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FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ATIVIDADE DO PORTFÓLIO l

Material sobre abordagens pedagógicas em Educação Física: apresenta, desde a década de 1980, as abordagens desenvolvimentista, crítico-superadora, antropológica, crítico-emancipatória (Kunz), construtivista (Freire/Piaget) e de jogos cooperativos, descrevendo objetivos, conteúdos e ênfases pedagógicas.

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ATIVIDADE DO PORTFÓLIO l
A partir da década de 1980 surgiram diversas teorias pedagógicas em Educação Física, dentre elas: Abordagem Desenvolvimentista, Abordagem Crítico-Superadora, Abordagem Antropoló-gica, Abordagem Crítico-Emancipatória, Abordagem Construtivista e Abordagem dos Jogos Cooperativos.
A Abordagem Desenvolvimentista procura mostrar que para definir os objetivos, métodos e conteúdo de ensino, é importante considerar as necessidades que advém do próprio processo de mudanças no comportamento motor humano ao longo da vida. Isso significa que, para planejar uma aula, o professor deve considerar a sequência normal de desenvolvimento das crianças para que as atividades ministradas não estejam nem muito além e nem muito aquém das suas reais necessidades. Os conteúdos principais dessa abordagem são as habilidades motoras básicas: andar, correr, saltar, equilibrar etc.
A abordagem crítico-superadora trata de uma pedagogia emergente que busca realizar uma reflexão pedagógica sobre as diferentes formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história. Todas as atividades corporais (pular, arremessar, jogar, dançar, saltar, lutar, etc.) foram construídas em determinadas épocas históricas com base nas necessidades humanas, portanto, é fundamental que a prática pedagógica da Educação Física tenha como base a Cultura Corporal de Movimento.
A Abordagem Crítico-Emancipatória, tem como idealizador Kunz (1994), objeto de estudo dessa teoria é o esporte e as suas transformações sociais. O autor fundamenta-se na ação comunicativa e problematizadora, visando uma interação humana responsável e produtiva, bem como a emancipação dos alunos. O ensino na concepção crítico-emancipatória deve basear-se em uma concepção crítica, ou seja, deve ser um ensino de libertação de falsas ilusões, de falsos interesses e desejos, criados e construídos nos alunos pela visão de mundo que apresentam com base no conhecimento. Kunz (1994) defende o ensino crítico visando à emancipação dos alunos.
A Abordagem Construtivista foi elaborada por Freire (1997). O referencial teórico encontrado em sua obra Educação de Corpo Inteiro tem como base os estudos de Piaget. Essa abordagem entende a motricidade humana como um conjunto de habilidades que permitem ao homem produzir conhecimento e se expressar. Os conteúdos básicos envolvem a cultura dos próprios alunos e todos participam do processo de construção do conhecimento. 
A Abordagem dos Jogos Cooperativos acredita que a Educação Física deve procurar desenvolver as destrezas de todos, e não somente dos melhores. Além disso, por meio dos jogos cooperativos, é possível desenvolver muito mais do que as habilidades motoras, técnicas e táticas. Os jogos cooperativos também promovem o aperfeiçoamento das habilidades humanas essenciais, tais como: criatividade, confiança, respeito, aceitação, paciência, bom humor, autoestima etc. O foco central da Abordagem dos Jogos Cooperativos é aprender a jogar uns com os outros ao invés de uns contra os outros.
Assim a Educação Física Escola, tem como tarefa contribuir por meio de seus conteúdos para uma aprendizagem significativa, e garantir com isso a formação de cidadãos críticos e autônomos. Portanto é de extrema importância um bom planejamento da disciplina para que realmente se alcance os objetivos necessários, mas que ao mesmo tempo as aulas possam acontecer de maneira prazerosa para os alunos. Assim o planejamento dessas aulas, é uma atividade de reflexão das nossas opções sobre nossas futuras ações, e isto implicará muito no sujeito que iremos formar. Diante disto, entendemos que devemos buscar ampliar a visão que os alunos possuem da educação física, a partir daí buscamos que o mesmo comece a ter condições de analisar criticamente a relação entre a disciplina e a realidade social.

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