avião. b) Motoras, quando for exigida uma atividade neuromuscular. Exemplo: um jogador de futebol batendo um pênalti. O que significa Atitude? É a conduta influenciada em relação às outras pessoas e em um determinado momento, seja no trabalho ou em outro local qualquer. Ainda na figura, encontramos o elemento conhecido como DESEMPENHO, que corresponde à relação entre dois resultados encontrados em momentos diferentes. 18 Exemplo de identificação de desempenho: Um nadador participou de duas provas de natação. Prova Tempo Colocação 1ª. 25 seg. 1º. Lugar 2ª. 23 seg. 1º. lugar Conforme podemos verificar, na 2ª. prova o atleta nadou em menos tempo em relação a 1ª. prova, o que significa que o DESEMPENHO desse atleta melhorou. Esse nadador aumentou o seu desempenho. Vejamos outro exemplo: Em uma organização do segmento de serviços é comum transmitir aos colaboradores o seguinte comportamento e atitude: atender o cliente da melhor forma possível, com receptividade e cortesia, levando-se em consideração, as necessidades e expectativas do cliente. Para que esse comportamento e atitude obtenha o êxito esperado, é necessário que esse colaborador tenha um profundo conhecimento dos serviços que a sua organização presta, habilidade para demonstrar todas as vantagens do serviço prestado e tendo uma atitude de estar sempre disponível para atender o cliente no que ele precisar. Percebemos nesse exemplo que o sucesso para atrair, satisfazer e reter, passa pelas competências dos colaboradores. A Gestão por Competências Muitas organizações estão adotando a Gestão por Competências como um modelo a ser implementado junto com a Gestão Estratégia de Pessoas. 19 A Gestão por competências visa orientar, planejar, perceber, desenvolver e avaliar em todos os níveis hierárquicos da organização (alta administração, gerencial ou tático e operacional), as competências necessárias para todos os colaboradores, para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados. O questionamento que devemos fazer é o seguinte: Para que os objetivos estabelecidos possam ser alcançados, que competências os colaboradores da organização, devem possuir? O desempenho dos colaboradores, apurado após a realização das suas atividades expressa uma expertise dessas competências? Existe lacuna (gap) entre as competências necessárias e as competências existentes na organização? As respostas à esses questionamentos deve permitir aos gestores das organizações, utilizar modelosde gestão específicos que venham a minimizar ou eliminar possíveis distorções entre o ideal e o real. Esses modelos de gestão devem ser implementados com certa brevidade, pois a tendência, no caso de haver distorções é destas aumentarem, visto o dinamismo do ambiente organizacional que está cada vez maior. Com isso, a organização se vê obrigada a perceber e obter novas competências, visto que, as competências necessárias anteriormente, não são mais as mesmas, já existem exigências de novas competências. Abaixo, a representação da identificação do GAP (lacuna) de competências 20 Dessa forma, podemos perceber e compreender a importância das competências para obtenção de objetivos estabelecidos. A competência de um colaborador resulta num conjunto de procedimentos quando o colaborador usa os três recursos de forma conjunta (conhecimento, habilidade e atitude). Aprenda Mais Recomendo a leitura do livro Gestão por Competências e Gestão do Conhecimento – Carbone, Pedro Paulo – FGV Editora Vídeo: www.youtube.com/watch?v=Qsm4YrgnWUU Vídeo: www.youtube.com/watch?v=-eMWb4jr7e4 21 Referências Gestão de Pessoas – Modelos, Processos, Tendências e Perspectivas – Joel Souza Dutra – Ed. Atlas Gestão por Competências e Gestão do Conhecimento – Pedro Paulo Carbone – Ed. FGV Gestão Estratégica de Pessoas – Gilnei Mourão Teixeira – Ed. FGV Gerenciando Conhecimento – Jayme Teixeira Filho - Senac Exercícios de fixação Questão 1 Para que as organizações venham a obter uma vantagem competitiva, os gestores devem: a) Criar estratégias compatíveis com a sua realidade; b) Criar estratégias compatíveis com a sua realidade e a do mercado; c) Criar estratégias compatíveis com o que o mercado exige; d) Criar estratégias compatíveis com as dos concorrentes; e) Criar estratégias compatíveis com a sua realidade e a das pessoas que nela trabalham. Questão 2 Indique a alternativa que se aplica aos modelos de administração atuais: a) Processo decisório centralizado; b) Estrutura hierarquizada verticalmente; c) Envolvimento das pessoas nas decisões estratégicas; d) Visão por departamento (departamentalizada); e) Distanciamento entre quem decide e quem executa. 22 Questão 3 A Gestão Estratégica de Pessoas deve ser aplicada em relação a: a) Realidade do mercado; b) Realidade dos concorrentes; c) Realidade da organização; d) Realidade das pessoas; e) Realidade da organização e das pessoas que nela trabalham Questão 4 O processo de aprendizagem organizacional deve ser: a) De acordo com o produto a ser desenvolvido; b) Ser contínuo para obter um aumento de desempenho também contínuo; c) Periódico e de acordo com a disponibilidade de recursos; d) Por área e de forma de rodízio; e) Aplicado aos gestores até o nível gerencial. 23 Questão 5 Segundo Dutra (2002) estabeleceu o que caracteriza uma gestão estratégica de pessoas: a) “Um conjunto de políticas e práticas que permitem a conciliação de expectativas entre as organizações e as pessoas para que ambas possam realiza-las ao longo do tempo”; b) “Um conjunto de políticas, práticas e aprendizado que permitem a conciliação de expectativas entre as organizações e as pessoas para que ambas possam realiza-las ao longo do tempo”; c) “Um conjunto de políticas, práticas e aprendizado e o ambiente o qual a organização e as pessoas vivenciam para que elas se tornem mais competitivas”; d) “Um conjunto de políticas e práticas que permitem a conciliação de expectativas entre as pessoas para que as mesmas possam realizar as suas atividades ao longo do tempo”; e) “Um conjunto de políticas e práticas que permitem a conciliação de expectativas entre as pessoas para que as mesmas possam realizar as suas atividades em um determinado período de tempo”; Questão 6 Assinale V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) O reflexo das condições de trabalho oferecidas pelo gestor. ( ) A liberdade que os colaboradores têm em expor suas ideias. ( ) Um elemento secundário que agrega valor ao negócio. ( ) Um dos componentes que é admirado pelos colaboradores. ( ) Resultado de pesquisa realizada por poucas organizações. 24 Questão 7 A definição de Clima Organizacional corresponde a: a) Relação entre as pessoas em um determinado momento; b) Relação entre os pares de uma organização; c) Relação entre a organização e as pessoas que nela trabalham; d) Relação que cada pessoa tem com a organização; e) É a relação percebida entre cada área da organização. Questão 8 Assinale V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) A estratégia de terceirização impacta negativamente no clima organizacional. ( ) O aumento espontâneo de salários impacta negativamente, pois nem todos irão receber. ( ) A competitividade contribui positivamente para o clima organizacional. ( ) A confiança contribui negativamente para o clima organizacional. ( ) O excesso de otimismo contribui positivamente para o clima organizacional. 25 Questão 9 Valores organizacionais significam: a) A importância que as organizações dão que reforçam a crença organizacional; b) A importância que as organizações dão a determinadas atitudes; c) A importância que as organizações dão que reforçam qualquer cerimônia celebrada; d) A importância que as organizações dão que reforçam a prática de questões proibidas; e) A importância que as organizações dão que reforçam as crenças organizacionais. Questão 10 As variáveis organizacionais são aspectos da organização que é avaliado nas pesquisas de clima. As variáveis organizacionais são fatores que podem causar insatisfação nos trabalhadores. Marque a resposta que corresponde à essa definição: a) Salário que recebe b) Trabalho realizado; c) Longo período de tempo em uma só função; d) Investimento no desenvolvimento profissional; e) Ascenção profissional. 26 Questão 11 A competência é resultante de um conjunto de recursos integrados que são: a) Capacidade, Informação e Atitude; b) Conhecimento, Habilidade e Discernimento; c) Informação, Conhecimento e Atitude; d) Conhecimento, Habilidade e Atitude; e) Capacidade, Habilidade e Atitude. Questão 12 Um processo de mudança organizacional consiste no levantamento da situação atual para então propor alternativas de solução para uma situação desejada. Para isso, é preciso que as pessoas envolvidas nesse processo, obtenha as informações necessárias e as coloque de forma ordenada, afim de que todos possam trabalhar seguindo uma sequência lógica. Nesse caso, os envolvidos tiveram uma habilidade classificada como: a) Motora; b) Lógica; c) Intelectual; d) Física; e) Abstrata. 27 Questão 13 Um jogador de vôlei, mais precisamente o levantador, percebe que pode marcar um ponto para sua equipe, se jogar uma bola de segunda, para o campo adversário surpreendendo o mesmo. Nesse caso, ele desenvolveu uma habilidade: a) Intelectual; b) Motora; c) Lógica; d) Física; e) Mental. Questão 14 Um atleta ao disputar uma prova de atletismo, obteve um determinado resultado. Seis meses após, esse mesmo atleta disputou uma outra prova de atletismo e obteve um outro resultado. A comparação entre esses dois resultadoscorresponde a: a) Monitoramento; b) Acompanhamento; c) Desempenho; d) Resultado esperado; e) Resultado alcançado. 28 Questão 15 A organização que precisa conhecer o que os seus colaboradores são capazes de desenvolver as atividades para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados, é preciso adotar a gestão: a) Estratégica de Capacitação; b) Estratégica de Inovação; c) Estratégica do Conhecimento; d) Estratégica por Competências; e) Estratégica por Criatividade. 29 Introdução No ambiente organizacional podemos perceber que, resultados obtidos pelas organizações, são consequências de modelos de gestão aplicados que aparentemente parecem ser simples e lógicos. Esse raciocínio é fácil de ser entendido. O que devemos analisar é se esses resultados, são os resultados esperados pelos gestores ou não. Nem sempre esses modelos de gestão adotados se mostram adequados. Essa percepção se torna frustante quando os resultados obtidos não são os resultados esperados, ou seja, aquilo que estava previsto não foi o que a organização conseguiu realizar. Nas aplicações dos diversos modelos de gestão iremos nos deparar com uma série de restrições, limitações, teoria que não se aplica à prática, complexidades naturais, as competências humanas e a própria realidade da organização. O questionemento que podemos fazer é o seguinte: Se você conhece bem aquilo que faz e detem o conhecimento e a tecnologia aplicada no processo desenvolvido por você, por que podemos obter resultados que não sejam aqueles esperados? Os resultados obtidos pelas organizações não dependem exclusivamente do conhecimento das pessoas. Outros fatores organizacionais, influenciam nesses resultados, tais como: cultura, valores, princípios, os componentes dos dois ambientes (interno e externo), a conjuntura política e econômica, entre outros. Quando percebemos e analisamos todos esses fatores chegamos à conclusaão que, para traçar estratégias organizacionais é preciso conhecer os 30 objetivos organizacionais, os processos envolvidos, quem os executam, a forma como são executados, os momentos que devem ser monitorados e quem são as pessoas e os impactados decorrentes de todas as ações desenvolvidas. Isso nos permite responder a alguns questionamentos básicos para a Gestão de Pessoas como estratégia organizacional, tais como: Quais mudanças a organização pretende implementar? Como devem acontecer essas mudanças? Quem serão os impactados? Quais são os resultados esperados? Todos esses questionamentos implicam necessariamente em adotar estratégias voltadas para o desenvolvimento profissional das pessoas (colaboradores) e consequentemente para toda a organização. Segundo Silva (1999), “em um mundo globalizado e extremamente competitivo em relação aos negócios, nunca foi tão importante a atividade de Planejamento Estratégico para todos os campos da Administração Empresarial e, dentro desse contexto, não consigo imaginar o atingimento de resultados consistentes e verdadeiros (sem demagogia) em atividades e/ou programas de Recursos Humanos, sem que haja uma visão estratégica e integrada das atividades da área com os objetivos, planos e metas organizacionais, bem como, com a novas tendências de mercado”. A Gestão de Pessoas nas organizações tem o propósito de garantir à organização o atendimento às necessidades e expectativas das organizações, dos acionistas, dos clientes e dos colaboradores. Essas necessidades e expectativas podem ser de vários tipos tais como: a) Competitividade e produtividade; 31 b) Aumento e melhoria do desempenho dos seus produtos (bens e serviços); c) Redução de custos; d) Processos cada vez mais otimizados, racionalizados; e) Atualização tecnológica. Em relação aos colaboradores temos as seguintes expectativas tais como: a) Desenvolvimento profissional; b) Clima organizacional compatível; c) Perspectiva de carreira; d) Gestão partcipativa; e) Transparência e justiça funcional; f) Lideranças exectuivas adequadas; g) Benefícios atraentes. Podemos perceber então, que a Gestão de Pessoas possui a missão de obter os melhores resultados tanto para as organizações quanto para os seus colaboradores, agregando valores para superar as expectativas dos seus clientes e do mercado em geral. Objetivos 1. Analisar o papel e a importância da gestão de pessoas como gestão estratégica. 2. Compreender o significado e aplicação de “empowerment” na gestão de pessoas. 3. Compreender a importância do trabalho em equipe para o aumento de desempenho. 32 Conteúdo A Gestão de Pessoas como estratégia organizacional O momento das organizações hoje em dia, faz-se necessário que a gestão de pessoas seja eficaz e isso, determina que seja implementada uma estratégia diferenciada, adequada e compatível para os seus colaboradores, de forma que traga os resultados tão esperados por todos os envolvidos e que garanta que a organização se mantenha cada vez mais competitiva. A competitividade tem mostrado dois aspectos que precisam ser analisados: O primeiro é o “aspectos organizacionais” que podemos perceber um enorme investimento na busca da produtividade, qualidade, e lucratividade. Investimentos esses que chegam a uma soma muito grande de valores direcionados às novas tecnologias, nos modelos de gestão, novas metodologias, programas, projetos e processos. O segundo aspecto, podemos chamar de “aspectos humanos”, ou seja, a importância que as pessoas estão tendo nas organizações para obterem os resultados esperados tanto organizacionais quanto pessoais. Isso é o que tem sido aplicado e verificado nas organizações. Isso já é uma realidade. Ou as organizações adotam a postura de perceber a importância das pessoas em suas ações ou elas vão perder competitividade. O importante é o que os gestores devem estar atentos, na conciliação desses dois aspectos. Sobre o aspecto organizacional, podemos perceber que esses investimentos podem ser considerados positivos, mas como serão os impactos, os reflexos no aspecto humano? 33 Faça agora uma pequena reflexão na sua organização, no sentido de visualizar e identificar se os investimentos feitos para o aspecto organizacional foram compatíveis e o que gerou no aspecto humano? Se foi positivo ou negativo para os colaboradores? Agregou benefícios ou não? Esses questionamentos e as suas respostas são muito importantes, para poder identificar qual o cenário que se encontra a sua organização em relação às futuras políticas de gestão de pessoas a serem implementadas. As organizações que têm atuado sobre a conciliação e adequação desses dois aspectos se destacam por agirem de maneira transparente, sincera, compartilhada, sem falsas promessas e usando as melhores técnicas de gestão de pessoas. Os principais gestores devem entender que a posição que a sua organização ocupa e ocupará no mercado junto aos clientes, fornecedores, concorrentes e acionistas, é consequência das melhores práticas que eles implementam e para isso, é necessário uma parceria com a área de RH adotando uma gestão compatível com a realidade da organização. “Uma corrente somente poderá realizar sua função, quando todos os seus elos estiverem interligados”. Autor desconhecido A Gestão de Pessoas como impulsionadora de desempenho As estratégias que buscam melhorias e aumento de desempenhoorganizacional têm que levar em consideração as diversidades relacionadas à gestão de pessoas. Essas diversidades estão ligadas aos aspectos individuais das pessoas, seus padrões comportamentais, culturais e de suas competências. 34 Vemos abaixo, uma representação sistêmica da atuação da gestão de pessoas e os seus relacionamentos com as ações desenvolvidas junto às demais áreas da organização. Podemos perceber que as atividades podem ser divididas em dois grandes grupos: a) Atividades de Desenvolvimento: As atividades de desenvolvimento concentram os modelos de gestão que deverão sustentar o desenvolvimento profissional dos colaboradores, atender as expectativas e necessidades desses e manter a motivação para que as metas e objetivos sejam alcançados. b) Atividades de apoio, suporte, controle ou manutenção: As Atividades de Apoio envolvem a implementação e o monitoramento dos processos, como o próprio nome diz, de Apoio ou Suporte. Vemos também que a organização está envolvida pelo MERCADO. 35 Todas essas atividades devem estar integradas com a Missão, a Visão de Futuro e os projetos e/ou processos organizacionais que devem ser desenvolvidos e implementados na organização. Diante dessa realidade, os gestores devem se questionar sobre: a) Quais são os projetos e/ou processos organizacionais prioritários a serem implementados? b) Que tipos de ferramentas e instrumentos de gestão de pessoas que a organização deve conhecer? c) Que estratégias podem ser definidas para implementação desses projetos e/ou processos na organização? d) Quais as técnicas de monitoramento do projeto e/ou processo? As respostas a esses questionamentos podem ser verificadas através da implementação de uma gestão de pessoas que assegure não só responder à esses questionamentos como também, alocar recursos necessários para a execução e desenvolvimento de todas as atividades organizacionais. Dessa forma, podemos entender que Gestão de Pessoas consiste num conjunto de ações planejadas e organizadas de maneira estratégica para identificar e atender necessidades e expectativas da organização, através do gerenciamento eficaz do desempenho das pessoas, visando obter ganhos reais de produtividade, bem como atender os anseios dos acionistas, clientes e dos próprios colaboradores. A gestão de Pessoas como estratégia organizacional, tem as premissas de valorizar e atender as necessidades dos recursos humanos da organização, deixando de ser “custo de mão de obra” e sim um INVESTIMENTO. O propósito da Gestão de Pessoas é, através de metodologias compatíveis com a realidade da organização, transformar os seus recursos humanos no principal insumo para o desenvolvimento dos produtos e se manter cada vez mais competitiva. 36 O sucesso da implementação da Gestão de Pessoas está condicionado ao estabelecimento de alguns parâmetros, tais como: a) Obter o comprometimento dos gestores principais para a alocação de todos os recursos necessários; b) Obter o comprometimento e o envolvimento de todas as áreas da organização; c) Estabelecer uma política de comunicação para adequar os novos processos à cultura organizacional. Vamos fazer uma pequena reflexão sobre o que vimos até agora. Você consegue visualizar a atuação da área de gestão de pessoas da sua organização? Como exemplo de atuação de gestão de pessoas podemos citar a implementação de Universidade Corporativa. Qual o objetivo de uma Universidade Corporativa? É oferecer capacitação aos colaboradores adequando-os às necessidades da organização. São cursos customizados que atendem exatamente as estratégias organizacionais. Empresas do tipo Banco do Brasil, Vale, Lojas Marisa, Sistema Eletrobrás, Petrobrás, Ambev e GE são alguns exemplos que implementaram a Universidade Corporativa como modelo de gestão de pessoas. A questão da sustentabilidade, pode ser verificado através do exemplo da NATURA. Ela foi a pioneira em, oferecer os seus produtos em forma de refil. O engajamento dos colaboradores foi fundamental para o sucesso dessa inovação. Existe algum comprometimento da alta administração para os projetos de RH? 37 Existe algum envolvimento das demais áreas da organização, com a política de RH? Essas políticas são adequadas à realidade da organização? A Gestão de Pessoas como agente de mudanças Iremos agora, conhecer o papel da Gestão de Pessoas como Agente de Mudança. O que é um Agente de Mudança? Um agente de mudança é uma pessoa que exerce influência positiva sobre outras pessoas. Essa influência é vista pelas outras pessoas como algo positivo, construtivo. Um agente de mudança auxilia as pessoas a serem elas mesmas, a conhecerem seus potenciais e limites e com isso, provocam mudanças nessas pessoas como também nas organizações. Os agentes de mudança não substituem os colaboradores nas suas funções e sim, auxiliam no desenvolvimento de suas ações e no processo decisório. O profissional de Recursos Humanos vem tendo uma postura de agente de mudança nas organizações. Para iniciarmos esse processo, ou seja, conhecer o papel fundamental da Gestão de Pessoas nas organizações, tomamos como base as seguintes informações: a) Levantamento das necessidades junto aos principais gestores (alta administração). Esse levantamento compreende na identificação e análise das necessidades organizacionais de recursos humanos visando integrar esses recursos com o negócio da organização, a visão de futuro e qual a participação dos gestores para o atendimento a essas necessidades? Um outro aspecto a ser levantado é em relação à avaliação das forças e fraquezas da própria organização. 38 b) O resultado da pesquisa de Clima Organizacional. Os resultados das pesquisas são obtidos através de tabulações das respostas e apresentados em forma de relatórios e estes servem para que sejam feitas análises das respostas e assim, podem ser traçadas estratégias mais adequadas à realidade da organização. É importante destacar que a divulgação dos resultados (bons ou ruins) gera credibilidade junto aos colaboradores para realização de futuras pesquisas. Com esses dois pontos conhecidos é possível estabelecer três macros módulos que são: I) Diretrizes Gerais da organização que consiste em: a. Melhoria do desempenho organizacional; b. Aumento da produtividade; c. Maior lucratividade; d. Atualização tecnológica; e. Redução de custos; f. Maior competitividade; g. Melhoria do clima organizacional. II) Levantamento das Necessidades junto às áreas usuárias que consiste em: a. Modelos de gestão aplicados; b. Atendimento às necessidades dos processos executados; c. Dificuldades encontradas; d. Políticas, normas, valores e crenças. III) Anseios e expectativas dos colaboradores que consiste em: a. Desenvolvimento profissional; b. Reconhecimento interno; c. Perspectiva de cargos e salários; d. Participação nos resultados. 39 A partir do desdobramento desses três módulos, a área de gestão de Pessoas está apta a desenvolver o ALINHAMENTO ESTRATÉGICO. O que vem a ser o Alinhamento estratégico de RH? É a formulação de estratégias de RH, compatíveis com a realidade da organização para atendimento das suas reais necessidades e expectativas da organização. O resultado do Alinhamento Estratégico constitui a MISSÃO DE RH. Na missão de RH terão definidas junto à alta administração, que tipos de resultados estãosendo esperados, qual o desempenho a ser atingido, quais serão os processos prioritários que deverão ser desenvolvidos, os pontos fortes e fracos a serem trabalhados. Nesse instante, podemos fazer o seguinte questionamento: Quais as competências que a organização terá que desenvolver para alcançar os objetivos de cada área e assim, atingir os objetivos organizacionais? A grande contribuição da Gestão de Pessoas, não está “amarrada” somente no aspecto técnico e dos resultados imediatos. Antes de tudo, a Gestão de Pessoas, é uma política e um investimento a longo, mas de forma definitiva. O importante é propiciar à organização o direcionamento estratégico, auxiliar no estabelecimento das prioridades das ações a serem desenvolvidas. É evidente que, à medida que as organizações forem introduzindo esse novo modelo de gestão, as mesmas vão promovendo adaptações e aperfeiçoamento constante dos processos e das metodologias utilizadas. Empowerment – Poder e energia para as pessoas 40 Como estudamos até aqui, a Gestão de Pessoas proporciona às organizações a capacidade de se manterem competitivas e aptas a enfrentar as mudanças ocorridas no mercado. É necessário então, que seja adotado nas organizações, um novo modelo, modelo esse, que implica em atribuir um “poder” às pessoas que nelas atuam. O empowerment é um novo modelo de administrar as pessoas e que tem como premissa, a motivação existente em cada colaborador e se essa motivação for melhor trabalhada, ou seja, se houver motivos para que as pessoas se tornem mais motivadas, é possível obter resultados organizacionais acima do esperado. Então, o que é empowerment? É um novo modelo gerencial que está associado ao fortalecimento do poder decisório ou o de dar poder de decisão para os colaboradores. Estamos falando do processo de conceder aos colaboradores, a oportunidade de participarem mais ativamente das decisões estratégicas. O termo empowerment leva a pensarmos que o processo de transformação, adaptação necessário, está na “energização” dos seus colaboradores. Power significa poder, força. As organizações devem conceder tais condições para os seus colaboradores, para que as suas participações se tornem mais incisivas, claras, determinantes contribuindo para um aumento de desempenho não só delas como também das organizações. Uma outra visão do uso do empowerment é ser uma maneira de construir, de desenvolver e incrementar o “poder” entre os colaboradores por meio de cooperação, compartilhamento e de trabalho em equipe. 41 Segundo Mills (1996), a implementação do empowerment, implica em cinco requisitos que são: 1) Competência e experiência: esses atributos devem ser percebidos pelos gestores e assim, delegar poder aos colaboradores que têm essas características possa contribuir muito mais para a organização; 2) Informações necessárias: as informações devem estar disponíveis e compartilhadas e não ficar restritas em alguns níveis hierárquicos da organização. Não há processo decisório sem que haja informação. 3) Recompensa adequada: as pessoas gostam de ser reconhecidas em suas atividades e principalmente em suas contribuições. É preciso reconhecer o que os colaboradores estão contribuindo, sugerindo. Esse reconhecimento é muito importante, não é um “tapinha nas costas”, senão, poderá gerar um processo frustação e desânimo. Afinal, quem não gosta de receber um parabéns, um “muito obrigado”? As organizações precisam reconhecer e recompensar os colaboradores que investiram tempo e trabalho para as suas contribuições. 4) Conhecimento da missão: a missão e a visão da organização precisam ser conhecidas e compreendidas por todos. É preciso que eles saibam os impactos (positivos ou negativos) que o desenvolvimento das suas ações trará para a organização. 5) Tolerância a erros: As contribuições devem ser espontâneas e os resultados delas (positivos ou negativos) devem ser compartilhados por todos. Os colaboradores devem se sentir apoiados pelos gestores. Se houver um clima de punições, por exemplo, fatalmente as contribuições irão diminuir em termos de quantidade e de qualidade. Vamos fazer agora, uma pequena reflexão sobre o que foi estudado sobre empowerment. 42 Você percebe esse modelo gerencial em sua organização ou em outro ambiente (em casa, no clube, etc.) que você participa? Você é uma pessoa “energizada”? O empowerment é mais do que uma contribuição, uma participação, é uma forma de criar comprometimento entre os objetivos organizacionais e os objetivos pessoais. Um está atrelado ao outro. O desenvolvimento organizacional está ligado ao desenvolvimento dos colaboradores. Não podia ser diferente. Podia? Enfim, o empowerment busca realçar como é importante perceber as “expertises” das pessoas e como isso pode agregar valor aos produtos desenvolvidos. O empowerment não é uma forma de tornar as organizações num “oba oba”, sem regras, sem metas, cada um faz o que bem entende. Pelo contrário, é preciso ter estrutura e cultura adequada para o sucesso do empowerment. A importância do trabalho em equipe Vamos iniciar esse tema, fazendo algumas indagações: Você faz parte de alguma equipe? Você está preste a fazer parte de uma equipe? Você está liderando uma equipe pela primeira vez? Você tem experiência de trabalhar em equipe, ou ser um líder? Algumas frases para serem meditadas: “O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos.” Michael Jordan 43 Com talento ganhamos partidas; com trabalho em equipe e inteligência ganhamos campeonatos. Michael Jordan “O trabalho em equipe é quando, em um grupo, as pessoas ajudam umas às outras, ou seja, trabalham igualmente, não brigam, concordam uns com os outros, etc.” Wikipédia O trabalho em equipe parte de duas premissas fundamentais que são: 1. As organizações terão que produzir bens e serviços cada vez melhores e com qualidade que atenda as expectativas e necessidades do mercado que atua; 2. Os trabalhos realizados e que venham a atender os requisitos da 1ª. premissa, são sempre feitos por uma equipe de trabalho. Será que todos os membros do grupo de pertenço compartilham, pelo menos, de um mesmo objetivo, que só pode ser alcançado pelo esforço conjunto de todos? Se a resposta a essa indagação for positiva, você faz parte de uma EQUIPE. O trabalho em equipe nas organizações tem tido um aumento significativo, pois todos os colaboradores, independente do nível hierárquico que se encontram, estão sendo chamados a participar de equipes de trabalho, para atender as necessidades organizacionais. As equipes de trabalho devem ser formadas adequadamente para que as necessidades organizacionais sejam plenamente atendidas. Isso pode ser considerado um dos primeiros passos para a implementação da Gestão da Qualidade que tem como premissa básica, o foco no cliente e na busca pela melhoria contínua dos resultados organizacionais. A formação de equipes de trabalho é um dos princípios básicos para o atendimento dos requisitos do 44 cliente. Conhecer o que o cliente quer e deseja e atende-lonas suas expectativas e necessidades, isso faz parte da Gestão da Qualidade. As equipes de trabalho precisam do comprometimento de todos os seus componentes, precisam que tenham autonomia para desempenhar as suas atividades, mas antes de tudo, precisam ser orientados quanto aos seus objetivos. Segundo Hartzler e Henry, existem quatro áreas de atividades que auxiliam as equipes de trabalho a desenvolverem as suas atividades: 1. Foco no Cliente: conhecer as suas necessidades e expectativas, as suas prioridades de quem está disposto a receber e a pagar por um produto. Quando falamos em “pagamento” estamos nos referindo a um cliente externo. Ouvir o que o cliente quer, é o primeiro passo para conhecer, entender e entregar as suas necessidades. Todas as decisões tomadas pela equipe de trabalho devem estar voltadas para o cliente. A palavra “foco”, apesar de ter apenas duas sílabas, tem um significado muito grande. Foco significa clareza, transparência. Imagine a seguinte situação: queremos registrar um momento importante, e decido tirar uma fotografia. Nas máquinas semiautomáticas, é preciso ajustar o foco, ou seja, o objeto a ser fotografado tem que ficar nítido, senão a foto na terá a clareza que desejo. A foto tem que ser nítida clara de forma que todos consigam ver a mesma imagem. Não pode ter dúvidas quanto ao que estou vendo. Quando falamos de “clientes” estamos nos referindo aos internos e externos. Não se deve fazer qualquer distinção sobre um ou outro. 2. Direção: Implica em ter um direcionamento que a equipe de trabalho deve estar voltada. A direção vai proporcionar que a equipe de 45 trabalho atinja o alvo (target). Proporciona para que todas as ações sejam desenvolvidas na mesma direção. Esse direcionamento deve ser claro para que os recursos necessários sejam devidamente alocados. 3. Entendimento: É a identificação das competências (expertises) individuais dos membros da equipe. Não só as expertises como também, os seus pontos fracos. Todos nós temos as nossas expertises e nossos pontos fracos e isso, obrigatoriamente, dentro da equipe, tem que ser espeitado. O trabalho em equipe além das responsabilidades inerentes ao trabalho que está sendo desenvolvido, cada membro deve suprir as fraquezas de cada membro da equipe. Isso demonstra que a equipe tem plenas condições de desenvolver aquilo no qual ela foi criada e alcançar o objetivo proposto. Entender significa conhecer, aprender e interpretar o que foi transmitido para que todas as ações sejam desenvolvidas com um nível de incerteza, tende a zero. O não entendimento pode levar ao insucesso. “Entender é perceber intelectualmente não só pela palavra, mas também por gesto, senha, código, etc. Todos entendemos uma pergunta, uma opinião contrária à nossa, um sinal de trânsito, um olhar insinuante, uma piscada sensual e convidativa, um gesto impensado de alguém e até um texto nas suas entrelinhas”. “Compreender é perceber intelectualmente apenas pela palavra, é captar o verdadeiro significado das palavras. Todos compreendemos ou devemos compreender uma lição, um conselho, um poema”. SACCONI, Luiz Antônio 2011 4. Responsabilidade com comprometimento: É a percepção e o entendimento de “quem faz o que, aonde, com quem, pra que, quando” Essa identificação de responsabilidades faz com que os 46 membros de uma equipe, não causem dois tipos de erro: o da duplicidade e o da omissão. Quadro representativo da técnica do 5W 2H O que é o 5W2H? O 5W2H é uma das técnicas mais eficazes para o planeamento de atividades, tarefas, ações e outros aspectos necessários para a execução de um trabalho em equipe, que tem os seguintes fundamentos: é uma ferramenta para planear o que deve ser feito; Serve para distribuir as tarefas entre os integrantes da equipa; Permite acompanhar o que cada um dos membros da equipa está a fazer Nos projetos de melhoria de processos serve para: Planear a análise de um problema ou processo, para aumentar o nível de informação e detectar onde está a falha; Montar um plano do que deve ser feito, para eliminar um problema; Padronizar procedimentos que devem ser seguidos como modelo, para prevenir o reaparecimento do problema. 47 A liderança na equipe de trabalho As atribuições e qualidades esperadas da liderança de uma equipe de trabalho, além da sua tradicional expertise, a liderança exerce entre outras atribuições e responsabilidades, que a equipe na qual ele lidera, finalize o trabalho dentro do prazo do cronograma, no orçamento e no nível de excelência exigido pelos clientes (stakeholders), pelo aumento permanente de desempenho da sua equipe e pela interação entre a equipe e a organização. Para isso, a liderança deve usar os recursos de forma adequada, pois na maioria das vezes, esses recursos são escassos e sob a ótica do relacionamento, saber lidar com situações anormais e com os interessados. O seu perfil precisa estar de acordo com uma pessoa com a expertise adequada, com qualidades e habilidades profissionais e pessoais. A seguir, algumas características que um líder de equipe deve ter: Um bom planejador; Um administrador hábil; Um batalhador incansável; Um psicólogo; Um aliado; Um bom comunicador; Um otimista inabalável; Um bom vendedor. Você é um bom líder de equipe? Em quais características acima, você se vê? 48 Referências Araújo, Luís Cesar – Organização Sistemas e Métodos – Editora Atlas, 2001 Silva, Mário Celso – Competência e resultados em Recursos Humanos – Qualitymark, 2007 Alison, Hardingham – Trabalho em equipe – Você S/A, 2000 Exercícios de fixação Questão 1 Assinale a resposta ERRADA Qual estratégia organizacional adotada na gestão de pessoas, que pode ser caracterizada como diferencial competitivo? a) Reter talentos; b) Aumentar capacitação; c) Aumentar volume de produção; d) Diminuir absenteísmo; e) Diminuir acidentes de trabalho. Questão 2 Nas organizações, qual o recurso responsável em desenvolver as ações para que os objetivos organizacionais sejam atingidos? a) Recursos Humanos; b) Recursos Tecnológicos; c) Recursos Financeiros; d) Recursos de Infraestrutura; e) Recursos dos Investidores. 49 Questão 3 O ambiente competitivo que as organizações vivenciam, as pessoas têm se caracterizado como um diferencial competitivo. Para isso, é preciso que elas tenham: a) Tecnicidade, Discernimento e Gestão; b) Conhecimento abstrato e Conhecimento absoluto; c) Discernimento e Gestão; d) Habilidades, Atitudes e Conhecimento; e) Conhecimento e habilidades Questão 4 A estrutura informal pode caracterizar como uma forma de dar mais agilidade nos processos, sem perder a credibilidade, desde que, haja uma relação fundamental que é a relação de CONFIANÇA. Essa relação é caracterizada pela presença de: a) Hierarquia e poder de decisão; b) Recursos Humanos; c) Estrutura organizacional flexível; d) Atribuições e regulamentações; e) Fluxo das atividades. 50 Questão 5 Assinale a resposta ERRADA: Para o sucesso da gestão de pessoas como uma estratégia organizacional é preciso que se tenha: a) O comprometimento dos gestores de cada área da organização; b) A definição de cada área da organização; c) O envolvimento de cada área da organização; d) As pessoas devem ser vistas como custode mão de obra; e) Uma política de comunicação adequada. Questão 6 Quais das alternativas abaixo, se refere de forma equivocada o conceito de empowerment? a) Trata de uma estratégia; b) Cuida do aumento de desempenho; c) Tem o objetivo de obter os melhores resultados; d) Trata de exercer maior “poder” hierárquico; e) Trata do envolvimento de todos. Questão 7 Assinale a resposta errada: Empowerment constitui hoje: a) Um modelo de gestão de pessoas; b) Um modelo que torna as organizações mais competitivas; c) Uma forma de aumentar o desempenho das pessoas; d) Uma forma de não alterar as responsabilidades das pessoas; e) Uma forma de aumentar o desempenho organizacional. 51 Questão 8 A necessidade das organizações serem cada vez mais competitivas, tem obrigado às mesmas, a adotarem modelos de gestão de pessoas, para que seja criado um clima motivacional nos colaboradores. Esse modelo é conhecido como: a) Empowerment; b) Brainstorming; c) Benchmarking; d) Downsizing; e) Kaizen. Questão 9 Marque a alternativa que NÃO se enquadra. A característica do empowerment é: a) Motivar os colaboradores; b) Conceder maiores oportunidades aos colaboradores; c) Incrementar poder entre os colaboradores; d) Incrementar a relação superior X subordinado; e) Diminuir a distância entre os níveis hierárquicos. 52 Questão 10 Marque a alternativa ERRADA. A implementação do modelo de empowerment pressupõe: a) Valorização da formalidade; b) Valorização do poder decisório; c) Valorização do trabalho em equipe; d) Valorização do capital intelectual; e) Valorização da obtenção do foco do cliente. Questão 11 O modelo de liderança tem como premissas: a) A motivação do funcionário depende da sua expectativa de recompensa que ele irá receber; b) O desempenho da equipe depende do estilo de liderança exercida junto à organização; c) Os estilos de lideranças existentes são antagônicos. Uns são para as ações e outros para as pessoas; d) As características do líder pressupõe o estilo de liderança; e) As habilidades individuais são maiores do que as coletivas. 53 Questão 12 Marque a resposta ERRADA. Liderança é o processo de conduzir não só o comportamento dos integrantes de sua equipe, como também, de obter os resultados esperados. Para isso, o líder deve ter as seguintes características: a) Carisma; b) Autoconfiança; c) Motivador; d) Individualista; e) Comunicativo. Questão 13 Marque a resposta ERRADA. O estilo de liderança a ser aplicado em uma equipe de trabalho, deve ter as seguintes características: a) Centralização da autoridade; b) Delegação da autoridade; c) Liberdade para os membros da equipe, opinarem; d) Estilo consultivo e participativo; e) Envolvimento de todos no processo decisório. Questão 14 Qual a vantagem da tomada de decisão feita por uma equipe de trabalho? a) Menor compartilhamento e transmissão das informações; b) Menor o número de alternativas para decidir; c) Aumento da aceitação e legitimidade da decisão tomada; d) Alternativas com alto grau de complexidade; e) Intervenção da alta administração é muito grande. 54 Questão 15 Os stakeholders são pessoas impactadas: a) Nos resultados das ações; b) Nas alocações dos recursos; c) No monitoramento do cronograma; d) Nas aquisições dos insumos; e) No desenvolvimento da equipe. 55 Introdução Em um ambiente organizacional e competitivo em que ser inovador é mandatório, é muito importante pensar que, além de ideias inovadoras é preciso que os gestores implementem estratégias organizacionais diferenciadas mas que sejam adequadas à realidade da organização e possíveis de serem implementadas. As pessoas eram consideradas como “mão de obra” e até pouco tempo, considerada como um custo, como estudamos na aula anterior.Hoje, as pessoas são conhecidas e vistas como “cérebro de obra” onde o pensar e a inovação estão cada vez mais presentes. O termo “cérebro de obra” caracteriza num impacto muito forte nas pessoas e nas organizações. O capital intelectual (recurso mais valioso) passa a ser mais valorizado. A criatividade e a inovação passam a ser uma exigência na gestão estratégica das organizações. A sociedade do conhecimento caracterizada pelo ser pensante, vem tendo um lugar cada vez maior nas organizações. A Sociedade do Conhecimento é um novo ambiente em que as organizações estão inseridas e que se caracteriza como um processo de mudanças contínuas. O elemento mais valioso dessa sociedade é a informação que age na criação do conhecimento organizacional e das pessoas. Controlar, criar, ousar e inovar são algumas ações que estão fazendo a diferença competitiva. Isso tudo é consequência das mudanças ocorridas na estrutura organizacional onde podemos perceber a troca das relações hierárquiccas entre superiores e subordinados por parcerias entre os colaboradores. 56 Afinal, quais foram as razões para essas mudanças? O que percebemos é que existem muitas informações circulando nas organizações e em todos os outros ambientes. Podemos perceber também que essas informações estão disponíveis para quem quiser fazer uso das mesmas e que o volume de processamento está mais rápido. Com isso, a evolução tecnológica vem acompanhando essa realidade. O processo decisório está complexo, obrigando o tomador de decisões ter competências para tal. Esse cenário determia que as organizações venham a perceber e a usar os “cérebros de obra”. Qual estratégia a organização pode escolher para se manter competitiva? Uma das estratégias é estabelecer uma política de capacitação dos colaboradores onde o processo de aprendizagem se faz constante. Ter pessoas competentes compartilhando ideias inovadoras para os modelos de gestão tem contribuído para o sucesso organizacional. Nesse cenário, a gestão de Pessoas passa a ter uma participação direta nas estratégias das organizações, onde os colaboradores começam a serem vistos como seres pensantes e não só,meros cumpridores de ordens. Os gestores começam a perceber as habilidades e competências dos colaboradores através de atitudes criativas, inovadoras e empreendedoras e não somente em atividades rotineiras. A Gestão de Pessoas parte da premissa que pessoas tem personalidade, caráter, expectativas, necessidades prórias, inteligência o que demonstra que há diferenças entre as pessoas e essas diferenças devem ser trabalhadas individualmente. 57 Afinal, o que é INOVAÇÃO? Inovação significa novidade ou renovação. Se refere a uma ideia, um método, um produto que é criado através de qualquer ação que diferencie do produto anterior. No cenário atual, inovação está ligada ao conceito de novas ideias. Pode ser considerada também um processo que tem como resultado um novo produto ou uma melhoria em um produto já existnte. Inovar também pode ser caracterizado como sendo uma otimização, uma racionalização de processos utilizando menos recursos sem no entanto, perder o nível da qualidade identificado antes. A inovação é a grande impulsionadora das organizações em um mercado extremamente competitivo. Essa competitividade faz com que os colaboradores façam as suas sugestões e ideias de forma inovadora. O perfil empreendedor dos colaboradores auxilia no processo de inovação.Os colaboradores com perfil empreendedor, são pessoas diferenciadas, com um potencial motivador muito grande, extremamente comprometidas com o que fazem, estão sempre à busca de inovações e gostam de serem vistas como um exemplo positivo e diferenciado. Objetivos 1. Compreender o processo de inovação nas organizações e perceber o perfil empreendedor das pessoas. 2. Compreender a aplicação do STAD (Sistemas de Trabalho de Alto Desempenho) como ação inovadora. 3. Compreender como as “ondas da inovação” impulsionam as estratégias inovadoras. 58 Conteúdo Por que é vantagem inovar? Podemos perceber que as informações estão disponíveis para todos e quem vai levar vantagem, será aquele que melhor usufruir dela. O volume de informações que estão disponíveis, o tratamento que é dado a elas e o tempo necessário para tomar decisões estão obrigando as organizações a criarem métodos, estruturas, modelos de gestão que venham a atender não só os clientes em potencial como também os objetivos organizacionais e os acionistas. É preciso que as organizações se reestruturem para executar ações inovadoras que venham a agregar valor aos produtos já existentes ou no desenvolvimento de novos produtos. A organização tem que atuar em duas frentes de trabalho ao mesmo tempo: uma frente, direcionada aos produtos já existentes, pois os clientes não podem ficar abandonados e a outra frente, no desenvolvimento de novos produtos. O mercado exige das organizações essa nova postura. É nesse cenário que as organizações criam estratégias inovadoras, diferenciadas. Afinal, quem tem a capacidade de inovar? Somente as pessoas têm essa capacidade. As pessoas inovadoras, que podem ser conhecidas como empreendedoras, são aquelas que estão sempre atrás de informações, de novas ideias para o negócio da organização, de perceber oportunidades de novos negócios. Tem um perfil questionador, de buscar a razão para tudo que é feito. As ideias inovadoras surgem sempre quando as pessoas estão disponíveis para contribuir com algo diferenciado. 59 A informação quando disponível e percebida é a maior contribuição para novas ideias. Obter informações e trata-las de forma adequada e em tempo hábil, é dever de qualquer empreendedor. Vamos fazer alguns questionamentos sobre o que estudamos até agora: Você se enquadra no perfil de empreendedor? Você tem oportunidades de fazer sugestões? As suas sugestões são ouvidas? Qual é o seu posicionamento na sua organização quanto ao tratamento que é dado às informações? Existe alguma política quanto à disponibilidade de informações para que você possa sugerir algo inovador? As informações ao alcance de todos As informações estão disponíveis para qualquer um. Existe hoje, claramente uma democratização da informação. Mas, cuidado! Não basta ter as informações. Primeiro, é preciso saber o que realmente está sendo procurado. Nesse momento podemos dizer que estamos diante de um processo de selecionamento, ou seja, no universo de informações que existem, o que está me interessando são essas informações selecionadas. A partir daí então, podemos partir para um processo de sintetização, buscar um resumo dessas informações e se for o caso, conhecer com mais detalhes, até que todas as necessidades sejam plenamente atendidas. O uso do brainstorming para aproveitamento de novas ideias As oportunidades de inovação podem ser percebidas através de técnicas específicas adotadas pelas organizações, em que grupos as pessoas discutem e opinam sobre um determinado assunto. Os perfis empreendedores das 60 pessoas conseguem perceber oportunidades para inovar quando da aplicação dessa técnica. É preciso ficar claro que as ideias inovadoras não venham apenas dessa técnica. Na gestão empresarial essa técnica é conhecida como brainstorming, mais conhecida como “tempestade de ideias”. O brainstorming, ou tempestade de ideias consiste na formação de um grupo de pessoas que se reúnem e expõem as suas ideias de forma livre, sem críticas ou chacotas dos outros membros do grupo sobre um determinado assunto. Busca-se a diversidade de opiniões a partir de um enfoque predefinido. Essa técnica só deverá ser aplicada se a organização estiver preparada culturalmente para aplica-la. Reunir pessoas, escutar o que elas pensam e têm a falar sobre um assunto específico e tratar as sugestões levantadas, são alguns, pontos que devem ser cumpridos. O brainstorming serve para obter ideias para novos produtos ou para melhoramento de produtos já existentes. Você já teve oportunidade de participar de um brainstorming? Características de um empreendedor O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e de pesquisa. Abaixo algumas características de uma pessoa com perfil empreendedor. a) Visionários: Eles têm a capacidade de visualizar o futuro do negócio. Visualizar não significa prevê o futuro. Não são videntes. Eles conseguem visualizar o futuro da sua vida pessoal e profissional. Estabelecer o que conhecemos como Visão de Futuro, ou seja, o que eu quero ser em um determinado período de tempo e em um determinado local, já é uma característica do visionário; 61 b) Tomadores de decisões: Eles têm confiança no processo decisório, para isso, já identificaram as informações necessárias através do processo de selecionamento e de sintetização. Sabem decidir na hora certa, seja em momentos de adversidade ou não. O processo decisório tem uma característica marcante. As decisões têm que ser tomadas na hora certa e implementadas sempre para atender a quem está sendo impactado. Decisões e implementações fora de hora, não adiantam de nada. c) Pessoas diferenciadas: Eles têm a capacidade de transformar a visão em ação, ou seja, além deles terem a capacidade de projetar uma situação futura, eles sabem transformar o que ainda é um sonho em uma realidade. Transformar a visão em ação significa transformar algo abstrato em algo concreto. d) Sabem perceber as oportunidades: Diferentemente das pessoas que não têm o perfil empreendedor, eles conseguem perceber nas ideias geradas (através do brainstorming ou outra técnica qualquer), algo prático que agregue valor e que venha traduzir uma oportunidade para o negócio. Schumpeter (Joseph Schumpeter – foi um dos mais importantes economistas da primeira metade do séc. XX), afirma que: “empreendedor é aquele que quebra a ordem corrente e inova, criando mercado com uma oportunidade identificada”. Israel Kirzner (um dos principais economistas da Escola Austríaca) afirma que: “o empreendedor é aquele que cria um equilíbrio, encontrando uma posição clara e positiva em um ambiente de caos e turbulência, ou seja, identifica oportunidades na ordem presente”. Ambos, afirmam que o empreendedor tem uma exímia capacidade de perceber oportunidades através das suas atitudes em relação às informações disponíveis. Quanto maior for a busca e absorção dessas informações, melhores serão as condições de perceber oportunidades. e) Determinados e dinâmicos: Essas são características marcantes de um empreendedor. Eles são extremamente comprometidos e 62 comprometimento só existe se a pessoa acreditar naquilo que está envolvido, mobilizado. Quanto maior for o problema, maior será a vontade de resolver, de transpor. Quanto ao dinamismo, são totalmente avessos aos processos rotineiros. f) Dedicados: São dedicados podendo chegar ao extremo. Há uma dedicação total em relação ao negócioque está envolvido. Em algumas situações o envolvimento é tanto, que pode provocar situações indesejáveis em relação à própria saúde, ao seu relacionamento familiar e social. É preciso que haja um equilíbrio entre dedicação ao trabalho e qualidade de vida. g) Apaixonados pelo que fazem: A paixão pelo que fazem é o grande impulsionador para o sucesso e o sucesso leva a que eles estejam cada vez mais animados. A busca pelo sucesso não dá lugar para pensar em fracasso. h) Independentes e constroem o seu próprio destino: São voluntariosos, gostam de estar à frente de tudo. Gostam de ter iniciativa e se sentem “donos do negócio”. Ser patrão e não empregado, no entanto, percebem que permanecem subordinados a cada cliente que consegue prospectar. i) Situação financeira: Consideram que a situação financeira é consequência da sua atuação. Esse aspecto não é considerado o objetivo principal do empreendimento. O sucesso ou o insucesso vai depender da forma com as ações são desenvolvidas. j) Líderes e formadores de equipes: Possuem um senso de liderança muito grande. São pessoas que para serem líderes, dão exemplo, estão sempre juntos com quem executam as ações, os colaboradores sabem que podem contar com ele. Sabe valorizar, estimular e recompensar aqueles que estão envolvidos nos processos. As pessoas que fazem parte das equipes têm a característica de pensarem sempre na coletividade ao invés da individualidade. Tem a capacidade de montar a sua equipe através da análise dos perfis de cada pessoa que participará da equipe. 63 k) Redes de contato: Possuem uma rede de contatos (networking) a qual, através dos seus membros auxiliam e dão suporte às decisões e ações. l) Organizados: Sabem utilizar a técnica japonesa conhecida como 5S e que facilita muito o desempenho das suas atividades. É o primeiro passo para que o seu desempenho atual, seja sempre superior ao desempenho anterior. Essa técnica consiste em 5 palavras japonesas que correspondem aos 5 “sensos”, daí o 5S que são: UTILIZAÇÃO (seiri): separa o necessário do desnecessário ORDENAÇÃO (seiton): colocar cada coisa em seu devido lugar LIMPEZA (seisõ): limpar e cuidar do ambiente SAÚDE (seiketsu): Tornar saudável o ambiente AUTODISCIPLINA (shitsuke): otimizar e padronizar todas as atividades. m) Planejadores: Tem a função planejamento como ponto de partida para tudo. Não faz nada sem que tenha sido planejado. Desde as menores ações até as mais complexas, podendo envolver colaboradores, clientes e acionistas. n) Possuem conhecimento: Estão sempre à busca do saber, de novas informações. Têm “fome” de saber. Essas informações possibilitam enfrentar novos desafios, novas oportunidades. o) Gostam de assumir riscos: Os riscos assumidos são muito bem analisados, avaliados. Arriscar não significa “se jogar de qualquer forma”. Nesse caso, a aplicação da matriz SWOT se torna muito eficaz. p) Criam valor para o negócio e para a sociedade: Uma das principais características do empreendedor é essa. Todas as suas ações estão voltadas não só para o seu negócio, mas também o pode agregar para os colaboradores, os clientes, os acionistas e para a sociedade em geral. Vamos fazer uma pequena reflexão: Em quais características você se enquadra? Você conhece alguém com essas características? 64 STAD – uma técnica para aumento de desempenho STAD significa Sistemas de Trabalho de Alto desempenho, cuja origem da sigla inglesa é HPWS – high performance work system e estrutura de funcionamento consiste na congruência de quatro elementos que são: trabalho, pessoas, organização formal e organização informal. Cada círculo corresponde a um elemento. A interseção dos círculos corresponde a ADEQUAÇÃO da organização à realidade que ela vivencia. Quais as características para implementação de um STAD? A organização tem que ter por princípio, o trabalho realizado através da integração de sete elementos conhecidos como os 7 Cs que são: Confiança: caracteriza-se pela capacidade organizacional de atender todas as exigências e superar todos os obstáculos através do poder organizacional, conhecimento, habilidades e atitudes dos colaboradores e o grau de competitividade tem perante o mercado. Tudo isso, torna a organização mais forte e todos acreditam que ela pode alcançar a excelência. Comprometimento: os valores, princípios e crenças adotados pela organização são plenamente absorvidos pelos colaboradores e dessa 65 forma eles se sentem mais mobilizados e consequentemente mais comprometidos. Cocriação: caracteriza-se pelo compartilhamento das ideias e sugestões. Todos são responsáveis pelo trabalho que leve ao alto desempenho. Conexão: Todas as ações convergem para um único objetivo que é traduzido pela visão de futuro. Comunicação: a comunicação feita entre as pessoas deve se tal que, quem emite a informação deve ter a certeza de quem a recebeu, recebeu de forma que conseguiu interpretar e assim, poder agir conforme o desejado. A comunicação aproxima as pessoas. Celebração e correção de curso: a celebração e a correção de curso são ações adotadas após a execução e monitoramento dos processos desenvolvidos. Esse monitoramento é feito através de indicadores de desempenho que, ao serem medidos, irão apresentar um resultado e dependendo desse resultado, as ações a serem executadas poderão ser de três tipos: Correção, Manutenção e de Melhoria. A necessidade de estabelecer um clima organizacional de forma que o relacionamento entre os colaboradores seja o melhor possível e o que eles percebem da organização deve ser tal, que proporcione um aumento de desempenho e a manutenção da competitividade. Abaixo a representação gráfica dos degraus rumo à excelência 66 As “ondas das inovações” – Como as organizações e as pessoas devem estar estruturadas para enfrenta-las O que são ondas de inovação? São inovações ocorridas no mercado que geraram oportunidades para as organizações e para as pessoas. Podemos perceber na figura abaixo, as épocas e as ondas de inovação. No século XVIII a primeira onda de inovação (1785 – 1845) foi a mecanização e o comércio. A segunda onda foi a Revolução Industrial (1845 – 1900) com a aplicação das máquinas a vapor e principalmente a utilização das ferrovias. Nesse período surgem diversas fábricas de grande porte e o início do conceito de processos e com isso, as pessoas têm as suas presenças mais marcantes no que se refere a necessidade de trabalharem em outras atividades que surgiam. A terceira onda é a da eletricidade (1900 – 1950) com uso de motores elétricos. Essa onda foi e é tão importante que esses componentes 67 permanecem até hoje conosco. A sua utilização é muito aplicada em todos os segmentos da sociedade. A quarta onda é a eletrônica e da aviação (1950 – 1900) que teve uma influência muito grande por causa da Segunda Grande Guerra Mundial. Nessa ocasião percebeu-se a importância do tratamento a ser dado para as informações levando-se em consideração a velocidade e volume dessas informações. Chegamos antão à quinta onda (1900 – até os dias de hoje), onde se destacam o processo de inovação através de programas de computação (softwares) e estruturas que comportassem essas integrações que são estruturas em rede, onde as pessoas conseguem se comunicar com segurança umas com as outras. Várias redesde comunicação do tipo sociais, profissionais têm se formado inclusive as de sustentabilidade. Qual a participação das pessoas nesse cenário? Sem dúvida alguma, o aspecto das competências pessoais e profissionais continua sendo de extrema importância. Mas isso só não basta. No perfil das pessoas devem ser agregadas algumas características marcantes que até então poderia não fazer grandes diferenças. Se repararmos bem nessas cinco ondas, iremos perceber que o intervalo entre uma onda e outra tem diminuído bastante em termos de anos. A velocidade com que as coisas estão acontecendo é muito grande o que acarreta uma preparação muito grande das pessoas. Precisamos estar preparados para enfrenta-las. Que características então, seriam essas? 68 Essas características que veremos adiante fazem hoje, em um processo de admissão ou em processos de atividades já desenvolvidas nas organizações, um grande diferencial competitivo tanto para as próprias pessoas como também para as organizações. Características Essenciais: 1. Se o profissional é fácil de ser encontrado: esse questionamento é devido para se saber o grau de comprometimento que as pessoas têm em relação à organização, o grau de interesse com os resultados seus e da organização já alcançados e a alcançar. Isso não significa que essa pessoa tenha que estar trabalhando vinte e quatro horas por dia e nem sete dias na semana. É uma questão de que se a organização através dos seus gestores precisarem, eles poderão contar com essa pessoa. 2. Se o profissional é ágil: se executa as atividades de forma simples, rápida, mas sem comprometer a qualidade, ou seja, não deixando de atender os requisitos necessários a ser desempenhados ou já desempenhados. 3. Se o profissional é confiável: Creio que essa característica dispensa qualquer tipo de interpretação ou de questionamento. A partir do momento que existir qualquer dúvida, por menor que seja, sobre essa característica, com toda a certeza esse profissional não terá o perfil desejado. Precisamos ter em mente, que a melhor organização para se trabalhar nesse cenário de inovações, será aquela que implementar uma política de aprendizagem constante, seja através de investimentos em capacitação como também em desenvolver atividades desafiadoras. Referências Araújo, Luís Cesar – Organização Sistemas e Métodos – Editora Atlas 2001 Dornelas, José Carlos – Empreendedorismo – Editora Campus 2001 69 Exercícios de fixação Questão 1 A principal motivação de um empreendedor para iniciar um negócio é: a) Ganhar dinheiro; b) Ser famoso; c) Segurança; d) Ter poder; e) Ser independente. Questão 2 Para ser um empreendedor de sucesso você precisa de: a) Dinheiro; b) Muito trabalho; c) Sorte; d) Uma boa ideia; e) Todas as alternativas. Questão 3 Os empreendedores são melhores como: a) Gerentes; b) Capitalistas de risco; c) Administrador; d) Fazedores; e) Zeladores. 70 Questão 4 Os empreendedores agem da seguinte forma: a) Assumem altos riscos; b) Não assumem riscos; c) Assumem riscos moderados; d) Não se preocupam com os riscos; e) Não assumem altos riscos. Questão 5 Os empreendedores são apaixonados por: a) Novas ideias; b) Novos empregados; c) Novos conceitos de gestão; d) Novos produtos; e) Todas as alternativas. Questão 6 Os empreendedores normalmente criam: a) Novas empresas de serviço; b) Novas empresas de manufatura; c) Novas empresas de construção; d) Novas empresas de tecnologia; e) Mais de uma empresa 71 Questão 7 Marque a resposta ERRADA. Os elementos que constituem o círculo de interseção para a aplicação do STAD são? a) Trabalho; b) Pessoas; c) Organograma formal; d) Tecnologia; e) Organização informal. Questão 8 A interseção desses quatro elementos é conhecida como: a) Interseção; b) Adequação; c) Equação; d) Definição; e) Gestão. Questão 9 Para a implementação de um STAD é preciso que o trabalho realizado seja feito através da ____________ dos elementos específicos: a) Integração; b) Observação; c) Adequação; d) Incorporação 72 Questão 10 O STAD para ser implementado nas organizações parte do princípio de que há necessidade de trabalhar com alguns elementos que são: a) 5w 2H; b) 7C´s; c) 5 S; d) PDCA´s; e) SDCA´s. Questão 11 O que caracteriza os 7C´s em atender todas as exigências e superar os obstáculos é. a) Comprometimento; b) Confiança; c) Cocriação; d) Comunicação; e) Conexão. Questão 12 O que caracteriza nos 7C´s o compartilhamento das ideias e sugestões é: a) Cocriação; b) Comunicação; c) Celebração; d) Correção; e) Confiança. 73 Questão 13 O que caracteriza nos 7C´s ações orientadas após a execução e monitoramento dos processos é: a) Correção de curso; b) Comunicação; c) Cocriação; d) Confiança; e) Comprometimento. Questão 14 O que caracteriza as “ondas” da inovação? a) Tudo o que acontece no mercado; b) Tudo que acontece como inovação; c) Tudo o que acontece com os concorrentes; d) Tudo o que acontece com os acionistas; e) Tudo o que acontece com os stakeholders. Questão 15 As ondas são caracterizadas como algo inovador e que estão estabelecidas através de: a) A época em que ela iniciou e terminou; b) A quantidade de empresas envolvidas; c) A quantidade de pessoas envolvidas; d) A quantidade de produtos desenvolvidos; e) A quantidade de produtos entregues ao mercado. 74 Questão 16 A participação das pessoas nas “ondas” da inovação, deve ser através de: a) Do curso de graduação feito; b) Do curso de pós-graduação feito; c) Das competências pessoais e profissionais adquiridas; d) Da participação do superior imediato; e) Todas as alternativas acima. Questão 17 Nesse cenário de “ondas” da inovação, a melhor organização para se trabalhar deve ser aquela que: a) Implementa uma gestão de benefícios; b) Implementar uma gestão de cargos e salários; c) Implementar uma gestão de capacitação contínua; d) Implementar uma gestão recrutamento e seleção; e) Implementar uma gestão de segurança física e patrimonial. Questão 18 A característica essencial que os colaboradores devem ter em função das “ondas” de inovação é de ter: a) Uma relação informal com os demais colaboradores; b) Uma relação formal com os demais colaboradores; c) Uma relação de confiabilidade com os demais colaboradores; d) Uma relação de amizade com os demais colaboradores; e) Uma relação profissional com os demais colaboradores; f) No desenvolvimento da equipe. 75 Introdução A diversidade de situações vivenciadas pelas organizações no que diz respeito à competitividade, os diversos tipos de modelos de gestão e de tecnologia, estão obrigando às organizações a adotarem posturas que venham a garantir a competitividade através de um diferencial. Às essas novas posturas podemos destacar o papel da Consultoria Interna em Gestão de Pessoas. A implementação de uma Consultoria Interna de Gestão de Pssoas (CIGP) está fazendo com que as organizações e seus colaboradores venham a ter a necessidadede adquirir novos conhecimentos, mais amplos e sistêmicos. A aplicação desses novos conhecimentos implica em estudar, conhecer, entender e propor alternativas de ações estratégicas, considerando sempre a realidade da organização. Ações essas que incorporadas aos colaboradores, proporcionarão uma posição mais efetiva da organização no mercado e como consequência, a valorização de todo quadro funcional da organização. Então, qual é o papel atual da Consultoria Interna de Gestão de Pessoas? A Consultoria Interna de Gestão de Pessoas é uma subdivisão da área de Gestão de Pessoas e deve ser vista como um Fator Crítico de Sucesso (FCS). Significa que ela representa um ponto vital, crítico e muito importante para a organização que propõe alternativas junto às demais áreas da organização para o desenvolvimento das habiliaddes de todos os seus colaboradores desenvolvendo e praticando ações que garantirão novas vantagens competitivas gerando lucro, atendendo as expectativas dos gestores e dos acionistas e contribuindo para um aumento da fatia de mercado. 76 E qual seria o maior desafio da Consultoria Interna em Gestão de Pessoas? O maior desafio para a implementação da Consultoria Interna em Gestão de Pessoas é fazer com que todos os envolvidos nos processos organizacinais, tenham uma forma diferenciada de ver, produzir e de se comportar. A evolução da área de RH pode ser representada no quadro abaixo em que demonstra grandes diferenças entre as posições do passado e do presente. A Evolução da Área de Recursos Humanos PASSADO PRESENTE Folha de Pagamento Recrutamento e Seleção Relações Trabalhistas Segurança do Trabalho Medicina do Trabalho Plano de Cargos e Salários Treinamento Pesquisa de Clima (Ensaios) Terceiriza e Monitora Facilitador / Agente de Mudanças Comunicação Interna & Valores Integração Inter-Áreas / Processos Coaching da Liderança Coaching do Espírito de Equipe Co-gestor do Clima Organizacional Desenvolvimento Humano Atração e Retenção de Talentos Participante Ativo A atuação da Consultoria Interna em Gestão de Pessoas se prende principalmente a agir junto às demais áreas da organização com ações do tipo: a) Provocar o pensamento estratégico; b) Provocar reuniões e discussões estratégicas; c) Criar parcerias para aconselhamento técnico; d) Provocar postura agregadora de troca de conhecimentos. Objetivos 77 1. Compreender a necessidade de mudanças e do aconselhamento na política de Gestão de Pessoas; 2. Compreender a necessidade de implantação de uma Consultoria Interna de Gestão de Pessoas para o desenvolvimento interno das pessoas; 3. Compreender o processo de avaliação das propostas de mudança, através do monitoramento indicadores impulsionadores de desempenho. 78 Conteúdo Por que implementar uma área de consultoria interna de gestão de pessoas? A decisão de implementar uma área de Consultoria Interna em gestão de Pessoas, não é apenas uma alternativa, um desejo pessoal dos gestores, uma nova técnica, uma novidade e sim, algo que fará um diferencial entre as organizações e trará uma vantagem competitiva muito grande. A Consultoria deve ser vista como um novo recurso que contribuirá tanto para os processos produtivos desenvolvidos nas organizações como também, para as pessoas envolvidas nesses processos no que diz respeito a aumento de produtividade, melhoria da qualidade desses produtos, na qualidade de vida dos colaboradores, na melhoria do aspecto da sustentabilidade e por fim, na melhoria de toda a organização. A área de Consultoria Interna de Gestão de Pessoas presta serviços para todas as áreas da organização e os seus principais “clientes” são todos aqueles que lidam com pessoas, ajudando-as a alcançar os seus objetivos sob as suas responsabilidades. A necessidade que as organizações têm de atingir os resultados esperados pode encontrar na área de Consultoria, um aliado estratégico muito importante. A contribuição de uma área de Consultoria A contribuição é que uma das atribuições da Consultoria é a de propor aos gestores das áreas envolvidas, alternativas de soluções para enfrentar e atender em tempo hábil, as exigências e mudanças que o mercado impõe às organizações no sentido de minimizar riscos e maximizar resultados. 79 No entanto, não podemos esquecer que o gestor da área envolvida é o responsável pelas ações e decisões que serão implementadas na sua área, interferindo diretamente no desenvolvimento dos seus processos. Cabe ao gestor da área, decidir se aceita ou não a proposta da Consultoria. Como vimos anteriormente, as mudanças estão aí no nosso dia a dia e as organizações precisam estar atentas e preparadas para elas. É preciso um conhecimento profundo sobre o negócio e dos objetivos estabelecidos para que se possam propor alternativas de mudanças sempre de acordo com a realidade da organização. A grande vantagem da Consultoria Interna de Gestão de Pessoas é que ela além de ter esse conhecimento e de possuir uma visão holística dos processos de pessoas, tem em suas propostas, uma perfeita interação com a realidade da organização para que ela se torne cada vez mais competitiva. O seu papel é de identificar fatos e propor mudanças sob ponto de vista imparcial, conciliando com os objetivos organizacionais. Soluções encontradas através da Consultoria Interna A necessidade de permanentes mudanças fez com que as organizações adotassem alternativas de modelos de gestão, através da Consultoria Interna. O crescente aumento da competitividade, as exigências dos clientes, a evolução tecnológica, as ofertas de produtos cada vez maiores, levaram as organizações a buscar soluções para essa realidade. Esta alternativa está na implementação do trabalho de consultoria cuja atuação e responsabilidade não é só a identificação e a investigação de fatos referentes às políticas organizacionais, dos processos e métodos aplicados, mas também a de sugerir propostas de soluções adequadas à realidade das organizações, através de ações transformadoras, tais como: 80 a) Ações corretivas – são ações que são executadas tão logo algum erro seja detectado. Quanto mais cedo for detectado o erro e feita a devida correção, menor será o impacto negativo do erro. b) Ações preventivas – são ações que podem anteceder uma situação futura, desfavorável. “A prevenção é o melhor remédio” já dizia o ditado popular. c) Ações criativas – são ações que fazem a diferença. Estão sempre à frente de alguma necessidade ou expectativa. Elas representam algo novo, inovador, criativo. As atividades da Consultoria Interna são vistas como parceiras das atividades desenvolvidas pelas outas áreas das organizações que permitem aos seus gestores a adotarem estratégias que levem as suas áreas a obterem um nível de desempenho nunca antes atingido. A Consultoria Interna passa a adotar uma postura de agregar conhecimentos para toda a organização. Ela atua como uma prestadora de serviços para todas as áreas da organização contribuindo para a melhoria da qualidade do trabalho desenvolvido como também para a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores. O apoio da Psicologia organizacional em relação a Consultoria Interna Aliado ao trabalho desenvolvido pela Consultoria Interna podemos verificar também a atuação da Psicologia Organizacional. A atuação da Psicologia Organizacional é de estudar os fenômenos psicológicos presentes nas organizações,visando sempre o bem-estar dos colaboradores inclusive nos momentos de profundas mudanças. As atuações da Consultoria Interna e da Psicologia Organizacional são bastante amplas e desafiadoras, pois envolvem pessoas em situações inovadoras e isso requer uma abordagem toda especial, específica e adequada à realidade que a organização vivencia. 81 Você já teve alguma experiência em que a Consultoria Interna de Gestão de Pessoas tivesse atuado? Como foi essa experiência? A implementação da consultoria interna para agregar valor aos gestores para o desenvolvimento interno das pessoas A implementação de uma Consultoria Interna de Gestão de Pessoas passa a ser estratégica quando a organização se vê na necessidade de apresentar resultados cada vez melhores, obrigando-a adotar alternativas de medidas, que venham a garantir um diferencial competitivo. Para que a organização adote a CIGP é preciso que sejam verificadas algumas necessidades básicas tais como: a) Processos relacionados aos subsistemas de Gestão de Pessoas: Segundo Chiavenato, podemos perceber seis subsistemas de Gestão de Pessoas: Agregando Pessoas, Aplicando Pessoas, Recompensando Pessoas, Desenvolvendo Pessoas, Mantendo Pessoas e Monitorando Pessoas. Vamos partir, por exemplo, do subsistema Desenvolvendo Pessoas: O dinamismo do mercado, as exigências dos clientes, o avanço tecnológico e as inovações que as organizações devem propor, obrigam às pessoas que elas sejam cada vez mais capacitadas para exercer as suas atividades. Estamos diante de uma situação em que a CIGP pode e deve atuar. Como? O Consultor tem uma visão e um conhecimento holístico (hólos vem do grego que significa inteiro, todo). Conhecimento holístico de uma organização significa ver essa organização como um todo, de forma única e global. Essa visão permite ao consultor ter conhecimento amplo de todas as ações desenvolvidas e seus impactos através dos resultados obtidos por 82 essas ações e assim, pode perceber com mais clareza, as reais necessidades de capacitação para os colaboradores propondo alternativas de soluções, mais apropriadas. Por exemplo: O oferecimento de cursos ou treinamentos que venham a agregar mais conhecimentos aos colaboradores, pode ser feita através da análise do conteúdo programático e de quem estaria apto a participar desse curso. O oferecimento de um curso e a sua posterior realização, se não for bem definido, pode causar um prejuízo não só financeiro mas também um prejuízo operacional. A contribuição da CIGP pode ser percebida não só na ajuda à identificação dos melhores cursos, mas também pode contribuir em outro subsistema, Mantendo Pessoas, no que diz respeito à proposto para retenção de talentos, através da capacitação dos colaboradores. b) Identificação de necessidades relacionadas às pessoas nos processos desenvolvidos nas demais áreas da organização: Nesse caso, a CIGP ajudará os gestores dessas áreas a analisar a situação atual (AS IS) e propor alternativas de solução (SHOULD BE). Essa nova proposta, leva em consideração, o que está sendo desenvolvido, por quem, quais os resultados esperados e os resultados obtidos e dessa forma, pode propor alternativas mais compatíveis com a organização tanto no aspecto técnico, organizacional e comportamental. c) Identificação de problemas quando do desenvolvimento de trabalhos em equipes: Um dos fatores mais desafiantes da CIGP é a de identificar problemas, dificuldades ou insatisfações entre os componentes das equipes de trabalho e que atuam nas áreas da organização. Normalmente, esses conflitos de equipes de trabalho, podem passar despercebidos dos gestores imediatos. A CIGP pode e deve atuar nesses casos, pois o consultor através do seu olhar crítico, imparcial e generalista, 83 consegue perceber tais situações, e assim, pode contribuir para sanar tais conflitos. Situações de resistência às mudanças são muito frequentes nesses casos. A CIGP não é apenas para diagnosticar e reparar conflitos, é também para ajudar na laboração de um planejamento mais adequado, mais compatível com a realidade da organização, fazendo com que elas, tornem-se mais produtivas e competitivas. Como pode ser percebida a atuação da CIGP envolve uma série de ações planejadas, ações essas que estão presentes nos processos organizacionais, nos processos de mudanças, nas equipes de desenvolvimento e nos colaboradores. Essa atuação se torna complexa e delicada à medida que forem detectadas particularidades inerentes às pessoas, pois cada pessoa é única e tem percepções e expectativas diferentes. Um aspecto muito importante para a implementação de uma CIGP são as experiências profissionais dos colaboradores que podem colaborar de forma positiva para que os processos de mudanças sejam implementados tranquilamente e sem causar nenhum tipo de trauma. Nesse processo de mudança, não pode ser deixado de lado, a participação direta dos gestores das áreas envolvidas para o monitoramento de todo o processo. O papel do consultor interno no processo de mudança E qual deve ser o papel do consultor no processo de mudança? O consultor deve ser acima de tudo, um facilitador entre as pessoas envolvidas e a nova forma de desenvolver as ações para que essas possam trazer os resultados esperados e consequentemente um aumento de desempenho das pessoas e das organizações. A CIGP pode ser representada como uma área que desempenha atividades de aconselhamento ou de sugestões de propostas de mudanças para as outras áreas da organização, cujos consultores são funcionários dessa organização 84 com vínculos empregatícios. O fato de eles terem vínculos empregatícios não invalida e nem compromete as suas sugestões, pois eles atuam de forma totalmente imparcial quando da formulação da proposta de mudança. A CIGP pode ser representada através do organograma conforme demonstrado na figura abaixo onde são apresentados duas áreas de assessoramento. Uma delas pode ser a CIGP. O perfil do Consultor Interno de Gestão de Pessoas Qual deve ser o perfil do consultor interno? O consultor deve ter em seu perfil, características que o diferencia dos demais colaboradores, através de conhecimentos, competências e experiências essenciais para o pleno desenvolvimento das suas atribuições e principalmente, sempre pauta por uma conduta ética. Ética, segundo Thiry-Cherques, em seu livro Ético para Executivos descreve que “ética é a denominação da parte da filosofia que se ocupa das ideias morais, do conjunto de atitudes humanas relacionadas aos costumes. Separa o certo do errado, o preferível do detestável, em sistemas de regras e normas que todos devemos observar no plano individual e no coletivo, no plano pessoal, social e profissional”. 85 Estar sempre atualizado e ter expertises nas seguintes áreas: comportamento organizacional, gestão de mudanças e de conflitos, gestão de pessoas, arquitetura organizacional, gestão de processos, aprendizagem contínua e formação de multiplicadores, gestão estratégica, psicologia organizacional, gestão da qualidade e gestão de indicadores de desempenho e conhecimento básico de softwares que auxiliarão no desenvolvimento e na implementação de propostas de solução. O seu perfil deve ter as seguintes características: Ser observador e discreto: conhecer bem a situação que se apresenta. Há um provérbio que diz: “eu tenho dois olhos, dois ouvidos e uma única boca” que nos mostra que o consultor deve prestar muita atençãoa quem tem as informações e como são passadas a ele. Ter empatia: é fundamental essa relação de empatia para com os colaboradores que estão envolvidos no processo de mudança. Os colaboradores devem ver no consultor, um aliado. Além de cordialidade e sensibilidade, o consultor deve respeitar o momento no qual o colaborador está passando emocionalmente. Ser adaptável: saber conviver com as diferentes situações que é obrigado a conviver, respeitando os aspectos individuais, as culturas, os valores e princípios. Ter raciocínio analítico e sistêmico: para perceber, entender, raciocinar e propor soluções com uma visão holística para os processos e as pessoas envolvidas. Ser paciente e perseverante: saber lidar com as inseguranças das pessoas, suas incertezas para enfrentar todas as dificuldades encontradas durante o processo de mudança, mantendo sempre o foco para melhoria e aumento de desempenho. Ser educador: ser incentivador para que as pessoas que estão envolvidas nos processos, busquem novos conhecimentos para desenvolverem novas atividades, inclusive no trabalho em equipe. 86 Ser negociador e vendedor de sugestões: saber vender e negociar as suas propostas de mudança, apresentando as alternativas que venham a atender os objetivos propostos. Saber negociar outras alternativas de solução. Ter raciocínio lógico e criativo: saber aplicar o pensamento de lógica, o discernimento para perceber oportunidades que venham a viabilizar a elaboração de alternativas de solução. Ser bem disciplinado: saber desenvolver as suas atividades dentro do cronograma estabelecido levando em consideração o tempo e os recursos que estão disponibilizados. Ser autoconfiante e otimista: saber o que está fazendo, com otimismo, motivação para superar todos os obstáculos que possam a se apesentar. Monitoramento do desenvolvimento da proposta de mudança através de indicadores impulsionadores de desempenho Uma proposta de mudança parte da necessidade da organização se manter competitiva atendendo a todas as necessidades e expectativas que o mercado exige da organização. A Consultoria Interna de Gestão de Pessoas pode contribuir de forma direta ou indireta para uma proposta de mudança que podem ser: A exigência cada vez maior do cliente em relação ao produto (bens ou serviços) e que ele está disposto a adquirir; A concorrência cada vez mais acirrada; O ciclo de vida do produto (processos de inovação); A posição que esse produto se encontra no mercado. Todo processo de mudança tem um objetivo determinado para ser alcançado e, principalmente, ter uma autorização formal dos gestores envolvidos nesse processo. 87 Por que envolver os gestores nesse processo de mudança e não só as pessoas diretamente ligadas ao mesmo? Normalmente, um processo de mudança envolve mais de uma área e ninguém pode propor mudanças sem uma autorização formal dos “donos da casa”. A partir dessa autorização, todos os recursos (insumos) devem ser identificados e disponibilizados para início do desenvolvimento da proposta e se aprovada, sua implementação. Então, quais seriam esses recursos? Prazo: Para toda proposta de mudança deve ser estipulado um prazo. Corresponde a um tempo de duração que deverá corresponder desde a aprovação formal dos gestores das áreas envolvidas até a sua implementação e aceite da proposta pelos mesmos; Pessoas: Todos os participantes da equipe de desenvolvimento da proposta; Tecnologia; Infraestrutura; Financeiro. Como monitorar o desenvolvimento da proposta de mudança? Durante todo o desenvolvimento da proposta de mudança, deve ser executado um monitoramento de todas as ações desenvolvidas através de indicadores de desempenho que foram identificados quando da alocação dos recursos necessários. Essas atividades de monitoramento consistem em medir o resultado alcançado das ações que foram executadas e compará-las com o que era previsto. Dependendo do resultado dessa medição, o responsável pelo desenvolvimento poderá intervir nas ações, de forma a que as mesmas venham a obter os resultados esperados. 88 Componentes de um sistema de medição: Medir para quem? Medir para quê? Medir o quê? Onde medir? Quando medir? Quais as metas, os processos críticos e as prioridades? Quais os parâmetros e processos críticos da organização? Como será a operação do sistema? Como fazer o sistema funcionar? Para cada indicador a ser trabalhado é preciso que passe por cinco fases distintas, a saber: 1ª. fase: Identificação do Indicador – o indicador tem que ser claro e identificado para que as suas medições não tenham nenhuma dúvida de qual indicador está sendo medido; 2ª. fase: Atribuir um valor a esse indicador: todo o indicador deve corresponder a uma métrica na qual eu espero alcançar quando tiver executando qualquer processo. Essa fase é chamada de NDE (Nível de Desempenho Esperado); 3ª. fase: Execução e medição: nessa fase os processos já estão em execução e devem ser monitorados de acordo com a periodicidade estabelecida. Essa fase é chamada de NDO (Nível de Desempenho Obtido); 4ª. fase: Comparação: nessa fase é feita uma comparação entre os valores estabelecidos na 2ª. fase (NDE) com os valores da 3ª. fase encontrados durante a medição (NDO). Nessa fase podemos perceber três alternativas de resultado: NDE > NDO NDE = NDO NDE < NDO 89 Qualquer que seja a alternativa, o gestor vai tomar a decisão que melhor convier para a situação que se apresenta. 5ª. fase: Ação: nessa fase o gestor toma uma decisão conforme os resultados obtidos na 4ª. fase. Nessa fase podemos perceber três tipos de ação: 1) Ação de CORREÇÃO para o caso de erros na execução dos processos 2) Ação de MELHORIA para o caso de aumento de desempenho e de competitividade 3) Ação de MANUTENÇÃO quando se trata do aspecto quantitativo e não há necessidade de aumentar a quantidade. Para isso, o responsável pelo desenvolvimento pode utilizar uma ferramenta muito usada nas questões de Gestão da Qualidade. Essa ferramenta é conhecida como o Ciclo de Deming ou do PDCA, que é conhecida como um método gerencial para promoção da melhoria contínua. Abaixo, um exemplo da ferramenta: ciclo do PDCA CICLO DO PDCA 90 O Ciclo do PDCA quando aplicado permite que o consultor e os responsáveis pelo desenvolvimento da proposta de mudança, tenham informações sobre o “andamento” do projeto em questão. Essa ferramenta é composta por um círculo, dividido em quatro semicírculos que correspondem às quatro fases que são respectivamente: • PLAN (Planejar): estabelecimento dos objetivos e metas a serem alcançados (níveis esperados); • DO (Executar): implementação das ações planejadas – o que realmente foi feito (níveis alcançados); • CHECK (Verificar ou Checar): comparação entre o que foi previsto e o que foi executado (níveis esperados X níveis alcançados); • ACTION (Agir): De acordo com o que for constado no CHECK, pode-se tomar três tipos de ações: Corretiva, Melhoria e de manutenção Gráfico de acompanhamento do desenvolvimento de proposta de mudanças Esse gráfico demonstra uma forma de como pode ser feito um monitoramento do desenvolvimento de uma proposta de mudança a ser implementada pela Consultoria Interna de Gestão de Pessoas, onde é utilizada a ferramenta Ciclo do PDCA, para que o objetivo, que se encontra nofinal do plano inclinado (indicado pela seta da visão de futuro), possa ser alcançado. 91 Nesse gráfico podemos perceber dois eixos: • Horizontal (do tempo): onde são alocados os momentos de monitoramento do desenvolvimento do projeto de mudança; • Inclinado (do objetivo a ser alcançado): que corresponde a todo o esforço que é desprendido no desenvolvimento do projeto de mudança. A cada ponto de monitoramento (eixo horizontal) é aplicado o ciclo do PDCA. Referências Cerqueira Neto, Edgard Pedreira – A reunião do dia “D” – mobilizando para o futuro – Rio de Janeiro – Bookmark - 1996 Gasparetto, Luiz Eduardo – Consultoria Interna e Externa – Ênfase em RH – PHORTE 2012 Leite, Luiz Augusto Mattana da Costa – Consultoria Interna em gestão de Pessoas – FGV Editora 2005 Serra, Fernando. Torres, Maria Candida. Torres, Alexandre – Administração Estratégica – conceitos e roteiro prático.2005 Exercícios de fixação Questão 1 A necessidade de mudanças na gestão de Pessoas se dá, em função das diferenças entre as posições do passado e do presente. Assinale a resposta que represente a ATUAL situação da política de Gestão de Pessoas: a) Folha de Pagamento; b) Segurança do Trabalho; c) Recrutamento e Seleção; d) Coaching para o espírito de equipe; 92 e) Plano de Cargos e Salários. Questão 2 O papel da Consultoria Interna de Gestão de Pessoas (CIGP) nas organizações tem se transformado em Fatores Críticos de Sucesso devido a: a) As pessoas estão cada vez mais críticas; b) As críticas são fatores que têm aumentado muito devido à competitividade; c) A CIGP corresponde a fatores críticos ou vitais para a organização; d) A CIGP evita os fatores de críticas para a organização; e) A CIGP evita os fatores de críticas para as demais áreas da organização. Questão 3 O que representa o maior desafio para a CIGP é: a) Ter os processos mapeados; b) Ter gestores competentes; c) Ter gestores e colaboradores agindo de forma diferenciada; d) Ter gestores e colaboradores agindo de forma independente; e) Ter colaboradores competentes. Questão 4 Marque a resposta que NÃO enquadra. A atuação da CIGP se prende principalmente a: a) Provocar pensamento estratégico; b) Provocar reuniões e discussões estratégicas; c) Criar parcerias para aconselhamentos técnicos em gestão de pessoas; 93 d) Criar parcerias para execuções técnicas; e) Provocar atitudes agregadoras de troca de conhecimentos. Questão 5 A implementação de uma CIGP representa: a) Um aumento de desempenho e de lucro; b) Um aumento de clientes; c) Uma contribuição positiva aos processos desenvolvidos; d) Um aumento nos produtos desenvolvidos; e) Um maior investimento em Gestão de Pessoas. Questão 6 Marque a resposta que NÃO corresponde à realidade. A contribuição de uma área de CIGP é: a) Propor soluções aos gestores de processos que envolvem pessoas; b) Atender em tempo hábil as exigências do mercado; c) Minimizar riscos; d) Maximizar resultados; e) Decidir sobre as execuções das ações nas áreas envolvidas. Questão 7 A grande vantagem da CIGP é: a) Possuir uma visão holística; b) Conhecer o gestor da área envolvida; c) Conhecer técnicas de RH; d) Ter profissionais competentes; e) Ter profissionais com experiência nas demais áreas da organização. 94 Questão 8 A necessidade para implementação de uma CIGP é em função de: a) Identificação e investigação dos fatos referentes às políticas organizacionais; b) Dos processos e métodos aplicados no mercado; c) Adotar propostas implementadas no mercado; d) Investigação dos fatos ocorridos na concorrência; e) Adotar propostas implementadas na concorrência. Questão 9 Os três tipos das ações transformadoras são: a) Corretivas, Analíticas e Gerais; b) Preventivas, Corretivas e Analíticas; c) Corretivas, Preventivas e Criativas; d) Analíticas, Criativas e Gerais; e) Criativas, Analíticas e Corretivas. Questão 10 A implementação de uma CIGP é preciso que sejam verificadas algumas necessidades básicas tais como: a) Processos relacionados à gestão estratégica; b) Processos relacionados aos subsistemas de Gestão de Pessoas; c) Processos relacionados ao subsistema de recrutamento e seleção; d) Processos relacionados ao subsistema de retenção de talentos; e) Processos relacionados ao subsistema de desenvolver pessoas. 95 Questão 11 Marque a alternativa que NÃO condiz com as atividades da CIGP: a) Identificar problemas; b) Identificar insatisfações com os componentes das equipes de trabalho; c) Identificar e executar ações nas áreas envolvidas; d) Identificar necessidades relacionadas às pessoas; e) Propor alternativas de soluções (SHOULD BE). Questão 12 Um aspecto muito importante para implementação de uma CIGP é: a) A falta de experiência dos colaboradores, pois assim, eles aceitam melhor as soluções propostas; b) A falta de visão sistêmica dos colaboradores; c) A aceitação das propostas pelos gestores das áreas envolvidas; d) A experiência dos colaboradores que aceitam em conjunto as propostas; e) A aceitação das propostas pelos gestores e pelos colaboradores. Questão 13 O papel do consultor no processo de mudança deve ser de um: a) Interventor; b) Facilitador; c) Integrador; d) Gestor; e) Mobilizador. 96 Questão 14 A área de CIGP é representada no organograma como uma estrutura do tipo: a) Linear; b) Matricial; c) Funcional; d) Departamental; e) Assessoria. Questão 15 Em um projeto de CIGP devemos ter em mente que esse projeto vai mexer com a realidade da organização. Essa mexida requer aprovação e envolvimento de: a) Pessoas ligadas diretamente no projeto; b) Os gestores das áreas envolvidas; c) Apenas os consultores; d) Pessoas ligadas ao projeto e os consultores; e) Os gestores das áreas envolvidas e os consultores. Questão 16 Durante todo o desenvolvimento da proposta de mudança é necessário adotar medidas de ______________ para garantir os resultados esperados: a) Acompanhamento; b) Monitoramento; c) Gerenciamento; d) Correção; e) Melhoramento. 97 Questão 17 Assinale a alternativa que corresponde a aplicação do ciclo do PDCA: a) Método utilizado para promover aumento de desempenho; b) Gerenciamento dos recursos do projeto para atender os requisitos do cliente; c) Ferramenta para planejar ações; d) Utilizado para estabelecimento de prioridades; e) Utilizado para identificar a cadeia de causas e efeitos. Questão 18 O monitoramento da proposta de mudança permite as seguintes vantagens à organização: a) Agilidade nas respostas e permite o processo decisório nas intervenções; b) Redução do número de ações desenvolvidas; c) Redução do custo de mão de obra; d) Aumento do nível de confiança das pessoas envolvidas; e) Aumento do nível de confiança dos gestores. Questão 19 Para o desenvolvimento de uma proposta de mudança é preciso a alocação de recursos que venham a viabilizar a obtenção dos objetivos estabelecidos. Dentre os recursos abaixo, qual deles pode inviabilizar totalmente o desenvolvimento da proposta? a) Financeiro; b) Prazo; c) Tecnologia; 98 d) Infraestrutura; e) Materiais;Questão 20 Para cada indicador a ser trabalhado é necessário que se passe por quantas fases? a) 3; b) 4; c) 5; d) 2; e) 6. Questão 21 A ferramenta conhecida como Ciclo de Deming, tem a seguinte sequência: a) Desenvolver, Conferir, Corrigir e Agir; b) Conferir, Agir, Desenvolver e Corrigir; c) Agir, Desenvolver, Corrigir e Planejar; d) Planejar, Desenvolver, Conferir e Agir; e) Planejar, Conferir, Corrigir e Agir. 99 Aula 1 Exercícios de fixação Questão 1 - E Justificativa: Para que as organizações venham a obter alguma vantagem competitiva é preciso que ela trabalhe de acordo com a sua realidade e as das pessoas que nela trabalham. Questão 2 – C Justificativa: A grande transformação entre os modelos tradicionais e os atuais está exatamente no envolvimento das pessoas na criação e no desenvolvimento das estratégias. Questão 3 – E Justificativa: A Gestão Estratégica de Pessoas deve conhecer a realidade da organização e das pessoas para estabelecer estratégias compatíveis. Questão 4 – B Justificativa: O aprendizado deve fazer parte de uma política de capacitação de todos dentro da organização e deve ser contínuo. Questão 5 – A Justificativa: A Gestão Estratégica de Pessoas deve ser aplicada para que tanto a organização quanto as pessoas consigam atender os seus objetivos ao longo do tempo. Questão 6 – V, V, F, V, V Justificativa: As frases já apresentam a justificativa 100 Questão 7 – C Justificativa: O clima reflete a atmosfera psicológica em um dado momento que envolve a organização e as pessoas. Questão 8 – V, F, V, F, F Justificativa: As frases já apresentam a justificativa. Questão 9 – B Justificativa: Valores representam todas as atitudes que agregam positivamente no cumprimento do objetivos organizacionais. Questão 10 – C Justificativa: Não prestar a tenção nos funcionários e não promover qualquer mudança nas suas atividades, pode causar insatisfação nesse funcionário. Questão 11 – D Justificativa: As competências são medidas através do CHA – Conhecimento, Habilidade e Atitude. Questão 12 – C Justificativa: A habilidade intelectual capacita os colaboradores a agirem e pensarem de forma ordenada. Questão 13 – B Justificativa: Uma habilidade classificada como motora, é aquela que exige uma atividade neuromuscular. Questão 14 – C Justificativa: O desempenho é conhecido quando comparamos dois resultados obtidos através do processo de monitoramento. 101 Questão 15 – D Justificativa: A Gestão Estratégica por Competências visa orientar, planejar e perceber as competências necessárias que os colaboradores devem ter para alcançar os seus objetivos. Aula 2 Exercícios de fixação Questão 1 – C Justificativa: O volume de produção é uma consequência das estratégias implementadas pela gestão de pessoas. Questão 2 – A Justificativa: As pessoas serão sempre as responsáveis (direta ou indiretamente) pelas execuções das ações desenvolvidas. Questão 3 – D Justificativa: É o CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitudes). É a expertise que o colaborador tem para desenvolver as suas ações. Questão 4 – B Justificativa: A relação de confiança só pode ser percebida através das ações que as pessoas executam. Questão 5 – D Justificativa: As pessoas dentro do ambiente de competitividade, é preciso que elas sejam vistas como um investimento e não como um custo. Questão 6 – D Justificativa: O empowerment trata da liberdade e da “energização” que o colaborador deve ter para desenvolver as suas atividades. 102 Questão 7 – D Justificativa: É exatamente o contrário. O empowerment possibilita aos colaboradores que eles tenham mais autonomia e com isso, mais responsabilidades. Questão 8 – A Justificativa: Empowerment, é o processo motivador para que os colaboradores tenham maior envolvimento e participação nas decisões organizacionais. Questão 9 – D Justificativa: Nesse modelo não deve haver rigidez entre o superior e o subordinado. Questão 10 – A Justificativa: O empowerment preconiza exatamente a informalidade, a espontaneidade, a liberdade de se expressar, de dar sugestões. Questão 11 – B Justificativa: O estilo de liderança deve ser tal, para que os resultados sejam os melhores possíveis e, além disso, uma maior aproximação com os gestores da organização. Questão 12 – D Justificativa: O próprio nome “trabalho em equipe”, já determina a obrigação do trabalho NÃO ser individualizado. Questão 13 – A Justificativa: A centralização da autoridade inibe os demais componentes a opinarem e a tomarem parte do processo decisório. 103 Questão 14 – C Justificativa: A premissa da equipe de trabalho é que todos os seus membros devem participar das decisões, garantindo a aceitação e a legitimidade da mesma. Questão 15 – A Justificativa: Os stakeholders são pessoas interessadas no processo e que serão impactadas com os resultados obtidos pela equipe de trabalho. Aula 3 Exercícios de fixação Questão 1 - E Justificativa: O empreendedor necessita ser independente e não aceita a ideia de trabalhar para os outros como empregado. Questão 2 – D Justificativa: Dinheiro, muito trabalho e uma boa ideia são ingredientes indispensáveis para o sucesso do empreendedorismo. Questão 3 – C Justificativa: Os empreendedores são aqueles que fazem as coisas acontecerem. Questão 4 – E Justificativa: Os empreendedores gostam de assumir riscos mas, mas de forma moderada e, calculada. Questão 5 - F, V Justificativa: Tudo que é novo deixa o empreendedor mais apaixonado pelo que faz. 104 Questão 6 – E Justificativa: os empreendedores na maioria das vezes tem sede de criar novos negócios ou de aproveitar oportunidades gerando novas ideias e converte-las em outras empresas. Questão 7 – D Justificativa: A tecnologia não faz parte desses quatro elementos. Ela pode auxiliar no STAD mas não é fundamental. Questão 8 – B Justificativa: Esses quatro elementos devem estar adequados e compatíveis para se obter o maior desempenho das atividades desenvolvidas. Questão 9 – A Justificativa: O trabalho para implementar os 7 C´s é feito através da integração desses elementos. Questão 10 – B Justificativa: Os 7C´s representam o rumo que a organização deve seguir para alcançar a excelência. Questão 11 – B Justificativa: A confiança é o elemento que deve haver para que todos os obstáculos organizacionais e das pessoas sejam superados. Questão 12 – A Justificativa: O compartilhamento e ideias e de sugestões é feita pela cocriação. Questão 13 – A Justificativa: Correção de curso é o elemento que permite o monitoramento após a medição do que foi executado e fazer. 105 Questão 14 – B Justificativa: As ondas são caracterizadas com tudo aquilo que acontece como inovação. Questão 15 – A Justificativa: As ondas são caracterizadas pelas inovações feitas dentro de um determinada época. Questão 16 – C Justificativa: As pessoas devem estar preparadas para atuar nas “ondas” através das suas competências. Questão 17 – C Justificativa: A gestão que a organização deve implementar para enfrentar as “ondas” da inovação é aquela que diz respeito ao processo contínuo de capacitação.Questão 18 – C Justificativa: Todas as outras relações são válidas e podem ser implementadas mas se elas não forem baseadas em uma relação de confiabilidade, não adiantará de nada. Aula 4 Exercícios de fixação Questão 1 – D Justificativa: A prática do coaching tem sido utilizada para capacitar as pessoas que elas devem e podem ter o espírito de equipe. Questão 2 – C Justificativa: Fatores Críticos de Sucesso (FCS) correspondem a fatores críticos ou vitais (de importância) e não de erros, para a organização. 106 Questão 3 – C Justificativa: A CIGP deve colaborar para que todos na organização, sejam gestores ou colaboradores executem ações diferenciadas. Questão 4 – D Justificativa: A CIGP tem a sua atribuição de aconselhar, assessorar todas as áreas da organização e não de executar as ações. Questão 5 – C Justificativa: Por ser uma área de aconselhamento, ela representa uma contribuição, desde que solicitada, em tudo aquilo que é desenvolvido. Questão 6 – E Justificativa: Não é atribuição da CIGP decidir sobre as execuções de ações desenvolvidas nas áreas usuárias e sim, os gestores e funcionários dessa área. Questão 7 – A Justificativa: A visão holística ou sistêmica é fundamental para que as suas propostas de soluções tenham uma perfeita interação com a realidade da organização. Questão 8 – A Justificativa: A CIGP pode contribuir na implementação de políticas organizacionais compatíveis com a realidade da organização. Questão 9 – C Justificativa: Os tipos de ações são do tipo: corretivas, preventivas e criativas. 107 Questão 10 – B Justificativa: A CIGP pode e deve atuar em todos os subsistemas de gestão de pessoas. Questão 11 – C Justificativa: A CIGP não executa ações nas áreas usuárias e sim, propõe alternativas de mudanças. Questão 12 – D Justificativa: As propostas devem ser resultados das expertises tantos dos colaboradores como também, dos consultores. Questão 13 – B Justificativa: O consultor antes de tudo deve fazer o papel de facilitador para que todas as necessidades dos envolvidos sejam identificadas e atendidas. Questão 14 – E Justificativa: A CIGP por ser uma área de aconselhamento às demais áreas da organização, deve ser representada através da estrutura do tipo ASSESSORIA. Questão 15 – B Justificativa: O projeto de uma CIGP tem que ter a aprovação dos gestores das áreas envolvidas. Questão 16 – B Justificativa: O monitoramento implica em uma atuação pelos responsáveis que prevê uma intervenção direta nos processos desenvolvidos. Questão 17 – A Justificativa: Os quatro semicírculos servem para promover o aumento de desempenho. 108 Questão 18 – A Justificativa: O monitoramento além de permitir a intervenção dos responsáveis pela proposta de mudança auxilia no processo decisório. Questão 19 - B Justificativa: O PRAZO é o único recurso que pode inviabilizar totalmente o desenvolvimento de uma proposta de mudança. O projeto pode dispor de todos os outros recursos, mas se o PRAZO não for compatível a proposta ficará inviabilizada. Questão 20 – C Justificativa: São cinco (5) as fases que cada indicador deve passar para que o processo de tomada de decisão seja o mais próximo da realidade. Questão 21 – D Justificativa: A sequência correta é: Planejar, Desenvolver, Conferir e Agir. 109 João Luiz Carvalho Rocha de Oliveira é Mestre em Administração e Desenvolvimento Empresarial pela Universidade Estácio de Sá e Administrador de Empresas. Formado pela Escola Superior de Guerra (ESG) no Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia. Professor de cursos de graduação e de pós-graduação. Consultor organizacional em Planejamento Estratégico, Gestão da Qualidade, Gestão por Indicadores de Desempenho e Gestão de Pessoas. Coautor do livro Consultoria em Gestão de Pessoas da FGV Management. Atualizado em: 11 abr. 2014