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Parte 16   Sinopses regionais

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é a rarefação da extremidade lateral das sobrancelhas. 
Pode ocorrer uma queratoconjuntivite, com as con-
juntivas apresentando-se avermelhadas e edemaciadas, 
com fotofobia. A catarata é rara, em torno de 5% dos 
atópicos, especialmente em adolescentes. 
DERMATITE DE CONTATO 
As pálpebras são sede freqüente de dermatite de 
contato por medicamentos usados em tópicos oftal-
mológicos, como antibióticos, midriáticos e outros. 
Outras causas são os cosméticos palpebrais, faciais e 
esmaltes, devendo-se acrescentar que qualquer agente 
transportado pelas mãos pode causar uma dermatite 
de contato nas pálpebras, que foram definidas como 
antenas para contatantes. 
DERMATOMIOSITE 
O edema palpebral e periorbitário é muito suges-
tivo da dermatomiosite, acompanhado do eritema fa-
cial ( eritema heliotrópico). 
HANSENÍASE 
Na forma multibacilar lepromatosa, podem ocor-
rer infiltração e nódulos na região orbitária, poden-
do haver comprometimento ocular. É característica a 
madarose superciliar (queda das sobrancelhas, que co-
meça no terço externo). Na forma paucibacilar mber-
culóide, pode ocorrer localização na região orbitária, 
com perda de cílios e sobrancelhas. 
HERPES SIMPLES 
A infecção ocular pelo vírus do herpes simples é 
freqüente e importante, podendo conduzir à perda da 
visão. Pode ser encontrada no recém-nascido pela con-
taminação por herpes genital materno. É também en-
contrada como a primo-infecção herpética (conjuntivi-
te-queratite) ou como herpes recidivante. O tratamento 
tópico deve ser feico por oftalmologista e a droga eletiva 
por via sistêmica é o aciclovir ou derivados. 
HERPES ZOSTER 
O comprometimento do ramo oftálmico do 
quinto par (trigêmeo) pelo vírus do herpes zosrer 
pode atingir as pálpebras, conjuntivas córnea e úvea. 
O tratamento tópico deve ser orientado por oftal-
mologista e o tratamento sistêmico é com aciclovir 
ou derivados. 
HORDÉOLO 
O hordéolo, terçol ou meibomite é uma infecção 
estafilocócica, localizada, purulenta, de uma ou mais 
glândulas sebáceas (meibomianas ou zeisianas). Pode 
ser externo, quando está na margem palpebral da pele, 
ou interno, quando o processo inflamatório está na 
porção conjuntiva!. O tratamento é a pequena incisão 
para drenagem, antibióticos tópicos e sisrêmicos. 
MELANOSE PERIORBITAL 
A hiperpigmentação da região periorbital, conhecida 
como olheiras, é relativamente comum, particularmente 
em mulheres morenas. É caráter constitucional. 
MILIUM 
São pápulas minúsculas e esbranquiçadas de 1-3 
mm de tamanho. São ciscos epidérmicos que podem 
ser facilmente retirados com uma pequena incisão e 
espremedura. 
NECRÓLISE EPIDÉRMICA 
TÓXICA 
O comprometimento ocular pode ocorrer nas formas 
graves com uma conjuntivice purulenta com eventual 
formação de cicatrizes na conj.untiva e lesões da córnea. 
PENFIGÓIDE CICATRICIAL 
O penfigóide cicatricial, penfigóide das mucosas, 
cem uma evolução crônica, comprometendo as muco-
sas, sendo freqüente a localização na mucosa ocular, 
ocasionando simbléfaro podendo levar à cegueira. 
PÊNFIGO VULGAR 
As lesões bolhosas surgem nas mucosas e na pele, 
sendo eventualmente encontradas nas pálpebras. 
P I EBALDISMO 
A despigmentação pode atingir as pálpebras, deter-
minando poliose dos cílios e sobrancelhas. 
PSOR ÍASE 
Lesões nas pálpebras são encontradas raramente na 
psoríase. Pode ser localização única. Eventualmente, 
ocorre comprometimento das conjunrivas e vascula-
rização córnea. 
ROSÁCEA 
Em torno de 50% dos casos de rosácea, há com-
prometimento ocular. Este pode ser apenas blefarite 
ou uma irritação conjuntiva!. Eventualmente, há en-
volvimento córneo com distúrbio da visão. 
SARCOI DOSE 
Em cerca de 25% dos casos de sarcoidose, há com-
prometimento ocular, desde pápulas miliares amare-
ladas na conjuntiva palpebral até lesões da córnea, 
uveíte e coriorretm1te. 
SÍNDROME DE 
STEVENS-JOHNSON 
É característica da síndrome o início pelas muco-
sas, com comprometimento da mucosa ocular, bucal e 
geni tal, posteriormente surgindo as lesões cutâneas. 
AFECÇÕES DAS P Á L PEB RAS E R EG I Ã O 0 RB ITÁR IA 
S ÍNDROME DE V OGT-K OYANAG I 
Quadro raro caracterizado pelas manchas vitili-
góides, poliose ciliar, alopecia, hipoacusia, uveítes e, 
eventualm ente, descoramento da retina. 
S I R INGOMA PER I ORBITAL 
O siringoma ou hidradenoma é quadro comum 
nas pálpebras inferiores, caracterizado por pápulas 
de 1-5 mm de tamanho, cor da pele ou ligeiramen-
te mais claras. O tratamento é a eletrocirurgia. H á 
uma forma disseminada de siringoma (hidradenoma 
eruptivo), que ocorre mais em mulheres, em que são 
encontradas lesões no pescoço, tórax e abdome. 
VIT I L I GO 
Lesões acrômicas são freqüentes na região orbitá-
ria, porém não há comprometimento ocular. 
X ANTELASMA 
São xantomas planos, lesões amareladas, ligeira-
mente elevadas, localizadas nas partes internas das 
pálpebras. O tratamento eletivo é com ácido tricloro-
acético (50-70%), devendo ser sempre feita a determi-
nação de colesterol, triglicérides e lípides. 
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89 
AFECÇÕES DOS LÁBIOS 
E DA MUCOSA ORAL 
O exame dos lábios, cavidade e mucosa oral é 
parte do exame dermatológico. Há alterações pró-
prias das mucosas, manifestações orais de deunatoses 
e manifestações mucosas de doenças sistémicas. As ca-
racterísticas histológicas e anatômicas da mucosa oral 
dão às lesões aspectos muitas vezes diversos dos de 
quando acometem a pele, devendo o dermatologista 
estar familiarizado com sua apresentação. 
AFECÇÕES DOS LÁBIOS 
Os lábios compreendem a pele dos lábios, o ver-
melhão e a mucosa labial. O vermelhão apresenta ca-
racterísticas morfológicas próprias como a ausência de 
anexos cutâneos e intensa vascularização, sendo área 
propensa a apresentar diversas alterações patológicas. 
GRÂNULOS DE FORDYCE 
São pequenas pápulas-manchas amareladas no 
vermelhão dos lábios, freqüentemente alinhadas pró-
xima a pele, em geral no lábio superior. São glân-
dulas sebáceas eccópicas, desembocando diretamente 
na superfície do epitélio, comuns após a puberdade. 
São assinromáticos (Figura 89.1), e não necessitam 
tratamento. 
ORIFÍCIOS LABIAIS 
São malformações congenuas caracterizadas por 
pequenas depressões nas comissuras labiais ou no lá-
bio inferior. Podem infectar-se. 
HERPES SIMPLES 
Apresenta-se como vesículas que se agrupam como 
aspecto de buquê e rompem-se deixando superfície 
exulcerada. Com caráter recidivante localiza-se em 
geral nos lábios. 
SÍFILIS 
Quanto ao cancro duro, a localização nos lábios 
segue-se em freqüência à genital. É lesão ulcerosa, 
indolor, de bordas endurecidas. Invariavelmente, é 
acompanhada de adenice satélite bem evidente. No 
secundarismo, como manifestação precoce, podem 
aparecer pápulas achatadas, tendendo a vegetação, si-
tuadas simetricamente nas comissuras labiais; são os 
chamados condilomas planos. A poliadenopatia cer-
vical é característica. 
F 1G. 89. t. Grânulos de Fordyce. Múltiplas lesões assintomáticas 
no lábio superior. 
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DERMATOLOGIA 
VERRUGA VULGAR 
Quando localizada no lábio, assume, em geral a 
forma filiforme. É freqüente por auto-inoculação em 
crianças com verrugas nos dedos da mão. O tratamen-
to é a eletrocoagulação. 
QUEILITES 
Termo genérico, significando inflamação do lábio, 
que engloba numerosas afecções. 
QUEILITE ACTÍNICA 
A forma aguda ocorre após eventuais expos1çoes 
prolongadas ao sol, caracterizando-se por eritema, 
edema, vesículas, crostas e descamação. Involui em 
poucos dias, cessada a exposição. A forma crônica é 
observada principalmente em indivíduos de pele clara, 
que passaram grandes períodos expostos ao sol, por 
exemplo, esporcisras, pescadores, agricultores, etc. No 
início, é monossintomática apresentando descamação 
discreta.