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Parte 16   Sinopses regionais

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M ELANOMA 
Pode ocorrer em qualquer regiao das mãos. H á 
uma forma de localização subungueal caracterizada 
por mancha escura e que necessita diagnose precoce. 
MELANOSE 
Encontradas nos dorsos das mãos e antebraços. As 
lesões são manchas acastanhadas (melanose solar) que 
depois se tornam queratósicas e papulosas (queratose 
solar) . Surgem no adulto, precoce ou tardiamente, de 
acordo com o tipo de pele e o tempo e intensidade 
de exposição ao sol. 
PE LAGRA 
Lesões no dorso das mãos e antebraços que pioram 
com o sol. Há eritema-rubor que se torna mais escu-
ro, surgindo bolhas, sufosões hemorrágicas, hiperpig-
menração e atrofia da pele. 
PORFIRIA CUTÂNEA TARDIA 
Vésico-bolhas no dorso das mãos que surgem em 
geral após exposição solar. Evolui com atrofia e for-
mação miliar. 
PSOR ÍASE 
As lesões palmares são eritêmato-escamosas, com 
predominância nítida das escamas. Estas são espes-
sas, brancas, aderentes, de tamanho e formato muito 
variáveis. Pode ser a única localização na pele. H á, 
freqüentemente, alterações ungueais, representadas 
pelas depressões cupuliformes da lâmina ungueal e 
por hiperqueratose subungueal. A coexistência de le-
sões típicas de psoríase em outras localizações facilita 
bastante a diagnose. H á outra forma freqüente que é 
psoríase pustulosa, que pode ter localização exclusiva 
nas palmas das mãos e planta dos pés, apresem ando-
se como placas. É a pustulose recidivante. A chamada 
acrodermatite contínua (Hallopeau) é, provavelmen-
te, uma variante com lesões localizadas nas falanges 
distais dos dedos das mãos e pés. 
QUERATOACANTOMA 
A lesão é nodular, com cratera central, cheia de 
material queratinizado. Clinicamente, é muito seme-
lhante ao carcinoma espinocelular, até mesmo a dife-
renciação histológica poder ser difícil. A lesão deve ser 
ressecada in totum e examinada no conjunto, para a 
diagnose histológica precisa. 
QUERAT OOERM IAS PALMO-PLANTARES 
Existe hiperqueratose e fissuração das palmas e 
plantas. Os padrões morfológicos e genéticos dos di-
ferentes tipos são muito variáveis. 
QUERATOSE SOLAR 
Máculo-pápulas com escamas secas e aderentes, 
superfície áspera, cor amarela a castanha escura, em 
A FECÇÕES DAS M ÃOS E PÉS 
geral de 0,5-1 cm , podendo confluir formando placas. 
Localizam-se no dorso das mãos e antebraços. 
SÍFILIS 
No secundarismo, acompanhando outros elementos, 
podem ocorrer máculas e pápulas escamosas, assintomá-
ticas nas palmas e plantas. Pela evolução, fica área central 
eritematosa e colar periférico escamoso característico. 
T UMOR GLÔMICO 
Localiza-se com mais freqüência na região subun-
gueal. A característica clínica primordial é a dor. 
V ERRUGA 
Ocorre nas mãos, tanto a verruga vulgar como a 
plana. Pode ser única ou múltipla. Forma particular 
que ocorre é a verruga periungueal. 
AFECÇÕES DOS PÉS 
DERMATOMICOSE 
Apresenta-se sob diferentes aspectos clínicos: 
• Forma difusa aguda: H á vesículas, bolhas ou pús-
tulas. A supuração pode depender do próprio 
fungo, ou de infecção bacteriana secundária. É 
pruriginosa e pode apresentar linfangite. 
• Forma difusa crônica: Manifesta-se por fissuração 
e maceração nos espaços interdigitais. Coexiste 
comumente com a forma aguda. Pode ser causa-
da por fungos dermatófitos ou leveduras. 
ECZEMA ATÓPICO 
É freqüente, principalmente nas crianças, com-
prometendo o dorso dos pés e dos dedos. O prurido 
é imenso e constante. Afeta outras regiões e podem 
ocorrer manifestações diversas de atopia. 
ECZEMA DE CONTATO 
No dorso dos pés, ocorre a dermatite de contato 
por sensibilização. As lesões são do tipo eczematoso, 
agudo ou crônico. Os agentes sensibilizantes mais fre-
qüentes são calçados e medicamentos, principalmente 
antifúngicos. 
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D E RMATO L OG I A 
ER ITROM E L A L G IA 
Manifesta-se como sensação de queimação nas so-
las dos pés, associada com mudanças de temperatura 
ambiente. 
GOTA 
Tumefação eritematosa, muito dolorosa, intermi-
tente, sobre o primeiro metatarsiano. 
GRANULOMA ANULAR 
Semelhante ao que foi referido a propósito das 
mãos. 
LARVA M IGRANS 
Muito pruriginosa. A lesão característica é o traje-
to deixado pela larva. Freqüentemente existe infecção 
secundária. 
MELAN OMA MALIGNO 
Os pés são localização comum. D esenvolve-se, 
freqüentemente, sobre nevo pigmentar preexistente. 
Este, ao sofrer a transformação maligna, torna-se mais 
escuro, com halo pigmentar. Posteriormente, ocorrem 
ulceração e hemorragia. Neste estádio há, freqüente-
mente, metástases. 
NEURODERMITE C I RCUNSCRITA 
Apresenta-se como placa liquenificada no dorso do 
pé, sendo muito pruriginosa. 
NEVO PIGMENTAR 
Lesão hiperpigmentar, plana, localizada em qual-
quer ponto do pé. Merece particular atenção na loca-
• 
lização plantar, pela possibilidade de se tornar malig-
no. D eve ser excisado ou mantido sob vigilância. 
PELAGRA 
No dorso dos pés, assim como nas mãos, surgem 
lesões eritêmato-edemacosas, bolhas que evoluem com 
crostas, hiperpigmentação e atrofia da pele. Piora com 
exposição solar. 
PSORÍASE 
Quando em localização plantar, assemelha-se e 
pode coexistir com psoríase palmar. Pode ser a única 
localização. 
QUERATODERM IA PALMO-P LANT AR 
Associa-se ao quadro palmar com aspectos di-
versos. 
TUNGÍASE 
Pápula amarelada (batata) com ponto escuro cen-
tral. As lesões ocorrem nas plantas, especialmente em 
redor das unhas dos artelhos e interartelhos. Even-
tualmente, há infecção secundária, como piodermite 
ou celulite. 
VERRUGA PLANTAR 
Apresenta-se, em geral, como área central anfractuosa 
envolta por anel hiperquerat6sico. D evido à pressão 
do corpo, que impossibilita a exoproliferação epite-
lial, ocorre a penetração na derme. Esta é profunda 
e dolorosa, dificultando a deambulação. Este tipo de 
verruga plantar é denominado mimercia, vulgarmente 
olho de peixe. Há outro tipo de verruga plantar com a 
proliferação em superfície, formando placa hiperque-
ratósica. É a chamada verruga em mosaico. 
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AFECÇÕES DAS REGIÕES ANAL, 
GENITAL, PERINEAL E INGUINAL 
SEXO FEMININO 
CANDIDOSE 
São manchas brancas, cremosas, sobre base etitema-
tosa, que surgem na vagina. Existe corrimento, sensação 
de queimação e prurido. Os principais fatores predispo-
nentes são gravidez, diabete e antibioticoterapia. O exa-
me microscópico e/ou cultura esclarecem a diagnose. 
DERMATI TE SEBORRÉ: I CA 
Localização freqüente com placas eritêmato-des-
camativas. A existência de outras lesões possibilita a 
diagnose. Quando única localização, pode representar 
forma de passagem ou associação com psoríase, daí a 
designação seboríase. 
DONOVANOSE 
Doença de evolução crônica e progressiva, com lo-
calização genital, perineal e inguinal. É comum acome-
timento dos pequenos e grandes lábios, com extensão 
para a região inguinal e perineal, por auto-inoculação, 
contigüidade ou por via linfática. As lesões podem ser 
ulcerosas, úlcero-vegetantes e elefantiásicas. 
ECZEMA O U DER M ATI T E DE C ONTATO 
Apresenta-se como dermatite aguda ou crônica 
de variável intensidade. Os agentes causais mais co-
muns são medicações tópicas, produtos de higiene 
pessoal, anticoncepcionais de uso local e peças de 
vestuário. 
FT!RÍASE OU PED ICULOSE PUBIANA 
A principal manifestação é o prurido intenso. 
Os parasitas e seus ovos podem ser encontrados ao 
exame. 
HERPES SIMPLES 
A lesão inicial é representada por grupo de pe-
quenas vesículas sobre base eritematosa. As vesículas 
rompem-se facilmente, deixando área erosada e erite-
matosa. A recidiva é o comum. 
H 1 DROSADEN ITE 
Infecção crônica, supµrativa, profunda das glân-
dulas sudoríparas apócrinas da região. A s lesões são 
pápulas, nódulos e fístulas que drenam material pu-
rulento. É mais comum