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Unidade III ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS Prof. Léo Noronha Sumário Unidade III 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa 4.1 Estruturas tradicionais 4 1 1 Estrutura funcional4.1.1 Estrutura funcional 4.1.2 Estrutura divisional 4.1.3 Estrutura geográfica ou territorial 4.1.4 Estrutura matricial 4.2 Estruturas emergentesg 4.2.1 Estrutura horizontal 4.2.2 Estrutura em rede 4.2.3 Estrutura em rede virtual 4.2.4 Aplicações 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Como adequar os elementos estruturais às condições ambientais encontradas e aos objetivos da empresa? Ou, em outras palavras, como definir o projeto organizacional visando obter a máxima eficiência administrativa? 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Ao longo dos anos, pôde-se observar uma grande evolução na visão da estrutura organizacional paralelamente ao desenvolvimento das teorias administrativas. Oliveira (2006) apresenta uma interessante comparação entre as teorias da administração e a contribuição que elas deram para a estrutura organizacional como um todo. 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Considerando todas essas contribuições e as particularidades que diferenciam umas organizações das outras, um administrador desavisado poderia ser levado a pensar que poderia ser definida uma infinidade de configuraçõesuma infinidade de configurações. Entretanto, a prática aponta para uma situação diversa. 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Mintzberg (2003) afirma que somente poucas configurações devem ser consideradas. Na sequência, vamos abordar cada uma dessas configurações, mas, por motivos de melhor compreensão, as dividimos em grupos: tradicionais, emergentes e novas perspectivas. Interatividade Podem ser consideradas contribuições para a estrutura organizacional, segundo Oliveira (2006), no período de Fayol: I. Consolidou a divisão do trabalho entre as áreas das empresas. II. Estabeleceu os primórdios da autoridade e da responsabilidade. III. Estruturou a cadeia de comando. Responda: a) Apenas I e II estão corretas.a) Apenas I e II estão corretas. b) Apenas I e III estão corretas. c) Apenas II e III estão corretas. d) Nenhuma afirmativa está correta. e) Todas as afirmativas estão corretas. 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Desenhando boas estruturas O projeto organizacional sempre envolve desafios e riscos, pois muito do desempenho da organização reside na sua adequação às condições ambientais. Sobral e Peci (2008) apresentam uma série de nove testes que serviriam para guiar os projetos das empresas. Ela se baseia em trabalho de Goold e Campbell (2002): 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Teste da vantagem do mercado: o projeto estrutural direciona suficiente atenção gerencial para as fontes de vantagem competitiva em cada mercado? Teste da vantagem da holding: o projeto estrutural auxilia a holding ou empresa- mãe a adicionar valor à organização? Teste das pessoas: o projeto estrutural reflete as forças, fraquezas e motivações das pessoas? 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Teste da viabilidade: foram levadas em conta todas as restrições que podem impedir a implementação do projeto? Teste das culturas específicas: o projeto estrutural protege unidades que necessitam distinguir suas culturas? Teste das dificuldades de coordenação: o projeto estrutural fornece soluções de coordenação para o relacionamento direto entre as unidades, a fim de solucionarem problemas sem a intervenção da administração superior? 4. Projetos organizacionais e eficiência administrativa Teste da redundância na hierarquia: o projeto estrutural possui excessivos níveis hierárquicos e unidades? Teste de accountability: o projeto estrutural suporta controles efetivos? Teste da flexibilidade: o projeto estrutural facilita o desenvolvimento de novas estratégias e proporciona a flexibilidade necessária para adaptar-se às mudanças? 4.1 Estruturas tradicionais Esse conjunto de configurações corresponde a uma evolução natural das organizações, à medida que crescem em tamanho e complexidade. Segundo Sobral e Peci (2008), a maioria das organizações apresenta inicialmente uma estrutura funcional. 4.1 Estruturas tradicionais Com o aumento da complexidade de produtos, serviços e mercados, existe uma tendência de reestruturação para uma forma divisional. Havendo uma expressiva expansão da atuação territorial, pode-se adotar uma forma geográfica. Por fim, se a atuação exigir o foco em mais de uma dimensão, como produto e geografia, adota-se a forma matricial. 4.1.1 Estrutura funcional A estrutura funcional é a opção mais lógica e convencional, já que utiliza a função organizacional – consequência direta da especialização do trabalho – como critério de agrupamento. Engenharia, produção, marketing, recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento são exemplos típicos de departamentos funcionais. 4.1.1 Estrutura funcional Ao aproximar os especialistas, por meio de tarefas, conhecimento e habilidades afins, permite-se uma grande economia de escala, reduz-se a ocorrência de cargos duplicados e permite-se conforto social pela reunião de “iguais” ou sejasocial pela reunião de “iguais”, ou seja, de pessoas que falam a “mesma língua” (ROBBINS e DECENZO, 2004). 4.1.1 Estrutura funcional Uma das deficiências geralmente observadas é a tendência de segregação entre os departamentos, o que faz perder o sentido de unidade e o foco nas metas funcionais. 4.1.2 Estrutura divisional Quando as empresas procuram desenvolver-se, iniciando um processo de diversificação de produtos, tecnologias e mesmo mercados, pode tornar-se necessário adaptar a configuração organizacionalconfiguração organizacional. Interatividade Assinale a alternativa incorreta com relação aos pontos fracos da estrutura funcional, segundo Daft (2008): a) Tempo de resposta/reação às mudanças geralmente é rápido. b) A maior centralização pode sobrecarregar a hierarquia. c) A coordenação horizontal é deficiente, pela dificuldade de comunicação interdepartamental.interdepartamental. d) Promove menos inovação. e) Restringe a visão geral da organização. 4.1.2 Estrutura divisional Visando à eficácia e não exatamente à eficiência, todos os recursos e tarefas necessários à produção são agregados em unidades ou divisões, de acordo com o foco principal: produtos, mercados ou clientes (SOBRAL e PECI 2008)clientes (SOBRAL e PECI, 2008), ganhando autonomia e responsabilidades para decisões, mas respeitando as diretrizes gerais estabelecidas pela alta administração. Descentralizam se as operações ao Descentralizam-se as operações, ao mesmo tempo em que se mantêm o controle e a coordenação centralizados. 4.1.2 Estrutura divisional Segundo Sobral e Peci (2008), a estrutura divisional destina-se a: organizações grandes e maduras, com linha de produtos ou serviços diversificada; organizações com atuação em mercados muito diferentes uns dos outros, que exigem estratégias de comercialização e marketing específicas; 4.1.2 Estrutura divisional organizações com produtos ou serviços que demandam tecnologias diferenciadas de produção; organizações presentes em áreas geográficas distantes. 4.1.2 Estrutura divisional 4.1.3 Estrutura geográfica ou territorial Diferenças regionais e culturais podem ter um impacto muito grande na operação de uma organização. O “pensar global e agir local” ganha aqui conotações primordiais ao procurar uma melhor adaptação às preferências e necessidades de cada região ou território. A coordenação geral trabalha a marca, o controle da produção e de fornecedores e algumas funções como a financeira, mas a operação do dia a dia é feita de maneira descentralizada, ela é local. 4.1.4 Estrutura matricial A estrutura matricial representa um híbrido entre a estrutura funcional, que permite maior eficiência no uso de recursos, e a estrutura divisional, com sua melhor coordenação e adaptação ao ambienteambiente. A estrutura matricial pode ser aplicada quando a organização precisa manter o foco em mais de uma dimensão ao mesmo tempo, como no caso de um produto e de uma funçãoproduto e de uma função. 4.1.4 Estrutura matricial Uma agência de publicidade seria uma típica usuária, pois lida com diversos projetos (clientes) ao mesmo tempo em que compartilha diversos profissionais. Talvez a principal característica da estrutura matricial seja a autoridade dual (SOBRAL e PECI, 2008). Combinam-se uma cadeia de comando funcional, vertical e hierárquica, e uma cadeia de comando horizontal (transversal), centrada em um projeto um produto oucentrada em um projeto, um produto ou um serviço específico. 4.1.4 Estrutura matricial Para a maioria das pessoas, a existência de uma hierarquia dual oferece estranhamento, porque ser subordinado a mais de uma pessoa é uma experiência vivida por poucos. Entretanto, Daft (2008) apresenta três condições que indicam a sua utilização: 1. Os recursos disponíveis são escassos e precisam ser compartilhados. Uma aplicação típica ocorre em empresas de porte médio, que possuem uma quantidade moderada de linhas de produto por não terem condições de manter financeiramente especialistas dedicados a cada linha. 4.1.4 Estrutura matricial 2. Existe pressão para a obtenção de resultados que conciliem resultados críticos, como a necessidade de conhecimento técnico especializado (estrutura funcional) ao mesmo tempo em que se acelera a colocação de novosem que se acelera a colocação de novos produtos (estrutura divisional). 3. A organização está inserida em um ambiente dinâmico, complexo e, portanto, incerto. As rápidas mudanças externas e alta interdependência entre asexternas e alta interdependência entre as diversas áreas requerem grande volume de coordenação e processamento de informações, tanto no sentido vertical quanto no horizontal. Pontos fortes e fracos da estrutura matricial Interatividade Assinale a alternativa incorreta com relação aos pontos fortes da estrutura divisional, segundo Daft (2008): a) Adequada para ambientes instáveis, que exigem mudanças rápidas. b) Permite foco no cliente, por mostrar compromisso com produtos e contato. c) Permite alta coordenação extradivisional. d) Facilita a diferenciação em produtosd) Facilita a diferenciação em produtos, regiões e clientes. e) Melhor se aplicada em grandes organizações, com portfólio variado. 4.2 Estruturas emergentes 4.2.1 Estrutura horizontal 4.2.1 Estrutura horizontal Características: estrutura criada em torno de processos centrais interfuncionais em vez de ser em torno de tarefas,vez de ser em torno de tarefas, funções ou geografia. Limites interdepartamentais são eliminados; equipes autodirigidas; donos dos processos têm responsabilidade total sobre cadaresponsabilidade total sobre cada processo central; 4.2.1 Estrutura horizontal são oferecidos às pessoas treinamento, ferramentas, motivação e autoridade para tomar decisões centrais; equipes têm liberdade para pensar de maneira criativa e responder com flexibilidade aos desafios; clientes impulsionam as corporações horizontais; cultura de abertura – confiança e colaboração – focada em melhoriascolaboração focada em melhorias contínuas. Valoriza o empowerment, a responsabilidade e o bem-estar dos funcionários. 4.2.1 Estrutura horizontal 4.2.2 Estrutura em rede Segundo Daft (2008), a estrutura em rede é um termo genérico que engloba formas organizacionais alternativas – rede, clusters, virtuais, equipes de trabalho, organizações de aprendizagem. A divisão do trabalho, como em outras estruturas, permanece como um dos pontos fundamentais, mas agora passa a ser visualizada em termos de conhecimento e não de atividades básicas Não se aplica a indivíduosbásicas. Não se aplica a indivíduos isolados, mas a equipes multifuncionais, permanentes ou temporárias. 4.2.2 Estrutura em rede Outro diferencial em relação às estruturas tradicionais pode ser percebido no uso das cadeias de comando. Deixa de ter a função principal de coordenação, pois, com estruturas mais achatadas, a gerência média perde grande parte de suas funções ligadas à conexão entre os níveis organizacionais. Menos níveis significam menos intermediários e maior amplitude de comando. 4.2.2 Estrutura em rede Já a organização informal ganha força, passando a adquirir um papel mais relevante que a formal – que perde muito da sua razão de ser – por não possuir caráter estável, mas sim extremamente dinâmico e contingencialdinâmico e contingencial. Com a flexibilização das fronteiras, tanto nacionais quanto das próprias organizações, não se fala mais em capacidade interna, mas sim em estabelecimento de parcerias comestabelecimento de parcerias com clientes e fornecedores e alianças estratégicas com concorrentes. 4.2.2 Estrutura em rede Todos passam a ter contato com o mundo externo, ninguém fica protegido dentro de suas fronteiras. Entretanto, tudo seria praticamente inviável sem o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação. Se os computadores permitiram a ascensão e consolidação das grandes corporações de produção em massa, a tecnologia do tempo real permitiu a consolidação das estruturas em rede. 4.2.2 Estrutura em rede Segundo Sobral e Peci (2008), a maior vantagem das estruturas em rede é sua maior adaptabilidade, pois funciona extraodinariamente bem em condições de mudanças constantes e de inovação. Entretanto, por causa de sua natureza dispersa, podem ocorrer duplicações de recursos e dificuldades de controle. 4.2.2 Estrutura em rede 4.2.3 Estrutura em rede virtual Nela, a empresa subcontrata a maior parte de seus processos de outras empresas e coordena as atividades a partir de uma pequena organização central. A visão poderia ser de uma instalação central cercada por uma rede de especialistas externos. Os serviços são terceirizados e essas empresas distintas são conectadas eletronicamente a um escritório centralescritório central. 4.2.3 Estrutura em rede virtual Um exemplo clássico de rede virtual é o da Nike. Embora seja uma das maiores potências mundiais no ramo dos esportes, tem sob contrato direto uma quantidade irrisória de funcionários. Comanda as operações a partir dos Estados Unidos, fazendo, inclusive, a prototipagem de seus produtos no Extremo Oriente, local da maioria de seus tradicionais fabricantes. 4.2.3 Estrutura em rede virtual Ficam sob seu comando as operações de desenvolvimento de produtos e de marketing, o que explica seu quadro exíguo. No entanto, existem condições mínimas para se obter sucesso ao se adotar uma forma de gestão como essa. Geralmente, a organização central detém o controle sobre o processo em que possui capacitação de classe mundial ou sobre os artigos que são difíceis de seros artigos que são difíceis de ser copiados por causa das tecnologias superiores ou do design avançado.4.2.3 Estrutura em rede virtual Feito isso, a empresa pode transferir a maior parte das atividades e do controle sobre elas (e logicamente o ônus) para outras organizações. Assim, a organização pode concentrar- se naquilo que faz melhor e contratar fora todo o restante de suas necessidades. 4.2.3 Estrutura em rede virtual 4.2.4 Aplicações As diferentes configurações vistas anteriormente servem para atender a diferentes situações e contextos que estejam diretamente ligados a fatores ambientais internos e externos. Ao administrador cabe uma importante decisão: encontrar o equilíbrio entre controle vertical, associado a metas de eficiência e estabilidade, e coordenação horizontal, associada a aprendizado, inovação e flexibilidadeinovação e flexibilidade. 4.2.4 Aplicações Entretanto, nem sempre se tem sucesso na definição da estrutura organizacional. Daft (2008) alerta para alguns sintomas indicativos da existência de deficiências na estrutura. São eles: Tomada de decisão postergada ou Tomada de decisão postergada ou com falta de qualidade. Muitas vezes, não existe uma distribuição adequada de responsabilidades e poder de decisão ao longo da estrutura,ao longo da estrutura, sobrecarregando poucos gestores. Outra causa de deficiência nas decisões se deve a falha nas informações, tanto na direção vertical quanto na horizontal. 4.2.4 Aplicações Falta de inovação. A organização não responde, em termos inovadores, a um ambiente em transformação. A falta de inovação às vezes está ligada a deficiências na coordenação horizontal. Desempenho dos funcionários declina e metas não são atingidas. A estrutura pode falhar por não deixar claro e evidente quais são as metas, asclaro e evidente quais são as metas, as responsabilidades e os mecanismos de coordenação disponíveis. 4.2.4 Aplicações Evidência de muito conflito. Pode dar-se o caso de as metas departamentais entrarem em conflito entre si ou de se sobreporem às metas organizacionais. Numa situação dessas, a coordenação horizontal deve ser readequada. Interatividade Assinale a alternativa incorreta com relação aos pontos fortes da estrutura em rede, segundo Daft (2008): a) Permite maior flexibilidade e adaptabilidade da organização a um ambiente muito complexo e volátilcomplexo e volátil. b) Diminui a rapidez de resposta às demandas ambientais. c) Estimula o desenvolvimento de competitividade em escala global. d) Promove um ambiente desafiador ed) Promove um ambiente desafiador e motivador para se trabalhar. e) Reduz os gastos gerais em virtude da baixa necessidade de supervisão e da consequente diminuição do número de níveis hierárquicos e de administradores. ATÉ A PRÓXIMA!